quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Lição 02 - Mateus, o Evangelho do Reino



Mateus, o Evangelho do Reino
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Lições Bíblicas nº 57

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Mateus 7.21-23
21 - Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
22 - Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fi zemos muitas maravilhas?
23 - E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
Mateus 18.1-31 - Naquela mesma hora, chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo:
Quem é o maior no Reino dos céus?
2 - E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles
3 - e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fi zerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.


TEXTO ÁUREO
"Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas." Mateus 6.33

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

Caro professor, a marca indelével do Evangelho de Mateus é o Reino dos céus. Relembrar o assunto abordado na lição anterior é uma boa maneira de introduzir esta lição, pois todo Rei precisa de um reino.
Apresente aos alunos o contexto histórico daquele tempo: as regiões da Judeia, Galileia, Pereia e Samaria estavam sob a jurisdição do Império Romano; por essa razão, como bem destacou Pr. Walter Brunelli, aquele era um momento delicado; pois o fato de estarem nas mãos do governo romano criava grande tensão entre o povo; porém, o que movia Jesus não era um reino político, mas, sim, um reino espiritual e eterno.
Prepare-se com antecedência para ministrar esta aula. Que Deus possa usá-lo com graça e ousadia.
Boa aula!

Palavra introdutória
Nenhum outro evangelista falou tanto sobre o Reino como Mateus. Em seu Evangelho, a palavra reino aparece mais de 55 vezes, e a expressão Reino dos céus, 32 vezes. Das dezenas de parábolas encontradas em Mateus, apenas cinco não começam com a expressão “o Reino dos céus é semelhante a [...]” (Mt 13.3; 21.28; 21.33; 24.45; 25.14).
A definição humana de reino está diretamente relacionada à extensão territorial administrada por dado soberano. Em Mateus, no entanto, a expressão Reino de Deus não tem conotação geográfica, mas, sim, relacional.
Jesus pregou o evangelho do Reino (Mt 4.23), indicando que, onde houver um coração regenerado por Ele, ali também estará o Seu Reino. As parábolas propostas pelo Mestre para apresentar a dimensão do Seu domínio revelam sua multiforme abrangência; só em Mateus 13, Ele comparou-o:
ao semeador (v. 3-9);
ao campo, no qual crescem juntos o trigo e o joio (v. 24-30);
à semente de mostarda (v. 31,32);
ao fermento que é introduzido na massa (v. 33);
a um tesouro escondido (v. 44);
à pérola de grande preço (v. 45,46);
a uma rede lançada ao mar que apanha toda qualidade de peixes (v. 47-50).
A ideia de um reino teocrático não aparece apenas no Novo Testamento. Quando Israel estava no Sinai, após ter sido resgatado do cativeiro egípcio, Deus falou ao povo: Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa (Êx 19.6a ARA).
A priori, Israel seria o povo que formaria o Reino; e Deus seria o seu Rei. Entretanto, o advento do
Messias, como Rei prometido, revela-nos um novo prisma: Cristo viveu, morreu e ressuscitou; quem nele crê pode ingressar no Reino de Deus (Mt 21.43).

1. AS LEIS DO REINO 
Um reino no qual inexistem leis e/ou regras torna-se uma anarquia (conf. Michaelis: sistema político e social baseado na negação do princípio de autoridade governamental). O Reino de Deus é dotado de princípios que normatizam a conduta dos seus cidadãos — neste tópico, tais princípios serão chamados de leis do Reino.
Essas leis (do Reino) não podem ser entendidas como um meio para conquistar-se a salvação, visto que a recebemos por intermédio de Jesus e de Seu sacrifício na cruz. Uma pessoa pode viver de maneira ilibada, mas, se não reconhecer Jesus como único e suficiente Salvador, não será salva. As leis do Reino descrevem a condição interior e as ações exteriores dos que já são cidadãos do Reino.

Mateus registrou a mensagem mais cuidadosamente estruturada dos Evangelhos; os capítulos 5—7 do livro trazem não apenas orientações para os súditos do Rei, mas incluem advertências àqueles que pensam ser verdadeiros discípulos, mas não o são, pois suas práticas não condizem com o seu discurso.
Os escribas e fariseus, por exemplo, pensavam que, pelo fato de cumprirem a Lei de Moisés, sistematicamente, eram mais justos que os outros. Jesus ensina-nos, neste sermão, que a justiça do Reino suplanta tal premissa, pois o pecado consiste não apenas no ato cometido, mas também no motivo ou sentimento que o provocou (Mt 5.21,22,27,28). O Sermão do Monte traz, de modo sintético, o tipo de vida que Jesus, o Rei, quer que Seus súditos vivam. 

DIVISÃO SINTÉTICA DO SERMÃO DO MONTE
REF. BÍBLICA
Parte 1 — Introdução
 Mt 5.1-2
Parte 2 — As bem-aventuranças ou o caráter do cidadão do Reino
 Mt 5.3-16
Parte 3 — A conduta do cidadão do Reino diante da Lei
 Mt 5.17-48
Parte 4 — A conduta do cidadão do Reino em relação a Deus
 Mt 6.1-34
Parte 5 — A conduta do cidadão do Reino diante dos valores da vida
 Mt 7.1-29


1.1. Leis éticas e morais 
A ética e a moral observadas nos escritos de Mateus vinculam-se à pessoa e à obra de Jesus, cuja vida e ensino constituem-se no cumprimento da Lei. No conhecido Sermão do Monte, Jesus apresentou os princípios éticos e morais do Seu Reino, os quais formam uma contracultura diante da cultura
imposta pela sociedade.
A palavra ética tem origem no grego (ethos = morada, habitat, refúgio) e está associada ao caráter (à índole, ao modo de ser) de dado indivíduo. A moral, por sua vez, tem origem no latim (morales = relativo aos costumes) e relaciona-se ao conjunto de regras aplicadas na sociedade. Em outras palavras, significa dizer que enquanto a ética diz respeito ao comportamento pessoal, a moral atrela-se ao comportamento social (exercido na coletividade).

1.1.1. A ética ilumina a conduta moral 
Para aquilo que muitos consideram estar no campo da decisão moral, é a ética (pessoal) quem dita o comportamento, na realidade. Por exemplo: em alguns países, onde o aborto é uma questão moral (normatizado pela lei), é a ética (caráter individual) quem determina sua prática ou não.
Mateus pode ser considerado o Evangelho ético por excelência; no entanto, a ética apresentada por Jesus nesse livro não se restringe a uma lista de regras; antes, diz respeito a fazer a vontade de Deus. Destaque-se, neste ponto, que a exigência central da Lei de Deus é o amor ao próximo: esse, aliás, é o cerne da missão de Cristo. Enquanto a ética e a moral do mundo dizem: “o que você me faz, faço a você”, a ética e a moral do Reino afirmam: “o que Deus tem feito por mim, isso farei por você”.
Não foi por acaso que o Mestre chamou de sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16) aqueles que — mesmo vivendo em um ambiente deturpado — sabem que precisam fazer a diferença, pois são cidadãos do Reino de Deus.

1.2. Leis espirituais 
Uma reforma eficiente começa de dentro para fora. O Reino de Deus encontra-se no campo da espiritualidade (Rm 14.16,17); sendo assim, as leis espirituais não ficam relegadas a um segundo plano.
As leis éticas e morais dizem respeito ao relacionamento dos cidadãos do Reino com os cidadãos do mundo. As leis espirituais, em contrapartida, dizem respeito ao relacionamento dos cidadãos do Reino com o Deus do Reino. Essas leis espirituais podem soar como loucura para os que estão no mundo; podem não fazer sentido para os céticos; contudo, os cidadãos do Reino entendem que não basta ter uma vida equilibrada (na horizontal), é preciso estabelecer comunhão com o Eterno (na vertical).
Dentre as muitas leis espirituais contidas nos ensinamentos de Jesus, destacamos dez: doação e liberalidade, sem pensar em recompensa (Mt 6.2-4) — fazer o bem a quem não tem condições de retribuir;
- oração (Mt 6.5-15) — trata-se da forma mais íntima e profunda de relacionar-se com Deus;
- adoração (Mt 6.9) — Pai nosso [...], santificado seja teu Nome — adorar a Deus é primazia no Reino;
- perdão (Mt 6.12-15) — ninguém pode esperar receber perdão, se não o concede a outrem;
- jejum (Mt 6.16-18) — abster-se de alimentos, não como penitência, mas como um ato espiritual;
- desapego das coisas materiais (Mt 6.19-21) — um cidadão do Reino dos céus não pode estar preso à terra; 
- crença na provisão divina (Mt 6.33) — ansiedade e preocupação não podem nos dominar;
- não julgar o próximo (Mt 7.1-5) — precisamos julgar a nós mesmos, não os outros;
- discernimento (Mt 7.6) — cidadãos do Reino precisam saber identificar as coisas espirituais;
- prática da Palavra (Mt 7.24-29) — ouvir e não praticar desabilita-nos a viver no Reino.

2. COMO SER UM CIDADÃO DO REINO
Ser cidadão do Reino de Deus é ser discípulo de Cristo.
Não há outra maneira de tornar-se um cidadão do Reino, senão por intermédio de Jesus:
 Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me (Mt 16.24). Seguir a Cristo é opcional. Ele disse: “se alguém quiser”, mas, após decidir-se pelo Caminho, há condicionais
para Seus seguidores.

2.1. Renuncie-se a si mesmo!
Cristo não nos chama para a afirmação do eu, mas para sua renúncia. Precisamos abdicar do orgulho, soberba, presunção e autoconfiança, antes de seguir Seus passos. Entrementes, negar-se a si mesmo não equivale à aniquilação pessoal. Não se trata de anular-se, mas de servir a Cristo e ao Reino com prioridade. Negar a si mesmo implica permitir o reinado soberano de Jesus, onde o ego tenha previamente exercido total controle. No reino dos homens, o ego predomina; no Reino de Deus, é preciso renúncia.
Para ser um cidadão do Reino, é preciso abrir mão dos sonhos, projetos de vida e desejos do coração? Absolutamente, não! Jesus disse: [...] buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.33; grifo do comentarista). Paulo disse: [...] Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim (Gl 2.20a), ou seja, o que prevalece não é mais o meu eu, mas a vontade de Cristo.

2.2. Tome sobre si a sua cruz!
A cruz é o símbolo da responsabilidade cristã: é impossível ter Cristo no coração, se não houver cruz sobre os ombros.
Tomar a cruz é assumir a responsabilidade do martírio, se necessário for; assim como Ele fez por nós. A figura de linguagem aqui utilizada remete-nos a um condenado, forçado a levar a própria cruz até o lugar da execução (Jo 19.17); entretanto, enquanto o condenado o faz por coação, o discípulo de Cristo o faz de boa vontade. Assim como um condenado à execução não podia ocultar a sua cruz, pois era obrigado a transportá-la publicamente, assim também um discípulo de Cristo não teria como ocultar sua fidelidade como cidadão do Reino, nem os resultados dessa responsabilidade em sua vida.
Há muitos crentes sem cruz, mas vida cristã sem responsabilidade para com o Reino não existe.

2.3. Siga-me!
Esta condicional diz respeito a seguir a Cristo diária e constantemente, não apenas por um determinado tempo. Segui-lo é imitá-lo; é fazer o que Ele faria em nosso lugar; é ser-lhe fiel, não somente quando for fácil, conveniente ou popular, mas colocar a mão no arado e não olhar atrás, seguindo-o, pela fé, sem retroceder.
O cidadão do Reino dos céus é fiel a Cristo não apenas no início da jornada; ao contrário, ele anda em Suas pegadas (1Pe 2.21), obedece aos Seus mandamentos e é-lhe grato pela salvação recebida. As nossas atitudes e escolhas revelam se estamos seguindo o Rei e sendo-lhe fiéis, ou se já renunciamos à herança eterna.

3. UM REINO TRANSCENDENTE 
Ao Reino não se aplicam delimitações políticas ou geográficas, como acontece com os reinos dos homens. O domínio do Reino de Deus está na terra e no céu; ele é transcendente: Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu (Mt 6.10).
Destacamos, a seguir, algumas premissas do Reino: o Reino de Deus representa Seu domínio (Mt 5.34,35); ser um cidadão do Reino implica acreditar que, mesmo estando neste mundo e subordinado aos governos humanos,
Deus opera poderosamente, desde os céus, em favor do Seu povo, aqui na terra;
os reis da terra têm sua presença limitada; a presença do Rei do Reino, em contrapartida, não se limita ao céu, pois Ele interage diretamente com a terra (Sl 24.1).
3.1. Do céu para terra
Não podemos ser alienados, no que diz respeito à nossa cidadania terrena, mas precisamos entender que o governo do reino espiritual, no qual estamos inseridos, emana do céu.
Em outras palavras: não somos regidos por imposições terrenas, mas pela autoridade do Rei eterno.

3.2. Da terra para o céu 
Assim como o céu interatua com a terra, a terra interage com o céu. Engana-se quem pensa que atitudes tomadas neste mundo não se refletem no céu (leia Mt 10.32,33). O que fazemos aqui, seja bom ou mau, compromete nossa cidadania celestial.

3.3. Eterno
O Reino de Deus não transcende apenas a geografia (o espaço), ele transcende também o tempo. Muitos reinos e impérios levantaram-se com vigor e exuberância, mas não puderam superar a força do tempo e a pujança da evolução.
Grandes conquistadores sucumbiram, e seus reinos ruíram, mas o Reino de Deus é eterno (Sl 145.13). Não apenas o Reino é eterno; o seu Rei também é.
O tempo não pode influenciar o Reino de Deus, pois ele é eternamente (passado, presente e futuro). O Reino já estava preparado antes da fundação do mundo (Mt 25.34); desde a pregação de Jesus, ele está presente entre nós (Mt 4.17); mas, em um futuro breve, será estabelecido para sempre (Ap 11.15b). Somos cidadãos de um reino eterno.

CONCLUSÃO
O Reino de Deus deve ser experimentado e vivido, não apenas transmitido e ensinado. Enquanto aguardamos o reino escatológico, sua essência deve ser levada a cabo no tempo presente.
Jesus chamou homens e confiou-lhes a continuidade desse Reino. Princípios éticos, morais e espirituais não caminham sozinhos pela terra, eles precisam ser conduzidos por pessoas e instituições que sirvam ao Rei com inteireza de coração.
À medida que outras pessoas passam a crer e a participar dessa experiência, o Reino de Deus expande-se no mundo.


Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 57


Mateus, o Evangelho do Reino | ADVEC TAQUARA | 13/01/19 | Pr Isaías Jr

Lição 2 - Mateus, o Evangelho do Reino


Introdução 
João Batista anuncia que o Reino estava próximo. Jesus ainda não havia iniciado seu ministério. Mateus 3:1,2 Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Ele dizia: "​Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo".
 O início do ministério de Jesus. A chegada do Reino Mateus 4:12-17  Jesus, porém, ouvindo que João estava preso, voltou para a Galiléia; E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali; Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz: A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, Junto ao caminho do mar, além do Jordão, A Galiléia das nações; O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; aos que estavam assentados na região e sombra da morte,A luz raiou. Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: ​Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.


Aqui farei uma inversão na ordem dos tópicos para caracterizar o Reino antes de falar de suas Leis. Falaremos primeiro do tópico 3 da lição.​.. 3.
Um Reino Transcendente

3.1 Do céu para a terra 3.2 Da terra para o céu
O Reino deve na Terra como é no Céu! Venha o teu Reino! Mateus 6:9,10 Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

3.3 Eterno (preparado desde a fundação do mundo) Mateus 25:34 34.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança ​o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;  
1. As Leis do Reino

Há leis no Reino!
Quem não segue as leis está fora do Reino!
Mateus 7:21-23 - texto bíblico básico "Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’ Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’ "

1.1 Leis éticas e morais

As leis éticas e morais do Reino são tensas! Mateus 5:38-48 38.
Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. 39.Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; 40.E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; 41.E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. 42.Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes. 43.Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. 44.Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; 45.Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. 46.Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? 47.E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? 48.Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.


Mateus 7:1,2 - Não julguem "Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.

Mateus 7:3-5 - Cuide da sua vida 3. "Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? 4. Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? 5. Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.

1.2 Leis espirituais

Orem Mateus 7:7-11 7.
"Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. 8. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. 9. "Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? 10.Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? 11.Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!

Perdoem Mateus 6:12-15 12.
Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. 13.E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’. 14.Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. 15.Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas".

Conhecimento e Prática da Palavra Mateus 7:24-29 24.
"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. 25.Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. 26.Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. 27.Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda". 28.Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino, 29.porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei.

2. Como ser um cidadão do reino

Mateus 16:24 Então Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.

2.1 Renuncie-se a si mesmo!
● O que atrapalha sua comunhão com Deus?
● O que precisa ser renunciado na sua vida?

2.2 Tome sobre si a sua cruz!
● Cruz é chamado, missão, responsabilidade.
 ● Jesus tomou a cruz dele e cumpriu sua árdua missão.
● Qual é a sua cruz? Seu chamado? Sua missão?

● Cruz é dor, dificuldade, sofrimento
● Jesus sofreu muito por nós!
● Até que ponto, você está disposto a sofrer por Ele?
 ● Mateus 26:39
● Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres".

2.3 Siga-me!
● O Reino é prioridade!
● Lucas 9:59-62 59.A outro disse: "Siga-me". Mas o homem respondeu: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". 60.Jesus lhe disse: "Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus". 61.Ainda outro disse: "Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e me despedir da minha família". 62.Jesus respondeu: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus".
Conclusão Busquemos o Reino de Deus na Terra para que vivamos eternamente no Reino dos Céus Mateus 6:33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Mateus 13:36-43 36.Então ele deixou a multidão e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: "Explica-nos a parábola do joio no campo". 37.Ele respondeu: "Aquele que semeou a boa semente é o Filho do homem. 38.O campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno, 39.e o inimigo que o semeia é o diabo. A colheita é o fim desta era, e os encarregados da colheita são anjos. 40."Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era. 41.O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal. 42.Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. 43.Então os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça".

                             Características do Cidadão do Reino de Deus


1.O cidadão do Reino cumpre a vontade do Senhor do Reino (Mateus 7:21);  “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade demeu Pai, que está nos céus.”   Não basta saber o que é certo. Tem que fazer o que é certo. Não basta pregar, tem que viver o que se prega 

2.Está comprometido com a missão de propagação do Reino (Marcos 1:16-18);  “E, andando junto do mar da Galiléia, viu Simão, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens. E,DEIXANDO LOGO AS SUAS REDES, O SEGUIRAM.”  O cidadão do reino não se embaraça com esse mundo.  Não perde tempo com pequenos prazeres pois seu tesouro está no Reino de Deus  Se você é cidadão do reino então fale sobre esse reino e seu justo Rei.

3.Sabe que seu procedimento é meio para evocação da justiça do reino (Mateus5:20);  “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.”    4.Tem o reino como sua prioridade (Mateus 6:33); “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

 5.Compreende a necessidade de identificação com o senhor do Reino (Mateus 5:11-12; João 15:20) “ Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.   Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.”    “ Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu SENHOR. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.” 
  6.Está disposto a renunciar sua própria vida (Mateus 16:24); “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie -se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me ”    7.Enfrenta os desafios da vida, sabendo que a vitória final é certa (Mateus 13:43; ICoríntios 15:57).  “Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”    “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” 

                                               O Reino de Deus


O Reino dos Céus, um filme de Ridley Scott lançado em 2005, trata de conflitos para controlar e manter a paz na cidade de Jerusalém. Tanto na Idade Média como nos dias de hoje, muitas pessoas têm entendido o Reino de Deus como uma entidade política e material. Milhões ainda acreditam que Jesus voltará à terra para estabelecer um reino com um exército físico e território geográfico. Seu conceito do reino é material e terrestre.
Um entendimento correto do Reino de Deus não vem do cinema, nem das especulações humanas sobre os planos de Deus para o futuro. Para entender a natureza desse reino, precisamos examinar os ensinamentos sobre o assunto nas mensagens reveladas pelo Senhor nas Escrituras.
O Novo Testamento fala repetidamente do reino de Deus ou do reino dos céus. Esse reino foi o tema da pregação de João Batista, o precursor de Jesus. Quando João começou a anunciar a mensagem do Senhor no deserto da Judeia, ele dizia: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 3:2). Pouco tempo depois, Jesus iniciou seu ministério com a mesma mensagem: "Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 4:17). Lucas comenta depois sobre este propósito no ensinamento de Jesus: "Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado"(Lucas 4:43). Até o final do seu trabalho, Jesus continuou pregando um reino espiritual e celestial: "O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui" (João 18:36).
Depois de Jesus cumprir sua missão terrestre e voltar para os céus, os apóstolos e outros pregadores na igreja primitiva continuaram pregando o mesmo tema. Filipe levou o evangelho à cidade de Samaria. "Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres" (Atos 8:12). A reação à mensagem sobre o reino dos céus foi a decisão desses ouvintes de aceitar a orientação espiritual, levando ao batismo deles. Se o reino fosse material e político, teriam pedido cidadania ou tomado armas para defendê-lo (como o próprio Jesus disse para Pilatos em João 18:36).
Em Éfeso, Paulo ensinou durante três meses em uma sinagoga, "dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus" (Atos 19:8). Esta mensagem envolve todo o propósito de Deus desde as profecias do Antigo Testamento até o cumprimento delas em Jesus. Quando Paulo chegou a Roma, ele teve oportunidade de explicar sobre o reino: "Então, desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição em testemunho do reino de Deus, procurando persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas" (Atos 28:23).
Nesse último capítulo do livro de Atos dos Apóstolos, percebemos que a mensagem do Reino dos céus é inseparável da mensagem sobre Jesus Cristo. O livro termina com este comentário sobre o trabalho de Paulo durante sua prisão em Roma: "pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo" (Atos 28:31). Quando ele usa o termo "Senhor Jesus Cristo", ele enfatiza três aspectos importantes do trabalho do Filho de Deus. Jesus é um nome que significa Salvador. Cristo vem da forma grega da palavra Messias, que significa Ungido. Senhor identifica sua posição de autoridade absoluta, pois ele é o rei do reino celestial.
Receber o reino dos céus não significa a participação em alguma guerra carnal para matar ou dominar outras pessoas. Significa a submissão total a Jesus Cristo. Como ele mesmo disse: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado" (Mateus 28:18-20).
Jesus nos convida a participar do seu reino eterno como cidadãos sujeitos ao Rei!
                                                                                      por Dennis Allan


 FONTE :


                                                O Evangelho do Reino


por Charlie Brackett

Jesus veio “pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1:14-15).
Com a brevidade usual, Marcos expôs o que ele e outros escritores inspirados denominaram o evangelho do reino. Evangelho significa boa nova ou boa mensagem. O reino de Deus estava próximo. Sua vinda estava perto. Os mandamentos de Deus ordenam a todos que se arrependam e creiam nessa jubilosa mensagem.
Nunca houve uma mensagem tão acreditável. O poder miraculoso provava que Jesus falava a verdade; “trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou”(Mateus 4:24). O poder sobre os demônios provou ser verdadeira a sua mensagem e anunciou poderosamente a chegada do reino. Acusado de expelir demônios pelo poder de Satanás, Jesus replicou que, se isso fosse verdadeiro, o reino de Satanás estava dividido, condenado à aniquilação. “Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus”, ele disse, “certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mateus 12:22-30). A vinda do reino de Deus era um golpe mortal em Satanás. A luta foi breve. Ainda que tudo parecesse perdido na cruz, a vitória foi arrebatada da morte quando Cristo ressuscitou. O reino veio! Essa boa nova ressoou em todos os cantos do globo e ainda oferece esperança a todos os pecadores. Ela persiste porque o evangelho do reino é...

  • A boa nova de Deus (Romanos 1:1). Ele é sua fonte. Paulo escreveu, “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito” (1 Coríntios 2:9-10). As boas novas do reino são dignas de aceitação e crédito.
  • A boa nova do Filho de Deus, Jesus Cristo (1 Tessalonicenses 3:2). Ele é o mensageiro. “Deus...nestes últimos dias, nos falou pelo Filho” (Hebreus 1:1-2). Jesus não é somente o mensageiro, ele é a mensagem. O evangelho apresenta Jesus: quem ele é (o Filho de Deus), como foi declarado (ressuscitado dentre os mortos), e o que ele fez (fez-nos seus chamados, amados de Deus) (Romanos 1:1-7,9,16). Marcos afirma que o início do evangelho de Jesus Cristo estava escrito nos profetas (Marcos 1:1-2). As boas novas de um reino vindouro seriam incompletas se não houvesse predição, descrição e anúncio da vinda do Rei.
  • A boa nova da graça de Deus (Atos 20:24). É uma bela história de amor, e a graça de Deus é vista nesse amor. Pela graça ele nos salva e nos eleva para sentarmos em lugares celestiais em Cristo (Efésios 2:4-8). Quando se fica na graça de Deus, tem-se paz com Deus em seu reino (Romanos 5:1-2; Colossenses 1:13-14). A graça de Deus explica a bondade básica do evangelho.
  • A boa nova da nossa salvação (Efésios 1:13). O evangelho é o poder de Deus para salvar (Romanos 1:16). Por ele os pecadores crêem que Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos (Romanos 10:9) e são persuadidos a invocar o nome do Senhor para serem salvos (Romanos 10:13). Nele eles aprendem que para permanecer no amor de Deus e para retribuir-lhe amor, é necessário guardar seus mandamentos (João 15:9-10; 1 João 5:3). Obedecendo quanto ao arrependimento e batismo (Marcos 16:16; Atos 2:38), eles se tornam cidadãos do reino (Atos 2:41,47; Colossenses 1:13).
  • A boa nova de paz (Efésios 6:15). Muitos buscam a paz. Alguns fingem ter a paz, mas por dentro estão as dúvidas, a ansiedade e a perturbação. Outros tentam fazer a paz. Horas e dinheiro incontáveis são gastos nos auditórios de conferências do mundo buscando a paz. Tanto os líderes políticos como os religiosos negociam sem sucesso duradouro. Mas o evangelho do reino diz, “simplesmente receba a paz”. O evangelho leva o homem a se reconciliar com Deus (Romanos 5:10-11) e unir-se com o seu semelhante (1 João 5:1). Jesus Cristo, que é nossa paz (Efésios 2:14-18), diz, “Vinde a mim...Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim...e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11:28-30). Esse descanso traz paz com Deus e consigo mesmo, e dá ao lar, à igreja e a tudo mais, uma calma celestial. Oh, paz que ultrapassa o entendimento (Filipenses 4:7)!
  • A boa nova de esperança (Colossenses 1:23). Muitos dos que lêem isto têm ouvido e recebido aquela mesma esperança do evangelho que os cristãos primitivos abraçaram. Que Deus nos ajude a permanecer “na fé, alicerçados e firmes” para que nossa esperança no reino não venha a diminuir.

           COMENTÁRIO BÍBLICO NOVO TESTAMENTO 
            MATTEW HENRY

Versículos 7-11

A   oração   é   o   meio   designado   para   conseguir   o   que   necessitamos .   Orem;   orem   freqüentemente;  façam   da   oração   sua   ocupação   e   sejam   sérios   e   fervorosos   nela.   Peçam,   como   um   mendigo   pede esmola. Peçam como o  viajante pergunta pelo caminho.  Busquem como se  busca uma coisa de  valor que   perdemos;   ou   como   o   mercador   que   procura   por   pérolas   boas.  Chamem   como   bate   à   porta   o que   deseja   entrar   em   casa.  O  pecado   colocou   chave   e   fechou   a   porta   contra   nós;   pela   oração chamamos.
Seja  o  que   for   pelo   que   orem,   conforme   com   a   promessa,   será   dado   se   Deus   vê   que   é   bom  para vocês,   e   que   mais   poderiam   desejar?   Isto   é   para   aplicá-lo   a   todos   os   que   oram   bem;   todo   o   que  pede,   recebe,   seja   judeu   ou   gentio,   jovem   ou   velho,   rico   ou   pobre,   alto   ou   baixo,   amo   ou   servo,  douto ou inculto, todos por igual são bem-aventurados ao trono da graça, se vão pela fé.É   explicado   comparando-o   com   os   pais   terrenos   e   sua   aptidão   para   darem   a   seus   filhos   o   que  pedem. 
Os   pais   costumam   ser   nesciamente   afetuosos,   mas   Deus   é   onisciente.   Ele   sabe   o   que necessitamos,   o   que   desejamos,   e   o   que   é   bom   para   nós.   Nunca   achemos   que   nosso   Pai   celestial nos pediria que oremos e depois se negaria a ouvir ou a dar-nos o que não nos prejudica .
Versículos 12-14

Cristo   veio   a   ensinar-nos   não   somente   o   que   devemos   saber   e   acreditar,   senão   o   que   devemos  fazer;   não   só   para   com   Deus,   senão   para   com   os   homens ;   não   só   para   com   os   que   são   de   nosso  partido   e   denominação,   senão   para   com   os   homens   em   geral,   com   todos   aqueles   que   nos relacionemos.  Devemos   fazer   a   nosso   próximo   o   que   nós   mesmos   reconhecemos   que   é   bom   e  razoável.  Em   nossos   tratos   com   os   homens   devemos   colocar-nos   no   mesmo   lugar   e   nas circunstâncias daqueles com os que nos relacionamos, e agir em conformidade com isso.
Não   há   senão   dois   caminhos:   o   correto   e   o   errado,   o   bom   e   o   mau;   o   caminho   ao   céu   e   o caminho   ao   inferno;   todos   vamos   andando   por   um   ou   por   outro;   não   há   um   lugar   intermédio   no além;  não  há   um  caminho  neutro.   Todos  os  filhos  dos   homens  somos   santos  ou  pecadores,   bons   ou  maus.

Vejam   o   caminho   do   pecado   e   dos   pecadores,   que   a   porta   é   larga   e   está   aberta.   Podem   entrar por  esta   porta   com  toda s  as  luxúrias   que  a   rodeiam;   não   freia  apetites  nem   paixões.  É  um   caminho largo;   existem   muitas   sendas   nele,   há   opções   de   caminhos   pecaminosos.  Há   multidões   neste caminho.  Mas   que   proveito   há  em   estar   disposto   a   ir   para  o   inferno   com   os   outros,   porque   eles   não irão   ao   céu   conosco?   O   caminho   da   vida   eterna   é   estreito.   Não   estamos   no   céu   tão   logo   como passamos   pela   porta   estreita.  Devemos   negar   o   enérgico,   manter   o   corpo   sob  controle,   e   mortificar as   corrupções.  Devemos   resistir   as   tentações   diárias;   devemos   cumprir   os   deveres. 
Devemos   velar em   todas   as   coisas   e   andar   com   cuidado;   e   devemos   passar   por   mui ta   tribulação.   Não   obsta nte, este   caminho   nos   convida   a   todos;   conduz   à   vida,   ao   consolo   presente   no   favor   de   Deus,   que   é   a  vida da  alma; à  bênção eterna,  cuja  esperança no  final de  nosso  caminho deve  facilitar-nos todas as  dificuldades   do   caminho.
 Esta   simples   declaração   de   Cristo   tem   sido   descartada   por   muitos   que   se  deram   ao   trabalho   de   fazê-la   desaparecer   com   explicações,   porém   em   todas   as   épocas   o   discípulo  verdadeiro   de   Cristo   tem   sido   visto   como   uma   personalidade   singular,   que   não   está   na   moda;   e todos   os   que   ficaram   do   lado   da   grande   maioria,   se   foram   pelo   caminho   amplo   rumo   a   destruição. Se  servirmos  a  Deus,  devemos  ser   firmes  em  nossa  religião.   Podemos  ouvir   repetidas  vezes  sobre  a porta   estreita   e   o   caminho   apertado,   e   que   são   poucos   o   que   o   acham,   sem   condoer-nos   por   nós  mesmos   ou   sem   considerar  se   entramos   no   caminho   estreito   e  qual   o   avanço   que   estamos   fazendo  nele?

Versículos 15-20

Nada   impede   tanto   aos   homens   de   passar   pela   porta   estreita   e   chegar   a   ser   verdadeiros  seguidores   de   Cristo   como   as   doutrinas   carnais,   apaziguadoras   e   aduladoras   dos   que   se   opõem   à  verdade. Estes podem ser  conhecidos pelo arrasto e os efeitos  de suas doutrinas.  Uma parte  de seus temperamentos   e   condutas   resulta   contrária   à   mente   de   Cristo.   As   opiniões   que   levam  a   pecar   não vêm de Deus.

Versículos 21-29

Aqui Cristo mostra que não bastará reconhecê-lo como nosso Amo somente de palavra e língua. 
É necessário  para   nossa   felicidade   que   acreditemos   em  Cristo,   que   nos   arrependamos   do   pecado,  que vivamos   uma   vida   santa,   que   nos   amemos   os   uns   aos   outros. 
 Esta   é   sua   vontade,   nossa  santificação.Tenhamos   cuidado   de   não   apoiar-nos   nos   privilégios   e   obras   externas,   não   seja   que   nos  enganemos   e   pereçamos   eternamente   com   uma   mentira   a   nossa   direita,   como   o   fazem   multidões.  Que   cada   um   que   invoca   o   nome   de   Cristo   se   afaste   de   todo   pecado.  Existem   outros   cuja   religião descansa   no   puro   ouvir,   sem   ir   além;   suas   cabeças   estão   cheias   de   noções   vazias.   Essas   duas classes de ouvintes estão representados pelos dois  construtores.  Esta parábola  nos ensina  a ouvir os ditados   do   Senhor   Jesus:   alguns   podem   parecer   duros   para   carne   e   sangue,   mas   devem   ser   feitos.  Cristo   está   colocado   como   fundamento   e   toda   outra   coisa   fora   de   Cristo   é   areia.   Alguns   constroem suas  esperanças  na  prosperidade  mundana;  outros,   numa  profissão  externa   de  religião.  Sobre  estas se   aventuram,   mas   estas   são   só   areia,   demasiado   fracas   para   suportar   uma   trama   como   nossas  esperanças do céu
Há uma tormenta que  vem e provará a obra de todo homem.  Quando  Deus tira a alma, onde está  a   esperança   do   hipócrita?   A   casa   desabou   na   tormenta,   quando   mais   a   necessitava   o   construtor,   e  esperava   que   lhe   servisse   de   refúgio.  Caiu   quando   era   demasiado   tarde   para   edificar   outra.  O Senhor  nos  faça   construtores  sábios   para  a  eternidade.   Então,  nada  nos   separará  do  amor  de   Cristo Jesus.
As  multidões ficavam atônitas ante a  sabedoria   e  o poder   da  doutrina  de  Cristo.  Este  sermão, tão freqüentemente   lido,   sempre   resulta   novo.  Cada   palavra   prova   que   seu   Autor   é   divino.  Sejamos cada   vez   mais   decididos   e   fervorosos,   e   façamos   de   uma   ou   de   outra   destas   bem-aventuranças   e graças   cristãs   o   tema   principal   de   nossos   pensamentos,   por   semanas   seguidas.   Não   descansemos  em desejos gerais e confusos, pelos quais possamos captá-lo tudo, porém sem reter nada.

                              

Reino e Reinado: O Reino de Deus e o Reino dos Céus - Geehardus Vos 


A palavra grega  basileia, usada nos evangelhos para “reino”, e as palavras correspondentes no hebraico e aramaico, tais como Malkuth e Memlakhah, como muitas outras palavras em nossa língua, podem designar o mesmo conceito de dois pontos de vista distintos. Elas podem indicar o reino como algo abstrato, o reinado ou governo exercido pelo rei. Podem, também, descrever o reino como algo concreto, o território, a soma total dos súditos e possessões sobre os quais se reina, incluindo quaisquer direitos, privilégios e
vantagens que são desfrutados nessa esfera. Agora, surge a questão: em que sentido nosso Senhor falou do “Reino de Deus”? No Antigo Testamento, em que um Reino é atribuído a Jeová, o sentido abstrato é o que prevalece, com a exceção de Ex 19.6, onde os israelitas são chamados de “um reino de sacerdotes” e, portanto, o sentido é concreto, o de um corpo de súditos que são governados.

 O Reino de Deus é sempre seu reinado, seu governo, nunca seu domínio geográfico. Quando Obadias prediz que “o Reino será do
Senhor”, o sentido é que no futuro a supremacia pertencerá a Jeová. A maneira em que a supremacia de Israel sobre as nações é associada com a idéia de reino revela que esse era também o uso judaico comum no tempo do nosso Senhor.
Nós já vimos que a relativa ausência da frase “o Reino de Deus” nas fontes judaicas aponta para a mesma conclusão, pois foi a falta de interesse na verdade que Jeová seria supremo que impediu a frase de se tornar popular.

Por outro lado, o conceito de que Deus governaria era para Jesus um pensamento glorioso que enchia sua alma com o gozo mais sagrado. Sendo assim, sem dúvida, é correta a sugestão de escritores modernos que, ao interpretarem os dizeres do nosso Senhor, mostram que o significado de “reino” e “reinado” deve ser o nosso ponto de partida, salvaguardando contra associações enganosas da palavra “reino” que, em uso moderno, praticamente sempre significa o território ou área geográfica. Ainda assim é aconselhável proceder com cautela neste ponto. Já chamamos a atenção para a significativa expansão que Jesus introduziu ao uso corrente da frase. Se para ele esta abrangia todos os privilégios e bênçãos que fluem do Reino vindouro de Deus, então é evidente o quão inevitável ela tenderia a se tornar, em sua fala, uma designação concreta. Significando, primeiramente, “um governo”, o termo passaria a significar, se não um território ou corpo de súditos, pelo menos um domínio, uma esfera da vida, um estado das coisas, todos estes concebidos mais ou menos localmente. Certamente, embora permaneça a conotação de que o Reino entendido dessa forma é possuído e, portanto, permeado por Deus, a tradução abstrata “reinado de Deus” não mais poderia ser aplicada. De fato, apenas uma rápida observação dos discursos do evangelho revela o quão absolutamente impossível é usar exclusivamente a tradução abstrata em cada exemplo em que o nosso Senhor fala do Reino de Deus.
Apresentada resumidamente, a questão assume a seguinte forma: em alguns exemplos a tradução “reinado” é requerida pela conexão, como quando é dito “o Filho do Homem virá em seu Reino”. Em outros casos, menos raros que o anterior, é possível, ou talvez um pouco mais plausível, adotar a tradução abstrata, como quando lê-se do Reino “vindo”, “surgindo”, “estando próximo”, “sendo visto”, apesar de que nestes e em outros exemplos ninguém pode sustentar que a substituição do concreto tornaria o sentido artificial.

Ainda que nenhum dos sentidos seja inadequado, pode-se nesses casos, por razões gerais, inclinar-se a acreditar que a idéia da revelação do poder de Deus como rei ocupa o lugar central na mente do nosso Senhor. Mas há um grande número de passagens, talvez a maioria, em que o tom do concreto claramente predomina. Quando a figura é de “chamado” para o Reino de Deus, de “entrada” nele, deste ser “fechado” ou de pessoas serem “expulsas”, de ser “buscado”, “dado”, “possuído”, “recebido”, “herdado”, todos sentem que tais formas de falar não são o exercício do governo divino em si mesmo, mas a ordem das coisas resultantes, o complexo de bênçãos que este produz, a esfera
em que trabalha, que se ergue diante da mente daquele que fala. Levando isso em consideração, podemos afirmar que se basileia for traduzida em todo lugar pela mesma palavra, essa palavra deve ser “reino”. Traduzir e introduzir uma distinção entre “reino”, em alguns casos, e “reinado”, em outros, é obviamente impraticável porque, como foi afirmado anteriormente, em muitos casos não temos fatos que nos ajudem a escolher entre os dois.

Ainda menos satisfatória é a recente proposta de traduzir em todos os casos como “a soberania de Deus”, pois não apenas essa prática é inadequada para todos os dizeres em que o uso concreto do termo é sem dúvida presente, como também falha em expressar o sentido abstrato de forma completa e acurada nos casos em que é reconhecido. Soberania denota uma relação de existência por direito, mesmo onde esta não é, na verdade, imposta. No caso de Deus, portanto, não se pode dizer que sua soberania tenha “vindo”. O
basileia divino inclui como já vimos, além do direito de governar, o verdadeiro e enérgico estabelecimento do real poder de Deus nos atos de salvação.

Além do “Reino de Deus”, encontramos “o Reino dos céus”. O evangelista Mateus usa esta expressão quase exclusivamente. Somente em 6.33; 12.28; 13.43; 21.31,43; 26.29 ele escreve “o Reino de Deus” ou “o Reino de meu Pai” (ou “seu Pai”), enquanto “o Reino dos céus” ocorre mais de trinta vezes em seu evangelho. Em 12.28 o uso de “Deus” ao invés de “céus”explica-se pela expressão precedente “Espírito de Deus”; não há razões aparentes para a substituição nos outros dois exemplos no capítulo 21. Em Marcos e Lucas a expressão “Reino dos céus” não é encontrada. Esse fato levanta a questão de qual dessas duas versões reproduz o uso de Jesus mais literalmente. Todas as probabilidades apontam para Mateus, uma vez que não existe uma boa razão de porque ele substituiria “o Reino dos céus”, enquanto que uma razão suficientemente plausível para o procedimento oposto por parte de Marcos e Lucas pode ser encontrada no fato de que, escrevendo para leitores gentios, eles poderiam ter pensado que uma frase tão tipicamente judaica quanto “o Reino dos céus” seria menos inteligível do que simplesmente “Reino de Deus”. É claro que, afirmando isso, não implicamos que, em cada caso individual em que o primeiro evangelista escreve “Reino dos céus”, essa frase tenha sido na verdade pronunciada por Jesus. Tudo que intentamos afirmar é a proposição geral que Jesus usou ambas as frases e que Mateus preservou para nós um item de informação que não se obtém dos outros dois evangelhos sinópticos.
Mas, qual é a origem e o sentido dessa frase “o Reino dos céus” e que luz esta traz ao conceito de Reino do nosso Senhor? No judaísmo antigo existia uma tendência de se evitar o uso do nome de Deus. Vários substitutos eram correntes e “céus” era um deles. Além dessa frase em discussão, traços desse discurso são encontrados em Mt 16.19; Mc 11.30; Lc 15.18,21. Essa foi uma forma de discurso que havia surgido do hábito judaico de enfatizar na natureza de Deus sua exaltação sobre o mundo e sua majestade inatingível mais do que qualquer outra coisa, até ao ponto de colocar em perigo o que deve sempre ser a essência da religião, uma verdadeira comunhão entre Deus e o homem. Mas esse hábito, apesar de exponencial de uma falta característica do judaísmo, também teve seu lado positivo, senão o Senhor não o haveria adotado. Em sua natureza humana, Jesus tinha um senso profundo da infinita distância entre Deus e a criatura. O que havia de genuíno temor religioso e reverência a Deus na consciência judaica despertou um eco em seu coração e encontrou nele a sua expressão ideal, desaparecendo toda a unilateralidade que o judaísmo havia agregado. Portanto, se Jesus falou de Deus utilizando o termo “céus” isso não surgiu de um medo supersticioso de nomear Deus, mas de um desejo de nomeá-lo de tal forma a evocar a mais exaltada concepção de seu caráter e ser. Para tanto, a palavra “céus” era eminentemente adequada uma vez que cativa os pensamentos do homem para o lugar onde Deus revela sua glória e perfeição.

Isso pode ser observado melhor em outra frase que, igualmente, apenas Mateus preservou entre os evangelistas, e que nosso Senhor tinha em comum com os mestres judaicos daquela época: a expressão “Pai nos céus” ou “Pai celestial”. Se nessas frases o nome “Pai” expressa o condescendente amor e graça de Deus e sua infinita proximidade de nós, o qualificativo “nos céus” adiciona ao restante sua infinita majestade sobre nós, pela qual o padrão deve ser sempre mantido em equilíbrio para que não prejudiquemos o verdadeiro
espírito de religião. Pode-se afirmar, portanto, que ao se referir ao “Reino dos céus”, Jesus procurava usar essa expressão em um sentido que não era em nada diferente de “Reino de Deus” exceto por uma adicional nota de ênfase à natureza exaltada daquele a quem esse Reino pertence.

A palavra “céus”, entretanto, apesar de primariamente qualificar a Deus e descrever a sua grandeza, não a do Reino, deve também ter sido utilizada por nosso Senhor com o intuito de dar cor a este conceito. Se o rei é alguém que concentra toda a glória do céu em si mesmo, como deve ser seu Reino?

Não iremos tão longe ao ponto de dizer, erroneamente, que Jesus desejou despertar em seus discípulos um sentido do misterioso caráter sobrenatural, de absoluta perfeição e magnificência, do valor supremo pertencente a essa nova ordem das coisas e que desejava que eles vissem e abordassem a questão em um espírito que apreciasse essas qualidades santas. Apesar da frase “Reino dos céus” não se achar no Antigo Testamento, a palavra “céus” já aparece em associação significativa com a idéia do Reino futuro. Em Daniel lemos que “o Deus dos céus” estabelecerá um Reino e isso significa que o novo Reino se originará, de uma maneira sobrenatural, do mundo espiritual. Para Jesus, “céus” e o sobrenatural eram idéias cognatas (Mt 16.17; Mc 11.30). O fato de que, na mente de Jesus, a idéia de absoluta perfeição do mundo celestial como determinador do caráter do Reino pode muito bem ter sido associada com a frase “Reino dos céus”, aparece na conexão íntima entre a segunda e a terceira petição no Pai Nosso: “Venha o teu Reino; faça-se a tua vontade assim na terra como no céu” (cf. Mt 5.48). Podemos nos referir a palavras como as de Mt 5.12; 6.20 para indicar a idéia dos “céus” como a esfera de supremos valores imutáveis e o objetivo que devemos aspirar. Tendo em vista o profundo significado que Jesus atribuiu ao contraste entre os mundos celeste e terreno, é bem improvável que “céu”, para ele, era um mero rodeio formal de palavras para Deus. O termo não significava Deus em geral, mas Deus como conhecido e revelado naquelas regiões celestiais onde havia sido a eterna morada do nosso Senhor. Somente com isso em mente podemos ter esperança de entender algo do sentido profundo pelo qual ele chamou o Reino de “Reino dos céus”.

Fonte: O Reino de Deus e a Igreja, Geerhardus Vos, Editora Logos, p. 29-36.







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