quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Lição 05 - Marcos, as obras do servo





Marcos, as Obras do Servo
___/___/____

Lições Bíblicas nº 57

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Marcos 1.29-3929 - E logo, saindo da sinagoga, foram a casa de Simão e de André, com Tiago e João.
30 - E a sogra de Simão estava deitada, com febre; e logo lhe falaram dela.
31 - Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão e levantou-a; e a febre a deixou, e servia-os.
32 - E, tendo chegado a tarde, quando já estava se pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos e os endemoninhados.
33 - E toda a cidade se ajuntou à porta.
34 - E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam.
35 - E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava.
36 - E seguiram-no Simão e os que com ele estavam.
37 - E, achando-o, lhe disseram: Todos te buscam.
38 - E ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas, para que ali também pregue, porque para isso vim.
39 - E pregava nas sinagogas deles, por toda a Galileia, e expulsava os demônios.

TEXTO ÁUREO
"Jesus, tendo ouvido isso, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores." Mc 2.17

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, o Evangelho de Marcos destaca as razões pelas quais o Senhor Jesus veio a este mundo. Ele veio pregar (Mc 1.38); chamar pecadores ao arrependimento (Mc 2.17); e dar a Sua vida em resgate de muitos (Mc 10.45). No entanto, essa porção do texto sagrado também evidencia algumas preocupações práticas imediatas. Os leitores de Marcos enfrentavam, naquele tempo, perseguições e até o martírio; deste modo, o registro marcano serviu para fortalecer e guiar os
cristãos romanos diante das terríveis perseguições de Nero e, além disso, para motivá-los a continuarem sendo fiéis servos de Deus.
Marcos apresentou as obras do Servo para que os servos pudessem ser fortalecidos em sua missão (Adaptado de: TOWNS; GUTIERREZ. Central Gospel, 2014, p. 59).
Boa aula!


Palavra introdutória
As obras de Jesus são a primacial fonte de interesse de Marcos. Ao longo de seu Evangelho, este filho de Maria apresenta o Messias trabalhando no Reino como um servo empenhado em realizar as obras que lhe foram propostas e confiadas por Deus-Pai.
A porção dedicada às obras práticas de Jesus, em comparação com Seus discursos, é maior no segundo Evangelho do que em qualquer outro — Marcos registrou 18 milagres, de forma clara e objetiva (não fornecendo extensos comentários acerca deles), e apenas quatro parábolas completas.
O ministério de Jesus, em Marcos, foi autenticado por obras poderosas — nas esferas física e espiritual. Nessa porção da Escritura, observamos que Cristo pregou com autoridade (Mc 1.22,27); encontrou e venceu poderes demoníacos (Mc 1.23-26,39; 3.11); e curou doentes, até mesmo leprosos, que naquele contexto, eram intocáveis (Mc 1.29-34,40-45; 2.1-11; 3.1-6,10).
Nesta lição, destacaremos ao menos três obras de Jesus como Servo, sendo elas: o ensino da Palavra; a operação de milagres; e o perdão de pecados de todos os que nele criam e o reconheciam como Filho de Deus.
Marcos ensina-nos que podemos aprender muito sobre a pessoa divina de Jesus, pela análise de Suas obras como Servo de Deus (Mc 10.42-45).

1.       O ENSINO DA PALAVRA
Embora tenha descrito mais as obras que as palavras do Mestre, Marcos revela-nos que Jesus, o Servo, anunciou de maneira veemente as boas novas de salvação: das 12 vezes em que o vocábulo evangelho aparece nos quatro primeiros livros neotestamentários, oito estão em Marcos.
A missão primordial do Servo era evangelizar. Seu desejo primeiro era salvar os pecadores; em razão disso, Ele foi incansável em anunciar e ensinar a Palavra de Deus. Suas
aplicações diretas da verdade, diante das heterogêneas multidões, são a prova de que o ensino era uma prioridade em Sua missão, mesmo diante da incredulidade (Mc 6.6).

1.1.  O Servo ensinava com autoridade
Ao apresentar o ministério de Jesus, logo na seção de abertura de seu Evangelho, Marcos revela-nos que Cristo agia e pregava com autoridade.
Frequentemente eram concedidas ao Carpinteiro de Nazaré oportunidades de ensinar nas sinagogas aos sábados (Mc 1.21; 3.1,2; 6.2). Em Marcos 1.21,22, observamos que a maneira como Jesus pregou foi aguda, a ponto de deixar pasmos os Seus ouvintes, forçando-os a compará-lo com os mestres com os quais estavam acostumados (Mc 1.22).
A diferença de autoridade entre Jesus e os outros mestres estava na fonte de Suas mensagens: enquanto os escribas divagavam em suas ministrações, baseando seus discursos na tradição de homens (Mc 7.8), os ensinamentos de Jesus vinham direto do Pai (Jo 8.26), portanto, de dentro de Si e das Escrituras. O Mestre dos mestres jamais precisou recorrer a fontes externas para ensinar com autoridade. Ele é a fonte; as Escrituras emanam dele (Jo 1.1-3); a explicação, inspiração e revelação da Palavra estão Nele.

1.2.  O Servo ensinava com sabedoria
Paulo, na Carta aos Colossenses (Cl 2.3), declara que todos os tesouros da sabedoria e da ciência estão escondidos em Cristo. Merece destaque, neste ponto, a colocação feita por Eduardo Joiner: Sabedoria e ciência diferem entre si, pois, ciência é o conhecimento, enquanto sabedoria é o uso correto desse conhecimento (Central Gospel, 2004, p. 69). Partindo desta premissa, pode-se afirmar que ter sabedoria para ensinar não é sinônimo de demonstrar todo o conhecimento adquirido; antes, implica utilizar todos os recursos necessários para que se alcancem os objetivos pretendidos.
A sabedoria com que Jesus ensinava ingressava a mais profunda estrutura da mente humana. Quando pregava, Suas palavras alcançavam os simples e confundia os religiosos intelectuais; Suas proposições provocavam as mais diversas reações em Seus ouvintes e interlocutores.
Ao longo das páginas marcanas, há pelo menos vinte e três registros de respostas dos ouvintes de Jesus.
Eles ficavam admirados (Mc 1.27); criticavam (Mc 2.7); demonstravam medo, perplexidade, espanto e hostilidade (Mc 4.41; 6.14; 7.37; 14.1), dentre outras tantas manifestações contundentes.

1.3.  O Servo ensinava por parábolas
Embora tenhamos em Marcos o registro de apenas quatro parábolas completas — semeador (Mc 4.3-20); candeia (Mc 4.21-25); semente (Mc 4.26-29) e grão de mostarda (Mc 4.30-34) —, a riqueza e a profundidade dos ensinamentos nelas contidas é algo extraordinário.
Em uma parábola, duas situações similares são colocadas lado a lado para que se estabeleça uma comparação entre elas. Ao ensinar a Palavra da Verdade, o Servo lançava mão deste recurso, a fim de transmitir às multidões e aos discípulos realidades morais, éticas e espirituais, levando, assim, Seus ouvintes a uma intensa reflexão. Os que estivessem dispostos a considerar a comparação proposta recebiam o entendimento do ensino; aos desinteressados, no entanto, as parábolas serviam para ocultar a revelação do ensinamento (Mc 4.11-13; Mt 13.11-15).

2.       A OPERAÇÃO DE MILAGRES
Entende-se por milagre a intervenção divina em situações impossíveis de serem solucionadas pelo homem e/ou pela Natureza. Neste tópico, ficará claro que os milagres realizados por Jesus evidenciaram, sobretudo, Sua missão como Servo de Deus. A maior parte dos milagres de Jesus foi operada diante de grandes multidões, o que facilitaria a replicação da mensagem de salvação entre as gentes; entretanto, tais prodígios desempenharam outra grandiosa função no ministério do Servo: trazer alívio às mazelas humanas.
As reações que os milagres realizados por Jesus provocavam nas pessoas eram diversas: maravilhamento, dúvida, ira, conflitos com as autoridades de Jerusalém (Mc 6.54–7.23) e até conspirações (Mc 2.6,7; 3.6,22; 6.2-6); entretanto, nada foi capaz de impedi-lo em Sua missão. O Servo continuou operando milagres até o fim (Lc 22.51).

2.1.  O Servo expulsou demônios
A autoridade do Servo não se restringiu à pregação da Palavra; ela também se manifestou por sobre o mundo espiritual. Em Marcos, há um número excepcionalmente grande de relatos de expulsão de demônios por parte de Jesus (Mc 1.23-27,32-24; 3.11,22-27; 5.1-20; 7.25-30; 9.17-29) — o que revela a contínua oposição satânica à obra do Messias.
Ao começar Sua obra na Galileia, Jesus deparou-se com espíritos malignos em um homem na sinagoga (Mc 1.23); ao atravessar o mar e pisar em terra gentílica, Ele também se defrontou com espíritos malignos em um homem de Gadara (Mc 5.2); todavia, em ambas as ocasiões, os poderes das trevas não puderam permanecer diante da Sua presença, pois os demônios conheciam-no (Mc 1.24; 5.7); temiam-no (Mc 3.11) e obedeciam-lhe (Mc 5.13).
Merece destaque, neste tópico, o primeiro episódio de expulsão de demônio narrado por Marcos: o ardiloso espírito das trevas infiltrou-se no local em que as Sagradas Escrituras eram estudadas, a sinagoga dos judeus (Mc 1.23). Esse acontecimento deve levar-nos à seguinte reflexão: os demônios podem usar todos os meios e lugares para tentar afastar os homens do seu Criador; todavia, o Maligno jamais prevalecerá onde Cristo estiver.

2.2. O Servo tinha poder sobre a Natureza
O poder de Jesus sobre as forças da Natureza evidenciam-se nos seguintes registros marcanos: nas tempestades que acalmou (Mc 4.35-41; 6.45-52) e na figueira que amaldiçoou (Mc 11.12-14,20).
Em Marcos 4.35-41, lemos que Jesus convidou Seus discípulos a irem com Ele até a outra margem, ou seja, à porção não judaica do mar da Galileia. O evangelista informa-nos que, na travessia tempestuosa, enquanto os discípulos estavam apavorados, Jesus dormia na popa sobre uma almofada (Mc 4.38). Ao ser acordado, o Mestre simplesmente repreendeu o vento e disse às águas: Cala-te, aquieta-te (Mc 4.39). E houve, então, grande bonança.
O Servo, naquele dia, revelou ter, além de tudo, autoridade sobre os elementos da Natureza, suscitando em Seus seguidores indagação de grande espanto: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem (Mc 4.41)?

2.3. O Servo curou enfermos e ressuscitou mortos
O Autor da Vida curou os mais variados tipos de enfermidades; Sua autoridade não estava circunscrita a algumas delas. Como fica claro no Evangelho de Marcos, Jesus curou pessoas acometidas por hemorragias (Mc 5.25-34) e febres (Mc 1.29-31); leprosos (Mc 1.40-45); paralíticos (Mc 2.1-12); atróficos (Mc 3.1-5); surdos e gagos (Mc 7.31-37); cegos (Mc 8.22-26; 10.46-52), dentre tantos outros. Não fosse o bastante, Ele chamou a filha de Jairo novamente à vida (Mc 5.21-24,35-43).
A restauração da saúde do corpo estava englobada nas obras do Servo — da cessação de uma simples febre à ressurreição.

3.       O PERDÃO DOS PECADOS
Duas realidades precisam ser destacadas neste ponto: (1) Jesus foi médico não apenas do corpo, mas também da alma dos pecadores; e (2) apenas o Servo tem poder para cancelar, completamente e para sempre, a dívida dos homens (Is 1.18; Sl 103.12).

3.1.  A graça do Servo alcança o indivíduo
O Servo curou o paralítico que desceu pelo telhado de uma casa (Mc 2.1-12); entretanto, antes de restaurar sua saúde, Ele restaurou-lhe o coração, dizendo: Filho, perdoados estão os teus pecados (Mc 2.5).
Como o pecado é uma ofensa direta a Deus — e somente Ele pode conceder perdão —, naquele dia, os fariseus perguntaram: Quem pode perdoar pecados, se não Deus (Mc 2.7)?
Assim, confirmando Sua divindade, Jesus respondeu: Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados [...], a ti te digo: Levanta-te, e toma o teu leito, e vai para tua casa (Mc 2.10,11).
Este milagre evidencia, de maneira cristalina, que Jesus veio para salvar o homem, individualmente, e para, acima de tudo, dar a Sua vida em resgate de muitos (Mc 10.45).

3.2.  A graça do Servo alcança a todos
No transcurso de Seu ministério terreno, Jesus visitou as terras dos gentios operando milagres, libertando cativos e declarando a salvação. Foi assim que Ele revelou o alvo de Sua maravilhosa graça: todo aquele que nele crê. O Servo de Deus não restringiu a manifestação de Sua graça aos Seus compatriotas: independente da origem (judaica ou gentia), do sexo (masculino ou feminino) ou da condição cível (publicano ou zelote), todo aquele que Nele cresse era alcançado por
Sua obra salvadora (Mc 2.17).

CONCLUSÃO
O Evangelho de Marcos mostra-nos como Jesus foi um servo dedicado às obras que o Pai lhe confiou. Como Seus imitadores e discípulos, e também servos, não podemos realizar Sua obra de qualquer maneira. A qualidade do nosso serviço denunciará o quanto estamos, realmente, comprometidos com o nosso Senhor.
Que possamos, portanto, através da obra que nos foi confiada, honrar o nosso Deus.


                                                                  Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 57

                                              O Desejo de Servir 


Um dos elementos essenciais para a qualificação de um professor é o interesse que deve ter pelo povo e o desejo de servi-lo bem, de ajudá-lo. Sem esta qualidade, o mestre será "como o metal que soa, ou como o címbalo que retine", muito embora conheça bem a Bíblia, o discípulo e os métodos de ensino. Nada pode suprir a falta de interesse pelo bem-estar de nossos semelhantes. Saber enfrentar uma grande classe, possuir boas estatísticas, ou conhecer de sobejo os melhores métodos de ensino não constituem substituto apropriado para aquele profundo interesse que devemos ter pelo próximo. 
Por outro lado, amando e desejando servir bem a nossos alunos, teremos suprido em boa parte as deficiências de conhecimentos e de técnica. Algumas personalidades pouco prometedoras que conhecemos se tornaram ótimos professores de adolescentes (a idade mais crítica); e isto se explica pelo fato de terem amado verdadeiramente os alunos daquela idade. Mais cedo ou mais tarde, os discípulos compreendem esse amor e interesse do professor, e a eles respondem. Todo o mundo ama aquele que ama. 

Brilhou sempre no caráter de Jesus esse interesse profundo pelo bem-estar de todos. Jesus se interessava mais por pessoas do que por credos, cerimônias, organizações ou equipamento. Via o povo "como ovelhas sem pastor" (Mar. 6:34). Se Will Rogers podia dizer que nunca viu uma pessoa de quem não gostasse, o que não poderíamos dizer de Jesus a este respeito?! Quando os fariseus criticaram os discípulos de Jesus por haverem colhido espigas no dia de sábado, ele os defendeu, dizendo: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Mar. 2:27). Quando aquele jovem avarento e egocentralizado fez Jesus parar na estrada para lhe perguntar qual o caminho que conduz à vida, diz o evangelista que "Jesus, contemplando-o, o amou" (Mar. 10:21). Na ocasião em que certo homem atacado de lepra suplicou a Jesus que o curasse, ele se sentiu todo tomado de profunda simpatia por aquele sofredor, e "estendendo a mão, tocou-o" (Mar. 1:41). Seu coração encheu-se de afeição pelos escribas que viviam a criticá-lo, pelos ciumentos fariseus, pelos desprezados 8 e odiados publicanos, pelos pecadores malquistes, pelo cego, pelo surdo, pelo coxo. 

Ele sempre amou a todos e se interessava vivamente por seus problemas. "Ele encarnou e revelou todo o amor de Deus, e se compadeceu dos homens por todos os seus males e padecimentos."7 O Mestre não só se interessou pelos problemas humanos, mas sempre buscou fazer alguma coisa para solucionálos. Revelou sempre genuíno espírito missionário, e afirmava repetidamente que viera para servir, e não para ser servido (Mat. 20:29). Não se julgou tão cansado que não pudesse conversar sobre a Água da Vida com uma decaída junto ao poço de Sicar. Não achou que lhe seria desdouro visitar em sua própria casa um malquisto coletor de impostos. Não deu ouvidos à crítica dos líderes religiosos e se associou com pecadores, para tirá-los do seu pecado. Nas parábolas da ovelha e da dracma perdidas e do filho pródigo, Jesus mostrou que realmente estava interessado em tudo. Seu coração se derretia de simpatia por um mundo necessitado, e suas mãos secundavam e espalhavam essa simpatia por meio de serviço e ajuda. 

Esta atitude foi a característica de todos os grandes mestres que passaram por este mundo. Foi a atitude de Pantenus, que fundou em Alexandria, ao lado duma universidade pagã, a primeira escola cristã; de Benedito, quando organizou uma ordem de mestres em Monte Cassino, ordem que grandemente influenciou a Europa por três séculos; de Geraldo Groote, ao fundar a sociedade dos Irmãos da Vida Simples, que ensinariam crianças pobres; de Loiola, ao constituir a ordem dos jesuítas para ensinar os jovens; e de Roberto Raikes ao inaugurar o glorioso movimento da Escola Dominical que hoje se estende pelo mundo todo. O vivo desejo de servir é indispensável ao ensino vitorioso. 

                                                - Extraído do capítulo 1 de A PEDAGOGIA DE JESUS - 
                                                                      O Mestre por Excelência de J. M. Price.


                                             7. O Poder do Reino agindo em Jesus


 A expulsão dos demônios e os milagres ocupam uma parte considerável do evangelho de Marcos. À primeira vista, eles ocupariam o centro da práxis messiânica de Jesus. Para Marcos a ação libertadora de Jesus se manifesta na expulsão dos demônios, assim como a sua ação salvadora na cura dos doentes e, no limite na reanimação ou ressurreição de alguns mortos. Exorcismos e curas são manifestações do poder do Reino, da dynamis do evangelho (força de Deus para todo aquele que crê, Rom 1,16), já presente no mundo na pessoa de Jesus. 

Uma leitura superficial do relato levaria facilmente a uma religiosidade centrada na imploração de "graças" e praticamente limitada aos casos-limite, em que não há saída através dos recursos humanos. É a leitura tão explorada hoje em tantas "capelas da bênção", "tendas da libertação" ou movimentos semelhantes. Mas não seria menos superficial a leitura que visse nesses relatos apenas resíduos desprezíveis de uma mentalidade primitiva. A primeira leitura isola os relatos de milagres e exorcismos e prescinde da sua inserção no conjunto da escritura marciana. A segunda praticamente os suprime. As duas perdem a sua significação por não prestarem a devida atenção à singularidade irredutível da anamnese da fé. E o desconhecimento das leis da "memória da fé" como única via de acesso a Jesus as afasta também da sua realidade histórica na medida em que esta pode ser conhecida através daquele caminho. 

a) A expulsão dos demônios Não é por ingenuidade ou por desconhecimento da origem das doenças psíquicas que Marcos dá tanta importância à expulsão dos demônios por Jesus. A ciência pode ter toda a razão quando crê poder identificar os sintomas de certas doenças psíquicas nos endemoninliados apresentados pelas narrações evangélicas. O progresso no conhecimento das influências da demonologia da Mesopotâmia nas crenças populares de Israel e conseqüentemente no revestimento cultural da fé bíblica pode, por outro lado, lançar dúvidas sobre se a existência de seres espirituais decaídos - os demônios — pertence à verdade revelada ou é apenas uma forma histórica de interpretar o dado bíblico devida ao conhecimento inadequado dos condicionamentos culturais da sua expressão. Maiores ainda podem ser as hesitações sobre a possibilidade de tais seres tomarem posse da psique do homem(18). Pois bem, nada disso afetaria a realidade teológica que Marcos quer atingir ao fazer da expulsão dos demônios ou de Satanás por Jesus um ponto central do seu relato. 

Satanás, para Marcos como para Jesus, é antes de mais nada, e independentemente de sua concreção cultural na crença popular numa série de seres capazes de dominar o agir do homem, a expressão simbólica da experiência ou, melhor, do conjunto de experiências do mal, capaz de escravizar e desumanizar o homem até o ponto de privá-lo do exercício daquilo que o constitui como homem: a sua liberdade. E note-se que ao caracterizar-se de "simbólica" a expressão, não se nega a realidade do seu conteúdo. Precisa-se a forma de linguagem com que se fala dessa realidade. A cultura ocidental o faria de outra forma, mas atingiria melhor o cerne da questão? Uma vez que se trata de "juntar" uma série de experiências e exprimir "teologicamente", ou seja, à luz da fé em Javé como Senhor da história, a raiz mais profunda do mal presente em todas elas, não será o símbolo a linguagem mais adequada e intuitiva para isso? Symbálleln, em grego, significa "unir o que foi destacado" e o problema está precisamente em expresssar (e não precisamente explicar) a partir de um caso a misteriosa realidade do mal que transcende não só cada caso, mas a soma de todos eles, as estruturas sociais em que o mal cristaliza, os condicionamentos psíquicos que ele deixa ou, em suma, qualquer das suas concreções históricas.

 Se o mal se identificasse com alguma dessas realidades, por complexas que elas fossem, o homem teria nas suas mãos o poder de dominá-lo prometeicamente. Mas é precisamente isso que a experiência religiosa do povo hebreu "intui" que deve ser negado. Falase de intuição (no plano fenomenológico) em oposição a explicação (o mistério do mal não tem explicação) por falta de outra palavra mais adequada. Essa espécie de intuição, no entanto, nasce do olhar que contempla o mistério ou o absurdo do mal à luz de Deus. Em termos teológicos deve se falar de "revelação". 

O objeto da revelação, porém, não é tanto o mal quanto a sua relação com o mistério da salvação divina. O mal certamente não provém de Deus. Só pode ter sua origem na liberdade (humana ou qualquer outra liberdade criada que possa existir). Sendo porém esta liberdade "abertura para a comunhão" com Deus e com todo o universo criado, devido à gratuita vocação divina, a introdução do mal pelo caminho da liberdade criada afeta, de alguma forma, todos as outras liberdades. Inicia-se algo assim (e isto vale para qualquer ato livre perverso) como uma desintegração atômica em cadeia. O processo do mal supera as suas causas. Escapa ao controle do homem. Só Deus pode detê-lo. O homem só pode fazê-lo crescer. Tornar-se Satanás (cfr 8, 33): identificar-se com essa força cuja raiz e cujas conseqüências transcendem as suas próprias possibilidades para o mal. Jesus, porém, venceu Satanás. Eis o eixo da revelação cristã a respeito do mal. Por isso o homem pode lutar contra ele(19). 

A memória de Jesus exorcista, transmitida pelo relato de Marcos, revela-se assombrosamente atual para uma Igreja empenhada em lutar contra as escravidões que dominam e desumanizam a vida de milhões de homens indefesos. E revelar-se-á tanto mais atual, quanto mais aguda for no cristão a consciência da profundidade desse mal que, encarnado em estruturas sociais iníquas, em comportamentos esquizofrênicos, em hábitos inveterados, em ideologias alienantes, deve ser combatido inteligentemente em todos esses terrenos, mas ao ser vencido em qualquer de suas cristalizações históricas se mostra transcendente a elas ao reaparecer com crueldade maior (cfr Mt 12, 43-45). Pense-se, por exemplo, nas formas de violência cada vez mais sutis e refinadas num mundo que proclama como irrefutável a necessidade da convivência pacífica; ou nas inúmeras e disfarpadas formas de escravidão num mundo que pensou tê-la abolido para sempre.

 O relato evangélico, ao mostrar Jesus chegando a raiz do mal, longe de afastar o homem dessas lutas, convida-o a vigiar sempre, após cada vitória parcial, e dirigir sua atenção ao inimigo que estava por trás da fortaleza que lhe foi arrebatada, porque pode infiltrar-se subrepticialmente no próprio campo. Para isso é preciso, em toda luta, atingir o nível em que o homem se encontra em face de Deus. Nesse nível — esta é a mensagem catequética de Marcos — só Jesus é "mais forte" (cf. 3, 27 e 1,7) que o inimigo. Sem a força do Reino de Deus, que se manifesta em Jesus, não haveria esperança para o homem. Em termos de catequese é fundamental o seguinte: assim como não se pode fazer de Deus um recurso apenas para o âmbito onde acabam as possibilidades humanas, também não se pode fazer da figura bíblica de Satanás, o lnimigo(20), um álibi para tirar do homem a responsabilidade pelo crescimento na história do mal até graus de crueldade que assustam àqueles mesmos que o desencadearam. Visto o problema deste ângulo é praticamente irrelevante toda discussão sobre a existência, natureza e possibilidade de outras liberdades pervertidas além da humana. E depois de analisar o dado bílico e as declarações do magistério a respeito, ninguém pode honestamente dar, com absoluta certeza, uma resposta afirmativa ou negativa. A catequese, a não ser que seja questionada a respeito, não precisa entrar neste debate; e se questionada, deve singelamente apresentar os dados da revelação e do magistério e mostrar que a Igreja não sabe tudo a respeito do além, embora conheça pela revelação de Deus tudo o que é necessário para caminhar para Deus e vencer o mal. A tarefa catequética realmente urgente, em ambientes dominados por imagens fantasiosas de milhares de espíritos daninhos dos quais é preciso defender-se com ritos mágicos, seria libertar o homem dessa obsessão alienante que chega a adquirir a feição bíblica de posse diabólica, ajudando-o a reconhecer o verdadeiro lugar onde se manifesta e deve ser combatido, o poder de Satanás. 

b) A cura das doenças 

Rememorando a ação exorcista de Jesus que "amarra Sata nás" (cfr 3, 27) para arrancar do seu poder dominador os liomens e assim abrir o caminlio para o Reino de Deus, a Igreja diz a sua própria práxis libertadora, o seu serviço à libertação do Reino presente no Cristo. Para configurar melhor essa práxis é transmitida também a ação taumatúrgica do Mestre de Nazaré.

 Jesus fez milagres. Sempre em favor dos homens que, em situações desesperadas, açodem a ele em busca de salvação. Nunca apenas para mostrar superioridade ou poderes maravilhosos. Cura os doentes, chega a reanimar alguns mortos, devolve a vista aos cegos, alimenta as multidões famintas (do pão, mas sobretudo da Palavra que é ele próprio), vem em auxílio dos discípulos ameaçados de serem engolidos pelas ondas encrespadas do mar (que na simbologia oriental é o lugar das forças caóticas que ameaçam a criação e sobre as quais só o Deus criador tem poder).

 Conforme a memória eclesial de Jesus, ele próprio viu nas curas que o Pai realizava pelo gesto das suas mãos a presença libertadora do Reino: a boa nova dos oráculos de Isaias caminhando entre os pobres (cf. Mt 11,2-6; is 26, 19; 29,18s; 35, 5s). Os milagres, na sua maioria realizados em favor de pobres, são o "clamor do Reino"(21) que se tornou próximo em Jesus (cf. 1, 15). 

Como poderá a catequese mostrar isto sem recair na atitude tão enraizada no povo de ver a ação Deus apenas nas manifestações maravilhosas do seu poder? O próprio Marcos nos orienta nesta tarefa através do chamado "segredo messiânico" que, embora tenha uma origem primeira na atitude de Jesus, é na escritura do evangelista o recurso literário que serve para mostrar os verdadeiros caminhos do Reino e a significação teológica do messianismo de Jesus. Jesus manda guardar segredo às pessoas que reconhecem esse clamor do Reino na sua ação terapêutica, exorcista, taumatúrgica ou epifânica. Todas elas, porém, divulgam ou "proclamam" a notícia (ton logon). Mas acontece que ho logos é na linguagem eclesial refletida no Novo Testamento "a palavra", "a boa nova", o próprio evangelho. No duplo plano a que se refere a narração, a lógica de Marcos é perfeita. O evangelho deve ser proclamado na Igreja, mas o evangelho é todo o caminhar de Jesus até a morte e não a divulgação precipitada, e isolada do contexto, desta ou aquela ação ou manifestação epifânica de Jesus. 

A catequese, por outro lado, deverá superar a mentalidade racionalista que vê no milagre uma "ação contra as forças da natureza", para ver nele, segundo a mentalidade bíblica, um sinal que antecipa a meta para a qual a natureza deve caminhar na medida em que o homem acolhe na sua história a vocação divina para o Reino, (cf. Rom 8,18-25). Os milagres de Jesus apontam para a "nova criação", fruto do Reino. O Segredo messiânico, no que diz referência aos milagres, indica que a solução para afastar os perigos que ameaçam a vida humana não está neles, mas na acolhida do Reino de que eles são sinais. Na medida em que os homens, acolhendo a boa notícia do Reino, se empenharem na luta contra a doença, a fome, a cegueira, a marginalização(22), elas irão recuando e cedendo o lugar à vida em plenitude e em comunhão fraterna. 

A fé cristã nasce do reconhecimento da ação de Deus, através do Senhor ressuscitado presente na vida e nas práticas de uma comunidade que se diz animada por seu Espírito para levar aos homens a boa nova de um mundo novo, em que a vida de todos possa crescer, em amor e liberdade. Para tanto, os cristãos devem empregar todos os recursos legítimos que a cultura moderna oferece. Mas a origem de sua confiança na força libertadora da sua práxis está no fato de que a vida humana, tão franzina, tão dura, tão arrastada para milhões .de pobres, foi tocada pelo gesto vivif icante de Jeus, a Vida dos homens, nos paralíticos, nos coxos, nos cegos, nos leprosos, nos curvados da Palestina.

 A Igreja, no entanto, não pode evangelizar se não é constantemente evangelizada por seu Senhor. O relato dos gestos libertadores de Jesus, meditado uma e outra vez na comunidade, perante os desafios das situações sempre novas que oprimem os pobres, é a única possibilidade dada aos cristãos para o discernimento do caráter "evangélico" (no sentido etimológico da palavra) da sua práxis. Não há outro caminho para a catequese. 

8. Concluindo sem concluir: O seguimento de um condenado à morte, lugar do discernimento cristão 

Este artigo deve acabar quando apenas está começando. Não podia ser de outra forma: porque se ele defende a tese de que o único caminho para a catequese é a memória sempre renovada das palavras e dos gestos de Jesus, do seu caminhar que é, do início até o fim, páscoa libertadora, não poderia resumir em poucas páginas o que só poderia ser explicitado no decorrer de um comentário (que deveria ficar sempre aberto) ao texto da escritura inspirada de Marcos. Os milagres e exorcismos de Jesus como sinais da libertação e da vida do Reino são apenas o ponto de partida de um roteiro sempre inspirador, como afirma o título do artigo.

 O tema deverá ser retomado em futuros trabalhos, mas já que se falou na memória eclesial de Jesus como lugar de discernimento da práxis cristã, vale a pena antes de concluir mostrar como, para Marcos de igual forma que para Paulo, o crucificado do Gólgota é o foco de convergência de todo raio de luz procedente dos gestos de Cristo. Só depois de passar por este foco poderão todos esses raios, num processo de expansão divergente, iluminar o mundo. 

O pivô central(23) do relato marciano é a confissão de Pedro com a definição do caminho cristão como seguimento do Messias crucificado, confirmada pela voz do céu na cena da transfiguração. "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (8, 34). Será preciso lembrar o costume de os condenados à morte de cruz carregarem o instrumento de seu suplício, para captar todo o ralismo da afirmação de Jesus? Querer seguir Jesus no caminho messiânico de libertação significa, hoje como ontem, aceitar ser um condenado à morte. Compreende-se agora por que é preciso aos discípulos que viram a sua glória guardar segredo "até quando o Filho do Homem ressuscitar dos mortos" (9, 10). 

Num ambiente tenso de espectativas messiânicas, misturadas com sonhos nacionalistas ou com legítimas aspirações de emancipação política, encarnadas em diversos movimentos libertários, proclamar Jesus como o Messias esperado para libertação de Israel antes de ter seguido o seu caminhar até a cruz, só serviria para fechar o coração do homem à revelação de Deus constituída por seu caminho singular.

 Não que Deus tenha predestinado seu Filho para a cruz. A cruz nasce da oposição que o caminho de libertação de Jesus encontra num mundo regido pela lei da dominação. Nessas circunstâncias, Jesus prefere morrer a matar: seguir seu caminho de serviço radical, sua obediência ao Deus que é amor, até a morte. Há coisas que se podem forçar na história. A política, da qual o cristão não pode fugir, é o campo da coação (mesmo que não seja mais que a coação da lei imposta pelo voto democrático da maioria; mas afinal coação, embora justa, para o resto). O Reino de Deus só pode vir como dom de Deus, que deve ser acolhido com coração de criança (10, 15). Alguns, então como hoje, queriam arrebatá-lo pela violência. Este seria, segundo Ch. Perrot, o sentido do enigmático lógion de Jesus: "Desde os dias de João Batista até agora, o Reino de Deus é objeto de violência e gente violenta o arrebata" (Mt 11, 12). "Quem são estes violentos — afirma o exegeta — que tomam pela força o Reino, senão estes profetas, pensamos nós, mais ou menos messiânicos e estes enganadores?


Mas quem será capaz de compreender isto senão aquele que, fazendo de toda a sua vida um serviço à libertação dos irmãos, para seguir a Cristo, começa a suspeitar, perante a oposição de um mundo alicerçado na violência (embora leve nos lábios sempre o nome da ordem e da paz), que deve aceitar caminhar na vida como um "condenado à morte". 


Não esqueça porém a catequese que a sua função não é fazer disto uma "teoria". Contente-se com ser, como o jovem do sepulcro na maniiã da Ressurreição, o anjo ou mensageiro intérprete(26) que remete o discípulo ao lugar onde o Senhor virá ao encontro dele:à Galiléia, à memória, sempre reiterada na comunidade, dos eventos da sua vida, através da escritura evangélica. Catequizar não é substituir a Palavra viva presente na escritura inspirada por uma doutrina morta, mas capacitar o cristão para uma compreensão cada vez mais penetrante do Evangelho, uma e outra vez proclamado no hoje da comunidade precedida pelo Ressuscitado. Qualquer outra via, eqüivaleria a procurar o Senhor no sepulcro. 

ENDEREÇO DO AUTOR: Av. S. Francisco, 1645 Cx. P. 5047 - Venda Nova 30.000 - Belo Horizonte, MG 
(26) Cf. P. BENOIT, Exegese et théologie, III, p. 279. Este Angeiu

FONTE :

                          Autoridade como nenhum outro Marcos 1:21-28


Em seguida, eles entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, entrou na sinagoga e ensinava. E maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Ora, havia um homem na sinagoga com um espírito imundo. E ele clamou, dizendo: "Deixe-nos em paz! O que temos a ver com você, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem és: o Santo de Deus! "Mas Jesus o repreendeu, dizendo:" Fique quieto e sai dele! "E, quando o espírito imundo, convulsionou e gritou em alta voz, saiu dele. Em seguida, todos ficaram maravilhados, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: "O que é isso? O que nova doutrina é essa? Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem. "E imediatamente Sua fama se espalhou por toda a região em torno da Galiléia.

Depois que Jesus chamou Seus primeiros quatro discípulos, Ele começou Seu ministério galileu em Cafarnaum. Marcos escreve, eles entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, entrou na sinagoga e ensinou ( v. 21 ). Cafarnaum era uma das muitas cidades e vilas ao longo da costa do Mar da Galiléia. O nome da cidade vem do hebraico Kfar Nahum , que significa "aldeia de Naum", indicando que ele pode remontam aos dias de profeta do Antigo Testamento por esse nome. A cidade estava no lado noroeste do lago, e foi provavelmente a cidade mais chique na região naquela época. Um pouco de evidência indica que depois que Jesus se afastou de sua casa de infância de Nazaré, Cafarnaum Ele fez sua casa. Há mesmo indícios de que mais tarde, possivelmente viveu na casa de Pedro, que é mencionado no versículo 29 .

Cafarnaum tinha um paredão de oito pés que se estendiam por quase um quilômetro na frente da vila e vários piers que se estendia de uma centena de pés para fora na água. Havia uma enorme indústria pesqueira em Cafarnaum, bem como uma comunidade movimentada de comerciantes, artesãos e escribas. Há também foi uma colônia romana que foi amigável aos judeus em Cafarnaum.
Sem dúvida alguma, havia uma sinagoga de Cafarnaum. Na antiguidade, tudo o que era necessário para o estabelecimento de uma sinagoga em uma aldeia era um quorum de pelo menos dez homens judeus com mais de treze anos. A sinagoga não era igual ao do templo de Jerusalém, onde as pessoas iam para a adoração. A sinagoga era um lugar de reunião, onde as Escrituras foram ensinados, mas não pelo chefe da sinagoga, que era basicamente um administrador. Em vez disso, vários professores e rabinos que visitam iria ler e comentar sobre as Escrituras. Era como um rabino visita que Jesus entrou na sinagoga de Cafarnaum. A importância deste evento, que Marcos quer que a gente observa muito cedo em seu evangelho, tinha a ver com o caráter do ministério de Jesus. Três elementos distinguidos Seu ministério: o ensino, a cura, ea expulsão de demônios. Então, Marcos começa chamando a atenção para os ensinamentos de Jesus, e, especialmente, a resposta do povo a ele.

Ensinando com autoridade

Marcos diz-nos, se maravilhavam da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas ( v. 2 ). O povo de Cafarnaum que estavam na sinagoga reagiu ao ensinamento de Jesus com enorme espanto. Até mesmo a palavra espanto (e muito menos a palavra espanto ) não faz plena justiça à importação do termo no texto. A idéia é que não só foram eles surpreenderam, ficaram aterrorizados, porque nunca tinha ouvido ninguém falar como Jesus. Ele exibiu uma autoridade em um avião totalmente novo.
É claro que os escribas não eram, sem a sua própria autoridade. Eles foram os expositores mais instruídos de lei do Antigo Testamento.Escribas eram como doutores em teologia, e as suas opiniões foram concedidas grande peso por aqueles que os ouviram. Mas quando Jesus falava, Ele evocou uma autoridade muito além do que as pessoas tinham experimentado com os escribas. Os escribas poderia citar outros estudiosos e tradições rabínicas. Eles poderiam tentar empacotar argumentos para apoiar o que eles estavam ensinando, assim como tentamos fazer hoje no mundo acadêmico. Mas Jesus não fez isso, Ele não deu notas de rodapé, sem citações, não o empacotamento de argumentos de outras pessoas. Seu ensino pode ter inspirado adesivos nos carros naqueles dias: "Jesus disse, isso resolve-lo." Quando Deus diz algo, o argumento é longo.

A palavra grega exousia é traduzido como "autoridade". Ele é composto de um prefixo e uma raiz. O prefixo ex- meio "fora" ou "longe de"; uma "saída" é uma saída. A raiz, ousia , é o particípio presente do verbo ser , por isso, a sua tradução literal é "ser". filósofos gregos antigos eram muito preocupados com essa palavra porque ousia representava a realidade última filósofos buscavam, a final, transcendente, ser supremo. Mas a palavra também é importante na história cristã. No quarto século, a igreja passou por uma grande crise em relação à sua compreensão da pessoa de Cristo. Essa controvérsia atingiu seu ponto culminante no Concílio de Nicéia, que declarou que Cristo era homoousios , do mesmo ser, essência ou substância do Pai. Assim, a palavra ousia não é apenas um particípio do verbo ser , mas é carregado com implicações na história do pensamento grego e cristão. Ousia também poderia ser traduzida como "substância". Jesus falou exousia , fora da substância. Seu ensino era extremamente substantivo; não havia nada superficial ou luz sobre isso. Esta foi a expressão daquele que era da mesma essência que o Pai, assim a autoridade de Jesus foi arraigados e alicerçados em Deus. Isso é o que aterrorizava as pessoas. Eles disseram: "Nunca ouvimos alguém falar assim."

A autoridade no ensino de Jesus era uma reminiscência do que dos profetas do Antigo Testamento, que precedidos seus oráculos não, dizendo: "Na minha Senhor, o Verbo de Deus encarnado, se levantou para falar sobre questões teológicas. Quando ele abriu a boca santa, todos os presentes foram parados em suas trilhas, cheio de espanto, e perfurado por uma sensação de medo de ouvir a verdade proclamada com tal finalidade transcendente. É assim que devemos responder a cada vez que ouvimos a Palavra de Deus. Nós não estamos ouvindo a palavra de escribas, pregadores, ou teólogos, para que nossos corações devem ser preenchidos com um temor santo e temor quando a Bíblia é proclamada.

Confrontando um endemoninhado

Marcos continua a escrever: Agora havia um homem na sinagoga com um espírito imundo. E ele clamou, dizendo: "Deixe-nos em paz! O que temos a ver com você, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem és: o Santo de Deus! " ( v. 23-24 ).
No Antigo Testamento, há muito poucas referências ao mundo demoníaco, e os casos de possessão demoníaca são extremamente raros. Da mesma forma, há poucas referências a ele na história da igreja mais tarde. No entanto, enquanto Jesus estava na Terra, é seguro dizer que "o mundo desabou." Demonic representantes eo próprio Satanás parecia oprimir as pessoas em todos os lugares. O próprio Jesus anunciou o significado da Sua obra de demônio exorcismo dizendo a seus ouvintes: "Se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente o reino de Deus, que descerá sobre vós" ( Matt. 12:28 ).

Curiosamente, parece que os primeiros a reconhecer plenamente a identidade de Cristo escondido em sua encarnação foram os demônios. Embora muitas pessoas não conseguiram reconhecê-Lo em Sua plenitude, estes embaixadores do inferno reconheceram imediatamente. Houve um endemoninhado na sinagoga, e quando Jesus voltou sua atenção para ele, o homem começou a gritar, dizendo: "Você veio para nos destruir?" ( v. 24 ). Por que ele usa o plural? Foi porque o homem estava cheio de muitos demônios, ou foi um demônio falando em nome de si mesmo e do homem que ele possuía? Eu suspeito que ele estava representando todo o reino sob o domínio do príncipe das potestades do ar, o príncipe deste mundo, o próprio Satanás ( Ef. 2:02 ).
Em nome de Satanás e suas legiões de demônios, este homem-contra este Jesus gritou-demônio, basicamente dizendo: "O que você tem a ver com a gente? O que temos a ver com você? "A resposta a estas perguntas foi, em certo sentido, absolutamente nada. Os demônios não tinha nada em comum com Cristo, eles representavam dois reinos diferentes, o reino de Satanás eo reino de Deus. A única relação que os demônios tinham com Cristo foi um dos conflitos, e agora eles foram confrontados com a derrota e julgamento. Os demônios reconheceram que estavam sob a sentença de Deus. Eles sabiam que, quando o Filho de Deus apareceu sobre a terra, sua condenação seria certa, pois Cristo estava vindo para amarrar o homem forte, Satanás, com todos os seus poderes infernais ( 03:27 ).
O demônio no homem, em seguida, proferiu uma afirmação estranha: "Eu sei quem você é, o Santo de Deus!" O que estava acontecendo aqui? Ganhamos uma pista a partir da conta do Antigo Testamento de luta de Jacó com um anjo ( Gênesis 32:24-29 ). Depois de terem lutado durante toda a noite, Jacob exigiu uma bênção, o que levou o anjo para perguntar seu nome. Quando o anjo abençoou, Jacob perguntou o nome do anjo, mas ele não quis dar. Revelando o nome de alguém a um adversário foi visto como um ato de submissão. Quando Jacob perguntou ao anjo para o seu nome, ele estava perguntando a ele se submeter. É por isso que o demônio revelou o nome de Jesus. Foi uma última tentativa de se livrar dele. O demônio revelou sua identidade, pensando que se deu o nome de Lo corretamente, ele poderia derrotá-lo.

Manifestando o Santo

Claro, o demônio também estava apavorado. Ele percebeu que estava na presença do Deus santo, e nada parece mais terror no coração das criaturas que para estar na presença do santo. Veremos este tema em todo o evangelho de Marcos; quando a santidade de Cristo se manifestou, a resposta imediata foi o medo e pavor. Tememos o santo, porque não somos santos. Quando somos levados à presença da santidade revelada de Deus, como Pedro era ( Lucas 5:8 ), nós dizemos: "Apartai-vos de nós, pois somos pecadores." É por isso que o demônio gritou quando o Santo de Deus entrou em sua presença.

Jesus recusou-se a tolerar esta gritando e protestando. Ele repreendeu o espírito imundo, dizendo: "Fique quieto e sai dele!" ( v. 25 ). O que Jesus disse não seria considerado uma conversa educada hoje. Uma tradução mais precisa do que Ele disse para o demônio seria: "Cale a boca. Eu não quero ouvir mais nada de você. Saia dele. "O resultado, de acordo com Marcos, foi a de que , quando o espírito imundo, convulsionou e gritou em alta voz, saiu dele ( v. 26 ). Quando Jesus ordenou, o demônio obedeceu. Marcos continua: Então todos ficaram maravilhados, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: "O que é isso? O que nova doutrina é essa? Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem " ( v. 27 ). Jesus não estava se comportando como um xamã, sacudindo um monte de contas ou jogar jogos de cura. Ele fez nenhum dos truques que são empregados por charlatães. Jesus acabou de falar, eo demônio obedeceu porque sabia que Cristo tinha autoridade até mesmo sobre ele. Não é de surpreender, como Marcos diz-nos, imediatamente Sua fama se espalhou por toda a região em torno de Galiléia ( v. 28 ).

O Coração Missionário de Jesus Marcos 1:29-45

Agora, logo que saíram da sinagoga, eles entraram na casa de Simão e André, com Tiago e João. A sogra de Simão estava de cama com febre, e disseram-lhe sobre ela ao mesmo tempo. Então Ele veio e tomou-a pela mão e levantou-a, e imediatamente a febre a deixou. E ela serviu. À noite, quando o sol se pôs, trouxeram-lhe todos os enfermos e os que estavam possuídos pelo demônio. E toda a cidade se ajuntou à porta. Então Ele curou muitos que estavam doentes com várias doenças, e expulsou muitos demônios; e Ele não permitia que os demônios falassem, porque o conheciam. Agora, pela manhã, depois de ter subido um longo tempo antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar deserto; e ali orava. E Simão e os que estavam com Ele procurou por ele. Quando o encontraram, disseram-lhe: "Todo mundo está olhando para você." Mas Ele disse-lhes: "Vamos às aldeias vizinhas, para que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim por diante." E pregava nas sinagogas por toda a Galiléia, e expulsando os demônios. Agora, um leproso veio a Ele, pedindo-Lhe, ajoelhando-se a Ele e dizer-lhe: "Se você estiver disposto, você pode tornar-me limpo." Então Jesus, movido de compaixão, estendeu a mão, tocou-o e disse- ele, "eu estou disposto; ser purificado. "Assim que ele tinha falado, imediatamente desapareceu dele a lepra, e ficou limpo. E Ele advertindo-o e mandou-o embora de uma vez, e disse-lhe: "Veja que você não dizer nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, como um testemunho para eles. "No entanto, ele saiu e começou a proclamá-la livremente, e para difundir o assunto, de modo que Jesus já não podia entrar abertamente na cidade, mas estava fora em lugares desertos; e eles vieram a Ele de todas as direções.
Escavações de uma sinagoga em Cafarnaum têm mostrado que era um magnífico edifício de pedra calcária que foi construída no primeiro século sobre a fundação de uma sinagoga antes. Essa sinagoga anterior era, obviamente, aquele em que Jesus pregava e onde Ele exorcizou um homem possuído por um demônio, como descrito na passagem que estudamos no capítulo anterior.

Outras escavações revelaram um prédio que ficava muito perto da sinagoga e datado para a última parte do primeiro século e no segundo século. Grafite religiosa aparecem nas paredes desta estrutura. Era uma casa, mas foi construído com a característica incomum de portas que se abrem para uma grande área onde as pessoas pudessem se reunir. Historiadores e arqueólogos acreditam que, com base em suas escavações, que esta casa serviu como uma igreja no início da era cristã. A conclusão dos historiadores, com certeza quase completa, é que este edifício escavado foi a casa de Pedro. Esta conclusão parece a quadratura com descrições no primeiro capítulo do Evangelho de Marcos. Ele nos diz que logo que tinha saído da sinagoga, eles entraram na casa de Simão e André, com Tiago e João ( v. 29 ). Este versículo mostra claramente que a casa de Pedro estava perto da sinagoga.
Como vimos no capítulo anterior, Marcos destaca vários aspectos do ministério de Jesus: o ensino, cura e expulsão de demônios. Vimos como ambos Seus ensinamentos e Seu poder sobre os demônios despertou espanto naqueles que observou ele. Na passagem que estamos considerando neste capítulo, Marcos se concentra imediatamente sobre o poder de Jesus para curar, um poder que trouxe multidões para Ele em busca de ajuda. Quando Jesus entrou na casa, a sogra de Simão estava de cama com febre, e disseram-lhe sobre ela ao mesmo tempo. Então Ele veio e tomou-a pela mão e levantou-a, e imediatamente a febre a deixou. E ela serviu-lhes ( v. 30-31 ). O relato de Marcos de cura de Pedro da mãe-de-lei de Jesus não é excessivamente dramático. Jesus realizou muitos atos mais marcantes de cura no registro bíblico; Sua cura do leproso que consideraremos mais tarde neste capítulo é um deles. Obviamente, no entanto, o recorde de Marcos deste evento em particular foi fornecido por seu mentor, o próprio Pedro.

Acho interessante que não há nenhuma menção da presença da esposa de Pedro. Ela pode ter sido morto, neste momento, ou talvez Marcos simplesmente não vê a necessidade de mencioná-la.Em qualquer caso, a visão católica romana é que Pedro foi o primeiro papa da igreja cristã e que o papado foi estabelecida sobre Pedro. A ironia é que o primeiro papa, como eles vêem Pedro, era casado. Isto levanta algumas perguntas embaraçosas para aqueles que têm uma visão do celibato para o clero impôs. Estou feliz que eu posso estar na tradição de Pedro por estar casado também. Depois de relatar a cura de Pedro da mãe-de-lei, Marcos escreve: À noite, quando o sol se pôs, trouxeram-lhe todos os enfermos e os que estavam possuídos pelo demônio. E toda a cidade se ajuntou à porta ( v. 32-3 ). Obviamente, a declaração de Marcos que "toda a cidade", veio até a porta da casa de Pedro é uma hipérbole, uma forma de dizer que havia uma enorme multidão. A notícia sobre a cura de Pedro da mãe-de-lei tinha se espalhado rapidamente. Então, Ele curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios; e Ele não permitia que os demônios falassem, porque o conheciam ( v. 34 ). Parece Jesus passou algum tempo ministrando a essas pessoas nas altas horas da noite, curando muitos e expulsando demônios em mais uma grande exibição do seu poder e autoridade. Ele, porém, não deixou os demônios falar, para que não tentar ganhar poder sobre ele, nomeando-Lo. Como veremos uma e outra vez, Jesus não queria que sua fama se espalhar desnecessariamente neste momento.

Orar em um lugar solitário

Em seguida, Marcos diz-nos, na parte da manhã, depois de ter subido um longo tempo antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar deserto; e ali orava ( v. 35 ). Nosso Senhor tinha trabalhado muito tempo no dia anterior, mas Ele, no entanto, acordou bem antes do sol nascer. Ele fez isso para que pudesse afastar-se da multidão pressionando e ir para um lugar solitário para refrescar-se pela oração. Esta é uma das três instâncias específicas Marcos menciona quando Jesus saiu à noite para procurar um lugar para ficar a sós com o pai. Os outros ocorreu na noite Ele andou sobre a água ( 06:46 ) e no Getsêmani, na noite em que foi traído ( 14:32-35 ).

Marcos escreve que, quando acordou e encontrou Jesus em falta, Simão e os que estavam com ele procurou por Ele ( v. 36 ). A força do verbo aqui é que eles partiram em uma caçada, em busca de alta e baixa. Não foi fácil para eles para descobrir onde o próprio Jesus tinha isolado para a oração, mas quando o encontraram, disseram-lhe: "Todo mundo está olhando para você" ( v. 37 ). Esta foi uma censura velada. Eles estavam dizendo, em essência: "Onde você esteve, Jesus? Você não tem tempo para isolar-se em oração. Você tem o ministério de realizar. Sua fama está se espalhando por toda parte, e o lugar é preenchido com os candidatos ". Como Jesus respondeu a isso? Ele não disse: "Isso é fantástico. Devemos plantar uma igreja aqui. Temos um núcleo de pessoas maravilhosas que estão animado que eu estou curando suas doenças. "Na verdade, Jesus ficou muito triste com essa notícia. Ele sabia que as multidões estavam pressionando para a porta à procura de cura, não de verdade.Eles não estavam chegando a ele para ouvir o anúncio da descoberta do reino de Deus. Eles não estavam reunindo-se a Ele, para que pudessem ouvi-lo pregar o evangelho ou expor a Palavra de Deus. Eles estavam vindo a olhar para a melhoria de sua saúde ou alívio de seu sofrimento. Claro, não havia nada de errado com as pessoas que vêm a Jesus para fora de suas necessidades da carne. No entanto, esse não foi o fim principal para o qual Ele havia chegado.Ele não tinha vindo a esta terra para curar doenças de todos ou realizar milagres para todos que precisam. Ele veio para pregar a verdade que Seu Pai O havia enviado a declarar. Jesus podia dizer que as pessoas não estavam saindo de fé para recebê-Lo e seu reino, mas para alívio de sua dor física.

Às vezes nós somos assim. Chegamos a Deus em oração, quando estamos doentes, quando nossos corpos feridos, mas deixamos de ir a Ele em tempos de saúde e paz. Vamos a ele rapidamente quando temos necessidades, mas não persegui-lo tão ansiosamente para ouvir e compreender a Sua Palavra. Então, Jesus disse aos seus discípulos: "Vamos às aldeias vizinhas, para que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim" ( v. 38 ). Ele disse, com efeito: "Essas pessoas estão tão envolvidos agora em meu poder, eles não querem ouvir a minha palavra. Então vamos para as outras cidades da Galiléia, onde eu possa retomar meu ministério de pregação, porque é por isso que eu vim. "Jesus não ia ser desviado de sua missão, porque todos estavam clamando por Seu poder. Marcos diz-nos que Ele pregava nas sinagogas por toda a Galiléia, e expulsando os demônios ( v. 39 ).

Comentário expositivo Marcos - R. C. Sproul



Nenhum comentário:

Postar um comentário