segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Lição 02 – Os ícones da Reforma Protestante




Lição 02 – Os ícones da Reforma Protestante

https://www.youtube.com/watch?v=zi99YKtq4LY       ( vídeo aula CENTRAL GOSPEL )

Assunto: Reforma Protestante: história, ensinos e legado.
Lição: Jovens e Adultos
Trimestre: 4° de 2017
Comentarista: Pr. Gilmar Vieira Chaves
Editora: Central Gospel
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Hebreus 11. 1-11
1 ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem.
2 Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.
3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
4 Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.
5 Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.
6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
7 Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.
8 Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
9 Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.
10 Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.
TEXTO ÁUREO
A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lha anunciarás da minha parte. Ezequiel 33.7
SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira - Hebreus 12.1: Deixemos o pecado e todo embaraço
3ª feira - 1Coríntios 5.1-8: Os asmos da sinceridade e da verdade
4ª feira - Efésios 1.15-23: Iluminados os olhos do entendimento
5ª feira - Tito 3,1-7: Herdeiros segundo a esperança
6ª feira - Hebreus 10.19-23: Fiel é o que prometeu
Sábado - Provérbios 13.12: O desejo chegado é árvore de vida


OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:
•  identificar os principais líderes da Reforma Protestante;
•  entender que esses homens estavam prontos a dar a vida, como vários deles o fizeram, para corrigir os desvios teológicos vigentes à época, marcando assim um novo tempo;
•  refletir sobre o nosso papel frente à necessidade de termos uma Igreja sempre reformada, conforme Lutero pontuou.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor,
maior fator de segurança para quem ensina é o domínio do assunto. O professor deve planejar com esmero cada uma de suas aulas, e esse planejamento exige sempre muita dedicação e estudo.

Jesus retirava subsídios para Seus ensinos de duas fontes principais:
•  Escritura — a ela o Mestre fez abundantes referências, pois conhecia profundamente o texto Sagrado do Antigo Testamento;
•  mundo circundante — observando o mundo natural e os fatos do cotidiano, Ele enriqueceu tremendamente o Seu ensino com lições inesquecíveis por sua pertinência. Busque incessantemente o conhecimento bíblico.  Esteja atento aos fatos cotidianos. Seja um observador da Natureza e dos acontecimentos sociais à sua volta. Excelente aula!
COMENTÁRIO
Palavra introdutória
A Reforma Protestante foi um grande divisor de águas que deixou marcas indeléveis na caminhada da Igreja na terra. Embora alguns personagens tenham destacada participação nessa obra singular, ninguém pode reivindicar para si a sua autoria isolada. O que aconteceu naquela ocasião foi obra do Espírito Santo, pela instrumentalidade de várias pessoas que, dentro da sua época e contexto de vida, promoveram uma mudança radical na maneira de interpretar as realidades espirituais e entender os grandes temas da teologia bíblica.

Esses homens extraordinários, sobre os quais estudaremos nesta lição, enquadram-se no grupo dos pré-reformados ou dos reformados.

1. OS PRINCIPAIS PERSONAGENS DA PRÉ-REFORMA

1.1. John Wycliffe (1324-1384)
John Wycliffe nasceu na Inglaterra em 1324. Ele foi aluno e professor da Universidade de Oxford e é considerado um dos precursores da Reforma Protestante. Wycliffe deixou dezenas de obras escritas, em inglês e latim, além da primeira tradução da Bíblia para o inglês. Seu intuito era oferecer ao povo uma Bíblia isenta da manipulação romana, que incluía os livros apócrifos.

John Wycliffe combateu as distorções romanas, condenando a posse de propriedades pêlos padres, o pagamento de indulgências e a corrupção geral do Clero. Ele pregava a moralização da Igreja e o afastamento das lideranças comprometidas com práticas sabidamente pecaminosas; reafirmava a autoridade suprema das Escrituras; e, além disso, negava terminantemente a condição do Papa como substituto de Pedro e cabeça da Igreja (Mt 16.18), reafirmando que ' o cabeça da Igreja é Cristo (Ef 1.22,23).

1.2. John Huss (1369-1415)
Huss nasceu na cidade de Husinec, a 75Km de Praga, na República Tcheca.Estudou na Universidade de Praga, onde, foi também professor e reitor; foi um grande pensador crisitão, além de importante precursor da Reforma.

Os escritos de John Wycliffe causaram profunda impressão em John Huss, que combateu o pagamento de indulgências — prática que considerava sem valor algum para o perdão divino — e a corrupção do Clero. Wycliffe ensinou de forma enfática o sacerdócio universal dos crentes, que preconizava: qualquer pessoa pode comunicar-se com Deus, sem a mediação da Igreja (1Tm 2.5).

Em 6 de julho de 1415, na cidade de Constança, Huss foi condenado e queimado vivo em praça pública. Enquanto chamas consumiam seu corpo, entoava hinos de adoração ao Senhor. Seus seguidores, os hussitas, deram continuidade a sua obra. Pelo seu testemunho de coragem, John Huss exerceu grande influência sobre a vida de Lutero.

1.3. Girolamo Savonarola (1452—1498)
Savonarola nasceu em Ferrara, Itália, em setembro de 1452. Desistiu da Medicina para dedicar-se à vida religiosa, baseando suas ações em Florença.

Savonarola atacou o mau-caráter e os desmandos do Papa Alexandre VI, tornando-se um defensor intrépido das ideias reformistas. Ficou conhecido por considerar-se um profeta e por ter queimado um grande volume de obras de arte e livros — Savonarola os considerava produtos da vaidade humana e de natureza imoral.
A Igreja Romana passou a considerá-lo um inimigo e, em retaliação, excomungou-o.

Em 23 de maio de 1498, Savonarola foi condenado à morte por enforcamento em praça pública na cidade de Florença, tendo o seu corpo queimado posteriormente.
Savonarola não se opunha a todas as criações artísticas, mas ordenou que os patronos das artes se abstivessem de apoiar a criação de qualquer pintura religiosa que não capturasse a espiritualidade interior do seu sujeito, quer se tratasse de uma figura bíblica ou um santo (WOODBRIDGE; JAMES. Central Gospel, 2017, p.110).

2. OS PRINCIPAIS PERSONAGENS DA REFORMA

2.1. Martinho Lutero (1483-1546)
Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, na cidade de Eisleben, Alemanha.Sendo herdeiro de uma educação familiar muito rígida, sofreu grande influência de sua mãe.
Lutero estudou na Universidade de Erfurt, onde se graduou em Artes no ano de 1502 e, mais tarde, concluiu seu mestrado (1505). Foi ordenado em 1507 e, em 1512, recebeu seu doutorado em Teologia.

O estudo das Escrituras Sagradas despertava-lhe grande inquietação, em especial o texto paulino que diz: Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas ajusto viverá da fé (Rm 1.17). A partir de um exame diligente da Palavra de Deus, descortinou-se em sua mente o entendimento de que a salvação provém da fé, sem a necessidade de qualquer outra exigência ou intermediação (Rm 3.28; 4.3-5).

Lutero passou a entender a comunhão com Deus como algo possível a qualquer pessoa que busque o Altíssimo com sinceridade e devoção, movida pela fé somente (Mt 6.6; 7.7; Jo 15 15; Ef 2.8,9).
Para Lutero, a salvação não poderia ser alcançada por obras ou, tampouco, por merecimento humano, mas unicamente pela fé em Cristo Jesus, o único e suficiente Salvador (Ef 2.8,9).

2.1.1. As 95 teses afixadas na Catedral de Wittenberg
Oportunamente, Lutero desafiou também a doutrina da infalibilidade papal e apontou as Escrituras Sagradas (não a Tradição da Igreja) como única fonte confiável da verdade revelada por Deus (Mt 4.4; 5.18; Ap 22.18,19).

Essa convicção levou-o a afixar na porta da Catedral de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517, 95 teses que combatiam, principalmente, a hierarquia clerical, os sacramentos, o pagamento de indulgências e a teologia romana, em geral.Um dos seus maiores oponentes foi o vendedor de indulgências Johann Tetzel, que costumava dizer: Assim que uma moeda tilinta no cofre, uma alma sai do Purgatório.

Lutero recusou-se a apresentar qualquer retratação por seus ensinos veiculados em palestras, aulas e livros. A pedido do Papa Leão X e do imperador Carlos V, em junho de 1520, foi excomungado e teve seus livros queimados.

Lutero viveu escondido por amigos durante algum tempo, ocasião em que traduziu o Novo Testamento para o alemão em um ano. Posteriormente, traduziu também o Antigo Testamento, vindo a falecer em 18 de fevereiro de 1546.

2.2. João Calvino (1509-1564)
Calvino nasceu em Noyon, França, em 10 de julho de 1509. Assim como Lutero é considerado a voz profética da Reforma Protestante, Calvino é considerado seu organizador.
Antes mesmo de alcançar destaque como teólogo ou pastor, Calvino era conhecido por sua destacada atuação na área das ciências humanas — além e graduado em Teologia, era graduado em Filosofia e Direito.

Em 1936, aos 26 anos de idade, escreveu sua mais reconhecida obra: As Institutos da Religião Cristã, obra de grande porte e fama que contém todo sistema doutrinário adotado pelas igrejas reformadas. Assim como a teologia de Lutero destacava a justificação pela fé, a de Calvino salientava a soberania de Deus (Is 43.7; Jo 17.5; Rm 11.36; Ap 19.1).

Depois do falecimento de seu pai, Calvino embrenhou-se no estudo sistemático das línguas originais das Escrituras (o grego e o hebraico). Isso lhe serviu de base para a elaboração de abalizados comentários sobre os livros da Bíblia.

Calvino alcançou grande notoriedade como pastor, educador e teólogo. Sua atuação marcante nas áreas de hermenêutica e exegese bíblica jamais será esquecida. Ele fundou a Academia de Genebra, em 1559; inicialmente, a instituição funcionava como um seminário teológico que, também, ensinava Direito.

No dia 6 de fevereiro de 1564, severamente enfermo, acometido de tuberculose, Calvino (conduzido em uma cadeira de rodas) proferiu sua última mensagem. Um mês antes de sua morte, declarou: Ensinei fielmente sobre as Escrituras e Deus deu-me graça para escrever. Fiz isso de modo fiel, sem corromper uma única passagem bíblica. Quando fui tentado a requintes, resisti à tentação e sempre primei pela simplicidade, sempre coloquei diante de mim a glória de Deus. Calvino faleceu em 27 de maio de 1564.

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que cré, primeiro do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé (Rm 1.16,17).

2.3. Ulrico Zuínglio (1484-1531)
Zuínglio foi o principal nome entre os teólogos suíços na propagação da Reforma Protestante em seu país. Seu empenho no estudo dos idiomas clássicos levou-o ao domínio do hebraico e do grego, fato que alavancou seu conhecimento teológico e sua capacidade na exposição das Escrituras Sagradas.

Em 1519, ao transferir-se para Zurique, inspirado nas ideias reformistas de Lutero, passou a pregar fervorosamente contra as indulgências, exortando o povo a viver o evangelho puro. Mais tarde, criticou insistentemente o celibato eclesiástico, a devoção a Maria e aos santos, a autoridade papal, o culto a imagens e a missa como sacrifício. Em contrapartida, o bispo de Constança proibiu-o de pregar, acusando-o de herege.

No ano de 1522, Zuínglio assumiu um papel importante na propagação da Reforma. Ele partiu do princípio de que somente as Escrituras Sagradas possuem os ensinos necessários à salvação (2 Tm 3.16; 2 Pé 1.21; Mt 4.4; 5.18; Ap 22.18,19)- Pensando assim, elaborou 67 breves artigos de fé, nos quais reafirmou o Senhor Jesus Cristo como único Chefe da Igreja (Ef 5.23), ratificando que a salvação só pode ser alcançada pela Graça, mediante a fé (Ef 2.8,9). Além disso, combateu veementemente a intercessão dos santos e a existência do Purgatório.

A Reforma de Zuínglio recebeu apoio do povo e dos magistrados da época e produziu mudanças importantes na vida civil. O governo de Zurique introduziu a língua alemã na liturgia religiosa e anulou o celibato de seus representantes oficiais.
Em várias ocasiões, Zuínglio promoveu debates públicos (na presença de multidões) contra teólogos romanos. Sendo seus argumentos muito mais convincentes, derrotava-os de maneira fragorosa, reforçando, assim, os pressupostos da Reforma.

Em 1529, iniciou-se uma luta armada. Temendo o perigo de uma intervenção imperial e a hostilidade da parte do segmento romano, Zuínglio incitou o Conselho de Zurique ao ataque armado. Acompanhando as tropas como capelão, morreu na batalha em 11 de outubro de 1531. Diz-se que seu cadáver, depois de esquartejado, foi também queimado.

CONCLUSÃO
A Reforma Protestante foi possível porque o Deus Altíssimo, em Seu poder soberano, decidiu colocar um basta na grande crise espiritual que se instaurou na Igreja.

O período que antecedeu a Reforma foi de verdadeiras trevas; o Senhor, todavia, levantou destemidos heróis da fé para levar adiante a grande missão cristã: evangelizar os povos da terra e estabelecer o Seu Reino entre os homens.

A vida desses servos fiéis e o seu grande legado possibilitaram que fôssemos salvos e, assim, fizéssemos parte da Igreja que, a despeito dos perigos, percalços e todo tipo de ameaça, triunfará sobre tudo e todos. Como disse Jesus: as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18).





1 – INTRODUÇÃO

        De forma geral, a História da Igreja esta organizada em seis grandes períodos: Apostólico (pentecostes até cerca de 100 d.C.), Era das Perseguições (100 até 313 d.C.), Imperial (313 até 476 d.C.), Idade Média ou Igreja Medieval (476 até 1453 d.C.), Reforma (1453 até 1648) e Cristianismo Moderno (1648 até inicio do Século XX).
Segundo alguns estudiosos, o momento histórico da Reforma Protestante poderia estar inserido no “Relógio de Deus” 1 , que tem o seu aspecto correlativo bíblico na profecia de Joel (Joel 1:4; 2:21,25). Do pentecostes até o ano 313 d.C., é o período da Igreja Apostólica (perfeita). É a árvore saudável e repleta de frutos, onde resplandecia o pleno poder e glória pentecostal do Espirito Santo, onde todos os dons frutos do Espirito estavam manifestos (1 Coríntios 12:8,10 e Gálatas 5).
Deus mostrou ao profeta Joel que a lagarta e o pulgão roubariam, despojariam e mutilariam esta árvore perfeita com seus dons e frutos, até ser deixada desolada, estéril, e desesperada. Joel 1:4 - O que ficou da lagarta, o comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto, o comeu a locusta, e o que ficou da locusta, o comeu o pulgão. O cumprimento se deu do ano 313 até o ano 1453 d.C., quando a Igreja perdeu de vista a justificação pela fé e a expiação através do sangue de Jesus. Houve um eclipse total: a face do sol da retidão foi obscurecida, e por um tempo ficou nas trevas espiritual.
No período da Pré-Reforma até a Reforma Protestante, começa a restauração prometida por Deus através de Joel 2:25 - E restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto, e a locusta, e o pulgão, e a oruga, o meu grande exército que enviei contra vós.

2 – PRINCIPAIS PRÉ-REFORMADORES

2.1 – John Wycliffe (1324-1384)
Queria reformar a Igreja Romana através da eliminação dos clérigos imorais e pelo despojamento de sua propriedade, que, segundo ele, era a fonte de corrupção.
As habilidades de Wycliffe influenciaram na preparação do caminho para a reforma na Inglaterra. Ele deu aos ingleses sua Bíblia traduzida para o inglês e criou o grupo lolardo2 para proclamar ideias evangélicas entre o povo entre o povo comum da Inglaterra.

2.2 – John Huss (1369-1415)
Reformador religioso e patriota tcheco. Apoiado, de início, pelas autoridades traduziu o Novo Testamento para o tcheco e publicou vários livros: da glorificação do sangue de Jesus Cristo, Contra a adoração das imagens, Vida e Paixão de Cristo segundo os quatro Evangelhos.
Excomungado, deixou Praga a pedido do imperador, e posteriormente foi sentenciado à fogueira. Foi queimado no próprio dia da condenação.
Por isto, nem o papa é a cabeça, nem são os cardeais o corpo da igreja santa, católica e universal. Porque somente Cristo é a cabeça, e seus predestinados o corpo, e cada um membro deste corpo (John Huss).
1
Visão da missionária Aimee McPherson (1890-1944), fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular no Royal Albert Hall, um salão com capacidade para 5.000 pessoas. Ela viu o mostrador de um grande relógio, mas onde as horas deveriam estar, havia dez círculos com cada um deles descrevendo um estágio na deterioração, e, em seguida a eventual restauração das vidas e das bênçãos de Deus na Igreja durante quase 2.000 anos de História da Igreja.
2
Grupo de padres para divulgar os ensinos de Cristo. Não faziam votos nem recebiam consagração formal, mas dedicavam sua vida a ensinar o Evangelho ao povo. Estes pregadores itinerantes espalharam os ensinos de Wycliffe pelo interior da Inglaterra, agrupados dois a dois, de pés descalços, usando longas túnicas e carregando cajados nas mãos (Wikipédia).
RELÓGIO DE DEUS

2.3 – Girolamo Savonarola3
(1452- 1498)
Pregador cristão italiano, reformador e mártir nascido em Ferrara, que ganhou fama por lutar contra governantes tiranos e um clero católico corrupto. De moral rígida e princípios religiosos, passou a condenar o paganismo humanista que corrompia os costumes, a arte, a poesia e a própria religião, e apontava como principais causas a corrupção do clero, inclusive nos mais altos escalões da hierarquia eclesiástica. Incitava os cristãos a inspirar-se no Evangelho e a praticar a caridade. Em 1498, foi enforcado e depois queimado, para que não ficasse um único vestígio daquele que ousou desafiar o poder constituído.

3 – PRINCIPAIS REFORMADORES

3.1 – Martinho Lutero (1483-1546)
Recebeu uma educação reta e rigorosa, chegando a estudar Direito. Enquanto buscava anelo para sua alma passava os dias vagueando pensativo na biblioteca da universidade, ali se dá o seu primeiro encontrou com uma Bíblia, escrita em latim. Depois dessa longa peregrinação espiritual Lutero finalmente convenceu-se de que a salvação é pela graça, mediante a fé. Nascia o reformador. Lutero, agora amparado nas Escrituras, levanta protestos contra a venda de indulgências e contra toda teologia que se encontrava por detrás dela. Fundou o Luteranismo.

3.2 – João Calvino (1509-1564)
Ainda adolescente foi enviado para a Universidade de Paris para estudar Teologia. Em Paris, tomou contato com as ideias
de Martinho Lutero. Em 1536, após redigir em latim, “Instituições da Religião Cristã”, onde reuniu as bases para o conjunto das doutrinas do Calvinismo, foi perseguido e teve que abandonar a capital francesa. O Calvinismo, ao contrário do luteranismo, difundiu-se na Europa Ocidental. Na França, foi professado pelos huguenotes, na Escócia, pelos presbiterianos, na Inglaterra, pelos puritanos e na Holanda, pelos protestantes. João Calvino faleceu em Genebra, na Suíça, no dia 27 de maio de 1564.

3.3 – Ulrico Zuínglio (1484-1531)
Reconhecido como o primeiro reformador da Suíça. A partir de 1519, passou a pregar em Zurique pelo método “lectio continua” ou seja, ele pregava por semanas em uma sequência de um livro da Bíblia, seguindo texto a texto. Dessa maneira, ele estabelece a base para um conhecimento profundo da Bíblia. Zuinglio se opôs e rejeitou o comércio de indulgências. Foi assim que os primeiros confrontos com as autoridades católicas surgiram.

4 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
A reforma protestante provocou a divisão da Europa em dois blocos religiosos: Católicos e Protestantes. Na Inglaterra, o Rei Henrique VIII fundou o Anglicanismo.
Os reformadores lutaram e deram a vida para que a bíblia fosse exposta de maneira sincera ao povo surgindo dai alguns lemas latinos que resumiam a doutrina protestante.
Em 1996, vários lideres e teólogos cristãos se uniram em Cambridge para formular uma declaração doutrinária que ficou conhecida como Declaração de Cambridge4
. Essa declaração uniu esses lemas que juntos são conhecidos como os 5 solas da reforma, as doutrinas básicas da fé protestante: Sola scriptura (somente a Escritura), Solus Christus (somente Cristo),
Sola gratia (somente a graça), Sola fide (somente a fé) e Soli Deo gloria (glória somente a Deus).


FONTE : ADVEC – ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM CRISTO | TAQUARA

                                     
                        Personagens da reforma.
John Wycliffe.
 No seguimento do colapso de instituições monásticas e da escolástica nos finais da Idade Média na Europa, acentuado pelo Cativeiro Babilônico da igreja no papado de Avignon, o Grande Cisma e o fracasso da conciliação, se viu no século XVI o fermentar de um enorme debate sobre a reforma da religião e dos posteriores valores religiosos fundamentais.
No século XIV, o inglês John Wycliffe, considerado como precursor da Reforma Protestante, levantou diversos questionamentos sobre questões controversas que envolviam o Cristianismo, mais precisamente a Igreja Católica Romana. Entre outras idéias, Wycliffe queria o retorno da Igreja à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas, algo que, na sua visão, era incompatível com o poder político do papa e dos cardeais, e que o poder da Igreja devia ser limitado às questões espirituais, sendo o poder político exercido pelo Estado, representado pelo rei.
Contrário à rígida hierarquia eclesiástica, Wycliffe defendia a pobreza dos padres e os organizou em grupos. Estes padres foram conhecidos como “lolardos”. Mais tarde, surgiu outra figura importante deste período: Jan Huss. Este pensador tcheco iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Seus seguidores ficaram conhecidos como Hussitas.
Reforma Na Alemanha, Suíça e França. No início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero, abraçando as idéias dos pré-reformadores, proferiu três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas. Esse fato é considerado como o início da Reforma Protestante.

João Calvino.      

Enquanto na Alemanha a reforma era liderada por Lutero, Na França e na Suíça a Reforma teve como líderes João Calvino e Ulrico Zuínglio .
João Calvino foi inicialmente um humanista. Foi integrante do clero, todavia não chegou a ser ordenado sacerdote romano. Depois do seu afastamento da Igreja romana, este intelectual começou a ser visto como um representante importante do movimento protestante. Vítima das perseguições aos huguenotes na França, fugiu para Genebra em 1533  onde faleceu em 1564.
Genebra tornou-se um centro do protestantismo europeu e João Calvino permanece desde então como uma figura central da história da cidade e da Suíça. Calvino publicou as Institutas da Religião Cristã, que são uma importante referência para o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas.
Os problemas com os huguenotes somente concluíram quando o Rei Henry IV, um ex-huguenote, emitiu o Édito de Nantes, declarando tolerância religiosa e prometendo um reconhecimento oficial da minoria protestante, mas sob condições muito restritas.
O catolicismo romano se manteve como religião oficial estatal e as fortunas dos protestantes franceses diminuíram gradualmente ao longo do próximo século, culminando na Louis XIV do Édito de Fontainebleau, que revogou o Édito de Nantes e fez de Roma a única Igreja legal na França.
Em resposta ao Édito de Fontainebleau, Frederick William de Brandemburgo declarou o Édito de Potsdam, dando passagem livre para franceses huguenotes refugiados e status de isenção de impostos a eles durante 10 anos.
Ulrico Zuínglio foi o líder da reforma suíça e fundador das igrejas reformadas suíças. Zuínglio não deixou igrejas organizadas, mas as suas doutrinas influenciaram as confissões calvinistas. A reforma de Zuínglio foi apoiada pelo magistrado e pela população de Zurique, levando a mudanças significativas na vida civil e em assuntos de estado em Zurique.
No Reino Unido. O curso da Reforma foi diferente na Inglaterra. Desde muito tempo atrás havia uma forte corrente anticlerical, tendo a Inglaterra já visto o movimento Lollardo, que inspirou os Hussitas na Boémia. No entanto, ao redor de 1520 os lollardos já não eram uma força ativa, ou pelo menos um movimento de massas.

FONTE: blog Identidade Sagrada       


Texto/Pr. José Wellington Bezerra da Costa
      Reforma Protestante foi um movimento religioso na Europa, que fragmentou a Igreja Católica. Podemos dizer preliminarmente, que ela começou com Wycliffe no século XIV. João Huss foi também participante desse movimento, porém ele só se efetivou em 1517. Em 31 de outubro próximo passado, ele completou 499 anos. Nessa data, há quase 500 anos, Lutero denunciou em suas 95 teses, fixadas à entrada da catedral de Wittenberg, alguns erros doutrinários católicos, especialmente a venda de indulgências.
Martinho Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, na cidade de Eisleben, Alemanha. Obedecendo a seu pai, desejoso de que ele fosse advogado, Lutero dedicou-se aos estudos, mas abruptamente deixou sua faculdade, indo para o Claustro dos Eremitas Agostinianos em Erfurt. Em sua carreira eclesiástica, foi consagrado padre em 1507. Em 1512, formou-se em Teologia, tomando a Carta de Paulo aos Romanos como escritos para o seu coração. Por suas próprias habilidades, tornou-se famoso conferencista, fazendo palestras religiosas.

Lutero foi nomeado vigário responsável por onze mosteiros e, dessa forma, conheceu o comércio das indulgências. Embora monge e intelectual, havia em seu coração muitas dúvidas sobre a sua salvação. O texto de Romanos 1.17 falou muito alto à sua mente ("O justo viverá pela fé"), mudando a sua vida. Suas críticas lhe fizeram conhecido como um pregador popular.

Mesmo sendo o pároco da Igreja de Wittemberg, o seu comportamento e sua insatisfação levaram-no a escrever as famosas 95 teses, que foram pregadas nas portas daquele templo, condenando a prática da venda das indulgências. Como líder reformador, sofreu muitas perseguições. Lutero escreveu muitos livros, catecismos e teses religiosas que se tornaram manuais do protestantismo primitivo.

As ações da sua vida produziram grandes benefícios à humanidade. Ele colocou a Bíblia Sagrada nas mãos do povo; denunciou o comercio das indulgências; e dizia: "Não sou nenhum santo, mas tenho cumprido a missão de um profeta." Martinho Lutero morreu vitimado de ataque cardíaco no dia 18 de fevereiro de 1546, na cidade de Eisleben, sua cidade natal. Após cerca de cinco séculos, Lutero é representado pelo protestantismo geral moderno, que se ramificou em protestantes tradicionalistas, evangélicos, fundamentalistas, liberais, neo-evangélicos, pentecostais e carismáticos.
Reformar, sabemos, é restaurar, corrigir, regenerar, dar melhor forma. Como proceder a uma reforma positiva em urna igreja? Orando a Deus pedindo direção e motivando a Igreja; contando com ajuda, sensibilizando o povo para se envolver no trabalho do Senhor, mostrando as necessidades. O líder reformador não deve só apontar as necessidades, mas se envolver fazendo parte no enfrentamento das dificuldades. Jesus é nosso mauro exemplo. Ele fazia e ensinava (At 1.1).
Reverberação†Subsídios EBD
               

              1452 – 1498 – GIROLAMO SAVONAROLA
Nasceu em Ferrara, desde jovem resistia aos ensinamentos humanistas e renascentistas que recebia. Tornou-se monge dominicano zeloso e piedoso.
Em 1490 foi para a cidade de Florença, de onde a família Médici governava, trazendo a cidade para o epicentro da cultura renascentista. Lá Savonarola passou a denunciar a pecaminosidade da cidade em suas pregações, bem como a corrupção e a ambição dos governantes que se diziam cristãos. Savonarola atraiu para sai pregação grandes multidões, foi aí que ele predisse a queda da cidade falsamente cristã, e isto realmente ocorreu em 1492, quando os franceses invadiram a cidade e derrubaram os governantes.
Savonarola tornou-se governante e grandes modificações ocorreram no comportamento da população, que buscava redimir-se de seu comportamento do passado. Porém ele não manteve suas críticas ao comportamento popular, atacando também as atitudes do papa Alexandre VI, que era até mesmo pai de um grande número de filos ilegítimos.
Em 1495, o papa proibiu Savonarola de pregar, este obedeceu. Um ano depois, pensando que ele estava redimido, permitiu-o continuar voltar a pregar. Porém já em 1496 ele voltou a atacar a corrupção que era reinante na Igreja Católica. Em 1497 ele foi excomungado, e, após alguma resistência popular, foi enviado aos embaixadores do papa, que em 1498 queimaram ele e dois seguidores na grande praça da cidade.
Apesar da teologia de Savonarola ser católica, muitos líderes protestantes posteriores viriam a considera-lo um protestante, não por sua teologia, mas por sua busca de que a Igreja e as pessoas vivessem segundo o exemplo de Cristo.

        1372 – 1415 – JOÃO HUSS O PRECURSOR DA REFORMA
Nascido na Boêmia, em Husinec, em 1398 fez voto de sacerdócio e passou a lecionar na Universidade de Praga. Sofreu influência de Wicliffe, pois suas idéias chegavam a esta região, também conheceu outros reformadores Tchecos da época, como Matheus de Janov.
Cito Curtis:

Passou a pregar na capela de Belém, em Praga, em 1402. Em 1407 identificou-se e comprometeu-se com as idéias reformadoras, passando a prega-las. Entre as idéias que ele pregava estavam:
• Contra a imoralidade e a luxúria no Clero;
• Contra a veneração do papa;
• Por uma fé fortemente cristocêntrica, valorizando a responsabilidade direta do homem diante de Deus;
• Apenas Cristo poderia perdoar pecados e que um dia Deus julgará o mundo todo;
• A importância do pão e do vinho na ceia;
• A importância da palavra de Deus para a transformação do homem;
• Incentivou a tradução da Bíblia para as línguas populares;
Em 1412 teve que deixar a cidade, devido à perseguição, mudando-se para a Boêmia. Em 1414 Huss foi convidado para o concílio de Constança, com uma promessa de “salvo-conduto”, Porém, lá ele foi preso e julgado por heresia. Quando questionado sobre a veracidade das acusações, disse que apenas se retrataria se provassem nas escrituras os seus erros (assim como Lutero faria posteriormente). Huss, porém, foi condenado e queimado à estaca em 6 de julho de 1415.
Cito Elwell:
“Como teólogo, Huss ajudou a restaurar uma visão bíblica da igreja, uma visão que se concentrava nos ensinos de Cristo e no Seu exemplo de pureza. Alem disso, sua ênfase na pregação e no sacerdócio universal dos crentes vieram a ser marcas distintivas da Reforma protestante posterior. Incentivou, também,o cântico de hinos congregacionais, sendo que ele mesmo escreveu muitos deles. Para os tchecos, Huss não foi apenas um líder espiritual como também um ponto central de inspiração nacional nos séculos posteriores a sua morte.”
Os seus discípulos foram chamados Hussitas, depois conhecidos como “Unitas Fratruim”, ou Irmãos Boêmios. A Igreja Romana empreendeu 5 cruzadas contra eles. Em 1431-1449 o Concílio de Basiléia firmou acordo com os Hussitas.


FONTE: http://hist-igreja.blogspot.com.br/


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