Lições
Bíblicas nº 56
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
1 Timóteo
6.6-11
6 - Mas é
grande ganho a piedade com contentamento.
7 - Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.
8 - Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
9 - Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
10 - Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
11 - Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.
7 - Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.
8 - Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
9 - Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
10 - Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
11 - Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.
TEXTO
ÁUREO
"Roubará o homem a Deus?
Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos?
Nos dízimos e nas ofertas alçadas." Ml 3.8
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Prezado professor, o sistema econômico mundial é baseado nas relações de consumo e apelo aos bens materiais. Para esse sistema funcionar, é necessário propagar uma mensagem do tipo: “Você precisa ‘ter’ para ser feliz nessa vida”! Há uma massificação desse tipo de mensagem nas propagandas veiculadas diariamente nos meios de comunicação.
Essas mensagens tornam a pessoa receptível e pronta ao consumo e, assim, ela sente-se incluída e importante, preenchendo de forma errada o seu vazio existencial. Algumas pessoas sentem-se atraídas por personagens, aparentes modelos de sucesso, e tentam imitar seus comportamentos e hábitos como se fossem, também, da noite para o dia, tornar-se uma pessoa de sucesso.
Alerte seu aluno para essa realidade e desperte nele a motivação certa para cuidar da economia de sua casa com prudência e sabedoria.
Boa aula!
Palavra introdutória
As questões de ordem econômico-financeiras ocupam um lugar de importância na vida humana. O cristão também precisa ter muito cuidado ao lidar com este assunto.
Estudaremos alguns aspectos ligados à economia e a maneira como devemos nos posicionar em relação a eles. Isaías 55.2a adverte-nos contra o desperdício dos nossos recursos financeiros em coisas não essenciais.
Devemos refletir nessa passagem, pois ela traz um ponto de partida muito interessante para a compreensão da questão econômica na vida cristã.
1. SIGNIFICADO DE ECONOMIA
Inicialmente, precisamos entender a abrangência do termo economia. Essa palavra é formada por duas palavras da língua grega: oikos, que significa casa; e nomos, que quer dizer lei, costume. Esses dois termos trazem o significado básico para economia de o gerenciamento ou administração da casa (ou lar) por intermédio de regras e leis. Em um sentido comum, economia é o controle exercido para impedir gastos excessivos em toda e qualquer área ou atividade.
Nos dízimos e nas ofertas alçadas." Ml 3.8
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Prezado professor, o sistema econômico mundial é baseado nas relações de consumo e apelo aos bens materiais. Para esse sistema funcionar, é necessário propagar uma mensagem do tipo: “Você precisa ‘ter’ para ser feliz nessa vida”! Há uma massificação desse tipo de mensagem nas propagandas veiculadas diariamente nos meios de comunicação.
Essas mensagens tornam a pessoa receptível e pronta ao consumo e, assim, ela sente-se incluída e importante, preenchendo de forma errada o seu vazio existencial. Algumas pessoas sentem-se atraídas por personagens, aparentes modelos de sucesso, e tentam imitar seus comportamentos e hábitos como se fossem, também, da noite para o dia, tornar-se uma pessoa de sucesso.
Alerte seu aluno para essa realidade e desperte nele a motivação certa para cuidar da economia de sua casa com prudência e sabedoria.
Boa aula!
Palavra introdutória
As questões de ordem econômico-financeiras ocupam um lugar de importância na vida humana. O cristão também precisa ter muito cuidado ao lidar com este assunto.
Estudaremos alguns aspectos ligados à economia e a maneira como devemos nos posicionar em relação a eles. Isaías 55.2a adverte-nos contra o desperdício dos nossos recursos financeiros em coisas não essenciais.
Devemos refletir nessa passagem, pois ela traz um ponto de partida muito interessante para a compreensão da questão econômica na vida cristã.
1. SIGNIFICADO DE ECONOMIA
Inicialmente, precisamos entender a abrangência do termo economia. Essa palavra é formada por duas palavras da língua grega: oikos, que significa casa; e nomos, que quer dizer lei, costume. Esses dois termos trazem o significado básico para economia de o gerenciamento ou administração da casa (ou lar) por intermédio de regras e leis. Em um sentido comum, economia é o controle exercido para impedir gastos excessivos em toda e qualquer área ou atividade.
Pode-se
dizer que as regras para administrar um país ou uma grande empresa
assemelham-se muito aos princípios para administração da economia familiar.
Assim, economia é a arte de administrar os recursos advindos do trabalho; é o gerenciamento dos bens limitados, procurando harmonizá-los com as carências que existem na família ou na sociedade.
Assim, economia é a arte de administrar os recursos advindos do trabalho; é o gerenciamento dos bens limitados, procurando harmonizá-los com as carências que existem na família ou na sociedade.
1.1.
O poder que o dinheiro exerce sobre o homem
Talvez a parte mais visível da economia seja o dinheiro. No início da humanidade não havia dinheiro, e os negócios eram feitos por escambo.
O sistema de escambo sobreviveu até o período anterior à Reforma Protestante. Até então, era praticada a economia de subsistência. Porém, os reformadores enfatizavam a produção de excedentes, e isso deu origem à criação da moeda, da poupança e do sistema bancário. Séculos após o início da veiculação do dinheiro, aprendemos que ele pode ser uma bênção, ou um grande problema; depende de como nos relacionamos com ele. O dinheiro e os bens materiais devem servir o homem, sem exercer sobre ele qualquer senhorio. Paulo fez uma declaração emblemática sobre esse assunto:
Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores (1 Tm 6.10).
Talvez a parte mais visível da economia seja o dinheiro. No início da humanidade não havia dinheiro, e os negócios eram feitos por escambo.
O sistema de escambo sobreviveu até o período anterior à Reforma Protestante. Até então, era praticada a economia de subsistência. Porém, os reformadores enfatizavam a produção de excedentes, e isso deu origem à criação da moeda, da poupança e do sistema bancário. Séculos após o início da veiculação do dinheiro, aprendemos que ele pode ser uma bênção, ou um grande problema; depende de como nos relacionamos com ele. O dinheiro e os bens materiais devem servir o homem, sem exercer sobre ele qualquer senhorio. Paulo fez uma declaração emblemática sobre esse assunto:
Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores (1 Tm 6.10).
Quando
amamos o dinheiro, invertemos a ordem, e, então, temos grandes problemas. Jesus
afirmou,
em Mateus 6.21:
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Ou seja, onde estiverem as prioridades da pessoa, ali estará preso o seu coração, suas emoções, motivações e afetos.
O poder do dinheiro é tão grande que Jesus referiu-se a ele como uma pessoa, com atitudes e um nome:
Mamom. Dessa forma, Jesus reconheceu o poder e a influência do dinheiro sobre o ser humano, advertindo que não se pode amar a dois senhores (Mt 6.24).
A advertência do autor de Eclesiastes mostra que o dinheiro provoca uma reação incomum — quem amá-lo nunca será saciado do desejo de possuí-lo; e, nessa cobiça, o homem pode corromper-se, buscando maneiras destrutivas de enriquecimento (Ec 5.10,12).
Apesar de a maioria dos cristãos não estar envolvida em extremos, em relação ao dinheiro, é preciso reconhecer que todos estão sujeitos à sua influência e, em diferentes graus, envolvidos mais do que gostariam de admitir.
em Mateus 6.21:
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Ou seja, onde estiverem as prioridades da pessoa, ali estará preso o seu coração, suas emoções, motivações e afetos.
O poder do dinheiro é tão grande que Jesus referiu-se a ele como uma pessoa, com atitudes e um nome:
Mamom. Dessa forma, Jesus reconheceu o poder e a influência do dinheiro sobre o ser humano, advertindo que não se pode amar a dois senhores (Mt 6.24).
A advertência do autor de Eclesiastes mostra que o dinheiro provoca uma reação incomum — quem amá-lo nunca será saciado do desejo de possuí-lo; e, nessa cobiça, o homem pode corromper-se, buscando maneiras destrutivas de enriquecimento (Ec 5.10,12).
Apesar de a maioria dos cristãos não estar envolvida em extremos, em relação ao dinheiro, é preciso reconhecer que todos estão sujeitos à sua influência e, em diferentes graus, envolvidos mais do que gostariam de admitir.
____________________
As pessoas mentem, enganam, roubam,
matam e corrompem-se pelo dinheiro. Uns se
prostituem pelo dinheiro, enquanto outros fazem as
coisas mais desprezíveis e impensáveis se o dinheiro
estiver envolvido a favor deles. O dinheiro pode destruir laços.
As pessoas mentem, enganam, roubam,
matam e corrompem-se pelo dinheiro. Uns se
prostituem pelo dinheiro, enquanto outros fazem as
coisas mais desprezíveis e impensáveis se o dinheiro
estiver envolvido a favor deles. O dinheiro pode destruir laços.
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1.2. A
relação entre economia e prosperidade
A Bíblia não vincula prosperidade à posse de dinheiro ou a bens materiais. Na verdade, trata de maneira aparentemente inversa. Salomão disse:
Há quem se faça rico, não tendo coisa nenhuma, e quem se faça pobre, tendo grande riqueza
(Pv 13.7). Isso significa que alguém pode ser muito rico, sem, contudo, ser uma pessoa próspera, e vice-versa.
O termo prosperidade vem do latim prosperidade, que significa abastado, próspero, afortunado, em plena ascensão. O conceito da verdadeira prosperidade é mais amplo e abrangente do que a simples posse de recursos materiais, porque envolve a vida do ser humano em todas as suas dimensões.
Sobre esse assunto, Jesus advertiu:
Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (Mc 8.36)?
O Novo Testamento não deixa dúvida de que a verdadeira prosperidade é, essencialmente, de fundo espiritual. Em Efésios 1.3, Paulo afirma que Deus nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual em Cristo. O apóstolo João, abordou a questão quando se dirigiu a Gaio e afirmou que ele era um homem de alma próspera (3 Jo 1,2).
A Bíblia não vincula prosperidade à posse de dinheiro ou a bens materiais. Na verdade, trata de maneira aparentemente inversa. Salomão disse:
Há quem se faça rico, não tendo coisa nenhuma, e quem se faça pobre, tendo grande riqueza
(Pv 13.7). Isso significa que alguém pode ser muito rico, sem, contudo, ser uma pessoa próspera, e vice-versa.
O termo prosperidade vem do latim prosperidade, que significa abastado, próspero, afortunado, em plena ascensão. O conceito da verdadeira prosperidade é mais amplo e abrangente do que a simples posse de recursos materiais, porque envolve a vida do ser humano em todas as suas dimensões.
Sobre esse assunto, Jesus advertiu:
Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (Mc 8.36)?
O Novo Testamento não deixa dúvida de que a verdadeira prosperidade é, essencialmente, de fundo espiritual. Em Efésios 1.3, Paulo afirma que Deus nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual em Cristo. O apóstolo João, abordou a questão quando se dirigiu a Gaio e afirmou que ele era um homem de alma próspera (3 Jo 1,2).
2. OS PROBLEMAS ECONÔMICOS
MUNDIAIS
As questões econômicas também estão conectadas com a maneira como as lideranças políticas administram a produção e a distribuição dos bens da sociedade. É nessa dinâmica que a sociedade prospera ou não. Uma economia bem administrada trará crescimento e prosperidade, e seus bons resultados poderão ser distribuídos de forma justa e equilibrada, evitando desigualdades sociais.
Seguem abaixo os problemas mais graves de má gestão da economia mundial:
As questões econômicas também estão conectadas com a maneira como as lideranças políticas administram a produção e a distribuição dos bens da sociedade. É nessa dinâmica que a sociedade prospera ou não. Uma economia bem administrada trará crescimento e prosperidade, e seus bons resultados poderão ser distribuídos de forma justa e equilibrada, evitando desigualdades sociais.
Seguem abaixo os problemas mais graves de má gestão da economia mundial:
2.1. Desigualdade financeira
A maioria dos países subdesenvolvidos, ou em desenvolvimento, tem uma má distribuição de renda per capita (por pessoa).
O Brasil vive uma contradição — é a oitava economia do planeta e tem uma distribuição de renda perversa.
Quase 30% da riqueza produzida aqui estão nas mãos de apenas 1% dos habitantes, sendo essa a maior centralização desse tipo no mundo.
As seis pessoas com maior riqueza em nosso país têm uma fortuna igual aos recursos somados de 100 milhões de brasileiros de menor condição financeira — quase a metade da população do país!
A desigualdade de renda no mundo é complexa. As soluções para que isso seja resolvido ou minimizado não são tão simples, pois passaria pelo governo de vários países e dependeria de muitas concessões e vontade política disposta a sacrifícios, o que é realmente muito difícil.
______________________
A desigualdade social tem sido avaliada como um
dos maiores problemas da atualidade na área
econômica. Dados mostram que os recursos financeiros
do mundo encontram-se, no máximo, em poder de 2% da população.
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2.2. Corrupção
A corrupção,
passiva ou ativa, abrange atividades de desvio de dinheiro. Isso acontece
quando alguém age para o seu proveito pessoal, desviando recursos,
ou em grandes corporações, com atividades ilícitas ligadas à economia.
A corrupção está totalmente enraizada na sociedade e tem drenado muitos recursos financeiros que poderiam ser revertidos para minorar o sofrimento humano.
Os efeitos deletérios da corrupção têm se manifestado, também, em outros países, corroendo recursos e levando as nações à falência e ao caos.
A diferença é que em alguns países a corrupção anda de mãos dadas com a impunidade
A corrupção está totalmente enraizada na sociedade e tem drenado muitos recursos financeiros que poderiam ser revertidos para minorar o sofrimento humano.
Os efeitos deletérios da corrupção têm se manifestado, também, em outros países, corroendo recursos e levando as nações à falência e ao caos.
A diferença é que em alguns países a corrupção anda de mãos dadas com a impunidade
2.3. Necessidades humanas ilimitadas
As carências humanas não possuem limites, enquanto os recursos são restritos. Portanto, é necessário ter cautela. Os recursos devem ser administrados considerando o consumo a partir de prioridades em cada família ou sociedade.
Nem todas as necessidades serão atendidas inteiramente do modo e no tempo que se deseja, por conta da insuficiência dos recursos.
3. A VISÃO DA BÍBLIA EM RELAÇÃO À ECONOMIA
A Bíblia foi
escrita por 40 autores. Muitos deles fizeram abordagens sobre a questão
econômica, dando-nos um panorama de textos complementares que mostram uma visão
sobre economia.
3.1. Visão da Bíblia em relação à mordomia
Biblicamente,
mordomia é o gerenciamento de nossa vida pessoal em toda a sua dimensão —
material, moral, física e espiritual.
Mordomo significa ecônomo, o administrador que é incumbido de gerenciar a casa. A Bíblia ensina que somos mordomos de Deus. Ele apenas nos confiou a administração dos bens que lhe pertencem.
A Bíblia mostra que o cristão-mordomo deve coordenar, com capacidade, os recursos que o Senhor colocou sob seus cuidados (Lc 12.42-44; 1 Co 4.2), como: dinheiro, recursos, bens, saúde, tempo.
Mordomo significa ecônomo, o administrador que é incumbido de gerenciar a casa. A Bíblia ensina que somos mordomos de Deus. Ele apenas nos confiou a administração dos bens que lhe pertencem.
A Bíblia mostra que o cristão-mordomo deve coordenar, com capacidade, os recursos que o Senhor colocou sob seus cuidados (Lc 12.42-44; 1 Co 4.2), como: dinheiro, recursos, bens, saúde, tempo.
3.2. Visão de Provérbios
O autor de Provérbios abordou aspectos da economia. Ele afirma que não se deve depositar a confiança em bens materiais nem fazer deles a nossa prioridade de vida(Pv 11.28).
Ele faz um alerta contra a avareza e o desejo insaciável, em Provérbios 17.1.
3.3.
Visão de Paulo
A visão de Paulo sobre a riqueza é mostrada em 1 Timóteo 6.7-9. Paulo está fazendo uma introdução ao que dirá no versículo seguinte, onde ele afirma que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.
Durante o Seu ministério, Jesus falou bastante sobre dinheiro e bens, mas já foram feitas citações a este respeito nessa lição.
A visão de Paulo sobre a riqueza é mostrada em 1 Timóteo 6.7-9. Paulo está fazendo uma introdução ao que dirá no versículo seguinte, onde ele afirma que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.
Durante o Seu ministério, Jesus falou bastante sobre dinheiro e bens, mas já foram feitas citações a este respeito nessa lição.
4. ORIENTAÇÕES RELACIONADAS À ECONOMIA DOMÉSTICA
Vimos que economia também pode significar regras ou administração do lar ou da casa. Portanto, a economia é uma atitude responsável que cada cristão deve ter, cuidando da estabilidade e evolução de sua vida financeira.
Assim, o cristão deve ser comprometido com Deus e a Sua Palavra, para administrar a sua vida econômica e financeira, com sabedoria e prudência, para que a sua família tenha mais segurança e conforto. Para isso, ele deve observar alguns princípios:
4.1. Pedir sabedoria a Deus
Tiago 1.5 mostra que podemos pedir sabedoria a Deus. Mesmo nas dificuldades para gerenciar os recursos financeiros, podemos recorrer ao Senhor, e Ele nos capacitará com sabedoria para cuidarmos das finanças, na escassez ou na abundância.
4.2. Equilíbrio nos gastos
Às vezes, o problema não é o quanto ganhamos, mas o quanto gastamos. O controle de gastos é fundamental para o crescimento e o equilíbrio financeiro. Quando gastamos tudo que ganhamos, o sinal é de advertência; quando gastamos além, o sinal é de estresse total. Portanto, a palavra de ordem
é: controle de gastos.
4.3. Planejamento e priorização de gastos
O planejamento deve anteceder o gasto. O estabelecimento de prioridades evitará os gastos por compulsão, competição, ou apelo das mídias de marketing.
Falando a uma multidão, em Lucas 14.28-30, Jesus ressaltou a importância de planejar gastos previamente antes de lançar-se em qualquer empreendimento.
4.4. Fidelidade na entrega dos dízimos e ofertas
Isto é fundamental na escala de prioridades, pois, sem fidelidade nos dízimos e ofertas, não há garantia de crescimento e estabilidade financeira. A Bíblia diz que devemos levar os nossos dízimos e ofertas alçadas à casa do tesouro (Ml 3.8,10). A importância dos dízimos também é destacada em Provérbios 3.9,10.
Conclusão.
Olhando para
as desigualdades econômicas em nosso país, onde imperam a pobreza e a miséria,
somos levados a orar para que Deus faça desta nação um lugar justo e
melhor.
No entanto, em prudência, precisamos adquirir mais conhecimento no manejo da economia doméstica. A vontade de Deus é que Seus filhos prosperem, vivam bem e em segurança. Porém, isso depende de cada um de nós.
No entanto, em prudência, precisamos adquirir mais conhecimento no manejo da economia doméstica. A vontade de Deus é que Seus filhos prosperem, vivam bem e em segurança. Porém, isso depende de cada um de nós.
REVISTA
CENTRAL GOSPEL
Lição 03 – A
Economia e o Manejo dos Recursos em Tempos de Escassez (Dc. Odir de Almeida)
Texto
Bíblico Básico: 1Tm 6.6-11 Texto Áureo: Ml 3.8
1 –
INTRODUÇÃO
“Assim, se
vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio,
quem lhes confiará as verdadeiras riquezas?” (Lucas 16.11)
No versículo
acima, fica claro que a administração da nossa vida como um todo (emocional,
profissional, financeira...) tem uma relação com a nossa verdadeira posição em
Cristo - como mordomos que somo dEle. Mas na crise parece que não somos
administradores e sim vítimas a espera de um milagre. Talvez seja essa a razão
que os cultos de milagres (financeiros) são tão atrativos em nossos dias.
Ninguém pode duvidar dos inúmeros milagres que Deus opera em nosso meio,
inclusive na área financeira. Apesar disso, o milagre não ocorre com todos e
nem ocorre ao mesmo tempo na vida dos carentes de uma mesma congregação. Parece
estar relacionado a fé individual e não coletiva, com resultados individuais e
nunca para o grupo.
Uma pergunta
deve ser feita: estamos no deserto na dependência do maná, ou em Canaã
desfrutando das novidades da terra?
“No dia
imediato, depois que comeram do produto da terra, cessou o maná, e não o
tiveram mais os filhos de Israel; mas, naquele ano, comeram das novidades da
terra de Canaã.” (Josué 5.10-12)
Como Deus
está nos tratando? Como alguém que necessita de um milagre, ou como quem
precisa administrar os recursos que estão a nossa disposição?
O que é ser
mordomo de Deus nesta terra? É espiritual ou não?
“Então disse
Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine
ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de
toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao
chão". (Gênesis 1.26)
O tema
economia é tão importante quanto negligenciado pelas comunidades cristãs. Não
exercermos domínio em nada nesta vida se não estivermos no controle de nossas
finanças.
2 – ECONOMIA
“Ciência que
estuda os fenômenos relacionados com a obtenção e a utilização dos recursos
materiais necessários ao bem-estar.” – internet.
Não há a
necessidade de se cursar uma faculdade de economia para que um cristão sabia
gerenciar (mordomia) sua vida econômica. A bíblia nos fornece os princípios
básicos para tal. Estudiosos afirmam que
Página 2 de
3
nas
escrituras há mais de 2.350 versículos que tratam de nossa relação com o
dinheiro e que a maioria foi mencionado por Jesus. Ele fala tanto no perigo das
riquezas quanto em sua utilidade na vida cristã.
3 – O PODER
DO DINHEIRO
“pois o amor
ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o
dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos
sofrimentos.” (1Timóteo 6.10)
A maneira
como é estruturada a sociedade hodierna vemos o dinheiro ocupar uma posição
central em sua dinâmica de vida. Dedicamos nosso tempo a ganhar e gastar nossos
recursos. A grande maioria tem a sua vida pautada na necessidade de ganhar
dinheiro. Em outras palavras, a ora que acordamos, deixamos nossos lares,
retornamos aos nossos lares, o número de cursos que fazemos para uma melhor
colocação no mercado..., demonstra como o dinheiro dita o nosso ritmo de vida.
Não há nada de errado em obter grana, ao contrário, pode ser um sinal de benção
na vida de que o possui. Há em nosso meio cristão uma frase muito interessante
– “o problema não é ter o dinheiro e sim quando ele nos tem”. Quando o dinheiro
nos tem? a) Quando o amamos -
(idolatria). b) Quando estamos mergulhados em dívidas - (escravidão). c) Quando
levamos uma vida fútil por termos grana em abundância - (fuga). d) Quando há
uma escassez – (vítimas).
É o dinheiro
que determina a nossa posição dentro da sociedade. É ele que diz em que bairro
nós iremos morar, em que escola iremos estudar, que tipo de alimento
consumiremos, como serão nossas férias, que roupas usaremos, de que festas
participaremos, que meio de transporte usaremos e etc. Diante disso, parece que
o dinheiro é uma força, um deus (mamon), algo que possui vida própria, mas é a
nossa relação com ele que o faz ser uma benção, ou uma maldição.
4 –
PROSPERIDADE
Por mais
esquisito que pareça, prosperidade e acúmulo de dinheiro não são sinônimos. A
bíblia chama José de próspero quando este estava na casa de Potifar (Gn
39.2,3). Prosperidade está na relação direta do indivíduo, da família, do
município, do estado ou da nação em relação a Deus.
“Ordene aos
que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua
esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê
ricamente, para a nossa satisfação.” (1 Timóteo 6.17)
“Quem confia
em suas riquezas certamente cairá, mas os justos florescerão como a folhagem
verdejante.” (Provérbios 11.28)
5 – O
CRISTÃO E AS FINANÇAS
“Não há nada
melhor para o homem do que comer e beber, e fazer que sua alma goze do bem do
seu trabalho. Vi que também isso vem da mão de Deus” (Eclesiastes 2.24).
Deus não tem
dificuldade em que seu povo possua dinheiro, Ele abençoa o trabalho de nossas
mãos. Ele quer que todos vivamos um vida com justiça social que advém de uma
distribuição humanamente sensata dos recursos existentes em uma nação e, até
mesmo, no mundo.
“...
lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade
em dar do que em receber’." (Atos 20.35)
Este
versículo contraria a mentalidade preponderante no mundo que afirmar que ganhar
é o grande lance. Também nas igrejas poucas são as campanhas em que doamos, e
quando existem, a adesão é infinitamente inferior as campanhas de buscas por
prosperidade.
Dar é andar
na contramão da nossa natureza humana. Mas dividir é andar segundo o coração do
nosso Deus. Quantas orações fazemos para aprender a doar? Se não cultivarmos um
coração doador, qual será a finalidade de Deus em nos abençoar além de nossas
necessidades? Quais os cuidados que
precisamos ter para não cairmos em dificuldades financeiras e passarmos a
empregar os nossos recursos no Reino? a) Evitar transformar desejos em
necessidades b) Domínio próprio no uso dos cartões e outros meios de utilização
dos recursos c) Fidelidade a Deus com nossos recursos d) Aprender as regras e
os princípios par obtenção e gerenciamento de recursos
“Honre o
Senhor com todos os seus recursos e com as primícias de toda a sua renda” (Pv
3:9).
Pratique as
quatro formas neotestamentária de contribuir:
✔ Dízimos – Fidelidade/Fé/Seguro – Lc 11.42
✔ Ofertas – Gratidão/Fé/Investimento - Cultos semanais - “Cada um contribua
segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque
Deus ama a quem dá com alegria” (II Coríntios 9.7).
✔
Ofertas à Irmandade – Necessidades de irmãos – 2 Co 9.12
✔
Oferta Missionária – Sustento
Missionário – Fl 4:15; 1 Tm 5:17 “E sabeis também vós, ó Filipenses, que, no
início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou
comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros” (Filipenses 4.15);
(I Tm 5.17)
• Os dízimos
e ofertas ao Senhor não devem ter administração própria e sim sacerdotal. At 4.34, 35 • As ofertas destinadas a ajudar
o próximo, dentro e fora da igreja, devem ter administração própria.
Quem permite
que Deus assuma o controle de suas finanças, estará assegurado de seu sustento
e livre dos abalos de ordem econômico-financeira, pois Deus é o que nos
abençoa, e nos oferece a inteligência e a sabedoria necessárias ao ajuste
financeiro e a prosperidade.
6 –
REFERÊNCIA
O Código
Bíblico do Dinheiro – BenneDen
FONTE : ADVEC
– ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM CRISTO | TAQUARA
CAPÍTULO 3
A ECONOMIA E O MANEJO
DOS RECURSOS EM TEMPOS DE ESCASSEZ
“A primeira lição da economia é a
escassez. Nunca há o bastante de algo para satisfazer a todos aqueles que o
querem. A primeira lição da política é ignorar a primeira lição da economia.”
Thomas Sowell
A diferença entre as pessoas hoje em dia
não é estabelecida por critérios ligados ao caráter, honestidade ou honradez.
Ao invés disso, o valor supremo nas relações sociais foi colocado na posse de
bens materiais. Dessa forma, a quantidade de dinheiro que se possui faz a
distinção entre uns e outros, classificando-os como melhores ou piores, de
acordo com os interesses do sistema mundial.
De maneira pragmática, a sociedade dá
muito mais importância à posse de bens materiais do que ao desenvolvimento das
virtudes essenciais e mais elevadas do ser humano. No lugar de desenvolver o
caráter e cultivar os princípios de generosidade, honra e honestidade,
procura-se bom emprego, bom carro e uma casa bela e confortável. Os grandes
ideais foram substituídos pelas benesses das viagens, da boa gastronomia, das
roupas de grife, do luxo e dos prazeres sexuais não necessariamente lícitos, ou
seja, dentro dos limites do matrimônio.
O
sistema econômico mundial está baseado em uma série de relações de consumo,
exploração e apelo aos bens materiais. Para esse sistema funcionar, é
necessário fazer uma lavagem cerebral coletiva na população por meio de uma
mensagem explícita cujo apelo é: “você precisa ter mais e mais bens e dinheiro
para ser feliz nesta vida”! Assim, há uma massificação desse tipo de mensagem
nas propagandas veiculadas diariamente nos meios de comunicação, na TV, em
revistas, jornais, músicas, filmes etc.
Com esse tipo de ação, o consciente
coletivo do povo fica sob condicionamento psicológico de prontidão para o
consumo. Nesse cenário, destituídas de autocrítica ou de qualquer mecanismo de
avaliação, as pessoas respondem positivamente aos apelos das propagandas e do
marketing comprando mercadorias que, nem sempre, são necessárias à sua
sobrevivência, mas as faz, ilusoriamente, sentirem-se incluídas e importantes.
Assim, tentam preencher — de maneira errada — suas lacunas emocionais, baixa
autoestima e falta de sentido para a vida.
Dentro desse quadro, somam-se ainda os
casos de pessoas que, sentindo-se irresistivelmente atraídas por personalidades
famosas do mundo dos negócios, das artes ou dos esportes, procuram imitar seus
comportamentos e modo de vida, projetando em si seus gestuais, hábitos e
idiossincrasias, como se elas também fossem personalidades de sucesso . Sem
dúvida, há algo de perverso nesse tipo de condicionamento.
A Bíblia é muito clara em mostrar que há
uma orquestração maligna por trás dos mais diferentes setores da vida social.
Em 1 João 5.19, ela declara: Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo jaz
no maligno . Ora, se o mundo como um todo jaz no maligno, isto significa que
todas as manifestações, empreendimentos e realizações humanas, incluindo as
questões da economia, também estão sujeitas às influências e operações do mal.
Parece contraditório, mas a imensa
produção de tecnologia e riquezas no mundo, ao invés de minimizar as diferenças
e desigualdades sociais, ao contrário, reforçam a exploração de uns poucos
sobre a esmagadora maioria e acentuam os bolsões de fome e miséria espalhados
pelo planeta.
O desenvolvimento das técnicas agrícolas
e a imensa produção de alimentos no mundo, ao invés de trazer conforto,
segurança e prosperidade, o que se percebe, ao contrário, é o aumento
geométrico da pobreza, da miséria e das populações de famintos que engrossam as
estatísticas de maneira trágica, impondo o caos, como jamais visto em toda a
história da humanidade. Ao invés de o empreendedorismo e o desenvolvimento de
tecnologias de última geração serem usados para trazer alívio e qualidade de
vida às famílias, eles reforçam as desigualdades, diminuem ganhos e tiram o emprego,
gerando instabilidades e profundas incertezas.
Além
dessas questões, mesmo com o elevado grau de desenvolvimento e produção de
tecnologias de ponta das principais potências do mundo, o problema da violência
está longe de ser resolvido. No Brasil, viver na cidade, no campo ou em
qualquer outro lugar é um grande desafio. O direito de ir e vir, com segurança,
tornou-se uma aspiração difícil de concretizar-se. Não raro, cidadãos de bem,
jovens, adolescentes e crianças são assaltadas e mortas em cenas de crimes que
aterrorizam e trazem pavor às pessoas por toda parte.
A Igreja é a agência de Deus no mundo.
Sendo assim, como instituição, ela tem um papel preponderante na
conscientização e no combate às mentiras do sistema econômico. Ela deve ensinar
seus membros a não se conformarem com o ideal de vida centrado ...


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