Lição 12 – Obstáculos ao Avanço da Igreja (Dc. Evandro Paulo)
Texto Bíblico: Lc 6:22; At 12:1-8
Texto Áureo: At 5:29b
1 – INTRODUÇÃO
Ao lermos a passagem de Lucas mostrada no Texto Áureo, a primeira imagem
que nos vem à mente é de cristãos sendo perseguidos, odiados e mortos por causa
do Senhor Jesus. De fato, o item 2.2 desta Lição lista uma relação de países
que ainda fazem isso aos nossos irmãos. Contudo, não devemos nos esquecer de
que em nosso país, também sofremos perseguições, apesar da Constituição Federal
garantir liberdade de credo e religião. Estamos na era pós-moderna, em que
alguns conceitos culturais mudaram e muitos de nós não percebemos isso. Até
certo tempo atrás, não víamos problema algum ao assistirmos na televisão
desenhos animados em que, por exemplo, o personagem principal pertubava alguém
de tal forma que esta pessoa acabava com transtornos psicóticos sérios e
encaminhada a um tratamento psiquiátrico. Se vermos esse mesmo desenho com a
visão de hoje em dia, vamos passar a imaginar que este personagem não é um bom exemplo
a ser mostrado aos nossos filhos e que este desenho deveria ser retirado da
grade de programação.
Por outro lado, se antes
enxergávamos (e ainda enxergamos) como bênção o fato de ouvirmos testemunhos do
passado de alguém que se converteu ao Evangelho e de como ele se desfez destas práticas
e dos trajes/utensílios que usava, nos dias atuais, quando tal situação é
exibida nas redes sociais, observamos diversos comentários ofensivos, passando
a nos chamar de retrógrados, homofóbicos e intolerantes.
A expressão “vida de crente
não é fácil”, que ouvíamos antigamente, ainda é válida nos dias atuais. Quem realmente
quer decidir viver para Jesus Cristo e fazer parte da Igreja do Senhor, deve
vencer uma série de obstáculos e entender que a verdadeira felicidade vem do
nosso Salvador.
2 – UMA BREVE ANÁLISE DO TEXTO
A passagem em Lucas faz parte de uma série de bem-aventuranças faladas
por Jesus no Sermão da Montanha (Lc 6:20-23). Em relação ao versículo 22,
podemos classificar os seguintes obstáculos pelos quais enfrentamos no nosso
dia-a-dia: o aborrecimento motivado pelo ódio, a separação, a injúria e a
rejeição.
2.1 – Aborrecimento motivado pelo ódio
A versão Almeida Revista e Corrigida utiliza a expressão “vos aborrecerem”.
Nas demais versões de Almeida e algumas traduções utiliza a expressão “vos
odiarem”. Juntando os dois, podemos concluir que, muitas das vezes, nós somos
aborrecidos por quem nos odeia. Por melhor que seja o nosso trabalho secular,
por mais que tenhamos que nos manter amistosos com todos ao nosso redor, sempre
haverá alguém com inveja, pronto a planejar uma armadilha para nos prejudicar.
Nesta situação, devemos estar atentos e vigilantes (Mt 26:41) e entendermos que
a nossa luta não é com a pessoa que nos faz mal (Ef 6:12).
2.2 – Separação
Como consequência do ódio de pessoas ao nosso redor, somos forçados em
alguns casos a nos separarmos de nossa “zona de conforto”. Assim aconteceu com
José quando foi vendido por seus irmãos como escravo (Gn 37:12-36) e quando
houve a dispersão dos cristãos após a morte de Estevão (At 11:19). Podemos
notar nestes dois casos que, ao saírem de sua “zona de conforto”, entenderam
que o melhor seria depender exclusivamente de Deus e, a partir daí, foram
usados como instrumentos de bênçãos e de livramento por parte do Senhor. Em
nossa vida diária, muitas vezes somos forçados a sair da nossa “posição tímida”
e nos destacarmos, sem que essa fosse a nossa intenção. Em situações como essa,
quando não entendemos o que está ocorrendo, o importante é continuar confiando
em Deus, pois ele é a nossa única esperança (Pv 3:5).
2.3 – Injúria
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, injúria é qualquer ofensa à
dignidade de alguém. É atribuir à alguém qualidade negativa, não importa se
falsa ou verdadeira, ou seja, xingamento. Se o xingamento for fundamentado em
elementos extraídos da raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de idosa
ou deficiente, o crime será chamado de “injúria discriminatória” (art. 140, §
3º do Código Penal). Como cidadãos, devemos buscar nossos direitos, pois a
liberdade de credo e religião é para todos. Entretanto, como diz o Senhor em Mt
5:44, também devemos orar pelos que nos perseguem.
2.4 – Rejeição
Pela posição que assumimos diante do Senhor, muitas das vezes não somos o
“preferido” de muitos: não entramos em esquemas corruptos, procuramos falar a
verdade ou não vamos a lugares que Deus abomina. Nessas horas, o importante é
entendermos que devemos olhar para o Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12:2). 3
– SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO
Em Mt 5:13-16, Jesus nos diz que somos o Sal da Terra e Luz do Mundo.
Isto significa afirmar que, apesar de não pertencermos a este mundo (Jo 15:19),
não devemos incentivar a perseguição à Igreja tratando os outros credos e
filosofias com ódio e desprezo, mas mostrar com o nosso testemunho pessoal como
o Senhor pode mudar a vida dos que estão ao nosso redor. A nossa batalha é espiritual
e não carnal (Ef 6:12). A nossa vitória vem através da oração e não pelo nosso
sangue (Ef 6:18). O nosso testemunho deve ser em todas as áreas, seja
econômica, social ou política. Como cidadãos, devemos exercer o nosso direito
ao voto, ao invés de falarmos que só há corruptos na política. A Igreja do Senhor
deve ser unida e é desta forma que ela vencerá os obstáculos.
4 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Igreja do Senhor está avançando. Independente de lutas, ou perseguições,
ou mesmo de argumentos internos que aparentemente interferem no seu caminhar,
ou de nós mesmos, a Palavra do Senhor está sendo anunciada e cada vez mais
pessoas estão reconhecendo o senhorio de Jesus Cristo. Devemos deixar o
Espírito Santo habitar em nós para que possamos contribuir para o crescimento
da Igreja.
Que Deus nos abençoe!
FONTE: ADVEC – ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM CRISTO |
TAQUARA 📌
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL – CLASSE DOS PROFESSORES
A Primeira Perseguição sob os Imperadores
Aqui podemos fazer uma breve pausa para
contemplar o progresso do cristianismo, e o estado da igreja em Roma nessa
época. Muito cedo, e sem o auxílio de qualquer apóstolo, o cristianismo tinha
encontrado o seu caminho até Roma. Sem dúvida, deve ter sido primeiramente
levado por alguém que tinha se convertido por meio da pregação de Pedro no dia
de Pentecostes. Dentre seus ouvintes temos expressamente mencionados "forasteiros
romanos, tanto judeus como prosélitos"(Atos 2:10). E Paulo, em sua
epístola àquela igreja, dá graças a Deus "porque em todo o
mundo é anunciada a vossa fé" (Romanos 1:8). E em suas
saudações ele fala de "Andrônico e Júnias", seus parentes
e companheiros de prisão, que eram homens que se distinguiam entre os apóstolos
e cuja conversão foi anterior à sua própria (Romanos 16:7). Mas grandes
maravilhas tinham sido escritas pelo evangelho no decorrer de trinta anos. Os
cristãos tinham se tornado um povo marcado, separado e peculiar. Eles eram
agora conhecidos como perfeitamente distintos dos judeus, e
amargamente negados por eles.
Os trabalhos de Paulo e seus companheiros, durante os dois anos de seu aprisionamento, eram sem dúvida abençoados pelo Senhor para a conversão de muitos; tanto que os cristãos, nesse tempo, não formavam uma comunidade secreta ou inconsiderada, mas uma que era conhecida por ter em seu meio tanto judeus quanto gentios de todas as classes e condições, desde membros da família imperial até escravos fugitivos. No entanto, seu sofrimento presente, como vimos, não era pelo cristianismo que professavam. Eles foram, na verdade, sacrificados por Nero para apaziguar a fúria popular e para se reconciliar com suas divindades ofendidas.
Essa foi a primeira perseguição oficial aos cristãos; e, por algumas de suas características, ela se destaca dentre os anais da barbaridade humana. Uma crueldade inventiva procurava novas formas de tortura para saciar o sanguinário Nero - o imperador mais cruel que já reinou. Os calmos, pacíficos e inofensivos seguidores do Senhor Jesus eram costurados nas peles de feras selvagens e rasgados por cachorros; outros eram envoltos em um tipo de roupa coberta com cera, piche e outros materiais inflamáveis, tendo uma estaca debaixo do queixo para mantê-los na vertical, sendo então incendiados quando chegava a noite, para que servissem de tochas nos jardins públicos, para divertimento dos populares. Nero emprestou seus próprios jardins para tais exibições, dando entretenimento ao povo. Ele tomava parte ativa nos próprios jogos, algumas vezes se misturando à multidão à pé, e às vezes assistindo o horrível espetáculo de sua carruagem. Mas o povo, mesmo acostumado a execuções públicas e espetáculos de gladiadores, começou a se compadecer pelas crueldades sem precedentes infligidas contra os cristãos. Eles começaram a perceber que os cristãos sofriam, não pelo bem público, mas para gratificar a crueldade de um monstro. Contudo, por mais terrível que fosse a morte, ela logo terminaria, e para os cristãos, sem dúvida, seria então o momento mais feliz de sua existência. Muito, mas muito tempo antes que as luzes se apagassem no jardim de Nero, os mártires já tinham chegado ao seu lar e descanso no florescente jardim das eternas delícias de Deus. Esta preciosa verdade aprendemos do que o Salvador disse ao ladrão arrependido na cruz - "Hoje estarás comigo no Paraíso." (Lucas 23:43).
Embora os historiadores não entrem em acordo quanto à extensão ou duração dessa terrível perseguição, há muitas boas razões para crer que ela se espalhou pelo império e durou até o fim da vida do tirano. Ele morreu por sua própria mão na mais absoluta miséria e desespero, em 68 d.C., cerca de quatro anos depois da queimada de Roma, e um ano após o martírio de Pedro e Paulo. Perto do fim de seu reinado, os cristãos eram obrigados, sob as mais pesadas penas, até mesmo de morte, a oferecer sacrifícios ao imperador e aos deuses pagãos. Embora tais decretos estivessem em vigor, a perseguição deve ter continuado.
Após a morte de Nero, a perseguição cessou, e os seguidores de Jesus desfrutaram de relativa paz até o reinado de Domiciano, um imperador que ficava só um pouco atrás de Nero em termos de maldade. Mas enquanto isso, devemos mudar de assunto por um momento e tomar nota do cumprimento de um dos avisos mais solenes do Senhor: a queda de Jerusalém.
Os trabalhos de Paulo e seus companheiros, durante os dois anos de seu aprisionamento, eram sem dúvida abençoados pelo Senhor para a conversão de muitos; tanto que os cristãos, nesse tempo, não formavam uma comunidade secreta ou inconsiderada, mas uma que era conhecida por ter em seu meio tanto judeus quanto gentios de todas as classes e condições, desde membros da família imperial até escravos fugitivos. No entanto, seu sofrimento presente, como vimos, não era pelo cristianismo que professavam. Eles foram, na verdade, sacrificados por Nero para apaziguar a fúria popular e para se reconciliar com suas divindades ofendidas.
Essa foi a primeira perseguição oficial aos cristãos; e, por algumas de suas características, ela se destaca dentre os anais da barbaridade humana. Uma crueldade inventiva procurava novas formas de tortura para saciar o sanguinário Nero - o imperador mais cruel que já reinou. Os calmos, pacíficos e inofensivos seguidores do Senhor Jesus eram costurados nas peles de feras selvagens e rasgados por cachorros; outros eram envoltos em um tipo de roupa coberta com cera, piche e outros materiais inflamáveis, tendo uma estaca debaixo do queixo para mantê-los na vertical, sendo então incendiados quando chegava a noite, para que servissem de tochas nos jardins públicos, para divertimento dos populares. Nero emprestou seus próprios jardins para tais exibições, dando entretenimento ao povo. Ele tomava parte ativa nos próprios jogos, algumas vezes se misturando à multidão à pé, e às vezes assistindo o horrível espetáculo de sua carruagem. Mas o povo, mesmo acostumado a execuções públicas e espetáculos de gladiadores, começou a se compadecer pelas crueldades sem precedentes infligidas contra os cristãos. Eles começaram a perceber que os cristãos sofriam, não pelo bem público, mas para gratificar a crueldade de um monstro. Contudo, por mais terrível que fosse a morte, ela logo terminaria, e para os cristãos, sem dúvida, seria então o momento mais feliz de sua existência. Muito, mas muito tempo antes que as luzes se apagassem no jardim de Nero, os mártires já tinham chegado ao seu lar e descanso no florescente jardim das eternas delícias de Deus. Esta preciosa verdade aprendemos do que o Salvador disse ao ladrão arrependido na cruz - "Hoje estarás comigo no Paraíso." (Lucas 23:43).
Embora os historiadores não entrem em acordo quanto à extensão ou duração dessa terrível perseguição, há muitas boas razões para crer que ela se espalhou pelo império e durou até o fim da vida do tirano. Ele morreu por sua própria mão na mais absoluta miséria e desespero, em 68 d.C., cerca de quatro anos depois da queimada de Roma, e um ano após o martírio de Pedro e Paulo. Perto do fim de seu reinado, os cristãos eram obrigados, sob as mais pesadas penas, até mesmo de morte, a oferecer sacrifícios ao imperador e aos deuses pagãos. Embora tais decretos estivessem em vigor, a perseguição deve ter continuado.
Após a morte de Nero, a perseguição cessou, e os seguidores de Jesus desfrutaram de relativa paz até o reinado de Domiciano, um imperador que ficava só um pouco atrás de Nero em termos de maldade. Mas enquanto isso, devemos mudar de assunto por um momento e tomar nota do cumprimento de um dos avisos mais solenes do Senhor: a queda de Jerusalém.
As Causas Ostensivas da Perseguição
Os romanos professavam tolerar todas
as religiões, e que a comunidade não tinha nada a temer. Esta era a vangloriosa
liberalidade que professavam. Até mesmo aos judeus eram permitidos viver de
acordo com suas próprias leis. O que foi que aconteceu então, podemos nos
perguntar, que pode ter causado toda a severidade deles contra os cristãos?
Tinha a comunidade algo a temer deles? Havia algo a temer daqueles cujas vidas
eram irrepreensíveis, cujas doutrinas era a pura verdade do céu, e cuja
religião era propícia ao bem-estar das pessoas, tanto de modo público como
privado?
Os seguintes pontos podem ser considerados como algumas das inevitáveis causas da perseguição, olhando para os dois lados da questão:
1. O cristianismo, ao contrário de todas as religiões que a precederam, era agressivo em seu caráter. O judaísmo era exclusivo: a religião de uma nação só. O cristianismo era proclamado como a religião da humanidade, ou do mundo todo. Isto era algo inteiramente novo na terra. "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15), este era o mandamento do Senhor para seus discípulos. Eles deviam prosseguir e guerrear contra o erro em todas as suas formas e em todas as suas obras. A conquista a ser feita era o coração para Cristo. "As armas da nossa milícia", diz o apóstolo, "não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo." (2 Coríntios 10:4,5). Nessa guerra de agressão contra as instituições existentes, e contra os hábitos corruptos dos pagãos, os discípulos de Jesus tinham pouco a esperar além de resistência, perseguição e sofrimento.
2. A religião pagã, a qual o cristianismo estava rapidamente prejudicando e destinando à queda, era uma instituição do Estado. Ela estava tão intimamente entrelaçada com todo o sistema civil e social que atacar esta religião era entrar em conflito com ambos os sistemas civil e social. E foi exatamente isto que aconteceu. Se a igreja primitiva fosse tão acomodada com o mundo como é a cristandade hoje, muita perseguição poderia ter sido evitada. Mas a hora não tinha chegado para tal frouxo acomodamento. O evangelho que os cristãos então pregavam, e a pureza da doutrina e da vida que mantinham, abalaram o próprio fundamento da velha e profundamente enraizada religião do Estado.
3. Os cristãos naturalmente se separavam dos pagãos. Eles se tornaram um povo separado e distinto. Eles não podiam fazer nada além de condenar e abominar o politeísmo como algo totalmente oposto ao único e verdadeiro Deus, e ao evangelho de Seu Filho Jesus Cristo. Isto deu aos romanos a ideia de que os cristãos eram hostis à raça humana, vendo que condenavam todas as religiões, menos a sua própria. Portanto, diz-se que eles eram chamados de "ateus", pois não acreditavam nas divindades pagãs e ridicularizavam a adoração pagã.
4. Simplicidade e humildade caracterizavam a adoração cristã. Eles pacificamente se reuniam antes do sol nascer ou após o sol se pôr para evitar ofender os demais. Eles cantavam hinos a Cristo como Deus, eles partiam o pão em memória de Seu amor ao morrer por eles, eles edificavam-se uns aos outros e comprometiam-se a uma vida de santidade. Mas eles não tinham templos bonitos, nem estátuas, nem ordens sacerdotais, e nem vítimas para oferecer em sacrifício. O contraste entre a adoração deles e a de todos os outros no império se tornou muito claro. Os pagãos, em sua ignorância, concluíram que os cristãos não tinham nenhuma religião, e que suas reuniões secretas tinham o pior dos propósitos. O mundo agora, assim como naquela época, diria daqueles que adoram a Deus em espírito e em verdade que "essas pessoas não tem nenhuma religião". A adoração cristã, em verdadeira simplicidade, sem o auxílio de templos e sacerdotes, ritos e cerimônias, não é muito melhor compreendida agora pela cristandade professa do que era pela Roma pagã daquela época. Continua sendo verdade que "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (João 4:24)
5. Pelo progresso do cristianismo, os interesses temporais de um grande número de pessoas foram seriamente afetados. Isto era uma fonte fecunda e amarga de perseguição. Uma incontável multidão de sacerdotes, fabricantes de imagens, comerciantes, adivinhos, augures e artesãos ganhavam uma boa vida pela existência da adoração de tantas divindades.
6. Todos estes, vendo seu trabalho e fonte de renda em perigo, se levantaram em força unida contra os cristãos, e procuraram por todos os meios deter o progresso do cristianismo. Eles inventaram e disseminaram as mais vis calúnias contra tudo o que era cristão. Os astutos sacerdotes e adivinhos facilmente persuadiam os vulgares e a mente do público em geral de que todas as guerras, tempestades e doenças que afligem a humanidade foram enviadas sobre eles por deuses raivosos, porque os cristãos que desprezavam a autoridade deles eram tolerados em todo lugar. *
{* Veja História Eclesiástica, de Mosheim, vol. 1, página 67; e os primeiros capítulos de Cristianismo Primitivo, de Cave. }
Muitas outras coisas poderiam ser mencionadas, mas estas eram, em todo lugar, as causas diárias dos sofrimentos dos cristãos, tanto publicamente quanto em privado. Da verdade desses fatos um momento de reflexão é capaz de convencer qualquer leitor. Mas a fé podia ver a mão do Senhor e ouvir Sua voz em tudo: "Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos... eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; e sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios... Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada." (Mateus 10:16-34) *
Os seguintes pontos podem ser considerados como algumas das inevitáveis causas da perseguição, olhando para os dois lados da questão:
1. O cristianismo, ao contrário de todas as religiões que a precederam, era agressivo em seu caráter. O judaísmo era exclusivo: a religião de uma nação só. O cristianismo era proclamado como a religião da humanidade, ou do mundo todo. Isto era algo inteiramente novo na terra. "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15), este era o mandamento do Senhor para seus discípulos. Eles deviam prosseguir e guerrear contra o erro em todas as suas formas e em todas as suas obras. A conquista a ser feita era o coração para Cristo. "As armas da nossa milícia", diz o apóstolo, "não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo." (2 Coríntios 10:4,5). Nessa guerra de agressão contra as instituições existentes, e contra os hábitos corruptos dos pagãos, os discípulos de Jesus tinham pouco a esperar além de resistência, perseguição e sofrimento.
2. A religião pagã, a qual o cristianismo estava rapidamente prejudicando e destinando à queda, era uma instituição do Estado. Ela estava tão intimamente entrelaçada com todo o sistema civil e social que atacar esta religião era entrar em conflito com ambos os sistemas civil e social. E foi exatamente isto que aconteceu. Se a igreja primitiva fosse tão acomodada com o mundo como é a cristandade hoje, muita perseguição poderia ter sido evitada. Mas a hora não tinha chegado para tal frouxo acomodamento. O evangelho que os cristãos então pregavam, e a pureza da doutrina e da vida que mantinham, abalaram o próprio fundamento da velha e profundamente enraizada religião do Estado.
3. Os cristãos naturalmente se separavam dos pagãos. Eles se tornaram um povo separado e distinto. Eles não podiam fazer nada além de condenar e abominar o politeísmo como algo totalmente oposto ao único e verdadeiro Deus, e ao evangelho de Seu Filho Jesus Cristo. Isto deu aos romanos a ideia de que os cristãos eram hostis à raça humana, vendo que condenavam todas as religiões, menos a sua própria. Portanto, diz-se que eles eram chamados de "ateus", pois não acreditavam nas divindades pagãs e ridicularizavam a adoração pagã.
4. Simplicidade e humildade caracterizavam a adoração cristã. Eles pacificamente se reuniam antes do sol nascer ou após o sol se pôr para evitar ofender os demais. Eles cantavam hinos a Cristo como Deus, eles partiam o pão em memória de Seu amor ao morrer por eles, eles edificavam-se uns aos outros e comprometiam-se a uma vida de santidade. Mas eles não tinham templos bonitos, nem estátuas, nem ordens sacerdotais, e nem vítimas para oferecer em sacrifício. O contraste entre a adoração deles e a de todos os outros no império se tornou muito claro. Os pagãos, em sua ignorância, concluíram que os cristãos não tinham nenhuma religião, e que suas reuniões secretas tinham o pior dos propósitos. O mundo agora, assim como naquela época, diria daqueles que adoram a Deus em espírito e em verdade que "essas pessoas não tem nenhuma religião". A adoração cristã, em verdadeira simplicidade, sem o auxílio de templos e sacerdotes, ritos e cerimônias, não é muito melhor compreendida agora pela cristandade professa do que era pela Roma pagã daquela época. Continua sendo verdade que "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (João 4:24)
5. Pelo progresso do cristianismo, os interesses temporais de um grande número de pessoas foram seriamente afetados. Isto era uma fonte fecunda e amarga de perseguição. Uma incontável multidão de sacerdotes, fabricantes de imagens, comerciantes, adivinhos, augures e artesãos ganhavam uma boa vida pela existência da adoração de tantas divindades.
6. Todos estes, vendo seu trabalho e fonte de renda em perigo, se levantaram em força unida contra os cristãos, e procuraram por todos os meios deter o progresso do cristianismo. Eles inventaram e disseminaram as mais vis calúnias contra tudo o que era cristão. Os astutos sacerdotes e adivinhos facilmente persuadiam os vulgares e a mente do público em geral de que todas as guerras, tempestades e doenças que afligem a humanidade foram enviadas sobre eles por deuses raivosos, porque os cristãos que desprezavam a autoridade deles eram tolerados em todo lugar. *
{* Veja História Eclesiástica, de Mosheim, vol. 1, página 67; e os primeiros capítulos de Cristianismo Primitivo, de Cave. }
Muitas outras coisas poderiam ser mencionadas, mas estas eram, em todo lugar, as causas diárias dos sofrimentos dos cristãos, tanto publicamente quanto em privado. Da verdade desses fatos um momento de reflexão é capaz de convencer qualquer leitor. Mas a fé podia ver a mão do Senhor e ouvir Sua voz em tudo: "Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos... eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; e sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios... Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada." (Mateus 10:16-34) *
{* N. do T.:
Apesar do capítulo 10 de Mateus, assim como Marcos 16:15, dizerem respeito à
comissão dos judeus e ao evangelho do reino, é evidente que muitos pontos podem
ser aplicados também aos cristãos, e descrevem muito bem o sofrimento e
perseguição sofridas por causa do nome de Cristo. O caráter judaico e a
pregação do evangelho do reino (e não o evangelho da graça de Atos 16:31)
de Mateus 10 podem ser facilmente observados por uma leitura atenciosa e em
oração: "Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em
cidade de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; E,
indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus... E odiados de todos
sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será
salvo. Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra;
porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de
Israel sem que venha o Filho do homem." (Mateus 10:5-7,
22-23).
Tendo falado
bastante sobre a grande oposição que a igreja primitiva teve que lutar contra,
será necessário olhar por um momento para a verdadeira causa das causas e dos
meios para o rápido progresso do cristianismo.
A Queda de Jerusalém (70 d.C.)
A
dispersão dos judeus e a total destruição de sua cidade e templo são os
próximos eventos a se considerar no restante do primeiro século, embora,
estritamente falando, essa terrível catástrofe não faça parte da história da
igreja, e sim da história dos judeus. No entanto, pelo fato de ter sido um
cumprimento literal da profecia do Salvador, e que afetou de imediato aqueles
judeus que eram cristãos, esse evento merece um lugar em nossa história.
Os discípulos, antes da morte e ressurreição de Cristo, eram fortemente judaicos em todos os seus pensamentos e associações. Eles conectavam o Messias ao templo. Seus pensamentos eram de que Ele deveria libertá-los do poder dos romanos, e que todas as profecias sobre a terra, as tribos, a cidade e o templo seriam cumpridas. Mas os judeus rejeitaram o próprio Messias e, consequentemente, todas as suas próprias esperanças e promessas nEle. As palavras iniciais de Mateus 24 são muito significativas e importantes: "E, quando Jesus ia saindo do templo...". O templo estava agora, de fato, vazio aos olhos de Deus. Tudo o que dava valor a Ele ali agora se foi. "Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta" (Mateus 23:38). Ela agora estava pronta para a destruição.
"Aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo." (Mateus 24:1). Eles ainda se ocupavam com a grandeza e glória externas dessas coisas. "Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada." (Mateus 24:2). Essas palavras foram literalmente cumpridas pelos romanos cerca de quarenta anos depois de terem sido faladas, e da mesma maneira que o Senhor predisse: "Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." (Lucas 19:43,44)
Depois dos romanos terem experimentados muitas decepções e derrotas na tentativa de abrir uma brecha nas muralhas, por causa da desesperada resistência dos judeus insurgentes e, embora houvesse pouca esperança de tomar a cidade, Tito mesmo assim convocou um conselho de guerra. Dois planos foram discutidos: invadir violentamente a cidade imediatamente; consertar os aparatos militares e reconstruir as máquinas; ou sitiar e induzir a fome na cidade para forçar a rendição. A última foi a preferida, e todo o exército foi colocado para "entrincheirar" toda a cidade. Mas o cerco foi longo e difícil. Durou da primavera até setembro. E durante todo o tempo, as mais sem precedentes misérias de todo tipo foram experimentas pelos sitiados. Mas afinal chegou o fim, quando tanto a cidade quanto o templo estavam nas mãos dos romanos. Tito estava ansioso para tomar o magnificente templo e seus tesouros. Mas, contrários a suas ordens, um soldado, montado nos ombros de um de seus camaradas, ateou fogo em uma pequena porta dourada no pátio exterior. As chamas logo se espalharam. Tito, vendo isto, correu ao lugar o mais rápido que pôde. Ele gritou, fez sinais para seus soldados para que extinguissem o fogo; mas sua voz foi abafada, e seus sinais não foram percebidos em meio à terrível confusão. O esplendor do interior do templo o encheu de admiração e, como as chamas ainda não tinham chegado ao lugar santo, ele fez um último esforço para salvá-lo, exortando os soldados a apagar o incêndio; mas era tarde demais. Chamas ardentes se erguiam por todas as direções, e a feroz excitação da batalha, somada à insaciável esperança de pilhagem, tinha atingido seu ápice. Tito mal sabia que Alguém que era maior que ele tinha dito: "Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada." (Mateus 24:2). A palavra do Senhor, e não os comandos de Tito, devia ser obedecida. O templo foi realmente arrasado até as fundações, de acordo com a palavra do Senhor.
Para quase todos os aspectos particulares desse terrível cerco, estamos em débito com Josefo, que estava no acampamento romano e próximo da pessoa de Tito naquele tempo. Ele agiu como intérprete quando foram tratados os termos entre Tito e os insurgentes. Os muros e baluartes de Sião pareciam inconquistáveis para os romanos, e Josefo ansiava muito por um tratado de paz. No entanto, os judeus rejeitavam cada proposta, até que os romanos finalmente triunfaram. Ao entrar na cidade, Josefo nos conta que Tito se encheu de admiração pela sua força. De fato, ao contemplar a sólida altitude das torres, a magnitude de várias das pedras, e a precisão de suas junções, e ao ver quão grandes eram sua amplitude e quão vasta sua altura, "Claramente", exclamou Tito, "lutamos com Deus do nosso lado; e foi Deus quem derrubou os judeus daqueles baluartes, pois o que as mãos humanas ou maquinas podiam fazer contra aquelas torres?" Tais foram as confissões do general pagão. Certamente deve ter sido o cerco mais terrível de toda história do mundo registrada.
Os relatos dados por Josefo sobre os sofrimentos dos judeus durante o cerco são horríveis demais para serem transferidos para nossas páginas. Os números que pereceram sob Vespasiano no país, e sob Tito na cidade, no período de 67-70 d.C., por fome, facções internas e pela espada romana, chegou à casa de 1.350.460, além de cem mil vendidos como escravos.* Infelizmente, essas foram as horríveis consequências da incredulidade e desdém aos apelos solenes, ternos e a afetuosos de seu próprio Messias. Podemos imaginar as lágrimas do Redentor derramadas sobre a cidade amada? E podemos imaginar as lágrimas dos pregadores de hoje em dia, enquanto apela a amados pecadores, em vista da vinda e dos juízos eternos? Certamente é de se maravilhar o fato de que tantas lágrimas sejam derramadas por causa de pecadores imprudentes, descuidados e perdidos. Ah, que corações sintam como sentiu o Salvador e que olhas chorem como os dEle!
{* Veja História dos Judeus, de Dean Milman, livro 16, volume 2, página 380.}
Os cristãos, com quem temos mais especialmente que tratar, lembrando-se do aviso do Senhor, em grupo deixaram Jerusalém antes do cerco ser formado. Eles viajaram para Pella, uma vila além do Jordão, onde permaneceram até que Adriano lhes permitiu retornar às ruínas da antiga cidade. E isso nos leva ao fim do primeiro século.
Durante os curtos reinados de Vespasiano e de seu filho Tito, o número de cristãos deve ter crescido consideravelmente. Isto aprendemos, não de algum relato direto que possamos ter sobre a prosperidades deles, mas das circunstâncias incidentais que provam isso, e que vamos conhecer em seguida.
Os discípulos, antes da morte e ressurreição de Cristo, eram fortemente judaicos em todos os seus pensamentos e associações. Eles conectavam o Messias ao templo. Seus pensamentos eram de que Ele deveria libertá-los do poder dos romanos, e que todas as profecias sobre a terra, as tribos, a cidade e o templo seriam cumpridas. Mas os judeus rejeitaram o próprio Messias e, consequentemente, todas as suas próprias esperanças e promessas nEle. As palavras iniciais de Mateus 24 são muito significativas e importantes: "E, quando Jesus ia saindo do templo...". O templo estava agora, de fato, vazio aos olhos de Deus. Tudo o que dava valor a Ele ali agora se foi. "Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta" (Mateus 23:38). Ela agora estava pronta para a destruição.
"Aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo." (Mateus 24:1). Eles ainda se ocupavam com a grandeza e glória externas dessas coisas. "Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada." (Mateus 24:2). Essas palavras foram literalmente cumpridas pelos romanos cerca de quarenta anos depois de terem sido faladas, e da mesma maneira que o Senhor predisse: "Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." (Lucas 19:43,44)
Depois dos romanos terem experimentados muitas decepções e derrotas na tentativa de abrir uma brecha nas muralhas, por causa da desesperada resistência dos judeus insurgentes e, embora houvesse pouca esperança de tomar a cidade, Tito mesmo assim convocou um conselho de guerra. Dois planos foram discutidos: invadir violentamente a cidade imediatamente; consertar os aparatos militares e reconstruir as máquinas; ou sitiar e induzir a fome na cidade para forçar a rendição. A última foi a preferida, e todo o exército foi colocado para "entrincheirar" toda a cidade. Mas o cerco foi longo e difícil. Durou da primavera até setembro. E durante todo o tempo, as mais sem precedentes misérias de todo tipo foram experimentas pelos sitiados. Mas afinal chegou o fim, quando tanto a cidade quanto o templo estavam nas mãos dos romanos. Tito estava ansioso para tomar o magnificente templo e seus tesouros. Mas, contrários a suas ordens, um soldado, montado nos ombros de um de seus camaradas, ateou fogo em uma pequena porta dourada no pátio exterior. As chamas logo se espalharam. Tito, vendo isto, correu ao lugar o mais rápido que pôde. Ele gritou, fez sinais para seus soldados para que extinguissem o fogo; mas sua voz foi abafada, e seus sinais não foram percebidos em meio à terrível confusão. O esplendor do interior do templo o encheu de admiração e, como as chamas ainda não tinham chegado ao lugar santo, ele fez um último esforço para salvá-lo, exortando os soldados a apagar o incêndio; mas era tarde demais. Chamas ardentes se erguiam por todas as direções, e a feroz excitação da batalha, somada à insaciável esperança de pilhagem, tinha atingido seu ápice. Tito mal sabia que Alguém que era maior que ele tinha dito: "Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada." (Mateus 24:2). A palavra do Senhor, e não os comandos de Tito, devia ser obedecida. O templo foi realmente arrasado até as fundações, de acordo com a palavra do Senhor.
Para quase todos os aspectos particulares desse terrível cerco, estamos em débito com Josefo, que estava no acampamento romano e próximo da pessoa de Tito naquele tempo. Ele agiu como intérprete quando foram tratados os termos entre Tito e os insurgentes. Os muros e baluartes de Sião pareciam inconquistáveis para os romanos, e Josefo ansiava muito por um tratado de paz. No entanto, os judeus rejeitavam cada proposta, até que os romanos finalmente triunfaram. Ao entrar na cidade, Josefo nos conta que Tito se encheu de admiração pela sua força. De fato, ao contemplar a sólida altitude das torres, a magnitude de várias das pedras, e a precisão de suas junções, e ao ver quão grandes eram sua amplitude e quão vasta sua altura, "Claramente", exclamou Tito, "lutamos com Deus do nosso lado; e foi Deus quem derrubou os judeus daqueles baluartes, pois o que as mãos humanas ou maquinas podiam fazer contra aquelas torres?" Tais foram as confissões do general pagão. Certamente deve ter sido o cerco mais terrível de toda história do mundo registrada.
Os relatos dados por Josefo sobre os sofrimentos dos judeus durante o cerco são horríveis demais para serem transferidos para nossas páginas. Os números que pereceram sob Vespasiano no país, e sob Tito na cidade, no período de 67-70 d.C., por fome, facções internas e pela espada romana, chegou à casa de 1.350.460, além de cem mil vendidos como escravos.* Infelizmente, essas foram as horríveis consequências da incredulidade e desdém aos apelos solenes, ternos e a afetuosos de seu próprio Messias. Podemos imaginar as lágrimas do Redentor derramadas sobre a cidade amada? E podemos imaginar as lágrimas dos pregadores de hoje em dia, enquanto apela a amados pecadores, em vista da vinda e dos juízos eternos? Certamente é de se maravilhar o fato de que tantas lágrimas sejam derramadas por causa de pecadores imprudentes, descuidados e perdidos. Ah, que corações sintam como sentiu o Salvador e que olhas chorem como os dEle!
{* Veja História dos Judeus, de Dean Milman, livro 16, volume 2, página 380.}
Os cristãos, com quem temos mais especialmente que tratar, lembrando-se do aviso do Senhor, em grupo deixaram Jerusalém antes do cerco ser formado. Eles viajaram para Pella, uma vila além do Jordão, onde permaneceram até que Adriano lhes permitiu retornar às ruínas da antiga cidade. E isso nos leva ao fim do primeiro século.
Durante os curtos reinados de Vespasiano e de seu filho Tito, o número de cristãos deve ter crescido consideravelmente. Isto aprendemos, não de algum relato direto que possamos ter sobre a prosperidades deles, mas das circunstâncias incidentais que provam isso, e que vamos conhecer em seguida.
Imperadores
Passemos
agora a uma breve visão geral de alguns dos imperadores sob os quais a igreja
sofreu perseguição.
Nero
Cláudio
Nero foi nomeado imperador aos 16 anos e reinou de 54 a 68 a.D. Ele teve cerca
de cinco anos bons, sob a orientação de homens como Sêneca, o poeta e filósofo
romano. Mas tudo isso mudou quando mandou matar sua mãe em 59 a.D. Ela fora
muito pobre. Sua “insanidade e fúria ao ver seu filho fugir do seu controle”
levou Nero a crer que ela fosse uma ameaça para o seu poder. Em 62 a.D., mandou
matar sua esposa para que pudesse casar-se com outra mulher. Mais tarde, matou
um irmão e seu mestre, Sêneca.
Os
cristãos se tornaram objeto da sua fúria após o Grande Incêndio de Roma, em 64
a.D. Alguns suspeitavam que o próprio Nero começara o incêndio, por isso ele
apontou o dedo acusador para os cristãos. O fato de que se sentisse confiante
para fazer isto indica a baixa consideração em que o povo já tinha os cristãos.
O historiador Philip Schaff afirma que “a origem judaica deles, sua indiferença
à política e às questões públicas, sua repulsa pelos costumes pagãos, foram
traduzidas em um ‘odium generis humani’ (ódio ao gênero
humano), e isto tornou uma tentativa por parte deles de destruir a cidade
suficientemente plausível para justificar um veredicto de culpa”. Schaff afirma
que “ali começou um carnaval de sangue, tal que nem mesmo a Roma pagã jamais
vira antes ou depois ... Uma ‘vasta multidão’ de cristãos foi condenada à morte
da maneira mais chocante”. Alguns foram crucificados, outros costurados em
peles de animais e lançados aos cães, outros foram cobertos de piche, pregados
a postes de madeira, e queimados como tochas. Foi nessa ocasião que Pedro e
Paulo deram suas vidas pelo seu Salvador, provavelmente separados pelo espaço
de um ano.
Nero
aparentemente se suicidou em 68 a.D., quando o Senado e os patrícios se
voltaram contra ele.
Trajano
O
imperador Trajano governou de 98 a 117 a.D. Um dos seus governantes, um homem
chamado Plínio, o Jovem, escreveu a Trajano pedindo conselho sobre o que fazer
com os cristãos. Eles estavam se tornando numerosos, e Plínio achava que as
religiões pagãs estavam sendo negligenciadas. Ele começou a sentenciar à morte
cristãos que se recusassem a honrar os deuses e o imperador. Plínio acreditava
que, ainda que as práticas dos cristãos não fossem tão más, apenas sua
obstinação bastava para que ele se livrasse deles. Deveria ele sentenciá-los
somente por trazerem o nome de cristãos, ou teriam de cometer
atos criminosos específicos?
Trajano
respondeu com um tipo de política do “não pergunte, não diga”. “Eles não devem
ser investigados”, disse. Mas, se alguém fizesse uma acusação digna de crédito
contra um cristão, o cristão deveria ser sentenciado, a menos que se retratasse
e desse prova invocando os deuses pagãos.
A
perseguição foi especialmente grave na Síria e na Palestina durante o reinado
de Trajano. Em 107, ele foi a Antioquia e exigiu que todos sacrificassem aos
deuses. Inácio, bispo de Antioquia e pupilo do apóstolo João, recusou-se e foi
martirizado sendo lançado às feras. Inácio escreveu o seguinte a Policarpo,
outro discípulo de João, no seu trajeto a Roma: “Que o fogo, o patíbulo, as
feras, o partir dos ossos, o separar dos membros, o triturar de todo o meu
corpo, e os tormentos do diabo e do próprio inferno venham sobre mim, para que
eu possa ganhar a Cristo Jesus”.
Adriano
A
política de Trajano foi continuada pelos próximos imperadores. O imperador
Adriano, “o mais brilhante dos imperadores romanos”, exigia também acusações
específicas contra os cristãos. Ele não permitia que os governadores “usassem
meras demandas vociferantes e protestos” como base para julgamento. Ademais, se
alguém fizesse uma acusação contra os cristãos “apenas para acusá-los”, o
governador devia “proceder contra aquele homem com as penas mais pesadas, de
acordo com a sua culpa hedionda”. Não poderia haver processos frívolos.
Contudo,
os cristãos ainda precisavam provar lealdade ao estado e às religiões pagãs.
Adriano detestava os judeus, e era relativamente “indiferente ao Cristianismo
por ignorância a seu respeito”. Ele insultou os judeus e os cristãos
igualmente, erigindo templos a Júpiter e Vênus no lugar do templo e no suposto
local da crucificação”.
Antonino
Pio
A
política de não perseguir ativamente os cristãos foi continuada sob Antonino
Pio, que governou de 138 a 161 a.D. Durante os reinados de imperadores tais
como Adriano e Antonino, porém, os cristãos às vezes sofriam perseguição nas
mãos da população das cidades, sem qualquer encorajamento direto dos oficiais
do governo. Durante o reinado de Antonino, Policarpo, pupilo do apóstolo João,
foi martirizado na Ásia, durante uma dessas explosões de violência. Após isto,
as perseguições se acalmaram um pouco. A execução deste ancião de 86 anos
pareceu mudar a sorte contra a perseguição por algum tempo.(28)
Marco
Aurélio
Em
161 a.D., Marco Aurélio assumiu o poder e reinou até 180. Foi durante o seu
reinado que Justino Mártir encontrou sua morte.
Embora
não induzisse perseguições contra os cristãos diretamente, ele não tinha
nenhuma simpatia por eles, porque os via como sendo fastidiosamente
supersticiosos. Somos informados de que “fora baixada uma lei sob o seu
reinado, punindo com exílio a todos os que se esforçassem por influenciar a
mente das pessoas pelo temor à Divindade, e esta lei visava, sem dúvida, aos
cristãos”. F. F. Bruce afirma que “a própria determinação dos cristãos em face
do sofrimento e da morte, que em si mesmo poderia ter ganhado o respeito de um
estóico, era explicada não como coragem recomendável, mas como perversa
obstinação ... Marco desprezava o que lhe parecia a superstição grosseira das
crenças cristãs, o que as desqualificava do respeito devido a outros que
mantinham seus princípios ao custo da própria vida”. Para Aurélio, era bom
morrer por algo importante, mas não por algo tão tolo como o que os cristãos
acreditavam. Ademais, os cristãos iam para suas execuções com uma aparência de
voluntariedade que ele considerava uma exibição teatral que era anátema para o
espírito calmo apreciado pelos estóicos.
Durante
o reinado de Aurélio, os cristãos eram acusados por vários desastres naturais
porque não queriam sacrificar aos deuses. Em 177 a.D., na Gália, irrompeu
terrível perseguição em uma onda de violência popular. Escravos eram torturados
para que dessem testemunho contra seus senhores. “Os corpos dos mártires, que
cobriam as ruas”, diz Philip Schaff, “eram vergonhosamente mutilados, depois
queimados, e as cinzas lançadas no Reno, para que nenhum vestígio dos inimigos
dos deuses profanasse o solo”.
Septímio
Severo
Outro
imperador sob o qual os cristãos sofreram terrivelmente foi Septímio Severo,
que governou de 193 a 211. Escrevendo durante o seu reinado, Clemente de
Alexandria disse: “Muitos mártires são diariamente queimados, confinados ou
decapitados, diante de nossos olhos”.
Em
202, Septímio decretou uma lei proibindo a difusão do Cristianismo e do
Judaísmo. Este foi o primeiro decreto universal proibindo a conversão ao
Cristianismo. Violentas perseguições irromperam no Egito e no Norte da África.
Leônidas, pai de Orígenes, um apologista cristão, foi decapitado. O próprio
Orígenes foi poupado porque sua mãe ocultara suas roupas. As perseguições
diminuíram um pouco logo após a morte de Septímio, mas recomeçaram com uma
desforra sob Décio Trajano.
Décio
Trajano
Em
seus curtos anos no trono, o imperador Décio Trajano se encarregou de restaurar
o antigo espírito romano. Em 250 a.D., ele publicou um edito convocando a um
retorno à religião pagã do Estado. Comissários locais eram designados para
fazer cumprir o decreto. Quando as pessoas eram suspeitas de serem cristãs,
era-lhes dada oportunidade para oferecerem sacrifício aos deuses diante dos
comissários. Certificados eram emitidos para provar a lealdade de uma pessoa às
religiões pagãs. Muitos cristãos cederam à pressão. Aqueles que não cediam eram
colocados na prisão e repetidamente questionados. Os governantes não procuravam
mártires; eles queriam ver os cristãos se conformarem. Cristãos que se
mantinham firmes eram submetidos a confisco, exílio, tortura, aprisionamento e
morte. Em 251, Décio morreu, mas a perseguição continuou, já que os cristãos
eram acusados pelas invasões dos godos e por desastres naturais.
Diocleciano
Durante
os anos de 303 a 311, a igreja sofreu perseguições tão terríveis que todas as
anteriores foram esquecidas. O historiador Philip Schaff viu isto como a
batalha final entre o Império Romano pagão e o governo de Cristo no Ocidente.
As fontes primárias da perseguição foram Diocleciano e Galério.
Diocleciano
chegou ao poder em 284, e durante vinte anos manteve os editos de tolerância
feitos por um imperador anterior. Sua esposa e filha eram cristãs, assim como a
maior parte dos oficiais e eunucos da sua corte.
Mas
Diocleciano permitiu que dois de seus co-regentes o persuadissem a voltar-se
contra os cristãos. Quatro editos foram emitidos em 303 e 304 a.D. “As igrejas
cristãs deviam ser queimadas”, conta-nos Schaff, “todas as cópias da Bíblia
deviam ser queimadas; todos os cristãos deviam ser privados de ofícios públicos
e direitos civis; e, finalmente, todos, sem exceção, deviam sacrificar aos
deuses sob pena de morte”. Um quinto edito foi emitido pelo co-regente Galério
em 308, ordenando que todos os homens, com esposas, filhos e servos, deviam
oferecer sacrifícios aos deuses, “e que todas as provisões nos mercados deviam
ser aspergidas com vinho sacrificial”. Em conseqüência, os cristãos ou tinham
de cometer apostasia ou morrer de fome. Afirma Schaff: “Todas as dores, que o
ferro e o aço, o fogo e a espada, o cavalete e a cruz, as feras e homens
ferozes poderiam infligir, foram empregados”(52) contra a igreja. Os executores
ficavam cansados com todo o trabalho que tinham a fazer.
A
sorte finalmente mudou na terrível batalha entre o paganismo e o Cristianismo
em 311, quando Galério admitiu a derrota ao tentar trazer os cristãos de volta
às religiões pagãs. Ele deu aos cristãos permissão para se reunirem, desde que
não perturbassem a ordem do estado. Ele até solicitou que orassem ao seu Deus
pela prosperidade do estado.
Algumas
perseguições se seguiram sob alguns outros imperadores, mas o fogo estava quase
extinto no antigo Império Romano. Em 313, Constantino, imperador no ocidente,
emitiu o Edito de Milão, que se moveu da neutralidade hostil para a
neutralidade amigável em relação aos cristãos. Ele declarou-se a si mesmo
seguidor do Deus do Cristianismo. Em 324, tornou-se imperador de todo o mundo
romano, e publicou um novo edito de tolerância que abrangeria todo o império.
OBSTÁCULOS
INTERNOS
A
igreja foi instituída para crescer, quantitativamente e, principalmente,
qualitativamente. Quando isso não acontece é porque, primeiramente, há fatores
internos que impedem esse crescimento. Digo interno porque fatores externos
nunca foram obstáculos ao crescimento da igreja (cf. Mt 16:18). Um determinado
líder perguntou a outro: “o que devo fazer para minha igreja crescer?”. O outro
respondeu: “A pergunta está errada, o correto seria perguntar: “por que a
igreja não está crescendo?”. A igreja é um organismo vivo, ela cresce por si
só. Se ela não cresce, então, é porque está enferma. Um organismo enfermo,
tende a definhar e pode até a morrer. Veja o que o apóstolo Paulo falou à
igreja de Corinto: “Por causa disso há entre vós muitos fracos e doentes, e
muitos que dormem” (1Co 11:30). O maior milagre na vida de uma pessoa é o novo
nascimento. A falta do milagre do novo nascimento é a razão principal da
existência de tantas igrejas locais raquíticas, anêmicas, nanicas, compostas de
pessoas vazias, sem nenhuma experiência profunda com o Senhor. Sem o lavar
regenerador e renovador do Espírito Santo muitos igrejas estão caminhando de
forma recreativa e festiva para o inferno. É lamentável!
O
crescimento da igreja deve ser equilibrado: qualitativo e quantitativo. Mas, o
que é mais importante para a Igreja, a quantidade ou a qualidade? Segundo Rick
Warren este é, infelizmente, um mito bastante propagado quando se fala em
crescimento de igreja. É como se a igreja tivesse de escolher entre quantidade
e qualidade. Ele define: “Quantidade se refere ao tipo de discípulos que uma
igreja produz; quantidade se refere ao número de discípulos que uma igreja está
produzindo”. Toda igreja deve buscar o maior numero de pessoas possíveis e
também desejar que essas pessoas se tornem crentes de qualidade. Qualidade produz
quantidade e quantidade cria qualidade. A igreja em Jerusalém possuía qualidade
e quantidade (cf. Atos 6:1-7). Crescer em qualidade de vida: em intimidade com
Deus, na oração e em santidade e no caráter de Cristo. Crescer em quantidade:
em número de pessoas salvas pelo sangue de Jesus.
Reflexões
Em
sua obra chamada Apologia, o apologista latino Tertuliano fez
o seguinte e atualmente famoso comentário: “Quanto mais somos mortos por vós,
mais crescemos em número; o sangue dos cristãos é semente”. De qualquer
maneira, o sofrimento de alguns cristãos estimulava outros a viverem mais
fielmente. O apóstolo Paulo observou que “a maioria dos irmãos, confiando no
Senhor por causa da minha prisão, têm mais coragem de falar a palavra de Deus
sem temor” (Fp 1:14). Através de todas as terríveis perseguições dos primeiros
séculos, a igreja continuou a crescer.
Estamos
verdadeiramente preparados para sofrer pela nossa fé? Cremos realmente no
que dizemos que cremos? Se a perseguição vier um dia, Deus nos concederá a
fidelidade para permanecermos firmes. E não nos esqueçamos de orar e trabalhar
em favor de nossos irmãos e irmãs que estão sofrendo pelo nome de Jesus Cristo.
Diante de tantas guerras civis, conflitos e turbulências pelas
quais o mundo passa, acompanhar o noticiário internacional se tornou um
desafio. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de
30% do mundo está em guerra e destas, pelo menos metade tem motivos religiosos.
Assim, a
perseguição ao cristão tem aumentado, tanto nas formas de violência, quanto de
pressão e ameaças. Como divulgamos em uma notícia no dia 9 de janeiro, o Cristianismo é a religião mais perseguida do mundo?, não
podemos ignorar a perseguição aos cristãos, mesmo em países que declaram
liberdade de religião e culto.
A Portas
Abertas, organização mundial com mais de 60 anos de atuação, publica anualmente
os 50 principais países, em que manter a fé cristã pode custar a vida. Segundo
dados da organização, hoje existem cerca de 215 milhões de pessoas perseguidas
(com diferentes graus de violência e pressão) em todo o mundo. Os números
parecem exagerados, mas a pesquisa é minuciosa e conta com a auditoria das
principais universidades da Europa. Segundo dados da pesquisa, países da África
representam um terço desses países e têm seus conflitos principalmente motivados
pela guerra civil e, sobretudo, pelo comando de grupos islâmicos extremistas,
como Boko Haram, Seleka e Al Shabaab, que atuam intensivamente na região. Outro
país africano, a Mauritânia, volta à Lista Mundial 2017, pois além do
extremismo muçulmano que declarou o país como islâmico, a nação é governada há
30 anos por um sistema ditatorial.
A Lista
Mundial da Perseguição 2017, traz outros números que merecem atenção. Pelo 15º
ano consecutivo, a Coreia do Norte ocupa o topo da lista, sendo que cem por
cento dos cerca de 300 mil cristãos do país são perseguidos por sua fé. Destes,
mais de 200 mil estão presos em campos de trabalhos forçados, em péssimas
condições de vida e saúde, com pouca alimentação, submetidos a torturas e
severas tarefas diárias.
Por
fatores de perseguição diferentes, mas não menos hostis, o Sri Lanka aponta
mais uma vez no Mapa da Perseguição, tendo como principal meio de perseguição,
grupos radicais budistas. Aliás, quando os olhos do mundo estão virados para o
radicalismo muçulmano, corre por fora dois outros grupos não menos radicais,
que tem sido fatores de perseguição em diversos países do mundo: o budismo e o
hinduísmo.
A Lista
Mundial da Perseguição é a única pesquisa desta espécie no mundo e completa
este ano 25 anos de trabalhos.
Top 10
Os dez
primeiros países que compõem a Lista Mundial da Perseguição, são:
1º Coreia
do Norte
2º
Somália
3º
Afeganistão
4º
Paquistão
5º Sudão
6º Síria
7º Iraque
8º Irã
9º Iêmen
10º
Eritreia
11º Líbia
12º
Nigéria
13º
Maldivas
14º
Arábia Saudita
15º Índia
16º
Uzbequistão
17º
Vietnã
18º
Quênia
19º
Turcomenistão
20º Catar
21º Egito
22º
Etiópia
23º
Territórios Palestinos
24º Laos
25º
Brunei
26º
Bangladesh
27º
Jordânia
28º
Mianmar
29º
Tunísia
30º Butão
31º
Malásia
32º Mali
33º
Tanzânia
34º
República Centro-Africana
35º
Tajiquistão
36º
Argélia
37º
Turquia
38º
Kuwait
39º China
40º
Djibuti
41º
México
42º
Comores
43º
Cazaquistão
44º
Emirados Árabes Unidos
45º Sri
Lanka
46º
Indonésia
47º
Mauritânia
48º
Bahrein
49º Omã
50º
Colômbia
Para
saber mais acesse www.portasabertas.org.br/listamundial e veja a lista
completa de países, seus perfis e a atuação da Portas Abertas em cada região.
FONTE: http://www.ultimosacontecimentos.com.br 📌
11. Seja uma pessoa de bem, exale o bom perfume do Espírito
Santo e ajude pessoas a permanecerem firme no Senhor. Até quem não é cristão
pode ver um evangelismo em ações práticas, inclusive momentos de dor são
necessários para outros mais produtivos chegarem.
{Leia: Atos 11:19-24}
{Leia: Atos 11:19-24}


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