domingo, 21 de abril de 2019

Lição 04 - A autoridade suprema do Espírito Santo





                        ___/___/____    A Autoridade Suprema do Espírito Santo

                                            TEXTO BÍBLICO BÁSICO

João 16:7-15
7. Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.
8. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.
9. Do pecado, porque não crêem em mim;
10. Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais;
11. E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.
12. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.
13. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.
14. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.
15. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

TEXTO ÁUREO
"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;" 
Jo 14.16

                                                    Palavra introdutória
Nos dois últimos estudos, vimos os aspectos da autoridade de Deus pai, o Criador, e de Seu Filho, o Redentor. Nesta Lição. estudaremos acerca da autoridade e do poder do Espírito Santo. Certamente, Ele é o Espírito do Pai e do Filho, que com Eles convive desde a eternidade. É também a terceira pessoa da trindade, por meio da qual o homem alcança a verdade.
Nesta lição, aprenderemos como se revela a autoridade do Espírito por meio de quatro poderosas ações: dar vida, persuadir, consolar e instruir.

1. AUTORIDADE PARA VIVIFICAR
O poder do Espírito concede a capacidade de perceber a realidade espiritual (Hb 11.3) a fim de que possamos viver em comunhão com Deus (Hb 2.12-15). Esse poder vivificador do Espírito Santo compreende três esferas da existência humana.

1.1 Vida interior
Em Efésios 3.16, Paulo afirma que o Espírito fortalece o homem interior com poder. Isso significa que, pelo Espírito, Deus atua em nosso coração, consagrando nosso ser, trabalhando em nossas emoções, mente e vontade (1 Pe 1.2; Rm 8.26; 1 Ts 5.23). Somente sob a iluminação do Espírito, o cristão assume a atitude de dizer sim a Deus, e de escolher sua identidade e seu destino eterno (Ef 1.17-23).

1.2. Vida física
O Espírito Santo também atua poderosamente na esfera exterior, por exemplo, na cura de enfermidades (1 Co 12.9) e na ressurreição (1 Co 15.9), além de prover bençãos e proporcionar alegria abundante (Rm 8.11; Fp 3.11). Devemos orar com a confiança de que Ele há de atuar em nossas vidas, animando-nos (Sl 27.13,14).

1.3 Vida eterna
O poder vivificador do Espírito não é temporal ou passageiro, mas tem valor eterno (Sl 49.9). Sua atuação conduz-nos à promessa de uma futura vida na eternidade (1 Jo 2.25; Jo 10.10), a qual é uma recompensa (Lc 18.29,30; Gl 6.8) e um dom gratuito de Deus (Jo 3.16; Ef 2.8-10).

2. AUTORIDADE PARA CONVENCER
Quando os cristãos testificam sobre a obra de Jesus no poder e na autoridade do Espírito (At 11.15-18), os pecadores são persuadidos de sua condição de impiedade e convencidos da necessidade da salvação (At 2.40,41).

2.1. Persuasão pela pregação
Para que ocorra a persuasão do pecador, o Espírito conduz a Igreja a ensinar o Evangelho de Cristo sem contradições ou incoerências, enfrentando toda e qualquer crítica ou barreira (2 Tm 1.7; 2 Ts 2.13) com toda autoridade (1 Ts 1.5). a obra poderosa do Espírito está sempre ligada à apresentação da Palavra de Deus, que é Sua arma de luta na tarefa de convencer o homem da verdade que está proposta no evangelho (Tt 1.9; 1 Co 2.4).

2.2. Convencimento tríplice

Antes de ascender aos céus, após Sua ressurreição, Jesus prometeu derramar sobre os discípulos Seu Espírito, cuja ação estaria sempre relacionada à pessoa e obra do Messias (Jo 16.5-7), em três aspectos principais:


2.2.1. Consciência do pecado
O Espírito convence o homem de sua pecaminosidade (Jo 16.9). Isso significa que o conscientizará de seu estado natural pecaminoso (pecado, significando a iniquidade) e também de seus comportamentos pecaminosos (pecados, significando erros cometidos). O foco do testemunho persuasivo do Espírito está no fato de Cristo ter pagado um alto preço por todo pecado. Portanto, aceitar Jesus é a única opção para ser liberto dessa escravidão.


2.2.2. Padrão para a justiça de Deus
O poder do convencimento que emana do Espírito Santo anuncia que Cristo tornou-se o padrão de justiça pelo qual todos os homens serão aferidos e, por isso, todos precisam ser justificados. Nesse sentido, a palavra justiça carrega um duplo sentido: justiça legal e justiça moral, referindo-se tanto às atitudes legais que Deus toma ao declarar que os cristãos estão justificados como à justiça perfeita, que pode ser atribuída apenas ao próprio Deus, e é requerida como o padrão mais elevado de comportamento do ser humano.

2.2.3. Juízo vindouro
No poder do Espírito, a mensagem cristã denuncia que Satanás, o dominador deste mundo, reina no coração daqueles que não foram regenerados e cega-lhes o entendimento (1 Co 2.6-8). De mesma forma, o Espírito Santo convence as pessoas do juízo vindouro, quando todos prestarão contas ao Pai (1 Co 15.28; Rm 14.11).

3. SUBMISSÃO À AUTORIDADE DO ESPÍRITO HOJE


3.1. Transformação necessária
O principal foco da atuação do Espírito é a transformação da personalidade (1 Co 4.15; Rm 12.2). Questões de caráter, valor, motivação, atitudes e entendimento do próprio Deus (1 Tm 6.11,12; Tt 2.12-14) são Suas prioridades. A Igreja precisa, pois, do agir do Espírito a lhe ensinar o discurso de Deus, o evangelho da salvação, aquilo que convém proclamar a fim de frutificar e crescer (Cl 1.5,6) para que os perdidos alcancem a salvação (At 28.31; Ef 1.13; Cl 1.28).

3.2. Fidelidade imprescindível
A partir da ação poderosa da terceira pessoa da Trindade, seremos revestidos da verdade de Deus (Ef 6.14), que está em constante construção em nosso interior (Tg 1.18; 1 Pe 1.22) para que possamos vive-la de forma integral (Tg 1.22; 2.14).
Para viver a verdade, o cristão deverá manter-se fiel aos estímulos do Espírito de Deus, o educador por excelência, que atua em nós e por nós, em nossas conversas, discursos, encontros, relacionamentos, enfim, Ele opera poderosamente, através dos processos naturais, de maneira sobrenatural (Sl 89.24; At 4.31).

CONCLUSÃO
O cristão que, antes vivia cercado pelos muros do pecado, sem perceber a beleza da vida que Deus proporcionava ao seu redor. Agora, com a presença gloriosa do Espírito, que é permanente em sua vida para edificar, consolar, purificar e santificar, ele vê o mundo com outros olhos, os da fé.

                                                          Revista Lições da Palavra de Deus n° 58




AULA EM___DE______DE 2013 - LIÇÃO 4
(Revista: Central Gospel)

Tema:  AUTORIDADE DO ESPÍRITO SANTO
  
Texto Áureo:  JOÃO 14;16
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), se dedique ao máximo nesta aula e Deus será contigo, estude e o Espírito de Deus o fará lembrar de tudo que você estudou.
“desde a eternidade”, essa eternidade mencionada aqui não é o infinito daqui pra frente, ela conta também o infinito pra trás, a Triunidade Santa não tem princípio nem fim.
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1. AUTORIDADE PARA VIVIFICAR


- “para perceber a realidade espiritual”, consiste em mostrar a para o individuo como está a sua situação, o Espírito Santo faz isso, veja:
“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.”João 16.8

1.1. Vida interior
- Uma outra boa explicação para essa vida interior pode ser tirada desse versículo:
“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;” Rm 5.1
- Essa “paz com Deus”, que é mencionada aqui, atua no interior da pessoa que recebeu a Jesus como salvador, o Espírito de Deus vai promovendo a paz com Deus pela atuação na mente e no coração, dessa forma a pessoa tem seu ânimo e sua autoestima fortalecida, consegue assim, trabalhar para o Senhor. Por isso encontramos muitos crentes que passam dificuldades, mas permanecem firmes na presença do Senhor com alegria.

1.2. Vida física
- Você pode acrescentar que em muitos casos o Espírito Santo revigora a força física, pessoas que chegam cansadas pelo trabalho secular e encontram forças para irem à igreja ou evangelismo, isso se explica pelo texto:
“Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” Is 40.31

1.3. Vida eterna
- A maior promessa da Bíblia está ligada a essa ação do Espírito Santo, a nossa passagem aqui na terra é um processo de aprendizado e preparo para a vida eterna. Por isso somos orientados a esperarmos a vida eterna.
“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” 1 Co 15.19
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2. AUTORIDADE PARA CONVENCER
            - Você pode comentar que o Espírito Santo está atuando no mundo, por isso ele está operando inclusive na mente do ímpio, caso ele dê ouvidos à Palavra de Deus.

            2.1. Persuasão pela pregação
            - “à apresentação da Palavra de Deus”, à ação do Espírito Santo sempre ocorre na mente do não crente, sempre que este presta atenção à Palavra de Deus, ela é a espada do Espírito, quando o ímpio deixa a Palavra entrar, então o Espírito de Deus combate na mente dele.
- É interessante lembrar só encontra Deus quem procura por Deus, dessa forma só receberá o convencimento do Santo Espírito, aquele que ouve ou lê a Palavra procurando Deus nela, ou mesmo que não esteja procurando, mas sabe que o Senhor está nela. Sabemos disso porque existem muitas pessoas que conhecem a Bíblia, mas não acreditam em Deus, ou não tem e nem querem ter, nenhum compromisso com Ele.

2.2. Convencimento tríplice
Na verdade as instruções ocorreram antes da prisão e morte do Senhor, foram as últimas orientações de Jesus aos seus apóstolos, e está nos capítulos 14,15 e 16 do evangelho de João.
           
            2.2.1. Consciência do pecado
            - Essa é a consciência do erro, os que não tem Jesus erram e continuam errando sem que isso lhes pese a consciência, mas aquele que deixa a Palavra de Deus entrar começa a ser convencido pelo Espírito de que sua vida está sendo destruída e ele precisa tomar uma atitude.
            - “liberto dessa escravidão”, lembre que pecadores, todos nós somos, porém aquele que não recebeu Jesus como salvador é escrevo do pecado, não consegue se libertar. Os que foram libertos por Jesus até pecam, mas ocorre por acidente, não estão presos ao pecado.

            2.2.2. Padrão da justiça de Deus
            - “Cristo tornou-se padrão de Justiça”, Jesus é o modelo padrão que devemos seguir, todos os outros modelos são fracos.
            - “os homens serão aferidos”, aferir significa comparar com uma medida básica, quer dizer que os homens serão comparados com o Senhor Jesus, a fim de avaliar nossa justiça.
            - “justiça legal”, ocorre quando fazemos o que é certo, quando tomamos atitudes dentro da lei de Deus.
            - “justiça moral”, é a justiça perfeita, é o padrão do comportamento que segue o Senhor como modelo.
           
            2.2.3. Juízo vindouro
            - Dessa forma a pessoa começa a ficar preocupada com o que vai ocorrer após a vida aqui na terra. Muita gente convencida por essa ação do Espírito Santo, acaba por aceitar a Cristo pelo medo do virá depois de tudo. Primeiro aceita-se pelo temor do Senhor, depois ao se conhecer quem é o Senhor que servimos e o que Ele fez por nós na cruz, surge então o amor no coração daquele que recebeu a Jesus.

3. SUBMISSÃO À AUTORIDADE DO ESPÍRITO SANTO

3.1. Transformação necessária
- “transformação da personalidade”, o Espírito Santo molda nosso caráter, transformando nosso jeito de agir e de var as coisas, nossas atitudes vão se transformando, muitas vezes até mesmo a própria pessoa fica admirada com a mudança em si mesmo.
- Comente que muitos irmãos receberam Jesus, vão a igreja e cumprem as ordenanças do Senhor, mas não tiveram seu caráter modificado pelo Espírito. Isso acontece porque não se edificam na Palavra, pois ela é a arma do Espírito na vida da pessoa. Se não entrar ensinamento da Bíblia na mente e no coração do individuo, o Espírito não poderá atuar nele. Ficará na igreja parecendo crente, mas nunca será um crente de verdade. ISSO É PROFUNDO.

3.2. Fidelidade imprescindível
“manter-se fiel aos estímulos”, quer dizer que o Espírito de Deus vai nos ensinando e nos animando a cada momento, precisamos ser fiel a sua voz. Precisamos estar sensíveis a manifestação do Espírito Santo em nosso dia-a-dia.
“encontros, relacionamentos”, nessas atividades muitas vezes os crentes se esquecem do Espírito Santo, falam como se não tivessem nenhum compromisso com Ele. Existem crentes que só falam com o Espírito Santo na hora de dormir e olhe lá!
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                                                       1 O ESPÍRITO SANTO
                                                               R. C. Sproul

 Verdades essenciais da fé cristã; doutrinas básicas em linguagem simples e prática. v. 2 (São Paulo: Cultura Cristã, 1999), pp. 9-16. 

A divindade do Espírito Santo

Na  liturgia d a  igreja  freqüentemente  ouvimos  as  seguintes palavras:  "No  nome  do  P ai,  e  do filho, e do  Espírito Santo , amém". Este  expressão  é uma fórmula  trinitariana que d escreve a deidade das três pessoas na Trindade. 
Da  mesma  forma  nós  cantamos  o  "Gloria  Patri":  "Glória  seja  ao  P ai,  ao  Filho  e  ao  Espírito Santo. Como era no princípio, é hoje e para sempre, eternamente Amém. Amém.”   Este  hino  atribui  glória  às  três  pessoas  da  Trindade.  Ao  Espírito  Santo  é  atribuída  a  glória eterna juntamente com o Pai e o Filho. 
Enquanto  a  divindade  de  Cristo  foi  motivos  de  debates  por  séculos,  e  os  debates  continuam hoje,  a  divindade  do  Espírito  Santo  é  geralmente  aceita  na  igreja.  Talvez  a  razão  de  não  ter sido  a  divindade  do  Espírito  Santo  motivo  de  debates,  seja  porque  o  Espírito  jamais  tomou uma forma humana. 
A  Bíblia  claramente  apresenta  o  Espírito  Santo  como  possuindo  atributos  divinos  e exercendo autoridade  divina.  Nos primeiros  séculos  da igreja foi  voz  comum  que  o Espírito Santo é divino.  O  Velho  Testamento  se  refere  constantemente  a  Deus  como  o  Espírito  de  Deus.  As expressões  "Deus  disse"  e  o  "Espírito  disse"  são   repetidamente  intercambiadas. 
No  Novo Testamento  este  padrão  continua.  Em  Atos  dos  Apóstolos  5.3-4  encontramos  talvez  a  mais evidente  declaração,  quando  Pedro  afirma:  "Ananias,  por  que  encheu  Satanás  teu  cora ç ão, para que  mentisses  ao Espírito  Santo,  reservando parte  do valor  do  campo?  ...  Não  mentiste aos  homens,  mas  a  Deu s."  Simplesmente,  Pedro   coloque  que  mentir  ao  Espírito  Santo  é mentir ao próprio Deus. 
As  Escrituras  também  atribuem  virtudes  divinas   ao  Espírito  Santo.  Paulo  escreve  que  o  Espírito é onisciente em I Coríntios 2.10-11: "Mas  Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o  Espírito  a  todas  as  coisas  perscruta,  até  mesmo  as  profundezas  de  Deus.  Porque  qual  dos homens  sabe  as  coisas  do  homem,  senão  o   seu  próprio  espírito,  qu e  n ele  está?  Assim, também  as  coisas  de  Deus,  ninguém  as  conhece,  senão  o  Espírito  de  Deus."  O  Salmista atesta  a  onipresença  do  Espírito  no  Salmo  139.7-8:  "Para  onde  me  ausentarei  do  teu Espírito? Para onde  fugirei da  tua face? Se  subo  aos céus,  lá estás; se  faço a  minha cama  no mais  profundo  abismo,  lá  estás  também;"  O  Espírito  também  trabalha  na  criação,  pairando sobre a face das águas (Gênesis 1.1-2). 
Como  uma  afirmação  conclusiva  sobre  a  divindade  do  Espírito  Santo,  temos  a  bênção impetrada  por  Paulo  em  sua  Segunda carta  aos  Coríntios:  "A  graça  do  Senhor  Jesus  Cristo,
 e  o  amor  de  Deus,  e  a  comunhão  do  Espírito  Santo  sejam  com  todos  vós."  (II  Coríntios 13.13)

 A Personalidade do Espírito Santo

Na  noite  em  que  minha  esposa  se  converteu  a  Cristo,  ela  afirmou:  "Agora  eu  sei  quem  é  o Espírito  Santo!".  Antes  disso  esta  pessoa  imaginava  que  o  Espírito  Santo  era  um  "isto"  e não um "quem" pessoal.
 Quando falamos da personalidade do  Espírito Santo, queremos dizer  que o terceiro membro da  Trindade  é  uma  pessoa  e  não  uma  força.  Isto  é  claro  nas  Escrituras,  onde  somente pronomes  pessoais  são  u sados  quando  se  referem  ao  Espírito  Santo.  Em  João  16.13,  Jesus afirmou:  "...quando  vier,  porém,  o  Espírito  da  verdade,  ele  vos  guiará  a  toda  a  verdade:  porque  não  f alará  d e  si  mesmo,  mas  dirá  tudo  o  que  tiver  ouvido  e  vos  anunciará  as  coisas que hão de vir." 
 Porque  o  Espírito  santo  é  real  e  um  pessoa  distinta  e  não  um a  força  impessoal,  é  possível para nós  gozarmos  de  um  relacionamento  pessoal  com  Ele.  Paulo impetra  a  bênção  à  igreja de  coríntios  sublinhando  isto:  "A  graça  do  Senhor  Jesus  Cristo,  e  o  amor  de   Deus  e  a comunhão  do  Espírito  Santo  sejam  sobre  vós.  Amém"  (  II  coríntios  13.13).  Ter  comunhão com  alguém  é  entrar  em  um  relacionamento  pessoal  com  este  alguém.  Além  disso,  somos chamados  a  não  pecarmos  contra  o  Espírito  Santo,  não  resisti - Lo,  ou  entristecê-Lo.  Uma força  impessoal  não  pode  ser  "entristecida"  Tristeza  só  pode  ser  experimentada  por  um  ser pessoal. 
Porque  o  Espírito  Santo  é  uma  pessoa,  é  apropriado  orarmos  a  Ele.   Seu  papel  na  oração  é nos  assistir  fazendo-nos  nos  expressarmos  adequadamente  ao  Pai.  Assim  como  Jesus intercede por nos como nosso  Sumo Sacerdote, assim  o Espírito Santo intercede por nós em nossas orações. 
Finalmente, a  Bíblia  fala  do  Espírito  Santo  assumindo  funções  que  somente  pessoas  podem realizar.  O  Espírito  conforta,  guia  e  ensina  os  eleitos  (veja  João  16).  Estas  atividades  são feitas  de  maneira  a  envolver  inteligência,  vontade,  sentimento  e  poder.  Ele  perscruta, seleciona,  revela,  conforta,  convence  e  admoesta.  Somente  uma  pessoa  pode  fazer  estas coisas.  A  resposta  dos  crentes,  então,  não  é  uma  mera  a firmação  que  tal  coisa  existe,  mas uma  resposta  em  obediência,  amor  e  adoração  ao  Espírito  Santo,  a  Terceira  Pessoa  da Trindade. 

O Testemunho Interno do Espírito Santo

Em  qualquer  drama  de  um  tribunal  que  inclua  uma  testemunha,  o  testemunho  dado  é crucial  para  o  caso.  O  testemunho  é  importante  porque  foi  estabelecido  para  trazer  a  tona  a verdade  de  uma  determinada  situação.  Em  alguns  tribunais  o  testemunho  da  testemunha  é rejeitado  porque  o   caráter  dela  é  suspeito. 
O  testemunho  de  um  mentiroso  psicopata  tem pouco  valor.  P ara  que  o  testemunho  tenha  credibilidade  a  testemunha  tem  que   ter credibilidade.  Quando  Deus  testifica  a  verdade  de  alguma  coisa,  Seu  testemunho  é  imutável.  Seu testemunho traz a realidade toda de todos os fatos  e por isto é completamente abrangente.
 O testemunho  que  t em  a  Deus  como  o   seu  autor  não  pode  falhar.  É,  de  fato,  um  testemunho infalível.  Procede  do  ma is  elevado  caráter,  da  mais  profunda  fonte  de  conhecimento,  de uma  autoridade  suprema.  A  fidedignidade  do  testemunho  de  Deus  fez  com  que  Lutero declarasse  sem  excitação:  "O  Espírito  Santo  não  é  céptico"  As  verdades  que  o   Espírito Santo revela são mais certas do que a própria vida. 
João  Calvino  ensinou  que  embora  as  Escrituras  manifestam  claros  e  racionais  sinais  de  sua autoridade  divina  e  exibem  evidências  suficiente s  de  sua  origem  divina,  estas  evidências não  nos  persuadem  plenamente  até  e  a  menos  que  sejam  elas  seladas   e m  nossos  corações pelo  testemunho  interno  do  Espírito  Santo.  Calvino  reconheceu  a  diferença  entre  a  prova  e a  persuasão.  Ainda  que  sejamos  capazes  de  oferecer  provas  objetivas  e  compelidoras  da  verdade das Escrituras,  não ser á garantia q ue  as pessoas  irão crer,  render-se ou  obedecê-las. Para  que  possamos  ser  persuadidos  de  sua  verdade  precisamos  da  ajuda  do  testemunho interno  do  Espírito  Santo.  O  Espírito  produz   em  nós  a  aquiescência  ou  rendição  às evidências compelidoras da verdade das Escrituras. 
Em  seu  testemunho  interno,  o  Espírito  Santo  não  oferece  novas  informações  secretas  ou argumentos  espertos  qu e  nós  não  pode ríamos  obter  de   outra  forma.  Pelo  contrário,  ele opera  sobre  o  nosso  espírito  para  romper  e  sobrepujar  nossa  resistência  à   verdade  de  Deus. Ele  nos  move  a   nos  rendermos  ao   claro  ensino  da  Palavra  d e  Deus  e  r ecebê -lo  com  total segurança. 

O  testemunho  interno  do  Espírito  não  é  uma   fuga  ao  misticismo  ou  um  escape  ao subjetivismo  onde os  sentimentos  pessoais são  elevados a  um  status  de  autoridade absoluta. Há  uma  diferença  crucial  entre  o  testemunho  do  Espírito  Santo  ao  nosso  espírito  e  o testemunho  humano  do  nosso  próprio  espírito.  O  testemunho  do  Espírit o  Santo  é  a  Palavra de Deus. Ele não vem a nós aparte da ou sem a Palavra. 
Tal  como  o  Espírito  Santo  testifica  com  o  nosso  espírito  de  que  somos   filhos  de  Deus, confirmando a  Sua  palavra  a nós  (Romanos  8.16),   assim o  Espírito  Santo  dentro de  nós  nos assegura de que a Bíblia é a Palavra de Deus.  Iluminação do Espírito Santo Uma das invenções mais úteis da vida moderna é a lanterna. Quando a energia vai embora e a casa  entra  em  densa  escuridão, a  lanterna  é  de  grande utilidade.  Funciona  para  arremessar luz sobre as trevas. Existe para iluminar o ambiente. 

A  Bíblia  não  é  um   livro  de  trevas.  Pelo  contrário,  é  uma  fonte  mais  necessária  de  luz .  O salmista  afirma  sob re  a  Palavra  d e  Deus:  "Lâmpada  para  os  meus  pés  é  a  tua  palavra  e  luz para os meus caminhos" (Salmo 119.105).
 Nem  todas  as  partes  das  Escrituras  são  igualmente  claras  ao  nosso  entendimento.  Certas passagens  são  difíceis  de   alcançar.  Lutamos  em  certos  pontos  para  termos  a  habilidade  de penetrar  no  si gnificado  de  certos  textos.  O  pecado  tem  um  efeito  sobre  nós,  obliterando  o nosso  entendimento,  mantendo  nossa  mente  no  escuro.  Em  nossa  natureza  caída,  somos  criaturas das trevas que desesperadamente carecem de luz.
4 Embora  a   Escritura  em  s i  mesma  seja  luz   para  nós,  precisamos  de  iluminação  adicional  de tal  modo  que  possamos  perceber  a  luz .  O  mesmo  Espírito  Santo  que  inspira  a  Escritura, trabalha  para  iluminar  a   Escritura  para  o  nosso  benefício.  Ele  lança  mais  luz   à  luz  original. Iluminação é obra  do Espírito  Santo. Ele  nos ajuda  a ouvir, receber e entender  corretamente a  mensagem  da  Palavra.  O  Apóstolo  assim  escreve:  “Mas,  como  está  escrito:  Nem  olhos viram,  nem  ouvidos   ouviram,  nem  jamais  penetrou  em  coração  humano  o  que  Deus  tem preparado  para  aqueles  que  o  amam.  Mas  Deus  no-lo  revelou  pelo  Espírito;  porque  o Espírito  a  todas  as  coisas  perscruta,  até  mesmo  as  profundezas  de  Deus”.  (I  Coríntios  2.9 -11) 
Paulo  aqui  traça  uma  analogia  com  a  experiência  humana.  Você  pode  aprender  mui tas coisas  sobre  mim  ao  observar-me  ou  do  ouvir-me,  mas  você  não  pode  saber  o  que  se  passa dentro de minha mente ou do meu espírito, a menos que eu decida revelá-lo. Somente eu sei o que  eu  penso. (Embora  algumas vezes  fica a  impressão que  a  minha  esposa  esteja lendo  a minha mente!) 
Da  mesma  forma,  é  o  Espírito  Santo  que  conhece  os  pensamentos  profundos  de  Deus. Paulo  diz  que  o  Espírito  "perscruta"  as  coisas  profundas  de  Deus.  Isto  não  significa  que  o Espírito  Santo tenha  que investigar ou  inquirir  para  dentro da  mente  de Deus  de  tal  maneira que seja instruído. Ele não  está em  busca de in formação que  de outra  forma estaria  privado. Ele  "perscruta"  como  uma  lanterna  escaneia  a  noite  afim  d e  trazer  à  luz  aquilo  que  de  uma outra forma permaneceria escondido. 
Iluminação  não  pode   ser  confundido  com  revelação.  É  muito  comum  hoje  ouvirmos pessoas  falando  de  revelações  particulares  que  afirmam  ter  recebido  do  Espírito  Santo.  A obra  do  Espírito  Santo  na  iluminação  não  é  o  suprimento  de  novas  informações  ou  atuais revelações além daquelas que são encontradas nas Sagradas Escrituras.  

O  Cristianismo  Reformado  enfaticamente  nega  que  Deus  esteja  dando  novas  revelações normativas  hoje.  O  Espírito  ainda  continua  iluminado  aquilo  que  foi  revelado  nas Escrituras.  O  Espírito  nos  ajuda  a  entender  a  Bíblia,  para  nos  convencer  da  verdade  da Bíblia  e  para  aplicar  esta  verdade  às  nossas   vidas.   Ele  trabalha  com  a  Palavra  e  através  da Palavra.  Sua  tarefa  não  é  jamais  ensinar  contra  a  Palavra.  É,  portanto,  sempre  necessário testar o que ouvimos pelo ensino da Escritura. A Escritura é o livro do Espírito.

                                                  

Albert Barnes


É conveniente para você 133; - A razão pela qual foi conveniente para eles que ele deveria ir embora, ele afirma ser, que desta forma só o Consolador seria concedido a eles. Ainda assim, pode-se perguntar por que a presença do Espírito Santo era mais valiosa para eles do que a do próprio Salvador? Para isso, pode ser respondido:
1. Que por sua partida, sua morte e ascensão - tendo esses grandes fatos diante de seus olhos, eles seriam guiados pelo Espírito Santo a ver mais plenamente o desígnio de sua vinda do que eles fariam com sua presença. Enquanto ele estava com eles, apesar do ensinamento mais claro, suas mentes estavam cheias de preconceito e erro. Eles ainda aderiram à expectativa de um reino temporal e não estavam dispostos a acreditar que ele deveria morrer. Quando ele deveria realmente tê-los deixado, eles não podiam mais duvidar sobre esse assunto, e estariam preparados para entender por que ele veio. E isso foi feito. Veja os Atos dos Apóstolos em todos os lugares. Muitas vezes é necessário que Deus nos visite com severa aflição antes que nosso orgulho seja humilhado e que estejamos dispostos a entender as mais claras verdades.

2. Enquanto na terra o Senhor Jesus poderia estar presente fisicamente, mas em um lugar ao mesmo tempo. No entanto, a fim de assegurar o grande desígnio da salvação dos homens, era necessário que houvesse algum agente que pudesse estar em todos os lugares, que pudesse atender a todos os ministros e que pudesse, ao mesmo tempo, aplicar a obra de Cristo a todos. pessoas em todas as partes da terra.
3. Era um arranjo evidente no grande plano de redenção que cada uma das pessoas da Trindade realizasse uma parte. Como não era a obra do Espírito fazer uma expiação, também não era a obra do Salvador aplicá-la. E até que o Senhor Jesus tivesse realizado esta grande obra, o caminho não estava aberto para o Espírito Santo descer para realizar sua parte do grande plano; todavia, quando o Salvador havia completado sua porção da obra e havia deixado a terra, o Espírito levaria adiante o mesmo plano e aplicaria aos homens.
4. Era de se esperar que muito mais sucesso sinalizasse a pregação do evangelho quando a expiação fosse realmente feita do que antes. Era o ofício do Espírito levar adiante a obra somente quando o Salvador havia morrido e subido; e este foi realmente o caso. Veja João 14:16 .


Joseph Benson


João 16: 7-8 No entanto, eu te digo a verdade —Eu o conheço como está e lhe digo as razões de minha partida, embora você não tenha perguntado a elas. É necessário, mesmo por sua conta, que eu parta, porque, se eu não for embora, e entrar no meu escritório mediador, o Consolador —Por cuja ajuda, como eu lhe disse, você deve converter o mundo, não o visitará: ao passo que se eu partir —E tome posse do meu reino; Vou mandá-lo para você —Como as primícias do exercício do meu poder real, para responder a todos os grandes e gloriosos propósitos pelos quais você e minha igreja precisarão dele. E quando ele vier, ele reprovará o mundo do pecado, c. —Grego, ελεγξειτονκοσμονπεριαμαρτιας, c .; ao contrário, ele convencerá o mundo a respeito do pecado e a respeito da justiça e do juízo. Assim, o Dr. Campbell, que interpreta a passagem da seguinte forma: “Concernente ao pecado —Isto é, o pecado deles em me rejeitar, do qual o Espírito dará evidência incontestável, nos milagres que ele habilitará meus apóstolos a realizar em meu nome, e no sucesso com o qual ele coroará seu ensino.Sobre a retidão —Isto é, minha justiça, inocência, a justiça da minha causa; dos quais o mesmo poder miraculoso, exercido por mim por meus discípulos, será uma prova irrefragável, convencendo todos os imparciais de que eu tinha a sanção do Céu pelo que fiz e ensinei, e que, ao me tirar daqui, Deus me levou para ele mesmo. Sobre o julgamento —Isto é, o julgamento divino, que em breve se manifestará na punição de uma nação incrédula e na defesa da verdade.”Dr. Whitby dá quase a mesma interpretação deste importante parágrafo; Comentando que a palavra original, παρακλητος, aqui usada, significa tanto um advogado e umconsolador; ele observa, na explicação dos termos, “Ele realizou a parte de um advogado em relação a Cristo e seu evangelho, convencendo o mundo do pecado em não crer nele, e da justiça [a inocência e santidade] de Cristo; e confirmando os apóstolos’testemunho dele, por sinais e milagres, e vários dons transmitidos a eles, Hebreus 2: 4 ; 1 João 5: 6-8 ; e defendendo a sua causa perante reis e governantes, e contra todos os seus adversários, Mateus 10: 18-19 ; Lucas 21:15 ; Atos 6:10 . A respeito dos apóstolos e dos fiéis, ele também fez a parte de um consolador, como sendo enviado para seu consolo e apoio em todas as suas dificuldades, enchendo seus corações de alegria e alegria, e dando-lhes um testemunho interior do amor de Deus. eles, e uma garantia de sua felicidade futura, Romanos 8: 15-16 .”

Albert Barnes


O Espírito da verdade - Assim chamado porque ele lhes ensinaria toda a verdade necessária. Irá guiá-lo em toda a verdade - <="" span="">. Podemos observar aqui que esta é uma promessa completa de que eles seriam inspirados e guiados na fundação da nova igreja; e podemos observar que o plano do Salvador estava repleto de sabedoria. Embora estivessem muito tempo com ele, ainda assim não estavam preparados para ouvir as mudanças que deveriam ocorrer; mas sua morte abriria seus olhos, e o Espírito Santo, fazendo uso das impressionantes e impressionantes cenas de sua morte e ascensão, levaria adiante com grande rapidez suas visões da natureza do esquema cristão. Talvez nos poucos dias que decorreram, dos quais temos um registro no primeiro e no segundo capítulo dos Atos dos Apóstolos, eles aprenderam mais sobre a verdadeira natureza do plano cristão do que teriam feito em meses ou anos, mesmo sob o ensinamento do próprio Jesus. Quanto mais estudarmos o plano de Cristo, mais admiraremos a profunda sabedoria do esquema cristão e veremos que ele se ajustava eminentemente ao grande desígnio de seu Fundador - introduzi-lo de tal modo a fazer no homem impressão mais profunda de sua sabedoria e sua verdade.
Não fala de si mesmo - Não como solicitado por ele mesmo. Ele deve declarar o que é comunicado a ele. Veja as notas em João 7:18 .
Seja o que for que ele ouve - <="" span="">. Veja as notas em João 5:30 .
Coisas para vir - a saber, o desígnio de sua morte e a natureza das mudanças que deveriam ocorrer na nação judaica. Também é verdade que os apóstolos foram inspirados pelo Espírito Santo para prever eventos futuros que ocorreriam na igreja e no mundo. Veja Atos 11:28 Atos 20:29 Atos 21:11 1 Timóteo 4: 1-3 2 Pedro 1:14 ; e todo o livro do Apocalipse.


Thomas Coke


João 16:13 Quando ele, o Espírito da verdade, chegar, — A personalidade do Espírito Santo é forte e incontestavelmente marcada pela menção de sua vinda, sendo enviada, guiando, c. bem como pela particularidade do original; em que a palavra traduzida ele; εκεινος é do gênero masculino , embora a palavra traduzisseespírito τοπνευμα é neutro. Em vez de não deve falar, c. o original pode com muito maior propriedade ser prestado não, c. e assim nos dois versos seguintes. Neste capítulo, como o Dr. Heylin sugere, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são considerados como três Mestres graciosos nos seios dos crentes. A agência interna doEspírito Santo é continuamente admitida; e aquele do Pai e do Filho, como representado neste evangelho, merece ser atendido.





                                        FUNDAMENTOS DA FÉ AULA 4
A PESSOA E A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

 A pessoa do Espírito Santo Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito (Jo 14.26). Por que devemos ser cheios do Espírito Santo? O que isto significa e implica? Quais as consequências na vida do cristão de ser cheio do Espírito? E de não ser cheio? Quem é o Espírito Santo e quais as Suas atribuições? O Espírito Santo é o Espírito de Deus, que lhe possibilitou criar os céus e a terra, bem como tudo o que neles há (Gn 1-2) e dar a vida ao homem, ao soprar o fôlego divino em suas narinas (Gn 2.7).

O Espírito Santo é o próprio Deus, visto que Deus é Espírito (Jo 4.24). E como Deus, o Espírito possui os mesmos atributos divinos: imortalidade e eternidade (Hb 9.14), onipresença (Sl 139.7-10), onipotência (Lc 1.35) e onisciência (1 Co 2.10,11), e tem personalidade, vontade, sentimentos, pensamentos (Rm 8.27; 1 Co 12.11; Ef 4.30), podendo relacionar-se pessoalmente com o ser humano, ficar alegre por causa da nossa fidelidade a Ele, ou triste e irado, por causa de nossos pecados (At 5.3; Mt 12.31,32). os cativos e oprimidos, sarando os enfermos e anunciando com sinais, prodígios e milagres a Salvação e o Reino de Deus entre os homens (Is 11.2; Is 61) (MALAFAIA, Silas.

 A importância de ser cheio do Espírito Santo. Rio de Janeiro; Central Gospel, 2009, p.9,10). O Espírito Santo é o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor que revestiu Jesus do poder e da autoridade do Pai celestial para cumprir Sua missão salvífica, libertando 71


74 A obra do Espírito Santo

E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita (Rm 8.11).

Entre as atribuições do Espírito estão a de criar, inspirar, consolar e orientar. Daí as designações do Espírito como Conselheiro, Consolador e Paracleto (aquele que está ao lado de, assistindo, ajudando, representando alguém). Deus, em cumprimento à Sua promessa em Joel 2.28,29, enviou Seu Espírito para habitar em cada pessoa que aceitou Cristo como seu Salvador e Senhor (At 1.8; 2.1-11).
 É pela ação do Espírito Santo que o homem é convencido de pecado, de justiça e de juízo (Jo 16.8), arrepende-se e é santificado (2 Co 7.1), produzindo o fruto do Espírito que é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 5.22,23 ARA) e recebendo dons espirituais e ministeriais, para o crescimento e a edificação dos membros do Corpo de Cristo (1 Co 12; Ef 4.11-13).

O Espírito Santo é o agente responsável pelo novo nascimento, o nascimento espiritual, a regeneração do ser humano, a transformação deste em nova criatura feita à imagem e semelhança de Cristo, para tornar-se, como Ele, um filho de Deus (ver Jo 3.5; Tt 3.5). Em outras palavras, é o Espírito Santo quem inspira, aconselha, dirige e consola o cristão. É Ele quem deve operar em nós tanto o querer como o efetuar segundo a boa vontade de Deus (Fp 2.13).
Foi pela ação e inspiração do Espírito Santo que os profetas veterotestamentários falaram e agiram, revelando aos homens a mensagem e a vontade de Deus, bem como é pela orientação do Espírito que a Igreja de Jesus age e anuncia o Evangelho (MALAFAIA, Silas. A importância de ser cheio do Espírito Santo. Rio de Janeiro; Central Gospel, 2009, p.10,11). 73


 Texto 1 Uma pessoa ou um poder?


 Esse tema deve ser discutido tomando-se como base a natureza do Espírito Santo. A primeira pergunta é: Seria Ele uma pessoa cuja obra é salvar-nos e santificar-nos, ou um poder que devemos usar a nosso favor?. Se o considerarmos um poder misterioso, poderemos perguntar-nos: Como posso ter mais do Espírito Santo?. Se o considerarmos uma pessoa, a pergunta mudará: Como o Espírito Santo pode ter mais de mim?. O primeiro pensamento não é bíblico, e o segundo, por sua vez, é neotestamentário.

Sobre isso, Reuben A. Torrey observou o seguinte:

O conceito que sustenta que o Espírito Santo é um poder ou uma influência divina da qual devemos, de alguma forma, usufruir leva à autoexaltação e à autossuficiência. Quem pensa isso sobre o Espírito Santo e que, ao mesmo tempo, imagina que o recebeu enche-se de orgulho espiritual, como se pertencesse a uma ordem superior de cristãos, e diz: Sou uma pessoa do Espírito Santo!. Porém, se virmos o Espírito Santo como uma pessoa divina de infinita majestade, glória, santidade e poder, que se humilhou vindo fazer morada em nosso coração, tomando e usando nossa vida, Ele nos porá no pó da terra e lá nos manterá. Não há coisa mais humilhante que uma pessoa de divina majestade vir habitar em meu coração, dispondo-se a fazer uso até mesmo de mim. (Torrey, 1970, p. 8,9)
Essa distinção é ilustrada nas páginas do Novo Testamento. Por um lado, há o caso do mágico Simão, cuja história pode ser lida em Atos 8.9-24.

[...]

Simão sabia pouquíssimo acerca do cristianismo. Logo, quando viu os milagres realizados, ficou maravilhado. Achou até que o Espírito Santo era um poder que podia ser comprado. Mais tarde, quando Pedro e João foram inspecionar a obra em Samaria, foram usados por Deus para batizar no Espírito Santo. Simão ofereceu dinheiro aos discípulos para que pudesse ter o mesmo poder (At 8.19).

[...]

Podemos encontrar um exemplo contrastante no início da obra missionária que envolveu Paulo e Barnabé, quando, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado (At 13.2). No primeiro exemplo, um indivíduo quis usar a Deus. No segundo, Deus usou dois indivíduos.
No entanto, é possível questionar: Não existem passagens e, até mesmo, seções inteiras da Bíblia em que a personalidade distinta do Espírito Santo não está evidente?. Esse é o caso do Antigo Testamento, no qual são mencionados certos indivíduos a quem o Espírito do SENHOR [Deus] revestiu (Jz 6.34; 2 Cr 24.20), da  mesma forma que, frequentemente, o Espírito de Deus é entendido como em Gênesis 1.2b: E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
Essas passagens dão a entender que o Espírito Santo tem uma personalidade distinta. Entretanto, devemos admitir que, no Antigo Testamento, há pouco espaço para os que defendiam a ideia de que o Espírito Santo fosse uma pessoa da Trindade divina.
No Novo Testamento, por sua vez, o Espírito Santo é revelado, de fato, como uma pessoa da Trindade, totalmente equiparado ao Pai e ao Filho, mas diferente deles. Isso não implica a existência de três deuses. Há três pessoas, mas, de uma forma que vai além de nossa plena compreensão, essas três formam um só Deus.

 Uma pessoa é definida por seu conhecimento, seus sentimentos e sua vontade, e é exatamente isso o que é dito a respeito do Espírito Santo. Em João 14.16-18, Jesus disse: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
Se o Espírito fosse apenas um poder, essa promessa seria apenas uma compensação de Jesus: Eu vou embora, mas deixarei algo para compensar Minha ausência. Todavia, o Espírito não é apenas um poder, mas uma pessoa divina, que tem personalidade e conhece nossas necessidades. Ele é provido tanto de sentimentos, pois se identifica conosco em nossos problemas, como de vontade própria, visto que decide consolar-nos em cumprimento à promessa do Senhor.

[...]

Os dons do Espírito Santo se distinguem do próprio, o que implica o fato de Ele não ser apenas um poder por trás desses notáveis dons. Estes são seis argumentos que mostram que o Espírito Santo é uma pessoa. Contudo, o problema para muitos de nós não é bem a doutrina do Espírito, mas o que decidimos crer a respeito dela. Teoricamente, muitos creem que Ele é a terceira pessoa da Trindade. Mas será que realmente pensamos nele dessa forma? Será que pensamos nele de qualquer outra forma?
BOICE, James Montgomery. Fundamentos da fé cristã. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2011, p. 322-324. 76



81 Texto 2 O Espírito é Deus?

Insistimos no fato de o Espírito Santo ser uma pessoa divina. Pois bem, Ele é divino no sentido de ser de Deus ou de ser o próprio Deus?

Uma das mais claras indicações da plena divindade do Espírito Santo está nas palavras de Jesus, quando Ele prometeu enviá-lo aos Seus discípulos como outro Consolador (Jo 14.16). Essa palavra outro em grego (texto original) pode ser traduzida de duas maneiras: allos, que significa outro como o primeiro, ou heteros, que significa totalmente diferente.
Como é a palavra allos, e não a heteros, que aparece no texto, Jesus quis afirmar que mandaria aos discípulos uma pessoa igual a Ele, ou seja, plenamente divina. Quem foi o primeiro Consolador? Jesus, pois fortaleceu e aconselhou os discípulos durante os anos de Seu ministério entre eles. Como Jesus iria deixá-los, em Seu lugar ficaria um Consolador, igual a Ele, outra pessoa divina que, dessa vez, estaria no interior de quem estivesse em Cristo.
 Essa não é a única prova dessa importante doutrina. A divindade do Espírito Santo pode ser evidenciada nas seguintes categorias:

1. As qualidades divinas do Espírito Santo. O próprio termo Espírito Santo já fala por si, pois o termo Santo designa a essência da natureza de Deus. Ele é o Pai Santo (Jo 17.11) e Jesus é o Cristo, o Filho de Deus (Jo 6.69), o Santo de Deus (Mc 1.24). O Espírito Santo é também onisciente (Jo 16.12,13; 1 Co 2.10,11), onipotente (Lc 1.35) e onipresente (Sl 139.7-10).

2. As obras de Deus atribuídas ao Espírito Santo. O Espírito participou da obra da criação (Jó 33.4) e inspirou homens santos de Deus para que escrevessem a Bíblia (2 Pe 1.21). Além disso, Ele promove o novo nascimento (Jo 3.6), bem como a ressurreição (Rm 8.11).

3. A igualdade do Espírito Santo com o Deus Pai e o Deus Filho. As bênçãos e as fórmulas acima citadas são exemplos disso.

 4. O nome de Deus associado ao Espírito indiretamente. O exemplo mais claro disso está em Atos 5.3,4, texto segundo o qual Pedro disse a Ananias:
 Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? [ ] Não mentiste aos homens, mas a Deus.
Outros exemplos são as passagens do Antigo Testamento citadas no Novo nas quais Deus ou o Espírito está afirmando algo. Em Isaías 6.8, por exemplo, está escrito:
 Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.
Em Atos 28.25b, por sua vez, essa passagem de Isaías é citada:
Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías.
 Já tentei mostrar como é importante sabermos, na prática, por que o Espírito Santo é uma pessoa. Agora, pergunto: É importante sabermos que Ele é também Deus? Sim, pois se soubermos disso e, constantemente, reconhecermos Sua divindade, seremos capazes de confiar em Sua obra.
 J. I. Packer, em Knowing God [Conhecendo a Deus], pergunta:

Será que honramos o Espírito Santo, reconhecendo e confiando em Sua obra, ou o menosprezamos, ignoramos e desonramos não só a Ele, mas também ao Senhor que o enviou? Será que reconhecemos por meio da fé a autoridade da Bíblia do profético Antigo Testamento e do apostólico Novo Testamento que Ele inspirou? Será que lemos e ouvimos com a reverência e a receptividade que são devidas à Palavra de Deus? Se não, desonramos o Espírito Santo. Será que aplicamos a autoridade da Bíblia em nossa vida e vivemos por ela, sem nos importarmos com o que os outros dizem contra, reconhecendo que a Palavra de Deus é a verdade e que o Senhor irá cumprir tudo o que prometeu nela? Se não, desonramos o Espírito Santo, que nos deu a Bíblia. Será que nos lembramos de que o testemunho do Espírito Santo autentica o nosso? Será que olhamos para Ele? Será que confiamos nele como Paulo, que renegou a inteligência humana? Se não, desonramos o Espírito Santo. Será que podemos duvidar de que a improdutividade da vida da Igreja que se tem hoje seja juízo de Deus sobre nós em função de desonrarmos o Espírito Santo? Nesse caso, que esperança podemos ter diante desse juízo, se não aprendermos a honrar o Espírito em nosso pensar, em nosso orar e em nossa prática? (Packer, 1973, p. 63)

A personalidade e a divindade do Espírito Santo são ensinos práticos, pois é pela ação desse ser divino que o evangelho da salvação de Jesus Cristo pode alcançar-nos e transformar nossa vida. Ele é o segredo da religião vital e verdadeira.

BOICE, James Montgomery. Fundamentos da fé cristã. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2011, p. 324-326. 81


85 Texto 3 A obra do Espírito Santo

 Ao conhecermos alguém, geralmente perguntamos: Quem é você? e O que você faz? ; a pessoa, então, responde algo como: Sou Fulano, sou professor. Ou ainda: Sou Sicrano, trabalho para uma companhia aérea. Pois bem, podemos fazer as mesmas perguntas acerca do Espírito Santo. O Espírito Santo é uma pessoa divina com os mesmos atributos do Pai e do Filho. Neste texto, analisaremos o que Ele faz.

Glorificar a Cristo

 Ao questionarmos a função do Espírito Santo, percebemos que não é fácil definir o que Ele realmente faz, pois, se Ele é Deus, então faz tudo o que o Pai e o Filho fazem. Assim, repito o que afirmei, ao sugerir o modo como devemos lidar com a doutrina da Trindade.
Podemos dizer que o Espírito Santo: (1) participou da criação do universo (Gn 1.2); (2) inspirou a composição da Bíblia (2 Pe 1.21); (3) direcionou o ministério terreno do Senhor Jesus Cristo (Lc 4.18); (4) dá vida espiritual ao povo de Deus (Jo 3.6); e (5) chama e guia a Igreja (At 13.2; 16.6,7; 20.28).
Contudo, em várias partes da Bíblia, a obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo é registrada de maneira individual. Por exemplo: o Pai participa mais da obra da criação, e o Filho participa mais da redenção da espécie humana.
Qual seria a principal obra do Espírito Santo?
Alguns afirmam que é a santificação dos cristãos ou a inspiração da composição da Bíblia, enquanto outros destacam Seu papel na concessão dos dons espirituais à Igreja ou na indução de não cristãos à aceitação de Cristo. Entretanto, apesar de o Espírito Santo fazer tudo isso, essas não são as melhores respostas para a pergunta, visto que a mais adequada definição de Sua obra encontra-se em João 16.13,14, bem como em passagens relacionadas a ela, como podemos ler abaixo, nas palavras do próprio Cristo:
 Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
Em João 15.26, o Senhor declara:
 Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim.
 A principal obra do Espírito Santo é levar-nos a glorificar a Cristo. Todas as outras obras giram em torno dessa. Ora, se Ele não fala de si mesmo, mas de Jesus, podemos concluir que qualquer ênfase dada à pessoa e à obra do Espírito que não aponte para Cristo não pode ser vinda do Espírito de Deus. Na verdade, é obra de outro espírito, o do anticristo, cuja obra é fazer com que a humanidade tire o foco de sua atenção de Jesus (1 Jo 4.2,3).

 BOICE, James Montgomery. Fundamentos da fé cristã. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2011, p. 327-328. 84

                                                                     gospel-escola-internacional-de-ministros.





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