___/___/____ A Autoridade
Suprema do Espírito Santo
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
João 16:7-15
7. Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá;
porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo
enviarei.
8. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da
justiça e do juízo.
9. Do pecado, porque não crêem em mim;
10. Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis
mais;
11. E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está
julgado.
12. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis
suportar agora.
13. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos
guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que
tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.
14. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e
vo-lo há de anunciar.
15. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há
de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
TEXTO ÁUREO
"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará
outro Consolador, para que fique convosco para sempre;"
Jo 14.16
Palavra introdutória
Nos dois últimos estudos, vimos os aspectos da autoridade de
Deus pai, o Criador, e de Seu Filho, o Redentor. Nesta Lição. estudaremos
acerca da autoridade e do poder do Espírito Santo. Certamente, Ele é o Espírito
do Pai e do Filho, que com Eles convive desde a eternidade. É também a terceira
pessoa da trindade, por meio da qual o homem alcança a verdade.
Nesta lição, aprenderemos como se revela a autoridade do
Espírito por meio de quatro poderosas ações: dar vida, persuadir, consolar e
instruir.
1. AUTORIDADE PARA VIVIFICAR
O poder do Espírito concede a capacidade de perceber a
realidade espiritual (Hb 11.3) a fim de que possamos viver em comunhão com Deus
(Hb 2.12-15). Esse poder vivificador do Espírito Santo compreende três esferas
da existência humana.
1.1 Vida interior
Em Efésios 3.16, Paulo afirma que o Espírito fortalece o
homem interior com poder. Isso significa que, pelo Espírito, Deus atua em nosso
coração, consagrando nosso ser, trabalhando em nossas emoções, mente e vontade
(1 Pe 1.2; Rm 8.26; 1 Ts 5.23). Somente sob a iluminação do Espírito, o cristão
assume a atitude de dizer sim a Deus, e de escolher sua identidade e seu
destino eterno (Ef 1.17-23).
1.2. Vida física
O Espírito Santo também atua poderosamente na esfera
exterior, por exemplo, na cura de enfermidades (1 Co 12.9) e na ressurreição (1
Co 15.9), além de prover bençãos e proporcionar alegria abundante (Rm 8.11; Fp
3.11). Devemos orar com a confiança de que Ele há de atuar em nossas vidas,
animando-nos (Sl 27.13,14).
1.3 Vida eterna
O poder vivificador do Espírito não é temporal ou
passageiro, mas tem valor eterno (Sl 49.9). Sua atuação conduz-nos à promessa
de uma futura vida na eternidade (1 Jo 2.25; Jo 10.10), a qual é uma recompensa
(Lc 18.29,30; Gl 6.8) e um dom gratuito de Deus (Jo 3.16; Ef 2.8-10).
2. AUTORIDADE PARA CONVENCER
Quando os cristãos testificam sobre a obra de Jesus no poder
e na autoridade do Espírito (At 11.15-18), os pecadores são persuadidos de sua
condição de impiedade e convencidos da necessidade da salvação (At 2.40,41).
2.1. Persuasão pela pregação
Para que ocorra a persuasão do pecador, o Espírito conduz a
Igreja a ensinar o Evangelho de Cristo sem contradições ou incoerências,
enfrentando toda e qualquer crítica ou barreira (2 Tm 1.7; 2 Ts 2.13) com toda
autoridade (1 Ts 1.5). a obra poderosa do Espírito está sempre ligada à
apresentação da Palavra de Deus, que é Sua arma de luta na tarefa de convencer
o homem da verdade que está proposta no evangelho (Tt 1.9; 1 Co 2.4).
2.2. Convencimento tríplice
Antes de ascender aos céus, após Sua ressurreição, Jesus prometeu
derramar sobre os discípulos Seu Espírito, cuja ação estaria sempre relacionada
à pessoa e obra do Messias (Jo 16.5-7), em três aspectos principais:
2.2.1. Consciência do pecado
O Espírito convence o homem de sua pecaminosidade (Jo 16.9).
Isso significa que o conscientizará de seu estado natural pecaminoso (pecado,
significando a iniquidade) e também de seus comportamentos pecaminosos
(pecados, significando erros cometidos). O foco do testemunho persuasivo do
Espírito está no fato de Cristo ter pagado um alto preço por todo pecado.
Portanto, aceitar Jesus é a única opção para ser liberto dessa escravidão.
2.2.2. Padrão para a justiça de Deus
O poder do convencimento que emana do Espírito Santo anuncia
que Cristo tornou-se o padrão de justiça pelo qual todos os homens serão
aferidos e, por isso, todos precisam ser justificados. Nesse sentido, a palavra
justiça carrega um duplo sentido: justiça legal e justiça moral, referindo-se
tanto às atitudes legais que Deus toma ao declarar que os cristãos estão
justificados como à justiça perfeita, que pode ser atribuída apenas ao próprio
Deus, e é requerida como o padrão mais elevado de comportamento do ser humano.
2.2.3. Juízo vindouro
No poder do Espírito, a mensagem cristã denuncia que
Satanás, o dominador deste mundo, reina no coração daqueles que não foram
regenerados e cega-lhes o entendimento (1 Co 2.6-8). De mesma forma, o Espírito
Santo convence as pessoas do juízo vindouro, quando todos prestarão contas ao
Pai (1 Co 15.28; Rm 14.11).
3. SUBMISSÃO À AUTORIDADE DO ESPÍRITO HOJE
3.1. Transformação necessária
O principal foco da atuação do Espírito é a transformação da
personalidade (1 Co 4.15; Rm 12.2). Questões de caráter, valor, motivação,
atitudes e entendimento do próprio Deus (1 Tm 6.11,12; Tt 2.12-14) são Suas
prioridades. A Igreja precisa, pois, do agir do Espírito a lhe ensinar o
discurso de Deus, o evangelho da salvação, aquilo que convém proclamar a fim de
frutificar e crescer (Cl 1.5,6) para que os perdidos alcancem a salvação (At
28.31; Ef 1.13; Cl 1.28).
3.2. Fidelidade imprescindível
A partir da ação poderosa da terceira pessoa da Trindade,
seremos revestidos da verdade de Deus (Ef 6.14), que está em constante
construção em nosso interior (Tg 1.18; 1 Pe 1.22) para que possamos vive-la de forma
integral (Tg 1.22; 2.14).
Para viver a verdade, o cristão deverá manter-se fiel aos
estímulos do Espírito de Deus, o educador por excelência, que atua em nós e por
nós, em nossas conversas, discursos, encontros, relacionamentos, enfim, Ele
opera poderosamente, através dos processos naturais, de maneira sobrenatural
(Sl 89.24; At 4.31).
CONCLUSÃO
O cristão que, antes vivia cercado pelos muros do pecado,
sem perceber a beleza da vida que Deus proporcionava ao seu redor. Agora, com a
presença gloriosa do Espírito, que é permanente em sua vida para edificar,
consolar, purificar e santificar, ele vê o mundo com outros olhos, os da fé.
Revista Lições da
Palavra de Deus n° 58
AULA EM___DE______DE 2013 - LIÇÃO 4
(Revista: Central Gospel)
Tema: AUTORIDADE DO ESPÍRITO SANTO
Texto Áureo: JOÃO 14;16
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PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), se dedique ao máximo nesta aula e Deus será
contigo, estude e o Espírito de Deus o fará lembrar de tudo que você estudou.
- “desde a eternidade”, essa eternidade
mencionada aqui não é o infinito daqui pra frente, ela conta também o infinito
pra trás, a Triunidade Santa não tem princípio nem fim.
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1. AUTORIDADE PARA VIVIFICAR
- “para perceber a realidade espiritual”, consiste em
mostrar a para o individuo como está a sua situação, o Espírito Santo faz isso,
veja:
“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da
justiça e do juízo.”João 16.8
1.1. Vida interior
- Uma outra boa explicação para essa vida
interior pode ser tirada desse versículo:
“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com
Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;” Rm 5.1
- Essa “paz com Deus”, que é mencionada aqui, atua no
interior da pessoa que recebeu a Jesus como salvador, o Espírito de Deus vai
promovendo a paz com Deus pela atuação na mente e no coração, dessa forma a
pessoa tem seu ânimo e sua autoestima fortalecida, consegue assim, trabalhar
para o Senhor. Por isso encontramos muitos crentes que passam dificuldades, mas
permanecem firmes na presença do Senhor com alegria.
1.2. Vida física
- Você pode acrescentar que em muitos casos o Espírito Santo
revigora a força física, pessoas que chegam cansadas pelo trabalho secular e
encontram forças para irem à igreja ou evangelismo, isso se explica pelo texto:
“Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças,
subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se
fatigarão.” Is 40.31
1.3. Vida eterna
- A maior promessa da Bíblia está ligada a essa ação do
Espírito Santo, a nossa passagem aqui na terra é um processo de aprendizado e
preparo para a vida eterna. Por isso somos orientados a esperarmos a vida
eterna.
“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais
miseráveis de todos os homens.” 1 Co 15.19
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2. AUTORIDADE PARA CONVENCER
- Você pode comentar que o Espírito Santo está atuando no mundo, por isso ele
está operando inclusive na mente do ímpio, caso ele dê ouvidos à Palavra de
Deus.
2.1.
Persuasão pela pregação
- “à apresentação da Palavra de Deus”, à ação do Espírito Santo
sempre ocorre na mente do não crente, sempre que este presta atenção à Palavra
de Deus, ela é a espada do Espírito, quando o ímpio deixa a Palavra entrar,
então o Espírito de Deus combate na mente dele.
- É interessante lembrar só encontra Deus quem procura por
Deus, dessa forma só receberá o convencimento do Santo Espírito, aquele que
ouve ou lê a Palavra procurando Deus nela, ou mesmo que não esteja procurando,
mas sabe que o Senhor está nela. Sabemos disso porque existem muitas pessoas
que conhecem a Bíblia, mas não acreditam em Deus, ou não tem e nem querem ter,
nenhum compromisso com Ele.
2.2. Convencimento tríplice
- Na verdade as instruções ocorreram
antes da prisão e morte do Senhor, foram as últimas orientações de Jesus aos
seus apóstolos, e está nos capítulos 14,15 e 16 do evangelho
de João.
2.2.1.
Consciência do pecado
- Essa é a consciência do erro, os que não tem Jesus erram e continuam errando
sem que isso lhes pese a consciência, mas aquele que deixa a Palavra de Deus
entrar começa a ser convencido pelo Espírito de que sua vida está sendo
destruída e ele precisa tomar uma atitude.
- “liberto dessa escravidão”, lembre que pecadores, todos nós
somos, porém aquele que não recebeu Jesus como salvador é escrevo do pecado,
não consegue se libertar. Os que foram libertos por Jesus até pecam, mas ocorre
por acidente, não estão presos ao pecado.
2.2.2.
Padrão da justiça de Deus
- “Cristo tornou-se padrão de Justiça”, Jesus é o modelo padrão que
devemos seguir, todos os outros modelos são fracos.
- “os homens serão aferidos”, aferir significa comparar com uma
medida básica, quer dizer que os homens serão comparados com o Senhor Jesus, a
fim de avaliar nossa justiça.
- “justiça legal”, ocorre quando fazemos o que é certo, quando
tomamos atitudes dentro da lei de Deus.
- “justiça moral”, é a justiça perfeita, é o padrão do
comportamento que segue o Senhor como modelo.
2.2.3.
Juízo vindouro
- Dessa forma a pessoa começa a ficar preocupada com o que vai ocorrer após a
vida aqui na terra. Muita gente convencida por essa ação do Espírito Santo,
acaba por aceitar a Cristo pelo medo do virá depois de tudo. Primeiro aceita-se
pelo temor do Senhor, depois ao se conhecer quem é o Senhor que servimos e o
que Ele fez por nós na cruz, surge então o amor no coração daquele que recebeu
a Jesus.
3. SUBMISSÃO À AUTORIDADE DO ESPÍRITO SANTO
3.1. Transformação necessária
- “transformação da personalidade”, o Espírito Santo
molda nosso caráter, transformando nosso jeito de agir e de var as coisas,
nossas atitudes vão se transformando, muitas vezes até mesmo a própria pessoa
fica admirada com a mudança em si mesmo.
- Comente que muitos irmãos receberam Jesus, vão a igreja e
cumprem as ordenanças do Senhor, mas não tiveram seu caráter modificado pelo
Espírito. Isso acontece porque não se edificam na Palavra, pois ela é a arma do
Espírito na vida da pessoa. Se não entrar ensinamento da Bíblia na mente e no
coração do individuo, o Espírito não poderá atuar nele. Ficará na igreja
parecendo crente, mas nunca será um crente de verdade. ISSO É PROFUNDO.
3.2. Fidelidade imprescindível
- “manter-se fiel aos estímulos”, quer dizer que
o Espírito de Deus vai nos ensinando e nos animando a cada momento, precisamos
ser fiel a sua voz. Precisamos estar sensíveis a manifestação do Espírito Santo
em nosso dia-a-dia.
- “encontros, relacionamentos”, nessas
atividades muitas vezes os crentes se esquecem do Espírito Santo, falam como se
não tivessem nenhum compromisso com Ele. Existem crentes que só falam com o
Espírito Santo na hora de dormir e olhe lá!
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1 O
ESPÍRITO SANTO
R. C. Sproul
Verdades essenciais da fé cristã; doutrinas
básicas em linguagem simples e prática. v. 2 (São Paulo: Cultura Cristã, 1999),
pp. 9-16.
A divindade do
Espírito Santo
Na liturgia d a igreja
freqüentemente ouvimos as seguintes
palavras: "No nome
do P ai, e do
filho, e do Espírito Santo , amém".
Este expressão é uma fórmula
trinitariana que d escreve a deidade das três pessoas na Trindade.
Da mesma forma
nós cantamos o
"Gloria Patri": "Glória
seja ao P ai,
ao Filho e
ao Espírito Santo. Como era no
princípio, é hoje e para sempre, eternamente Amém. Amém.” Este
hino atribui glória
às três pessoas da
Trindade. Ao Espírito
Santo é atribuída
a glória eterna juntamente com o
Pai e o Filho.
Enquanto a divindade
de Cristo foi
motivos de debates
por séculos, e
os debates continuam hoje, a
divindade do Espírito
Santo é geralmente
aceita na igreja.
Talvez a razão
de não ter sido
a divindade do
Espírito Santo motivo
de debates, seja
porque o Espírito
jamais tomou uma forma
humana.
A Bíblia claramente
apresenta o Espírito
Santo como possuindo
atributos divinos e exercendo autoridade divina.
Nos primeiros séculos da igreja foi
voz comum que o
Espírito Santo é divino. O Velho
Testamento se refere
constantemente a Deus
como o Espírito
de Deus. As expressões
"Deus disse" e
o "Espírito disse"
são repetidamente intercambiadas.
No Novo
Testamento este padrão
continua. Em Atos
dos Apóstolos 5.3-4
encontramos talvez a mais
evidente declaração, quando
Pedro afirma: "Ananias,
por que encheu
Satanás teu cora ç ão, para que mentisses
ao Espírito Santo, reservando parte do valor
do campo? ...
Não mentiste aos homens,
mas a Deu s."
Simplesmente, Pedro coloque
que mentir ao
Espírito Santo é mentir ao próprio Deus.
As Escrituras também
atribuem virtudes divinas
ao Espírito Santo.
Paulo escreve que
o Espírito é onisciente em I
Coríntios 2.10-11: "Mas Deus no-lo
revelou pelo Espírito; porque o
Espírito a todas
as coisas perscruta,
até mesmo as
profundezas de Deus.
Porque qual dos homens
sabe as coisas
do homem, senão
o seu próprio espírito,
qu e n ele está?
Assim, também as coisas
de Deus, ninguém
as conhece, senão
o Espírito de
Deus." O Salmista atesta a onipresença do
Espírito no Salmo
139.7-8: "Para onde
me ausentarei do teu
Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se
subo aos céus, lá estás; se
faço a minha cama no mais
profundo abismo, lá
estás também;" O
Espírito também trabalha
na criação, pairando sobre a face das águas (Gênesis
1.1-2).
Como uma afirmação
conclusiva sobre a divindade do Espírito Santo,
temos a bênção impetrada por Paulo em
sua Segunda carta aos
Coríntios: "A graça
do Senhor Jesus
Cristo,
e o
amor de Deus,
e a comunhão
do Espírito Santo
sejam com todos
vós." (II Coríntios 13.13)
A Personalidade do Espírito Santo
Na noite em
que minha esposa
se converteu a Cristo, ela
afirmou: "Agora eu sei quem
é o Espírito Santo!".
Antes disso esta
pessoa imaginava que o Espírito
Santo era um
"isto" e não um
"quem" pessoal.
Quando falamos da
personalidade do Espírito Santo, queremos
dizer que o terceiro membro da Trindade
é uma pessoa
e não uma
força. Isto é
claro nas Escrituras,
onde somente pronomes pessoais
são u sados quando
se referem ao
Espírito Santo. Em
João 16.13, Jesus afirmou: "...quando vier,
porém, o Espírito
da verdade, ele
vos guiará a
toda a verdade:
porque não f alará
d e si mesmo,
mas dirá tudo
o que tiver
ouvido e vos
anunciará as coisas que hão de vir."
Porque o
Espírito santo é
real e um pessoa distinta
e não um a
força impessoal, é
possível para nós gozarmos de
um relacionamento pessoal
com Ele. Paulo impetra
a bênção à
igreja de coríntios sublinhando
isto: "A graça
do Senhor Jesus
Cristo, e o
amor de Deus e a comunhão
do Espírito Santo
sejam sobre vós.
Amém" ( II
coríntios 13.13). Ter
comunhão com alguém é
entrar em um relacionamento pessoal
com este alguém.
Além disso, somos chamados a
não pecarmos contra
o Espírito Santo,
não resisti - Lo, ou
entristecê-Lo. Uma força impessoal
não pode ser
"entristecida" Tristeza só
pode ser experimentada
por um ser pessoal.
Porque o Espírito
Santo é uma
pessoa, é apropriado
orarmos a Ele.
Seu papel na
oração é nos assistir
fazendo-nos nos expressarmos
adequadamente ao Pai.
Assim como Jesus intercede por nos como nosso Sumo Sacerdote, assim o Espírito Santo intercede por nós em nossas
orações.
Finalmente, a
Bíblia fala do
Espírito Santo assumindo
funções que somente
pessoas podem realizar. O
Espírito conforta, guia e ensina
os eleitos (veja
João 16). Estas
atividades são feitas de
maneira a envolver
inteligência, vontade, sentimento
e poder. Ele
perscruta, seleciona,
revela, conforta, convence
e admoesta. Somente
uma pessoa pode fazer estas coisas.
A resposta dos
crentes, então, não
é uma mera a
firmação que tal
coisa existe, mas uma
resposta em obediência,
amor e adoração
ao Espírito Santo,
a Terceira Pessoa
da Trindade.
O Testemunho Interno
do Espírito Santo
Em qualquer drama
de um tribunal
que inclua uma
testemunha, o testemunho
dado é crucial para o caso.
O testemunho é
importante porque foi
estabelecido para trazer
a tona a verdade
de uma determinada
situação. Em alguns
tribunais o testemunho
da testemunha é rejeitado
porque o caráter
dela é suspeito.
O testemunho de
um mentiroso psicopata
tem pouco valor. P ara
que o testemunho
tenha credibilidade a testemunha tem
que ter credibilidade. Quando
Deus testifica a
verdade de alguma
coisa, Seu testemunho
é imutável. Seu testemunho traz a realidade toda de todos
os fatos e por isto é completamente
abrangente.
O testemunho que t
em a
Deus como o
seu autor não
pode falhar. É,
de fato, um
testemunho infalível.
Procede do ma is
elevado caráter, da
mais profunda fonte
de conhecimento, de uma
autoridade suprema. A
fidedignidade do testemunho
de Deus fez
com que Lutero declarasse sem
excitação: "O Espírito
Santo não é
céptico" As verdades
que o Espírito Santo revela são mais certas do que
a própria vida.
João Calvino ensinou
que embora as Escrituras manifestam
claros e racionais
sinais de sua autoridade divina
e exibem evidências
suficiente s de sua
origem divina, estas
evidências não nos persuadem
plenamente até e
a menos que
sejam elas seladas
e m nossos corações pelo
testemunho interno do Espírito
Santo. Calvino reconheceu
a diferença entre
a prova e a
persuasão. Ainda que
sejamos capazes de
oferecer provas objetivas
e compelidoras da
verdade das Escrituras, não ser á
garantia q ue as pessoas irão crer,
render-se ou obedecê-las.
Para que
possamos ser persuadidos
de sua verdade
precisamos da ajuda
do testemunho interno do
Espírito Santo. O
Espírito produz em nós a
aquiescência ou rendição
às evidências compelidoras da verdade das Escrituras.
Em seu testemunho
interno, o Espírito
Santo não oferece
novas informações secretas
ou argumentos espertos qu e
nós não pode ríamos
obter de outra
forma. Pelo contrário,
ele opera sobre o
nosso espírito para
romper e sobrepujar
nossa resistência à
verdade de Deus. Ele
nos move a
nos rendermos ao
claro ensino da
Palavra d e Deus
e r ecebê -lo com
total segurança.
O testemunho interno
do Espírito não
é uma fuga
ao misticismo ou um
escape ao subjetivismo onde os
sentimentos pessoais são elevados a
um status de
autoridade absoluta. Há uma diferença
crucial entre o
testemunho do Espírito
Santo ao nosso
espírito e o testemunho
humano do nosso
próprio espírito. O
testemunho do Espírit o
Santo é a Palavra
de Deus. Ele não vem a nós aparte da ou sem a Palavra.
Tal como o
Espírito Santo testifica
com o nosso
espírito de que
somos filhos de
Deus, confirmando a Sua palavra
a nós (Romanos 8.16),
assim o Espírito Santo
dentro de nós nos assegura de que a Bíblia é a Palavra de
Deus. Iluminação do Espírito Santo Uma
das invenções mais úteis da vida moderna é a lanterna. Quando a energia vai
embora e a casa entra em
densa escuridão, a lanterna
é de grande utilidade. Funciona
para arremessar luz sobre as
trevas. Existe para iluminar o ambiente.
A Bíblia não
é um livro
de trevas. Pelo
contrário, é uma
fonte mais necessária
de luz . O salmista
afirma sob re a
Palavra d e Deus:
"Lâmpada para os
meus pés é
a tua palavra
e luz para os meus caminhos"
(Salmo 119.105).
Nem todas
as partes das
Escrituras são igualmente
claras ao nosso
entendimento. Certas
passagens são difíceis de
alcançar. Lutamos em
certos pontos para
termos a habilidade
de penetrar no si gnificado
de certos textos.
O pecado tem
um efeito sobre
nós, obliterando o nosso
entendimento, mantendo nossa
mente no escuro.
Em nossa natureza
caída, somos criaturas das trevas que desesperadamente
carecem de luz.
4 Embora a Escritura
em s i mesma
seja luz para
nós, precisamos de
iluminação adicional de tal
modo que possamos
perceber a luz .
O mesmo Espírito
Santo que inspira
a Escritura, trabalha para
iluminar a Escritura
para o nosso
benefício. Ele lança
mais luz à
luz original. Iluminação é obra do Espírito
Santo. Ele nos ajuda a ouvir, receber e entender corretamente a mensagem
da Palavra. O
Apóstolo assim escreve:
“Mas, como está
escrito: Nem olhos viram,
nem ouvidos ouviram,
nem jamais penetrou
em coração humano
o que Deus
tem preparado para aqueles
que o amam.
Mas Deus no-lo
revelou pelo Espírito;
porque o Espírito a
todas as coisas
perscruta, até mesmo
as profundezas de Deus”. (I
Coríntios 2.9 -11)
Paulo aqui traça
uma analogia com
a experiência humana.
Você pode aprender
mui tas coisas sobre mim
ao observar-me ou
do ouvir-me, mas
você não pode
saber o que
se passa dentro de minha mente ou
do meu espírito, a menos que eu decida revelá-lo. Somente eu sei o que eu
penso. (Embora algumas vezes fica a
impressão que a minha
esposa esteja lendo a minha mente!)
Da mesma forma,
é o Espírito
Santo que conhece
os pensamentos profundos
de Deus. Paulo diz
que o Espírito
"perscruta" as coisas
profundas de Deus.
Isto não significa
que o Espírito Santo tenha
que investigar ou inquirir para
dentro da mente de Deus
de tal maneira que seja instruído. Ele não está em
busca de in formação que de
outra forma estaria privado. Ele
"perscruta" como uma
lanterna escaneia a
noite afim d e
trazer à luz
aquilo que de uma
outra forma permaneceria escondido.
Iluminação não pode
ser confundido com
revelação. É muito
comum hoje ouvirmos pessoas falando
de revelações particulares
que afirmam ter
recebido do Espírito
Santo. A obra do
Espírito Santo na
iluminação não é
o suprimento de
novas informações ou
atuais revelações além daquelas que são encontradas nas Sagradas
Escrituras.
O Cristianismo Reformado
enfaticamente nega que
Deus esteja dando
novas revelações normativas hoje.
O Espírito ainda
continua iluminado aquilo
que foi revelado
nas Escrituras. O Espírito
nos ajuda a
entender a Bíblia,
para nos convencer
da verdade da Bíblia
e para aplicar
esta verdade às
nossas vidas. Ele trabalha com
a Palavra e através da Palavra.
Sua tarefa não
é jamais ensinar
contra a Palavra.
É, portanto, sempre
necessário testar o que ouvimos pelo ensino da Escritura. A Escritura é
o livro do Espírito.
Albert Barnes
É conveniente para você 133; - A razão pela qual foi conveniente para eles que ele
deveria ir embora, ele afirma ser, que desta forma só o Consolador seria
concedido a eles. Ainda assim, pode-se perguntar por que a presença do Espírito
Santo era mais valiosa para eles do que a do próprio Salvador? Para isso, pode
ser respondido:
1. Que por sua
partida, sua morte e ascensão - tendo esses grandes fatos diante de seus olhos,
eles seriam guiados pelo Espírito Santo a ver mais plenamente o desígnio de sua
vinda do que eles fariam com sua presença. Enquanto ele estava com eles, apesar
do ensinamento mais claro, suas mentes estavam cheias de preconceito e erro.
Eles ainda aderiram à expectativa de um reino temporal e não estavam dispostos
a acreditar que ele deveria morrer. Quando ele deveria realmente tê-los
deixado, eles não podiam mais duvidar sobre esse assunto, e estariam preparados
para entender por que ele veio. E isso foi feito. Veja os Atos dos Apóstolos em
todos os lugares. Muitas vezes é necessário que Deus nos visite com severa
aflição antes que nosso orgulho seja humilhado e que estejamos dispostos a
entender as mais claras verdades.
2. Enquanto na
terra o Senhor Jesus poderia estar presente fisicamente, mas em um lugar ao
mesmo tempo. No entanto, a fim de assegurar o grande desígnio da salvação dos
homens, era necessário que houvesse algum agente que pudesse estar em todos os
lugares, que pudesse atender a todos os ministros e que pudesse, ao mesmo tempo,
aplicar a obra de Cristo a todos. pessoas em todas as partes da terra.
3. Era um arranjo
evidente no grande plano de redenção que cada uma das pessoas da Trindade
realizasse uma parte. Como não era a obra do Espírito fazer uma expiação,
também não era a obra do Salvador aplicá-la. E até que o Senhor Jesus tivesse
realizado esta grande obra, o caminho não estava aberto para o Espírito Santo
descer para realizar sua parte do grande plano; todavia, quando o Salvador
havia completado sua porção da obra e havia deixado a terra, o Espírito levaria
adiante o mesmo plano e aplicaria aos homens.
4. Era de se
esperar que muito mais sucesso sinalizasse a pregação do evangelho quando a
expiação fosse realmente feita do que antes. Era o ofício do Espírito levar
adiante a obra somente quando o Salvador havia morrido e subido; e este foi
realmente o caso. Veja João
14:16 .
Joseph Benson
João
16: 7-8 . No entanto, eu te digo a
verdade —Eu o conheço como está e lhe digo as
razões de minha partida, embora você não tenha perguntado a elas. É necessário,
mesmo por sua conta, que eu parta, porque, se eu não for embora, e entrar no
meu escritório mediador, o Consolador —Por cuja ajuda, como eu lhe disse, você
deve converter o mundo, não o visitará: ao passo que se eu partir —E tome posse do meu reino; Vou mandá-lo para você —Como as primícias do exercício do meu poder real,
para responder a todos os grandes e gloriosos propósitos pelos quais você e
minha igreja precisarão dele. E quando ele vier, ele reprovará o mundo do pecado, c. —Grego, ελεγξειτονκοσμονπεριαμαρτιας, c .; ao contrário, ele convencerá o mundo a
respeito do pecado e a respeito da justiça e do juízo. Assim, o Dr. Campbell,
que interpreta a passagem da seguinte forma: “Concernente ao pecado —Isto é, o pecado deles em me rejeitar, do qual o
Espírito dará evidência incontestável, nos milagres que ele habilitará meus
apóstolos a realizar em meu nome, e no sucesso com o qual ele coroará seu
ensino.Sobre
a retidão —Isto é, minha justiça, inocência, a
justiça da minha causa; dos quais o mesmo poder miraculoso, exercido por mim
por meus discípulos, será uma prova irrefragável, convencendo todos os
imparciais de que eu tinha a sanção do Céu pelo que fiz e ensinei, e que, ao me
tirar daqui, Deus me levou para ele mesmo. Sobre o julgamento —Isto é, o julgamento divino, que em breve se
manifestará na punição de uma nação incrédula e na defesa da verdade.”Dr.
Whitby dá quase a mesma interpretação deste importante parágrafo; Comentando
que a palavra original, παρακλητος, aqui usada, significa tanto um advogado e umconsolador; ele observa, na explicação dos termos,
“Ele realizou a parte de um advogado em relação a Cristo e seu evangelho,
convencendo o mundo do pecado em não crer nele, e da justiça [a inocência e
santidade] de Cristo; e confirmando os apóstolos’testemunho dele, por sinais e
milagres, e vários dons transmitidos a eles, Hebreus 2: 4 ; 1
João 5: 6-8 ; e defendendo a sua causa perante reis e governantes, e
contra todos os seus adversários, Mateus 10: 18-19 ; Lucas
21:15 ; Atos 6:10 .
A respeito dos apóstolos e dos fiéis, ele também fez a parte de um consolador,
como sendo enviado para seu consolo e apoio em todas as suas dificuldades,
enchendo seus corações de alegria e alegria, e dando-lhes um testemunho
interior do amor de Deus. eles, e uma garantia de sua felicidade futura, Romanos 8: 15-16 .”
Albert Barnes
O Espírito da verdade - Assim chamado porque ele lhes ensinaria toda a
verdade necessária. Irá
guiá-lo em toda a verdade - <=""
span="">. Podemos observar aqui que esta é uma promessa completa
de que eles seriam inspirados e guiados na fundação da nova igreja; e podemos
observar que o plano do Salvador estava repleto de sabedoria. Embora estivessem
muito tempo com ele, ainda assim não estavam preparados para ouvir as mudanças
que deveriam ocorrer; mas sua morte abriria seus olhos, e o Espírito Santo,
fazendo uso das impressionantes e impressionantes cenas de sua morte e
ascensão, levaria adiante com grande rapidez suas visões da natureza do esquema
cristão. Talvez nos poucos dias que decorreram, dos quais temos um registro no
primeiro e no segundo capítulo dos Atos dos Apóstolos, eles aprenderam mais
sobre a verdadeira natureza do plano cristão do que teriam feito em meses ou
anos, mesmo sob o ensinamento do próprio Jesus. Quanto mais estudarmos o plano
de Cristo, mais admiraremos a profunda sabedoria do esquema cristão e veremos
que ele se ajustava eminentemente ao grande desígnio de seu Fundador
- introduzi-lo de tal modo a fazer no homem impressão mais profunda de sua
sabedoria e sua verdade.
Não fala de si mesmo - Não como solicitado por ele mesmo. Ele deve
declarar o que é comunicado a ele. Veja as notas em João 7:18 .
Seja o que for que ele ouve - <="" span="">. Veja as
notas em João
5:30 .
Coisas para vir - a saber, o desígnio de sua morte e a natureza das
mudanças que deveriam ocorrer na nação judaica. Também é verdade que os
apóstolos foram inspirados pelo Espírito Santo para prever eventos futuros que
ocorreriam na igreja e no mundo. Veja Atos 11:28 ; Atos 20:29 ; Atos 21:11 ; 1 Timóteo 4: 1-3 ; 2 Pedro 1:14 ;
e todo o livro do Apocalipse.
Thomas Coke
João
16:13 . Quando ele, o Espírito da verdade,
chegar, — A personalidade do Espírito
Santo é forte e incontestavelmente marcada pela menção de sua vinda, sendo
enviada, guiando, c. bem como pela particularidade do original; em que a
palavra traduzida ele; εκεινος é
do gênero masculino , embora a palavra traduzisseespírito τοπνευμα é neutro. Em vez de não deve falar, c. o original pode com muito maior propriedade ser
prestado não, c. e assim nos dois versos seguintes. Neste
capítulo, como o Dr. Heylin sugere, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são
considerados como três Mestres graciosos nos seios dos crentes. A agência
interna doEspírito
Santo é continuamente admitida; e aquele
do Pai e do Filho, como
representado neste evangelho, merece ser atendido.
FUNDAMENTOS DA FÉ AULA 4
A PESSOA E A OBRA DO ESPÍRITO SANTO
A pessoa do Espírito
Santo Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome,
vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito
(Jo 14.26). Por que devemos ser cheios do Espírito Santo? O que isto significa
e implica? Quais as consequências na vida do cristão de ser cheio do Espírito?
E de não ser cheio? Quem é o Espírito Santo e quais as Suas atribuições? O
Espírito Santo é o Espírito de Deus, que lhe possibilitou criar os céus e a
terra, bem como tudo o que neles há (Gn 1-2) e dar a vida ao homem, ao soprar o
fôlego divino em suas narinas (Gn 2.7).
O Espírito Santo é o próprio Deus, visto que Deus é Espírito
(Jo 4.24). E como Deus, o Espírito possui os mesmos atributos divinos:
imortalidade e eternidade (Hb 9.14), onipresença (Sl 139.7-10), onipotência (Lc
1.35) e onisciência (1 Co 2.10,11), e tem personalidade, vontade, sentimentos,
pensamentos (Rm 8.27; 1 Co 12.11; Ef 4.30), podendo relacionar-se pessoalmente
com o ser humano, ficar alegre por causa da nossa fidelidade a Ele, ou triste e
irado, por causa de nossos pecados (At 5.3; Mt 12.31,32). os cativos e
oprimidos, sarando os enfermos e anunciando com sinais, prodígios e milagres a
Salvação e o Reino de Deus entre os homens (Is 11.2; Is 61) (MALAFAIA, Silas.
A importância de ser
cheio do Espírito Santo. Rio de Janeiro; Central Gospel, 2009, p.9,10). O
Espírito Santo é o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de
conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor que
revestiu Jesus do poder e da autoridade do Pai celestial para cumprir Sua
missão salvífica, libertando 71
74 A obra do Espírito Santo
E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus
habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os
vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita (Rm 8.11).
Entre as atribuições do Espírito estão a de criar, inspirar,
consolar e orientar. Daí as designações do Espírito como Conselheiro,
Consolador e Paracleto (aquele que está ao lado de, assistindo, ajudando,
representando alguém). Deus, em cumprimento à Sua promessa em Joel 2.28,29,
enviou Seu Espírito para habitar em cada pessoa que aceitou Cristo como seu
Salvador e Senhor (At 1.8; 2.1-11).
É pela ação do
Espírito Santo que o homem é convencido de pecado, de justiça e de juízo (Jo
16.8), arrepende-se e é santificado (2 Co 7.1), produzindo o fruto do Espírito
que é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
mansidão, domínio próprio (Gl 5.22,23 ARA) e recebendo dons espirituais e
ministeriais, para o crescimento e a edificação dos membros do Corpo de Cristo
(1 Co 12; Ef 4.11-13).
O Espírito Santo é o agente responsável pelo novo
nascimento, o nascimento espiritual, a regeneração do ser humano, a
transformação deste em nova criatura feita à imagem e semelhança de Cristo,
para tornar-se, como Ele, um filho de Deus (ver Jo 3.5; Tt 3.5). Em outras
palavras, é o Espírito Santo quem inspira, aconselha, dirige e consola o
cristão. É Ele quem deve operar em nós tanto o querer como o efetuar segundo a
boa vontade de Deus (Fp 2.13).
Foi pela ação e inspiração do Espírito Santo que os profetas
veterotestamentários falaram e agiram, revelando aos homens a mensagem e a
vontade de Deus, bem como é pela orientação do Espírito que a Igreja de Jesus
age e anuncia o Evangelho (MALAFAIA, Silas. A importância de ser cheio do
Espírito Santo. Rio de Janeiro; Central Gospel, 2009, p.10,11). 73
Texto 1 Uma pessoa ou um poder?
Esse tema deve ser
discutido tomando-se como base a natureza do Espírito Santo. A primeira
pergunta é: Seria Ele uma pessoa cuja obra é salvar-nos e santificar-nos, ou um
poder que devemos usar a nosso favor?. Se o considerarmos um poder misterioso,
poderemos perguntar-nos: Como posso ter mais do Espírito Santo?. Se o
considerarmos uma pessoa, a pergunta mudará: Como o Espírito Santo pode ter
mais de mim?. O primeiro pensamento não é bíblico, e o segundo, por sua vez, é
neotestamentário.
Sobre isso, Reuben A. Torrey observou o seguinte:
O conceito que sustenta que o Espírito Santo é um poder ou
uma influência divina da qual devemos, de alguma forma, usufruir leva à
autoexaltação e à autossuficiência. Quem pensa isso sobre o Espírito Santo e
que, ao mesmo tempo, imagina que o recebeu enche-se de orgulho espiritual, como
se pertencesse a uma ordem superior de cristãos, e diz: Sou uma pessoa do
Espírito Santo!. Porém, se virmos o Espírito Santo como uma pessoa divina de
infinita majestade, glória, santidade e poder, que se humilhou vindo fazer
morada em nosso coração, tomando e usando nossa vida, Ele nos porá no pó da
terra e lá nos manterá. Não há coisa mais humilhante que uma pessoa de divina majestade
vir habitar em meu coração, dispondo-se a fazer uso até mesmo de mim. (Torrey,
1970, p. 8,9)
Essa distinção é ilustrada nas páginas do Novo Testamento.
Por um lado, há o caso do mágico Simão, cuja história pode ser lida em Atos
8.9-24.
[...]
Simão sabia
pouquíssimo acerca do cristianismo. Logo, quando viu os milagres realizados,
ficou maravilhado. Achou até que o Espírito Santo era um poder que podia ser
comprado. Mais tarde, quando Pedro e João foram inspecionar a obra em Samaria,
foram usados por Deus para batizar no Espírito Santo. Simão ofereceu dinheiro
aos discípulos para que pudesse ter o mesmo poder (At 8.19).
[...]
Podemos encontrar um exemplo contrastante no início da obra
missionária que envolveu Paulo e Barnabé, quando, servindo eles ao Senhor e
jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a
que os tenho chamado (At 13.2). No primeiro exemplo, um indivíduo quis usar a
Deus. No segundo, Deus usou dois indivíduos.
No entanto, é possível questionar: Não existem passagens e,
até mesmo, seções inteiras da Bíblia em que a personalidade distinta do
Espírito Santo não está evidente?. Esse é o caso do Antigo Testamento, no qual
são mencionados certos indivíduos a quem o Espírito do SENHOR [Deus] revestiu
(Jz 6.34; 2 Cr 24.20), da mesma forma
que, frequentemente, o Espírito de Deus é entendido como em Gênesis 1.2b: E o
Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
Essas passagens dão a entender que o Espírito Santo tem uma
personalidade distinta. Entretanto, devemos admitir que, no Antigo Testamento,
há pouco espaço para os que defendiam a ideia de que o Espírito Santo fosse uma
pessoa da Trindade divina.
No Novo Testamento, por sua vez, o Espírito Santo é
revelado, de fato, como uma pessoa da Trindade, totalmente equiparado ao Pai e
ao Filho, mas diferente deles. Isso não implica a existência de três deuses. Há
três pessoas, mas, de uma forma que vai além de nossa plena compreensão, essas
três formam um só Deus.
Uma pessoa é definida
por seu conhecimento, seus sentimentos e sua vontade, e é exatamente isso o que
é dito a respeito do Espírito Santo. Em João 14.16-18, Jesus disse: E eu
rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para
sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê,
nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. Não
vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
Se o Espírito fosse apenas um poder, essa promessa seria
apenas uma compensação de Jesus: Eu vou embora, mas deixarei algo para
compensar Minha ausência. Todavia, o Espírito não é apenas um poder, mas uma
pessoa divina, que tem personalidade e conhece nossas necessidades. Ele é
provido tanto de sentimentos, pois se identifica conosco em nossos problemas,
como de vontade própria, visto que decide consolar-nos em cumprimento à
promessa do Senhor.
[...]
Os dons do Espírito Santo se distinguem do próprio, o que
implica o fato de Ele não ser apenas um poder por trás desses notáveis dons.
Estes são seis argumentos que mostram que o Espírito Santo é uma pessoa.
Contudo, o problema para muitos de nós não é bem a doutrina do Espírito, mas o
que decidimos crer a respeito dela. Teoricamente, muitos creem que Ele é a
terceira pessoa da Trindade. Mas será que realmente pensamos nele dessa forma?
Será que pensamos nele de qualquer outra forma?
BOICE, James
Montgomery. Fundamentos da fé cristã. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2011, p.
322-324. 76
81 Texto 2 O Espírito
é Deus?
Insistimos no fato de o Espírito Santo ser uma pessoa
divina. Pois bem, Ele é divino no sentido de ser de Deus ou de ser o próprio
Deus?
Uma das mais claras indicações da plena divindade do
Espírito Santo está nas palavras de Jesus, quando Ele prometeu enviá-lo aos
Seus discípulos como outro Consolador (Jo 14.16). Essa palavra outro em grego
(texto original) pode ser traduzida de duas maneiras: allos, que significa
outro como o primeiro, ou heteros, que significa totalmente diferente.
Como é a palavra allos, e não a heteros, que aparece no
texto, Jesus quis afirmar que mandaria aos discípulos uma pessoa igual a Ele,
ou seja, plenamente divina. Quem foi o primeiro Consolador? Jesus, pois
fortaleceu e aconselhou os discípulos durante os anos de Seu ministério entre
eles. Como Jesus iria deixá-los, em Seu lugar ficaria um Consolador, igual a
Ele, outra pessoa divina que, dessa vez, estaria no interior de quem estivesse
em Cristo.
Essa não é a única
prova dessa importante doutrina. A divindade do Espírito Santo pode ser
evidenciada nas seguintes categorias:
1. As qualidades divinas do Espírito Santo. O próprio termo
Espírito Santo já fala por si, pois o termo Santo designa a essência da
natureza de Deus. Ele é o Pai Santo (Jo 17.11) e Jesus é o Cristo, o Filho de
Deus (Jo 6.69), o Santo de Deus (Mc 1.24). O Espírito Santo é também onisciente
(Jo 16.12,13; 1 Co 2.10,11), onipotente (Lc 1.35) e onipresente (Sl 139.7-10).
2. As obras de Deus atribuídas ao Espírito Santo. O Espírito
participou da obra da criação (Jó 33.4) e inspirou homens santos de Deus para
que escrevessem a Bíblia (2 Pe 1.21). Além disso, Ele promove o novo nascimento
(Jo 3.6), bem como a ressurreição (Rm 8.11).
3. A igualdade do Espírito Santo com o Deus Pai e o Deus
Filho. As bênçãos e as fórmulas acima citadas são exemplos disso.
4. O nome de Deus
associado ao Espírito indiretamente. O exemplo mais claro disso está em Atos
5.3,4, texto segundo o qual Pedro disse a Ananias:
Ananias, por que
encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses
parte do preço da herdade? [ ] Não mentiste aos homens, mas a Deus.
Outros exemplos são as passagens do Antigo Testamento
citadas no Novo nas quais Deus ou o Espírito está afirmando algo. Em Isaías
6.8, por exemplo, está escrito:
Depois disso, ouvi a
voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então,
disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.
Em Atos 28.25b, por sua vez, essa passagem de Isaías é
citada:
Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta
Isaías.
Já tentei mostrar
como é importante sabermos, na prática, por que o Espírito Santo é uma pessoa.
Agora, pergunto: É importante sabermos que Ele é também Deus? Sim, pois se
soubermos disso e, constantemente, reconhecermos Sua divindade, seremos capazes
de confiar em Sua obra.
J. I. Packer, em
Knowing God [Conhecendo a Deus], pergunta:
Será que honramos o
Espírito Santo, reconhecendo e confiando em Sua obra, ou o menosprezamos,
ignoramos e desonramos não só a Ele, mas também ao Senhor que o enviou? Será
que reconhecemos por meio da fé a autoridade da Bíblia do profético Antigo
Testamento e do apostólico Novo Testamento que Ele inspirou? Será que lemos e
ouvimos com a reverência e a receptividade que são devidas à Palavra de Deus?
Se não, desonramos o Espírito Santo. Será que aplicamos a autoridade da Bíblia
em nossa vida e vivemos por ela, sem nos importarmos com o que os outros dizem
contra, reconhecendo que a Palavra de Deus é a verdade e que o Senhor irá
cumprir tudo o que prometeu nela? Se não, desonramos o Espírito Santo, que nos
deu a Bíblia. Será que nos lembramos de que o testemunho do Espírito Santo
autentica o nosso? Será que olhamos para Ele? Será que confiamos nele como
Paulo, que renegou a inteligência humana? Se não, desonramos o Espírito Santo.
Será que podemos duvidar de que a improdutividade da vida da Igreja que se tem
hoje seja juízo de Deus sobre nós em função de desonrarmos o Espírito Santo?
Nesse caso, que esperança podemos ter diante desse juízo, se não aprendermos a
honrar o Espírito em nosso pensar, em nosso orar e em nossa prática? (Packer,
1973, p. 63)
A personalidade e a divindade do Espírito Santo são ensinos
práticos, pois é pela ação desse ser divino que o evangelho da salvação de
Jesus Cristo pode alcançar-nos e transformar nossa vida. Ele é o segredo da
religião vital e verdadeira.
BOICE, James
Montgomery. Fundamentos da fé cristã. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2011, p.
324-326. 81
85 Texto 3 A obra do
Espírito Santo
Ao conhecermos
alguém, geralmente perguntamos: Quem é você? e O que você faz? ; a pessoa,
então, responde algo como: Sou Fulano, sou professor. Ou ainda: Sou Sicrano,
trabalho para uma companhia aérea. Pois bem, podemos fazer as mesmas perguntas
acerca do Espírito Santo. O Espírito Santo é uma pessoa divina com os mesmos
atributos do Pai e do Filho. Neste texto, analisaremos o que Ele faz.
Glorificar a Cristo
Ao questionarmos a
função do Espírito Santo, percebemos que não é fácil definir o que Ele
realmente faz, pois, se Ele é Deus, então faz tudo o que o Pai e o Filho fazem.
Assim, repito o que afirmei, ao sugerir o modo como devemos lidar com a
doutrina da Trindade.
Podemos dizer que o Espírito Santo: (1) participou da
criação do universo (Gn 1.2); (2) inspirou a composição da Bíblia (2 Pe 1.21);
(3) direcionou o ministério terreno do Senhor Jesus Cristo (Lc 4.18); (4) dá
vida espiritual ao povo de Deus (Jo 3.6); e (5) chama e guia a Igreja (At 13.2;
16.6,7; 20.28).
Contudo, em várias partes da Bíblia, a obra do Pai, do Filho
e do Espírito Santo é registrada de maneira individual. Por exemplo: o Pai
participa mais da obra da criação, e o Filho participa mais da redenção da
espécie humana.
Qual seria a principal obra do Espírito Santo?
Alguns afirmam que é a santificação dos cristãos ou a
inspiração da composição da Bíblia, enquanto outros destacam Seu papel na
concessão dos dons espirituais à Igreja ou na indução de não cristãos à
aceitação de Cristo. Entretanto, apesar de o Espírito Santo fazer tudo isso,
essas não são as melhores respostas para a pergunta, visto que a mais adequada
definição de Sua obra encontra-se em João 16.13,14, bem como em passagens
relacionadas a ela, como podemos ler abaixo, nas palavras do próprio Cristo:
Mas, quando vier
aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará
de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
Em João 15.26, o Senhor declara:
Mas, quando vier o
Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da
verdade, que procede do Pai, testificará de mim.
A principal obra do
Espírito Santo é levar-nos a glorificar a Cristo. Todas as outras obras giram
em torno dessa. Ora, se Ele não fala de si mesmo, mas de Jesus, podemos
concluir que qualquer ênfase dada à pessoa e à obra do Espírito que não aponte
para Cristo não pode ser vinda do Espírito de Deus. Na verdade, é obra de outro
espírito, o do anticristo, cuja obra é fazer com que a humanidade tire o foco
de sua atenção de Jesus (1 Jo 4.2,3).
BOICE, James Montgomery. Fundamentos da fé
cristã. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2011, p. 327-328. 84
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