segunda-feira, 25 de março de 2019

Lição 13 - João, o Filho de Deus vence a morte




___/___/____     João, o Filho de Deus Vence a Morte
Lições Bíblicas nº 57
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
João 20.1-9
1 - E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.
2 - Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.
3 - Então, Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao sepulcro.
4 - E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
5 - E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia, não entrou.
6 - Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis
7 - e que o lenço que tinha estado sobre a sua cabeça não estava com os lençóis, mas enrolado, num lugar à parte.
8 - Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
9 - Porque ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos.

                                                            TEXTO ÁUREO
"Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.",
João 20.17

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, chegamos ao final de nossa jornada. Nesta lição, discorreremos sobre o mais notável de todos os milagres narrados nos Evangelhos: a ressurreição de Cristo.
No Antigo Testamento, encontramos o registro de três casos de ressureição: o filho da viúva de Sarepta, ressuscitado por Elias (1 Rs 17.17-24); o filho da sunamita, ressuscitado por Eliseu (2 Rs 4.32-37); e o homem que foi colocado sobre os ossos de Eliseu (2 Rs 13.20,21).
No Novo Testamento, o Filho de Deus demonstrou Sua autoridade sobre a vida e a morte ao ressuscitar o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17), a filha de Jairo (Lc 8.41,42,49-55) e Lázaro (Jo 11.1-44); com isso, Ele provou ser suficientemente poderoso para ressuscitar a si mesmo, conforme predissera aos Seus discípulos, diversas vezes (Mt 16.21; 20.17-19; Mc 8.31; 10.32-34; Jo 12.23-33).
Boa aula!


Palavra introdutória
Antes de tratarmos da vitória do Filho de Deus sobre a morte, remontaremos e pontuaremos algumas questões extremamente relevantes a respeito de Seus últimos dias. Seguindo o esboço geral da Paixão de Cristo, apresentado por João, observamos os seguintes fatos:
·         Jesus celebra a última ceia pascoal com os discípulos na noite de uma quinta-feira (Jo 13.1,2);
·         em seguida, Ele e os discípulos vão para o monte das Oliveiras (Jo 18.1), local onde é preso e levado a uma audiência noturna diante do sumo sacerdote (julgamento religioso; conf. Jo 18.12-14);
·         na manhã do dia seguinte (sexta-feira), o Salvador é conduzido até Pilatos, onde é condenado à morte (julgamento civil; conf. Jo 18.28-40) e levado, imediatamente, à crucificação (Jo 19.16,17,31).
No relato joanino, o que está posto em realce é a autoridade de Jesus. Não vemos o Salvador como uma queixosa vítima, mas, sim, como o vencedor soberano e absoluto que comanda os eventos de toda a história da paixão, em cada fato e detalhe.
Jesus declarou, antes de ser entregue à morte, que Sua vida ninguém poderia tomar; antes, Ele a daria por Sua própria vontade e a tomaria, outra vez, por Seu próprio poder — essa autoridade Ele recebeu do Pai (Jo 10.17,18).

1. O CONTRASTE DO CALVÁRIO
No período em que Jesus está consumando Sua obra (Jo 18.1—20.31), cujo fastígio se dá no Calvário, observamos um vívido contraste entre incredulidade e fé. Nos eventos que antecederam a crucificação, a incredulidade atuou sem disfarce:
a traição de Judas (Jo 18.2), a negação de Pedro (Jo 18.25-27), a malícia invejosa dos sacerdotes (Jo 18.14) e a covardia de Pilatos (Jo 19.12) mostram-nos como a incredulidade atingiu seu fim último; por outro lado, a constância de João, o discípulo amado, a presença das mulheres ao pé da cruz (Jo 19.25-27) e a generosa ação de José de Arimateia e de Nicodemos (Jo 19.38-42) revelam-nos como a fé, mesmo pequena, reforça a lealdade a despeito de qualquer perigo.
Ainda hoje o Calvário revela esse contraste: há aqueles que tomam conhecimento do sacrifício de Cristo, mas permanecem na incredulidade e, com isso, caminham a passos largos em direção à perdição eterna; entrementes, outros tantos creem nas boas novas do evangelho, recebem-nas em seu coração e confessam-nas com sua boca para salvação (Rm 10.10).

Nos subtópicos seguintes, veremos que o Calvário não denunciou apenas o contraste entre fé e incredulidade, mas também, entre ódio e amor.

1.1. A expressão máxima do ódio
A morte por crucificação — um dos métodos mais antigos de execução, que foi aplicado na Pérsia e em Roma, inclusive — era considerada maldição nos tempos bíblicos (Dt 21.22,23; Gl 3.13). A fim de compreender a fúria e o desprezo direcionados a Jesus em Seus últimos dias, observe os aspectos envolvidos no ato da
·         Crucificação: a crucificação deveria acontecer do lado de fora da cidade — além de seus muros —, e a vítima deveria carregar a própria cruz (gr. stauros) até o local da execução — este ato, em si, era uma tortura humilhante; a vítima era deitada sobre a parte horizontal da cruz (patibulum ou antenna), e, enquanto o patibulum estivesse apoiado no solo, suas mãos (pulso ou metacarpo) eram cravadas nele — primeiro, a direita e, em seguida, a esquerda;
·         em seguida, a vítima e o patibulum eram erguidos por cordas e fixados no poste vertical — ou então a cruz era montada no chão, e a vítima e a cruz (inteira) eram erguidas e deixadas cair em uma perfuração;
·         os pés poderiam ser pregados separados — ou juntos, unidos por um só cravo (pelo espaço do segundo metatarsiano, possivelmente);
·         as pernas poderiam ser cruzadas para dar maior sustentação ao corpo, ou seja, para que não se rasgassem as mãos da vítima, fazendo-a cair. Isso provocava uma morte lenta e dolorosa.
O crucificado sentia dores excruciantes: os cravos nas mãos e nos pés, que são concentrações de nervos e tendões, perdiam pouco sangue, fazendo com que o corpo do supliciado sofresse aguda tensão. Em pouco tempo, as artérias cerebrais e esofágicas ficavam regurgitadas de sangue, provocando lancinantes dores na cabeça. Devido à dificuldade de manter o corpo ereto na cruz, as complicações respiratórias aumentavam o sofrimento da vítima, fazendo-a agonizar por longo período de tempo.
São Méliton de Sardes, que morreu no fim do segundo século (180 d.C.), escreveu: “Os padecimentos físicos já tão violentos ao fincar os pregos, em órgãos extremamente sensíveis e delicados, faziam-se ainda mais intensos pelo peso do corpo suspenso pelos pregos, pela forçada imobilidade do paciente, pela intensa febre que sobrevinha, pela ardente sede produzida por esta febre, pelas convulsões e espasmos, e também pelas moscas que o sangue e as chagas atraíam”.
Esta cena desumana revela-nos que a crucificação foi, de fato, a mais cruel exteriorização de ódio destilada contra o Filho de Deus por Seus perseguidores e algozes.
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Tem-se conhecimento
de ao menos três tipos
de cruzes, utilizados nos
tempos de Jesus, a saber: a
cruz na forma de “X” (crux
decussata ou cruz de Santo
André); a cruz semelhante
à letra “T” (comissa ou cruz
de Santo Antônio); e a cruz
latina (crux immissa), cujo
formato é o mais conhecido
e aceito como sendo o
utilizado na execução de
Cristo.
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1.2. A expressão máxima do amor
O mais perverso e cruel instrumento de execução transformou-se no símbolo do cristianismo, pois, sobre o lenho da cruz, Jesus carregou em Seu corpo os nossos pecados (1 Pe 2.24). O que para o mundo representava a expressão máxima do ódio, para os cristãos representa a expressão máxima do amor de Deus (Jo 3.16).
A partir do Novo Testamento, observamos que o vocábulo cruz é usado como referência ao evangelho da salvação. A pregação do evangelho é a palavra da cruz; é o Cristo crucificado; parece loucura para os que perecem, mas, para os salvos, é o poder de Deus (1 Co 1.18 KJA).
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Há muitos significados
figurados na cruz de Cristo:
nela, fomos crucificados para
o mundo (Gl 6.14); no sangue
da cruz, recebemos paz e
somos reconciliados com
Deus (Cl 1.20); na cruz, fomos
justificados (2 Co 5.21); na
cruz, além de reconciliados,
fomos salvos (Rm 5.10); na
cruz, recebemos nova vida (Gl
2.20).
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2. ESTÁ CONSUMADO
Então [...] exclamou Jesus: “Está consumado!”. E, inclinando a cabeça, entregou seu espírito (Jo 19.30 KJA). Este versículo expressa a perfeita obediência do Filho ao Pai, pois condensa em si todo o plano de redenção da humanidade — predito nas profecias e figuras do Antigo Testamento. O Filho de Deus cumpriu Sua missão, ponto a ponto, desde que entrou no mundo (Jo 1.14), até o último momento de Sua vida terrena (Adaptado de: FILLION, L. Central Gospel, 2008. p. 982).
Se a manjedoura foi a porta de entrada do Redentor no mundo, a cruz foi a porta de saída; e, no espaço de tempo entre a manjedoura e a cruz, Ele cumpriu todo o propósito divino.

 2.1. Tetelestai, o preço foi pago
O vocábulo grego tetelestai era comumente usado por pessoas dos mais diferentes segmentos sociais (sacerdotes, servos, comerciantes, artistas etc.) para confirmar que o preço requerido por determinado serviço ou bem (material ou imaterial) fora pago. Cristo, o Filho de Deus, ao entregar-se na cruz, cumpriu inteiramente os requisitos justos de uma lei santa, pagando definitivamente o escrito de dívida, que era contra nós (Cl 2.14 ARA) (Adaptado de: WIERSBE, W. W. Central Gospel, 2008. p. 288).

2.2. Não lhe quebraram as pernas
Na execução pela cruz, costumava-se desferir um golpe de misericórdia (crurifragium) contra o supliciado, apressando-lhe a morte, isto é, quebravam-se os ossos das pernas do condenado, como aconteceu com os ladrões que estavam ao lado de Jesus (Jo 19.32). Isso, no entanto, não foi feito ao nosso Salvador, pelo fato de já estar morto (Jo 19.33).
Sendo testemunha ocular dos fatos, João convida seus leitores a olharem para o Cristo transpassado, que cumpria, naquele momento, a profecia de Zacarias: E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram (Zc 12.10).
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“Está consumado” (gr.
tetelestai) é a declaração
de que nada mais ficou por
fazer. Isso é o que diferencia
o cristianismo das demais
religiões, pois, enquanto
todas as outras dizem
“faça!”, o cristianismo diz
“feito!”. Jesus completou a
obra redentiva no madeiro;
não resta ao homem
qualquer outro sacrifício a
fazer, senão crer.
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3. O SEPULCRO ESTÁ VAZIO
A maior vitória do cristianismo não consiste apenas na cruz que Cristo ocupou por nós, mas na certeza de que o Seu sepulcro está vazio. Esta é a nossa esperança: não servimos um cristo morto, mas o Cristo vivo.

3.1. Ele ressuscitou
Confúcio está no túmulo, Buda está no túmulo, Maomé está no túmulo, Gandhi está no túmulo, Allan Kardec está no túmulo, Chico Xavier está no túmulo, mas Jesus está vivo; a morte não pôde detê-lo; Seu túmulo está vazio! Este é o ápice da mensagem de João: o Crucificado ressuscitou! Se Jesus não tivesse ressuscitado, nossa fé seria vã e também a nossa pregação (1 Co 15.14).

As tentativas de varrer as evidências da ressurreição da História foram inúmeras, mas esta axiomática verdade prevalece: Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem (1 Co 15.20). Esta, aliás, é a mensagem arvorada pela Igreja. O Filho de Deus, que fora executado em uma cruz, ressuscitou dentre os mortos (At 2.24-32).
A maior importância da ressurreição não está no passado — Cristo ressuscitou —, mas no presente — Cristo está — vivo (KREEFT; TACELLI. Central Gospel, 2008, p. 275).
3.2. As testemunhas
Há doze referências bíblicas às aparições do Cristo ressurreto. Testemunharam esse evento inadjetivável: Maria Madalena (Jo 20.15,16; Mc 16.9); as mulheres no túmulo (Mt 28.9); dois discípulos no caminho para Emaús (Lc 24.13-31); Pedro (Lc 24.34; 1 Co 15.5); dez discípulos (Tomé ausente; Jo 20.19); os Onze (incluindo Tomé; Jo 20.26); os sete discípulos que foram pescar (Jo 21.1-22); os Onze em algum monte na Galileia (Mt 28.16,17); os doze (incluindo Matias; 1 Co 15.5; At 1.21-26); Tiago, irmão do Senhor (1 Co 15.7); todos os apóstolos (1 Co 15.7; Mc 16.19,20; Lc 24.50-53; At 1.3-12,36); e outros 500 irmãos (1 Co 15.6 — a maior parte ainda estava viva quando Paulo escreveu esse texto, confirmando, assim, a ressurreição).
As aparições do Cristo ressurreto, além de confirmar Sua ressurreição, cumpriram o propósito de instruir os discípulos e fortalecê-los na fé.

CONCLUSÃO
João começa seu Evangelho apresentando o Verbo de Deus (Jo 1.1); ao final do livro, ele inclui a confissão de Tomé a respeito do Cristo ressurreto — Senhor meu e Deus meu (Jo 20.28; grifo do comentarista) —, formando, assim, um “fecha parênteses” no relato da divindade do Messias.
Ao fim desta lição, fica a certeza de que Aquele que habita a eternidade foi o mesmo que se fez carne, habitou entre nós, morreu em uma cruz, mas venceu a morte, ressuscitou e vive para sempre (Ap 1.18)!

A Ele, pois, seja a glória, a honra, a majestade e o louvor!

                            Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 57



Jesus, o Ressurreto
Texto:  João  20.1-18
Introdução


Aqui  lemos  uma  “reportagem”  diretamente  do  túmulo vazio, feita pelo  apóstolo João,  testemunha ocular naquela primeira manhã de Páscoa.  Enquanto  lemos o seu relatório, os  séculos  parecem  desvanecer-se,  e  é  como  se  nós  também estivéssemos presentes no túmulo. A intenção do apóstolo  é  dar-nos  esta  viva  impressão  porque  seu  evangelho foi  escrito  para  inspirar  e  confirmar  a  fé  em  Jesus  como Filho  de  Deus.

I  -  O  Túmulo  Vazio  (Jo  20.1-10)1.  Maria  no  sepulcro.  A ressurreição  de Jesus realizou- se  antes  da  aurora,  talvez  bem  no  meio  da  noite.  AquElc que  havia  de  dissipar  as  trevas  da  morte  ressuscitou  enquanto  as trevas  ainda cobriam  a terra.  O  ato  da ressurreição foi acompanhado pela descida de anjos e a remoção da pedra

“E  no  primeiro  dia  da  semana,  Maria  Madalena  foi  ao sepulcro  de  madrugada,  sendo  ainda escuro,  c  viu  a pedra tirada  do  sepulcro”.  Parece  que  Maria  chegara  com  um grupo  de  mulheres  (note  o plural  no  versículo  2)  c,  vendo o  sepulcro  vazio,  foi  correndo  avisar  a  Pedro  c  João.
“Correu, pois, e foi a Simão  Pedro, e ao outro discípulo, a  quem  Jesus  amava,  c  disse-lhes:  Levaram  o  Senhor  do sepulcro,  e  não  sabemos  onde  o  puseram”.  Maria  c  as  demais  mulheres vieram  ao  túmulo para embalsamar o corpo de Jesus,  o  que,  segundo  o  costume  daqueles  tempos,  significava espalhar especiarias  perfumadas no  meio  das  roupas  de  sepultamento.  Esta  intenção  demonstrou  tanto  a ignorância  como  a  devoção  destas  mulheres.  Os  horrores da  crucificação  lhes  tinham  anuviado  a  fé,  e  não  estavam realmente  esperando  a  ressurreição.  Parecia-lhes  que  a missão de Jesus  fracassara.  Mesmo assim, desejavam prestar-lhe as  últimas  homenagens.  Estas  mulheres  foram  fieis até  o  fim.  Tinha  sido  fácil  seguir a Cristo  nos  dias  da  sua popularidade, mas agora elas estavam passando o profundo teste  da  verdadeira  devoção.

Note que Maria continua chamando Jesus  de  “Senhor”. Talvez  pensasse que  o  sepulcro  de  José haveria  de  servir- lhe de  abrigo temporário (v.  15; cf. Jo  19.42) e que alguém teria removido  o  corpo  de Jesus  para  outro  lugar.  Certo  é que  a  ausência  do  corpo  não  lhe  parecia  motivo  de  esperança,  e  sim de  desespero.  Quão  freqüentemente  nós  também  interpretamos  erroneamente  como  sendo  escuros  e tristes  determinados  fatos  que  realmente  brilham  com  luz celestial,  cegamente  atribuindo  a  causas  desconhecidas  as maravilhosas  coisas  que  Jesus  faz!2.  João  e  Pedro  no  sepulcro.  Note  a  corrida  entre  o Zelo  (representado por  Pedro)  e o  Amor (representado por João)!  Ambos  começaram  juntos;  Amor  chegou  primeiro ao  sepulcro,  e parou;  Zelo entrou no sepulcro c olhou para o  que  ali  havia.  Então  Amor  o  seguiu.  A  reverêneia  fez João  hesitar  na entrada;  o  amor  prático  e  impulsivo  levou Pedro  a  entrar.  E  assim,  sua  destemida  ação  o  encorajou. João  registra no  seu evangelho:  “E viu  no chão  os  lençóis. E  que  o  lenço,  que  tinha  estado  sobre  a  sua  cabeça,  não estava com  os  lençóis,  mas  enrolado  num  lugar à parte” e, quando João entrou para olhar mais de perto, “viu, e creu”. Por que João creu? Porque as mortalhas deixadas no túmulo convenceram-no de que Jesus não  fora levado, como  supunha  Maria,  nem  roubado,  como  mais  tarde  diriam  falsa- mente os  principais  sacerdotes  (Mt  28.12,13).  Pessoas  que assim  faziam  não  teriam  perdido  tempo  em  desembrulhar os  lençóis,  que  eram  como  intermináveis  ataduras  do  tipo que  se  vê  nas  múmias.  João,  portanto,  chegou  à conclusão de que Jesus  milagrosamente passara pelas  mortalhas,  deixando-as  intactas e vazias, caídas na forma em que tinham sido  cuidadosamente  embrulhadas  ao  redor  do  corpo  de Jesus,  sem  a  mínima perturbação  ou desordem.  Entendeu, portanto,  que Jesus já  assumira  seu  corpo  glorificado,  não sujeito a leis  terrestres, c que Jesus ressuscitara para nunca mais  morrer.

Os  discípulos  deveriam  ter deixado  que  o  Salmo  22  os convencesse  de  que  o  Messias  sofredor  seria  finalmentc exaltado,  c que o Cordeiro de  Deus  veria sua descendência e prolongaria os  seus  dias.  Alcm  disso,  por certo,  ficou  na mente  deles  alguma lembrança  das  palavras  de Jesus  prenunciando  a  sua própria  ressurreição.  Somente  depois  de os discípulos terem visto de perto o sepulcro  vazio foi  que esses trechos bíblicos e as palavras de Jesus tomaram novo significado  (v.  9).
Embora fosse Pedro o primeiro a entrar no sepulcro,  foi João o primeiro a realmente crer.  Enquanto  Pedro pensava sobre  o  que  significaria  aquilo,  raiou  em  João  a fé  na  ressurreição,  assim  como  foi  ele  o  primeiro  a  reconhecer  o Cristo  ressurreto  na praia  do  mar  da  Galiléia .

II  -  O  Senhor  Ressurreto  (Jo  20.11-16)/. 

1. O  Cristo  ausente.  Enquanto os  dois discípulos voltavam para casa, Maria permanecia junto à entrada do túmulo, demonstrando profunda tristeza e  verdadeiro  amor.  Continua  enlutada pela sua  perda.  Talvez  sentisse remorsos  por não  ter  ficado  a  noite  inteira  vigiando  a  entrada do  sepulcro.  Estava tão absorta cm  seus pensamentos que a presença de anjos lhe parecia um incidente de somenos  importância,  c  a pergunta  deles  só  fez  com  que  ela  desse  vazão  ã tristeza  que  lhe  magoava  o  coração.

2.  O  Cristo  que  se  aproxima.  “E,  tendo  dito  isto,  voltou-sc para  trás,  c  viu  Jesus  em pé,  mas  não  sabia que  era Jesus”.  Seus  olhos  marejados  de  lágrimas  só  conseguiram ver,  obscuramente,  uma  forma  humana,  que julgou  ser  o jardineiro. Como no caso dos dois discípulos que caminhavam  para  Emaús,  “seus  olhos  estavam  como  que  impedidos  de  o  reconhecer”.  O  coração  sobrecarregado  com  mágoa âs vezes perde a consciência da presença de Cristo e se recusa  a  ser consolado,  por  não  conseguir  ver  a  Cristo  no meio  da  tristeza.
Note o oferecimento de  Maria para  levar embora o corpo  de Jesus.  Seus  braços  fracos  não  poderíam  sustentar  o peso,  mas  o  amor  não  leva  cm  conta  o  peso  do  fardo!
J.  O  Cristo  que  se  revela.  “Disse-lhe  Jesus:  Maria!” Pronunciou  o  nome  familiar,  com  o  mesmo  tom  de  voz  e ênfase já  conhecidos  a ela  (cf.  Jo  10.3,14).  Ela respondeu na  língua  materna  que  ambos  conheciam   e  amavam: “Rabboni!” -   o  mais  alto  dos  títulos  que  os judeus  davam a  um  mestre,  significando  “Meu  grande  Mestre”,  c raríssimas  vezes  falado  cm  público.

A  expressão  no  versículo  17  -   “Não  me  detenhas; porque ainda não  subi para meu  Pai” -  tem sido entendida de  várias  maneiras:  1)  Maria tinha  sabido  da  promessa  de Jesus  quanto  à  sua  partida  e  futura  volta,  e  Jesus  agora tinha  dc  explicar  que  ainda  havería  a  ascensão  antes  da Segunda  Vinda.  2)  Jesus  explicava  que  a  antiga  amizade não  permanecería  na  antiga  base,  e  que  Ele  estava  para voltar ao trono  celestial.  Então  ela poderia sempre tocá-lo, não com o  toque  físico  das  mãos,  e sim  com  o  toque  espiritual  da  fé viva.  3) Maria,  empregando  a antiga  saudação, “Rabboni”, estava mantendo a antiga atitude para com Jesus, mas agora o  Mestre só poderia aceitar a saudação:  “Senhor meu,  c  Deus  meu!”  (Jo  20.28).  Maria  agora  só  poderia conhecê-lo  como  Senhor  ressurreto  e  glorificado.

III  -  Ensinamentos  Práticos

1.  Nossa  necessidade  atred  a  graça  de  Cristo.  Nenhum  olho  mortal testemunhou o ato da ressurreição.  Para quem  Cristo  deveria  aparecer  primeiro  a  fim  de  fazer conhecidas  as  boas-novas?  Deveria ir ao palácio do sumo sacerdote ou ao pretório dc  Pilatos para triunfar  sobre  os inimigos  boquiabertos?  Ou  deveria  primeiramente  revelar-sc  a  alguns  dc  seus  seguidores?  Sua  primeira  aparição  foi  revelada  a  uma  pobre  mulher  que  nada  poderia fazer para celebrar publicamente o triunfo  dElc.  Por que ela?  Porque  era  a  que  mais  sentia  necessidade  dEle,  e esta  sensação  dc  dependência  c  o  ponto  magnético  que atrai  a  sua  presença  até  hoje.  Buscar  a  Cristo  é  sentir como  Maria  sentia,  reconhecer  com  clareza  que  Ele  é  o bem  mais  precioso  que  existe  no  Universo,  e  ter  a  convicção  de  que  ser  como  Ele,  pela  sua  graça,  é  a  coisa mais  importante  da  vida.

2. Lamentando a perda de  uma bênção.  Cristo apareceu a  Maria  enquanto  ela  estava ali,  chorando  a  sua  ausência. Nisto  há  uma  lição  importante.  Repetidas  vezes  a  raça humana  tem  permitido  que Cristo  desapareça  da sua vida, ficando como  se fosse uma vaga sombra distante.  Graças a Deus,  porém,  sua presença  pode  ser restaurada como  viva c visível influência no mundo, sempre que há pessoas conscicntcs  da sua ausência,  e que  oram  com  fé até ter a visão de  Jesus  na  sua  glória.

Há  nisto  uma  lição  bem pessoal  para  cada  um  de  nós. As  vezes  descuidamos  da nossa comunhão  com  o  Senhor, c sentimos falta da sua presença.  Quando, porém,  reconhecemos e lamentamos que sua presença não está sendo  para nós  a  vibrante  realidade  de  antes, já  estamos  no  caminho da restauração. Lamentar a sua ausência é o primeiro passo para  a  restauração  porque  serve  como  convite  a  Ele  para que  volte  a  nós,  e  este  convite  sempre  será  atendido  pela sua presença.

“Por que choras?”  A pergunta dá a entender que  Maria estava  chorando  por  causa de uma perda  existente  apenas na  sua  imaginação.  Imaginava  que  seu  Senhor  morrera,  e que seu corpo tivesse sido removido, quando, na realidade, Ele já passara  por  uma  gloriosíssima ressurreição.  Eoi  assim  que  Jacó  exclamou,  ao  ouvir  o  relatório  trazido  pelos seus  filhos:  “Tendcs-mc  desfilhado;  José já  não  existe,  e Simeão  não  está  aqui;  agora  levareis  a  Benjamim!  Todas estas  coisas  vieram  sobre  mim”  (Gn  42.36).  Na realidade, porem,  todas as coisas estavam  concorrendo para o bem de Jacó. José, a quem ele considerava morto, estava com  vida, preparando  para ele,  num  país  distante,  uma  morada  feliz para  o  restante  da  sua  vida.O  Senhor  não  nos  condena  por causa  das  nossas  lágrimas  vertidas  no  meio  das  tristezas  c  decepções,  tão  comuns  nesta vida.  Somos humanos,  afinal de contas, c é um alívio  abrir  as  comportas  para  dar  expressão  à  nossa  mágoa.  Há momentos,  no entanto, cm  que erroneamente  imaginamos  o  pior,  e  choramos  na  hora  errada  pelo  motivo errado.  E nesse momento,  então,  que Jesus pergunta:  “Por que choras?” Mesmo quando  temos  motivos de  sobra para chorar,  devemos  levar o  assunto  diretamente  a Jesus,  para evitar que a mágoa danifique a nossa espiritualidade, c para não  dependermos  das  falsas  e  traiçoeiras  consolações  de pessoas  que  não  amam  a  Cristo.

Jesus Aparece a Sete Discípulos na GaliléiaTexto:
 João  21.1-24

Introdução

Nós,  que pertencemos  ao Jesus  ressurreto,  podemos  ter certeza  de  que,  enquanto  labutamos  nos  mares  desta  vida, Ele está  nos  olhando da praia além,  pronto  a  dar as  instruções  que  nos garantirão  o  sucesso.  Talvez  não  cheguemos a ver os resultados até o raiar da aurora final, quando mãos angelicais recolherão o fruto ao Celeiro eterno. Estêvão viu Jesus  à  mão  direita  de  Deus,  e  Ele  se  revela  a  todos  que buscam a sua face.  Nosso Senhor, entronizado,  dirige de lá a  batalha  cuja  vitória  final  já  c  garantida;  c  a  partir  desta vitória  que  podemos  proclamar  o  Evangelho:  “Ora,  o  Senhor,  depois  de  lhes  ter  falado,  foi  recebido  no  céu,  e  as- sentou-se  à  direita  de  Deus.  E  eles,  tendo  partido,  pregaram  por  toda  parte”.  O  mesmo  Senhor  vitorioso  que  está nas  alturas,  também  está  lutando  ao  lado  dos  seus  fiéis, “cooperando  com  eles  o  Senhor,  c  confirmando  a palavra com  sinais  que  se  seguiram”  (Mc  16.19,20).  Embora estejamos  no  meio  do  mar  bravio,  c  Ele  no  Céu,  há  entre  o Senhor e  nós  a plenitude  da  união  e da comunhão,  e  recobcrcmos  da  parte  dEIc  ilimitados  suprimentos  de  forças, graça c bênçãos,  se reconhecermos  a sua presença,  confessarmos a nossa insuficiência, obedecermos a Ele e esperarmos  a  sua  bênção.

I  -  A  Festa  Inesperada  (Jo  21.114)/. 

Uma  expedição  infrutífera.  Os  apóstolos,  obedecendo  as  ordens  do  Mestre,  foram  para  a  Galiléia,  onde  Ele prometera  encontrá-los.  Durante  a  espera,  Pedro,  sempre impaciente,  falou,  com  característica  impulsividade:  “Vou pescar”.  Se  ele  achava  que,  enquanto  esperava  o  Mestre, deveria aproveitar o tempo para cuidar dos negócios,  fazer um  pouco  de  exercício  c  tomar  o  ar  fresco  do  mar,  então conseguiu  bastante  exercício  c  ar  fresco,  mas  nenhum  resultado  no negócio da sua especialidade, a pesca:  “Naquela noite  nada  apanharam”.  Achamos  que  talvez  o  Senhor  tivesse  algo a ver com  aquelas  redes  vazias;  não queria que seus  futuros  missionários  se dedicassem  demais  às  antigas ocupações.

2.  O  alegre  encontro.  “Filhos  [lilcralmcntc,  ‘rapazes’], tendes  alguma  coisa  de  comer?”  perguntou  o  desconhecido,  cm  pé,  na  praia.  Recebendo  resposta  negativa,  fez  a seguinte  sugestão:  “Lançai  a  rede  para  a  banda  direita  do barco,  e  achareis”.  De  fato,  fizeram  uma  pesca  de  cento  e cinquenta e três grandes peixes. João, com seu discernimento e  sensibilidade  espiritual,  olhou  bem  para  o  desconhecido na praia c reconheceu-o, exclamando:  “E o Senhor” !  Pedro não  parou  para duvidar,  debater ou investigar:  impulsionado  pelo  seu  amor ao  Mestre,  saiu  do  barco de  um  só  salto para dentro  da água, c  logo  chegou à praia.  Não  sc  importava  mais  com  a  pesca  ou  os  peixes  -   queria  Cristo!
Muitas  vezes,  em  nossas  viagens  pelo  oceano  da vida,  nosso  labor  torna-se  infrutífero;  então,  quando alguém  nos  dirige  aos  frutos,  exclamam os  com júbilo:I  o  Senhor!”

3.  O  gracioso  convite.  Pedro,  chegando  à  praia,  viu que  havia  um  fogo  aceso  (“umas  brasas”)  em  que  Jesus preparava uma refeição,  bem  diferente  do  fogo  (“braseiro” )  ao  lado do  qual  Pedro  queria se aquecer no  pátio  do sumo  sacerdote.  Aquela  ocasião  fora  palco  de  tristeza, tentação  e  negação  de  Jesus;  agora,  havia  glória,  segurança  c  a  restauração  da  comunhão  com  Cristo.  Pedro sentia-se  muito  mais  confortável  aqui,  à  beira-mar,  ao lado  do  milagre  da  condescendência  divina.  O  eterno Filho  de  Deus,  Criador  do  Universo,  entende  tão  bem nossa fraca situação humana, prepara uma refeição  e diz, sorridente:  “Vinde, jantai” .  O  Senhor  gostava  de  cuidar dos  seus,  segundo  suas  próprias  palavras:  “Pois  o  próprio Filho do  homem  não  veio para ser servido,  mas para servir,  e  dar  a  sua  vida  cm  resgate  por  muitos” .  Nosso Senhor,  no  Céu,  continua  com  a  mesma  disposição  em nos  atender,  conforme  Ele  mesmo declarou:  “Bem -aventurados  aqueles  servos,  os  quais,  quando  o  Senhor  vier, achar  vigiando!  Em  verdade  vos  digo  que  se  cingirá,  e os  fará  assentar-se  à  mesa,  e,  chegando-sc,  os  servirá” (Lc  12.37).

II  -  O  Culto  da  Ordenação  (Jo  21.15-17)

A  refeição  que  Pedro  tomou  ao  lado  de  Cristo  talvez simbolize  aquela profunda c  contínua comunhão  que  seria necessária  ao  seu  futuro  ministério.  Nós  também devemos aceitar o  alimento  que Cristo  nos  prepara  se quisermos  ter condições  de  alimentar  as  suas  ovelhas.
Estudaremos  a  restauração  pública  de  Pedro  no  seu ofício, posição que ele mesmo considerava sacrificada pela sua  tríplice  negação  de  Cristo.  A  restauração  cm  público era  tão  necessária  como  a  que  recebeu  cm  particular  (Lc 24.34),  a fim  de os  demais  apóstolos  reconhecerem-no  cm sua  posição  de  autoridade  espiritual .  O  interrogatório.  A  Bíblia  contém  perguntas  bem diretas  e  profundas,  como  por  exemplo:  “Onde  estás?” “Onde está Abel, teu irmão?” “Que fazes aqui, Elias?” Aqui temos  o tríplice interrogatório,  com Jesus perguntando  três vezes:  “Simão, filho de João, amas-mc?” Esta pergunta era:/./

1. Uma  lembrança.  Jesus,  deixando  de  lado  o  nome de  Pedro  (que  representa  a  força  espiritual  que  seria  ao edificar-sc  firmemente  na  rocha,  que  c  Cristo),  que  Ele mesmo  lhe  dera,  voltou  a  empregar  o  nome  de  “Simão”, como  que  o  lembrando  das  suas  antigas  fraquezas,  e  perguntando  se está disposto  a  ser Pedro,  a rocha — não  pelas suas próprias  forças,  e  sim  mediante  a firmeza que  apenas Cristo  lhe pode dar.  As três  reiterações da pergunta seriam a  retratação  da  tríplice  negação,  e  as  palavras  “amas-me mais  do  que  estes?”  serviríam  de  lembrança  a  Pedro,  de que não devia jactar-sc da sua própria lealdade:  “Ainda que todos  se  escandalizem  cm  ti,  eu  nunca  rne  escandalizarei” (Ml  26.33).  E:  “Ainda  que  todos  se  escandalizem,  nunca, porem,  eu”  (Mc  14.29).1.2.  Um  leste  Antes  de  Pedro  ser  enviado  em  nome  de Jesus para cuidar das ovelhas, precisava ter certeza de estar cm  harmonia  com  o  Sumo  Pastor.  O  amor  tem  de  ser  o vínculo entre Cristo c seus obreiros.  Amor, c  não  imaginação  apenas.  Amor,  e  não  somente  um  rígido  senso  do  dever.  Amor,  e  não  um  sentimento  romântico.  Paulo  descreve  assim  a  essência  do  Cristianismo:  “A  fc  que  atua pelo amor”  (Cl  5.6).  O teste supremo da nossa experiência cristã  é  nosso  real  amor  por  Cristo.

2.  O  examinando.  Jesus  emprega  a  palavra  amar,  que tem,  na  língua  original,  vinculação  com  o  amor  divinal  c puro,  e  Pedro,  na  sua  resposta,  emprega  a  palavra  amar mais  comum,  que  representa  a  amizade.  Aquela  terrível noite  no pátio do  sumo  sacerdote,  quando Pedro,  aconchegando-se  aos  confortos  dos  inimigos  de  Cristo,  negou-o quando  menos o imaginava, já o havia curado da confiança cm  si  mesmo.  Na  terceira  pergunta,  Jesus  volta  à  palavra mais comum, como se para testar a autoconfiança dc Pedro até  no  tocante  à  sua  simples  e  leal  amizade.  Pedro  ficou triste,  mas  respondeu  apenas:  “Senhor,  tu  sabes  tudo;  tu sabes  que  eu  te  amo”.  Pedro já  não  depende  da  confiança que  tem  em  si  mesmo;  fora  de  Cristo,  ele  nada pode;  seu amor  se  alicerça  no  amor  que  Ele  lhe  deu,  c  seu  caráter depende daquele  aspecto  melhor do  seu  íntimo  que  Cristo conhece,  podendo  ensiná-lo  a  amar  devidamente.  Aqui  há consolação  para  nós:  quando  as  pessoas  criticam  nossas atitudes,  como  se estivessem  dizendo  que  não  é  assim  que o servo dc Cristo deve  agir,  é uma bênção  podermos  dizer, cm  oração:  “Tu  sabes  que  eu  te  amo”.

.3.  A  obra.  Pedro,  recuperado  quanto  às  suas  forças  espirituais,  deve  dedicá-las  ao  serviço  da  Igreja  de  Cristo. Antes da negação, Cristo admoestou-o:  “Tu, quando te converteres,  confirma  os  teus  irmãos”  (Lc  22.32);  depois  da negação, a admoestação c:  “Apascenta as minhas  ovelhas”. Pedro,  lembrando-se  das  próprias  fraquezas,  cheio  dc  gratidão  pelo  amor  dc  Cristo,  que  o  perdoou,  c  sentindo  as necessidades  dos  seus  companheiros  mediante  a  compreensão  dc  que  suas  próprias  falhas  lhe  ensinaram  a encará- las com  simpatia, animado pelo amor de Cristo, teria agora dc ser um  herói, a fim de fortalecer os demais.  Muitos anos mais  tarde,  Pedro transmitiu este mesmo recado,  esta  mesma  incumbência,  aos  líderes  das  muitas  igrejas  que  existiam:  “Aos  presbíteros,  que  estão  entre  vós,  admoesto  eu, que  sou  também presbítero  com  eles...  Apascentai  o  rebanho de Deus, que há entre vós... E, quando aparecer o Sumo Pastor,  alcançareis  a  incorruptível  coroa  da  glória”  (1  Pe 5.1-4).
Há, nas três incumbências, certa progressão dc pensamento:  1)  “Apascenta  as  minhas  ovelhas”.  Isto  refere cspecialmcnte  a crentes jovens  e  imaturos,  que  devem  ser guiados mansamenlc c alimentados com o genuíno  leite espiritual,  que  é  u  Palavra  (1  Pc  2.2).  2)  “Apascenta  as  minhas  ovelhas”.  Guiar,  dirigir,  proteger de  inimigos  os  discípulos  mais maduros  que saem a enfrentar o  mundo,  conservando  também  a  disciplina  do  rebanho.  3)  “Apascenta as  minhas  ovelhas”.  As  vezes  há  crentes  antigos  que  tem tantas  fraquezas  ou  tentações,  que  exigem  mais  atenção pastoral  que  os  próprios  cordeirinhos.

Ensinamentos  Práticos

1.  Trabalhando  durante  a  noite.  Os  infrutíferos  esforços dos discípulos durante a noite  inteira lembram-nos que os  obreiros  cristãos  mais bem-sucedidos  têm  muitas  experiências de  fracassos c decepções.  Mesmo quando estamos lutando  contra a  maré,  no  meio das  ondas  e na  noite escura, Jesus  está nos  olhando,  e de  um  momento  para o  outro pode  nos revelar sua presença e mostrar-nos que,  enquanto perseveramos  com  paciência e  esperança,  nossa  obra  feita para  o  Senhor  não  é  em  vão.

2. A  consideração de  Cristo. Os Evangelhos trazem todos os  sinais  da  veracidade:  nenhuma  imaginação  piegas,  nenhum  inventor de  lendas  teria pensado  cm  pintar  um  quadro  do Senhor ressurreto preocupando-se com  algo  tão comum e  insignificante como cozinhar peixe para seus seguidores.  Não  há.  entretanto,  nada  de  artificial,  forçado  ou desnalurado  cm  nosso  Senhor glorificado;  o que  é do  nosso  interesse,  interessa  a  Ele.  O  que  é  suficientemente  importante  para  ocupar  a  nossa  séria  reflexão  é  suficientemente  importante  para  Ele.  O  Senhor  tem  compaixão  das nossas enfermidades,  dos nossos sentimentos, por mais triviais  que  pareçam  ser.  Isto  nos  incentiva a orar sobre todo e qualquer assunto -   lançando  sobre  Ele  os  nossos  fardos!

3.  A  necessidade  humana  —  a  oportunidade  do  Senhor. Guando  Jesus  perguntou:  “Filhos,  tendes  alguma  coisa  de comer?”,  já sabia que a resposta teria que  ser negativa;  sua pergunta  visava  despertar  neles  o  reconhecimento  do  seu próprio  fracasso.  Muitas  vezes,  o  Senhor  tem  que  desferir um  golpe  mortal  em  nosso  orgulho  c  autoconfiança,  a  fim de  nos  preparar  para  receber  da  parte  dEle  as  suas  forças. Quando  nosso  eu  chega  ao  fim,  Ele  pode  começar.  Nosso limite  é  a  oportunidade  do  Senhor.  “Sendo  tu  pequeno  aos teus  olhos...  o  Senhor  tc  ungiu”  (1  Sm  15.17)

4.  “Lançai  a  rede  à  destra  do  barco ”,  Se,  após  sofrcrmos  algum  fracasso,  nos  dispusermos  a  escutar  a  voz  do Senhor,  Ele nos mostrará o  modo certo de servi-lo.  Ele não quer repreender,  denunciar,  criticar; deseja,  sobretudo,  nos orientar.  “E,  se algum  de  vós tem  falta de  sabedoria,  peça- a  a  Deus,  que  a  todos  dá  libcralmentc,  e  o  não  lança  cm rosto,  c  ser-lhe-á dada”  (Tg  1.5).  Certa  missionária descobriu  que,  a  despeito  do  seu  muito  esforço  na  organização, pregação  c  ensino,  seu  ministério  era  um  fracasso.  Sentiu- se,  então,  levada a deixar  de  lado  algumas  atividades  para dedicar  algumas  horas  ã  oração.  Houve,  como  resultado, uma revolução total no seu  ministério. Fora levada a lançar a sua rede no lado certo!  Quando surgem os fracassos, como ãs  vezes  acontece,  devemos  levá-los  ao  Senhor  (cf.  Mc 9.28,29).
5. Após  a  tempestade,  a  bonança.  As  incertezas do  mar tempestuoso  seguidas pela segurança da praia firme; a noite de labuta seguida pelo brilho da aurora; a ausência de Cristo seguida pela sua presença  pessoal;  a dolorosa fome  seguida  pela  refeição  que  satisfaz  —  todos  estes  aspectos  fazem com que a narrativa seja uma bela figura da nossa chegada ao  Céu,  após  a  tempestuosa  viagem  pela  vida.

6.  O  amor,  motivação  suprem a  da  vida  cristã.  “Simão, filho  de  Jonas,  amas-me?”  Jesus  poderia  ter  perguntado: “Simão,  já  te  arrependeste?” ;  ou:  “Simão,  finalmente  te humilhaste?”;  ou:  “Simão,  tens  certeza  de  ter  o  conceito correto quanto à minha pessoa?”; ou: “Simão, prometes que nunca  mais  me  negarás?”;  ou:  “Simão,  sempre  me  obedecerás?”  Ao  contrário,  simplesmente  pergunta:  “Simão, TU ME AMAS ’  No  entanto,  aquela pergunta tão  singela atinge o  próprio  coração da  vida cristã.  Cristo busca cm  primeiro lugar  o  nosso  coração,  a  entrega  de  nossos  afetos,  pois, uma  vez  que  assim  acontece,  seguir-se-ão  naturalmente  o arrependimento,  a  lealdade,  a  obediência  c  o  serviço.
Quantos  deveres  cristãos  são  deixados  de  lado  quando se  diminui  a  frequência  à  igreja  ou  quando  as  ofertas  vão escasseando.  Podemos achar uma centena de desculpas para explicar o descuido. Muitas vezes, porém, a verdadeira razão pode  ser  definida  nas  seguintes  palavras:  “Deixaste  o  teu primeiro  amor”  (Ap  2.4).  Mesmo  assim,  a  consciência  de nossa  falta  de  amor  não  deve  nos  desencorajar a  buscar o Senhor;  temos  plena  consciência  das  nossas  falhas  passadas;  hesitamos  quanto  a oferecer ao  Senhor os nossos  afetos  tão  minguados.  Jesus  Cristo,  no  entanto,  aceita  nossos minguados  recursos de amor, porque Pile pode transformá- los  cm  plenitude  de  abundância.

7.  Reconhecendo  o  Senhor.  Qual  foi  a  demonstração concreta da verdade de ser o Senhor a pessoa que estava na praia?  Resposta:  “Chegou  pois  Jesus...  e deu-lho”.  Jesus  c sobretudo  o  grande  Doador.  Neste  mesmo  evangelho,  Ele diz com  respeito  ao  seu  Pai:  “Porque  Deus  amou o mundo de  tal  maneira que  deu”.  Este  é  um  sinal  da divindade  de Cristo,  que  “a  todos  dá  liberalmente,  e  o  não  lança  em rosto”.  Dá  aos  homens  cm  suas  necessidades;  quando  os sedentos estão desmaiando,  Pile faz brotar as águas, mesmo no  meio  do  deserto  ou  das  duras  rochas.  Muitos  cristãos, recebendo  uma  bênção  espiritual  inesperada  ou  uma  expressão  da  divina  providência  na  sua  vida,  podem  exclamar:
 “É  o  Senhor”!
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                                                                                                             Myer Pearlman - Joo O Evangelho Do Filho de Deus



                 O TÚMULO VAZIO, 24.1-12.

24.1 “E, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado”.

2 “E acharam a pedra do sepulcro removida”.

3 “E, entrando, não acharam o corpo do Senhor JESUS”.

4 “E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecentes”.

5 “E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos”?

6 “Não está aqui, mas ressuscitou”. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia,

7 “dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite”. 8 “E lembraram-se das suas palavras”.

9 “E, voltando do sepulcro, anunciaram todas essas coisas aos onze e a todos os demais”.

10 “E eram Maria Madalena,e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam as que diziam estas coisas aos apóstolos”.

 11 “E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram”.

12 “Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso”.
A ressurreição de CRISTO é o nascer do Sol da justiça que dissipa as trevas espessas do Calvário.
Muito de madrugada, foram elas ao sepulcro (v.l): O grande amor destas mulheres que tinham vindo com Ele da Galiléia (cap. 23.55), não reconhecia perigo nem qualquer horror em visitar, no escuro de madrugada, o sepulcro evitado pelos outros discípulos, cap. 23.49.
Levando as especiarias (v.l): Não para tirar, talvez, o lençol como José de Arimatéia o deixara, mas para ungir a cabeça, os pés e as mãos feridas, e espalhar aromas sobre o corpo e em redor dele, como temos o costume de espalhar flores sobre os corpos e túmulos de nossos queridos.
Entrando não acharam o corpo... (v.3): Justamente como vem o dia em que os túmulos de nossos queridos ficarão vazios. Por que buscais o vivente entre os mortos? (v.5): Por que buscais CRISTO entre os heróis mortos do mundo? Por que buscais CRISTO entre as imagens, crucifixos e tradições dos homens? Por que buscais na letra morta da lei aquilo que se acha somente no ESPÍRITO SANTO? Por que buscais em vós mesmos, mortos, aquilo que se encontra apenas no CRISTO vivo?
Estando ainda na Galiléia (v. 6): Falavam às mulheres que tinham vindo com Ele da Galiléia, cap. 23.55.
                                               LUCAS - ESPADA CORTANTE 2 - Orlando Boyer - CPAD



                             A RESSURREIÇÃO (24:1-53)

Nenhum dos quatro Evangelhos descreve a ressurreição, que, de qualquer maneira, nenhum ser humano viu. Todos, porém, ressaltam sua importância crítica, embora de maneiras grandemente diferentes. Algumas coisas existem em comum em todos os relatos, tais como o túmulo vazio, a relutância dos discípulos de crerem que JESUS ressuscitara. O fato de que os primeiros aparecimentos foram a mulheres, e o número limitado de aparecimentos. Até mesmo quando estão falando do mesmo aparecimento, cada Evangelista o conta da sua própria maneira individual (e.g. Lc 24:36ss.; Jo 20:19ss.). Coisas desta natureza tomam difícil a disposição dos aparecimentos numa sequência coerente, e alguns críticos sustentam que as discrepâncias nos vários relatos tornam impossível semelhante disposição. Que esta ideia é incorreta é demonstrado pelo fato de que Arndt, por exemplo, elaborou uma harmonia possível (assim como fizeram outras pessoas). Podemos ou não sentir-nos capazes de aceitar a solução de Arndt, mas não se pode negar que ele elaborou uma sequência que abrange todos os aparecimentos mencionados nos relatos. O tesouro de Lucas e a história maravilhosa da caminhada para Emaús. Suas outras histórias da ressurreição também possuem o cunho próprio dele, e são diferentes daquilo que lemos alhures. É digno de nota que se concentra em Jerusalém e nada diz acerca dos aparecimentos do Senhor ressurreto na Galiléia. O 
aparecimento às mulheres (24:1-11)

1. O sábado era, naturalmente, o sétimo dia, de modo que o primeiro dia da semana foi nosso domingo. O sábado teria terminado ao por do sol no sábado, mas pouca coisa poderia ser feita durante as horas de escuridão. Destarte, as mulheres já estavam aflitas bem cedo no domingo, e foram caminhando para o túmulo no começo da aurora. Que levaram consigo os aromas demonstram que tinham em mente a completação do sepultamento de JESUS.

2,3. Marcos nos conta que enquanto caminhavam, discutiam o problema de remover a pedra pesada da entrada do túmulo. Lucas simplesmente diz que quando chegaram, acharam-na já removida do sepulcro. Quando, mais tarde, o discípulo amado chegou ao túmulo, sentia dificuldade quanto ao entrar nele (Jo 20:5), mas as mulheres não tinham nenhuma hesitação desta natureza. Quando entraram, no entanto, não acharam o corpo.

4. Não sem motivo, as mulheres estavam totalmente perplexas. Os dois homens que agora ficaram ali com vestes resplandecentes (cf. At 1:10) evidentemente devem ser entendidos como sendo anjos. Mateus fala de um anjo que removeu a pedra e também falou as mulheres. Marcos se refere a um jovem com manto branco, a quem viram depois de entrarem no túmulo. João menciona dois anjos vestidos de branco que falaram a Maria Madalena. Fica claro que todas estas referências dizem respeito a anjos. O fato de que as vezes ouvimos falar de um, e as vezes de dois, não precisa preocupar-nos. Conforme indicam muitos comentaristas, um porta-voz destaca-se mais do que seus companheiros e pode ser mencionado sem referências aos outros. Nem sequer devemos ser grandemente preocupados porque os anjos possam estar sentados (em João) ou em pé (aqui), nem que suas palavras não são idênticas em todos os vários relatos. E critica exagerada que não permite os anjos a mudarem de posição, e não ha razão alguma para sustentar que falaram uma só vez. Além disto, João fala deles em conexão com um incidente diferente. Há problemas, sem duvida, mas a coisa principal que estas diferenças pequenas nos contam é que os relatos são independentes entre si. É possível, também, que no caso de anjos seja requerida a percepção espiritual, e que nem todos tenham visto a mesma coisa.

5-7. A reação das mulheres era de medo. Baixar o rosto para o chão era uma marca de respeito diante de seres tão grandiosos. Os anjos perguntaram primeiro: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Esta pergunta surpreendente chega imediatamente a raiz do assunto. Não se deve pensar que JESUS está morto: logo, não deve ser procurado entre os mortos. As palavras: Ele não está aqui, mas ressuscitou, são rejeitadas por muitos críticos, visto que não se acham em um dos MSS gregos importantes, e faltam nalgumas poucas outras autoridades. É argumentado que é provável que fossem importadas de Mc 16:6. Contra isto, porém, são atestadas por uma maioria esmagadora de MSS, inclusive o antiquíssimo P75. Além disto, parecem ser subentendidas pelo v. 23. Devem ser aceitas. E mesmo se não fossem, o que as palavras declaram deve ser subentendido. Os anjos passam a lembrar às mulheres que isto estava de acordo com a predição feita por JESUS enquanto Ele ainda estava na Galiléia. Naquela ocasião dissera que seria crucificado e ressuscitaria no terceiro dia (cf. 9:22; este ensino continuou depois da Galiléia, 17:25; 18:32-33). Mateus e Marcos omitiram esta declaração, mas nos informam, como não faz Lucas, que JESUS iria para a Galiléia diante dos discípulos, e que eles O veriam ali. Talvez Lucas omitisse esta parte porque não tinha o propósito de incluir qualquer relato dos aparecimentos de JESUS na Galiléia.

8, 9. Lembraram-se, e é evidente que isto lhes trouxe certa medida de convicção. Já tinham ouvido aquelas palavras antes, mas JESUS frequentemente tinha falado metaforicamente, e provavelmente tinham entendido as palavras estranhas acerca da ressurreição de alguma maneira semelhante. Agora perceberam que JESUS pretendia que Suas palavras fossem tomadas literalmente. As mulheres foram levar suas notícias aos onze e também as contaram a todos os mais que com eles estavam, i.e, os demais seguidores de JESUS que havia naquele local.

10. Lucas passa a alistar os nomes dalgumas das mulheres. Maria Madalena, a primeira a ver o Senhor ressurreto (cf. Mc 16:9), e mencionada em cada um dos quatro Evangelhos na narrativa da ressurreição. Mas a parte da sua conexão com a crucificação e a ressurreição, ouvimos falar dela somente em 8:2. Joana é mencionada somente aqui e em 8:2. Maria mãe de Tiago (Mc 16:1) e aparentemente “a outra Maria” de Mt 28:1. Estas, e as demais mulheres (que incluem Salomé, mencionada em Mc 16:1) contaram aos apóstolos o que viram e ouviram.

11. Os homens altivos, no entanto, não ficaram impressionados. Consideraram a história como delírio. Lucas sublinha este conceito ao acrescentar "e não acreditaram nelas". Os apóstolos não eram homens balançados a beira da crença, que precisassem de uma sombra de uma desculpa antes de lançar-se numa proclamação da ressurreição. Estavam totalmente céticos. Até mesmo quando mulheres que O conheciam bem contavam-lhes as experiências delas, recusaram-se a crer. É claro que uma evidencia irrefutável seria necessária para convencer estes céticos.

Lucas - Introdução e Comentário - Leon L. Morris - 
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Aparição de JESUS ressurreto
Referências bíblicas
1) A Maria Madalena
Marcos 16.9
2) Às mulheres que retornavam da tumba
Mateus 28.8-10
3) A Pedro, em Jerusalém
Lucas 24.34
4) Aos dois discípulos que iam para Emaús
Marcos 16.12 e Lucas 24.13-32
5) Aos dez discípulos
João 20.19-25
6) Aos onze discípulos
João 20.26-29
7) Aos sete discípulos junto ao Mar da Galiléia
João 21
8) A mais de 500 pessoas
1Coríntios 15.6
9) A Tiago
1Coríntios 15.7
10) Aos onze discípulos em um monte da Galiléia
Mateus 28.16
11) No Monte das Oliveiras, em Betânia
Lucas 24.50-53
12) Ao apóstolo Paulo no caminho para Damasco
Atos 9.3-6 e 1Coríntios 15.8







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