quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Lição 12 – Manassés, uma lição de arrependimento





TEXTO BÍBLICO BÁSICO

2 Reis 21.1,2,10-16
1 - Tinha Manassés doze anos de idade quando começou a reinar e cinquenta e cinco anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Hefzibá.
2 - E fez o que era mal aos olhos do SENHOR, conforme as abominações dos gentios que o SENHOR desterrara de suas possessões de diante dos filhos de Israel.
10 - Então, o SENHOR falou pelo ministério de seus servos, os profetas, dizendo:
11 - Porquanto Manassés, rei de Judá, fez estas abominações, fazendo pior do que quanto fi zeram os amorreus que antes dele foram e até também a Judá fez pecar com os seus ídolos,
12 - por isso, assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eis que hei de trazer tal mal sobre Jerusalém e Judá, que qualquer que ouvir, lhe fi carão retinindo ambas as orelhas.
13 - E estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria e o prumo da casa de Acabe; e limparei Jerusalém, como quem limpa a escudela a limpa e a vira sobre a sua face.
14 - E desampararei o resto da minha herança, entregá-los-ei na mão de seus inimigos; e far-se-ão roubo e despojo para todos os seus inimigos.
15 - Porquanto fi zeram o que era mal aos meus olhos e me provocaram à ira, desde o dia em que seus pais saíram do Egito até hoje.
16 - De mais disso, também Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu a Jerusalém de um ao outro extremo, afora o seu pecado, com que fez pecar a Judá, fazendo o que era mal aos olhos do SENHOR.

TEXTO ÁUREO
"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra." 2 Cr 7.14

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

Caro professor, de maneira geral, não importando suas características e idade, há alguns pontos que precisam ser levados em consideração pelos educadores cristãos a título de desenvolverem um trabalho de resultados e de maior impacto em termos de aprendizagem. O momento de aula se tornará
muito mais interessante e e fi ciente quando o professor colocar em prática as seguintes ações:
criar conexão: ao introduzir um novo tema ou assunto, é preciso considerar o que o aluno já sabe; evitar explicações pormenorizadas: a capacidade de resumir certos assuntos pode ser um item interessante a ser observado;
focalize o lado útil da mensagem: todo ensino bíblico precisa ter ligação com o seu lado útil; enfatizar a ação do aluno: o aluno só aprende realmente o que consegue realizar por si mesmo; despertar o senso crítico: o aluno não pode ser visto apenas como depositário dos ensinos do professor, como massa inerte; estimular a curiosidade: o fomento da curiosidade, neste sentido, é uma grande virtude; respeitar as individualidades: cada aluno tem uma capacidade própria de aprender.
Fonte: CHAVES, G. Central Gospel, 2012, p. 132,3.
Boa aula!

Palavra introdutória
Nesta lição, estudaremos a vida de Manassés, rei de Judá, filho do piedoso Ezequias, que assumiu o trono aos 12 anos de idade, quando seu pai morreu. Manassés viu milagres acontecerem e a operação divina sobre o Reino do Sul; contudo, mesmo assim, entregou-se à idolatria (2 Rs 21.1-3).
Boa parte dos eruditos considera Manassés o pior governante do Reino do Sul. Apesar de ter sido sucessor direto do homem que promoveu um dos maiores avivamentos em Judá, ele levou os sulistas a apostatarem da fé (2 Cr 33.9).

1. O FILHO ÍMPIO DE UM PAI JUSTO E FIEL
O texto bíblico revela-nos que Manassés não seguiu os bons passos de Ezequias, o que, de certo modo, causa-nos espanto.
Como bem apontou Warren Wiersbe, historiadores datam o nascimento de Manassés no ano 709 a.C; isto significa que o soberano do Sul presenciou, no mínimo, duas grandes intervenções divinas: a cura de seu pai (2 Rs 20.1-11); e o livramento de Jerusalém do exército assírio (2 Rs 19.32-37) — razões mais que suficientes para Manassés submeter-se ao senhorio de Jeová.

1.1. A idolatria é oficializada por Manassés
Ao contrário de Ezequias, Manassés tornou-se pior do que todos os monarcas que o precederam. Este filho de Ezequias regularizou a idolatria, e quem lhe serviu de inspiração foi Acabe — em razão disso, a punição de Jerusalém (capital do Reino do Sul) foi semelhante à de Samaria (capital do Reino do Norte).
1.1.1. Os atos vis de Manassés
Desde o início de seu reinado, Manassés trabalhou para retomar os ritos execráveis que Ezequias extinguira: ele restaurou os altares pagãos (2 Cr 33.7,15)— copiando a perversidade e crueldade dos amorreus, (Gn 15.16; 2 Rs 21.11) — e resgatou velhos cultos cananeus (2 Rs 21.1,2); além disso, instituiu novas práticas que aborreceram a Deus, tais como:
. mandou construir altares para divindades pagãs — este soberano do Sul ergueu altares a Baal e um bosque a Aserá, como Acabe havia feito (2 Rs 21.3); e levantou altares dentro do templo de Jerusalém (2 Rs 21.4);
. ofereceu sacrifícios humanos a ídolos no vale de Hinom, cujas vítimas foram seus próprios filhos (2 Rs 21.6a; 2 Cr 33.6);
. participou entusiasticamente de rituais idólatras e ocultistas — Manassés adorou as estrelas, os astros e foi agoureiro; em outras palavras, trouxe adivinhos e feiticeiros (astrologia e ocultismo) para o seu reino (2 Rs 21.6b);
. derramou muitíssimo sangue inocente — Manassés ofereceu sacríficos de crianças aos deuses e igualmente matou os profetas do Senhor (2 Rs 21.16).
Em resumo: o assassinato e a perseguição foram as marcas do reinado de Manassés.
As tradições judaicas acreditam que uma das vítimas de Manassés foi Isaías; de acordo com tais tradições, ele teria sido serrado ao meio. Acredita-se, inclusive, que a expressão serrados, em Hebreus 11.37, seja uma referência à morte trágica do profeta (MALAFAIA, S. Central Gospel, 2015, p. 85).

1.2. O legado de Ezequias foi destruído
Manassés, soberano que esteve por mais tempo no comando de Judá, lançou por terra o legado de fé e observância às leis de Deus, deixado por seus antecessores. A lista de ultrajes religiosos deste monarca do Sul parece deveras perversa (2 Rs 21.4-9). [...] Tudo o que foi conquistado pelos reis relativamente justos após os atos de Jeú (2 Rs 15.34) e pelo próprio Ezequias (2 Rs 18.4-6) foi desfeito (RADMACHER; ALLEN; HOUSE. Central Gospel, 2010a, p. 626).
A boa herança de Ezequias, ou seja, as reformas que ele empreendeu no Reino do Sul foram rejeitadas por seu legítimo sucessor. Pode-se afirmar, com certa propriedade, que, lamentavelmente, o grande malogro de Ezequias foi ter na linha de sucessão um filho como Manassés, o terrível.

2. DEUS SUSCITA A RETRIBUIÇÃO
Deus ergueu profetas para repreender não apenas o povo de Judá, mas também seu ímpio rei; entretanto, apesar de ter a possibilidade de arrepender-se, Manassés e o povo não deram ouvidos à Sua voz (2 Cr 33.10). Então, o Senhor decidiu falar mais alto, por intermédio dos assírios (2 Rs 21.11- 15; Ez 22.14). A linguagem utilizada pelo Senhor foi tão expressiva que — diz o texto bíblico — qualquer que a ouvisse, ambas as orelhas lhe ficariam retinindo, ou seja, soaria de forma tão contundente, que faria estremecer a carne de quem a escutasse. Pelo fato de o Reino do Sul ter imitado os pecados do Reino do Norte, tudo que acontecesse a Israel sucederia também a Judá (2 Rs 23.26; 2 Cr 33.8,9). Sua destruição seria tão grande que serviria de zombaria para eles mesmos.
O reinado de Manassés (2 Rs 21.1-18) foi tão mau e violento que selou o destino de Judá. Ele fez com que Deus vaticinasse o julgamento e o cativeiro, que haviam se tornado inevitáveis. Portanto, não era possível que os exilados interpretassem mal o motivo dos acontecimentos transcorridos em 586 a.C (HINDSON, E.; YATES,
G. Central Gospel,
2014, p. 166).

2.1. O destino de Judá e Manassés
Judá foi invadida pelos assírios; assim, o filho de Ezequias perdeu suas riquezas e sua posição social. Diz o texto bíblico que Deus deixou que os comandantes do exército assírio invadissem Judá, prendessem Manassés com ganchos, o amarrassem com correntes e o levassem como prisioneiro para a Babilônia (2 Cr 33.11 NTLH).
Isto aconteceu em cumprimento ao que fora predito a Salomão, muitos anos antes (2 Cr 7.19-22): porque Manassés e o povo desobedeceram à Lei e aos mandamentos do Senhor, foram impedidos de viver na terra que Ele lhes dera.

2.2. O arrependimento de Manassés
Desfalecendo no cárcere assírio, o filho de Ezequias deu-se conta de sua situação e clamou a Deus por misericórdia e perdão (2 Cr 33.12). O Altíssimo, então, ouviu o seu clamor, fazendo-o voltar para Jerusalém e para o seu reino (2 Cr 33.13).
Ao regressar a Jerusalém, Manassés demonstrou autêntico arrependimento: ele extinguiu a idolatria que instituíra em Judá e reparou o altar do Senhor, onde passou a adorar tão somente a Ele (2 Cr 33.15,16).
O texto bíblico afirma que Manassés voltou-se totalmente contra Deus; todavia, apesar de toda rebelião, o Senhor não se voltou contra o rei; Seu infinito amor levou-o a tomar atitudes drásticas para trazer Seu filho de volta para casa. A prisão de Manassés, nesse sentido, não revela apenas a crueldade assíria, mas o amor divino. Em tudo isso, vemos a manifestação da misericórdia divina Manassés demonstrou arrependimento e quebrantou-se; e o Senhor, em resposta, fez o necessário para tirá-lo do pecado e para conduzi-lo de volta à vida de santidade (COSTA, J. M. Central Gospel, 2015, p. 52).


3. O PODER DO ARREPENDIMENTO
O que aconteceu a Manassés foi um prenúncio do cativeiro babilônico que viria sobre Judá; entretanto, como houve sincero arrependimento por parte do monarca sulista — em relação aos períodos de rebelião (idolatria) — e punição (invasão estrangeira), a paz e a prosperidade de Judá foram restauradas (2 Cr 33.15-17).
A transformação na vida de Manassés foi visível e repentina; contudo, a maioria do povo permanecia na idolatria dos ritos cananeus (2 Cr 33.17,22; 34.3-7,33), ou seja, cultuava ao Senhor por puro ritualismo (Is 29.13). Em outras palavras, significa dizer que a mudança de Manassés não traria, como efeito, paz permanente sobre o Reino do Sul. Há de se destacar que, após a morte de Josias e seu grande avivamento, os avisos de Deus se cumpriram sobre Judá (Jr 24.1; 25.11).

3.1. Em que implica o arrependimento
O versículo-chave do segundo Livro de Crônicas é uma referência bem conhecida pela Cristandade (7.14): E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Podemos destacar, desta declaração, ao menos cinco pontos:
. a atitude de arrependimento por meio da humilhação; 
. a atitude de dependência pela oração;
. a atitude de busca incessante de Deus;
. a atitude de conversão dos pecados e dos erros;
. a resposta de Deus a tais atitudes: Ele ouvirá, perdoará o povo e, em decorrência disso, sarará a terra.
Esse verso, de forma concisa, retrata o tema central do Livro de Crônicas: a cura e o perdão divinos dependem de uma postura de humildade, busca e arrependimento perante o Altíssimo. O texto sagrado convida-nos a examinar nosso coração quando nos dirigimos ao Senhor em oração e adoração (Adaptado de: VARUGHESE, A. Central Gospel, 2012, p. 161).

3.2. Jeová, um Deus de perdão e misericórdia
Deus foi benevolente para com Judá; porém, os sulistas selaram seu destino quando responderam contrariamente ao chamado do Senhor ao arrependimento
(2 Cr 30.8).
Pelo fato de o nosso Deus ser infinitamente amoroso e compassivo, os pecadores arrependidos podem
ter esperança em Sua graça e misericórdia e receber Dele uma nova oportunidade de vida, mediante o
Seu sublime perdão — o soberano Senhor, que sonda mentes e corações, sabe identificar a genuína contrição.
Amom, filho de Manassés, andou no caminho de seu pai (2 Rs 21.19- 22); no entanto, Josias, filho de Amom, teve um comportamento diferente de seus predecessores: o jovem rei, que assumiu o trono de Judá com apenas oito anos de idade, andou nos caminhos do Senhor (2 Rs 22.1,2), e seu reinado foi marcado por mudanças necessárias no Reino do Sul (BRUNELLI, W. Central Gospel, 2014, p. 82).

Conclusão.
Manassés foi punido por sua rebeldia e sofreu grande aflição ao perceber que seus deuses nada poderiam fazer por ele. O Deus de Ezequias, seu pai, que conservara a cidade e o livrara das úlceras, poderia atendê-lo naquele momento.
Quando Manassés, arrependido, clamou por misericórdia, Jeová desviou dele a Sua ira, garantindo-lhe a liberdade. O monarca do Sul foi restaurado ao trono de Judá e, de lá, removeu toda a idolatria (2 Cr 33.1-20).
Com Manassés aprendemos que o ímpio pode alcançar a misericórdia de Deus, se, verdadeiramente, arrepender-se de seus maus caminhos. O profeta Ezequiel, aliás, fez essa declaração:
Mas, se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá (Ez 18.21).
Literalmente a tristeza, segundo Deus, promoveu um arrependimento na vida de Manassés, e ele alcançou Sua misericórdia (2 Co 7.10).

FONTE :  Revista Lições da Palavra de Deus n° 55


                 A história dos reis de Israel e Judá sempre começa pela frase: “fez o que era bom aos olhos do Senhor”, ou “fez o que era mau diante dos olhos do Senhor.” Não há meio termo, em nenhum caso se lê a expressão: “fez mais ou menos o que era mau aos olhos do Senhor”. A razão disso é que Deus lidava direto com os reis constituídos sobre o Seu povo e os reis tinham duas alternativas, ou faziam o que era bom, ou o que era mau. Eles tinham direito à sua escolha, mas tinham de assumir as consequências delas.

Alguns reis foram fieis a Deus e foram honrados, vitoriosos e curados, outros preferiram seguir após outros deuses e foram reprovados por Deus. Os reprovados dificilmente tiveram uma nova oportunidade, mas o rei Manassés de Judá teve sua segunda chance de se consertar diante de Deus.

Manassés começou a reinar com doze anos de idade e reinou em Jerusalém por cinquenta e cinco anos e ele fez o que era mau aos olhos do Senhor, com um agravante: ele abusou do mau que praticava. Manassés era filho do rei Ezequias que fez o que era reto aos olhos do Senhor, mas o garoto não seguiu os passos do seu pai e não só adorou outros deuses, como ainda tornou a edificar os altares que Ezequias tinha derrubado.

Na verdade Manassés desfez tudo o que seu pai tinha feito para tirar a idolatria do meio do povo, assim ele restaurou os altares de outros deuses, levantou altares aos Baalins, fez bosques em torno dos ídolos de pedra e prostrou-se diante de todos os deuses dos povos que viviam perto de Judá e os serviu. Além disso, Manassés profanou a Casa do Senhor em Jerusalém e edificou altares para todo o exército do céu e isso nos átrios da Casa do Senhor.

Tudo o que não prestava era praticado pelo rei Manassés, inclusive magia e adivinhações e ele chegou ao extremo de praticar sacrifício humano aos deuses estranhos, veja: “Fez ele também passar seus filhos pelo fogo no vale do filho de Hinom, e usou de adivinhações e de agouros, e de feitiçarias, e consultou adivinhos e encantadores, e fez muitíssimo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira.” (2 Crônicas 33:6). Viu só? Manassés caprichou na idolatria.

A expressão “fez passar seus filhos pelo fogo” indica a prática de sacrifícios humanos feitos no vale de Hinom contra seus próprios filhos. Manassés é o único rei que mereceu a repetição superlativa de ter feito o que era “muitíssimo” mal aos olhos do Senhor.

Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que eles fizeram bem pior do que as nações que Deus tinha destruído do meio de Israel, mais que isso, Manassés não deu ouvidos aos profetas e Deus o advertiu várias vezes sobre a maldade de seu coração.

Nada passa batido diante do Senhor, nem o bem e nem o mal e com Manassés não foi diferente. Deus se cansou da maldade do rei e trouxe sobre eles os capitães dos exércitos da Assíria. Jerusalém foi invadida pelo poderoso exército da Assíria, que era a potência dominante da época e Manassés foi preso com ganchos, cadeias e levado para a Babilônia.

Veja como são as coisas, o cidadão pode ser rico, poderoso, cheio de amizades influentes, pode ser até um rei, mas se não andar nos caminhos do Senhor corre o sério risco de perder tudo, de ser preso por qualquer motivo. Teve até um rei que virou boi, foi Nabudonosor e ele só voltou ao normal sete anos depois e isso porque ele reconheceu que a Deus pertence toda glória.

Manassés fez o que era “muitíssimo” mau aos olhos do Senhor e recebeu seu castigo, foi humilhado, preso e deportado do seu reino. No cativeiro na Babilônia, Manassés mudou de atitude, ele se arrependeu amargamente de suas atitudes, de todo o mal que havia praticado e fez uma sincera oração a Deus. O texto bíblico diz: “E ele, angustiado, orou deveras ao SENHOR seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais.”  (2 Crônicas 33:12).

Deus é misericordioso e se arrepende do mal, então Ele ouviu sua oração e restaurou Manassés, ele voltou a Jerusalém e reconheceu que só o Senhor é Deus. Depois de ser restaurado, Manassés edificou o muro de fora de Jerusalém, nomeou capitães de guerra em todas as cidades fortificadas de Judá, tirou da Casa do Senhor os deuses estranhos, como também os altares que havia edificado e jogou tudo fora.

Manassés ordenou a Judá que servisse ao Deus de Israel, porém nem todo o mal praticado pelo rei pôde ser reparado, pois Israel continuou sacrificando a deuses estranhos, apesar de Manassés ter feito sua parte e Deus lhe deu uma nova oportunidade.

O rei Manassés morreu e foi sepultado em sua própria casa, a casa do rei que fez muitíssimo mau aos lhos do Senhor, mas que se arrependeu e foi restaurado. Amom, seu filho, reinou em seu lugar.

Mudança de atitude foi a chave para a restauração do rei Manassés. Ele se arrependeu sinceramente de todo o mal praticado, reconheceu o Senhor como o único e verdadeiro Deus e teve seu reino de volta. Deus não resiste a um coração sincero e arrependido, Deus não resiste a uma mudança de atitude.


Qualquer que seja seu problema, ele tem solução em Deus, mas vai depender de você, de sua mudança de atitude. Mudar de atitude já é meio caminho andado em direção ao sucesso. Manassés precisou reconhecer como seu Deus o Deus de Israel e esta mudança de posição foi determinante em sua vida. Da mesma forma você precisa reconhecer Jesus como seu único Salvador, esta mudança de atitude vai fazer a diferença em sua vida.




4. Rei de Judá, filho e sucessor do Rei Ezequias. (2Rs 20:21; 2Cr 32:33) A mãe de Manassés era Hefzibá. Ele tinha 12 anos de idade quando ascendeu ao trono como 14.° rei de Judá depois de Davi, e governou por 55 anos (716-662 AEC) em Jerusalém. (2Rs 21:1) Fez o que era mau aos olhos de Yehowah, reconstruindo os altos que seu pai havia destruído, erigindo altares a Baal, adorando “todo o exército dos céus” e construindo altares da religião falsa em dois pátios do templo. Fez seus filhos passar pelo fogo, praticou a magia, empregou adivinhação e promoveu práticas espíritas. Manassés colocou também na casa de Yehowah a imagem esculpida do poste sagrado que havia feito. Seduziu Judá e Jerusalém “para fazerem pior do que as nações que Yehowah aniquilara de diante dos filhos de Israel”. (2Rs 21:2-9; 2Cr 33:2-9) Embora Yehowah enviasse profetas, não deram ouvidos a eles. Manassés também era culpado de derramar sangue inocente em grande quantidade (2Rs 21:10-16), o que, de acordo com a literatura dos rabinos judeus, incluía o de Isaías, o qual, segundo eles, foi serrado em pedaços à ordem de Manassés. — Veja He 11:37.

Manassés foi punido por não prestar atenção à mensagem de Yehowah, sendo ele levado cativo, pelo rei da Assíria, a Babilônia, uma das cidades reais do monarca assírio. (2Cr 33:10, 11) ‘Manassés de Judá’ é mencionado na lista do rei assírio Esar-Hadom, de 22 “reis de Hati, do litoral e das ilhas”, que pagavam tributo. O nome de Manassés aparece também numa lista de reis tributários de Assurbanipal. — Ancient Near Eastern Texts (Textos Antigos do Oriente Próximo), editado por J. Pritchard, 1974, pp. 291, 294.

Enquanto em cativeiro, Manassés arrependeu-se, humilhou-se e orou a Yehowah. Deus ouviu seu pedido de favor e restaurou-lhe o reinado em Jerusalém. (2Cr 33:12, 13) Depois disso, Manassés “construiu uma muralha externa para a Cidade de Davi”, pôs chefes militares nas cidades fortificadas de Judá, e removeu da casa de Deus os deuses estrangeiros e o ídolo, bem como os altares que havia construído “no monte da casa de Yehowah e em Jerusalém”. Manassés preparou o altar de Deus e começou a oferecer sacrifícios sobre ele, incentivando outros a servir a Deus. Todavia, o povo ainda oferecia sacrifícios nos altos, embora a Yehowah. (2Cr 33:14-17) Quando Manassés morreu, ele foi sucedido no reinado pelo seu filho Amom. — 2Cr 33:20. 



                           
                        Manassés: seus pecados, castigo e conversão

(2Rs 21.1-9,17,18; 2Cr 33.1-20)

Josivaldo de França Pereira


Manassés era o filho mais velho do piedoso Ezequias. Ele subiu ao trono aos doze anos de idade e cinquenta e cinco anos reinou em Jerusalém, mas não seguiu os bons exemplos deixados por seu pai. Manassés fez o que era mau perante o Senhor mais do que qualquer rei de Judá e Israel, e até pior que as nações que o Senhor Deus expulsou de suas possessões diante dos filhos de Israel.

Seus pecados. Manassés tornou a edificar os altos que seu pai Ezequias tinha derribado, levantou altares aos baalins, fez postes-ídolos e se prostrou diante de todo o exército dos céus e os serviu. Edificou altares na Casa de Deus, da qual o Senhor tinha dito: “Em Jerusalém porei o meu nome para sempre”. Também edificou altares a todo exército dos céus nos átrios da Casa do Senhor. E como se isso não bastasse, queimou em sacrifício seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom. Esse vale se transformaria, mais tarde, no aterro sanitário de Jerusalém.
Manassés se tornou agoureiro, pois adivinhava pelas nuvens, praticava feitiçarias, tratava com necromantes (os espíritas da época) e feiticeiros. A Bíblia diz que ele prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor para provocá-lo à ira. E mais:
Também pôs a imagem de escultura do ídolo que tinha feito na Casa de Deus, de que Deus dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre e não removerei mais o pé de Israel da terra que destinei a seus pais, contanto que tenham cuidado de fazer tudo o que lhes tenho mandado, toda a lei, os estatutos e os juízos dados por intermédio de Moisés. Manassés fez errar a Judá e os moradores de Jerusalém, de maneira que fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel.
Além disso, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até encher Jerusalém de um ao outro extremo, afora o seu pecado, com que fez pecar a Judá, praticando o que era mau perante o SENHOR.

Seu castigo. O castigo de Deus sobre Manassés e Jerusalém não veio sem que antes o Senhor enviasse seus profetas a fim de que o rei e seu povo se arrependessem de seus pecados. Deus não castiga sem que primeiro dê várias oportunidades para mudança de mente e atitudes. Contudo, Manassés e o povo não deram ouvidos ao Senhor. Algo semelhante encontramos no último capítulo das Crônicas (2Cr 36.15,16) e no livro do profeta Jeremias: “Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito até hoje, enviei-vos todos os meus servos, os profetas, todos os dias; começando de madrugada, eu os enviei. Mas não me destes ouvidos, nem me atendestes; endurecestes a cerviz e fizestes pior do que vossos pais” (Jr 7.25,26).
Consequentemente, o Senhor trouxe contra eles o exército da Assíria. Manassés foi preso com ganchos, amarrado com cadeias e levado à Babilônia. O fato de o rei ser levado à Babilônia e não para a Assíria, como era de se esperar, é porque naqueles dias a terra dos caldeus estava sob o domínio de Esaradom, rei da Assíria.
O cativeiro de Manassés foi uma prévia do que aguardava o povo caso ele não se arrependesse de seus pecados. Na verdade, a primeira referência de que Judá seria levado para o cativeiro babilônico é feita no governo de Manassés (cf. 2Rs 21.10-15). No livro do profeta Jeremias está escrito: “Entregá-los-ei para que sejam um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra; por causa de Manassés, filho de Ezequias, rei de Judá, por tudo quanto fez em Jerusalém” (Jr 15.4).

Sua conversão. A mudança de vida de Manassés aparece somente no livro das Crônicas. Por uma questão de propósito e objetivo ela é omitida no livro dos Reis. Manassés ilustra um dos temas centrais de Crônicas, de que Deus pode cumprir sua promessa de restauração ao arrependido (cf. 2Cr 7.12-16), mesmo nas circunstâncias mais extremas. A oração de Manassés é uma das mais tremendas da Bíblia. Ele, angustiado, suplicou deveras ao SENHOR, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais; fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, reconheceu Manassés que o SENHOR era Deus.
Se comparada com Joás, Amazias e Uzias, a vida de Manassés muda de direção não para pior mas para melhor. Somente Manassés se converte de seus pecados. O modelo alternante de infidelidade obediência, também seguido por seus antecessores, é rompido com seu arrependimento. Os resultados da conversão de Manassés foram extraordinários. Depois disto, edificou o muro de fora da Cidade de Davi, ao ocidente de Giom, no vale, e à entrada da Porta do Peixe, abrangendo Ofel, e o levantou mui alto; também pôs chefes militares em todas as cidades fortificadas de Judá. Tirou da casa do SENHOR os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os altares que edificara no monte da Casa do SENHOR e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade. Restaurou o altar do SENHOR, sacrificou sobre ele ofertas pacíficas e de ações de graças e ordenou a Judá que servisse ao SENHOR, Deus de Israel. Contudo, o povo ainda sacrificava nos altos, mas somente ao SENHOR, seu Deus. Uma mudança radical que lembra as conversões de Paulo no caminho de Damasco (At 9.1-9) e dos tessalonicenses em 1Ts 1.
A mudança de coração de Manassés representa uma oportunidade para um fim prematuro ou mesmo uma reversão do Juízo de Deus, se tão somente a geração final de Judá tivesse se humilhado (cf. 2Cr 36.12-16).




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