terça-feira, 19 de setembro de 2017

Lição 13 - Sobre a Família e a sua Natureza



O
 tema “família” é vasto e complexo porque abrange a diversas áreas do saber humano. No contexto religioso, envolve a área bíblica, teológica e doutrinária; no campo social, envolve sociologia, antropologia, psicologia e o campo jurídico. Desde a Antiguidade, os judeus tinham uma legislação específica sobre o assunto, a interpretação dos diversos preceitos sobre da Lei de Moisés relativos à família na sua amplitude. É a terceira parte da Mishná, intitulada, Nashim, “mulheres”, que legisla sobre noivado, casamento e divórcio. A Mishná é a segunda parte doTalmude, antiga literatura judaica, a Lei Oral identificada no Novo Testamento como a “tradição dos anciãos” ou “dos antigos” (Mt 15.2; Mc 7.3).
        Muitas obras sobre o tema aqui em tela já foram publicadas com grande sucesso, trazendo bênçãos para as igrejas, e vários seminários sobre a família são promovidos pelas igrejas, e têm sido uma bênção. Não se pretende aqui repetir o que os outros já disseram com clareza e muita propriedade, nos seus escritos e seminários. O enfoque do presente estudo se restringe a alguns pontos já conhecidos dos crentes, como reiterar e reafirmar alguns aspectos da tradição cristã com respeito ao conceito de família, reiterando os princípios do casamento estabelecido por Deus na criação: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24), da monogamia, da heterossexualidade e de sua indissolubilidade. A Igreja, como um povo especial, zeloso e de boas obras, está muito distante de tais práticas, e os crentes em Jesus jamais terão formadores de opinião como referência.

O CONCEITO DE FAMÍLIA
      Os dois principais termos hebraicos para “família” no Antigo Testamento são mishpāhִâ, “família, clã, parentes”, e bayît, “casa, lar, templo, família”. Mas o termo “família” na Bíblia tem significado amplo; pode indicar o lar, o clã, a tribo e a própria nação, como também uma dinastia e até a Igreja. Mas o sentido que nos interessa aqui é família composta de pai e mãe ou pai, mãe e filhos, a família nuclear (Gn 35.2; Hb 11.7). No entanto, a família nuclear é também identificada como “casa” nas Escrituras Sagradas: “Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24.15); “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (At 16.31).
      O significado de mishpāhִâ está claro em Josué 7.14-18, no caso do pecado de Acã, na ordem para determinar por sorteio o culpado, primeiro a tribo [shebet], depois a família [mishpāhִâ], em seguida a casa [bayît] (vv. 14, 17, 18). Essa mesma ordem reaparece mais adiante: “Fazendo chegar a tribo de Benjamim pelas suas famílias, tomou-se a família de Matri; e dela tomou Saul, filho de Quis” (1 Sm 10.21); “Não sou eu o menor da tribo de Benjamin? E a minha família, a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim?” (1 Sm 9.21). A tribo é a shebet de Benjamim, a família ou clã é a mishpāhִâ de Matri, de onde procedeu o pai de Saul, Quis. A ordem é a seguinte: tribo, clã e família nuclear. O clã é a família estendida. A palavra bayît indica geralmente os moradores de uma única casa, ao passo que mishpāhִâ é uma subdivisão da tribo.
      A família no contexto deste capítulo é a nuclear, composta de pai, mãe e filhos (Sl 128.1-4). Nem todos os casais têm filhos, ou seja, não é sempre que a família tem filhos. Abraão e Sara só tiveram Isaque já avançados em idade e em cumprimento das promessas de Deus (Gn 18.9-15); da mesma forma, Zacarias e Isabel só tiveram João Batista na velhice (Lc 1.5-25). O termo “família” expressa em si mesmo a ideia de que o homem não foi criado para viver só, isolado e na solidão, mas em amor, companheirismo e responsabilidade de pacto (Gn 2.18).13 Família é um conceito de pacto, que une um homem e uma mulher (Ml 2.14). O casamento é o início de uma nova família, um novo lar, uma nova vida que começa como realização dos sonhos dos noivos.
       O casamento é uma instituição estabelecida pelo Criador (Gn 2.18-24) e sancionada pelo Senhor Jesus Cristo, com sua presença nas bodas de Caná da Galileia (Jo 2.1-6). Consiste na união de um homem e uma mulher que se amam e se respeitam. É a melhor e a mais sólida estrutura social que Deus estabeleceu, com três propósitos, a saber: a) para que o casal edifique um altar de adoração a Deus em seu lar; b) para a felicidade humana; c) para conservar a raça humana sobre a terra – a procriação. O apóstolo Paulo ressaltou a pureza e a santidade do ato conjugal ao compará-lo com a união mística entre Cristo e a sua Igreja (2 Co 11.2; Ef 5.22-33).
      A família não é invenção humana; ela é sagrada e foi instituída por Deus na criação: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.27, 28) e ratificada e sanificada pelo Senhor Jesus com a sua presença no casamento de Caná da Galileia (Jo 2.1- 11). As palavras “macho e fêmea os criou” mostram que o homem, ’ādām, em hebraico aqui, significa ser humano. A recente edição da Bíblia, Nova Versão Transformadora (NVT), traduz assim o v. 27: “Assim, Deus os criou seres humanos à sua própria imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou”, explicando no rodapé o significado ’ādām. Sem dúvida, o relato da criação aqui remete à igualdade ontológica de ambos (Gl 3.28), pois ambos são portadores da imagem divina; a diferença é em sexualidade (1 Pe 3.7).
     A Bíblia ilustra essa união entre um homem e uma mulher com a comunhão de Deus com seu povo Israel (Is 54.5) e de Cristo com a sua Igreja (2 Co 11.2; Ef 5.22-33). Deus instituiu a família para a procriação do gênero humano sobre a terra, para a multiplicação da espécie humana: “Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra”, e para o bem-estar espiritual, emocional e físico, o companheirismo e a felicidade do casal, isto é, do homem e da mulher (Gn 2.18-25). Ao unir esse casal, Adão e Eva, estava Deus instituindo o casamento. É de Myer Pearlman essa declaração: “A natureza dessa união foi instituída por Deus com o primeiro casal humano, Adão e Eva, lá no jardim do Éden; seu propósito foi proporcionar felicidade à raça humana. Desde então os seres humanos a têm praticado, e, para dar-lhe consistência, a têm legalizado. Pode dizer-se que o matrimônio é o contrato legal de uma união espiritual” (PEARLMAN, 1987, pp. 6, 7).
     A família é um dos temas importante da Bíblia. A atenção que Deus dá a família não deve passar despercebida. A família consta desde o relato da criação. O Gênesis é o livro das origens de todas as coisas: dos céus e da terra, do homem e do pecado, do sacrifício e da promessa de redenção, do casamento e da família, do homicídio, das nações, das línguas e da nação de Israel. A historicidade dos seus três primeiros capítulos é confirmada em toda a Bíblia. Há no Decálogo pelo menos três preceitos em defesa da família – o quinto: “Honra a teu pai e a tua mãe” (Êx 20.12; Dt 5.16), o sétimo: “Não adulterarás” (Êx 20.14; Dt 5.18), e o último: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo” (Êx 20.17; Dt 5.21). A Lei de Moisés dispõe de diversos preceitos para proteger a família. O Antigo Testamento traz diversos conselhos e orientações para a harmonia e a alegria no lar. O Novo Testamento não é diferente. Quando o Senhor Jesus Cristo trata do assunto do divórcio, condenando o adultério e toda a formação de prostituição, e mencionando os preceitos do Decálogo, está na mesma linha do Antigo Testamento. O apóstolo Paulo é mais específico no aconselhamento de casais e no relacionamento de pais e filhos (1 Co 7.1-40; Ef 5.22-33; 6.1-4; Cl 3.18-21; 1 Tm 2.9-15; 3.4, 5, 8-16; Tt 2.1-8). O apóstolo Pedro também aconselha os casais (1 Pe 3.1-7).
      O ensino transmitido pelas famílias cristãs aos filhos é uma contribuição importante na construção de uma sociedade justa e solidária. Mas o mundo espera uma solidariedade sem Deus, e paz e justiça sem Jesus; o modelo mundano é uma afronta a Deus, por isso os expoentes ateus e incrédulos veem na família uma ameaça e assim procuram eliminá-la com suas leis. Tudo o que é de Deus ou provém dele é odiado pelo reino das trevas. Jesus disse: “Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim” (Jo 15.18). Daí esse desprezo pela família cristã.

PRINCÍPIOS BÁSICOS
     São três os princípios básicos originais do casamento estabelecido pelo Criador: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). O fato de o homem deixar pai e mãe e “apegar-se-á à sua mulher” remete a dois princípios fundamentais: a heterossexualidade, pois o casamento é entre um homem e uma mulher; e a monogamia, porque está escrito “à sua mulher” e não “às suas mulheres”. O homem deve se casar com uma só mulher. O terceiro princípio original é o da indissolubilidade, “e serão ambos uma carne”.
       A heterossexualidade é o relacionamento conjugal com aprovação divina dentro do casamento. Quando Deus disse: “Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1. 28), estava se referindo ao casal “macho e fêmea” (v. 27). Isso diz respeito à procriação, que só é possível pelo ato conjugal entre um homem e uma mulher. Com o avanço dos recursos científicos, é possível o invento de muitas coisas, mas esses princípios são invioláveis, a heterossexualidade e dentro do casamento, numa relação sexual responsável. Ninguém tem o direito de fazer o que quiser com o seu corpo, pois está escrito que ele pertence a Deus e não a nós mesmos (1 Co 6.20; 7.23), e nem a outrem sem responsabilidade. A ideia gnóstica é de que o corpo é por natureza mau, mas não danifica a pureza do espírito; assim pode-se fazer dele o que quiser é completamente falsa, pois Deus veio ao mundo num corpo (Jo 1.14; Hb 10.5), o nosso corpo é a morada de Deus e do Espírito Santo (1 Co 3.16; 6.19) e Deus irá ressuscitá-lo (1 Co 15.42). Assim, o corpo deve ser conservado em santidade (1 Ts 5.23). A heterossexualidade é pecado fora do casamento; isso se chama adultério ou fornicação.
        A prática homossexual é condenada de ponta a ponta na Bíblia (Gn 19.4, 5; Lv 18.22; 20.13; Jz 19.22; Rm 1.24-28; 1 Co 6.10; 1 Tm 1.9, 10; Jd 7); mesmo assim, há um esforço concentrado de eliminar essa condenação exarada no Livro de Deus, até mesmo por alguns “teólogos”. Eles podem até convencer as Nações Unidas, a Organização Mundial de Saúde, os parlamentares do mundo inteiro, todos os governantes da terra, mas jamais poderão convencer o Deus do céu, autor da Bíblia.
       A monogamia é o sistema que estabelece o casamento de um homem com uma única mulher e vice-versa, estabelecido por Deus na criação: “apegar-se-á à sua mulher” (Gn 2.24). O texto não diz “às suas mulheres”; este é o princípio original. O vocábulo vem de dois termos gregos: monós, “único”, e gamos, “casamento”. O sistema monogâmico é o oposto da poligamia e da poliandria.14 O modelo divino original é resgatado no cristianismo, a começar pelo Senhor Jesus ao ratificar a instituição no relato da criação (Mt 19.4-6). O apóstolo Paulo também reafirma esse princípio: “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (1 Co 7.2). E, mais adiante, nos requisitos para os presbíteros, cujo ensino vale para todos os cristãos, o apóstolo afirma: “marido de uma só mulher” (I Tm 3.2). Havia no começo do cristianismo muitas famílias polígamas, provenientes tanto dos judeus como dos gentios. Eram situações que não podiam ser facilmente resolvidas. Essas pessoas abraçaram o evangelho de Jesus, nasceram de novo. O que deviam fazer com suas mulheres e filhos? Muitos ficaram assim, nessa condição, mas não podiam exercer cargos na Igreja.
      O termo “poligamia” vem de duas palavras gregas: polys, “muito”, e gamos, “casamento”. Trata-se do sistema social que permite a um homem se casar com mais de uma mulher ao mesmo tempo, e isso foi introduzido pelo pecado (Gn 4.19). No antigo Oriente Médio, era mais uma ostentação de poder (1 Rs 11.1-3). A poligamia nunca foi um mandamento; simplesmente aparece na legislação mosaica (Êx 21.9, 10; Dt 21.15). Os judeus abandonaram essa prática, mas os muçulmanos ainda a mantêm. Ela não aparece no Antigo Testamento depois da monarquia, exceto no caso de alguns reis, como Davi e Salomão, isso mostra que nesse período não era estilo de vida do povo, mas exceção.
      A indissolubilidade do casamento está no propósito divino desde o princípio da criação, como disse Jesus: “Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.4-6). O Senhor Jesus está dizendo que a vontade de Deus expressa nas palavras de Gênesis 2.24 é a indissolubilidade. Isso é da natureza do casamento, independentemente da confissão religiosa dos nubentes. Deus está presente no voto solene durante o pacto do casamento, a cerimônia, qualquer que seja o regime, cultura regional ou época. Essa verdade está presente numa repreensão divina à falta de fidelidade conjugal: “Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto” (Ml 2.14). Assim, o casamento é mais que um contrato jurídico; é uma união espiritual e indissolúvel.
      O divórcio é um remédio amargo para uma solução inglória. A Bíblia não incentiva nem encoraja o divórcio (1 Co 7.10, 11); apenas o permite em situações específicas por causa da pecaminosidade humana (Mt 19.7, 8). Em termos genéricos, pode-se afirmar que casamento só termina pela morte de um dos cônjuges (Rm 7.4), pela infidelidade conjugal (Mt 5.31; 19.7) ou pela deserção por parte do cônjuge descrente (1 Co 7.14, 15). A nota de rodapé sobre 1 Coríntios 7.8-16 da Bíblia de Estudo Apologia Cristã, publicação da CPAD, conclui assim o assunto:
       Paulo não estava contradizendo o ensinamento de Jesus, nem fazendo acréscimos a ele, mas aplicando-o a um contexto particular. As Escrituras apresentam duas claras infrações ao concerto do casamento (Gn 2.24; Mt 19.5): a deserção (que infringe a instrução de “apegar-se”) e o adultério (que infringe a instrução de ser “uma só carne”); em minha opinião, estas infrações são motivos legítimos para o divórcio (e, portanto, um novo casamento). Onde esta ruptura não tiver ocorrido, o novo casamento depois do divórcio não é opção aceitável. Quando possível, todavia, a reconciliação é o ideal.
     
      O cônjuge vítima de traição e de deserção não estará em adultério se contrair novas núpcias.
13 Pacto é o mesmo que uma aliança, um concerto; o termo vem do hebraico berît e do grego diathēkē, é uma obrigação entre pessoas, como amigos, marido e mulher; entre grupos de pessoas; ou entre divindade e indivíduo ou um povo. O verbo “fazer” presente em “fazer aliança, pacto, concerto” corresponde ao hebraico kārat berît, que literalmente significa “cortar aliança, pacto ou concerto”. Isso porque sua origem está no sacrifício de animais que são partidos ao meio durante a cerimônia de um pacto (Gn 15.9-18; 31.44-54).
14 A poliandria é o sistema social e familiar que inclui a pluralidade de maridos; é a poligamia às avessas, quando uma mulher pode ter mais de um marido ao mesmo tempo. Não é muito comum, mas ainda pode ser visto na região do Tibet.


R E F E R Ê N C I A S
B I B L I O G R Á F I C A S
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VINE, W. E. Diccionario expositivo de palavras del Nuevo Testamento, 4 vols. Barcelona,

A RAZÃO DA NOSSA FÉ
Esequias Soares 📚



SUBSÍDIO DIDÁTICO
Família, Projeto Divino
     Na sociedade hebraica a família era o âmago da estrutura social. Na Tanach, exclusivamente em Berê'shlth (Gênesis), encontramos o princípio judaico-cristão da família no texto que diz: "E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão, E disse Adão; Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do vario foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne, E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam' (Gn 2.18,21-25), Segundo o filósofo Lévi-Strauss, o princípio da família é dado pelo texto da Escritura que diz: 'deixará o varão o seu pai e a sua mãe', regra infrangível ditada a toda a sociedade para que possa estabelecer-se e durar" (BENTHO, Esdras Costa, A Família no Antigo Testamento; História e Sociologia, Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p.23).
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A Constituição do Núcleo Familiar.
      A constituição do núcleo familiar a priori composta por um homem e uma mulher. Mais tarde, acrescentou-se ao casal os filhos gerados dessa união. A partir do nascimento dos primeiros filhos, a família tornou-se o primeiro sistema social no qual o ser humano é inserido.

      A primeira família, formada apenas duas pessoas, tornou-se numerosa meio dos filhos que, ao serem gerados, se inseriram ao núcleo familiar um indo diversos papéis dentro do ema: filho, irmão, neto, primo, etc. A família não foi criada, portanto, como um sistema fechado, mas dinâmico, e, com passar do tempo, o número de seus membros foi aumentando gradativamente, e destes formando novos núcleos familiares ligados por consanguinidade e afinidade. Para mencionar mais uma vez Lévi-Strauss, este considerava que o grupo familiar tem sua origem no casamento. Este núcleo é constituído pelo marido, pela mulher e pelos filhos nascidos dessa união, bem como por parentes afins aglutinados a esse núcleo. No contexto desse sistema familiar, cada membro do grupo passa por uma série de funções ou papéis sociais determinados tanto por fatores exógenos, que estão ligados aos cenários sociais próximos a ele, como por endógenos, ligados a idade, sexo e maturação psicológica" (BENTHO, Esdras Costa. A Família no Antigo Testamento: História e Sociologia. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.25-26).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Prezado professor, prezada pro­fessora, reproduza o esquema abaixo na lousa ou em cópias:
CASAMENTO

MONOGAMIA

HETEROSSEXUALIDADE

INDISSOLUBILIDADE


SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
Os Apelos da Consciência
      O apóstolo Paulo entendeu a ligação entre uma consciência cristã e uma mente espiritual. Ele escreveu: 'Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós ternos a mente de Cristo' (l Co 2.15,16).

      O cristão que tem a mente de Cristo conhece a sua vontade e seu propósito, por isso ele aprende a viver com uma consciência dos valores morais e espirituais estabelecidos por sua Palavra. Quando praticamos alguma ação, dizemos uma palavra, pensamos algo ou adotamos alguma atitude, devemos agir com uma mente espiritual. Ao avaliar essas várias situações, nossa consciência acenderá sua luz verde ou vermelha, concordando ou discordando; acusando ou defendendo. O julgamento da consciência será de acordo com o senso de justiça que a estiver dominando, se estiver purificada, jamais ela concordará com o erro; se contaminada, ela não conseguirá julgar corretamente. Devemos sempre comparar nossas ações à luz da justiça que a Bíblia apresenta. Nossas ações devem corresponder à uma consciência baseada na Palavra de Deus (2 Tm 3.16,17)" (CABRAL, Elienai. A Síndrome do Canto do Galo: Consciência Cristã. Um desafio à ética dos tempos modernos, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.134).
 

         
          ADULTÉRIO (O Ato Conjugal - Tim e Beverly LaHaye) 📌
Uma pessoa pode ser realmente perdoada por um adultério cometido?
Os pecados de adultério, homossexualismo e assassinato eram considerados crimes capitais na Bíblia, já que eram punidos com a pena de morte (Lv 20.10). Na Palavra de DEUS, está evidenciado de forma clara, que a vida humana é da maior importância para DEUS, e esses pecados atentam contra a perpetuação da vida. Mas, apesar disso, o sangue de CRISTO, vertido na cruz, pode purificar estes e outros pecados (1 Jo 1.7,9). Outra evidência do perdão de DEUS para esse pecado é o fato de JESUS haver perdoado a mulher adúltera (Jo 8.1-11), e a samaritana que tivera cinco maridos e na ocasião estava vivendo com outro (Jo 4.1-42).
O crente pode cometer adultério?
O crente pode cometer qualquer pecado que o homem conhece, mas se é realmente "nascido de novo", não poderá evitar o sentimento de culpa que lhe sobrevém da parte do ESPÍRITO SANTO (Jo 16.7-11). Por essa razão, Paulo desafia os cristãos a que andem segundo o ESPÍRITO e não segundo a carne (Gl 5.16-21). Se um crente abriga pensamentos impuros no coração durante algum tempo, fatalmente virá a praticar a ação. Foi por isso que CRISTO colocou em pé de igualdade os pensamentos impuros e o adultério (Mt 5.28). Nestes nossos dias de tanta tentação no plano sexual, é imprescindível que guardemos nossa mente.
Como posso perdoar meu cônjuge por um ato de infidelidade?
Provavelmente, não existe maior traição da confiança do que a da infidelidade conjugai. Portanto, é bastante comum a parte ofendida ter grande dificuldade em perdoar o cônjuge. Mas essa angústia e ressentimento não devem ser abrigados indefinidamente, pois, embora esta atitude possa ser compreensível, o fato é que o relacionamento dos dois não pode basear-se num ressentimento. Ê por esse motivo que outros casais se separam, após um ato de adultério, mesmo que o ofensor se arrependa e não prossiga em sua conduta.
O Senhor ensinou a necessidade do perdão em Mateus 6.14,15 e Efésios 4.32, bem como em muitas outras passagens. DEUS nunca nos dá uma ordem que não sejamos capazes de cumprir, pois ele nos capacita a isso. Portanto, se você quiser perdoar, você conseguirá. Mas, se preferir alimentar amargura e mágoa, provavelmente nunca superará o problema. Certa vez indaguei de uma senhora que fora traída pelo marido, o seguinte: "A senhora quer ser feliz ou infeliz pelo resto da vida? A decisão é sua!"
Como posso perdoar a mim mesmo por ter sido infiel ao meu cônjuge?
A infidelidade é um dos maiores golpes que pode sofrer um casamento, pois desencadeia uma série de conseqüências más, sendo que uma das maiores é justamente o sentimento de culpa que envolve o transgressor. Já vimos pessoas com esse sentimento de culpa chegarem a um esgotamento nervoso. A Bíblia diz: "O caminho dos pérfidos é intransitável." (Pv 13.15.) E isso é particularmente aplicável a quem se torna culpado de pecados de natureza sexual.
O autoperdão começa com o perdão divino. Quando você compreender que, pela confissão feita a DEUS, o sangue de JESUS CRISTO o purificou de toda injustiça, poderá perdoar a si mesmo. Há duas coisas que podem acelerar este processo: (1) pegue uma concordância bíblica e anote a referência de todos os versos que tratam da questão do perdão dos pecados; leia-os várias vezes; (2) com base em 1 João 1.9, todas as vezes que se lembrar do pecado, pare e agradeça a DEUS, pela fé, por haver-lhe perdoado. Aos poucos, você aprenderá a aceitar o perdão como um fato consumado, ao invés de ficar condenando a si mesmo por um pecado confessado.
Já confessei o pecado de adultério a DEUS, e não tenho intenção de repeti-lo. Devo contar a meu cônjuge?
 
Embora existam muitos outros fatores que devem ser considerados e que não estão incluídos nesta pergunta, geralmente recomendamos que não se conte ao cônjuge, desde que as condições abaixo sejam preenchidas.
1. Arrependimento genuíno e confissão do pecado a DEUS.
2. Cessação do relacionamento ilícito, evitando-se qualquer tipo de conduta para com a outra parte.
3. Estabelecimento de salvaguardas espirituais, isto é, oração e meditação diárias, participação regular nos trabalhos da igreja e uma conversa franca com o pastor.
Uma vez que meu cônjuge comete adultério, posso confiar nele novamente? Um pecado cometido não facilita a comissão de outros?
Isso depende de o indivíduo haver-se arrependido do pecado, confessado a DEUS e ao seu cônjuge, e cessado todo contato com a outra pessoa. Se estas coisas ocorreram, seria sensato de sua parte dar ao cônjuge a oportunidade de provar sua sinceridade, perdoando-o e esquecendo o passado. De outra forma, você estaria apenas dizendo-lhe: "Você fez a cama, agora deite-se nela."
Você deve aproveitar uma ocasião como esta, para fazer uma análise franca de sua vida, e procurar descobrir meios de modificar suas próprias atitudes e comportamento, de maneira que, com a ajuda de DEUS e a aplicação dos princípios bíblicos à sua vida, você se torne uma esposa (marido) melhor no plano espiritual, emocional e físico. Quando um homem ou mulher comete infidelidade, geralmente, o cônjuge fiel, de alguma forma, deixou de atender aos desejos e necessidades do outro.
Num casamento em que os dois ou pelo menos um é crente, eles devem esgotar todos os recursos possíveis para a reconciliação, antes de apelarem para a separação, mesmo que haja um caso de adultério. A separação deve ser o último recurso, depois que haverem feito, sinceramente, várias tentativas de reconciliação.

(O Ato Conjugal - Tim e Beverly LaHaye)
No Oriente Próximo o noivado (no Talmude, erüsïn e qiddüshïn) é quase tão definitivo como o próprio casamento. Na Bíblia a mulher comprometida em noivado era algumas vezes chamada de ‘esposa’ e estava obrigada à mesma fidelidade (#Gn 29:21; Dt 22:23,24; Mt 1:18,20), e o noivo era algumas vezes chamado de ‘esposo’ (#Jl 1:8; Mt 1:19). Entre os hebreus ligava-se ao noivado os mesmos direitos e deveres do casamento. Uma vez que o noivado era um compromisso assumido, seu rompimento era considerado caso de infidelidade. Um caso típico na Bíblia, que podemos citar como exemplo, é o de José, que desejava desmanchar o noivado por causa de uma suposta infidelidade de Maria: "Ora, o nascimento de JESUS CRISTO foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada [noiva] com José, antes de se ajuntarem [casarem], achou-se ter concebido do ESPÍRITO SANTO. Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente". (#Mt 1:18,19). Vemos nesta passagem, José querendo separar-se [divorciar] de sua futura esposa porque presumia que ela lhe tivesse sido infiel. É claro que José não poderia ser considerado "justo", se sua separação não fosse por causa de infidelidade de Maria, pois nesse caso o infiel seria ele, em não cumprir o compromisso assumido.
Se Maria tivesse mantido relações com outro homem, no período de seu noivado, teria ela cometido o pecado de fornicação, e não de adultério. Nesse caso o divórcio, ou separação, formalizado por meio do libelo de repúdio (#Mt 5:31,32) era plenamente lícito.
O mesmo não pode ser dito em relação ao cometimento de adultério, embora muitos queiram apoiar o divórcio com base numa interpretação equivocada de Mateus 19:9.
Vejamos o que significam as palavras de JESUS nessa passagem, nas diversas traduções da Bíblia.
A Almeida Revista e Corrigida usa prostituição (#/RC Mt 19:9).
A Almeida Revista e Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira e a Almeida Versão Brasileira usam infidelidade.
A Almeida Edição Contemporânea da Editora Vida (Bíblia Thompson) usa prostituição.
A Almeida Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica Brasileira de 1959 usa adultério.
A Almeida Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica Brasileira de 1993 usa relações sexuais ilícitas.
A Alfalit Brasil de 1997 usa adultério.
A Bíblia na Linguagem de Hoje usa adultério.
A Nova Versão Internacional usa imoralidade sexual.
O Novo Testamento Versão Fácil de Ler da Editora Vida Cristã usa imoralidade sexual
A Vulgata Latina de Jerônimo usa fornicação.
Tradução do Padre Matos Soares baseada na Vulgata - Edições Paulinas usa fornicação.
A Almeida Corrigida Fiel da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil usa fornicação.
Com o surgimento de novas versões da Bíblia, chamadas versões modernas, nota-se uma tendência cada vez maior para apoiar o divórcio. As duas únicas versões que traduziram o termo grego fielmente, são a Vulgata Latina de Jerônimo, a Tradução de Matos Soares das Edições Paulinas e a Almeida Corrigida Fiel da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil. Estudemos agora o texto grego:  O Adultério só pode ser cometido por pessoa casada quando mantém relação sexual com outra pessoa que não é seu cônjuge. A fornicação só pode ser cometida por pessoas solteiras que mantêm relação sexual entre si.
Moicheía (adultério) é uma coisa e Porneía (fornicação) é outra. Esses termos não são sinônimos.  A tradução de porneia para relações sexuais ilícitas não é adequada porque essa expressão inclui grande variedade de significados. Toda relação sexual cometida fora do casamento é relação sexual ilícita, portanto a própria fornicação é um tipo de relação sexual ilícita, assim como o adultério, mas adultério não é fornicação e vice-versa.
A prostituição é também uma relação sexual ilícita. Se for cometida por um homem casado, que paga uma prostituta para manter relação sexual com ela, este homem comete adultério, e não fornicação. Se um homem solteiro procura uma prostituta, ele comete fornicação com ela. Porneía é traduzida de diversas maneiras. Porneía pode ser prostituição, imoralidade, impureza, devassidão, etc.., MAS NUNCA ADULTÉRIO!
Portanto o adultério não é uma cláusula explicita para o divórcio. O divórcio só poderia ser concedido com o cometimento de porneia. O que JESUS afirmou em Mateus 19:9 é que um casal compromissado pelo noivado poderia separar-se em caso de Porneia. Isto é óbvio, se eles ainda não eram casados, como poderiam cometer adultério? Se fossem casados e se separassem, estariam cometendo adultério. Mas o adultério (moicheía) não permitia a separação, mas sim a fornicação (Porneia).
Portanto JESUS nunca apoiou o divórcio sob qualquer circunstância; nem poderia. Seria absurdo supor que JESUS iria contrariar a própria palavra de DEUS: (#Ml 2:16).
Poucos decênios antes de CRISTO dois célebres mestres: Shamai e Hillel se engalfinharam numa fervorosa e acirrada competição que levantou o ardor dos fariseus dividindo-os quanto aos motivos suficientes para o libellus repuddi (libelo de repúdio).
Shamai, austero e rígido, admitia como motivo do repúdio somente um grave escândalo praticado pela mulher. Hillel, relaxado e laxo, entendia que qualquer ocorrência se constituía em pretexto para a quebra do vínculo, como descuido no cozimento que causasse o queimar a comida.
Ao tempo de JESUS permaneciam vivas e acesas as disputas entre as duas escolas seguidas ambas por entusiastas e árdegos adeptos. Ao provocar o Mestre objetivavam os fariseus descobrir qual das duas escolas JESUS CRISTO se simpatizava. Daí a pergunta que fizeram: "É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?" (#Mt 19:3). O "qualquer motivo" acrescido à pergunta questionava o sentido daquela "coisa feia" de Deuteronômio 24:1. (Veja #Dt 24:1).
A resposta de JESUS surpreendeu os fariseus. JESUS não defendeu nenhuma das posições existentes na época. Ele recusou tanto uma como a outra. Rejeitou a escola de Shamai, e Hillel recorrendo ao princípio no Éden.
"O Mestre recorre ao postulado esculpido na primeira página do Gênesis para dela extrair a luminosa conclusão da inseparabilidade, da indestrutibilidade, da imprescritibilidade, do pacto conubial. Nenhuma força humana o diluirá. Nenhum motivo, grave ou superficial, poderá justificar sua ruptura. O pensamento cristalino de JESUS CRISTO exteriorizado em sua palavra límpida, sem possibilitar qualquer sombra de dúvida, é consentâneo com sua missão de amor. Em sendo Ele encarnação do amor de DEUS... destoaria de sua missão e da sua própria personalidade se propugnasse pelo divórcio. Ou se lhe permitisse qualquer brecha. Amor e divórcio são termos irreconciliáveis. Instalados em pólos opostos. Divórcio é separação. Dissolução. Desunião. Ruptura. Desamor. Anti-amor. Contra-amor. Divórcio é abandono. Afastamento. ‘APOSTASION’ no grego original do Novo Testamento (#Mt 5:31; 19:7; Mc 10:4). Divórcio á APOSTASIA do amor! E JESUS CRISTO, o Amor de DEUS Encarnado, porventura confirmaria e apoiaria a APOSTASIA DO AMOR? Arrolar o Sacratíssimo Nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO como depoente favorável ao divórcio é injuriar-lhe a personalidade e conspurcar-lhe a missão.".
"Ora, consoante o reconhecimento de Adão: ‘e serão ambos uma carne’ (#Gn 2:14) confirmado e ratificado por Nosso Senhor JESUS CRISTO: ‘E serão os dois uma só carne; e assim já não são dois, mas uma só carne’ (#Mc 10:8), os cônjuges já não são partes independentes. Tanto mais que o casamento é um retrato da união entre CRISTO e sua Igreja (#Ef 5:23-32). Se fosse possível se desenlaçarem CRISTO e a Igreja, também o matrimônio poderia dissolver-se.".
Os divorcistas consideram o divórcio como uma "conquista da civilização". É embuste! É inquestionável constatação da história: em toda época de decadência moral a mulher se inferioriza. Também hoje a mulher é inferiorizada. Nesta trágica sociedade de consumo, quando a mulher se supõe em elevação na sociedade, transforma-se em mero artigo de consumo. Até em propaganda de vendas de apartamentos há de aparecer uma mulher desnuda... E é precisamente nesta fase desgraçada da história dos homens que se apresenta o divórcio como conquista da civilização.
"O Código de Eshunna (Babilônio), o mais antigo (do século XX antes de CRISTO) e o código de Hammurabi, rei da Babilônia, descoberto em 1902, mencionam o divórcio. A legislação daqueles afastados tempos, de si mesma, não implantava o divórcio então em prática constante como uma das chagas sociais. Tentava reprimir os seus abusos e coibir seus trágicos resultados. Cito alguns exemplos: ‘Se um homem rejeita a sua mulher depois de haver tido dela alguma prole e toma outra esposa, seja expulso de casa e perca seus bens e vá conviver com aquela que preferiu’ (Eshunna, 59). O rei babilônio parece-nos mais humano, embora contemporâneo da técnica do machado, do que os homens da técnica da televisão e dos aviões a jato. Outro exemplo: ‘Se um homem é feito prisioneiro e em sua casa não há o que de comer, e antes de seu regresso a mulher desposa outro homem gerando filhos; se o marido retornar e voltar à própria terra, aquela esposa voltará ao primeiro marido; os filhos ficarão com o próprio pai’ (Hammurabi, 135).". Moisés viveu naquela época. A brutalidade dos corações dos homens de todos os povos atingiu também o povo judeu. Propenso este à prática do divorcista, Moisés reconheceu a necessidade de legislar sobre a matéria para coibir abusos. Jamais defendeu a legitimidade da dissolução do liame conubial. Como sábio legislador diante de uma conjuntura social, suportou-a para reduzir-lhe a possibilidade e mitigar-lhe os efeitos nocivos naquela fase de hiato da Lei dentro da vigência do Evangelho da Graça.
Petulantes e falsos acusadores, os fariseus disseram a JESUS CRISTO: "Então por que MANDOU Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?" (#Mt 19:7). O Mestre Polemista recusou a corrupção farisaica ao corrigir a expressão e a idéia dos seus contendores: "Moisés PERMITIU" (#Mt 19:8). Ele não MANDOU (eneteilato). PERMITIU (epetreqen) (See Definition... 2010). Moisés foi obrigado pelas circunstâncias a tolerar o divórcio, vemo-lo, contudo, preocupado em reprimir os abusos e os pretextos frívolos (#Dt 22:13-19,28,29; 21:10-14; 24:1-4).
Esta tolerância por parte de Moisés não lhe arranha sequer o conceito de fidelidade ao plano inicial do Criador. Por isso, O Mestre salientou aos fariseus a razão dessa tolerância: "por causa da dureza dos vossos corações" (#Mt 19:7). A cláusula de exceção, por conseguinte, não é uma exceção. Trata-se de um entre parêntese feito por JESUS no decorrer de sua exposição. Entendendo-se corretamente essa palavra: "Assim não são dois, mas uma só carne. Portanto o que DEUS ajuntou não separe o homem" (#Mt 19:6).
Os discípulos compreenderam plenamente a proclamação de JESUS e completamente nova para os judeus e lhe observaram: "Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar" (#Mt 19:10). A rigidez do assunto é radical e de difícil alcance para os homens a ponto de o Mestre frisar: "Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido" (#Mt 19:11).
Que os cristão-divorcistas supliquem ao Senhor a graça de entender essa palavra de Nosso Senhor JESUS CRISTO!
Autor: Pastor Luiz Antonio Ferraz - Fonte: Cd estudos obreiro aprovado - Site: www.palavraprudente.com - Adaptação: Pr. Adelcio Ferreira

“Portanto, o que DEUS ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6).
Veja que está dito que quem ajuntou foi DEUS, o casamento é de DEUS e só ELE pode separar o casal, porém nunca isso é o seu desejo.

Interceda por sua família.
Definição de Intercessão:

Interceder é colocar- se no lugar de outro e pleitear a sua causa, como se fora sua própria. É estar entre DEUS e os homens, a favor destes, tomando seu lugar e sentindo sua necessidade de tal maneira que luta em oração até a vitória na vida daquele por quem  intercede.


FONTE: Apazdosenhor.org




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