
TEXTO ÁUREO
“Portanto,
lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados
incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos
homens”
(Ef
2.11).
VERDADE PRÁTICA
Outrora
sem Deus, por meio de Cristo, os gentios tornaram-se descendência de Abraão e
herdeiros das promessas.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Efésios 2
11 — Portanto,
lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados
incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos
homens;
12 — que, naquele
tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos
concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
Romanos 4
12 — E fosse pai da
circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam
nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão.
13 — Porque a promessa
de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua
posteridade, mas pela justiça da fé.
14 — Pois, se os que
são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada.
CAPITULO 6
A CONDIÇÃO DOS GENTIOS SEM DEUS
"Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo,
éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam
circuncisão feita pela mão dos homens; que, naquele tempo, estáveis sem Cristo,
separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não
tendo esperança e sem Deus no mundo" (Ef 2.11,12)
Na presente seção, Paulo
lembra aos gentios q., antes da regeneração, eles eram incircuncisos e tinham
experimentado cinco formas de privação: (1) estavam sem Cristo; (2) eram
separados de Israel; (3) alienados quanto à promessa; (4) sem esperança; e (5)
sem Deus no mundo (Ef 2.11-12). Neste capítulo, estudaremos cada um desses
aspectos, listados pelo apóstolo como desvantagens dos gentios em relação aos
judeus.
Como é possível perceber
nessa exposição sintetizada, a condição dos gentios era desesperadora e sem
perspectiva alguma. Matthew Henry faz uma tradução livre da abertura do
versículo 11 do seguinte modo: "Vocês deveriam lembrar o que vocês foram,
para se humilharem e despertarem seu amor e gratidão a Deus"). De fato, o
texto paulino convida a todos os pecadores regenerados a refletir acerca da
conduta de erros de outrora.
Essa reflexão realizada com
sinceridade aumentará inevitavelmente nosso amor e nossa gratidão para com
Deus. Assim como os gentios destinatários da carta aos Efésios, igualmente
estávamos enquadrados nessas pavorosas restrições. Outrossim, estando ainda
mortos em nossos delitos e pecados, aprouve a Deus propiciar também aos gentios
um meio de salvação pela sua riquíssima misericórdia e pelo seu muito amor
(2.4).
I.
CHAMADOS INCIRCUNCISÃO
1 1 .
0 conceito de circuncisão
Circuncisão é a remoção
cirúrgica do prepúcio do órgão sexual masculino. Foi prescrito como sinal
externo de quem pertencia ao povo da aliança com Deus. Essa era a marca do
Pacto Abraâmico e deveria ser rigorosamente observada por todos do sexo
masculino (Gn 17.10-11). O procedimento era realizado no oitavo dia de vida dos
nascidos em Israel ou estrangeiros comprados a dinheiro (Gn 17.12; Lv 12.3).
Quem não era circuncidado era considerado "incircunciso" e, portanto,
exduído da aliança (Gn 17.14). O rito tornou-se um sinal perpétuo que
distinguia os judeus dos demais povos - os gentios. No texto, não está
registrado o passo a passo da execução do ritual, porém VVycliffe avalia que,
na extração da pele que recobre o órgão sexual masculino, "aparentemente,
instrumentos cortantes de pedra eram usados pelos pais da criança" (É<
424-26).
O pacto da circuncisão,
todavia, foi negligenciado durante o jornadear do deserto (Js 5.5-7).
Conjectura-se que o descumprimento do dto está relacionado com as condições
insalubres da peregrinação. Não obstante, após 40 anos, todos os homens
circuncidados que saíram do Egito estavam sepultados. Desse modo, tornou-se
imperioso circuncidar os homens nascidos no deserto (Js 5.7). Assim, antes de
tornar posse da Terra Prometida, Josué confeccionou facas de pedra e
circuncidou-os na "colina dos prepúcios" (ver Js 52-3).
2 2 .
0 significado religioso da circuncisão
O significado religioso
apontava para a pureza espiritual e a santificação (Ex 19.5,6). Como a
corrupção e as práticas idólatras estavam fortemente relacionadas com a
sexualidade depravada, a circuncisão simbolizava a aliança de purificação
requerida ao povo escolhido (Jr 5.7; Os 4.14). Era algo tão sério que os judeus
recusavam-se até mesmo a comer com os incircuncisos (At 11.3). O Dicionário
Bíblico Wycliffe apresenta a seguinte abordagem:
A circuncisão era um sinal adequado para o povo
escolhido de Deus, porque a pureza espiritual e a santidade deveriam
caracterizar a sua vida. Como a corrupção do pecado frequentemente se manifesta
com força peculiar na vida sexual, Deus exigiu que o seu povo simbolizasse a
santificação das suas vidas por meio da purificação do órgão que serve para a
reprodução da vida...
Não por acaso, ao escrever a sua epístola aos
irmãos de Gaiatas, Paulo enfatiza que as obras da carne manifestam-se com
pujança na área sexual, as quais são: "prostituição, impureza,
lascívia" (GI 5.19). Ao orientar os irmãos em Corinto, o apóstolo ensina
que o pecado da imoralidade sexual é cometido contra o próprio corpo (1 Co
6.18) e acrescenta a seguir que o corpo é templo do Espírito Santo; portanto,
em nosso viver, devemos glorificar a Deus com nosso corpo (1 Co 6.1920, NVI).
Assim, o princípio de pureza e santidade permanece em vigor, devendo sempre ser
observado pelos que pertencem a Deus.
3. A circuncisão do coração
O apóstolo reconhece que os gentios não faziam
parte da circuncisão, mas faz uma ressalva: o sinal dos judeus era apenas
físico e realizado por mãos humanas (Ef 2.11b). Ele destaca que a verdadeira
circuncisão não é aquela evidenciada por um código escrito, na esfera da
legalidade, mas aquela que acontece no interior, na esfera do Espírito (cf. Lv
26.41; Dt 10.16; 30.6; Jr 4.4; 926; At 7.51). As Boas Novas enfatizadas nos
escritos de Paulo eram que a circuncisão agradável a Deus não era a externa, operada
na carne pelos homens, mas a que acontece "no interior [...], a que é do
coração [..], cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus" (Rm 229).
Acerca dessa proposição paulina, Stott afirma que :
Esse conceito não é uma inovação de Paulo, pois ocorre
regularmente no Antigo Testamento. No Pentateuco Deus reclama dos
"corações incircuncisos" de seu povo [...] Depois são os profetas que
utilizam a mesma imagem [...] Mas o que Paulo está procurando é muito mais que
isso. Ele busca "uma circuncisão do coração que substitua completamente o
ritual físico, e não meramente o complemente". Além disso, tal circuncisão
se dará pelo Espírito, e não pela lei escrita. Isto é, ela é Obra do Espírito
Santo, realizada interiormente, de tal maneira que um código escrito e exterior
nunca poderia realizar.'
Desse modo, o apóstolo condena o legalismo
judaico que ensinava ser a circuncisão uma segurança de salvação. Ele salienta
que os judeus estavam enganados ao considerar que a mera circuncisão física era
de alguma utilidade (Rm 225-27). Os rabinos afirmavam q. "o homem
circuncidado não iria para o inferno"... Essa falsa segurança foi
contestada com veemência na Epístola aos Romanos (Rm 2.28-29). A circuncisão só
teria valor se fosse acompanhada da obediência e de transformação (1 Co 7.19;
GI 5.6). Por fim, Paulo esclarece que, na pessoa de Cristo, o sinal de quem
pertence a Deus não é a circuncisão e nem a incircuncisão, mas, sim, o ser uma
nova criatura (GI 6.15).
4 .
A circuncisão na Nova Aliança
No início da Igreja, alguns judeus conversos
queriam obrigar os gentios cristãos a cumprir a Lei Mosaica. Esse grupo de
judeus ficou conhecido como "judaizastes" pelo fato de tentarem impor
os costumes judaicos na prática da fé cristã. O assunto da circuncisão, em
especial, gerou discussões calorosas entre cristãos judeus e gentios e obrigou
os apóstolos a posicionarem-se (At 15.1-2,5-6).
Na carta aos Gaiatas, por
exemplo, Paulo exortou os irmãos a não observarem a circuncisão a fim de não
caírem da graça e da fé em Cristo (GI 52-4). Em Antioquia da Síria, o tema
ganhou ampla dimensão, provocou intensos debates e culminou na convocação do
Primeiro Concílio da Igreja em Jerusalém:
Esses mestres
não autorizados encontram forte resistência na Antioquia. O esforço para
judaizar a Igreja cria acalorado debate e tem o potencial de dividir a Igreja
[...]. Por causa do perigo da cisão e da importância da mensagem missionária,
uma delegação é enviada a Jerusalém para resolver o assunto. Entre os
representantes estão Paulo e Barnabé.
A maior parte dos intérpretes
do Novo Testamento é concorde que esse 1° Concílio Eclesiástico da Igreja, o
Concílio de Jerusalém, foi realizado em 49 d.C., tempos depois da primeira
viagem missionária de Paulo e Barnabé. Na ocasião, reuniram-se os apóstolos, os
anciãos e também a Igreja para deliberarem acerca da controvérsia judaizaste
(At 15.6,1222). Após um período de contenda, o apóstolo Pedro lembrou a todos
como Deus concedera o Espírito Santo também aos gentios (At 15.7,8) e avaliou
que a posição judaizaste era um ultraje contra o próprio Deus: "[...] por
que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos
pais nem nós pudemos suportar?" (At 15.10).
Em seguida, Paulo e Barnabé
relataram os sinais e prodígios q. Deus havia feito por meio deles entre os
gentios (At 15.12). Por fim, o apóstolo Tiago, líder da Igreja em Jerusalém,
recomendou que os gentios convertidos não fossem molestados com essas questões
judaicas (At 15.19). Na sequência, sob a orientação do Espírito Santo, ele
pareceu ter agradado a todos e, assim, acalmou os ânimos mais exaltados (At
1520-30). O parecer ficou conhecido como "decretos apostólicos" e
possui quatro recomendações aos gentios convertidos. Os decretos abordam os
aspectos morais e cerimoniais da Lei.
A primeira e a segunda
orientação parecem ter conexão intencional: "que se abstenham de comida
contaminada pelos ídolos" e que vos guardeis da "imoralidade
sexual" (At 15.20a, NVI). Esse entendimento dá-se pelo fato de que a
idolatria frequentemente envolvia a imoralidade. O terceiro e o quarto decreto
também possuem conexão entre si. De um lado, a orientação de abstinência
"da carne de animais estrangulados" (At 1520b, NVI), isto é, carne
que retém o sangue, conforme está registrado em Levítico 17.10-14. E de outro,
a recomendação para não comer "do sangue" (cf. Lv 3.17; 726; 17.10;
1926).
Percebe-se claramente,
portanto, que os decretos apostólicos não fazem nenhuma referência à prática da
circuncisão. O objeto principal da controvérsia era a questão da circuncisão
(At 15.1-5) e, provavelmente, outra questão secundária, mas também relacionada
com a circuncisão, como a associação dos judeus com os gentios (At 11.2-3, GI
2.11-14). A deliberação dos apóstolos desconsiderou totalmente a necessidade de
o cristão circuncidar-se e ainda ratificou que Deus não faz diferença alguma
entre circunciso e incircunciso (At 15.9). A ênfase na Nova Aliança não é o
sinal exterior, mas, sim, o interior do homem. De maneira que, agora, no novo
pacto, "a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos
gloriamos em Jesus Cristo" (Fp 3.3).
II.
ESTRANHOS AO CONCERTO DA PROMESSA
1 1 .
Uma vida sem Cristo
Na descrição da história passada dos gentios, o
apóstolo traz à memória que, "naquele tempo", isto é, antes da
regeneração, eles viviam imersos no paganismo e, portanto, "sem
Cristo". Quanto a essa triste realidade, Stott faz uma anotação perspicaz
ao realçar que, "durante todo o período antes de Cristo, os gentios não
estavam em Cristo nem com Cristo, mas, sim, separados de Cristo, nem sequer
tinham a expectativa de um Messias vindouro".140 Esse quadro indica que a
religiosidade dos gentios era incapaz de inseri-los na promessa messiânica de
salvação (Jo 422). Isso significa que tanto desconheciam a Cristo, como também
eram indiferentes quanto às promessas acerca dEle e da sua obra (Hb 8.8-10).
A situação miserável dos
gentios incapacitava-os de receberem as bênçãos espirituais, pois todas elas
são concedidas "em Cristo" (Ef 1.3ss.). Por isso, a narrativa paulina
prossegue caótica e apresenta um quadro desolador de exclusão, ignorância e
alienação (2.12b).
2.
Separados da comunidade de Israel
Aqui, o apóstolo salienta a
desvantagem gentílica de não pertencerem à comunidade de Israel (2.12b). Eles
estavam excluídos não só dos símbolos externos, como também não faziam parte do
povo escolhido e, portanto, não poderiam usufruir dos privilégios da aliança de
Abraão (Rm 9A). O Comentário Bíblico Beacon chama atenção para a intensidade do
termo "excluído", que significa total alienação, e não mero
afastamento temporário de unia agregação anterior, acrescentando que todos
"os gentios estavam fora da comunidade do povo de Deus, com exceção de
alguns prosélitos. Mas, mesmo entre estes, ainda permanecia o sentimento de
intrusão".
A constatação cruel era a de que Deus não se
revelara para os gentios. A chamada divina fora feita somente a Abraão e à sua
descendência (Gn 17.17). Nessa ótica, a Lei e as promessas pertenciam somente
aos judeus (At 13,22,23). Desse modo, os gentios tinham sido rejeitados e
estavam fora do alcance das bênçãos prometidas a Abraão, 'saque e Jacó (Mt 22.32).
Esse sentimento exclusivista abraçado pelos judeus provocava forte animosidade
com os gentios. Essa postura judaica culminou em profunda inimizade agravada
pela parede de separação construída para impedir o acesso dos gentios ao templo
em Jerusalém (Ef 2.14).
Essa barreira, no entanto, não era apenas
física ou material; ela também era espiritual e cultural. Ratifica-se,
portanto, que a exposição do apóstolo tem por objetivo evidenciar e trazer à
memória dos gentios a terrível condição de outrora: "[...] lembrem-se de
que anteriormente vocês eram gentios por nascimento" (2.11a, NVI). De
fato, uni cristão jamais pode esquecer-se de quem era e de onde ele foi tirado
por Deus. Nossa condição era tão desalentadora quanto os primeiros leitores de
Efésios. Porém, apesar das circunstâncias desfavoráveis e de toda a animosidade
da cultura judaica, Paulo ensina que os gentios também se tornaram descendência
de Abraão por meio de Cristo (2.13-19; GI 329).
3.
Alienados aos pactos das promessas
Como já visto no tópico anterior, por não
pertencerem à comunidade de Israel, os gentios estavam inteiramente alienados a
qualquer plano de redenção mediado pela promessa messiânica feita aos judeus
(At 13,22,23). Eles desconheciam totalmente os vários pactos que Deus
estabelecera com os patriarcas israelitas. Esses pactos giravam em torno da
grande promessa do advento do Messias (At 13.32).
Dentre eles, citamos o
"pacto abraâmico" (Gn 12.1-3), o "pado mosaico" (Dt
28.1-14) e o "pacto davídico" (2 Sm 7.13-16). Na verdade, os pactos
aqui referenciados não são os únicos, mas são os mais relevantes por serem
reiterações da promessa messiânica. A expressão "pacto" também é
sinônima de "aliança" e "testamento". Refere-se a "um
acordo entres duas ou mais pessoas em que quatro elementos estão presentes:
partes, condições, resultados e garantias".142 Em nossa análise,
enfatizaremos apenas o "pacto abraâmico".
Embora esse pacto tenha sido
realizado pessoalmente entre Deus e Abraão e embora a promessa faça uma referência
direta à descendência do Patriarca (Gn 12.1-3), ainda assim é possível perceber
uma abertura para a inclusão dos demais povos: (...) em ti serão benditas todas
as famílias da terra" (Gn 12.3c). Os judeus, no entanto, não se
aperceberam desse detalhe, ou ignoraram essa possibilidade, não a entendendo,
ou preferindo interpretá-la doutra maneira.
Hoje, após a revelação
contida na Nova Aliança, sabemos que os gentios também estavam inclusos na
promessa no plano divino (GI 3.29). Isso, porém, só seria possível por meio de
Cristo (GI a 14-16), de modo q., "antes" de Cristo e da revelação do
mistério oculto (Cl
pudesse ser ditosa. Epicuro
(341-270 a.C.) ensinava que o prazer é o início e o fim de uma vida, que nada
existia após a morte e que, portanto, nada havia para ser temido:
Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não
significa nada para nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que
não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não
estamos. A morte, portanto, não é nada, nem para os vivos, nem para os mortos,
já que para aqueles ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui. E,
no entanto, a maioria das pessoas ora foge da morte como se fosse o maior dos
males, ora a deseja como descanso dos males da vida.'.
Outros filósofos pagãos eram
mentores das ideias de Epicuro, tais como Hegesias de Cirene (290-330 a.C.) e
Protágoras de Abdera (481-411 a.C.). De outro lado, Sócrates (470-399 a.C.)
acreditava na imortalidade da alma, porém vivia atormentado pela voz de um
"deus" chamado por ele de daimonion, que era, na opinião do filósofo,
um ser inferior aos deuses, mas superior aos homens. A ele é atribuída a frase:
"Sé sei que nada sei". Aristóteles (384-322 a.C.), aluno de Platão,
alimentava dúvidas acerca do tema.
Em contrapartida, Platão (429
a.C.), aluno de Sócrates e professor de Aristóteles, embora admitisse a
sobrevivência da alma após a morte, não possuía a revelação divina para
explicar como ela poderia ser redimida. Ao discorrer sobre essa horrenda
situação das pessoas que vivem sem esperança de redenção, o Comentário Bíblico
Pentecostal do Novo Testamento declara o seguinte:
Em um mundo de degradação,
com todos os seus pecados, sofrimentos e morte, a humanidade precisa de uma esperança
infinita que somente a fé em Cristo pode proporcionar. De outra forma a vida é
uma escuridão tenebrosa, desesperançosa e aflita. Os gentios não tinham a
esperança de Israel, nem a revelação do Dos de Israel.
Somado a essa condição de
escuridão espiritual, bem como as questões contraditórias da filosofia pagã, os
gentios depositavam a sua confiança nos falsos deuses do panteão greco-romano.
Assim, embora Deus tivesse decretado incluir os gentios no plano da salvação,
eles ignoravam esse fato e, em consequência, não conheciam a promessa
messiânica, onde pudessem sustentar qualquer esperança (1 Cr 29.15). Nesse
sentido, o Comentário Bíblico Beacon ressalta que os gentios, "antes de
ouvirem e responderem à palavra da graça, eles não tinham parte ou parcela no
povo messiânico, fato que significa que eles não possuíam a esperança do
Messias ou qualquer benefício que viesse junto com isto".
Desse modo, como estavam sem Cristo, excluídos
da comunidade de Israel, alienados quanto aos pactos e as suas promessas, os
gentios viviam sem expectativa tanto no presente quanto no futuro (1 Co 9.10).
Sarcerius, em Anotações sobre Efésios, considera q. "por esperança, Paulo
se refere também à fé, que, naquele tempo, os gentios não podiam ter porque
eram estranhos às alianças de Deus, que somente a fé salvadora pode entender.
Trilhando por esse caminho tortuoso, um abismo
chamava outro abismo, e a vida dos gentios seguia escravizada (SI 42.7). Nada
muito diferente disso também aconteceu conosco quando vivíamos distantes de
Cristo. Como a esperança é âncora para a alma, os gentios desprovidos dela
padeciam de medo e incertezas (Hb 6.18-19; 2 Co 7.10). Consequentemente, a
falta de esperança e de paz estava associada à ausência do verdadeiro Deus.
2 .
Sem Deus no mundo
A expressão "sem
Deus" não significa que os gentios não serviam ou não acreditavam em
divindade (1 Co 8.4; GI 4.8). Ao contrário, eles eram politeístas e idólatras,
acreditavam e adoravam muitos "deuses", mas estavam sem o
conhecimento do Deus que se havia revelado a Israel (Éx 302). No seu paganismo,
viviam em total desconhecimento do Deus único e verdadeiro.
Isso implica concluir que os
gentios estavam sendo conduzidos por falsos deuses que os mantinham em
escravidão e densas trevas espirituais. Trata-se de uma descrição calamitosa.
Felizmente, esse quadro foi alterado pela intervenção dos desígnios eternos do
verdadeiro Deus (Jo 17.3). Na sequência do texto aos Efésios (2.13ss.), o
apóstolo Paulo "compara a miséria original em que os gentios viviam antes
de aceitarem a Cristo pela fé, com a felicidade em que foram integrados pela fé
nele, de modo a fazer que a grande e misericordiosa bênção de Deus fosse a
maior de todas"148, tema que será abordado a seguir.
A IGREJA ELEITA
Douglas Batista.

Comentário Bíblico
Efésios
Na primeira parte (1.1—2.10),
estudamos sobre as "bênçãos de Cristo outorgadas aos crentes",
descrevendo sua situação moral e espiritual. Um outro aspecto da situação dos
crentes em Cristo é o aspecto sócio-espiritual apresentado nos capítulos 2.11 a
3.21. Deus une por seu Espírito e pela obra expiatória de Cristo todos os
homens, de todas as raças, nações, línguas, sem se preocupar com os
antecedentes espirituais de cada um, sejam judeus, sejam gentios.
O povo judeu sempre se
destacou por sua peculiaridade religiosa e por seu absolutismo na crença
monoteísta girando em torno do nome de Jeová. O povo gentio, composto de todos
os demais povos da terra, era considerado sem direito à comunhão com o Deus dos
judeus por causa de seu politeísmo e idolatria.
Com o primeiro advento de Cristo, em que Ele
fez-se carne como nós, todos os povos da terra foram alcançados através da sua
obra expiatória. As diferenças religiosas, os costumes distintos entre ambos os
povos (judeus e gentios) suscitaram grandes polêmicas no seio da igreja no
primeiro século da Era Cristã. As polêmicas envolviam privilégios e bênçãos,
costumes e doutrinas. O Espírito Santo, então, inspirou a Paulo, chamado
apóstolo dos gentios, para desfazer essas dificuldades, mostrando que Deus Pai,
em Cristo Jesus, preferiu unir judeus e gentios, dando-lhes os mesmos
privilégios e direitos espirituais. Para Deus não há diferenças, e na
dispensação da graça, a Igreja é o novo povo de Deus, constituído de membros de
ambos os povos, judeus e gentios.
1 1 .
JUDEUS E GENTIOS
— 2.11,12 1.1. A condição dos gentios
sem Deus — vv. 11,12
Nesses dois versículos, Paulo
contrasta a situação espiritual entre dois povos (Rm 3.9,10,22). Ele mostra a
condição dos gentios sem Deus (pagãos), lembra aos gentios crentes a sua condição
anterior à nova vida e destaca sete aspectos da sua vida paga no passado:
• "Gentios na
carne" — v. 11
• "Chamados
incircuncisão" — v. 11
• "Estáveis sem
Cristo" — v. 12
• "Separados da
comunidade de Israel" — v. 12
• "Estranhos aos
concertos da promessa" — v. 12
• "Não tendo
esperança" — v. 12
• "Sem Deus no
mundo" — v. 12
Esse era o estado espiritual
dos gentios antes de conhecerem o Evangelho. Para que não se esquecessem desse
fato, Paulo os convidou a se recordarem de que em outros tempos eles não
pertenciam ao povo de Deus.
1.1.1.
"Gentios
na carne" — v. 11
Essa expressão se refere ao
fato de eles não serem israelitas. Os efésios eram pagãos, e a expressão
"na carne" aqui se refere à circuncisão física que eles não tinham.
Era o sinal físico através de cirurgia feita no membro viril de todo macho
israelita, para distingui-lo como parte do povo de Deus (Gn 17.9-14).
Entretanto, a circuncisão era um sinal especificamente para os judeus e que os
distinguia dos demais povos da terra.
1.1.2.
"Chamados
incircuncisão" — v. 11
Era um termo depreciativo
usado pelos judeus contra os gentios. Paulo, delicada e claramente, os
desaprova mostrando-lhes que a "circuncisão feita pela mão dos
homens" se torna vã para receber a graça de Deus. Mostra-lhes que a verdadeira
"circuncisão" não é feita por mãos humanas, mas espirituais (Rm
2.25-29).
1.1.3.
"Estáveis
sem Cristo" — v. 12
Essa parte inicial do versículo 12 é a
continuação do verso 11, que mostra o estado anterior dos gentios em relação
aos privilégios dos judeus e em relação ao próprio Cristo. Nos primórdios da
igreja, os judeus cristãos, ainda presos a determinadas tradições judaicas,
queriam monopolizar seu direito sobre Cristo. Entretanto, o apóstolo Paulo
desfaz essa idéia de exclusivismo dos judeus sobre o direito da bênção da
salvação. A tradução mais correta dessa frase no original grego é
"separados de Cristo", idéia que facilita a compreensão da frase no
seu contexto. Note-se que Paulo se preocupa em explicar o fato de que o
privilégio de ter a Cristo não se restringe aos judeus, pois, embora os gentios
não tivessem conhecimento anterior sobre "os concertos da promessa"
em relação a Cristo, isto não dava nenhum privilégio aos judeus sobre a bênção
da salvação. Na verdade, o sentido mais amplo da expressão "estáveis sem
Cristo" refere-se aos não convertidos a Cristo. Porém, o propósito
universal da missão de Cristo foi o de "pregar o evangelho a toda
criatura" (Mc 16.15).
1.1.4. "Separados da
comunidade de Israel" — v. 12
Diz respeito ao passado dos
gentios que nunca haviam tido o privilégio de estar sob a religião de Jeová. No
Antigo Testamento, havia um pacto entre Deus e o povo de Israel de que fosse
estabelecido um governo teocrático, isto é, um governo direto de Deus sobre o
povo. Os que não eram judeus recebiam a designação de gentios (estrangeiros).
Nos vários pactos de Deus com Israel, os gentios não foram incluídos, por isso
eram "estranhos aos concertos" (v. 12). A maioria dos concertos
divinos com Israel visava o futuro Messias, o Salvador (Rm 9.4). Havia a
promessa do Salvador que viria (primeiro advento), pelo qual Israel sempre
esperou e ainda espera, porque não o reconheceu na sua primeira vinda. A e ssas
promessas (concertos) os gentios "eram estranhos", isto é, n ão se
importavam nem queriam conhecer.
1.1.5. "Estranhos aos
concertos da promessa" — v. 12
A palavra
"estranhos", no original grego, aparece como
"estrangeiros". O sentido da frase indica que "os
concertos" foram feitos entre Deus e Israel. Todo israelita sabia disso e
ufanava-se desse privilégio — de ser "o povo escolhido" dentre as
nações. Existem alguns concertos conhecidos na Bíblia, mas citaremos apenas
dois principais: o concerto com Abraão e o concerto com Moisés. O sentido da
frase "estranhos aos concertos" deve ser entendido levando-se em
consideração o fato de que tanto o "concerto com Abraão" quanto o "concerto
com Moisés" tiveram uma conotação irrestrita. Ainda que, de modo direto,
"os concertos" refiram-se aos judeus, o alcance deles, de modo
indireto, abrange os gentios. No "concerto com Abraão" a promessa diz
que todas as nações seriam abençoadas (Gn 12.1-3). No "concerto com
Moisés", as leis morais têm até hoje uma conotação universal (Êx 20). Os
gentios eram estranhos em relação à promessa da vinda de Cristo em carne e
desconheciam o privilégio de poderem participar das bênçãos advindas de Cristo
como Salvador dos homens. Mas Israel, como nação, rejeitou a Cristo, o que
propiciou a salvação dos gentios, dos quais Paulo se declara apóstolo (Ef
3.1,2).
1.1.6. "Não tendo
esperança" — v. 12
Essa expressão retrata o
estado espiritual dos gentios antes de conhecerem a Cristo. Que esperança
podiam ter eles, se havia "uma parede de separação" (Ef 2.14) entre
esses dois povos? Não tinham esperança porque desconheciam "a
promessa".
1.1.7. "Sem Deus no mundo" — v. 12
São palavras que retratam o
estado espiritual dos gentios. Viviam no mundo de Deus, mas não o conheciam nem
o tinham. As palavras "sem Deus" indicam a forma ateísta em que
viviam os gentios. Três sentidos explicam essa forma de ateísmo. Um é não crer
em Deus, isto é, ser ateu; outro é ser ímpio ou pecador irreverente (Rm 1.28);
e o outro sentido é estar entregue aos ímpetos do pecado, isto é, fora da
esfera da graça de Deus. Se em Romanos 1.19, Paulo declara que há um certo
conhecimento de Deus em todo homem, parece contradizer-se com a idéia do
ateísmo nesse verso 12. Entretanto, não há contradição alguma, pois o que Paulo
quer destacar com a expressão "sem Deus no mundo", é a cegueira
espiritual em que viviam os pagãos.
A verdadeira circuncisão
A grande lição do apóstolo
baseia-se na obra expiatória de Cristo que uniu judeus e gentios, formando um
só povo, com uma só fé, um só Senhor e uma só comunidade — a Igreja. Esse
ensino é fortalecido na sua carta aos Gaiatas quando escreveu que "em
Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas sim
o ser uma nova criatura" (Gl 6.15).
A verdadeira circuncisão que
marca e distingue o povo de Deus hoje não é feita na carne, mas no coração (Dt
10.16). Paulo não menospreza o rito da circuncisão entre os judeus, mas o que importa
agora é a circuncisão espiritual, que implica abandono do pecado e obediência a
Cristo (Rm 2.25-29; Fp 3.2; Cl 2.11). Não há diferença agora de raça ou língua,
porque em Cristo todos fomos feitos um só povo. Antes os privilégios eram
restritos a Israel; hoje abrangem judeus e gentios, através da nova aliança
feita no sangue de Jesus Cristo (1 Co 1.23,24; Hb 8.6).
Comentário Bíblico Efésios
- Elienai Cabral
Novo Testamento completo
Abraão não era justificado pela Lei
Porque a promessa a Abraão, ou à sua descendência que
ele seria herdeiro do mundo não foi feita pela lei, mas pela justiça da fé.
Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é
anulada; para a Lei opera a ira, mas onde não há lei, não há transgressão. ( 4:
13-15 )
Segundo o ponto de Paulo
nesta passagem é que Abraão não só não foi justificada pelo rito da
circuncisão, mas também não se justificava por guardar a lei mosaica. Mais uma
vez a cronologia das Escrituras judaicas prova seu ponto. Como todo bom judeu
conhecia a lei não foi revelado a Moisés, até mais de 500 anos depois de Abraão
viveu, e que patriarca obviamente, não tinha como saber o que a lei exige.
O homem nunca foi capaz de
chegar a Deus por meio de uma cerimônia de ida ou de padrão de conduta. Quando
Abraão foi declarado justo diante de Deus, ele era circuncisão nem a posse da
lei mosaica.Circuncisão ainda não havia sido requerido por Deus e da lei ainda
não tinha sido revelada por Deus. Lá na frente, a promessa feita a Abraão ou à
sua descendência que ele seria herdeiro do mundo não foi feita pela lei, mas
pela justiça da fé .
A promessa feita a Abraão foi
incorporado na aliança de Deus com Abraão, no qual o patriarca foi dito que
seus descendentes seriam herdeiros do mundo ( Gn 12: 3 ; 15: 6 ; 18:18 ; 22:18
). Ao analisar a promessa de Deus a Abraão, quatro fatores significativos
emergir.
Em primeiro lugar, a promessa
envolvida uma terra (ver Gênesis 15: 18-21 ), em que Abraão se viver, mas que
não iria ser possuído até cerca de cinco séculos mais tarde, quando Josué
conduziu os israelitas na conquista de Canaã.
Em segundo lugar, a promessa
também envolveu um povo, que seriam tão numerosos que não poderiam ser
contados, como o pó da terra, e as estrelas no céu ( Gn 13:16 ; 15: 5 ).
Eventualmente, Abraão se tornaria o "pai de muitas nações" ( Gn 17: 5
; cf. Rom 4:17. ). Em terceiro lugar, a promessa envolvida uma bênção de todo o
mundo através de descendentes de Abraão ( Gn 12: 3 ).
Em quarto lugar, a promessa
seria cumprida na doação de um Redentor, que seria um descendente de Abraão
através de quem o mundo inteiro seria abençoado pela provisão de salvação. Essa
promessa feita a Abraão era, em essência, uma pregação para ele do evangelho (
Gal. 3: 8 ). Abraão acreditava que Evangelho, e mesmo quando Isaque, o único
herdeiro divinamente prometido, estava prestes a ser oferecido como sacrifício,
Abraão confiou que de alguma forma Deus "proverá para si o cordeiro para o
holocausto" ( Gn 22: 8 ) . Através do escritor aos Hebreus, o Senhor dá
uma bela revelação do grau de compreensão e de fé de Abraão. "Pela fé,
Abraão, quando foi provado, ofereceu Isaque; e aquele que recebera as promessas
oferecia o seu Filho unigênito, era aquele a quem foi dito:" Em Isaque
seus descendentes serão chamados. " Ele considerou que Deus é capaz de
levantar os homens, mesmo dentre os mortos, do qual ele também recebeu de volta
como um tipo "( Hebreus 11: 17-19. ).
Jesus disse aos líderes
religiosos judeus incrédulos: "Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu
dia, e viu-o e ficou feliz" ( João 8:56 ). De uma forma que não é
explicado, Abraão previu a vinda do Messias, que nasceria como um de seus
descendentes prometidos. Foi por meio que desceu Messias, o Cristo, que Abraão
iria abençoar o mundo inteiro e ser herdeiro do mundo . Referindo-se ao texto
hebraico deGênesis 22:17 e 18 , Paulo dá a exegese de Sua própria Palavra de
Deus, declarando que "as promessas foram feitas a Abraão e à sua
descendência. Ele não diz:" E a seus descendentes ", como referindo-se
a muitos, mas sim um ", e à tua descendência", isto é, Cristo "(
Gal. 3:16 ). Mais tarde, no mesmo capítulo, o apóstolo diz de todos os crentes,
Gentil, bem como judeu "Se sois de Cristo, também sois descendentes de
Abraão e herdeiros segundo a promessa" ( v 29 ). Nele eles se tornam parte
dessa única semente espiritual ", isto é, Cristo."
Todos os crentes são um em Cristo Jesus
", um espírito com Ele" ( 1 Cor. 06:17 ). Porque eles são
identificados com unigênito Filho de Deus, os crentes se tornam-se filhos de
Deus. "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos
de Deus", Paulo declara mais tarde no livro de Romanos "e, se filhos,
também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, se é certo que
com ele padecemos a fim de que nós também sejamos glorificados com Ele "(
Rom. 8: 16-17 ).
Não é descendência humana de
Abraão mas descida espiritual dele, seguindo o seu exemplo de fé, que faz um
crente um herdeiro tanto com Abraão e com Cristo. Como Paulo lembrou aos
crentes de Corinto, a maioria dos quais, sem dúvida, eram gentios, descendência
humana não significa nada, tanto a posição de uma pessoa diante de Deus está em
causa. "Portanto, ninguém se glorie nos homens Para todas as coisas
pertencem a você, seja Paulo, ou Apolo, ou Cefas ou o mundo ou a vida ou a
morte seja o presente ou o futuro;. Todas as coisas pertencem a você, e você
pertence a Cristo; e Cristo é de Deus "( 1 Cor. 3: 21-23 ). Por outro
lado, Jesus disse aos líderes judeus incrédulos que, embora fisicamente
descendentes de Abraão, espiritualmente eles eram filhos de seu "pai do
diabo" ( João 8:44 ).
Justificação nunca foi através da Lei, assim
como nunca foi através da circuncisão. O grego da frase é anarthrous, ou seja,
não tem nenhum artigo definido, o que está sendo inserido por tradutores.
Portanto, Paulo estava falando não só da lei mosaica, mas de Deus Direito em
seu sentido mais amplo, referindo-se a todos os mandamentos e os padrões de
Deus. Ele também estava falando do princípio geral da lawkeeping humana, em que
muitos judeus de confiança para sua salvação.
Como Paulo esclarece mais
tarde na epístola, a lei de Deus "é santa, eo mandamento é santo, justo e
bom" ( Rm 07:12. ; cf. . Gl 3,21 ). Mas a lei nunca foi dado como um meio
de salvação, mesmo para os judeus. "Pois todos quantos são das obras da
lei", isto é, procuram justificar-se com base na observância da lei
"estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que
não cumprir todas as coisas escrito no livro da lei, para realizá-las "(
Gal. 3:10 ). A pessoa que confia em sua capacidade de salvar a si mesmo por
lawkeeping é amaldiçoado por causa da impossibilidade de manter perfeitamente a
lei de Deus. Paulo contou seus próprios esforços anteriores em lawkeeping como
débitos espirituais, como a perda e lixo ( Fp 3: 7-8. ).
O objetivo da Lei era revelar padrões
perfeitos de Deus da justiça e para mostrar aos homens que eles são incapazes
em seu próprio poder para viver de acordo com essas normas. A consciência de
que a incapacidade deve conduzir os homens a Deus com fé. A lei foi dada como
um "tutor para nos conduzir a Cristo, para que fôssemos justificados pela
fé" ( Gal. 3:24 ).
Deus nunca reconheceu
qualquer justiça, mas a justiça de fé nEle, e que a justiça, como a Sua justiça
comunicada e imputado, vem por meio de sua própria provisão graciosa. Jesus
Cristo não só é o objeto de nossa fé, mas é também o seu "autor e
consumador" ( Heb. 12: 2 ). Abraão foi justificado porque ele acreditou na
promessa de Deus, e, como Paulo já declarou nesta epístola, que a crença
"lhe foi imputado como justiça ( Romanos 4: 3. ; cf. Gn 15: 6 ) Em
exatamente da mesma maneira. , quando uma pessoa acredita que a promessa da
salvação de Deus através da confiança em Seu Filho Jesus Cristo, aquele ato de
fé lhe é contada a ele como a própria justiça de Cristo ( 1 Cor. 1:30 ; 2 Cor.
5:21 ).
Confiança de Abraão não
estava no que ele possuía, mas no que ele foi prometido.
Pela fé Abraão, sendo
chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e
saiu, sem saber para onde ia. Pela fé, ele viveu como um estrangeiro na terra
da promessa, como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó,
co-herdeiros da mesma promessa; pois ele estava olhando para a cidade que tem
fundamentos, da qual o arquiteto e construtor é Deus. ( Heb. 11: 8-10 )
De Abraão fé foi
exemplificado em sua vontade de ir para uma terra que nunca tinha visto, que
era uma herança prometida ele nunca iria possuir. Abraão viajou para que a
terra e ficou satisfeito de viver lá como um alienígena, porque sua última
esperança estava na herança de "a cidade que tem fundamentos, da qual o
arquiteto e edificador é Deus."
Paulo continua a explicar, Porque, se os que
são da lei são herdeiros, logo a fé é vã ea promessa é anulada . Se os homens
foram capazes de manter a Lei de Deus perfeitamente que seria de fato herdeiros
de Deus. Isso, é claro, é impossível, mas se fosse verdade faria fé ... vazio e
faria de Deus promessa ... anulada .
A fé é capaz de receber
qualquer coisa que Deus promete. Se, por outro lado, a promessa de Deus é
apenas para ser recebido por meio da obediência a uma lei que nem Abraão, nem
seus filhos poderiam manter, então a fé é cancelada. Em outras palavras, predicar
uma promessa em uma condição impossível de anular a promessa.
A lei não pode salvar, porque
a lei opera a ira . Quanto mais uma pessoa procura justificar-se, mantendo de
Deus Lei , mais ele demonstra sua incapacidade de fazê-lo por causa de sua
pecaminosidade e mais juízo e ira que ele traz sobre si mesmo. Tão certo quanto
a lei revela a justiça de Deus para que ele também expõe pecaminosidade do
homem.
Como Paulo comenta mais tarde
em Romanos.
Que diremos, pois? É a lei pecado? De maneira
nenhuma! Pelo contrário, eu não teria chegado a conhecer o pecado senão pela
lei; pois eu não teria conhecido a cobiça, se a lei não dissesse: "Não
cobiçarás".Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim
a cobiça de toda espécie; para além do pecado lei está morto. E eu era uma vez
vivia sem a lei; mas quando veio o mandamento, o pecado tornou-se vivo, e eu
morri; e este mandamento, que era de resultar em vida, provou resultar em morte
por mim; para o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento me enganou, e por ele
me matou. (Rom. 7: 7-11 )
"Por que a lei,
então?" Paulo retoricamente perguntou aos crentes gálatas. "Ele foi
adicionado", explica ele, "por causa das transgressões, tendo sido
ordenada por meio de anjos, pela agência de um mediador, até que viesse a
posteridade a quem a promessa tinha sido feita" ( Gal. 3:19 ). Como já
mencionado, a lei não foi dada para nos salvar, mas para ser "nosso tutor
para nos conduzir a Cristo, para que fôssemos justificados pela fé" ( Gal.
3:24 ).
John-Macarthur
-Novo-Testamento-completo
Resumo da Lição 6 - A
Condição dos Gentios sem Deus
Apresentado pelo Comentarista das Revistas Lições
Bíblicas Adultos da CPAD, pastor Douglas Baptista.
Neste trimestre estudaremos:
A Igreja Eleita - Redimida Pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo
da Promessa.

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