TEXTO BÍBLICO BASE
Atos 13:2-6 , 9-12
E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.
E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.
E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador.
E, havendo atravessado a ilha até Pafos, acharam um certo judeu mágico, falso profeta, chamado Barjesus.
Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.
E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.
E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador.
E, havendo atravessado a ilha até Pafos, acharam um certo judeu mágico, falso profeta, chamado Barjesus.
Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele,
Disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?
Eis aí, pois, agora contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo. E no mesmo instante a escuridão e as trevas caíram sobre ele e, andando à roda, buscava a quem o guiasse pela mão.
Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor.
Disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?
Eis aí, pois, agora contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo. E no mesmo instante a escuridão e as trevas caíram sobre ele e, andando à roda, buscava a quem o guiasse pela mão.
Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor.
TEXTO ÁUREO
E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai;
ficai, porém, na cidade de Jerusalém,
até que do alto
sejais revestidos de
poder.
Lucas 24.49
OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá
ser capaz de:
• compreender como o Espírito
Santo age no Novo Testamento de forma mais clara do que no Antigo Testamento;
• entender que o Espírito Santo
trabalha diretamente na Igreja do Senhor a fim de edificá-la em Cristo;
• perceber que o Espírito Santo
teve um papel fundamental na execução dos planos de Deus.
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, a palavra aprendizagem provém
do latim apreendere e significa apreender, tomar posse, reter. Ela nos
transmite a ideia de algo que incorporamos ao nosso patrimônio pessoal ou ao
nosso comportamento ao longo da vida. O ato de aprender, invariavelmente, trará
mudanças significativas na vida de quem aprende. Neste sentido, aprendizagem é
o processo de modificação sistemática do comportamento. A eficiência do ensino
é confirmada na aprendizagem. Quando há aprendizagem, há também mudanças
substanciais na conduta, no comportamento, no modo de pensar a si e aos outros,
na visão de mundo (cosmovisão), e nas habilidades para realizar determinadas
tarefas. Como disse o salmista, a aprendi-zagem dos retos juízos do Senhor o
levaria à sincera atitude de ação de graças com integridade de coração (SI
119.7) (Extraído de: CHAVES, G. V. Educação Cristã - Uma Jornada Para Toda
Vida. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2012, p. 51,52).
Deus o abençoe!
COMENTÁRIO
Palavra introdutória
A Bíblia
Sagrada foi integralmente redigida sob a inspiração do Espírito Santo. Em ambos os Testamentos, Sua presença é efetiva e real,
mas, no Novo Testamento, ela é apresentada com maior clareza. A participação e
a presença do Espírito Santo na Bíblia são notadas do primeiro ao último de
seus capítulos (Gn 1.2; Ap 22.17).
A revelação das verdades divinas é progressiva
nas Escrituras Sagradas. No Antigo Testamento, a expressão Espírito do Senhor
ocorre 25 vezes; Espírito de Deus, 14 vezes; e Espírito Santo, duas vezes. O
Novo Testamento contém 261 referências ao Espírito Santo em 24 de seus livros.
Existem 57 passagens com referências diretas ao Espírito em Atos dos Apóstolos,
não é por menos que ele também é chamado por alguns de Atos do Espírito Santo.
Vejamos,
então, um pouco dessa revelação tão sublime que as Escrituras nos têm dado
sobre a terceira pessoa da Trindade.
1 1 . ESPÍRITO SANTO NOS EVANGELHOS
Os três Evangelhos sinópticos —
Mateus, Marcos e Lucas — veem Cristo de maneira semelhante e têm muitas correspondências
verbais, não porque copiaram um do outro, mas porque essa era a forma pela qual
a vida de Cristo era contada regularmente na Igreja primitiva. Mateus, outra
testemunha ocular, acrescenta detalhes próprios que apresentam Cristo como o
Rei dos judeus em cumprimento à profecia do Antigo Testamento. Lucas retrata
Cristo como o perfeito Filho do Homem e inclui fatos colhidos de muitos
seguidores primitivos de Cristo e aparentemente de outros episódios abreviadamente
escritos (Lc 1.1). O propósito teológico de Marcos era explicar a vida mais
significante de toda a história humana. Quem era Jesus? Ele era o Filho de Deus
(Mc 1.1,11; 14.61; 15.39), o Filho do Homem (Mc 2.10; 8.31; 13.26), o Messias
(Mc 8.29) e o Senhor (Mc 1.3; 7.28). João provavelmente foi escrito depois dos
Evangelhos sinópticos e antes de 1, 2 e 3 João e Apocalipse. Isso coloca a
escrita do quarto Evangelho em algum tempo depois de 70 e antes de 90 d.C.
João deixa claro o seu propósito
em escrever: ele espera que, ao contar aos seus leitores sobre os sinais de
Jesus, que foram realizados na presença de Seus discípulos, eles pudessem crer
que Jesus era o Messias, o Filho de Deus, e, crendo, tivessem vida em Seu nome
(Jo 20.30,31) (HINDSON; YA-TES, Central Gospel, 2014, p. 59,80).
Existe
uma abundância de referências ao Espírito Santo nos Evangelhos, como: os quatro
relatam que o Espírito desceu sobre Jesus após o Seu batismo (Mt 3.16; Mc 1.10;
Lc 3.22; Jo 1.32). Além disso, Ele atuou na vida de João Batista (Lc 1.15), gerou
Jesus (Lc 1.35), ungiu o Mestre (Lc 4.18,19), guiou o Filho de Deus (Mt 4.1),
conduziu o Cordeiro de Deus ao sacrificio por nós (Hb 9.14) e ressuscitou-o
depois de tudo (Rm 8.11). O Espírito Santo é o prometido Consolador (Jo 14.16)
profetizado pelo profeta Joel no AT (II 2.28), o qual foi enviado por Jesus (Jo
16.7).
2 2 . O ESPÍRITO SANTO NO LIVRO DE
ATOS
Atos dos Apóstolos é o segundo
volume de urna série de duas partes. O Evangelho de Lucas foi a primeira parte.
O escritor Lucas começou contando a história da vida, do ministério, da morte e
ressurreição de Jesus Cristo. Ele continuou sua história em Atos, dizendo como
a mensagem de Jesus foi pregada ao mundo após a ascensão de Cristo ao céu. A
Igreja começou uma comunidade predominantemente judaica em Jerusalém, e Lucas conta
como ela tornou-se predominantemente gentia, chegando até Roma. Lucas enfatiza
dois pregadores do evangelho, Pedro e Paulo, como personagens importantes na
disseminação do evangelho. Jesus é o personagem principal no Evangelho de
Lucas, e o Espírito Santo é enfatizado como aquele que continua o ministério de
Jesus no Livro de Atos dos Apóstolos (HINDSON; YATES, Central Gospel, 2014, p.
91).
Logo em Atos 1.2,
somos informados de que Jesus deu mandamentos por intermédio do Espírito Santo
aos apóstolos. Ele é mencionado novamente durante a escolha de um apóstolo que
substituiria Judas (At 1.16). Atos 2 é um marco sublime, pois narra a descida
do Espírito Santo sobre os cristãos reuni-dos, no cenáculo, no dia de
Pentecostes. Nos relatos seguintes desse livro, temos a operação sobrenatural
do Espírito Santo na vida dos apóstolos (At 2.43) e Sua capacitação aos
cristãos para a expansão e a edificação da Igreja (At 6.10).
3.
O ESPÍRITO SANTO EM ALGUMAS CARTAS PAULINAS
3.1.
Aos Romanos
Na rica
epístola aos Romanos, Paulo nos apresenta ao Espírito de santificação, que nos libertou do cativeiro do pecado por meio do
sacrifício de Cristo, o qual ressuscitou dos mortos (Rm 1.4). O apóstolo
nos informa que o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito
Santo e que a lei do Espírito de vida é o que nos livra
da lei do pecado e da morte (Rm 5.5; 8.2). Assim, o verdadeiro cristão não é
aquele que anda segundo a carne, mas segundo o Espírito (Rm 8.4-9). Não pode
haver verdadeira vida sem Ele.
O Espírito que nos habita também nos identifica
como pertencentes a Cristo e como filhos de Deus (Rm 8.9,14,16) e garante a
nossa futura ressurreição (Rm 8.11). Ele é intercessor (Rm 8.26,27) e é quem nos santifica (Rm 15.16). É vivendo no
Espírito Santo que o cristão encontra justiça, paz e alegria verdadeiras (Rm
14.17).
3.2.
Aos Gálatas
Gálatas guarda semelhança com Romanos. Em ambas
as cartas, Paulo procura mostrar o contraste entre a vida no Espírito e a vida
carnal. As perguntas do apóstolo expressam sua
preocupação com uma igreja que estava trocando a liberdade no Espírito pelas
amarras legalistas (G1 3.2,3,5). O Espírito também alcançou os gentios e
permitiu que participassem das promessas de Deus a Abraão pela morte de Jesus
(G13.14). Nesse livro, Paulo fala sobre manter a
liberdade cristã (GI 5.1-12), andar no Espírito (GI 5.13-26) e sobre levar as
cargas uns dos outros (GI 6.1-10).
3.3.
Aos Tessalonicenses
Os cristãos em Tessalónica
experimentaram uma miraculosa transformação de vida quando se converteram da
idolatria. Paulo passou apenas um curto tempo com eles, mas quando o apóstolo
escreveu para os tessalonicenses alguns meses depois, eles já haviam se unido
em uma dinâmica comunhão cristã. Essa epístola é uma das
cartas mais pessoais. Nela, Paulo falou que, apesar da tribulação, os
tessalonicenses desfrutavam a alegria que provém do Espírito Santo (1 Ts 1.6) e
ele também admoestou a igreja a ser zelosa, a fim de que o Espírito não fosse
extinto com o envolvimento em imoralidades (1 Ts 5.14-22).
3.4.
A Timóteo e a Tito
As duas
cartas de Paulo a Timóteo são classificadas como pastorais. Na primeira, Paulo
adverte sobre a apostasia nos últimos tempos, como alertou o Espírito Santo (1
Tm 4.1). Na segunda, o apóstolo aconselha Timóteo sobre o seu dom (2 Tm 1.6), o
qual, sem dúvida, é a capacitação concedida pelo Espírito Santo a fim de que o
jovem exercesse o seu ministério. O apóstolo também
lembra o jovem Timóteo de que Deus não nos deu o espírito de temor, mas de
fortaleza, e de amor, e de moderação (2 Tm 1.7).
Em Tito, também uma das cartas pastorais de
Paulo,
o apóstolo menciona o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo (Tt 3.5).
Encontramos no texto uma referência à regeneração
(ou novo nascimento) operada pelo Espírito Santo no momento da conversão.
3 4 . O ESPÍRITO SANTO EM OUTRAS
CARTAS
4.1.
Aos Hebreus
A carta
aos Hebreus, que destaca a superioridade de Cristo
sobre o sistema sacrificai judaico, afirma que o evangelho foi
confirmado por Deus mediante sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do
Espírito Santo, distribuídos por sua vontade (Hb
2.4). Aliás, o testemunho do Espírito Santo é bem patente nessa epístola (111)
3.7; 9.8; 10.15).
Em Hebreus 9.14, lemos que Cristo se ofereceu
em sacrificio pelo Espirito eterno, por certo uma
indicação de que o Seu ministério terreno estava na dependência do Espírito
Santo. Essa declaração também situa o Espírito Santo como agente
executor da redenção. Mais adiante, o autor adverte
da culpa que trará sobre si aquele que pisar o Filho de Deus [...] e fizer
agravo ao Espírito da graça (Hb 10.29).
4.2.
Nas epístolas de Pedro
Em Pedro, também há referência à ação do
Espírito Santo na ressurreição de Cristo (1 Pe 3.18), de cujas aflições
par-ticipamos. Todavia, o sofrimento pela causa de Crista deve ser motivo de
alegria para o cristão, pois significa que sobre
este repousa o Espírito da glória de Deus (1 Pe 4.14), ou seja, a Sua presença
é manifestada de forma especial em sua vida, proporcionando uma prévia da
glória que ele desfrutará no futuro com Cristo.
4.3.
Na epístola de Tiago
A carta de Tiago tem como tema a fé manifestada
pelas boas obras. Para o autor, a vida espiritual tem de ser produtiva. Ao
mesmo tempo, é uma vida que deve manter-se separada do mundo e antagônica ao
pecado, pois qualquer que quiser ser amigo do mundo
constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura:
O Espírito que em nós habita tem ciúmes (Tg 4.4,5)? A verdadeira vida no
Espírito não comporta parceria com o mundo (Mt 6.24; Is 42.8).
4 5 . O ESPÍRITO SANTO NO APOCALIPSE
Por fim, o Espirito Santo aparece de maneira multiforme
no Livro do Apocalipse. Ele está diante do trono de Deus e, no céu,
representado pelo fogo e pelo número sete, identificado como os sete Espíritos
de Deus (Ap 4.5). A frase "Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às
igrejas", repetida sete ve-zes no livro (Ap 2.7,11,17,29; Ap 3.6,13,22),
demonstra a Sua participação ativa na vida do povo de Deus.
Em Apocalipse, o Espírito Santo é o responsável
por proclamar a bem-aventurança acerca dos que morrem em Cristo (Ap 14.13). Com
a esposa do Cordeiro, Ele faz o generoso convite: Vem! E quem ouve diga: Vem! E
quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida (Ap 22.17). A
palavra Espírito aparece nove vezes em Apocalipse (2.7,11,17,29; 3.6,13,22;
14.13; 22.17).
É maravilhoso saber que o Espírito está pronto
para prestar assistência ao cristão em momentos de aflição, angústia e
perseguições ou quando ele precisar de ajuda para a defesa de sua fé. Essa
assistência foi prometida literalmente por Jesus (Mc 13.11).
CONCLUSÃO
A apresentação do Espírito Santo nas páginas do
Novo Testamento, ainda que de modo resumido, dadas
as inúmeras ocorrências no texto sagrado, devem nos convencer do imenso
privilégio que a Igreja possui por tê-lo atuando em sua expansão e edificação.
Que saibamos valorizá-lo e que possamos caminhar ao lado dele continuamente,
dispondo-nos para o Seu serviço na igreja e na evangelização do mundo.
ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1.
Cite quatro exemplos da ação do
Espírito Santo nos Evangelhos.
R: O
Espírito desceu sobre Jesus após o Seu batismo (Jo 1.32). Além disso, Ele atuou
na vida de João Batista (Lc 1.15); gerou Jesus (Lc 1.35); guiou o Filho de Deus
(Mt 4.1).
Lições
da Palavra de Deus PROFESSOR 61
APOCALIPSE
O Espírito Santo aparece de maneira
multiforme no livro do Apocalipse. Ele está diante do trono de Deus. Está no
céu, representado pelo fogo e pelo número sete, identificado como os sete Espíritos
de Deus (Ap 4.5; veja também Is 11.2).
A frase: Quem tem ouvidos ouça o que
o Espírito diz às igrejas, repetida sete vezes no livro (2.7,11,17,29;
3.6,13,22), demonstra a Sua participação ativa na vida do povo de Deus.
Disse Russell Norman Champlin, em O Novo
Testamento interpretado , que essa expressão, “além de ser uma solene ordem,
para que se dê ouvidos ao que se dizia, para que os homens ajam segundo o que
lhes é ordenado, assegura-nos que é o Espírito de Deus quem transmite a mensagem”
(CHAMPLIN, 1995).
Em Apocalipse, o Espírito Santo é o
responsável por proclamar a bem-aventurança acerca dos que morrem em Cristo
(14.13). Com a esposa do Cordeiro, Ele faz o generoso convite: Vem! E quem ouve
diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida
(Ap 22.17).
A palavra Espírito aparece nove vezes
em Apocalipse (2.7,11,17,29; 3.6,13,22; 14.13; 22.17).
Sete Espíritos de Deus
APÓSTOLO
A palavra apóstolo vem do grego e
significa enviado. Ela é aplicada no Novo Testamento inicialmente aos 12
primeiros discípulos escolhidos por Jesus, posteriormente a Paulo e a outros
homens cuja ação do Espírito Santo se destacou na vida deles (At 14.4,14; 1 Co
9.5,6; 2 Co 8.23; Gl 1.19).
A Igreja primitiva reconheceu sem
dificuldades os primeiros apóstolos que conviveram com Cristo e testemunharam
Sua ressurreição (Jo 15.27; At 1.21,22; 1 Co 9.1).
O Espírito Santo confiou aos
primeiros apóstolos a tarefa de lançar os alicerces doutrinários ou teológicos
da Igreja, preparando-a, assim, para os séculos que viriam. No exercício de seu
ministério, eles continuaram a obra iniciada por Jesus (Mc 3.14; Lc 6.13; At
1.1; Gl 1.1).
Os apóstolos tinham plena consciência
de que eram usados pelo Espírito Santo, e isso está demonstrado em seus
escritos (At 15.28; 1 Co 2.1,2,13; 1 Ts 4.8; 1 Jo 5.9-12). À medida que eram
dirigidos pelo Espírito Santo, Deus operava milagres por intermédio dos
apóstolos, confirmando a Palavra por eles pregada (2 Co 12.12; Hb 2.4).
Eles foram ricamente abençoados e
intensamente confirmados em sua obra. Em virtude disso, a Igreja lhes tem
profunda consideração (1 Co 9.1,2; 2 Co 3.2,3). ASCENSÃO À ascensão de Cristo,
seguiu-se a espera da chegada do Espírito Santo pelo grupo original de 120
cristãos, pois Jesus lhes havia declarado: Convém que eu vá, porque, se eu não
for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei (Jo 16.7).
ASCENSÃO
À ascensão de Cristo, seguiu-se a espera da
chegada do Espírito Santo pelo grupo original de 120 cristãos, pois Jesus lhes
havia declarado: Convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá
a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei (Jo 16.7).
Em Conhecendo as doutrinas da Bíblia
, informa-nos Myer Pearlman:
Depois da ascensão o Senhor Jesus exerceu a grande prerrogativa
messiânica que lhe foi concedida — enviar o Espírito [que habitava nele] sobre
outros. [At 2.33; Ap 5.6] Portanto, ele concede a bênção que ele mesmo recebeu
e desfruta, e nos faz coparticipantes com ele mesmo. (PEARLMAN, 1990 )
ASSISTÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO
É maravilhoso saber que o Espírito
está pronto para prestar assistência ao cristão em momentos de aflição,
angústia e perseguições ou quando ele precisar de ajuda para a defesa de sua
fé. Essa assistência foi prometida literalmente por Jesus: Quando [...] vos
conduzirem para vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que
haveis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não
sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. Marcos 13.11 A assistência do
Espírito Santo é múltipla, permanente, espontânea, gentil e incansável.
ATIVIDADES GERAIS DO ESPÍRITO SANTO
Uma relação completa das atividades do
Espírito Santo mencionadas nas Sagradas Escrituras seria muito extensa.
Portanto, o que se segue é um resumo.
Ele ajuda, concede dons, paz,
convida, ensina, expressa amor, bondade, vontade própria, fala, fortalece,
guia, lava, ouve, faz recordar, regenera, renova, reparte alegria, justiça,
vida, revela, santifica, unge e vivifica (veja Ne 9.20; Jo 14.26; 15.26;
16.12-14; At 10.38; 16.6,7; 21.11; Rm 1.4; 8.1,2,6,14,26; 14.17; 15.13,16,30; 1
Co 2.10-15; 12.11; Ef 3.16; 1 Ts 1.5,6; 1 Tm 4.1; Tt 3.5; Ap 2.7; 22.17).
Criação e nova criação
ATOS DOS APÓSTOLOS
O livro de Atos abrange cerca de 30
anos da história da Igreja. Nele se percebe a ação do Espírito Santo desde o
início da Igreja e em seu desenvolvimento.
Assim como Cristo se destacou nos
Evangelhos, o Espírito Santo, o Consolador prometido, sobressai em Atos. Alguns
estudiosos afirmam que o livro, em vez de Atos dos Apóstolos, poderia ser
chamado de Atos do Espírito Santo. Já em Atos 1.2, somos informados de que
Jesus deu mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos.
A promessa de poder do alto, por meio do
batismo com o Espírito Santo, é lembrada em seguida (At 1.5,8). O Espírito
Santo é mencionado por Pedro quando se votou pela escolha de um apóstolo
substituto para o lugar de Judas (At 1.16). O capítulo 2 de Atos é um marco
sublime, pois relata a descida do Espírito Santo sobre os cristãos reunidos no
cenáculo, no dia de Pentecostes, quando a Igreja foi oficialmente estabelecida.
O que temos nos capítulos desse livro
seguintes são relatos concisos ou detalhados da operação sobrenatural do
Espírito Santo, confirmando a Palavra e ditando os rumos da recém-criada
Igreja:
• O Espírito Santo se manifestou como línguas
de fogo que pairavam sobre os discípulos no Dia de Pentecostes (At 2.3); •
Sinais e maravilhas foram operados pelos apóstolos (At 2.43);
• Pedro e João ministraram cura a um
paralítico à porta do templo (At 3.1-11);
• O local de reunião dos cristãos
tremeu (At 4.31);
• Ananias e Safira morreram punidos
pelo Espírito Santo (At 5.1-10);
• Outros sinais e prodígios se
manifestaram pelas mãos dos apóstolos (At 5.12);
• Pessoas foram curadas pela sombra
de Pedro (At 5.15,16); • Um anjo abriu as portas da prisão (At 5.17-20);
• Por intermédio de Estêvão, Deus
realizou prodígios e grandes sinais entre o povo (At 6.8);
• Por intermédio de Filipe, Deus
realizou grandes sinais e maravilhas em Samaria (At 8.5-13);
• Saulo foi curado de cegueira (At
9.8-18);
• Enéias, um paralítico, foi curado
(At 9.32-35);
• Dorcas foi ressuscitada (At
9.36-42);
• Um anjo liberta Pedro da prisão (At
12.1-10);
• Um mágico ficou cego por perturbar os retos
caminhos do Senhor (At 13.6-11);
• Sinais e prodígios foram realizados
em Icônio (At 14.1-3);
• Grandes sinais e prodígios foram
realizados por Deus entre os gentios (At 15.12);
• Um espírito de adivinhação foi
expulso de uma moça (At 16.16-18);
• Paulo e Silas foram libertos da
prisão por um terremoto (At 16.23-26);
• Maravilhas extraordinárias foram
realizadas por Paulo em Éfeso (At 19.11,12);
• Um jovem foi ressuscitado em Trôade
(At 20.7-12);
• Paulo sobreviveu milagrosamente à
picada de uma víbora (At 28.3-6);
• Públio e vários enfermos na ilha de
Malta foram curados (At 28.8,9). Toda essa ação do Espírito Santo resultou em
muitas conversões (At 2.43,47; 8.6,12; 9.32-35,40-42; 13.11,12).
No Manual Bíblico de Halley , este observou:
Se tirássemos os milagres de Atos dos Apóstolos, pouca coisa
sobraria. Por mais que os críticos desfaçam do valor comprobatório dos
milagres, é inegável que Deus fez uso abundante de milagres ao lançar o
cristianismo no mundo. (HALLEY,2001)
O Espírito Santo assumiu o comando da Igreja.
ATUALIDADE DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
Ao contrário daqueles que negam a
possibilidade de alguém ser batizado com o Espírito Santo, em nossos dias
pode-se, sem qualquer dificuldade, comparando os textos bíblicos, chegar-se à
conclusão de que essa bênção e essa experiência são profundamente possíveis
hoje. Para começar, o Espírito Santo continua atuante hoje como era nos tempos
da Igreja primitiva. Nada indica que parte de Sua atividade tenha sido suprimida.
Um detalhe importante é que o apóstolo Pedro
afirmou que o batismo é para todos os que estão longe: tantos quantos Deus,
nosso Senhor, chamar (At 2.39). Obviamente, essa categoria não pode
restringir-se aos tempos apostólicos. Cabe aqui a observação de French L.
Arrington, no Comentário bíblico pentecostal :
Deus deseja que todo o seu povo tenha a mesma experiência
momentosa que os discípulos receberam no dia de Pentecostes. O cumprimento de
sua promessa do Espírito, dada no Antigo Testamento, não se exaure no livro de
Atos quando a Igreja alcança os gentios. Permanece uma bênção presente e
universal, a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar, incluindo todos os que
estão longe. (ARRINGTON, 2003)
Jesus prometeu batismo com o Espírito
a todos os que nele creem (Jo 7.37-39), o que por certo não limita essa dádiva
ao tempo dos primeiros cristãos. O mesmo se pode dizer desta outra promessa de
Jesus:
Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e
abrir-se-vos-á; porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem
bate, abrir-se-lhe-á. [...] Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas
aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles
que lho pedirem? Lucas 11.9-13
O profeta Joel predisse o Seu
derramamento sobre toda a carne (Jl 2.28-30).
Por fim, milhões de cristãos têm
recebido o batismo com o Espírito Santo ao longo dos séculos, sendo o exemplo
maior a eclosão do movimento pentecostal no início do século 20.
Batismo com o Espírito Santo
AUTORIDADE DO ESPÍRITO SANTO
As Sagradas Escrituras reconhecem, identificam
e declaram a autoridade do Espírito Santo. Primariamente, a Sua autoridade
deriva do fato de Ele ser Deus, visto que divindade inerentemente pressupõe autoridade.
A autoridade do Espírito tornou-se perceptível quando Jesus desempenhou o Seu
ministério terreno, uma vez que Ele esteve, na condição de pessoa humana,
debaixo dessa autoridade. Isso compreende o período que vai desde o nascimento
até a ascensão de Jesus.
Outro aspecto notável da autoridade
do Espírito é verificado na história da Igreja, quando Ele atuou de forma
soberana em muitas dimensões, especialmente na direção efetiva e no controle
absoluto, a partir do dia de Pentecostes.
Passados dois milênios, a Igreja
continua a depender da autoridade do Espírito. Se essa autoridade não fosse
real e explícita, a Noiva poderia fragilizar-se e deixar de alcançar a sua
meta. Para isso, o melhor que cada cristão deve fazer é seguir a recomendação
paulina: Enchei-vos do Espírito (Ef 5.18).
BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
Embora a expressão batismo com o
Espírito Santo não apareça literalmente na Bíblia, lemos que Jesus vos batizará
com o Espírito Santo (Lc 3.16). Ele também disse: Sereis batizados com o
Espírito Santo (At 1.5). Outras expressões encontradas no texto sagrado apontam
para o mesmo fenômeno espiritual, como estas, encontradas no livro de Atos:
Foram cheios do Espírito Santo (At 2.4), recebereis o dom do Espírito Santo (At
2.38) e caiu o Espírito Santo sobre (At 10.44). A ausência da expressão literal
em nada altera a realidade dessa experiência. Usa-se também, às vezes, a
expressão batismo no Espírito Santo.
O batismo com o Espírito Santo é uma das mais
significativas e maravilhosas experiências projetadas por Deus e destinadas aos
membros de Sua Igreja. Significa o revestimento de poder espiritual, prometido
desde o Antigo Testamento, também chamado promessa do Pai (At 1.4).
A primeira experiência de batismo com o
Espírito Santo ocorreu no Dia de Pentecostes (At 2). Esse batismo testifica a
ressurreição de Jesus (Jo 16.7; At 2.32,33); só pode ser concedido por Ele (Jo
1.33; At 1.5); destina-se a todos os cristãos (Mt 3.11; Jo 7.39; 14.17; At
2.3,4; 10.44). Ele foi prometido pelo Pai (At 1.4); é oferecido aos que têm
sede e creem (Jo 7.37-39); concede autoridade especial a quem o recebe (Lc
24.49).
Para recebê-lo, o cristão deve crer
de acordo com as Escrituras (Jo 7.37); pedir com fé (Mt 7.7; Lc 11.13; Tg 1.6);
orar com perseverança (Lc 18.1; At 1.14); obedecer de coração (Lc 24.49; At
1.4,12,13); aproximar-se com confiança do Pai (Is 55.1; Jo 7.37,38); demonstrar
profunda sede por Deus (Sl 143.6; Is 41.17; 44.3; Ap 21.6); beber da água que
Cristo dá (Jo 7.37; Ap 22.7).
Em A doutrina espiritual , o pastor
Raimundo de Oliveira assinalou que:
A Doutrina do Batismo no Espírito Santo é uma das pedras
basilares da Doutrina Pentecostal, por vários séculos; pois está provado que o
Batismo no Espírito Santo, além de bibliocêntrico é também prático e
experimental . (OLIVEIRA, 2007)
O pastor Estevam Ângelo de Souza, em
Nos domínios do Espírito , disse que:
O batismo no Espírito Santo é um ato de Deus pelo qual o
Espírito vem sobre o crente e o enche plenamente. É a vinda do Espírito Santo
para encher e apoderar-se do filho de Deus como propriedade sua.
Sobre a relação entre o batismo com o
Espírito Santo e a regeneração (outra obra do Espírito), na Bíblia de Estudo
Pentecostal , observou o pastor Donald Stamps:
O batismo com o Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da
regeneração, também por Ele efetuada. Assim como a obra santificadora do
Espírito é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo
Espírito, assim também o batismo no Espírito complementa a obra regeneradora e
santificadora do Espírito. No mesmo dia em que Jesus ressuscitou, Ele assoprou
sobre seus discípulos e disse: Recebei o Espírito Santo (Jo 20.22), indicando
que a regeneração e a nova vida estavam-lhe sendo concedidas [...] Depois, Ele
lhes disse que também deviam ser revestidos de poder pelo Espírito Santo (Lc
24.49; cf. At 1.5,8). Portanto, esse batismo é uma experiência subsequente à
regeneração .
A Declaração de verdades fundamentais
das Assembleias de Deus afirma também que a experiência do batismo com o
Espírito Santo é distinta e subsequente à experiência do novo nascimento.
Existem propósitos definidos para o
batismo, e o principal deles é fazer da pessoa que o recebe uma poderosa
testemunha de Cristo (At 1.8), capacitando-a a dar testemunho do evangelho (At
20.24), a conquistar almas (At 2.41; 4.4), a curar enfermos (At 3.8,9), a
sofrer por Cristo (At 7.55), a enfrentar perseguições (At 8.1-5), a ver a
Palavra confirmada (Hb 2.4) e a conhecer os mistérios divinos (1 Jo 2.20,27).
Esse batismo foi experimentado pela
primeira vez em Jerusalém, por volta do ano 33, no Dia de Pentecostes (At
2.1-4). Também foi vivenciado em Samaria, no ano 34 (At 8.14-17); em Damasco,
no ano 35 (At 9.17); em Cesaréia, no ano 41 (At 10.24,44); em Éfeso, no ano 51
(At 19.1-6), e assim por diante.
Atualidade do batismo com o Espírito Poder espiritual
BATISMO DE JESUS
Os quatro evangelistas do Novo
Testamento são unânimes na informação de que o Espírito Santo desceu sobre a
pessoa de Jesus após o Seu batismo:
Sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe
abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre
ele. Mateus 3.16 Logo que [Jesus] saiu da água, viu os céus abertos e o
Espírito, que, como pomba, descia sobre ele. Marcos 1.10
Aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado
também Jesus, orando ele, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele
em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és
meu Filho amado; em ti me tenho comprazido. Lucas 3.21,22
João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como
uma pomba e repousar sobre ele (Jo 1.32). Nessa
ocasião, o Pai declarou: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mt
17.5). Jesus não foi batizado com o Espírito Santo, mas foi cheio do Espírito
(Mt 4.1). Seu batismo em águas indica que todos os Seus seguidores também devem
ser batizados dessa maneira (Mc 16.17; Mt 28.18; At 2.38).
BATISMO EM ÁGUAS
A Bíblia menciona vários tipos ou formas de
batismo. Quando o Senhor Jesus proclamou a Grande Comissão, pronunciou as
seguintes palavras:
Ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do
Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos
tenho mandado. Mateus 28.19,20
É por essa razão que, em nossas igrejas, o
ministrante, antes de mergulhar a pessoa na água, costuma dizer: “Eu o batizo
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. As igrejas evangélicas em geral
adotam essa fórmula, chamada trinitariana, justamente por ter sido instituída
por Jesus. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são as três pessoas da Trindade.
A fórmula recomendada por Cristo,
portanto, expressa a crença no Deus triúno. Logo, o Espírito Santo está
relacionado com o ato batismal de cada pessoa que recebe a Cristo e decide
tornar-se membro de Sua Igreja. Para outros textos que aludem diretamente ao
batismo em águas, ver Marcos 16.15,16; Atos 2.38,41; 8.16; 10.48; 19.3,5;
Romanos 6.3; 1 Coríntios 1.13; 10.2; 12.13; Gálatas 3.27.
BATISMO EM UM CORPO
Além do batismo em águas e do batismo com o Espírito Santo
outorgado à Igreja no Dia de pentecostes, temos no Novo Testamento a informação
de que: Todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer
judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um
Espírito (1 Co 12.13). Esse é o batismo em que o Espírito Santo realiza a obra
de unir o cristão ao Corpo de Cristo, a Igreja. Assim, o convertido torna-se um
com Cristo e com os demais membros de Seu Corpo (Rm 12.5). Nesse sentido, os
cristãos são espiritualmente batizados, o que vem a ser a obra da regeneração,
operada pelo Espírito Santo.
Dicionário do Espírito Santo- Geziel Gomes

TEOLOGIA SISTEMÁTICA
A. B.
LANGSTON
3.2.2.
E Jesus encheu-se
do Espírito Santo
por ocasião do
batismo. «E aconteceu
que, como todo
o povo fosse batizado e sendo
batizado também Jesus, e orando, abriu-se o céu, e o Espírito Santo desceu
sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que
dizia: «Tu és o meu Filho amado, em ti me tenho comprazido» (Lucas 3:21,22).
3.2.3.
Jesus foi guiado pelo Espírito Santo: «E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou
do Jordão e foi levado pelo
Espírito ao deserto»
(Lucas 4:1). «O
Espírito do Senhor está
sobre mim, porquanto
me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar
os quebrantados do coração» (Lucas 4:18). 3.2.4. Jesus expulsou demônios pelo
poder do Espírito Santo: «Mas, se eu
expulso os demônios
pelo Espírito de
Deus, é conseguintemente chegado
a vós o
reino de Deus» (Mateus 12:28).
3.2.5. Jesus
foi apontado por
João Batista como
aquele que havia
de batizar com
o Espírito Santo,
e esta promessa confirmou-a
o próprio João
Batista no seu último
discurso: «E eu,
na verdade, vos
batizo com água, para o
arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas
alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo»
(Mateus 3:11).
O cumprimento desta promessa encontramos
narrado em Atos 2:4: «E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a
falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. »
3.2.6. Jesus foi levado
ao deserto pelo Espírito Santo, e ali, pelo seu poder, venceu o tentador:
«Então foi conduzido Jesus pelo
Espírito ao deserto,
para ser tentado pelo
diabo» (Mateus 4:1).
E no verso
2 deste mesmo capítulo
encontramos: «Então o diabo o deixou; e eis que chegaram os anjos, e o
serviram.»
3.2.7. Jesus
ofereceu-se em sacrifício
na cruz pelo
poder do Espírito
Santo: «Quanto mais
o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se
ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das
obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?» (Hebreus 9:14).
3.2.8.
Jesus foi ressuscitado pelo poder do Espírito Santo: «Declarado Filho de Deus
em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos,
Jesus Cristo, nosso Senhor» (Romanos 1:4). Vimos que
no Velho Testamento
o dom do
Espírito Santo não
era dado a
todos, mas só
a certas pessoas privilegiadas; porém,
no Novo Testamento,
temos evidências da
distribuição mais liberal
deste dom aos homens, embora, como sabemos, o Espírito
Santo esteja mais intimamente relacionado com Cristo no seu ministério do
que com qualquer
outra pessoa.
Em muitas
passagens encontramos a
promessa de que o
Espírito Santo há de se relacionar intimamente com os crentes. No Evangelho de
Lucas 11:13, encontramos que Deus está pronto a atender aos pedidos dos crentes
como um pai atende à súplica dos seus filhos. «Se vós, pois, sendo maus, sabeis
dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito
àqueles que lho
pedirem?»
No Evangelho
de João temos:
«E eu rogarei
ao Pai, e
ele vos dará
outro Consolador, para que fique convosco para sempre» (João 14:16).
«Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, a
saber, aquele Espírito de verdade que procede do Pai, ele vos testificará de
mim» (João 15:26). De muita importância sobre este assunto é ainda esta
passagem que se encontra neste mesmo Evangelho de João, cap. 16:7-11: «Porém,
digo vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o
Consolador não virá para vós; mas, se
eu for, enviar-vo-lo-ei. E,
quando ele vier,
convencerá o mundo
do pecado, da
justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim;
da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque
já o príncipe deste mundo está julgado.»
Três fatos importantes aprendemos dessas
passagens que acabamos de citar:
a) A
relação do Espírito
Santo para com
o crente. No
Evangelho de João
14:16, lemos que
ele ficará conosco para
sempre. Jesus tinha
que ir embora,
mas o outro
Consolador viria, para
ficar conosco para sempre.
O Espírito Santo
está sempre ao
lado do crente.
Mas a Bíblia
fala de uma
relação ainda mais íntima: o Espírito Santo habitará no
crente. «O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê
nem o conhece: mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós»
(João 14:17). A relação do Espírito
Santo para com o crente
é uma relação
muito íntima, mais
íntima do que
a que os discípulos
podiam ter com
Jesus Cristo enquanto
ele estava na
carne; porque Jesus
podia estar com o
homem e não no homem, ao passo que o Espírito Santo não só está conosco, mas,
ainda mais do que isso, está em nós. Esta é uma das razões por que Jesus disse:
«Convém que eu vá.»
b) A
segunda lição que aprendemos é no tocante à relação -do Espírito Santo para com
o trabalho de Jesus. Ele vai edificando, e vai completando o estabelecimento do
reino de Deus na terra. Jesus fundou o reino de Deus, mas o Espírito Santo é
que vai levar avante a obra, até que ele seja estabelecido em cada coração. O
que Cristo «começou
a fazer e
a ensinar» o
Espírito Santo vai
completar. «Mas aquele
Consolador, o Espírito Santo,
que o Pai
enviará em meu
nome, esse vos
ensinará todas as
coisas, e vos
fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito» (João 14:26).
c)
A terceira lição
diz respeito à
relação do Espírito
Santo com o
mundo. Ele convencerá
o mundo do pecado, da justiça e do juízo:
«E, quando ele vier, convencerá o mundo do
pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim;
da justiça, porque
vou para o
Pai, e não me vereis
mais; e do
juízo, porque já
o príncipe deste mundo está julgado» (João 16:8-11). Se pararmos
um pouco para
considerar a condição
do mundo, e, também,
o que Cristo
já fez em seu
benefício, havemos de ver a razão desse trabalho do Espírito Santo de
convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo. O mundo estava perecendo no
pecado e, por causa do grande amor de Deus, Jesus Cristo veio e
ofereceu-se em sacrifício
para remi-lo do
pecado. O mundo,
porém, ignorava o triste estado
em que se achava; e por isso havia grande
necessidade de alguém que o convencesse não só da realidade do pecado,como também
da sua natureza
e das suas
conseqüências.
Além
disso, o mundo
precisava ser convencido também de que Cristo veio salvá-lo
do pecado. O Espírito Santo, em realizar este trabalho, naturalmente convence
também o mundo da justiça, da retidão e da santidade que Deus queria comunicar
ao homem. Isto é, havia grande necessidade de obrigar o mundo a reconhecer
que a justiça
de Deus era
a única que podia
ser aceita. O
apóstolo Paulo, escrevendo
aos filipenses, disse que não queria a sua própria justiça, senão aquela
que vem de Deus. «E seja achado nele, não
tendo a minha
justiça que vem
da lei, mas
a que vem
da fé em
Cristo, a saber,
a justiça que
vem deDeus pela fé» (Filipenses
3:9).
Era necessário
também que o
mundo fosse convencido do
juízo; porque, entre
o pecado e
a justiça, certamente há de haver
um juízo. Quem se não convence do pecado e do juízo será julgado de acordo com
o seu
modo de pensar
sobre este assunto.
O juízo de
Deus é não
só inevitável, como
infalível. No Evangelho segundo
João lemos as seguintes palavras: «Quem crê nele não é condenado, mas quem não
crê já está condenado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus»
(João 3:18).
Aquele,
então, que não crê no nome de Jesus Cristo, o Juiz, traz sobre si mesmo a
condenação certa; porém aquele que se
deixar persuadir da
verdade e crer
em Jesus não
entrará em condenação.
Assim disse o apóstolo Paulo, escrevendo aos romanos:
«Assim que agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que
não andam segundo a carne, mas segundo o espírito» (Romanos 8:1). Este juízo de
Deus é a base das
suas ações e
dele depende o
destino dos homens. Vemos,
portanto, neste trabalho
do Espírito Santo, uma
coisa que vai
até além do
que está descrito
no verso 16
do terceiro capítulo
do Evangelho de João.
Deus, além de
amar o mundo
e dar o seu Filho unigênito para
que todo aquele
que nele crê
não pereça, mas tenha
a vida eterna,
deu o seu
Espírito, para que o mundo
ficasse convencido do
pecado, da justiça e do juízo.
Tudo quanto era possível fazer para levar o homem ao arrependimento e à
salvação Deus já fez.
E é interessante
pensar como o
Espírito Santo tem
trabalhado em relação
ao mundo. Hoje, milhões
e milhões de pessoas já foram convencidas do pecado, da justiça e do
juízo, crêem e tem sido salvas em Jesus Cristo. A obra realizada pelo Espírito
Santo neste sentido é simplesmente extraordinária. O Espírito Santo
trabalha tão ativamente
hoje como em
qualquer época na
história deste mundo.
O mundo está-se convencendo do pecado, da necessidade
da justiça que vem de Deus, e da certeza de um juízo que traz, ao que não crê,
convicção da condenação. Quando Jesus expirou na cruz, poucas pessoas estavam
convencidas de que a salvação
vinha por meio
dele; hoje, porém,
numeram-se em milhões
e milhões os que
crêem no seu nome.
Tudo isso é
o resultado do
trabalho do Espírito
Santo convencendo o
mundo do pecado,
da justiça e do juízo.
3.3.
O Espírito Santo nos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas
Chegamos
agora ao período
de maior atividade
do Espírito Santo.
Não devemos, porém,
pensar que o Espírito
Santo não trabalhava
antes neste mundo.
Ele não era
estranho ao progresso
da humanidade e do
reino de Deus em qualquer época da história, O Espírito Santo, como já vimos
tem trabalhado ativamente desde o princípio da criação. Era ele mesmo que se
movia sobre a face das águas na manhã do primeiro dia da existência
do mundo. A
fé de Abraão,
o arrependimento de
Davi, a perseverança
de Jeremias e a
inspiração de Isaías são obras do Espírito Santo, assim como as maravilhas
operadas nas vidas de João e de Paulo. Em toda obra realizada por Deus em
qualquer época na vida do homem, lá havemos de encontrar o Espírito agindo.
«E repousará sobre
ele o Espírito do
Senhor, o espírito
de sabedoria e
de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o
espírito de conhecimento e de temor do Senhor. E o seu deleite será no temor
do Senhor; e não julgará
segundo a vista
dos seus olhos,
nem repreenderá segundo
o ouvir dos seus ouvidos» (Isaías 11:2,3).
A
diferença entre este período de atividade do Espírito Santo e os outros
períodos já mencionados acha-se no
fato de que
Cristo já havia
completado o seu
trabalho; já havia
preparado o caminho
para a vinda
do Espírito Santo. Jesus veio ao mundo, fundou o seu reino e voltou para
o Pai; de sorte que Deus podia enviar mais poderes para a continuação da obra
começada. Agora havia um Salvador, que deveria ser anunciado, um Cristo a ser
glorificado e uma salvação que deveria tornar-se uma realidade a todos os
corações. Jesus deixou tudo pronto
para as maiores
atividades de Deus
na salvação da
humanidade. Tudo estava encaminhado, e só restava executar o
grande plano de Deus na salvação consumada por Cristo. Foi no dia de Pentecostes
que esta personalidade
divina veio com
todos os seus
poderes maravilhosos para
habitar com a igreja de Jesus.
O dia de Pentecostes foi um grande passo dado
por Deus para a redenção do mundo. Pela vinda do Espírito Santo o reino de Deus
entrou no período de maiores atividades e de maior prosperidade. Considerado
sob certo ponto de vista, tudo quanto fora realizado antes era uma preparação para
a vinda gloriosa do Espírito Santo. No livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo
2, versos 1-7, temos a narrativa deste acontecimento. «E, cumprindo-se o dia de
Pentecostes, estavam todos
concordemente reunidos. E
de repente veio
do céu um som, como de um vento veemente e
impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por
eles línguas repartidas, como que de fogo, e pousaram sobre cada um deles. E
todos foram cheios do Espírito Santo,
e começaram a
falar noutras línguas,
conforme o Espírito
Santo lhes concedia
que falassem. E em
Jerusalém estavam habitando
judeus, varões religiosos, de
todas as nações
que estão debaixo do céu. E,
correndo aquela voz, ajuntou-se a multidão, e estava confusa, porque cada um os
ouvia falar na sua própria
língua. E todos
pasmavam e se maravilhavam, dizendo
uns aos outros: Pois
quê! não são galileus
todos esses homens
que estão falando? Como, pois,
os ouvimos cada
um na nossa
própria língua em que somos nascidos?»
Notemos, agora, três resultados imediatos da
vinda do Espírito Santo: 3.3.1. Dons. No momento em que receberam o Espírito
Santo, os discípulos começaram a falar em línguas estranhas. Convém notar
também que este acontecimento do dia de Pentecostes foi acompanhado de outras
manifestações do mundo material.
3.3.2. Poder do
alto. O segundo
resultado foi o
poder extraordinário vindo
do céu. Pela
pregação dos apóstolos,
converteram-se nesse dia quase três mil pessoas!
3.3.3. União. O
Espírito Santo estabeleceu
a união entre os
crentes, porque foi
nesse dia que
começou a formar-se no mundo,
de uma maneira
especial, a igreja
de Jesus Cristo
como um corpo.
«Porque assim como o corpo é um,
e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim
é Cristo também. Porque
todos nós fomos
também batizados em
um Espírito para
um corpo, quer
judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de
um Espírito» (1 Coríntios 12:12, 13).
Devido
às condições espirituais
em que se
achavam os discípulos,
a vinda do
Espírito Santo foi acompanhada de muitos sinais visíveis:
Maravilhas línguas,fogo, etc.
Porém, à proporção
que os homens
se tornavam mais
espirituais, iam
desaparecendo também os sinais visíveis
no mundo material.
Essas coisas serviam
para convencer os apóstolos
da realidade da
presença do Espírito
Santo. Eram coisas
passageiras e, naturalmente,
passaram com o decurso do tempo. Nos tempos atuais, nenhuma razão há
para ligar aqueles sinais exteriores com a presença do Espírito Santo.
4.
PECULIARIDADES
Consideremos agora duas peculiaridades em
relação ao Espírito Santo.
Desde
o dia de
Pentecostes até o
dia da visão
de Pedro e
da sua pregação
a Cornélio, havia sempre
certo intervalo entre a hora de crer e a hora de receber o Espírito
Santo. «Mas, como creram em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus e
do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. E creu até o
mesmo Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os
sinais que se faziam, estava atônito. Os apóstolos, pois, que estavam em
Jerusalém, ouvindo que Samária recebera a palavra de Deus, enviaram-lhes
Pedro e João.
Os quais, tendo
descido, oraram por
eles, para que
recebessem o Espírito Santo.
(Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em
nome do Senhor Jesus)» (Atos
8:12- 17). «E
Ananias foi, e
entrou na casa,
e, impondo-lhe as
mãos, disse: Irmão Saulo,
o Senhor Jesus,
que te apareceu
no caminho por
onde vinhas, me
enviou, para que
tornes a ver e
sejas cheio (10
Espírito Santo. E
logo lhe caíram
dos olhos como
que umas escamas,
e recebeu logo
avista; e, levantando-se, foi batizado (Atos 9:17, 18). E digno de nossa
atenção também o fato de que o Espírito Santo só veio quando os discípulos
impuseram as mãos. Porém,
do capítulo 10
em diante, neste
mesmo livro, o
Espírito Santo começou a
descer sobre todos sem a
imposição das mãos de quem quer que fosse. Parece que temos aqui duas épocas
distintas em relação ao Espírito
Santo, e mais
particularmente em relação
à sua vinda
sobre os crentes.
Os primeiros nove capítulos do
livro dos Atos dos Apóstolos abrangem o primeiro período, e o segundo período é
o que vai do capítulo 10 em diante.
Relatando
o apóstolo Pedro,
perante a igreja
em Jerusalém, as
maravilhas que Deus
havia operado pela pregação
do evangelho entre
os gentios, disse
que, em certa reunião,
apenas começara a
falar, o Espírito Santo desceu sobre os ouvintes assim
como havia descido sobre os próprios apóstolos. «E, quando comecei a falar,
caiu sobre eles
o Espírito Santo,
como também sobre
nós ao princípio»
(Atos 11:15). E,
desde aquela data em diante, o Espírito Santo não só regenera, mas
habita com os crentes e nos crentes. «Ou não sabeis que o nosso corpo é o
templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes de Deus e que não
sois de
vós mesmos?» (1
Coríntios6: 19). Paulo
fala dessa maneira,
não obstante as
irregularidades doscrentes da
igreja em Corinto, como vemos das
seguintes palavras dirigidas àquela igreja: «Porque de vós, irmãos meus, me foi
notificado, pelos da família de Cloé, que há também contendas entre vós. E digo
isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e
eu de Cristo» (1 Coríntios 1:11, 12). «E eu, irmãos, não vos pude falar como a
espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei,
e não com manjar, os que ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis,
porque ainda sois carnais:
pois, havendo entre
vós inveja, contendas
e dissensões, não
sois porventura carnais,
e não andais segundo
os homens? Porque,
dizendo um: Eu sou de
Paulo; e outro:
eu de Apolo,
porventura não sois carnais?»
(1 Coríntios 3:1-4).
Ainda uma passagem
que põe a
claro as tristíssimas
condições espirituais da igreja em Corinto é a que se encontra em 1
Coríntios 5:1.
Não
obstante tudo isso,
o apóstolo Paulo
escreve àqueles crentes,
dizendo que eles
eram o templo
do Espírito Santo. E
é mesmo neste
fato que fundamenta
as suas exortações,
pedindo àqueles irmãos
que evitassem tais coisas.
Sobre este assunto
temos duas passagens,
muito interessantes: «Porque
não recebestes o espírito
de escravidão, para
outra vez estardes
em temor, porém
recebestes o espírito
de adoção de filhos, pelo qual chamamos: Aba Pai. O mesmo espírito
testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus» (Romanos 8:15, 16).
«E, porque sois filhos, Deus envia aos vossos corações o Espírito do seu Filho,
que clama: Aba, Pai» (Gálatas 4:6).
Estas
duas passagens estabelecem claramente que o Espírito Santo habita no crente,
não obstante as muitas irregularidades da sua vida. Convém notar, porém, que
essas irregularidades são incompatíveis com a vida de uma pessoa em quem habita
o Espírito Santo de Deus.
Ë uma
verdade muito importante
esta que, aquele que crê em Jesus
e o recebe, recebe também o
Espírito Santo. A condição essencial hoje para receber o Espírito Santo
é a de ser verdadeiro crente em Jesus Cristo. «Só quisera saber isto de vós:
recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão
insensatos, que, tendo
começado pelo Espírito,
acabeis agora pela
carne?» (Gálatas 3:2,
3). «E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no
qual estais selados para o dia da redenção» (Efésios 4:30). «Quem crê em
mim, como diz a Escritura,
rios dágua manarão
do seu ventre.
E isto disse
ele do Espírito
que haviam de receber
os que nele cressem;
porque o Espírito
Santo ainda não
fora dado, porque
ainda Jesusnão tinha sido glorificado» (João 7:38, 39).
Devemos, porém, notar que o homem que é crente
pode ter já recebido o Espírito Santo e o Espírito Santo pode já
estar habitando nele,
sem, contudo, estar
cheio do Espírito
Santo. Há grande
diferença entre o receber-se o Espírito Santo quando se crê e
o ficar cheio do Espírito Santo; ou, em outras palavras, deixar-se influenciar
pelo Espírito Santo,
entregando-se inteiramente à sua direção.
O Espírito Santo
não pode habitar em nós sem
ter em suas
mãos a direção
da nossa vida.
O que devemos
fazer então é nos
entregarmos inteiramente à sua direção. O Espírito Santo não é como uma pessoa
que nos visita em nossa casa,
porque ele faz parte da
família, é o
chefe da casa.
E uma Pessoa
que deve percorrer
a casa inteira e tudo
deve ser entregue
à sua direção.
Ele deve encher
a casa toda
com a sua
presença, porque, se
há um crente poderoso, este é o
crente cheio do Espírito Santo. Esta é uma grande necessidade de cada crente em
Jesus Cristo: encher-se
do Espírito Santo.
«E, cumprindo-se o dia de
Pentecostes, estavam todos concordemente reunidos. E de repente
veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, que encheu toda
a casa em
que estavam assentados.
E foram vistas
por eles línguas
repartidas, como que de
fogo, e
pousaram sobre cada
um deles. E
todos foram cheios
do Espírito Santo,
e começaram a
falar noutras línguas, conforme
o Espírito Santo
lhes concedia que
falassem» (Atos 2:1-4).
«E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam
reunidos; e falavam com ousadia a palavra de Deus» (Atos 4:31).
No
dia em que
aceitamos a Cristo
como nosso Salvador
recebemos também o
Espírito Santo, ficamos batizados e selados nele. Há, porém,
além disso, mais um passo a dar, e este é o de irmo-nos entregando, cada dia,
cada vez mais, à direção
do Espírito Santo,
até que fiquemos
completamente cheios dele.
Este êxito, às vezes, é demorado, mas pode ser também instantâneo. Seja
como for, desta ou daquela maneira, o dever do crente é entregar-se ao Espírito
Santo para fazer o trabalho de Deus neste mundo e ser-lhe fiel até a morte.
Sem
dúvida alguma, Jesus é
o Salvador da
nossa alma, mas é
o Espírito Santo
que nos livra de
uma vida infrutífera e inútil. A
maior necessidade daquele que crê é entregar-se ao Espírito Santo e ficar cheio
dele, para que a sua vida não seja infrutífera.
TEOLOGIA SISTEMÁTICA
B. LANGSTON
Cristologia
Antonio Gilberto
A Palavra de Deus alerta, em Rom anos 1.23-26,
quanto a mudanças indevidas e seus resultados funestos para a igreja. Daniel
menciona “mudanças” como uma das características do tempo do Anticristo. Essas
mudanças são muitas e injustificáveis, como a teologia da libertação, o culto
da prosperidade, além de um elevado número de fatos e eventos registrados na
Bíblia transformados em doutrina pelos falsos mestres.
Em 2 Coríntios 4.2, lemos sobre o perigo da
falsificação da Palavra de Deus e o que devemos fazer para não sermos
enganados: “antes, rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam, não
andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim recomendamos à
consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade”.
Há um padrão bíblico para a igreja (2T m 1.13; H b 8.5). E os que a edificam
devem atentar para o que está escrito em I Coríntios 3.10: “Segundo a graça de
Deus que foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica
sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele”, pois a obra de cada um se
manifestará (v. 13). Cuidado, os edificadores da igreja; os que fazem discípulos
para o Senhor (M t 28.19).
Existem quatorze palavras-chaves — ou frases —
, em Atos 2, que marcaram o primeiro Pentecostes, indicando fatos que devem
acompanhar a verdadeira ação do Espírito Santo através dos tempos:
“Pentecostes” (v.I); “todos” (vv. 1,4,17,21,39,43,44); “reunidos” (v.I); “céu”
(v.2); “som” (v.2); “vento” (v.2); “casa” (v.2); “línguas” (v.3); “fogo” (v.3);
“cheios” (v.4); “nações” (v.5); “zombaria” (v. 13); “Pedro” (v. 14); e “Palavra
de Deus” (vv. 16-36).
Meditemos, pois, nessas palavras, tendo em
mente o contexto do primeiro derramamento pentecostal, e comparemos isso com o
que ora ocorre em nosso meio.
O significado de Pentecostes. Em Levítico 23,
Deus estabeleceu sete festas sagradas para Israel observar, as quais
prefiguravam, de antemão, todo o curso da história da igreja. Essas festas
sagradas falam também do caráter alegre que caracterizaria a igreja, pois festa
pressupõe alegria. E Jesus sempre foi um homem alegre, apesar de viver à sombra
da horrenda cruz!
Das sete festas sagradas de Israel, a quarta
era a de Pentecostes (Lv 23.15,16), também chamada de Festa das Semanas (D t
16.10) e Festa das Colheitas (Ex 23.16). A Festa de Pentecostes ocorria no
terceiro mês, Sivã, e durava um dia — dia 6 de Sivã, mês que corresponde mais ou
menos ao nosso junho. A Festa de Pentecostes era precedida de três outras
festas conjuntas: Páscoa: 14 de Abibe (um dia); Pães Asmos: de 15 a 22 de Abibe
(sete dias); Primícias: 16 de Abibe (um dia). As três levavam oito dias e eram
celebradas no mês de Abibe, o primeiro do calendário sagrado de Israel. O
primeiro mês do calendário civil eraTisri, que corresponde mais ou menos ao
nosso outubro.
Três outras festas seguiam o Pentecostes:
Trombetas: em I o de Tisri (um dia); Tisri era o início do ano civil de Israel;
Expiação: em 10 deTisri (um dia), “o grande dia da Expiação”; e Tabernáculos:
de 15 a 21 deTisri (sete dias). Essas três últimas festas eram todas celebradas
num mesmo mês (Tisri).
Pentecostes era a festa central das sete que o
Senhor determinou para Israel observar, conforme Levítico 23. Ou seja, eram
realizadas três festas antes de Pentecostes, e três, depots (3 + 1 + 3 ). Isso
fala da importância do batismo com o Espírito Santo para a igreja, e do
equilíbrio espiritual que resulta dele.
Ninguém sabe, ao certo, o dia do Natal de
Cristo, nem o da sua morte, porém todos sabem o dia da sua ressurreição
(primeiro dia da semana), bem como o dia de Pentecostes (qüinquagésimo dia após
as Primícias). Depois das Primicias, contavam-se sete semanas, vindo a seguir o
dia de Pentecostes (7x7 semanas+I dia=50 dias). Há, pois, uma profecia típica
na Festa de Pentecostes, que falava da ressurreição de Cristo (Lv 23.15; I Co
15.20). Isso mostra também que sem Páscoa — isto é, o Cordeiro de Deus morto e
ressurreto — não teríamos Pentecostes!
Mas faz-se necessário explicar a profecia
típica da Festa de Pentecostes. N a festa das Primícias era movido perante o
Senhor um molho (um feixe) de espigas de trigo (Lv 23.10,11). Na Festa de
Pentecostes eram movidos perante o Senhor dois pães de trigo (Lv 23.15-17).
Isso falava da igreja, que seria composta de judeus e gentios — formando um só
corpo, o Corpo de Cristo (E f 2.14; Jo 11.52). Quanto ao feixe de espigas, isso
fala de união, mas os pães vão além: representam unidade (E f 4.3). Num a
espiga, como é fácil verificar, os grãos estão presos a ela, mas distintos uns
dos outros.
Comparemos o trigo de Josué 5.10-12 com o de
João 12.24. Num feixe de espigas, os grãos estão simplesmente presos à espiga, mas
distintos uns dos outros. Num pão é diferente: o trigo é o mesmo, enquanto os
grãos passaram por um multiforme processo, formando agora um todo — um corpo
único. O derramamento pentecostal fez isso na formação da igreja, conforme
lemos em Atos 2, e quer continuar fazendo o mesmo hoje.
Todos reunidos. As palavras “to d o ” e “todos”
aparecem diversas vezes em Atos, especialmente no capítulo 2 (vv.
1,4,17,21,39,43,44). Como o vocábulo “todos” é inclusivo, todos os salvos são
candidatos ao batismo com o Espírito Santo. Observe, contudo, que a salvação
não é o batismo com o Espírito Santo; este deve seguir-se à salvação. Os
discípulos do Senhor, juntamente com as mulheres — Maria e outras (At 1.13,14)
— já eram salvos antes do dia de Pentecostes.
A Palavra de Deus elimina qualquer dúvida nesse
sentido. Em Atos 2.38,39, fica claro que o batismo com o Espírito Santo é
destinado a pessoas salvas, membros do corpo de Cristo. Retrocedendo um pouco
na leitura, vemos a ênfase: “sobre meus servos e minhas servas” (v. 18). E
Paulo perguntou aos varões de Éfeso: “Recebestes vós já o Espírito Santo quanto
crestes?” (At 19.2), numa demonstração de que o revestimento de poder é
subseqüente à experiência do novo nascimento. Por isso, Jesus salientou que o
mundo não pode receber o Espírito de Deus (Jo 14.17).
Em Atos
2.1, está escrito: “Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos
no mesmo lugar”. Isso indica não somente união, mas unidade no Espírito Santo
(cf. v.4). Acabaram-se as discordâncias, as contendas, as divergências pessoais
em torno das coisas de Deus, e todos estavam ali, juntos, reunidos.
Mentalizemos, pois, João, Pedro, Tomé, unidos...
Um som vindo do céu. N o dia do prometido
derramamento de poder celestial, a Palavra de Deus diz que veio do céu um som
como de um vento (At 2.2). O que está ocorrendo atualmente em sua vida, em sua
igreja, em seu movimento religioso? Isso tudo vem mesmo do céu? Ou vem
simplesmente dos homens? Leia Jeremias 17.9. Ou vem do astuto Enganador? Ê
importante que reflitamos sobre a origem daquilo que sentimos. O verdadeiro
revestimento de poder do Espírito vem do Alto (Lc 24.49; At 11.15), mas a
Palavra de Deus nos alerta quanto a “outro espírito” (2 Co II.4 ).
Observemos que o Espírito Santo veio
primeiramente como um som. Um som para despertar os dormentes; para acordar do
sono espiritual. Um som para alertar de perigo; para avisar. Um som para
convocar para o trabalho; para reunir (I Co 14.8). U m som para a igreja louvar
a Deus, com “música de Deus” (I Cr 16.42; Cl 3.16). O som que veio do céu era
como de um vento. Isto é, não houve vento natural de fato, e sim algo
semelhante a seus efeitos sonoros, circundantes e propulsores. O que isso
representa?
1 ) 0 vento fala de força impulsora, como nas
velas dos barcos, nos moinhos, etc.
2) O vento separa a palha do grão (SI 1.4; M t
3.12); o leve do pesado.
3) O vento move e movimenta água, árvores.
4) O vento fertiliza, levando o pólen, a vida
(Cl 4.16; Jo 3.5,8).
5) O vento limpa árvores, campos, etc.
6) O vento não tem cor: favoritismo,
individualismo, discriminação.
7) O
vento não pertence a um clima único; é universal.
8) O vento move-se continuamente (cf. Ec 1.6;
Gn 1.2).
9) O vento não tem cheiro, mas espalha perfume;
aqui é importante refletir sobre o papel do Altar do Incenso, no Tabernáculo.
Ver também 2 Coríntios 2.14,15.
10) O vento, quando se move, é infalivelmente
sentido, notado.
11) O
vento refresca e suaviza no calor.
12) O vento — o ar — alimenta e vivifica
(pulmões, a vida orgânica).
Em Ezequiel 37.8-10, naquela visão que Deus deu
ao profeta sobre um vale de ossos secos, vemos nos corpos: ossos, nervos,
carne, pele, mas não vida, até que o Espírito assoprou sobre eles. Aleluia! H á
muitos crentes por aí que têm de sobra “ossos, nervos, carne e pele”, porém
falta-lhes a vida abundante do Espírito.
13) O vento é misterioso (Jo 3.8). Cabe aqui um
aviso: devemos ter cuidado com as falsificações, isto é, os ventos nocivos, que
não provém do Espírito de Deus (M t 7.25; E f 4.14).
A casa ficou cheia. O som como de um vento
veemente e impetuoso encheu toda a casa (At 2.2). Aquele primeiro derramamento
do Espírito ocorreu numa residência, numa casa de família. Isso leva-nos a
refletir sobre o importante papel da família cristã cheia do Espírito Santo,
para a igreja.
A família, como primeira instituição divina na
terra, foi o meio pelo qual Deus iniciou o ciclo da história humana. Foi por
meio dela, ainda, que Ele fundou a nação que traria o Messias ao mundo. E, por
fim, o Senhor serviu-se de uma família para que dela nascesse o Messias. E
devido a grande importância que a família tem para todos e para tudo na face da
terra que o Inimigo — com todas as suas hostes — luta para destruí-la,
inclusive dentro da igreja. Mas observemos como Deus cuida da família:
1) Em Atos 2.17, vemos que todos os membros da
família estão incluídos na prom essa pentecostal: “vossos filhos e vossas
filhas, vossos jovens e vossos velhos”.
2) Antes de julgar o mundo com um dilúvio, Deus
proveu salvação para Noé e toda a sua família (Gn 6.18). 3) Em Exodo 12.3,4,
vemos que o Senhor instruiu cada família a tomar um cordeiro para si. Na noite
em que Ele julgou os egípcios, os israelitas foram milagrosamente salvos pelo
sangue do cordeiro.
4) N a
expressão “serás salvo tu e tua casa” (At 16.31) vemos a promessa de Deus para
os chefes de família.
Línguas
como que de fogo. O texto de Atos 2.3 mostra que línguas como que de fogo foram
repartidas. O verdadeiro Pentecostes tem algo para se ouvir do céu ( “veio do
céu um som”); para se ver do céu (“foram vistas por eles línguas”); e para
repartir, também vindo do céu (“línguas repartidas”).
Línguas estranhas seguem-se ao derramamento do
Espírito; não o precede — “Foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar
noutras línguas” (At 2.4). Línguas, no derramamento pentecostal, indicam o
evangelho falado, pregado, cantado, comunicado. Porém, são línguas “como que de
fogo”, e não língua de flores.
Vários dons do Espírito Santo são exercidos
através da língua, da fala. Deus usou as línguas estranhas como sinal externo
do batismo com o Espírito Santo, para demonstrar sua inteira posse e controle
da nossa língua, ao batizar-nos (Tg 3.8). Mediante a comparação dos textos de
Atos 2.4, 10.44-46 e I I. 15, vemos, pela lei da primeira referência, que as
línguas estranhas são a evidência física inicial do batismo com o Espírito
Santo.
As línguas estranhas são apresentadas, também,
como um dos dons do Espírito Santo (I Co 12.10,30). Quando comparamos as
passagens de Atos 2.17 e 19.6, vemos que os dons espirituais podem ser
concedidos por Deus no momento do batismo com o Espírito. Como foi o seu
batismo? Como você foi ensinado sobre essas coisas da Bíblia?
Essas línguas são “como que de fogo”, isto é,
fogo sobrenatural, celestial, e não fogo estranho. Vejamos a aplicação
espiritual desse ״fogo do céu”:
1) O fogo alastra-se, comunica-se.
2) O fogo purifica. Contra a impureza
espiritual, a principal força é o Espírito Santo.
3) O fogo ilumina. E o saber; o conhecimento
das coisas de Deus.
4) O fogo aquece. A igreja é o corpo de Cristo.
Todo corpo vivo é quente.
5) O fogo, para queimar bem, depende muito da
madeira; se é boa ou ruim.
6) O fogo tanto estira o ferro duro, como a
roupa macia.
7) Foi o
fogo do céu que fez do Templo de Salomão a Casa de Deus (2 Cr 7.1; I Co 3.16).
“Quem
nasce sob o fogo não esmorece sob o sol”.
Cheios do Espirito Santo. A caixa dágua, quanto
mais cheia e mais alta, mas pressão e peso tem! Observe que, no dia de
Pentecostes, não somente os crentes foram cheios, mas também o ambiente: a casa
(At 2.2). Os símbolos e figuras manifestos ali falam de poder, como fogo e
vento. Cheios do Espírito, usufruímos o poder, a energia e a força, mesmo não
sabendo definir plenamente essas gloriosas manifestações do Espírito (cf. Jo
3.8).
As nações. No dia de Pentecostes, vemos que as
nações estavam presentes (At 2.5). Jesus já havia feito a declaração sobre
isso, em Atos 1.8. E aqui devemos refletir sobre evangelização e missões (Mc
16.15), obras que devemos fazer impulsionados pelo poder do Espírito Santo. Não
há como negar aqui a realidade de que o verdadeiro movimento pentecostal terá
de ser um movimento missionário, nacional e mundial!
O
verdadeiro movimento pentecostal, missionário, ora pelas missões; contribui
para as missões; promove as missões! E um movimento que vai ao campo
missionário. A igreja que não evangeliza, muito breve deixará de ser
evangélica. Por isso, devemos encarar com amor e responsabilidade, sob a
orientação do Espírito, a obra da evangelização à nossa volta, levando sempre
em conta o fenômeno da transculturação relacionado com Missões.
A pregação da Palavra de Deus. Diante da
manifestação do Espírito de Deus no dia de Pentecostes, muitos zombaram,
dizendo: “Estão cheios de mosto” (At 2.13). Esses zombadores não eram pessoas
ímpias, e sim religiosas.
Hoje não
acontece a mesma coisa? H á muitos zombadores e críticos religiosos. A Palavra
de Deus afirma que, no último tempo haveria escarnecedores (Jd v. 18). E,
quando não aparece um Judas Iscariotes do lado de dentro da igreja, surge um
Pilatos do lado de fora, ainda se defendendo (M t 27.24). Não obstante, devemos
continuar a fazer, como Jesus, a obra que Deus nos confiou, pois sempre haverá
críticos e zombadores.
Pedro, então, cheio do Espírito Santo, pôs-se
em pé e, além de dar uma resposta aos zombeteiros, pregou a Palavra de Deus (At
2.14,15). Reflitamos sobre este homem de Deus. Quem era Pedro antes do
Pentecostes? Depois daquele dia em que o poder do Espírito desceu sobre ele,
nunca mais foi o mesmo! Daí para a frente ele jamais mudou (I Pe I.I-5 ; 2,4).
A teologia modernista, liberalista e
especulativa está permeando o mundo. Que, à semelhança de Pedro, coloquemo-nos
em pé e, pelo poder do Espírito, respondamos às suas críticas infundadas,
pregando o evangelho. Qual foi, então, a resposta de Pedro? Ele disse: “isto é
o que foi dito pelo profeta Joel”. Observemos que a primeira pregação da igreja
foi pura exposição da Palavra de Deus (At 2.16-36).
Nossos ministério e congregação experimentam um
abundante e poderoso ministério da Palavra? E a pregação e o ensino pentecostal
devem ter “endereço” certo: o coração do ouvinte — “E, ouvindo eles isto,
compungiram-se em seu coração” (At 2.37).
Há atualmente um esvaziamento da Palavra de
Deus no púlpito de inúmeras igrejas. O tempo que deveria ser da Palavra do
Senhor é ocupado por música e canto profissionais — não o genuíno louvor — e
atividades sociais, restando alguns minutos para a pregação da Palavra de Deus.
Daí o elevado número de “retardados espirituais” nessas igrejas. Como está a
sua igreja, em particular?
E preciso vigilância com os chamados hinos
especiais duplos e triplos de cantores, conjuntos e corais. Vemos, em Exodo
30.34-38 e 2 Crônicas 29.27, como são necessários equilíbrio e dosagem na
adoração a Deus. Considere, aqui, o texto de I Coríntios 14.40 à luz da
expressão “porão em ordem”, relacionada com o holocausto ao Senhor (Lv
1.7,8,12)
Como manter 0 poder do Espirito. Há algumas
coisas que ocorreram no primeiro Pentecostes que trazem à tona as condições da
nossa parte para usufruirmos o verdadeiro poder pentecostal em nossos dias:
1) Obediência à vontade do Senhor (Lc 24.49; At
1.12-14). A desobediência é um entrave à operação divina em nossa vida (At
5.32).
2) União e unidade entre os crentes (At L I 4;
2.1; E f 4.3). Imaginemos João, Pedro, Tomé e outros, em conjunto com as
mulheres, com as suas diferenças, todos reunidos...
3) Oração perseverante e unânime (At I.I4 ).
Mas, além de valorizarmos tais condições, que
possibilitam o usufruto do poder do Espírito, não podemos ignorar a importância
de o conservarmos. N a Lei havia apagador de fogo (Ex 25.38), mas na Graça, não
(M t 12.20; I Ts 5.19)! Nesta última referência, a mensagem para nós é clara:
“Não apagueis o Espírito” (ARA), como temos enfatizado ao longo desta obra.
A conservação do poder do Espírito Santo vem
pela constante renovação espiritual do crente. Em Tito 3.5 está escrito que a
regeneração é seguida da renovação (cf. At 4.8,31; 6.5; 7.55; 11.24; 13.9,52;
Rm 12.2; 2 Co 4.16; E f 4.23; 5.18; Cl 3.10). A vida espiritual renovada também
recebe destaque no livro de Salmos (92.10; 103.5; 104.30; 1
19.25,37,40,50,88,93,97,154,156,159). Se não atentarmos para a necessidade da
contínua renovação espiritual, corremos o risco de “terminar na carne” (G1
3.3).
Pneumatologia
— a Doutrina do Espírito Santo
A Bíblia Sagrada foi integralmente redigida sob a inspiração do Espírito Santo. Em ambos os Testamentos, Sua presença é efetiva e real, mas, no Novo Testamento, ela é apresentada com maior clareza.



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