quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Lição 1- Batalha Espiritual - A Realidade não Pode Ser Subestimada




                                         


  

                                          Introdução


       A luz de Efésios 6.10-17, existe um mundo espiritual e invisível habitado por seres malignos que conspiram contra Deus e contra os seres humanos. O ensino apostólico nos exorta a combater essas forças demoníacas pelo poder que o Senhor Jesus conferiu aos crentes (Mc 16.17, 18; Lc 10.17-19) com oração e uma vida de santidade. Esse conjunto de fatores é chamado de batalha espiritual. Trata-se de uma realidade bíblica e manifestada na vida da Igreja ao longo dos séculos.
      Como acontece em todas as religiões e crenças, há sempre desvios e especulações, buscas de explicações e tentativas de acertos. No campo teológico da angelologia , demonologia e satanalogia não foi diferente. Na década de 1960, surge o movimento com grande aceitação entre os neopentecostais e que respinga também entre nós. Esse movimento se denomina batalha espiritual, mas suas raízes vêm desde James Ostram Fraser (1886-1938). Segundo o Dicionário do Movimento Pentecostal, da autoria de Isael de Araújo, Fraser serviu como missionário na China, mas a conversão dos chineses não aconteceu como ele esperava. Então, desapontado, ele deixou de lado a Bíblia e criou o ministério ekbalístico, do verbo grego ekbállo, "expulsar, expelir, lançar fora". Segundo Fraser, tudo o que aflige o mundo, a Igreja e a sociedade é por interferência direta dos demônios, e a única solução é "amarrá-los, controlá-los, proibi-los, repreendê- -los etc." (p. 627). Segundo o movimento de Fraser, os demônios estão instalados em posições estratégicas e geográficas e por isso as igrejas precisam ir a esses demônios para neutralizar a ação deles e "amarrar o valente". Inventaram até nomes para os demônios ou copiaram dos antigos. Desde o período inter- bíblico já havia muitas invenções desse tipo, principalmente na literatura apocalíptica apócrifa e pseudoepígrafa, e dela surgiram muitas crenças que contribuíram para o imaginário popular. De lá surgiram nomes de anjos e demônios.
       O objetivo do presente livro Batalha Espiritual - O Povo de Deus e a Guerra Contra as Potestades do Mal é mostrar e explicar com base bíblica e histórica a realidade da batalha espiritual nos seus vários aspectos. Com isso, confrontamos o movimento que também se denomina "Batalha Espiritual", mas que traz no seu bojo uma coleção de crendices e especulações completamente destituídas de fundamentação bíblica. Os irmãos e as irmãs precisam conhecer as duas doutrinas para não se tornarem céticos ou indiferentes nem excessivamente crédulos. Não é por causa das aberrações doutrinárias que vamos deixar de acreditar nas manifestações do Espírito Santo. Isso porque as crendices do tal movimento têm levado alguns ao ceticismo e outros ao fanatismo. Somos pentecostais e cremos na atualidade dos dons espirituais, mas discernimos muito bem quando a manifestação é de Deus ou de fogo estranho. Religião sem sobrenatural é mera filosofia.
      A obra esclarece os vários aspectos da batalha espiritual, como a realidade dos anjos, dos demônios e seu maioral, o diabo, da tentação, do poder de Jesus e a sua vitória sobre todo o reino das trevas e sobre a força do mal. Esses capítulos falam sobre o discernimento e a mente de Cristo, e sobre assuntos práticos do dia a dia, como a vigilância e a oração. Assim esperamos contribuir e ajudar os irmãos e as irmãs no conhecimento bíblico e também na sua edificação espiritual para que cada um tenha uma vida vitoriosa em Cristo.



1 uma realidade que não pode ser subestimada
            A análise do tema "batalha espiritual" no presente capítulo enfoca o conjunto de crenças e práticas neopentecostais que alcançou espaço considerável em nosso meio. Trata-se da doutrina da maldição hereditária, da teoria dos espíritos territoriais e da ideia de expulsar demônios dos próprios crentes em Jesus. São inovações provenientes de várias fontes: erros de interpretação de textos bíblicos, experiências pessoais e revelações de origem estranha. Trata-se de distorção doutrinária que está muito em voga na mídia evangélica e nos últimos anos vem recebendo aceitação de muitos líderes desavisados.

A REALIDADE DA BATALHA ESPIRITUAL

      A autêntica batalha espiritual tem fundamentos bíblicos: "todo o mundo está no maligno" (1 Jo 5.19). Mas nem tudo o que se diz ser batalha espiritual tem sustentação bíblica. Por isso a necessidade de entender como o assunto é apresentado na Bíblia. Como veremos, há passagens que descrevem esse tipo de batalha no Antigo e no Novo Testamento.
     No Antigo Testamento, o relato que trata da deliberação sobre a guerra contra Ramote-Gileade registrado em 1 Reis 22.10-28, e a passagem paralela de 2 Crônicas 18.5-27 mostra uma cena dramática do embate entre o falso profeta Zedequias liderando um grupo de 400 falsos profetas e o profeta de Deus, Micaías. Era uma batalha espiritual, uma disputa do reino das trevas contra o reino da luz.
       Os três capítulos iniciais do livro Jó revelam outra batalha: o próprio Satanás ousa desafiar Deus usando o patriarca Jó. Não que o diabo tenha poder para medir forças com Deus; esse dualismo não existe na Bíblia entre Deus e Satanás. Mas Deus permitiu a Satanás tirar tudo de Jó, desde os filhos até os bens materiais e por fim até mesmo a saúde. Satanás está vivo e ativo no planeta Terra, mas Deus tem testemunhas fiéis que limitam essa atuação satânica. Jó é um exemplo clássico dessa realidade.
      No Novo Testamento, o exemplo mais conhecido é a tentação de Jesus no deserto registrada nos evangelhos sinóticos (Mt 4.1-11; Mc 1.12,13; Lc 4.1-13). Situação dessa natureza aparece com certa frequência nos evangelhos (Mt 12.22; 17.19, 21). O apóstolo Pedro teve de enfrentar Simão, o mágico em Samaria (At 8.9-24), e da mesma forma o apóstolo Paulo enfrentou várias vezes essas hostes malignas (At 13.8-11; 16.16-22; 19.11-19). Paulo fala sobre a existência de um mundo espiritual da maldade sob o domínio do príncipe das trevas (Ef 2.2; 6.10-12).
      Esses exemplos são suficientes para apontar a existência da batalha espiritual nas Escrituras Sagradas. Como contextualizamos o assunto, então? Trazendo a realidade para nossos dias, a batalha espiritual consiste na oposição dos cristãos às forças malignas pela pregação do evangelho, pela oração e pelo poder da Palavra de Deus. Essa peleja vai continuar até a vinda de Jesus. É verdade que no trabalho da pregação do evangelho ocorrem muitos fenômenos inexplicáveis. Reconhecemos que os demônios existem, são reais e se manifestam de várias maneiras, principalmente nas pessoas possessas. Tais espíritos precisam ser expulsos.
      É verdade que oração e jejum são indispensáveis e muito importantes na vida do crente, principalmente quando nos encontramos numa situação como essa. Nesse aspecto, a teologia da batalha espiritual está de acordo com as Escrituras Sagradas. Os fatos estão registrados na Bíblia, e nenhum cristão ousa negar essa realidade.

AS EXTRAVAGÂNCIAS DA SUPOSTA BATALHA ESPIRITUAL

      Existe uma onda extravagante surgida na década de 1960 que tenta se passar por batalha espiritual. Infelizmente essa inovação ainda não foi erradicada de nosso meio. O que se vê nesse novo movimento é uma aberração doutrinária que tem levado muitos à incredulidade e outros ao fascínio quase esotérico. São crenças e práticas muito próximas do esoterismo e do ocultismo.
A doutrina da maldição hereditária
       Os expositores dessa doutrina afirmam que seus ensinos têm apoio bíblico e pinçam a Bíblia em busca de versículos aqui e acolá na tentativa de consubstanciar as novidades apresentadas ao povo. A doutrina resume-se nisso: se alguém tem problemas com adultério, pornografia, divórcio, alcoolismo ou tendência suicida, é porque alguém de sua família, no passado, não importa se avós, bisavós, tataravós, teve esse problema.
      Segundo essa doutrina, a pessoa afetada pela maldição hereditária deve, em primeiro lugar, descobrir em que geração seus ancestrais deram lugar ao diabo. Uma vez descoberta tal geração, pede-se perdão por ela, e, dessa forma, a maldição de família será desfeita. Uma espécie de perdão por procuração, muito parecido com o batismo pelos mortos praticado pelos mórmons.
    Basta uma leitura na Bíblia, ainda que superficial, para ver com clareza a fragilidade dessa doutrina, a começar pela história de Caim e Abel. Ambos eram filhos dos mesmos pais, receberam a mesma educação religiosa, entretanto um era fiel, e o outro, ímpio (l Jo 3.12). O que dizer de Jacó e Esaú, irmãos gêmeos, educados no mesmo lar? Aquele recebeu a bênção porque este a trocou por um prato de comida (Ml 1.2; Hb 12.16, 17). Não existe na Bíblia registro de profeta ou apóstolo praticando ou ensinando orações ou atos litúrgicos para quebrar a maldição de Caim ou de Esaú.
     A Bíblia revela que nem sempre o filho assimila o pecado do pai. Há muitos exemplos na história dos reis de Israel e de Judá registrados nos livros dos Reis e das Crônicas. O rei Amom "fez o que era mal aos olhos do SENHOR" (2 Cr 33.22); no entanto, o rei Josias, seu filho: "[...] fez o que era reto aos olhos do SENHOR e andou nos caminhos de Davi, seu pai, sem se desviar deles nem para a direita nem para a esquerda" (2 Cr 34.2).
     Os principais expoentes dessa doutrina apresentam uma roupagem aparentemente bíblica. Eles citam a Bíblia fora do contexto para adaptá-la aos seus ensinos. O uso do segundo mandamento do Decálogo é um desses exemplos:
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos (Êx 20.4-6).
        Os promotores da doutrina da maldição hereditária se apegam à frase explicativa do segundo mandamento: "que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem" (v. 5). A alegação é a seguinte: "A sua Palavra declara que uma maldição pode ser transmitida de geração a geração (Êx 20.3-5)'' (HICKEY, 1993, p. 21).
       O objetivo dessas palavras explicativas do segundo mandamento do Decálogo é contrastar o castigo para "a terceira e a quarta geração" com o propósito de Deus de abençoar a milhares de gerações, considerando que a "terceira e a quarta geração" representam o número máximo de gerações que vivem juntas na extensão de uma família. O contexto desse preceito é a idolatria, pois o mandamento começa com as palavras: "Não farás para ti imagem de escultura, [...] Não te encurvarás a elas nem as servirás". Logo, as ameaças sobre as gerações daqueles que aborrecem a Javé são para os descendentes que continuam envolvidos na idolatria dos pais. Quando alguém se converte a Cristo, deixa de aborrecer a Deus; logo, essa passagem bíblica não pode se aplicar aos crentes nascidos de novo (Rm 5.8-10), pois eles se tornaram novas criaturas, "as coisas velhas já passaram, e eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17).
       Havia em Israel um provérbio muito antigo: "Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram?" (Ez 18.2). Essa máxima parece estar arraigada no segundo mandamento. Esse dito popular refletia o ceticismo dos exilados na Babilônia, pois se consideravam injustiçados, ou seja, estavam sendo condenados e punidos por causa do pecado dos seus antepassados. Era uma crítica à justiça divina. "Uvas verdes" são os pecados, e os "dentes embotados" são a consequência deles. Essa máxima aparece de forma literal em Lamentações: "Nossos pais pecaram e já não existem; nós levamos as suas maldades" (5.7).
      O conceito de responsabilidade continuada pelos pecados ancestrais era herança do segundo mandamento, uma vez que a continuidade das gerações humanas impede que a pessoa se isole do grupo. Os pecados do povo foram acumulados geração após geração, mas o castigo do cativeiro era responsabilidade daquela geração. O profeta Jeremias exortou a casa real com todos os seus príncipes, os sacerdotes e o povo ao arrependimento, e isso ele fez durante mais de quarenta anos. Sua mensagem foi rejeitada: "E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, seu Deus; nem se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da parte do SENHOR" (2 Cr 36.12). Era uma rebelião generalizada contra Deus (2 Cr 36.15, 16). Os profetas Jeremias e Ezequiel rejeitaram esse ditado do povo, mostrando que a responsabilidade é pessoal. Jeremias anunciou que na Nova Aliança nunca mais dirão: "Os pais comeram uvas verdes, mas foram os dentes dos filhos que se embotaram" (Jr 31.19). Note que até em Jerusalém esse dito se propagava. Mas a palavra profética em Ezequiel proíbe desde então esse provérbio, e não no futuro: "Vivo eu, diz o Senhor Deus, que nunca mais direis esta parábola em Israel" (Ez 18.3). Todo o capítulo 18 de Ezequiel gira em torno da responsabilidade individual de cada pessoa diante de Deus: "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele" (Ez 18.20). Não há espaço no cristianismo para essa crença estranha da maldição de família.
       Não há contradição alguma entre o segundo mandamento e Deuteronômio 24.16 . Em Êxodo, trata-se da administração da justiça divina, ao passo que, em Deuteronômio, o propósito é instruir a sociedade israelita sobre os abusos de não condenar nem punir inocentes por causa dos pecados dos pais culpados: "Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos, pelos pais; cada qual morrerá pelo seu pecado" (Dt 24.16). Esse preceito é aplicado na vida prática posteriormente (2 Rs 14.5, 6).
      Outra tentativa para dar roupagem bíblica a essas inovações é a interpretação errônea da expressão "espíritos familiares". O argumento é o seguinte: "Há uma nova vida, uma nova natureza em você. Mas seus filhos podem herdar seu ponto fraco. Sua geração foi purificada, mas eles têm de purificar-se também! A maldição precisa ser quebrada neles, ou eles herdarão sua fraqueza, que veio de seu pai e, antes dele, de seu avô e seu bisavô" (HICKEY, 1993, p. 6l). Em seguida, aparecem duas citações bíblicas para fundamentar a sua declaração: "Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus...
Quando uma alma se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir após eles, eu porei a minha face contra aquela alma e a extirparei do meio do seu povo" (Lv 19.31; 20.6).
      O termo "adivinhadores" é substituído por "espírito familiares", pois a citação é da versão inglesa, a King James Version. Uma vez apresentadas as referências bíblicas, vem a definição de "espíritos familiares": "São maus espíritos decaídos que se tornaram familiares numa família" (HICKEY, 1993, p. 62). O termo hebraico usado nas passagens bíblicas citadas aqui para "espírito familiares" é obh, ou obhoth, no plural, que os dicionários e léxicos hebraicos traduzem por "médium, espírito, espírito de mortos, necromante e mágico" (HARRIS e ARCHER, 1998, p. 24); "médium, adivinho, necromante, feiticeiro, espírito dos mortos, fantasma" (VanGERMEREN, vol. 1, 2011, p. 294); "espírito de morto, vaticinador" (HOLLADAY, 2010, p. 7). O homônimo de obh, palavra de mesma grafia com significado diferente, é "odres" (Jó 32.19). Essa palavra é traduzida apenas uma vez por "espírito familiar" na ARC (Is 8.19) e nenhuma vez na ARA. Trata-se de um termo muito disputado, o que já sinaliza a fragilidade em desenvolver uma doutrina baseada em passagens controversas.
        É o relato do encontro de Saul com a médium de En-Dor (1 Sm 28.5-19) que lança luz sobre o significado do termo. Os lexicógrafos mais respeitados e mundialmente reconhecidos como Gesenius, Koehler Baumgartner, David J. A. Clines, entre outros, seguem nessa mesma linha. O termo obh, seja no singular ou no plural, obhoth, aparece 16 vezes no Antigo Testamento hebraico, assim traduzido na ARC: "adivinhadores" (Lv 19.31; 20.6); "espírito adivinho" (Lv 20.27); "espírito adivinhante" (Dt 18.11); "adivinhos" (1 Sm 28.3, 9; 2 Rs 21.6; 23.24; 2 Cr 33.6; Is 19.3) ; "espírito de feiticeira" (1 Sm 28.7, 8); "adivinhadora" (1 Cr 10.13); "espíritos familiares" (Is 8.19) e "feiticeiro" (Is 29.4).
       A expressão "espírito familiar" aparece cinco vezes na TB para traduzir o hebraico yddeoni, "espírito dos mortos, adivinhador", que aparece 11 vezes no Antigo Testamento, todas elas combinadas com o substantivo obh (2 Rs 21.6; 23.24; 2 Cr 33.6; Is 8.19; 19.3) A TB, então, combina os termos, traduzindo-os por "espírito familiares e feiticeiros".
      A Septuaginta traduz obh e obhoth 12 vezes por engastrí- mythos, "adivinho, adivinhador", literalmente, "ventríloquo", aquele que faz predições desde o ventre usando a ventriloquia (Lv 19.31; 20.6,27; Dt 18.11; 1 Sm 28.3, 7 [duas vezes], 8, 9 [duas vezes]; 1 Cr 10.13; 2 Cr 33.6; Is 8.19; 19.3). A expressão "espírito familiar", ou "espírito familiares", é uma tradução pouco usada e de origem desconhecida. Muitos dicionários e léxicos não usam a expressão, e pouquíssimos fazem menção dela com ressalva, como "provavelmente chamado 'familiar' porque era... como um servo..." (ORR, 1996, vol. II, p. 1094).
0 mapeamento espiritual
       Esse novo movimento, cujos líderes chamam de batalha espiritual ou guerra espiritual, acrescenta ainda no seu bojo a doutrina dos espíritos territoriais. Seus expositores fundamentam essa crença em experiências humanas, nos relatos de missionários, e não na Palavra de Deus. Peter Wagner, no capítulo 3 do livro Espíritos Territoriais, demonstra isso. Em resumo, a doutrina consiste na crença de que Satanás designou seus correligionários para cada país, região ou cidade. O evangelho só pode prosperar nesses lugares quando alguém, cheio do Espírito Santo, expulsar esse espírito maligno. Em decorrência, surgiu a necessidade de uma geografia espiritual, daí o mapeamento espiritual. Os espíritos territoriais são identificados por nomes que eles mesmos teriam revelado com suas respectivas regiões que supostamente comandam.
       Para sustentar a ideia de que há uma organização territorial, é citada a passagem do apóstolo Paulo: "o deus desse século cegou o entendimento dos incrédulos" (2 Co 4.4). Peter Wagner usa o mesmo método das seitas no sentido de tirar conclusões em mera possibilidade. Ele julga ser possível considerar o termo "incrédulos" como "territórios", incluindo "nações, estados, cidades, grupos culturais, tribos, estruturas sociais" (p. 72) e, sobre essa falsa premissa, constrói seu pensamento doutrinário.
      Ainda de maneira sutil, o autor procura fundamentar sua ideia nas palavras: "príncipe do reino da Pérsia" (Dn 10.13), "príncipe da Grécia" (v. 20), para justificar o mapeamento espiritual. O capítulo 3 da citada obra apresenta até nomes desses supostos espíritos territoriais, os quais teriam revelado a si mesmos como Tata Pembele, Guarda dos Antepassados e Espírito de Viagens, entre outros. Narai seria o espírito chefe na Tailândia. Isso evidencia que os defensores da crença dos espíritos territoriais creem na mensagem demoníaca, e isso é muito perigoso, pois Satanás é o pai da mentira (Jo 8.44).
     Não existe vínculo entre a doutrina do mapeamento espiritual e a passagem de Daniel 10.13, 20, pois o texto sagrado trata de guerra angelical, e não há indícios da presença humana. O profeta está completamente alheio a essa batalha, pois seu papel é outro.
     Os promotores da doutrina dos espíritos territoriais costumam, também, citar a passagem do endemoninhado gadareno (Mc 5.10), quando o demônio, porta-voz da legião, "rogava muito que os não enviasse para fora daquela província". Isso faz parecer, à primeira vista, que os promotores do tal ensino estão certos.
Mas o texto deve ser interpretado à luz do contexto. A passagem paralela mostra que tal pedido aconteceu porque Jesus havia mandado os tais espíritos para o abismo: "E rogavam-lhe que não os mandasse para o abismo" (Lc 8.31), e por isso eles pediram para ficar na região; não se trata, portanto, de espíritos territoriais. Essas inovações são perturbadoras e destoam completamente do pensamento do Novo Testamento.
Existe cristão endemoninhado?
       Os pregadores de libertação baseiam os seus ensinos nas experiências vindas do campo missionário. A Bíblia fica em segundo plano, pois eles pinçam as Escrituras aqui e ali, com interpretações peculiares contrárias à hermenêutica bíblica e aplicando uma exegese ruim. Paulo Romeiro, em sua obra Evangélicos em Crise, cita diversas fontes desses relatórios missionários (p. 120-123).
       Para justificar a ideia de que um crente, mesmo cheio do Espírito Santo, pode ser endemoninhado, tais pregadores costumam apresentar o seguinte argumento: "A palavra traduzida 'possuído', na versão bíblica feita pelo rei Tiago da Inglaterra (KJV), e a palavra grega daimonizomai. Muitas autoridades em língua grega dizem que esta tradução está errada. Ela deveria ser traduzida por 'endemoninhado' ou 'ter demônios"' (HAMMOND, 1973, p. 11); "esta palavra 'possessão' teologicamente é inadequada e enganosa. A expressão correta deve ser endemoninhado. O grego usa a palavra daimonizomenos, significando endemoninhado, ou echon daimonia, significando 'ter demônios' ou 'estar com demônio"' (ITIOKA, 1991, p. 171). Tudo isso é para dizer que o espírito imundo pode habitar no corpo do cristão, mas não no espírito: "enquanto o Espírito Santo pode habitar no espírito, os demônios podem habitar na carne... Eles se escondem em algum lugar nos cantos" (MILHOMENS, s/d, p. 54, apud ROMEIRO, 1995, p. 128).
      Esses argumentos são de uma fragilidade exegética assustadora. Podería ser citada uma lista considerável de dicionários e léxicos que não sustentam tais idéias, como os léxicos Liddell & Scott e Walter Bauerís; o Léxico Grego do Novo Testamento, de Edward Robinson, edição da CPAD, e o Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, de Verlyn D. Verbrugge, da Vida Nova, entre muitos outros. Quanto à exegese, Mateus e Marcos empregam daimonizomai para os endemoninhados gaderenos (Mt 8.28; Mc 5.15) e Lucas utiliza echon daimonia (Lc 8.27). A descrição do gadareno em Mateus, Marcos e Lucas mostra que ele estava completamente dominado pelos demônios, e isso evidencia que não há diferença entre "endemoninhado" e "possuído pelo demônio".
      Outro meio de justificar a ideia de que o crente pode ser endemoninhado é desenvolvendo uma nova antropologia. Eles argumentam ainda que o homem "é um espírito - tem alma - e vive num corpo" (HAGIN, 1988, p. 89). Esse conceito é defendido também pela Confissão Positiva. Partindo desse falso conceito, afirmam que o Espírito Santo habita no espírito humano, na salvação, e os espíritos imundos "estão relegados à alma e ao corpo do cristão" (HAMMOND, 1973, p. 132).
      À luz da Bíblia, o ser humano é um ser metafísico e moral, feito à imagem e semelhança de Deus, constituído de corpo alma e espírito (Gn 1.26; 2.7; 1 Ts 5.23). Alma e espírito são entidades imateriais, distintos um do outro, embora inseparáveis. O corpo é o invólucro material da alma e do espírito, pois existe uma "divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas" (Hb 4.12). Isso refere-se às três partes distintas da constituição humana. Fazer jogo de palavras envolvendo corpo, alma e espírito para redefinir teologicamente o ser humano, afirmando ser ele um "espírito que tem alma e habita num corpo", facilita a manipulação do texto para adulterar o pensamento bíblico. A constituição bíblica do ser humano contraria o falso conceito da presença dos demônios no corpo e na alma do cristão.
       Outros citam, ainda, passagens bíblicas, como "o mau espírito da parte de Deus, se apoderou de Saul" (1 Sm 18.10) e fraseologia similar (1 Sm 19.9), além de Judas Iscariotes (Lc 22.3) e Ananias e Safira (At 5.1-10). Essas três passagens são interpretadas por eles de maneira distorcida. O argumento sobre o estado espiritual e psicológico de Saul precisa ser analisado com muito cuidado: "E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul, e o assombrava um espírito mau, da parte do SENHOR" (1 Sm 16.14); "Porém o espírito mau, da parte do SENHOR, se tornou sobre Saul" (1 Sm 19.9); "o mau espírito, da parte de Deus, se apoderou de Saul" (1 Sm 18.10). Antes de tudo, convém salientar que Saul já estava desviado e havia sido rejeitado por Deus (1 Sm 15.23; 16.1). Então, essa passagem não ajuda em nada na possibilidade de um crente fiel ter demônios. O que aconteceu com Saul é que o Espírito Santo se apoderou dele por ocasião de sua unção para reinar sobre Israel (1 Sm 10.6, 10; 11.6). Uma vez que "o Espírito do SENHOR se retirou de Saul", isso indica não ser ele mais o escolhido para reinar, e dessa forma Deus enviou o "espírito mau" para o assombrar e o atormentar. Trata-se de um espírito da parte de Deus, e não de Satanás.
      O exemplo de Judas Iscariotes é inconsistente, pois está escrito que "Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes" (Lc 22.3, ARA), mas Jesus havia dito antes que Judas era "um diabo" (Jo 6.70). Assim, "dizer que ele foi um cristão é forçar demais o texto bíblico, e nem foi essa a opinião do Senhor sobre ele" (ROMEIRO, 1995, p. 125).
        A passagem de Ananias e Safira (At 5.1-11) não confirma sua doutrina, pois o texto sagrado declara que Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo, ou seja, mentir à Igreja é mentir a Deus. Não está escrito que ambos ficaram possessos ou endemo- ninhados. Eles foram incapazes de discernir o Espírito Santo na vida da Igreja. O acontecido é que eles não vigiaram e por isso agiram sob influência de Satanás, mentindo ao Espírito Santo (v. 3). Isso pode acontecer com um cristão vacilante, e não é possessão maligna, por isso devemos orar e vigiar, para não cairmos em tentação. Jesus disse: "o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26.41). Não está escrito que Pedro expulsou o "demônio" de Ananias e Safira.
        O Senhor Jesus afirmou que todos os espíritos demoníacos deixam o corpo da pessoa que se converte ao seu evangelho (Lc 11.24). Tal corpo fica varrido e adornado, como obra do Espírito Santo (v. 25). A Bíblia, ensina ainda, que o corpo do cristão é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19) e que o corpo, a alma e o espírito do cristão "pertencem a Deus" (v. 20). Temos promessas de Deus de que o maligno não nos toca: "o que de Deus é gerado conserva-se a sim mesmo, e o maligno não lhe toca" (1 Jo 5.18). O cristianismo baseia-se na Bíblia, e não em experiências humanas contrárias às Escrituras Sagradas.
       A doutrina da maldição hereditária, a teoria dos espíritos territoriais e a ideia de expulsar demônios dos próprios crentes em Jesus mostram-se práticas que destoam do ensino bíblico. Isso atrapalha o crescimento espiritual dos crentes, que ficam presos a ritos e crendices em vez de se fortalecerem na oração e na Palavra de Deus para proclamarem as boas-novas de Jesus Cristo.

BATALHA ESPIRITUAL
O POVO DE DEUS E A GUERRA CONTRA AS POTESTADES DO MAL
Esequias Soares
& Daniele Soares




NOTAS :
TRÊS CLASSES DE PESSOAS
1Co 2.14,15 “Ora, o homem natural não compreende as coisas do ESPÍRITO de DEUS, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido”.
DIVISÃO BÁSICA DA RAÇA HUMANA.
As Escrituras dividem todos os seres humanos em geral, em duas classes. (1)
O homem/mulher natural (gr. psuchikos, 2.14), denotando a pessoa irregenerada, i.e., governada por seus próprios instintos naturais (2Pe 2.12). Tal pessoa não tem o ESPÍRITO SANTO (Rm 8.9), está sob o domínio de Satanás (At 26.18) e é escravo da carne com suas paixões (Ef 2.3). Pertence ao mundo, está em harmonia com ele (Tg 4.4) e rejeita as coisas do ESPÍRITO (2.14). A pessoa natural não consegue compreender a DEUS, nem os seus caminhos; pelo contrário, depende do
raciocínio ou emoções humanas.(2) O homem/mulher espiritual (gr. pneumatikos, 2.15; 3.1) denota a pessoa regenerada, i.e., que tem o ESPÍRITO SANTO. Essa pessoa tem mentalidade espiritual, conhece os pensamentos de DEUS (2.11-13) e
vive pelo ESPÍRITO de DEUS (Rm 8.4-17; Gl 5.16-26). Tal pessoa crê em JESUS CRISTO, esforça-se para seguir a orientação do
ESPÍRITO que nela habita e resiste aos desejos sensuais e ao domínio do pecado (Rm 8.13,14).Como tornar-se um crente espiritual? Aceitando pela fé a salvação em CRISTO, a pessoa é regenerada; o ESPÍRITO SANTO lhe confere uma nova natureza mediante a concessão da vida divina (2Pe 1.4 ). Essa pessoa nasce de novo (Jo 3.3,5,7), é renovada (Rm 12.2), torna-se nova criatura (2Co 5.17) e obtém a justiça de DEUS mediante a fé em CRISTO (Fp 3.9).

UMA DISTINÇÃO ENTRE OS CRENTES.
Embora o crente nascido de novo receba a nova vida do ESPÍRITO, ele tem residente em si a natureza pecaminosa, com suas perversas inclinações (Gl 5.16-21). A natureza pecaminosa que no crente existe, não pode ser mudada em boa; precisa ser mortificada e vencida pelo poder e graça do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.13). O crente obtém tal vitória negando-se a si mesmo diariamente (Mt 16.24; Rm 8.13; Tt 2.11,12), deixando todo impedimento ou pecado (Hb 12.1), e resistindo a todas as inclinações pecaminosas (Rm 13.14; Gl 5.16; 1Pe 2.11). Pelo poder do ESPÍRITO SANTO, o próprio crente guerreia contra a natureza pecaminosa e diariamente a crucifica (Gl 5.16-18,24; Rm 8.13,14) e a
mortifica (Cl 3.5). Pela abnegação e submissão à obra santificadora do ESPÍRITO SANTO em sua vida, o crente em CRISTO
experimenta a libertação do poder da sua natureza pecaminosa e vive como um crente espiritual (Rm 6.13; Gl 5.16).

Nem todo crente se esforça como devia para vencer plenamente sua natureza pecaminosa. Ao escrever aos coríntios, Paulo mostra (3.1,3) que alguns deles viviam como carnais (gr. sarkikos), i.e., ao invés de resistirem com firmeza às inclinações da sua natureza pecaminosa, entregavam-se a algumas delas. Embora não vivessem em contínua desobediência, estavam em parceria com o mundo, a carne e o diabo em certas áreas das suas vidas, e mesmo assim querendo permanecer como povo de DEUS (10.21; 2Co 6.14-18; 11.3; 13.5).(1) A figura do crente carnal. Embora os crentes de Corinto não vivessem em total carnalidade e rebeldia, nem praticassem grave imoralidade e iniqüidade, que os separaria do reino de DEUS (ver 6.9-11; cf. Gl 5.21; Ef 5.5), estavam vivendo de tal maneira que já não cresciam na graça, e agiam como recém-convertidos, sem divisar o pleno alcance da salvação em CRISTO (13.1,2). A carnalidade deles era vista na “inveja e contendas” (3.3). Não se afligiam com a imoralidade dentro da igreja (5.1-13; 6.13-20). Não levavam a sério a Palavra de DEUS, nem os ministros do Senhor (4.18,19). Moviam ação judicial, irmãos contra irmãos, por razões triviais (6.6-8). Observe-se que aos crentes coríntios que estavam vivendo em imoralidade sexual ou pecados semelhantes, Paulo os têm como excluídos da salvação em CRISTO (5.1,9-11; 6.9,10).(2) Perigos para os cristãos carnais. Os cristãos carnais de Corinto corriam o perigo de se desviarem da pura e sincera devoção a CRISTO (2Co 11.3) e de se conformarem cada vez mais com o mundo (cf. 2Co 6.14-18). Caso isso continuasse, seriam castigados e julgados pelo Senhor, e se continuassem a viver segundo o mundo, acabariam sendo excluídos do reino de DEUS (6.9,10; 11.31,32). Realmente, alguns deles já estavam mortos espiritualmente, por viverem em pecados que levam a isso (ver 1Jo 3.15 nota; 5.17 nota; cf. Rm 8.13; 1Co 5.5; 2Co 12.21; 13.5). (3) Advertências aos cristãos carnais.
 (a) Se um crente carnal não tomar a resolução de se purificar de tudo quanto desagrada a DEUS (Rm 6.14-16; 1Co 6.9,10; 2Co 11.3; Gl 6.7-9; Tg 1.12-16), ele corre o risco de abandonar a fé.
(b) Devem tomar como exemplo o fato trágico dos filhos de Israel, que foram destruídos por DEUS por causa de seus pecados (10.5-12).
(c) Devem entender que é impossível participar das coisas do Senhor e das coisas de Satanás ao mesmo tempo (Mt 6.24; 1Co 10.21). (d) Devem separar-se completamente do mundo (2Co 6.14-18) e se purificar de tudo quanto contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a sua santificação no temor do Senhor (2Co 7.1).

O Que São Espíritos de Demônios

Os demônios são personalidades verdadeiras. São maus, detestáveis e nocivos. Os espíritos de demônios são personali­dades, mesmo, como os espíritos dos homens são persona­lidades. Os demônios são espíritos, mas não têm corpos em que habitar. Somos espíritos com corpos. Nossos espíritos são de DEUS; os espíritos de demônios são de Satanás.
O entendimento claro da distinção entre o espírito e o corpo ajuda-nos a compreender melhor a obra dos demônios.

A diferença entre o corpo o espírito
Tenho um corpo, mas sou um espírito. Habito (meu es­pírito habita) no meu corpo. Exprimo-me (meu espírito se exprime) pelas faculdades do meu corpo. 0 próximo pode ver meu corpo, mas não me pode ver, porque o verdadeiro "eu" é um espírito morando dentro de meu corpo. Meu corpo é apenas a casa em que eu (meu espírito) moro. Vem o dia quando meu corpo morrerá e voltará ao pó, mas eu (meu espírito) nunca morrerei. Voltarei ao DEUS de onde vim.
Eu (meu espírito) sou uma personalidade. Exprimo-me por meio do meu corpo. Se retirassem de mim o meu corpo, eu (meu espírito) não se poderia exprimir. Se decepassem a minha língua meu espírito não poderia falar. Se destruíssem meus ouvidos, não poderia ouvir. Se me cegassem os olhos não poderia ver. Mesmo que eu ficasse com os olhos cegos, com os ouvidos destruídos e a língua cortada, meu espírito ainda estaria no meu corpo, mas meu espírito não poderia ver, nem ouvir e nem falar. Seria difícil me exprimir se fosse assim embaraçado.
Se prosseguisse a cortar as pernas e os braços e a destruir o olfato e as cordas vocais, ainda não seria destruído o meu espírito; mas meu espírito não mais se poderia exprimir. Meu espírito teria um corpo, mas teriam sido destruídas suas fa­culdades de expressão. Agora deve ficar mais claro o que quero dizer, quando falo sobre a distinção entre espírito e corpo — a diferença entre mim e meu corpo.

Os demônios querem exprimir-se
Os demônios são espíritos malignos sem corpos para se exprimirem. Anseiam achar um meio para se exprimirem neste mundo, mas não o podem antes de se possuírem de um corpo. Assim compreendemos porque o espírito imundo ex­pulso do homem não tinha repouso e não ficou contente, porque era um espírito de Satanás enviado para destruir e matar. Quando não se podia exprimir por um corpo, ficou aflito e com o auxílio de sete espíritos piores do que ele, conseguiu voltar e entrar novamente no homem e ter meio de se exprimir seu ódio e destruição, Mat. 12.43.
Lembra-te que um demônio é uma personalidade — um espírito, mesmo como tu e eu. Como anelamos fazer o bem, falar palavras de conforto, ouvir música, apreciar flores, ex­primir-nos palestrando com amigos e responder a cada im­pulso com uma expressão, mesmo assim os espíritos de demô­nios anelam se exprimir. Mas, desde que não têm corpos próprios, andam errantes (Mat. 12.43) procurando corpos em que possam entrar e se exprimirem, desempenhando sua mis­são perversa.

O homem — o instrumento que Satanás usa para destruir
Os demônios deleitam-se em usar os lábios, ou a pena dos homens para fazer sua obra vil. 0 seu poder predileto para degradar, destruir ou desencaminhar é pela instrumentalidade humana.
DEUS usa instrumentos humanos, ungidos pelo ESPÍRITO SANTO, para abençoar, inspirar, animar, e levantar os que carecem do Seu auxílio divino. As Sagradas Escrituras foram es­critas por HOMENS santos de DEUS, movidos pelo ESPÍRITO SANTO. A mensagem das "Boas Novas" tem de ser proclamada por lábios humanos. DEUS usa instrumentos humanos para ministrar à família humana; Satanás, igualmente, usa instru­mentos humanos para destruir a família humana.
Faz pena que os homens se entreguem ao diabo como meio pelo qual sua própria irmandade humana seja destruída.
Quantas vezes Satanás se utiliza de um homem, ou de uma mulher, para contaminar a mocidade inocente, de ambos os sexos. Então envia esses jovens às escolas e colégios para contaminar a mente de outros jovens inocentes.
Quantas vezes as nossas crianças queridas, de ambos os sexos, são contaminadas e roubadas de sua pureza, antes de chegarem à idade de freqüentar as escolas.
Os segredos santos da vida são arrastados pela sujeira e imundície de conversa e sugestões torpes, e essas crianças amadas ficam para sempre com as marcas da corrupção de Satanás.

QUEM é Satanás
Satanás é o ser que, hoje em dia, governa a terra, sentado como o príncipe das nações. Ele é o autor de nossas misérias e tristezas, de nossas doenças e dores, sim, da própria morte. É o rei e governante de todos os espíritos de demônios. Go­verna as hostes negras do inferno.
Seu propósito e desejo principais são de destruir a vida humana, e, assim, ferir o coração de DEUS Pai.
Podemos compreender quem é Satanás pelos seus nomes na Bíblia:
Em Mat. 13.19 e 38, chama-se "o maligno." No versículo 39, chama-se o "inimigo" e "o diabo". Diabo quer dizer "acusador," "difamador," ou "caluniador." Em Apocalipse 12.10, chama-se "o acusador de nossos irmãos." Em I Pedro 5.8, chama-se "o adversário" e compara-se a um leão bramidor, "buscando a quem possa tragar." Em Apocalipse 20.2 é descrito por nomes quase demasiado repelentes para contem­plar: "O dragão," "a antiga serpente, que é o diabo e Sata­nás." Em João 8.44, JESUS o chama "homicida," "menti­roso", e "o pai da mentira." Em Mat. 4.3, chama-se "o tentador." Em Mat. 12.24, "o príncipe dos demônios." Em Ef. 2.2, "o príncipe das potestades do ar." Em João 14.30, "o príncipe deste mundo." Em 11 Cor. 11.3, o que corrompe os sentidos.
Cada um destes nomes, e muitos outros, nos mostram a terrível natureza de Satanás e seu exército de espíritos de demônios. Satanás governa estes espíritos, enquanto traba­lham dia e noite nos seus planos iníquos de destruir e estragar as maravilhas e belezas da criação de DEUS.

O homem — a possessão prima dos demônios
Desde que o corpo humano tenha o maior meio de ex­pressão, tendo sido feito à semelhança de DEUS, os demônios procuram, como seu maior prêmio, entrar nos seres humanos. No corpo de um homem, ou de uma mulher, os demônios têm a maior esfera de manifestação e expressão. Mas quando não encontram a mais desejada habitação, então aceitam um corpo de menos expressão. Mas não descansam antes de achar um corpo pelo qual se possam exprimir.
É por esta razão que, quando JESUS ia expelir a legião de demônios do maníaco, os demônios Lhe rogaram: "Permite-nos que entremos naquela manada de porcos." E, expulsos, do homem, entraram na manada de porcos e todos se precipi­taram no mar e morreram afogados.

Tipos diferentes de espíritos de demônios
Desde que os espíritos de demônios sejam realmente personalidades, eles manifestam suas próprias personalidades nas pessoas que os possuam.
Há várias classes, ou tipos, de espíritos de demônios justa­mente como há tipos diferentes de pessoas. No relato da Bíblia descobrem-se muitos tipos diferentes de espíritos de demônios em operação. De alguns dos quais queremos tratar mais tarde.

A tragédia da ignorância
É uma tragédia que os crentes não foram ensinados quanto ao que a Bíblia informa claramente sobre a obra dos demônios. Quase tudo que o povo ouve acerca de demônios é que são "almas," "fantasmas," ou "assombrações;" algo para se temer secretamente, mas não para se falar. A maioria das pessoas têm sido influenciadas a temer demônios (como se diz: "se houver tais coisas"), tudo por causa da falta de saber a verdade acerca deles e de sua derrota legal.
Antes de eu saber a verdade quanto aos demônios e sua obra, quanto a Satanás e a sua derrota, temia falar ou pregar acerca deles. Mas agora, que compreendo a sua obra, não mais os temo, sabendo que, longe disso, eles me temem.
Algumas pessoas dizem, porque os ignoram, que não existem tais coisas como demônios hoje em dia; que o título é somente uma figura de retórica. Mas essas pessoas enga­nam-se. A Bíblia é tão clara e definida no ensino sobre demô­nios, como é sobre anjos. Ambos são realidades hoje em dia. Não nos convém ignorarmos nem uns e nem outros.
Quero-vos relatar alguns dos casos em que demônios nos desafiaram em nosso ministério, exatamente como fizeram nos tempos da Bíblia. Isso é prova que existem e trabalham hoje em dia.

As Manifestações dos Demônios

1.   Os demônios falam
Relata-se, repetidamente, na Bíblia como os demônios falavam. Falavam por meio das faculdades das pessoas de que se apossavam, mesmo como teu espírito fala (isto é, tu falas) por meio de tua língua e cordas vocais.
"Porque tinha curado a muitos de tal maneira que todos quantos tinham algum mal se arrojavam sobre Ele, para Lhe tocarem. E os espíritos imundos, vendo-O, prostavam-se diante d Ele, e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de DEUS," Marcos 3.10,11.
"Ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças Lhos traziam; e, pondo as mãos sobre cada um deles, os curava. E também de muitos saíam demônios, clamando e dizendo: Tu és o CRISTO, o Filho de DEUS," Lucas 4.40,41.
CRISTO "os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas, E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, dizendo: Ah! que temos contigo, JESUS nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o SANTO de DEUS. E repreendeu-o JESUS, dizendo: Cala-te e sai dele," Marcos 1.22-25.
Estas Escrituras, e muitas outras, nos mostram como os espíritos de demônios, que se apoderavam de pessoas, fala­vam e conversavam com aqueles que tinham chegado para os expelir.
Em certa cidade, certo homem nos trouxe a esposa, para ser curada e para ser libertada do poder do demônio que a oprimia. Disseram-me que não podiam entrar no culto com a mulher e que, portanto, estava guardada em um quarto ao lado do prédio onde se realizavam os cultos.
Ao entrar neste quarto pequeno, vi lá uma mulher corpu­lenta e muito alta de estatura, sentada numa cadeira com o rosto para a parede. Pesava ao menos 110 quilos e tinha muita força.
Ao entrar no quarto, ela se virou de repente e fitou-me com olhar terrível e mal-humorado. Levantando-se da cadei­ra, disse-me: "Ora, conheço o senhor. Eles me disseram hoje de manhã que eu encontraria com o verdadeiro servo de DEUS Altíssimo." (A família admirou-se, porque não tinham falado uma palavra acerca de levá-la ao culto, nem acerca de um homem que ia orar por ela, porque ela chegara a detestar todas as reuniões religiosas.)
Os demônios temiam e, portanto, queriam parecer religio­sos. (Lede a história da mulher possessa dum espírito que seguia Paulo e Silas, clamando: "Estes homens são servos do DEUS Altíssimo," Atos 16.)
Quando os demônios falavam assim, o ESPÍRITO SANTO dentro de mim se moveu em ira ao ver a maneira mal-humo­rada dos demônios me reconhecerem. E eu disse: "Sim, vós demônios falastes a verdade. Encontram-se com um verda­deiro servo de DEUS Altíssimo e esconjuro-vos em o Nome de JESUS CRISTO que saiam desta mulher e se afastem dela para que ela fique novamente sã e normal. Saiam dela agora, eu vos ordeno."
Os demônios obedeceram, a mulher foi liberta e logo abraçou seu marido alegre, com lágrimas de gratidão a DEUS pelo que Ele lhe tinha feito.

2.   Os demônios são inteligentes
Em certa ocasião, quando JESUS se encontrou com dois homens endemoninhados, vindo dos túmulos, e quando os ia expelir, eles clamaram dizendo: "Que temos nós contigo, JESUS Filho de DEUS? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?" Mat. 8.29. Que queriam dizer os demônios quando diziam: "Vieste aqui ATORMENTAR-nos antes do tempo?" Acerca de que TEMPO falaram?
Os demônios sabem que o lago de fogo (o inferno) foi preparado para o diabo e seus anjos, e que virá o dia quando
"o diabo será lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão ATORMEN­TADOS para todo sempre" (Apoc. 20.10) juntos com os tímidos e incrédulos, e os abomináveis, e os homicidas, e os fornicários, e os feiticeiros, e os idolatras, e todos os mentiro­sos (Apoc. 21.8) e juntos com os que não forem achados escritos no livro da vida, Apoc. 20.15.
Os demônios sabem que vem esse dia. Sabem que serão ATORMENTADOS de dia e de noite para todo o sempre. Sabem que não mais poderão atormentar a humanidade.
Portanto, sabendo tudo isso, tremiam na presença de JESUS e clamaram dizendo: "Vieste aqui ATORMENTAR-nos antes do tempo?"
Os demônios temem. Tremem diante dos servos ungidos de DEUS hoje em dia, porque sabem que nos foi dado poder sobre eles, no Nome de JESUS, e que têm de nos obedecer. Esta é a razão porque pessoas possessas de demônios, muitas vezes, se tornam violentas e drásticas quando são levadas aos cultos de nossas campanhas. Apesar de a pessoa não saber coisa alguma aonde estão sendo levada, os demônios são sabidos e sabem que estão sendo levados para a presença da Palavra de DEUS e para a presença de um servo de DEUS que tem poder e autoridade sobre eles.
Nisso vemos porque muitas pessoas inteiramente surdas têm sido curadas completamente enquanto estão em pé ou sentadas entre os ouvintes, enquanto pregamos a Palavra de DEUS. Apesar de a pessoa surda não ouvir o sermão, o espírito surdo sabe que sua derrota é certa e teme a presença da Palavra de DEUS e do servo ungido de DEUS, por isso sai do corpo e foge. A pessoa surda então pode ouvir. A mesma coisa acontece com qualquer outra espécie de doença.
Algumas pessoas estavam levando uma mulher endemoninhada para um de nossos cultos, quando ao entrarem no vestíbulo do prédio, aconteceu que a senhora Osborn estava na entrada entre a multidão. A endemoninhada começou a estranhar. Os demônios, por certo, sabiam que alguém que reconhecia a derrota de Satanás estava perto. Esta mulher olhou em todo redor, então fitando seu olhar na senhora Osborn, tornou-se furiosa e violenta e disse: "Sei quem é você. E não quero nada com você." Então praguejava com as palavras mais vis enquanto foi levada para dentro. Mais tarde, na mesma noite, a senhora Osborn e eu levamos esta senhora para um quarto, onde oramos por ela. E ela foi maravilhosa­mente libertada dos demônios.
Quero dizer que estas coisas não são escritas aqui para nos elogiar a nós mesmos, mas somente como casos que provam a existência e obra de demônios hoje em dia, mesmo como nos tempos da Bíblia.

3.   Os demônios resistem a entregarem-se
O capítulo 8 de Mateus, o capítulo 5 de Marcos e o capítulo 8 de Lucas descrevem a cena de JESUS expelir a legião de demônios dos dois maníacos.
Descobrem-se, no contexto destes capítulos, os seguintes fatos:
Primeiro: Os demônios de fato professavam adorar a CRISTO (Marcos 5:6), evidentemente querendo evitar que o Senhor os tratasse com demasiada dureza.
Segundo: JESUS ordenou que saíssem do homem, Lucas 8.29; Marcos 5.8.
Terceiro: Os demônios rogaram-Lhe que não os atormentassem (Marcos 5.7; Lucas 8.28), mas quando ficou firme no que ordenava, os demônios se tornaram mais receosos.
Quarto: CRISTO exigia deles: "Qual é o teu nome? "Marcos 5.9; Lucas 8.30.
Quinto: Os demônios responderam: "Meu nome é legião, porque somos muitos," Marcos 5.9.
Sexto: Quando JESUS insistia que fossem embora, os demônios horrorizados ao serem expelidos da sua habitação, do corpo do homem, "rogavam-Lhe muito que os não enviasse para fora daquela província," Marcos 5.10.
Então a legião de demônios que tinham possuído os maníacos, queriam um negócio mais vantajoso. Se ficassem obrigados a saírem da sua possessão humana, então seria melhor habitarem na manada de porcos, que pastava perto. "Todos aqueles demônios Lhe rogavam dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles," Marcos 5.12.
Sétimo: "JESUS logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada precipitou-se por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar." Marcos 5.13.
' Assim, se vê como os demônios se esforçam para não entregarem o seu lugar de possessão; contudo têm de se render à autoridade dos servos de DEUS. E a nós, CRISTO disse: "Dou-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios." "Em Meu Nome expulsarão os demônios."

Um exemplo de loucura
Levaram uma senhora para a fila de oração, que era louca, estando possessa de demônios. Falei com ternura, dizendo: "Faça o favor de inclinar a cabeça." Ela, os olhos revelando ira, respondeu asperamente, dizendo: "Nós não inclinamos nossas cabeças."
Isso me surpreendeu, e reconheci que estava face à face com demônios que desafiavam a autoridade que CRISTO me havia concedido. Ordenei, dizendo: "Sim, ide inclinar a cabeça e calar-vos enquanto oro."
Os demônios falaram novamente, desafiando-me: "Nós não oraremos, nem inclinaremos as nossas cabeças."
Isso me assustou e o ESPÍRITO SANTO, que nos tem dado poder para tais ocasiões, sobreveio-me com toda a ousadia e eu disse: "Calai-vos, e obedecei, porque falo no Nome de JESUS CRISTO, segundo a Palavra de DEUS."
Os demônios então, temendo porque reconheciam que encaravam alguém com autoridade sobre eles, tentaram adquirir algo de mais vantagem para eles, dizendo: "Nós nos calamos hoje, mas amanhã falaremos."
Ordenei-lhes, então: "Em o Nome de JESUS SAIAM DELA AGORA." Os demônios obedeceram, mudou-se o semblante da senhora e ela ficou gloriosamente liberta. Os demônios resistem não querendo entregar-se, mas TÊM de obedecer.

4.   Os demônios pedem reforços
JESUS ensinou uma lição, significativa acerca dos demônios, no capítulo 12 de Mateus. Essas verdades têm sido grandemente desprezadas em nossos púlpitos hoje em dia, tanto como outras doutrinas bíblicas acerca dos demônios.
"Quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para a minha casa donde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros," Mateus 12.43-45.
Neste versículo há prova clara que é possível os demônios chamarem outros demônios para reforçá-los e entrar de novo na pessoa de que haviam sido expulsos, quando a pessoa de quem haviam sido expulsos se descuida de consagrar sua vida a CRISTO.
No caso citado acima, o demônio foi expulso, mas a pessoa não cuidou de encher seu coração de boas coisas. Portanto, o demônio chamou outros espíritos piores que ele mesmo, e entraram e habitaram ali e o último estado desse homem era pior do que o primeiro.
JESUS realmente falava muito seriamente ao paralítico, depois de curado, quando disse: "Não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior," João 5.14.
5.   Os demônios apossam-se sozinhos ou juntos
Já vimos claramente que, onde um demônio se pode apossar de uma pessoa, ele pode chamar outros para ajudá-lo, e enquanto um pode fracassar, com força unida de mais de um, pode vencer, em casos de pessoas não dedicadas de todo o coração a CRISTO.
Mas que todo o crente esteja inteiramente convencido que, ainda que Satanás enviasse uma legião de demônios para nos assaltar, eles teriam de recuar em inteira derrota, porque nos foi dada autoridade sobre TODOS os demônios, e porque está escrito que "vindo o inimigo como uma torrente de águas, o ESPÍRITO do Senhor arvorará contra ele a sua ban­deira," Isa. 59.19. A Palavra de DEUS moldada em nossas vidas nos assegura este fato.
A filha de uma mulher siro-fenícia ficou possessa por "um demônio." 0 demônio saiu da menina quando se concre­tizava a fé.
Maria Madalena ficou possessa por sete demônios, mas todos saíram quando JESUS lhes ordenou.
O maníaco dos túmulos ficou possesso por uma "legião" de demônios, eles obedeceram à ordem do Senhor e saíram.
Fiquemos certos, que, seja um demônio, sete demônios, ou uma legião de espíritos, TODOS têm de obedecer à ordem do servo de DEUS, dada em o Nome de JESUS.

O caso de certo velho
Levaram certo velho à fila para oração. Seus parentes disseram que sofria de artrite e de mente enfraquecida. Jamais me esquecerei o que senti, quando esse homem se aproximou de mim. Reconheci imediatamente que era endemoninhado, mas como era esquisita a sua personalidade! Antes de eu saber o que dizia, coloquei minha mão sobre sua testa e ordenei: "Vós, espíritos excêntricos, saí deste homem e ide embora."
No início, os parentes mostraram-se surpreendidos que eu dissesse que o velho estava possesso de demônios. Mas logo que mandei os espíritos deixarem o homem, uma voz respon­deu: "Nós não sairemos. Não sairemos."
Fiquei indignado contra os demônios, que ousavam deso­bedecer-me, quando eu sabia que deviam fazer como eu lhes ordenara. Ordenei de novo: "Obedecei-me e saí agora, conjuro-vos, em Nome de JESUS."
Imediatamente a voz respondeu em terríveis tons: "Pois não; sairemos. Sim, sairemos" . .. então o velho sorriu, seus olhos tornaram-se normais, e levantou a mão e fitando-me, disse calmamente: "Ò louvado seja DEUS! Estou curado! Sei que estou curado." Ficou completamente transformado em um momento, não sofria mais de artrite, e a família chorou de gozo.

6.   Os demônios reconhecem e obedecem aos que têm autoridade sobre eles
Repetidamente, quando JESUS se encontrava com os endemoninhados, os demônios clamavam, dizendo: "Bem sabemos quem és. És o Filho de DEUS," ou palavras semelhantes; e ainda o fazem. A senhora disse a sra. Osborn: "Sei quem é você. E não quero nada com você," e a velha me disse: "Conheço o senhor. Eles me disseram hoje de manhã que eu me encontraria com o verdadeiro servo de DEUS Altíssimo." Há ainda casos de tais acontecimentos, de vez em quando. Era assim no ministério de Paulo.
"Alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invo­car o Nome do Senhor JESUS sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por JESUS a quem Paulo prega. E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a JESUS, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois? E, saltando neles o homem que tinha o espí­rito maligno, e assenhorando-se de dois, pode mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa," Atos 19.13-16.
Isso prova que os demônios conhecem os que têm autori­dade sobre eles. Conheciam a JESUS e conheciam a Paulo, mas quanto a esses sete filhos de Ceva que os tentaram expelir, somente para ganhar fama, os demônios zombaram e se assenhorearam deles.
DEUS ungiu a JESUS de Nazaré com o ESPÍRITO SANTO e com virtude" (Atos 10.38), e foi o ESPÍRITO SANTO que disse: "Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado," Atos 13.2. As duas pessoas que os demônios con­fessavam eram ambas ungidas com o ESPÍRITO SANTO, o poder de DEUS. O diabo conhece tais pessoas e lhes obedece.
Mas o relato deste acontecimento deve, certamente, servir a todos a nunca brincarem com o diabo. A todo o crente verdadeiro foi dado poder e autoridade sobre TODOS os demônios, e eles nunca devem recear nem vacilar em desem­penhar essa autoridade. Porque JESUS disse claramente: "Estes sinais seguirão aos que crerem . .. Em Meu Nome expulsarão demônios."
Menciono o seguinte, para o gozo de todo o crente: Maria Madalena estava possessa de sete demônios, contudo, um homem, ungido de DEUS, expeliu todos os sete demônios. Ao contrário, nó caso dos filhos de Ceva, havia sete homens, mas nenhum deles era servo ungido por DEUS, e todos esses sete homens não podiam expelir um só demônio. Mas esse demô­nio sozinho assenhoreou-se de todos os sete homens, e assim fugiram nus e feridos. Como era grande o contraste! Prova, certamente, que. toda a força e sabedoria naturais dos homens é inútil no conflito contra o adversário da humanidade, o diabo; no entanto, todos os demônios no inferno não podem fazer coisa alguma contra um dos crentes verdadeiros, ungidos por DEUS. E prova claramente que os demônios conhecem e obedecem aos que têm poder sobre eles.

7.   Os demônios são a causa de doença
Este fato, que se descobre claramente nas Escrituras, ser­virá, aos que chegarem a compreendê-lo plenamente, para aumentar grandemente a sua fé em DEUS pela cura divina.
Certo pregador, que assistira a certo culto em que preguei sobre a relação dos demônios com a doença, disse: "Rev. Osborn, a mensagem hoje à noite contribuiu mais que outra coisa que tenho ouvido, para eu ter fé em DEUS para a cura de todas as doenças. Sabendo que a doença é a investida de Sata­nás contra nossos corpos, antes de uma benção de DEUS, vou resistir a obra de Satanás, repreendê-lo e desempenhar meu domínio sobre ele."
A vida deste pregador foi transformada desde então, mesmo como a minha vida e meu ministério foram transfor­mados na noite em que a minha querida esposa chegou à casa da campanha do Rev. Branham e me contou acerca de sua mensagem sobre a obra dos demônios na doença.

A origem da doença
O Rev. Branham explicou claramente: "Toda doença tem uma vida — um germe que a faz funcionar. Essa vida maligna do germe não veio de DEUS, porque mata e destrói a vida humana. É de Satanás. É esta vida maligna, ou "espírito de enfermidade," que dá vida à doença, ao germe em desenvolvi­mento, mesmo como nosso espírito dá vida ao nosso corpo. E mesmo como o nosso corpo, quando o espírito sai dele morre (Tiago 2.26) e volta para o pó, assim nossa doença, quando o "espírito de enfermidade" é expelido, morre e desaparece.
"Todos nós partimos de um germe miudinho. A vida desse germe veio de DEUS. Nosso corpo, vivendo pelo germe ou espírito de vida que DEUS fez existir, cresceu e se desenvol­veu até chegar a ser um corpo humano, completo.
"Enquanto essa vida, ou espírito, permanecer no corpo, o corpo continua a viver. Mas quando o espírito abandona o corpo, o corpo morre, apodrece e volta ao pó."
O Rev. Branham prosseguiu: "É desta maneira que tantas enfermidades começam de um germe diminuto, de uma vida maligna, de uma vida satânica, enviada para permanecer no corpo humano, possuí-lo e destruí-lo por meio de uma doença terrível. Enquanto a vida, o "espírito de enfermi­dade," existir no corpo, o germe desenvolvendo, a doença continua a viver e fazer sua obra destrutiva. Mas logo ao expelir do corpo o espírito maligno, a vida, o "espírito de enfermidade," em o Nome de JESUS, essa doença, ou germe desenvolvendo, morre. Apodrecerá e passará do corpo. Isso é o processo da cura. A vida da doença, do germe se desenvol­vendo, é repreendida e expulsa. Então os efeitos da doença (do germe desenvolvendo), desaparecerão logo. Quando somos curados milagrosamente a obra, naturalmente, está feita instantaneamente pelo poder de DEUS.
"Por exemplo: Um câncer é uma coisa viva. Sua vida é satânica. Os médicos concordam que, se descobrissem um meio para matar a vida do câncer, para expelir a vida do câncer, os efeitos do câncer desapareceriam do corpo. Mas há duas vidas guerreando uma à outra: a VIDA do câncer e a VIDA do nosso corpo. Até hoje, qualquer remédio usado para destruir a vida do câncer deve ser de tal força que des­truiria a vida do corpo em que o câncer vive.
"Qual é a solução? SOMENTE FÉ NO PODER E AUTORIDADE SOBRENATURAIS DE DEUS! Segundo as Escrituras, JESUS disse: "Em meu Nome expulsarão demônios. Em Nome de JESUS CRISTO, nós como crentes, temos o direito, e autoridade de expelir o "espírito (ou vida) de câncer." É satânico! Quando o espírito, a vida do câncer, que é de Satanás, sai, o câncer morre, e os efeitos desaparecerão."
Quando a minha esposa me contou tudo isso, falado pelo irmão Branham, e como presenciou a cura do povo, então tudo começou a esclarecer para mim. Muitas Escrituras come­çaram a tomar seus devidos lugares na minha mente e o minis­tério da libertação tornou-se uma realidade viva para mim, desde aquele momento.
Resolvemos: "Então a enfermidade é do diabo e temos autoridade sobre o diabo em Nome de JESUS. Então vamos chamar os enfermos. Repreenderemos o diabo que tem escra­vizado e possuído seus corpos com doenças. Expeliremos os malignos "espíritos de enfermidades;" as doenças morrerão, e os enfermos sararão."
Disse à minha corajosa esposa: "Õ aleluia! Vamos anun­ciar um grande culto de cura divina para o domingo à noite, na igreja." Isso fizemos. E chegaram trazendo enfermos de perto e de longe. Impusemos as mãos sobre eles como JESUS nos comissionou em Marcos 16. Repreendemos os espíritos de doenças e os expelimos em Nome de JESUS. Sabemos que a obra foi feita. Os enfermos sararam, como JESUS dissera: O povo começou a dizer em toda parte: "Oraram por mim e agora estou curado!" "Tinha um tumor e agora já desapare­ceu!" "O câncer que eu tinha desapareceu dentro de algumas horas depois da oração!" "As úlceras do estômago sararam. Não existem mais!"

Curai enfermos e expulsai demônios
Agora é fácil compreender esta Escritura: "Trouxeram-Lhe (a JESUS) muitos endemoninhados (observe que esta foi a única classe de pessoas discriminada, que trouxeram ao Senhor), e Ele com a Sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos," Mat. 8.16. Dá a entender que as enfermidades que JESUS curou eram causadas por demônios. Expeliu os demônios destas pessoas e as curou. é isso que Pedro disse: "DEUS ungiu a JESUS de Nazaré com o ESPÍRITO SANTO ... o Qual andou . .. curando a todos os oprimidos do diabo," Atos 10.38.

A mulher encurvada
Relata-se em Lucas 13, que JESUS ensinava na sinagoga e havia ali uma mulher que andava curvada e não podia de modo algum se endireitar. A Bíblia diz que ela era possuída por "um espírito de enfermidade," Lucas 13.11. Qual espé­cie de enfermidade? Era uma bênção de DEUS? Não! JESUS disse que "Satanás" a tinha presa: Lucas 13.16.
Se os médicos fossem chamados para diagnosticar ò caso dessa mulher, não haveria um especialista no mundo, que dissesse: "um espírito de Satanás tem-na presa." Os médicos diriam que era artrite da espinha dorsal, ou vértebras fora de seu lugar, ou empregariam algum termo menos popular. Mas quando conseguirmos chegar à verdadeira origem da aflição, descobriremos que um espírito de enfermidade de Satanás a tem presa. Se expelirmos o espírito, e repreendermos a opres­são de Satanás, ela ficará curada. Assim fez JESUS. As aflições da espinha dorsal ainda são causadas por Satanás.

O homem cego e mudo
"Trouxeram-Lhe então um endemoninhado cego e mudo," Mat. 12.22. Depois de expelir os demônios, os cegos viam e os mudos falavam. Portanto, é evidente que um demô­nio cego causara a cegueira. Satanás é ainda o causador da cegueira.
"Trouxeram-Lhe um homem mudo e endemoninhado. E, expulso o demônio, falou o mudo," Mat. 9.32,33. Neste caso, a causa de o homem ser mudo, foi um demônio mudo. E hoje em dia a causa de uma pessoa ficar muda, é ainda satânica.
O menino surdo-mudo
"JESUS.. . repreendeu o espírito imundo, dizendo-LHE: ESPÍRITO mudo e surdo, Eu te ordeno: Sai dele e não entres mais nele," Marcos 9.25. Então e hoje em dia, aqueles que são surdos-mudos, são assim por causa da obra de um espírito surdo-mudo.

O homem imundo
"Estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, O QUAL (a pessoa possuída de demônio) excla­mou. .. E repreendeu-o (ao demônio) JESUS dizendo: "Cala-te e sai dele," Marcos 1.23,25; Lucas 4.35.
Neste caso havia na sinagoga um homem turbulento, cuja condição era motivada por um espírito maligno e imundo. A causa ainda hoje de um caráter rebelde, imundo é o diabo.

A febre
A sogra de Pedro jazia enferma, com uma febre muito alta. "JESUS. . . inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou," Lucas 4.39. Não se pode repreender algo que não entende palavras. Pode-se repreender somente o que é personalidade. JESUS reconhecia que Satanás operava nesse corpo, como a causa da febre. Ele repreendeu a febre, e esta deixou o corpo da enferma. A febre é também do diabo, e quando repreendida em Nome de JESUS, sai.

Termos da medicina e termos da Bíblia
Os médicos podem dizer que é artrite, mas a causa é realmente um espírito que prende. O termo da medicina pode ser cordas vocais não desenvolvidas e nervos do ouvido mor­tos, mas realmente a dificuldade é que há um espírito surdo e mudo que se deve expelir em Nome de JESUS. Os especialistas podem dizer que é glaucoma ou catarata, mas JESUS disse que era um espírito cego.

Um exemplo de Nova York
Certa senhora endemoninhada, foi levada a um de nossos cultos. Estava nas mãos de Satanás. Ele estava resolvido a tirar-lhe a vida. Sua garganta fechava de maneira que não podia engolir. Saíam vozes estranhas da sua boca dizendo coisas terríveis. Era mal humorada, vingativa e atormentada continuamente por vozes que lhe diziam que alguém a esprei­tava ou olhava.
Quando oramos por ela e os demônios foram expulsos, cambaleava como se estivesse embriagada então subitamente ficou normal. Seus olhos, que antes nos fitavam com ar feroz, mostraram uma atitude amigável e bondosa; seus lábios, que antes encerravam os dentes que rangiam, deram lugar a um sorriso de contentamento. Com lágrimas descendo-lhe pelas faces, ela disse calmamente: "Oh, sinto-me liberta! Sinto-me tão feliz! Estou curada! Estou boa de saúde! Oh, parece que tenho uma nova garganta! Sinto-me liberta da escravidão! Oh, glória a DEUS!" Ficou boa de saúde, e sua garganta curada, quando o diabo a deixou.

Uma senhora cega
Uma mulher inteiramente cega foi-nos levada para oração. Os médicos diziam que os nervos óticos estavam mortos. Durante quase 15 anos andava às apalpadelas totalmente cega, dirigida por um belo cão.
Repreendi o demônio cego que a escravizava. Saiu quando lhe ordenei em Nome de JESUS que saísse. E a mulher gritou de alegria, dizendo: "Oh, agora vejo! Estou curada!"

A jovem louca
Levaram uma jovem linda para a oração, que os médicos diziam que tinha enlouquecido de estudar e que se esforçava demasiadamente. Quando o demônio de loucura foi expulso, em Nome de JESUS, acreditamos que saiu, apesar de não acon­tecer coisa alguma para o manifestar. Mas dentro de poucos dias era normal e empregada em uma fábrica.

O milagre em Kingston, Jamaica
Em Kingston, Jamaica, três mulheres transportaram Vida McKenzie ao nosso culto em um carro de mão, velho. Sofre­rá, diziam os médicos de um derrame completo e fatal do cérebro. Jazera como morta quatro dias e quatro noites sem comer coisa alguma nem engolir uma gota d'água. Seus olhos ficavam virados para trás e todo o. corpo parecia morto, a não ser a pulsação do coração.
Repreendi o demônio que a paralisava e ordenei que saísse dela. Então clamei dizendo: "Vida, abra seus olhos e fique sã." Foi curada instantaneamente. Em poucos minutos levantou-se. Foi para casa, sã e forte.
Centenas de pessoas em Kingston, Jamaica, sabem da cura de Vida McKenzie. A causa da sua enfermidade era simples­mente um demônio, enviado por Satanás para matá-la e des­truí-la, mas DEUS libertou-a. Louvado seja Seu Nome!
Posso relatar centenas de tais casos que aconteceram em nosso ministério, mas creio que tenho relatado um número suficiente, quando considerados à luz das Escrituras, para provar que a enfermidade é ainda de Satanás, causada por
"espíritos de enfermidade,"  e quando estes espíritos são expulsos em Nome de JESUS, os enfermos são curados.

Para nossa meditação
Sem dúvida, a enfermidade é de Satanás. Não são somente as Escrituras que nos ensinam isso; raciocínio comum e lógico, também, o ensinam.
Se a enfermidade fosse de DEUS, então os médicos, seriam do diabo, porque se esforçam para evitar a enfermidade.
Se a enfermidade fosse de DEUS, então todos os hospitais seriam "casas rebeldes," e não "casas de misericórdia," porque combatendo a enfermidade, rebelam-se contra DEUS e contra a enfermidade.
Se a enfermidade fosse de DEUS, toda enfermeira estaria desafiando a DEUS, toda vez que alivia alguém do seu sofri­mento.
Mas desde que a enfermidade é de Satanás, então os médicos, os remédios, os hospitais, a ciência da medicina, devem ser, certamente, de DEUS.
" Desde que a enfermidade é de Satanás, toda a maneira de aliviar os que sofrem deve ser ordenada por DEUS.
Os pregadores que crêem que DEUS deseja que Seus filhos sofram, nunca devem chamar um médico, nem recomendar tratamento médico para os membros de suas igrejas, porque, assim fazendo, seria procurar evitar a vontade de DEUS nas suas vidas. Mas noto que os que pregam isso, estão prontos a recomendar o médico que acham melhor qualificado para aliviar o sofrimento por meio da medicina, queira ou não queira DEUS, que Seus filhos sofram.
Os pregadores que crêem que a enfermidade é uma bên­ção nunca devem aceitar tratamento médico para ficar bom de doença, mas antes orar pedindo que todos os membros da sua família e da sua igreja recebessem essa bênção. Mas noto que os que pregam e ensinam que a enfermidade é uma bên-Çao, estão sempre ansiosos que o médico opere e retire a bênção," queira ou não queira DEUS.
Aqueles que crêem e ensinam que a enfermidade é de DEUS devem estar contra todos os meios para aliviar o sofrimento. Não é lógico ensinar que a doença é dada por DEUS, então recomendar tratamento médico para se livrar de doença.
Desde que a enfermidade é satânica, então todos os meios para destruí-la devem ser de DEUS.
Se DEUS deseja que soframos por Sua glória, então convêm-nos sofrer antes de gozar boa saúde.
Se é a vontade de DEUS que fiquemos doentes, então não devemos fazer coisa alguma para opor à vontade divina de DEUS, e, com paciência, permanecer doentes.
Mas desde que a enfermidade é de Satanás, então todos os meios de adquirir alívio, devem ser uma bênção, se for "a oração da fé," ou se for "os dons de curar," para os que servem a DEUS fielmente e crêem, e se fiam nas Suas promes­sas divinas. Ou, quando para os que não servem a DEUS, e nem têm fé nas promessas de DEUS para curar, "a ciência da medi­cina" é indispensável.

 FONTE : APAZDOSENHOR.ORG





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