Marcos, o Evangelho do Servo
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TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Marcos 1.9-13
9 - E aconteceu,
naqueles dias, que Jesus, tendo ido de Nazaré, da Galileia, foi batizado por
João, no rio Jordão.
10 - E, logo que saiu da água, viu os céus abertos e o Espírito, que, como pomba, descia sobre ele.
11 - E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo.
12 - E logo o Espírito o impeliu para o deserto.
13 - E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam.
10 - E, logo que saiu da água, viu os céus abertos e o Espírito, que, como pomba, descia sobre ele.
11 - E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo.
12 - E logo o Espírito o impeliu para o deserto.
13 - E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam.
Marcos 9.30-35
30 - E, tendo
partido dali, caminharam pela Galileia, e não queria que alguém o soubesse,
31 - porque ensinava os seus discípulos e lhes dizia: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens e matá-lo-ão; e, morto, ele ressuscitará ao terceiro dia.
32 - Mas eles não entendiam esta palavra e receavam interrogá-lo.
33 - E chegou a Cafarnaum e, entrando em casa, perguntou-lhes: Que estáveis vós discutindo pelo caminho?
34 - Mas eles calaram-se, porque, pelo caminho, tinham disputado entre si qual era o maior.
35 - E ele, assentando-se, chamou os doze e disse-lhes: Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.
31 - porque ensinava os seus discípulos e lhes dizia: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens e matá-lo-ão; e, morto, ele ressuscitará ao terceiro dia.
32 - Mas eles não entendiam esta palavra e receavam interrogá-lo.
33 - E chegou a Cafarnaum e, entrando em casa, perguntou-lhes: Que estáveis vós discutindo pelo caminho?
34 - Mas eles calaram-se, porque, pelo caminho, tinham disputado entre si qual era o maior.
35 - E ele, assentando-se, chamou os doze e disse-lhes: Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.
TEXTO ÁUREO
"Porque o Filho do Homem também não
veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de
muitos.", Mc 10.45
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Prezado professor, é importante que os 16 capítulos de
Marcos sejam lidos, para uma melhor compreensão dos assuntos abordados.
Incentive seus alunos à leitura desse Evangelho, pois, nas duas próximas lições
(5-6), estudaremos a maneira como Marcos apresentou a vida e as obras de Jesus.
Acredita-se, tradicionalmente, que Marcos tenha sido o primeiro Evangelho a ser escrito, servindo de fonte aos outros.
Conceituados pesquisadores bíblicos e teólogos consideram-no o escrito mais importante de todos os tempos, pois é a primeira narrativa que apresenta a história de Jesus à humanidade. A surpresa desse Evangelho está no fato de Jesus ser apresentado como Servo.
Ótima aula!
Acredita-se, tradicionalmente, que Marcos tenha sido o primeiro Evangelho a ser escrito, servindo de fonte aos outros.
Conceituados pesquisadores bíblicos e teólogos consideram-no o escrito mais importante de todos os tempos, pois é a primeira narrativa que apresenta a história de Jesus à humanidade. A surpresa desse Evangelho está no fato de Jesus ser apresentado como Servo.
Ótima aula!
Palavra introdutória
A Tradição atribui a João Marcos a autoria do primeiro (e mais curto) Evangelho (At 12.12). William Hendriksen, proeminente comentarista bíblico, afi rma que esse Evangelho teria sido composto para atender a um pedido urgente dos cristãos de Roma, que desejavam ter um resumo dos ensinamentos de Pedro naquela cidade.
Os mais antigos testemunhos acerca do Evangelho de Marcos
(Papias 115 d.C.) ligam-no à pregação de Pedro em Roma, na sétima década da era
cristã. Não há unanimidade ou consenso acerca da data em que o livro foi
escrito; todavia, o registro deve ter sido feito entre 55 e 70 d.C., ou seja,
antes da destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., uma vez que o autor não faz
qualquer menção a este fato predito por Jesus (Mc 13.1-23).
Considerado um filho na fé do apóstolo Pedro (1 Pe 5.13), João Marcos era filho de Maria (At 12.12) e sobrinho de Barnabé (Cl 4.10 ARC). O evangelista acompanhou Paulo e Barnabé a Antioquia (At 12.25) e atuou como um cooperador na primeira viagem missionária (At 13.5 ARC); entretanto, por alguma razão desconhecida, acabou desistindo dessa viagem (At 13.13).
Marcos pode ser considerado o relato inaugural da vida de Cristo. Com apenas 16 capítulos, o texto serviu de fonte a Mateus e Lucas. No decorrer de seus escritos, este sobrinho de Barnabé (Cl 4.10 ARC) apresenta Jesus como o divino Servo de Deus, enfatizando muito mais as Suas obras que qualquer outro evangelista. Neste livro, vemos, continuamente, Jesus em ação: os eventos sucedem-
-se “logo” ou “imediatamente” — expressões usadas mais de quarenta vezes no texto.
Marcos apresenta um Cristo que trabalha no (e para o) Reino; um Cristo que vai de um lugar a outro
pregando a Palavra, curando enfermos e libertando cativos. Essa, aliás, é a mais surpreendente mensagem dos evangelhos: Jesus veio para servir (Mc 10.45).
Considerado um filho na fé do apóstolo Pedro (1 Pe 5.13), João Marcos era filho de Maria (At 12.12) e sobrinho de Barnabé (Cl 4.10 ARC). O evangelista acompanhou Paulo e Barnabé a Antioquia (At 12.25) e atuou como um cooperador na primeira viagem missionária (At 13.5 ARC); entretanto, por alguma razão desconhecida, acabou desistindo dessa viagem (At 13.13).
Marcos pode ser considerado o relato inaugural da vida de Cristo. Com apenas 16 capítulos, o texto serviu de fonte a Mateus e Lucas. No decorrer de seus escritos, este sobrinho de Barnabé (Cl 4.10 ARC) apresenta Jesus como o divino Servo de Deus, enfatizando muito mais as Suas obras que qualquer outro evangelista. Neste livro, vemos, continuamente, Jesus em ação: os eventos sucedem-
-se “logo” ou “imediatamente” — expressões usadas mais de quarenta vezes no texto.
Marcos apresenta um Cristo que trabalha no (e para o) Reino; um Cristo que vai de um lugar a outro
pregando a Palavra, curando enfermos e libertando cativos. Essa, aliás, é a mais surpreendente mensagem dos evangelhos: Jesus veio para servir (Mc 10.45).
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O Evangelho de Marcos tem
o propósito de alcançar
pessoas em todo o mundo
(Mc 16.15); sua mensagem
atemporal é extremamente
importante para os cristãos
de todas as eras.
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o propósito de alcançar
pessoas em todo o mundo
(Mc 16.15); sua mensagem
atemporal é extremamente
importante para os cristãos
de todas as eras.
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1.
O SERVO É APRESENTADO
Marcos não descreve a genealogia do Messias, tampouco
fala sobre o Seu nascimento. Isto é significativo, pois Jesus está sendo
apresentado como servo — um rei precisa ser identificado dentro de uma
genealogia — assim fez Mateus —, entretanto, um servo, não.
O primeiro evangelista mostra Jesus sempre em atitude de serviço a Deus e aos homens em suas mais prementes necessidades (Mc 9.35; 10.44,45,51). Com retratos curtos, claros e poderosos, Marcos apresenta-nos o fiel Servo de Deus, o único a quem devemos imitar. Nesse Evangelho, lê-se a maravilhosa história Daquele que deixou a glória celestial para ser o fiel Servo de Deus. Para os que desejam servir ao Senhor com afinco, Marcos funciona como um rico manual.
O primeiro evangelista mostra Jesus sempre em atitude de serviço a Deus e aos homens em suas mais prementes necessidades (Mc 9.35; 10.44,45,51). Com retratos curtos, claros e poderosos, Marcos apresenta-nos o fiel Servo de Deus, o único a quem devemos imitar. Nesse Evangelho, lê-se a maravilhosa história Daquele que deixou a glória celestial para ser o fiel Servo de Deus. Para os que desejam servir ao Senhor com afinco, Marcos funciona como um rico manual.
1.1. O Servo foi preparado
Em qualquer área da vida, a preparação é primordial. Isto fica
evidente em Marcos, especialmente quando o evangelista destaca a vida de Jesus
(Mc 1.7-13).
1.1.1. No tempo do anonimato
1.1.1. No tempo do anonimato
Mesmo sendo o Pai da Eternidade (Is 9.6), Cristo
submeteu-se ao tempo para servir aos propósitos eternos. Nenhum detalhe sobre
os primeiros trinta anos de Jesus é mencionado em Marcos, mas aqueles anos de
anonimato foram essenciais em Sua preparação (humana), tendo em vista a grande
obra que realizaria.
Marcos é o único Evangelho a mencionar que Jesus era carpinteiro (Mc 6.3) — diferente de Mateus que o apresenta como filho de carpinteiro (Mt 13.55). Isto nos indica que, durante o
tempo de obscuridade, Jesus esteve em contato com as labutas cotidianas — assim como qualquer outro ser humano.
Mesmo sendo o Deus do “haja” (Gn 1.3,6,14; Jo 1.2,3), na condição de servo, Ele aguardou o tempo certo para iniciar Sua obra.
1.1.2. No batismo
Marcos é o único Evangelho a mencionar que Jesus era carpinteiro (Mc 6.3) — diferente de Mateus que o apresenta como filho de carpinteiro (Mt 13.55). Isto nos indica que, durante o
tempo de obscuridade, Jesus esteve em contato com as labutas cotidianas — assim como qualquer outro ser humano.
Mesmo sendo o Deus do “haja” (Gn 1.3,6,14; Jo 1.2,3), na condição de servo, Ele aguardou o tempo certo para iniciar Sua obra.
1.1.2. No batismo
O batismo de João era de arrependimento, para remissão de
pecados (Mc 1.4); assim, ao vir Jesus, o batizador declarou — em forma
interjetiva — que Ele não precisava submeter-se ao batismo de arrependimento:
Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim (Mt 3.14)? No entanto, como
Servo obediente e exemplar, Jesus, mesmo sendo o santo Filho de Deus, foi
batizado para cumprir toda justiça (Mt 3.15).
A ordenança que Jesus deixou em Marcos 16.16 acerca do batismo talvez pudesse ser questionada por aqueles que não quisessem assumir tamanha responsabilidade, caso Cristo não
tivesse sido batizado, mas Ele, o padrão e exemplo de justiça para todos os servos, decidiu, voluntariamente, ser batizado.
1.1.3. Pelo Espírito Santo
A ordenança que Jesus deixou em Marcos 16.16 acerca do batismo talvez pudesse ser questionada por aqueles que não quisessem assumir tamanha responsabilidade, caso Cristo não
tivesse sido batizado, mas Ele, o padrão e exemplo de justiça para todos os servos, decidiu, voluntariamente, ser batizado.
1.1.3. Pelo Espírito Santo
Jesus desceu às águas batismais em obediência ao Pai; ao
levantar-se delas, os céus se abriram e o Espírito Santo desceu sobre Ele (Mc
1.10).
O Carpinteiro de Nazaré precisava ser revestido com o poder do Espírito Santo; assim, saiu do Jordão e o Espírito conduziu-o ao deserto (Mc 1.12). Ao retornar do deserto para a Galileia, continuou no poder do Espírito realizando Sua obra — em Atos 10.38, lemos que Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.
1.1.4. Em uma vida de oração
O Carpinteiro de Nazaré precisava ser revestido com o poder do Espírito Santo; assim, saiu do Jordão e o Espírito conduziu-o ao deserto (Mc 1.12). Ao retornar do deserto para a Galileia, continuou no poder do Espírito realizando Sua obra — em Atos 10.38, lemos que Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.
1.1.4. Em uma vida de oração
A vida de Jesus, como Servo de Deus, foi regada à oração.
Não apenas em Marcos, mas em todos os Evangelhos encontramos muitas referências
a esse fato. Em Marcos 1.35, lemos: E, levantando-se de manhã muito cedo,
estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava. A frase
“e ali orava” está em um tempo verbal que indica uma ação contínua no passado.
A vida de oração de Jesus era planejada, privada e prolongada (TOWNS; GUTIERREZ. Central Gospel, 2014, p. 61).
___________________
Jesus foi conduzido ao
deserto pelo Espírito
Santo, logo após os céus
se abrirem sobre Ele (Mc
1.10,12). Que mensagem
poderosa! Das caudalosas
águas do Jordão para as
areias quentes do deserto:
no Jordão, ouviu-se a voz
de Deus, no deserto, a
voz do tentador (Lc 4.3-
13); no Jordão, veio o
Espírito “como” pomba (Mc
1.10), no deserto, as feras
apareceram (Mc 1.13).
Precisamos entender que
os contrastes fazem parte
do preparo.
___________________
2. O SERVO FOI PROFETIZADO
A vida de oração de Jesus era planejada, privada e prolongada (TOWNS; GUTIERREZ. Central Gospel, 2014, p. 61).
___________________
Jesus foi conduzido ao
deserto pelo Espírito
Santo, logo após os céus
se abrirem sobre Ele (Mc
1.10,12). Que mensagem
poderosa! Das caudalosas
águas do Jordão para as
areias quentes do deserto:
no Jordão, ouviu-se a voz
de Deus, no deserto, a
voz do tentador (Lc 4.3-
13); no Jordão, veio o
Espírito “como” pomba (Mc
1.10), no deserto, as feras
apareceram (Mc 1.13).
Precisamos entender que
os contrastes fazem parte
do preparo.
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2. O SERVO FOI PROFETIZADO
Apresentar Jesus como Servo não é uma particularidade do
Evangelho de Marcos. Já no Antigo Testamento, há profecias claras sobre o tema — isto revela
não apenas a coerência e coesão do Evangelho com toda a Escritura, mas também
reafirma a divindade e preeminência de Cristo.
2.1. O Servo no Livro dos SalmosPor intermédio dos poetas bíblicos (salmistas), o Espírito de Deus revelou inúmeras verdades sobre o Messias prometido. Dos 150 Salmos do livro, 21 são messiânicos (Sl 2; 8; 16; 22; 23; 24; 31; 34; 40; 41; 45; 55; 68; 69; 72; 89; 102; 109; 110; 118; 129) — alguns estudiosos acreditam que sejam mais; outros, menos. Fato é que temos, nos Salmos, referências proféticas acerca de Cristo como Servo do Senhor.
No Salmo 40.6-10, vemos a obediência do Servo do Senhor: Deleito-me em fazer a tua vontade (Sl 40.8).
O Salmo 22, de Davi, é o Salmo do Servo que sofre (escrito entre 1050—930 a.C.). Todo o processo do Calvário está relatado nele. O verso 18, que fala sobre as vestes que seriam repartidas, cumpre-se fielmente em Marcos 15.24 com os soldados romanos diante da cruz.
2.2. O Servo no Livro de Isaías
2.1. O Servo no Livro dos SalmosPor intermédio dos poetas bíblicos (salmistas), o Espírito de Deus revelou inúmeras verdades sobre o Messias prometido. Dos 150 Salmos do livro, 21 são messiânicos (Sl 2; 8; 16; 22; 23; 24; 31; 34; 40; 41; 45; 55; 68; 69; 72; 89; 102; 109; 110; 118; 129) — alguns estudiosos acreditam que sejam mais; outros, menos. Fato é que temos, nos Salmos, referências proféticas acerca de Cristo como Servo do Senhor.
No Salmo 40.6-10, vemos a obediência do Servo do Senhor: Deleito-me em fazer a tua vontade (Sl 40.8).
O Salmo 22, de Davi, é o Salmo do Servo que sofre (escrito entre 1050—930 a.C.). Todo o processo do Calvário está relatado nele. O verso 18, que fala sobre as vestes que seriam repartidas, cumpre-se fielmente em Marcos 15.24 com os soldados romanos diante da cruz.
2.2. O Servo no Livro de Isaías
O profeta que falou de maneira mais precisa acerca da
pessoa e da obra de Cristo, no Antigo Testamento, foi Isaías; em razão disso,
ele ficou conhecido como o profeta messiânico, sendo o mais citado nos
Evangelhos. Seus escritos datam de 740—680a.C., e são chamados de
Evangelho do Antigo Testamento. Observe a seguir.
Logo no segundo versículo de seu Evangelho, Marcos cita: Como está escrito no profeta Isaías [...] (Mc 1.2). O evangelista utilizou essa referência para apresentar o testemunho de João Batista sobre Jesus (Is 40.3).
Do capítulo 42 ao 54 do livro, Isaías apresenta, como tema principal, Cristo, o Servo que daria Sua vida em obediência; e o ápice desta revelação encontra-se no capítulo 53 — texto no qual ele faz uma pintura vívida da obra redentora do Messias.
3. O SERVO EXEMPLAR
3.1. Exemplo de determinação
Logo no segundo versículo de seu Evangelho, Marcos cita: Como está escrito no profeta Isaías [...] (Mc 1.2). O evangelista utilizou essa referência para apresentar o testemunho de João Batista sobre Jesus (Is 40.3).
Do capítulo 42 ao 54 do livro, Isaías apresenta, como tema principal, Cristo, o Servo que daria Sua vida em obediência; e o ápice desta revelação encontra-se no capítulo 53 — texto no qual ele faz uma pintura vívida da obra redentora do Messias.
3. O SERVO EXEMPLAR
3.1. Exemplo de determinação
A determinação de Jesus em cumprir a obra que lhe fora
entregue é algo extraordinário. Mesmo sabendo de todo sofrimento que lhe seria
sobreposto, nem assim desistiu. O Salvador permaneceu firme e confiante em Sua
missão (Mc 9.31; 10.33,34). Quando Pedro, um de Seus discípulos mais próximos,
tentou dissuadi-lo de ir para a cruz, Jesus repreendeu-o imediatamente (Mc
8.31-33).
A palavra determinação (no latim, determinare) tem o sentido de colocar limites em. Sempre que falava sobre Seu sofrimento, Jesus deixava claro que, após o terceiro dia, ressuscitaria (Mc 8.31; 9.31; 10.34). O Servo determinado sabia que o sepulcro não seria o Seu limite; na verdade, a morte foi limitada por Ele, pois, com Sua ressurreição, venceu, a até então, implacável morte.
3.2. Exemplo de fidelidade
A palavra determinação (no latim, determinare) tem o sentido de colocar limites em. Sempre que falava sobre Seu sofrimento, Jesus deixava claro que, após o terceiro dia, ressuscitaria (Mc 8.31; 9.31; 10.34). O Servo determinado sabia que o sepulcro não seria o Seu limite; na verdade, a morte foi limitada por Ele, pois, com Sua ressurreição, venceu, a até então, implacável morte.
3.2. Exemplo de fidelidade
A fidelidade do Servo do Senhor evidencia-se em Sua
oração no Getsêmani: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim
este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres (Mc
14.36). Ele foi traído por Judas, sendo vendido pelo preço de um servo (escravo)
[30 peças de prata (Mc 14.10,11,43-46; Mt 26.15)]; negado publicamente por
Simão Pedro (Mc 14.31,66-72); abandonado pelos discípulos (Mc 14.50-52); e
ridicularizado pelos líderes judeus, soldados romanos e transeuntes do Calvário
(Mc 14.65; 15.16-20).
Apesar de ter sido abandonado e rejeitado, chegando a exclamar com grande voz, na cruz: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mc 15.34); em momento algum, Jesus demonstrou o menor traço de infidelidade; ao contrário, Ele manteve-se fiel até à morte, e morte de cruz (Fp 2.8).
Apesar de ter sido abandonado e rejeitado, chegando a exclamar com grande voz, na cruz: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mc 15.34); em momento algum, Jesus demonstrou o menor traço de infidelidade; ao contrário, Ele manteve-se fiel até à morte, e morte de cruz (Fp 2.8).
3.3. Exemplo de humildade
A humildade de Cristo está patente em todo o Evangelho de
Marcos. Em Seu relacionamento com Deus e/ou com o próximo, nas condições mais
simples e/ou nas mais importantes,
Ele sempre deu-nos exemplo de sujeição e obediência. Observe:
Ele sempre deu-nos exemplo de sujeição e obediência. Observe:
·
Ele começou Seu ministério pregando o
evangelho do Reino de Deus na Galileia, um lugar desprezado pela autarquia
religiosa judaica (Mc 1.14);
·
Seus primeiros discípulos foram simples
pescadores (Mc 1.16,17);
·
aos evitados leprosos, Ele estendia a mão (Mc
1.41);
·
os escribas e fariseus irritavam-se, pois Jesus não
tinha dificuldades em assentar-se com publicanos e pecadores (Mc 2.15-17);
·
Jesus enfrentou uma bravia tempestade para
libertar um homem possesso por espíritos imundos (Mc 4.35-41; 5.1-20); crianças
sempre foram acolhidas e abraçadas por Ele (Mc 9.36,37; 10.13-16);
·
em cumprimento à profecia de Zacarias (Zc
9.9,10), o Messias fez uma entrada triunfal em Jerusalém, montado em um reles
jumentinho (Mc 11.1-11).
CONCLUSÃO
Nos Evangelhos, lemos que Jesus anunciou as boas novas de
salvação e apresentou o Reino dos céus às multidões; entretanto, no Evangelho
de Marcos, há uma declaração do Mestre inusitadamente inspiradora. Disse Ele:
Qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha
mãe (Mc 3.35). Suas palavras devem levar-nos à seguinte reflexão: não basta
compor a multidão dos que cercam o Salvador, é preciso fazer a vontade de Deus
para ser considerado um autêntico servo e verdadeiro membro da família
espiritual.
Assim como Cristo foi o Servo fiel, precisamos seguir, como Seus imitadores, o caminho da fidelidade.
Assim como Cristo foi o Servo fiel, precisamos seguir, como Seus imitadores, o caminho da fidelidade.
Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 57
Esboço de MARCOS
I. A Preparação para o Ministério de Jesus (1.1-13)
A. O Ministério de João Batista (1.2-8)
B. O Batismo de Jesus (1.9-11)
C. A Tentação de Jesus (1.12,13)
II. O Ministério Inicial na Galiléia (1.14–3.6)
A. Os Quatro Primeiros Discípulos (1.14-20)
B. Um Sábado em Cafarnaum (1.21-34)
C. A Primeira Viagem de Pregação (1.35-45)
D. Conflito com os Fariseus (2.1—3.6)
III. O Ministério Posterior na Galiléia (3.7—7.23)
A. Retirada à Beira-Mar (3.7-12)
B. A Escolha dos Doze Discípulos (3.13-19)
C. Amigos e Inimigos (3.20-35)
D. Ensinando Através de Parábolas (4.1-34)
E. Ensinando Através de Obras Poderosas (4.35—5.43)
F. Jesus em Nazaré (6.1-6)
G. A Missão dos Doze (6.7-13)
H. Herodes e João Batista (6.14-29)
I. Milagres e Ensinos Junto ao Mar da Galiléia (6.30-56)
J. Conflito com as Tradições (7.1-23)
IV. O Ministério Além da Galiléia (7.24—9.29)
A. Duas Curas de Gentios (7.24-37)
B. Mais Milagres (8.1-26)
C. O Episódio de Cesaréia de Filipo (8.27—9.1)
D.A Cena da Transfiguração (9.2-29)
V. A Caminho de Jerusalém (9.30—10.52)
A. Caminhando Através da Galiléia (9.30-50)
B. O Ministério na Peréia (10.1-52)
VI.A Semana da Paixão (11.1—15.47)
A.Domingo: Entrada Triunfal em Jerusalém (11.1-11)
B.Segunda-Feira
1. Amaldiçoando a Figueira (11.12-14)
2. Purificando o Templo (11.15-19)
C. Terça-Feira
1. Fé e Medo Quanto aos Discípulos (11.20-33)
2. Parábolas e Controvérsias (12.1-44)
3. O Sermão Profético (13.1-37)
4. Jesus é Ungido em Betânia (14.1-11)
D. Quinta-Feira: A Última Ceia (14.12-25)
E. Sexta-Feira
1. Jesus em Getsêmani (14.26-52)
2. Jesus Perante o Sinédrio (14.53-72)
3. Jesus Perante Pilatos (15.1-20)
4. Jesus Crucificado e Sepultado (15.21-47)
VII. A Ressurreição de Jesus (16.1-20)
A .A Ressurreição Anunciada (16.1-8)
B. Aparições Pós-Ressurreição (16.9-18)
C. A Ascensão e a Missão Apostólica (16.19,20)
Autor:
Marcos
Tema:
Jesus, o Filho-Servo
Data:
55-65 d.C.
Considerações Preliminares
Dentre os quatro Evangelhos, Marcos é o relato mais conciso do “princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (1.1). Embora o autor não se identifique pelo nome no livro (o mesmo ocorre nos demais Evangelhos), o testemunho primitivo e unânime da igreja é que João Marcos foi quem o escreveu. Ele foi criado em Jerusalém e pertenceu à primeira geração de cristãos (At 12.12). Teve a oportunidade ímpar de colaborar no ministério de três
apóstolos: Paulo (At 13.1-13; Cl 4.10; Fm 24), Barnabé (At 15.39) e Pedro (1 Pe 5.13). Segundo Papias (c. de 130 d.C.) e outros pais eclesiásticos do século II, Marcos obteve o conteúdo do seu Evangelho através da sua associação com Pedro, escreveu-o em Roma e destinou-o aos crentes de Roma. Embora seja incerta a data específica da escrita do Evangelho segundo Marcos, a maioria dos estudiosos o coloca nos fins da década de 50 d.C., ou na década de 60; é possível que seja o primeiro dos quatro Evangelhos a ser escrito.
Propósito
Na década 60-70 d.C., os crentes de Roma eram tratados cruelmente pelo povo e muitos foram torturados e mortos pelo imperador romano, Nero. Segundo a tradição, entre os mártires cristãos de Roma, nessa década, estão os apóstolos Pedro e Paulo. Como um dos líderes eclesiásticos em Roma, João Marcos foi inspirado pelo Espírito Santo a escrever este Evangelho, como uma antevisão profética desse período da perseguição, ou como uma resposta
pastoral à perseguição. Sua intenção era fortalecer os alicerces da fé dos crentes romanos e, se necessário fosse, inspirá-los a sofrer fielmente em prol do evangelho, oferecendo-lhes como modelo a vida, o sofrimento, a morte e a
ressurreição de Jesus seu Senhor.
Visão Panorâmica
Numa narrativa de cenas rápidas, Marcos apresenta Jesus como o Filho de Deus e o Messias, o Servo Sofredor. O momento culminante do livro é o episódio de Cesaréia de Filipo, seguido da transfiguração (8.27—9.10), onde tanto a identidade de Jesus, quanto a sua dolorosa missão plenamente reveladas aos seus doze discípulos. A primeira metade de Marcos focaliza em primeiro plano os estupendos milagres de Jesus e a sua autoridade sobre doenças e demônios, como sinais de que o reino de Deus está próximo. Em Cesaréia de Filipo, no entanto, Jesus declara abertamente aos seus discípulos que “importava que o Filho do Homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos, e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que, depois de três dias, ressuscitaria” (8.31). Há numerosas referências em todo o livro de Marcos ao sofrimento como o preço do discipulado (e.g., 3.21,22, 30; 8.34-38; 10.30, 33,34, 45; 13.8, 11-13).
Apesar disso, a vindicação da parte de Deus vem após o sofrimento, por amor à justiça,
conforme demonstrou a ressurreição de Jesus.
Características Especiais
Quatro características distinguem o Evangelho segundo Marcos:
Características Especiais
Quatro características distinguem o Evangelho segundo Marcos:
(1) Sendo um
Evangelho de ação, ele enfatiza mais aquilo que Jesus fez, do que suas
palavras. Daí, Marcos registrar dezoito milagres de Jesus, mas somente quatro
das
suas parábolas.
suas parábolas.
(2) Como um Evangelho aos romanos, ele explica os costumes
judaicos, omite todas as genealogias judaicas, a narrativa do nascimento de
Jesus, traduz as palavras aramaicas e emprega termos latinos.
(3) Marcos inicia
seu Evangelho de modo repentino, e descreve os eventos da vida de Jesus de modo
sucinto e rápido, introduzindo os episódios mediante o advérbio grego que
corresponde a “imediatamente” (42 vezes no original).
(4) Como um
Evangelho vigoroso, Marcos descreve os eventos da vida de Jesus, de modo
sucinto e vívido, com a perícia pitoresca de um gênio literário.
NOTAS DE MARCOS 1º
1.4 ARREPENDIMENTO. Ver Mt 3.2
nota.
1.5 TODA A PROVÍNCIA DA JUDÉIA. Durante o ministério de João Batista, houve um despertamento espiritual geral. Como resultado disso, o clima espiritual do povo de Israel mudou, contribuindo para a pregação do caminho da plena revelação de Deus por seu Filho encarnado, Jesus Cristo.
1.5 TODA A PROVÍNCIA DA JUDÉIA. Durante o ministério de João Batista, houve um despertamento espiritual geral. Como resultado disso, o clima espiritual do povo de Israel mudou, contribuindo para a pregação do caminho da plena revelação de Deus por seu Filho encarnado, Jesus Cristo.
1.8 ELE... VOS BATIZARÁ COM O ESPÍRITO SANTO. João
Batista foi o primeiro a pregar as boas-novas a respeito de Jesus; sua pregação
é condensada por Marcos em um único tema: a proclamação de Jesus Cristo que
viria, a fim de batizar seus seguidores no Espírito Santo. Todos aqueles que
aceitarem Cristo como Senhor e Salvador devem proclamar que Jesus continua
sendo o que batiza no Espírito Santo (ver At 1.8; 2.4; 38,39; ver Mt 3.11,
nota sobre o prometido batismo no Espírito Santo; At 1.5 nota).
1.9 JESUS ... BATIZADO. Ver Mt 3.13 nota.
1.10 O ESPÍRITO... DESCIA SOBRE ELE. Ver Mt 3.16 nota.
1.11 TU ÉS O MEU FILHO AMADO. As três divinas pessoas da Trindade estão presentes no batismo de Jesus. Deus é revelado nas Escrituras como um só Deus, existente como Pai, Filho e Espírito Santo (cf. Mt 3.16,17; 28.19; Mc 1.9-11; 2 Co 13.14; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2; Jd 20,21). Esta é a doutrina da Trindade, expressando a verdade de que dentro da essência una de Deus, subsistem três Pessoas distintas, compartilhando uma só natureza divina comum. Assim, segundo as Escrituras, Deus é singular (i.e., uma unidade) num sentido, e plural (i.e., trina), noutro (ver o estudo OS ATRIBUTOS DE DEUS).
1.9 JESUS ... BATIZADO. Ver Mt 3.13 nota.
1.10 O ESPÍRITO... DESCIA SOBRE ELE. Ver Mt 3.16 nota.
1.11 TU ÉS O MEU FILHO AMADO. As três divinas pessoas da Trindade estão presentes no batismo de Jesus. Deus é revelado nas Escrituras como um só Deus, existente como Pai, Filho e Espírito Santo (cf. Mt 3.16,17; 28.19; Mc 1.9-11; 2 Co 13.14; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2; Jd 20,21). Esta é a doutrina da Trindade, expressando a verdade de que dentro da essência una de Deus, subsistem três Pessoas distintas, compartilhando uma só natureza divina comum. Assim, segundo as Escrituras, Deus é singular (i.e., uma unidade) num sentido, e plural (i.e., trina), noutro (ver o estudo OS ATRIBUTOS DE DEUS).
(1) As Escrituras declaram que Deus é um só uma união
perfeita de uma só natureza, substância e essência (Dt 6.4; Mc 12.29; Gl 3.20).
Das pessoas da deidade, nenhuma é Deus sem as outras, e cada uma, juntamente
com as outras, é Deus.
(2) O Deus único existe numa pluralidade de três pessoas
identificáveis, distintas; mas não separadas. As três não são três deuses, nem
três partes ou expressões de Deus, mas são três pessoas tão perfeitamente
unidas que constituem o único Deus verdadeiro e eterno. O Filho e também o
Espírito Santo possuem atributos que somente Deus possui (ver Jo 20.28 nota;
1.1,14 nota; 5.18 nota; 14.16; 16.8,13; Gn 1.2; Is 61.1; At 5.3,4; 1 Co
2.10,11; Rm 8.2,26,27; 2 Ts 2.13; Hb 9.14). Nem o Pai, nem o Filho, nem o
Espírito Santo, foram feitos ou criados em tempo algum, mas cada um é igual ao
outro em essência, atributos, poder e glória.
(3) O Deus único, existente em três pessoas, torna
possível desde toda a eternidade o amor recíproco, a comunhão, o exercício dos
atributos divinos, a mútua comunhão no conhecimento e o inter-relacionamento
dentro da deidade (cf. Jo 10.15; 11.27; 17.24; 1 Co 2.10)
1.13 TENTADO POR SATANÁS. Ver Mt 4.1
nota.
1.14 O EVANGELHO. Ver Mc 14.9
nota.
1.15 O REINO DE DEUS A proclamação e a concretização do
reino de Deus foi o propósito da obra de Cristo. Foi o tema de sua mensagem na
terra (Mt 4.17). Quanto à forma de manifestação do reino, existem:
(1) O reino de Deus em Israel. No AT, o reino visava
preparar o caminho da salvação da humanidade (ver o estudo O
CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ). Devido à rejeição de Jesus,
o Messias de Israel, o reino foi tirado desta nação (ver Mt
21.43 nota);
(2) O reino de Deus em Cristo. O reino esteve presente na
pessoa e na obra de Jesus, o Rei (Lc 11.20);
(3) O reino de Deus na igreja. Trata-se da manifestação
atual do reino de Deus nos corações e nas vidas de todos aqueles que se
arrependem e crêem no evangelho (Jo 3.3,5; Rm 14.17; Cl 1.13). Sua presença
manifesta-se com grande poder contra o império de Satanás. Não se trata de um
reino político, material, mas de uma poderosa e eficaz presença e operação de
Deus entre o seu povo (ver 1.27, 9.1;
(4) O reino de Deus na consumação da História. Trata-se
do Reino Messiânico, predito pelos profetas (Sl 89.36,37; Is 11.1-9; Dn
7.13,14). Cristo reinará na terra durante mil anos (Ap 20.4-6). A igreja reinará
juntamente com Ele, sobre as nações (2 Tm 2.12; 1 Co 6.2,3; Ap 2.26,27; ver Ap
20.4 nota);
(5) O reino de Deus na eternidade. O reino messiânico
durará mil anos, dando lugar ao reino eterno de Deus, que será estabelecido na
nova terra (Ap 21.1-4). O centro da nova terra é a Cidade Santa, a Nova
Jerusalém (Ap 21.9-11). Os habitantes são os redimidos do AT (Ap 21.12) e do NT
(Ap 21.14). Sua maior bênção é "verão o seu rosto" (Ap 22.4; ver Ap
21.1 nota)
1.17 VINDE APÓS MIM. Os discípulos são chamados para, primeiramente,
seguirem a Jesus e conhecê-lo (Fp 3.8,10). Partindo desse relacionamento com
Jesus, seus discípulos podem levar outros à salvação (cf. Pv 11.30; Dn 12.3; 1
Co 9.22).
1.27 ESPÍRITOS IMUNDOS... LHE OBEDECEM. 1.34 EXPULSOU
MUITOS DEMÔNIOS. Ver o estudo
NOTAS DE MARCOS 9º
9.1 O REINO DE DEUS COM PODER. Ver Mt 16.28 nota
9.2 TRANSFIGUROU-SE. Ver Lc 9.29 nota.
9.19 GERAÇÃO INCRÉDULA. Deixar de guerrear de modo eficaz contra os demônios é considerado fraqueza espiritual da parte dos discípulos de Cristo (ver Mt 17.17 nota).
9.23 TUDO É POSSÍVEL AO QUE CRÊ. Esta declaração de Jesus não deve ser entendida como promessa incondicional.
9.2 TRANSFIGUROU-SE. Ver Lc 9.29 nota.
9.19 GERAÇÃO INCRÉDULA. Deixar de guerrear de modo eficaz contra os demônios é considerado fraqueza espiritual da parte dos discípulos de Cristo (ver Mt 17.17 nota).
9.23 TUDO É POSSÍVEL AO QUE CRÊ. Esta declaração de Jesus não deve ser entendida como promessa incondicional.
(1) "Tudo" não se refere a tudo o que possamos
imaginar. A oração da fé deve basear-se na vontade de Deus. Tal oração nunca
pedirá algo que seja insensato ou errado (Tg 4.3).
(2) A fé, aqui em apreço, obtém-se como um dom de Deus.
Ele a põe no coração de quem o busca sinceramente e também vive fielmente
conforme a sua vontade (ver Mt 17.20 nota).
9.24 AJUDA A MINHA INCREDULIDADE. Nesta vida, nossa fé é
freqüentemente associada a dúvidas. Nem por isso Cristo deixará de atender às
nossas petições, porque Ele compreende as nossas fraquezas e se compadece de
nós (Hb 4.15). Devemos confessar-lhe a nossa falta de fé e orar, pedindo-lhe a
fé necessária (ver Mt 17.20 nota).
9.29 ORAÇÃO E JEJUM. Jesus não está dizendo aqui que,
para a expulsão de certo tipo de espírito imundo, era necessário um período de
oração e jejum. O princípio aqui é outro: onde há pouca fé, há pouca oração e
jejum (Mt 17.19,20). Onde há muita oração e jejum resultante da dedicação
genuína a Deus e à sua Palavra, há abundância de fé. Se os discípulos tivessem
uma vida de oração e jejum como Jesus, poderiam ter resolvido esse caso.
9.34 O MAIOR. Ver Lc 22.24-30 nota.
9.42 ESCANDALIZAR... PEQUENINOS. Uma das prioridades
máximas do crente é dar um santo exemplo para seus filhos através da sua vida e
dos seus ensinos. Fazendo assim, ele demonstra amor sincero por eles. Da mesma
forma, os pais cristãos devem esforçar-se com diligência para afastar seus
filhos das influências ímpias do mundo
9.43 INFERNO. O "inferno", o lugar onde o fogo
nunca se apaga, é tão terrível que necessário é resistirmos e rejeitarmos aqui
a todas as influências do pecado, custe o que custar. O pecado precisa ser
mortificado (Cl 3.5); nunca devemos cessar de guerrear contra ele no poder do
Espírito (Rm 8.13; Ef 6.10).
9.49 SALGADO COM FOGO. Esta expressão provavelmente
significa que os que aqui resistem vitoriosamente ao pecado, fa-lo-ão como
prova ardente durante a vida inteira, incluindo sacrifício e abnegação. Vencer
o pecado em meio à geração perversa deste mundo não é tarefa fácil; requer um
esforço sincero e irrestrito para resistir à tentação de conformar-se com este
mundo (Rm 12.1,2).
9.50 SAL. Ver Mt 5.13 nota.
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Autoria e Temas
Comentário expositivo Marcos - R. C. Sproul
Embora ele não é nomeado no próprio texto, o autor deste
evangelho é, sem dúvida, João Marcos, que foi companheiro de Paulo com Barnabé
no início de suas viagens missionárias. Marcos foi demitido pelo apóstolo Paulo
e, em seguida, continuou com Barnabé, como Paulo foi com Silas ( Atos 13:5 , 13
; 15:36-41 ). Mais tarde, Marcos foi reconciliado com Paulo e tornou-se um
companheiro valioso para ele nos dias posteriores do ministério apostólico de
Paulo ( 2 Tm. 4:1 ). No entanto, homens de grande importância na igreja do
segundo século, como Papias, Eusébio e Irineu, dar um testemunho coerente que o
trabalho sobre este evangelho foi dirigido em grande parte pelo Apóstolo Pedro,
para quem Marcos serviu como secretário. Há alguma dúvida quanto a saber se o
evangelho foi escrito antes ou depois da morte de Pedro, mas é praticamente
certo que Pedro deu o seu selo de aprovação para o conteúdo.
Uma das características mais marcantes do Evangelho de Marcos é sua brevidade, o ritmo de tirar o fôlego com o qual ele se move do início ao fim. Por exemplo, não há detalhes sobre o nascimento de Jesus (que encontrar aqueles em Mateus e Lucas). Assim, o evangelho de Marcos não é uma biografia. Ele não nos dá um relato cronológico sobre Jesus, como nós encontramos no Evangelho de Mateus. Em vez disso, ele pode ser chamado de um "documento testemunha", algo como um trato de que alguém iria distribuir a fazer um resumo do trabalho significativo de Jesus. Uma das palavras gregas mais importantes do evangelho de Marcos é euthus, que é traduzida como "imediatamente" ou "logo". Ele é usado quarenta e duas vezes no Evangelho de Marcos e apenas doze vezes no resto do Novo Testamento. Meu melhor amigo na faculdade e seminário cresceu no campo missionário na Etiópia, e mais tarde ele ministrou a pessoas nas profundezas da selva lá. Sua principal transporte era uma lancha que foi batizado euthus. Perguntei-lhe por que chamaram o barco euthus. Ele explicou: "Meu pai estava familiarizado com o grego do Novo Testamento, e ele estava lendo o evangelho de Marcos um dia, no grego, onde ele disse: 'euthus o barco', ou, 'logo o barco deixou as praias da Galiléia." Lá estava, euthus do barco, assim que eu nomeei meu barco euthus ". Euthus é certamente uma boa palavra para descrever o evangelho de Marcos, pois ele mergulha direto para sua conta e se move ao longo rapidamente. Parece Marcos está com pressa para dar-nos os principais fatos sobre Jesus e Sua vida e ministério. Os fatos Marcos nos dá são incluídos para demonstrar duas coisas: Jesus é o Messias prometido eo Filho de Deus. Marcos faz esta afirmação no início de seu trabalho, dizendo: O começo do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus ( v. 1 ). Essa é a declaração temática para todo o evangelho.
Ao organizar seu material, como fez e escrever neste estilo, Marcos introduziu um novo gênero literário para o mundo antigo, o gênero que veio a ser conhecido como "o evangelho." Nós temos o evangelho de Marcos, o Evangelho de Mateus, o evangelho de Lucas e o evangelho de João, e existem outros "evangelhos" que não são canônicos, como o evangelho de Pedro. O grego do Novo Testamento não indicar o título como, por exemplo, "o evangelho de João". Ele simplesmente diz: kata Iohannan, que significa "de acordo com João." Então nós temos "segundo Mateus", "segundo Marcos, "e" de acordo com Lucas. "Entendemos que isso significa" o evangelho segundo Mateus "," o evangelho segundo Marcos, "e assim por diante. A palavra do evangelho, ou "boa notícia", é adicionado porque este gênero literário é projetado para concentrar a atenção sobre a pessoa e a obra de Cristo. Assim, Marcos escreve: "O início do evangelho [a boa notícia] de Jesus Cristo." Note-se que Marcos não simplesmente dizer que ele está apresentando "o evangelho de Jesus." Este livro nos leva inexoravelmente à confissão de Cesareia de Filipe ( 8:27-30 ), quando Jesus disse aos seus discípulos: "Quem dizem os homens que eu sou ? "Eles responderam:" João Batista; mas alguns dizeis que eu sou "Nesse ponto, Pedro, o campeão de Marcos, deu a grande confissão:". Tu és o Cristo "Marcos prenuncia este grande confissão quando afirma que este é o evangelho de Jesus Cristo, o que significa que é a boa notícia de Jesus, o Messias, que é também o Filho de Deus.
Precursor do Messias
Marcos então leva-nos rapidamente para o Antigo Testamento, que era uma parte tão importante da pregação da igreja primitiva. Paul faz isso constantemente quando afirma o caráter de Jesus e ensina que Ele era Aquele de quem os autores do Antigo Testamento escreveram como a vinda do Messias. Da mesma forma, Marcos localiza imediatamente o aparecimento de Jesus no contexto do Messias prometido do Antigo Testamento, dizendo: Como está escrito nos profetas ( v. 2a ).
Ele, então, dá-nos um resumo de três textos do Antigo
Testamento distintas. Um vem de Êxodo, um de Malaquias, e um de Isaías. Marcos
funde-los juntos e escreve: "Eis que eu envio o meu mensageiro diante da
tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Voz do que clama no
deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai as suas veredas "( v.
2b-3 ). Essas profecias tudo predisse que antes de o Messias viria, Deus
enviaria um arauto, e que a responsabilidade do arauto seria preparar o caminho
para a vinda do Messias. O arauto não seria o Messias, mas ele seria enviado
por Deus para anunciar a vinda do Messias. Quando João Batista apareceu, houve
muita discussão sobre a sua identidade. Muitos acreditavam que ele era Elias
voltará. Ainda hoje, sempre que os
A primeira pergunta que as autoridades pediram João foi:
"Quem é você?
|
judeus se reúnem para a Páscoa Seder, há uma cadeira vazia
na mesa. Se você é um convidado na casa quando eles estão comemorando a Páscoa,
você pode perguntar: "Será que alguém que se esperava não aparecer? Por
que você tem a cadeira vazia? "Eles vão explicar-lhe que a cadeira vazia
está lá para Elias. Eles se lembram da última profecia no encerramento do cânon
do Antigo Testamento, na última página do livro de Malaquias-a promessa de que
antes de o Messias viria, Deus traria de volta Elias ( Malaquias. 04:05 ).
Elias, que foi arrebatado ao céu, não morreu. Deus disse que viria mais uma vez
antes de Messias apareceria. Os judeus ainda estão esperando por ele. Assim,
quando João Batista apareceu no cenário de Israel, quando ele saiu do deserto e
começou a pregar depois de centenas de anos de silêncio desde o último profeta
do Antigo Testamento, sua aparência agitado interesse nacional mais do que a
aparência inicial de Jesus. De fato, em parte da literatura do início do século
primeiro, mais atenção é dada a João Batista que é dado a Jesus. As pessoas
pensavam que Deus estava terminado com profetas, mas de repente um profeta
surgiu do deserto. Você está Elias? "Ele respondeu:" Eu não sou
"( João 1:19-21 ). No entanto, quando eles perguntaram a Jesus que João
era, Jesus disse que ele era Elias ( Matt. 17:12-13 ). Como conciliar estas
declarações? Se olharmos para o quadro inteiro, que enigma é explicado. Somos
informados de que João veio no espírito e poder de Elias ( Lucas 1:17 ), e
Jesus afirmou que o ministério de Elias foi cumprida na obra de João Batista.
Não era que o próprio Elias voltou, então João estava falando a verdade,
dizendo: "Não, eu não sou Elias." No entanto, Jesus explicou que João
ministrou no espírito e poder de Elias. Note-se que uma das profecias Marcos
cita se refere ao "deserto". No Antigo Testamento, o local de
encontro tradicional entre Deus e Seus profetas era sempre o deserto. Moisés
viu a sarça ardente no deserto midianita. Deus chamou um povo para Si mesmo
quando Ele os tirou do Egito para o deserto. Elias foi ministrado pelos corvos
no deserto. Esse motivo passa pelo Antigo Testamento, e agora Marcos começa o
seu evangelho do Novo Testamento com essa estranha figura que sai do deserto,
do deserto, à procura de todo o mundo como Elias. Os outros evangelhos nos dar
muito mais informações sobre João Batista. Por exemplo, Lucas nos conta a
história da concepção de João Batista e do anúncio do anjo Gabriel a pai de
João Batista, Zacarias. João dá grande detalhe para explicar a missão de João
Batista. Mas Marcos vai direto ao cerne da questão. Ele liga a promessa do
Antigo Testamento sobre o precursor, que vinha para fazer a reta caminho para o
Messias, para João Batista.
A Mensagem João Proclamado
Marcos escreve: Apareceu João Batista no deserto, pregando
um batismo de arrependimento para a remissão dos pecados. Em seguida, toda a
terra da Judéia, e os de Jerusalém iam ter com ele e eram batizados por ele no
rio Jordão, confessando os seus pecados ( v. 4-5 ). Quando João apareceu, ele
saiu do deserto e se dirigiu ao povo. Em breve, toda a Judéia se reuniram em
torno dele. Ele era uma celebridade instantânea.
O que João proclamar? Ele chamou o povo para se preparar para a vinda do Messias. Ele lhes disse que eles precisavam ser limpos de seus pecados. Em outras palavras, eles precisavam ser batizados. Quando João começou a batizar israelitas, os fariseus, os líderes religiosos conservadores, objetou. Eles declararam que os israelitas, os filhos de Abraão, o povo escolhido de Deus, não tinha necessidade de limpeza. O batismo era para os gentios, os impuros. Isso provocou uma grande controvérsia. Ele também preparou o terreno para o batismo de João de Jesus, que vamos considerar no próximo capítulo. Marcos em seguida, adiciona uma breve descrição de João: Ora, João usava uma veste de pêlos de camelo e com um cinto de couro em torno de sua cintura, e comia gafanhotos e mel silvestre ( v. 6 ). Em sua roupa áspera e com sua aparência um tanto selvagem, João conheceu a imagem clássica do profeta. Por fim, Marcos relata uma das verdades fundamentais ensinadas João: E pregava, dizendo: "Lá vem um depois de mim que é mais poderoso do que eu, cujas correias das sandálias não sou digno de, abaixando-solta. Eu na verdade, batizou com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo "( v. 7-8 ). Em Israel, na época, todos usavam sandálias, mesmo aristocratas, e os seus pés tem imundo nas estradas poeirentas. No entanto, foi abaixo da dignidade dos aristocratas de tirar suas próprias sandálias e, assim, sujar as mãos, então eles tinham seus escravos fazê-lo. Mas João disse que não era sequer digno de desatar os sapatos daquele que viria depois dele.
Ele estava dizendo, basicamente: "Não fique animado
sobre mim. Get animado sobre o que eu estou apontando para você, Aquele que é o
Messias, Aquele que é o Filho de Deus. Sim, estou batizando com água, mas
aquele que vem depois de mim vos batizará com o Espírito Santo de poder. Seu
Messias está chegando. " Mateus cita João como dizendo: "O machado já
está posto à raiz das árvores" ( 3:10 a ). Em outras palavras, João estava
dizendo que o Messias não estava entrando em algum momento no futuro, mas Ele
estava ao virar da esquina. Sua vinda estava prestes a acontecer. O reino ia romper
em breve. Como aqueles amontoados nas catacumbas novamente ouvida a mensagem da
preparação para o Messias, alegraram-se em seu conhecimento seguro de que o
Messias havia chegado. Por causa de sua fé Nele, eles estavam dispostos a se
reunir em segredo e, se necessário, para ser comido por cães, queimados como
tochas nos jardins de Nero, ou jogado aos leões. Como eles gostavam de ouvir a
história da vinda do Messias, o Filho de Deus.
Autoridade e Testes Marcos 1:9-13
E aconteceu naqueles dias que veio Jesus de Nazaré da
Galiléia, e foi batizado por João no Jordão. E logo, aproximando-se da água,
Ele viu a despedida céus eo Espírito descer sobre Ele como uma pomba. Então
veio uma voz do céu: "Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo."
Imediatamente o Espírito o impeliu para o deserto. E Ele estava lá no deserto
quarenta dias, tentado por Satanás, e estava com as feras; e os anjos o
serviam.
Imagina-se fora da cidade de Jerusalém, nas margens do rio
Jordão, cercado por uma enorme multidão de pessoas. Essas pessoas estão
empurrando e empurrando, como todo mundo tenta obter um vislumbre do homem
conhecido como o Batista.
Parece que toda a Jerusalém saiu para ser batizado por João
Batista. Você se juntou à multidão e estão esperando sua vez de ser batizado.
Na semana anterior, você era apenas um observador aqui, e
você ouviu João mencionar que havia um vindo atrás dele cujas sandálias ele não
era digno de desatar, aquele que batizaria com o Espírito Santo em vez de água
( Marcos 1:7-8 ). Hoje, enquanto você espera sua vez de ser batizado no rio
Jordão, você vê João desviar sua atenção da sua tarefa de batizar. Ele olha
para a multidão e fixa os olhos em uma pessoa. Quando João vê-lo, ele começa a
cantar o Agnus Dei: "Eis O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo
"( João 1:29 ). João cumpre sua vocação, apontando as multidões para o seu
Messias quando ele se aproxima. Você se vira e vê um homem que você nunca viu
antes. Seu nome é Jesus, e Ele vem para a frente e pede que João o batizasse.
João diz: "Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?" ( Matt.
03:14 ). Ele está dizendo, em essência: "Eu não posso fazer o que você
pede. Eu disse a todos que este é um batismo de arrependimento do pecado, e eu
já anunciaram Você como o Cordeiro de Deus, o Cordeiro sem mancha, que tira o
pecado do mundo. Você não tem necessidade de ser batizado. Você deve estar me
batizar ".
Cumprir toda a justiça
João estava certo em hesitando em batizar Jesus. Por que
Jesus, que era sem pecado, quer submeter-se a um ritual simbolizando o
arrependimento do pecado? Eu acho que nós temos uma dica do motivo Ele fez isso
no relato de Mateus deste evento. Mateus nos diz que Jesus falou um pouco
misteriosamente quando Ele respondeu à pergunta de João, dizendo: "Deixa
por agora, pois assim é apropriado para nos convém cumprir toda a justiça"
( 3:15 ). Era como se Ele estava dizendo a João: "Que seja. Eu não tenho
tempo para uma palestra teológica agora. Confie em mim. Isso deve ser feito
para cumprir toda a justiça. "
A obra de Jesus como o Messias, na Sua vida, bem como a sua
morte, foi vicária. Foi substitutiva. Ele era, como Paulo diria, o novo Adão,
ou o segundo Adão ( 1 Coríntios. 15:45 ). Assim como o primeiro Adão
representava toda a raça humana, e pelo seu pecado mergulhou a humanidade
inteira em corrupção e da morte, o novo Adão também foi um representante, e por
Sua obediência Ele redimiu o seu povo para a eternidade. No entanto, para Jesus
para se qualificar como nosso Redentor, não foi suficiente para ele
simplesmente ir para a cruz e ser crucificado. Se você perguntar a uma criança
de seis anos de idade, "O que Jesus fez por você?" Essa criança, se
ele ou ela foi para a escola dominical, responderá: "Jesus morreu na cruz
por meus pecados." Isso é verdade, mas isso é apenas metade da questão. Se
tudo o que era necessário para nos redimir era de um substituto para suportar o
castigo que nós merecemos, Jesus não tem que nascer de Maria. Ele poderia ter
descido do céu como um homem, foi direto para o Gólgota, morreu na cruz,
ressuscitou, e novamente à esquerda, e nosso problema do pecado seria fixo. Mas
se Jesus só tinha pago por nossos pecados, ele teria conseguido apenas nos
levando de volta à estaca zero. Nós já não seria culpado, mas ainda teríamos
absolutamente nenhuma justiça positiva para trazer diante de Deus. Então, nosso
Redentor não só precisava morrer, Ele tinha que viver uma vida de obediência
perfeita. A justiça que Ele manifestou poderia, então, ser transferidos para
todos os que depositam sua confiança nEle. Assim como o meu pecado é
transferido para Ele na cruz quando eu coloco a minha confiança nele, sua
justiça é transferido para a minha conta, aos olhos de Deus. Então, quando eu
estiver diante de Deus no dia do juízo, Deus vai ver Jesus e Sua justiça, o que
será o meu disfarce. Esse é o evangelho. João não entendeu tudo isso, então
Jesus explicou, em essência, que a sua tarefa como Messias era submeter-se a
toda a palavra que procede da boca de Deus, para obedecer a todas as dimensões
da lei na íntegra, para manter todos os requisitos que Deus havia dado ao Seu
povo. Assim, mesmo que Ele não era um pecador, Ele procurou submeter ao batismo
de se identificar com João Batista e do resto da humanidade pecadora, a fim de
cumprir toda a justiça. Assim, como escreve Marcos, Ele veio para passar
naqueles dias que veio Jesus de Nazaré da Galiléia, e foi batizado por João no
Jordão ( v. 9 ). O Filho de Deus desceu na água, e João obedientemente batizou.
A trindade
O batismo de Jesus foi um acontecimento trinitário. Marcos escreve, E logo, aproximando-se da água, Ele viu a despedida céus e o Espírito descer sobre Ele como uma pomba ( v. 10 ). Deus Pai enviou Jesus para o mundo e para a água. Filho do Pai, a segunda pessoa da Trindade, unida à humanidade de Jesus, submeteu ao batismo. Depois veio a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo, que desceu sobre Jesus em Seu batismo.
Isso significa que Jesus finalmente Sua divindade, que Ele
era apenas humano ao nascer e ele se tornou o Deus encarnado, porque o Espírito
Santo desceu sobre Ele em Seu batismo aos trinta anos? Não, Jesus teve sua
natureza divina desde a eternidade passada, ele tinha no momento da sua
concepção, e Ele vai tê-lo para a eternidade. O que, então, era o significado
da descida do Espírito Santo sobre Ele? O Espírito ungiu a natureza humana de
Jesus. Nós tendemos a pensar que Jesus realizou seus milagres, em Sua natureza
divina. Na verdade, Ele realizou-los em Sua natureza humana, através do poder
do Espírito Santo dado a Ele em Seu batismo. Foi lá que Deus deu poder de Jesus
para cumprir a missão que Ele tinha sido dado. Deus, o Pai, em seguida,
cobertas essa unção por elogiar publicamente Seu Filho: "Tu és o meu Filho
amado, em quem me comprazo" ( v. 11b ). Os registros do evangelho, note
três ocasiões em que Deus, o Pai foi ouvida a falar de forma audível. Este é o
primeiro dos três. Ele também falou na transfiguração de Jesus ( 9:2-7 ).João
também relata que, em resposta à oração de Jesus que o Pai glorificar Seu nome,
o Pai disse: "Eu tenho glorificado e outra vez o glorificarei" (
12:28 ).
É interessante notar a primeira coisa que o Espírito Santo fez depois descendo sobre Jesus. Ao invés de mover a Ele para pregar ou para começar a curar as pessoas no local, imediatamente o Espírito o impeliu para o deserto ( v. 12 ). O Espírito Santo não sussurrar no ouvido de Jesus e dizer: "Eu quero que você vá para o deserto da Judéia." A força desta passagem é que Cristo foi compelido pelo Espírito Santo, conduzido com urgência em um deserto, Godforsaken lugar. Quando Ele foi batizado, o ministério de Jesus foi inaugurado, mas antes que ele veio a público, ele teve que passar por um período de testes. O segundo Adão, assim como o primeiro Adão, foi colocado em um local de testes, onde foi exposto a ataques de Satanás. Marcos escreve, Ele estava lá no deserto quarenta dias, tentado por Satanás, e estava com as feras ( v. 13a ).
Jesus é tentado e provado
Havia grandes diferenças entre as circunstâncias da tentação
de Adão e Eva ea tentação de Jesus. Durante de Adão e Eva tentação pela
serpente, eles estavam no meio de um exuberante jardim, onde tinham todos os
alimentos que se possa imaginar à sua disposição. Suas barrigas estavam cheias.
Além disso, eles estavam desfrutando de companheirismo íntimo, uma mulher e um
homem juntos, sem pecado de forma alguma estragar ou desfigurando seu
relacionamento, ou a comunhão que tinham com Deus.
"É assim que Deus disse: 'Não comereis de toda árvore
do jardim?
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Você
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Ele não disse: "Eu quero ver o quanto de energia que
você tem
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Transforme
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O segundo teste de Adão ocorreu não em um paraíso jardim,
mas em um deserto assolado, e Ele estava absolutamente sozinho, sem companhia
humana ou companheirismo. Não só isso, Seu teste ocorreu em meio a um jejum de
40 dias, sem nada para comer. Ele tinha uma natureza humana, e que a natureza
humana foi devastado pela fome. Foi só depois que Ele tinha afundado nessa
condição solitária, extremamente enfraquecido que o príncipe do inferno veio a
ele. Aqui é onde a dissimilaridade entre as duas tentações termina e começa a
semelhança. O ponto de ambos os testes foi exatamente o mesmo. Quando Satanás
veio para Adão e Eva, ele veio com uma pergunta e uma decepção: não vai
certamente morrer [se você comer da árvore do conhecimento do bem e do mal]. Porque
Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e
sereis como Deus, conhecendo o bem eo mal "( Gênesis 3:1-5 ). Essa foi a
tentação. Eve foi para ele, e Adam com ela. Assim, a questão que foi
apresentada aos primeiros seres humanos de Deus foi: "Você vai acreditar e
obedecer a Palavra de Deus?" No deserto da Judéia, quando Satanás veio a
Jesus em Sua solidão e fraqueza, estas pedras em pão "Em vez disso, ele
disse algo muito mais sutil:" Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras
se transformem em pães "( Mt 4.3. ). Ele estava dizendo, em essência:
"Este não é lugar para o Filho de Deus. Eu não consigo entender como o
Filho de Deus poderia sofrer tamanha humilhação, tal privação, como a fome,
tanta solidão. Se Tu és o Filho de Deus, você deve estar em um palácio. Tornar
mais fácil a si mesmo, Jesus. Se você for realmente o Filho de Deus,
transformar estas pedras em pão ". Quais foram as últimas palavras,
segundo as Escrituras, que foram zumbido nos ouvidos de Jesus antes de vir para
o deserto? Eram as palavras audíveis ditas por Deus, o Pai: "Tu és o meu
Filho amado" ( v. 1 ). Satanás basicamente disse: "Você realmente Seu
Filho? Bem, se você é, transformar as pedras em pão ". Jesus respondeu:
"Está escrito: 'O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra que
procede da boca de Deus" ( Mateus. 04:04 ).
Jesus disse, em
essência: "Sinto muito, Satanás, eu tenho medo que você não entende a Palavra
de Deus. Eu sei que não há pecado em ter o pequeno-almoço quando você está com fome,
mas agora, eu estou comprometido com isso rápido, e eu não posso quebrá-lo para
tomar café da manhã até que meu pai diz isso.
" Em seguida, continuou a tentação. Satanás levou Jesus
ao topo do templo e disse: "Se Tu és o Filho de Deus, lança-te daqui
abaixo" ( Matt. 04:06 a ). Aqui, ele estava dizendo: "Se você é
realmente o Filho de Deus, saltar fora do templo, porque a Bíblia diz que Ele
dará a seus anjos ordens a teu para que não tropeces em alguma pedra."
Jesus disse a Satanás a Bíblia diz isso, mas também diz que não devemos colocar
Deus à prova. Jesus deixou claro a Satanás que Ele não tinha necessidade de
saltar fora do templo para saber que Deus iria cuidar dele. Satanás ainda não
desistiu. Ele levou Jesus para uma alta vista montanha e mostrou-lhe os reinos
do mundo. Ele disse: "Todas estas coisas te darei, se você vai cair
prostrado, me adorares" ( Mateus. 04:09 ). Era como se o diabo dizia:
"O que uma vida desperdiçada Você tem, Jesus. Por que não podemos ser
parceiros? Eu sou o príncipe deste mundo e do poder do ar. Tudo que você tem a
fazer é se curvar para mim aqui em privado, quando ninguém está olhando. Você
está completamente anônimo. Você não tem que rastejar na lama, apenas dar uma
ligeira genuflexão, e eu te darei todos os reinos deste mundo. " Eu posso
imaginar o impulso de contra Jesus a oferta de Satanás: "Deus diz que não
devemos ter outros deuses diante dele, e Ele só pode servimos. Você vê, se eu
me curvo a você, isso seria um ato de idolatria, e eu perderia a casa de meu
pai. Satanás, que aproveita ao homem nada se ele ganhar o mundo inteiro e
perder a sua alma. Como solitário como eu, tão famintos como eu sou, como
humilhado como eu sou, nenhuma dessas coisas são dignos de minha alma ".
Eu não acho que nós
entendemos uma fração do esforço que o inferno imposta a Jesus nesta situação.
Ele resistiu tudo o que Satanás tinha para lhe atirarem. Em sua frustração,
Satanás saiu, mas vamos observar duas coisas. Primeiro, ele partiu de Jesus
"até um momento oportuno" ( Lucas 4:13 ). Esta não seria a última vez
na vida ou ministério de Jesus que Satanás iria jogar tudo o que tinha contra o
Filho de Deus. Em segundo lugar, nem bem tinha Satanás deixou que os anjos
vieram. Como escreve Marcos, os anjos o serviam ( v. 13b ). As pessoas que estavam
ouvindo o Evangelho de Marcos é lido nas catacumbas percebeu que muito em breve
eles podem encontrar-se em um deserto de sofrimento no chão do Coliseu para a
causa do evangelho. Mas eles sabiam que, se eles foram levados em cadeias para
a arena, eles tinham estas palavras do evangelho, que o seu Salvador tinha sido
aqui e fiz isso e ele disse que nunca iria deixá-los ou abandoná-los, porque
Ele era o campeão que tinha resistido todas as coisas com as quais Satanás o
tentou e ficou o curso.
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O Evangelho dos Milagres
Capítulo 2
A legitimidade do ministério de Cristo (Mc 1.2-11)
O Evangelho dos Milagres
Capítulo 2
A legitimidade do ministério de Cristo (Mc 1.2-11)
O EVANGELISTA MARCOS inicia o evangelho de
Cristo, apresentando várias testemunhas que legitimaram seu ministério. O próprio
Marcos foi a primeira testemunha. Depois, ele cita o testemunho dos profetas,
de João Batista, bem como o testemunho do Pai e do Espírito Santo.
Legitimado
pelas Escrituras (1.2,3)
A legitimidade do ministério de Cristo atestada
pelas Escrituras de trs formas: Em primeiro lugar, a vinda de Cristo foi
prometida pelo próprio Deus (1.2). A vinda de Cristo no foi um acidente, mas um
apontamento. Adolf Pohl diz que aonde Jesus chegava, o Antigo Testamento vinha
com Ele, pois quem no conhece o Antigo Testamento no pode conhecer a Jesus
completamente. 43 John Charles Ryle diz que o evangelho de Cristo o cumprimento
das Escrituras.44
Jesus no
entrou no mundo por acaso nem de moto próprio. Sua vinda foi prometida,
profetizada e preparada. Jesus foi prometido desde os tempos eternos. Ele foi
anunciado no éden (Gn 3.15). Os patriarcas falaram dele. Todos os profetas
apontaram para ele. O Antigo Testamento anuncia sua vinda: nascimento, vida,
morte, ressurreição e segunda vinda. O Novo Testamento descreve o seu nascimento,
vida, ministério, morte, ressurreição, ascenso e estabelecimento da sua Igreja por
meio dos apóstolos cheios do Espírito Santo. Tudo estava escrito e determinado.
Jesus está presente em todo o Antigo Testamento.
Ele mesmo disse: Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida
eterna, e so elas mesmas que testificam de mim (Jo 5.39).
Em
segundo lugar, a vinda de Cristo foi profetizada por Isaías (1.2,3). Isaías, o
profeta palaciano, sete séculos antes de Cristo, anunciou o precursor do
Messias: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai
as suas veredas (1.3). Essa uma citao de Isaías 40.3. Deus preparou o mundo para
essa vinda: o mundo grego por intermédio da lingua grega e da cultura helenica; o
mundo romano por meio da paz romana, a abertura de estradas por todo o império,
permitindo as viagens missionárias e o mundo judaico, mantendo viva a profecia e
a esperança da chegada do Messias.
Em terceiro lugar, a vinda de Cristo foi
profetizada por Malaquias (1.2). Marcos cita Isaías, mas menciona em primeiro
lugar, a profecia dada por Malaquias: Eis que envio diante da tua face o meu
mensageiro, o qual preparar o teu caminho (1.2). Embora Marcos faça a citao de
dois profetas, ele menciona apenas Isaías, o mais popular dos dois.45
Essa
profecia foi anunciada quatrocentos antes de Cristo (Ml 3.1). Malaquias foi o
último profeta do Antigo Testamento. A geraçãoo apóstata do período pós exílico
questionava a promessa da vinda do Messias. Malaquias diz que o Senhor vai
enviar o seu mensageiro, mas quando ele vier, trará juízo para os impenitentes.
Warren Wiersbe diz que as palavras mensageiro e voz referem-se a Joo Batista, o
profeta que Deus enviou para preparar o caminho para o seu Filho.
Legitimado pelo precursor (1.4-6)
Destacamos três fatos importantes sobre o precursor do Messias:
Em primeiro lugar, a natureza do ministério do precursor. O evangelista Marcos destaca três fatos:
Em primeiro lugar, a natureza do ministério do precursor. O evangelista Marcos destaca três fatos:
Primeiro, ele vai adiante do Senhor, abrindo o caminho (1.2). Como um emissário do rei, ele vai adiante removendo o lixo e os obstáculos do caminho, tapando os buracos da estrada para a chegada do Rei. Adolf Pohl diz que João Batista era o mestre-de-obras da construção de estradas espirituais. Warren Wiersbe diz que nos tempos antigos, antes de um rei visitar qualquer parte do seu reino, um mensageiro era enviado para preparar o caminho. Isso incluía a reparação de estradas e a preparação do povo. João Batista preparou o caminho do Senhor ao conclamar a nação ao arrependimento. Sua tarefa era preparar o coração das pessoas para receber o Messias, diz William Hendriksen.João Batista é um homem humilde, embora tenha sido proclamado por Jesus como o maior de todos os profetas (Mt 11.11). Ele se sente indigno de fazer o papel de um escravo, ou seja, desatar as correias das sandálias de Cristo (1.7). Ele sabe quem ele é e sabe quem é Jesus. Ele se põe no seu lugar e alegra-se com a exaltação daquele a quem veio preparar o caminho. Ele é como uma telefonista, só abre o caminho para você entrar em contato com a pessoa que deseja falar, quando essa pessoa entra no cenário, ele sai de cena.
João Batista claramente exaltou a Jesus e não a si mesmo (1.7; Jo 3.25-30). Ele reconheceu a superioridade de Cristo quanto à sua pessoa e quanto à sua missão.
Segundo, ele é voz que clama no deserto (1.3). João Batista, embora seja da classe sacerdotal, um levita, foi chamado por Deus para ser profeta. Ele não prega no templo nem nas praças da cidade santa para a elite judaica. Ele prega no deserto da Judéia, as terras ruins e ondulosas localizadas entre as montanhas e o Mar Morto. Ele não é um eco, é uma voz. Ele é boca de Deus.
O deserto era o lugar onde o povo de Deus nasceu. Foi ali que recebeu a lei e a aliança, presenciou os milagres de Deus e usufruiu a sua direção. Bruce Barton diz que João escolheu pregar no deserto por quatro razões: distanciar-se de qualquer distração, chamar a atenção do povo, romper com a hipocrisia dos líderes religiosos que preferiam o conforto em vez de fazer a obra de Deus e cumprir a profecia de Isaías.A palavra “clamar”, boaõ, significa clamar com profundo sentimento. João Batista era uma tocha acesa. Ele pregava com paixão, com profundo senso de urgência.
O deserto era o lugar onde o povo de Deus nasceu. Foi ali que recebeu a lei e a aliança, presenciou os milagres de Deus e usufruiu a sua direção. Bruce Barton diz que João escolheu pregar no deserto por quatro razões: distanciar-se de qualquer distração, chamar a atenção do povo, romper com a hipocrisia dos líderes religiosos que preferiam o conforto em vez de fazer a obra de Deus e cumprir a profecia de Isaías.A palavra “clamar”, boaõ, significa clamar com profundo sentimento. João Batista era uma tocha acesa. Ele pregava com paixão, com profundo senso de urgência.
Terceiro, ele prepara o caminho do Senhor (1.3). O trabalho de João Batista era preparar o caminho para Jesus. O verbo preparar está no imperativo, representando que João está falando como um general aos seus comandados. João Batista faz quatro coisas importantes nessa preparação:
Ele aterra os vales. Um vale é uma depressão que separa dois montes. João Batista veio para unir o que estava separado. Ele veio para converter o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos aos pais.
Ele aterra os vales. Um vale é uma depressão que separa dois montes. João Batista veio para unir o que estava separado. Ele veio para converter o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos aos pais.
Ele nivela os montes. Os montes falam de soberba e incredulidade. Esses montes são obstáculos no caminho. Eles precisam ser removidos pelo arado da Palavra de Deus.
Ele indireita os caminhos tortos. O caminho torto fala de vida dupla, de ausência de integridade. Deus não se contenta com aparência, com uma máscara. João Batista veio chamar a nação a uma volta sincera para Deus, mais do que simplesmente uma expressão vazia da religião.
Ele indireita os caminhos tortos. O caminho torto fala de vida dupla, de ausência de integridade. Deus não se contenta com aparência, com uma máscara. João Batista veio chamar a nação a uma volta sincera para Deus, mais do que simplesmente uma expressão vazia da religião.
Ele aplaina os caminhos escabrosos. Escabroso é tudo aquilo que está fora do lugar. João Batista veio para colocar as coisas certas e exortar as pessoas a acertarem suas vidas com Deus.
Em segundo lugar, o conteúdo do ministério do precursor. Duas verdades fundamentais são proclamadas por João Batista: a primeira delas é o batismo de arrependimento (1.4). O arrependimento é o portal do evangelho. O arrependimento tem dois lados: dar as costas ao pecado e voltar a face para Deus. O arrependimento implica, mudança de comportamento. É voltar-se do pecado para Deus.
Não há boas notícias do evangelho para aqueles que permanecem em seus pecados. Deus nos salva do pecado e não no pecado. Só aqueles que choram pelos seus pecados as lágrimas do arrependimento podem alegrar-se com a dádiva da vida eterna. O batismo não oferece perdão; ele é um sinal visível que revela que a pessoa está arrependida e recebeu o perdão de Deus para os seus pecados. O batismo era acompanhado de confissão de pecados. Confessar é concordar com o veredicto de Deus sobre o pecado e expressar o propósito de abandoná-lo para viver para Deus. William Barclay fala que os pecados devem ser confessados a três pessoas distintas: a si mesmo, àqueles a quem ofendemos e a Deus.
O pecado deve ser confessado para si mesmo. Somente quem tem convicção de pecado, pode fazer uma sincera confissão. É mais difícil enfrentar a nós mesmos que os outros. O filho pródigo disse: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lc 15.21). Davi disse: “O meu pecado está sempre diante de mim” (Sl 51.3).
O pecado deve ser confessado àqueles a quem ofendemos. É necessário eliminar as barreiras humanas antes que caiam as barreiras que nos separam de Deus.
O pecado deve ser confessado a Deus. O fim do orgulho é o princípio do perdão. Deus tem prazer na misericórdia, é rico em perdoar e não rejeita o coração quebrantado.
A segunda verdade anunciada por João Batista é a remissão de pecados (1.4). O verdadeiro arrependimento não é remorso nem introspecção doentia. Ele não produz doença emocional, mas redenção, libertação, perdão e cura. A palavra remissão traz a idéia de mandar embora e nos recorda a gloriosa promessa de que Deus perdoa os nossos pecados e os manda embora (Lv 16), afastando-os de nós como o oriente afasta-se do ocidente (Sl 103.12), desfazendo-os como a névoa (Is 44.22), lançando-os nas profundezas dos mares (Mq 7.18,19).
Em terceiro lugar, os resultados do ministério do precursor. O primeiro resultado foi o impacto sobre as pessoas (1.5). O evangelista Marcos registra: “Saíam a ter com ele toda a província da Judéia e todos os habitantes de Jerusalém; e confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão” (1.5). A mensagem de João trouxe um profundo despertamento em toda a nação judaica.
Depois de quatrocentos anos de silêncio profético, a mensagem de João acordou a nação de sua sonolência espiritual e trouxe uma poderosa movimentação das multidões em toda a Palestina. A nação estava cansada com os grupos religiosos sem vida que existiam em Israel: fariseus, saduceus e essênios. Nesse cenário de desesperança política e religiosa, a Palavra de Deus veio a João. O próprio Jesus disse acerca de João: “Ele era a lâmpada que ardia e alumiava, e vós quisestes, por algum tempo, alegrar-vos com a sua luz” (Jo 5.35).
Ele não tinha títulos, diplomas ou quaisquer outros atrativos aplaudidos pelo mundo, mas tinha o poder de Deus e a unção do Espírito. Apesar da sua inigualável popularidade, a ponto de atrair para o deserto toda nação, parece-nos que poucas foram as pessoas realmente convertidas. Charles Ryle alerta-nos sobre o perigo de sermos iludidos pela popularidade e o perigo de confundirmos multidão congregada na igreja com genuína conversão. Ele diz que não é suficiente ouvir e admirar pregadores populares. Ele diz que não é prova de conversão adorarmos num lugar onde uma multidão se congrega. Devemos nos certificar de que estamos ouvindo a própria voz de Cristo e o seguindo. Por que João impactou as pessoas?
Primeiro, porque João viveu o que pregou. A vida do pregador fala mais alto do que sua mensagem. O sermão mais eloqüente é o sermão da vida. João não era um eco, mas uma voz. João não era a luz, mas era como uma vela, brilhou com a mesma intensidade enquanto viveu. João era corajoso e denunciou o pecado na vida do povo, dos líderes religiosos, dos soldados e do rei.
Segundo, porque João era um homem humilde. Apesar de sua popularidade, ser primo de Jesus, ser o precursor do Messias, ele se considerava menos que um escravo, indigno de desatar-lhe as correias das sandálias.
Segundo, porque João era um homem humilde. Apesar de sua popularidade, ser primo de Jesus, ser o precursor do Messias, ele se considerava menos que um escravo, indigno de desatar-lhe as correias das sandálias.
Outro fato digno de mencionar é a centralidade da mensagem anunciada pelo precursor (1.3). A centralidade da mensagem de João era Jesus. Ele exaltou a Cristo. Apontou para Cristo. Revelou que Ele era mais poderoso do que ele. Afirmou que Jesus é aquele que batiza com o Espírito Santo. William Hendriksen diz que João destacou a majestade superior de Jesus (1.7) e a atividade superior de Jesus (1.8). Entre João e Jesus havia uma diferença qualitativa semelhante à que existe entre o Infinito e o finito, o Eterno e o temporal, a Luz Original do sol e a luz refletida pela lua (Jo 1.15-17). Essa é a tarefa de todo fiel ministro: apontar para Jesus como o único que pode salvar e para o Espírito Santo como aquele que transforma o pecador.
Destacamos ainda a peculiaridade do mensageiro (1.4,6). João era um mensageiro estranho por três razões:
Em primeiro lugar, por causa do lugar onde pregava. Ele não pregava na cidade, no templo, nas praças, mas num lugar estranho, distante, inóspito, inadequado. Mesmo assim, as multidões afluíam de todos os lados para ouvi-lo. Em segundo lugar, por causa da sua dieta alimentar. João Batista não era homem dado aos finos banquetes. Viveu longe dos holofotes. Era homem de hábitos frugais. Ele alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Gafanhotos eram considerados alimentos limpos para os judeus (Lv 11.22).
Em terceiro lugar, por causa da sua vestimenta. João não usava roupas finas. Ele rompeu com o elitismo da classe sacerdotal, a aristocracia burocrática dos saduceus. Ele assemelhou-se ao profeta Elias. Para o seu tempo, ele era um homem de hábitos estranhos e não convencionais que destoava do padrão.
Legitimado pelo seu próprio ministério
Destacamos trs fatos auspiciosos:
Em
primeiro lugar, ele poderoso (1.7). Diante de Jesus o maior de todos os homens
sente-se indigno de desatar-lhe as correias das sandlias. Jesus tem a
preeminncia. Diante dele todo joelho se dobra no cu, na terra e debaixo da
terra. Joo Batista reconheceu: Aps mim vem aquele que mais poderoso do que eu
(1.7). Ele tem poder sobre a natureza, os demnios, a enfermidade e a morte. Ele
tem toda autoridade e todo o poder no cu e na terra.
Em segundo lugar, ele batiza com o Esprito Santo
(1.8). Joo batizava com gua, mas Jesus batiza com o Esprito. A gua apenas
smbolo do Esprito. S Jesus pode dar o Esprito Santo. Jesus o agente do batismo
com o Esprito Santo. Ele foi para o Pai para derramar o Esprito.
O Batismo com o Esprito Santo visto como o
batismo pelo Esprito no corpo de Cristo, conforme 1Corntios 12.13 e isso
sinnimo de converso.
O
Batismo com o Esprito Santo visto tambm como capacitao de poder para
testemunhar o evangelho. Esse batismo distinto de converso. Isso o que ensina
Lucas 3.16; 24.49
Em terceiro lugar, Ele se identifica com os
pecadores (1.9). O batismo de Joo era batismo de arrependimento. Jesus veio de
Nazar da Galilia, a cidade rejeitada pelos judeus. Sua origem o primeiro
choque. Ele no vem da Judia nem da aristocracia religiosa de Jerusalm.
Por que
Ele foi batizado se no tinha pecado pessoal? 60 Ele foi batizado por causa da
natureza do seu ministrio, porque identificou-se conosco e o Senhor fez cair
sobre ele a iniqidade de todos ns (Is 53.6).
William Barclay diz que o batismo de Jesus nos
ensina quatro verdades importantes, como seguem:61
Primeira, o batismo de Jesus foi o momento da deciso. Durante trinta
anos, Jesus viveu como carpinteiro na cidade de Nazar. Desde a infncia,
entretanto, tinha conscincia da sua misso. Aos doze anos, j alertara Jos e
Maria acerca da sua misso. Contudo, agora era tempo de agir e iniciar o seu
ministrio. Seu batismo foi o selo dessa deciso.
Segunda, o batismo de Jesus foi o momento da
identificao. Jesus veio ao mundo como nosso representante e fiador. Ele se fez
carne e habitou entre ns. Ele se fez pecado e maldito por ns. Ele tomou sobre
si as nossas enfermidades e carregou sobre o seu corpo, no madeiro, os nossos
pecados (1Pe 2.24). Ele no foi batizado por pecados pessoais, mas pelos nossos
pecados imputados a ele. Jesus foi batizado a fim de expressar sua identificação
com o povo, diz Ernesto Trenchard.62
Terceira, o batismo de Jesus foi o momento da
aprovação. Quando Jesus saiu da água, o céu se abriu, o Pai falou e o Espírito
Santo desceu. Ali estava a Trindade referendando o seu ministério. O Pai afirma
sua filiação e declara que em Jesus e na sua obra Ele tem todo o seu prazer. A
pomba deu o sinal término do julgamento apos o diluvio na época de Noe. A pomba
agora d o sinal da vinda do Espírito Santo sobre Jesus, abrindo-nos o portal da
graça.
Quarta,
o batismo de Jesus foi o momento da capacitação. Nesse momento o Espírito Santo
desceu sobre Ele. Ele foi cheio do Espírito Santo. Jesus como homem precisou
ser revestido com o poder do Espírito Santo. Ele foi batizado com esse poder no
Jordão. Ele foi guiado pelo Espírito Santo ao deserto. Ele retornou Galileia no
poder do Espírito Santo. Ele agiu no poder do Esprito na Sinagoga. Ele foi
ungido pelo Espírito para fazer o bem e curar todos os oprimidos do diabo (At
10.38).
Legitimado pelo Pai (1.9-11)
Duas gloriosas verdades so destacadas pelo
evangelista Marcos:
Em
primeiro lugar, Jesus o Filho amado do Pai (1.11). A Trindade gloriosamente
revelada nesse texto. Quando o Filho identifica-se com o seu povo no batismo, o
cu se abre, o Espírito Santo desce e o Pai fala.
O concílio de Nicéia em 325 d.C., declarou que
o Pai e o Filho so coiguais, coeternos e consubstanciais. Eles sempre tiveram
plena comunhão na eternidade. Agora, no conselho da redenção, na eternidade, no
pacto da graça, o Pai envia o Filho. O Filho se dispõe a fazer-se carne, a se
despojar da sua gloria, a assumir um corpo humano.
A grande mensagem de Marcos mostrar a estupenda
verdade de que o Filho de Deus entrou no mundo como servo e veio para dar sua
vida pelos pecadores.63 Jesus nasce pobre, num lar pobre, de uma me pobre, numa
cidade pobre, para identificar-se com homens pobres. O Pai declara o seu amor
pelo Filho, autentificando o seu ministério. A palavra amado no somente declara
afeio, mas tambm traz a idia de singularidade.
64 O Pai ama ao Filho, e todas as cousas tem
confiado s suas mos (Jo 3.35). A voz do cu proclama o inefável
Hernandes Dias
Lopes
MARCOS: O Evangelho dos milagres



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