
Lição 13 –
Qual é o seu legado?
(Pr.
Alexandre Ouverney)
1 -
INTRODUÇÃO
Texto básico
e personagem – Samuel; 1Sm 12.2-5; 20-23
– Discurso
de despedida de Samuel
2
– A VIDA DE SAMUEL 2.1
– Filho de uma mulher estéril – 1Sm 1.27; 2.2
– Fora dedicado ao Senhor por sua mãe – 1Sm 1.11; 2.11; 2.3 – Serviu ao Senhor
desde jovem – 1Sm 2.18-21; 2.4 – Ministrava ao povo o caminho do Senhor
(arrependimento) – 1Sm 7.3-6; 2.5 – A grande frustração de Samuel – 1Sm 8.5-8
3 – O DISCURSO DE SAMUEL 3.1
– Samuel
reconhece a vontade do povo e seu estado – 1Sm 12.2; 3.2 – Cobra o testemunho
do povo a seu respeito - 1Sm 12.3; 3.3 – Faz o povo testemunhar diante do
Senhor - 1Sm 12.5; 3.4 – Ele repreende o povo pelo seu procedimento - 1Sm
12.20,21; 3.5 – Mas anima o povo e diz que continuará a orar por ele - 1Sm
12.22,23.
4 – HERANÇA VERSUS LEGADO 4.1
– Definições: Herança – Aquilo que se herda; o
que se deixa por hereditariedade - É deixado para uma ou mais pessoas,
geralmente da família via testamento. Legado – Aquilo que se deixa de herança
não individual, mas coletiva. Pode ser material via testamento ou na forma
imaterial, como por exemplo, legado moral, ético, etc. Na forma material seria
um acervo cultural criado: livros escritos, quadros pintados, etc. Aquilo que
se fez para o uso ou benefício coletivo. Em alguns casos estes conceitos se
confundem. Legado seria uma “herança” (algo deixado) não pessoal, mas de
caráter coletivo. Ex.: O legado das Olimpíadas. Ao mesmo tempo é material
(obras), mas de uso coletivo (legado).
4.2 – A herança dos sacerdotes é o Senhor –
Dt 18.1,2
4.3 – O
grande legado dos sacerdotes: – Sua descendência não teria herança material –
Dt 10.8,9; – Ensinar ao povo o temor de Deus – Dt 10.12;13. – Ser exemplo na
busca da “santidade ao nosso Deus” – Ex 28.36-38;
5
– Como anda o nosso legado?
5.1 – Como
filhos – O que nossos pais pensam de nós?
5.2 – Como pais – Qual o conceito dos nossos
filhos a nosso respeito?
5.3 – Como cônjuge – Que testemunho nosso(a)
companheiro(a) pode dar de nós?
5.4 – Como
crente – Qual é o nosso legado para o mundo?
5.5 – Como
salvo – Qual é a imagem que projetamos na igreja?
5.6 – Aos olhos de Deus – Como Deus nos vê?
6 – CONCLUSÃO
A maior parte do aprendizado de um
indivíduo é pelo exemplo. Como pais precisamos nos preocupar com o legado
(aquilo que vamos deixar para nossos filhos) além da herança material.
Precisamos nos preocupar em perceber como eles nos veem, de forma a corrigirmos
nosso testemunho para que passemos os conceitos de moral, ética, educação e
tudo mais de bom que temos para deixar para eles. Se apenas ensinamos com
palavras, mas agimos de outra maneira, não atingiremos o nosso objetivo.
Robert Coles
(Harvard Medical School), psicanalista americano diz: “A criança é uma
testemunha atenta da moralidade dos adultos ou de sua ausência. Ela busca
sugestões de como se comportar e as encontra quando os pais fazem opções,
mostrando, na prática, seus valores e opiniões”.
Como diz
Paulo:
“Sede meus imitadores como também eu de Cristo” 1Co 11.1
ADVEC – ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM CRISTO | TAQUARA ESCOLA
BÍBLICA DOMINICAL – CLASSE DOS PROFESSORES LPD n.º 50 – Família Cristã:
Proteção, Parceria e Amor 2.º Trimestre de 2017
📌📝SAMUEL, UM HOMEM DE DEUS
Extraído do site EBD belas artes
Samuel teve importância singular na história de Israel. Ele foi o último dos juízes a exercer autoridade civil sobre o povo. Embora não pertencesse à linhagem de Arão, oficiava os rituais como principal sacerdote. Foi também reconhecido como profeta e criou escolas de profetas que influenciaram as futuras gerações dos reis de Israel.
Seu nascimento é fruto de uma promessa feita por sua mãe,
Ana, que fez um voto com Deus, prometendo que seu filho seria um Nazireu¹ e o
serviria no templo. Samuel, ainda jovem, foi entregue ao sacerdócio e
ministrava perante o SENHOR, servindo sob a direção de Eli (I Sm 2.11;18). Era
conhecido como correto, ao contrário do que se dizia dos filhos de Eli. Estes
não apenas roubavam de Deus ao exigir as porções sacerdotais antes que o
sacrifício fosse entregue, mas também se portavam de tal maneira, que as
pessoas passaram a evitar ir a Siló² para sacrificar ao Senhor. Por causa disso
o pecado desses jovens era muito grande, conforme narra a Bíblia em I Sm 2.17.
Mas para o bem de Israel, Samuel, mesmo estando sujeito ao
mal e à influência dos filhos de Eli, reagiu contra as atitudes ímpias e
tornou-se consciente do chamado de Deus desde a juventude. Enquanto ele crescia
o Senhor era com ele, e fazia com que todas as suas palavras se cumprissem (I
Sm 3.19). Todo o Israel reconhecia que Samuel estava confirmado como profeta do
Senhor.
Ele suscitou uma grande reforma nacional, renovando a
aliança e trazendo o povo de volta à adoração ao Senhor Deus. Samuel
extinguiu os rituais de adoração cananéia das fileiras de Israel e estabeleceu
um circuito entre as cidades de Mispa, Ramá, Gilgal, Belém, Betel e Berseba,
para realizar suas tarefas sacerdotais e desenvolver um ministério de ensino
eficiente. Com a ajuda de Deus subjugou os filisteus em Mispa, e
ali ergueu uma pedra; e deu-lhe o nome “Ebenézer”, dizendo: “Até aqui nos
ajudou o Senhor (I Sm 7.12).
Samuel continuou como juiz de Israel todos os dias da sua
vida (I Sm 7.15). Já na sua velhice, por não haver liderança em Israel, pois
seus filhos Joel e Abias não andaram em seus caminhos, deu ouvidos ao povo e
consentiu, mesmo relutante, que se fosse escolhido um rei para
Israel. Saul foi escolhido por Deus para ser o primeiro rei de Israel,
porém, por ter se apossado indevidamente da responsabilidade sacerdotal, foi
rejeitado posteriormente. Samuel o advertiu e previu que o seu reinado não
permaneceria (I Sm 2.13). Seguindo a ordem de Deus, Samuel ungiu Davi como rei
no lugar de Saul.
Andou com retidão todos os dias da sua vida (I Sm 12.5), e
ao final, entregou ao povo a advertência de que a prosperidade da nação
dependia de sua obediência a Saul, bem como da sua sujeição à lei de Moisés.
Morreu com aproximadamente 52 anos, e todo o povo de Israel se reuniu e
pranteou; e o sepultaram onde tinha vivido , em Ramá. (I Sm 25.1)
Samuel é um exemplo para a nossa geração, que também vive em
um mundo que precisa ser restaurado. Ele foi levado quando criança para um
ambiente religioso corrupto, e viveu em um período onde a nação de Israel
servia outros deuses. Mesmo assim, consciente da sua responsabilidade, não se
deixou corromper e lutou pela restauração e libertação de Israel. Que possamos
aprender com Samuel e desejar que Deus seja coroado e cheio de glória e honra.
Que o seu reino avance e a sua justiça se propague por toda parte. Levando o
povo ao arrependimento dizendo: “Se vocês querem voltar-se para o Senhor de
todo o coração, livrem-se então dos deuses estrangeiros e dos postes sagrados,
consagrem-se ao Senhor e prestem culto somente a ele” (I Sm 7.3a).
Era um verdadeiro líder espiritual – Podemos aprender que
Samuel era mais que um profeta,um sacerdote ou juiz. Samuel era um líder
espiritual a ser seguido e imitado. Seus relacionamento com Deus fez com que
ele se tornasse referência a povo santo. Por ter sido fiel a Deus, o Senhor o
fez juiz,sacerdote, profeta, conselheiro e intercessor de Deus e dos homens. Um
homem de Deus que desempenhava bem os papéis atribuídos a Ele. Um homem que em
nada tinha de dolo (I Sm 12:4).
O Senhor deseja que sejamos servos como Samuel e também
líderes em várias áreas de nossa vida. As características de um líder não são
apenas as que lhe são atribuídas, mas são aquelas que desenvolvemos em nossa caminhada
de vida. Nossa dedicação poderá nos surpreender no futuro. Samuel foi o último
e um dos maiores juízes que Israel já teve, sendo pois um dos líderes mais
marcantes e dedicados. Sua obediência e dedicação a Deus foi um exemplo. Samuel
não era um profeta que pregava “aquilo que o povo quer ouvir”, mas aquilo que o
povo precisava ouvir, aquilo que necessitavam, pois ouvia a Deus. Samuel não
profetizava “só vitória” como muitos hoje, mas aquilo que ouvia de Deus falava,
O verdadeiro líder intercede a Deus pelos homens, mas não oculta a verdade dos
fatos. Samuel é um testemunho para todos aquele que servem a Deus ou que querem
servir, pois não tomava o nome de Deus em vão, com muitos hoje.(Ex 20:7). O
verdadeiro profeta não fala com soberba e vaidade, mas fala em espírito e
verdade. Fala aquilo que o Senhor ordena (Dt 18:18).
Fonte: http://ebdbelasartes.blogspot.com.br/2017/06/licao-13-qual-e-o-seu-legado.html
✅O Profeta SAMUEL: Vida e Obra
Conclusão:
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/
✅O Profeta SAMUEL: Vida e Obra
Samuel é o
personagem mais importante entre Moisés e Davi. Ele foi o Lutero ou o João
Batista de seu tempo.
Toda a sua carreira, desde o nascimento
até a morte, nos eleva acima dos baixos níveis típicos desse período. A estéril
Ana, com o anseio de uma hebréia por um filho, pede-o a Deus e depois o devolve
a Deus. Assim, Samuel foi criado no tabernáculo em Silo. O sumo sacerdote, Eli,
também era o "juiz" daqueles dias. Ele foi o primeiro a concentrar as
duas ocupações numa só pessoa. O idoso Eli, embora pessoalmente fosse puro,
permitiu que os gravíssimos pecados de seus filhos passassem em branco, sem
repreensão. Através do menino Samuel, Deus revelou a sentença contra a casa de
Eli. Esta ocorreu durante a famosa batalha de Afeque, quando os filisteus
mataram os filhos de Eli e capturaram a arca. Eli caiu morto ao receber a
notícia. Os anos de trevas que se seguiram foram amenizados com a esperança
crescente em Samuel, chamado para ser um profeta de Deus. A grande obra de
Samuel pode ser assim resumida:
1) Ele suscitou
uma grande reforma nacional, renovando a aliança e trazendo o povo de volta à
adoração ao Senhor Deus.
2) Atacado pelos
filisteus, ele teve tamanha vitória em Ebenézer que eles jamais investiram
novamente contra Israel durante o seu mandato de juiz.
3) Organizou as
escolas dos profetas.
4)
"Julgou" Israel durante toda a vida.
5) Preparou o
caminho para a monarquia e a introduziu, ungindo Saul e, após ser ele
rejeitado, Davi. Samuel, portanto, pertence ao período de transição dos juízes
para a monarquia. Ele é o último e o maior de todos os juízes e o primeiro da
grandiosa linhagem de profetas hebreus posteriores a Moisés.
6) Samuel deve
ser um instrutor do povo de Deus, dentro da Palavra de Deus. Ele ensina os
preceitos da aliança em Cristo, e anuncia à igreja a maneira correta de
proceder. Sua palavra não vem apenas em nível individual, mas também em nível
coletivo. Ele mostra os pecados de pessoas, mas também das instituições. O
pecado tem uma dimensão social. Ele se incrusta nas instituições
sociais que criamos, porque estas instituições refletem nossa natureza. Assim,
instituições políticas, religiosas, sociais e denominacionais sofrem os efeitos
do pecado. O profeta deve denunciar o pecado individual e estrutural e mostrar
o caminho correto, que é o arrependimento, a mudança radical das atitudes. O
profeta não aceita o pecado nos indivíduos nem nas estruturas, principalmente
nas estruturas a serviço de Deus. Os profetas bíblicos denunciaram os pecados
de Síria, Assíria, Egito, Edom, Babilônia, mas também os de Israel e Judá. O
profeta contemporâneo precisa fazer a Bíblia brilhar e cortar como uma espada
afiada. Ela deve ser mais que o livro do qual se lê um salmo, na hora da
reunião de culto, eclesiástica, administrativa, etc... Ela deve reger nossa
vida em todas as áreas. Esta relação do profeta com a Palavra de Deus deve nos
levar a uma reflexão. Neopentecostais usam muito o termo "a Palavra".
Se prestarem atenção, não se referem à Bíblia, mas a um conjunto que inclui a
palavra deles. Palavra alguma de pessoa alguma pode ombrear-se á Palavra de
Deus. Se alguém almeja ser profeta, e se a igreja se entender como comunidade
profética, precisa saber disto: a Palavra de Deus, a Bíblia, deve ser o norte
na vida dos cristãos, e não as tradições humanas, dogmas, ou ditames
eclesiásticos.
C.H. Spurgeon, disse: Nos dias de Eli,
a palavra do Senhor era preciosa, e não havia visão aberta. Foi ótimo que
quando a palavra veio, um indivíduo escolhido tinha o ouvido bom para
recebê-la, e o coração obediente para executá-la. Eli não educou seus filhos
para serem os servos dispostos e os ouvintes atentos à palavra do Senhor. Nisso
lhe faltava à desculpa de ser incapaz, porque treinou a criança Samuel com bom
êxito em ser reverentemente atento à vontade divina. Ah, que aqueles que são
diligentes com as almas de outros olhassem bem as suas próprias famílias. Mas
ai do pobre Eli, como muitos em nossos dias, fez-te guarda dos vinhedos, mas
tua própria vinha tu não guardaste. Sempre que olhava a criança graciosa,
Samuel, deve ter sentido a dor de coração. Quando se lembrava de seus próprios
filhos negligenciados e não punidos, e como se tornaram vis aos olhos de toda
Israel, Samuel era o testemunho vivo do que a graça pode operar quando as
crianças são educadas no temor do Senhor; e Hofni e Finéias eram tristes
exemplos do que a tolerância demasiada dos pais pode causar nos filhos dos
melhores dos homens. Oh, meu Deus! Eli, se você tivesse sido tão cuidadoso com
seus próprios filhos como com o filho de Ana, não teriam sido homens de Belial
comoforam, nem Israel teria detestado as ofertas do Senhor por causa da
fornicação que aqueles réprobos sacerdotes cometiam bem na porta do
tabernáculo.
I. O
Livro de Samuel
O livro de Samuel, dividido
pelos gregos e pelos latinos - não pelos hebreus - em dois, recebe o nome do
santo profeta, cujas gestas constituem os seus primeiros capítulos, e cuja ação
o dominam inteiramente. A matéria tratada divide-se marcadamente em três
partes, segundo as três personagens que governam sucessivamente o povo de
Israel: Samuel, Saul e Davi.
1a parte.
Samuel, o último Juiz:
1) Nascimento de
Samuel (1:1-2,10); sua juventude a serviço do templo; reprovação do sacerdote
Heli e de seus filhos (2:11-3,21).
2) Primeira
guerra filistéia; derrota, captura da arca, morte de Heli e de seus filhos (4).
Retorno da arca santa (5-7).
3) Judicatura de
Samuel: reforma religiosa, segunda guerra filistéia, vitória; governo de Samuel
(7:3-17).
4) Mau governo
dos filhos de Samuel. O povo pede um rei (8) Saul é ungido e proclamado rei
(9-10). Vitória sobre os amonitas (11). Samuel abdica e despede-se do povo
(12).
2a parte.
Saul, primeiro rei:
1) Terceira
guerra filistéia; desobediência de Saul; audácias de seu filho Jônatas;
vitórias. Sumário do reinado de Saul (13-14).
2) Vitória sobre
os amalecitas; e outra desobediência de Saul, que é por isso reprovado (15).
3) Samuel unge
secretamente rei a Davi, que é chamado à corte de Saul, assaltado por mania
furiosa (16).
4) Quarta guerra
filistéia. Davi vai ao acampamento e mata o gigante Golias (17:1-54). Amizade
de Jônatas com Davi e inveja de Saul para com o mesmo (17:55-18:9).
5) Saul procura
matar Davi, o qual foge da corte (18,10-19,17); vai ter com Samuel, renova com
Jônatas o pacto de amizade (19:18-21:1).
6) Davi anda
errante por vários lugares (21:2-22:5) Saul mata os sacerdotes fautores de Davi
(22:6-23). Davi em Ceila (23:1-13); em Zif salva-se de grave perigo (23:14-28)
em Engadi poupa a vida a Saul (24) ofendido por Nabal, é aplacado por Abigail,
que de pois desposa (25) novamente, poupa a vida a Saul (26) vive entre os
filisteus (27).
7) Quinta guerra
filistéia. Saul consulta a nigromante de Endor (28). Davi, afastado pelos
filisteus (29), vence os amalecitas (30). Saul morre no campo de batalha (31) e
Davi pranteia a sua perda (2Sam 1).
3a parte.
Davi, fundador da dinastia (2Sam 2-24):
1) Rei de Judá em
Hebron (2:1-7); guerra civil entre os dois partidos, progressos de Davi
(2:8-3:5) assassínio de Abner (3:6-39) e de Isboset (4).
2) Rei de todos
os Israelitas em Jerusalém (5:1-16) vitória sobre os filisteus (5:17-25)
transladação da arca para Sião (6) promessa messiânica (7) conquistas no
exterior (8) favores ao filho de Jônatas (9).
3) Desordens
domésticas. Guerra amonita (10); duplo pecado de Davi (11); arrependimento de
Davi (12); incesto de Amnon (13:1-22); vingança de Absalão (13:23-36); seu
exílio e repatriação (13:37-14:33).
4) Revolta de
Absalão (15:1-12) fuga de Davi (15:13-16:14) e entrada de Absalão em Jerusalém
(16:15-17:23); guerra civil (17:24-18:8); morte de Absalão e luto de Davi
(18:9-19:8). Davi retorna à capital (19:9-43) a rebelião de Seba é dominado
(20:1-22) governo (20:23-26).
5) Diversos
episódios. Cessa a fome, dando satisfação aos gabaonitas (21:1-14). Heroísmo de
alguns homens contra os filisteus (21:15-22). Cântico triunfal de Davi (22). -
Últimas palavras de Davi (23:1-7). Os heróis campeões (23, 8-39). Recenseamento
do reino; a peste; ereção de um altar sobre o Sião (24).
Todos esses
acontecimentos encheram o período de cerca de um século e meio, aproximadamente
os anos 1120-970 a.C., um lapso de história israelita isento de toda
interferência quer do Egito, quer da Assíria e da Babilônia.
Ao escrever o
livro, o autor sagrado tem por finalidade mostrar-nos as vias providenciais
pelas quais foi estabelecida no povo de Deus a monarquia e a dinastia davídica,
de cuja cepa devia nascer o Messias, cujas glórias ter-lhe-ia perpetuado. Em
Samuel apresenta-nos o modelo do ministro fiel de Deus, em Davi o tipo de
magnanimidade aliada a uma sincera piedade.
II.
Canonicidade:
Os nomes desses
dois livros poderiam estar ligados à tradição judaica segundo a qual foram
redigidos por Samuel, Natã e Gad, como já 1 Cr 29.29 manifestamente o supõe. No
Cânon, os dois livros constituíam, originalmente, uma unidade que só se desfez
nos manuscritos e nas impressões hebraicas executadas a partir de 1448. A
versão da LXX (Septuaginta) reuniu os livros de Samuel e Reis num só livro
chamado Reinos e o subdividiu em quatro livros numerados seguidamente, dos
quais os dois primeiros correspondem a 1 e 2 Sm e os últimos, a 1 e 2 Reis. 1 e
2 Sm são fruto da unificação de várias tradições.
Os livros, como
os temos, já são um processo elaborado, ou seja, alguém juntou as tradições e
deu forma redacional para que, lido, pudesse apresentar uma certa coerência de
conteúdo. Seu conteúdo engloba as tradições de Samuel, Saul e Davi. Todo o
contexto dos livros está voltado para as batalhas, primeiro de Samuel, depois
de Saul e Davi, contra os filisteus e as dificuldades inerentes a isso. Nesses
livros vamos encontrar a gênese da função do profeta em Israel, exemplificada
nas figuras de Samuel, Natã, Gad e outros não identificados, mas que exerceram
seu ministério.
III. A
MONARQUIA EM ISRAEL
A Monarquia
israelita abrangeu quatro séculos. Os três primeiros reis exerceram seu governo
sob uma nação unida. Essa monarquia unida durou pouca coisa mais do que um
século, iniciando-se por volta de 1020 a.C. Sua origem está centrada no fato de
que os filisteus estavam se tornando uma ameaça militar muito forte, fazendo
com que os israelitas desejassem ter as mesmas condições para enfrentá-los.
Para atingir esse fim, Israel precisa deixar de ser tribal. Antes da Monarquia,
não havia Estado. As decisões eram isoladas, ocorrendo nas tribos, clãs, cidades-estado
e outras subdivisões que mostram bem a diversidade de relações do Israel
pré-monárquico. As tribos se uniam, na eventualidade de acordos ou ataques
inimigos. Os estudiosos falam de uma Confederação de Tribos
(Anfictionia), que se reunia para deliberar atividades conjuntas, possuindo uma
liderança flutuante. Outros trabalham a hipótese de não haver tal
confederação, mas uma união de duas ou mais tribos ou cidades-estado, para
fazer frente a algum perigo comum. O certo é que não havia estado constituído.
As funções de natureza religiosa e ritual eram executadas, via regra, pelos
pais de família ou chefes de clãs, em santuários locais.
1.
O Período de Saul 1 Sm 10-31
É provável que Saul tenha governado por
volta de doze ou vinte dois anos. Sua escolha se reveste de controvérsia, pois
existem textos que dizem ter sido ele ungido por Samuel e, de outro lado, que
foi resultado do desejo de Israel de ter um rei, insurgindo-se contra a realeza
de Javé. Também sua rejeição é narrada duas vezes. Acredita-se que Saul não
tenha sido um rei, na verdadeira acepção do termo, por, entre outras coisas,
não possuir uma sede para seu governo; não conseguir montar um exército
regular; não ter exercido funções administrativas nem construído nada. Sua
passagem por Israel é puramente militar e seu reinado é marcado por um estado
constante de guerra! Podemos dizer que seu "reinado" não passaria de
uma "pré-monarquia". Nos textos mais antigos, Saul não é chamado de
rei, malkah, mas de noged príncipe ou comandante. Exerceu sua liderança por
todo o tempo da beligerância com os filisteus, o que equivale a toda a sua
vida. Morreu guerreando, sem condições para outorgar sua liderança ao descendente.
Existem algumas particularidades quanto ao reinado de Saul. Não se pode deixar
de mencionar sua capacidade militar, bem como sua dificuldade de manter-se fiel
aos princípios estabelecidos por Samuel. Percebe-se uma constante tensão entre
as instituições da monarquia, do sacerdócio e do profetismo. O capítulo 28 nos
testemunha a sua incapacidade de aceitar que seu tempo havia terminado. Seu
relacionamento com Davi também é tumultuado, havendo momentos de grande tensão
entre eles. Os relatos nos falam de situações difíceis, de origem espiritual e
da presença de Davi, como que para aliviá-lo de seu sofrimento. Um final
melancólico para um herói de guerra! Seu mérito? Preparar as tribos para a
liderança de Davi e a instalação do Estado de Israel.
2.
Davi: A Instituição do Estado. (2 Sm).
A Monarquia começa, efetivamente, com
Davi. O estabelecimento do Estado, com todas as suas características terão seu
auge no período de Salomão, mas Davi é o rei por excelência. Ele é chamado de
"malkah"! Sua subida ao trono não se deu pacificamente. Os textos nos
informam que houve luta entre os adeptos de Saul e de Davi, para se saber quem
seria o seu sucessor. Davi, depois de ter sido aclamado rei sobre todo o
Israel, assume para si a guerra com os filisteus e os derrota. A partir daí,
começa uma nova fase para Israel. O reinado de Davi institui, de uma vez por
todas, o Estado. Conquistando Jerusalém, uma cidade que não pertencia a nenhuma
tribo, inaugura um governo independente e de estrutura. A capital necessita de
funcionários que desempenhem os papéis vários de um Estado. Há um esforço que
se coroa de êxito na centralização da fé em Javé, na cidade de Jerusalém,
quando do transporte da Arca da Aliança. As guerras não se resumem aos
filisteus somente. Também os amonitas, moabitas e edomitas são alvo da espada
de Davi, estabelecendo a hegemonia de Israel até o rio Eufrates. É importante
ressaltar que tais êxitos políticos militares se dão, por falta da presença das
grandes potências, que neste período estão enfraquecidas e, portanto,
possibilitam o surgimento e fortalecimento de reinos menores. Como as
necessidades do Estado davídico eram relativamente baixas, os tributos também o
foram, pois suas construções se afiguram modestas. No entanto, a provisão de
fundos e material para as edificações posteriores, foram abundantes. O narrador
(Obra Historiográfica do Deuteronomista), no entanto, não deixa de mencionar as
desventuras de Davi, tais como o adultério com Bete-Seba e o conseqüente
assassínio de Urias, seu marido; as dificuldades com Absalão e a guerra
sucessória; e as insubordinações de Joabe, seu general e cúmplice. Por fim,
legaram ao seu filho Salomão um Estado com francas possibilidades de expansão,
o que será plenamente realizado.
Conclusão:
1. Primeiro Livro de Samuel: A função
da autoridade: O primeiro livro
de Samuel narra acontecimentos que se situam entre 1040 e 1010 a.C. Temos aí
uma análise crítica do aparecimento da realeza em Israel, análise que pode nos
ajudar a avaliar nossos sistemas e homens políticos, bem como qualquer outra
autoridade.Há duas versões do surgimento da autoridade política central em
Israel: a primeira é contrária e hostil à monarquia (1Sm 8;10, 17-27),
representando a visão mais democrática das tribos do Norte, que viviam em
terras produtivas. A Segunda versão é favorável à monarquia (1Sm 9, 1-10, 16;
11) e representa a visão da tribo de Judá, que vivia em terras menos
produtivas. Unindo as duas versões, vemos que a autoridade é, ao mesmo tempo,
um mal necessário (ela pode se absolutizar, explorar e oprimir o povo) e um Dom
de Deus (uma instituição mediadora, que deve representar, isto é, tornar
presente o próprio Deus, único rei que salva e governa o seu povo).
1 Sm oferece, portanto, uma teologia
crítica da autoridade política. Mostra que Deus é o único rei sobre o seu povo.
Para ser legítimo, o rei humano (e seus esquivalentes) devem ser representantes
de Deus, isto é, servir a Deus através do serviço ao povo. E isso compreende
duas coisas: primeiro, reunir e liderar o povo, ajudando-o a proteger-se e a
libertar-se dos seus inimigos (1Sm 9,16); segundo, organizar o povo e promover
a vida social conforme a justiça e o direito (Sl 72; Dt 17, 14-20; Pr 16,12).
Conforme 1Sm, portanto, qualquer autoridade que não obedece a Deus e não serve
ao povo é ilegítima e má, pois ocupa o lugar de Deus para explorar e oprimir o
povo.
2. Segundo livro de Samuel: A autoridade
ideal: O segundo livro
de Samuel continua a narração de 1Sm, abarcando o período que vai de 1010 a 971
a.C. O livro está centrado na figura de Davi, cuja história começa já em 1Sm
16, e nas lutas dos pretendentes para suceder-lhe no trono de Jerusalém.
Podemos dizer que 2Sm continua a avaliação do sentido e da função da autoridade
política. Davi é apresentado como rei ideal, que obedece a Deus e serve o povo.
Graças à sua habilidade política, ele consegue aos poucos captar a simpatia das
tribos, sendo primeiro aclamado rei de Judá, sua tribo, e depois rei também das
tribos do Norte. Após ter conseguido reunir todo o povo, Davi conquista
Jerusalém e a torna ao mesmo tempo o centro do poder político e da religião de
Israel. O ponto mais alto da sua história é a profecia de Natã (2Sm 7), onde o
profeta anuncia que o trono de Jerusalém sempre será ocupado por um Messias (=
rei ungido) da família de Davi. É a criação da ideologia messiânica: o povo
será sempre governado por um Messias, descendente de Davi. Logo depois começa a
competição pelo poder e pela sucessão e, finalmente, o trono é ocupado por
Salomão, filho mais novo de Davi (2Sm 9 - 1Rs 2).
Davi
passou para a história como o modelo de autoridade política justa. Por isso,
mesmo com o fim da realeza, os judeus permaneceram confiantes no ideal
messiânico e ficaram à espera do Messias que iria reunir o povo, defendê-lo dos
inimigos e organizá-lo numa sociedade justa e fraterna. Dizendo que Jesus é o
Messias esperado (daí o nome grego Cristo = Messias). Ele veio para reunir
todos os homens e levá-los à vida plena, na justiça e fraternidade do reino de
Deus.
Síntese: 1 e 2 Samuel: O conteúdo dos dois livros pode
ser dividido em três partes, tendo como base as pessoas que sucessivamente
governaram Israel: o profeta Samuel, e os reis Saul e Davi. Falam dos últimos
anos da época dos juízes (1Sm 1–7), das origens da monarquia com Saul e sua rejeição
(1Sm 8-15), a escolha de Davi para o trono (1Sm 16- 2Sm 7) e da história da
sucessão de Davi (2Sm 9-20). Podemos notar a influência deuteronomista em 1Sm
12,6-16, onde a garantia do êxito estará na obediência a Deus e na observância
de seus mandamentos.
O livro de Deuteronômio desempenha um
papel especifico no Livro de Samuel: Israel um dia terá Rei (Dt 17:14-20); Um dia
a nação de Israel teria descanso dos inimigos (12:12); Um dia Israel teria de
colher as benções ou maldições do Pacto de Deus (Dt 28); Deus exige obediência
de todos e adoração exclusiva a Ele (1 Sm 7:3-4).
O doutor Owen D. Olbricht, comentando
sobre a Aliança de Deus com Davi, diz:Deus fez uma aliança com Davi que continhauma
promessa a ser cumprida por Jesus. Pertodo final de sua vida, Davi afirmou que
Deus fezessa aliança com ele (2 Samuel 23:5). Isso tambémé mencionado em 2
Crônicas 21:7, num relato doperíodo de declínio da história da nação de
Judá.Davi registrou as declarações de Deus concernentesà aliança em Salmo
89:Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo.Para sempre
estabelecerei a tua posteridadee firmarei o teu trono de geração em geração
(vv. 3, 4).Conservar-lhe-ei para sempre a minha graçae, firme com ele, a minha
aliança.Farei durar para sempre a sua descendência;e, o seu trono, como os dias
do céu (vv. 28, 29).Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus
lábios proferiram.Uma vez jurei por minha santidade(e serei eu falso a Davi?):A
sua posteridade durará para sempre,e o seu trono, como o sol perante mim (vv.
34.36).Natã declarou a Davi a natureza duradoura do seu reino (2 Samuel 17:13,
16). Miquéias profetizou que o que haveria de reinar viria de Belém (Miquéias
5:2). Daniel teve uma visão doFilho do Homem subindo até o Ancião de Dias e recebendo
DELE um domínio eterno (Daniel 7:13,14). Isaías, também, falou daquele que se
sentaria no trono de Davi (Isaías 9:6, 7).Essas profecias foram cumpridas em
Jesus,um descendente de Davi que era da tribo de Judá. Ao abençoar seus filhos,
Jacó profetizou que o cetro não se arredaria de Judá (Gênesis49:10). Outras
profecias relativas a Davi indicavam que da sua descendência viria um rei que reinaria
sobre o povo de Deus , assim como Davi reinara sobre eles.O anjo Gabriel
associou essas profecias a Jesus na anunciação a Maria: Este será grande e será
chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor,lhe dará o trono de Davi, seu pai;
ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado nãoterá fim.
(Lucas 1:32, 33).Tudo isso se cumpriu quando Jesus ascendeu à destra do Pai e
todas as coisas foram colocadas debaixo dos Seus pés. A partir de então, Jesus passou
a ter toda autoridade nos céus e na terra(Mateus 28:18). Aqueles cujos pecados
foram esquecidos foram libertos do domínio das trevas e de Satanás para entrar
no reino de Jesus (Atos2:38; 26:18; Colossenses 1:13).Jesus é o Messias, o
Cristo (João 1:41; Ato 2:36). Porque Ele reina agora, temos de obedecera Ele,
ou seremos exterminados do meio do Seu povo (Atos 3:23).As alianças que Deus
fez com Davi cumpriram-se em Jesus. Em conformidade com essa aliança,Deus
trouxe O que haveria de reinar, Jesus, para sentar-Se no trono de Davi e
governar sobre opovo de Deus. Ao enviar Jesus, Deus cumpriu Sua aliança com
Davi.
Nota Homilética Shedd:
Nasceu em 1103 a. C, quando Eli tinha em
torno de 58 anos. Entre 4 a 6 anos de idade foi levado ao templo por seus pais
para ser consagrado ao serviço sacerdotal. Em 2.8 tem em torno de 7 a 9 anos;
em 3.1 , segundo Flavio Josefo, tem 12 anos. Aos 21 anos já é reconhecido em
todo Israel com profeta de Deus (3.20). Exerce o co-juizado com Eli por 10
anos, até a morte do sacerdote em 1063 a.C. por 20 anos é a única autoridade em
Israel, sendo, sacerdote, juiz e profeta. Em 1046 com 57 anos de idade, tentou
constituir seus filhos como juizes, mas foi frustrado devido ao mau testemunho
dos mesmos (8.1). Ungiu Saul com 30 anos de idade (1044 a. C): Endossou o mesmo
para ser rei sobre todo Israel em 1043 a.C, quando Saul estava com 31 anos.
Samuel exerce o poder ao lado de Saul por 18 anos. Em 1025 a.C, Saul é
rejeitado e em 1023 a.C, Davi com aproximadamente 16 a 18 anos é ungido rei de
Israel. Samuel morreu aos 89 anos de idade (1014+). Samuel criou duas
instituições a Monarquia e a Escola de Profetas.
Bibliografia:
Apostila:
Profetas Anteriores "Nevi'im Rishonim": pastor George Emanuel.
Os
Livros Históricos: Ivo Storniolo – Euclides Martins Balancin
Samuel
e o Deuteronomista: Um estudo literário da história do Deuteronomista:
I Samuel
Ao
usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
O Profeta Samuel: Vida e Obra publicado 1/08/2009 por george ferreira em http://www.webartigos.com
O Profeta Samuel: Vida e Obra publicado 1/08/2009 por george ferreira em http://www.webartigos.com
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/


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