INTRODUÇÃO
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este último capítulo, trataremos de um assunto bastante caro
a nós, pentecostais. Refiro-me ao avivamento espiritual que, em nossa história,
sempre teve início com um retorno incondicional à Bíblia Sagrada, à oração e a
uma vida de santidade e pureza. A volta ao Calvário e ao Cenáculo resulta,
invariavelmente, em batismos com o Espírito Santo, manifestação de dons
espirituais, curas divinas, sinais e maravilhas. Não nos esqueçamos da operação
do Espírito no interior de cada um que professa o nome de Cristo: convicção de
pecado, arrependimento, volta ao primeiro amor e voluntariedade no serviço
cristão.
Se almejamos,
de fato, um poderoso reavivamento, seremos constrangidos a trilhar um caminho
que, tendo início na Páscoa, vai até ao Pentecostes. Antes, porém, teremos de
definir o avivamento de acordo com a ótica pentecostal. Logo após, alinharemos
os fatores imprescindíveis para um reavivamento duradouro e bíblico. Que Deus
nos ajude a viver a plenitude de seu Espírito; menos que isto é inaceitável.
I.
PRINCÍPIOS
DE UM AUTÊNTICO AVIVAMENTO
Se você me
perguntar qual o maior avivamento da história da Igreja Cristã,
responder-lhe-ei que é o pentecostal. Não quero, com a minha resposta,
desmerecer a reforma de Lutero, na Alemanha, ou a iniciativa de John Wesley, na
Inglaterra.
Todavia, quando
comparo ambos os movimentos ao pentecostal, vejo-me obrigado a reconhecer que
este é maior e mais abrangente do que aqueles. Mas reconheço, igualmente, que
sem o labor de Lutero e Wesley, nossos paisfundadores, Daniel Berg e Gunnar
Vingren, nada poderiam ter feito. No Reino de Deus, há uma santa e desejável
interdependência. Todos dependemos de todos. Em meio a essas considerações,
procuremos uma definição de avivamento.
1. O que é o avivamento. Quando nos
propomos a definir o avivamento de acordo com a história e a tradição da Igreja
Cristã, deparamo-nos, logo de início, com um incômodo problema de nomenclatura
e semântica. Afinal, a palavra certa é “avivamento” ou “reavivamento”?
Costumamos usá-las invariavelmente; temo-las por sinônimos. Todavia, há uma
diferença substancial entre ambas.
Avivamento diz
respeito a um organismo que, embora não esteja morto, ainda precisa
experimentar a vida em sua plenitude. Foi o caso dos discípulos de Cristo.
Antes do Pentecostes, não estavam mortos; tinham já o Espírito Santo a
dirigir-lhes, inclusive, a escolha do sucessor de Judas Iscariotes. O próprio
Jesus já havia assoprado, neles, a promessa do Consolador: “Recebei o Espírito
Santo” (Jo 20.22).
Conquanto já vivessem eles como apóstolos e
discípulos de Jesus, não haviam sido avivados, pelo Espírito Santo, como Igreja
de Cristo. Isso só haveria de acontecer no Dia de Pentecostes, em Jerusalém,
conforme o relato de Lucas, no capítulo dois de Atos.
O reavivamento,
por seu turno, concerne à igreja que, em consequência de seus pecados e
iniquidades, morreu organicamente e, agora, já começa a falecer como
organização. Haja vista o ocorrido com a congregação de Sardes, a qual o Senhor
Jesus endereça uma carta sobrecarregada de urgências: “Conheço as tuas obras,
que tens nome de que vives e estás morto. Sê vigilante e consolida o resto que
estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença
do meu Deus” (Ap 3.1,2, ARA).
Essa igreja,
sim, necessitava urgentemente de um reavivamento espiritual, porque sobrevivia
apenas no âmbito material. O que a tornava visível era a sua burocracia,
membresia e clero.
Na morte de uma
igreja, desaparece o ministério e surge o clero; os membros do corpo de Cristo
fazem-se logo membresia e clientela; o que era obrigação espiritual desponta,
agora, como burocracia pesada e custosa; o que era esperança cristã
transforma-se numa mera agenda social e política. Uma igreja, nessas condições,
precisa, sim, de um urgente reavivamento.
Portanto, o avivamento coube à Igreja Cristã
que, no dia de Pentecostes, passou a viver na força e no poder do Espírito
Santo. Ela foi avivada e não reavivada, pois não estava morta; apenas não havia
nascido. Quanto ao reavivamento, cabe a igrejas e congregações como a de Sardes
que, apesar de já terem experimentado a vida em Cristo, deixaram-se morrer
espiritual e ministerialmente. Tais rebanhos carecem de um reavivamento
poderoso, para que voltem à vida. Caso contrário, morrerão; logo estarão a
cheirar mal.
Embora haja
diferenças entre os termos “avivamento” e “reavivamento” podemos,
teologicamente, usar um pelo outro, a fim de descrever o movimento do Espírito
Santo numa igreja local, objetivando levá-la a experimentar novamente a vida
que somente Jesus Cristo pode nos dar.
Portanto, o
avivamento ou reavivamento, é a operação sobrenatural do Espírito Santo, na
Igreja de Cristo, cujo principal objetivo é reconduzi-la à sua condição
primordial de corpo espiritual do Filho de Deus. Essa ação do Espírito Santo só
é possível por intermédio destes fatores: retorno à Palavra de Deus, à oração,
à santidade, à comunhão e ao serviço cristão.
2. O retorno à Palavra de Deus. Certa
tarde, quando me encontrava internado num hospital do Rio de Janeiro, recebi a
visita de um enfermeiro que, fugindo à rotina, me narrou suas dificuldades num
seminário já bem tradicional e histórico. Em sua primeira aula, disse-me ele,
foi seriamente advertido por um professor: “Aqui, neste seminário, não
perderemos tempo com a leitura da Bíblia nem com oração; aqui só há lugar para
uma coisa: o estudo da teologia”. Até agora não entendi como é possível estudar
teologia evangélica sem as Sagradas Escrituras.
De um seminário
como esse, não se deve esperar avivamento nem reavivamento. Infelizmente, o que
antes era casa de profeta, agora é albergue de hereges, ativistas sociais e
seguidores de Balaão. Aproveitando o ensejo, recomendo aos pastores que
mantenham seus institutos bíblicos e faculdades teológicas sob a tutela do
santo ministério. Isso porque, a teologia, para ser boa e inútil, tem de ser
produzida no âmbito da Igreja Cristã, conforme lemos nos primeiros versículos
de Atos capítulo 13. Se assim agirmos, o avivamento não será apenas desejável,
como também possível e contínuo.
Se não voltarmos urgentemente à Palavra de
Deus não haverá qualquer esperança para o Movimento Pentecostal no Brasil. Sem
o percebermos, fomos substituindo a pregação e o ensino da Palavra de Deus por
extravagâncias: coreografia, teatro, cinema, shows, misticismos e outras tralhas
e modismos. Enquanto isso, aos sermões, às doutrinas, aos estudos bíblicos e às
abençoadas escolas de obreiros reservamos um tempo sem tempo; os cantinhos das
agendas.
É ora de alguém, como Hilquias, aparecer em
nossos arraiais com esta notícia: “Achei o Livro da Lei na Casa do SENHOR” (2
Cr 34.15). O que me espanta, nessa história, é o fato de a Palavra do Senhor
ter-se perdido justamente na Casa do Senhor. Se no palácio real, seria
compreensível; os documentos eram muitos. E se na intendência, seria não
somente compreensível, mas também desculpável; a burocracia faz perder qualquer
coisa. Mas, na Casa do Senhor, onde a Palavra do Senhor deve ocupar sempre o
primeiro lugar, não podemos nem compreender nem desculpar. Que a Bíblia Sagrada
esteja sempre em primeiro lugar tanto no templo como no santuário de nossos
corações. Nela, o avivamento é possível.
3. O retorno à oração. Não posso
esquecer-me dos abençoados cultos de oração na Assembleia de Deus em São
Bernardo do Campo, SP. Ali, todas às quartas-feiras, reuníamo-nos a buscar ao
Senhor. Das 19h30 às 21 horas, permanecíamos ajoelhados a clamar pelos mais
difíceis e complicados motivos; a resposta era certa. O interessante é que,
passados mais de 40 anos, aquela querida igreja continua avivada; não perdeu a
flama do Cenáculo; sua identidade pentecostal acha-se inalterada.
Nada substitui a oração.
Hoje, porém,
buscamos substituí-la por fórmulas mágicas e alienígenas. Supomos que o nosso
déficit de oração pode ter como sucedâneo uma palestra motivacional, uma seção
de psicanálise, uma semana no spa, uma mês na Europa ou uma vida toda a
justificar nossos fracassos e quedas espirituais.
O que dizer
daqueles que substituíram o Espírito Santo por um guru ou por uma pitonisa?
Busquemos ao
Senhor enquanto é tempo. Se não voltarmos à oração e ao jejum não
sobreviveremos aos dias ruins, trabalhosos e sobrecarregados que se escondem
nas agendas e calendários eclesiásticos. Voltemo-nos sem tardança à resposta do
Senhor a Salomão na inauguração do Santo Templo:
Se eu cerrar os
céus de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a
terra, ou se enviar a peste entre o meu povo; se o meu povo, que se chama pelo
meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus
caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua
terra. (2 Cr 7.13, 14, ARA)
Que os céus,
sob muitas igrejas, já foram cerrados, não há dúvida; ei-las secas e estéreis.
Que os gafanhotos já consomem vinhas e oliveiras, dantes tão produtivas,
ninguém pode esconder; é algo visível e de partir o coração. E que a peste do
pecado e da iniquidade espalha-se entre os santos é um fato mais que
testemunhal; nunca se viu tanto joio em meio ao trigo.
Se a situação é
tão calamitosa, o que fazer? A resposta vem do próprio Senhor: humilhação,
oração e conversão. É urgente buscar a face de Deus.
4. O retorno à santidade. Às vezes,
orgulhamo-nos de ser a maior igreja evangélica da América Latina. De acordo com
alguns censos, já superamos a casa dos 10 milhões de membros. E, de
conformidade com outros, temos em torno de vinte milhões de fiéis do Amapá ao
Rio Grande do Sul. Uma nação dentro da nação. Uma cifra que supera a demografia
de muitos países do mundo. Mas, aqui, não devo discutir números ou censos; isso
não seria nada sensato. O que busco discutir, nessas linhas que me restam, é a
qualidade de toda essa quantidade.
Será que temos
sido realmente santos como requer a Palavra de Deus? O Deus da Palavra ainda
está a exigir de cada um de seus filhos: “Santos sereis, porque eu, o SENHOR,
vosso Deus, sou santo.” (Lv 19.22). Perante essa reivindicação divina, não nos
resta alternativa a não ser buscar a santidade e viver em santificação diante
de Deus e dos homens. Sejamos santos na Igreja de Cristo e no mundo que tem por
príncipe ao Diabo; no lar, entre o cônjuge e os filhos, e nas ruas e
logradouros entre desconhecidos que anseiam por conhecer o Evangelho.
Querido pastor,
não permita que seus jovens precipitem-se no inferno. Doutrine-os, na Palavra
de Deus, a fugir da prostituição. Deixe-lhes bem claro que o sexo, antes e fora
do casamento, é pecado. Quanto a você, dê-lhes um exemplo de gravidade e
pureza; fuja aos encontros equívocos com outras mulheres. Ensine às esposas e
aos maridos a beleza da fidelidade; desestimule separações e divórcios. Realce
o valor do culto doméstico e da Escola Dominical.
Exorte o
rebanho a vestir-se com decência, recato e ordem. Por que roupas sensuais? Por
que vestes que espelham a ideologia de gênero? Que os homens vistam-se como
homens, e que as mulheres trajem-se como mulheres. Por que tatuagens e marcas a
desmerecer o nosso corpo? Somos o templo do Espírito Santo?
Devido a
demandas financeiras, alguns pastores e dirigentes de congregações se quer
ousam exortar um dizimista adúltero ou uma ofertante corrupta. Já imaginou
apresentar o próximo relatório sem o dízimo daquele homem e sem a oferta desta
mulher? Sob essa pressão, alguns aceitam até oferendas de sodomitas e
meretrizes.
Querido obreiro, não se enverede por esse
caminho. Quem nos faz prosperar é o Senhor; fujamos aos produtos de roubos e
furtos. Nada de dinheiro lavado na casa do tesouro; perante Deus estará sempre
sujo. Antes, recolha com amor e carinho a contribuição da viúva pobre. Se você
agir dessa forma, tanto ela quanto você serão abençoados.
Na luta pela
santidade, ressoa-nos a exortação do autor da Epístola aos Hebreus: “Segui a
paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
5. O valor da comunhão
cristã. Ao encerrar a segunda carta aos
irmãos de Corinto, uma igreja que tinha sérias dificuldades quanto à comunhão
cristã, o apóstolo deixa-lhes esta doce e maravilhosa bênção: “A graça do
Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com
todos vós” (2 Co 13.13, ARA).
A comunhão que, na Terra, nos mantém
unidos ao Céu, é mantida pelo Espírito Santo. Horizontalmente, faz com que
todos os santos sintam-se e comportem-se como irmãos; verticalmente, leva todos
os santos, agora irmãos amados, a regozijarem-se e a conduzirem-se como filhos
do Pai Celeste.
Se às ovelhas é recomendado viver a
comunhão cristã em sua plenitude, o que esperar dos pastores? Deveríamos nós,
obreiros de Cristo, ser modelares quanto à paz, à concórdia e à cooperação;
menos do que isso é inaceitável.
Mas, às vezes, comportamo-nos como os pastores de Abraão e
de Ló. Enquanto as ovelhas compartilhavam os pastos que já não tinham, os
pastores não conseguiam enxergar a amplidão que os espreitava quer à direita,
quer à esquerda. Por que brigar por um posto no ministério? Se é Jesus Cristo
quem dá obreiros à Igreja, tenhamos paciência; no momento certo, seremos dados
pelo Sumo Pastor ao rebanho certo. Por que altercar-se pela presidência de um
ministério ou de uma convenção? Comporte-se como homem de Deus. O primeiro
lugar nem sempre é conveniente. Às vezes, é a ruína de nossa alma. Portanto,
não se agaste. Se entregue à Obra de Deus, mas não deixe de prostrar-se ao Deus
da obra. Lembremo-nos de que seguir a paz com todos é um dos requisitos para se
entrar no Céu. Eu quero ver o Senhor.
6. O serviço cristão. O verdadeiro
avivamento espiritual implica também na retomada do serviço cristão. Assim se
deu com os pais-fundadores do Movimento Pentecostal. Tão logo foram batizados
no Espírito Santo saíram a evangelizar e a fazer missões. Aliás, não há como
desassociar o pentecostalismo da obra missionária; acham-se intimamente unidos.
Portanto, nós,
que já passamos pelo Calvário, não deixemos de entrar no Cenáculo.
Avivando-nos, o Senhor quer levar-nos aos confins da Terra. Confiemos no seu
querer. Sim, Jesus, que rogou ao Pai que nos enviasse o Consolador, é a nossa
Páscoa.
II. PENTECOSTES, A FESTA DAS PRIMÍCIAS
Se o Senhor Jesus Cristo não tivesse sido imolado como o
nosso Cordeiro Pascal, aquele dia de Pentecostes, em Jerusalém, não teria
qualquer sentido. Todavia, a Páscoa de Cristo tornou real o Pentecostes do
Espírito.
1. Cristo, o Cordeiro Pascal. O Senhor
Jesus foi crucificado durante a Páscoa (Mt 26.2). Mas, ao terceiro dia, eis que
Ele ressurgiu de entre os mortos, recebendo toda a autoridade nos céus e na
terra (Mt 28.1-8). Jesus foi feito as primícias dos que dormem, por ser Ele
mesmo a ressurreição e a vida (Jo 11.25; 1 Co 15.20-23). Em seguida, fez menção
da grande colheita que haveria por intermédio da descida do Espírito Santo (Jo
1.8). Que os discípulos, pois, esperassem a chegada do Consolador (Lc 24.4).
O batismo com o
Espírito Santo é o requisito inicial e básico para a consagração de um obreiro
ao ministério da Palavra. Por que fazer atalhos para que este ou aquele seja
guindado ao ofício sagrado? Vejamos se os candidatos foram ou não chamados por
Deus. Foram agraciados com algum dom ministerial? O princípio de Atos 13 ainda
continua a vigorar. Apenas Jesus Cristo, o Sumo Pastor, pode dar os homens
certos à Igreja. Quanto a nós, sigamos os preceitos de Efésios 4.11-14. Não
imponhamos as mãos precipitadamente sobre quem quer que seja, a fim de não
separarmos um diabo que, mais adiante, nos destruirá o reganho do Senhor. A
responsabilidade será nossa. Prove cada um de seus candidatos antes de sua
aprovação final.
2. O Pentecostes do
Espírito Santo. Passados cinquenta dias, desde a morte de Cristo, ocorrida
na Páscoa, eis que os discípulos recebem o Consolador em pleno dia de
Pentecostes (At 2.1-4). Cheios do Espírito Santo, falaram noutras línguas,
enunciando, aos peregrinos que visitavam Jerusalém, as grandezas de Deus (At
2.7-11).
3. As primícias da
Igreja Cristã. Nesse momento, levanta-se Pedro com os demais apóstolos, e
proclama o Evangelho de Cristo. E, como resultado de sua mensagem, quase três
mil pessoas converteram-se (At 2.41). As primícias da Igreja Primitiva são
apresentadas a Deus Pai.
CONCLUSÃO
Afirmou o evangelista norte-americano Stanley Jones
(1884-1973): “A vida do cristão começa no Calvário, mas o trabalho eficiente no
Pentecostes”.
Sem a Páscoa não pode haver Pentecostes. O que
isso significa? Duas são as experiências indispensáveis ao discípulo de Jesus.
Além da salvação, o batismo com o Espírito Santo. Então, revestidos de poder,
apresentaremos ao Senhor as primícias de nosso amor e serviços: preciosas
almas.
Por intermédio
do Evangelho Completo, podemos reviver a experiência da Igreja Primitiva, que
apregoava ousada e livremente que Jesus Cristo salva, batiza com o Espírito
Santo, cura as enfermidades, opera sinais e maravilhas e, em breve, virá
buscar-nos. Aviva, Senhor a tua obra.
Irmãos, orai por mim.
Cinquenta Dias Depois da Páscoa
Como o Antigo Testamento nos fornece muitas sombras das
verdades reveladas no Novo Testamento, podemos enriquecer nosso entendimento
das grandes obras de Deus por meio do estudo das Escrituras dadas aos judeus
antes da vinda de Jesus. Uma comparação entre o livro de Êxodo (do Antigo
Testamento) e o livro de Atos (do Novo Testamento) aumenta nosso apreço pela
obra reveladora do Senhor.
O Dia conhecido no Novo Testamento como Pentecostes foi um
dia especial no calendário judaico. A palavra Pentecostes se refere ao
intervalo de 50 dias entre a Páscoa e a festa que os judeus chamavam de Shavuot
ou a Festa das Semanas (Levítico 23:15-21 explica a contagem de dias e a
maneira de celebrar essa festa). Foi um dia de comemorar a sega de trigo (Êxodo
34:22). Os judeus atribuíram um outro sentido ao dia que nos leva a refletir
mais sobre o significado dessa sombra do trabalho realizado pelo Senhor no Novo
Testamento. Para compreender esse segundo significado, precisamos observar
alguns detalhes da história da infância da nação de Israel.
Deus mandou fazer o sacrifício do cordeiro da Páscoa na
noite do dia 14 do primeiro mês do novo calendário dos hebreus (Êxodo 12:1-14).
O sangue do cordeiro posto acima e aos lados das portas foi o meio que Deus
mandou distinguir entre seu povo que desejava a salvação e os egípcios que
seriam punidos. Na mesma noite, Deus trouxe sobre o Egito a décima praga e
libertou os israelitas. Essa data marcou a salvação de Israel por meio do
sangue do cordeiro.
O evento paralelo, embora muito mais importante, no Novo
Testamento, foi a morte de Jesus na cruz. Além da coincidência proposital da
data, Cristo é descrito como Cordeiro (Apocalipse 5:6). João Batista identificou
Jesus como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Paulo
disse que “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1 Coríntios 5:7). O
sacrifício do cordeiro no Egito prefigurou a morte de Jesus na cruz para
cancelar nossos pecados.
Pentecostes veio 50 dias depois.
Voltemos à contagem de dias no livro de Êxodo. Onde estavam
os israelitas e o que estava acontecendo 50 dias depois da Páscoa? Começamos a
contar os dias com a Páscoa, no dia 14 do primeiro mês. O resto daquele mês daria
mais 16 dias, e o mês seguinte (o segundo no calendário) acrescentaria mais 30
dias, para um total de 46. No dia seguinte, o primeiro dia do terceiro mês, o
povo de Israel chegou ao monte Sinai (Êxodo 19:1). Moisés subiu para receber
orientações de Deus. Ele mandou que o povo se purificasse, pois no terceiro dia
ele desceria sobre o monte Sinai para falar com o povo (19:10-11). Com essa
conta, podemos concluir que Deus encontrou os israelitas no monte Sinai sete
semanas (49 ou 50 dias) depois da primeira Páscoa. Por esse motivo, os judeus
chegaram a atribuir à Festa de Pentecostes o significado da revelação da lei de
Deus ao seu povo.
Deus desceu sobre o monte com trovões, relâmpagos, som de
trombeta, uma espessa nuvem, fogo, fumaça e terremoto! A voz do Senhor soava
como um trovão quando falou para o povo. Foi uma ocasião marcante e
extremamente importante. Deus comunicou a sua palavra para separar uma nação
santa. Ele revelou os termos da comunhão entre a congregação de Israel e seu
Deus. Encontramos o relato em Êxodo 19 e 20.
E o que aconteceu no dia de Pentecostes depois do sacrifício
do nosso Cordeiro pascal, Jesus Cristo? Com o som de um forte vento, o Espírito
Santo desceu sobre os apóstolos em Jerusalém. As palavras que ele revelou por
meio daqueles homens escolhidos mostraram para os ouvintes as condições da
comunhão com Deus. Por meio do evangelho pregado naquele dia, Deus separou uma
nação santa, a igreja do Senhor Jesus. As pessoas que se arrependeram e
receberam o batismo para a remissão dos pecados foram salvas e entraram em
comunhão com Deus (leia o registro desse dia importante em Atos 2). A mensagem
que o Senhor revelou no monte Sinai definiu a igreja do Antigo Testamento, o
povo de Israel. A mensagem revelada em Jerusalém no dia de Pentecostes definiu
a igreja do Novo Testamento.
Pentecostes foi uma data marcante, tanto no Antigo como no
Novo Testamento
-por Dennis Allan

1. Definição.
PÁSCOA (Dicionário Teológico)
- [Do hb. pesah, passagem] Festa com que os israelitas
comemoram a saída do Egito, e a passagem à liberdade e à comunhão plena com
DEUS (Êx 12.1-18). E o acontecimento mais importante do Antigo Testamento. Foi
a partir daí que a história da salvação começou a ser esboçada com cores mais
fortes.
Mês Abibe - Strong
Português - Mês Abibe אביב ’abiyb
1) fresco, espigas novas de cevada, cevada
2) mês da formação da espiga, época da colheita Abibe, mês
do êxodo e da páscoa (março ou abril)
PÁSCOA - Strong Português -
פסח pecach - grego ðáó÷á
1) páscoa
1a) sacrifício da páscoa
1b) vítima animal da páscoa
1c) festa da páscoa
PÁSCOA (Dicionario Davis)
Festa da primavera originalmente consagrada à Eastra ou
Ostra, divindade teutônica, deusa da luz e da primavera. Este vocábulo veio a
designar a festa cristã da ressurreição, desde o século oitavo por via dos
anglo-saxônios. Encontra-se uma vez em Atos, 12: 4, porém a tradução não é
correta. A palavra original é Paschoa, vocábulo grego que significa Páscoa.
Cordeiro (Dicionario Vine Antigo e Novo Testamento)
כבש kebes
כבשה kibsah כבשׁה or
kabsah
CORDEIRO
kebes (כבש); “cordeiro, cabrito”. O cognato acadiano deste
substantivo significa “cordeiro”, ao passo que o cognato árabe significa
“carneiro novo”. A palavra aparece 107 vezes no Antigo Testamento hebraico, e
especialmente no Pentateuco.
O kebes é um “cordeiro” que quase sempre é usado para
propósitos sacrificiais. O primeiro uso em Êxodo pertence à Páscoa: “O
cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das
ovelhas ou das cabras” (Êx 12.5). A palavra gedi, “cabrito”, é sinônimo de
kebes: “E morará 0 lobo com o cordeiro [kebes], e o leopardo com o cabrito
[gedí] se deitará, e o bezerro, e o filho de leão, e a nédia ovelha viverão
juntos, e um menino pequeno os guiará” (Is 11.6). No hebraico, a palavra kebes
é masculina, ao passo que kibsah, “cordeira”, é feminina: “Pôs Abraão, porém, à
parte sete cordeiras do rebanho” (Gn 21.28).
A Septuaginta dá as seguintes traduções: amnos (“cordeiro”);
probaton (“ovelha”); e amos (“cordeiro”).
PÁSCOA - Dicionário
Biblia Almeida - Festa em que os israelitas comemoram a libertação dos seus
antepassados da escravidão no Egito (Êx 12.1-20; Mc 14.12). Cai no dia 14 de
NISÃ (mais ou menos 1 de abril). Em hebraico o nome dessa festa é Pessach. A
FESTA DOS PÃES ASMOS era um prolongamento da Páscoa (Dt 16.1-8).
PÁSCOA - Dicionário Strong Português
πασχα pascha - de origem aramaica,
1) sacrifício pascal (que era comum ser oferecido por causa
da libertação do povo do Egito)
2) cordeiro pascal, i.e., o cordeiro que os israelitas
tinham o costume de matar e comer no décimo quarto dia do mês de Nisã (o
primeiro mês do ano para eles) em memória do dia no qual seus pais,
preparando-se para sair do Egito, foram ordenados por DEUS a matar e comer um
cordeiro, e aspergir as ombreiras de suas portas com o seu sangue, para que o
anjo destruidor, vendo o sangue, passasse por sobre as suas moradas; CRISTO
crucificado é comparado ao cordeiro pascal imolado
3) ceia pascal
4) festa pascal, festa da Páscoa, que se estende do décimo
quarto ao vigésimo dia do mês Nisã
PÁSCOA
Mas, a eles, os fez sair com prata e ouro, e entre as suas
tribos não houve um só enfermo. Salmos 105:37
Libertação - Da Escravidão e União com DEUS
Subsistência Material - Saúde Financeira
Cura de Doenças e Enfermidades -Saúde Física
ABIBE (Wycliffe) - Mês Março/Abril
1. Espigas novas de cevada (do hebraico, Ex 9.31; Lv 2.14)
maduras, mas ainda macias, comidas raladas ou assadas (KB).
2. Esse nome cananita foi dado ao mês (mar- ço-abril) em que
a cevada amadurecia. Também era chamado de “princípio dos meses* (Êx 12.2) e
“mês primeiro” (Lv 23.5) da vida nacional de Israel. Ano após ano, Abibe
simbolizava a presença do Senhor nos eventos do Êxodo lembrados com os rituais
da Festa dos Pães Asmos (Êx 13.4; 23.25; 34.18) e da Páscoa (Dt 16.1) e que
ocorriam durante esse mês. Abibe equivale ao Nisan babilônico, nome pelo qual o
mês era chamado depois do Cativeiro (Ne 2.1; Et 3.7). Nâo está claro se a
distinção feita por Josefo entre os anos rituais e civis, começando
respectivamente na primavera (Nisan) e outono (Tisri), têm uma origem anterior
ou posterior (Jos. Ant. i.3.3).
2. Cerimônia pascoal.
3. Simbologia.
II – O PENTECOSTES, A FESTA DAS PRIMÍCIAS
PENTECOSTES - Veja
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao4-espiritosanto-odiadepentecostes.htm
e http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao3-ada-1tr11-oderrammentodoesnopentecostes.htm
E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai,
porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.
Lucas 24:49
Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis
batizados com o ESPIRITO SANTO, não muito depois destes dias. Atos dos
Apóstolos 1:5
E todos foram cheios do ESPIRITO SANTO e começaram a falar
em outras línguas, conforme o ESPIRITO SANTO lhes concedia que falassem. Atos
dos Apóstolos 2:4
1 Cumprindo-se ao dia
de Pentecostes, bestavam todos reunidos no mesmo lugar;2 e, de repente, veio do
céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, ce encheu toda a casa em que
estavam assentados.3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de
fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.4 E todos foram dcheios do ESPIRITO
SANTO ee começaram a falar em outras línguas, conforme o ESPIRITO SANTO lhes
concedia que falassem. Atos 1:1-4.
2.1 PENTECOSTE. Pentecoste era a segunda grande festa
sagrada do ano judaico. A primeira grande festa era a Páscoa. Cinqüenta dias
após esta, vinha a festa de Pentecoste, nome este derivado do gr. penteekostos
(=qüinquagésimo). Era também chamada Festas das Colheitas, porque nela as
primícias da sega de grãos eram oferecidas a DEUS (cf. Lv 23.17). Da mesma
forma, o dia de Pentecoste simboliza, para a igreja, o início da colheita de
almas para DEUS neste mundo.
2.2,3 UM VENTO... IMPETUOSO, E... LÍNGUAS REPARTIDAS, COMO
QUE DE FOGO. As manifestações externas de um som como de um vento poderoso e
das línguas de fogo (vv. 2,3) demonstram que DEUS estava ali presente e ativo,
de modo poderoso (cf. Êx 3.1-6; 1 Rs 18.38,39). O fogo talvez simbolize a
consagração e a separação dos crentes para DEUS, visando a obra de glorificar a
CRISTO (Jo 16.13,14) e de testemunhar dEle (1.8). Estas duas manifestações
antecederam o batismo no ESPIRITO SANTO, e não foram repetidas noutros relatos
similares do livro de Atos.
2.4 CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO. Qual é o significado da
plenitude do ESPIRITO SANTO recebida no dia de Pentecoste? (1) Significou o
início do cumprimento da promessa de DEUS em Jl 2.28,29, de derramar seu
ESPIRITO sobre todo o seu povo nos tempos do fim (cf. 1.4,5; Mt 3.11; Lc 24.49;
Jo 1.33; ver Jl 2.28,29 nota). (2) Posto que os últimos dias desta era já
começaram (v. 17; cf. Hb 1.2; 1 Pe 1.20), todos agora se vêem ante a decisão de
se arrependerem e de crerem em CRISTO (3.19; Mt 3.2; Lc 13.3; ver At 2.17
notas). (3) Os discípulos foram do alto... revestidos de poder (Lc 24.49; cf.
At 1.8), que os capacitou a testemunhar de CRISTO, a produzir nos perdidos
grande convicção no tocante ao pecado, à justiça, e ao julgamento divino, e a
desviá-los do pecado para a salvação em CRISTO (cf. 1.8; 4.13,33; 6.8; Rm
15.19; ver Jo 16.8 nota). (4) O ESPIRITO SANTO já revelou sua natureza como
aquele que anseia e pugna pela salvação de pessoas de todas as nações e aqueles
que receberam o batismo no ESPIRITO SANTO ficaram cheios do mesmo anseio pela
salvação da raça humana (vv. 38-40; 4.12,33; Rm 9.1-3; 10.1). O Pentecoste é o
início das missões mundiais (1.8; 2.6-11,39). (5) Os discípulos se tornaram
ministros do ESPIRITO. Não somente pregavam JESUS crucificado e ressuscitado,
levando outras pessoas ao arrependimento e à fé em CRISTO, como também
influenciavam essas pessoas a receber o dom do ESPIRITO SANTO (vv. 38,39) que
eles mesmos tinham recebido no Pentecoste (v. 4). Levar outros ao batismo no
ESPIRITO SANTO é a chave da obra apostólica no NT (ver 8.17; 9.17,18; 10.44-46;
19.6). (6) Mediante este batismo no ESPIRITO, os seguidores de CRISTO
tornaram-se continuadores do seu ministério terreno. Continuaram a fazer e a
ensinar, no poder do ESPIRITO SANTO, as mesmas coisas que JESUS começou, não só
a fazer, mas a ensinar (1.1; Jo 14.12)
2.4 COMEÇARAM A FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS. Essas línguas são
espirituais, vindas de DEUS. São línguas sobrenaturais. Não é uma língua de
alguma nação. O falar noutras línguas, ou a glossolália (gr. glossais lalo),
era entre os crentes do NT, um sinal da parte de DEUS para evidenciar o batismo
no ESPÍRITO SANTO (ver 2.4; 10.45-47; 19.6). Esse padrão bíblico para o viver
na plenitude do ESPÍRITO continua o mesmo para os dias de hoje.
SEMANAS = SHAVUOT (Pentecostes)
Em Levítico 23:16 encontramos a expressão hebraica
hamishshïm yom (LXX=pentêkonta hêmeras) que significa cinqüenta dias. Era
comemorada cinqüenta dias depois da festa das primícias quando era ofertado o
primeiro molho de trigo da colheita (Lv.23:11,12,15,16; Dt.16:9), aos 6 do mês
de Sivan, que corresponde ao mês de junho em nosso calendário. Comemorada após
cinqüenta dias ou sete semanas, recebeu também o nome de festa das semanas=hagh
shabhu'ôth (Ex.34:22; Dt.16:10), ou dia das primícias = yôm habbikkürïm
(Ex.23:16; Nm.28:26). Comemorava a entrega da lei que foi dada no monte Sinai
durante este período (Compare Ex.19:1,11 com Ex.12:6,12). Enquanto os pães
asmos eram sem fermento, os pães desta oferta continham fermento (Lv.23:16-18),
e deveriam ser movidos com os pães das primícias perante o Senhor (Lv.23:20).
Evento Correspondente no Novo Testamento: Pentecostes
(At.2:1; At.20:16; I Co.16:8)
Assim como os pães das primícias eram movidos (Lv.23:9-14),
também os pães levedados deveriam ser movidos juntamente com eles (Lv.23:20;
Rm.6:5). O Pentecoste tipifica a descida do ESPÍRITO SANTO para formar a
Igreja. Por causa disto está presente o fermento porque o mal está presente na
Igreja (Mt.13:33; At.5:1-10; 15:1). Assim como CRISTO foi removido da sepultura;
os cristãos também foram simbolicamente movidos (At.4:31). Nas primícias eram
oferecidos molhos de hastes separadas frouxamente reunidas, mas no Pentecoste
há uma verdadeira união de partes formando uma única massa. A descida do
ESPÍRITO SANTO uniu os discípulos, antes separados, em um só corpo (I
Co.10:16,17; I Co.12:12,13,20).
Pentecoste comemora então a vinda do ESPÍRITO SANTO, que foi
dado cinqüenta dias após a ressurreição de CRISTO. Assim como a lei foi dada
nesse período, no tempo do Antigo Testamento, para o povo de Israel, o ESPÍRITO
SANTO foi dado, também nesse período, para a Igreja (IICo.3:3-11). Os 120
discípulos (At.1:15) reunidos no dia de Pentecoste, sobre os quais caiu o
ESPÍRITO SANTO, representavam a colheita dos primeiros frutos (Rm.8:23;
Tg.1:18; Ap.14:4; Mt.13:30; 21:34). A Igreja tem a Primícia do ESPÍRITO.
No AT as línguas separaram os povos, no NT as línguas os
une.
1. Definição.
2. O cerimonial.
3. A simbologia.
III – O DIA DE PENTECOSTES
1. CRISTO, o Cordeiro Pascal.
2. O Pentecostes do ESPIRITO SANTO.
3. As primícias da Igreja Cristã.
CONCLUSÃO
COMENTÁRIOS DIVERSOS
PÁSCOA 1 - Dicionário - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
Esta palavra aparece várias vezes na Bíblia Sagrada. Porém
na versão KJV em inglês ela aparece apenas uma vez (Act 12.4). É usada como
tradução do termo grego pascha, que é corretamente traduzido como “páscoa"
nas passagens onde consta no Novo Testamento. A palavra “Páscoa" em inglês
(“Easter”) é derivada do nome de uma deusa teutônica da primavera,
“Eastre", e foi adaptada pelos cristãos ao uso atual aprox, no século VIII
d.C.
Festa instituída por DEUS para Israel, na época do Êxodo,
para celebrar a noite em que o Senhor Jeová poupou todos os recém nascidos
primogênitos dos israelitas e matou todos os primogênitos dos egípcios (Ex
12.1-30,43-49).
A palavra hebraicapesah (do gregopascha) tem uma origem
incerta. G. E. Mendenhall a relaciona
com a palavra acadiana pashu, que consta
na carta Amarna 74.37 para descrever a paz ou a segurança que resulta do
estabelecimento de uma aliança (BASOR, #133 [1954], p. 29). B. Couroyer sugere
que este termo é uma transliteração de duas palavras egípcias p3 sh, “le eoup” (o
gelpe, a pancada), e que ele refere-se ao golpe infligido pelo Senhor à terra
do Egito na décima praga. Ele acredita que a expressão egípcia foi colocada ao
lado de uma raiz hebraica composta pelas mesmas consoantes, pasah, que
significa saltar ou passar (por cima) como em 1 Reis 18.26. Devido à sua
conexão com a isenção dos primogênitos de Israel, pesah veio a ter o sentido da
misericordiosa intenção de Jeová ao passar por cima das casas que foram
marcadas com sangue (“L’origine égyptienne du mot ‘Pâque’”, Revue Biblique,
LXII [1955], 481-496).
O verbo pasah ocorre em Êxodo 12.13,23,27, onde obviamente
significa que o Senhor pulou ou saltou por cima e, desse modo, poupou as casas
israelitas quando feriu os egípcios (Outro verbo com os mesmos radicais significa
mancar ou ser manco; 2 Samuel 4.4.) A outra única ocorrência, no sentido de
poupar ou proteger, está em Isaías 31.5, onde pasah está em um paralelo com
outros três verbos que sigpíficam *proteger”, "libertar” e *salvar”. E
possível que em Isaías o significado possa ter sido estabelecido pelo uso em
Êxodo 12 e não por refletir o significado original da raiz. Portanto, não se
pode afirmar que o substantivo pesah deriva ou não do verbo pasah, que
originalmente significava passar por cima.
Quanto à observação cerimonial da festa da Páscoa no AT.
Veja Festividades; Sacrifícios; Adoração.
No AT, é feita uma referência à celebração da primeira
Páscoa por Moisés, com a aspersão de sangue para que os primogênitos israelitas
não fossem tocados (Hb 11.28). Existem muitas outras referências a festas da
Páscoa durante a vida do Senhor JESUS. Ainda criança, todos os anos Ele era
levado por seus pais a Jerusalém para a Festa da Páscoa (Lc 2.41). No quarto
evangelho, três Páscoas são definitivamente mencionadas durante o ministério do
Senhor JESUS (Jo 2.13,23; 6.4; 11.55; 12.1; 18;1; 18.28,39; 19.14) e
acredita-se que a festa mencionada em João 5.1 seria a quarta Páscoa.
Na época de CRISTO, o cordeiro pascal (geralmente um
cordeiro ou cabrito de um ano, mas veja Êxodo 12.5) era ritualmente sacrificado
na área do Templo. Essa refeição, no entanto, podia ser comida em qualquer casa
da cidade. Um grupo comunitário, como o de JESUS e seus discípulos, podia
celebrar a Páscoa em conjunto, com se formasse uma unidade familiar. Cerca de
120.000 a 180.000 judeus compareciam a Jerusalém para essa e outras festas
anuais, sendo que a grande maioria deles era formada por peregrinos vindos de
países da Diáspora (J. Jeremias, Jerusalém in the Time of JESUS, Filadélfia.
Fortress, 1969, pp. 58-84). Depois da destruição do Templo no ano 70 d.C., as
provisões para o sacrifício de um animal, sob a forma de um ritual, cessaram
totalmente e a Páscoa dos judeus passou a ser uma simples cerimônia familiar,
uma refeição sem derramamento de sangue.
Atualmente, apenas os samaritanos
(q.v.), em sua cerimônia anual da Páscoa no monte Gerizim, sacrificam cordeiros
ou cabritos visando cumprir a ordem deÊxodo 12.
Uma última passagem do NT desenvolve claramente o
significado tipológico da Páscoa e da Festa dos Pães Asmos para o cristão.
Paulo conclama os Coríntios a eliminar o fermento da malícia e da iniqüidade, e
observar diariamente a festa “porque CRISTO, nossa páscoa, foi sacrificado por
nós” (1 Co 5.7). Dessa forma, Paulo declara diretamente que CRISTO é o “nosso
Cordeiro pascal”, conforme o pronunciamento de João Batista de que JESUS é “o
Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Devido a estas
passagens, e a ensinos semelhantes, a Igreja primitiva veio a entender que a
Ceia do Senhor (q.v.) substitui completamente a celebração da Páscoa.J.R.
FONTE : APAZDOSENHOR.ORG


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