Lição 10 – Liberalismo e Fundamentalismo Teológico
(Pr. Anderson Pereira)
Texto Bíblico Básico: Colossenses 2.1-7 Texto Áureo: “Antes santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1Pe 3.15).
1. OBJETIVOS DA LIÇÃO
Identificar o Iluminismo como o precursor do Liberalismo Teológico;
Discorrer sobre os pressupostos de cada um desses movimentos teológicos; e
Conscientizar-se de que esses movimentos estão em atividade ainda hoje.
2. TEOLOGIA LIBERAL
1 Teologia liberal (ou liberalismo teológico) foi um movimento teológico cuja produção se deu entre o final do século XVIII e o início do século XX. Relativizando a autoridade da Bíblia, o liberalismo teológico estabeleceu uma mescla da doutrina bíblica com a filosofia e as ciências da religião. Ainda hoje, um autor que não reconhece a autoridade final da Bíblia em termos de fé e doutrina é denominado, pelo protestantismo ortodoxo, de "teólogo liberal".
Oficialmente, a Teologia Liberal se iniciou, no meio evangélico, com o alemão Friedrich Schleiermacher (1768-1834), o qual negava essa autoridade e igualmente a historicidade dos milagres de Cristo. Ele não deixou uma só doutrina bíblica sem contestação. Para ele, o que valia era o sentimento humano: se a pessoa "sentia" a comunhão com Deus, ela estaria salva, mesmo sem crer no Evangelho de Cristo. Meio século depois de Schleiermecher, outro teólogo questionou a autoridade Bíblica, Albrecht Ritschl (1822-1889). Para Ritschl, a experiência individual vale mais que a revelação escrita. Assim, pregava que Jesus só era considerado Filho de Deus porque muitos assim acreditavam, mas na verdade era apenas um grande gênio religioso. Negou assim sistematicamente a satisfação de Cristo pelos pecados da humanidade, pregava que a entrada no Reino de Deus se dava pela prática da caridade e da comunhão entre as pessoas, não pela fé em Cristo. Ernst Troeltsch (1865-1923) foi outro destacado defensor do liberalismo teológico. Segundo ele, o cristianismo era apenas mais uma religião entre tantas outras, e Deus se revelava em todas, sendo apenas que o cristianismo fora o ápice da revelação. Dessa forma, tal como Schleiermacher, defendia a salvação de não-cristãos, por essa alegada "revelação de Deus" em outras religiões.
1 Fonte: Wikipédia livre
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3. ILUMINISMO
2 O movimento conhecido como Iluminismo (ou Ilustração) foi um influente processo cultural, social, filosófico e político que tem suas origens ainda no século XVII, com a Revolução Científica possibilitada pela pesquisa efetuada por nomes como René Descartes (1596-1650) e Isaac Newton (1643-1727), mas se desenvolveu plenamente apenas durante o século seguinte. Por tal motivo, os anos 1700 são qualificados como o “Século das Luzes”. Embora a França seja amplamente considerada a nação que liderou o processo de desenvolvimento desta mentalidade, o próprio termo faz referência à palavra alemã Aufklärung, que significa esclarecimento; logo, podemos ver os primeiros sinais do movimento em outras partes da Europa – como o Sacro Império Romano Germânico, Holanda e Inglaterra – antes que o Iluminismo encontrasse terreno mais fértil em França. O Iluminismo foi caracterizado por uma antropologia otimista. A doutrina do pecado original foi totalmente desacreditada e uma expectativa alegre quanto ao futuro da humanidade tomou o lugar da visão sombria que, às vezes, a Bíblia apresenta acerca do coração humano e do fim dos seus caminhos.
4. RACIONALISMO DE DESCARTES (1596-1650)
O Racionalismo é uma corrente filosófica baseada nas operações mentais para definir a viabilidade e efetividade das proposições apresentadas.
5. EMPIRISMO DE JOHN LOCKE (1632-1704)
O Empirismo é a posição filosófica que aceita a experiência como base para a análise da natureza, procurando rejeitar as doutrinas dogmáticas.
6. DEÍSMO
O Deísmo expressa uma posição filosófica e também religiosa que aceita a ação divina na criação do mundo, convicção esta conquistada não por revelações de Deus, mas sim pela compreensão racional da Divindade, uma percepção que parte do conhecimento das leis que regem a vida e a Natureza. Eles rejeitavam, assim, qualquer fé em milagres ou em acontecimentos sobrenaturais. Os deístas dizem que o maior presente do universo para a humanidade não é a religião, mas “a capacidade de raciocinar”.
7. PANTEÍSMO
O panteísmo é a crença de que absolutamente tudo e todos compõem um Deus abrangente, e imanente, ou que o Universo (ou a Natureza) e Deus são idênticos. Sendo assim, os adeptos dessa posição, os panteístas, não acreditam num deus pessoal, antropomórfico ou criador. A palavra é derivada do grego pan (que significa "tudo") e theos (que significa "deus"). Embora existam divergências dentro do panteísmo, as ideias centrais dizem que Deus é encontrado em todo o cosmos como uma unidade abrangente, portanto é aceitável no panteísmo o politeísmo (adoração e crença em vários deuses), pois as divindades são tidas como aspectos diferentes do absoluto. Recorrendo ao Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, lemos que o panteísmo só admite como Deus "o todo, a universalidade dos seres", não sendo, portanto, um conteúdo em particular Deus, mas sim a totalidade deste. 2 Fonte: Wikipédia livre
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8. ROMANTISMO
3 Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher, o assim chamado pai do liberalismo protestante, nasceu na Alemanha, em 1768, filho de um capelão do exército pertencente à Igreja Reformada da Alemanha. Em 1796, foi ordenado em Berlim, onde atuou como pastor na Igreja da Trindade. Como professor de Teologia, ensinou em Halle, em 1804, e em Berlim (1810), na universidade que ajudou a fundar. O ambiente filosófico a partir do qual Schleiermacher emergiu e no qual desenvolveu seu pensamento foi o do Iluminismo, aquele período abrangente dos séculos 17 e 18 marcado pela intensa desconfiança da tradição e das antigas fontes de autoridade e pela exaltação da razão com sua capacidade de análise. O tempo em que viveu Schleiermacher também foi caracterizado pela crítica quanto à autenticidade de documentos até então tidos como fidedignos. A Bíblia, evidentemente, não escapou dessa análise rígida. Como consequência, a chamada "alta crítica" pôs em dúvida a autoria dos diversos livros da Bíblia e fixou a data de sua composição em anos bem mais recentes do que aqueles tradicionalmente aceitos. O racionalismo foi outra marca do período iluminista. Os deístas foram os primeiros a defender a ideia de que toda a verdade, para ser aceita, deveria passar pelo crivo da razão. A verdade religiosa não deveria ser exceção. De fato, em sua obra, Immanuel Kant (1724-1804) enfatizou que a razão deve ser soberana na ciência, na ética, na estética e na religião. Assim, os cristãos deveriam eliminar as doutrinas que ofendem a razão, já que elas não podem, logicamente, corresponder à realidade.
Primeiro, sua filosofia marcantemente influenciada pelo romantismo conduz fatalmente ao panteísmo. De fato, é muito difícil não associar sua teologia com uma forma, pelo menos experimental, de panteísmo. Observe-se, por exemplo, a linguagem que usa em seu segundo discurso a seus antagonistas eruditos, intitulado Sobre a essência da religião: “Intentai, pois, renunciar a vossa vida por amor ao Universo. Aspirai por destruir já aqui vossa individualidade e a viver no Uno e Todo, aspirai por ser mais que vós mesmos, para perderdes pouco quando vos perderes a vós mesmos; e quando vos confundires com o Universo, na medida em que o encontreis aqui entre vós, e surja em vós um desejo maior e mais sagrado, então haveremos de falar ulteriormente sobre as esperanças que a morte nos proporciona e sobre a infinitude em direção à qual infalivelmente nos elevamos mediante ela. ” Conforme essas palavras, pode-se auferir que Schleiermacher ensinava que Deus (ou o Todo), em algum sentido, confunde-se com sua criatura. Aliás, o apelo que elas encerram demonstram que, no âmbito da piedade, tudo se resume no fortalecimento da consciência do Todo e, especialmente, na descoberta do vínculo com o infinito já existente dentro de cada um. É, pois, precisamente nessa esfera experimental que o teólogo alemão aparece mais fortemente de mãos dadas com o panteísmo. Essa ligação, é obvio, afasta-o da fé cristã numa área crucial, uma vez que nega conceitos básicos acerca da natureza de Deus e da forma como o homem deve se relacionar com ele. Removidas as bases cristãs elementares da teologia própria, torna-se impossível construir um edifício religioso que mereça o título de Cristianismo.
Para o pai do liberalismo, portanto, o centro do Cristianismo, o objeto da fé e a essência de qualquer modelo religioso era predominantemente aquilo que o homem experimenta. O que Deus diz ou faz, conforme ensina a ortodoxia cristã, deve dar lugar a uma nova forma de compreensão da verdade religiosa, forma essa centrada na experiência, livre dos credos ou dogmas tradicionais. Estes perdem sua importância à medida que não combinam com a experiência humana da consciência de Deus. Mais uma vez, vale ressaltar que a sede desse Cristianismo reconstruído não é o intelecto ou a vontade, mas o sentimento de estar unido ao Universo e, como parte dele, dele também depender.
O grande espaço dado à experiência na teologia de Schleiermacher, não permitia que houvesse lugar para a ortodoxia dogmática. O corpo doutrinário cristão é, nesse modelo, totalmente excluído, o que, certamente, foi visto com bons olhos pelos adeptos do Iluminismo reinante em seu tempo, os quais buscavam uma religiosidade que se harmonizasse plenamente com os ditames da razão. Sendo a experiência a norma pela qual tudo em religião deveria ser julgado, para Schleiermacher até as Escrituras tinham que se submeter ao seu escrutínio. É nesse ponto que sua bibliologia se define. Para ele, a Bíblia não deveria mais ocupar lugar de autoridade suprema. Acima dela devia ser colocada a experiência religiosa. Aliás, o modo como Schleiermacher se refere à Escritura e à religião derivada totalmente dela é severo. Ele escreve aos seus opositores eruditos: “Vós tendes razão em depreciar aos miseráveis repetidores, que derivam de outro toda a sua religião ou a vinculam a uma escritura morta, juram sobre ela e realizam suas demonstrações a partir dela. Toda escritura sagrada não é mais que um mausoléu, um monumento da religião que atesta que esteve presente ali um grande espírito, que já não está mais; pois, se, todavia, vivera a atuara, como atribuiria um valor tão alto à letra morta que só pode constituir uma débil estampa do mesmo? Não tem religião quem crê em uma escritura sagrada, senão o que não necessita de nenhuma, pois até ele mesmo seria capaz de fazer uma”. O Liberalismo Teológico não constitui uma única linha de pensamento, mas, sim várias correntes e vários pensadores de diversas épocas que se ligam por uma característica em comum: os dogmas principais do cristianismo podem ser relativizados, caso se mostrem antiquados, ultrapassados ou não complacentes com a cultura moderna. 9.
ADVEC – ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM CRISTO | TAQUARA
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL – CLASSE DOS PROFESSORES
LPD nº 56 – Questões da Atualidade
4º Trimestre de 2018
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
2 Timóteo 3.13-17
13 - Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.
14 - Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.
15 - E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 - Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça,
17 - para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.
13 - Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.
14 - Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.
15 - E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 - Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça,
17 - para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.
TEXTO ÁUREO
Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo. Cl 2.8
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Prezado professor, não podemos desprezar o conhecimento das Escrituras. A falta de conhecimento bíblico pavimenta o caminho para a destruição, como disse o profeta Oseias (Os 4.6).No entanto, o conhecimento de assuntos que têm correlação com as Escrituras também será extremamente útil em nossa caminhada pela vida e nos auxiliará a permanecermos firmes ao legado de fé que nos foi transmitido.
Estimule o seu aluno a priorizar o estudo das Escrituras Sagradas, mostrando a ele que o conhecimento de disciplinas afins, como a filosofia, também pode ser muito útil na busca de uma fé madura.
A teologia e a filosofia são áreas diferentes de conhecimento; contudo, possuem íntima relação uma com a outra. Como poderão evitar a queda e a prisão por meio de vãs filosofias, como disse o apóstolo Paulo (Cl 2.8), se não forem capazes de identificar tais filosofias errôneas e como elas se apresentam?
É muito importante que o estudioso das Escrituras analise todas as coisas a partir da Palavra infalível de Deus (2 Co 10.5b).
Palavra introdutória
A Palavra de Deus alerta para a possibilidade de o cristão ser atingido por ensinos que estão em franca oposição com os princípios doutrinários da verdadeira fé cristã.Paulo adverte-nos contra o aprisionamento por falsas filosofias.
Ele enfatiza que devemos adotar filosofias que sejam segundo Cristo (Cl 2.8).
Para não se tornar cativo por uma filosofia errônea, segundo a tradição de homens, o cristão precisa, basicamente, de duas coisas: primeiro, conhecer tais filosofias; segundo, mais importante ainda, conhecer a verdadeira filosofia, isto é, aquela que tem íntima relação de dependência com Deus e com a Palavra.
Todas as filosofias humanas devem ser analisadas pela ótica das Escrituras Sagradas, pois somente Deus é realmente sábio e, em Cristo, o Deus encarnado, o homem pode encontrar todos os tesouros da sabedoria e da ciência (Cl 2.3).
O mundo contém uma enorme gama de cosmovisões filosóficas. Porém, podemos resumir todas as filosofias que advêm deste universo em apenas dois grupos: a cristã e a não cristã. A Bíblia ensina que uma filosofia é verdadeira ou falsa, não há terreno neutro.
O Teísmo Bíblico é a compreensão da realidade mais próxima às Escrituras.
Seus principais enunciados são:
Toda e qualquer tentativa de explicar a existência do cosmos, fora do eixo bíblico, deve ser considerada espúria, falsa e sem qualquer base, como disse o apóstolo Paulo em Colossenses 1.16.
O termo filosofia vem de duas palavras gregas, cujo significado é: amor pela sabedoria. A filosofia estuda as origens de todas
as coisas, bem como as questões essenciais da vida humana (como os valores morais e a verdade). No sentido geral, todo cristão deveria ser um filósofo.
1.2. Deus é um ser transcendente e imanente ao mesmo tempo
Em Sua absoluta perfeição, sabedoria e poder, o Eterno trouxe o universo à existência e, desde então, jamais deixou de existir fora e dentro dele, simultaneamente (Sl 139.7-10).
Assim, o Criador não pode ausentar-se; Ele está tanto lá fora como aqui dentro, operando sobrenaturalmente, pois é onipresente, onipotente, onisciente, transcendente e imanente (Êx 3.12-15; Jó 5.9; 11.7, Ec 3.11; 8.17).
Um é o Pai; outro, o Filho; e o outro, o Espírito Santo.
Assim, não faz sentido falar da Bíblia como Palavra de Deus, se esse Deus não existe. Semelhantemente, não faz sentido falar de Cristo como Filho de Deus, sem que haja um Deus que o tenha gerado e enviado ao mundo para salvar a humanidade.
Francis Schaeffer (1912–1984), teólogo e filósofo cristão, ensinou que a cosmovisão cristã, baseada somente na Palavra de Deus, não é apenas uma boa filosofia, mas a melhor. Ela é a única filosofia que é consistente consigo mesma, pois trata dos problemas e traz soluções para as grandes questões da vida.
2. GRANDES HERESIAS (VÃS FILOSOFIAS) DA ATUALIDADE
As heresias que serão desenvolvidas neste tópico são filosofias; são maneiras que as pessoas concebem a realidade física ou metafísica. Apesar de originadas na antiguidade, elas são muito atuais; seus pressupostos têm atravessado os séculos e, ainda hoje, têm grande poder para enganar pessoas sem uma instrução dos preceitos da Palavra de Deus.
Essas cosmovisões heréticas são diferentes umas das outras.
Não é possível apegar-se firmemente em mais do que uma delas de cada vez, pois as premissas de uma negam as premissas das outras, tornando-as, por conta disso, excludentes.
Resumindo: a aceitação de uma como verdadeira implica na aceitação das outras como falsas.
Seguem algumas cosmovisões heréticas da atualidade:
O ateísmo pleiteia que a única entidade que realmente existe é o cosmos ou universo físico — que ele é autossustentável e sintetiza tudo que existe (ou que virá a existir) na esfera humana.
Hoje em dia, há muitos professores, escritores, jornalistas e teóricos que defendem esse ponto de vista. Alguns personagens ateístas mais famosos da história foram: Karl Marx, Friedrich Nietzsche e Jean-Paul Sartre.
O panteísta advoga que tanto o Criador como a Criação são duas maneiras diferentes de percepção da mesma realidade.
Deus é o universo e o universo é Deus — um está contido no outro, formando uma unidade inseparável e única. Assim, confundem o criador com a criação.
O panteísmo é representado hoje por certas formas de hinduísmo, pelo Zen-budismo, pela Ciência Cristã e pela maioria das religiões derivadas da Nova Era.
O filósofo deísta afirma que Deus criou o universo, entretanto, mantém-se à distância, sem interferir na obra da criação em nenhum momento ou aspecto. Sendo assim, não se pode conceber um Deus que esteja no controle da vida, tanto no plano individual como coletivo.
Resumindo, o deísta e o teísta, semelhantemente, creem que foi Deus quem criou o mundo. Porém, o deísta afirma que Deus não se envolve na Criação. O Criador entregou o universo ao seu bel-prazer, como alguém que deu cordas na Criação, como um relógio, e desde então, o mundo segue o seu fluxo
de maneira natural, aleatória e independente.
1. TEOLOGIA BÍBLICA E TEÍSMO CRISTÃO
Há, no mundo atual, muitas visões de mundo (filosofias) que se apresentam incompatíveis com o pensamento cristão.O Teísmo Bíblico é a compreensão da realidade mais próxima às Escrituras.
Seus principais enunciados são:
1.1. O universo como um todo foi criado por Deus
Todas as coisas vieram à existência pelo incomensurável poder e sabedoria de Jeová (Gn 1.1; Sl 24.1,2).Toda e qualquer tentativa de explicar a existência do cosmos, fora do eixo bíblico, deve ser considerada espúria, falsa e sem qualquer base, como disse o apóstolo Paulo em Colossenses 1.16.
O termo filosofia vem de duas palavras gregas, cujo significado é: amor pela sabedoria. A filosofia estuda as origens de todas
as coisas, bem como as questões essenciais da vida humana (como os valores morais e a verdade). No sentido geral, todo cristão deveria ser um filósofo.
1.2. Deus é um ser transcendente e imanente ao mesmo tempo
Em Sua absoluta perfeição, sabedoria e poder, o Eterno trouxe o universo à existência e, desde então, jamais deixou de existir fora e dentro dele, simultaneamente (Sl 139.7-10).
Assim, o Criador não pode ausentar-se; Ele está tanto lá fora como aqui dentro, operando sobrenaturalmente, pois é onipresente, onipotente, onisciente, transcendente e imanente (Êx 3.12-15; Jó 5.9; 11.7, Ec 3.11; 8.17).
1.3. O Deus revelado nas Escrituras é um Deus trino
A Bíblia destaca que Deus é um único ser (Dt 6.4); no entanto, Ele manifesta-se como Pai, Filho e Espírito Santo, simultaneamente (2 Co 13.13). Essas três pessoas são iguais em poder, glória e majestade; porém, diferentes em Suas manifestações.Um é o Pai; outro, o Filho; e o outro, o Espírito Santo.
Assim, não faz sentido falar da Bíblia como Palavra de Deus, se esse Deus não existe. Semelhantemente, não faz sentido falar de Cristo como Filho de Deus, sem que haja um Deus que o tenha gerado e enviado ao mundo para salvar a humanidade.
Francis Schaeffer (1912–1984), teólogo e filósofo cristão, ensinou que a cosmovisão cristã, baseada somente na Palavra de Deus, não é apenas uma boa filosofia, mas a melhor. Ela é a única filosofia que é consistente consigo mesma, pois trata dos problemas e traz soluções para as grandes questões da vida.
2. GRANDES HERESIAS (VÃS FILOSOFIAS) DA ATUALIDADE
Essas cosmovisões heréticas são diferentes umas das outras.
Não é possível apegar-se firmemente em mais do que uma delas de cada vez, pois as premissas de uma negam as premissas das outras, tornando-as, por conta disso, excludentes.
Resumindo: a aceitação de uma como verdadeira implica na aceitação das outras como falsas.
Seguem algumas cosmovisões heréticas da atualidade:
2.1. Ateísmo
Como sistema de pensamento, o ateísmo defende a não existência de Deus. Para o ateu, não há Deus algum, nem dentro nem além da realidade material e concreta (Sl 53.1).O ateísmo pleiteia que a única entidade que realmente existe é o cosmos ou universo físico — que ele é autossustentável e sintetiza tudo que existe (ou que virá a existir) na esfera humana.
Hoje em dia, há muitos professores, escritores, jornalistas e teóricos que defendem esse ponto de vista. Alguns personagens ateístas mais famosos da história foram: Karl Marx, Friedrich Nietzsche e Jean-Paul Sartre.
2.2. Panteísmo
Para o panteísta, o universo é o próprio Deus. Desta forma, aceitam apenas um Deus vivendo dentro do cosmos; porém, não além dele. Em outras palavras, aceitam a imanência de Deus, mas não a Sua transcendência. O profeta Isaías, contudo, defende tanto uma coisa como a outra (Is 57.15).O panteísta advoga que tanto o Criador como a Criação são duas maneiras diferentes de percepção da mesma realidade.
Deus é o universo e o universo é Deus — um está contido no outro, formando uma unidade inseparável e única. Assim, confundem o criador com a criação.
O panteísmo é representado hoje por certas formas de hinduísmo, pelo Zen-budismo, pela Ciência Cristã e pela maioria das religiões derivadas da Nova Era.
2.3. Politeísmo
É a crença na existência de muitos deuses operando dentro e além deste mundo. Faz parte das religiões politeístas a adoração aos elementos da natureza, como: sol, lua, estrelas, fogo, animais e assim por diante. A Bíblia, no entanto, ensina que há um único Deus (Dt 6.4). Além de afirmar a crença em um único Deus, as Escrituras condenam o politeísmo (Êx 20.3; Dt 6.14,15).
2.4. Deísmo
Para o pensamento deísta, Deus está além do universo, mas nunca dentro dele. Este ensino foi criado pela dificuldade de alguns pensadores em conciliar a existência de um Deus bom, justo e misericordioso, convivendo com tantas misérias e sofrimentos próprios da raça humana.O filósofo deísta afirma que Deus criou o universo, entretanto, mantém-se à distância, sem interferir na obra da criação em nenhum momento ou aspecto. Sendo assim, não se pode conceber um Deus que esteja no controle da vida, tanto no plano individual como coletivo.
Resumindo, o deísta e o teísta, semelhantemente, creem que foi Deus quem criou o mundo. Porém, o deísta afirma que Deus não se envolve na Criação. O Criador entregou o universo ao seu bel-prazer, como alguém que deu cordas na Criação, como um relógio, e desde então, o mundo segue o seu fluxo
de maneira natural, aleatória e independente.
2.5. Gnosticismo
O termo grego gnosis significa saber, conhecer. O gnosticismo é uma filosofia religiosa de caráter sincrético, ligado ao misticismo, à magia e ao esoterismo. O gnóstico dedica-se à busca de um conhecimento elevado, por meio do qual o individuo, supostamente sem qualquer influência, independente de qualquer pessoa ou obra expiatória, pode alcançar a salvação.
João, o apóstolo amado, escreveu o livro que leva o seu nome e suas cartas, para combater esse tipo de heresia (Jo 3.36; 20.31).
João, o apóstolo amado, escreveu o livro que leva o seu nome e suas cartas, para combater esse tipo de heresia (Jo 3.36; 20.31).
2.6. Agnosticismo
A palavra agnosticismo significa não conhecer. O agnóstico afirma que o ser humano não pode chegar ao conhecimento pleno da verdade, uma vez que todo conhecimento é relativo, parcial e incerto. Diferentemente do ateu, ele não nega a existência de um Deus pessoal e criador, apenas afirma ser impossível ter qualquer garantia de que Ele realmente exista.
Resumindo: para o agnóstico, se Deus existe, o homem não pode conhecê-lo.
Resumindo: para o agnóstico, se Deus existe, o homem não pode conhecê-lo.
2.7. Materialismo
O materialismo filosófico é um dos sistemas heréticos mais antigos da história da humanidade. Estima-se que ele tenha sido criado pelos filósofos pré-socráticos, aproximadamente, no quinto século a.C. O materialismo defende a supremacia da matéria sobre os fenômenos espirituais. Os materialistas advogam que a existência é composta apenas de matéria, e qualquer outra manifestação além da matéria trata-se de ledo engano, ilusão e utopia. As realidades, ditas espirituais, simplesmente não existem.
Resumindo: Deus não existe porque a existência é composta unicamente de matéria, e nada existe além do reino material. Não há outra substância no universo que possa ser
afirmada com segurança, e todos os fenômenos da vida não passam de um processo de interações materiais.
Muitos teóricos do passado e do presente são humanistas.
Protágoras (480–415 a.C.), filósofo da Escola Sofística, disse que “o homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são”. Ou seja, nada pode existir alheio ao homem, pois ele é o centro de todas as coisas. Para o humanista, todas as considerações éticas ou morais são relativas e dependem única e exclusivamente do homem e não de qualquer outra entidade ou instituição.
CONCLUSÃO
O teísmo cristão é a única cosmovisão ou filosofia verdadeira.
Qualquer outra não passa de tradição de homens, conforme disse Paulo (Gl 1.8,9). Jesus também deixou claro que só Ele é o caminho, e a verdade e a vida (Jo 14.6). Nesse sentido, o verdadeiro cristianismo é excludente, porque não há neutralidade, não há qualquer alternativa. Como ensinado no livro de Gênesis, capítulo 3, todas as falsas filosofias e heresias são resultantes da queda do homem no jardim do Éden. Devido a esse tremendo acontecimento, o homem ficou alienado do Deus das Escrituras, passando a ser o responsável pela construção das inúmeras falsas concepções que têm surgido no transcurso da história da humanidade.
Toda pessoa realmente convertida ao Senhor Jesus, pelo sangue da Nova Aliança, tem a responsabilidade de ser um defensor da verdade do teísmo cristão contra todas as cosmovisões e filosofias do engano (1 Pe 3.15).
Que o Espírito Eterno, em sua incomensurável sabedoria, faça uso desta lição como um auxílio a nós nesta urgentíssima tarefa.
Resumindo: Deus não existe porque a existência é composta unicamente de matéria, e nada existe além do reino material. Não há outra substância no universo que possa ser
afirmada com segurança, e todos os fenômenos da vida não passam de um processo de interações materiais.
2.8. Humanismo
Sistema filosófico cuja figura central é o próprio ser humano.Muitos teóricos do passado e do presente são humanistas.
Protágoras (480–415 a.C.), filósofo da Escola Sofística, disse que “o homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são”. Ou seja, nada pode existir alheio ao homem, pois ele é o centro de todas as coisas. Para o humanista, todas as considerações éticas ou morais são relativas e dependem única e exclusivamente do homem e não de qualquer outra entidade ou instituição.
CONCLUSÃO
Qualquer outra não passa de tradição de homens, conforme disse Paulo (Gl 1.8,9). Jesus também deixou claro que só Ele é o caminho, e a verdade e a vida (Jo 14.6). Nesse sentido, o verdadeiro cristianismo é excludente, porque não há neutralidade, não há qualquer alternativa. Como ensinado no livro de Gênesis, capítulo 3, todas as falsas filosofias e heresias são resultantes da queda do homem no jardim do Éden. Devido a esse tremendo acontecimento, o homem ficou alienado do Deus das Escrituras, passando a ser o responsável pela construção das inúmeras falsas concepções que têm surgido no transcurso da história da humanidade.
Toda pessoa realmente convertida ao Senhor Jesus, pelo sangue da Nova Aliança, tem a responsabilidade de ser um defensor da verdade do teísmo cristão contra todas as cosmovisões e filosofias do engano (1 Pe 3.15).
Que o Espírito Eterno, em sua incomensurável sabedoria, faça uso desta lição como um auxílio a nós nesta urgentíssima tarefa.
Lições da Palavra de Deus nº 56
- 4º Trimestre de 2018
TEÍSMO BÍBLICO E AS GRANDES HERESIAS DA ATUALIDADE
Objetivos
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de:
● perceber que há muitas visões a respeito do mundo
(filosofias) que estão em oposição aos ensinamentos das Escrituras;
● identificar o Teísmo Bíblico como a melhor forma de
interpretar as realidades terrenas, espirituais e eternas;
● conscientizar-se de que a indiferença ao estudo das
Escrituras abre caminho para o engano e a prisão espiritual.
Introdução
Os enganadores e a importância do estudo bíblico e teológico
2 Timóteo 3:13-17
O perigo das vãs filosofias Colossenses 2:8
● Há muitos enganos no mundo, são as filosofias vãs.
● Precisamos estar atentos, esclarecidos para que não
sejamos enganados.
● Devemos ler e
estudar a Bíblia todos os dias.
● Necessitamos estudar Teologia.
1. TEOLOGIA BÍBLICA E TEÍSMO CRISTÃO
Teísmo = O Teísmo Bíblico é a compreensão da realidade mais
próxima às Escrituras.
Teísmo = doutrina caracterizada por afirmar a existência de
um único Deus, de caráter pessoal e transcendente, soberano do universo e em
relacionamento com o homem.
TE (de Teo) = Deus ISMO = sufixo, de origem grega, que
exprime ideias de interpretação, sistema, doutrina, filosofia, tendência (absolutismo, budismo, kantismo, realismo).
Teísmo bíblico é a Cosmovisão cristã, a maneira como
compreendemos o nosso Deus e nos relacionamos com ele.
1.1 O Universo como um todo foi criado por Deus
Deus é o criador e dono de tudo Salmos 24:1,2 Do Senhor é a
terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem; pois foi ele quem
fundou-a sobre os mares e firmou-a sobre as águas.
Em Cristo, foram criadas todas as coisas Colossenses 1:15,16
1.2 Deus é um ser transcendente e imanente ao mesmo tempo
Atributos pessoais de Deus
● Onipotência - Isaías 43:13, Mateus 28:18
● Onisciência - Salmos 139:1-4
● Onipresença - Salmos 139:7-10
● Transcendência - Isaías 66:1
● Imanência - Mateus 28:20, Mateus 18:20
1.3 O Deus revelado nas Escrituras é um Deus triuno
O Pai, o Filho e o Espírito Santo são a mesma pessoa com
atuações diferentes:
● João 14:7-21
● 2 Coríntios 13:14
● A graça do Senhor Jesus Cristo,
● e o amor de Deus,
● e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém.
2. GRANDES HERESIAS (VÃS FILOSOFIAS) DA ATUALIDADE
2.1. Ateísmo
2.2. Panteísmo
2.3. Politeísmo
2.4. Deísmo
2.5. Gnosticismo
2.6. Agnosticismo
2.7. Materialismo
2.8. Humanismo
2.1. Ateísmo
O ateísmo defende a não existência de Deus.
Alguns ateístas mais famosos da história foram: Karl Marx,
Friedrich Nietzsche e Jean-Paul Sartre.
Resposta bíblica ao Ateísmo
Salmos 53:1 Diz o tolo em seu coração: Deus não existe.
Jó 38:1-4 Então o Senhor respondeu a Jó do meio da
tempestade. Disse ele: "Quem é esse que obscurece o meu conselho com
palavras sem conhecimento? Prepare-se como simples homem; vou fazer-lhe
perguntas, e você me responderá.
"Onde você estava quando lancei os alicerces da terra?
Responda-me, se é que você sabe tanto.
2.2. Panteísmo
Para o panteísta, o universo é o próprio Deus. Deus é o
universo e o universo é Deus.
O panteísmo hoje:
● Hinduísmo
● Zen-budismo
● Ciência Cristã
● Nova Era.
Resposta bíblica ao Panteísmo
Isaías 57:15 Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para
sempre, e cujo nome é santo: "Habito num lugar alto e santo, mas habito
também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do
humilde e novo alento ao coração do contrito.
2.3. Politeísmo
É a crença na existência de muitos deuses operando dentro e
além deste mundo.
As divindades das religiões politeístas são agentes da
mitologia.
São exemplos de religiões politeístas as da antiga Grécia,
Roma, Egito, Escandinávia, Ibéria, Ilhas Britânicas e regiões eslavas, assim
como as suas reconstruções modernas como a Wicca, Xamanismo , Druidismo,
Dodecateísmo e ainda o Xintoísmo.
Resposta bíblica ao Politeísmo
Deuteronômio 6:13-15 O Senhor teu Deus temerás e a ele
servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguireis outros deuses, os deuses dos
povos que houver ao redor de vós; Porque o Senhor teu Deus é um Deus zeloso no
meio de ti, para que a ira do Senhor teu Deus se não acenda contra ti e te
destrua de sobre a face da terra.
2.4. Deísmo
Para o pensamento deísta, Deus está além do universo, mas
nunca dentro dele.
O Criador entregou o universo ao seu bel-prazer, como alguém
que deu cordas na Criação, como um relógio, e desde então, o mundo segue o seu
fluxo de maneira natural, aleatória e independente.
Resposta bíblica ao Deísmo
Mateus 6:26-30 Observem as aves do céu: não semeiam nem
colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm
vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe,
pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? "Por que vocês se preocupam
com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem
tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor,
vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e
amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?
2.5. Gnosticismo
O termo grego gnosis significa saber, conhecer.
O gnosticismo é uma filosofia ligada ao misticismo, à magia
e ao esoterismo. O gnóstico dedica-se à busca de um conhecimento elevado, por
meio do qual o indivíduo, supostamente sem qualquer influência, independente de
qualquer pessoa ou obra expiatória, pode alcançar a salvação.
Resposta bíblica ao Gnosticismo
João 14:6-10 Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a
verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. Se vocês realmente me
conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o têm
visto". Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos
basta". Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois
de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você
pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai
está em mim? As palavras que eu lhes digo não são apenas minhas. Pelo
contrário, o Pai, que vive em mim, está realizando a sua obra.
2.6. Agnosticismo
A palavra agnosticismo significa não conhecer.
O agnóstico afirma que o ser humano não pode chegar ao
conhecimento pleno da verdade, uma vez que todo conhecimento é relativo,
parcial e incerto.
Para o agnóstico, se Deus existe, o homem não pode
conhecê-lo.
Resposta bíblica ao Agnosticismo
Hebreus 1:1-3 Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de
várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes
últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas
as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória
de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua
palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou
à direita da Majestade nas alturas,
2.7. Materialismo
O materialismo defende a supremacia da matéria sobre os
fenômenos espirituais.
As realidades, ditas espirituais, simplesmente não existem.
Deus não existe porque a existência é composta unicamente de
matéria, e nada existe além do reino material.
Resposta bíblica ao Materialismo
Mateus 4:1-4 Então Jesus foi levado pelo Espírito ao
deserto, para ser tentado pelo diabo. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta
noites, teve fome. O tentador aproximou-se dele e disse: "Se você é o
Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães". Jesus
respondeu: "Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda
palavra que procede da boca de Deus’".
2.8. Humanismo
Sistema filosófico cuja figura central é o próprio ser
humano.
O Homem é o centro de todas as coisas.
Para o humanista, todas as considerações éticas ou morais
são relativas e dependem única e exclusivamente do homem e não de qualquer
outra entidade ou instituição.
Resposta bíblica ao Humanismo
Gênesis 2:7 Então o Senhor Deus formou o homem do pó da
terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser
vivente.
Gênesis 3:19 Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão,
até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó e ao pó
voltará".
CONCLUSÃO
O teísmo cristão é a única cosmovisão ou filosofia
verdadeira. Qualquer outra não passa de tradição de homens.
Gálatas 1:8,9 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu
vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos
anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.
TEÍSMO BÍBLICO E AS GRANDES HERESIAS DA ATUALIDADE
EBD | LIÇÃO 11
ADVEC TAQUARA | Pr Isaías Jr
Teísmo — Estudos Bíblicos
TEÍSMO
Tem sido provida uma descrição geral das muitas idéias sobre a pessoa de Deus e sobre como os homens chegam a saber algo acerca dEle. Ver o artigo intitulado Deus, em sua terceira seção, Conceitos de Deus, onde apresento as dezesseis idéias principais. Entre elas, aparece o teísmo.
Esboço:
I. A Palavra e Suas Definições
II. Contrastes com Outras Idéias
III. Idéias dos Filósofos
IV. Argumentos Teístas e a Existência de Deus
V. O Teísmo Cristão
I. A Palavra e suas Definições
Esse vocábulo vem da palavra grega theós, “deus”. Assim sendo, teísmo é a “crença em Deus, em algum deus, ou em deuses”, fazendo contraste com o ateísmo. Visto que essa não é uma palavra técnica, pode ser usada de várias maneiras. Porém, quase sempre entende a existência de algum poaer supremo, ou poderes supremos, usualmente concebidos(s) como uma(s) pessoa(s) que se revela(m) a Si mesma (s). O teísmo pode defender o monoteísmo (um só Deus), o politeísmo (muitos deuses), ou pode ser bastante vago,indicando “um deus ou deuses em algum lugar”.
Quase sempre a idéia envolve a crença de que os poderes divinos interessam-se pelas vidas humanas, com o intuito de recompensar ou punir, exercendo certas influências sobre o mundo dos homens. A idéia de uma divindade criadora, com freqüência, faz parte do teísmo, mas não necessariamente. Quase todos os conceitos teístas arrastam após si a idéia de obrigação moral diante do Poder Divino ou de poderes divinos.
Esse termo (juntamente com o adjetivo “teísta”) surgiu na Inglaterra, no século XVII, quando foi usado em contraste com “ateísmo” e “ateu”. Sem o termo, o conceito é tão antigo quanto as religiões humanas, as quais, por sua vez, são tão antigas quanto o próprio homem.
II. Contrastes com Outras Idéias
Podemos aquilatar melhor a força do teísmo contrastando-o com outros conceitos:
1. O teísmo indica a crença em poderes divinos; o ateísmo, por sua vez, nega a realidade desses poderes.
2. O teísmo ensina que os poderes divinos nutrem interesse pelos homens, intervindo na história humana, responsabilizando os homens por seus atos, recompensando-os ou castigando-os; mas o deísmo ensina que Deus divorciou-se de sua criação, deixando-a ao encargo das forças naturais, pelo que não se interessaria pelos homens e nem entraria em contato com eles, não os recompensando e nem os punindo, exceto indiretamente, através de leis naturais que continuam atuantes.
3. O teísmo pode incorporar o henoteísmo, pelo que podería haver muitos deuses, embora somente um deles entre em contato conosco, ao passo que os demais manter-se-iam indiferentes. O henoteísmo, pois, é uma forma de teismo.
4. O politeísmo, que assevera a existência de muitos deuses, também é uma forma de teísmo.
5. O teísmo usualmente ensina que existem evidências adequadas, de natureza prática, mística e racional, para provar a existência de Deus ou de deuses. Fazendo contraste com isso, oagnosticismo crê que apesar da existência dessas evidências, elas são inconclusivas, havendo contra-evidências (principalmente o Problema do Mal: vide), que deixam em dúvida qualquer pessoa que pensa.
6. O teísmo assevera que podemos e devemos falar sobre Deus e investigar a sua pessoa, pois tal investigação pode ser frutífera e é legítima. O positivismo, por sua vez, afirma que toda investigação metafísica é fútil e sem sentido, porquanto não disporíamos de meios ou de evidências para fazer tal investigação, já que dispomos somente de sentidos físicos que podem sondar coisas materiais, mesmo com a ajuda de máquinas e aparelhos.
7. O teísmo promove o dualismo, de acordo com o qual Deus e sua criação são diferentes: Deus pertencería a uma classe toda sua, e a criação não pertencería a essa classe. Em contraste, opanteísmo promove um monismo, de acordo com o qual Deus e o mundo seriam de uma mesma substância: Deus seria o cabeça de toda existência, e a existência seria o corpo de Deus.
III. Idéias dos Filósofos
1. Os termos “teísmo” e “teísta” apareceram no século XVII, o que também se deu com os vocábulos “deísmo” e “deísta”. Por algum tempo, o teísmo e o deísmo foram usados como sinônimos, o que continua sendo verdade no vocabulário de algumas pessoas. Porém, nesse mesmo século ou no século XVIII, foi estabelecida a distinção mencionada entre teísmo e deísmo. Ver também o artigo separado sobre o Deísmo.
2. O teísmo promove a idéia de um Deus ou de deuses, e essa divindade aparece, ao mesmo tempo, como imanente no mundo e transcendental ao mundo. Deus atua entre os homens. Usualmente, embora não necessariamente, o teísmo aparece associado a um Deus ou a deuses dotados de poderes criativos; a criação aparece como distinta de Deus, quanto à sua natureza.
3. No teísmo clássico, Deus aparece como Ser absoluto, possuidor de diversos ominis, como onipotência, onipresença, etc. No teísmo dipolar, Deus aparece como Ser absoluto, ao mesmo tempo imanente e transcendental. No teismo relativo, Deus não figura como um Ser absoluto, apesar de ser possuidor de grande poder. Segundo esse ponto de vista, Deus é finito, e não infinito. Poucos teólogos cristãos têm aceitado esse ponto de vista.
4. No teísmo evolucionário (John Fiske), o poder divino aparece por detrás do processo de evolução no mundo, por ser a sua causa.
5. No teísmo especulativo (Christian Weisse), faz-se a tentativa de ver Deus como um Ser absoluto, identificado como o Absoluto dos filósofos. Deus, de acordo com essa concepção, é uma Pessoa infinita; o homem aparece como uma pessoa finita e livre, que encontra o centro e a razão de sua existência na Pessoa infinita.
6. No teísmo ético (Sorley), um Deus finito é a origem de todos os valores humanos.
7. No teísmo moral (A.E. Taylor), acha-se uma prova da existência de Deus nas experiências morais. Ali, esse tipo de experiência faz parte essencial da existência humana.
IV. Argumentos Teístas e a Existência de Deus
Quase todos os teístas — embora não todos — escudam-se nos argumentos tradicionais em prol da existência de Deus. A idéia de que Deus está interessado no homem e manifesta-se na natureza e nas experiências místicas (algo comum ao teísmo) promove o meio ambiente intelectual, de acordo com o que os homens pensam ser capazes de dizer coisas significativas a respeito de Deus e asseverar a sua existência. No artigo intitulado Deus, apresentei grande número de argumentos em favor da existência de Deus. Ver sua quinta seção, onde apresentei vinte desses argumentos. A bem da verdade, o teísmo só pode aceitar a idéia da existência de Deus mediante a fé, usualmente com base nos Livros Sagrados e suas afirmações. Nem por isso o teísmo condena os argumentos teológicos, místicos, racionais, naturais e sobrenaturais em favor da existência de Deus.
V. O Teísmo Cristão
A fé cristã, em seu aspecto tradicional e conservador, oferece uma versão especial do teísmo, segundo se vê nos pontos abaixo:
1. Rejeita o politeísmo e o henoteísmo como variedades legítimas do verdadeiro teísmo.
2. Rejeita o politeísmo, o agnosticismo, o ateísmo e o positivismo.
3. Aceita a mensagem essencial dos Livros Sagrados cristãos, o Antigo e o Novo Testamentos.
4. Aceita a natureza (teologia natural) como uma abordagem válida, embora parcial, da teologia.
5. Ensina estar devidamente fundamentado sobre a ciência, a filosofia, a revelação (os Livros Sagrados), a natureza e, por que não, sobre a consciência e a intuição humanas, sempre sob a orientação da revelação divina.
6. Assevera que a existência de Deus pode ser aceita com base na revelação, ainda que também respeite os argumentos filosóficos tradicionais, bem como as evidências colhidas na natureza criada.
7. Sua ética alicerça-se sobre a idéia de que Deus revelou a sua vontade aos homens, e que eles são responsáveis diante dele por sua conduta. A aprovação ou desaprovação divina aquilatarão todas as prestações de contas morais. Deus é o autor da ética, e não o homem.
8. O cristianismo ortodoxo aceita a visão trinitariana da deidade. Porém, é mister reconhecer que as explicações trinitarianas populares equivalem ao triteísmo, o que é apenas uma forma de politeísmo. Ver os artigos Trindade; Tríades e Triteísmo.
9. Ao rejeitar o deismo (vide), o teísmo cristão promove o conceito de um Deus imanente, interessado nos homens, que intervém na história humana, que garante a imortalidade das almas e que julga ou recompensa as almas, após a morte biológica.
10. O teísmo cristão assevera a validade da missão salvaticia de Cristo, como realização especial de Deus entre os homens.
11. O conceito de um Deus pessoal é importante para essa forma de teísmo, onde figuram os atributos tradicionais de Deus como um Ser onipotente, onipresente, onisciente, que tudo sabe, que é completamente santo, etc. 0 amor de Deus é enfatizado; o termo “amor” é o único dos atributos divinos que pode servir como um dos nomes de Deus. Foi o amor de Deus que inspirou e orientou a missão terrena do Filho.
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