
Capítulo
5
A
Unidade da Raça Humana
E
|
m minha viagem às Terras Bíblicas, tive o
prazer de confraternizar-me com irmãos em Cristo dos mais recuados continentes.
Alguns eram da África; outros, das Américas e, ainda outros, da Ásia, da Europa
e da longínqua Oceania. Apesar das barreiras linguísticas que nos separavam,
nossa comunhão no Espírito Santo era plena. Sabíamos que compartilhávamos dupla
herança: no primeiro Adão, a genética e a maldição do pecado original; em Jesus
Cristo, porém, o Último Adão, éramos todos coerdeiros das Boas Novas do
Evangelho.
Não obstante os idiomas que falávamos, as
culturas que nos matizavam os trajes e os tons tão diversos de nossas peles,
estávamos cientes de que a unidade da espécie humana não era apenas um fenômeno
antropológico, mas uma proposição aureamente bíblica. Em nosso caso, havia
também o vínculo espiritual.
Naqueles momentos, convencia-me de que a
diversidade do ser humano é apenas aparente e periférica; interiormente, somos
todos lhos de um mesmo pai e de uma única mãe: Adão e Eva. E, no Salvador
Amado, irmãos diletos. A unidade humana, por conseguinte, é algo pétreo;
ditador algum é capaz de esfacelá-la. Por isso, aproveitemos esse maravilhoso
elo para cumprir a Grande Comissão, que nos confiou o Senhor Jesus Cristo,
pouco antes de sua ascensão aos Céus: evangelizar todos os lhos de Adão até aos
confins da Terra. Se há, como de fato há, unidade genética, haverá também
unidade espiritual. Aliás, essa é uma realidade que, como Igreja de Cristo, já
desfrutamos.
I.
A
Doutrina da Unidade da Raça Humana
Neste tópico, comprovaremos que a unidade da
espécie humana não é invencionice bíblica nem verbosidade teológica, mas uma
verdade que pode ser comprovada também pela história e pela ciência.
1.
A unidade da espécie humana. A unidade absoluta da
espécie humana não é apenas uma proposição, mas uma doutrina, segundo a qual
toda a humanidade provém de um mesmo tronco genético. Ou seja: todos
originamo-nos em Adão e Eva, conforme o apóstolo Paulo deixou bem claro aos filósofos
epicureus e estoicos reunidos, no Areópago em Atenas, a m de inquiri-lo acerca
da doutrina cristã (At 17.24-28).
Essa
teologia é conhecida, também, como o monogenismo bíblico. Nesse sentido, o
ensino cristão difere tanto da mitologia quanto dos falsos postulados científicos.
Se examinarmos a história de cada povo, com
exceção a de Israel, veremos que todas as tribos e nações reivindicam uma
gênese heroica e mitológica, que as remete à paternidade de um deus local.
Embalado por essas crenças, o Evolucionismo de Darwin, apesar de suas roupagens
científicas, é tão mitológico quanto os poemas de Homero, Hesíodo e Virgílio.
Tanto as falsas religiões como a falsa ciência são incapazes de ver a origem
comum da humanidade, que nos liga a Adão e Eva e, finalmente, ao Deus Único e
Verdadeiro.
2.
Os fundamentos bíblicos da unidade da espécie humana.
A unidade da raça humana jamais foi posta em dúvida pelos autores das Sagradas
Escrituras. Do Gênesis ao Apocalipse, todos os seres humanos são vistos como
procedentes de um único tronco genético (Gn 1.26-28). Portanto, todos nós,
apesar de nossas aparentes diversidades, somos lhos de Adão e Eva (At
17.24-28).
Essa proposição tem sérias implicações quanto à
doutrina do pecado e da salvação, conforme explica muito bem o apóstolo Paulo
aos irmãos de Roma (Rm 5.12-16).
Tendo em vista as implicações soteriológicas do
monogenismo adâmico, o Senhor Deus convocou Abraão, como o pai da nação
messiânica, por meio do qual abençoou todas as famílias da Terra (Gn 12.1). De
fato, vindo o Filho de Deus a este mundo, na plenitude dos tempos, alcançou,
por intermédio de sua morte na cruz, todos os povos (Gl 4.4). Hoje, a salvação
não se acha restrita a Israel, mas é oferecida gratuitamente a todos os povos.
O que crer e for batizado será salvo.
3.
Os fundamentos históricos da unidade da espécie humana.
Basta lermos qualquer compêndio de história universal, para concluirmos que,
conquanto haja divergências teológicas e culturais entre os diversos povos,
todos se tratam como procedentes de um só tronco genético.
De modo geral, todas as tribos e nações, das
mais atrasadas às mais adiantadas, não ignoram esta verdade áurea: todos os
homens, sem qualquer exceção, são irmanados em Adão e Eva. Aliás, se
examinarmos os seus mitos e lendas verificaremos que, em suas bases, há certo
fundo de verdade, que acaba por remeter-nos à narrativa do Gênesis. Mas as
verdades, que temos aqui preservadas integral e sobrenaturalmente, foram
corrompendo-se fora da comunidade de Sem e de Abraão, desde a dispersão de
Babel, até descambar em mitos grosseiros, ridículos e pecaminosos. Enfim, a
herança adâmica da humanidade não pode ser negada por nenhum povo.
4.
Os fundamentos científicos da unidade da espécie humana.
Até mesmo os cientistas de Hitler sabiam que os povos tidos, por eles, como
inferiores, em nada diferiam clínica e anatomicamente, dos altos, fortes e
garbosos arianos. Tanto é que, submetendo judeus, eslavos e ciganos a
experimentos médicos desumanos, visavam à cura dos saudáveis alemães e
austríacos. Nos inferiores, pesquisavam as curas dos superiores; contradição das
contradições.
Conscientemente, os médicos nazistas sabiam
que, como todos os seres humanos provêm de um mesmo tronco genético, o sangue
de um judeu podia ser transfundido num alemão e vice-versa. Sabiam, também, que
a cura de um judeu podia representar a recuperação de um eslavo, de um cigano
ou de um puro alemão. Tais homens de ciência, embora perversos e assassinos,
não eram tolos. Ao abrirem um corpo, independentemente da pele que o recobria,
viam nele todas as etnias e povos, porque interiormente somos todos iguais. Na
condição de transplantado hepático, não sei se o meu doador era branco, negro
ou amarelo. Sei apenas que, como lhos de Adão e Eva, não somos incompatíveis uns
aos outros. Sempre haverá alguém, quer nesta etnia, quer naquele povo, que nos
poderá ajudar doando-nos uma parte de seu corpo e uma parcela de seu organismo.
Se viéssemos de vários troncos genéticos, como querem alguns evolucionistas, a
sobrevivência da humanidade seria impossível.
II.
A Unidade Linguística – De Babel ao Pentecostes
Embora
eu não seja uente noutro idioma, além do português, minha língua natal, Deus
ajudou-me a aprender o hebraico, o grego, o inglês, o francês, o espanhol e o
russo. Em minha viagem às Terras Bíblicas, deliciei-me ao ouvir todos esses
falares.
Às
vezes, tinha impressão de estar em Babel. Aqui, idiomas camitas; ali, semitas;
mais além, chinos; e, acolá, indo-europeus: latinos, germânicos e eslavos. Mas,
apesar de todas essas diversidades, reparei que todas aquelas línguas, quando
devidamente estudadas, remontam-nos não à Torre de Babel, mas à língua primeva
da humanidade.
1.
A língua primeva da humanidade. Já ouvi dizer
que o idioma de Adão e Eva era o hebraico. E que, nessa língua, ambos
conversavam com o Senhor na viração do dia. Mas, naqueles inícios tão
longínquos, não havia nem o hebraico nem qualquer dos idiomas conhecidos.
Nenhum indício possuímos quanto ao falar de nossos primeiros genitores. Sem
dúvida, era um idioma tão belo e puro que, quando falado, não lembrava prosa,
mas poesia. Haja vista as primeiras declarações de Adão e Eva registradas por
Moisés (Gn 2.22,23).
Não
resta dúvida de que o primeiro idioma humano era de origem divina, porque tudo
quanto somos e temos procede do Senhor, inclusive o dom da linguagem. Logo, a
língua primeva da humanidade, vinda diretamente de Deus, perduraria até o
evento da Torre de Babel. Como já dissemos, era um belíssimo e poético falar;
até na boca dos ímpios era poesia, e não prosa (Gn 4.23,24).
Sobre o idioma hebraico, no qual foi escrito o
Antigo Testamento, só haveria de surgir com o advento dos três patriarcas
sagrados – Abraão, Isaque e Jacó. Mas somente ganharia independência linguística,
em relação aos falares cananeus e semitas, com a transferência dos lhos de
Israel para o Egito, onde habitariam por 400 anos. Desde o Éden até Babel, o
idioma primevo da humanidade foi usado por aproximadamente 2.500 anos.
2.
A confusão de Babel. Os descendentes de Noé, desde o
término do Dilúvio, ainda falaram o idioma adâmico por uns 300 anos. Então, já
morto o segundo patriarca universal, seus descendentes, rebelando-se contra o
Senhor quanto à povoação universal do planeta, põem-se a construir uma torre,
cujo topo, ufanavam-se, alcançaria o céu. É claro que eles não se referiam à
morada do Altíssimo nem à habitação dos santos anjos. Era uma hipérbole muito
bem trabalhada retoricamente, cujo objetivo era ajuntar a todos em torno
daquele projeto iníquo e apóstata. Eles sabiam perfeitamente que nem as mais
baixas nuvens seriam capazes de tocar. A iniquidade tem as suas arrogâncias e
soberbas; sempre acha que poderá superar o Todo-Poderoso (Gn 11.1-9).
Da mesma forma que a língua primeva fora dada
ao homem, agora era tirada; o mais belo falar humano desaparece repentina e
sobrenaturalmente. A partir daquele momento, a descendência de Noé, congregada
num só lugar, e falando um só idioma, se dispersa por toda a terra.
Os filhos de Sem aglutinam-se em seus novos
idiomas; logo em seguida, dividem-se em outras línguas; e, mais tarde,
subdividir-se-iam noutros falares e dialetos. O mesmo aconteceria com os
descendentes de Jafé e Cam. Doravante, precisariam de intérpretes e peritos a m
de se entenderem.
Foi a partir do evento da Torre de Babel que
começaram a surgir os troncos das línguas atuais. No Oriente Médio e na África
do Norte, o semita. Em partes da Índia, do atual Irã e da Europa, o indo-europeu.
Na África, abaixo do Saara, o camita. E, no Extremo Oriente, os idiomas chinos.
Devemos computar, ainda, os idiomas isolados que, aparentemente, não pertencem
a qualquer dos ramos apontados. Entre esses citaremos o basco, o húngaro, o finlandês,
o japonês e o coreano. Todavia, quando os estudamos a fundo, constatamos que
todos os falares atuais podem ser remetidos à língua primeva da humanidade.
3.
As línguas atuais. Quantos idiomas são falados
atualmente? Algumas fontes asseguram que, hoje, são falados em torno de sete
mil línguas, dialetos e subdialetos em todo o mundo. Se esse número é real,
concluímos que, periodicamente, temos uma nova Babel. Alguns idiomas
desaparecem, outros são descobertos e ainda outros deixam de ser meros dialetos
para serem reconhecidos como línguas oficiais de algum país.
Linguisticamente, os idiomas são classificados
em vivos, mortos e extintos. Entre os vivos, temos o português, o russo e o
espanhol; são falados por algum ou por vários povos e nações. Os mortos, embora
não mais sejam utilizados cotidianamente, subsistem em documentos; é o caso do
latim e do sânscrito. E, quanto aos extintos, sabemos que, nalgum período da
história, existiram, mas deles não temos documento algum. Nesse caso específico,
citaremos, como exemplo, o próprio idioma primevo da humanidade. Desta língua,
não temos o menor fragmento escrito.
4.
O evento do Dia de Pentecostes. A variedade de
línguas e idiomas não pode ser vista como um empecilho à proclamação do
Evangelho de Cristo. Nos dias do Novo Testamento, já havia um número
considerável de idiomas e línguas, mas os apóstolos e discípulos, após
receberem o batismo no Espírito Santo, puseram-se a anunciar a mensagem da cruz
nos idiomas, línguas e dialetos mais desconhecidos, conforme o relato de Lucas.
Historiador dedigno, o médico amado registra o milagre das línguas quando da
descida do Consolador em Jerusalém (At 2.1,5-13, ARA).
Hoje, para fazermos missões transculturais,
temos de aprender idiomas, e até dialetos, para falarmos de Cristo aos povos
alcançados. Embora não mais contemos com o milagre linguístico observado no Dia
de Pentecostes, tenhamos certeza de uma coisa: o mesmo Consolador estará
conosco, auxiliando-nos em nossos estudos e treinamentos. Todavia, não descarto
o aprendizado miraculoso de um novo idioma. Isso já tem ocorrido com diversos
missionários pentecostais; não é a regra geral, mas ainda ocorre. Creio no Deus
que opera sinais e maravilhas.
III.
A Unidade Soteriológica
– Jesus Morreu por Todos Quando estudamos o
Plano da Salvação que Deus, em Jesus Cristo, preparou-nos bem antes da fundação
do mundo, vemos delinear-se, diante de nós, esta proposição aureamente
soteriológica: todos pecamos e, devido ao nosso pecado, todos necessitamos de
um salvador que nos livre do Inferno. É justamente aí, nesse momento tão
decisivo de nossas vidas, que o Santo Evangelho nos apresenta o Cordeiro de
Deus, que tira o pecado do mundo.
Jesus Cristo é o nosso Único e Suficiente
Salvador; não há nenhum outro além dEle.
Observemos que todos pecaram, e não apenas esta
ou aquela etnia, nem somente os europeus ou só os africanos. Sob a maldição do
pecado original, encontra-se toda a humanidade. Mas a boa notícia é que todos,
judeus e gentios, podemos ser salvos e viver um novo relacionamento com Deus. A
unidade da espécie humana também é plena no que diz ao pecado de Adão e à
salvação em Jesus Cristo.
1. Em Adão, todos pecaram. Conforme já
vimos, em Adão, todos pecamos, por ser ele não somente a origem genética da
espécie humana, como também o cabeça espiritual e moral de toda a sua
descendência (Rm 5.12). A esse pecado dá-se o nome de original, por ter sido a
transgressão-matriz, que haveria de gerar todas as iniquidades e rebeliões
contra o Criador.
O pecado
original pode ser descrito como o desejo de se igualar e superar a Deus. É o
orgulho, a soberba e a indiferença àquEle que nos fez e que, amorosa e
bondosamente, nos mantém. Tal sentimento, que brotou primeiro no querubim
ungido, por pouco não se petrica no coração de Eva, a mãe de todos os viventes.
Apesar
de Eva ter sido a primeira a transgredir, não foi a principal responsável pela
queda do ser humano. A culpa maior recaiu sobre o homem devido à sua
responsabilidade como chefe da espécie humana, conforme explica Paulo a
Timóteo: “E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em
transgressão” (1 Tm 2.14, ARA).
O que o apóstolo deixa bem claro, nessa
passagem, é que Adão caiu conscientemente; sabia o que estava para fazer.
Quanto à mulher, além de achar-se vulnerável e desacompanhada, no momento da
tentação, foi dialeticamente iludida e enredada à apostasia; pecou contra Deus
e, já instrumentalizada pelo Diabo, não teve diculdade alguma em levar o esposo
a um erro mais grave, porquanto este pecou sabendo que estava pecando. Cuidado,
o pecado consciente e voluntário é algo gravíssimo (Hb 10.26-30).
2.
Em Jesus Cristo, todos podem ser salvos. Se, no primeiro
Adão, todos pecamos, no Último Adão, é-nos facultada a oportunidade de sermos
ecazmente salvos (1 Co 15.22). Mais adiante, declara o apóstolo: “O primeiro
homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito
vivicante” (1 Co 15.45, ARA). Por que o Senhor Jesus é assim descrito pelo
apóstolo? A pergunta requer uma séria reexão acerca de nossa salvação eterna.
Nosso Salvador é assim descrito, por ser a
primeira e a última alternativa de o homem, enredado no pecado do primeiro
Adão, ser salvo. Ele é o Alfa e o Ômega: o princípio e o m de todas as coisas.
Tudo nEle teve origem e nEle tudo se consumará (Ap 22.13). E, sendo Jesus
Cristo o Último Adão, conclui-se que, se antes dEle não houve salvador, nem
depois dEle houve nem haverá, conforme declara Pedro perante as autoridades do
Sinédrio em Jerusalém: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu
não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que
sejamos salvos” (At 4.12, ARA).
Somente o Senhor Jesus Cristo, como o Salvador
Perfeito, teve condições de exercer plenamente os três ministérios do Antigo
Testamento. Sendo o Profeta que havia de vir, mostrou, por atos e palavras, que
todas as alianças, desde Adão até Davi, nEle se cumpriram (Jo 6.14; Mt 1.1).
Sendo o Sumo Sacerdote anunciado nos Salmos, ofereceu-se por nós, no Calvário,
e, por nós, continua a interceder ininterruptamente (Sl 110.4; Hb 7). E, agora,
sendo o Rei dos reis e Senhor dos senhores, todos os poderes, quer nos Céus
quer na Terra, foram-lhe plenamente conados pelo Pai (Mt 28.18-20; Ap 17.14;
19.16).
Portanto, querido amigo, se você ainda não teve
um encontro pessoal e experimental com o Senhor Jesus, aceite-o agora mesmo.
Ele é o Salvador de todos os homens; nEle, não há acepção de pessoas. Ele, e somente
Ele, pode reunir todas as famílias da Terra, numa única e perfeita grei: sua
imaculada Igreja.
3.
A Igreja de Cristo é a unidade perfeita. Em minha visita
à Terra Santa, fraternizei-me com irmãos de todo o mundo. Ali, pelas ruas de
Jerusalém, ou nos lugares tidos como sagrados, porque sagrado mesmo era a nosso
elo no Espírito Santo, formávamos a Igreja do Cordeiro. No primeiro Adão,
divididos. Mas agora, no Último e Perfeito Adão, congregados. Caíam, por terra,
todas as aparentes diversidades como línguas, culturas, tendências políticas e
barreiras geográcas.
Quem melhor descreve a Igreja, como a
congregação universal dos redimidos pelo Cordeiro, é o apóstolo Paulo (Ef 3.1-12).
Hoje, em virtude da morte e da ressurreição de
Jesus Cristo, todos, sem exceção, quer judeus quer gentios, temos acesso ao
trono da graça. E, nessa mesma graça, formamos a Igreja de Deus. Somente o
sangue do Cordeiro Imaculado para reunir, num mesmo corpo, pessoas tão
distantes e, às vezes, tão diversas. Já imaginou, amado irmão, quando
estivermos na Jerusalém Celeste? Ali, na companhia do Rei dos reis,
desfrutaremos da mais doce, pura e inefável comunhão no Espírito Santo. Que
Deus nos guarde e preserve-nos para este grande e ansiado dia.
Conclusão
Querido leitor, como já vimos, a diversidade
dos lhos de Adão e Eva é mais exterior do que interior. Apesar dos idiomas que
nos separam, das culturas que nos fazem estranhos e da cor de nossa pele, você
e eu possuímos uma origem comum. Logo, devemos aproveitar os elos que nos unem
(e não são poucos), para levarmos o Evangelho de Cristo a todos os continentes.
E,
quando estivermos nos confins mais desconhecidos de nosso planeta, a falar de
Cristo, concluiremos que todos os homens são, de fato, geneticamente irmãos.
Então, oremos e esforcemo-nos, para que venham eles a receber a Jesus Cristo,
tornando-se, igualmente, nossos coerdeiros
A
Raça Humana - CLAUDIONOR DE ANDRADE

Devemos continuar usando o
conceito de raça?
Pesquisadores
consideram que o termo é confuso do ponto de vista científico e pode até ser
nocivo
Nós, humanos, temos a tendência de classificar
nossos congêneres segundo sua raça integrada em nossa biologia. O médico grego
Hipócrates classificava, 2.500 anos atrás, os homens de pele escura como
covardes e os que a tinham clara, como valentes. Os chineses, por sua vez,
consideravam repulsivos os europeus, assim como os hindus, que os viam como
gente sem os valores mais básicos. Mais recentemente, experiências como a que
citou no EL PAÍS o neurologista Facundo Emane mostraram que esse impulso parece
estar inscrito em nossa biologia. “Fizemos no Chile um experimento com chilenos
mapuches e não mapuches, colocando-lhes eletrodos e mostrando-lhes fotos dos
dois grupos sociais”, contou Emane. “Em questão de milésimos de segundo o
cérebro percebe se a foto pertence à sua etnia ou não. Se pertence, ele a
associa a algo positivo. Se não, a algo negativo.”
No entanto, quando se trata de definir o que
distingue as pessoas de diferentes raças com critérios científicos, as coisas
se complicam. O geneticista norte-americano Alan Templeton argumentou que entre
os humanos não existe uma diferença genética bem definida entre raças — como
ocorre, por exemplo, com os chimpanzés, os animais mais próximos dos humanos.
Nestes símios, a diferença genética entre populações é sete vezes maior que a
que existe entre humanos que vivem em distintas partes do planeta.
Os humanos tiveram adaptações recentes, como a
dos povos andinos à altura
Em um artigo publicado na sexta-feira na revista
Science, quatro pesquisadores argumentam que se deve superar o conceito de raça
como ferramenta para entender a diversidade genética humana. “Acreditamos que o
uso do conceito biológico de raça na pesquisa genética humana, tão contestado e
confuso, é problemático na melhor das hipóteses e nocivo na pior. É hora de que
os biólogos encontrem uma maneira melhor”, assinalam.
No passado já houve cientistas que questionaram
algumas suposições muito arraigadas sobre as diferenças entre raças. O
sociólogo norte-americano W.E.B. Du Bois começou a defender há um século que as
distinções entre a saúde dos negros e a dos brancos nos EUA não tinham origem
em diferenças biológicas, e sim sociais, assinalando que essas diferenças
também não podiam ser usadas para explicar distinções que tinham sua base na
cultura.
Na atualidade, as ideias de Hipócrates ou dos
cientistas do século XIX que consideravam os negros uma raça inferior estão
completamente superadas, mas a discussão sobre o conceito continua gerando
debate. Alguns cientistas argumentam que a raça e a etnia são fatores que devem
ser levados em conta na pesquisa biomédica e nos tratamentos médicos. Outros,
no entanto, consideram que não. Os próprios autores do artigo da Science
mencionam alguns casos em que usar a raça para classificar os pacientes pode
piorar seu tratamento. Em uma espécie promíscua como a do Homo sapiens, “as
suposições raciais não são um guia biológico como alguns acreditam, já que os
grupos raciais da forma como se definem habitualmente são heterogêneos
geneticamente e não têm fronteiras bem definidas”, afirmam. Como exemplo dos
problemas de usar a raça como guia eles mencionam que, por exemplo, muitos
diagnósticos de fibrose cística em pessoas de origem africana deixam de ser
feitos porque ela é considerada uma doença de brancos.
“O que está obsoleto é o conceito clássico de
raça. Sempre a vimos como uma mescla entre algo cultural e algo genético que
vinha representado pela cor da pele”, opina Salvador Macip, diretor do
laboratório de investigação dos mecanismos do câncer e do envelhecimento da
Universidade de Leicester, na Inglaterra. “No entanto, a genética apoia a ideia
de que os humanos estão divididos em subgrupos”, acrescenta. Mas Macip assinala
que essas subdivisões genéticas não costumam coincidir com as humanas. “Na
Península Ibérica, os habitantes da costa leste são geneticamente mais
parecidos com os italianos do que com as pessoas da Meseta Central da
península”, aponta.
Algumas doenças, como a fibrose cística, são
associadas à raça branca e nem sempre é assim
O fato de que a raça seja um termo confuso do
ponto de vista científico não significa que os exames de DNA não possam dizer
nada sobre nossa origem. Como recordou em 2014 um artigo da revista Pacific
Standard, um grupo de cientistas foi capaz de determinar corretamente o país de
origem de 83% das pessoas analisadas. Além disso, buscando resultados ainda
mais específicos, os cientistas estudaram 200 habitantes da ilha da Sardenha.
Em 25% dos casos o grupo acertou a localidade de origem desses habitantes e em
quase todos os outros, apontou localidades a uma distância máxima de 50
quilômetros de seus povoados. Por outro lado, também há exemplos claros de
adaptações recentes de algumas populações de Homo sapiens, como é o caso da
fisiologia dos humanos que vivem nos Andes ou no Tibete, mais bem adaptados
para respirar o ar com pouco oxigênio das altas montanhas.
Outros resultados das análises genéticas,
entretanto, mostram a complexa relação entre raça e genética. Quando se
comparou em 2009 o genoma do cientista coreano Seong-Jin Kim com o dos
norte-americanos James Watson e Craig Venter, verificou-se que os dois
cientistas brancos compartilhavam menos variações genéticas entre si do que as
que tinham em comum com o asiático.
Na Península Ibérica, os habitantes da costa leste
são geneticamente mais parecidos com os italianos do que com as pessoas do
centro da península
Macip considera que a palavra “raça” tem muitas
conotações históricas negativas que a fazem pouco útil. “Dá medo explorar
diferenças entre raças porque se pode alimentar o racismo, embora não haja
nenhum estudo que tenha encontrado diferenças de inteligência entre raças ou
subespécies”, comenta. “Também é verdade que não se buscam essas diferenças
intelectuais por causa desse mesmo medo”, acrescenta, embora considere que no
que se refere à inteligência, a base é muito mais cultural do que física. Os
autores do artigo da Science, que comentam a possibilidade de utilizar termos
como populações ou linhagens, pedem a criação de um painel de especialistas em
biologia, ciências sociais e ciências humanas para encontrar novos termos com
os quais classificar a diversidade biológica humana. “Independentemente da
opinião de cada um sobre esse assunto, temos a oportunidade de fortalecer a
pesquisa e pensar com mais cuidado sobre a diversidade genética humana”,
concluem.
DANIEL MEDIAVILLA
08 FEB 2016

No jornal de quarta-feira eu leio as seguintes palavras:
Há forte
evidência de que salientar as diferenças pouco trabalha para melhorar as
relações raciais, e pode ainda exacerbar as mesmas diferenças.
Por exemplo, os distritos escolares de Minneapolis e St. Paul
fizeram da dispendiosa educação de diversidade uma prioridade por décadas.
Apesar disso, o distrito de Minneapolis recentemente anunciou que “racismo
embutido” continua a permear as suas escolas, enquanto que um estudo de 1994 da
People para a American Way descobriu que as “relações raciais e a tolerância”
nas escolas de ensino médio de St. Paul estão “desmoronando”. (Katherine
Kersten, “‘Diversity Training’ Efforts Proceed from False Premise,” StarTribune,
10 de Janeiro de 1996, p. A13)
E a situação também não é boa nas igrejas. Eu já ouvi
observações humilhantes e prejudiciais em nossa própria igreja sobre minorias
étnicas. E um pastor negro me disse recentemente que um de seus membros negros
provocou um novo frequentador branco e disse: “Eu tenho que me aborrecer com
gente branca a semana inteira; eu não quero ter que fazer isso na igreja aos
domingos”.
Então já é tempo de a igreja colocar nova energia nessa questão
e trabalhá-la. Para esse fim, eu quero estabelecer um fundamento bíblico na
forma de oito teses.
1. Deus criou todos os grupos étnicos a partir de um ancestral
humano.
Atos 17.26:
[Deus] de um só fez toda a raça humana [pan ethnos =
todo grupo étnico] para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os
tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação.
Observe duas coisas nesse texto.
Primeiro,
observe que Deus é o CRIADOR dos grupos étnicos. “Deus fez de
um só toda a raça humana”. Grupos étnicos não simplesmente aconteceram a partir
de mudanças genéticas aleatórias. Eles aconteceram pelo desígnio e propósito de
Deus. O texto diz claramente: “DEUS criou cada ethnos”.
Segundo,
observe que Deus criou todos os grupos étnicos a partir de um ancestral humano.
Paulo diz: “Ele fez DE UM SÓ cada ethnos”. Isso tem
um murro especial quando você pondera o porquê de ele escolher dizer
especificamente isso a esses atenienses no aerópago. Os atenienses apreciavam
se vangloriar de que eles eram os autochthones, que
quer dizer que eles haviam nascido em seu próprio solo nativo e não eram
imigrantes de algum outro lugar ou grupo étnico. (Veja Lenski e Bruce, ad.
loc.) Paulo escolhe confrontar esse orgulho étnico logo de cara. Deus criou
todos os grupos étnicos — atenienses e bárbaros — e ele os criou a partir de um
ancestral comum. Então vocês, atenienses, são feitos do mesmo tecido que os
desprezados bárbaros e citas.
2. Todo membro de todo grupo étnico é feito à imagem de Deus.
Gênesis 1.27:
Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o
criou; homem e mulher os criou.
Quando você coloca esse ensino de Gênesis 1 (que Deus criou o
primeiro homem à sua imagem) junto com o ensino de Atos 17.26 (que Deus criou
todos os grupos étnicos a partir desse primeiro ancestral), o que surge é que
todos os membros de todos os grupos étnicos são criados à imagem de Deus.
Não importa qual a cor da pele, ou as feições do rosto, ou a
textura do cabelo, ou outros traços genéticos; todo ser humano em todo grupo
étnico possui uma alma imortal à imagem de Deus: uma mente com poderes de
raciocínio singulares semelhantes aos de Deus, um coração com capacidade para
julgamentos morais e afeições espirituais, e um potencial para relacionamento
com Deus que separa completamente cada pessoa dos animais que Deus criou. Todo
ser humano, seja qual for a cor, forma, idade, gênero, inteligência, saúde ou
classe social, é criado à imagem de Deus.
3. Na determinação do significado de quem você é, ser uma pessoa
à imagem de Deus se compara com as diferenças étnicas da mesma maneira que o
sol do meio dia se compara com um castiçal.
Em outras palavras, encontrar a sua identidade principal em ser
branco ou ser negro, ou em qualquer outro traço de cor étnico, é como se
orgulhar de carregar uma luz de vela debaixo do céu sem nuvens ao meio dia.
Velas têm seu lugar. Mas não para iluminar o dia. Então cor e etnia têm o seu
lugar, mas não como a glória e maravilha principal da nossa identidade como
seres humanos. A glória primária de quem nós somos é o que nos une em nossa
humanidade semelhante a Deus, não o que nos diferencia em nossa própria
afiliação étnica.
Essa é a mais fundamental razão pela qual programas de
“treinamento de diversidade” normalmente dão um tiro no pé em sua tentativa de
nutrir respeito mútuo entre grupos étnicos. Eles concentram maior atenção no
que é comparativamente menor, e virtualmente nenhuma atenção no que é infinita
e gloriosamente maior — nossa permanência singular sobre toda a criação como
indivíduos criados à imagem de Deus.
Se os nossos filhos e filhas têm cem ovos, vamos ensiná-los a
colocar noventa e nove ovos na cesta chamada “pessoa feita à imagem de Deus” e
um ovo na cesta chamada “distinção étnica”.
4. A predição de uma maldição que Noé proclamou sobre alguns
descendentes de Cam em Gênesis 9.25 é irrelevante na decisão de como a raça negra
deve ser vista e tratada.
Ao longo dos séculos algumas pessoas tentaram provar que a raça
negra está destinada a ser subserviente por causa das palavras de Noé sobre o
seu filho Cam que foi o pai dos povos africanos. Observemos o próprio texto da
Escritura, e então eu darei três razões de porque isso não determina como os
povos da África devem ser vistos e tratados. Lembre-se que Noé tinha três
filhos: Sem, Cam e Jafé.
Gênesis 9.21–25:
Bebendo do vinho, embriagou-se [Noé] e se pôs nu dentro de sua
tenda. Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois
irmãos. Então, Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros
de ambos e, andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem
que a vissem. Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais
moço. Então disse: “Maldito seja [ou “será”] Canaã; seja servo dos servos a
seus irmãos”.
Agora observe três coisas:
A Maldição de Noé Cai sobre Canaã
Primeiro, Noé toma essa ocasião do pecado de seu filho Cam e a
usa para fazer uma predição sobre a prosperidade do filho mais novo de Cam,
Canaã. Basicamente a predição é que os cananitas eventualmente seriam
subjugados pelos descendentes de Sem e Jafé.
Ora, há muitas perguntas a se fazer aqui. Mas eu só tenho tempo
para apontar algumas poucas relevantes ao nosso ponto principal. Cam tinha
quatro filhos de acordo com Gênesis 10.6. “Os filhos de [eram] Cam: Cuxe,
Mizraim, Pute e Canaã”. Ora, em termos gerais, Cuxe é provavelmente o ancestral
dos povos da Etiópia; Mizraim é o ancestral dos egípcios; e Pute é o ancestral
dos povos do norte da África, os líbios. Mas Canaã é o único dos quatro filhos
que não é ancestral de povos africanos. Gênesis 10.15–18 cita os
descendentes de Canaã: “Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete, e aos
jebuseus, aos amorreus, aos girgaseus, aos heveus, aos arqueus, aos sineus, aos
arvadeus, aos zemareus e aos hamateus”. Todos esses povos eram habitantes de
Canaã e proximidades, não da África. E a predição de Noé se tornou verdade
quando as nações cananitas foram expulsas pelos israelitas por causa de sua
perversidade (Deuteronômio 9.4–5). Então a maldição não recai sobre os povos
africanos, mas sobre os cananitas.
A Maldição de Noé Não Trata de Indivíduos
Segundo, a nação predita de Noé não dita como o povo de Deus
deve tratar cananitas individuais. Por exemplo, cinco capítulos depois, em
Gênesis 14.18, Abraão, descendente de Sete, encontra um cananita nativo chamado
Melquisedeque, que era homem justo e “sacerdote do Deus Altíssimo”, e que
abençoou Abraão. Abraão deu a ele o dízimo dos seus espólios. Então nem mesmo o
fato de que Deus ordena julgamento sobre nações perversas dita a nós como
devemos tratar indivíduos nas mesmas nações.
Deus Planeja Redenção para Todas as Nações
Terceiro, em
Gênesis 12, Deus coloca em ação um grande plano de rendenção para todas as
nações, para resgatá-las dessa e de qualquer outra maldição de pecado e
julgamento. Ele chama a Abrão para todas as nações e faz uma aliança com ele e
promete: Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem;
em ti serão benditas todas as famílias da terra”.
“Todas as famílias da terra” inclui as famílias cananitas.
Então o que vemos é que, com Abraão, Deus está colocando em ação
um plano de redenção que derruba cada maldição sobre qualquer pessoa que recebe
a bênção de Abraão, a saber, o perdão e a aceitaçãod e Deus que vem através de
Jesus Cristo, a semente de Abraão (Gálatas 3.13–14). O que nos leva para a
quinta tese:
5. É propósito e ordem de Deus que façamos discípulos para Jesus
Cristo de cada grupo étnico do mundo, sem distinção.
Mateus 28.18–20:
Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto,
fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e
do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho
ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
Fazei discípulos de “todas as nações” — isto é, de todo grupo
étnico. É a mesma expressão de Atos 17.26, onde diz que Deus de um só criou
“toda a raça humana” — todo grupo étnico. Assim como todos os grupos étnicos
são criados à imagem de Deus, o objetivo de Deus é redimir pessoas de todo
grupo étnico. O fato de sermos feitos à imagem de Deus não significa que somos
salvos. Todos somos distorcidos pelo pecado. As singulares maneiras em que
fomos criados para refletir a glória e o valor de Deus foram amplamente
arruinadas. Então Deus enviou o seu Filho, Jesus, ao mundo para morrer po nós
para que possamos crer nele e ser perdoados, limpos e restaurados, para que nos
tornássemos troféus da sua graça.
6. Todos os crentes em Jesus Cristo, de todo grupo étnico, são
unidos uns aos outros não apenas em uma simples humanidade à imagem de Deus,
mas ainda mais, como irmãos e irmãs em Cristo e membros do mesmo corpo.
Romanos 12.4–5:
Assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os
membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só
corpo em Cristo e membros uns dos outros.
O corpo de Cristo tem uma mão negra, um pulso branco, um braço
amarelo e um ombro vermelho. E o pulso branco não pode dizer para a mão negra:
“Não preciso de você” (1 Coríntios 12.21). E o braço amarelo não pode dizer ao
ombro vermelho: “Por eu não ser um ombro, não sou parte do corpo” (1 Coríntios
12.15).
Outra figura, além de um corpo, é uma família.
1 João 3.1:
Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos
chamados filhos de Deus; e, de fato, somos
filhos de Deus.
Em outras
palavras, se a nossa identidade como indivíduos humanos criados à imagem de
Deus é maior do que todas as diferenças étnicas (visto no ponto no. 3), então a
nossa identidade como filhos de Deus renascidos é
ainda maior do que todas as diferenças étnicas. Eu diria da seguinte maneira: A
glória da nossa semelhança familiar em Cristo é muito maior do que as nossas
diferenças étnicas, tanto quanto o oceano é maior do que um dedal.
Antes vimos uma
grande verdade — de que somos mais unidos pela
nossa humanidade do
que separados pela
nossa afiliação
étnica. Mas essa é uma verdade ainda maior, que em Cristo
temos unidade sobre unidade. No topo de uma comum pessoalidade humana à imagem
de Deus, temos uma comum pessoalidade redimida à imagem de Cristo. E quão menos
devemos ser divididos pelas nossas diferenças étnicas! “[Não há] grego nem
judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém
Cristo é tudo em todos” (Colossenses 3.11).
7. A Bíblia proíbe casamento entre um crente e um incrédulo, mas
não entre membros de diferentes grupos étnicos.
1 Coríntios 7.39:
A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer
o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor.
“Somente no Senhor”. A Bíblia nos direciona claramente a não
casar com incrédulos. Se já estamos casados com um incrédulo, devemos
permanecer casados (1 Coríntios 7.12–13; 1 Pedro 3.1–6). Mas se estamos
livres para casar, devemos casar apenas com aquele que compartilha da nossa
lealdade a Jesus.
Esse era o ponto principal das advertências do Antigo quanto a
casar com aqueles que pertenciam a nações pagãs. Por exemplo, Deuteronômio
7.3–4:
Nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás
tuas filhas a seus filhos, nem tomarás suas filhas para teus filhos; pois
elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses;
e a ira do SENHOR se acenderia contra vós outros.
A questão não é mistura de cores, ou mistura de costumes, ou identidade
do clã. A questão é: haverá uma lealdade comum ao Deus verdadeiro nesse
casamento, ou haverá afeições divididas? A proibição na Palavra de Deus não é
contra casamento interracial, mas contra casamento entre crente e incrédulo.
Isso é exatamente o que esperaríamos se a grande base da nossa identidade não
são as nossas diferenças étnicas, mas a nossa comum humanidade à imagem de Deus
e a nossa nova humanidade à imagem de Cristo.
8. Portanto, contra o crescente espírito de indiferença,
alienação e hostilidade no nosso país, nós abraçaremos a supremacia do amor de
Deus para dar novos passos pessoal e coletivamente em direção à reconciliação
racial, expressada visivelmente em nossa comunidade e em nossa igreja.
Que venhamos a banir cada pensamento de depreciação e falta de
amor das nossas mentes.
Expulsemos de nossas bocas cada palavra ou tom de escárnio ou
desdém.
Saiamos do nosso conforto para mostrar unidade pessoal e
afetuosa com cristãos de todos os contextos étnicos.
Sejamos o sal e a luz da nossa hostil e assustadora sociedade
com atos corajosos de bondade e respeito inter-raciais.
Resumindo,
olhemos para Cristo e sejamos perdoados, limpos, curados e capacitados ao amor.
Por: John
Piper. © Desiring God Foundation



Fotos incríveis da raça humana
Estas fotos sensacionais capturam a diversidade da raça humana e nos fazem recordar que vivemos em um planeta onde a tristeza e a felicidade existem lado a lado. Algumas dessas imagens nos deixam felizes, enquanto outras nos fazem refletir.
“O TEMPO É O MESMO PARA TODOS, MAS O TEMPO HUMANO É DIFERENTE COM CADA PESSOA. O TEMPO FLUI DA MESMA MANEIRA PARA TODOS OS SERES HUMANOS; CADA SER HUMANO FLUI AO LONGO DO TEMPO DE UMA FORMA DIFERENTE. ”
– YASUNAR KAWABATA
As imagens abaixo são apenas algumas das muitas imagens surpreendentes que nós vemos todos os dias.
Confira:
Confira:
A Menina palestina com um rifle Kalashnikov, em meio aos militantes em Gaza

“Estou cansado de velhos sonhando com guerras, para nós jovens morrermos nelas.”

Menino resgata irmã dos escombros da casa – Síria

Toshimana, aprendiz de Geisha em Kyoto

Menina Yezidi carregando armas para proteger a família dos ISIS (Estado Islâmico do Iraque e do Levante)
Advogado com assistente – Londres

Sikh Nihang – Índia

Menina que sobreviveu 11 dias nos bosques da Sibéria

Meninos albinos e cegos. West Bengal, Índia.

Bebê albino de 3 semanas dormindo feliz com a prima em Kinshasa, Congo

Refeição de uma família siberiana

Menino da tribo nômade Suri da Etiópia com pinturas e acessórios tradicionais

Olhos – Imagem tirada na estação de tratamento de tuberculose em Islamabad, Paquistão

Camponesa em vilarejo do Vietnã

Chá da tarde na Península Yamal

Menina malagasy caminha entre as árvores Baobas

Menina da Etiópia da tribo Hamer

Menina da seita Yazidi descansando na fronteira Iraque-Siria na provincia Fishkhabour, Dohuk

Lição 5 - A Unidade da Raça Humana, apresentado pelo Comentarista das Revistas Lições Bíblicas de Adultos da CPAD, pastor Claudionor de Andrade.
A Raça Humana - Origem, Queda e Redenção
Uma obra guiada pelo Santo Espírito que nos esclarece que a antropologia tem que ser bíblica e genuinamente teológica e há de repousar em Deus, o Criador.

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