Lição 13 – Missões nos Dias Atuais
(Pr. Alexandre Ouverney)
INTRODUÇÃO – At 13.1-10
A Igreja e a obra de missões – Quando, onde e como
fazer missões?
1 - ONDE?
Mc 16.15 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o
evangelho... At 1.8b “e ser-me-eis testemunhas
tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e
até aos confins da terra.”
1.1 – Por todo o mundo...
– Jerusalém – Nossa casa – Família (Marido, esposa,
filhos, noras genros);
– Judéia – Os que estão perto – A parentela (pais,
irmãos, tios, primos), os vizinhos, os “próximos”
– Samaria – Os desprezados, os rejeitados, os
renegados, os abandonados, os desconsiderados;
– Até os confins da terra – Em todo lugar onde pôr a
planta dos teus pés - os perdidos;
2 – QUANDO?
2 Tm 4.2 “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora
de tempo,...”
2.1 – Em todo o tempo – Jo 9.4 “Convém que eu faça as
obras daquele que me enviou, enquanto é dia: a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.”
2.2 – Na perseguição – At 11.19 “E os que foram
dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estevão caminharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia,
não anunciando a ninguém a palavra senão somente aos judeus”.
2.3 – Nas tribulações – At 14.21,22 “E, tendo
anunciado o evangelho naquela cidade, e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia.
Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas
tribulações nos importa entrar no reino de Deus”.
3 – COMO?
3.1 – Tendo sido chamado – Mc 16.15 “Ide por todo o
mundo, pregai o evangelho a toda criatura”
3.2 – Aprendendo para ensinar - Mt 28.19 “Portanto
ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”;
3.3 – Em obediência ao Espírito – At 13.2 “E, servindo
eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os
tenho chamado”.
4 – COMO FAZER MISSÕES?
4.1 – Indo – At 3.15 “Vai, porque este é para mim um
vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel”. At 17.2
“E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as
escrituras, expondo e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos. E este
Jesus que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo”.
4.2 – Sustentando materialmente – Lc 10.7,8 “E ficai
na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não
andeis de casa em casa. E, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos
puserem diante”.
4.3 – Sustentando espiritualmente – Cl 4.2,3
“Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; orando também juntamente por nós, para que Deus nos
abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso”;
5 – CONCLUSÃO
Quando ser missionário? Em todo o tempo;
Onde ser missionário? Onde eu estiver;
Como ser missionário? Três formas:
- Indo ao campo – ponta de lança;
- Apoiando os que vão – sustento material;
-
Orando pelos missionários – sustento espiritual.
FONTE: ADVEC – ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM CRISTO | TAQUARA
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
CLASSE DOS PROFESSORES
📌A Ressurreição e Ascensão de Cristo
Encarnação,
Crucificação, Ressurreição, são os grandes fatos ou verdades fundamentais da
igreja - do cristianismo. A encarnação era necessária para a crucificação, e
ambos para a ressurreição. É a bendita verdade de que Cristo morreu na cruz
pelos nossos pecados, mas é igualmente verdade que o crente morreu em Sua morte
(Veja Romanos 8; Colossenses 2). A vida cristã é vida em ressurreição. A igreja
é edificada sobre o Cristo ressuscitado. Nenhuma verdade pode ser mais bendita
e maravilhosa do que a encarnação e crucificação, mas a igreja está associada
com aquEle que está, agora, ressuscitado e glorificado.
Em Atos 1 temos aquilo que está conectado à
ressurreição e ascensão do Senhor, e também com as ações dos apóstolos após a
descida do Espírito Santo. O bendito Senhor, mesmo em ressurreição, ainda fala
e age por meio do Espírito Santo. Foi "através do Espírito Santo" que
Ele deu ordens aos apóstolos que Ele escolheu. Isso é digno de nota especial,
pois nos ensina duas coisas:
1. O caráter de nossa união com Cristo; o Espírito
Santo no cristão, e no Senhor ressurreto, une a ambos. "O que se ajunta
com o Senhor é um mesmo espírito." Pelo "mesmo Espírito" eles
são unidos.
2. Esse importante fato aponta para a bendita verdade
do Espírito Santo habitando e agindo no cristão, até mesmo depois que realmente
ocorrer a ressurreição. Então não haverá mais - como há agora - a carne em nós
para Ele combater, mas irá, calma e desimpedidamente, nos levar à completa
alegria do Céu - a feliz adoração, o bendito serviço, e a completa vontade de
Deus.
O Senhor ressurreto, a seguir, exorta os apóstolos,
que esperam em Jerusalém pela "promessa do Pai" que, diz Ele, ouviste
de Mim. "Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis
batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias." (Atos
1:5)
Não é mais uma questão de promessas temporais a Israel; estas devem ser
deixadas de lado até um dia futuro. A promessa do Pai sobre o Espírito Santo
era algo inteiramente distinto, e grandemente diferente em seus resultados.
Muitas coisas "concernentes ao reino de
Deus" foram conversadas entre o Senhor e Seus apóstolos, então Ele ascende
(sobe) ao Céu, e uma nuvem O recebe, fora da vista dos discípulos. O retorno do
Senhor é, então, mais clara e distintamente revelada: "E, quando dizia
isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o
a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que
junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram:
Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós
foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir."
(Atos 1:9-11) É bem evidente, a partir dessas palavras, que Ele subiu pessoalmente,
visivelmente, corporalmente, e que Ele também virá de novo da mesma maneira -
que Ele, novamente, aparecerá entre as nuvens, e será manifesto às pessoas na
Terra, pessoalmente, visivelmente e corporalmente; mas, nesse dia, será com
poder e grande glória.
Os apóstolos e discípulos agora aprenderam duas
coisas:
1. Que Jesus foi tirado deste mundo para o Céu;
2. Que Ele estaria voltando novamente a este mundo.
Com
base nesses dois grandes fatos o testemunho deles foi fundamentado. Mas
Jerusalém seria o ponto inicial de seu ministério, e eles deveriam esperar pelo
poder do alto. Chegamos, agora, ao
segundo grande evento, de extrema importância no que diz respeito à condição do
homem neste mundo - o dom (dádiva) do Espírito Santo. Agora seria não apenas
Deus por nós, mas Deus em nós. Isto aconteceu no dia de Pentecostes.
A
HISTÓRIA DA IGREJA
📌📌 A missão da igreja no novo século é cumprir o Ide
Quando estudamos sobre a missão da Igreja no mundo,
observamos que é uma missão simples e gloriosa. O evangelista Marcos definiu
bem o que Jesus falou sobre essa missão: “Ide por todo o mundo, pregai o
evangelho a toda a criatura”. O que entendemos nessa ordem é que a Igreja
deverá ir por todo o mundo e existe uma finalidade para isso. Atingirmos o
mundo tem como fim principal executarmos a propagação do Evangelho do Senhor
Jesus. Não é um evangelho próprio, da forma que queremos pregar, é o Evangelho
de Jesus. Sobre esse Evangelho, falou o apóstolo Paulo: “Porque não me envergonho
do evangelho de Jesus Cristo, pois é poder de Deus para salvação de todo aquele
que crê, primeiro do judeu e também do grego”, Rm 1.16. A missão da Igreja não
mudou. Continua a mesma. Isso porque o Evangelho é o mesmo. O Evangelho de
Jesus não muda, então a missão da Igreja também não muda.
Devemos ter cuidado é com os métodos de evangelismo, pois estes, sim, sofrem mudanças importantes de acordo com as mudanças dos tempos. Não podemos evangelizar nos dias de hoje como evangelizávamos 20 ou 30 anos atrás. Não dá certo. Os métodos deverão ser outros, senão não conseguiremos atingir os nossos objetivos com o nosso trabalho.
Estamos vivendo em um ponto decisivo da História. As mudanças em nossos dias são radicais e importantes. As coisas mudam com tanta rapidez que as únicas organizações que sobreviverão são aquelas cujo gerenciamento acompanhará as mudanças necessárias estabelecidas por este novo tempo.
Transformações
Com as mudanças dos tempos, está ocorrendo uma grande transformação em vários aspectos, que nos forçam mudar as estratégias no nosso campo de ação. Entre essas, destacaremos algumas:
1) Internacionalização – Devido às emergências da ideia global, a internacionalização facilita a comunicação. Em um só instante, descobrimos o que acontece em todo o mundo. Outro ponto importante da internacionalização é a migração de imensa quantidade de pessoas, que traz para a igreja uma série de implicações, e não só para a igreja, mas para a sociedade como um todo.
2) Urbanização – Segundo as estimativas, neste século, 50% da população mundial habitarão nas cidades, entre as quais 17 terão mais de dez milhões de habitantes, sendo sete delas no mundo mulçumano. A pobreza e a fome agora são maiores do que nunca na história da humanidade. Alguns sugerem que 900 milhões de pessoas serão pobres nesta época, 100 milhões das quais em pobreza absoluta. O desafio para o movimento missionário será tão esmagador que as missões terão de ser, por assim dizer, reinventadas. Se a Igreja deseja conquistar esta geração, precisa encontrar um jeito de manter apegada à verdade que mantém a nossa fé coesa, e ainda criar maneiras de responder às perguntas levantadas por uma geração esvaziada de conteúdo cristão. A demonstração de amor e do caráter transformador do Evangelho é a necessidade gritante desta hora.
3) Tecnologia – O mundo está sendo gerenciado pelo homem que usa a tecnologia como ferramenta de trabalho. O problema é quando o homem se deixa escravizar por ela. Não é muito fácil ser um cristão em uma era tecnológica, porque é necessário domínio próprio para não se deixar dominar por ela, pois o uso excessivo pode resultar numa imensa solidão. Hoje, se passa mais tempo com as máquinas do que com as pessoas. A comunicação é muito mais eletrônica, exigindo do homem um esforço para não se tornar impessoal e vazio. Veja o que diz a Bíblia em João 1.14: “O verbo se fez carne e habitou entre nós”. A Igreja é composta por aqueles que foram transformados. A vida congregacional é composta por gente que se relaciona com Deus e com as pessoas. Portanto, a Igreja televisiva e eletrônica não pode substituir a vida congregacional, porém pode ser usada como meio de divulgação do Evangelho e como uma segunda opção para aqueles temporariamente impossibilitados de chegarem à congregação.
4) Individualismo – Estamos vivendo uma época semelhante àquela por que passaram os israelitas na época dos juízes, em que cada um fazia o que era reto aos seus olhos, e veja que os resultados foram trágicos. Estamos repetindo o mesmo erro. Hoje, é cada um por si. Isso tem um reflexo direto na família. A família de hoje que não tem tempo para a comunicação pessoal, que não tem tempo para fazer as refeições junta, tem sido uma família fraca, sem base, sem raízes sólidas e, pior, muitas dessas famílias têm fracassado diante do individualismo, deixando de existir. A missão da Igreja junto às famílias é de uma importância tão grande que se não cuidarmos desse assunto, nossas igrejas também se tornarão vazias de afeto e relacionamento. Isso pode trazer uma derrocada moral, onde os bancos das nossas igrejas poderão se tornar testemunhas de pessoas cujas vidas estão distorcidas pelas consequências dos seus próprios pecados e pelas transgressões dos outros.
5) Qualidade de vida decrescente – Uma nova classe de pobres marginalizados no mundo de hoje é formada por mães solteiras, tornando maior a pobreza, e ninguém tem a solução para esse problema. Ainda convivemos com o aumento da violência, do crime, da instabilidade social, e o resultado é uma cultura pessimista. A moralidade decresce, o conflito aumenta, a solidão se intensifica, as famílias desintegram-se, o crime e a pobreza aumentam e a geração em formação tem poucas esperanças. Choro por dentro ao estudar essa matéria, pensando exatamente no que a Igreja deve fazer para minimizar essa situação que conta com uma demanda tão intensa. Que Deus nos ajude!
Crise
A nossa situação cultural de hoje representa uma crise, diante da qual levantemos duas questões cruciais:
1) De que forma realizamos a evangelização hoje em dia?
2) Como conseguimos transmitir o Evangelho a um mundo pós-moderno? Há uma grande diferença entre hoje e 100 anos atrás. Naquela época, as pessoas estavam adormecidas e não havia uma negação generalizada das verdades cristãs.
As pessoas estavam dependendo apenas de um toque que viesse despertá-las e incitá-las. Hoje, a fé em Deus praticamente desapareceu, o homem normal acredita que toda essa crença em Deus, na religião e na Salvação, esteve incubada na natureza humana por séculos. Já não é mais uma questão somente de imoralidade. A sociedade se tornou amoral. A própria categoria da moralidade não é reconhecida. Boa parte da sociedade não é apenas imoral; não existe moral.
Missão
Mais do que nunca, precisamos estar atentos para a forma de alcançarmos o mundo que está mergulhado num sistema cego e destruidor, e que mata rapidamente se não houver quem o resgate. Porém, não é de qualquer maneira que a Igreja vai conseguir isso. É mais difícil do que se pensa, não é apenas chegar e pregar; é ter consciência da responsabilidade que a Igreja tem e levar a sério essa realidade, seguindo passos importantes, dos quais sugiro alguns:
1) Não perder a identidade – O ponto inicial de fazer missões neste século é manter a identidade. Com o Evangelho fácil que tem chegado ao mundo nos dias de hoje, muitas igrejas estão iguais ao mundo. “Venham como estão e permaneçam do mesmo jeito”. Quando o mundo olhar para a Igreja e vê-la de forma igual a ele, a Igreja terá deixado de ser referência para ser mais uma organização igual às demais. A Igreja tem que ser diferente para manter a ordem no mundo; se ninguém consegue, a Igreja deverá conseguir. O mundo precisa urgentemente de mudanças principalmente na ordem espiritual, e a Igreja é a única referência.
Muitos líderes sem preocupação com as almas encenam uma “compaixão”, e fazem todo tipo de representação para conquistarem as pessoas, e até conseguem, mas o que observamos é que com a mesma rapidez que crescem, também acabam.
A Igreja de Cristo não veio para mudar a realidade do mundo, e deverá continuar assim até a Volta do Senhor. Estamos no mundo, mas não somos do mundo, somos diferentes e a nossa identidade não pode ser trocada. Custe o que custar, a Igreja precisa continuar sendo a referência.
2) Ter estratégias definidas – A forma de evangelização não é a mesma para todos os lugares. A Igreja precisa conhecer bem as culturas de onde ela pensa entrar. Cada lugar tem uma cultura diferente. Mesmo sendo próximos. A cultura diferencia um lugar do outro. As concentrações que fazíamos anos atrás já não estão mais funcionando em muitos lugares. Foi necessária a evangelização pessoal. E hoje, o homem tem se tornado solitário e demasiadamente ocupado, a ponto de encontrar-se com a família apenas uma vez por semana. A estratégiatem que mudar.
Devemos entrar nas faculdades, e para isso a Igreja necessita de mão de obra qualificada. Precisamos entrar nas Forças Armadas, e para isso a Igreja deve aproveitar bem os seus membros que ali se destacam. A Igreja deverá entrar na política, e para isso deverá preparar bem os seus representantes para que não envergonhem o Evangelho e sejam canais de salvação para os seus pares. E os menos favorecidos? A preocupação com eles é dobrada. Como evangelizar os pobres sem uma boa Secretaria de Ação Social? Haverá sempre necessitados conosco, a assistência social glorifica o nome de Jesus e mantém o trabalho da Igreja. Veja que, na hora de pregar, Jesus pregava; na ora de ensinar, Jesus ensinava; e na hora da necessidade, Jesus atendia, ainda que para isso tivesse que fazer milagre como foi o caso da multiplicação dos pães e peixes. Usemos de todas as formas corretas possíveis para conquistar o mundo.
Devemos ter cuidado é com os métodos de evangelismo, pois estes, sim, sofrem mudanças importantes de acordo com as mudanças dos tempos. Não podemos evangelizar nos dias de hoje como evangelizávamos 20 ou 30 anos atrás. Não dá certo. Os métodos deverão ser outros, senão não conseguiremos atingir os nossos objetivos com o nosso trabalho.
Estamos vivendo em um ponto decisivo da História. As mudanças em nossos dias são radicais e importantes. As coisas mudam com tanta rapidez que as únicas organizações que sobreviverão são aquelas cujo gerenciamento acompanhará as mudanças necessárias estabelecidas por este novo tempo.
Transformações
Com as mudanças dos tempos, está ocorrendo uma grande transformação em vários aspectos, que nos forçam mudar as estratégias no nosso campo de ação. Entre essas, destacaremos algumas:
1) Internacionalização – Devido às emergências da ideia global, a internacionalização facilita a comunicação. Em um só instante, descobrimos o que acontece em todo o mundo. Outro ponto importante da internacionalização é a migração de imensa quantidade de pessoas, que traz para a igreja uma série de implicações, e não só para a igreja, mas para a sociedade como um todo.
2) Urbanização – Segundo as estimativas, neste século, 50% da população mundial habitarão nas cidades, entre as quais 17 terão mais de dez milhões de habitantes, sendo sete delas no mundo mulçumano. A pobreza e a fome agora são maiores do que nunca na história da humanidade. Alguns sugerem que 900 milhões de pessoas serão pobres nesta época, 100 milhões das quais em pobreza absoluta. O desafio para o movimento missionário será tão esmagador que as missões terão de ser, por assim dizer, reinventadas. Se a Igreja deseja conquistar esta geração, precisa encontrar um jeito de manter apegada à verdade que mantém a nossa fé coesa, e ainda criar maneiras de responder às perguntas levantadas por uma geração esvaziada de conteúdo cristão. A demonstração de amor e do caráter transformador do Evangelho é a necessidade gritante desta hora.
3) Tecnologia – O mundo está sendo gerenciado pelo homem que usa a tecnologia como ferramenta de trabalho. O problema é quando o homem se deixa escravizar por ela. Não é muito fácil ser um cristão em uma era tecnológica, porque é necessário domínio próprio para não se deixar dominar por ela, pois o uso excessivo pode resultar numa imensa solidão. Hoje, se passa mais tempo com as máquinas do que com as pessoas. A comunicação é muito mais eletrônica, exigindo do homem um esforço para não se tornar impessoal e vazio. Veja o que diz a Bíblia em João 1.14: “O verbo se fez carne e habitou entre nós”. A Igreja é composta por aqueles que foram transformados. A vida congregacional é composta por gente que se relaciona com Deus e com as pessoas. Portanto, a Igreja televisiva e eletrônica não pode substituir a vida congregacional, porém pode ser usada como meio de divulgação do Evangelho e como uma segunda opção para aqueles temporariamente impossibilitados de chegarem à congregação.
4) Individualismo – Estamos vivendo uma época semelhante àquela por que passaram os israelitas na época dos juízes, em que cada um fazia o que era reto aos seus olhos, e veja que os resultados foram trágicos. Estamos repetindo o mesmo erro. Hoje, é cada um por si. Isso tem um reflexo direto na família. A família de hoje que não tem tempo para a comunicação pessoal, que não tem tempo para fazer as refeições junta, tem sido uma família fraca, sem base, sem raízes sólidas e, pior, muitas dessas famílias têm fracassado diante do individualismo, deixando de existir. A missão da Igreja junto às famílias é de uma importância tão grande que se não cuidarmos desse assunto, nossas igrejas também se tornarão vazias de afeto e relacionamento. Isso pode trazer uma derrocada moral, onde os bancos das nossas igrejas poderão se tornar testemunhas de pessoas cujas vidas estão distorcidas pelas consequências dos seus próprios pecados e pelas transgressões dos outros.
5) Qualidade de vida decrescente – Uma nova classe de pobres marginalizados no mundo de hoje é formada por mães solteiras, tornando maior a pobreza, e ninguém tem a solução para esse problema. Ainda convivemos com o aumento da violência, do crime, da instabilidade social, e o resultado é uma cultura pessimista. A moralidade decresce, o conflito aumenta, a solidão se intensifica, as famílias desintegram-se, o crime e a pobreza aumentam e a geração em formação tem poucas esperanças. Choro por dentro ao estudar essa matéria, pensando exatamente no que a Igreja deve fazer para minimizar essa situação que conta com uma demanda tão intensa. Que Deus nos ajude!
Crise
A nossa situação cultural de hoje representa uma crise, diante da qual levantemos duas questões cruciais:
1) De que forma realizamos a evangelização hoje em dia?
2) Como conseguimos transmitir o Evangelho a um mundo pós-moderno? Há uma grande diferença entre hoje e 100 anos atrás. Naquela época, as pessoas estavam adormecidas e não havia uma negação generalizada das verdades cristãs.
As pessoas estavam dependendo apenas de um toque que viesse despertá-las e incitá-las. Hoje, a fé em Deus praticamente desapareceu, o homem normal acredita que toda essa crença em Deus, na religião e na Salvação, esteve incubada na natureza humana por séculos. Já não é mais uma questão somente de imoralidade. A sociedade se tornou amoral. A própria categoria da moralidade não é reconhecida. Boa parte da sociedade não é apenas imoral; não existe moral.
Missão
Mais do que nunca, precisamos estar atentos para a forma de alcançarmos o mundo que está mergulhado num sistema cego e destruidor, e que mata rapidamente se não houver quem o resgate. Porém, não é de qualquer maneira que a Igreja vai conseguir isso. É mais difícil do que se pensa, não é apenas chegar e pregar; é ter consciência da responsabilidade que a Igreja tem e levar a sério essa realidade, seguindo passos importantes, dos quais sugiro alguns:
1) Não perder a identidade – O ponto inicial de fazer missões neste século é manter a identidade. Com o Evangelho fácil que tem chegado ao mundo nos dias de hoje, muitas igrejas estão iguais ao mundo. “Venham como estão e permaneçam do mesmo jeito”. Quando o mundo olhar para a Igreja e vê-la de forma igual a ele, a Igreja terá deixado de ser referência para ser mais uma organização igual às demais. A Igreja tem que ser diferente para manter a ordem no mundo; se ninguém consegue, a Igreja deverá conseguir. O mundo precisa urgentemente de mudanças principalmente na ordem espiritual, e a Igreja é a única referência.
Muitos líderes sem preocupação com as almas encenam uma “compaixão”, e fazem todo tipo de representação para conquistarem as pessoas, e até conseguem, mas o que observamos é que com a mesma rapidez que crescem, também acabam.
A Igreja de Cristo não veio para mudar a realidade do mundo, e deverá continuar assim até a Volta do Senhor. Estamos no mundo, mas não somos do mundo, somos diferentes e a nossa identidade não pode ser trocada. Custe o que custar, a Igreja precisa continuar sendo a referência.
2) Ter estratégias definidas – A forma de evangelização não é a mesma para todos os lugares. A Igreja precisa conhecer bem as culturas de onde ela pensa entrar. Cada lugar tem uma cultura diferente. Mesmo sendo próximos. A cultura diferencia um lugar do outro. As concentrações que fazíamos anos atrás já não estão mais funcionando em muitos lugares. Foi necessária a evangelização pessoal. E hoje, o homem tem se tornado solitário e demasiadamente ocupado, a ponto de encontrar-se com a família apenas uma vez por semana. A estratégiatem que mudar.
Devemos entrar nas faculdades, e para isso a Igreja necessita de mão de obra qualificada. Precisamos entrar nas Forças Armadas, e para isso a Igreja deve aproveitar bem os seus membros que ali se destacam. A Igreja deverá entrar na política, e para isso deverá preparar bem os seus representantes para que não envergonhem o Evangelho e sejam canais de salvação para os seus pares. E os menos favorecidos? A preocupação com eles é dobrada. Como evangelizar os pobres sem uma boa Secretaria de Ação Social? Haverá sempre necessitados conosco, a assistência social glorifica o nome de Jesus e mantém o trabalho da Igreja. Veja que, na hora de pregar, Jesus pregava; na ora de ensinar, Jesus ensinava; e na hora da necessidade, Jesus atendia, ainda que para isso tivesse que fazer milagre como foi o caso da multiplicação dos pães e peixes. Usemos de todas as formas corretas possíveis para conquistar o mundo.
3) Manter a união –
Entendemos bem agora o porquê da recomendação do Salmo 133: “Oh! quão bom e
quão suave é que os irmãos vivam em união”. Não podemos trabalhar com a visão
de cada um por si. É necessário trabalharmos em parceria. A Bíblia diz que um
reino dividido não prospera. Devemos unir as nossas forças em prol da obra de
Deus ou, ao contrário, estaremos fadados à derrota. Precisamos aprender a
dialogar e compartilhar projetos, e assim aprender uns com os outros tanto nos acertos
como também nos erros.
4) Manter a unção – O inimigo tem se levantado de uma forma muito terrível com o fim de se opor aos santos e destruir as pessoas antes que elas tenham um encontro com Jesus. E em alguns momentos ele tem conseguido êxito no que diz respeito a destruir pessoas, visto que ele veio para matar e destruir, como diz a Bíblia.
A única forma de neutralizá-lo é tomando os espaços e terrenos de que ele tem se apropriado, e isso não se consegue com mensagens frias e sem ousadia. Apesar de ser a favor de faculdades teológicas e defensor delas, digo: não devemos nos enganar, os cursos servem para um preparo melhor no âmbito teológico, mas não concedem poder para enfrentar o arquiinimigo da Obra de Deus. Existem muitas mensagens bonitas, recheadas de técnicas, fruto de anéis, diplomas e internet, porém vazias da unção, que é mais importante. A Igreja não pode abrir mão da unção de Deus, presente nesse importante trabalho.
5) Discipular – Quando o evangelista Lucas escreveu o livro dos Atos dos Apóstolos, logo no início ele relatou ao seu amigo Teófilo que havia escrito o primeiro tratado exatamente acerca daquilo que Jesus tinha feito e ensinado. O próprio Jesus recomendou pregar e ensinar. Os membros de nossas igrejas, e principalmente os nossos obreiros, precisam sempre de uma reciclagem e, para isso, os nossos líderes devem estar preocupados em fazer simpósios, palestras, encontros, capacitação etc. Não podemos mais perder tempo. O tempo chegou e é agora.Feliz a igreja que cumpre a sua missão com efi cácia e inteligência!
Aqui mesmo, no Brasil, em todas as nossas cidades, há um número maior de desviados do que de membros em nossas igrejas, e isso é uma prova de que alguns de nós estamos pregando muito e ensinando pouco. Preparemos, pois, o nosso povo para a batalha, dando-lhes as armas necessárias para o combate e preparando-os psicologicamente, moralmente e principalmente espiritualmente.
6) Conquistar – O apóstolo disse: “Fiz-me de tolo para ganhar os tolos e de sábio para ganhar os sábios”. Tudo o que a Igreja puder fazer para conquistar as almas para Cristo deve ser feito com urgência. O mundo espera pela Igreja, temos terreno a conquistar tanto em Jerusalém, Judéia e Samaria como até os confi ns da Terra. Devemos colocar as nossas armas de conquista em funcionamento para que tenhamos, neste século, o maior número de vidas salvas pelo sangue de Jesus Cristo.
A nossa Igreja está completando o seu centenário. Espero sinceramente que os nossos movimentos festivos alusivos ao nosso aniversário não sirvam apenas para ajuntamento de pessoas, mas, sim, para que haja uma conscientização do que é necessário para o nosso crescimento numérico, mas principalmente espiritual, e que a nossa Igreja seja sacudida pelo poder de Deus e despertada para as urgências que aqui foram tratadas. Este é o nosso tempo, o tempo em que o Senhor faz a revista no seu exército, visto que a batalha está renhida e os nossos soldados devem estar prontos para a guerra.
Maior é o que está conosco do que aquele que está com eles. Firme e avante – a sua obra terá uma recompensa. Amém!
* José Antonio dos Santos é pastor, líder da Assembleia de Deus em Alagoas e da União de Ministros das ADs no Nordeste (Unemad), escritor e 5º vicepresidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).
📌NOTA : POR Joana e Ronaldo Henzel.
4) Manter a unção – O inimigo tem se levantado de uma forma muito terrível com o fim de se opor aos santos e destruir as pessoas antes que elas tenham um encontro com Jesus. E em alguns momentos ele tem conseguido êxito no que diz respeito a destruir pessoas, visto que ele veio para matar e destruir, como diz a Bíblia.
A única forma de neutralizá-lo é tomando os espaços e terrenos de que ele tem se apropriado, e isso não se consegue com mensagens frias e sem ousadia. Apesar de ser a favor de faculdades teológicas e defensor delas, digo: não devemos nos enganar, os cursos servem para um preparo melhor no âmbito teológico, mas não concedem poder para enfrentar o arquiinimigo da Obra de Deus. Existem muitas mensagens bonitas, recheadas de técnicas, fruto de anéis, diplomas e internet, porém vazias da unção, que é mais importante. A Igreja não pode abrir mão da unção de Deus, presente nesse importante trabalho.
5) Discipular – Quando o evangelista Lucas escreveu o livro dos Atos dos Apóstolos, logo no início ele relatou ao seu amigo Teófilo que havia escrito o primeiro tratado exatamente acerca daquilo que Jesus tinha feito e ensinado. O próprio Jesus recomendou pregar e ensinar. Os membros de nossas igrejas, e principalmente os nossos obreiros, precisam sempre de uma reciclagem e, para isso, os nossos líderes devem estar preocupados em fazer simpósios, palestras, encontros, capacitação etc. Não podemos mais perder tempo. O tempo chegou e é agora.Feliz a igreja que cumpre a sua missão com efi cácia e inteligência!
Aqui mesmo, no Brasil, em todas as nossas cidades, há um número maior de desviados do que de membros em nossas igrejas, e isso é uma prova de que alguns de nós estamos pregando muito e ensinando pouco. Preparemos, pois, o nosso povo para a batalha, dando-lhes as armas necessárias para o combate e preparando-os psicologicamente, moralmente e principalmente espiritualmente.
6) Conquistar – O apóstolo disse: “Fiz-me de tolo para ganhar os tolos e de sábio para ganhar os sábios”. Tudo o que a Igreja puder fazer para conquistar as almas para Cristo deve ser feito com urgência. O mundo espera pela Igreja, temos terreno a conquistar tanto em Jerusalém, Judéia e Samaria como até os confi ns da Terra. Devemos colocar as nossas armas de conquista em funcionamento para que tenhamos, neste século, o maior número de vidas salvas pelo sangue de Jesus Cristo.
A nossa Igreja está completando o seu centenário. Espero sinceramente que os nossos movimentos festivos alusivos ao nosso aniversário não sirvam apenas para ajuntamento de pessoas, mas, sim, para que haja uma conscientização do que é necessário para o nosso crescimento numérico, mas principalmente espiritual, e que a nossa Igreja seja sacudida pelo poder de Deus e despertada para as urgências que aqui foram tratadas. Este é o nosso tempo, o tempo em que o Senhor faz a revista no seu exército, visto que a batalha está renhida e os nossos soldados devem estar prontos para a guerra.
Maior é o que está conosco do que aquele que está com eles. Firme e avante – a sua obra terá uma recompensa. Amém!
* José Antonio dos Santos é pastor, líder da Assembleia de Deus em Alagoas e da União de Ministros das ADs no Nordeste (Unemad), escritor e 5º vicepresidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).
📌NOTA : POR Joana e Ronaldo Henzel.
Missões
nos dias de hoje pode ser comparada a uma história simples e que faz parte do cotidiano
de muitas pessoas...
11.
Seja uma pessoa de bem, exale o bom perfume do Espírito Santo e ajude pessoas a
permanecerem firme no Senhor. Até quem não é cristão pode ver um evangelismo em
ações práticas, inclusive momentos de dor são necessários para outros mais
produtivos chegarem.
Leia: Atos 11:19-24}



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