segunda-feira, 4 de maio de 2020

Lição 6: A condição dos gentios sem Deus


TEXTO ÁUREO

Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens

 (Ef 2.11).

VERDADE PRÁTICA
Outrora sem Deus, por meio de Cristo, os gentios tornaram-se descendência de Abraão e herdeiros das promessas.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Efésios 2

11 — Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;
12 — que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.

Romanos 4

12 — E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão.
13 — Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.
14 — Pois, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada.

                  CAPITULO 6

A CONDIÇÃO DOS GENTIOS SEM DEUS


"Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo" (Ef 2.11,12)

Na presente seção, Paulo lembra aos gentios q., antes da regeneração, eles eram incircuncisos e tinham experimentado cinco formas de privação: (1) estavam sem Cristo; (2) eram separados de Israel; (3) alienados quanto à promessa; (4) sem esperança; e (5) sem Deus no mundo (Ef 2.11-12). Neste capítulo, estudaremos cada um desses aspectos, listados pelo apóstolo como desvantagens dos gentios em relação aos judeus.

Como é possível perceber nessa exposição sintetizada, a condição dos gentios era desesperadora e sem perspectiva alguma. Matthew Henry faz uma tradução livre da abertura do versículo 11 do seguinte modo: "Vocês deveriam lembrar o que vocês foram, para se humilharem e despertarem seu amor e gratidão a Deus"). De fato, o texto paulino convida a todos os pecadores regenerados a refletir acerca da conduta de erros de outrora.

Essa reflexão realizada com sinceridade aumentará inevitavelmente nosso amor e nossa gratidão para com Deus. Assim como os gentios destinatários da carta aos Efésios, igualmente estávamos enquadrados nessas pavorosas restrições. Outrossim, estando ainda mortos em nossos delitos e pecados, aprouve a Deus propiciar também aos gentios um meio de salvação pela sua riquíssima misericórdia e pelo seu muito amor (2.4).

        I. CHAMADOS INCIRCUNCISÃO

1                      1 .     0 conceito de circuncisão

Circuncisão é a remoção cirúrgica do prepúcio do órgão sexual masculino. Foi prescrito como sinal externo de quem pertencia ao povo da aliança com Deus. Essa era a marca do Pacto Abraâmico e deveria ser rigorosamente observada por todos do sexo masculino (Gn 17.10-11). O procedimento era realizado no oitavo dia de vida dos nascidos em Israel ou estrangeiros comprados a dinheiro (Gn 17.12; Lv 12.3). Quem não era circuncidado era considerado "incircunciso" e, portanto, exduído da aliança (Gn 17.14). O rito tornou-se um sinal perpétuo que distinguia os judeus dos demais povos - os gentios. No texto, não está registrado o passo a passo da execução do ritual, porém VVycliffe avalia que, na extração da pele que recobre o órgão sexual masculino, "aparentemente, instrumentos cortantes de pedra eram usados pelos pais da criança" (É< 424-26).

O pacto da circuncisão, todavia, foi negligenciado durante o jornadear do deserto (Js 5.5-7). Conjectura-se que o descumprimento do dto está relacionado com as condições insalubres da peregrinação. Não obstante, após 40 anos, todos os homens circuncidados que saíram do Egito estavam sepultados. Desse modo, tornou-se imperioso circuncidar os homens nascidos no deserto (Js 5.7). Assim, antes de tornar posse da Terra Prometida, Josué confeccionou facas de pedra e circuncidou-os na "colina dos prepúcios" (ver Js 52-3).


2                        2 .     0 significado religioso da circuncisão

O significado religioso apontava para a pureza espiritual e a santificação (Ex 19.5,6). Como a corrupção e as práticas idólatras estavam fortemente relacionadas com a sexualidade depravada, a circuncisão simbolizava a aliança de purificação requerida ao povo escolhido (Jr 5.7; Os 4.14). Era algo tão sério que os judeus recusavam-se até mesmo a comer com os incircuncisos (At 11.3). O Dicionário Bíblico Wycliffe apresenta a seguinte abordagem:

A circuncisão era um sinal adequado para o povo escolhido de Deus, porque a pureza espiritual e a santidade deveriam caracterizar a sua vida. Como a corrupção do pecado frequentemente se manifesta com força peculiar na vida sexual, Deus exigiu que o seu povo simbolizasse a santificação das suas vidas por meio da purificação do órgão que serve para a reprodução da vida...

 Não por acaso, ao escrever a sua epístola aos irmãos de Gaiatas, Paulo enfatiza que as obras da carne manifestam-se com pujança na área sexual, as quais são: "prostituição, impureza, lascívia" (GI 5.19). Ao orientar os irmãos em Corinto, o apóstolo ensina que o pecado da imoralidade sexual é cometido contra o próprio corpo (1 Co 6.18) e acrescenta a seguir que o corpo é templo do Espírito Santo; portanto, em nosso viver, devemos glorificar a Deus com nosso corpo (1 Co 6.1920, NVI). Assim, o princípio de pureza e santidade permanece em vigor, devendo sempre ser observado pelos que pertencem a Deus.

               3. A circuncisão do coração

 O apóstolo reconhece que os gentios não faziam parte da circuncisão, mas faz uma ressalva: o sinal dos judeus era apenas físico e realizado por mãos humanas (Ef 2.11b). Ele destaca que a verdadeira circuncisão não é aquela evidenciada por um código escrito, na esfera da legalidade, mas aquela que acontece no interior, na esfera do Espírito (cf. Lv 26.41; Dt 10.16; 30.6; Jr 4.4; 926; At 7.51). As Boas Novas enfatizadas nos escritos de Paulo eram que a circuncisão agradável a Deus não era a externa, operada na carne pelos homens, mas a que acontece "no interior [...], a que é do coração [..], cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus" (Rm 229). Acerca dessa proposição paulina, Stott afirma que :

Esse conceito não é uma inovação de Paulo, pois ocorre regularmente no Antigo Testamento. No Pentateuco Deus reclama dos "corações incircuncisos" de seu povo [...] Depois são os profetas que utilizam a mesma imagem [...] Mas o que Paulo está procurando é muito mais que isso. Ele busca "uma circuncisão do coração que substitua completamente o ritual físico, e não meramente o complemente". Além disso, tal circuncisão se dará pelo Espírito, e não pela lei escrita. Isto é, ela é Obra do Espírito Santo, realizada interiormente, de tal maneira que um código escrito e exterior nunca poderia realizar.'

 Desse modo, o apóstolo condena o legalismo judaico que ensinava ser a circuncisão uma segurança de salvação. Ele salienta que os judeus estavam enganados ao considerar que a mera circuncisão física era de alguma utilidade (Rm 225-27). Os rabinos afirmavam q. "o homem circuncidado não iria para o inferno"... Essa falsa segurança foi contestada com veemência na Epístola aos Romanos (Rm 2.28-29). A circuncisão só teria valor se fosse acompanhada da obediência e de transformação (1 Co 7.19; GI 5.6). Por fim, Paulo esclarece que, na pessoa de Cristo, o sinal de quem pertence a Deus não é a circuncisão e nem a incircuncisão, mas, sim, o ser uma nova criatura (GI 6.15).


                      4  .     A circuncisão na Nova Aliança


 No início da Igreja, alguns judeus conversos queriam obrigar os gentios cristãos a cumprir a Lei Mosaica. Esse grupo de judeus ficou conhecido como "judaizastes" pelo fato de tentarem impor os costumes judaicos na prática da fé cristã. O assunto da circuncisão, em especial, gerou discussões calorosas entre cristãos judeus e gentios e obrigou os apóstolos a posicionarem-se (At 15.1-2,5-6).


Na carta aos Gaiatas, por exemplo, Paulo exortou os irmãos a não observarem a circuncisão a fim de não caírem da graça e da fé em Cristo (GI 52-4). Em Antioquia da Síria, o tema ganhou ampla dimensão, provocou intensos debates e culminou na convocação do Primeiro Concílio da Igreja em Jerusalém:

 Esses mestres não autorizados encontram forte resistência na Antioquia. O esforço para judaizar a Igreja cria acalorado debate e tem o potencial de dividir a Igreja [...]. Por causa do perigo da cisão e da importância da mensagem missionária, uma delegação é enviada a Jerusalém para resolver o assunto. Entre os representantes estão Paulo e Barnabé.

A maior parte dos intérpretes do Novo Testamento é concorde que esse 1° Concílio Eclesiástico da Igreja, o Concílio de Jerusalém, foi realizado em 49 d.C., tempos depois da primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé. Na ocasião, reuniram-se os apóstolos, os anciãos e também a Igreja para deliberarem acerca da controvérsia judaizaste (At 15.6,1222). Após um período de contenda, o apóstolo Pedro lembrou a todos como Deus concedera o Espírito Santo também aos gentios (At 15.7,8) e avaliou que a posição judaizaste era um ultraje contra o próprio Deus: "[...] por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?" (At 15.10).

Em seguida, Paulo e Barnabé relataram os sinais e prodígios q. Deus havia feito por meio deles entre os gentios (At 15.12). Por fim, o apóstolo Tiago, líder da Igreja em Jerusalém, recomendou que os gentios convertidos não fossem molestados com essas questões judaicas (At 15.19). Na sequência, sob a orientação do Espírito Santo, ele pareceu ter agradado a todos e, assim, acalmou os ânimos mais exaltados (At 1520-30). O parecer ficou conhecido como "decretos apostólicos" e possui quatro recomendações aos gentios convertidos. Os decretos abordam os aspectos morais e cerimoniais da Lei.

A primeira e a segunda orientação parecem ter conexão intencional: "que se abstenham de comida contaminada pelos ídolos" e que vos guardeis da "imoralidade sexual" (At 15.20a, NVI). Esse entendimento dá-se pelo fato de que a idolatria frequentemente envolvia a imoralidade. O terceiro e o quarto decreto também possuem conexão entre si. De um lado, a orientação de abstinência "da carne de animais estrangulados" (At 1520b, NVI), isto é, carne que retém o sangue, conforme está registrado em Levítico 17.10-14. E de outro, a recomendação para não comer "do sangue" (cf. Lv 3.17; 726; 17.10; 1926).

Percebe-se claramente, portanto, que os decretos apostólicos não fazem nenhuma referência à prática da circuncisão. O objeto principal da controvérsia era a questão da circuncisão (At 15.1-5) e, provavelmente, outra questão secundária, mas também relacionada com a circuncisão, como a associação dos judeus com os gentios (At 11.2-3, GI 2.11-14). A deliberação dos apóstolos desconsiderou totalmente a necessidade de o cristão circuncidar-se e ainda ratificou que Deus não faz diferença alguma entre circunciso e incircunciso (At 15.9). A ênfase na Nova Aliança não é o sinal exterior, mas, sim, o interior do homem. De maneira que, agora, no novo pacto, "a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo" (Fp 3.3).


     II. ESTRANHOS AO CONCERTO DA PROMESSA


1                       1 .     Uma vida sem Cristo


 Na descrição da história passada dos gentios, o apóstolo traz à memória que, "naquele tempo", isto é, antes da regeneração, eles viviam imersos no paganismo e, portanto, "sem Cristo". Quanto a essa triste realidade, Stott faz uma anotação perspicaz ao realçar que, "durante todo o período antes de Cristo, os gentios não estavam em Cristo nem com Cristo, mas, sim, separados de Cristo, nem sequer tinham a expectativa de um Messias vindouro".140 Esse quadro indica que a religiosidade dos gentios era incapaz de inseri-los na promessa messiânica de salvação (Jo 422). Isso significa que tanto desconheciam a Cristo, como também eram indiferentes quanto às promessas acerca dEle e da sua obra (Hb 8.8-10).

A situação miserável dos gentios incapacitava-os de receberem as bênçãos espirituais, pois todas elas são concedidas "em Cristo" (Ef 1.3ss.). Por isso, a narrativa paulina prossegue caótica e apresenta um quadro desolador de exclusão, ignorância e alienação (2.12b).


                    2. Separados da comunidade de Israel

Aqui, o apóstolo salienta a desvantagem gentílica de não pertencerem à comunidade de Israel (2.12b). Eles estavam excluídos não só dos símbolos externos, como também não faziam parte do povo escolhido e, portanto, não poderiam usufruir dos privilégios da aliança de Abraão (Rm 9A). O Comentário Bíblico Beacon chama atenção para a intensidade do termo "excluído", que significa total alienação, e não mero afastamento temporário de unia agregação anterior, acrescentando que todos "os gentios estavam fora da comunidade do povo de Deus, com exceção de alguns prosélitos. Mas, mesmo entre estes, ainda permanecia o sentimento de intrusão".

 A constatação cruel era a de que Deus não se revelara para os gentios. A chamada divina fora feita somente a Abraão e à sua descendência (Gn 17.17). Nessa ótica, a Lei e as promessas pertenciam somente aos judeus (At 13,22,23). Desse modo, os gentios tinham sido rejeitados e estavam fora do alcance das bênçãos prometidas a Abraão, 'saque e Jacó (Mt 22.32). Esse sentimento exclusivista abraçado pelos judeus provocava forte animosidade com os gentios. Essa postura judaica culminou em profunda inimizade agravada pela parede de separação construída para impedir o acesso dos gentios ao templo em Jerusalém (Ef 2.14).

 Essa barreira, no entanto, não era apenas física ou material; ela também era espiritual e cultural. Ratifica-se, portanto, que a exposição do apóstolo tem por objetivo evidenciar e trazer à memória dos gentios a terrível condição de outrora: "[...] lembrem-se de que anteriormente vocês eram gentios por nascimento" (2.11a, NVI). De fato, uni cristão jamais pode esquecer-se de quem era e de onde ele foi tirado por Deus. Nossa condição era tão desalentadora quanto os primeiros leitores de Efésios. Porém, apesar das circunstâncias desfavoráveis e de toda a animosidade da cultura judaica, Paulo ensina que os gentios também se tornaram descendência de Abraão por meio de Cristo (2.13-19; GI 329).


                   3. Alienados aos pactos das promessas

 Como já visto no tópico anterior, por não pertencerem à comunidade de Israel, os gentios estavam inteiramente alienados a qualquer plano de redenção mediado pela promessa messiânica feita aos judeus (At 13,22,23). Eles desconheciam totalmente os vários pactos que Deus estabelecera com os patriarcas israelitas. Esses pactos giravam em torno da grande promessa do advento do Messias (At 13.32).

Dentre eles, citamos o "pacto abraâmico" (Gn 12.1-3), o "pado mosaico" (Dt 28.1-14) e o "pacto davídico" (2 Sm 7.13-16). Na verdade, os pactos aqui referenciados não são os únicos, mas são os mais relevantes por serem reiterações da promessa messiânica. A expressão "pacto" também é sinônima de "aliança" e "testamento". Refere-se a "um acordo entres duas ou mais pessoas em que quatro elementos estão presentes: partes, condições, resultados e garantias".142 Em nossa análise, enfatizaremos apenas o "pacto abraâmico".

Embora esse pacto tenha sido realizado pessoalmente entre Deus e Abraão e embora a promessa faça uma referência direta à descendência do Patriarca (Gn 12.1-3), ainda assim é possível perceber uma abertura para a inclusão dos demais povos: (...) em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12.3c). Os judeus, no entanto, não se aperceberam desse detalhe, ou ignoraram essa possibilidade, não a entendendo, ou preferindo interpretá-la doutra maneira.

Hoje, após a revelação contida na Nova Aliança, sabemos que os gentios também estavam inclusos na promessa no plano divino (GI 3.29). Isso, porém, só seria possível por meio de Cristo (GI a 14-16), de modo q., "antes" de Cristo e da revelação do mistério oculto (Cl



pudesse ser ditosa. Epicuro (341-270 a.C.) ensinava que o prazer é o início e o fim de uma vida, que nada existia após a morte e que, portanto, nada havia para ser temido:

Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não significa nada para nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos. A morte, portanto, não é nada, nem para os vivos, nem para os mortos, já que para aqueles ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui. E, no entanto, a maioria das pessoas ora foge da morte como se fosse o maior dos males, ora a deseja como descanso dos males da vida.'.


Outros filósofos pagãos eram mentores das ideias de Epicuro, tais como Hegesias de Cirene (290-330 a.C.) e Protágoras de Abdera (481-411 a.C.). De outro lado, Sócrates (470-399 a.C.) acreditava na imortalidade da alma, porém vivia atormentado pela voz de um "deus" chamado por ele de daimonion, que era, na opinião do filósofo, um ser inferior aos deuses, mas superior aos homens. A ele é atribuída a frase: "Sé sei que nada sei". Aristóteles (384-322 a.C.), aluno de Platão, alimentava dúvidas acerca do tema.

Em contrapartida, Platão (429 a.C.), aluno de Sócrates e professor de Aristóteles, embora admitisse a sobrevivência da alma após a morte, não possuía a revelação divina para explicar como ela poderia ser redimida. Ao discorrer sobre essa horrenda situação das pessoas que vivem sem esperança de redenção, o Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento declara o seguinte:

Em um mundo de degradação, com todos os seus pecados, sofrimentos e morte, a humanidade precisa de uma esperança infinita que somente a fé em Cristo pode proporcionar. De outra forma a vida é uma escuridão tenebrosa, desesperançosa e aflita. Os gentios não tinham a esperança de Israel, nem a revelação do Dos de Israel.

Somado a essa condição de escuridão espiritual, bem como as questões contraditórias da filosofia pagã, os gentios depositavam a sua confiança nos falsos deuses do panteão greco-romano. Assim, embora Deus tivesse decretado incluir os gentios no plano da salvação, eles ignoravam esse fato e, em consequência, não conheciam a promessa messiânica, onde pudessem sustentar qualquer esperança (1 Cr 29.15). Nesse sentido, o Comentário Bíblico Beacon ressalta que os gentios, "antes de ouvirem e responderem à palavra da graça, eles não tinham parte ou parcela no povo messiânico, fato que significa que eles não possuíam a esperança do Messias ou qualquer benefício que viesse junto com isto".

 Desse modo, como estavam sem Cristo, excluídos da comunidade de Israel, alienados quanto aos pactos e as suas promessas, os gentios viviam sem expectativa tanto no presente quanto no futuro (1 Co 9.10). Sarcerius, em Anotações sobre Efésios, considera q. "por esperança, Paulo se refere também à fé, que, naquele tempo, os gentios não podiam ter porque eram estranhos às alianças de Deus, que somente a fé salvadora pode entender.

 Trilhando por esse caminho tortuoso, um abismo chamava outro abismo, e a vida dos gentios seguia escravizada (SI 42.7). Nada muito diferente disso também aconteceu conosco quando vivíamos distantes de Cristo. Como a esperança é âncora para a alma, os gentios desprovidos dela padeciam de medo e incertezas (Hb 6.18-19; 2 Co 7.10). Consequentemente, a falta de esperança e de paz estava associada à ausência do verdadeiro Deus.


                           2 .     Sem Deus no mundo


A expressão "sem Deus" não significa que os gentios não serviam ou não acreditavam em divindade (1 Co 8.4; GI 4.8). Ao contrário, eles eram politeístas e idólatras, acreditavam e adoravam muitos "deuses", mas estavam sem o conhecimento do Deus que se havia revelado a Israel (Éx 302). No seu paganismo, viviam em total desconhecimento do Deus único e verdadeiro.

Isso implica concluir que os gentios estavam sendo conduzidos por falsos deuses que os mantinham em escravidão e densas trevas espirituais. Trata-se de uma descrição calamitosa. Felizmente, esse quadro foi alterado pela intervenção dos desígnios eternos do verdadeiro Deus (Jo 17.3). Na sequência do texto aos Efésios (2.13ss.), o apóstolo Paulo "compara a miséria original em que os gentios viviam antes de aceitarem a Cristo pela fé, com a felicidade em que foram integrados pela fé nele, de modo a fazer que a grande e misericordiosa bênção de Deus fosse a maior de todas"148, tema que será abordado a seguir.

A IGREJA ELEITA
Douglas Batista.


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                             Comentário Bíblico Efésios

Na primeira parte (1.1—2.10), estudamos sobre as "bênçãos de Cristo outorgadas aos crentes", descrevendo sua situação moral e espiritual. Um outro aspecto da situação dos crentes em Cristo é o aspecto sócio-espiritual apresentado nos capítulos 2.11 a 3.21. Deus une por seu Espírito e pela obra expiatória de Cristo todos os homens, de todas as raças, nações, línguas, sem se preocupar com os antecedentes espirituais de cada um, sejam judeus, sejam gentios.

O povo judeu sempre se destacou por sua peculiaridade religiosa e por seu absolutismo na crença monoteísta girando em torno do nome de Jeová. O povo gentio, composto de todos os demais povos da terra, era considerado sem direito à comunhão com o Deus dos judeus por causa de seu politeísmo e idolatria.

 Com o primeiro advento de Cristo, em que Ele fez-se carne como nós, todos os povos da terra foram alcançados através da sua obra expiatória. As diferenças religiosas, os costumes distintos entre ambos os povos (judeus e gentios) suscitaram grandes polêmicas no seio da igreja no primeiro século da Era Cristã. As polêmicas envolviam privilégios e bênçãos, costumes e doutrinas. O Espírito Santo, então, inspirou a Paulo, chamado apóstolo dos gentios, para desfazer essas dificuldades, mostrando que Deus Pai, em Cristo Jesus, preferiu unir judeus e gentios, dando-lhes os mesmos privilégios e direitos espirituais. Para Deus não há diferenças, e na dispensação da graça, a Igreja é o novo povo de Deus, constituído de membros de ambos os povos, judeus e gentios.

1                1  .     JUDEUS E GENTIOS 
                    — 2.11,12 1.1. A condição dos gentios sem Deus — vv. 11,12

Nesses dois versículos, Paulo contrasta a situação espiritual entre dois povos (Rm 3.9,10,22). Ele mostra a condição dos gentios sem Deus (pagãos), lembra aos gentios crentes a sua condição anterior à nova vida e destaca sete aspectos da sua vida paga no passado:

• "Gentios na carne" — v. 11
• "Chamados incircuncisão" — v. 11
• "Estáveis sem Cristo" — v. 12
• "Separados da comunidade de Israel" — v. 12
• "Estranhos aos concertos da promessa" — v. 12
• "Não tendo esperança" — v. 12
• "Sem Deus no mundo" — v. 12

Esse era o estado espiritual dos gentios antes de conhecerem o Evangelho. Para que não se esquecessem desse fato, Paulo os convidou a se recordarem de que em outros tempos eles não pertenciam ao povo de Deus.

            1.1.1.  "Gentios na carne" — v. 11

Essa expressão se refere ao fato de eles não serem israelitas. Os efésios eram pagãos, e a expressão "na carne" aqui se refere à circuncisão física que eles não tinham. Era o sinal físico através de cirurgia feita no membro viril de todo macho israelita, para distingui-lo como parte do povo de Deus (Gn 17.9-14). Entretanto, a circuncisão era um sinal especificamente para os judeus e que os distinguia dos demais povos da terra.

            1.1.2.  "Chamados incircuncisão" — v. 11

Era um termo depreciativo usado pelos judeus contra os gentios. Paulo, delicada e claramente, os desaprova mostrando-lhes que a "circuncisão feita pela mão dos homens" se torna vã para receber a graça de Deus. Mostra-lhes que a verdadeira "circuncisão" não é feita por mãos humanas, mas espirituais (Rm 2.25-29).

          1.1.3.  "Estáveis sem Cristo" — v. 12


 Essa parte inicial do versículo 12 é a continuação do verso 11, que mostra o estado anterior dos gentios em relação aos privilégios dos judeus e em relação ao próprio Cristo. Nos primórdios da igreja, os judeus cristãos, ainda presos a determinadas tradições judaicas, queriam monopolizar seu direito sobre Cristo. Entretanto, o apóstolo Paulo desfaz essa idéia de exclusivismo dos judeus sobre o direito da bênção da salvação. A tradução mais correta dessa frase no original grego é "separados de Cristo", idéia que facilita a compreensão da frase no seu contexto. Note-se que Paulo se preocupa em explicar o fato de que o privilégio de ter a Cristo não se restringe aos judeus, pois, embora os gentios não tivessem conhecimento anterior sobre "os concertos da promessa" em relação a Cristo, isto não dava nenhum privilégio aos judeus sobre a bênção da salvação. Na verdade, o sentido mais amplo da expressão "estáveis sem Cristo" refere-se aos não convertidos a Cristo. Porém, o propósito universal da missão de Cristo foi o de "pregar o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15).

              1.1.4. "Separados da comunidade de Israel" — v. 12

Diz respeito ao passado dos gentios que nunca haviam tido o privilégio de estar sob a religião de Jeová. No Antigo Testamento, havia um pacto entre Deus e o povo de Israel de que fosse estabelecido um governo teocrático, isto é, um governo direto de Deus sobre o povo. Os que não eram judeus recebiam a designação de gentios (estrangeiros). Nos vários pactos de Deus com Israel, os gentios não foram incluídos, por isso eram "estranhos aos concertos" (v. 12). A maioria dos concertos divinos com Israel visava o futuro Messias, o Salvador (Rm 9.4). Havia a promessa do Salvador que viria (primeiro advento), pelo qual Israel sempre esperou e ainda espera, porque não o reconheceu na sua primeira vinda. A e ssas promessas (concertos) os gentios "eram estranhos", isto é, n ão se importavam nem queriam conhecer.

                 1.1.5. "Estranhos aos concertos da promessa" — v. 12


A palavra "estranhos", no original grego, aparece como "estrangeiros". O sentido da frase indica que "os concertos" foram feitos entre Deus e Israel. Todo israelita sabia disso e ufanava-se desse privilégio — de ser "o povo escolhido" dentre as nações. Existem alguns concertos conhecidos na Bíblia, mas citaremos apenas dois principais: o concerto com Abraão e o concerto com Moisés. O sentido da frase "estranhos aos concertos" deve ser entendido levando-se em consideração o fato de que tanto o "concerto com Abraão" quanto o "concerto com Moisés" tiveram uma conotação irrestrita. Ainda que, de modo direto, "os concertos" refiram-se aos judeus, o alcance deles, de modo indireto, abrange os gentios. No "concerto com Abraão" a promessa diz que todas as nações seriam abençoadas (Gn 12.1-3). No "concerto com Moisés", as leis morais têm até hoje uma conotação universal (Êx 20). Os gentios eram estranhos em relação à promessa da vinda de Cristo em carne e desconheciam o privilégio de poderem participar das bênçãos advindas de Cristo como Salvador dos homens. Mas Israel, como nação, rejeitou a Cristo, o que propiciou a salvação dos gentios, dos quais Paulo se declara apóstolo (Ef 3.1,2).


             1.1.6. "Não tendo esperança" — v. 12

Essa expressão retrata o estado espiritual dos gentios antes de conhecerem a Cristo. Que esperança podiam ter eles, se havia "uma parede de separação" (Ef 2.14) entre esses dois povos? Não tinham esperança porque desconheciam "a promessa".


        1.1.7. "Sem Deus no mundo" — v. 12

São palavras que retratam o estado espiritual dos gentios. Viviam no mundo de Deus, mas não o conheciam nem o tinham. As palavras "sem Deus" indicam a forma ateísta em que viviam os gentios. Três sentidos explicam essa forma de ateísmo. Um é não crer em Deus, isto é, ser ateu; outro é ser ímpio ou pecador irreverente (Rm 1.28); e o outro sentido é estar entregue aos ímpetos do pecado, isto é, fora da esfera da graça de Deus. Se em Romanos 1.19, Paulo declara que há um certo conhecimento de Deus em todo homem, parece contradizer-se com a idéia do ateísmo nesse verso 12. Entretanto, não há contradição alguma, pois o que Paulo quer destacar com a expressão "sem Deus no mundo", é a cegueira espiritual em que viviam os pagãos.

A verdadeira circuncisão

A grande lição do apóstolo baseia-se na obra expiatória de Cristo que uniu judeus e gentios, formando um só povo, com uma só fé, um só Senhor e uma só comunidade — a Igreja. Esse ensino é fortalecido na sua carta aos Gaiatas quando escreveu que "em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura" (Gl 6.15).

A verdadeira circuncisão que marca e distingue o povo de Deus hoje não é feita na carne, mas no coração (Dt 10.16). Paulo não menospreza o rito da circuncisão entre os judeus, mas o que importa agora é a circuncisão espiritual, que implica abandono do pecado e obediência a Cristo (Rm 2.25-29; Fp 3.2; Cl 2.11). Não há diferença agora de raça ou língua, porque em Cristo todos fomos feitos um só povo. Antes os privilégios eram restritos a Israel; hoje abrangem judeus e gentios, através da nova aliança feita no sangue de Jesus Cristo (1 Co 1.23,24; Hb 8.6).

Comentário Bíblico Efésios
- Elienai Cabral

                                          

                       Novo Testamento completo

           Abraão não era justificado pela Lei


Porque a promessa a Abraão, ou à sua descendência que ele seria herdeiro do mundo não foi feita pela lei, mas pela justiça da fé. Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é anulada; para a Lei opera a ira, mas onde não há lei, não há transgressão. ( 4: 13-15 )


Segundo o ponto de Paulo nesta passagem é que Abraão não só não foi justificada pelo rito da circuncisão, mas também não se justificava por guardar a lei mosaica. Mais uma vez a cronologia das Escrituras judaicas prova seu ponto. Como todo bom judeu conhecia a lei não foi revelado a Moisés, até mais de 500 anos depois de Abraão viveu, e que patriarca obviamente, não tinha como saber o que a lei exige.

O homem nunca foi capaz de chegar a Deus por meio de uma cerimônia de ida ou de padrão de conduta. Quando Abraão foi declarado justo diante de Deus, ele era circuncisão nem a posse da lei mosaica.Circuncisão ainda não havia sido requerido por Deus e da lei ainda não tinha sido revelada por Deus. Lá na frente, a promessa feita a Abraão ou à sua descendência que ele seria herdeiro do mundo não foi feita pela lei, mas pela justiça da fé .

A promessa feita a Abraão foi incorporado na aliança de Deus com Abraão, no qual o patriarca foi dito que seus descendentes seriam herdeiros do mundo ( Gn 12: 3 ; 15: 6 ; 18:18 ; 22:18 ). Ao analisar a promessa de Deus a Abraão, quatro fatores significativos emergir.

Em primeiro lugar, a promessa envolvida uma terra (ver Gênesis 15: 18-21 ), em que Abraão se viver, mas que não iria ser possuído até cerca de cinco séculos mais tarde, quando Josué conduziu os israelitas na conquista de Canaã.

Em segundo lugar, a promessa também envolveu um povo, que seriam tão numerosos que não poderiam ser contados, como o pó da terra, e as estrelas no céu ( Gn 13:16 ; 15: 5 ). Eventualmente, Abraão se tornaria o "pai de muitas nações" ( Gn 17: 5 ; cf. Rom 4:17. ). Em terceiro lugar, a promessa envolvida uma bênção de todo o mundo através de descendentes de Abraão ( Gn 12: 3 ).

Em quarto lugar, a promessa seria cumprida na doação de um Redentor, que seria um descendente de Abraão através de quem o mundo inteiro seria abençoado pela provisão de salvação. Essa promessa feita a Abraão era, em essência, uma pregação para ele do evangelho ( Gal. 3: 8 ). Abraão acreditava que Evangelho, e mesmo quando Isaque, o único herdeiro divinamente prometido, estava prestes a ser oferecido como sacrifício, Abraão confiou que de alguma forma Deus "proverá para si o cordeiro para o holocausto" ( Gn 22: 8 ) . Através do escritor aos Hebreus, o Senhor dá uma bela revelação do grau de compreensão e de fé de Abraão. "Pela fé, Abraão, quando foi provado, ofereceu Isaque; e aquele que recebera as promessas oferecia o seu Filho unigênito, era aquele a quem foi dito:" Em Isaque seus descendentes serão chamados. " Ele considerou que Deus é capaz de levantar os homens, mesmo dentre os mortos, do qual ele também recebeu de volta como um tipo "( Hebreus 11: 17-19. ).


Jesus disse aos líderes religiosos judeus incrédulos: "Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o e ficou feliz" ( João 8:56 ). De uma forma que não é explicado, Abraão previu a vinda do Messias, que nasceria como um de seus descendentes prometidos. Foi por meio que desceu Messias, o Cristo, que Abraão iria abençoar o mundo inteiro e ser herdeiro do mundo . Referindo-se ao texto hebraico deGênesis 22:17 e 18 , Paulo dá a exegese de Sua própria Palavra de Deus, declarando que "as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Ele não diz:" E a seus descendentes ", como referindo-se a muitos, mas sim um ", e à tua descendência", isto é, Cristo "( Gal. 3:16 ). Mais tarde, no mesmo capítulo, o apóstolo diz de todos os crentes, Gentil, bem como judeu "Se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" ( v 29 ). Nele eles se tornam parte dessa única semente espiritual ", isto é, Cristo."

 Todos os crentes são um em Cristo Jesus ", um espírito com Ele" ( 1 Cor. 06:17 ). Porque eles são identificados com unigênito Filho de Deus, os crentes se tornam-se filhos de Deus. "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus", Paulo declara mais tarde no livro de Romanos "e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, se é certo que com ele padecemos a fim de que nós também sejamos glorificados com Ele "( Rom. 8: 16-17 ).

Não é descendência humana de Abraão mas descida espiritual dele, seguindo o seu exemplo de fé, que faz um crente um herdeiro tanto com Abraão e com Cristo. Como Paulo lembrou aos crentes de Corinto, a maioria dos quais, sem dúvida, eram gentios, descendência humana não significa nada, tanto a posição de uma pessoa diante de Deus está em causa. "Portanto, ninguém se glorie nos homens Para todas as coisas pertencem a você, seja Paulo, ou Apolo, ou Cefas ou o mundo ou a vida ou a morte seja o presente ou o futuro;. Todas as coisas pertencem a você, e você pertence a Cristo; e Cristo é de Deus "( 1 Cor. 3: 21-23 ). Por outro lado, Jesus disse aos líderes judeus incrédulos que, embora fisicamente descendentes de Abraão, espiritualmente eles eram filhos de seu "pai do diabo" ( João 8:44 ).

 Justificação nunca foi através da Lei, assim como nunca foi através da circuncisão. O grego da frase é anarthrous, ou seja, não tem nenhum artigo definido, o que está sendo inserido por tradutores. Portanto, Paulo estava falando não só da lei mosaica, mas de Deus Direito em seu sentido mais amplo, referindo-se a todos os mandamentos e os padrões de Deus. Ele também estava falando do princípio geral da lawkeeping humana, em que muitos judeus de confiança para sua salvação.

Como Paulo esclarece mais tarde na epístola, a lei de Deus "é santa, eo mandamento é santo, justo e bom" ( Rm 07:12. ; cf. . Gl 3,21 ). Mas a lei nunca foi dado como um meio de salvação, mesmo para os judeus. "Pois todos quantos são das obras da lei", isto é, procuram justificar-se com base na observância da lei "estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não cumprir todas as coisas escrito no livro da lei, para realizá-las "( Gal. 3:10 ). A pessoa que confia em sua capacidade de salvar a si mesmo por lawkeeping é amaldiçoado por causa da impossibilidade de manter perfeitamente a lei de Deus. Paulo contou seus próprios esforços anteriores em lawkeeping como débitos espirituais, como a perda e lixo ( Fp 3: 7-8. ).

 O objetivo da Lei era revelar padrões perfeitos de Deus da justiça e para mostrar aos homens que eles são incapazes em seu próprio poder para viver de acordo com essas normas. A consciência de que a incapacidade deve conduzir os homens a Deus com fé. A lei foi dada como um "tutor para nos conduzir a Cristo, para que fôssemos justificados pela fé" ( Gal. 3:24 ).

Deus nunca reconheceu qualquer justiça, mas a justiça de fé nEle, e que a justiça, como a Sua justiça comunicada e imputado, vem por meio de sua própria provisão graciosa. Jesus Cristo não só é o objeto de nossa fé, mas é também o seu "autor e consumador" ( Heb. 12: 2 ). Abraão foi justificado porque ele acreditou na promessa de Deus, e, como Paulo já declarou nesta epístola, que a crença "lhe foi imputado como justiça ( Romanos 4: 3. ; cf. Gn 15: 6 ) Em exatamente da mesma maneira. , quando uma pessoa acredita que a promessa da salvação de Deus através da confiança em Seu Filho Jesus Cristo, aquele ato de fé lhe é contada a ele como a própria justiça de Cristo ( 1 Cor. 1:30 ; 2 Cor. 5:21 ).

Confiança de Abraão não estava no que ele possuía, mas no que ele foi prometido.

Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé, ele viveu como um estrangeiro na terra da promessa, como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa; pois ele estava olhando para a cidade que tem fundamentos, da qual o arquiteto e construtor é Deus. ( Heb. 11: 8-10 )

De Abraão fé foi exemplificado em sua vontade de ir para uma terra que nunca tinha visto, que era uma herança prometida ele nunca iria possuir. Abraão viajou para que a terra e ficou satisfeito de viver lá como um alienígena, porque sua última esperança estava na herança de "a cidade que tem fundamentos, da qual o arquiteto e edificador é Deus."

 Paulo continua a explicar, Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã ea promessa é anulada . Se os homens foram capazes de manter a Lei de Deus perfeitamente que seria de fato herdeiros de Deus. Isso, é claro, é impossível, mas se fosse verdade faria fé ... vazio e faria de Deus promessa ... anulada .

A fé é capaz de receber qualquer coisa que Deus promete. Se, por outro lado, a promessa de Deus é apenas para ser recebido por meio da obediência a uma lei que nem Abraão, nem seus filhos poderiam manter, então a fé é cancelada. Em outras palavras, predicar uma promessa em uma condição impossível de anular a promessa.

A lei não pode salvar, porque a lei opera a ira . Quanto mais uma pessoa procura justificar-se, mantendo de Deus Lei , mais ele demonstra sua incapacidade de fazê-lo por causa de sua pecaminosidade e mais juízo e ira que ele traz sobre si mesmo. Tão certo quanto a lei revela a justiça de Deus para que ele também expõe pecaminosidade do homem.

Como Paulo comenta mais tarde em Romanos.

 Que diremos, pois? É a lei pecado? De maneira nenhuma! Pelo contrário, eu não teria chegado a conhecer o pecado senão pela lei; pois eu não teria conhecido a cobiça, se a lei não dissesse: "Não cobiçarás".Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim a cobiça de toda espécie; para além do pecado lei está morto. E eu era uma vez vivia sem a lei; mas quando veio o mandamento, o pecado tornou-se vivo, e eu morri; e este mandamento, que era de resultar em vida, provou resultar em morte por mim; para o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento me enganou, e por ele me matou. (Rom. 7: 7-11 )

"Por que a lei, então?" Paulo retoricamente perguntou aos crentes gálatas. "Ele foi adicionado", explica ele, "por causa das transgressões, tendo sido ordenada por meio de anjos, pela agência de um mediador, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita" ( Gal. 3:19 ). Como já mencionado, a lei não foi dada para nos salvar, mas para ser "nosso tutor para nos conduzir a Cristo, para que fôssemos justificados pela fé" ( Gal. 3:24 ).

                                 John-Macarthur
                          -Novo-Testamento-completo


Resumo da Lição 6 - A Condição dos Gentios sem Deus 
Apresentado pelo Comentarista das Revistas Lições Bíblicas Adultos da CPAD, pastor Douglas Baptista.

Neste trimestre estudaremos: A Igreja Eleita - Redimida Pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa.


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