Nós, crentes em Jesus, vivemos uma luta contínua contra o pecado, em vigilância constante, pois existe um inimigo externo ao qual precisamos resistir, que é o próprio diabo: "Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7). O outro inimigo é interno, ou seja, a carne: "Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis" (Gl 5.16, 17). O ensino do Senhor Jesus e dos seus apóstolos enfoca o tema com frequência. E, Tiago, o primeiro pastor da Igreja de Jerusalém, já via desde muito cedo a necessidade de os crentes resistirem aos inimigos externo e interno.
O capítulo 4 deste livro apresenta um estudo sobre a origem, a natureza e as ações de Satanás e seus correligionários, os demônios, de modo que não há necessidade de descrevê-los aqui. O objetivo deste capítulo é mostrar e explicar como resistir o diabo para que ele se afaste cada vez mais de nós. O Senhor Jesus provou na tentação do deserto que o diabo não é invencível, desde que se resista a ele com a Palavra de Deus. Veja que Jesus resistiu às três últimas investidas do diabo no deserto com um "está escrito" que não deu chance alguma ao Maligno, de modo que "o diabo o deixou" (Mt 4.11). O relato de Lucas afirma que o diabo se ausentou de Jesus temporariamente: "E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo" (Lc 4.13). Quando os crentes se revestem do Senhor Jesus e da força do seu poder contra as astutas ciladas do diabo (Ef 6.10, 11), devem depois de tudo isso "ficar firmes" (v. 13). Isso porque o diabo volta a atacar. Mesmo depois de derrotado no deserto, o diabo continuou insistindo; o Novo Testamento conta que Jesus foi tentado não somente nos quarenta dias imediatamente após o batismo no rio Jordão, mas durante todos os dias do seu ministério (Lc 22.28; Hb 4.15). Isso mostra que Satanás é persistente no ataque, e na vida cristã não é diferente. O fato de ele fugir de nós pela nossa resistência não significa que a vitória seja definitiva, por essa razão devemos estar atentos em todo o tempo.
A primeira parte do capítulo 4 de Tiago apresenta uma lista de comportamentos que devem estar longe da vida cristã. São as paixões resumidas em quatro categorias:
1) contenda entre irmãos,
2) mundanismo,
3) insubmissão a Deus e
4) maledicência.
Tiago revela haver um clima de contenda no seio da Igreja nos primeiros anos de sua história. Da lista das seis coisas com as quais Deus se aborrece, há o acréscimo de uma sétima que Deus abomina: é o que semeia contenda entre os irmãos (Pv 6.17-19). Se a epístola de Tiago foi dirigida especificamente aos primeiros cristãos de origem judaica dispersos pelo vasto império romano, como parece indicar a introdução da carta (Tg 1.1), esses irmãos judeus deviam conhecer essa passagem do livro de Provérbios. Além do mais, os dois maiores mandamentos - amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt 22.37-40; Mc 12.29-31) - eram conhecidos das igrejas. Jesus disse: "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus" (Mt 5.9).
O pecado da contenda consiste em intriga, confusão, e em jogar um contra o outro criando um ambiente ruim. Tiago emprega metaforicamente a expressão guerras e pelejas: "Donde vêm as guerras e pelejas entre vós?" (Tg 4.1). É uma linguagem tão pesada que há até quem afirme, como Adam Clarke, que essas guerras e pelejas sejam uma referência às disputas internas que havia entre os judeus de Jerusalém nos levantes contra Roma. A população da Judeia estava dividida nessa época sobre a luta pela libertação do poder romano. A expressão "entre vós" não diz respeito à população em geral da Judeia, mas especificamente aos crentes.
Qual a fonte dessas contendas? Tiago responde: os maus desejos, "os vossos deleites" (v. lb), ou seja, o hedonismo, a cultura do prazer que se originou na filosofia epicurista, fundada por Epicuro, de onde vem o nome (321 -270 a.C.). Os epicuristas estavam muito em voga entre os romanos na era apostólica, o apóstolo Paulo discursou para eles juntamente com os estoicos no areópago, em Atenas (At 17.18). O termo "hedonismo", he- doné, em grego, aparece cinco vezes no Novo Testamento, para descrever deleites ou prazeres ilícitos (Lc 8.14; Tt 3.3; Tg 4.1,3; 2 Pe 2.13). Era essa a fonte das contendas e cujos resultados eram cobiças, invejas, disputas e fracassos, pois o pedido deles não era atendido, uma vez que o problema estava na motivação: "para o gastardes em vossos deleites" [hedonais] (Tg 4.3).
CONTRA 0 MUNDANISMO
Tiago chama esses crentes de "adúlteros e adúlteras", seguindo a linguagem metafórica muito comum no Antigo Testamento para indicar a infidelidade dos israelitas ao seu Deus e descrever a apostasia de Israel (Ez 16.20-22; 23.3-5; Os 2.2-8). O mundanismo envolve a infidelidade de Israel, da Igreja ou de um cristão; é chamado na Bíblia de adultério, prostituição e fornicação espiritual (Jr 3.8; Ez 16.32; Ap 2.20). Ao exortar contra o adultério espiritual, Tiago associa esse desvio ao mundanismo.
As palavras gregas para "mundo”, no Novo Testamento, são kosmos e aion. Ambas significam o mundo físico: "Vós sois a luz do mundo [/cosmos]" (Mt 5.13). "Pela fé entendemos que os mundos [aion] pela Palavra de Deus foram criados" (Hb 1.3), e também o pecado: "a amizade do mundo [kosmos] é inimizade contra Deus" (Tg 4.4). O substantivo grego aion tem o sentido de "sistema de cousa, século". Aparece para "deus deste século" (2 Co 4.4). A palavra "mundo" (Rm 12.2) é aion e refere-se ao pecado. A expressão "não vos conformeis com este mundo" significa que não devemos nos amoldar ao pecado. A transformação de nossa mente e de nosso interior é pelo Espírito Santo (2 Co 3.18), e isso repele o modelo mundano pecaminoso. Nenhum crente contesta o fato de a Bíblia condenar o mun- danismo. Isso é ponto inquestionável. Embora a palavra "munda- nismo" não seja encontrada na Bíblia, seu conceito o é. Refere-se a tudo aquilo que desagrada a Deus (Tg 4.4; 1 Jo 2.15, 16). O conceito de mundanismo, nos dias dos apóstolos, consistia nos teatros, nos jogos e na devassidão (ELWELL, vol. II, 1988, p. 597).
Entre as várias modalidades de teatro, havia entre os romanos o nudatio mimarum, "desnudamento das mimas", com gesto mímico da expressão corporal e da dança. Como o nome já diz, as bailarinas se apresentavam desnudas. Os jogos romanos eram demais violentos para a piedade cristã. Não somente as lutas de gladiadores, mas também as corridas de cavalos, sempre terminavam com mortes. As olimpíadas daqueles dias eram uma festa pagã, em homenagem a Zeus, principal divindade grega, que, segundo a mitologia grega, habitava no Olimpo. Além disso, seus atletas participavam desses jogos completamente desnudos, por isso os rabinos protestavam veementemente contra a participação dos judeus nesses eventos.
A devassidão fazia parte da cultura greco-latina. Devassidão é libertinagem, licenciosidade, depravação de costumes. A ARC traduz o substantivo grego pornoi, plural de pómos, "prostituto, fornicador", por "devassos". O apóstolo Paulo combateu a devassidão: "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus" (1 Co 6.10).
O conceito de mundanismo é o mesmo ainda hoje; não mudou. A diferença é estar mais ampliado. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, Satanás apresenta uma ideia mundana de moralidade, "das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura etc., para opor-se a Deus e ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão". Tudo isso deve ser analisado à luz de seu contexto. Não é pecado ser médico, nem é pecado o crente estudar medicina. O diabo, porém, pode usar, como tem feito, a medicina para destruir os valores cristãos: prática do aborto e da eutanásia, por exemplo; a ciência, para o ateísmo; a música, para o sensualismo. O mesmo pode acontecer na política, nos sistemas econômicos e outros, mas nem por isso a Bíblia condena alguém por ser músico, cientista, político ou empresário. Tudo depende do contexto e da finalidade.
CONTRA A INSUBMISSÃO A DEUS
Tiago denuncia um clima de insubmissão a Deus e exorta os crentes dizendo que "Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.6, 7). O soberbo é o arrogante, orgulhoso (Lc 1.51; 2 Tm 3.2). O termo grego é hyperéphanos, literalmente, "estar acima dos demais". O soberbo é aquele que se considera acima dos outros, e Deus resiste a esse tipo de pessoa. Essa passagem é uma citação da Septuaginta (Pv 3.34). O apóstolo Pedro exorta também os seus leitores nesse sentido (1 Pe 5.5). O verbo grego para "submissão" em "sujeitai-vos a Deus" é hy- potasso, "sujeitar, estar em sujeição", que vem da preposição, hypó, "sob", e do verbo tasso, "ordenar". O substantivo, hypotage, de hypotasso, significa "submissão, subordinação, obediência" (2 Co 9.13). Hypotasso é usado para traduzir cerca de dez verbos hebraicos na Septuaginta. Trata-se de um termo originalmente militar e aparece com frequência em referência à subordinação política (Sl 47.4). Mas, às vezes, essa sujeição pode ser voluntária (1 Cr 29.24), e no Novo Testamento aparece também como submissão voluntária e recíproca (Lc 2.51; Cl 3.18). Submissão significa obediência.
Quem se humilha diante de Deus reconhece as suas debilidades e fraquezas e passa depender cada vez mais de Deus. Desse modo, o crente se achega a Deus e Deus se achega ao crente, que, sob os domínios do Espírito, passa a ter uma vida transformada; mãos limpas fala de purificação e santificação (Sl 24.4; 1 Pe 1.22). Os de "duplo ânimo", os crentes indecisos e divididos em suas decisões entre Deus e o mundo (Tg 1.8), reconhecem que não é possível servir a dois senhores (Mt 6.24). Lamentar as misérias e chorar, converter riso em pranto e gozo em tristeza, é reconhecer seus próprios pecados. E, nessa submissão e humildade, Deus exalta os fiéis (Tg 4.8-10). Obediência, portanto, pode ser definida como prova suprema da nossa fé em Deus e do nosso amor a ele.
CONTRA A MALEDICÊNCIA
O outro problema que precisa ser eliminado é a maledicência.- "Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal dum irmão, ou julga a seu irmão, fala contra a Lei, e julga a Lei; mas se julgas a Lei, não és mais observador da Lei, mas juiz" (Tg 4.11). Essa exortação refere-se ao cuidado do crente com o uso da língua. Tiago reconhece a fragilidade humana e afirma que todos nós tropeçamos na palavra (Tg 3.1-12). A Bíblia diz que não há ser humano que não peque (1 Rs 8.46; Ec 7.20); esse pensamento é ensinado no Novo Testamento (1 Jo 1.8-2.2). Mas o termo grego para "falar mal" é katalaleo, "falar mal de, falar contra, injuriar, caluniar"; não se trata de mera fofoca ou fuxico, mas de difamação. Esse verbo só aparece três vezes no Novo Testamento, e as outras duas vezes se referem às calúnias dos incrédulos contra a os crentes (1 Pe 2.2; 3.16). Trata-se de uma prática que em nada combina com a vida cristã.
Note que se fala com muita frequência entre as pessoas não evangélicas sobre os sete pecados capitais. O que isso significa? Foi um monge místico de vida austera, chamado Evágrio Pôntico (345-399), que criou um catálogo de oito pensamentos ruins, ou dos demônios: gula, luxúria, amor ao dinheiro, cólera, melancolia, acédia, vangloria e orgulho. Essa lista foi adaptada posteriormente pelo papa Gregório Margo (540-604), que substituiu acédia por preguiça, melancolia por inveja e vangloria por orgulho. Essa lista dos hoje conhecidos como sete pecados capitais é mais conhecida pelo público secular e pelos católicos. Não é uma lista bíblica, mas todos nós sabemos que cada vício ou pecado nela constante é de fato condenado nas Escrituras Sagradas. Evágrio e muitos outros antigos se dedicaram longamente à tática do combate contra a tentação: "O objetivo dessa lista é, não servir para o exame de consciência antes da confissão, como é o caso em geral na tradição ocidental, mas dar meios de combater espiritualmente cada um desses vícios" (WILLIAMS, 2004, p. 1369).
São informações adicionais para os irmãos que, com certeza, já ouviram falar dos "sete pecados capitais" e talvez não saibam o significado ou a origem disso. Nós temos o Espírito Santo que nos guia em todas as coisas 0o 14.16,17) e não necessitamos de tabelinhas para nos manter em comunhão com o Senhor Jesus.
0 TRATO COM AS OUTRAS PESSOAS E A BATALHA ESPIRITUAL
A batalha espiritual é uma realidade. A luta de todo aquele que serve ao Senhor Deus é contra o pecado, que pode ser uma tentação do diabo ou da própria carne. Muitas vezes, o desafio surge no modo como tratamos os irmãos e as irmãs, daí a necessidade de prestar atenção para apresentar diante de Deus todas as coisas, inclusive nosso comportamento. A contenda entre irmãos, o mundanismo, a insubmissão a Deus e a maledicência são alguns aspectos que devem estar sob vigilância na batalha. Devemos, portanto, nos colocar na presença de Deus a fim de resistir a esses inimigos
O POVO DE DEUS E A GUERRA CONTRA AS POTESTADES DO MAL
Esequias Soares & Daniele Soares
Coisas que Deus aborrece
Provérbios 6:16-19 diz: "Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos."
Aborrecer quer dizer sentir horror àlguma coisa. Abominar é detestar. Quando a Bíblia diz que Deus aborrece e abomina algumas coisas, devemos prestar atenção para evitar tais coisas em nossas vidas. Examinemos estas sete coisas que contradizem o santo caráter de Deus.
Olhos altivos
Olhos altivos são olhos elevados, altos, arrogantes, orgulhosos e presunçosos. Deus sempre condena a arrogância dos homens, pois ela contraria a sabedoria divina. Provérbios 8:12-13 diz: "Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos. O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço." Isaías 2:1-5 profetiza sobre o estabelecimento da montanha da casa do Senhor, uma profecia claramente messiânica. No mesmo capítulo, ele mostra que Cristo viria contra a soberba e a arrogância dos homens (Isaías 2:12-17).
Um dos alvos na vida cristã é vencer a altivez. Paulo escreveu: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão" (2 Coríntios 10:4-6).
Língua mentirosa
Nesta lista de sete coisas que Deus aborrece, três são pecados da língua. Deus odeia a mentira. O mentiroso será castigado por Deus (Salmo 7:12-16). Muitas pessoas confiam na mentira, se achando capazes de enganar o mundo e até o próprio Deus. Na sua arrogância, elas não confiam no Senhor (Salmo 40:4). O servo de Deus abandona a mentira e busca a lei do Senhor (Salmo 119:163). Da mesma maneira que Deus aborrece a mentira, a pessoa justa também a aborrece (Provérbios 13:5).
Mãos que derramam sangue inocente
Deus sempre detestava a violência dos homens. Em Gênesis 6:13, a violência é citada como motivo para a destruição dos homens no dilúvio. Em Provérbios 24:1-2, aprendemos que o servo de Deus deve procurar ficar longe dos violentos: "Não tenhas inveja dos homens malignos, nem queiras estar com eles, porque o seu coração maquina violência, e os seus lábios falam para o mal." Poucos anos antes de usar a Babilônia para destruir a cidade de Jerusalém, Deus explicou seus motivos para esse castigo. Ele citou, entre os erros do povo, a terra cheia de violência (Ezequiel 8:17). Na nossa sociedade, a violência descontrolada é lamentável. Enquanto políticos prometem segurança nas ruas, a verdadeira solução será outra. Pais precisam ensinar seus filhos e cristãos precisam ensinar um ao outro sobre a necessidade de agir pacificamente num mundo repleto de crueldade.
Quando Deus falou de derramar sangue inocente, ele ajuntou a violência e a injustiça. Deus é perfeitamente justo, e qualquer injustiça é uma rejeição do caráter dele (Deuteronômio 32:4). A pessoa que condena o justo ou justifica o ímpio mostra injustiça e é abominável para o Senhor (Provérbios 17:15; 18:5). Para evitar tal injustiça, devemos lembrar do conselho do sábio em Provérbios 18:17 — "O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina." O homem justo procura ouvir ambas as partes antes de julgar. Jesus disse: "Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça" (João 7:24).
Coração que trama projetos iníquos
Os ímpios tramam contra os justos. Há tanta injustiça no mundo que pessoas boas ficam desesperadas. Mas, este quadro será invertido. Salmo 37:12-17 diz: "Trama o ímpio contra o justo e contra ele ringe os dentes. Rir_se_á dele o Senhor, pois vê estar_se aproximando o seu dia. Os ímpios arrancam da espada e distendem o arco para abater o pobre e necessitado, para matar os que trilham o reto caminho. A sua espada, porém, lhes traspassará o próprio coração, e os seus arcos serão despedaçados. Mais vale o pouco do justo que a abundância de muitos ímpios. Pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas os justos, o Senhor os sustém."
Para entender melhor a atitude de Deus sobre o "coração que trama projetos iníquos", leia Salmo 50:16-23. Este trecho mostra que até pessoas que dizem ser servos do Senhor e até as que ensinam a palavra de Deus podem ser culpadas desse pecado. Não adianta pregar a palavra de Deus e usar a mesma boca para difamar irmãos. Não deve condenar os ladrões e adúlteros com a boca enquanto participa dos mesmos pecados.
Pés que se apressam a correr para o mal
Deus criou o homem para servir a ele. Devemos dedicar nossos corpos como sacrifícios vivos para fazer a vontade do nosso Criador e Redentor (Romanos 12:1-2). Nessa lista de coisas que Deus aborrece, os primeiros cinco itens descrevem partes do corpo (olhos, língua, mãos, coração e pés). O pecado é como imã que atrai os ímpios. Quando a pessoa cede à tentação e corre para o pecado, ela é rejeitada por Deus (Salmo 34:16). Salomão nos adverte sobre o perigo de entrar no caminho dos malfeitores: "Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés; porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue" (Provérbios 1:15-16). O verdadeiro discípulo tem que aborrecer o mal e ser amigo do bem (Provérbios 8:13; Tito 1:8). Esses conceitos exigem um novo modo de pensar. Deus não pede meramente que não pratiquemos o mal, mas que o aborreçamos. Ele não quer apenas que façamos o bem, mas que o consideremos nosso melhor amigo. Que desafio!
Testemunha falsa que profere mentiras
Duas vezes nessa lista de sete itens, Deus inclui a mentira. Não podemos exagerar a gravidade desse pecado. Deus é verdade, e a mentira não vem dele (João 8:44). Mentiras não são brincadeiras. Temos que aprender falar a verdade sempre e exclusivamente (Efésios 4:25).
O que semeia contendas entre irmãos
Mais uma vez, encontramos nessa lista um pecado que envolve, principalmente, o uso errado da língua. Contendas são obras de maldizentes. "Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda" (Provérbios 26:20). Há, infelizmente, pessoas neste mundo que se ocupam falando mal dos outros e semeando contendas. Deus detesta tal comportamento. Em Romanos 1:29, ele inclui contendas entre os piores dos pecados.
A soberba é uma das fontes das contendas que dividem irmãos. Provérbios 13:10 diz: "Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria." Provérbios 17:19 afirma o mesmo fato: "O que ama a contenda ama o pecado; o que faz alta a sua porta facilita a própria queda."
Contendas são fáceis a começar e difíceis a terminar. Como um pequeno buraco numa barragem facilmente sai do controle da pessoa que o fez, uma pequena contenda cresce de tal maneira que ninguém consegue freá-la. "Como o abrir_se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes que haja rixas" (Provérbios 17:14). A melhor maneira de resolver uma briga é não começá-la.
Conclusão
Durante mais de 20 anos de casamento, eu tenho aprendido uma coisa importante: quando amamos uma pessoa, procuramos evitar as coisas que ela não gosta. Quando Deus diz que detesta essas sete coisas, está dizendo que as pessoas que o amam farão tudo para tirar todos esses pecados da própria vida. Que Deus nos ajude a viver livre das coisas que ele abomina.
Dennis Allan
As sete coisas que DEUS aborrece são de Belial (6:16-19) - Estudo no Livro de Provérbios
- Antônio Neves de Mesquita
Estas sete coisas naturalmente são do tal Belial; só uma pessoa igual a ele pode usar olhos, línguas. mãos, coração e pés para o mal. Examinemos rapidamente todos estes dons maléficos, sejam de um Belial ou de outro igual. (1)Olhos altivos, arrogantes, como de quem domina o tempo e as estações, e não quer dar contas a ninguém. Há gente assim: olha para nós como se fosse senhor de tudo. Normalmente, tais pessoas são justamente as mais carecedoras de poder e de caráter, pois não cabe arrogância em ninguém, pelo simples fato de todos sermos pobres criaturas de DEUS, uns com mais e outros com menos capacidade, menos dinheiro ou menos oportunidade. De modo geral a humildade é uma grande virtude que os olhos arrogantes não possuem. (2)Língua mentirosa (v. 17) (Leia Tiago 3:1-12). Nós, os que lidamos com o povo, sabemos bem o que significa uma pessoa mentirosa, de canto em canto cochichando nos ouvidos dos incautos e inoculando veneno contra alguém. Os mentirosos são capazes de grandes invenções malignas, de apresentar o impossível e fazê-Io passar por algo verdadeiro. As igrejas sofrem muito com tais pessoas, maledicentes, boateiras. Tiago tem um capítulo clássico sobre a língua, que vale a pena examinar. Meus Irmãos... se alguém não tropeça no falar, é perfeito verão, capaz de refrear também todo o seu corpo (Tiago 3:1, 2). Para dar as tintas completas, Tiago compara a língua ao queixo de um cavalo, ao qual se bota freios para o conter. É um pequeno membro capaz de incendiar o inferno; mundo de Iniqüidade, pão em chamas toda a carreira da existência humana (Tiago 3:6, 7). Tiago tem o mais completo repertório de vocabulários ferinos a respeito da língua, o membro de tão relevante utilidade, pois com ela louvamos a DEUS e com ela amaldiçoamos o próximo. Que beleza ouvir um discurso, um bom sermão proferido por lábios que movimentam uma língua admirável! Sem ela, o homem perde o mais importante órgão do seu corpo. Ouçamos um declamador ou declamadora enaltecendo as belezas do Criador ou da criação, e vejamos como somos elevados aos píncaros da sublimidade, do louvor, do amor. Ouçamos o mentiroso, como degrada e avilta uma pessoa, a rebaixa e até aniquila, sendo capaz de lhe roubar a honra e a felicidade. Uma intriga que envolva a honra de uma donzela, de uma senhora casada, a honestidade de um comerciante, seja lá o que for, e depois verifique-se como tais pessoas rolam ladeira abaixo, até o abismo, onde se perdem para sempre. Basta. Não há necessidade de prosseguir. A língua é o melhor e o pior membro do corpo humano. Não é sem justo. motivo que se conta esta fábula. Um potentado mandou o criado preparar o melhor prato que pudesse inventar. Este então preparou uma língua. No dia seguinte, o potentado ordenou que lhe trouxesse o pior prato que pudesse ser inventado. O criado de novo preparou um prato com língua. O potentado então, admirado, perguntou por quê? A resposta foi: A língua é a melhor coisa que há, e também a pior. (3) Mãos que derramam sangue (v. 17). Que procissão enorme poderia fazer-se dos que têm morrido às mãos de sangüinários! Os pistoleiros, que matam de emboscada, como sói acontecer, especialmente no norte do Brasil, e também noutros lugares, onde os inimigos políticos peitam um sanguinário para eliminar o adversário a troco de meia dúzia de cruzeiros. Que se pode dizer de tais indivíduos? Que são desalmados, diabólicos e merecem igual pena. Não há pena de morte no Brasil, e dizem os penalistas que este remédio heróico não produz os resultados esperados, tanto assim que os países onde há pena de morte, como a forca na Inglaterra, a cadeira elétrica ou câmara de gás na América do Norte, estão abolindo a pena. Sejam quais forem os resultados de tais processos de punição, parece certo que quem mata devia morrer, e aos poucos, para poder avaliar o quanto vale uma vida. Isto é maldade que DEUS aborrece, porque a vida foi dada por ele e ninguém tem o direito de atentar contra ela, a não ser, como vimos, em caso de punição social. Poderíamos encher páginas com esta forma de matar, invocando o preceito mosaico, em todos os seus mais variados pormenores, a começar pelo verso 13 do capítulo 20 de Êxodo, de onde promana toda a legislação mosaica a respeito da vida. Mas os leitores destas notas estão fartos de saber o que diz a Bíblia e de verem como a sociedade hebraica estava doutrinada a respeito. Quando estendemos a mão para dar uma esmola, que estamos fazendo? Procurando salvar uma vida. Quando damos um remédio, que fazemos? Pretendemos ajudar uma pessoa a viver mais. Quando se fala em orfanatos, creches, asilos, ambulatórios, hospitais e toda uma gama de organizações sociais, que estamos lendo, ouvindo ou fazendo? Poupar vidas! Apenas salvar vidas. Pois então o pistoleiro, o assassino, que por qualquer coisa tira a vida do semelhante, é algo que já deixou os quadros humanos, para se converter num.. . Que palavra serviria aqui? (4) Coração que trama projetos Iníquos (v. 18). Vejamos outra vez Prov. 4:23. É do coração que provém todo o mal. o assassino, que tira a vida de outrem, concebeu antes o crime no coração. O que difama a mulher do próximo já arquitetou a maldade no coração. Do coração é que provém todo o mal, na linguagem de JESUS (Mat. 15:19). A Bíblia usa cerca de 79 vezes a palavra coração, em referência aos deveres da vida. É talvez a palavra mais usada em todos os sentidos, quer no bom, quer no mau. O coração que trama projetos Iníquos é um coração que DEUS aborrece e abomina. Então, cuidado com os sentimentos que se aninham em teu coração. Vigia esse órgão admirável, policia-o e cuida a fim de ele não pulsar no planejamento do mal, contra DEUS e teu próximo. (5) Pés que se apressam a correr para o mal (v. 18). Quantas passadas se dão em sentido negativo do bem-estar da vida! Quantas vezes uma perna quebrada, é ou será uma bênção? Mesmo que nós, do grupo evangélico, não andemos à cata do mal, nem por isso estamos livres de andar para fazer algo ruim. Multas vezes damos passos para arruinar a nossa própria vida. Este autor ia certo dia fazer um negócio que lhe parecia muito duvidoso quanto ao seu valor comercial. Poderia resultar em perder o pouco que tinha. No caminho orou - "Senhor, se este negócio não presta, que eu quebre as pernas antes de chegar ao local do mesmo." Poderá parecer um pecado, mas foi cometido. Seria preferível ficar deitado num hospital por uma quinzena ou mais. e não fazer um mau negócio, que o poderia arruinar por anos. Mesmo aceitando que os pés dos crentes não correm para o mal, ainda assim quantas passadas erradas se dá para o mal. Quando este autor era pastor de uma igreja no norte, havia multa "trancinha", muito "diz-que-diz-que" na igreja. Ele se via tonto. Recorreu a um diácono dos mais ativos, para que o ajudasse. Certa noite, disse ao diácono: "Aquela encrenca entre fulana e beltrana está morta." Ele respondeu: "É isso que o senhor crê, mas não é o que vai acontecer." Depois soube que, tão depressa o pastor foi embora, ele, o diácono, foi à casa onde a paz tinha sido selada e incendiou tudo outra vez. O pastor verificou que a vida do diácono consistia em andar de casa em casa, levantando mexericos e intrigas. Que fazer com
tal pessoa? O pastor chamou o diácono e o intimou a pedir carta para outra igreja, senão seria eliminado. Pediu a carta e se foi, mas continuou a sua obra diabólica na igreja. São pés que correm para o mal. (6) Testemunha falsa que profere mentiras (v. 19). Mentir num tribunal, onde se procura averiguar a verdade, é o procedimento mais abominável que uma criatura pode praticar. Mas pratica-se.
Um professor de educandário batista foi demitido sem causa e sem motivo. Pura política. O demitido reclamou multas vezes, mas sem resultado. Pediu a outros batistas que o ajudassem, mas também sem resultado. Vendo-se injustiçado, apresentou a sua reclamação a uma junta de Conciliação do Ministério do Trabalho. Essa junta deu-lhe ganho de causa e mandou reintegrá-lo. Quando isso aconteceu, a instituição, por sua diretoria, chamou-o e fizeram as pazes. Foi recebido de novo na instituição. Aconteceu que o advogado da instituição, zangado com o acordo, apelou da sentença contra a vontade da diretoria da instituição e às escondidas prosseguiu com a causa. Um belo dia deu-se o julgamento no Tribunal Regional do Trabalho. Como o dito professor estivesse ausente, por ignorar o que se passava, o advogado, diácono de uma igreja batista, disse tudo que bem entendeu; mentiu, destratou o pobre professor, e de tal modo, que o Tribunal entendeu que o referido professor era mesmo um homem perigoso e demitiu-o, mandando indenizá-lo de acordo com a lei. Agora pergunta-se: Como é que um diácono batista pode proceder assim, mentindo num tribunal profano? É o que a Bíblia condena, mentir, e especialmente num tribunal. Ao referido diácono nada aconteceu e o seu pastor nada disse e nada fez. O pastor desse diácodo era um dos diretores da instituição. Que dizer de uma coisa destas? Ir a um tribunal mentir contra seu irmão de crença é uma abominação. Essa testemunha é abominável a DEUS. Nunca aconteça que cheguemos a tal condição. A mentira já é coisa do Diabo. Ninguém deve mentir, mas mentir num tribunal, onde se procura apurar a verdade, deve ser a abominação das abominações. Será uma pessoa que mente num tribunal uma pessoa crente? É difícil afirmar, pois a mentira é do Diabo, que é mentiroso desde o princípio, pois foi por uma mentira que a humanidade toda se arruinou e para sempre (Gên. 3:4). Satanás garantiu que a mulher não morreria, quando DEUS havia dito que morreria no dia em que comesse da árvore proibida. Morreu mesmo. De lá até agora e daqui até o fim, o Diabo continuará a mentir e a ter os seus lacaios para o ajudarem nessa obra satânica. Basta, basta. O arsenal de fatos delituosos causados pela mentira é muito variado, e quase todos nós o conhecemos. Portanto, BASTA! (7) E o que semeia contendas entro irmãos (v. 19). Seis coisas DEUS aborrece e a sétima ele abomina. O que semeia contendas entre os irmãos aparece aqui como o pior de todos. Não é. Apenas um clímax de Provérbios, em que a escala vai aumentando. Todavia, o que semeia contendas entre irmãos, a que desune a família hebraica ou cristã, deve ser mesmo um abominável, porque da intriga ou contenda nasce tudo que há de pior. Começa por separar o que deveria estar unido e junto; cria o mal-estar onde deveria haver amor; prepara para outros desenvolvimentos, que podem levar muito longe, ao crime até, se DEUS não intervir. Quantas contendas entre irmãos nas igrejas, por causa de um semeador de intrigas! Falem os
pastores e líderes de igrejas. Eles sabem disso, porque já sofreram na carne os efeitos de tal semeadura diabólica.
Este provérbio devia ser, em Israel, uma espécie de cartilha, um manual que todo israelita saberia de cor, transpondo para o grupo dos provérbios, como o encontramos aqui. Seria uma espécie de trocadilho, que se proferiria ocasionalmente. Pensa-se, seria uma forma didática para uso nas escolas, onde o mestre perguntaria ao aluno: Quais são os sete pecados mortais? O aluno responderia na ponta da língua. Para nós são bastante claros, pois todos temos ciência dos seus efeitos, de um modo ou de outro.
Quem definiu os sete pecados capitais?
Três figuras ligadas à Igreja Católica ajudaram a criar a lista - que, originalmente, tinha oito pecados. Mas foi um escritor quem a popularizou
A Igreja Católica. A lista final, apresentada no século 13, é a versão aprimorada de uma primeira versão, do século 4. Todo esse esforço em descrever defeitos de conduta tinha um motivo: facilitar o cumprimento dos Dez Mandamentos. Em vez de focar nos erros que afastavam as pessoas de Deus, proibiam-se os vícios de comportamento que os causavam. Se você não sentisse ira, por exemplo, não mataria. Sem luxúria, não cobiçaria a mulher do próximo. Sem soberba, continuaria a amar Deus sobre todas as coisas.
Quatro figuras ajudaram a estabelecer e divulgar a lista. Mas uma delas não era membro da Igreja:
EVAGRIUS PONTICUSSéculo 4Em 375, este monge grego (345-399) listou as oito atitudes mais graves que os cristãos poderiam cometer: gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, preguiça, orgulho e vanglória. Sua inspiração eram mais os pensadores gregos e romanos do que o Antigo Testamento.
PAPA GREGÓRIO 1ºSéculo 5Transformou o texto avulso numa recomendação oficial da Igreja, em 590. Baseou-se no trabalho de Ponticus, mas com algumas alterações. Os pecados foram reduzidos a sete, com a fusão da melancolia e da preguiça em “indolência”.
SÃO TOMÁS DE AQUINOSéculo 13O frei e teólogo italiano (1225-1274) propôs uma revisão da lista, rapidamente aceita pelas lideranças da Igreja. Foi aí que se consolidaram os tópicos como os conhecemos até hoje: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça.
DANTE ALIGHIERISéculo 13O escritor, que viveu entre 1265 e 1321, não estava ligado formalmente à Igreja. Mas foi quem de fato popularizou o conceito. Em sua obra-prima, A Divina Comédia, descreveu os diferentes círculos do Inferno e os associou a cada um dos sete pecados capitais.
O lado do bem
Cada pecado também tem uma virtude oposta a ele
Soberba – Humildade
Avareza – Generosidade
Luxúria – Castidade
Ira – Paciência
Gula – Temperança
Inveja – Caridade
Preguiça – Diligência
Avareza – Generosidade
Luxúria – Castidade
Ira – Paciência
Gula – Temperança
Inveja – Caridade
Preguiça – Diligência
FONTES Livros da Coleção Pecados Capitais, diversos autores; série de TV Sete Pecados Capitais, do History Channel
1 - A Gula
Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida.
Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Do latim gula
2 - A Avareza
É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades.
Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.
3 - A Luxúria
A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”.
Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. Do latim luxuria
4 - A Ira
A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado.
A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira
5 - A Inveja
A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual.
É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo.
A inveja é freqüentemente confundida com o pecado capital da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida nos Dez Mandamentos da Bíblia. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia.
6 - A Preguiça
A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia
7 - A Orgulho ou Vaidade
Conhecida como soberba, é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade.
Em paralelo, segundo o filósofo Santo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas.
em construção


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