TEXTO
BÍBLICO BÁSICO
2 Reis
21.1,2,10-16
1 - Tinha
Manassés doze anos de idade quando começou a reinar e cinquenta e cinco anos
reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Hefzibá.
2 - E fez o
que era mal aos olhos do SENHOR, conforme as abominações dos gentios que o
SENHOR desterrara de suas possessões de diante dos filhos de Israel.
10 - Então, o
SENHOR falou pelo ministério de seus servos, os profetas, dizendo:
11 -
Porquanto Manassés, rei de Judá, fez estas abominações, fazendo pior do que
quanto fi zeram os amorreus que antes dele foram e até também a Judá fez pecar
com os seus ídolos,
12 - por
isso, assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eis que hei de trazer tal mal sobre
Jerusalém e Judá, que qualquer que ouvir, lhe fi carão retinindo ambas as
orelhas.
13 - E
estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria e o prumo da casa de Acabe; e
limparei Jerusalém, como quem limpa a escudela a limpa e a vira sobre a sua
face.
14 - E
desampararei o resto da minha herança, entregá-los-ei na mão de seus inimigos;
e far-se-ão roubo e despojo para todos os seus inimigos.
15 -
Porquanto fi zeram o que era mal aos meus olhos e me provocaram à ira, desde o
dia em que seus pais saíram do Egito até hoje.
16 - De mais
disso, também Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu a
Jerusalém de um ao outro extremo, afora o seu pecado, com que fez pecar a Judá,
fazendo o que era mal aos olhos do SENHOR.
TEXTO
ÁUREO
"E se o meu povo, que se chama
pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e
se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos
céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."
2 Cr 7.14
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, de maneira geral, não importando suas características e idade, há alguns pontos que precisam ser levados em consideração pelos educadores cristãos a título de desenvolverem um trabalho de resultados e de maior impacto em termos de aprendizagem. O momento de aula se tornará
muito mais interessante e e fi ciente quando o professor colocar em prática as seguintes ações:
criar conexão: ao introduzir um novo tema ou assunto, é preciso considerar o que o aluno já sabe; evitar explicações pormenorizadas: a capacidade de resumir certos assuntos pode ser um item interessante a ser observado;
focalize o lado útil da mensagem: todo ensino bíblico precisa ter ligação com o seu lado útil; enfatizar a ação do aluno: o aluno só aprende realmente o que consegue realizar por si mesmo; despertar o senso crítico: o aluno não pode ser visto apenas como depositário dos ensinos do professor, como massa inerte; estimular a curiosidade: o fomento da curiosidade, neste sentido, é uma grande virtude; respeitar as individualidades: cada aluno tem uma capacidade própria de aprender.
Fonte: CHAVES, G. Central Gospel, 2012, p. 132,3.
Boa aula!
Palavra introdutória
Nesta lição,
estudaremos a vida de Manassés, rei de Judá, filho do piedoso Ezequias, que
assumiu o trono aos 12 anos de idade, quando seu pai morreu. Manassés viu
milagres acontecerem e a operação divina sobre o Reino do Sul; contudo, mesmo
assim, entregou-se à idolatria (2 Rs 21.1-3).
Boa parte
dos eruditos considera Manassés o pior governante do Reino do Sul. Apesar de
ter sido sucessor direto do homem que promoveu um dos maiores avivamentos em
Judá, ele levou os sulistas a apostatarem da fé (2 Cr 33.9).
1. O
FILHO ÍMPIO DE UM PAI JUSTO E FIEL
O texto bíblico revela-nos que Manassés não seguiu os bons passos de Ezequias, o que, de certo modo, causa-nos espanto.
Como bem apontou Warren Wiersbe, historiadores datam o nascimento de Manassés no ano 709 a.C; isto significa que o soberano do Sul presenciou, no mínimo, duas grandes intervenções divinas: a cura de seu pai (2 Rs 20.1-11); e o livramento de Jerusalém do exército assírio (2 Rs 19.32-37) — razões mais que suficientes para Manassés submeter-se ao senhorio de Jeová.
O texto bíblico revela-nos que Manassés não seguiu os bons passos de Ezequias, o que, de certo modo, causa-nos espanto.
Como bem apontou Warren Wiersbe, historiadores datam o nascimento de Manassés no ano 709 a.C; isto significa que o soberano do Sul presenciou, no mínimo, duas grandes intervenções divinas: a cura de seu pai (2 Rs 20.1-11); e o livramento de Jerusalém do exército assírio (2 Rs 19.32-37) — razões mais que suficientes para Manassés submeter-se ao senhorio de Jeová.
1.1. A
idolatria é oficializada por Manassés
Ao contrário
de Ezequias, Manassés tornou-se pior do que todos os monarcas que o precederam.
Este filho de Ezequias regularizou a idolatria, e quem lhe serviu de inspiração
foi Acabe — em razão disso, a punição de Jerusalém (capital do Reino do Sul)
foi semelhante à de Samaria (capital do Reino do Norte).
1.1.1. Os
atos vis de Manassés
Desde o
início de seu reinado, Manassés trabalhou para retomar os ritos execráveis que
Ezequias extinguira: ele restaurou os altares pagãos (2 Cr 33.7,15)—
copiando a perversidade e crueldade dos amorreus, (Gn 15.16; 2 Rs 21.11) — e
resgatou velhos cultos cananeus (2 Rs 21.1,2); além disso, instituiu novas
práticas que aborreceram a Deus, tais como:
. mandou
construir altares para divindades pagãs — este soberano do Sul ergueu
altares a Baal e um bosque a Aserá, como Acabe havia feito (2 Rs
21.3); e levantou altares dentro do templo de Jerusalém (2 Rs
21.4);
. ofereceu
sacrifícios humanos a ídolos no vale de Hinom, cujas vítimas foram seus
próprios filhos (2 Rs 21.6a; 2 Cr 33.6);
. participou
entusiasticamente de rituais idólatras e ocultistas — Manassés adorou
as estrelas, os astros e foi agoureiro; em outras palavras, trouxe adivinhos e
feiticeiros (astrologia e ocultismo) para o seu reino (2 Rs 21.6b);
. derramou
muitíssimo sangue inocente — Manassés ofereceu sacríficos de crianças
aos deuses e igualmente matou os profetas do Senhor (2 Rs 21.16).
Em
resumo: o assassinato e a perseguição foram as marcas do reinado de Manassés.
As
tradições judaicas acreditam que uma das vítimas de Manassés foi Isaías; de
acordo com tais tradições, ele teria sido serrado ao meio. Acredita-se,
inclusive, que a expressão serrados, em Hebreus 11.37, seja uma referência à
morte trágica do profeta (MALAFAIA, S. Central Gospel, 2015, p. 85).
1.2. O legado de Ezequias foi
destruído
Manassés,
soberano que esteve por mais tempo no comando de Judá, lançou por terra o
legado de fé e observância às leis de Deus, deixado por seus
antecessores. A lista de ultrajes religiosos deste monarca do Sul
parece deveras perversa (2 Rs 21.4-9). [...] Tudo o que foi conquistado pelos
reis relativamente justos após os atos de Jeú (2 Rs 15.34) e pelo próprio
Ezequias (2 Rs 18.4-6) foi desfeito (RADMACHER; ALLEN; HOUSE. Central Gospel,
2010a, p. 626).
A boa
herança de Ezequias, ou seja, as reformas que ele empreendeu no Reino do Sul
foram rejeitadas por seu legítimo sucessor. Pode-se afirmar, com certa
propriedade, que, lamentavelmente, o grande malogro de Ezequias foi ter na linha
de sucessão um filho como Manassés, o terrível.
2. DEUS
SUSCITA A RETRIBUIÇÃO
Deus
ergueu profetas para repreender não apenas o povo de Judá, mas também seu ímpio
rei; entretanto, apesar
de ter a possibilidade de arrepender-se, Manassés e o povo não deram
ouvidos à Sua voz (2 Cr 33.10). Então, o Senhor decidiu falar mais
alto, por intermédio dos assírios (2 Rs 21.11- 15; Ez 22.14). A
linguagem utilizada pelo Senhor foi tão expressiva que — diz o texto bíblico —
qualquer que a ouvisse, ambas as orelhas lhe ficariam retinindo, ou seja,
soaria de forma tão contundente, que faria estremecer a carne de quem a
escutasse. Pelo fato de o Reino do Sul ter imitado os pecados do Reino do
Norte, tudo que acontecesse a Israel sucederia também a Judá (2 Rs 23.26; 2 Cr
33.8,9). Sua destruição seria tão grande que serviria de zombaria para eles
mesmos.
O reinado
de Manassés (2 Rs 21.1-18) foi tão mau e violento que selou o destino de Judá.
Ele fez com que Deus vaticinasse o julgamento e o cativeiro, que haviam se
tornado inevitáveis. Portanto, não era possível que os exilados interpretassem
mal o motivo dos acontecimentos transcorridos em 586 a.C (HINDSON, E.; YATES,
G. Central Gospel,
2014, p. 166).
G. Central Gospel,
2014, p. 166).
2.1. O
destino de Judá e Manassés
Judá foi
invadida pelos assírios; assim, o filho de Ezequias perdeu suas riquezas e sua
posição social. Diz o texto bíblico que Deus deixou que os comandantes do
exército assírio invadissem Judá, prendessem Manassés com ganchos, o amarrassem
com correntes e o levassem como prisioneiro para a Babilônia (2 Cr 33.11 NTLH).
Isto
aconteceu em cumprimento ao que fora predito a Salomão, muitos anos antes (2 Cr
7.19-22): porque Manassés e o povo desobedeceram à Lei e aos mandamentos do
Senhor, foram impedidos de viver na terra que Ele lhes dera.
2.2. O
arrependimento de Manassés
Desfalecendo
no cárcere assírio, o filho de Ezequias deu-se conta de sua situação e clamou a
Deus por misericórdia e perdão (2 Cr 33.12). O Altíssimo, então, ouviu o seu
clamor, fazendo-o voltar para Jerusalém e para o seu reino (2 Cr 33.13).
Ao regressar
a Jerusalém, Manassés demonstrou autêntico arrependimento: ele extinguiu a
idolatria que instituíra em Judá e reparou o altar do Senhor, onde passou a
adorar tão somente a Ele (2 Cr 33.15,16).
O texto
bíblico afirma que Manassés voltou-se totalmente contra Deus; todavia, apesar
de toda rebelião, o Senhor não se voltou contra o rei; Seu infinito amor
levou-o a tomar atitudes drásticas para trazer Seu filho de volta para casa. A
prisão de Manassés, nesse sentido, não revela apenas a crueldade assíria, mas o
amor divino. Em tudo isso, vemos a manifestação da misericórdia divina Manassés
demonstrou arrependimento e quebrantou-se; e o Senhor, em resposta, fez o
necessário para tirá-lo do pecado e para conduzi-lo de volta à vida de
santidade (COSTA, J. M. Central Gospel, 2015, p. 52).
3. O
PODER DO ARREPENDIMENTO
O que
aconteceu a Manassés foi um prenúncio do cativeiro babilônico que viria sobre
Judá; entretanto, como houve sincero arrependimento por parte do monarca
sulista — em relação aos períodos de rebelião (idolatria) — e punição (invasão
estrangeira), a paz e a prosperidade de Judá foram restauradas (2 Cr 33.15-17).
A
transformação na vida de Manassés foi visível e repentina; contudo, a maioria
do povo permanecia na idolatria dos ritos cananeus (2 Cr 33.17,22; 34.3-7,33),
ou seja, cultuava ao Senhor por puro ritualismo (Is 29.13). Em outras
palavras, significa dizer que a mudança de Manassés não traria, como efeito,
paz permanente sobre o Reino do Sul. Há de se destacar que, após a morte de
Josias e seu grande avivamento, os avisos de Deus se cumpriram sobre Judá (Jr
24.1; 25.11).
3.1. Em
que implica o arrependimento
O
versículo-chave do segundo Livro de Crônicas é uma referência bem conhecida
pela Cristandade (7.14): E se o meu povo, que se chama pelo meu nome,
se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus
caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a
sua terra. Podemos destacar, desta declaração, ao menos cinco pontos:
. a
atitude de arrependimento por meio da humilhação;
. a
atitude de dependência pela oração;
. a
atitude de busca incessante de Deus;
. a
atitude de conversão dos pecados e dos erros;
. a
resposta de Deus a tais atitudes: Ele ouvirá, perdoará o povo e, em decorrência
disso, sarará a terra.
Esse verso,
de forma concisa, retrata o tema central do Livro de Crônicas: a cura e o
perdão divinos dependem de uma postura de humildade, busca e arrependimento
perante o Altíssimo. O texto sagrado convida-nos a examinar nosso coração
quando nos dirigimos ao Senhor em oração e adoração (Adaptado de: VARUGHESE, A.
Central Gospel, 2012, p. 161).
3.2.
Jeová, um Deus de perdão e misericórdia
Deus foi
benevolente para com Judá; porém, os sulistas selaram seu destino quando
responderam contrariamente ao chamado do Senhor ao arrependimento
(2 Cr 30.8).
Pelo fato de
o nosso Deus ser infinitamente amoroso e compassivo, os pecadores arrependidos
podem
ter
esperança em Sua graça e misericórdia e receber Dele uma nova oportunidade de
vida, mediante o
Seu sublime
perdão — o soberano Senhor, que sonda mentes e corações, sabe
identificar a genuína contrição.
Amom, filho
de Manassés, andou no caminho de seu pai (2 Rs 21.19- 22); no entanto, Josias, filho
de Amom, teve um comportamento diferente de seus predecessores: o jovem rei,
que assumiu o trono de Judá com apenas oito anos de idade, andou nos caminhos
do Senhor (2 Rs 22.1,2), e seu reinado foi marcado por mudanças necessárias no
Reino do Sul (BRUNELLI, W. Central Gospel, 2014, p. 82).
Conclusão.
Manassés foi punido por sua rebeldia
e sofreu grande aflição ao perceber que seus deuses nada poderiam fazer por
ele. O Deus de Ezequias, seu pai, que conservara a cidade e o livrara das
úlceras, poderia atendê-lo naquele momento.
Quando Manassés, arrependido, clamou
por misericórdia, Jeová desviou dele a Sua ira, garantindo-lhe a liberdade. O
monarca do Sul foi restaurado ao trono de Judá e, de lá, removeu toda a
idolatria (2 Cr 33.1-20).
Com Manassés aprendemos que o ímpio
pode alcançar a misericórdia de Deus, se, verdadeiramente, arrepender-se de
seus maus caminhos. O profeta Ezequiel, aliás, fez essa declaração:
Mas, se o ímpio se converter de todos
os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e
justiça, certamente viverá; não morrerá (Ez 18.21).
Literalmente a tristeza, segundo Deus,
promoveu um arrependimento na vida de Manassés, e ele alcançou Sua misericórdia
(2 Co 7.10).
FONTE : Revista Lições da Palavra de Deus n° 55
A história dos reis de Israel e Judá
sempre começa pela frase: “fez o que era bom aos olhos do Senhor”, ou “fez o
que era mau diante dos olhos do Senhor.” Não há meio termo, em nenhum caso se
lê a expressão: “fez mais ou menos o que era mau aos olhos do Senhor”. A razão
disso é que Deus lidava direto com os reis constituídos sobre o Seu povo e os
reis tinham duas alternativas, ou faziam o que era bom, ou o que era mau. Eles
tinham direito à sua escolha, mas tinham de assumir as consequências delas.
Alguns reis foram fieis a Deus e
foram honrados, vitoriosos e curados, outros preferiram seguir após outros
deuses e foram reprovados por Deus. Os reprovados dificilmente tiveram uma nova
oportunidade, mas o rei Manassés de Judá teve sua segunda chance de se
consertar diante de Deus.
Manassés começou a reinar com doze
anos de idade e reinou em Jerusalém por cinquenta e cinco anos e ele fez o que
era mau aos olhos do Senhor, com um agravante: ele abusou do mau que praticava.
Manassés era filho do rei Ezequias que fez o que era reto aos olhos do Senhor,
mas o garoto não seguiu os passos do seu pai e não só adorou outros deuses,
como ainda tornou a edificar os altares que Ezequias tinha derrubado.
Na verdade Manassés desfez tudo o que
seu pai tinha feito para tirar a idolatria do meio do povo, assim ele restaurou
os altares de outros deuses, levantou altares aos Baalins, fez bosques em torno
dos ídolos de pedra e prostrou-se diante de todos os deuses dos povos que
viviam perto de Judá e os serviu. Além disso, Manassés profanou a Casa do
Senhor em Jerusalém e edificou altares para todo o exército do céu e isso nos
átrios da Casa do Senhor.
Tudo o que não prestava era praticado
pelo rei Manassés, inclusive magia e adivinhações e ele chegou ao extremo de
praticar sacrifício humano aos deuses estranhos, veja: “Fez ele também
passar seus filhos pelo fogo no vale do filho de Hinom, e usou de adivinhações
e de agouros, e de feitiçarias, e consultou adivinhos e encantadores, e fez
muitíssimo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira.” (2
Crônicas 33:6). Viu só? Manassés caprichou na idolatria.
A expressão “fez passar seus filhos
pelo fogo” indica a prática de sacrifícios humanos feitos no vale de Hinom
contra seus próprios filhos. Manassés é o único rei que mereceu a repetição
superlativa de ter feito o que era “muitíssimo” mal aos olhos do Senhor.
Manassés tanto fez errar a Judá e aos
moradores de Jerusalém, que eles fizeram bem pior do que as nações que Deus
tinha destruído do meio de Israel, mais que isso, Manassés não deu ouvidos aos
profetas e Deus o advertiu várias vezes sobre a maldade de seu coração.
Nada passa batido diante
do Senhor, nem o bem e nem o mal e com Manassés não foi diferente. Deus se
cansou da maldade do rei e trouxe sobre eles os capitães dos exércitos da
Assíria. Jerusalém foi invadida pelo poderoso exército da Assíria, que era a
potência dominante da época e Manassés foi preso com ganchos, cadeias e levado
para a Babilônia.
Veja como são as coisas, o cidadão
pode ser rico, poderoso, cheio de amizades influentes, pode ser até um rei, mas
se não andar nos caminhos do Senhor corre o sério risco de perder tudo, de ser
preso por qualquer motivo. Teve até um rei que virou boi, foi Nabudonosor e ele
só voltou ao normal sete anos depois e isso porque ele reconheceu que a Deus
pertence toda glória.
Manassés fez o que era “muitíssimo”
mau aos olhos do Senhor e recebeu seu castigo, foi humilhado, preso e deportado
do seu reino. No cativeiro na Babilônia, Manassés mudou de atitude, ele se
arrependeu amargamente de suas atitudes, de todo o mal que havia praticado e
fez uma sincera oração a Deus. O texto bíblico diz: “E ele, angustiado,
orou deveras ao SENHOR seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus
pais.” (2 Crônicas 33:12).
Deus é misericordioso e se arrepende
do mal, então Ele ouviu sua oração e restaurou Manassés, ele voltou a Jerusalém
e reconheceu que só o Senhor é Deus. Depois de ser restaurado, Manassés
edificou o muro de fora de Jerusalém, nomeou capitães de guerra em todas as
cidades fortificadas de Judá, tirou da Casa do Senhor os deuses estranhos, como
também os altares que havia edificado e jogou tudo fora.
Manassés ordenou a Judá que servisse
ao Deus de Israel, porém nem todo o mal praticado pelo rei pôde ser reparado,
pois Israel continuou sacrificando a deuses estranhos, apesar de Manassés ter
feito sua parte e Deus lhe deu uma nova oportunidade.
O rei Manassés morreu e foi sepultado
em sua própria casa, a casa do rei que fez muitíssimo mau aos lhos do Senhor,
mas que se arrependeu e foi restaurado. Amom, seu filho, reinou em seu lugar.
Mudança de atitude foi a chave para a
restauração do rei Manassés. Ele se arrependeu sinceramente de todo o mal
praticado, reconheceu o Senhor como o único e verdadeiro Deus e teve seu reino
de volta. Deus não resiste a um coração sincero e arrependido, Deus não resiste
a uma mudança de atitude.
Qualquer que seja seu problema, ele
tem solução em Deus, mas vai depender de você, de sua mudança de atitude. Mudar
de atitude já é meio caminho andado em direção ao sucesso. Manassés precisou
reconhecer como seu Deus o Deus de Israel e esta mudança de posição foi
determinante em sua vida. Da mesma forma você precisa reconhecer Jesus como seu
único Salvador, esta mudança de atitude vai fazer a diferença em sua vida.
4. Rei de Judá, filho e sucessor do
Rei Ezequias. (2Rs 20:21; 2Cr 32:33) A mãe de Manassés era Hefzibá. Ele tinha
12 anos de idade quando ascendeu ao trono como 14.° rei de Judá depois de Davi,
e governou por 55 anos (716-662 AEC) em Jerusalém. (2Rs 21:1) Fez o que era mau
aos olhos de Yehowah, reconstruindo os altos que seu pai havia destruído,
erigindo altares a Baal, adorando “todo o exército dos céus” e construindo
altares da religião falsa em dois pátios do templo. Fez seus filhos passar pelo
fogo, praticou a magia, empregou adivinhação e promoveu práticas espíritas.
Manassés colocou também na casa de Yehowah a imagem esculpida do poste sagrado
que havia feito. Seduziu Judá e Jerusalém “para fazerem pior do que as nações
que Yehowah aniquilara de diante dos filhos de Israel”. (2Rs 21:2-9; 2Cr
33:2-9) Embora Yehowah enviasse profetas, não deram ouvidos a eles. Manassés
também era culpado de derramar sangue inocente em grande quantidade (2Rs
21:10-16), o que, de acordo com a literatura dos rabinos judeus, incluía o de
Isaías, o qual, segundo eles, foi serrado em pedaços à ordem de Manassés. —
Veja He 11:37.
Manassés foi punido por não prestar
atenção à mensagem de Yehowah, sendo ele levado cativo, pelo rei da Assíria, a
Babilônia, uma das cidades reais do monarca assírio. (2Cr 33:10, 11) ‘Manassés
de Judá’ é mencionado na lista do rei assírio Esar-Hadom, de 22 “reis de Hati,
do litoral e das ilhas”, que pagavam tributo. O nome de Manassés aparece também
numa lista de reis tributários de Assurbanipal. — Ancient Near Eastern
Texts (Textos Antigos do Oriente Próximo), editado por J. Pritchard,
1974, pp. 291, 294.
Enquanto em cativeiro, Manassés
arrependeu-se, humilhou-se e orou a Yehowah. Deus ouviu seu pedido de favor e
restaurou-lhe o reinado em Jerusalém. (2Cr 33:12, 13) Depois disso, Manassés
“construiu uma muralha externa para a Cidade de Davi”, pôs chefes militares nas
cidades fortificadas de Judá, e removeu da casa de Deus os deuses estrangeiros
e o ídolo, bem como os altares que havia construído “no monte da casa de
Yehowah e em Jerusalém”. Manassés preparou o altar de Deus e começou a oferecer
sacrifícios sobre ele, incentivando outros a servir a Deus. Todavia, o povo
ainda oferecia sacrifícios nos altos, embora a Yehowah. (2Cr 33:14-17) Quando
Manassés morreu, ele foi sucedido no reinado pelo seu filho Amom. — 2Cr
33:20.
Manassés: seus pecados, castigo e
conversão
(2Rs 21.1-9,17,18; 2Cr 33.1-20)
Josivaldo de França Pereira
Manassés era o filho mais velho do
piedoso Ezequias. Ele subiu ao trono aos doze anos de idade e cinquenta e cinco
anos reinou em Jerusalém, mas não seguiu os bons exemplos deixados por seu pai.
Manassés fez o que era mau perante o Senhor mais do que qualquer rei de Judá e
Israel, e até pior que as nações que o Senhor Deus expulsou de suas possessões
diante dos filhos de Israel.
Seus pecados. Manassés tornou a edificar os altos que seu pai
Ezequias tinha derribado, levantou altares aos baalins, fez postes-ídolos e se
prostrou diante de todo o exército dos céus e os serviu. Edificou altares na
Casa de Deus, da qual o Senhor tinha dito: “Em Jerusalém porei o meu nome para
sempre”. Também edificou altares a todo exército dos céus nos átrios da Casa do
Senhor. E como se isso não bastasse, queimou em sacrifício seus filhos como
oferta no vale do filho de Hinom. Esse vale se transformaria, mais tarde, no
aterro sanitário de Jerusalém.
Manassés se tornou agoureiro, pois
adivinhava pelas nuvens, praticava feitiçarias, tratava com necromantes (os
espíritas da época) e feiticeiros. A Bíblia diz que ele prosseguiu em fazer o
que era mau perante o Senhor para provocá-lo à ira. E mais:
Também pôs a imagem de escultura do
ídolo que tinha feito na Casa de Deus, de que Deus dissera a Davi e a Salomão,
seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel,
porei o meu nome para sempre e não removerei mais o pé de Israel da terra que
destinei a seus pais, contanto que tenham cuidado de fazer tudo o que lhes
tenho mandado, toda a lei, os estatutos e os juízos dados por intermédio de
Moisés. Manassés fez errar a Judá e os moradores de Jerusalém, de maneira que
fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído de diante dos
filhos de Israel.
Além disso, Manassés derramou
muitíssimo sangue inocente, até encher Jerusalém de um ao outro extremo, afora
o seu pecado, com que fez pecar a Judá, praticando o que era mau perante
o SENHOR.
Seu castigo. O castigo de Deus sobre Manassés e
Jerusalém não veio sem que antes o Senhor enviasse seus profetas a fim de que o
rei e seu povo se arrependessem de seus pecados. Deus não castiga sem que
primeiro dê várias oportunidades para mudança de mente e atitudes. Contudo,
Manassés e o povo não deram ouvidos ao Senhor. Algo semelhante encontramos no
último capítulo das Crônicas (2Cr 36.15,16) e no livro do profeta Jeremias:
“Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito até hoje, enviei-vos
todos os meus servos, os profetas, todos os dias; começando de madrugada, eu os
enviei. Mas não me destes ouvidos, nem me atendestes; endurecestes a cerviz e
fizestes pior do que vossos pais” (Jr 7.25,26).
Consequentemente, o Senhor trouxe
contra eles o exército da Assíria. Manassés foi preso com ganchos, amarrado com
cadeias e levado à Babilônia. O fato de o rei ser levado à Babilônia e não para
a Assíria, como era de se esperar, é porque naqueles dias a terra dos caldeus
estava sob o domínio de Esaradom, rei da Assíria.
O cativeiro de Manassés foi uma
prévia do que aguardava o povo caso ele não se arrependesse de seus pecados. Na
verdade, a primeira referência de que Judá seria levado para o cativeiro
babilônico é feita no governo de Manassés (cf. 2Rs 21.10-15). No livro do
profeta Jeremias está escrito: “Entregá-los-ei para que sejam um espetáculo
horrendo para todos os reinos da terra; por causa de Manassés, filho de
Ezequias, rei de Judá, por tudo quanto fez em Jerusalém” (Jr 15.4).
Sua conversão. A mudança de vida de Manassés aparece
somente no livro das Crônicas. Por uma questão de propósito e objetivo ela é
omitida no livro dos Reis. Manassés ilustra um dos temas centrais de
Crônicas, de que Deus pode cumprir sua promessa de restauração ao arrependido
(cf. 2Cr 7.12-16), mesmo nas circunstâncias mais extremas. A oração de Manassés
é uma das mais tremendas da Bíblia. Ele, angustiado, suplicou deveras
ao SENHOR, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais;
fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica
e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, reconheceu Manassés que
o SENHOR era Deus.
Se comparada com Joás, Amazias e
Uzias, a vida de Manassés muda de direção não para pior mas para melhor. Somente
Manassés se converte de seus pecados. O modelo alternante de infidelidade e obediência,
também seguido por seus antecessores, é rompido com seu arrependimento. Os
resultados da conversão de Manassés foram extraordinários. Depois
disto, edificou o muro de fora da Cidade de Davi, ao ocidente de Giom, no vale,
e à entrada da Porta do Peixe, abrangendo Ofel, e o levantou mui alto; também
pôs chefes militares em todas as cidades fortificadas de Judá. Tirou da casa
do SENHOR os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os altares que
edificara no monte da Casa do SENHOR e em Jerusalém, e os lançou fora da
cidade. Restaurou o altar do SENHOR, sacrificou sobre ele ofertas
pacíficas e de ações de graças e ordenou a Judá que servisse ao SENHOR,
Deus de Israel. Contudo, o povo ainda sacrificava nos altos, mas somente
ao SENHOR, seu Deus. Uma mudança radical que lembra as conversões
de Paulo no caminho de Damasco (At 9.1-9) e dos tessalonicenses em 1Ts 1.
A mudança de coração de Manassés
representa uma oportunidade para um fim prematuro ou mesmo uma reversão do
Juízo de Deus, se tão somente a geração final de Judá tivesse se humilhado (cf.
2Cr 36.12-16).




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