terça-feira, 12 de setembro de 2017

Lição 12 – Obstáculos ao avanço da Igreja



Lição 12 – Obstáculos ao Avanço da Igreja (Dc. Evandro Paulo)

                                                         Texto Bíblico: Lc 6:22; At 12:1-8

Texto Áureo: At 5:29b

1 – INTRODUÇÃO

Ao lermos a passagem de Lucas mostrada no Texto Áureo, a primeira imagem que nos vem à mente é de cristãos sendo perseguidos, odiados e mortos por causa do Senhor Jesus. De fato, o item 2.2 desta Lição lista uma relação de países que ainda fazem isso aos nossos irmãos. Contudo, não devemos nos esquecer de que em nosso país, também sofremos perseguições, apesar da Constituição Federal garantir liberdade de credo e religião. Estamos na era pós-moderna, em que alguns conceitos culturais mudaram e muitos de nós não percebemos isso. Até certo tempo atrás, não víamos problema algum ao assistirmos na televisão desenhos animados em que, por exemplo, o personagem principal pertubava alguém de tal forma que esta pessoa acabava com transtornos psicóticos sérios e encaminhada a um tratamento psiquiátrico. Se vermos esse mesmo desenho com a visão de hoje em dia, vamos passar a imaginar que este personagem não é um bom exemplo a ser mostrado aos nossos filhos e que este desenho deveria ser retirado da grade de programação.

      Por outro lado, se antes enxergávamos (e ainda enxergamos) como bênção o fato de ouvirmos testemunhos do passado de alguém que se converteu ao Evangelho e de como ele se desfez destas práticas e dos trajes/utensílios que usava, nos dias atuais, quando tal situação é exibida nas redes sociais, observamos diversos comentários ofensivos, passando a nos chamar de retrógrados, homofóbicos e intolerantes.

        A expressão “vida de crente não é fácil”, que ouvíamos antigamente, ainda é válida nos dias atuais. Quem realmente quer decidir viver para Jesus Cristo e fazer parte da Igreja do Senhor, deve vencer uma série de obstáculos e entender que a verdadeira felicidade vem do nosso Salvador.

2 – UMA BREVE ANÁLISE DO TEXTO

A passagem em Lucas faz parte de uma série de bem-aventuranças faladas por Jesus no Sermão da Montanha (Lc 6:20-23). Em relação ao versículo 22, podemos classificar os seguintes obstáculos pelos quais enfrentamos no nosso dia-a-dia: o aborrecimento motivado pelo ódio, a separação, a injúria e a rejeição.

2.1 – Aborrecimento motivado pelo ódio

A versão Almeida Revista e Corrigida utiliza a expressão “vos aborrecerem”. Nas demais versões de Almeida e algumas traduções utiliza a expressão “vos odiarem”. Juntando os dois, podemos concluir que, muitas das vezes, nós somos aborrecidos por quem nos odeia. Por melhor que seja o nosso trabalho secular, por mais que tenhamos que nos manter amistosos com todos ao nosso redor, sempre haverá alguém com inveja, pronto a planejar uma armadilha para nos prejudicar. Nesta situação, devemos estar atentos e vigilantes (Mt 26:41) e entendermos que a nossa luta não é com a pessoa que nos faz mal (Ef 6:12).

2.2 – Separação

Como consequência do ódio de pessoas ao nosso redor, somos forçados em alguns casos a nos separarmos de nossa “zona de conforto”. Assim aconteceu com José quando foi vendido por seus irmãos como escravo (Gn 37:12-36) e quando houve a dispersão dos cristãos após a morte de Estevão (At 11:19). Podemos notar nestes dois casos que, ao saírem de sua “zona de conforto”, entenderam que o melhor seria depender exclusivamente de Deus e, a partir daí, foram usados como instrumentos de bênçãos e de livramento por parte do Senhor. Em nossa vida diária, muitas vezes somos forçados a sair da nossa “posição tímida” e nos destacarmos, sem que essa fosse a nossa intenção. Em situações como essa, quando não entendemos o que está ocorrendo, o importante é continuar confiando em Deus, pois ele é a nossa única esperança (Pv 3:5).

2.3 – Injúria

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, injúria é qualquer ofensa à dignidade de alguém. É atribuir à alguém qualidade negativa, não importa se falsa ou verdadeira, ou seja, xingamento. Se o xingamento for fundamentado em elementos extraídos da raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de idosa ou deficiente, o crime será chamado de “injúria discriminatória” (art. 140, § 3º do Código Penal). Como cidadãos, devemos buscar nossos direitos, pois a liberdade de credo e religião é para todos. Entretanto, como diz o Senhor em Mt 5:44, também devemos orar pelos que nos perseguem.

2.4 – Rejeição

Pela posição que assumimos diante do Senhor, muitas das vezes não somos o “preferido” de muitos: não entramos em esquemas corruptos, procuramos falar a verdade ou não vamos a lugares que Deus abomina. Nessas horas, o importante é entendermos que devemos olhar para o Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12:2). 3 – SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

Em Mt 5:13-16, Jesus nos diz que somos o Sal da Terra e Luz do Mundo. Isto significa afirmar que, apesar de não pertencermos a este mundo (Jo 15:19), não devemos incentivar a perseguição à Igreja tratando os outros credos e filosofias com ódio e desprezo, mas mostrar com o nosso testemunho pessoal como o Senhor pode mudar a vida dos que estão ao nosso redor. A nossa batalha é espiritual e não carnal (Ef 6:12). A nossa vitória vem através da oração e não pelo nosso sangue (Ef 6:18). O nosso testemunho deve ser em todas as áreas, seja econômica, social ou política. Como cidadãos, devemos exercer o nosso direito ao voto, ao invés de falarmos que só há corruptos na política. A Igreja do Senhor deve ser unida e é desta forma que ela vencerá os obstáculos.

4 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Igreja do Senhor está avançando. Independente de lutas, ou perseguições, ou mesmo de argumentos internos que aparentemente interferem no seu caminhar, ou de nós mesmos, a Palavra do Senhor está sendo anunciada e cada vez mais pessoas estão reconhecendo o senhorio de Jesus Cristo. Devemos deixar o Espírito Santo habitar em nós para que possamos contribuir para o crescimento da Igreja.

                         Que Deus nos abençoe!


FONTE: ADVEC – ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM CRISTO | TAQUARA 📌
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL – CLASSE DOS PROFESSORES  
          

                 A Primeira Perseguição sob os Imperadores

      Aqui podemos fazer uma breve pausa para contemplar o progresso do cristianismo, e o estado da igreja em Roma nessa época. Muito cedo, e sem o auxílio de qualquer apóstolo, o cristianismo tinha encontrado o seu caminho até Roma. Sem dúvida, deve ter sido primeiramente levado por alguém que tinha se convertido por meio da pregação de Pedro no dia de Pentecostes. Dentre seus ouvintes temos expressamente mencionados "forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos"(Atos 2:10). E Paulo, em sua epístola àquela igreja, dá graças a Deus "porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé" (Romanos 1:8). E em suas saudações ele fala de "Andrônico e Júnias", seus parentes e companheiros de prisão, que eram homens que se distinguiam entre os apóstolos e cuja conversão foi anterior à sua própria (Romanos 16:7). Mas grandes maravilhas tinham sido escritas pelo evangelho no decorrer de trinta anos. Os cristãos tinham se tornado um povo marcado, separado e peculiar. Eles eram agora conhecidos como perfeitamente distintos dos judeus, e amargamente negados por eles.

  Os trabalhos de Paulo e seus companheiros, durante os dois anos de seu aprisionamento, eram sem dúvida abençoados pelo Senhor para a conversão de muitos; tanto que os cristãos, nesse tempo, não formavam uma comunidade secreta ou inconsiderada, mas uma que era conhecida por ter em seu meio tanto judeus quanto gentios de todas as classes e condições, desde membros da família imperial até escravos fugitivos. No entanto, seu sofrimento presente, como vimos, não era pelo cristianismo que professavam. Eles foram, na verdade, sacrificados por Nero para apaziguar a fúria popular e para se reconciliar com suas divindades ofendidas.

      Essa foi a primeira perseguição oficial aos cristãos; e, por algumas de suas características, ela se destaca dentre os anais da barbaridade humana. Uma crueldade inventiva procurava novas formas de tortura para saciar o sanguinário Nero - o imperador mais cruel que já reinou. Os calmos, pacíficos e inofensivos seguidores do Senhor Jesus eram costurados nas peles de feras selvagens e rasgados por cachorros; outros eram envoltos em um tipo de roupa coberta com cera, piche e outros materiais inflamáveis, tendo uma estaca debaixo do queixo para mantê-los na vertical, sendo então incendiados quando chegava a noite, para que servissem de tochas nos jardins públicos, para divertimento dos populares. Nero emprestou seus próprios jardins para tais exibições, dando entretenimento ao povo. Ele tomava parte ativa nos próprios jogos, algumas vezes se misturando à multidão à pé, e às vezes assistindo o horrível espetáculo de sua carruagem. Mas o povo, mesmo acostumado a execuções públicas e espetáculos de gladiadores, começou a se compadecer pelas crueldades sem precedentes infligidas contra os cristãos. Eles começaram a perceber que os cristãos sofriam, não pelo bem público, mas para gratificar a crueldade de um monstro. Contudo, por mais terrível que fosse a morte, ela logo terminaria, e para os cristãos, sem dúvida, seria então o momento mais feliz de sua existência. Muito, mas muito tempo antes que as luzes se apagassem no jardim de Nero, os mártires já tinham chegado ao seu lar e descanso no florescente jardim das eternas delícias de Deus. Esta preciosa verdade aprendemos do que o Salvador disse ao ladrão arrependido na cruz - "Hoje estarás comigo no Paraíso." (Lucas 23:43).

      Embora os historiadores não entrem em acordo quanto à extensão ou duração dessa terrível perseguição, há muitas boas razões para crer que ela se espalhou pelo império e durou até o fim da vida do tirano. Ele morreu por sua própria mão na mais absoluta miséria e desespero, em 68 d.C., cerca de quatro anos depois da queimada de Roma, e um ano após o martírio de Pedro e Paulo. Perto do fim de seu reinado, os cristãos eram obrigados, sob as mais pesadas penas, até mesmo de morte, a oferecer sacrifícios ao imperador e aos deuses pagãos. Embora tais decretos estivessem em vigor, a perseguição deve ter continuado.

     Após a morte de Nero, a perseguição cessou, e os seguidores de Jesus desfrutaram de relativa paz até o reinado de Domiciano, um imperador que ficava só um pouco atrás de Nero em termos de maldade. Mas enquanto isso, devemos mudar de assunto por um momento e tomar nota do cumprimento de um dos avisos mais solenes do Senhor: a queda de Jerusalém.

As Causas Ostensivas da Perseguição

         Os romanos professavam tolerar todas as religiões, e que a comunidade não tinha nada a temer. Esta era a vangloriosa liberalidade que professavam. Até mesmo aos judeus eram permitidos viver de acordo com suas próprias leis. O que foi que aconteceu então, podemos nos perguntar, que pode ter causado toda a severidade deles contra os cristãos? Tinha a comunidade algo a temer deles? Havia algo a temer daqueles cujas vidas eram irrepreensíveis, cujas doutrinas era a pura verdade do céu, e cuja religião era propícia ao bem-estar das pessoas, tanto de modo público como privado?

Os seguintes pontos podem ser considerados como algumas das inevitáveis causas da perseguição, olhando para os dois lados da questão:

1. O cristianismo, ao contrário de todas as religiões que a precederam, era agressivo em seu caráter. O judaísmo era exclusivo: a religião de uma nação só. O cristianismo era proclamado como a religião da humanidade, ou do mundo todo. Isto era algo inteiramente novo na terra. "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15), este era o mandamento do Senhor para seus discípulos. Eles deviam prosseguir e guerrear contra o erro em todas as suas formas e em todas as suas obras. A conquista a ser feita era o coração para Cristo. "As armas da nossa milícia", diz o apóstolo, "não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo." (2 Coríntios 10:4,5). Nessa guerra de agressão contra as instituições existentes, e contra os hábitos corruptos dos pagãos, os discípulos de Jesus tinham pouco a esperar além de resistência, perseguição e sofrimento.

2. A religião pagã, a qual o cristianismo estava rapidamente prejudicando e destinando à queda, era uma instituição do Estado. Ela estava tão intimamente entrelaçada com todo o sistema civil e social que atacar esta religião era entrar em conflito com ambos os sistemas civil e social. E foi exatamente isto que aconteceu. Se a igreja primitiva fosse tão acomodada com o mundo como é a cristandade hoje, muita perseguição poderia ter sido evitada. Mas a hora não tinha chegado para tal frouxo acomodamento. O evangelho que os cristãos então pregavam, e a pureza da doutrina e da vida que mantinham, abalaram o próprio fundamento da velha e profundamente enraizada religião do Estado.

3. Os cristãos naturalmente se separavam dos pagãos. Eles se tornaram um povo separado e distinto. Eles não podiam fazer nada além de condenar e abominar o politeísmo como algo totalmente oposto ao único e verdadeiro Deus, e ao evangelho de Seu Filho Jesus Cristo. Isto deu aos romanos a ideia de que os cristãos eram hostis à raça humana, vendo que condenavam todas as religiões, menos a sua própria. Portanto, diz-se que eles eram chamados de "ateus", pois não acreditavam nas divindades pagãs e ridicularizavam a adoração pagã.

4. Simplicidade e humildade caracterizavam a adoração cristã. Eles pacificamente se reuniam antes do sol nascer ou após o sol se pôr para evitar ofender os demais. Eles cantavam hinos a Cristo como Deus, eles partiam o pão em memória de Seu amor ao morrer por eles, eles edificavam-se uns aos outros e comprometiam-se a uma vida de santidade. Mas eles não tinham templos bonitos, nem estátuas, nem ordens sacerdotais, e nem vítimas para oferecer em sacrifício. O contraste entre a adoração deles e a de todos os outros no império se tornou muito claro. Os pagãos, em sua ignorância, concluíram que os cristãos não tinham nenhuma religião, e que suas reuniões secretas tinham o pior dos propósitos. O mundo agora, assim como naquela época, diria daqueles que adoram a Deus em espírito e em verdade que "essas pessoas não tem nenhuma religião". A adoração cristã, em verdadeira simplicidade, sem o auxílio de templos e sacerdotes, ritos e cerimônias, não é muito melhor compreendida agora pela cristandade professa do que era pela Roma pagã daquela época. Continua sendo verdade que "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (João 4:24)

5. Pelo progresso do cristianismo, os interesses temporais de um grande número de pessoas foram seriamente afetados. Isto era uma fonte fecunda e amarga de perseguição. Uma incontável multidão de sacerdotes, fabricantes de imagens, comerciantes, adivinhos, augures e artesãos ganhavam uma boa vida pela existência da adoração de tantas divindades.

6. Todos estes, vendo seu trabalho e fonte de renda em perigo, se levantaram em força unida contra os cristãos, e procuraram por todos os meios deter o progresso do cristianismo. Eles inventaram e disseminaram as mais vis calúnias contra tudo o que era cristão. Os astutos sacerdotes e adivinhos facilmente persuadiam os vulgares e a mente do público em geral de que todas as guerras, tempestades e doenças que afligem a humanidade foram enviadas sobre eles por deuses raivosos, porque os cristãos que desprezavam a autoridade deles eram tolerados em todo lugar. *

{* Veja História Eclesiástica, de Mosheim, vol. 1, página 67e os primeiros capítulos de Cristianismo Primitivo, de Cave. }

     Muitas outras coisas poderiam ser mencionadas, mas estas eram, em todo lugar, as causas diárias dos sofrimentos dos cristãos, tanto publicamente quanto em privado. Da verdade desses fatos um momento de reflexão é capaz de convencer qualquer leitor. Mas a fé podia ver a mão do Senhor e ouvir Sua voz em tudo"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos... eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; e sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios... Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada." (Mateus 10:16-34) *
{* N. do T.: Apesar do capítulo 10 de Mateus, assim como Marcos 16:15, dizerem respeito à comissão dos judeus e ao evangelho do reino, é evidente que muitos pontos podem ser aplicados também aos cristãos, e descrevem muito bem o sofrimento e perseguição sofridas por causa do nome de Cristo. O caráter judaico e a pregação do evangelho do reino (e não o evangelho da graça de Atos 16:31) de Mateus 10 podem ser facilmente observados por uma leitura atenciosa e em oração: "Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus... E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem." (Mateus 10:5-7, 22-23).

Tendo falado bastante sobre a grande oposição que a igreja primitiva teve que lutar contra, será necessário olhar por um momento para a verdadeira causa das causas e dos meios para o rápido progresso do cristianismo.

A Queda de Jerusalém (70 d.C.)  

        A dispersão dos judeus e a total destruição de sua cidade e templo são os próximos eventos a se considerar no restante do primeiro século, embora, estritamente falando, essa terrível catástrofe não faça parte da história da igreja, e sim da história dos judeus. No entanto, pelo fato de ter sido um cumprimento literal da profecia do Salvador, e que afetou de imediato aqueles judeus que eram cristãos, esse evento merece um lugar em nossa história.

      Os discípulos, antes da morte e ressurreição de Cristo, eram fortemente judaicos em todos os seus pensamentos e associações. Eles conectavam o Messias ao templo. Seus pensamentos eram de que Ele deveria libertá-los do poder dos romanos, e que todas as profecias sobre a terra, as tribos, a cidade e o templo seriam cumpridas. Mas os judeus rejeitaram o próprio Messias e, consequentemente, todas as suas próprias esperanças e promessas nEle. As palavras iniciais de Mateus 24 são muito significativas e importantes: "E, quando Jesus ia saindo do templo...". O templo estava agora, de fato, vazio aos olhos de Deus. Tudo o que dava valor a Ele ali agora se foi. "Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta" (Mateus 23:38). Ela agora estava pronta para a destruição.

       "Aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo." (Mateus 24:1). Eles ainda se ocupavam com a grandeza e glória externas dessas coisas. "Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada." (Mateus 24:2). Essas palavras foram literalmente cumpridas pelos romanos cerca de quarenta anos depois de terem sido faladas, e da mesma maneira que o Senhor predisse: "Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." (Lucas 19:43,44)

       Depois dos romanos terem experimentados muitas decepções e derrotas na tentativa de abrir uma brecha nas muralhas, por causa da desesperada resistência dos judeus insurgentes e, embora houvesse pouca esperança de tomar a cidade, Tito mesmo assim convocou um conselho de guerra. Dois planos foram discutidos: invadir violentamente a cidade imediatamente; consertar os aparatos militares e reconstruir as máquinas; ou sitiar e induzir a fome na cidade para forçar a rendição. A última foi a preferida, e todo o exército foi colocado para "entrincheirar" toda a cidade. Mas o cerco foi longo e difícil. Durou da primavera até setembro. E durante todo o tempo, as mais sem precedentes misérias de todo tipo foram experimentas pelos sitiados. Mas afinal chegou o fim, quando tanto a cidade quanto o templo estavam nas mãos dos romanos. Tito estava ansioso para tomar o magnificente templo e seus tesouros. Mas, contrários a suas ordens, um soldado, montado nos ombros de um de seus camaradas, ateou fogo em uma pequena porta dourada no pátio exterior. As chamas logo se espalharam. Tito, vendo isto, correu ao lugar o mais rápido que pôde. Ele gritou, fez sinais para seus soldados para que extinguissem o fogo; mas sua voz foi abafada, e seus sinais não foram percebidos em meio à terrível confusão. O esplendor do interior do templo o encheu de admiração e, como as chamas ainda não tinham chegado ao lugar santo, ele fez um último esforço para salvá-lo, exortando os soldados a apagar o incêndio; mas era tarde demais. Chamas ardentes se erguiam por todas as direções, e a feroz excitação da batalha, somada à insaciável esperança de pilhagem, tinha atingido seu ápice. Tito mal sabia que Alguém que era maior que ele tinha dito: "Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada." (Mateus 24:2). A palavra do Senhor, e não os comandos de Tito, devia ser obedecida. O templo foi realmente arrasado até as fundações, de acordo com a palavra do Senhor.

      Para quase todos os aspectos particulares desse terrível cerco, estamos em débito com Josefo, que estava no acampamento romano e próximo da pessoa de Tito naquele tempo. Ele agiu como intérprete quando foram tratados os termos entre Tito e os insurgentes. Os muros e baluartes de Sião pareciam inconquistáveis para os romanos, e Josefo ansiava muito por um tratado de paz. No entanto, os judeus rejeitavam cada proposta, até que os romanos finalmente triunfaram. Ao entrar na cidade, Josefo nos conta que Tito se encheu de admiração pela sua força. De fato, ao contemplar a sólida altitude das torres, a magnitude de várias das pedras, e a precisão de suas junções, e ao ver quão grandes eram sua amplitude e quão vasta sua altura, "Claramente", exclamou Tito, "lutamos com Deus do nosso lado; e foi Deus quem derrubou os judeus daqueles baluartes, pois o que as mãos humanas ou maquinas podiam fazer contra aquelas torres?" Tais foram as confissões do general pagão. Certamente deve ter sido o cerco mais terrível de toda história do mundo registrada.

        Os relatos dados por Josefo sobre os sofrimentos dos judeus durante o cerco são horríveis demais para serem transferidos para nossas páginas. Os números que pereceram sob Vespasiano no país, e sob Tito na cidade, no período de 67-70 d.C., por fome, facções internas e pela espada romana, chegou à casa de 1.350.460, além de cem mil vendidos como escravos.* Infelizmente, essas foram as horríveis consequências da incredulidade e desdém aos apelos solenes, ternos e a afetuosos de seu próprio Messias. Podemos imaginar as lágrimas do Redentor derramadas sobre a cidade amada? E podemos imaginar as lágrimas dos pregadores de hoje em dia, enquanto apela a amados pecadores, em vista da vinda e dos juízos eternos? Certamente é de se maravilhar o fato de que tantas lágrimas sejam derramadas por causa de pecadores imprudentes, descuidados e perdidos. Ah, que corações sintam como sentiu o Salvador e que olhas chorem como os dEle!

{* Veja História dos Judeus, de Dean Milman, livro 16, volume 2, página 380.}


     Os cristãos, com quem temos mais especialmente que tratar, lembrando-se do aviso do Senhor, em grupo deixaram Jerusalém antes do cerco ser formado. Eles viajaram para Pella, uma vila além do Jordão, onde permaneceram até que Adriano lhes permitiu retornar às ruínas da antiga cidade. E isso nos leva ao fim do primeiro século.

        Durante os curtos reinados de Vespasiano e de seu filho Tito, o número de cristãos deve ter crescido consideravelmente. Isto aprendemos, não de algum relato direto que possamos ter sobre a prosperidades deles, mas das circunstâncias incidentais que provam isso, e que vamos conhecer em seguida.




                         
                      Imperadores

Passemos agora a uma breve visão geral de alguns dos imperadores sob os quais a igreja sofreu perseguição.

Nero

Cláudio Nero foi nomeado imperador aos 16 anos e reinou de 54 a 68 a.D. Ele teve cerca de cinco anos bons, sob a orientação de homens como Sêneca, o poeta e filósofo romano. Mas tudo isso mudou quando mandou matar sua mãe em 59 a.D. Ela fora muito pobre. Sua “insanidade e fúria ao ver seu filho fugir do seu controle” levou Nero a crer que ela fosse uma ameaça para o seu poder. Em 62 a.D., mandou matar sua esposa para que pudesse casar-se com outra mulher. Mais tarde, matou um irmão e seu mestre, Sêneca.

Os cristãos se tornaram objeto da sua fúria após o Grande Incêndio de Roma, em 64 a.D. Alguns suspeitavam que o próprio Nero começara o incêndio, por isso ele apontou o dedo acusador para os cristãos. O fato de que se sentisse confiante para fazer isto indica a baixa consideração em que o povo já tinha os cristãos. O historiador Philip Schaff afirma que “a origem judaica deles, sua indiferença à política e às questões públicas, sua repulsa pelos costumes pagãos, foram traduzidas em um ‘odium generis humani’ (ódio ao gênero humano), e isto tornou uma tentativa por parte deles de destruir a cidade suficientemente plausível para justificar um veredicto de culpa”. Schaff afirma que “ali começou um carnaval de sangue, tal que nem mesmo a Roma pagã jamais vira antes ou depois ... Uma ‘vasta multidão’ de cristãos foi condenada à morte da maneira mais chocante”. Alguns foram crucificados, outros costurados em peles de animais e lançados aos cães, outros foram cobertos de piche, pregados a postes de madeira, e queimados como tochas. Foi nessa ocasião que Pedro e Paulo deram suas vidas pelo seu Salvador, provavelmente separados pelo espaço de um ano.

Nero aparentemente se suicidou em 68 a.D., quando o Senado e os patrícios se voltaram contra ele.

Trajano

O imperador Trajano governou de 98 a 117 a.D. Um dos seus governantes, um homem chamado Plínio, o Jovem, escreveu a Trajano pedindo conselho sobre o que fazer com os cristãos. Eles estavam se tornando numerosos, e Plínio achava que as religiões pagãs estavam sendo negligenciadas. Ele começou a sentenciar à morte cristãos que se recusassem a honrar os deuses e o imperador. Plínio acreditava que, ainda que as práticas dos cristãos não fossem tão más, apenas sua obstinação bastava para que ele se livrasse deles. Deveria ele sentenciá-los somente por trazerem o nome de cristãos, ou teriam de cometer atos criminosos específicos?

Trajano respondeu com um tipo de política do “não pergunte, não diga”. “Eles não devem ser investigados”, disse. Mas, se alguém fizesse uma acusação digna de crédito contra um cristão, o cristão deveria ser sentenciado, a menos que se retratasse e desse prova invocando os deuses pagãos.

A perseguição foi especialmente grave na Síria e na Palestina durante o reinado de Trajano. Em 107, ele foi a Antioquia e exigiu que todos sacrificassem aos deuses. Inácio, bispo de Antioquia e pupilo do apóstolo João, recusou-se e foi martirizado sendo lançado às feras. Inácio escreveu o seguinte a Policarpo, outro discípulo de João, no seu trajeto a Roma: “Que o fogo, o patíbulo, as feras, o partir dos ossos, o separar dos membros, o triturar de todo o meu corpo, e os tormentos do diabo e do próprio inferno venham sobre mim, para que eu possa ganhar a Cristo Jesus”.

Adriano

A política de Trajano foi continuada pelos próximos imperadores. O imperador Adriano, “o mais brilhante dos imperadores romanos”, exigia também acusações específicas contra os cristãos. Ele não permitia que os governadores “usassem meras demandas vociferantes e protestos” como base para julgamento. Ademais, se alguém fizesse uma acusação contra os cristãos “apenas para acusá-los”, o governador devia “proceder contra aquele homem com as penas mais pesadas, de acordo com a sua culpa hedionda”. Não poderia haver processos frívolos.

Contudo, os cristãos ainda precisavam provar lealdade ao estado e às religiões pagãs. Adriano detestava os judeus, e era relativamente “indiferente ao Cristianismo por ignorância a seu respeito”. Ele insultou os judeus e os cristãos igualmente, erigindo templos a Júpiter e Vênus no lugar do templo e no suposto local da crucificação”. 

Antonino Pio

A política de não perseguir ativamente os cristãos foi continuada sob Antonino Pio, que governou de 138 a 161 a.D. Durante os reinados de imperadores tais como Adriano e Antonino, porém, os cristãos às vezes sofriam perseguição nas mãos da população das cidades, sem qualquer encorajamento direto dos oficiais do governo. Durante o reinado de Antonino, Policarpo, pupilo do apóstolo João, foi martirizado na Ásia, durante uma dessas explosões de violência. Após isto, as perseguições se acalmaram um pouco. A execução deste ancião de 86 anos pareceu mudar a sorte contra a perseguição por algum tempo.(28)

Marco Aurélio

Em 161 a.D., Marco Aurélio assumiu o poder e reinou até 180. Foi durante o seu reinado que Justino Mártir encontrou sua morte.

Embora não induzisse perseguições contra os cristãos diretamente, ele não tinha nenhuma simpatia por eles, porque os via como sendo fastidiosamente supersticiosos. Somos informados de que “fora baixada uma lei sob o seu reinado, punindo com exílio a todos os que se esforçassem por influenciar a mente das pessoas pelo temor à Divindade, e esta lei visava, sem dúvida, aos cristãos”. F. F. Bruce afirma que “a própria determinação dos cristãos em face do sofrimento e da morte, que em si mesmo poderia ter ganhado o respeito de um estóico, era explicada não como coragem recomendável, mas como perversa obstinação ... Marco desprezava o que lhe parecia a superstição grosseira das crenças cristãs, o que as desqualificava do respeito devido a outros que mantinham seus princípios ao custo da própria vida”. Para Aurélio, era bom morrer por algo importante, mas não por algo tão tolo como o que os cristãos acreditavam. Ademais, os cristãos iam para suas execuções com uma aparência de voluntariedade que ele considerava uma exibição teatral que era anátema para o espírito calmo apreciado pelos estóicos.

Durante o reinado de Aurélio, os cristãos eram acusados por vários desastres naturais porque não queriam sacrificar aos deuses. Em 177 a.D., na Gália, irrompeu terrível perseguição em uma onda de violência popular. Escravos eram torturados para que dessem testemunho contra seus senhores. “Os corpos dos mártires, que cobriam as ruas”, diz Philip Schaff, “eram vergonhosamente mutilados, depois queimados, e as cinzas lançadas no Reno, para que nenhum vestígio dos inimigos dos deuses profanasse o solo”. 

Septímio Severo

Outro imperador sob o qual os cristãos sofreram terrivelmente foi Septímio Severo, que governou de 193 a 211. Escrevendo durante o seu reinado, Clemente de Alexandria disse: “Muitos mártires são diariamente queimados, confinados ou decapitados, diante de nossos olhos”.

Em 202, Septímio decretou uma lei proibindo a difusão do Cristianismo e do Judaísmo. Este foi o primeiro decreto universal proibindo a conversão ao Cristianismo. Violentas perseguições irromperam no Egito e no Norte da África. Leônidas, pai de Orígenes, um apologista cristão, foi decapitado. O próprio Orígenes foi poupado porque sua mãe ocultara suas roupas. As perseguições diminuíram um pouco logo após a morte de Septímio, mas recomeçaram com uma desforra sob Décio Trajano.

Décio Trajano

Em seus curtos anos no trono, o imperador Décio Trajano se encarregou de restaurar o antigo espírito romano. Em 250 a.D., ele publicou um edito convocando a um retorno à religião pagã do Estado. Comissários locais eram designados para fazer cumprir o decreto. Quando as pessoas eram suspeitas de serem cristãs, era-lhes dada oportunidade para oferecerem sacrifício aos deuses diante dos comissários. Certificados eram emitidos para provar a lealdade de uma pessoa às religiões pagãs. Muitos cristãos cederam à pressão. Aqueles que não cediam eram colocados na prisão e repetidamente questionados. Os governantes não procuravam mártires; eles queriam ver os cristãos se conformarem. Cristãos que se mantinham firmes eram submetidos a confisco, exílio, tortura, aprisionamento e morte. Em 251, Décio morreu, mas a perseguição continuou, já que os cristãos eram acusados pelas invasões dos godos e por desastres naturais.

Diocleciano

Durante os anos de 303 a 311, a igreja sofreu perseguições tão terríveis que todas as anteriores foram esquecidas. O historiador Philip Schaff viu isto como a batalha final entre o Império Romano pagão e o governo de Cristo no Ocidente. As fontes primárias da perseguição foram Diocleciano e Galério.

Diocleciano chegou ao poder em 284, e durante vinte anos manteve os editos de tolerância feitos por um imperador anterior. Sua esposa e filha eram cristãs, assim como a maior parte dos oficiais e eunucos da sua corte.

Mas Diocleciano permitiu que dois de seus co-regentes o persuadissem a voltar-se contra os cristãos. Quatro editos foram emitidos em 303 e 304 a.D. “As igrejas cristãs deviam ser queimadas”, conta-nos Schaff, “todas as cópias da Bíblia deviam ser queimadas; todos os cristãos deviam ser privados de ofícios públicos e direitos civis; e, finalmente, todos, sem exceção, deviam sacrificar aos deuses sob pena de morte”. Um quinto edito foi emitido pelo co-regente Galério em 308, ordenando que todos os homens, com esposas, filhos e servos, deviam oferecer sacrifícios aos deuses, “e que todas as provisões nos mercados deviam ser aspergidas com vinho sacrificial”. Em conseqüência, os cristãos ou tinham de cometer apostasia ou morrer de fome. Afirma Schaff: “Todas as dores, que o ferro e o aço, o fogo e a espada, o cavalete e a cruz, as feras e homens ferozes poderiam infligir, foram empregados”(52) contra a igreja. Os executores ficavam cansados com todo o trabalho que tinham a fazer.

A sorte finalmente mudou na terrível batalha entre o paganismo e o Cristianismo em 311, quando Galério admitiu a derrota ao tentar trazer os cristãos de volta às religiões pagãs. Ele deu aos cristãos permissão para se reunirem, desde que não perturbassem a ordem do estado. Ele até solicitou que orassem ao seu Deus pela prosperidade do estado.

Algumas perseguições se seguiram sob alguns outros imperadores, mas o fogo estava quase extinto no antigo Império Romano. Em 313, Constantino, imperador no ocidente, emitiu o Edito de Milão, que se moveu da neutralidade hostil para a neutralidade amigável em relação aos cristãos. Ele declarou-se a si mesmo seguidor do Deus do Cristianismo. Em 324, tornou-se imperador de todo o mundo romano, e publicou um novo edito de tolerância que abrangeria todo o império.

OBSTÁCULOS INTERNOS

A igreja foi instituída para crescer, quantitativamente e, principalmente, qualitativamente. Quando isso não acontece é porque, primeiramente, há fatores internos que impedem esse crescimento. Digo interno porque fatores externos nunca foram obstáculos ao crescimento da igreja (cf. Mt 16:18). Um determinado líder perguntou a outro: “o que devo fazer para minha igreja crescer?”. O outro respondeu: “A pergunta está errada, o correto seria perguntar: “por que a igreja não está crescendo?”. A igreja é um organismo vivo, ela cresce por si só. Se ela não cresce, então, é porque está enferma. Um organismo enfermo, tende a definhar e pode até a morrer. Veja o que o apóstolo Paulo falou à igreja de Corinto: “Por causa disso há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem” (1Co 11:30). O maior milagre na vida de uma pessoa é o novo nascimento. A falta do milagre do novo nascimento é a razão principal da existência de tantas igrejas locais raquíticas, anêmicas, nanicas, compostas de pessoas vazias, sem nenhuma experiência profunda com o Senhor. Sem o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo muitos igrejas estão caminhando de forma recreativa e festiva para o inferno. É lamentável!

O crescimento da igreja deve ser equilibrado: qualitativo e quantitativo. Mas, o que é mais importante para a Igreja, a quantidade ou a qualidade? Segundo Rick Warren este é, infelizmente, um mito bastante propagado quando se fala em crescimento de igreja. É como se a igreja tivesse de escolher entre quantidade e qualidade. Ele define: “Quantidade se refere ao tipo de discípulos que uma igreja produz; quantidade se refere ao número de discípulos que uma igreja está produzindo”. Toda igreja deve buscar o maior numero de pessoas possíveis e também desejar que essas pessoas se tornem crentes de qualidade. Qualidade produz quantidade e quantidade cria qualidade. A igreja em Jerusalém possuía qualidade e quantidade (cf. Atos 6:1-7). Crescer em qualidade de vida: em intimidade com Deus, na oração e em santidade e no caráter de Cristo. Crescer em quantidade: em número de pessoas salvas pelo sangue de Jesus.

Reflexões

Em sua obra chamada Apologia, o apologista latino Tertuliano fez o seguinte e atualmente famoso comentário: “Quanto mais somos mortos por vós, mais crescemos em número; o sangue dos cristãos é semente”. De qualquer maneira, o sofrimento de alguns cristãos estimulava outros a viverem mais fielmente. O apóstolo Paulo observou que “a maioria dos irmãos, confiando no Senhor por causa da minha prisão, têm mais coragem de falar a palavra de Deus sem temor” (Fp 1:14). Através de todas as terríveis perseguições dos primeiros séculos, a igreja continuou a crescer.

Estamos verdadeiramente preparados para sofrer pela nossa fé? Cremos realmente no que dizemos que cremos? Se a perseguição vier um dia, Deus nos concederá a fidelidade para permanecermos firmes. E não nos esqueçamos de orar e trabalhar em favor de nossos irmãos e irmãs que estão sofrendo pelo nome de Jesus Cristo.




*      NOTA: Mapa da Igreja Perseguida 2017: Conheça os países que mais perseguem o cristianismo

Diante de tantas guerras civis, conflitos e turbulências pelas quais o mundo passa, acompanhar o noticiário internacional se tornou um desafio. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 30% do mundo está em guerra e destas, pelo menos metade tem motivos religiosos.
Assim, a perseguição ao cristão tem aumentado, tanto nas formas de violência, quanto de pressão e ameaças. Como divulgamos em uma notícia no dia 9 de janeiro, o Cristianismo é a religião mais perseguida do mundo?, não podemos ignorar a perseguição aos cristãos, mesmo em países que declaram liberdade de religião e culto.
A Portas Abertas, organização mundial com mais de 60 anos de atuação, publica anualmente os 50 principais países, em que manter a fé cristã pode custar a vida. Segundo dados da organização, hoje existem cerca de 215 milhões de pessoas perseguidas (com diferentes graus de violência e pressão) em todo o mundo. Os números parecem exagerados, mas a pesquisa é minuciosa e conta com a auditoria das principais universidades da Europa. Segundo dados da pesquisa, países da África representam um terço desses países e têm seus conflitos principalmente motivados pela guerra civil e, sobretudo, pelo comando de grupos islâmicos extremistas, como Boko Haram, Seleka e Al Shabaab, que atuam intensivamente na região. Outro país africano, a Mauritânia, volta à Lista Mundial 2017, pois além do extremismo muçulmano que declarou o país como islâmico, a nação é governada há 30 anos por um sistema ditatorial.
A Lista Mundial da Perseguição 2017, traz outros números que merecem atenção. Pelo 15º ano consecutivo, a Coreia do Norte ocupa o topo da lista, sendo que cem por cento dos cerca de 300 mil cristãos do país são perseguidos por sua fé. Destes, mais de 200 mil estão presos em campos de trabalhos forçados, em péssimas condições de vida e saúde, com pouca alimentação, submetidos a torturas e severas tarefas diárias.
Por fatores de perseguição diferentes, mas não menos hostis, o Sri Lanka aponta mais uma vez no Mapa da Perseguição, tendo como principal meio de perseguição, grupos radicais budistas. Aliás, quando os olhos do mundo estão virados para o radicalismo muçulmano, corre por fora dois outros grupos não menos radicais, que tem sido fatores de perseguição em diversos países do mundo: o budismo e o hinduísmo.
A Lista Mundial da Perseguição é a única pesquisa desta espécie no mundo e completa este ano 25 anos de trabalhos.
Top 10                                                                                                            
Os dez primeiros países que compõem a Lista Mundial da Perseguição, são:
1º Coreia do Norte
2º Somália
3º Afeganistão
4º Paquistão
5º Sudão
6º Síria
7º Iraque
8º Irã
9º Iêmen
10º Eritreia
11º Líbia
12º Nigéria
13º Maldivas
14º Arábia Saudita
15º Índia
16º Uzbequistão
17º Vietnã
18º Quênia
19º Turcomenistão
20º Catar
21º Egito
22º Etiópia
23º Territórios Palestinos
24º Laos
25º Brunei
26º Bangladesh
27º Jordânia
28º Mianmar
29º Tunísia
30º Butão
31º Malásia
32º Mali
33º Tanzânia
34º República Centro-Africana
35º Tajiquistão
36º Argélia
37º Turquia
38º Kuwait
39º China
40º Djibuti
41º México
42º Comores
43º Cazaquistão
44º Emirados Árabes Unidos
45º Sri Lanka
46º Indonésia
47º Mauritânia
48º Bahrein
49º Omã
50º Colômbia
Para saber mais acesse www.portasabertas.org.br/listamundial e veja a lista completa de países, seus perfis e a atuação da Portas Abertas em cada região.
 FONTE: http://www.ultimosacontecimentos.com.br 📌



11. Seja uma pessoa de bem, exale o bom perfume do Espírito Santo e ajude pessoas a permanecerem firme no Senhor. Até quem não é cristão pode ver um evangelismo em ações práticas, inclusive momentos de dor são necessários para outros mais produtivos chegarem. 
{Leia: Atos 11:19-24}

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