TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Isaías 44.1-8
1 1 - Agora, pois, ouve, ó Jacó, servo
meu, e tu, ó Israel, a quem escolhi.
2 - Assim diz o
SENHOR que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajudará: Não temas, ó
Jacó, servo meu, e tu, Jesurum, a quem escolhi.
3 -
Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; der-ramarei
o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus
descendentes.
4 - E brotarão entre a erva, como
salgueiros junto aos ribeiros das águas.
5 - Este dirá: Eu sou do SENHOR; e aquele
se chamará do nome de Jacó; e aquele outro escreverá com a mâo: Eu sou do
SENHOR; e por sobrenome tomará o nome de Israel.
6 - Assim diz o SENHOR, Rei de Israel e
seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e
fora de mim não há Deus.
7 -
E quem chamará como eu, e anunciará isso, e o porá em ordem perante mim, desde
que ordenei um povo eterno? Este que anuncie as coisas futuras e as que ainda
hão de vir.
8 - Não vos assombreis, nem temais;
porventura, desde então, não vo-lo fiz ouvir e não vo-lo anunciei? Porque vós
sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não! Não há outra Rocha
que eu conheça.
TEXTO
ÁUREO
Sim,
fizeram o seu coração duro como diamante,
para
que não ouvissem a lei, nem as palavras que o SENHOR
dos
Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante
os
profetas precedentes; donde veio a grande
ira
do SENHOR dos Exércitos.
Zacarias
7.12
OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o
aluno deverá:
• compreender que o Espírito
Santo atuou por todo o Antigo Testamento;
• entender que nem sempre Sua ação é visível,
clara, explícita e perceptível, mas, apesar disso, o Espirito Santo nunca
deixou de colaborar com Deus;
• perceber que o Espírito Santo
teve um papel fundamental no plano de Deus e que Ele foi anunciado desde os
tempos mais longínquos.
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, a educação cristã não deve ser entendida
apenas como uma necessidade. Ela vai muito além, pois transforma e lapida
caráter, costumes, hábitos e virtudes, e deve tornar-se uma condição de
existência, um estilo de vida. Se utilizada em sua acepção mais completa, a
educação cristã abrange o homem como um todo e, assim, conduze-o à maturidade
no que tange às suas faculdades físicas, morais, intelectuais e espirituais. O
Senhor disse a Abraão: Anda em minha presença e sê perfeito (Gn 17.1c). Ninguém
pode, entretanto, chegar à perfeição. O que o Senhor disse ao patriarca Abraão
foi que há uma meta a ser alcançada, e esta se refere ao desenvolvimento até
atingir a maturidade (Extraído de: CHAVES, G. V. Educação Cristã — Uma Jornada
Para Toda Vida. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2012, p. 22).
Deus o abençoe!
COMENTÁRIO
Palavra introdutória
A Bíblia possui diversos tipos de
literatura (história, poesia, profecia, epístolas etc.) e foi escrita por diferentes
pessoas em épocas distintas. Apesar disso, cremos que ela é completamente
inspirada pelo Espírito Santo, ou seja, acreditamos fielmente em que o Espírito
guiou e iluminou os autores durante os relatos dos acontecimentos, independentemente
do tempo ou do local onde estavam.
Vimos bem rapidamente, em lições anteriores,
algumas citações e algumas referências ao Espírito Santo no Antigo Testamento.
Agora, no entanto, traremos uma perspectiva mais panorâmica dentro desse tema. A presença do Espírito Santo de Gênesis a Apocalipse é
real, e não temos dúvidas de que Ele age em parceria com Deus desde a
eternidade.
Não estudaremos livro por livro do Antigo
Testamento. Manteremos, para fins didáticos, as seguintes divisões: Pentateuco,
Livros Históricos, Livros Poéticos e Livros Proféticos.
1 1 . O ESPÍRITO SANTO NO PENTATEUCO

1.1. Em Gênesis
Em Gênesis, lemos que o Espírito de Deus atuou
principalmente na criação do universo: e o Espírito
de Deus se movia sobre a face das águas (Gn 1.2). A fé cristã começa com
a confissão de que Deus é o Criador dos céus e da terra. Na perspectiva cristã,
as primeiras histórias de Gênesis estabeleceram o palco para o desenrolar do
drama redentor narrado na Bíblia. A cena final
desse drama é retratada em Apocalipse, o último livro da Bíblia. O escritor
visionário do Apocalipse antevê que, assim como houve um início do mundo, no
qual Deus trouxe à existência os céus e a terra, haverá um novo começo — um
novo céu e uma nova terra (VARUGHESE, Central Gospel, 2012, p. 71).
1.2.
Em Êxodo
O Livro de Êxodo é fundamental
tanto para a teologia judaica como para a teologia cristã. Ele ilustra como
Deus é o Remidor da injustiça, do pecado e da opressão e, portanto, serve como
paradigma para todas as redenções futuras. Êxodo nos ensina que Deus é soberano
sobre Sua criação e que os seres humanos não podem desacatar Sua vontade nem
limitar Seus propósitos.
Em Êxodo, o Espírito Santo aparece como
especial cooperador dos propósitos divinos (Êx 31.1-11), capacitando pessoas,
por exemplo, na construção do tabernáculo, que representava a maneira como Deus
habitaria entre o Seu povo e como a comunhão da nação com Ele deveria ser
restaurada depois do pecado. O tabernáculo deveria
ser criado exatamente de acordo com as especificações divinas, uma vez que ali
seria o lugar onde Deus habitaria entre o Seu povo (Ex 25.8) (HINDSON; VATES,
Central Gospel, 2014, p. 73).
1.2. Em Levítico
Não vemos expressamente escrito o termo
Espírito Santo nas páginas de Levítico, contudo, sabemos que esse livro trata
da santidade (Lv 19.2). Ele tem como contexto a caminhada do povo de Deus até
Canaã, a Terra Prometida. Após o êxodo, o Senhor
continuou guiando os israelitas e estabeleceu regras para que eles pudessem
servi-lo devidamente.
Santidade significa separado
(consagrado). Então, era isso o que Deus estava fazendo com o povo que havia
tirado do Egito, Ele estava ensinando-o que era preciso abandonar os costumes e
os hábitos pecaminosos: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e
dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo (Lv 19.2).
Quando Pedro estava exortando o
povo do seu tempo à santidade, ele disse: mas, como é santo aquele que vos chamou,
sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito
está: Sede santos, porque eu sou santo (1 Pe 1.15,16).
A genuína santificação não é possível sem o
Espírito Santo. Ele é Deus, é parte da Trindade e estava presente, ainda que
não manifestamente, ajudando aquele povo a seguir seu caminho em santidade.
1.3. Em Números e Deuteronômio
Números dedica seis capítulos (5-10) a
instruções sobre a santificação do povo, depois que
a primeira geração de israelitas recém-liberta do Egito perdeu o direito à
Terra Prometida devido ao pecado. Também, nesse livro, vemos a ação
colaborativa do Espírito na capacitação de homens para o ministério, como vemos
no exemplo de Josué, o qual continuaria o trabalho
de Moisés na conduçâo do povo a Canaã: Toma para ti a Josué, filho de Num,
homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre
ele (Nm 27.18). A teologia de Deuteronõmio
enfatiza a entrega da Lei como um ato da graça de Deus para que Israel estabelecesse
uma comunidade de aliança marcada por retidão espiritual e justiça social.
Nesse livro, lemos o relato de que Moisés passou definitivamente sua liderança
a Josué. Como em Números, Deuteronômio ratifica que Josué estava cheio
do espírito de sabedoria. A tarefa era árdua e o povo tinha um coração duro.
Somente o Espírito de Deus poderia ajudá-lo a cumprir os planos divinos
(HINDSON; 2014, p. 98,108).
2.O
ESPÍRITO SANTO NOS LIVROS HISTÓRICOS
Os 12 livros que compõem os livros históricos
do Antigo Testamento oferecem um rico tesouro de informações sobre os líderes
de Israel: juízes, reis, sacerdotes e profetas. Eles também abrem uma janela
para a vida cotidiana do povo: sua cultura, seus
costumes, suas crenças, suas práticas, seus sucessos e seus fracassos. Por
causa das informações registradas nesses livros, sabe-se mais sobre a vida no
antigo Israel do que a respeito de qualquer um de seus vizinhos do Oriente
Médio.
Os temas dos livros históricos giram em torno
da atividade divina de chamar, escolher, punir, redimir e usar a nação de
Israel como povo da aliança para cumprir Seus propósitos globais. Nesse sentido, os livros não apenas contam a história da
nação e do povo de Israel, mas também a história maior da graça redentora de
Deus para com todos os povos (por exem-plo: Raabe, a cananeia; Rute, a moabita;
Naamã, o sírio). Em cada livro, as promessas da aliança de Deus são expressas
em termos de bênção, julgamento, perdão, restauração e preser-vação (HINDSON;
YATES, Central Gospel, 2014, p. 111).
Nesses livros, a obra do Espírito Santo se
vincula principalmente à vida dos profetas e dos reis. Por exemplo: o Espírito
agiu na vida dos profetas Elias e Eliseu (1 Rs 18.12; 2 Rs 2.9,16); o Espírito
entrou em Amasai para animar o rei Davi e lhe dar forças diante das
dificuldades (1 Cr 12.18); o Espírito revestiu Zacarias, filho do sacerdote
Joiada, a fim de advertir o rei Joás da sua idolatria (2 Cr 24.20).
3.
O ESPÍRITO SANTO NOS LIVROS POÉTICOS
Os hebreus eram um povo criativo. A poesia e a música
estavam intimamente interligadas e faziam parte de todos os aspectos
preeminentes da vida doméstica e social. Elas não somente eram parte importante
de casamentos, festas de colheita e funerais como também ocupavam posição
central na vida religiosa de Israel. Embora a prosa pareça suficiente para
registrar fatos, os hebreus empregavam a poesia para expressar a alma. A vida
religiosa de Israel é um registro de experiências humanas reais, e as porções
poéticas do Antigo Testamento, portanto, retratam as emoções e as experiências
do povo de Deus.
A Bíblia como a conhecemos agrupa cinco livros
poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares. Isso, entretanto, não significa que outras porções das
Escrituras não apresentem estruturas desse gênero. Os livros proféticos também
fazem uso intenso da forma poética para transmitir suas mensagens atemporais,
bem como algumas partes do Pentateuco e dos livros históricos (HINDSON; YATES,
Central Gospel, 2014, p. 211).
Entre os livros poéticos, lemos que Jó
reconheceu a participação do Espírito na criação do homem (jó 33.4). Em Salmos,
o autor afirma que o Espírito está presente na manutenção da vida (S1104.30).
Em Provérbios, Salomão afirma que o espírito de sabedoria que estava nele
poderia ser derramado em quem se inclinasse às suas orientações (Pv 1.23).
4.O
ESPÍRITO SANTO NOS LIVROS PROFÉTICOS
Nossa
Bíblia inclui cinco livros de profetas maiores (Isaías, Jeremias, Lamentações,
Ezequiel e Daniel). As mensagens deles servem-nos de lembrete de que todas as
nações são responsáveis diante de Deus por seus comportamentos e suas
políticas.
Sobre os
profetas menores, três têm como foco o reino do norte, Israel (cuja capital era
Samaria): Oseias, Amós e Jonas. Seis profetas menores têm como foco o reino do
sul (cuja capital era Jerusalém): Joel, Obadias, Miqueias, Naum, Habacuque e
Sofonias. Os três últimos profetas menores (Ageu, Zacarias e Malaquias) têm
como foco os exilados judeus que
haviam retornado da Babilônia para reconstruir
o templo e restabelecer Jerusalém. Eles formam o
elo final com as profecias messiânicas, cumpridas em Jesus no Novo Testamento.
Podemos ver a ação do Espírito em Zacarias,
quando o profeta exorta o duro coração do povo, o qual sequer ouviu o que os
profetas antigos disseram; em Miqueias, quando o profeta admoestou o povo por
causa das injustiças que praticava (Mq 2.7); em Ezequiel, enquanto conduzia o
profeta em sua missão (Ez 11.1).
As mensagens dos profetas ainda falam ao nosso coração
hoje, embora não sejam endereçadas a nós diretamente. Na verdade, elas nos
lembram de que Deus considera todas as pessoas responsáveis por suas atitudes,
especialmente aquelas que afirmam pertencer a Ele (HINDSON; VATES, Central Gospel,
2014, p. 330). O Espírito Santo é o grande responsável por fazer as
vozes desses grandes homens reverberarem em nosso coração ainda hoje.
CONCLUSÃO
Em todo o tempo, compreendemos que o Espírito Santo
cooperou conjuntamente com Deus no cumprimento dos Seus desígnios, apesar de
nem sempre conseguirmos ver tão claramente, nos relatos bíblicos, expressões
diretas e explícitas à Sua pessoa. Contudo, não há como refutar que,
ainda que discreto, ameno, modesto ou mesmo invisível, o Espírito Santo sempre
colaborou de alguma forma para os propósitos do Senhor, inclusive no Antigo
Testamento. Igualmente, nem sempre o percebemos agindo em nossa vida com Sua
presença vigorosa e intensa, todavia, isso não quer dizer que Ele não esteja
atuando. É preciso ter fé, crendo que o Espírito está trabalhando, ainda que
não o percebamos.
ATIVIDADE
PARA FIXAÇÃO
1. Quais foram as principais ações do Espírito
Santo no Antigo Testamento?
R.: O Espírito de Deus vocacionou,
capacitou, encorajou pessoas a fim de que suas vozes alcançassem o povo e o
guiasse pelos caminhos que Deus havia preparado.
Lições Palavra de Deus nº 61 - Editora Central Gospel

3. O ESPÍRITO SANTO NA HISTÓRIA
A OBRA DO ESPÍRITO
CAP 4 - O ESPÍRITO
SANTO
A DOUTRINA DO
ESPÍRITO SANTO NO VELHO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO
O espírito santo antes e depois do
Pentecostes
“E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.”
ESCRITURAS DE REFERÊNCIA
O Espírito no Antigo
Testamento
O Espírito Santo é revelado no Antigo Testamento de três maneiras: primeira, como Espírito criador ou cósmico, por cujo poder o universo e todos os seres foram criados; segunda, como o Espírito dinâmico ou doador de poder; terceira, como Espírito regenerador, pelo qual a natureza humana é transformada.
O Espírito Criador criou o homem a fim de formar uma sociedade governada por Deus; em outras palavras, o reino de Deus. Depois que entrou o pecado e a sociedade humana foi organizada à parte de Deus e em oposição à sua pessoa, Deus começou de novo ao chamar o povo de Israel, organizando-o sob suas leis, e assim constituindo-o como reino de Jeová . (2 Crôn. 13:8.) Ao estudar a história de Israel lemos que o Espírito Santo inspirou certos homens para governar e guiar os membros desse reino e para dirigir seu progresso na vida de consagração. A operação dinâmica do Espírito criou duas classes de ministros: primeira, obreiros para Deus — homens de ação, organizadores, executivos; segunda, locutores para Deus — profetas e mestres.
(a) Obreiros para Deus. Como exemplos de obreiros inspirados pelo Espírito, mencionamos Josué (Num. 27:8-21); Otoniel (Juízes 3:9-10; José (Gên.41:38-40); Bezaleel (Êxo. 35:30-31); Moisés (Num. 11:16,17); Gideão (Jui. 6:34), Jefté (Jui 11:29); Sansão (Jui. 13:24,25); Saul (1 Sam. 10:6). É muito provável que, à luz desses exemplos, os dirigentes da igreja primitiva insistissem em que aqueles que serviam às mesas deviam ser cheios do Espírito Santo (Atos 6:3).
(b) Locutores de Deus. O profeta de Israel, podemos dizer, era um locutor de Deus — um que recebia mensagens de Deus e as entregava ao povo. Ele estava cônscio do poder celestial que descia sobre ele de tempos em tempos capacitando-o para pronunciar mensagens não concebidas por sua própria mente, característica que o distinguia dos falsos profetas. (Ezeq. 13:2.) A palavra “profeta” indica inspiração, originada duma palavra que significa “borbulhar” — um testemunho à eloqüência torrencial que muitas vezes manava dos lábios dos profetas. (Vide João 7:38.)
1) As expressões empregadas para descrever a maneira como lhes chegava a inspiração mostram que essa inspiração era repentina e de modo sobrenatural. Ao referirem-se à origem de seu poder, os profetas diziam que Deus “derramou” seu Espírito, “pôs seu Espírito sobre eles”, “deu” seu Espírito, “encheu-os do seu Espírito”, e “pôs seu Espírito” dentro deles. Descreveram a variedade de influência, declaram que o Espírito “estava sobre eles”, “descansava sobre eles”, e os “tomava”. Para indicar a influência exercida sobre eles, diziam que estavam “cheios do Espírito”, “movidos” pelo Espírito, “tomados” pelo Espírito, e que o Espírito falava por meio deles.
2) Quando um profeta profetizava, às vezes estava em estado conhecido como “êxtase” — estado pelo qual a pessoa fica elevada acima da percepção comum e introduzida num domínio espiritual, no domínio profético. Ezequiel disse: “A mão do Senhor (o poder do Senhor Deus) caiu sobre mim … e o Espírito me levantou entre a terra e o céu, e me trouxe a Jerusalém em visões de Deus” (Ezeq. 8:1-3). É muito provável que Isaias estivesse nessa condição quando viu a glória de Jeová (Isa. 6). João o apóstolo declara que foi “arrebatado em espírito no dia do Senhor” (Apo.?. Vide Atos 22:17.) As expressões usadas para descrever a inspiração e o êxtase dos profetas são semelhantes àquelas que descrevem a experiência do Novo Testamento de “ser cheio” ou “batizado” com o Espírito. (Vide o livro de Atos.) Parece que nessa experiência o Espírito tem um impacto tão direto sobre o espírito humano, que a pessoa fica como que arrebatada a uma experiência na qual pronuncia uma linguagem extática.
3) Os profetas nem sempre profetizavam em estado extático; a expressão “veio a Palavra do Senhor” dá a entender que a revelação veio por uma iluminação sobrenatural da mente. A mensagem divina pode ser recebida e entregue em qualquer das duas maneiras.
4) O profeta não exercia o dom à sua discrição; a profecia não foi produzida “por vontade de homem” (2 Ped. 1:21). Jeremias disse que não sabia que o povo estava maquinando contra ele (Jer. 11:19). Os profetas nunca supuseram, nem tampouco os israelitas jamais creram, que o poder profético fosse privilégio de algum homem como dom permanente e sem interrupção para ser usado à sua própria vontade. Entenderam que o Espírito era um agente pessoal e, portanto, a inspiração era proveniente da soberana vontade de Deus. Os profetas podiam, porém, pôr-se numa condição de receptividade ao Espírito (2 Reis 3:15), e em tempos de crise podiam pedir direção a Deus.
Consideraremos as seguintes verdades relativas ao Espírito regenerador. Sua presença é registrada no Antigo Testamento, porém não é acentuada; seu derramamento é descrito, principalmente como uma bênção futura, em conexão com a vinda do Messias; e mostra características distintas.
(a) Operativo mas não acentuado. O Espírito Santo no Antigo Testamento é descrito como associado à transformação da natureza humana. Em Isa. 63:10,11 faz-se referência ao êxodo e à vida no deserto. Quando o profeta diz que Israel contristou o seu santo Espírito, ou quando se diz que deu seu “bom Espírito” para os instruir (Nee. 9:20), refere-se ao Espírito como quem inspira a bondade. (Vide Sal. 143:10.) Davi reconhecia o Espírito como presente em toda a parte, aquele que esquadrinha os caminhos dos homens, e revela, à luz de Deus, os esconderijos mais escuros de suas vidas. Depois de cometer seu grande pecado, Davi orou para que o Espírito Santo de Deus, a Presença santificadora de Deus, aquele Espírito que influencia o caráter, não lhe fosse tirado (Sal. 51:11). Esse aspecto, porém, da obra do Espírito não é acentuado no Antigo Testamento. O nome Espírito Santo ocorre somente três vezes no Antigo Testamento, mas oitenta e seis no Novo, sugerindo que no Antigo Testamento a ênfase está sobre operações dinâmicas do Espírito, enquanto no Novo Testamento a ênfase está sobre o seu poder santificador.
(b) Sua concessão representa uma bênção futura. O derramamento geral do Espírito como fonte de santidade é mencionado como acontecimento do futuro, uma das bênçãos do prometido reino de Deus. Em Israel o Espírito de Deus era dado a certos lideres escolhidos, e indubitavelmente quando havia verdadeira piedade, tal se devia à obra do seu Espírito. Mas em geral, a massa do povo inclinava-se para o paganismo e para a iniqüidade. Embora de tempos em tempos fossem reavivados pelo ministério de profetas e reis piedosos, era evidente que a nação era má de coração e que era necessário um derramamento geral do Espírito para que voltassem a Deus. Tal derramamento foi predito pelos profetas, que falaram que o Espírito Santo seria derramado sobre o povo numa medida sem precedentes. Jeová purificaria os corações do povo, poria seu Espírito dentro deles, e escreveria a sua lei em seu interior. (Ezeq. 36:25-29; Jer. 31:34.) Nesses dias o Espírito seria derramado com poder sobre toda a carne (Joel 2:28), isto é, sobre toda a classe e condição de homens, sem distinção de idade, sexo e posição. A oração de Moisés de que “todo o povo do Senhor fosse profeta” seria então cumprida (Num. 11:29). Como resultado, muitos seriam convertidos, porque “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Joel 2:32). A característica que distinguia o povo de Deus sob a velha dispensação era a possessão e revelação da lei de Deus; a característica que distingue seu povo sob a nova dispensação é a escrita da lei e a morada do Espírito em seus corações.
(c) Em conexão com a vinda do Messias, o grande derramamento do Espírito Santo teria por ponto culminante a Pessoa do Messias-Rei, sobre o qual o Espírito de Jeová repousaria permanentemente na qualidade de Espírito de sabedoria e entendimento, de conhecimento e temor santo, conselho e poder. Ele seria o Profeta perfeito que proclamaria as Boas-Novas de libertação, de cura divina, de consolo e de gozo. Qual é a conexão entre esses dois grandes eventos proféticos? Será a vinda do Ungido e a efusão universal do Espírito Santo? João Batista respondeu quando interrogado: “Eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem apos mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.” Em outras palavras, o Messias é o Doador do Espírito Santo. Foi isso que o assinalou como o Messias ou o Fundador do Reino de Deus. A grande bênção da nova época seria o derramamento do Espírito e foi o mais elevado privilégio do Messias, o de conceder o Espírito. Durante seu ministério terrestre Cristo falou do Espírito como o melhor dom do Pai (Luc. 11:13); ele convidou os sedentos espiritualmente a virem beber, oferecendo-lhes abundante abastecimento da água da vida; em seus discursos de despedida prometeu enviar o Consolador a seus discípulos. Notem especialmente a conexão do dom com a obra redentora de Cristo. A concessão do Espírito está associada com a partida de Cristo (João 16:7) e sua glorificação (João 7:39), o que implica sua morte (João 12: 23, 24; 13:31, 33; Luc.24:49). Paulo claramente declara essa conexão em Gál. 3:13,14; 4:4-6 e Efés. 1:3, 7:13, 14.
(d) Exibindo características especiais. Talvez este seja o lugar de inquirir acerca do significado da declaração: “porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado”. João certamente não queria dizer que nos tempos do Antigo Testamento ninguém haja experimentado manifestações do Espírito; todo judeu sabia que as poderosas obras dos dirigentes de Israel e as mensagens dos profetas eram provenientes das operações do Espírito de Deus. Evidentemente ele se refere a certos aspectos da obra do Espírito que não eram conhecidos nas dispensações anteriores. Quais são, então, as características distintas da obra do Espírito na presente dispensasão?
1) O Espírito ainda não havia sido dado como o Espírito do Cristo crucificado e glorificado. Essa missão do Espírito não podia iniciar-se enquanto a missão do Filho não terminasse; Jesus não podia manifestar-se no Espírito enquanto estivesse em carne. O dom do Espírito não podia ser reivindicado por ele a favor dos homens enquanto ele não assumisse sua posição de Advogado dos homens na presença de Deus. Quando Jesus falou, ainda não havia no mundo uma força espiritual como a que foi inaugurada no dia de Pentecoste e que posteriormente cobriu toda a terra como uma grande enchente. Porque Jesus ainda não havia subido aonde estivera antes da encarnação (João 6:62), e ainda não estivera com o Pai (João 16:7; 20:17), não podia haver uma presença espiritual universal antes que fosse retirada a presença na carne, e o Filho do homem fosse coroado na sua exaltação à destra de Deus. O Espírito foi guardado nas mãos de Deus aguardando esse derramamento geral, até que o Cristo vitorioso o reivindicasse a favor da humanidade.
2) Nos tempos do Antigo Testamento o Espírito não era dado universalmente, mas, de modo geral limitado a Israel, e concedido segundo a soberana vontade de Deus a certos indivíduos, como sejam: profetas, sacerdotes, reis e outros obreiros em seu reino. Mas na presente época ou dispensação o Espírito está ao dispor de todos, sem distinção de idade, sexo ou raça. Nesta relação nota-se que o Antigo Testamento raramente se refere ao Espírito de Deus pela breve designação “o Espírito”. Lemos acerca do “Espírito de Jeová ” ou “Espírito de Deus”. Mas no Novo Testamento o título breve o “Espírito” ocorre com muita freqüência, sugerindo que suas operações já não são manifestações isoladas, mas acontecimentos comuns.
3) Alguns eruditos crêem que a concessão do Espírito nos tempos do Antigo Testamento não envolve a morada ou permanência do Espírito, que é característica do dom nos tempos do Novo Testamento. Eles explicam que a palavra “dom”, implica possessão e permanência, e que nesse sentido não
havia Dom do Espírito no Antigo Testamento. É certo que João Batista foi cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe e isso implica uma unção permanente. Talvez esse e outros casos semelhantes poderiam ser considerados como exceções à regra geral. Por exemplo, quando Enoque e Elias foram transladados, foram exceções à regra geral do Antigo Testamento, isto é, a entrada na presença de Deus era por meio do túmulo e do Seol (o reino dos espíritos desencarnados).
A presença do Espírito Santo de Gênesis a Apocalipse é real, e não temos dúvidas de que Ele age em parceria com Deus desde a eternidade. Nesta lição, estudaremos as seguintes divisões: Pentateuco, Livros Históricos, Livros Poéticos e Livros Proféticos.
Lições Palavra de Deus nº 61 - Editora Central Gospel
O Espírito Santo na Antiga Aliança
ANTIGO TESTAMENTO
A Bíblia Sagrada foi integralmente redigida
sob a inspiração do Espírito Santo. Em ambos os Testamentos, a Sua presença é
efetiva e real, ainda que no Antigo Testamento ela não tenha sido apresentada
tão claramente quanto no Novo Testamento.
A revelação das verdades divinas é progressiva
nas Escrituras Sagradas. No Antigo Testamento, lemos que o Espírito de Deus
atuou na criação do universo. No segundo versículo da Bíblia, lemos: E o
Espírito de Deus se movia sobre a face das águas (Gn 1.2).
A forma verbal pairar é traduzida em
algumas versões por mover-se e significa literalmente estar sobre. A ação
descrita por esse verbo tem sido comparada à de uma galinha que fica sobre os
ovos a fim de gerar a vida que será concedida aos futuros pintainhos. Na frase
façamos o homem (Gn 1.26), podemos inferir a participação do Espírito na
criação do ser humano, porque pressupõe a presença e a atuação conjunta da
Trindade. No livro de Jó também há reconhecimento da participação do Espírito
na criação do homem:
O Espírito de Deus me fez; e a inspiração [sopro] do
Todo-Poderoso me deu vida (Jó 33.4).
Pelo Salmo 104.29,30 e Jó 34.14,15,
deduz-se que é atribuição do Espírito Santo preservar e renovar as obras da
criação mencionadas em Gênesis. Da mesma forma, em Isaías 40.12, conclui-se que
o Espírito é o responsável pela ordem e pelo equilíbrio da natureza.
Após a Queda, o Espírito Santo começou a agir
no meio da humanidade decaída, por certo com a intenção de demover a
descendência de Adão de seus maus propósitos (Gn 6.3). A insistência em
rejeitar o apelo divino resultou na condenação de todos os seres humanos à
morte nas águas do Dilúvio, à exceção de Noé e sua família (Gn 5.8,18).
Outro aspecto de Sua obra no Antigo Testamento
é a capacitação individual. Há vários exemplos da ação direta do Espírito na
vida de determinadas pessoas. Artífices, juízes, profetas, reis e outros
personagens bíblicos experimentaram em sua vida os efeitos da obra do Espírito,
recebendo alguma capacitação especial. Ele deu a Bezalel capacidade para fazer
todo tipo de trabalho artístico (Êx 31.3 NTLH). Ele também veio sobre Jefté,
dando-lhe condições de liderar Israel contra um poderoso inimigo (Jz 11.29-33).
Otniel, Gideão e Sansão foram juízes dotados dessa capacitação especial (Jz
3.10; 6.34; 13.25). O rei Saul esteve um tempo sob a influência do Espírito do
Senhor, até que pecou e este se retirou dele (1 Sm 11.6; 16.14). O mesmo
Espírito atuava na vida dos profetas (Ez 2.2).
Já no Antigo Testamento encontramos
promessas de uma ação mais profunda do Espírito no futuro, tanto na vida de
Jesus como Messias e Salvador, quanto na de Israel. A respeito de Jesus, Isaías
profetizou:
Brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um
renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, e o Espírito de
sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o
Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR. Isaías 11.1,2 Veja também Isaías
42.1-3.
Com relação a Israel, disse o mesmo
profeta:
Derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca;
derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os
teus descendentes. Isaías 44.3
Veja também Joel 2.28,29. Assim,
percebemos que o Espírito Santo está presente em todo o Antigo Testamento, e
podemos classificar o Seu ministério em quatro áreas de atuação nesse período.
Na área política, como no caso de Moisés e Saul, para conceder poder e
investidura (Nm 11.15,17; 1 Sm 10.6,10). Na área moral, como no caso de Gideão,
a fim de prepará-lo para conduzir o povo a um avivamento nacional (Jz 6.34). Na
área física, como no caso de Sansão, dando-lhe força, ou, no caso de Ezequiel,
concedendo-lhe energia (Jz 14.6; Ez 3.12). Na área intelectual, como no caso de
Bezalel e seus auxiliares, dando-lhes capacidade para construir o tabernáculo
(Êx 31.2,3; 35.31,35).
PRIMEIRA MENÇÃO DO ESPIRITO SANTO
Existe uma regra universal
de hermenêutica bíblica chamada “regra da primeira menção". De
acordo COM essa regra quando uma palavra Uma palavra fundamental da
Bíblia aparece pela primeira vez, essa passagem oferece urna diretriz para todas
as outras referencias . A primeira menção do Espírito Santo na
bíblia ocorre em Genesis 1.2: E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas
sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
Nesse texto, ocorre à primeira menção do Espírito Santo, e o verbo usado para exprimira Sua ação é mover ou pairar. O verbo pairar ( ou mover), no hebraico, conduz o leitor ideia de uma ave que está chocando e permanece em constante movimento sobre o ninho .
Nesse texto, ocorre à primeira menção do Espírito Santo, e o verbo usado para exprimira Sua ação é mover ou pairar. O verbo pairar ( ou mover), no hebraico, conduz o leitor ideia de uma ave que está chocando e permanece em constante movimento sobre o ninho .
Utilizando a regra da primeira
menção, todas as vezes em que o nome do Espírito Santo for mencionado, ele
estará sempre em movimento. E exatamente o que acontece ao longo da bíblia. Ele
jamais é encontrado em estado de imobilidade nas escrituras sagradas.
ESPIRITO
Gênesis
O Espírito Santo poucas vezes é
citado em Genesis, como ocorre na maioria dos livros do Antigo testamento. No
entanto, faz-se menção a Ele em dois momentos crucias mundo. A primeira
referência ocorre na abertura , no poema da criação, onde se diz que o Espírito
se movia sobre a face das águas (Gn 1,2 ) Esse movimento contínuo denota uma
participação ativa do Espírito na obra que trouxe o universo à existência.
Apenas em Deuteronômio 32.11 o verbo mover-se é usado de maneira semelhante.
Ali se diz que a águia desperta o seu ninho, se move sobre os seus filhos. O
sopro de Elohim, da mesma forma que a Sua Palavra, está na origem de todas as
coisas criadas e constitui a origem da vida. A segunda menção encontra já a
humanidade decaída e este inserida numa grave decisão do Criador: Não
contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também carne;
porém os seus dias serão cento e vinte anos (Gn 6.3). Por causa do agravamento
da maldade e do aumento excessivo da violência. Deus decidiu destruir toda a geração
antediluviana, à exceção de interagindo com o homem, embora alguns
indica que Noé e sua família (Gn 6.8). A expressão meu Espírito indica que
se trata do Espírito Santo interagindo com o homem , embora alguns
comentaristas entendam tratar-se apenas do espírito humano.
Existe ainda uma terceira menção ao
Espírito, vinda de uma fonte improvável : Disse Faraó a seus servos: Acharíamos
um varão como este Jose] em quem haja o Espírito de Deus? (Gn 41.38). Trata-se
de uma declaração surpreendente, proveniente de um monarca que também se
considerava um deus, mas que não encontrou entre os seus 'pares" um que
fosse capaz de apresentar uma interpretação tão precisa dos seus sonhos e uma
solução tão sábia para o problema da terrível fome que estava por vir (15-36) .
Uma revelação desse porte só mesmo pelo Espírito de Deus. Há outros casos na
Bíblia em que pagãos reconhecem o poder da suprema Divindade. Veja, por
exemplo, Dn 4.37, In 1.10,14.)
Antigo Testamento
Dicionário do Espírito Santo:
Geziel Gomes

3. O ESPÍRITO SANTO NA HISTÓRIA
TEOLOGIA SISTEMÁTICA
Havendo
concluído o nosso
estudo sobre a
personalidade e deidade
do Espírito Santo,
desejamos agora encetar um
estudo desta Pessoa
da Trindade, ainda
que ligeiramente, na
história, O Espírito
Santo tem trabalhado muito
desde os dias
da criação até
os dias presentes.
De todas as
pessoas que têm
trabalhado para o progresso
da criação, ele
é não só uma das
mais poderosas, mas
também uma das
mais ativas. Se bem que haja trabalhado em oculto, os seus
feitos são importantíssimos em relação ao progresso do mundo. A história das
atividades do Espírito Santo pode ser dividida em três partes.
3.1. O Espírito Santo no Velho Testamento
Estudando
a história do
Espírito Santo no
Velho Testamento, encontramos
os seguintes fatos:
O Espírito Santo é
o mesmo Deus,
mas, ao mesmo
tempo, de certa
maneira, distingue-se de
Deus. Porém não no
sentido de ensinar a doutrina da Triunidade ou da Trindade, porque, como já
notamos, só encontramos, no Velho Testamento, a doutrina da Unidade de Deus, e
não a da Trindade. No livro de Gênesis, cap. 1, verso 2, encontramos estas
palavras: «. . .e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.» São deste
mesmo livro ainda
estas palavras: «Então disse
o Senhor: Não
contenderá o meu
Espírito para sempre com o homem;
porque ele também é carne: porém os seus dias serão cento e vinte anos»
(Gênesis 6:3). No livro dos Salmos temos uma passagem que revela, assim como as
que já citamos, certa distinção entre
Deus e o
Espírito Santo. «Não
me lances fora da
tua presença, e
não retires de mim o
teu Espírito voluntário» (Salmos
51:11). O Velho Testamento ensina:
3.1.1.
Que foi o Espírito de Deus que estabeleceu a ordem no caos. Ë interessante
notar a palavra que se usa no verso 2 do primeiro
capítulo de Gênesis
com referência ao
trabalho do Espírito
Santo na criação.
O vocábulo no original é igual a «incubar», usado no sentido de chocar
ovos. «O Espírito de Deus se movia», isto é, chocava e trazia ordem ao caos.
3.1.2.
Que o Espírito de Deus é quem dá vida ao homem: «Dando-lho tu,
eles o recolhem;
abres a tua
mão, e se enchem
de bens. Escondes
o teu rosto,
e ficam perturbados: se lhes
tiras o fôlego, morrem e voltam para o
seu pó. Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra»
(Salmos 104:28-30).
3.1.3. Que
diversos poderes foram
conferidos ao homem
pelo Espírito Santo,
como vimos nos
casos de Sansão e
Jefté. «Então o
Espírito do Senhor
veio sobre Jefté,
e atravessou ele
por Gileade e
Manassés:porque passou até
Mizpá de Gileade,
e de Mizpá
de Gileade passou
até aos filhos
de Amom» (Juízes 11:29). «Então o Espírito do Senhor
se apossou dele tão possantemente que o fendeu dalto a baixo, comoquem fende um
cabrito, sem ter nada na sua mão; porém nem a seu pai nem a sua mãe deu a saber
o que o filho tinha feito» (Juízes 14:6).
3.1.5.
Que o Espírito Santo foi quem deu aos profetas o poder de Deus aos homens. Isto
é, não aos homens em geral, mas a certos
homens. «Eis que eu tenho
chamado por nome a
Bezaleel, o filho de Uri,
filho deHur, da tribo de Judá, e
o enchi do espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência em
todo o artifício, para inventar invenções, e obrar em ouro, em prata e em
cobre, e em lavramento de pedras para engastar, e em artificio de madeira, para
obrar em todo lavor» (Ëxodo 31:2-5).
3.1.5. Que
o Espírito Santo
foi quem deu
aos profetas o
poder de revelar
a verdadeira vontade
de Deus.«Então entrou
em mim o
espírito, falando ele
comigo, que me
pôs sobre os
meus pés, e
ouvi o que me
falava» (Ezequiel2:2). «E estendeu a forma de uma mão, e me tomou pelos cabelos da minha
cabeça; e o Espírito me levantou
entre a terra
e o céu, e me
trouxe a Jerusalém
em visões de Deus, até
a entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o
norte, onde estava o assento da imagem dos ciúmes, que provoca ciúmes»
(Ezequiel 8:3).
3.1.6.
Que o caráter moral e espiritual do homem é atribuído ao Espírito Santo. «Porém
eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo; pelo que se lhes
tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles» (Isaías 63:10).
Foi mais ou
menos nessa época
que o Espírito
de Deus começou
a ser chamado
Espírito Santo.
3.1.7. Que
o Espírito Santo
havia de ungir
o Messias. (Convém
notar que aqui as
profecias começaram a falar da vinda do Espírito Santo.) «Porque
sairá uma vara do trono de Jessé, e um renovo crescerá das suas raízes. E
repousará sobre ele
o espírito do
Senhor, o espírito
de sabedoria e
de inteligência, o
espírito de conselho e de
fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. E o seu deleite
será no temor do Senhor: e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem
repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos, mas julgará com justiça aos
pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra, porém ferirá a terra
com a vara de sua boca, e com o assopro dos seus lábios matará ao ímpio, porque
a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade o cinto dos seus rins»
(Isaías 11:1-5). «Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em que
se apraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele, juízo produzirá aos
gentios. Não clamará, nem alçará
a sua voz,
nem fará ouvir a sua
voz na praça.
A cana trilhada
não quebrará, nem apagará o pavio que fumega: com verdade
produzirá o juízo» (Isaías 42:1-3).
3.1.8. A
vinda do Espírito nas
profecias: «E há de
ser que
depois derramarei o meu
Espírito sobre toda a
carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos sonharão
sonhos, os vossos mancebos verão
visões. E também
sobre os servos
e sobre as servas
naqueles dias derramarei o
meu Espírito» (Joel 2:28, 29). Do estudo
destas passagens vemos,
mui claramente, que
o Espírito Santo
no Velho Testamento
não era para todos em
geral, senão para alguns
poucos escolhidos. E
interessante notar também que
os resultados da sua
presença eram visíveis,
isto é, manifestavam-se em
entusiasmo, arrebatamento, transporte,
etc.;porém, com o
transcorrer dos anos,
acentuavam-se mais os
fins espirituais e
invisíveis. Exemplo disso temos
nos profetas, que,
pela operação do
Espírito Santo, puderam enxergar
e compreender com
mais clareza o plano de Deus para a redenção deste mundo. Este é um
ligeiro esboço das atividades do Espírito, segundo no-las apresenta o Velho
Testamento. Como podemos ver, o
Espírito Santo trabalhou
muito ativamente desde
o início da
criação. Ao princípio,
a sua ação era
limitada a esta
ou àquela pessoa,
a esta ou
àquela localidade; porém,
à medida que
nos vamos aproximando do
Novo Testamento, o raio de
ação do Espírito
Santo se vai
estendendo cada vez
mais. A considerar, pela marcha
dos acontecimentos no Velho Testamento, é de esperar que a atividade do
Espírito Santo no Novo Testamento seja de uma intensidade febril.
TEOLOGIA
SISTEMÁTICA
B. LANGSTON165

A OBRA DO ESPÍRITO
Stanley-Horton
Há vários conceitos errôneos a respeito da obra
do Espírito Santo. Alguns deles têm se arraigado à religião popular e às
doutrinas populares da Igreja em geral. A religião popular é a maneira de
vivermos a nossa vida diária em Cristo. E uma mistura de elementos normativos e
não-normativos. Os elementos normativos são as doutrinas bíblicas corretas a
respeito daquilo que devemos crer e praticar. Os elementos nãonormativos são
modos errôneos de entender doutrinas bíblicas, bem como os elementos
não-bíblicos que se vêm infiltrando na ambiente cultural onde vive o cristão.
Ninguém
compreende plenamente o Deus infinito ou seu infinito Universo, nem conhece ou
entende com perfeição cada palavra da Bíblia. Continuamos todos discípulos
(literalmente: "aprendizes"). Como criaturas finitas, não devemos ter
dificuldades para reconhecer que é rematada loucura alegar que compreendemos
totalmente o Deus infinito. Deus ainda está trabalhando na Igreja e em cada
indivíduo, para nos transformar segundo a imagem de Cristo. A doutrina da santificação
progressiva trata diretamente dessa questão.17 Os cristãos precisam evitar o
desânimo e aceitar com alegria o desafio de conhecer e experimentar a Deus mais
plenamente todos os dias.
ANTES
DO DIA DE PENTECOSTES
"Tiremos totalmente de nossa mente a
impressão de que o Espírito Santo não entrou no mundo antes do dia de
Pentecoste".18 Considere a profecia de Joel em 2.28,2919 e a sua citação
por Pedro, em Atos 2.17,18.
E há de ser que, depois, derramarei o meu
Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os
vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os
servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.
E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do
meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas
filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão
sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas
servas, naqueles dias, e profetizarão.
Note que a promessa não é de uma mudança de
atividade do Espírito de Deus, ou na qualidade desta. E profetizada a mudança
na quantidade e no escopo da atividade. A natureza radical da promessa é vista
claramente na inclusão de filhas e de escravos e escravas. Uma coisa é Yahweh
derramar o seu Espírito sobre os filhos, jovens e velhos, cidadãos livres de
Israel. Mas é coisa bem diferente se Ele o derrama sobre pessoas consideradas
meros bens de família. Em Joel, vemos uma das primeiras declarações diretas do princípio
que Paulo posteriormente expressou: "Nisto não há judeu nem grego; não há
servo nem livre; não há macho nem fêmea" (G1 3.28).
A fé antiga de Israel era inclusivista. Mas
Êxodo 12.43-45 deixa claro que nenhum estrangeiro deveria comer a Páscoa. O que
deveria fazer o chefe de um lar se seu escravo, estrangeiro da nascença,
quisesse celebrar a Páscoa? O escravo tinha de ser circuncidado. Os
trabalhadores temporários incircuncisos ou os estrangeiros residentes na casa
não podiam participar da celebração, a não ser que também se submetessem à
circuncisão: "Porém, se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser
celebrar a Páscoa ao Senhor, seja-lhe circuncidado todo macho, e, então,
chegará a celebrá-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso
comerá dela. Uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro que
peregrinar entre vós" (Êx 12.48,49).
Dois exemplos proeminentes são Urias, o heteu,
e Doegue, o edomita (2 Sm 11.1- 26; 21.7).20 Esses homens, com suas famílias,
haviam-se tornado parte da aliança e dos Filhos de Israel, embora esteja
claramente registrada a sua linhagem não-israelita. A circuncisão e a
obediência à Lei eram sinais de que aceitavam Yahweh como seu Deus e da
aceitação deles por Yahweh. Mesmo assim, Deus deixa claro que a circuncisão V
exterior deve ser acompanhada pela circuncisão do coração (Dt 10.16; 30.6; cf.
Jr 9.26). Deuteronômio 29.18-22 adverte que, se alguém resolvesse abusar da
aliança para mascarar sua maldade, o indivíduo e a comunidade sofreriam como
resultado do desacato à aliança com Yahweh. A derrota diante de Ai e a
destruição subsequente de Acã e sua família são um testemunho vívido desse fato
(Js 7.1-26).
Desde os
primeiros capítulos de Gênesis até ao fim do Novo Testamento, nota-se que Deus
deseja um relacionamento pessoal com cada indivíduo, e não apenas com a
comunidade da aliança. O encontro que Samuel teve com Deus em 1 Samuel 3.1-21
indica que as diferenças entre ser criado na igreja e ser nascido de novo são
tão nítidas no período do Antigo Testamento quanto nos dias de hoje.21 Samuel
"ministrava perante o Senhor", "crescia diante do Senhor"
[e] "fazia-se agradável, assim para com o Senhor como também para com os
homens". Mesmo assim, "Samuel ainda não conhecia o Senhor; e ainda
não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor" (1 Sm 2.18,21,26;
3.7).
A palavra hebraica que representa
"saber" é yadda, e frequentemente significa conhecer pela
experiência, por contraste com o saber fatos históricos. Revelar Yahweh
mediante a experiência pessoal era a obra do Espírito Santo na vida dos santos
do Antigo Testamento, bem como na vida dos do Novo Testamento. Conforme Hebreus
11 deixa claro, todo aquele que já foi salvo, foi salvo pela fé, quer olhando
para promessas futuras, ainda não vistas, quer olhando para trás, para a
ressurreição de Jesus. 22
Nota-se
uma distinção importante. No período do Novo Testamento, Deus deixa claro que a
circuncisão exterior já não era necessária como sinal de inclusão na Igreja. O
relato de Cornélio e Pedro, em Atos 10, ilustra o cumprimento da profecia de
Joel e a obra do Espírito Santo. A chegada dos mensageiros da parte de Cornélio
serviu de confirmação a Pedro, bem como à sua visão. Para a igreja de
Jerusalém, no entanto, a confirmação não era adequada. A família de Cornélio
era reconhecida como "piedosa e temente a Deus" (At 10.2). Mesmo
assim, Pedro se sente obrigado a dizer: "Vós bem sabeis que não é lícito a
um varão judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros" (At 10.28). Embora
essa fosse uma interpretação errônea da Lei, fazia parte da doutrina popular da
Igreja, predominantemente judaica e segundo a qual a visão de Pedro estava para
ser examinada.
Deus
agiu na história ao derramar o Espírito Santo sobre a família de Cornélio.
Antes de Pedro poder perguntar a Cornélio: "Você crê neste
evangelho?", o Espírito Santo respondeu a pergunta com um derramamento
dEle mesmo. Muitos membros da Igreja teriam recusado batizar aquela família nas
águas, antes de terem sido circuncidados Cornélio e todos os do sexo masculino;
mas o Espírito Santo agiu de modo diferente.
Os crentes circuncidados que foram com Pedro a
fim de testar a visão, ficaram atônitos ao ver o derramamento do Espírito Santo
sobre uma família gentia. Tiveram, no entanto, bom senso suficiente para
aceitar a obra do Espírito Santo como o único sinal apropriado à inclusão na
Igreja. Esta obra do Espírito Santo inclui a sua presença, habitando no crente
a partir do momento da salvação, e o subsequente batismo no Espírito Santo. 23
A profecia de Joel ataca outro conceito que
prevalecia no Israel antigo. O comportamento dinâmico associado com os profetas
genuínos de Yahweh era um dos sinais do cargo profético. Esse comportamento às
vezes é chamado extático, embora totalmente diferente do êxtase dos profetas
pagãos, que produziam em si mesmos um frenesi que excluía a razão e o
autocontrole. 24 Os profetas genuínos eram revestidos do poder do Espírito
Santo e subiam até os pináculos da alegria na presença de Deus, ou talvez da
profunda preocupação com os perdidos. Essas profundas experiências emocionais
levavam às vezes a risos, cânticos, choro, prostração ou dança no Espírito. 25
No
Antigo Testamento, esse comportamento dinâmico é visto como resultado da
presença do Espírito de Deus repousando sobre a pessoa (Nm 11.26) ou vindo com
poder sobre ela (1 Sm 10.6,11; 19.23,24). Esse tipo de comportamento, embora
esperado da parte de um profeta, causava preocupação quando exibido por alguém
que não era profeta. Josué implorou a Moisés para que este impedisse a Eldade e
Medade de profetizar no arraial. Moisés respondeu: "Tomara que todo o povo
do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito!" (Nm
11.28,29).
Saul
teve duas experiências extáticas. A primeira ocorreu em Gibeá, quando
encontrou-se com o grupo de profetas - o qual Samuel lhe avisara que ficaria
conhecendo - e começou a profetizar com eles. A experiência espiritual de Saul
foi acompanhada por uma mudança, e ele passou a ser uma pessoa diferente. Os
circunstantes, atônitos, perguntavam: "Está também Saul entre os
profetas?" (1 Sm 10.6-12). Agora, Saul conhecia a Deus. Seu segundo
encontro, em Naiote, foi de tipo diferente. Resultou da sua resistência ao
Espírito Santo, de tal modo que tirou suas vestes reais e ficou deitado durante
um dia e uma noite inteiros diante de Samuel, o que reforçou o ditado:
"Está também Saul entre os profetas?" (19.23,24).
Esse comportamento dos profetas e dos seus
grupos de seguidores não era uma maratona de predição de eventos vindouros. Boa
parte das profecias dinâmicas, frequentemente acompanhadas por música, parece
ter consistido em louvores a Yahweh. Infelizmente, tal comportamento tinha o
seu lado escuro. Os profetas da cultura religiosa do Oriente Próximo antigo em
derredor exibiam comportamento extático. Chegavam ao ponto de praticar a
automutilação, nas tentativas frenéticas de produzir um êxtase religioso ou de
atrair a atenção dos seus deuses. Um exemplo desse comportamento, pelos
profetas de Baal, acha-se em 1 Reis 18.28,29. A mesma palavra hebraica, nava'
("profetizar"), usada para indicar a atividade dos profetas de Baal
(v. 29), é empregada também para os profetas de Yahweh.26 Naturalmente, esse
fato deixava os israelitas confusos.27 Seria a automutilação um comportamento
apropriado aos profetas de Yahweh?
Se dois profetas de Yahweh tinham mensagens
diferentes, em qual deles se deveria acreditar? Sobre quem repousava o Espírito
de Deus? Devemos lembrar que os quatrocentos profetas que se opunham a Micaías
diante de Acabe alegavam ser profetas de Yahweh, e não de Baal! (1 Rs 22). O
comportamente extático não era garantia de que o profeta estava com a
"palavra do Senhor". È possível que o profeta estivesse levando uma
palavra das suas próprias ilusões ou a que o auditório queria ouvir. Como resultado,
vemos, em Zacarias 13.2-6, o repúdio a esses falsos profetas e às suas
tentativas de se identificarem como profetas por meio de vestes distintivas e
de comportamento extático, inclusive a automutilação.
Na profecia de Joel, portanto, vemos uma expansão
da atividade do Espírito Santo, e não uma mudança de qualidade. Desde o Éden
até hoje, Deus tem desejado a comunhão com a humanidade. Não tem fundamento a
ideia de que o Espírito Santo era inativo entre os leigos do Antigo Testamento.
A atividade do Espírito Santo na vida deles forma um paralelo com o seu
envolvimento na vida dos que Ele tem trazido à salvação dentro da Igreja. O
Espírito transforma o coração das pessoas e também as torna diferentes. Outro
paralelo existe entre a vinda do Espírito sobre o indivíduo, revestindo-o de
poder para o seu cargo ou ministério, e a plenitude do Espírito Santo na
Igreja. Roger Stronstad demonstra que um dos propósitos da "plenitude do
Espírito Santo" é equipar os crentes a cumprir o ministério profético de
declarar a vontade e propósitos de Deus para a Igreja e para o mundo.28 E
possível que isso envolva um comportamento incomum. Mesmo não sendo assim,
receber a plenitude do Espírito é um pico de experiência emocional, física e
religiosa, visando um propósito específico. Não se pode, no entanto, viver
continuamente, dia após dia, nesse pináculo. A presença do Espírito Santo em
nós, a partir do momento da salvação, visa manter-nos em equilíbrio, dia após V
dia, momento após momento, principalmente após a experiência da chegada do
Espírito Santo "com poder" sobre nós.
Stanley-Horton
-Teologia Sistematica

CAP 4 - O ESPÍRITO
SANTO
A DOUTRINA DO
ESPÍRITO SANTO NO VELHO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO
O
valor da obra do Espírito Santo acentua-se se observarmos sua atividade no
Velho Testamento. Mesmo sendo cristãos do Novo Testamento, a nossa dependência
no Espírito Santo aumenta quando contemplamos suas várias obras nas vidas dos
heróis da fé do Velho Testamento.
Uma
outra vantagem de vermos a doutrina do Espírito Santo nos dois Testamentos é a
revelação da maravilhosa unidade da Palavra de Deus. Mesmo a Bíblia nos dando
uma "revelação progressiva" Paulo, em nenhum momento, contradiz a
Moisés, mas refere-se a ele para que se confirme a doutrina. Tanto os
escritores do Velho Testamento quanto os do Novo revelam que o Espírito de Deus
é o autor de qualquer bondade que possa existir no homem.
I.
A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO NO VELHO TESTAMENTO.
Existem
vários referências ao Espírito de Deus distribuídas pelo Velho Testamento.
Mesmo a doutrina da Trindade, as vezes, não estando muito clara no Velho
Testamento, a personalidade e a divindade do Espirito são reveladas. No
primeiro versículo da Bíblia (Gênesis 1:1), a palavra hebraica para
"Deus" é usada no plural. Em Gênesis 1:2, o Espírito é
expressivamente mencionado. Deus também refere-se a si mesmo no plural (Gênesis
1:26; 11:7) e, pelo menos, em um lugar as três pessoas da Trindade são
mencionadas juntas (Isaías 48:16). Muitos dos títulos atribuídos ao Espirito
podem ser encontrados no Velho Testamento (Salmos 51:11; Zacarias 12:10; e Jó
33:4).
II.
O ESPÍRITO SANTO NA CRIAÇÃO
Muitas
das obras divinas são atribuídas às três pessoas da Trindade. Este fato também
é verdadeiro na criação. Enquanto o Pai e o Filho são reconhecidos pela obra
(Atos 4:24; João 1:3), o Espírito Santo não fica excluído.
A.
Ele foi ativo na criação do universo - Gênesis 1:2; Isaías 40:12-13; Jó 26:13
B. Ele foi ativo na criação do homem - Jó 33:4
C. Ele está ativo na preservação da natureza - Salmos 104:10-30; Isaías 40:7.
B. Ele foi ativo na criação do homem - Jó 33:4
C. Ele está ativo na preservação da natureza - Salmos 104:10-30; Isaías 40:7.
III.
A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA SALVAÇÃO
Desde
a queda de Adão, o homem tem permanecido num estado contínuo de depravação. Sem
a influência graciosa do Espírito de Deus nunca houve um tempo em que o homem
natural pudesse amar, confiar ou vir a Deus. Em todas as épocas o Espírito deve
convencer (Gênesis 6:3), vivificar (Salmos 119:25), iluminar (Salmos 119:27) e
conduzir a alma a Deus (Salmos 65:3-4). O Espírito Santo tem sido, sempre, o
guia e o instrutor do povo de Deus (Neemias 9:20).
A
crença que alguns dos crentes do Velho Testamento não tinham o Espírito Santo
deve ser rejeitada. Ninguém pode negar que o dia de Pentecostes trouxe uma nova
época do Espírito (João 7:37-39; 14:16-17; Atos 1:8), mesmo assim deve ser
assegurado que nunca existiu um filho de Deus que fosse destituído do Espírito.
A carne nunca pode produzir um Cristão (João 3:3-6; Romanos 8:7,8). Em
Provérbios 1:23,2 A sabedoria promete derramar Seu
Espírito sobre aqueles que atentam a sua repreensão. Enquanto Cristo estava
dando ênfase a futura descida do Espírito Ele foi cauteloso dizendo que o
Espírito Santo já estava com os discípulos (João 14:16-17).
2.
A sabedoria como é personificada em Provérbios, na sua maneira mais sublime,
não parece ser nenhum outro senão Jesus Cristo. Compare Provérbios 1:23 com
João 7:37-39. Estude especialmente a última metade de Provérbios 8. Compare
também cuidadosamente Lucas 11:49 com Mateus 23:34.
Outro
erro ouvido as vezes é o ensinamento que os crentes do Velho Testamento podiam
perder o Espírito. Alguns usaram o caso de Saul (I Samuel 16:14) para provar
esse ensinamento, mas estes estão confundindo a obra do Espírito Santo na
salvação com a Sua obra ao equipar os homens para o serviço de Deus. O Espírito
Santo vem aos homens e sai dos homens de várias maneiras, mas nunca em relação
à salvação. Sugerir isso é o mesmo que negar a segurança tida pelo povo de Deus
(Salmos 37:24).
IV.
A OBRA DO ESPÍRITO NA REVELAÇÃO
Da
mesma maneira que Cristo prometeu que o Espírito Santo seria nosso professor, o
Espírito Santo ensinou os crentes do Velho Testamento.
A.
Ele inspirou os profetas - II Samuel 23:2; Ezequiel 2:1-2; Miquéias 3:8
B. Ele inspirou as Escrituras do Velho Testamento - II Pedro 1:21; Atos 1:16
C. Ele instruiu o povo de Deus - Neemias 9:20
B. Ele inspirou as Escrituras do Velho Testamento - II Pedro 1:21; Atos 1:16
C. Ele instruiu o povo de Deus - Neemias 9:20
V.
OS DONS ESPECIAIS DO ESPÍRITO FORAM MANIFESTADOS NO VELHO TESTAMENTO.
A.
Dons Políticos - Gênesis 41:38; Números 11:25; 27:18. Foi o Espírito de Deus
quem deu a Israel Seus lideres
B. Dons Morais.
B. Dons Morais.
1.
Coragem - Juízes 6:34; 11:29
2. Indignação - I Samuel 11:6
2. Indignação - I Samuel 11:6
C.
Dons Físicos.
1.
Força - juizes 14:6; 15:14
2. Capacidade mecânica - Êxodo 31:2-5
2. Capacidade mecânica - Êxodo 31:2-5
Tudo
isso deve nos ensinar o significado de Zacarias 4:6. Sem o Espírito de Deus não
podemos oferecer nenhum serviço a Deus.
VI
AS PROFECIAS SOBRE O ESPÍRITO NO VELHO TESTAMENTO
São
frequentemente estudadas as profecias que referem-se a Cristo no Velho
Testamento, mas não devemos esquecer aquelas que predizem a vinda e a obra do
Espírito de Deus.
A.
Profecias sobre a obra do Espírito durante o ministério terrestre de Cristo -
Isaías 61:1-3.
B.
Profecias sobre a obra do Espírito durante o reino de Cristo - Isaías 11:1-9.
C.
A profecia da descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes - Joel 2:28. [O
autor deve mencionar que ele não considera o Pentecostes uma completa cumulação
deste versículo.]
D.
Profecias sobre a futura obra do Espírito Santo com os judeus - Isaías 44:2-3;
Ezequiel 37:1-14; 39:28-29; Zacarias 12:10.
Autor: Pr Ron Crisp
Fonte: www.palavraprudente.com.br
Fonte: www.palavraprudente.com.br

O espírito santo antes e depois do
Pentecostes
Nós
vimos no artigo: “Corpo, alma
e espírito” Adão foi criado originalmente como corpo, alma e espírito e que
quando ele como dá árvore do conhecimento do bem e do mal ele perdeu o
espírito. Portanto, Deus não podia mais se comunicar com ele desde que lhe
faltava o receptor necessário, ou seja, o espírito. Neste artigo nós
examinaremos que a disponibilidade do espírito santo antes e depois do
Pentecostes.
1.
O Espírito Santo antes do
Pentecostes
Desde
que o espírito não estava disponível depois da queda de Adão, o que estava
acontecendo durante aquele período era que Deus colocou Seu espírito sobre aqueles
que Ele queria se comunicar. Isto não significa que o espírito estava
disponível. De Gênesis a Atos, não há relato de qualquer instrução de como
receber o espírito, pela simples razão que o espírito não estava disponível1. Na verdade, João 7:37-39 nos diz: João 7:37-39
“E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.”
De
acordo com essa passagem, o espírito santo não estava disponível no tempo em
que Jesus Cristo falou estas palavras e com certeza ele não estava disponível
antes daquele tempo também. Durante todo esse período (da queda de Adão ao dia
de Pentecostes) se Deus queria se comunicar com alguém, Ele colocava Seu espírito
sobre ele. Vamos ver alguns exemplos relatados no Antigo
Testamento, começando com Números 11:16-17. De acordo com o contexto, Moisés
queria ajudantes para governar o povo de Israel e Deus respondeu seu pedido nos
versos 16-17:
Números
11:16-17
“E disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da congregação, e ali estejam contigo. Então eu descerei e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu não a leves sozinho.”
“E disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da congregação, e ali estejam contigo. Então eu descerei e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu não a leves sozinho.”
Como
está claro nesta passagem, Moisés tinha espírito e o tinha sobre ele.
É importante apontar duas coisas aqui: primeiro que o espírito não estava em Moisés,
mas sobre ele. Segundo: o fato de que Moisés tinha o
espírito de Deus sobre ele, não era porque ele decidiu
que gostaria de ter espírito. Mesmo se ele decidisse que gostaria de ter
espírito, não havia nenhuma garantia que ele teria, pela simples razão de que o
espírito não estava disponível. Na verdade, era Deus que
decidiu colocar Seu espírito sobre Moisés e não o contrário. O mesmo é verdade
para aqueles setenta homens também: o espírito de Deus veio sobre eles,
não porque eles decidiram recebê-lo, mas porque Deus o
colocou sobre eles para fazer a comunicação com eles possível. Aqui estão mais
algumas passagens do Antigo Testamento sobre Deus colocando seu espírito sobre as
pessoas:
Juízes
3:9-10
“E os filhos de Israel clamaram ao SENHOR, e o SENHOR levantou-lhes um libertador, que os libertou: Otniel, filho de Quenaz, irmão de Calebe, mais novo do que ele. E veio sobre ele o Espírito do SENHOR, e julgou a Israel, e saiu à peleja…”
“E os filhos de Israel clamaram ao SENHOR, e o SENHOR levantou-lhes um libertador, que os libertou: Otniel, filho de Quenaz, irmão de Calebe, mais novo do que ele. E veio sobre ele o Espírito do SENHOR, e julgou a Israel, e saiu à peleja…”
Otniel
tinha espírito antes? Não. Deus o colocou sobre ele pela razão que ele era o
juiz de Israel e Deus quis se comunicar com ele. Vamos ver outro exemplo:
Juízes
6:33-34
“E
todos os midianitas e amalequitas, e os filhos do oriente se ajuntaram, e
passaram, e acamparam no vale de Jizreel. Então o Espírito do SENHOR revestiu a
Gideão, o qual tocou a buzina [para ajuntar o povo de Israel para a guerra], e
os abiezritas se ajuntaram após ele.”
Gideão
tinha espírito antes? Não. Era Gideão que recebia o espírito de Deus ou era
Deus quem colocava o espírito sobre Gideão? Para receber algo ele deve estar
disponível e espírito não estava disponível depois da queda de Adão. Então era
Deus Quem escolheu colocar Seu espírito sobre Gideão pela razão que Gideão era
juiz de Israel naquela época e Deus quis se comunicar com ele. Há mais exemplos
similares no Antigo Testamento. Se alguém também examinar o caso de Saul, o
primeiro rei de Israel, pode ser visto que quando ele desobedeceu a Deus, o
espírito de Deus que estava sobre ele se retirou dele
(ver: 1 Samuel 15:26, 16:14).
Então
para resumir: Adão e Eva eram originalmente corpo, alma e espírito. Contudo, no
dia em que eles comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal, eles
perderam o espírito. A morte é a perda da vida. É por isso que eles morreram naquele
dia, exatamente como Deus tinha dito, com suas mortes físicas também a seguir.
Desta época em diante o espírito não estava disponível. Por outro lado, para
Deus se comunicar com o povo, eles têm que ter espírito. Por esta razão durante
este período, Deus tinha que colocar Seu espírito sobre certos homens de Sua
escolha.
Por
exemplo, todos os profetas tinham o espírito de Deus sobre eles. Deus o colocou
sobre eles para lhes dar revelação. Portanto, a respeito deste período antes do
dia de Pentecostes três coisas precisam ser notadas:
1.
O espírito santo não estava disponível.
2.
Deus colocou Seu espírito sobre aqueles que Ele quis se
comunicar.
3.
Eles poderiam perder o espírito, o que significa que eles o tinham sob
restrições.
2.
De Pentecostes em diante: o espírito santo está disponível novamente
Tendo
visto qual era a situação antes do dia de Pentecostes agora é a hora de ver o
que acontece depois do dia de Pentecostes.
2.1.Nascer
do alto
Para
começar, vamos aos evangelhos para vermos algumas coisas que Jesus disse lá. À
medida que nós lemos os relatos respectivos, nós devemos ter em mente que –
como nós já vimos em João 7:37-39 – na época em que Jesus estava na terra o
espírito santo ainda não estava disponível aqui. Portanto, qualquer coisa que
vemos nos evangelhos sobre espírito refere-se profeticamente na época que ele
se tornaria disponível. Tendo isto em mente, vamos dar uma olhada em João
3:1-3:
João
3:1-3
“E
havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este
foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo
de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for
com ele. Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que
aquele que não nascer de novo [no texto grego lê “nascer do alto”], não pode
ver o reino de Deus.”
De
acordo com Jesus Cristo nenhum homem pode entrar no reino de Deus, se ele não
nascer de novo ou nascer do alto. Isto é provavelmente suficiente para resolver
muitos argumentos e perguntas de como fazer isso para entrar no reino de Deus.
A resposta é simples: Ele deve nascer do alto. Agora, o
que esse “nascer de novo” ou “nascer do alto” significa? O único nascimento que
a maioria de nós conhece é o nosso nascimento natural. Porém, Jesus aqui nos
diz que há mais um nascimento e esse nascimento é o pré-requisito para “ver o
reino de Deus”. As perguntas iguais as seguintes podem vir imediatamente em
nossas mentes: “Como esse nascimento ocorre?”, “quem são os pais deste
nascimento?”, “o que eu recebo deste nascimento?”. Como nós iremos responder
essas perguntas? Indo para a Bíblia e a deixando ela mesma se interpretar.
Então, vamos ver o que ela diz:
João
3:4-5
“Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.”
“Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.”
Nesta
passagem Jesus Cristo nos explica que para um homem entrar no reino de Deus ele
deve nascer da água e do espírito. Nascer das águas significa o primeiro
nascimento. Sem ter nascido uma vez, como você poderia nascer de
novo? Ele também nos diz que deve ser nascido do espírito. A palavra
“espírito” tem vários usos na Bíblia. Contudo, a maioria dos usos refere-se ou
a Deus que é espírito (João 4:24 “Deus é Espírito”) ou ao espírito que Deus dá.
Na passagem acima “nascer do Espírito” significa nascer de Deus, Que é
espírito. No primeiro nascimento você nasceu “da água2”. No Segundo nascimento você nasce do espírito,
ou seja, você nasce de Deus, Que é Espírito. Que neste segundo nascimento você
nasce de Deus também está claro no verso 6 onde nós também aprendemos o que é
recebido neste nascimento:
João
3:6
“O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”
“O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”
Novamente
os dois nascimentos são colocados juntos na mesma sentence, mas dessa vez o
propósito é os contrastar e mostrar que ele são inteiramente diferentes. Do
primeiro nascimento você recebe o que seus pais são, ou seja, carne e sangue.
Similarmente, do segundo nascimento você recebe o que seu pai, Deus, é, ou
seja, espírito.
A
Bíblia também é muito clara sobre como o segundo nascimento ocorre. Em João
5:1, nós lemos:
I
João 5:1
“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus”
“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus”
Nesta
passagem a Palavra de Deus nos diz que para nascer de Deus é necessário crer
com seu coração que Jesus é o Cristo, ou seja, o Messias, o Salvador. Tire um
minuto para pensar sobre isso. Se você nascer de Deus o que você é então? Um
filho de Deus. Um filho ou filha de Deus!! Isso é exatamente o que
a epístola de Gálatas também nos diz:
Gálatas
3:26
“Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.”
“Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.”
Para
se tornar filho de alguém necessita nascimento. E nas passagens dadas acima a
Palavra de Deus declara que na hora que alguém crê em Jesus Cristo nasce de
Deus. Você crê com seu coração em Jesus como o Cristo, o Messias, o filho de
Deus que ressuscitou da morte? Se sim, Deus é seu Pai.
Alguém é mais poderoso que Deus? NÃO. O que é impossível para ele? Nada. A
maioria das pessoas, por causa ou da religião ou tradição, pensam que Deus é
alguém que você não pode se aproximar. Alguém que está longe deles e Ele se
torna um pouco mais perto apenas depois deles seguirem certo ritual ou fazer
certos obras religiosas. Se você crê no mesmo, você deve mudar isso, substituir
isto com o que a Palavra de Deus diz que você é: um filho de Deus. Vamos
expandir um pouco mais sobre isso. Isaías 49:15 nos diz:
“Porventura
pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça
dele, do filho do seu ventre?”
Se
não, então de onde todas essas crianças que vivem nas ruas e em instituições
vêm? É por isso que Deus diz:
Isaías
49:15
“Mas ainda que esta se esquecesse dele”
“Mas ainda que esta se esquecesse dele”
Contudo,
não para por aqui. Continua:
Isaías
49:15
“contudo eu não me esquecerei de ti.”
“contudo eu não me esquecerei de ti.”
Muitos
pais esquecem ou maltratam seus filhos. Contudo, Deus nunca se esquecerá de
você. Você sabe por quê? Porque você é filho Dele e Ele ama você. Como Hebreus
13:5-6 também nos diz:
“Sejam
vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele
disse: Não te deixarei, nem te desampararei. E assim
com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei O que me
possa fazer o homem.”
Quem
disse isso? Não fui eu. Deus (“Ele Mesmo”) disse isso. Ele promete que Ele
nunca deixará você nem te desamparará. Seus amigos podem deixar você, o governo
pode abandonar você, seu chefe pode desamparar você. Mas Deus nunca deixará
você, porque você é filho Dele. Se você se sente deixado, abandonado etc. é
porque você olha para as coisas erradas. Olhe para Deus seu Pai; desenvolva uma
relação de pai para filho com Ele e você verá quanto mais luz sua ida terá.
Então, você também com confiança ousar a dizer: “O Senhor é o meu ajudador, e
não temerei O que me possa fazer o homem.”
Portanto,
para resumir: para alguém entrar no reino de Deus, Ele precisa nascer do alto
(“nascer do espírito”, ou “nascer de novo”, ou “nascer de Deus”). Este é o novo
nascimento. E para ser participante do novo nascimento você precisa de fé, fé
verdadeira: fé em Jesus como o Cristo, o Messias, o Filho de Deus que
ressuscitou da morte.
2.2. O que
aconteceu em Pentecostes?
Como
nós vimos no artigo “Corpo, alma
e espírito”, Adão perdeu o espírito no dia que ele pecou. Depois deste dia
o espírito não estava mais disponível. Porém, em João 3:6 Jesus Cristo, falando
profeticamente com Nicodemos, disse que alguém poderia ter o espírito de novo.
O momento onde o espírito ficou novamente disponível foi o dia de Pentecostes,
cerca de 2.000 anos atrás. Então, vamos ler para ver o que aconteceu naquele
dia:
Atos
2:1-4
“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”
“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”
O
que é descrito acima é o primeiro derramamento do espírito santo, que aconteceu
no dia de Pentecostes. Daquele dia em diante, o espírito santo está disponível
de novo e qualquer um que confessar com sua boca que Jesus é o Senhor e crer
com seu coração que Deus o ressuscitou da morte (Romanos 10:9-10) o receberá e
ele pode também se manifestar com as nove maneiras listadas em Coríntios
12:7-10. Uma destas formas é falar em línguas e é essa manifestação que estava
operando na passagem acima de Atos.
2.3 De Pentecostes
em diante: o espírito está em você e você é o templo de Deus.
Nós
vimos anteriormente que antes de Pentecostes as pessoas tinham o espírito de
Deus sobre elas. Ele não estava nelas. Em Pentecostes
esta situação também mudou dramaticamente. Daquele dia em diante, qualquer um,
não apenas o que crê com seu coração em Jesus Cristo, recebe o espírito santo,
mas também este espírito está nele. Como 1 Coríntios 6:19 nos diz:
1
Coríntios 6:19
“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus…?”
“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus…?”
Onde
o espírito santo, que você recebeu quando creste em Jesus Cristo, habita? EM
VOCÊ. Ele não está sobre você. Ele está EM você. Como 1 Coríntios 3:16 nos diz:
“Não
sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita
em vós?”
Novamente,
onde o espírito santo de Deus habita? Ele habita em você.
Como a passagem também nos diz “vós que sois o templo de
Deus”. Então, o templo de Deus não é a igreja na esquina da rua, mas você é
e você sabe por quê? Porque o espírito de Deus habita em você.
Aqui está então uma grande diferença entre ter o espírito sobre você (antes do
dia de Pentecostes) e ter o espírito em você (do dia de Pentecostes). Antes do
dia de Pentecostes, as poucas pessoas que tinham o espírito de Deus sobre elas,
não eram o templo de Deus pela simples razão que o espírito de Deus não estava
neles, mas sobre eles. É esta a razão que o templo de Salomão foi construído.
Era uma habitação temporária de Deus. Mas hoje, não há mais necessidade para
templos feitos pelo homem pela razão que hoje Deus não habita em
prédios, mas em homens que têm fé em Seu Filho Jesus Cristo.
Conclusão
Para
concluir este artigo: depois da queda de Adão e até o Pentecostes o espírito
santo não estava disponível. Em vez disso, o quê aconteceu em
Pentecostes foi que quando Deus queria se comunicar com alguém, Ele colocava
Seu espírito sobre ele. Contudo, em Pentecostes e devido os feitos de Jesus
Cristo, esta situação mudou dramaticamente. Desde aquele dia o espírito santo
está disponível novamente, como um dom, para todo mundo que sinceramente crê
que Jesus é o Cristo, o Messias, o Filho de Deus que ressuscitou da morte. Além
disso, todo que sinceramente crê se torna um filho de Deus, ou seja, ele nasce de
novo ou nasce do alto. Como resultado, Deus pode novamente se comunicar conosco
e nós com Ele. Além disso, o espírito santo habita em nós e não está, como no
Antigo Testamento, sobre nós. Então, nós somos na verdade, como disse Paulo em
1 Coríntios 3:16: “o templo de Deus” porque “o espírito de
Deus habita em nós”.

OS ATOS DO ESPIRITO SANTO NO VELHO TESTAMENTO
LIÇÃO
2:
Introdução:
O
Espírito Santo, assim como o Pai e o Filho, atuavam desde o princípio em prol
da salvação da humanidade. Neste estudo iremos observar como o Espírito Santo
trabalhou no Velho Testamento e desde quando o Espírito Santo começou atuar?
Notaremos como a atuação dEle estava diferente no Novo Testamento.
1.
Participou na criação do mundo
Gênesis
1.2
Salmo
104:30
2.
No tempo dos patriarcas
Gênesis
6.3;
41.38
3.
Nos líderes da nação israelita
Números
11.16-30;
27.18
4.
Concedeu capacidade técnica e artística para construir o tabernáculo
Êxodo
31.1-5
5.
Deu capacidade e força especial para liderar.
Juízes
3.10
6.34
11.29
13:25
14.6,19
15.14
16:20
6.
Auxiliou os primeiros reis de Israel na sua tarefa de guiar o povo para Deus.
1
Samuel 10:6; 16.13-14
2
Samuel 23.2
8.
Deu poder para profetizar
Números
24:2
Neemias
9:30
2
Samuel 23:2
Isaias
48:16
Miqueias
3:8
Ezequiel
2:2
2
Pedro 1:21
O
Espírito Santo não estava em todas as pessoas no Velho Testamento embora
houvesse promessa de vir a todos. Nem sempre gerava santidade. Os “vasos”
humanos utilizados por Deus no Velho Testamento habitualmente eram muito sujos.
Veja os casos de Balaão e Sansão. Era concedido especialmente aos profetas e
outros que seriam veículos da revelação divina. Concedia também dons para
administrar, artesanato, liderar, julgar e até força física.
No
Velho Testamento, há 88 referências à pessoa e obra do Espírito, cada um
indicando que naquela época, O Espírito veio para um trabalho específico e saiu
quando seu trabalho foi feito. No Novo Testamento, veremos que a sua presença
se tornou constante e permanente.

ESCRITURAS DE REFERÊNCIA
Genesis
1:2 A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do
abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.
Genesis
6:3 Então, disse o SENHOR: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois
este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos.
Genesis
41:38 Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este,
em quem há o Espírito de Deus?
Exodus
28:3 Falarás também a todos os homens hábeis a quem enchi do espírito de
sabedoria, que façam vestes para Arão para consagrá-lo, para que me ministre o
ofício sacerdotal.
Exodus
31: 1 Disse mais o SENHOR a Moisés: 2 Eis que chamei pelo nome a Bezalel, filho
de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de
conhecimento, em todo artifício, para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, para lapidação de pedras de engaste, para entalho de madeira, para toda sorte
de lavores.
Numbers
11: 16 Disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel,
que sabes serem anciãos e superintendentes do povo; e os trarás perante a tenda
da congregação, para que assistam ali contigo.
17
Então, descerei e ali falarei contigo; tirarei do Espírito que está sobre ti e
o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu
somente.
18
Dize ao povo: Santificai-vos para amanhã e comereis carne; porquanto chorastes
aos ouvidos do SENHOR, dizendo: Quem nos dará carne a comer? Íamos bem no
Egito. Pelo que o SENHOR vos dará carne, e comereis.
19
Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco, nem dez, nem ainda vinte;
20
mas um mês inteiro, até vos sair pelos narizes, até que vos enfastieis dela,
porquanto rejeitastes o SENHOR, que está no meio de vós, e chorastes diante
dele, dizendo: Por que saímos do Egito?
21
Respondeu Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este povo no meio do qual
estou; e tu disseste: Dar-lhes-ei carne, e a comerão um mês inteiro.
22
Matar-se-ão para eles rebanhos de ovelhas e de gado que lhes bastem? Ou se
ajuntarão para eles todos os peixes do mar que lhes bastem?
23
Porém o SENHOR respondeu a Moisés: Ter-se-ia encurtado a mão do SENHOR? Agora
mesmo, verás se se cumprirá ou não a minha palavra!
24
Saiu, pois, Moisés, e referiu ao povo as palavras do SENHOR, e ajuntou setenta
homens dos anciãos do povo, e os pôs ao redor da tenda.
25
Então, o SENHOR desceu na nuvem e lhe falou; e, tirando do Espírito que estava
sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; quando o Espírito repousou
sobre eles, profetizaram; mas, depois, nunca mais.
26
Porém, no arraial, ficaram dois homens; um se chamava Eldade, e o outro,
Medade. Repousou sobre eles o Espírito, porquanto estavam entre os inscritos,
ainda que não saíram à tenda; e profetizavam no arraial.
27
Então, correu um moço, e o anunciou a Moisés, e disse: Eldade e Medade
profetizam no arraial.
28
Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus escolhidos, respondeu e
disse: Moisés, meu senhor, proíbe-lho.
29
Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do SENHOR
fosse profeta, que o SENHOR lhes desse o seu Espírito!
30
Depois, Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel.17 Então,
descerei e ali falarei contigo; tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei
sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu somente.
Números
24:2 Levantando Balaão os olhos e vendo Israel acampado segundo as suas tribos,
veio sobre ele o Espírito de Deus.
3
Proferiu a sua palavra e disse: Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra do
homem de olhos abertos;
Numbers
27:18 Disse o SENHOR a Moisés: Toma Josué, filho de Num, homem em quem há o
Espírito, e impõe-lhe as mãos;
Deuteronomy
34:9 Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, porquanto
Moisés impôs sobre ele as mãos; assim, os filhos de Israel lhe deram ouvidos e
fizeram como o SENHOR ordem a Moisés.
Juizes
3:10 Veio sobre ele o Espírito do SENHOR, e ele julgou a Israel; saiu à peleja,
e o SENHOR lhe entregou nas mãos a Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia, contra o
qual ele prevaleceu.
Juizes
6:34 Então, o Espírito do SENHOR revestiu a Gideão, o qual tocou a rebate, e
os abiezritas se ajuntaram após dele.
Juizes
11:29 Então, o Espírito do SENHOR veio sobre Jefté; e, atravessando este por
Gileade e Manassés, passou até Mispa de Gileade e de Mispa de Gileade passou
contra os filhos de Amom.
Juizes
13:25 o Espírito do SENHOR passou a incitá-lo em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol.
Juizes
14:6 Então, o Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que ele o
rasgou como quem rasga um cabrito, sem nada ter na mão; todavia, nem a seu pai
nem a sua mãe deu a saber o que fizera.
Juizes
14:19 ntão, o Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que desceu aos
asquelonitas, matou deles trinta homens, despojou-os e as suas vestes festivais
deu aos que declararam o enigma; porém acendeu-se a sua ira, e ele subiu à casa
de seu pai.
Juizes
15:14 Chegando ele a Leí, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando; porém
o Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que as cordas que tinha
nos braços se tornaram como fios de linho queimados, e as suas amarraduras se
desfizeram das suas mãos.
Juizes
16:20 disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Tendo ele despertado do seu
sono, disse consigo mesmo: Sairei ainda esta vez como dantes e me livrarei;
porque ele não sabia ainda que já o SENHOR se tinha retirado dele.
1
Samuel 10:6 O Espírito do SENHOR se apossará de ti, e profetizarás com eles e
tu serás mudado em outro homem.
1
Samuel 16: 13 Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos;
e, daquele dia em diante, o Espírito
do
SENHOR se apossou de Davi. Então, Samuel se levantou e foi para Ramá
14
Tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito
maligno o atormentava.
2
Samuel 23:2 Palavra de Davi, filho de Jessé, palavra do homem que foi exaltado,
do ungido do Deus de Jacó, do mavioso salmista de Israel. O Espírito do SENHOR
fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua.
1
Reis 18:12 Poderá ser que, apartando-me eu de ti, o Espírito do SENHOR te leve
não sei para onde, e, vindo eu a dar as novas a Acabe, e não te achando ele, me
matará; eu, contudo, teu servo, temo ao SENHOR desde a minha mocidade.
1
Reis 22:24 Então, Zedequias, filho de Quenaana, chegou, deu uma bofetada em
Micaías e disse: Por onde saiu de mim o Espírito do SENHOR para falar a ti?
2
Reis 2:16 E lhe disseram: Eis que entre os teus servos há cinqüenta homens
valentes; ora, deixa-os ir em procura do teu senhor; pode ser que o Espírito do
SENHOR o tenha levado e lançado nalgum dos montes ou nalgum dos vales. Porém
ele respondeu: Não os envieis.
1
Crônicas 12:18 Então, entrou o Espírito em Amasai, cabeça de trinta, e disse:
Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz seja
contigo! E paz com os que te ajudam! Porque o teu Deus te ajuda. Davi os
recebeu e os fez capitães de tropas.
2
Crônicas 18:24 Por onde saiu o Espírito do SENHOR para falar a ti? Disse
Micaías: Eis que o verás naquele mesmo dia, quando entrares de câm em câm, para
te esconderes.
Esdras
5:1 Ora, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizm aos judeus que
estavam em Judá e em Jerusalém, em nome do Deus de Israel, cujo Espírito estava
com eles.
Neemias
9:20 E lhes concedeste o teu bom Espírito, para os ensinar; não lhes negaste
para a boca o teu maná; e água lhes deste na sua sede.
Neemias
9:30 No entanto, os aturaste por muitos anos e testemunhaste contra eles pelo
teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos;
pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras.
Jó
33:4 O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida.
Salmos
51:11 Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito.
Salmos
104:30 Envias o teu Espírito, eles são criados, e, assim, renovas a face da
terra.
Salmos
139:7 Para onde me ausentarei do teu Espírito? PARA onde fugirei da tua face?
Salmos
143:10 Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu
bom Espírito por terreno plano.
Isaias
4:4 quando o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião e limpar Jerusalém da
culpa do sangue do meio dela, com o Espírito de justiça e com o Espírito
purificador.
Isaias
28:6 será o espírito de justiça para o que se assenta a julgar e fortaleza para
os que fazem recuar o assalto contra as portas.
Isaias
32:15 até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se
tornará em pomar, e o pomar será tido por bosque;
Isaias
34:16 Buscai no livro do SENHOR e lede: Nenhuma destas criaturas falhará, nem
uma nem outra faltará; porque a boca do SENHOR o ordenou, e o seu Espírito
mesmo as ajuntará.
Isaias
40:13 Quem guiou o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou?
Isaias
44:3 Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca;
derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os
teus descendentes;
Isaias
48:16 Chegai-vos a mim e ouvi isto: não falei em segredo desde o princípio;
desde o tempo em que isso vem acontecendo, tenho estado lá. Agora, o SENHOR
Deus me enviou a mim e o seu Espírito.
Isaias
59:19 Temerão, pois, o nome do SENHOR desde o poente e a sua glória, desde o
nascente do sol; pois virá como torrente impetuosa, impelida pelo Espírito do
SENHOR.
Isaias
59:21 Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o SENHOR: o meu
Espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se
apartarão dela, nem da de teus filhos, nem da dos filhos de teus filhos, não se
apartarão desde agora e para todo o sempre, diz o SENHOR.
Isaias
61:1 O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para
pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de
coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;
Isaias
63:10 Mas eles foram rebeldes e contristm o seu Espírito Santo, pelo que se
lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles.
Isaias
63:11 Então, o povo se lembrou dos dias antigos, de Moisés, e disse: Onde está
aquele que fez subir do mar o pastor do seu rebanho? Onde está o que pôs nele o
seu Espírito Santo?
Isaias
63:14 Como o animal que desce aos vales, o Espírito do SENHOR lhes deu
descanso. Assim, guiaste o teu povo, para te criares um nome glorioso.
Ezequiel
2:2 Então, entrou em mim o Espírito, quando falava comigo, e me pôs em pé, e
ouvi o que me falava.
Ezequiel
3:12 Levantou-me o Espírito, e ouvi por detrás de mim uma voz de grande
estrondo, que, levantando-se do seu lugar, dizia: Bendita seja a glória do
SENHOR.
Ezequiel
3:14 Então, o Espírito me levantou e me levou; eu fui amargurado na excitação
do meu espírito; mas a mão do SENHOR se fez muito forte sobre mim.
Ezequiel
3:24 Então, entrou em mim o Espírito, e me pôs em pé, e falou comigo, e me
disse: Vai e encerra-te dentro da tua casa.
Ezequiel
8:3 Estendeu ela dali uma semelhança de mão e me tomou pelos cachos da cabeça;
o Espírito me levantou entre a terra e o céu e me levou a Jerusalém em visões
de Deus, até à entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o norte, onde
estava colocada a imagem dos ciúmes, que provoca o ciúme de Deus.
Ezequiel
11:1 Então, o Espírito me levantou e me levou à porta oriental da Casa do
SENHOR, a qual olha para o oriente. À entrada da porta, estavam vinte e cinco
homens; no meio deles, vi a Jazanias, filho de Azur, e a Pelatias, filho de
Benaías, príncipes do povo.
Ezequiel
11:24 Depois, o Espírito de Deus me levantou e me levou na sua visão à Caldéia,
para os do cativeiro; e de mim se foi a visão que eu tivera.
Ezequiel
37:1 Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me
deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos,
Ezequiel
43:5 O Espírito me levantou e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do
SENHOR enchia o templo.
Miqueias
2:7 Tais coisas anunciadas não alcançarão a casa de Jacó. Está irritado o
Espírito do SENHOR? São estas as suas obras? Sim, as minhas palavras fazem o
bem ao que anda retamente;
Miqueias
3:8 Eu, porém, estou cheio do poder do Espírito do SENHOR, cheio de juízo e de
força, para declarar a Jacó a sua transgressão e a Israel, o seu pecado.
Ageu
2:5 segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o
meu Espírito habita no meio de vós; não temais.
Zacarias
4:6 Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por
força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.
Zacarias
6:8 E me chamou e me disse: Eis que aqueles que saíram para a terra do Norte
fazem repousar o meu Espírito na terra do Norte.
Zacarias
7:12 Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a
lei, nem as palavras que o SENHOR dos Exércitos envi pelo seu Espírito,
mediante os profetas que nos precederam; daí veio a grande ira do SENHOR dos
Exércitos.
2
Pedro 1:20 sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura
provém de particular elucidação;
21
porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto,
homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.
As
Lições Sobre o Espírito Santo

O Espírito no Antigo
Testamento
24/02/2018
O ESPÍRITO NO ANTIGO TESTAMENTO
O Espírito Santo é revelado no Antigo Testamento de três maneiras: primeira, como Espírito criador ou cósmico, por cujo poder o universo e todos os seres foram criados; segunda, como o Espírito dinâmico ou doador de poder; terceira, como Espírito regenerador, pelo qual a natureza humana é transformada.
1. Espírito criador.
O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade por cujo poder o universo foi criado. Ele pairava por sobre a face das águas e participou da glória da criação. (Gên. 1:2; Jo 26:13; Sal. 33:6; 104:30.) O Dr. Denio escreve: O Espírito Santo, como Divindade inseparável em toda a criação, manifesta sua presença pelo que chamamos as leis da natureza. Ele é o princípio da ordem e da vida, o poder organizador da natureza criada. Todas as forças da natureza são apenas evidências da presença e operação do Espírito de Deus. As forças mecânicas, a ação química, a vida orgânica nas plantas e nos animais, a energia relativa à ação nervosa a inteligência e a conduta moral são apenas evidências da imanência de Deus, da qual o Espírito Santo é o agente. O Espírito Santo criou e sustenta o homem. (Gên. 2:7; Jo 33:4.)
Toda pessoa, seja ou não servo de Deus, é sustentada pelo poder criador do Espírito de Deus. (Dan. 5:23; Atos 17:28.) A existência do homem é como o som da tecla do harmônio que dura tão-somente enquanto o dedo do artista a comprime. O homem deve a sua existência e a continuação desta às “duas mãos de Deus”, isto é, o Verbo (João 1:1-3), e o Espírito. Foi a esses que Deus se dirigiu dizendo: “Façamos o homem.”
O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade por cujo poder o universo foi criado. Ele pairava por sobre a face das águas e participou da glória da criação. (Gên. 1:2; Jo 26:13; Sal. 33:6; 104:30.) O Dr. Denio escreve: O Espírito Santo, como Divindade inseparável em toda a criação, manifesta sua presença pelo que chamamos as leis da natureza. Ele é o princípio da ordem e da vida, o poder organizador da natureza criada. Todas as forças da natureza são apenas evidências da presença e operação do Espírito de Deus. As forças mecânicas, a ação química, a vida orgânica nas plantas e nos animais, a energia relativa à ação nervosa a inteligência e a conduta moral são apenas evidências da imanência de Deus, da qual o Espírito Santo é o agente. O Espírito Santo criou e sustenta o homem. (Gên. 2:7; Jo 33:4.)
Toda pessoa, seja ou não servo de Deus, é sustentada pelo poder criador do Espírito de Deus. (Dan. 5:23; Atos 17:28.) A existência do homem é como o som da tecla do harmônio que dura tão-somente enquanto o dedo do artista a comprime. O homem deve a sua existência e a continuação desta às “duas mãos de Deus”, isto é, o Verbo (João 1:1-3), e o Espírito. Foi a esses que Deus se dirigiu dizendo: “Façamos o homem.”
2. Espírito dinâmico que produz.
O Espírito Criador criou o homem a fim de formar uma sociedade governada por Deus; em outras palavras, o reino de Deus. Depois que entrou o pecado e a sociedade humana foi organizada à parte de Deus e em oposição à sua pessoa, Deus começou de novo ao chamar o povo de Israel, organizando-o sob suas leis, e assim constituindo-o como reino de Jeová . (2 Crôn. 13:8.) Ao estudar a história de Israel lemos que o Espírito Santo inspirou certos homens para governar e guiar os membros desse reino e para dirigir seu progresso na vida de consagração. A operação dinâmica do Espírito criou duas classes de ministros: primeira, obreiros para Deus — homens de ação, organizadores, executivos; segunda, locutores para Deus — profetas e mestres.
(a) Obreiros para Deus. Como exemplos de obreiros inspirados pelo Espírito, mencionamos Josué (Num. 27:8-21); Otoniel (Juízes 3:9-10; José (Gên.41:38-40); Bezaleel (Êxo. 35:30-31); Moisés (Num. 11:16,17); Gideão (Jui. 6:34), Jefté (Jui 11:29); Sansão (Jui. 13:24,25); Saul (1 Sam. 10:6). É muito provável que, à luz desses exemplos, os dirigentes da igreja primitiva insistissem em que aqueles que serviam às mesas deviam ser cheios do Espírito Santo (Atos 6:3).
(b) Locutores de Deus. O profeta de Israel, podemos dizer, era um locutor de Deus — um que recebia mensagens de Deus e as entregava ao povo. Ele estava cônscio do poder celestial que descia sobre ele de tempos em tempos capacitando-o para pronunciar mensagens não concebidas por sua própria mente, característica que o distinguia dos falsos profetas. (Ezeq. 13:2.) A palavra “profeta” indica inspiração, originada duma palavra que significa “borbulhar” — um testemunho à eloqüência torrencial que muitas vezes manava dos lábios dos profetas. (Vide João 7:38.)
1) As expressões empregadas para descrever a maneira como lhes chegava a inspiração mostram que essa inspiração era repentina e de modo sobrenatural. Ao referirem-se à origem de seu poder, os profetas diziam que Deus “derramou” seu Espírito, “pôs seu Espírito sobre eles”, “deu” seu Espírito, “encheu-os do seu Espírito”, e “pôs seu Espírito” dentro deles. Descreveram a variedade de influência, declaram que o Espírito “estava sobre eles”, “descansava sobre eles”, e os “tomava”. Para indicar a influência exercida sobre eles, diziam que estavam “cheios do Espírito”, “movidos” pelo Espírito, “tomados” pelo Espírito, e que o Espírito falava por meio deles.
2) Quando um profeta profetizava, às vezes estava em estado conhecido como “êxtase” — estado pelo qual a pessoa fica elevada acima da percepção comum e introduzida num domínio espiritual, no domínio profético. Ezequiel disse: “A mão do Senhor (o poder do Senhor Deus) caiu sobre mim … e o Espírito me levantou entre a terra e o céu, e me trouxe a Jerusalém em visões de Deus” (Ezeq. 8:1-3). É muito provável que Isaias estivesse nessa condição quando viu a glória de Jeová (Isa. 6). João o apóstolo declara que foi “arrebatado em espírito no dia do Senhor” (Apo.?. Vide Atos 22:17.) As expressões usadas para descrever a inspiração e o êxtase dos profetas são semelhantes àquelas que descrevem a experiência do Novo Testamento de “ser cheio” ou “batizado” com o Espírito. (Vide o livro de Atos.) Parece que nessa experiência o Espírito tem um impacto tão direto sobre o espírito humano, que a pessoa fica como que arrebatada a uma experiência na qual pronuncia uma linguagem extática.
3) Os profetas nem sempre profetizavam em estado extático; a expressão “veio a Palavra do Senhor” dá a entender que a revelação veio por uma iluminação sobrenatural da mente. A mensagem divina pode ser recebida e entregue em qualquer das duas maneiras.
4) O profeta não exercia o dom à sua discrição; a profecia não foi produzida “por vontade de homem” (2 Ped. 1:21). Jeremias disse que não sabia que o povo estava maquinando contra ele (Jer. 11:19). Os profetas nunca supuseram, nem tampouco os israelitas jamais creram, que o poder profético fosse privilégio de algum homem como dom permanente e sem interrupção para ser usado à sua própria vontade. Entenderam que o Espírito era um agente pessoal e, portanto, a inspiração era proveniente da soberana vontade de Deus. Os profetas podiam, porém, pôr-se numa condição de receptividade ao Espírito (2 Reis 3:15), e em tempos de crise podiam pedir direção a Deus.
3. Espírito regenerador.
Consideraremos as seguintes verdades relativas ao Espírito regenerador. Sua presença é registrada no Antigo Testamento, porém não é acentuada; seu derramamento é descrito, principalmente como uma bênção futura, em conexão com a vinda do Messias; e mostra características distintas.
(a) Operativo mas não acentuado. O Espírito Santo no Antigo Testamento é descrito como associado à transformação da natureza humana. Em Isa. 63:10,11 faz-se referência ao êxodo e à vida no deserto. Quando o profeta diz que Israel contristou o seu santo Espírito, ou quando se diz que deu seu “bom Espírito” para os instruir (Nee. 9:20), refere-se ao Espírito como quem inspira a bondade. (Vide Sal. 143:10.) Davi reconhecia o Espírito como presente em toda a parte, aquele que esquadrinha os caminhos dos homens, e revela, à luz de Deus, os esconderijos mais escuros de suas vidas. Depois de cometer seu grande pecado, Davi orou para que o Espírito Santo de Deus, a Presença santificadora de Deus, aquele Espírito que influencia o caráter, não lhe fosse tirado (Sal. 51:11). Esse aspecto, porém, da obra do Espírito não é acentuado no Antigo Testamento. O nome Espírito Santo ocorre somente três vezes no Antigo Testamento, mas oitenta e seis no Novo, sugerindo que no Antigo Testamento a ênfase está sobre operações dinâmicas do Espírito, enquanto no Novo Testamento a ênfase está sobre o seu poder santificador.
(b) Sua concessão representa uma bênção futura. O derramamento geral do Espírito como fonte de santidade é mencionado como acontecimento do futuro, uma das bênçãos do prometido reino de Deus. Em Israel o Espírito de Deus era dado a certos lideres escolhidos, e indubitavelmente quando havia verdadeira piedade, tal se devia à obra do seu Espírito. Mas em geral, a massa do povo inclinava-se para o paganismo e para a iniqüidade. Embora de tempos em tempos fossem reavivados pelo ministério de profetas e reis piedosos, era evidente que a nação era má de coração e que era necessário um derramamento geral do Espírito para que voltassem a Deus. Tal derramamento foi predito pelos profetas, que falaram que o Espírito Santo seria derramado sobre o povo numa medida sem precedentes. Jeová purificaria os corações do povo, poria seu Espírito dentro deles, e escreveria a sua lei em seu interior. (Ezeq. 36:25-29; Jer. 31:34.) Nesses dias o Espírito seria derramado com poder sobre toda a carne (Joel 2:28), isto é, sobre toda a classe e condição de homens, sem distinção de idade, sexo e posição. A oração de Moisés de que “todo o povo do Senhor fosse profeta” seria então cumprida (Num. 11:29). Como resultado, muitos seriam convertidos, porque “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Joel 2:32). A característica que distinguia o povo de Deus sob a velha dispensação era a possessão e revelação da lei de Deus; a característica que distingue seu povo sob a nova dispensação é a escrita da lei e a morada do Espírito em seus corações.
(c) Em conexão com a vinda do Messias, o grande derramamento do Espírito Santo teria por ponto culminante a Pessoa do Messias-Rei, sobre o qual o Espírito de Jeová repousaria permanentemente na qualidade de Espírito de sabedoria e entendimento, de conhecimento e temor santo, conselho e poder. Ele seria o Profeta perfeito que proclamaria as Boas-Novas de libertação, de cura divina, de consolo e de gozo. Qual é a conexão entre esses dois grandes eventos proféticos? Será a vinda do Ungido e a efusão universal do Espírito Santo? João Batista respondeu quando interrogado: “Eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem apos mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.” Em outras palavras, o Messias é o Doador do Espírito Santo. Foi isso que o assinalou como o Messias ou o Fundador do Reino de Deus. A grande bênção da nova época seria o derramamento do Espírito e foi o mais elevado privilégio do Messias, o de conceder o Espírito. Durante seu ministério terrestre Cristo falou do Espírito como o melhor dom do Pai (Luc. 11:13); ele convidou os sedentos espiritualmente a virem beber, oferecendo-lhes abundante abastecimento da água da vida; em seus discursos de despedida prometeu enviar o Consolador a seus discípulos. Notem especialmente a conexão do dom com a obra redentora de Cristo. A concessão do Espírito está associada com a partida de Cristo (João 16:7) e sua glorificação (João 7:39), o que implica sua morte (João 12: 23, 24; 13:31, 33; Luc.24:49). Paulo claramente declara essa conexão em Gál. 3:13,14; 4:4-6 e Efés. 1:3, 7:13, 14.
(d) Exibindo características especiais. Talvez este seja o lugar de inquirir acerca do significado da declaração: “porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado”. João certamente não queria dizer que nos tempos do Antigo Testamento ninguém haja experimentado manifestações do Espírito; todo judeu sabia que as poderosas obras dos dirigentes de Israel e as mensagens dos profetas eram provenientes das operações do Espírito de Deus. Evidentemente ele se refere a certos aspectos da obra do Espírito que não eram conhecidos nas dispensações anteriores. Quais são, então, as características distintas da obra do Espírito na presente dispensasão?
1) O Espírito ainda não havia sido dado como o Espírito do Cristo crucificado e glorificado. Essa missão do Espírito não podia iniciar-se enquanto a missão do Filho não terminasse; Jesus não podia manifestar-se no Espírito enquanto estivesse em carne. O dom do Espírito não podia ser reivindicado por ele a favor dos homens enquanto ele não assumisse sua posição de Advogado dos homens na presença de Deus. Quando Jesus falou, ainda não havia no mundo uma força espiritual como a que foi inaugurada no dia de Pentecoste e que posteriormente cobriu toda a terra como uma grande enchente. Porque Jesus ainda não havia subido aonde estivera antes da encarnação (João 6:62), e ainda não estivera com o Pai (João 16:7; 20:17), não podia haver uma presença espiritual universal antes que fosse retirada a presença na carne, e o Filho do homem fosse coroado na sua exaltação à destra de Deus. O Espírito foi guardado nas mãos de Deus aguardando esse derramamento geral, até que o Cristo vitorioso o reivindicasse a favor da humanidade.
2) Nos tempos do Antigo Testamento o Espírito não era dado universalmente, mas, de modo geral limitado a Israel, e concedido segundo a soberana vontade de Deus a certos indivíduos, como sejam: profetas, sacerdotes, reis e outros obreiros em seu reino. Mas na presente época ou dispensação o Espírito está ao dispor de todos, sem distinção de idade, sexo ou raça. Nesta relação nota-se que o Antigo Testamento raramente se refere ao Espírito de Deus pela breve designação “o Espírito”. Lemos acerca do “Espírito de Jeová ” ou “Espírito de Deus”. Mas no Novo Testamento o título breve o “Espírito” ocorre com muita freqüência, sugerindo que suas operações já não são manifestações isoladas, mas acontecimentos comuns.
3) Alguns eruditos crêem que a concessão do Espírito nos tempos do Antigo Testamento não envolve a morada ou permanência do Espírito, que é característica do dom nos tempos do Novo Testamento. Eles explicam que a palavra “dom”, implica possessão e permanência, e que nesse sentido não
havia Dom do Espírito no Antigo Testamento. É certo que João Batista foi cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe e isso implica uma unção permanente. Talvez esse e outros casos semelhantes poderiam ser considerados como exceções à regra geral. Por exemplo, quando Enoque e Elias foram transladados, foram exceções à regra geral do Antigo Testamento, isto é, a entrada na presença de Deus era por meio do túmulo e do Seol (o reino dos espíritos desencarnados).
Título original:
Knowing the Doctrines of the Bible
Tradução: Lawrence Olson
Tradução: Lawrence Olson
A presença do Espírito Santo de Gênesis a Apocalipse é real, e não temos dúvidas de que Ele age em parceria com Deus desde a eternidade. Nesta lição, estudaremos as seguintes divisões: Pentateuco, Livros Históricos, Livros Poéticos e Livros Proféticos.


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