segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Lição 09 - Lucas, o Filho do Homem escatológico





Lucas Retrata o Filho do Homem Escatológico
___/___/____      Lucas Retrata o Filho do Homem Escatológico

TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Lucas 17.22-30

22 - E disse aos discípulos: Dias virão em que desejareis ver um dos dias do Filho do Homem e não o vereis.
23 - E dir-vos-ão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Não vades, nem os sigais,
24 - porque, como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim será também o Filho do Homem no seu dia.
25 - Mas primeiro convém que ele padeça muito e seja reprovado por esta geração.
26 - E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem.
27 - Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e consumiu a todos.
28 - Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam.
29 - Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, consumindo a todos.
30 - Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar.

TEXTO ÁUREO
"E, então, verão vir o Filho do Homem numa nuvem, com poder e grande glória.", Lucas 21.27
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, Lucas fez inúmeras citações sobre as declarações que Jesus fez a respeito de Si mesmo como sendo o Filho do Homem, e essa expressão bíblica remete-nos não apenas aos eventos passados, mas também àquilo que ainda está por acontecer.
Nesta lição, tendo em vista a escassez de mensagens voltadas para os tempos do fim, discorreremos, ainda que de forma suscinta, sobre o Filho do Homem escatológico.
Há de se destacar que o termo escatologia tem origem no grego, sendo formado pela junção dos vocábulos escathos (últimas coisas) e logia (discurso racional) — em suma, escatologia é o estudo das últimas coisas.
Que o Espírito Santo o capacite e que esta aula seja pujante e renovadora para a Igreja do Senhor.

Palavra introdutória
Lucas, além de descrever a humanidade do Filho do Homem, também registrou em seus escritos declarações a respeito do Filho do Homem messiânico — profetizado no Antigo Testamento — e do Filho do Homem escatológico — anunciado triunfante no Apocalipse. O evangelista fez essa ponte com muita habilidade, evidenciando que Jesus, repetidas vezes, utilizou tal designação para referir-se a Si mesmo (Lc 6.5; 9.44; 11.30; 12.40; 17.26; 19.10; 22.22 etc.). Em Lucas 17.24 e em 21.27, por exemplo, parece claro que o Messias lançou mão da expressão (Filho do Homem) para descrever Seu caráter e missão descritos no Antigo Testamento: [...] eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem [...] o seu domínio é um domínio eterno [...] (Dn 7.13,14).
Ao identificar-se como Filho do Homem Aquele a quem foi dado o domínio sobre todas as nações da terra, Cristo expôs Seu divino caráter messiânico e a certeza de que, mesmo diante da aparente vitória de Seus inimigos e da suposta fragilidade de Seus seguidores, Ele haveria de triunfar no fim. Com isso, Jesus trouxe um enriquecido e novo conceito à expressão, que, até então, havida sido usada apenas no Antigo Testamento: o Filho do Homem, que se humilhou para ser um autêntico ser humano, é, ao mesmo tempo, o Eterno vitorioso (Mt 24.30).

1. JESUS DECLAROU SER O FILHO DO HOMEM
Nos quatro Evangelhos, Jesus utilizou mais de oitenta vezes a expressão “Filho do Homem” em autorreferência. Em Lucas, grande parte das vezes, tal designação está atrelada às declarações que Ele fez a respeito de Sua morte, ressurreição e segunda vinda (Lc 11.30; 18.31; 22.22). Isto faz com que, do ponto de vista teológico, este seja um dos títulos mais importantes atribuídos a Cristo em Seu ministério terreno.
A seguir, destacamos algumas razões para Jesus ter usado, com frequência, essa qualificação:
·         Para anunciar o advento do Messias — Jesus estava consciente de Sua missão; deste modo, ao declarar-se Filho do Homem, Ele anunciava que o Prometido já se achava entre o povo (Lc 19.10);
·         Para identificar-se com a humanidade e suas necessidades (Lc 7.34; 9.58);
·         Para indicar Sua obra expiatória (Lc 18.31-33);
·         Para revelar Sua completa vitória como Redentor (Lc 24.6-8);
·         Para apontar o Seu senhorio universal — como Filho do Homem, tornou-se Juiz de todos homens (Lc 12.4-10; 21.36).

1.1. A origem da expressão Filho do Homem
A expressão Filho do homem tem origem no Antigo Testamento.
No hebraico (ben-’āḏām; p. ex.: Nm 23.19a; Sl 144.3), a ideia é a de alguém que pertence à raça adâmica; no aramaico (bar’ĕnāš; p. ex.: Dn 7.13) e no grego (Huios tou anthrōpou; p. ex.: Lc 5.24), a ideia é a de alguém que pertence à raça humana.
Em muitas passagens, essa unidade lexical foi utilizada para, tão somente, enfatizar as limitações da natureza humana; olhando em seu contexto idiomático, no entanto, poderia significar, simplesmente, homem — isto fica patente, por exemplo, nos seguintes versos: Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa (Nm 23.19a). SENHOR, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes (Sl 144.3)?
No Novo Testamento, tradicionalmente, tal designação (Filho do Homem) remete à humilde humanidade de Jesus, em contraste com a Sua divindade.

2. O FILHO DO HOMEM NAS ESCRITURAS
O livro em que encontramos a maior incidência da expressão (Filho do Homem), no Antigo Testamento, é Ezequiel (mais de 90 ocorrências) — sempre destacando a natureza humana do profeta que está sendo usado por Deus —; porém também a encontramos em outros tomos, tais como: Números (23.19), Jó (25.6; 35.8), Salmo (8.4; 80.17; 144.3), Isaías (51.12; 56.2) e Daniel (7.13), dentre outros. No Novo Testamento (versão ARC), o termo aparece em Mateus (32 vezes), Marcos (14 vezes), Lucas (26 vezes), João (12 vezes), Atos e Hebreus (uma vez em cada livro) e Apocalipse (duas vezes).
Nas Escrituras, pode-se classificar a expressão Filho do Homem (em referência direta a Jesus) em três categorias distintas: (1) em Daniel, Ele é profetizado; (2) nos Evangelhos, Ele está a serviço dos homens, morre e ressuscita; e (3) em Apocalipse, Ele é glorificado e governa.

2.1. Em Daniel
Em Daniel 7.13,14, temos a mais significativa ocorrência da expressão “Filho do Homem” no Antigo Testamento: Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído.
Em um sentido mais amplo e profundo, nesses versos está em foco a figura do Messias prometido sendo contemplado em Sua glória vindoura.
Observe, no texto de Daniel (cap. 7):
·         Ao Filho do Homem é dada uma glória que só a Deus pode ser atribuída (Dn 7.14); significa dizer, então, que este não pode ser um homem comum;
·         Há uma previsão de juízo das nações (Dn 7.10,26) na volta do Filho do Homem (conf. Mt 25.31-46; Ap 19.11-21; 20.1-15);
·         Jesus e o Pai eterno são pessoas distintas — enquanto o Filho do Homem é Jesus; o ancião de dias (Dn 7.9,13,22) é Deus-Pai, Aquele que habita a eternidade (Is 57.15);
·         O Filho do Homem recebendo o Reino (Dn 7.14) — conforme está escrito: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre (Ap 11.15b).

2.2. Nos Evangelhos
A revelação do Filho do Homem, nos Evangelhos, pode ser separada em dois tempos distintos: antes e depois do evento ocorrido em Cesareia de Filipe (Lc 9.18-22; Mt 16.13-23; Mc 8.27-33; Jo 6.66-69). O reconhecimento e a confissão de Pedro a respeito de Jesus naquela cidade marcam um ponto de mudança em Seu ministério, com uma nova direção na autorrevelação de Cristo aos Seus discípulos:
·         Antes de Cesareia de Filipe, o Messias só dizia a respeito de Si mesmo que era o Filho do Homem terreno (Lc 5.24);
·         Depois do evento de Cesareia de Filipe, são inseridas em Suas mensagens duas novas observações: o Filho do Homem deveria ser rejeitado por alguns, sofrer e morrer; porém, ao terceiro dia, ressuscitaria (Lc 9.22,44) e, posteriormente, viria como o Filho do Homem escatológico para julgar e governar no Reino de Deus (Lc 22.29,30,67-69).
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O fato de o Filho do
Homem estar no meio dos
sete castiçais (Ap 1.13)
revela-nos: Sua presença
na Igreja; Sua proteção à
Igreja; Sua orientação e
supervisão constantes.
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2.3. No Apocalipse
João, no Livro de Apocalipse, mostra-nos o Filho do Homem como Mediador da Sua Igreja: e, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do Homem, vestido até aos pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro (Ap 1.13). As vestes, nesse texto, remetem às vestes sacerdotais do Antigo Testamento (Êx 28.4-29), e os sete castiçais representam as sete igrejas da Ásia (Ap 1.20).
Ambos os elementos, juntos, aludem ao Filho do Homem, o Sumo sacerdote da Igreja que está nos céus perante Deus (Hb 4.14-16).

2.3.1. Mediador e Juiz
Em Apocalipse 14.14 E olhei, e eis uma nuvem branca e, assentado sobre a nuvem, um semelhante ao Filho do Homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro e, na mão, uma foice aguda, três elementos reafirmam que o Filho do Homem é o Mediador da Igreja e, também, o Juiz de toda a humanidade. São eles:
nuvem branca — revela a pureza de Sua justiça;
coroa de ouro — aponta para Sua majestade;
foice aguda — revela que a vida de todos os homens está em Suas mãos.

3. A VOLTA DO FILHO DO HOMEM
Jesus sempre alertou Seus discípulos e ouvintes sobre a necessidade de estarem preparados para Sua segunda vinda (Mt 25.13). A fim de ressaltar a gravidade desse alerta, Jesus usou duas gerações como referência: a de Noé (Lc 17.26,27) e a de Ló (Lc 17.28,29) — a primeira foi destruída pelas águas do Diluvio (Gn 7.22); a segunda, pelo fogo que desceu dos céus sobre Sodoma e Gomorra (Gn 19.24-29).
Apesar de não ser possível precisar quando se dará este Dia, Sua volta é certa (Lc 12.40).

3.1. Será em um momento de displicência espiritual
Ao comparar a Sua segunda vinda com os dias de Ló (Gn 19.1-29) e de Noé (Gn 6—7), o Filho do Homem chama a atenção para duas gerações que não atentaram para as oportunidades de salvação. Os contemporâneos de Noé e Ló envolviam-se com suas necessidades terrenas e esqueciam-se das espirituais (Lc 17.27,28) — não por outra razão, a mulher de Ló, momentaneamente, pareceu obedecer à ordem divina, para, em seguida, virar-se em direção a Sodoma e Gomorra, chamando para si o juízo imediato dos Céus. Seu corpo saiu da cidade, mas seu coração ainda estava preso às coisas que lá estavam (Gn 19.26).
Jesus usou o mesmo tom de advertência para descrever o Seu retorno como Filho do Homem vitorioso: a humanidade estará envolvida com suas demandas momentâneas e terrenas; porém, com o coração completamente displicente para o Reino dos céus (Lc 17.30).

3.2. Será célere
O Filho do Homem comparou Sua Segunda vinda a um relâmpago que ilumina os céus, ou seja, a um fenômeno que acontece de maneira inesperada e repentina (Lc 17.24; Mt 24.27). Em outras palavras, significa dizer que não haverá tempo para o adequado preparo, devido à celeridade com que os eventos sucederão.
Merece destaque, neste tópico, a observância às zonas horárias do planeta: o Filho do Homem afirmou (e Lucas registrou) que a segunda vinda se dará, para uns, durante a noite naquela noite, estarão dois numa cama (Lc 17.34) —, e, para outros, durante o dia — duas estarão juntas, moendo [...] dois estarão no campo (Lc 17.35,36). Isto deve fazer-nos lembrar da necessidade de vigilância diuturna e do devido preparo espiritual.
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Com o avanço tecnológico,
foi possível documentar, com
câmeras ultrassensíveis,
detalhes da formação
de um raio que atingiu
o solo à impressionante
velocidade de 1980Km/s.
Essa velocidade é suficiente
para cruzar, em menos de
um segundo, os 1962Km que
separam as cidades de São
Paulo (SP) e Salvador (BA).
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3.3. Será gloriosa
O Filho do Homem, no Grande Dia, virá com poder e grande glória (Lc 21.27), acompanhado por miríades de anjos, para resgatar Sua Igreja (1 Ts 4.16,17). Em Sua segunda vinda, todos os Seus atributos — poder, sabedoria, santidade, amor etc.
— resplandecerão, com fulgor, diante dos homens.
Há de se destacar, no entanto, as duas facetas desse evento escatológico — ambas apresentam-se em agudo contraste: os que preferirem desfrutar os prazeres efêmeros deste mundo amargarão a perdição eterna; os que dedicarem sua vida ao serviço do Reino, todavia, desfrutarão o galardão que lhes está reservado (Mt 25.34; 1 Pe 1.4; Rm 8.17).

CONCLUSÃO
A Igreja não pode ignorar a volta do Filho do Homem. A cada segundo que passa, aproxima-se o dia em que com Ele estaremos na eternidade: essa certeza precisa alimentar a nossa fé e encher-nos de esperança.

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Em Apocalipse 14.14, quais elementos reafirmam que o Filho do Homem é o Mediador da Igreja e o Juiz da humanidade?
R.: Nuvem branca (revela a pureza de Sua justiça); coroa de ouro (aponta para Sua majestade); e foice aguda (revela que a vida de todos os homens está em Suas mãos).

Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 57





                                     OS SINAIS DE SUA VINDA Lucas 17:20-37

Aqui temos duas passagens muito difíceis. Nos versículos 20 e 21 Jesus respondeu a pergunta dos fariseus a respeito de quando viria o reino de Deus. Disse que não viria com sinais visíveis. A palavra que utiliza também se usa para um médico que observa a seu paciente para descobrir o sintoma de uma enfermidade que suspeita. Não estamos muito seguros do que Jesus continua dizendo.
O grego pode significar duas coisas.
(a) Pode significar: o reino de Deus está dentro de vós. Isto é, que o reino de Deus trabalha nos corações humanos. O reino de Deus não vai produzir coisas novas, e sim gente nova. Não devemos procurar uma revolução das coisas materiais, e sim uma revolução nos corações dos homens.
(b) Pode significar: o reino de Deus está entre nós. Isto se referiria ao próprio Jesus. Ele era a própria encarnação do Reino, e não o reconheceram. É como se tivesse dito: "Toda a oferta e todo o segredo de Deus estão aqui – e vocês não o aceitam."

 Os versículos 22-37 nos falam da Segunda Vinda de Jesus. Desta passagem difícil só podemos assinalar as coisas que são seguras – e em realidade são suficientes.
 (1) Haverá momentos em que os cristãos ansiarão pela Vinda de Cristo. Como os santos martirizados, clamarão: "Até quando?" (Apocalipse 6:10). Mas terão que aprender a acender a luz da paciência e esperar. Deus tem seu tempo próprio.
 (2) A Vinda de Cristo é certa, mas se desconhece o momento de sua chegada. As especulações são vãs e inúteis. Aparecerão pessoas com falsas profecias e predições. Não devemos deixar nossas tarefas diárias para segui-los. A melhor forma em que Cristo pode chegar a um homem é quando se encontra humilde, fiel e atentamente cumprindo o seu dever. Como disse um grande comentarista: "Ninguém a profetizará; mas todos a verão."
 (3) Quando chegar esse dia o juízo de Deus operará, e, de duas pessoas que tenham vivido toda sua vida lado a lado, uma será tirada e a outra deixada. Aqui há uma advertência. A intimidade com uma pessoa boa não garante necessariamente nossa salvação. "Ninguém poderá salvar a seu irmão." Não é certo que às vezes uma família deixa os deveres da igreja em mãos de um de seus membros? Não é certo que mais de um marido deixa seus deveres para com a Igreja em mãos de sua mulher? O juízo de Deus é individual. Não podemos nos eximir de nosso dever para com Deus por poder nem por associação. Mais de uma vez, uma pessoa será tomada e outra será deixada.
 (4) Quando perguntaram a Jesus quando aconteceria tudo isto, ele respondeu citando um provérbio bem conhecido: “Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres.” Isto significava simplesmente que algo aconteceria quando se cumprissem as condições necessárias. Isto significa que Deus voltará a enviar a Jesus Cristo quando quiser. Não sabemos quando será; não nos animamos a especular a respeito disso.
Devemos viver de tal maneira que em qualquer momento que chegue, à manhã, ao meio dia ou à noite, encontre-nos preparados.

SINAIS ANTES DO FIM Lucas 21:5-24

O cenário do capítulo Do versículo 5 em adiante este capítulo se torna muito difícil. A dificuldade reside em que por trás dele há quatro concepções distintas. (1) A concepção do Dia do Senhor. Os judeus consideravam que o tempo se dividia em duas idades. A idade presente que era ao mesmo tempo boa e má, irreformável e apta só para a destruição. A era por vir que era a idade de ouro de Deus e da supremacia judaica. Mas entre ambas estava o Dia do Senhor, que seria uma terrível época de transtornos cósmicos e destruição, as desesperados dores de parto da nova era. Seria um dia de terror.
“Eis que vem o Dia do SENHOR, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores” (Isaías 13:9; comp. Joel 2:1, 2; Amós 5:18-20; Sofonías 1:14-18). Chegaria de repente. "O dia do Senhor virá como ladrão na noite" (1 Tess. 5:2; comp. 2 Pedro 3:10). Seria um dia em que o mundo tremeria. “Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz ... Portanto, farei estremecer os céus; e a terra será sacudida do seu lugar, por causa da ira do SENHOR dos Exércitos e por causa do dia do seu ardente furor”
(Isaías 13:10-13; comp. Joel 2:30,31; 2 Pedro 3:10). O Dia do Senhor era uma das crenças básicas do pensamento religioso na época de Jesus. Todos conheciam estas tremendas imagens. Nesta passagem os versículos 9, 11, 25 e 26 fazem uso desse imaginário.
 (2) A profecia da Queda de Jerusalém. Esta cidade caiu sob as tropas romanas no ano 70 d. C. depois de um cerco desesperado durante o qual seus habitantes se viram reduzidos ao canibalismo e no qual a cidade teve que ser tomada literalmente pedra por pedra. Josefo, o historiador judeu, diz que morreu o número incrível de 1.100.000 pessoas, e que 97.000 foram levados em cativeiro. A nação judia foi extirpada; o templo foi incendiado e tudo foi desolação. Nesta passagem os versículos 5, 6, 20-24 se referem claramente a este acontecimento futuro.
(3) A Segunda Vinda de Cristo. Jesus tinha certeza de que ia voltar, e a igreja primitiva esperava sua chegada. Freqüentemente nos ajudará a compreender as passagens do Novo Testamento a respeito da segunda vinda, o recordar que se adotou e lhe atribuiu grande parte do antigo imaginário referente ao Dia do Senhor. Nesta passagem os versículos 27 e 28 se referem claramente a ela. Esperava-se que antes da Segunda Vinda surgissem falsos pregadores pretendendo ser o Cristo, e que houvesse grandes catástrofes. Nesta passagem os versículos 7, 8 e 9 fazem referência a isso.
 (4) A idéia da Iminente Perseguição. Jesus previu e profetizou as coisas terríveis que os seus teriam que sofrer por sua causa nos dias por vir. Os versículos 12-19 desta passagem se referem a isso. Esta passagem se tornará muito mais compreensível e valiosa se recordarmos que não contém uma só idéia a não ser quatro concepções reunidas.

A passagem Um comentário sobre o esplendor do templo foi o que levou Jesus a profetizar. As colunas pilares dos pórticos e dos claustros eram de mármore branco, de uns treze metros de altura, cada um feito de um só bloco de pedra. Das ofertas, a mais famosa era uma grande videira de ouro maciço; cada um de cujos cachos era tão alto como um homem. A descrição mais detalhada do templo tal como era na época de Jesus se acha na obra de Josefo As guerras dos judeus, livro 5, seção 5. Em um lugar Josefo diz: "A cara exterior do templo não podia senão surpreender a mente do homem e seus olhos porque estava coberta totalmente de pranchas de ouro de grande peso, e, com os primeiros raios do Sol refletiam um grande resplendor como fogo, que fazia com que aqueles que se esforçavam a olhá-lo apartassem os olhos, tal como o teriam feito diante do próprio Sol. Mas para os estranhos, quando estavam a certa distância, o templo parecia uma montanha coberta de neve, porque aquelas partes que não eram douradas, eram extremamente brancas." Para os judeus era incrível que a glória do templo tivesse que ser convertida em pó.
Nesta passagem descobrimos certas características básicas de Jesus e da vida cristã.
(1) Jesus podia ler os sinais da história. Outros podiam estar cegos em face do desastre que se aproximava, mas Ele via a avalanche que estava por chegar. Só quando um homem vê as coisas através dos olhos de Deus, percebe claramente.
(2) Jesus era completamente honesto. Disse a seus discípulos: "Isto é o que devem esperar se decidem seguir-me." Uma vez, em meio de uma grande luta por obter justiça um heróico líder, escreveu a um amigo: "As cabeças rodam pela areia, vêem e agrega a tua." Jesus acreditava nos homens o suficiente para lhes oferecer não o caminho fácil, e sim o atalho dos heróis.
(3) Jesus prometeu a seus discípulos que nunca teriam que enfrentar sozinhos suas tribulações. Toda a história evidencia que os grandes cristãos, com freqüência, quando seus corpos eram torturados e quando estavam aguardando a morte, escreveram a respeito de seus doces encontros com Jesus. Uma prisão pode ser um palácio, um cadafalso como um trono, as tormentas da vida como o clima do verão quando Cristo está conosco.
 (4) Jesus falou de uma segurança que ultrapassa as ameaças da Terra. Disse: "Nem um cabelo de vossa cabeça perecerá." O homem que caminha com Cristo pode perder a vida, mas nunca. perderá sua alma.

 ESTAI ALERTAS! Lucas 21:25-38
Aqui há dois conceitos principais
(1) O conceito da Segunda Vinda de Jesus Cristo. Sempre houve vãs e inúteis discussões e especulações a respeito da Segunda Vinda. Não é nos pertence saber quando será ou como será. Mas a grande verdade encerrada nisso é que a história se dirige para algum lugar. Os estóicos pensavam que a história era circular. Sustentavam que cada três mil anos mais ou menos o mundo era consumido por uma grande conflagração, e que depois começava tudo de novo, e a história se repetia. Isto significava que a história não ia a lugar nenhum, e que os homens estavam sempre dando voltas. A concepção cristã da história é que tem uma meta, e que nela, Jesus Cristo será o Senhor de tudo. Isso é tudo o que sabemos, e tudo o que precisamos saber.
(2) Dá-se ênfase à necessidade de estar alerta. O cristão não deve pensar que está vivendo em uma situação permanente. Deve ser um homem que vive em um estado de vigília permanente. Uma novelista, em um de seus livros, tem um personagem que não se rebaixava a fazer certas coisas que outros faziam. "Eu sei", dizia, "que um dia chegará algo grande a minha vida, e quero estar preparado para recebê-lo." Devemos viver sempre à sombra da eternidade, com a certeza de que nos estamos preparando ou não para chegar à presença de Deus. Não há nada tão comovedor como a vida cristã.

(3) Jesus passou o dia entre as multidões do templo; passou a noite sob as estrelas com Deus. Recebia forças para encontrar-se com o povo nos momentos tranqüilos que passava sozinho; podia enfrentar os homens porque chegava a eles depois de ter estado na presença de Deus.
                                                                             Lucas (William Barclay)


                  V. SUA CRUCIFICAÇÃO E RESSURREIÇÃO

(Capítulos 19:29 a 24:53).

Aqui tomaremos nota dos seguintes detalhes peculiares
a Lucas.

1. Cristo chorando sôbre Jerusalém. 19:41-44.
2. Contenda entre os discípulos pelas posições mais
elevadas. 22:24-30.
3. Admoestação a Pedro. 22:31-34.
4. Instruções aos discípulos. 22:35-38.
5. Jesus ante Herodes. 23:8-12.
6. A lamentação das mulheres de Jerusalém. 23:
27-31. 7. O ladrão arrependido. 23:39-43.
8. A viagem para Emaús. 24:13-35.
9. A ordem de permanecer em Jerusalém. 24:49.
Com que sentimentos a Deidade pronuncia julgamento?
O chôro do nosso Senhor sôbre Jerusalém responderá
a esta pergunta. Êle profetiza a sua destruição
pelos romanos e atribue as suas calamidades vindouras
à ignorância espiritual. — “Porque não conheceste
o tempo da tua visitação”.

O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS 259

Apesar de terem sido instruídos pelo Senhor, os
discípulos eram ainda pesados de entendimento. O fato
de haver contendas entre êles pelas posições mais
elevadas no reino, demonstra que não tinham compreendido
claramente a verdadeira natureza dêsse reino.

Ainda ocupava a sua mente o pensamento de um reino
temporal. Jesus aproveita o ensêjo para lhes dar uma
lição de humildade.
O capítulo 22:31-32 proporciona-nos uma vista detrás
das cenas e nos mostra a causa da grande queda
de Pedro. A sua confiança exagerada fêz com que Deus
permitisse a Satanás que o peneirasse — (comp. a tentação
de Satanás a Jó). Também aprendemos porque
se levantou Pedro — após a sua queda — Cristo orou
por êle.

Damos uma paráfrase das palavras que se encontram
em 22:35-38. É quase como se Jesus dissesse aos
Seus discípulos: “Quando vós saístes a primeira vez,
eu era popular entre o povo e conseqüentemente a vós,
os meus representantes, não faltava nada. Mas as condições
modificaram-se. A nação está contra Mim; estou
na iminência de ser crucificado — por ser “contado
entre os transgressores”. Assim, não deveis esperar
um bom acolhimento pelo povo. Por êste motivo,
provei-vos de bôlsa e alforge. Como símbolo da luta
espiritual em que sereis envolvidos, provei-vos de espadas”.
Pôncio Pilatos, tendo examinado Jesus e tendo sido
informado que Êle era natural da Galiléia, enviou-O
a Herodes, governador dessa província. Herodes ouviu
falar acêrca dos milagres de Jesus e está ansioso
de testemunhar o Seu poder. Trata-O como teria tratado
um mágico de cujos artifícios deseja ser testemunha.
Jesus não tem nada a dizer a êste regente cruel,
e mantém-se em silêncio muito digno. Herodes e os
seus soldados escarneceram-nO e mandaram-nO novamente
a Pilatos.

No caminho à cruz, Jesus encontra as mulheres de
Jerusalém, que O lamentaram. Êle lhes disse que não
lhes pedia a sua compaixão; são elas que são dignas de
dó, observando o seguinte: se os inocentes sofrem como
Êle vai sofrer, o que sucederá com os culpados
(23:31)?
Mateus nos informa que os dois ladrões que foram
crucificados com Cristo O injuriaram. Lucas acrescenta
mais um detalhe e diz que um dêles se arrependeu.
Êles representam com relação a Cristo, duas classes
da humanidade. Ambos são pecadores, condenados pela
lei e sofrendo a punição legal, ambos sem esperança,
mas um é salvo e o outro perdido. O destino dêstes homens
decidiu-se por sua atitude para com o inocente
que pendia da cruz.
No capítulo 24:13-35 temos conhecimento dos sentimentos
dos discípulos antes da ressurreição de Cristo.

A morte de seu Mestre, para êles foi um duro golpe.
Embora Êle tenha profetizado a Sua ressurreição, não
tinham compreendido perfeitamente a verdade de que
o Messias sofreria e logo ressuscitaria, tão influenciados
estavam pela idéia judaica de que a vinda do Messias
não seria senão uma vinda gloriosa. Pela exposição
do Antigo Testamento que fêz com que os corações
dos dois discípulos ardessem, Jesus, que primeiramente
ocultou a Sua identidade, mostrou-lhes como era
necessário que o Messias sofresse antes de entrar na
Sua glória.

Lucas termina o seu Evangelho registrado a ordem
de Jesus aos Seus discípulos que permanecessem em
Jerusalém, e a sua ascensão. O registro dos acontecimentos
repetidos no primeiro capítulo do livro de Atos,
foi escrito pelo mesmo autor.

                               260 ATRAVÉS DA BÍBLIA LIVRO POR LIVRO


20. Quando viria o reino de Deus. Tanto João Batista como Jesus
pregaram que o reino de Deus estava próximo. Os fariseus esperavam
que, se Jesus fosse o Messias, ele introduziria o seu governo com uma
súbita declaração de poder e uma conquista visível do país. Ele tinha um
programa diferente em mente, e sua resposta cobriu os dois pontos
principais daquele programa. Não vem o reino de Deus com visível
aparência. Seu advento inicial não seria um golpe político ou o
resultado de algum movimento visível.

21. O reino de Deus está dentro de vós. Um reino não é
simplesmente um território, nem um sistema de maquinismo
governamental. Sua existência básica está na unidade e lealdade do
povo. Jesus declarou que o reino de Deus já estava presente e apenas
necessitava ser reconhecido. Ele trouxera o reino com ele e estava
vivendo no meio deles.

22. Dos dias do Filho do homem. Os judeus usavam esta frase para
indicar a era messiânica. Filho do homem era um título dado ao Messias
em Dn. 7:13, 14. E não o vereis. A vinda do Messias demoraria.

24. Porque, assim como o relâmpago fuzilando brilha. Assim
como a luz do relâmpago é visível de uma ponta do horizonte à outra, o
verdadeiro Messias será evidente a todos os homens quando ele vier
estabelecer o seu reino. Ele não se levantará da obscuridade, nem se
confinará a uma só localidade.

25. Mas importa que primeiro ele padeça muitas coisas. Este
versículo estabelece sem dúvida, que Jesus falava de si mesmo, pois ele
discutiu o mesmo tema em 18:31-34. Seus interrogadores não aceitavam
o conceito de um Messias sofredor, mas o convém deste versículo referese às passagens proféticas, tal como 24:44 indica. Ele olhava para a sua
iminente morte em Jerusalém como parte de sua missão messiânica, a ser
seguida mais tarde pela revelação do poder "no seu dia" (v. 24).

26. Assim como foi nos dias de Noé. O versículo dá a entender que
há um ínterim de espera entre as ofensas e o momento definitivo do
julgamento. Nos dias do Filho do homem. A retribuição não seria
imediata, mas seria inevitável.

27. Comiam, bebiam, casavam. Essas coisas não eram erradas em
si mesmas, mas a preocupação das pessoas demonstrava que elas viviam
em um plano inteiramente materialista, sem um pensamento para Deus.
O juízo do dilúvio apanhou-as despreparadas. Até o dia em que Noé
entrou na Arca. O momento do juízo coincide com ou é imediatamente
subseqüente à remoção do servo de Deus. Tanto no caso de Noé como
no de Ló (v. 29), o povo de Deus foi retirado do cenário do juízo antes
que este ocorresse.

30. Assim será. Prosperidade material e segurança aparente
prevalecerá no tempo da volta de Cristo.

31. No eirado. O telhado em forma de terraço das casas orientais,
acessível por uma escada externa, era usado às vezes para se dormir no
verão. O homem que estivesse lá poderia não ter tempo de entrar na casa
e apanhar seus valores; teria de fugir imediatamente. Um paralelo desta
predição aconteceu no cerco de Jerusalém. De acordo com Eusébio, os
cristãos que estavam na cidade abandonaram-na durante uma retirada
temporária dos invasores romanos, e fugiram para uma vila chamada
Pela, onde sobreviveram à destruição da cidade (Ecclesiastical History
III. v.).

34. Um será tomado, e deixado outro. Os versículos 34, 35 e 36
são iguais no significado; mas cada um se refere a uma ocasião diferente.
Os homens estão na cama de noite; as mulheres moendo cereais de
manhã cedo antes do nascer do sol; e os trabalhadores estão no campo
durante o dia. Entende-se uma ação imediata; pois a vinda do Senhor
ocorrerá em horários diferentes do dia nos diferentes pontos do globo
terrestre. Tomado costuma ser aplicado aos santos, mas pode se referir
ao recolhimento dos ofensores para o julgamento. Compare as alusões
feitas ao joio (Mt. 13:41, 42) e à vinha da terra (Ap. 14:18, 19).

37. Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres.
Quando as pessoas quiseram saber para onde as pessoas seriam levadas,
Jesus respondeu com um provérbio. Corpo. Quer dizer cadáveres (conf.
Mt. 24:28, carcaças). Abutres. A idéia de que as aves representam os
santos reunidos ao redor de Cristo, é contrária ao sentido deste
provérbio. Fala do súbito julgamento de Cristo sobre a humanidade
decadente e ímpia.

                       D. O Discurso no Jardim das Oliveiras. 21:5-38.

7. Quando sucederá isto? Este discurso tem uma perspectiva
dupla: a destruição do Templo e o estabelecimento do reino na volta de
Cristo.

8. Vede que não sejais enganados. Muitos Messias falsos vieram
na geração que Se seguiu imediatamente a Jesus.
9. O fim não será logo. Ele advertiu que haveria guerras e
perturbações de diversos tipos, mas que o fim não seria imediato. Ele
esperava um período considerável que se colocaria entre a sua retirada da
terra e a sua volta.

11. Haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários
lugares. Essas predições podem ser tomadas literalmente como sinais do
fim.

12. Lançado mão de vós, e vos perseguirão . . . por causa do
meu nome. Ele falava profeticamente sobre a comunidade cristã; a
perseguição seria por amor do seu nome. Os versículos seguintes
encontram seu complemento na narrativa das perseguições no livro de
Atos.

20. Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos. É
possível que alguns dos ouvintes do Senhor viveram para ver o cerco e a
tomada de Jerusalém em 70 A.D.

21. Então os que estiverem na Judéia, fujam para os montes. Só
a fuga dos cristãos da cidade sitiada é que os livrou do destino dos
habitantes judeus que ficaram. Durante uma trégua nos ataques, os
cristãos deixaram a cidade e foram para Pela. Aqueles que ficaram, ou
morreram de fome, ou foram vendidos como escravos.

24. Jerusalém será pisada por eles. Desde 70 A.D. até a
reconstituição da nação de Israel, Jerusalém esteve nas mãos dos
gentios. Até que os tempos dos gentios se completem. Compare com a
"plenitude dos gentios" em Rm. 11:25. A frase dá a entender que Deus
tem estabelecido um tempo de oportunidade para os gentios, que
terminará com a futura restauração do favor de Israel.

25. Haverá sinais no sol, na lua. Se os versículos anteriores
predizem a queda de Jerusalém e a final destruição da nação judia, os
versículos seguintes devem tratar do tempo do fim, e dos sinais do
aparecimento de Cristo (cons. v. 11).

26. Homens que desmaiarão de terror. As crises políticas e
sociais, ao lado dos fenômenos físicos do mundo, serão mais do que os
homens podem agüentar. Os poderes do céu serão abalados. Os juízos
finais de Deus serão seguidos por uma mudança em todo o universo
físico (cons. II Pe. 3:10, 11).

27. Numa nuvem. Uma nuvem de glória luminosa trará Cristo de
volta à terra, dando um "sinal" inequívoco de sua realidade (cons. 9:31,
32, 34; Mt. 17:5; Atos 1:9, 11; Ap. 1:7).

28. Ao começarem estas coisas a acontecer. A linguagem implica
num processo que se estenderá durante um período de tempo, advertindo
aqueles que são capazes de interpretar os sinais. Redenção é libertação,
a perfeição da salvação de Deus (cons. Rm. 13:11).

29. Vede a figueira. Uma árvore comum na Palestina, cujos frutos
brotavam muito cedo na primavera.

31. Está próximo o reino de Deus. Com estas palavras Jesus
mostrou que o reino de Deus ainda não tinha se realizado
completamente, e que viria no futuro. Estas palavras complementam
17:21: "O reino de Deus está entre vós".

32. Esta geração. Mateus (24:34), Marcos (13:30) e Lucas citam
este pronunciamento substancialmente nas mesmas palavras. Se significa
a geração daqueles que estavam vivos quando as palavras foram ditas,
então todo o capítulo acima até o versículo 25 deve ser interpretado
como se referindo à queda de Jerusalém e o desmoronamento da nação
judia. Se, contudo, geração significa a raça de Israel, Jesus estava
profetizando que o povo sobreviveria até a sua volta. As duas
interpretações estão em harmonia com o uso que Lucas faz do termo.

34. Não venha sobre vós repentinamente. Uma outra tradução
poderia ser, venha sobre vós de repente (gr. aiphnidios). O Senhor não
disse que o fim seria totalmente sem aviso; ele já tinha descrito sinais de
advertência. Ele apenas insinuou que viria mais subitamente do que
poderia ser esperado.

36. Para que possais escapar de todas estas coisas. Um outro
manuscrito que dá, para que sejais bastante fortes, é ligeiramente
melhor. A prova dos últimos dias exigirá resistência especial.

37. À noite ... ia pousar no monte ... das Oliveiras. Durante a
semana da Páscoa a cidade de Jerusalém estava sempre lotada de
peregrinos de todas as partes do império. Cristo e seus discípulos talvez
dormissem sobre o gramado entre as oliveiras do Jardim do Getsêmani.
O povo madrugava para ir ter com ele... Jesus mantinha um regular
horário de ensino no átrio do Templo.

                                                 Lucas (Comentário Bíblico Moody)




















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