TEXTO ÁUREO
“Ora, o
Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis
em esperança pela virtude do Espírito Santo”
(Rm 15.13).
VERDADE PRÁTICA
O
fruto do Espírito é um dos temas mais vibrantes da ética cristã, pois mostra
para o mundo o que Espírito Santo colocou dentro de cada um de nós.
Gálatas 5.16-26.
16
— Digo,
porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.
17
— Porque
a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes
opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.
18
— Mas,
se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
19
— Porque
as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza,
lascívia,
20
— idolatria,
feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões,
heresias,
21
— invejas,
homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das
quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não
herdarão o Reino de Deus.
22
— Mas
o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade,
bondade, fé, mansidão, temperança.
23
— Contra
essas coisas não há lei.
24
— E
os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e
concupiscências.
25
— Se
vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.
26
— Não
sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos
uns aos outros.
OBJETIVO GERAL
Demonstrar que o Fruto do Espírito é um dos temas mais vibrantes da vida cristã.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com seus respectivos subtópicos.
- I.
Conceituar o
fruto do Espírito;
- II.
Distinguir e
relacionar fruto do Espírito e dons espirituais;
- III. Conscientizar que o Espírito se opõe à Carne.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Fruto do Espírito e dons espirituais não deveriam ser exclusivistas, mas duas realidades complementares que revelam todo o conselho de Deus. Quem é cheio do Espírito deve desejar o Fruto do Espírito na mesma intensidade que deseja os dons espirituais. Se os dons são sinais poderosos para a evangelização e edificação da igreja, o fruto do Espírito é o testemunho poderoso de uma natureza purificada em meio à geração corrompida. Ora, no meio das trevas quem é luz é como quem segura uma tocha iluminada a meia-noite. Assim, o fruto do Espírito é o testemunho do “eu crucificado” com Cristo. Esse “eu” não é mais regido pelos instintos primitivos e animalescos da Carne, mas pela direção harmoniosa, calma e serena do Espírito Santo.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O fruto do Espírito é o resultado de uma vida cristã abundante e manifestada no relacionamento entre os irmãos e irmãs na igreja e no lar, na convivência com os descrentes no trabalho e na sociedade. Por isso, devemos entender o conflito entre a carne e o Espírito e a função do fruto do Espírito.
PONTO CENTRAL
O Fruto do Espírito tem como fonte o próprio Espírito Santo.
Lição 5: Fruto do Espírito: o Eu crucificado
O verdadeiro
Pentecostalismo — A atualidade da Doutrina Bíblica sobre a atuação do Espírito
Santo
Comentarista: Esequias Soares
O
fruto do Espírito
Gálatas
5.16-26
Texto:
Mas o Espírito de Deus produz o amor, a
alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade
e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei. — Gálatas 5.22-23
NTLH
Contexto dentro da Carta.
Paulo volta a repetir aquilo que afirmou no
início do capítulo (v.1), que o chamado dos gálatas era para liberdade e não
para a escravidão. Só que este vez a escravidão à qual refere não é a vida
regida pela lei (demonstrada pelo desejo de se circuncidar), mas é a vida
dominada pela natureza humana, o que ele chama literalmente de “carne”. A
“carne”, então, possui um duplo sentido nesta carta. Por um lado, pode se
referir à nossa “natureza humana”, isto é, a inclinação para fazer o mal. Por
outro lado, pode ser uma alusão ao ato da circuncisão, que é a remoção dum
pouquinho de “carne” do órgão sexual masculino. O que é irônico neste uso duplo
de Paulo, é que a lei que exige a circuncisão, surgiu justamente para frear a
inclinação da natureza humana pelo pecado. Entretanto, Paulo usa a mesma
palavra, “carne”, para se referir a ambos, ao pecado, e à lei da circuncisão.
Também ele chama o exercício dos dois, da lei e da inclinação para o pecado, de
“obra”, isto é, as “obras” da carne e as “obras” da lei, enquanto descreve a
vida vivida pelo Espírito Santo como uma vida que evidencia o “fruto” do
Espírito. Finalmente, Paulo afirma que tanto as obras da “carne” quanto as
obras da “lei” tem por trás “deuses que não são deuses” ou “poderes espirituais
fracos e sem valor” (4.3, 10 ) que escravizam, enquanto por trás da vida
crucificada tem por trás o “Espirito de Deus” que liberta (5.1, 5, 13). Tudo
isto tem o efeito de associar a vida regida pela lei à vida regida pelo
pecado—uma associação certamente surpreendente para pessoas de formação
farisaicas—e contrastar esta vida pela lei/pecado com a vida pelo Espírito.
Isto é a maneira que Paulo apresenta a questão.
Mas em
capítulo 5, logo antes da passagem sobre as obras da carne versus o fruto do
Espírito, Paulo faz um apelo prático e pastoral para os crentes das igrejas da
Galácia: parem de brigar (5.13-15). Evidentemente os crentes não foram todos
persuadidos pelos judaizantes. Alguns davam razão para Paulo também e isso
criava uma situação de conflito entre pontos de vista dentro daquelas igrejas,
alguns se considerando superiores aos outros, uma atitude que Paulo volta a
combater em outras igrejas também, notoriamente a igreja de Corinto, mas também
as igreas de Roma e outras. Parece que o mundo religioso é um verdadeiro adubo
para a cultivação de soberba espiritual! Este é o contexto que levou Paulo a
contrastar as obras da carne com o fruto do Espírito.
Em
Gálatas 5.13-15, Paulo está dizendo que a liberdade que temos em Cristo não é
liberdade apenas de certas coisas. Essencialmente é uma liberdade para um jeito
de viver. Isto é, não se deve conceber a liberdade cristã tanto em termos apenas
negativos (“sou livre para não fazer isto e aquilo”) quanto em termos positivos
(“sou livre para fazer isto e aquilo”). Mas como sabemos o que podemos e
devemos fazer? E aí Paulo simplesmente cita o mandamento central do
comportamento cristão: “Ame os outros como você ama a você mesmo” (v.15),
lembrando tanto o Antigo Testamento em Lv 19.18 quanto as palavras de Jesus
registradas em Mc 12.31. Somos livres para servir uns aos outros! Paulo disse
isto no versículo 13. Para a família da fé, o propósito da liberdade é nos
fornecer a possibilidade de servir. No conceito popular, a liberdade existe
para que não precisemos mais servir ninguém! Que diferença! E porque Paulo
falou isto? Porque os gálatas estavam brigando de modo feio entre si, quem sabe
por causa das diferenças entre os seguidores dos judaizantes e os ainda fiéis a
Paulo. Seja qual foi a ocasião da briga, Paulo pede um cessar fogo, e não só
isto. Afirma que a mesma fé que nos une ao Messias, nos une também uns aos
outros e deverá caracterizar a nossa convivência.
Em Gálatas 5.16-26 e diante das brigas na
igreja, alimentadas por sentimentos de superioridade de conhecimento ou
superioridade de lugar dentro do povo de Deus, Paulo pede que o povo escolha...
vv.16-17.
Só pode ser um ou outro. É impossível reconciliar dois modos de agir,
literalmente, as obras da carne, por um lado, e o fruto do Espírito, por outro
lado. Estes dois, Paulo disse, são irreconciliáveis, são inimigos, são opostos.
Por isto, Paulo afirma, “se a Espírito de Deus guia vocês, então não estão
debaixo da lei” (6.18). Que quer dizer? Precisamos elaborar um pouquinho...
v.18. Guiados pelo Espírito. Ser guiado
(passivamente) pelo Espírito é andar (ativamente) pelo Espírito e assim andar
no poder de repreender o desejo da “carne”, ou da natureza humana, e assim se
conformar cada vez mais à semelhança do Messias (2Co 3.18). Estar debaixo da
lei é conhecer a censura da natureza humana mas sem o poder de reprimi-la. Por
isso, o “Espírito” é contra a “carne” tanto no sentido de desejos pecaminosos
da natureza humana quanto no sentido da lei que censura estes desejos mas é
impotente para reprimi-los. Deixar-se guiar pelo Espírito traz libertação do
desejo da carne, da escravidão da lei e do poder do pecado (Rm 6.14). Isto é a
verdadeira graça de Deus, literalmente numa pessoa, o Espírito de Deus, e não
algo impessoal. Esta maior dádiva de Deus, o seu Espírito, nos capacita para
vivermos “no” Messias como filhos “adotados” de Deus (Rm 8.14-15), pertencentes
à sua grande e preciosa família.
vv.19-20. As “obras da carne”. Paulo elabora o
contraste entre a “carne” e o “Espírito”, dando exemplos de cada um. Ele faz
estas listas de “virtudes e vícios” nas suas outras cartas também (1Ts 4.3-6;
1Co 5.9-13; 6.9-11; 2Co 12.20-21; Rm 1.29-31; 13.13; Cl 3.5-8; Ef 4.17-19;
5.3-5), mas esta talvez seja a mais notória. A lista serve para mostrar o tanto
que os valores e comportamentos do mundo ainda se manifestam no meio do povo de
Deus e como isso não deveria ser assim. São estes:
1. imoralidade sexual (Mt 5.32; 19.9; At
15.20, 29; 21.25; 1Co 5.1; 6.18; 1Ts 4.3)
2. impureza (Pv 6.16)
3. ações indecentes
4. adoração de ídolos (1Co 10.14; Cl 3.5)
5.
feitiçarias (literalmente “drogas”, mas aqui, ou para envenenar ou enfeitiçar,
Êx 7.11; Ap 9.21; 18.23; 21.8; 22.15)
6.
inimizades (Mt 5.44; Lc 6.27, 35; Rm 12.20 cf. Pv 25.21)
7. brigas (1Co1.11; 3.3)
8.
ciumeiras (Rm 13.13; 1Co 3.3; 2Co 12.20)
9.
acessos de raiva (2Co 12.20; Ef 4.31; Cl 3.8) 10. ambição egoísta (2Co 12.20;
Rm 2.8; Fp 1.17; 2.3; Tg 3.14, 16) 11. desunião (Rm 16.17)
12. divisões (1Co 11.19; 3.4)
13. invejas (Mt 20.15) 14. bebedeiras (1Co
5.11; 6.10; 1Ts 5.7) 15. farras (Rm 13.13; 1Pe 4.3) e outras parecidas com
essas (isto é, “et cetera, et cetera, et cetera,”)
Esta
lista não é exaustiva e além dos vícios comuns de ofensas “graves” nas listas
judaicas, é importante notar que inclui também ofensas “menos graves” como:
inimizade, brigas, ciúmes, acessos de raiva, ambições egoístas, divisões e
invejas. Isto se deve à presença destes vícios específicos na situação que
Paulo está combatendo, as brigas dentro das igrejas da Galácia. Para Paulo, a
“carne” não depende tanto de sensualidade quanto da rebelião religiosa na forma
de orgulho espiritual ou “jactância” (Rm 3.27; 1Co 5.6 cf. Tg 4.16).
v.21. O aviso aos praticantes destes vícios é
escatológico e severo: “não receberão o Reino de Deus”. Segundo Atos 14.22,
Paulo e Barnabé havia avisado os gálatas que “era preciso passar por muitos
sofrimentos para poder entrar no Reino de Deus”. Na sua carta, os gálatas, pela
fé e pelo Espírito, participam da família do Messias e então da inauguração
deste reino que só se manifestará plenamente no futuro. Permanecer “no” Messias
é andar segundo o Espírito, o oposto de praticar as “obras da carne”. Por isso,
se faz necessário um outro jeito de viver, um viver pelo Espírito evidenciado
pelo fruto do Espírito. E para isso, Paulo agora volta a sua atenção.
vv.22-23.
O fruto do Espírito. São nove as características ou “graças” da vida vivida no
Espírito, talvez1 organizadas em três grupos de três. (ão são pré-requisitos da
nossa aceitação por Deus, e sim, manifestações espontâneas da mesma (Mt 7.16-20
// Lc 6.43-45). As nove características naturalmente andam juntas, não como os
dons do Espírito (Rm 12.6-8; 1Co 12.8-11). Aonde se encontra o amor as outras
virtudes aparecem logo em seguida e o amor é a cola que une todas em perfeita
harmonia (Cl 3.14). Quando o fruto do Espírito se manifesta na vida daquele que
está “no” Messias, estamos numa esfera onde a lei não tem nada a ver (v.23 cf.
1Tm 1.9). É a esfera somente do Espírito do Altíssimo, a nossa maior dádiva.
Que fruto é este? Vejamos...
primeira tríade: virtudes “exteriores”
• amor (Rm 5.5)
Sabemos
que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que
são chamados segundo o seu propósito. — Romanos 8.28 NTLH Que o amor de vocês
não seja fingido. Odeiem o mal e sigam o que é bom.
1
Esta é a sugestão pela puntuação do texto grego publicado pela Nestle-Aland,
26a edição, mas não pela UBS. 3a edição.
Amem uns aos outros com o amor de irmãos em
Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. — Romanos 12.9-10
NTLH (ão fiquem devendo nada a ninguém. A única dívida que vocês devem ter é a
de amar uns aos outros.
Quem ama os outros está obedecendo à lei. Os
seguintes mandamentos: “(ão cometa adultério, não mate, não roube, não cobice”
—esses e ainda outros mais são resumidos num mandamento só:
“Ame os outros como você ama a você mesmo.”
Quem ama os outros não faz mal a eles. Portanto, amar é obedecer a toda a lei..
— Romanos 13.8-10 NTLH
...mas o amor nos faz progredir na fé. — 1
Coríntios 8.1b NTLH Que tudo o que vocês fizerem seja feito com amor. — 1
Coríntios 16.14 NTLH
Pois, quando estamos unidos com Cristo Jesus,
não faz diferença nenhuma estar ou não estar circuncidado. O que importa é a fé
que age por meio do amor....Porém vocês, irmãos, foram chamados para serem
livres. Mas não deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para permitir
que a natureza humana domine vocês. Pelo contrário, que o amor faça com que
vocês sirvam uns aos outros. Pois a lei inteira se resume em um mandamento só:
“Ame os outros como você ama a você mesmo.”— Gálatas 5.6, 13-14 NTLH
Que a vida de vocês seja dominada pelo amor,
assim como Cristo nos amou e deu a sua vida por nós, como uma oferta de perfume
agradável e como um sacrifício que agrada a Deus! — Efésios 5.1 NTLH
Deus é amor. Aquele que vive no amor vive
unido com Deus, e Deus vive unido com ele. — 1 João 4.16b NTLH
Quem ama é paciente e bondoso.
Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem
vaidoso.
Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica
irritado, nem guarda mágoas.
Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma
coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo.
Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com
fé, esperança e paciência.
O
amor é eterno. Existem mensagens espirituais, porém elas durarão pouco. Existe
o dom de falar em línguas estranhas, mas acabará logo. Existe o conhecimento,
mas também terminará. — 1 Coríntios 13.4-8 NTLH
•
alegria (Ne 8.10; Rm 5.2; 15.13; Hb 12.2) (mais profundo que “prazer”, nasce da
alma) A palavra para alegria é chara e se deriva de charis, é palavra para
“graça” cujo origem está em Deus. Isto sugere que a “alegria”, algo que todos
desejam, nasce e se alimenta dum íntimo relacionamento com Deus. Quem se
procura alegria de qualquer outra fonte, na melhor de hipóteses, poderá
encontrar algo até prazeroso, pelo menos por um tempo, mas não o estado
duradouro e bem interiorizado de alegria. Exemplos bíblicos de alegria incluem:
a mulher estéril que fica grávida (Sl 113.9); cantando (Is 52.9) A alegria que
o SE(HOR dá fará com que vocês fiquem fortes. — Ne 8.10b NTLH E não somente
isso, mas também nós nos alegramos por causa daquilo que Deus fez por meio do
nosso Senhor Jesus Cristo, que agora nos tornou amigos de Deus. — Romanos 5.11
NTLH Pois o Reino de Deus não é uma questão de comida ou de bebida, mas de
viver corretamente, em paz e com a alegria que o Espírito Santo dá. — Romanos
14.17 NTLH
É
possivel experimentar este tipo de alegria, que nasce do Espírito de Deus, até
mesmo em meio de sofrimento: E vocês seguiram o nosso exemplo e o exemplo do
Senhor Jesus. Embora tenham sofrido muito, vocês receberam a mensagem com
aquela alegria que vem do Espírito Santo. — 1 Tessalonicenses 1.6
•
paz (Fp 4.7; Cl 3.15; Pv 6.19; 1Co 7.15; Ef 2.14-18). A paz não é a ausência de
conflito, mas a presença de Deus não importa o conflito. Paulo usa a palavra,
eirēnē, derivada provavelmente de eírō, que significa “juntar” (pérolas num colar)
Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus
filhos. — Mateus 5.9 E que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões,
pois foi para essa paz que Deus os chamou a fim de formarem um só corpo. —
Colossenses 3.15 NTLH ...pois Deus não quer que nós vivamos em desordem e sim
em paz. — 1 Coríntios 14.33 NTLH Façam tudo para conservar, por meio da paz que
une vocês, a união que o Espírito dá. — Efésios 4.3 NTLH (o que depender de
vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas. — Romanos
12.18 NTLH segunda tríade: virtudes “sociais”
• paciência (o oposto de pavio curto, ou
“longanimidade”, uma qualidade de Deus2 , literalmente, “lento em irar-se”, Lc
18.7; 1Co 13.4; Cl 1.11; 3.12; 1Ts 5.14; Pv 19.11).
A
dica de literalemnte “respirar fundo” é descrição de paciência. Um “hobby”
ajuda a desenvolver paciência: a jardinagem, a pintura, a pesca...atividades
cujos resultados não vêm rápido. Tem que esperar. 2 No hebraico, sem nenhuma
desrespeito, Deus é “narigão”, ou de “narinas cumpridas”, pois é aí que a ira
ou o fogo “se respire”. Sejam sempre humildes, bem educados e pacientes,
suportando uns aos outros com amor. — Efésios 4.2 NTLH
Vocês
precisam ter paciência para poder fazer a vontade de Deus e receber o que ele
promete. — Hebreus 10.6 NTLH Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e
grandes sinais. (At.6.8.)
Estêvão e Filipe haviam sido eleitos pela
comunidade de Jerusalém para servir as mesas das viúvas helenistas. Logo, a
primeira tarefa que estes homens tiveram diante deles foi caracterizada pela
pequenez (aos olhos humanos) e pelo anonimato. Essa tarefa certamente exigia,
entre outras coisas, humildade.
Quando
lemos acerca da continuidade do ministério destes homens vemos Deus levando-os
das pequenas tarefas para obras muito maiores. Estêvão tornar-se-ia o primeiro
mártir cristão e Filipe, o primeiro evangelista a romper as barreiras culturais
e levar o evangelho a outros lugares.
A estes homens foi concedida a primazia de
exercerem papéis que os próprios apóstolos exerceriam posteriormente. Mas tudo
começou com a humildade em servir nas pequenas e anônimas tarefas.
Dediquemo-nos com humildade às tarefas que Deus tem colocado diante de nós e
deixemos para Ele o conduzir-nos, por meio delas, conforme o seu querer, a
obras ainda maiores. — Retirado de “Devocionais Para Todas as Estações”
(Editora Ultimato, 2005).
•
delicadeza (Sl 34.8; 136.1; 1Pe 2.3; Lc 6.35; Rm 2.4; 11.22; 2Sm 9.3; Ef 4.32;
1Co 13.4). Não se refere a indecisão, a fraqueza em afirmar-se, a covardia ou
ser medroso. Ao mesmo tempo, a delicadeza é uma recusa de usar a força, quer
verbal quer físico, para ferir alguém. Pelo contrário, sejam bons e atenciosos
uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo,
perdoou vocês. — Efésios 4.31 NTLH
• bondade (Mt 20.15; 2 Ts 1.11) “fazer o bem”
ou literalmente “ser útil” para os outros terceira tríade: virtudes
“interiores”
• fidelidade (1Co 4.2; 12.9; Rm 12.3, 6; 2Co
6.15; Lc 12.42; Mt 25.14-30; Lc 19.11-27; 16.10)
• humildade (Sl 37.11 cf. Mt 5.5; T 3.2)
Moisés era um homem humilde, o mais humilde do mundo. — Números 12.3 NTLH Sejam
meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração
humilde; e vocês encontrarão descanso. — Mateus 11.29 NTLH cf. Marcos 3.5
Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido. — Mateus
5.5 NTLH
• domínio próprio (1Co 7.9; cf. 2Tm 4.1-5).
Uma chave importante do domínio próprio é a cobrança dos outros e a sua
disposição e humildade de ser cobrado. Todo atleta que está treinando agüenta
exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro, uma coroa
que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para
sempre. Por isso corro direto para a linha final. Também sou como um lutador de
boxe que não perde nenhum golpe. Eu trato o meu corpo duramente e o obrigo a
ser completamente controlado para que, depois de ter chamado outros para
entrarem na luta, eu mesmo não venha a ser eliminado dela. — 1 Coríntios
9.25-27 Vale mais ter paciência do que ser valente; é melhor saber se controlar
do que conquistar cidades inteiras. — Provérbios 16.32 NTLH Quem não sabe se
controlar é tão sem defesa como uma cidade sem muralhas. — Provérbios 25.28
NTLH
vv.24-26. Resumo. Que quer dizer tudo isto?
Negativamente para aqueles que creêm e assim estão “no” Messias, eles próprios
“crucificaram” os desejos da sua natureza humana, a sua “carne”. Isto é,
consideram estes desejos como parte do passado e como mortos (Rm 6.5-14). E
positivamente, os mesmos se entregam ao Espírito de Deus para serem controlados
por ele. Assim, nas mãos dEle, não há como nos orgulhamos, nem sentir
superioridade ou inveja do outro, pois o nosso viver provem não de nós e
unicamente do nosso esforço (lei), mas procede, em tudo, de Deus.
Conclusão
Há outras listas do fruto da vida cristã:
1 Coríntios 13.4-8 (já lido acima) Por último,
meus irmãos, encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios,
isto é, tudo o que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente. —
Filipenses 4.8 NTLH
Vocês são o povo de Deus. Ele os amou e os
escolheu para serem dele. Portanto, vistam-se de misericórdia, de bondade, de
humildade, de delicadeza e de paciência.
Não fiquem irritados uns com os outros e
perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa.
Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros. E, acima de tudo,
tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas.
E
que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões, pois foi para essa paz
que Deus os chamou a fim de formarem um só corpo. E sejam agradecidos. Que a
mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês! Ensinem e
instruam uns aos outros com toda a sabedoria. Cantem salmos, hinos e canções espirituais;
louvem a Deus, com gratidão no coração. — Colossenses 3.12-16 NTLH
C. O Evangelho Praticado em
Espírito.5:16-26.
Embora
não conste, a liberdade (5:1, 13) não ficou esquecida aqui. "O amor é o
guarda da liberdade cristã. O Espírito Santo é o seu guia" (G. G. Findlay,
The Epistle to the Galatians in The Expositor's Bible, pág. 347). Esta seção,
com seu contraste entre a carne e o Espírito, foi um tanto antecipada pela
declaração de 3:3. A vida no Espírito está sendo agora apresentada como o
antídoto para as inclinações da carne, o princípio do pecado que persiste nos
santos. Portanto, há uma guerra necessária e legítima, em contraste com aquilo
que foi insinuado em 5:15.
16,17.
Andar no (melhor, pelo) Espírito. Só desse modo os crentes podem
levantar-se acima das limitações da carne: evitar a realização dos desejos
dela. A promessa é enfática – e jamais satisfazeis. Carne e Espírito são
opostos, travando contínuo combate. Se o cristão está andando no poder de um
deles, não pode estar no controle do outro. A declaração, são opostos entre si,
é um tanto parentética, e a conclusão do versículo depende diretamente da
segunda das duas declarações precedentes do versículo. Por trás da resistência
do Espírito à carne está o propósito de que os crentes devem ser guardados de
praticarem as coisas que eles (de outro modo) fariam.
18. Na realização da vitória sobre a
carne, é preciso que a pessoa se coloque sob a liderança do Espírito. A Lei
leva a homem a Cristo (3:24). Então o Espírito assume o controle e dirige o
filho de Deus para a plenitude da vida em nosso Senhor. Esta plenitude será
resultado inevitável, se o Espírito não for limitado pelo pecado no crente (Ef.
4:30). Em lugar de dizer, em concordância com o primeiro pronunciamento desta
seção, que ser dirigido pelo Espírito significa ser libertado da carne, o
apóstolo tira uma conclusão inesperada. Ser dirigido pelo Espírito demonstra
liberdade da lei. Apego à lei significa multiplicação de transgressões (cons.
Gl. 3:19) em lugar de redução. Evidentemente existe um laço íntimo entre a lei
e a carne (cons. Rm. 8:3).
19-21.
As obras da carne podem ser esperadas prolificando livremente na atmosfera
do legalismo. Um raio de ironia se percebe aqui ao fazer referência às obras –
"Atentem para as realizações da carne!"
Em primeiro lugar vêm os pecados sensuais. Prostituição
é um termo geral para imoralidade sexual. Impureza inclui toda sorte de
corrupção sexual. Lascívia indica audácia descarada nesse tipo de vida.
Depois
vêm os pecados religiosos. Idolatria é a devoção aos ídolos. A palavra grega
que foi traduzida para feitiçarias encaixa-se no termo "farmácia" e
significa basicamente a administração de drogas e poções mágicas, mas passou a
representar todo o tipo de prática de feitiçaria (cons. Ap. 9:21; 18:23).
Um terceiro grupo abrange os pecados de
temperamento. Esses passam por toda a escala desde inimizades, que é algo
latente, passando pelas porfias, que é algo operante (indicando neste caso
disputas devidas ao egoísmo), pelas dissensões (antes, divisões) e facções, ou
exibições de espíritos partidários (invejas podem se relacionar às anteriores
pois ajudam a criar divisões, como também podem ser associadas com o próximo
item), até chegar aos homicídios (E.R.C.), o clímax dos antagonismos
impropriamente acalentados.
Na
quarta categoria podemos colocar as bebedices e glutonarias. A lista poderia
ser ampliada – e coisas semelhantes. Aqueles que praticam tais coisas não
herdarão o reino de Deus (cons. I Co. 6:9, 10). Um crente pode cair em
semelhantes práticas do mal se andar de acordo com a carne. Por isso é que se
faz a inclusão desta lista na sua presente posição dentro desta carta, onde a
vida do cristão está sendo revista.
22,23.
Tudo aqui
está em contraste com o precedente: fruto em lugar de obras; o Espírito em
lugar de carne; e uma lista de virtudes grandemente atraentes e desejáveis em
lugar das coisas feias que acabaram de ser citadas. A palavra fruto, estando no
singular, como se apresenta nas cartas de Paulo, tende a enfatizar a unidade e
coerência da vida no Espírito oposta à desorganização e instabilidade da vida
sob os ditames da carne. É possível, também, que o singular tenha a intenção de
apontar para a pessoa de Cristo, no qual todas essas coisas são vistas em sua
perfeição. O Espírito procura produzi-las reproduzindo Cristo no crente (cons.
4:19). Passagens tais como Rm. 13:14 sugerem que os problemas morais dos homens
redimidos podem ser resolvidos pela suficiência de Cristo quando apropriada
pela fé.
À luz
da preferência de Paulo pela forma singular de fruto, não se toma necessário
recorrer ao expediente de colocar um travessão depois da palavra amor para
indicar que todos os outros itens dependem deste. O amor é decisivo (I Jo. 4:8;
I Co. 13:13; Gl. 5:6). Gozo é o que Cristo concede aos seus seguidores (Jo.
15:11) e é pelo Espírito (I Ts. 1:6; Rm. 14:17). Paz é o dom de Cristo (Jo.
14:27) e inclui uma reação interior (Fp. 4:6) e relacionamento harmonioso com
os outros (contraste com Gl. 5:15,20). Longanimidade relaciona-se com a atitude
da pessoa para com os outros e envolve uma recusa em revidar ou se vingar do
mal recebido. Literalmente é paciência. Benignidade seda melhor traduzida para amabilidade.
É a benevolência nas atitudes, uma virtude visivelmente social. Bondade é uma
probidade da alma que aborrece o mal, uma honestidade definida de motivações e
conduta. Fidelidade (se fosse fé, estaria no começo da lista). Um caso paralelo
é Tito 2:10, "lealdade". Mansidão baseia-se na humildade e indica uma
atitude para com os outros, mantendo a devida negação do ego. Domínio próprio
(lit., reprimir com mão firme), ou controle da vida do ego por meio do
Espírito.
Contra estas coisas não há lei. "A
Lei existe com o propósito de refrear, mas nas obras do Espírito não existe
restrição" (J.B. Lightfoot, Galatians, pág. 213). A mesma verdade foi
declarada em outra passagem, Rm. 8:4.
24-26. Aqueles que são verdadeiramente
de Cristo devem ser como Ele na participação da cruz. Eles crucificaram a
carne. Idealmente, isto aponta para a sua identificação com Cristo na Sua morte
(2:20). Praticamente, enfatiza a necessidade de carregarmos o princípio da cruz
na vida redimida, uma vez que a carne, com as suas paixões e desejos continua
sendo uma realidade sempre presente (cons. 5:16, 17). A mesma tensão entre a
provisão divina e a apropriação humana se encontra em relação ao Espírito.
Vivemos no Espírito segundo a disposição
divina, por meio do dom do Espírito na conversão. Mas andamos em Espírito por
uma questão de vontade pessoal, dando cada passo na dependência dEle. Se alguém
andar assim, não desejará vanglória – cobiça do ego, frustrado quando não tem
sucesso. "A vanglória desafia a competição, à qual os de natureza mais
forte reagem na mesma moeda, enquanto que os mais fracos são levados à
inveja" (Hogg e Vine, Galatians, pág. 305).
Gálatas (Comentário Bíblico Moody)
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