segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Lição 13 – Josias, o Último Monarca Benevolente de Judá






Lição 13 – Josias, o Último Monarca Benevolente de Judá
                                                     (Dc. Evandro Paulo)

Texto Bíblico Básico: 2Cr 35:20-27
Texto Áureo: 2Rs 23:22

1 – INTRODUÇÃO
A lição da revista aborda a história de Josias, o último rei de Judá que andou nos caminhos do Senhor. É interessante destacar que Josias foi neto de Manassés, que passou a servir a Deus depois de muitos anos de seu reinado fazendo o que era mau (2Cr 33:10-17). Seu pai, Amom, somente reinou por dois anos e fez o que era mau aos olhos do Senhor sem nenhum arrependimento (2Cr 33:21).
De acordo com o texto bíblico, Josias passou a reinar com oito anos de idade, ou seja, aparentemente sem maturidade alguma para assumir uma posição importante de liderança. Mesmo assim, se dispôs a agradar a Deus em tudo o que fazia, à semelhança de Salomão (1Rs 3:3), sendo que este último tinha um referencial, que era Davi, seu pai. Contudo, Josias, à primeira vista, não tinha nenhum referencial para se espelhar em observar os preceitos do Senhor. É provável que tais referenciais vieram de forma indireta, isto é, a decisão em seguir os caminhos do Senhor foi baseada em algumas observações que teve no decorrer sua vida. Ao longo deste roteiro, vamos destacar algumas delas.

2 – O FINAL DO REINADO DE MANASSÉS
Apesar de Manassés ter sido o causador de todo o mal que Deus traria ao povo de Judá (2Rs 21:12), ao final de sua vida, o povo passou a adorar a Deus, não somente no Templo, mas também nos lugares altos (2Cr 33:17). É provável que Manassés tenha determinado que toda a sua família (inclundo Amom e seus filhos) passariam a adorar a Deus, ao invés de outros deuses. Considerando que quando Manassés morreu, Josias tinha 6 anos de idade, é possível considerar que desde o seu nascimento, conhecia ao Senhor e viu que era bom estar em sua presença.
Aprendemos com Jesus de que não devemos desprezar as crianças que desejam conhecer o Senhor (Mc 9:13- 16), bem como sabemos que, se desde pequeno andam em seus caminhos, jamais se desviam (Pv 22:6).

3 – O REINADO DE AMOM E O SEU ASSASSINATO
Amom, durante o seu reinado, viveu como se fosse um suicida e assim terminou seus dias assassinado. Em certo sentido, ultrapassou a pecaminosidade de Manassés, pois nunca se arrependeu. Pelo contrário, continuou pecando e multiplicando pecados. Com apenas dois anos de governo, seus atos foram os piores possíveis, uma grande demonstração de perversidade. E, por causa desta perversidade, foi traído e assassinado pelos seus próprios servos (2Rs 21:23). Amom morreu sem nunca ter crido que um homem colhe aquilo que semeia (Gl 6:7-8).
Josias, em sua tenra idade, talvez tenha percebido de que o melhor é fazer o bem, pois a colheita será boa (Gl 6:9; Rm 2:7-8).

4 – A REAÇÃO DO POVO DE JUDÁ APÓS O ASSASSINATO DE AMOM
O povo de Judá fez justiça contra os traidores que tinham assassinado o rei, e os executaram (2Rs 21:24), deixando claro que eles mesmos não tiveram participação no crime, e fizeram o que era de sua incumbência para impedirem outros de semelhantes práticas repulsivas. Considerando os dois anos de reinado de Amom, é grande a possibilidade de que os que cometeram este ato de justiça sejam os que adoravam a Deus nos tempos finais de Manassés e desejavam manter a descendência da Davi no trono; daí o ato posterior em proclamar Josias como rei aos oito anos de idade (2Rs 22:1).
Decerto, Josias deve ter tomado conselho de representantes do povo que temiam ao Senhor, suscitando que, aos dezesseis anos de idade, começasse a buscar a Deus e decidisse fazer uma reforma religiosa em todo o Judá (2Cr 34:3-7).

5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Infelizmente, como outros reis de Judá, Josias não conseguiu passar um bom legado a seus filhos e morreu tragicamente ao guerrear contra o Egito (2Cr 35:20-27), dando início à decadência de Judá e o consequente cativeiro babilônico.
Que cada um de nós, não somente tenhamos referências para nossa vida espirituais, mas que possamos também ser referenciais para outros (1Co 10:32-33; 11:1; Fp 3:17).
Que o Senhor nos abençoe!


                        A História do Rei Josias na Bíblia

Josias foi um rei de Judá que reinou aproximadamente por 31 anos, entre 640 a.C. e 609 a.C. A história do rei Josias na Bíblia está registrada nos livros de 2 Reis, capítulos 22 e 23, e 2 Crônicas, capítulos 34 e 35, além de outras referências nos livros dos profetas Jeremias e Sofonias.
Quando se fala em quem foi Josias, logo se faz referência as reformas promovidas por ele, que foram, sem dúvida, a marca de seu reinado. O nome Josias significa “Javé sustenta”, do original Yo’shiyahu, ou Yo’shiyah.
O rei Josias
Josias era filho de Amom e neto de Manassés. Ambos foram reis de Judá, mas seus reinados foram caracterizados por grande apostasia. Embora tenha mostrado arrependimento no final de sua vida, Manassés foi um dos piores reis da história do Reino de Sul, e seu filho, Amom, seguiu pelo mesmo caminho.
Josias se tonou rei quando tinha 8 anos de idade em aproximadamente 640 ou 639 a.C., com a interferência do “povo da terra”, um movimento popular que também foi o responsável por eliminar os assassinos de seu pai (2Rs 21:24; 2Cr 33:25).
O nascimento do rei Josias, bem como a escolha de seu nome, foram previstos na época de Jeroboão I (1Rs 13:2).
O reinado do rei Josias
O rei Josias foi um dos bons reis de Judá. Diferente de seu pai e avô, Josias prezou pelo culto ao verdadeiro Deus. O cronista escreveu dizendo que no oitavo ano de seu reinado, ou seja, quando tinha 16 anos de idade, o rei “começou a buscar o Deus de Davi, seu pai” (2Cr 34:3). Josias era descendente do rei Davi.
No décimo segundo ano de seu reinado, portanto com aproximadamente 20 anos de idade, o rei Josias deu início efetivamente às reformas em Jerusalém e Judá, alcançando, inclusive, o norte de Israel. É interessante saber que o profeta Jeremias começou seu ministério como profeta durante o reinado de Josias, no décimo terceiro ano, em aproximadamente 626 a.C. (Jr 1:2).
As reformas do rei Josias
Embora pode-se dizer que as reformas promovidas pelo rei Josias tiveram suas raízes fixadas quando ele pessoalmente abandonou a idolatria e o politeísmo que dominavam a religião corrupta de Judá naquela época (2Cr 34:3), tais reformas começaram a impactar a nação quatro anos depois, e alcançou seu clímax no décimo oitavo ano de seu reinado, quando o livro da Lei foi encontrado (2Rs 22:8; 2Cr 34:14,15).
O rei havia interrompido a adoração aos falsos deuses em Judá, destruindo altares que serviam ao paganismo. Ele também providenciou que o Templo recebesse os reparos necessários, e foi durante essa época que o sumo sacerdote Hilquias encontrou o livro da Lei no Templo.
Os estudiosos debatem sobre o que teria sido exatamente o “livro da Lei”. A melhor hipótese é que ele tenha sido o livro de Deuteronômio, ou pelo menos uma obra que continha esse livro como parte fundamental.
Seja como for, o que se sabe é que esse livro foi muito importante na sequência das reformas de Josias. Quando o livro foi encontrado e Josias teve ciência de seu conteúdo, ele entendeu que o povo havia estado em terrível rebeldia contra Deus, e por isso seria alvo do juízo divino. Então rapidamente ele pediu que o Senhor fosse consultado, ou seja, ele queria ouvir um parecer profético, e na ocasião a profetisa Hulda foi procurada.
A mensagem de Deus através de Hulda esclarecia que o povo realmente seria castigado devido ao pecado, porém tal castigo seria adiado para após os dias de Josias, visto seu arrependimento sincero e zelo para com o culto a Deus.
Assim, houve em Judá a renovação da aliança, a centralização da adoração em Jerusalém, e a purificação da nação com a eliminação de toda forma de adoração pagã (2Rs 23:19,20; 2Cr 34:67). O rei Josias também organizou a maior celebração da Páscoa desde o tempo dos juízes (2Cr 35:18). Antes dele, o rei Ezequias também promoveu uma reforma e a celebração da Páscoa, porém a reforma liderada por Josias foi mais completa e extensa (cf. 2Rs 23:13).
Apesar de tudo isso, o profeta Jeremias deixou claro que tais reformas foram apenas superficiais e temporárias (Jr 2-6; 11), ou seja, não houve no povo um arrependimento genuíno e duradouro, inclusive, com o povo voltando rapidamente à idolatria após a sua morte. O profeta Jeremias também demonstrou apreço quando escreveu sobre a justiça durante o reinado de Josias (Jr 22).
A morte do rei Josias
A morte de Josias ocorreu de forma trágica e precoce na batalha de Megido em 609 a.C. Naquela época os assírios estavam em conflito contra os babilônios, e o Faraó Neco II, do Egito, estava liderando uma empreitada para tentar ajudar os assírios em Harã.
De forma imprudente e insensata, o rei Josias considerou as manobras do rei do Egito como representando ameaças ao seu reino, e inconsequentemente lhe fez oposição e acabou sendo morto (2Rs 23:25-30-; 2Cr 35:20-24).
O rei Josias foi sucedido por Joacaz, seu filho, porém este reinou durante apenas 3 meses e foi exilado por Neco II, que colocou em seu lugar como rei de Judá Jeoaquim, seu irmão. Nesse momento a independência política de Judá foi completamente comprometida, ficando sob o domínio do Egito.
Os eventos seguintes da história daquele povo acabaram culminando no exílio na Babilônia, onde o juízo de Deus foi derramado, e pelas mãos do rei Nabucodonosor Jerusalém foi destruída. Com base nisso, pode-se dizer que o rei Josias foi o último monarca bom e comprometido com a adoração a Deus antes do cativeiro.
O escritor do livro de 2 Reis, falando sobre ele, escreveu que no Reino do Sul “antes dele não houve rei semelhante, que se convertesse ao Senhor com todo o seu coração, e com toda a sua alma, e com todas as suas forças, conforme toda a Lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro tal” (2 Rs 23:25). Além de Jeremias e Hulda, o rei Josias também foi contemporâneo do profeta Sofonias.
Mais tarde, no Novo Testamento, o rei Josias aparece como um dos nomes citados na genealogia de Jesus registrada pelo apóstolo Mateus (Mt 1). Além dele, a Bíblia também menciona outro Josias que foi um judeu contemporâneo do profeta Zacarias (Zc 6:10).
https://estiloadoracao.com

                                                                Rei Josias


Josias (em hebraico: aquele que Javé cura) foi um rei de Judá que restaurou a adoração a Deus pelos judeus.
Josias tornou-se rei aos oito anos de idade, após o assassinato de seu pai, o rei Amom, e reinou por trinta e um anos, de 640 a 610 a.C. Ele é descrito como um rei muito justo, um rei que “andou nos caminhos de Davi, seu pai, e não se desviou nem para a direita e nem para a esquerda”.
Ele também é um dos reis mencionados na genealogia de Jesus no Evangelho de Mateus.
“Promptuarii Iconum Insigniorum”, por Guillaume Rouille

História
Josias foi o décimo sexto rei de Judá (após a separação do reino de Israel). Filho do rei Amom e sua mãe Jedida, começou a reinar com oito anos de idade (640 aC) como sucessor de seu pai. (2 Reis 22:1; 2 Crônicas 33:1).
Sua história está contida em 2 Reis 22:1-24:30; 2 Crônicas 34:35; e os primeiros doze capítulos de Jeremias lançam muita luz sobre o caráter geral dos judeus em seus dias. Ao contrário de seus antecessores, ele “fez o que estava certo aos olhos do Senhor” (2 Reis 22, 2; 2 Crônicas 34: 2).

Abolição da idolatria
Cedo, com dezesseis anos de idade (633 aC), o rei Josias começou a buscar a Deus; e ele não tinha vinte anos de idade (628 aC) quando proclamou uma guerra aberta contra a idolatria (2 Crônicas 34:3).
Josias então começou uma purificação completa da terra de toda mancha de idolatria, indo e supervisionando pessoalmente as operações dos homens que estavam empregados para destruir altares e imagens, e cortando os bosques que haviam sido consagrados à adoração de ídolos.
Sua respulsa a idolatria não poderia ter sido mais fortemente expressada do que saquear os sepulcros dos sacerdotes idólatras de tempos passados e queimar seus ossos sobre os altares dos ídolos antes de serem derrubados.
No entanto, esta operação, embora sem precedentes na história judaica, foi anunciada 345 anos antes do rei Josias ter nascido pelo profeta que foi encarregado de denunciar a Jeroboão o futuro castigo de seu pecado. Ele mesmo nomeou Josias como a pessoa por quem executaria este ato, e disse que deveria ser realizado em Betel, que era então uma parte do reino de Israel (1 Reis 13:2).
Tudo isso parecia muito além das probabilidades humanas; mas foi realizado, pois Josias não se limitou ao seu próprio reino, mas alcançou uma parte considerável do reino vizinho de Israel, em particular Betel, onde executou tudo o que o profeta havia anunciado (2 Reis 22:1-19; 2 Crônicas 34:3-7; 2 Crônicas 34:32).
Nestes procedimentos, Josias parece ter sido atuado por um ódio absoluto à idolatria como nenhum outro rei desde que Davi se manifestou.
Tão importante foi essa reforma do culto público sob o reinado de Josias que Jeremias cita este tempo em muitas de suas profecias (Jeremias 25:3; Jeremias 25:11; Jeremias 25:29).

O Rei Josias repara o Templo
No décimo oitavo ano do seu reinado e no vigésimo sexto de sua idade (623 aC), quando Judá foi completamente purificada da idolatria e de todos os que a praticavam, o rei Josias começou restaurar o Templo do Senhor (2 Reis 22:3; 2 Reis 23:23).
No decorrer deste trabalho, o sumo sacerdote Hilquias descobriu no santuário um volume que provou conter os livros de Moisés e que, segundo os termos empregados, parece ter sido considerado o original da lei, conforme escrito por Moisés. Pode-se observar no fato de que o rei ficou muito atônito quando algumas partes da lei foram lidas para ele.

O livro da Lei é encontrado

Josias ouvindo o livro da Lei (1872)
O rei Josias descobriu que, mesmo com as melhores intenções para servir o Senhor, ele e todo o seu povo haviam vivido na negligência das obrigações da lei de Deus.
É certamente difícil explicar essa ignorância. Alguns supõem que todas as cópias da lei haviam sido destruídas, e que o rei nunca tinha visto uma. Mas isso é muito improvável. Mesmo que poucas cópias pudessem existir, um rei temente provavelmente teria sido o possuidor de uma.
Provavelmente as passagens lidas foram aquelas terríveis denúncias contra a desobediência descritas no livro de Deuteronômio e conclui-se que, por alguma razão, o rei nunca havia lido antes, ou que nunca tinha produzido em sua mente a mesma forte convicção dos perigos iminentes sob a qual a sua nação estava.
Devemos ter em mente que é muito difícil para nós, nesta época e país, estimar a escassez das oportunidades abertas aos leigos de adquirir conhecimento literário relacionado à religião. A comissão especial enviada por Jeosafá (2 Crônicas 17:7) é uma prova de que, mesmo sob tais reis como Asa e seu filho, os levitas eram insuficientes para a instrução religiosa do povo.
O que, então, deve ter sido a quantidade de informações acessíveis para uma geração que cresceu nos terríveis reinados de Manassés e Amom?
O rei Josias, em sua inquietação, enviou servos a Hulda “a profetisa” para ter seu conselho nesta emergência, sua resposta assegurou-lhe que, embora as penas terríveis ameaçadas pela lei seriam aplicadas, ele deveria morrer em paz e ser unido aos seus pais, antes dos dias de castigo e tristeza.

Celebração da Páscoa
Talvez o rei Josias tivesse esperança de evitar essa desgraça, pois, imediatamente chamou o povo em Jerusalém e os envolveu em uma solene renovação da antiga aliança com Deus.
Quando isso foi feito, a Páscoa foi comemorada com uma atenção especial às instruções dadas na lei, e em uma grandeza sem precedentes. Mas já era tarde; a hora da misericórdia tinha passado; porque “o Senhor não se desviou da fervor da sua grande ira, com a qual a sua ira se acendeu contra Judá” (2 Reis. 22:3-20; 2 Reis 23, 21-27; 2 Crônicas 34:8-33; 2 Crônicas 35:1-19 ).

Morte do rei Josias

A morte do rei Josias, que havia sido prometida como uma benção (2 Crônicas 34:28) não demorou muito e foi provocada de uma maneira que ele provavelmente não esperava.
O Faraó Neco, rei do Egito, procurou uma passagem pelos territórios de Judá em uma expedição contra os caldeus, mas Josias recusou-se a permitir a passagem do exército egípcio através dos seus domínios e se preparou para resistir à tentativa de força de armas.
Neco não estava muito disposto a entrar em uma batalha contra o rei Josias, mas a aparição do exército judaico em Megido, no entanto, o fizeram guerrear contra Judá, embora disfarçado de segurança, o rei Josias, foi ferido por uma flecha aleatória e seus servos o retiraram da carruagem de guerra e colocaram-no em outro, no qual ele foi levado para Jerusalém, onde morreu em 610 aC, após um reinado de trinta e um anos.
Nenhum outro rei que reinou em Israel foi mais lamentado por todos os seus súditos do que Josias; e nos dizem que o profeta Jeremias compôs na ocasião uma lamentação que foi preservada há muito tempo entre as pessoas (2 Reis 23:29-37, 2 Crônicas 35:20-27).




Nenhum comentário:

Postar um comentário