TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Efésios
6.1-9
1 1-
Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor,
porque isto á justo.
2- Honra a teu pai e a tua mãe, que é o
primeiro mandamento com promessa,
3
- para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
4 - E vós, pais, não provoqueis a ira a
vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.
5- Vós, servos, obedecei a vosso senhor
segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a
Cristo,
6
- não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de
Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus;
7 - servindo de boa vontade como ao
Senhor e não como aos homens, 8 - sabendo que cada um receberá do Senhor todo o
bem que fizer, seja servo, seja livre.
9 - E vós, senhores, fazei o mesmo para
com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está
no céu e que para com ele não há acepção de pessoas.
Marcos
7.10-12
10 - Porque Moisés disse: Honra a teu
pai e a tua mãe e: Quem maldisser ou o pai ou a mãe deve ser punido com a
morte.
11 - Porém vós dizeis: Se um homem
disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é,
oferta ao Senhor, 12 - nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe.
TEXTO ÁUREO
Honra a teu pai
e a
tua mãe, para que
se prolonguem
os
teus dias na terra
que o SENHOR
teu Deus, te dá.
Êxodo 20.12
SUBSÍDIOS PARA
O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira - Deuteronômio
32.44-47
Para que as recomendeis a vossos filhos
3ª feira - Deuteronômio
6.20-25
Então, dirás a teu filho
4ª feira - Provérbios 13.24
O que retém a sua vara aborrece a seu filho
5ª feira - Colossenses
3.20-23
Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais
6ª feira - 1 Timóteo 5.3,4
Honra as viúvas
Sábado - 1 Timóteo 5.8
Se alguém não tem cuidado dos seus, negou a fé
OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico,
o aluno deverá ser capaz de:
• entender que os filhos devem
ser gratos aos pais por have-los concebido e criado;
• compreender que os filhos
devem assistir aos pais na sua velhice;
• concluir que há recompensa de longevidade
para quem honra pai e mãe.
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Além de
reconsiderar o seu papel, o professor precisa agir apresentando soluções
práticas, como ligar para os alunos ausentes ou visitá-los a fim de ajudá-los
em suas necessidades; vencer as barreiras próprias de um imigrante digital e
começar a utilizar recursos audiovisuais; elaborar premiações, mesmo
simbólicas, para os alunos mais assíduos, assim como outras campanhas
motivacionais.
Sobretudo, o professor da EBD deve sentir-se vocacionado.
Quando o professor é vocacionado e cumpre o conselho descrito em Romanos 12.7b:
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.7b), ele se transforma em
ferramenta poderosa nas mãos de Deus para exercer influência sobre vidas e
mostrar-lhes todo o conselho divino (Revista Educação Cristã Hoje, nQ 1.
Central Gospel, 2012, p. 27).
Deus o abençoe!
COMENTÁRIO
Palavra
Introdutória
Enquanto os quatro primeiros mandamentos apresentam
uma relação vertical entre o homem e Deus (Ex 20 1-11), do quinto em diante,
percebe-se uma ênfase na relação horizontal, porque se fala da relação entre o
homem e o seu semelhante. Essa é uma consequência lógica, visto que a convivência,
social harmoniosa é fruto da reconciliação com o Divino.
O termo hebraico kabad significa tomar honroso,
honrar, glorificar. No texto áureo desta lição (Ex 20.12), o termo honra tem
origem na raiz verbal que denota dar importância, ser o que conta, o que é de
máxima Importância. A honra aos pais abre
um discurso hierárquico que, no entendimento do apóstolo Paulo, estende-se aos
princípios de respeito às autoridades, no lar e fora dele.
A porção de Efésios 6.1-9, com base no quinto mandamento,
abrange, além dos pais, a relação entre patrões e empregados; também pressupõe a
relação entre alunos e professores; a população em geral e os políticos e
policiais. Vale destacar, no entanto, que as autoridades também precisam viver
em obediência aos princípios divinos.
1.
A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA
A primeira providência do Criador, após ter feito o
primeiro casal, foi instituir a família. O modelo iniciado no Éden (Gn 2.24)
perdura até os dias de hoje; e, por mais que algumas pessoas tentem alterar o
protótipo familiar criado por Deus, ele jamais será modificado — mesmo porque
nem todos defendem pontos de vista contrários ao ideal divino.
Na cultura judaica, até os 13 anos de idade, o menino
é cuidado pela mãe quando, então, passa pelo rito do bar mitzvah (filho da lei
ou filho do mandamento — uma espécie de maioridade religiosa). A partir daí,
ele passa a estar sob os cuidados do pai, que lhe ensinará uma profissão. A
menina, por sua vez, passa pelo bat mitzvah.
1.1.
O papel dos pais
No modelo bíblico de família, cabe aos pais
algumas funções específicas: enquanto a mãe é responsável por gerar, alimentar,
criar e educar os filhos, o pai é responsável por prover-lhes o sustento e
protegê-los.
Em última análise, pode-se afirmar que os pais não são
os criadores de sua prole, mas, sim, os primeiros representantes divinos diante
dela (MI 1.6), sendo responsáveis, portanto, por comunicar-lhe valores
espirituais, físicos, éticos e morais.
1.2.
O pai como sacerdote
Na cultura bíblica do
passado, além de provedor, o pai era tido como o sacerdote do lar porque
oferecia sacrifícios pelos filhos (Ex 12.3; Jó 1.5); ensinava-lhes os símbolos
(Ex 12.26,27) e os preceitos divinos (Dt 6.20,21); explicava-lhes o sentido da
História (Dt 32.7); e transmitia-lhes a Palavra do Senhor (Dt 32.46).
1.3.
Os pais como educadores
Na cultura hebraica, pai e
mãe eram responsáveis pela educação de sua prole (Pv 6.20 e 10.1) — entenda-se,
no entanto, que a educação era sempre um gesto afetivo, no qual ambos os
genitores citavam repetidamente a Palavra de Deus para os filhos, orientando-os
e corrigindo-os (Pv 4.1,4). Merece destaque, neste ponto, o fato de Deus ter-se
encarregado de instruir, pessoalmente, Israel quanto ao ensino dos Seus
decretos (Dt 6.1-9).
O pai era responsável por
forjar o caráter dos filhos e, se forjar, estava previsto o castigo físico (Pv
13.24; 23.13,14; Pv 29:15). Na cultura hebraica, aos filhos rebeldes e estultos
( estúpidos) aplicava-se a vara (Pv 22:15); no entanto sabe-se hoje, que esse
método não teria função normativa, mas, sim, punitiva, podendo, muitas vezes
gerar traumas nos filhos.
2. EXATAMENTE A QUEM SE DESTINA O
TEXTO
A obediência aos pais é um princípio coletivo que se
estende naturalmente a todas as culturas e em todas as épocas salvo rara exceções;
entretanto o texto áureo dessa lição transcende ao conceito de obediência; o
autor sagrado fala da honra devida aos pais. Nesta exigência, parece que, entre
outras alusões , Deus está se referindo aos genitores em idade avançada ;
aqueles que, na velhice, precisam ser lembrados e ajudados. Deste modo,
sustento e manutenção aos que se encontram na ancianidade também se aplicariam
ao quinto mandamento, conforme o ensino de Jesus ( Mc 7.11).
2.1. Como tratamos os nossos idosos
De certa forma, somos treinados a pensar que teremos
um tempo de vida
útil, até que chegue a ocasião em que passaremos a
oferecer pouco à sociedade. É certo que os jovens, de modo geral, têm mais
saúde e energia que os anciãos, além de informações mais atualizadas,
obviamente. Entretanto, os idosos, quase sempre, carregam consigo experiências
e vivências suficientes o bastante para ajudar as novas gerações a não repetirem
os erros do passado. Mas, infelizmente,
no mercado de trabalho, pessoas de mais idade são preteridas para ceder lugar
aos mais jovens. Some-se a isso fato de os mais idosos apresentarem, muitas
vezes, falta de autonomia para cuidarem de si mesmos. Alguns anciãos, por
exemplo, são portadores de doenças extremamente debilitados, fazendo com que algumas
famílias, com mais recursos financeiros, optem por colocá-los em clínicas de
repouso ou por contratar cuidadores para acompanhá-los em suas necessidades.
Como equacionar este desafio?
Lamentavelmente, alguns
asilos têm servido como depósitos de idosos. Muitos dos que vivem seus últimos
tempos em espaços coletivos foram abandonados por suas famílias. Outros tantos
não recebem visita de seus filhos e netos — nem mesmo em datas especiais, como
Natal, Páscoa, Ano Novo ou o dia do seu aniversário. São pessoas que apenas
aguardam a chegada do dia de sua morte.
2.1.1. A resposta bíblica está no amor
A sociedade moderna parece ter diluído o sentido do
amor (a maior de todas as virtudes) em seus muitos conceitos filosófico mercantis.
Se tal banalização inibe a discussão do tema — Urna vez que muitos o consideram
leviano e infantil —, que dirá a prática deste (1 Co 13). Amor implica
sofrimento (Ef 5.25; 1 Co 13.7) e abnegação (1 Co 13.5), e suplanta, inclusive,
a fé e a esperança (1 Co 13.2,13).
No que tange à honra para com aqueles que nos
deram a vida, acrescente-se a exortação paulina: Mas, se alguém não tem cuidado
dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o
infiel (1 Tm 5.8).
2.2.
Recompensas devidas ao tratamento dado aos pais
As recompensas são tanto
negativas quanto positivas. A recompensa positiva encontra-se registra. no
próprio mandamento: Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra
que o SENHOR, teu Deus, te dá (Ef 20.12). Paulo enfatize a promessa de
longevidade, em Efésios 6.2. Porém, há também recompensas negativas para os filhos
que não honram seus genitores; esses atraem para si a extinção da vida fisica
(És 21.15,17); e o seu sangue, sobre eles cairá. (Lv 20.9). Ressalte-se, neste
tópico, que amaldiçoar pai e mãe inclui negar-lhes o sustento e abandoná-los em
suas necessidades (Pv 20.20; 30.11).
3 . COMO O NOVO TESTAMENTO APLICA O QUINTO
MANDAMENTO
O Novo Testamento acompanha o mesmo raciocínio do
Antigo no que tange ao quinto mandamento (Ef 6.1-9; Cl 3.20- 22).
3.1. O dever dos pais
No texto bíblico, observa-se que compete aos pais
criarem seus filhos nos caminhos do Senhor, tanto no Antigo — Instrui o menino
no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele
(Pv 22.6) — quanto no Novo Testamento — E vós, pais, não provoqueis a ira a
vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor (Ef 6.4).
Em Efésios 6.4, além de
advertir os pais a não incitarem sua prole à ira, por meio de maus tratos, o
apóstolo Paulo exorta-os quanto à formação espiritual de seus rebentos. Desse
modo, pode inferir-se que a missão principal dos pais é criar filhos tementes a
Deus.
3.2.
O dever dos filhos
Certa vez, Jesus desmascarou
alguns escribas e fariseus em relação à obrigação de se honrar os pais — mandamento
que Ele próprio evocou (Mt 15.4; 19.19, Quando o Mestre. questionado
sobre a razão de os Seus discípulos não lavarem as mãos para comer (Mt 15.2),
Ele disse, dentre
outras coisas, que os escribas e fariseus estavam ensinando ao povo que
não haveria qualquer obrigação de se cumprir o quinto mandamento, se o valor
(ou bem) fosse destinado a Deus (Mt 15.5).
O Salvador concluiu Sua
exortação dizendo que eles estavam, com isto, desprezando a mensagem divina
para seguir os seus próprios ensinamentos e que são essas coisas que contaminam
o homem, mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem (Mt 15.20).
3.3.
Paulo exorta os filhos a cuidarem da mãe viúva
Na Igreja primitiva, houve a necessidade de
que a prática do socorro fosse regulamentada, a fim de que não ocorressem abusos,
como, por exemplo, no caso das viúvas (1 Tm 5.3-12). O apóstolo não estava dificultando a
vida das mulheres verdadeiramente necessitadas, apenas estabeleceu uma ordem, a
fim de evitar abusos contra a Igreja de Cristo (1 Tm 5.16). Nessa porção do
texto bíblico, no entanto, o apóstolo ressalta: Mas, se alguém não tem cuidado
dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o
infiel (1 Tm 5.8). Quanto a esta exortação, os editores do Novo Comentário
Bíblico do Novo Testamento apontam, apropriadamente: "O cristão deve
ter cuidado dos seus (dos parentes próximos) e da sua família (imediata). Não
cuidar da família é como negar a fé ( Ex 20.12; Mc 7.9-12; Ef 6.2).
Se o cristão não cuida de sua
própria família, como pode. amar sinceramente os outros e cuidar deles?"
(RADMACHER; ALLEN; HOUSE. Central Gospel, 2010a. p. 598).
3.4.
A abrangência do quinto mandamento
O apóstolo Paulo ampliou o
entendimento do quinto mandamento em sua aplicação, levando em conta a honra
que senhores e escravos, salvos por Cristo, devem manifestar um ao ou.,
mutuamente (Ef 6.5,9).
Os servos de Cristo devem focar as suas obrigações,
mais do que os seus direitos. Senhores e servos; patrões e empregados precisam
viver uma relação fraternal, como Filemon e Onésimo (Fm 16), com mutualidade de
honra. Nas palavras de Paulo, servos e
senhores devem servir fielmente a Cristo, mesmo quando ninguém está observando,
porque Deus vê tudo quanto fazemos (e lhe prestaremos contas).
CONCLUSÃO
Os novos valores éticos que se levantam na sociedade
pós-moderna eliminam o respeito e dão lugar à rebeldia; estes se insurgem
contra a família nuclear e criam modelos com vistas a substituir a hierarquia
pela anarquia, a honra pelo desrespeito e o cuidado pelo culto ao
"eu".
O quinto mandamento ecoa, nos
dias atuais, como um grito de alerta para que as relações familiares sejam
salvas, pois uma sociedade que não sabe honrar os pilares do passado terá muito
do que se envergonhar no futuro.
ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Qual mentira os fariseus usavam para não
garantir o sustento aos seus pais,
R.: Eles diziam que usavam seus recursos para dar
ofertas ao Senhor.
Central Gospel - LPD
PROFESSOR 62
ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM CRISTO
ESCOLA BÍBLICA DINÂMICA
Texto de Apoio
para subsidiar o Tema: Respeito às hierarquias
O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE AUTORIDADE ESPIRITUAL
“Porque a rebelião é como o
pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria...” (I Sm 15:23)
Deus nos chama não só para receber a Sua vida
através da fé, mas para manter Sua autoridade através da submissão às pessoas
que Ele mesmo estabeleceu como liderança sobre nossas vidas: Veja o que diz
Romanos 13:1- 7: “
Toda a alma esteja sujeita às
autoridades; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades
que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à
ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más.
Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela.
Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois
não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar
o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente
pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais
tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.
Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto,
imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.”
A igreja é um lugar onde essa obediência deve
ser exercitada. Sabemos que todos os dons e ministérios exercidos na igreja são
igualmente necessários e importantes no Reino de Deus, no entanto, algumas
funções tem o objetivo de liderar, coordenar, orientar, organizar, ir na
frente: pastores, diáconos, professores, líderes de ministério, dirigentes de
grupo (Ef 4:11-12)... As pessoas que, pela graça, ocupam tais funções, tem
autoridade espiritual sobre os demais. Reconhecer esta autoridade é um
exercício que nos ajuda a nos submeter à autoridade de Deus.
O pecado de rebelião é muito
sério pois, aos olhos de Deus, aqueles que rejeitam seus servos, o rejeitam.
Quando o reino de Israel foi estabelecido, o
rei Saul foi ungido por Deus. Davi, mesmo tendo a promessa de que um dia seria
o rei de Israel, não antecipou os acontecimentos, antes disse: “O Senhor me
guarde, de que eu estenda a mão contra o seu ungido.” (I Sm. 26:11). Davi sabia
que se estendesse as suas mãos contra Saul, estaria se rebelando não contra
Saul, mas contra a unção que Deus havia dado a ele. Eis um homem que sabia
realmente se posicionar debaixo da autoridade do Senhor...
Todo cristão deve ser sensível em dois pontos:
com o pecado e com a autoridade. Onde quer que você vá, pergunte: “- A quem
devo obedecer?” Ao tomar consciência da autoridade em sua vida, você será capaz
de perceber a autoridade de Deus em toda parte. E lembre-se: rejeitar uma
autoridade delegada é afrontar diretamente a Deus. “Obedecei a vossos pastores,
e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de
dar conta delas” (Hb 13:17)

ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM CRISTO
ESCOLA BÍBLICA DINÂMICA
Estagiário: Jhalyson Brito Lira
Texto de Apoio para subsidiar o Tema:
Respeito às hierarquias
Observações:
1 -
O texto é
interessante e argumentativo. Porém, há alguns trechos que destaquei em
vermelho, no qual percebi termos que me deixaram em alerta (digo, ao meu ver).
2 -
2- Há ainda a utilização de um livro apócrifo
(Macabeus I) ajudando explorar a temática.
O Principio da hierarquia nas
relações entre Deus e o homem
Ao longo da história bíblica, episódios são
permeados e entranhados de acontecimentos fatídicos que, quando analisados à luz
da Palavra, tinham sua causa no princípio da hierarquia.
A hierarquia foi instituída
por Deus desde a criação, este é um princípio também existente no céu. Podemos,
inclusive, com convicção, afirmar, que a ordem da criação estabelece e
explicita a ordem de autoridade espiritual. Vejamos:
Deus criou a Cristo e este
criou os anjos. Essa ordem da criação também é a mesma da autoridade espiritual
e de sujeição existente entre eles: os anjos são sujeitos a Cristo e este ao
Pai, que o criou.
Está bem claro nas Escrituras que a autoridade
tem uma relação íntima com a fonte criadora. No caso de Cristo, gerado por Deus
(Salmos 2:7; Hebreus 1:5, 5:5), vemos que Ele se submeteu a Deus, estabelecendo
assim, pela própria atitude, um padrão para os que seriam criados. O homem,
criado por Deus, através Cristo (Gênesis 1:26,27; Colossenses 1:14-16; Hebreus
1:3,10), tem como cabeça Cristo e a esse deve submissão.
No caso da mulher, formada do homem (Gênesis
2:18-23; I Coríntios 11:8,9; I Timóteo 2:13), tem o homem por cabeça, e a ele
deve submissão.
Já os filhos, gerados dos
pais (Gênesis 1:28; Efésios 6:1,2; Colossenses 3:20), devem obediência a quem
os gerou.
Discorramos acerca dos três
mais importantes tipos de sociedade que nos cerca: a familiar (aqueles que
mantêm entre si laços consangüíneos), a civil (governantes e relações
trabalhista), a eclesiástica (igreja) e suas respectivas hierarquias.
Antes de darmos seguimento a esta exposição,
faz-se necessário explicitar melhor o conceito da palavra hierarquia.
1.O
Conceito de Hierarquia:
Hierarquia é uma organização
fundada sobre uma ordem de prioridades ou sobre relações de subordinação entre
os membros de um grupo, organização social em que se estabelecem relações de
subordinação e graus sucessivos de poderes, de situação e de responsabilidade.
É importante entendermos não apenas o conceito
de hierarquia, mas também o porquê de sua existência. Ela foi estabelecida para
o nosso bem, para que haja ordem e respeito nas relações interpessoais entre os
participantes de uma organização ou sociedade.
Notemos: Satanás, ao apenas
pensar em seu coração que subiria até as alturas e lá faria seu trono e seria
semelhante ao Altíssimo, pecou. A Palavra não nos diz que ele pensou em ser
maior, mas igual (Isaías 14:14). Sua pretensão era de ter um posto superior ao
que lhe fôra confiado; entretanto, este não era o lugar que o Criador lhe
designara. Foi privado do acesso a Deus e teve sua sentença de morte decretada
para o `fim desse sistema de coisas`.
Assim, percebemos que todos
aqueles que distorcem a harmonia do princípio de hierarquia são responsáveis
por conturbações, motins, corrupções e conflitos na trajetória dos seus pares.
Isto se aplica a qualquer
sociedade, seja ela familiar, civil, eclesiástica, ou mesmo nesse episódio
celestial, pois Lúcifer, não satisfeito em trazer a condenação sobre si mesmo,
ainda arrastou consigo um terço da corte celestial. Todo insubmisso é rebelde,
cria conflitos em sua trajetória, conturba e corrompe. Insubmissão é rebeldia ,
que é como o pecado de FEITIÇARIA.
2.
A hierarquia na
sociedade familiar:
Deus criou, como vemos em
Gênesis 1:20-24, os animais e os subjugou à autoridade do homem (Gênesis
1:27,28). O princípio da submissão não tem relação com força ou poder; caso
contrário, o homem não dominaria um elefante ou um leão, como sabemos que
acontece.
Deus criou o homem, a mulher
e a eles deu como herança os filhos, repetindo: `o princípio da criação
explicita o princípio da autoridade`. Portanto, teríamos: filhos sujeitos aos
pais (Efésios 6:1-3; I Pedro 3:20; Colossenses 3:20 , I Timóteo 5:4), esposas
sujeitas aos maridos (Gênesis 3:16; Colossensses 3:18; I Pedro 3:4-6; Efésios
5:22-24), e estes sujeitos a Cristo, que por sua vez, é sujeito àquele que o
criou, Jeová.
A subversão do principio da hierarquia no lar
conduz a conseqüências catastróficas. O adjetivo, bíblico, usado para aquela
que é insubmissa é `tola`, responsável por destruir seu lar.
A primeira mulher insubmissa,
Eva, acarretou a perdição de toda a humanidade. No entanto, não podemos
desconsiderar o fato de que o próprio Deus oportunizou salvação à mulher desde
que se submetesse à autoridade do homem, e fosse mãe (I Timóteo 2:15; Gênesis
3:16).
A sentença de Deus para o
filho insubmisso é a morte; porém, os que se submetem às autoridades paternas e
maternas têm sua vida abençoada e prolongada na terra (Êxodo 20:12).
A mesma ordem se aplica aos
homens: se não estiverem submissos a Cristo, devem calar-se. Na igreja, só deve
falar quem é autorizado pelo Espírito Santo, e só é autorizado por Ele quem
anda em submissão àquele que, por Deus, foi constituído como sua autoridade
(Mulher, homem, Cristo, Deus). Deus, ao escolher o homem que seria patriarca
dos israelitas, não escolheu um qualquer, mas um homem que sabia governar a sua
casa (I Pedro 3:6).
3. A
hierarquia na sociedade civil instituída por Deus:
De forma geral, a sociedade familiar faz parte
de um contexto mais amplo; é como uma célula dentro de um organismo maior
denominado sociedade civil. A sociedade familiar fundada em Deus, ou seja,
verdadeiramente alicerçada no principio da hierarquia, vive inserida num
contexto social, denominado sociedade civil instituída por Deus. Não se trata
de mero jogo de palavras, pois assim como a sociedade familiar, a civil, se
constituída segundo a vontade e ordenança de Deus, é regida por princípios e
hierarquias para sua boa ordem.
No âmbito dessa sociedade
civil, Deus ordena que os membros da sociedade familiar se sujeitem às
autoridades governamentais, uma vez que estas foram instituídas e estabelecidas
por Ele, para exercerem justiça e juízo. Não haveria, portanto, nessa
sociedade, autoridade que não tenha sido por Ele constituída (Romanos 13:1;
3:1; I Pedro 2:13,14,17). Na verdade, o Senhor vai mais além, instruindo-nos a
orar por nossas dirigentes e a dar a cada um o que lhe é devido. Dentro da
sociedade civil instituída segundo o modelo de Jeová, é necessário que
trabalhemos para sobreviver, que existam leis que protejam nossos direitos, e,
ao mesmo tempo, juízes e autoridades que as façam executar.
Deus, então, nos instrui que
há autoridades na sociedade secular, e que elas foram criadas para o seu bom
andamento. Ele nos ensina o respeito àqueles que estão numa esfera mais elevada
de poder, que são as autoridades governamentais (Romanos 13:2,4,6), e, nos
ensina a submissão e o respeito em nossas relações trabalhistas (Tito 2:9,10,
3:1; I Timóteo 6:1,2; I Pedro 2:18,19; Efésios 6:5-8).
É importante entendermos que
submissão não é sinônimo de inferioridade e sim, de proteção. Ao obedecermos
àqueles que o Eterno constituiu sobre nós, quer na sociedade familiar ou civil,
estamos não apenas obedecendo-O, como também sendo protegidos, e teremos, por
certo, nossos direitos amparados pela soberania de Deus, que nos olha como
filhos obedientes, fazendo com que os que estão sobre nós sejam iluminados para
tomar decisões justas e conscientes, que nos tragam alegria,paz,prosperidade.Em
resumo, tudo isso em razão de nossa sujeição à ordem divina.
4.
A hierarquia na sociedade eclesiástica:
Ao longo de toda trajetória
bíblica, vemos histórias de pessoas amaldiçoadas, banidas, rejeitadas e mortas
em razão da desobediência às autoridades constituídas por Deus. Sal. 65:4 nos
diz: `Bem-aventurado a quem tu escolhes`. E mais: em Romanos 8:28, a Palavra
nos diz que `Deus tem escolhidos para seus propósitos`. Essas palavras são
verdadeiras e fiéis, e seu poder se estende até os dias de hoje.
A pergunta que não quer calar é: Se Deus exige
nossa submissão às autoridades terrenas da sociedade civil, homens ainda mais
suscetíveis às falhas carnais, qual sua posição em relação aos que se voltam
contra aqueles que foram constituídos como autoridades espirituais? A resposta
encontra-se escrita em linhas bastante claras na Palavra de Deus.
Deus sempre teve Seu
escolhido para os Seus propósitos, ainda que estes se diferissem uns dos
outros; fosse para o bem ou para mostrar através desses homens a Sua glória,
Deus, de antemão, os escolhia.
Vejamos desde os primórdios:
A terra estava entregue à sua própria vontade,
vivendo sem lei. Foi escolhido, então, um homem, Noé, que pregou a verdade por
120 anos (tempo de duração da construção da arca). Todavia, os homens de seu
tempo não lhe deram ouvido, tendo-o por louco. Sabemos o trágico fim desse
episódio histórico…
Após o dilúvio, os filhos de
Noé, Sem, Cã e Jafé, multiplicaram-se e povoaram a terra. Esses homens tiveram
seu destino traçado pela bênção advinda da boca de seu próprio pai, Noé, que:
Amaldiçoou a Cã e fê-lo servo dos servos seus irmãos, sujeitou Jafé a Sem, e
amou a este último, abençoando sua descendência e colocando-o por cabeça de
seus irmãos (Gênesis 9:25-27).
Deus é o primeiro a respeitar
o que Ele mesmo instituiu; prova disso é que Ele respeitou o princípio de
autoridade de Noé sobre os filhos. Essa bênção, que obviamente era um desígnio
de Deus, se cumpriu…
No desenrolar do tempo, Deus,
novamente, levantou um homem, Abraão, descendente de Set, descendente de Sem
(Gênesis 11:10-26), para dele se fazer uma grande nação. Contemporaneamente,
vemos que, Deus também amava outros homens por serem retos e justos perante Sua
face, como Ló, sobrinho de Abraão, Deus o amava, tanto que enviou anjos para
salvá-lo da catástrofe que se abateu sobre Sodoma e Gomorra.
É preciso aclarar o seguinte ponto:
Deus ama os homens, apesar de
suas incorreções, mas, dentre os homens, há aqueles que lhe são justos e
agradáveis. Em prol desses, encontramos na Palavra de Deus abundantes bênçãos,
favores e livramentos, da mesma forma que lhes sobrevêem provações para o seu
aperfeiçoamento espiritual. Em meio àqueles que são amados de Deus, há Homens Escolhidos
para propósitos específicos, geralmente, grandes projetos preparados por Deus
para provação e/ou favorecimento do seu Povo. É o que percebemos em relação a
Ló e Abraão. Ló era amado de Deus, conforme podemos observar em sua trajetória
de vida, mas ele não era o Escolhido para dele se fazer um grande povo. Tal
papel foi destinado a Abraão, dando-lhe a chance até mesmo, de intervir pela
região de seu sobrinho Ló, em razão da decisão divina de destrui-la, caso lá
houvesse 10 justos, o que não havia!
De igual forma, ao longo da
história de seu povo, segundo a liberdade soberana do proceder divino, que vem
de Sua livre escolha, e não do nosso querer, dentre os doze filhos de Jacó,
apenas um foi o escolhido para salvá-los, José. Ele fora escolhido não apenas
para salvar a vida de seus familiares, mas também a toda população do Egito e
seu entorno, na época em que uma grande fome abateu-se sobre ela.
Desses mesmos filhos de Jacó,
originou-se a nação Israelita, que se multiplicou no Egito, tornando-se uma grande
multidão. Essa nação passou a ser escravizada pelos egípcios, vivendo em
servidão por 430 anos, tempo previamente designado pelo Eterno.
Ao fim desse período, Ele,
mais uma vez, escolheu um homem, Moisés, para libertá-los da escravidão, e o
instituiu como Líder espiritual, único intermediário entre Ele e seu povo.
Neste ponto, é importante observarmos também que os israelitas, compostos por
12 tribos, descendentes dos filhos de Jacó, tiveram uma única tribo escolhida
por Deus para servi-lo na tenda da congregação, e fazer a expiação dos pecados
cometidos pelo povo e por si mesma. Desta tribo, a tribo de Levi (Números
1:47-53, 3:12,41), Deus escolheu um homem, Arão (Números 17, 18:1-3,7) e a seus
descendentes do sexo masculino, como sacerdotes, para interceder junto a Deus
pelos pecados do povo.
Na trajetória do povo de
Israel, durante os quarenta anos em que viveram como nômades no deserto, vemos
que Coré, Datã e Abirão, juntamente com mais 250 príncipes, homens de renome,
questionaram essa escolha do Eterno (Números 16:1-5). Os insurrectos, naquele
momento, encontrando-se cheios de dificuldades, no meio do deserto, sob
instáveis circunstâncias; calor, sede, frio, fome, sempre traziam à tona as
lembranças das delícias culinárias deixadas para trás (Números 11:1-6)…,
acharam-se, portanto, no pleno direito de questionar a autoridade de Moisés e
puseram em xeque os motivos que o levaram a libertá-los do Egito.
Provavelmente, não o fizeram conscientemente, mas como nos cita Ezequiel 33:13
(`Se o justo se desviar do bom caminho, fiado em sua própria justiça, ainda que
eu tenha dito que ele viverá, ele morrerá!`). O desfecho de sua história foi
trágico: TODOS FORAM MORTOS! (Números 16:1-32.
Desta forma, tais homens nos
legaram, através do ocorrido, que é inadmissível na presença do Eterno,
questionar a autoridade daqueles que foram por Ele constituídos. Murmurar e se
opor aos escolhidos de Deus é desrespeito para com Deus (Números 12:8,
16:30*-33; 12:1,2,6-9, Romanos 13:2,4,6, II Tim. 3:8,9*). * versículos
importantes.
Após tais fatos, outros eventos ocorreram
evidenciando a triste verdade supracitada. Depois da era dos Juízes, Deus estabeleceu
reis para conduzir Israel. No entanto, nunca deixou de escolher sacerdotes para
guiar espiritualmente seu povo (II Crôn. 13:9). Por isso, mesmo sagrado como
rei de Israel, Saul foi punido por ter pretendido exercer uma função que não
era sua, mas do sacerdote Samuel (I Samuel 13:8-14; I Samuel 15:2, 3, 7-9; 14,
15, 18-19, 22-23). Foi rejeitado por Deus!
A história
também nos fala dos irmãos Macabeus; a eles foi dado salvar Israel. Alguns,
entretanto, cobiçosos de sua fama, quiseram se fazer célebres assim como os
Macabeus… Morreram! (I Macabeus 5:55-62*).
Sacerdotes de
Deus que quiseram mostrar sua valentia, também pereceram, essa não era a função
que lhes fora designada (I Macabeus 5:67).
Por fim, como maior e mais
claro exemplo do que aqui queremos analisar, podemos ressaltar o que aconteceu
a Satanás e aos anjos que não mantiveram o seu principado (Judas 1:6). Foram
banidos e lançados sobre a terra!
De todo o exposto, observemos
que Deus suscita homens para diferentes fins, e ninguém pode ir além do que lhe
foi concedido, ou tentar exercer uma função que não lhe pertença.
Aquele que não é escolhido
por Deus para determinado fim, mas embrenha-se por assim fazê-lo, tem sua queda
como certa!
4.1.
OS SUCESSORES NÃO ASSUMEM ANTES DA MORTE DO PREDECESSOR:
Demonstrada a aplicação do
princípio da hierarquia em sede da sociedade eclesiástica, é mister demonstrar
a dinâmica desse aspecto na condução dos trabalhos de Deus. Mais uma vez,
serviremo-nos dos exemplos bíblicos, mui ilustrativos a este respeito.
Após quase quarenta anos da libertação do povo
do Egito, estando Moisés já no fim de seus dias, Deus fez a escolha de seu
sucessor, Josué (Deuteronômio 31:7-8), mas notemos que este só assumiu o
comando do povo após sua morte (Deuteronômio 31:14; Josué 1:1,2; Deuteronômio
34:9). Mais tarde, estando os israelitas sofrendo, em razão de seus pecados,
sob o jugo dos filisteus por 40 anos, Deus levantou um libertador, Sansão
(Juízes 13:2- 7,24).
Anos depois, sendo Eli o sacerdote
em exercício, por não fazer uso de sua autoridade paterna na correção de seus
filhos (I Samuel 2:12, 22-35), Deus escolheu um outro sacerdote em seu lugar,
Samuel, mas notemos que este só assumiu após a morte do primeiro.
O povo pediu a Samuel por um
rei, assim como todas as nações ao redor possuíam. Deus, atendendo sua
solicitação, embora contrafeito (I Samuel 8:5-7), escolhe Saul (I Samuel 9:7),
mais tarde, vemos que Deus “se arrependeu” de sua escolha (I Samuel 15:10)….
Por isso, Deus, em razão das
desobediências de Saul, o rejeitou, e, estando ele ainda vivo, ordenou que
Samuel ungisse um novo rei, Davi (I Samuel 16:1-12). Porém, notemos que, embora
ungido e já ciente de que seria o sucessor de Saul, Davi jamais ousou
difamá-lo, ou levantar sua mão contra o ungido do Senhor. O rei, por inveja,
tentava matá-lo, mas nunca
Davi ousou tocá-lo, embora
sendo um grande guerreiro, por temor ao Eterno, mesmo tendo Este colocado-o em
suas mãos a fim de prová-lo (I Samuel 24:6,7,11). Davi pois, deixou que Deus
executasse o juízo, pois ele tinha a consciência de que se Deus constituíra
Saul como rei e estava descontente com o seu proceder, Ele mesmo o haveria de o
tirar (I Samuel 24:13,14, 26:8-11).
Vemos também que quando Davi recebeu a notícia
da morte de Saul, ele não apenas rasgou suas vestes e chorou como também
ordenou que fosse morto o mensageiro e praticante de tal ato, pela falta de
temor que apresentara ao levantar a mão contra o ungido de Deus (II Samuel
1:11-16).
De todos os exemplos trazidos à baila, o que
percebemos é que Deus é justo e reconhecedor do trabalho realizado pelo homem.
Ele tem um modo todo especial de valorizar o ministério de seus Enviados, não
os substituindo simplesmente ao minguarem suas forcas e os vigores da
juventude; primeiro Ele os leva, e só então, seu sucessor assume seu posto.
É importante entendermos que
um Enviado de Deus é um ungido do Senhor, e aprendermos pelas palavras de Davi
que:`Ele é consagrado ao Senhor` (I Samuel 24:7).
5. Conclusão:
Parafraseando a mensagem dita
por alguém certa feita, temos o seguinte: `Hoje, se tirássemos um Raio X de
algumas igrejas, o resultado seria: desrespeito às autoridades constituídas…`
Num determinado episódio, Paulo fora
esbofeteado por ordem do sacerdote e o chama de `hipócrita, dizendo que este
estava lá para julgá-lo segundo a lei, mas que contra a lei mandava que fosse
ferido. Entretanto, no momento em que soube de que se tratava do sumo
sacerdote, embora certo, desculpou-se, pedindo perdão, citando Êxodo 22:28,
onde ordena que não falemos mal do príncipe de nosso povo (Atos 23:5). Os
sacerdotes são considerados “príncipes”!
Esse mesmo apóstolo, nos ensina, em I
Tessalonicenses 5:11-12, que reconheçamos aqueles que arduamente trabalham por
nós, e que tenhamos por eles singular amor. Em outra passagem, diz sermos
devedores de nós mesmos àquele(s) que nos evangelizou (Filemôm 1:19).
Ora, os sacerdotes são
mensageiros de Jeová; seus lábios guardam o conhecimento, e, de sua boca, o
povo deve procurar a verdade (Malaquias 2:7; Deuteronômio 33:8,10).
Isto porque Deus revela a verdade a Cristo,
que, através de seu Anjo, a revela ao seu Enviado. Basta observarmos como o
Apocalipse foi revelado a João (Apocalipse 1:1,2*)!
O verdadeiro apóstolo e
enviado tem sua graça reconhecida pelos demais enviados, já dantes por Deus
escolhidos, e com eles tem comunhão (Gálatas 2:9). Veja que Paulo não se fez
apóstolo por suas próprias mãos, mas foi um vaso escolhido pelo próprio Deus
para levar o Evangelho (Atos 9:15, 13:2). Em contraposição a essa postura, a
Bíblia reprova a conduta daqueles que se recomendam a si mesmos, pois estes não
são aprovados (II Coríntios 10:18). A Palavra os reputa como falsos apóstolos,
operários enganosos, camuflados em apóstolos de Cristo (II Coríntios 11:12-15).
Como irracionais, falam do que desconhecem e ferem com a língua os Enviados de
Deus (Jeremias 18:18). O verdadeiro discípulo de Cristo é humilde e jamais fala
contra aquele(s) que Deus constituiu, pois reconhece que Deus tem o domínio no
reino dos homens, e que é Ele quem estabelece a quem quer e que somente Ele tem
autonomia para estabelecer e remover a quem Ele mesmo constituiu (Daniel 2:21;
4:17, 32,35; 5:2; Efésios 4:11).
Ora, a própria Palavra nos
ordena que nos sujeitemos a toda instituição humana por causa do Senhor (I
Pedro 2:13). Há hierarquia até mesmo entre os dons, quanto mais nas demais
coisas (I Coríntios 12:28)!
Mas não apenas devemos nos acautelar desses
`lobos devoradores`, em meio à comunidade, enviados com o intento de arrebatar
almas inocentes (Atos 20:30; Romanos 16:17; II Pedro 2:1-3; II João 1:8-11). É
preciso nos atentar para a classe de cristãos altamente influenciáveis que
esquecendo-se dessa advertência e de que `um pouco de fermento leveda toda
massa` (I Coríntios 5:6), ao invés de repreender os revoltosos (Gálatas 6:1;
Mat. 18:15; I Timóteo 5:20; Judas 1:22,23), e de cooperarem para coibição de
suas práticas e até eliminação do meio dos demais, nos casos extremos, (I
Coríntios 5:12); aliam-se a eles, desprezando aqueles que foram por Deus constituídos,
para seguir aos que se arvoram em mestres, cegados por seu próprio orgulho,
cumprindo-se o que fora predito, de que, no final, muitos dariam ouvidos a
espíritos embusteiros e doutrinas diabólicas (Atos 4:1).
Sim, há orgulho nessa atitude!, pois, uma vez
que deixam de dar ouvidos àquele(s) que Deus escolheu, estão, mesmo sem
perceber, dizendo que são maiores que os ungidos de Deus, que sabem mais! Suas
ações exteriorizam o que pensam, embora não se apercebam disso.
Há uma frase de Ralph Emerson
muito interessante e apropriada a essa situação: `O que você é fala tão alto,
que não posso ouvir o que está dizendo`; na verdade, seus sentidos os retêm na
`vaidade`.
Em II Timóteo 4:34, o
Apóstolo Paulo nos exorta de que haverá tempo em que os homens já não
suportarão a sã doutrina da salvação; levados pelas próprias paixões e, pelo
contrário, cercar-se-ão de mestres segundo suas próprias cobiças, como que
sentindo coceira nos ouvidos; se recusarão a dar ouvido à verdade,
entregando-se às fábulas.
Assim, por todo o exposto, a única conclusão
sensata que se pode extrair das Escrituras é de que nossa postura, frente aos
que se consagram para o serviço dos santos, deve ser de sujeição (I Cor.
15,16), porque quem justifica o escolhido de Deus é o próprio Deus (Romanos
8:33; Jó 1:8).
Eles são considerados
`santos` (Levítico 21:8) e, portanto, aqueles que desprezam e contendem com o
sacerdote, certamente, de dia, tropeçarão (Oséias 4:4).
Em suma, devemos não apenas
nos sujeitar às autoridades eclesiásticas, como também cooperar para que façam
o seu trabalho com alegria e não com pesar, pois isso nos seria prejudicial.
O povo de Deus deve fazer
parte de uma congregação para servir a Jesus, através do líder do rebanho
(Hebreus 13:17). “SER SERVO DE DEUS É SER SERVO DOS SERVOS DE DEUS”.
ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM CRISTO
ESCOLA BÍBLICA DINÂMICA
Texto de Apoio para subsidiar
o Tema: Respeito às hierarquias
Observações:
Texto de autoria do Pr. Ciro
Sanches Zibordi, que possui as seguintes qualificações: Ciro Sanches Zibordi é
pastor, escritor, membro da Casa de Letras Emílio Conde e da Academia
Evangélica de Letras do Brasil. Autor do best-seller “Erros que os pregadores
devem evitar” e das obras “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Erros
que os adoradores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes
S/A” e “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer”, todos títulos da
CPAD. É ainda co-autor da obra “Teologia Sistemática Pentecostal”, também da
CPAD Site:
Por que devemos obedecer aos pastores? Há hierarquia
na igreja? Conquanto a Palavra de
Deus ordene: “Obedecei a vossos pastores, e sujeitaivos a eles; porque velam
por vossas almas” (Hb 13.17), aumenta a cada dia o número de cristãos rebeldes,
que não se sujeitam aos líderes eclesiásticos chamados verdadeiramente por Deus
e pensam que estão certos. Não respeitam pastores, verberam contra a liderança
e afirmam que só devem obediência a Deus. “Igreja não é quartel general”,
afirmam. E, generalizando, chamam qualquer liderança firme e segura de
coronelista. Na Bíblia, a Palavra de Deus, vemos que o próprio Deus prioriza e
hierarquiza. Ele — que podia ter formado todas as coisas com uma única palavra
— fez questão de formar tudo a seu tempo, dia após dia (Gn 1). O Senhor também
pôs em ordem as tribos de Israel (Nm 2). Nosso Deus é um Deus de ordem (1 Co
14.40).
De acordo com 1 Coríntios
12.28, vemos que Deus hierarquiza dons e ministérios. A hierarquia, nesse caso,
existe, não para que o portador de certo dom e ministério se considere superior
aos outros, e sim para que haja ordem. Deus pôs na igreja “primeiramente
apóstolos” (1 Co 12.28; Ef 4.11). Os apóstolos são homens de Deus, enviados por
Ele, com grande autoridade, e não autoritarismo, que formam a liderança maior
da igreja — independentemente dos títulos empregados pelas denominações
(pastores-presidentes, bispos, reverendos, pastores, presbíteros, etc.). Mas
não se deve confundir títulos com ministérios e dons. Estes vêm do Espírito
Santo, enquanto os títulos são conferidos pelos homens. Na Assembleia de Deus
fiel ao seu perfil teológico-eclesiástico-consuetudinário original, por
exemplo, não existe o título de apóstolo. Mas isso não significa que não exista
o ministério apostólico. Este, segundo a Bíblia, perdurará “até que todos
cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito,
à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13).
O texto de 1 Coríntios 12.28
afirma, também, que Deus pôs na igreja “em segundo lugar, profetas”,
mencionados em Efésios 4.11 na mesma posição, depois dos apóstolos. Os profetas
que receberam, de fato, o ministério profético, não devem ser confundidos com
os crentes que falam em profecia nos cultos, também chamados de profetas em 1
Coríntios 14.29. O ministério profético neotestamentário é formado por pregadores
(pregadores, mesmo!) da Palavra de Deus, portadores de mensagens proféticas. Em
seguida, a Palavra do Senhor, ainda em 1 Coríntios 12.28, assevera: “em
terceiro, doutores”. Veja como essa hierarquização ocorria na igreja de
Antioquia da Síria: “havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e
Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes,
o tetrarca, e Saulo” (At 13.1). Nesse caso, os doutores, que atuam juntamente
com os profetas, são ensinadores da Palavra de Deus. Há casos, como o de Paulo,
em que três ou dois dos ministérios mencionados (apóstolo, profeta e doutor)
estão presentes (1 Tm 2.7). Os ministérios de pastor e evangelista certamente
fazem parte dos três escalões mencionados em 1 Coríntios 12.28, posto que são
títulos relacionados com a liderança maior da igreja.
Em 1 Coríntios 12.28, também
está escrito: “depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos,
variedades de línguas”. Milagres só vêm depois de apóstolos, profetas e
doutores? Isso mesmo. Na hierarquização feita por Deus, o ministério da Palavra
é mais prioritário que os milagres, haja vista serem estes o efeito da pregação
do Evangelho (Mc 16.17). Observe que João Batista foi considerado por Jesus o
maior profeta dentre os nascidos de mulher, mesmo sem ter realizado sinal algum
(Jo 10.41). Se não houver hierarquia nas igrejas, para que servirão os cargos e
funções? Qualquer pessoa, dizendo-se usada por Deus, poderá mandar no pastor.
Aliás, isso estava acontecendo na igreja de Tiatira, e o próprio Senhor Jesus
repreendeu aquele obreiro frouxo que não estava exercendo a liderança que
recebera do Senhor (Ap 2.20).
Deus é Deus de ordem! Os
princípios divinos da priorização e da hierarquização aparecem em várias outras
passagens neotestamentárias. Em 1 Coríntios 14.26, vemos que, no culto coletivo
a Deus, deve haver ordem. Quanto à ressurreição, está escrito: “cada um por sua
ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (1 Co
15.23). E, na Vinda de Jesus, tal princípio também será aplicado: “os que
morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos,
seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens” (1 Ts 4.17). Em 1
Tessalonicenses 5.23, vemos que Deus prioriza o espírito, na santificação: “e
todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados
irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Essa ordem mostra
que a obra santificadora do Espírito Santo ocorre de dentro para fora, e não de
fora para dentro.
Finalmente, o apóstolo Paulo
parabenizou os crentes da cidade de Colossos porque naquela igreja havia ordem
(Cl 2.5). E ordem também significa respeitar a hierarquia! Afinal, os
ministérios e dons não são invenção humana. Eles foram dados por Deus para
edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.11-15).
CAPÍTULO 5
O QUINTO MANDAMENTO
"Honra a teu pai e a
tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te
dá"
(Êx 20:12).Comparando este mandamento com Efésios 6:2-3, vemos que ele é citado palavra por palavra. No cristianismo não se espera menos dos filhos do que era exigido pela lei. Quão bendito é vermos os filhos de pais cristãos procurando colocar em prática este pedido da Palavra de Deus, conforme é dado aqui na epístola aos Efésios. Eles jamais terão ocasião de se lamentar por terem procurado dar a seus pais esta posição de respeito. Deus não lhes será devedor pois colherão a Sua benção em suas próprias vidas.
OS DEZ
MANDAMENTOS
C. H. BROWN

6
A Conduta dos Crentes no Trabalho
Esboço
1. A conduta dos servos em
relação aos senhores — 6.5-8 1.1. Obediência — v. 5
1.2. Respeito e solicitude — v. 5
1.3. Sinceridade de coração — vv. 5,6
1.4. Servindo como a Cristo — vv. 5,6
1.5. Servindo de boa vontade — v. 7
1.6. Certificados da recompensa divina — v. 8
2. A conduta dos senhores em relação aos servos — 6.9 2.1 .Reciprocidade — v. 9 2.2. Respeitabilidade — v. 9 2.3.Igualdade — v. 9
O entendimento moderno para as palavras "servos" e "senhor", como aplicadas na Bíblia é: empregados e empregadores. A natureza egoísta do homem, por causa do pecado, originou as diferenças sociais. O trabalho dignifica o homem e o torna capaz de sobreviver. A subsistência humana depende do trabalho. Foi o Cristianismo que colocou a relação entre servos e senhores numa dimensão mais ampla e correta dentro de uma sociedade livre como a atual. Todos os sistemas filosóficos criados pelo homem para a igualdade social têm sido falhos. A desigualdade social existe inevitavelmente. Entretanto, é a Bíblia que oferece as melhores soluções para um relacionamento justo na atualidade. A Bíblia apresenta uma filosofia coerente com o estado espiritual do homem hodierno dentro de uma perspectiva futura. Isto é, há um futuro real e literal prometido na Bíblia onde jamais haverá diferenças entre servos e senhores, pretos e brancos, ricos e pobres etc. Já em nossa era neotestamentária, as condições sociais colocam o crente, servo ou senhor (empregado ou patrão), sob o manto das responsabilidades inerentes ao trabalho e às relações mútuas. Essas relações são conscientes e coerentes com as funções de trabalho. O empregado cumpre suas obrigações inerentes e o patrão cumpre, também, suas obrigações.
1.
A CONDUTA DOS SERVOS EM RELAÇÃO AOS SENHORES
— 6.5-8
A
conduta dos servos é notada mediante o cumprimento dos deveres inerentes a
eles, os quais são destacados no texto em estudo.
1.1. Obediência — v. 5
"Vós, servos, obedecei a vossos
senhores". Duas palavras do texto original aparecem aqui —
"obedecei" e "servos", que se destacam na elucidação do
texto. A palavra "obedecer" é upakouo e a palavra
"servo"
é doulos. A obediência do servo ao seu senhor é uma questão natural, porque ele
depende dela para a sua própria subsistência. Deve-se encarar o fato de que
Paulo ensinava esse tipo de relacionamento para a gente de seus dias, quando os
conceitos e estruturas sociais eram outros. Entretanto, a validade do texto
hoje é aceita mediante o caráter espiritual do ensino. Hoje não temos escravos
e senhores, mas temos empregados e patrões. O que Paulo tornou universal em seu
ensino é o fato de que aquele que se submete a um patrão hoje precisa
reconhecer que isso é para o seu próprio bem. Ninguém escapa a algum tipo de
autoridade. Não há um ser humano sobre a Terra que seja totalmente
independente. Assim como na família o chefe é o pai, assim também o patrão
exerce a chefia sobre os seus empregados.
Por
isso, aquele que trabalha honestamente e procura cumprir seus compromissos com
o patrão deve fazer o seu trabalho como se estivesse fazendo "ao
Senhor".
O trabalho deve ter uma razão, isto é, um
motivo para ser feito. E esse motivo é Cristo, o Senhor. O servo trabalha por
necessidade material e por necessidade espiritual. A obediência dos servos tem
duas esferas de alcance — a terrena e a celestial. Notemos a colocação do
texto: "Obedecei a vossos senhores segundo a carne". A esfera terrena
da obediência é "segundo a carne". Diz respeito à obediência dos
servos aos seus senhores. O final do versículo apresenta a esfera celestial da
obediência: "como a Cristo".
1.2. Respeito e solicitude — v. 5
"...
com
temor e tremor". Essa parte da frase tem uma conotação espiritual, não
material. Não se trata de algum tipo de medo que o servo deva ter, mas o
respeito devido a quem é autoridade e de quem precisa ser reconhecido como tal.
A palavra "tremor" tem uma conotação especial. O empregado (ou servo)
deve trabalhar e submeter-se com "tremor", isto é, com o sentido de
responsabilidade e prontidão. Quando o empregado age com solicitude para com os
patrões, reconhece que eles são importantes, pois depende deles. Solicitude é
virtude própria do cristão.
1.3. Sinceridade de coração — vv. 5,6
"na
sinceridade de vossos corações" (v. 5). Ser sincero é ser íntegro em ações
e palavras. O verdadeiro servo é aquele que procura servir com inteireza de
coração. Não faz nada que traia essa singeleza e faz tudo de "boa
vontade" (v. 7), não apenas para agradar à vista. A sinceridade deve
permear o coração e a vida do crente em quaisquer circunstâncias. Por isso, o
fiel servo trabalha não para ser visto pelos homens, mas para agradar a Deus. O
servo fiel, isto é, o trabalhador comum, obedece ao seu patrão porque, como
crente, ele está fazendo, assim, a vontade de Deus. Em outras palavras, aquele
que sabe ser fiel para com os homens o será para com Deus. Aquele que não sabe
fazer a vontade de seus patrões (autoridades) não saberá fazer a "vontade
de Deus" (v. 6).
1.4. Servindo, como a Cristo — vv. 5,6 "
...
como a Cristo" (v. 5). O crente que serve a Cristo em tudo lhe obedece e
reconhece a sua autoridade sobre ele. Por isso, o crente mostra submissão
espontânea e honesta aos que exercem autoridade sobre si; isso faz parte da
vida cristã. Os requisitos da obediência a Cristo incluem a obediência aos
patrões e às autoridades constituídas sobre nós.
"... não servindo à vista" (v.
6).
Todo trabalhador honesto consigo mesmo o é
também com os seus superiores, bem como para com Deus. O servidor fiel, a tempo
e fora de tempo, na presença ou na ausência dos patrões, cumpre seu dever com
dignidade e respeito. E natural que o bom trabalhador deseje agradar aos seus
superiores. Entretanto, a validade dessa atitude à vista do chefe, ou patrão,
será reconhecida mediante o cumprimento justo e honesto dos serviços mesmo na
ausência deles. O que Paulo quer destacar com a expressão "não servindo à
vista", é que devemos cumprir nossas obrigações em qualquer ocasião, à
vista ou não dos nossos superiores. A continuação da frase mostra a diferença
das atitudes de crentes e não crentes para com seus patrões. Estes últimos
procuram servir à vista "como para agradar aos homens". O mais
importante no servo fiel é a consciência do fato de que sua fidelidade e
serviço deve-se a Cristo. E a Ele a quem servimos antes de tudo, conforme
expressa a frase: "mas como servos de Cristo".
O
serviço que prestamos aos homens dos quais somos subordinados também deve ser
feito "de coração" (v. 6). Servir "de coração" é servir com
espontaneidade e sensibilidade. Nada deve ser feito à força e com mau gosto,
porque quando obedecemos aos homens no cumprimento do dever, estamos fazendo a
"vontade de Deus" (v. 6). Se sabemos que essa submissão implica em
fazer a vontade divina, devemos cumpri-la "de coração".
1.5. Servindo de boa vontade — v. 7 "
...
servindo de boa vontade, como ao Senhor". O sublime motivo da obediência
está no fato de que, por mais humilde que seja a posição que tenhamos diante
dos homens, e até que sejamos esquecidos deles, estamos obedecendo a Deus e
servindo a Ele. Por mais amarga que seja a nossa condição de subordinados nas
atitudes materiais, sociais e espirituais, não podemos esquecer que, se
obedecemos, que o façamos "de boa vontade", pois estamos servindo ao
Senhor!
1.6. Certificados da recompensa do Senhor
— v. 8
"Sabendo
que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer". O texto menciona a
recompensa dos fiéis no Tribunal de Cristo, logo após o arrebatamento da
Igreja. "Sabendo" indica um fato conhecido e esperado por todos os
que servem ao Senhor. Todo crente tem consciência de que suas obras serão
julgadas por Cristo no seu Tribunal (2 Co 5.10), e "cada um" receberá
seu galardão.
"Cada
um". Não se trata de um julgamento em massa, mas individual. Cada crente
salvo terá suas obras passadas pelos livros do Senhor, e "todo o bem que
fizer", assim como o mal que fizer, passará pelo Tribunal de Cristo.
2.
A CONDUTA DOS SENHORES EM RELAÇÃO AOS SERVOS — 6.9
Paulo não ameniza as responsabilidades dos
senhores, mas as torna iguais às dos servos. Os direitos e privilégios dos senhores
(patrões), têm suas próprias características, mas não diminuem em nada as
responsabilidades inerentes.
A conduta dos senhores para com os servos é
notada e caracterizada por alguns itens, que apresentaremos.
2.1. Reciprocidade
"E
vós, senhores, fazei o mesmo para com eles". Os mesmos princípios que
regem as responsabilidades dos servos devem reger as dos senhores. As atitudes
externas são distintas das atividades dos servos, mas o princípio aponta para
um só alvo — o Senhor Jesus.
O que é
reciprocidade? E qualidade de recíproco, isto é, aquilo que é válido para duas
pessoas. E o mesmo que dar em troca. Se o servo faz tudo "como ao
Senhor", se serve "de coração" e "com boa vontade", e
serve "fazendo a vontade de Deus", resta tão-somente aos senhores que
ajam para com os seus subordinados com o mesmo espírito. A reciprocidade não
anula o respeito devido dos servos, mas aumenta esse respeito, porque ambos
servem "como ao Senhor".
2.2. Respeitabilidade
"Deixando
as ameaças". Todo patrão crente tem de agir de acordo com os princípios
cristãos. Dignidade e respeito são duas coisas que devem reger as mentes tanto
dos senhores, como dos servos. Todo patrão ou senhor tem direito a exigências
relacionadas com as atividades de seus empregados, sem contudo exibir senhorio
com maus tratos e sentimentos perversos para com seus subordinados.
"Ameaças" primitivas eram formas de intimidação usadas contra os
escravos pelos seus senhores nos dias apostólicos. Paulo abomina essa forma de
intimidação, que é própria dos infiéis, mas não do crente. O respeito deve ser
mútuo, tanto do patrão como do empregado.
Essa
respeitabilidade deve permear todas as atividades relativas aos senhores e
servos, patrões e empregados, porque diante do Senhor Jesus, os direitos e
privilégios são iguais a todos os homens. O próprio texto indica isso:
"sabendo que o Senhor [Jesus] deles [dos servos] e vosso [dos senhores]
está nos céus". A afirmação de que o "Senhor está nos céus" é
para confirmar a autoridade suprema de Jesus sobre todos os seres humanos.
Todos os crentes em Cristo o servem porque reconhecem a sua soberania, sob a
qual têm sujeitas todas as coisas.
2.3. Igualdade
"...
para com Ele não há acepção de pessoas". Nossa responsabilidade mútua é
exigida pelo Senhor em sua Palavra (a Bíblia). Aprendemos que, apesar de haver
algumas diferenças no plano terreno entre os seres humanos, "não há
acepção de pessoas" para Deus. Ele nos vê sob o mesmo nível de
necessidade. Raça, cor, nação ou tribo são a mesma coisa diante de Deus. Um dia,
toda a humanidade reconhecerá plenamente o senhorio de Cristo e o conhecimento
dEle encherá a Terra.
Comentário Bíblico Efésios
- Elienai Cabral
Continuando a série de
mensagens do Pastor Walter Brunelli sobre "A ética dos 10 mandamentos"
4º mandamento:
Lembra-te do dia do sábado para o guardar (Êx 20.8)
5º
mandamento :
Honra a teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus
dias na terra...
(Êx 20.12)



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