quinta-feira, 8 de junho de 2017

Lição: 11- Maria, mãe de Jesus – Uma Serva Humilde


       Classe: Adultos
Revista: Do professor - CPAD
Data da aula: 11 de Junho de 2017
Trimestre: 2° de 2017
Texto Áureo
"Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela."
(Lc 1.38)
Verdade Prática
Maria, mãe de Jesus, nos deixou um exemplo elevado de humildade e submissão à vontade de Deus.


                                            Capítulo 11


               MARIA, MÃE DE JESUS: UMA
                            SERVA HUMILDE

   Neste capítulo, conheceremos um pouco da história, da vida e do caráter de uma personagem da Bíblia de maior repercussão no cristianismo. Trata-se de Maria de Na­zaré, uma jovem humilde, desconhecida, que residia numa das cidades menos importantes política e socialmente falando de toda a Palestina. Os nomes de seus pais não são registrados na Bíblia, o que comprova sua origem humilde e sem influência na sociedade onde vivia.
        Maria, porém, foi escolhida por Deus para protagonizar o papel mais importante que uma mulher poderia receber em toda a sua vida. Foi uma missão singular e única na história das mulheres em todos os tempos. Ela recebeu a missão de ser mãe de Jesus Cristo, o Verbo que “se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Em seu ventre, ela acolheu, de forma singular, aquEle que veio ao mundo para salvar a humanidade perdida.
       Maria foi a única mulher no mundo que teve uma concepção que não envolveu a semente do homem, contaminada pelo pecado. Ela não foi concebida sem pecado, como ensina o catolicismo romano, mas concebeu Jesus sem pecado, por ter sido gerado pelo Espírito Santo, e não pelo processo natural da fecundação humana. As leis da reprodução e a genética foram ativadas pelo poder sobrenatural de Deus, para que ela se tornasse a “semente
da mulher”, prometida por Deus no Éden, logo após a Que­da dos primeiros seres humanos que foram criados por Deus
(cf. Gn 3.15).
       Por se tratar de uma mulher que teve uma missão tão nobre e digna e além da imaginação de qualquer ser humano, Maria, mãe de Jesus, tem sido alvo de muitas controvérsias e versões das mais diversas sobre o seu verdadeiro papel — de forma particular, no que concerne à visão que o catolicismo tem a seu respeito. Como a igreja católica não se guia apenas pela Bíblia como “regra de fé e prática”, e sim, de forma bem marcante, pela Tradição, o magisté­rio católico considera Maria “Mãe de Deus”, e não somente mãe do Jesus Cristo homem. Sendo Jesus Deus, eles dizem — numa lógica racional simplista — que forçosamente ela tem que ser a “mãe do Criador”, a mãe de Deus.
       A Bíblia, no entanto, mostra-nos que não devemos ir “além do que está escrito”  (cf.  1  Co 4.6 b). Os cristãos não devem aceitar especulações teológicas ou hermenêuticas que não são fundamentadas na ortodoxia da Palavra de Deus. Maria jamais podería ser “Mãe de Deus”, pois, sendo criatura, não podería ser mãe do Criador. Mesmo Jesus sendo Deus, o agente da criação,
Maria, de modo singular e extraordinário, foi mãe de sua natureza humana, mas não da divindade de Jesus. Além dessa conclusão, com base na Palavra de Deus, a própria Maria, a mais “bendita [...]  entre as mulheres”  (Lc 1.42), nunca reivindicou glória para si e nem para seu nome. Muito pelo contrário! Ela considerou-se “serva” e também carente de salvação. Ao receber a
mensagem da anunciação do nascimento de Jesus, ela exclamou: “ [...] Eis aqui
a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1.38).
         Em seu cântico de exaltação a Deus, Maria demonstrou ter consciência de sua condição humana, imperfeita e objeto da sal­vação de Deus. Ela cantou jubilosa e reverente, demonstrando como se sentia diante de Deus e por ter sido escolhida para tão grande missão: “Disse, então, Maria: A minha alma
engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc
1.46,47). Com profundo respeito, meditemos no testemunho, no caráter e na vida dessa extraordinária mulher que foi Maria, a mãe de Jesus.

                I  - MARIA, A MÃE DE JESUS


1.  Quem Era ela

      O nome Maria era muito comum no seu tempo. Deriva do nome hebraico Miriã, fazendo alusão à irmã de Moisés, o líder do Êxodo. Na septuaginta, versão grega do AT, o nome original é Mapiaç ou Mapiap  (Maryam). O nome da mãe de Jesus foi tão importante nos países cristãos que Maria, atualmente, talvez seja um dos nomes mais comuns em muitos lugares. A respeito dela, o
texto bíblico traz poucas informações, embora todas relevantes e cheias de significado espiritual. Não há registro sobre o nome de seus pais. A Tradição católica afirma que seus pais foram São Joaquim e Santa Ana. O texto bíblico não confirma esse entendimento. Maria era da linhagem real, descendente do rei Davi. Mateus registra a genealogia de Jesus, dizendo: “Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão  [...]. Jessé gerou ao rei Davi, e o
rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias” (Mt 1.1,6).
Essa é a ponta inicial da linhagem real que vincula Maria a Davi.
        O texto prossegue até o versículo  15, que diz:  “e Eliúde gerou a Eleazar, e Eleazar gerou a Matã, e Matã gerou a Jacó, e Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo” (w. 15,16). Os judeus tinham consciência de que o Cristo viría da descendência de Davi (Jo 7.41,42). Paulo citou que Jesus “ [...] nasceu da descendência de Davi segundo a carne” (Rm 1.3). Assim sendo, como Jesus nasceu no ventre de Maria, ela era da descendência de Davi. Mas a sua ascendência real indica que ela pertencia à tribo de Levi. Essa conclusão se deve ao fato de ser ela prima de Isabel, e esta era da tribo de Levi: “Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judeia, um sacerdote, cha­mado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; o nome dela era Isabel”  (Lc 1.5 - grifo nosso). Arão era o sumo sacerdote que tinha de ser da tribo de Levi.
      O lugar de seu nascimento e seu nome estão bem destacados. O texto diz que ela era de Nazaré, cidade da Galileia, ao Norte de Israel; e que ela era “desposada” com um homem chamado “José, da casa de Davi”, e que seu nome era Maria, e ela era “virgem” (Lc 1.26,27). Nazaré era uma cidade sem grande importância (cf. Jo 1.46) no contexto político e geográfico de Israel, mas a escolha de uma jovem daquele lugar já nos mostra que, em seu plano de
redenção, Deus quebra paradigmas humanos e convencionais. Ele não escolheu uma jovem de família abastada, no contexto social de uma grande metrópole, como Antioquia, Atenas, ou mesmo Jerusalém, a capital de Israel. Mas, dos céus, olhou para a pequenina e desprestigiada Nazaré e escolheu uma jovem, certamente uma camponesa, humilde e desconhecida para o cumprimento de sua promessa feita no Gênesis. Deus usa as coisas menos importantes aos olhos humanos, em sua vaidade e presunção, para confundir “as que são” (1 Co 1.27-29).

2.  Suas Qualidades e seu Caráter

       Nazaré foi escolhida para entrar para a história da redenção não por sua importância, mas, sim, por causa da pessoa que seria escolhida por Deus. Maria, porém, foi escolhida para ser mãe do Salvador, antes de tudo, por decisão divina, mas também, sem dúvida alguma, por suas qualidades espirituais e morais. Havia muitas moças em Israel com qualificações intelectuais, sociais, ou econômicas que poderíam ter entrado na lista das prováveis receptoras do nascimento do Messias.
      Gardner diz que “Maria, mãe de Jesus, é uma das figuras mais proeminentes da Bíblia. Sua vida foi caracterizada pela fé, humildade e obediência à vontade de Deus. Ela também ocupa uma posição única na história humana, como a mulher escolhida pelo Senhor para conceber Jesus, o Salvador do mundo”.1 Cre­mos, no entanto, que Deus fez uma triagem e selecionou Maria de Nazaré para ser a escolhida por seu caráter puro e santo. Não devemos divinizá-la, nem tampouco subestimar o seu papel de grande relevância no plano de Deus para a salvação do homem. Podemos destacar qualidades dignas daquela jovem sobre quem Deus pôs seus olhos.
     1) Ela era virgem. Gabriel, o mensageiro celeste, foi enviado especialmente da parte de Deus à cidade de Nazaré “a uma virgem”, cujo nome
era “Maria” (Lc 1.26,27). Naqueles tempos, a virgindade física de uma jovem era um valor de grande significado espiritual e moral. Falando sobre a glória de Jerusalém, o Senhor diz que “como o jovem se casa com a donzela, assim teus filhos se casarão comigo [...]”  (Is 62.5). Ela era desposada (ou noiva) com José, o jovem carpinteiro, mas mantinha-se pura em seu estado moral. José não
teve relações com Maria antes de ela dar à luz a Jesus (Mt 1.25). Sua virgindade era indispensável para o cumprimento da profecia de Isaías (7.14), 760 anos antes de Cristo, destacada por Mateus em seu livro: “Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco)” (Mt 1.22,23).
        Nos dias presentes, uma adolescente ou jovem ser virgem é motivo de deboche em meio a uma sociedade sem Deus, que despreza os princípios espirituais e éticos da Palavra de Deus. Infelizmente, até mesmo nos meios evangélicos, a pureza que Deus requer dos jovens tem sido relativizada. Segundo estatísticas não oficiais, 57% dos jovens evangélicos brasileiros praticam o sexo antes do casamento, cometendo o pecado da fornicação (At
15.29; Ap 21.8). Paulo fala da preparação da Igreja por Cristo, como “uma virgem pura a um marido” (2 Co 11.2). Os princípios e valores éticos da Bíblia não mudam com o tempo ou os lugares. A depravação no Brasil é tão grave que o governo comprovou que a prática de sexo pelas meninas começa aos 10 anos! Diante disso, o exemplo de Maria é muito eloquente contra a pecaminosidade reinante na juventude.
      2) Ela era agraciada. Diz Lucas: “E, entrando o anjo onde ela estava, disse:  Salve, agraciada [...]” (Lc 1.28a). O termo quer dizer que ela foi honrada por Deus ou “muito favorecida”, recebendo a graça de Deus não apenas naquele momento, mas também no restante de sua vida. Deus sempre procura pessoas assim: simples, humildes, despretensiosas, despojadas de ambições carnais. Isso aconteceu com José, com Ester, com Davi, com Débora e com
tantos outros chamados por Deus em sua condição humilde. A jovem Maria jamais imaginara que estaria sendo observada dos céus pelo Senhor e Criador do Universo. Em Nazaré, na basílica que tem seu nome, há uma inscrição numa gruta, sugerindo que o anúncio angelical havia sido ali. Não há, porém, base bíblica para isso. E pura tradição. Maria pode ter recebido a visita do anjo quando estava cuidando dos seus afazeres domésticos, ajudando seus pais.
       3) Ela tinha a presença do Senhor. Em sua mensagem, que foi diretamente da parte de Deus, o anjo disse: “[...]  o Senhor é contigo [...]” (Lc 1.28b). Não temos dúvida de que Maria era uma jovem dedicada a Deus; cremos que ela estava em comunhão com o Senhor e desenvolvia uma vida devocional intensa e amorosa. Ao dizer que o Senhor era com ela, o anjo declarou o que talvez ela não tivesse consciência de forma tão clara. Deus estava do seu lado. Deus estava com ela. Maria tinha a presença do Senhor. Essa expressão foi usada por Deus para outros instrumentos escolhidos
por Ele. Deus assim falou a Josué  (Js  1.9); a Gideão  (Jz 6.12), com Israel; “Não temas, porque eu sou contigo [...]” (Is 41.10a). Por sua condição de pertencer a uma família humilde, num lugar de pouca expressão em Israel, Maria não deve ter sido notada por nenhuma pessoa importante. Deus, no entanto, “dá graça aos humildes” (Tg 4.6; 1 Pe 5.5). Ele “eleva os humildes” (SI 147.6).
      4) Ela era bendita entre as mulheres. O anjo declarou ante o olhar de espanto de Maria: “[...] bendita és tu entre as mulhe­res” (Lc 1.28c). Com essa expressão, o anjo quis enfatizar que, para Deus, ela era abençoada, ditosa e feliz. No meio de tantos milhares de mulheres em Israel, ser alcançada por tão grande de­ferência da parte de Deus era algo acima de qualquer pensamento
humano. Quem imaginaria que uma jovem de Nazaré, pobre, desconhecida, de família tão humilde, que sequer os nomes de seus pais são mencionados fosse a escolhida por Deus para ser a mulher que acolhería em seu ventre o Salvador do mundo? Dias depois, ao visitar Isabel, sua prima, que também estava grávida, ela ouviu-a dizer: “Bem-aventurada a que creu [...]” (Lc 1.45a).
            
                 II  - A ELEVADA MISSÃO DE MARIA

1.  Deus Escolheu Maria para ser Mãe do Salvador

       Depois das palavras do anjo, Maria sentiu temor em seu coração por não entender como podería ela ouvir coisas tão elevadas a seu respeito: “E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta” (Lc 1.29). Era a reação natural de uma moça que nunca tivera experiência
tão profunda em sua vida de comunhão com Deus. A presença de um anjo diante dela já era motivo para sentir-se abalada em suas emoções, e, ao ouvir tal saudação, seus sentimentos foram inquietados com profundo temor e reverência. Ao perceber o temor de Maria, o anjo procurou acalmá-la e, ao mesmo tempo, fez uma revelação mais inquietante ainda, que a deixou perplexa: “Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça
diante de Deus, e eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim” (Lc 1.30-33).
          Quando José tomou conhecimento de que Maria, mesmo sem ter coabitado com ele, estava grávida de um menino, ele, então, como um bom homem de Deus, um homem justo, pre­feriu ir embora para bem longe, secretamente, sem infamá-la. Deus, contudo, viu suas atitudes e revelou-se a ele em sonho: “Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar,
intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo. E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”  (Mt 1.19-21). Ao escolher Maria, Deus também
incluiu José no plano da redenção do homem através da “semente da mulher” — Jesus (Gn 3.15).

2.  O Anúncio de que ela Seria Mãe de Jesus
       
       Certamente, se o anjo procurou acalmar o coração de Maria, acabou deixando-a mais impactada .com sua mensagem, pois declarou a ela que, mesmo sendo uma virgem, haveria de dar à luz um menino a quem deveria pôr “o nome de JESUS”. E o anjo descreveu as características daquele menino, dizendo que ele seria “grande”; seria “chamado Filho do Altíssimo”; e seria
Rei, pois Deus lhe daria “o trono de Davi, seu pai”, e reinaria “eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim”! Era uma mensagem muito forte aos ouvidos e ao coração da jovem simples de Nazaré. Maior admiração e espanto perturbaram sua mente. “E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?” (Lc 1.34). A pergunta tinha plena razão de ser feita dentro da lógica humana. Ela não era uma moça qualquer, uma promíscua ou leviana. Mesmo sendo desposada com José, os dois nunca tinham tido qualquer relação sexual (Mt 1.25). O plano de Deus, porém, transcende a todo o tipo de lógica ou razão de natureza humana. Deus não faz coisas sem lógica, mas, sim,
segundo a sua própria lógica: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Se n h o r”  (Is55.8).
       Ao ouvir a exclamação de Maria sobre o ser mãe, sendo ela uma virgem, o anjo completou as informações e explicações que ela precisava ouvir, ainda que fossem elevadas demais para a sua compreensão humana. O anjo esclareceu que o nascimento de Jesus não seria por um processo biológico natural, e sim por uma ação sobrenatural do Espírito Santo: “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te co­brirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”  (Lc 1.35). Ao tranquilizar Maria, o anjo ainda lhe fez saber que a mão de Deus também seria estendida de forma miraculosa sobre Isabel, sua prima: “E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril. Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1.36,37). Diante dessas explicações do anjo, Maria demonstrou outra qualidade que lhe era peculiar e que muito agradara a Deus — a sua submissão à vontade do Senhor: “Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1.38).

            3.  Maria, Mulher e Mãe

       Desde a gravidez, Maria soube comportar-se como verdadeira mãe, cheia de amor e cuidado, ao lado de José. Com resignação e paciência, ela suportou as dificuldades que teve para dar à luz e precisou deslocar-se de Nazaré a Belém para alistar-se com o esposo num censo decretado pelo governo.

1) Os cuidados no nascimento de Jesus. Ali chegando, Maria não teve onde hospedar-se, na iminência de ter o seu filho: “E acon­teceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lc 2.6,7). Imaginemos agora uma jovem mãe prestes a dar à luz a seu primeiro filho ver os trabalhos de parto chegarem e não ter lugar certo para ter a criança. José também deve ter-se preocupado, mas Deus proveu uma solução que marcou o nascimento do Salvador do mundo. Cuidadosamente, com o auxílio de José, Maria deu à luz a Jesus, “envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura” (v. 7), num coxo para alimentar animais. Um tremendo contraste! Um Rei nascendo numa manjedoura! Enquanto as pessoas ficavam maravilhadas com o relato dos
pastores de Belém que encontraram o pequeno infante, anunciado por um coro celestial naquele lugar tão esquisito, Maria demonstrava a humildade e a prudência de uma verdadeira serva de Deus. Ela guardava tudo o que ouvia em seu coração: “Mas Maria guardava todas essas coisas, conferindo-as em seu coração” (Lc 2.19).

2) O cuidado em cumprir a Lei do Senhor. Maria mostrou sua devoção e cuidado em cumprir a palavra de Deus, concernente ao nascimento e primeirosdias de seu filho. Ao completar os oito dias de nascimento da criança, Maria e José fizeram-no passar pelo doloroso processo da circuncisão (Lc2.21). Depois de 33 dias de purificação (Lv 12.4), eles levaram o menino para ser apresentado para ser consagrado ao Senhor, conforme a Lei (Êx 13.2). Naquela cerimônia, como eram muito pobres e não podiam adquirir um cordeiro, eles levaram “um par de rolas ou dois pombinhos” (Lc 2.22,23). Após cumprir todo o ritual pre­visto na Lei, Maria e José voltaram para Nazaré.

3) Outros filhos de Maria. Depois de ter Jesus, Maria teve outros filhos. Diz Mateus: “E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam e diziam: Donde veio a este a sabedoria e estas maravilhas? Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, e José, e Simão, e Judas?” (Mt 13.54,55). A igreja católica insiste em dizer que Maria só teve Jesus para sustentar o dogma da vir­gindade perpétua de Maria. Proclamado em 649 d.C. no Concilio Ecumênico de Latrão, houve uma declaração condenatória para quem discordasse desse dogma. Diz o texto:  “Seja condena­do quem não professar, de acordo com os santos Padres, que Maria, mãe de Deus em sentido próprio e verdadeiro, permaneceu sempre santa, virgem e imaculada quando, em sentido próprio e verdadeiro, concebeu do Espírito Santo, sem o concurso do sêmen de homem, e deu à luz Aquele que é gerado por Deus Pai, antes de todos os séculos, o Verbo de Deus, permanecendo inviolada a sua virgindade também depois do parto”.2
      Essa condenação não tem efeito algum na vida dos que profes­sam a verdadeira fé cristã. A argumentação sobre os irmãos de Jesus levou a igreja católica a sustentar o dogma da imaculada conceição e sua virgindade perpétua. No tempo de Maria, uma mulher que não tivesse filhos era considerada amaldiçoada por Deus, que lhe ferira a madre. O simples fato de ter filhos na época de Maria era sinal de bênção, de galardão. Diz o salmo sobre o valor da maternidade: “Quem é como o Se n h o r, nosso Deus, que habita nas alturas [...];que faz com que a mulher estéril habite em família e seja alegre mãe de filhos? Louvai ao Se n h o r! ”   (SI 113.5,9). “Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão” (Sl 127.3).

                    III  - O SEU PAPEL NO PLANO DA
                                   SALVAÇÃO

1. Ela Deu à Luz "a semente da mulher"

        Sua missão ou o seu papel no plano da salvação foi previsto por Deus no Éden, no cenário da Queda. Ali, após a tragédia do pecado, por amor e misericórdia, Deus declarou, na repreensão a Satanás, ainda na sua forma de serpente: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”  (Gn 3.15). Essa declara­ção divina é considerada o “protoevangelho” de Deus. Em sua presciência, no princípio de tudo, Deus já via a jovem de Nazaré como a escolhida para cumprir seus propósitos na redenção do homem. Maria era aquela que encarnara as condições para atender aos requisitos de Deus para receber em seu ventre o salvador do mundo. Diz Paulo: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de
filhos” (Gl 4.4,5). Jesus, que ofereceu o perfeito sacrifício, trouxe a verdadeira e perfeita expiação para o que nEle crê. Desse modo, somente através da expiação é que a ira de Deus é aplacada, li­vrando o pecador da condenação eterna, que é o fim de todos aqueles que não se arrependem de suas transgressões contra a santidade de Deus. Com a expiação, Deus pune o pecado e livra o pecador que aceita o sacrifício de Cristo em seu lugar. Nesse plano divino, Maria teve participação especial, acolhendo em seu ventre o Filho de Deus, que se fez Filho do Homem, para remir todos os homens que o aceitam como salvador.

2. Maria não É Redentora

        Nos primórdios da Igreja, não havia qualquer menção a outro papel de Maria, a mãe de Jesus, a não ser a elevadíssima missão de ser mãe do Salvador do Mundo. Ela própria jamais reivindicou para si nenhuma honraria ou adoração. Maria era bastante humil­de e sábia para reconhecer seu lugar no plano salvífico de Deus. Diante da anunciação de que seria mãe de Jesus, ela, humilde e reverentemente deu a sua resposta de acordo com seu caráter de serva e mulher submissa à vontade de Deus: “Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1.38). Nos ensinos do Novo Testamento, não existe nenhuma base para considerar Maria como redentora ou como mediadora entre Jesus e os homens, como ensina a igreja católica. Esse e outros ensinos não têm fundamento bíblico, porém são aceitos como dogmas, ou proposições de fé que não admitem questionamento ou crítica. Tal posicionamento é perigoso, pois a Bíblia diz que “ [•••]  por amor de vós, para que, em nós, aprendais a não ir além do que está escrito  [...]” (1 Co 4.6).
       O ensino de que Maria é redentora e mediadora provém do dogma romano, estabelecido no Concilio de Efeso, realizado em 431  d.C. No Concilio, discutiu-se acerca da maternidade de Maria — se ela era apenas mãe de Cristo homem ou Mãe de Deus. A conclusão dogmática foi: se Maria era mãe de Jesus, e Jesus é Deus, logo ela era mãe de Deus. Tal conclusão fere a re­velação bíblica por várias razões. Deus é eterno. Como teria Ele mãe? Jesus é eterno como Deus. Como poderia Maria ser mãe da condição divina de Cristo? Maria é criatura, nasceu de um pai e de uma mãe humanos. Como poderia ela ser mãe do Criador? Deus é imortal. Como poderia Maria, uma pessoa mortal, dar à luz a um ser imortal? São questões que, por si só, já trazem a resposta de que tal crença ou ensino é extrabíblico e discordante da ortodoxia bíblica.
       Logo, como Maria não poderia ser divina, não pode ser atri­buído a ela o papel exclusivo de Cristo, de ser o Redentor. Ele, e somente Ele, ofereceu-se em sacrifício pelo homem perdido. Só nosso Senhor” (Rm 1.4). A declaração de Jesus é direta, incisiva e contundente sobre quem é o salvador: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que
todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que conde­nasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”  (Jo 3.16-18). Considerar Maria num papel que não lhe foi destinado por Deus é incorrer no pecado da mariolatria, o que não condiz com o caráter humilde, submisso e santo da mãe de Jesus.

3.  Maria não É Mediadora

        Como decorrência do dogma da imaculada conceição de Maria,
considerando-a “mãe de Deus”, os católicos romanos entendem que ela tem méritos para ser intermediária entre os homens e Jesus. Não se pode negar a honra e os privilégios que Deus concedeu em seu ventre. Em toda a história da humanidade, ela foi a única mulher que concebeu pela intervenção do Espírito Santo. Mas a ela, não se deve render culto ou adoração. Jesus disse: “ [...]  Ao
Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10). Nenhum ser na terra ou no céu recebe adoração, a não ser Deus e seu filho Jesus Cristo. João, na revelação de Patmos, quis prostrar-se aos pés do anjo, mas o mensageiro celeste não aceitou: “E eu lancei-me a seus pés para o adorar, mas ele disse-me: Olha, não faças tal; sou teu conservo e de teus irmãos que têm o
testemunho de Jesus; adoraa Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Ap 19.10; 22.9 -  grifo nosso).
      Maria tinha plena consciência do seu lugar no plano de Deus. Ela nunca arrogou para si o título de medianeira ou mediadora, e jamais de “mãe de Deus”. Ela reconheceu sua condição de “serva do Senhor”:  “Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1.38). Maria reconhecia sua condição humana, atingida pelo pecado original. Ela demonstrou isso em seu cântico de exaltação a Deus: “Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”(Lc  1.46,47 -  grifo nosso). Ela tinha a consciência de que era pecadora e que Deus era seu Salvador.
      Diante desses argumentos com base na Bíblia, como surgiu, então, a doutrina de que Maria é mediadora entre Deus e os homens? Com toda certeza, surgiu com base na Tradição e em ensinos extrabíblicos que visam acrescentar à fé aquilo que não teve o respaldo na Palavra de Deus. O dogma da
Assunção  de Maria diz que: “E de fé que Maria Santíssima subiu ao céu em corpo e alma”. O Papa Pio XII, em sua bula Munificentíssimo Deus (de Io de novembro de 1950) fala sobre a morte de Maria, num trecho, e, em outro, proclama:  “ [...]  quando o curso de sua vida terrena terminou, (ela) foi levada de corpo e alma para a glória do céu”.3 Diz um texto que exalta Maria à condição de medianeira: “Santo Bernardino afirma que, ao terceiro dia após a
morte de Maria, quando os apóstolos se reuniram ao redor de sua tumba, eles a encontraram vazia.  O corpo sagrado tinha sido levado para o Paraíso  Celestial...  Maria teve que ser coroada Rainha dos Céus pelo Pai Eterno: ela teve que ter um trono à mão direita  do seu Filho... Agora, dia a dia, hora a hora, ela está rogando por nós,obtendo graças por nós, preservando-nos do perigo, escudando-nos contra a tentação,  derramando bênçãos sobre nós”.4 Essa crença de que Maria está no Céu e roga pelos homens tem respaldo na
liturgia católica em orações ditadas pelos ensinadores católicos. A oração mais conhecida no catolicismo, a Ave Maria, reforça a ideia de que Maria é mediadora ou intercessora. “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora, e na hora de nossa morte, amém”.
      Se tal acontecimento fosse verdadeiro, cremos que o Espírito
Santo não o desprezaria e determinaria que fosse incluído no texto bíblico. Essa versão apócrifa diz que Maria ressuscitou ao terceiro dia como Jesus! Foi levada ao Paraíso como Jesus! E tem “um trono à mão direita do seu Filho”! Se isso fosse verdade, não havería mais a Trindade no céu, e sim uma “Quaternidade”, o que contraria frontalmente todo ensino da Bíblia sobre a triunidade de Deus. Basta um ensino errado como esse para prejudicar toda
a ortodoxia bíblica e levar tantos ao erro e a heresias. Se não bastasse o ensino herético de que Maria ressuscitou ao terceiro dia, o mesmo Bernardino de Sena diz, numa terrível blasfêmia, subordinando até Deus à suposta autoridade de Maria:  “[...] Bernardino de Sena (também canonizado pelo Vaticano) diz:
Todas as coisas são sujeitas ao império da  Virgem, até mesmo o próprio
Deus” \5 Um ensino como esse jamais honra Maria, a Mãe de Jesus como Homem. Só pode ser de origem maligna para confundir as mentes incautas, levando-as à mariolatria. A Bíblia é clara como a luz do dia com relação ao relacionamento do homem com Deus, exclusivamente através de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. À Maria, não foi concedida a posição de deusa (para ser mãe de Deus), nem de mediadora entre Deus ou entre Jesus e os homens.

Jesus é o mediador perfeito. Não há necessidade de outro
mediador ou de uma mediadora. “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Tm 2.5).

Somente Jesus tem  o direito e a autoridade para interceder
pelos salvos,porque Ele, e somente Ele, morreu na cruz para nos salvar:  “Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também
intercede por nós”  (Rm 8.34).

•  O único Sumo Sacerdote pelo qual podemos chegar a Deus é Jesus: “ [...]  mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.24,25).

                          CONCLUSÃO


           Maria, como a única mulher no mundo que foi escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus, que se fez homem para salvar o ser humano, merece todo respeito, honra e reconhecimento de seu papel no plano de Deus em relação à humanidade. Na presciência de Deus, ela já era “a semente da mulher” (Gn 3.15), que havería de ferir a cabeça da serpente, que é o Diabo. Ela foi a única mulher
que concebeu pelo Espírito Santo. Entretanto, não há qualquer base bíblica para que lha rendamos culto, adoração ou a consideremos mediadora entre Deus e os homens, pois esse papel é exclusivo de Cristo Jesus, Nosso Senhor.

O Caráter do Cristão



Lição: 11- Maria, mãe de Jesus – Uma Serva Humilde

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Maria tem dificuldade em entender o que o anjo lhe contou. Sendo virgem, ela não tem ideia de como ela pode ter um filho. Seu casamento não fora consumado fisicamente. Gabriel diz que o nascimento de Jesus será provocado pela vinda do Espírito Santo sobre ela e pela sombra do poder de Deus. Lucas tipicamente vincula o Espírito Santo com o poder de Deus. O verbo 'descer' (eperchomai, em Lucas 1.35) também é usado para se referir à promessa do Espírito que vem sobre os discípulos no Dia de Pentecostes (At 1.8). A sombra (episkiazo) diz respeito à presença de Deus (Êx 40.35) e nos faz lembrar da nuvem que deu sombra como sinal da presença divina na transfiguração (Lc 9.34). A presença poderosa de Deus repousará sobre Maria, de modo que a criança que ela gerar será o Filho de Deus, Concebido pelo Espírito Santo, Ele será santo como alguém especialmente ungido pelo Espírito (Lc 4.1). A linguagem de Lucas o claramente trinitária: o Altíssimo, o Filho de Deus e o Espírito Santo, Lucas não dá indicação exata de quando Maria concebeu Jesus; esse nascimento milagroso não tem paralelo. Pessoas como Abraão e Sara e Zacarias e Isabel, que estavam em idade avançada para gerarem filhos, receberam filhos por Deus. O poder extraordinário de Deus superou a esterilidade e idade avançada desses casais. Mas o nascimento de Jesus não se ajusta a esse padrão. No seu caso, Deus não venceu a incapacidade dos pais terem filhos, mas a engravidou na ausência completa de um pai humano, O nascimento de Cristo é um acontecimento dos últimos dias e introduz uma nova era que culminará no julgamento final e na salvação dos redimidos. A glória da vinda de Deus em carne exigia um milagre como o nascimento virginal para indicar a coisa poderosa que Deus estava fazendo por nossa salvação" (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Vol. 1, 4.ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 322).

Ele foi “declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito
de santificação, pela ressurreição dos mortos — Jesus Cristo,


1  GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada,
 2  M aria Sempre  Virgem.Disponível em:http://www.firanciscanos.org.br/
,acesso em 23.10.2016
3 PFEIFFER, Charles F. etal. Dicionário Bíblico  Wiclyffe. p. 1232.4 Maria e os evangélicos. Disponível em: http://solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/MariaEOsEvangelicos-NNincao.htm. Acesso em 20/10/2016

Detalhes Categoria: Adultos   Publicado: 08 Junho 2017
Maria, mãe de Jesus - Uma Serva Humilde

2° Trimestre de 2017

ESBOÇO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
I – MARIA, A MÃE DE JESUS
II – A ELEVADA MISSÃO DE MARIA
III – O SEU PAPEL NO PLANO DA SALVAÇÃO

CONCLUSÃO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

I – Analisar o perfil de Maria, mãe de Jesus;
II – Explicar a elevada missão de Maria;
III – Apontar o papel de Maria no plano da salvação.

PONTO CENTRAL

Maria, a mãe de Jesus, é um exemplo de caráter humilde e submisso.

Prezado(a) professor(a),

A lição desta semana apresenta Maria, a humilde serva do Senhor que apesar de ser tão jovem não recuou perante o desafio de ser a mãe do Filho de Deus. Maria é detalhada nas Escrituras Sagradas como um exemplo de humildade e submissão à vontade de Deus. Mesmo sabendo que teria de enfrentar o preconceito da sociedade (Maria era virgem no momento em que foi gerado em seu ventre o Messias) e o rigor da religiosidade judaica, ela decidiu obedecer ao chamado de Deus. Infelizmente alguns grupos religiosos distorcem a verdade bíblica a respeito de Maria e convencem as mentes incautas a praticar a reverência à Maria com ações e sacrifícios que afastam ainda mais o homem da presença de Deus.

Em sua fé, Maria era uma serva irrepreensível, e em seu caráter, um exemplo moral de pureza e santidade. Apesar de saber que o seu nome seria lembrado pelas próximas gerações, a jovem donzela não se ensoberbeceu pelo fato de gerar o Filho de Deus, mas agradeceu humildemente o privilégio de fazer parte do plano divino para salvar a humanidade da condenação eterna causada pelo pecado.

Embora saibamos por intermédio dos relatos bíblicos que em nenhum momento Maria reivindicou para si o título de “Mãe do Filho de Deus”, alguns grupos religiosos tentam, por vários anos, apresentar a imagem de Maria como a salvadora e protetora da humanidade. Tais afirmações não possuem fundamento bíblico e são facilmente contestados. Em Atos dos Apóstolos encontramos umas das declarações mais convincentes de que a salvação só pode ser alcançada por intermédio de Cristo: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12). Nesta verdade estão incluídos Maria e todos os discípulos de Cristo. A Palavra de Deus é clara: “em nenhum outro há salvação”, e Maria compreendia esta verdade. Mas o que significa o termo “Maria, mãe de Deus”?

“Mãe de Deus. O que querem os teólogos romanistas com esse termo? O termo ‘mãe de Deus’ foi usado em razão das controvérsias cristológicas da época para dar ênfase à divindade de Jesus. A Bíblia esclarece ser Maria mãe do Jesus homem, e nunca mãe de Deus (At 1.14).

A palavra usada para ‘mãe de Deus’ é theotokos, etimologicamente, significa ‘portadora de Deus’. O termo vem de dois vocábulos gregos: θεός (theos), ‘Deus’ e τόκος (tokos), ‘portador, que dá à luz, parturiente’. O termo foi usado no Concílio de Antioquia, em 325, com o sentido de ‘uma que deu à luz a Deus’, com propósito cristológico e não mariológico, pois pretendia-se enfatizar a realidade da encarnação do Verbo e a sua deidade absoluta, em oposição a Ário.

Aos poucos, o termo foi se tornando qualificativo de Maria, de modo que Nestório, patriarca de Constantinopla, num sermão em 429, apresentou seu protesto contra o uso do termo. Justificou que o correto seria chamá-la Christotokos, ‘portadora de Cristo’, pois ela era simplesmente uma mulher, e uma mulher não pode dar à luz a Deus, exortou seus ouvintes para não converter a Virgem em deusa.

[...] Isso significa que o Ser Eterno não tem começo. Como pode Deus ter mãe? Há contra-senso teológico nessa declaração. A mãe é antes do filho, isso pressupõe a divindade de Maria, que seria antes de Deus, mas ele existe por si mesmo: ‘Eu Sou o que Sou’ (Êx 3.14). Seus opositores, contudo, interpretaram o sermão da seguinte maneira: Maria não é mãe de Deus, logo Jesus não é Deus, com isso concluíram que Nestório não cria que Deus e Cristo eram um.

O concílio regional, em Roma, em 430, havia condenado o patriarca por sua crítica ao termo theotokos. Nestório era o opositor da doutrina de Ário e queria oportunidade para defender-se. Assim, os co-imperadores Teodódio II e Valentiniano convocaram o Concílio de Éfeso, realizado em 431. Segundo historiadores, muito longe de ser cristã e espiritual, a reunião estava dominada por fortes rivalidades políticas e eclesiásticas. Consideram, ainda, o Concílio de Éfeso como uma das contendas mais repugnantes da história da igreja. Antes mesmo da chegada de Nestório a Éfeso seus opositores acusaram-no de dividir Cristo em duas pessoas, pois entendiam seu ensino como se as duas naturezas de Cristo, humana e divina, fossem duas pessoas. Acusação, que até hoje, nunca pode ser provada.

O Concílio de Éfeso, por imposição de Cirilo de Alenxandria e mediante suborno, manteve o termo theotokos, mas como termo que expressa a doutrina das duas naturezas de Cristo e não com uma prerrogativa de Maria, e considerou Nestório apóstata e herege. O Concílio da Calcedônia, vinte anos mais tarde, em 451, declarou o título ‘Mãe de Deus’ como dogma da igreja, mas, o conceito de theotokos, estabelecido pelo Concílio de Éfeso, foi distorcido pela Igreja católica, pois passou de cristológico para mariológico, vindo a ser o fundamento da mariolatria.” (SOARES, Ezequias. Heresias e Modismos. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp. 225,226).

Considere as implicações apresentadas referente à mariolatria e converse com seus alunos a respeito do assunto. Aproveite para tirar as possíveis dúvidas que seus alunos ainda tenham a respeito de Maria, como por exemplo: Maria deve receber algum tipo de reverência? Que importância Maria teve no ministério de Jesus? Abra espaço para outras perguntas. Deixe bem claro que, apesar de ser santa e obediente, Maria era também um ser humano comum que cometia falhas e carecia da salvação.

Thiago Santos
Educação Cristã.
Fonte: Sala dos professores CPAD

A Adoração à Virgem Maria e às Deusas Pagãs
O profeta Jeremias repreendeu os israelitas por estarem adorando a Rainha dos Céus. O catolicismo romano atribui o título de Rainha dos Céus à Virgem Maria. Esse termo tem origem bíblica ou pagã? Saiba como a adoração às deusas é um denominador comum em muitas religiões e poderá ser usado para uni-las em um futuro próximo.

Resumo da Notícia: "Entre todas as mulheres que já viveram, a mãe de JESUS CRISTO é a mais celebrada, a mais venerada... Entre os católicos romanos, a Madona, ou Nossa Senhora, é reconhecida não somente como a Mãe de DEUS, mas também, de acordo com muitos papas, a Rainha do Universo, Rainha dos Céus, Trono de Sabedoria e até Esposa do ESPÍRITO SANTO." (Revista Time, "Serva ou Feminista?", 30/12/1991, pg 62-66)

Verdade Bíblica: Jeremias 7:18, "Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira." (Veja também Jeremias 44.)

Poderia a Nossa Senhora católica (Maria, a mãe física de JESUS), descrita no artigo da revista Time como a "Rainha dos Céus" ser a mesma "Rainha dos Céus" que estava provocando DEUS à ira e ao julgamento descrito em Jeremias 7:18?

Primeiro, vamos examinar a antiga Rainha dos Céus. A maior parte destas informações foram extraídas do livro The Two Babylons (As Duas Babilônias), de Alexander Hislop, publicado em 1917. Hislop rastreou a adoração babilônica da Rainha dos Céus até os dias após a morte de Ninrode. A data exata desse acontecimento não é conhecida exatamente, mas parece ser aproximadamente 400 anos após o dilúvio. Após a morte de Ninrode, sua mulher, a rainha Semíramis, decidiu reter seu poder e suas riquezas. Ela inventou a estória de que a morte de Ninrode foi para a salvação da humanidade. Ninrode foi propagandeado como "a semente prometida da mulher, Zero-ashta, que estava destinado a esmagar a cabeça da serpente, e ao fazer isso, teria seu calcanhar ferido." (pg 58-59) (Nota de A Espada do ESPÍRITO: Saiba mais sobre a influência de Ninrode e Semíramis na formação das religiões pagãs do mundo antigo lendo os artigos N1144, "A Maçonaria Realmente é uma Religião" e CE1009, "O Paganismo da Maçonaria", disponíveis neste site.)

Podemos ver claramente que essa estória é uma falsificação da profecia referente a JESUS CRISTO. Para permitir que o povo babilônico adorasse melhor essa criança , foi criada uma gravura entalhada em madeira, retratando-a nos braços da mãe. A mãe, obviamente, obteve sua glória a partir do filho divinizado. No entanto, "no longo prazo, a adoração à mãe praticamente ofuscou a adoração ao filho". A figura original obviamente destinava-se a ser meramente "um pedestal para a proteção do filho divino.... Entretanto, embora esse tenha sido o plano, é um princípio simples em todas as idolatrias que aquilo que mais apela aos sentidos acaba deixando as mais poderosas impressões" (pg 74). Assim, a mãe deixou a mais poderosa impressão visual, pois era uma pessoa adulta e estava vestida de forma magnificente.

Quando as pessoas começaram a adorar a mãe mais do que o filho, os sacerdotes babilônicos sentiram-se forçados a publicar um edito para divinizá-la também. Após a passagem de muito tempo, "o nascimento do filho foi declarado miraculoso e, portanto, a mãe foi chamada de ... Virgem Mãe" (pg 76). "Ela recebeu os títulos mais elevados. Foi chamada de Rainha dos Céus. No Egito, era Athor, isto é, a Habitação de DEUS, para significar que nela habitava toda a "plenitude da divindade" (pg 77). A partir dessa origem pagã, a estória da Virgem Mãe, a Rainha dos Céus, alastrou-se por todo o mundo.

  • No Egito, era chamada de Athor (pg 77)
  • No Tibete e na China, era chamada de Virgem Deipara (pg 77)
  • Na Grécia, era chamada de Héstia (Ibidem)
  • Em Roma, era chamada de Juno, ou Pomba (pg 79). A partir dessa designação, a Pomba tornou-se o símbolo da "rainha divinizada... comumente representada com um ramo de oliveira no bico". É surpreendente ler o autor jesuíta Malachi Martin, afirmar em seu livro, The Keys of this Blood  que agora "a Pomba está livre, a Pomba está livre". Todo o tema desse livro é que a força motriz para a Nova Ordem Mundial é uma competição entre as forças mundiais do comunismo, capitalismo ocidental e o catolicismo romano. Martin, claramente crê que o catolicismo prevalecerá nessa luta por causa da intervenção da Virgem Maria. Incrivelmente, o artigo da revista Time diz, "O mundo reconhecerá no tempo devido que a derrota do comunismo ocorreu devido à intercessão da Mãe de JESUS" (Time, pg 62). Quando Gorbachev anunciou sua renúncia, no dia de Natal, esse conceito foi grandemente reforçado nas mentes de milhões de católicos em todo o mundo.
Martin não especifica o que quer dizer com a expressão "a Pomba está livre"; claramente, no entanto, pode estar referenciando a representação comum da Virgem Mãe. Portanto, ele está dizendo que a adoração antiga à Virgem Mãe pagã está agora solta no mundo.

Ainda mais tarde na antiga Babilônia, a adoração à Virgem Mãe e seu símbolo, a Pomba, "a identificaram com o ESPÍRITO de toda a graça... " (pg 79). Assim, a trindade pagã é DEUS o Pai, o Filho e a Virgem Mãe. De fato, a Igreja Católica Romana fez a mesma afirmação, conforme Hislop observou, no século XIX (pg 83). Hislop conclui então, "A Nossa Senhora de Roma... é simplesmente a Nossa Senhora da Babilônia. A Rainha dos Céus em um sistema é a mesma Rainha dos Céus no outro" (Ibidem).

Observe a rápida difusão dessa falsa doutrina da Virgem Mãe por todo o mundo conhecido. Ela era adorada em Roma, na Grécia, na Babilônia, na China, no Japão e no Tibete, com diferentes nomes. Acreditamos que o atual reavivamento na adoração à Virgem Maria resultará na união de todas as religiões do mundo em uma só, em cumprimento à profecia bíblica sobre o estabelecimento do reino do Anticristo apoiado pela Religião Mundial. Vamos revisar as profecias biblicas.

Apocalipse 13:11-18 e o Capítulo 17 revelam que o Falso Profeta religioso aparecerá para ajudar o Anticristo a obter o controle total do mundo. O Falso Profeta controlará um Sistema Religioso. Apocalipse 17:18 afirma que esse Sistema Religioso "é a grande cidade que reina sobre os reis da Terra". Para possuir tal poder, esse Falso Sistema Religioso precisará liderar a adoração fervorosa da maior parte da população do mundo. Como podem todos os povos não-cristãos unirem-se com os católicos romanos na adoração à mesma deidade? A adoração comum da deusa divina, a Virgem Maria, tem um grande papel.

Mas, o resto da estória é a adoração comum da Nossa Senhora Negra. Qual Nossa Senhora Negra, você pergunta? A Maria de JESUS é branca, ou tem uma cor amarela pálida, mas certamente não é negra. Certo? Errado!! O catolicismo romano revertou à adoração da Madona Negra na maioria dos países em todo o mundo. Esse artigo da Time diz que um dos santuários mais visitados do mundo é o da Nossa Senhora Negra em Czestochowa, na Polônia. Logicamente, o papa João Paulo II é polonês. Kathleen O´Hayes, do National Christian Research, diz em sua fita sobre a vindoura Aparição Mariana global que o papa João Paulo II considera-se o "escravo" da Madona Negra. Kathleen diz também que a Igreja Católica colocou a Polônia sob a proteção dessa Nossa Senhora Negra nos anos 50. Esse desenvolvimento é de enorme significado no nosso estudo de como as principais religiões do mundo poderão ser atraídas a uma Religião Mundial em um futuro próximo.

O primeiro lugar a olhar é a Antiguidade. Em seu livro The Two Babylons, Alexander Hislop observa a prevalência da adoração de um deus negro ou uma deusa negra, em todo o mundo conhecido.

"... o grande deus Buda geralmente é representado na China como um negro..." (pg 57)

"No Egito, o belo Hórus, o filho do negro Osíris, que era o objeto favorito de adoração." (pg. 69)

"É incrível verificar em muitos países distantes e separados uns dos outros, e entre milhões de pessoas atualmente... a adoração a um deus negro." (Ibidem)

"... A Virgem na Catedral de Argel é uma negra...." (Introdução de Donald Gray Barnhouse)

Agora que estabelecemos que a adoração de deidades negras há muito tempo é parte integral do paganismo, e que essa prática estendeu-se à Virgem Maria, vamos examinar como a adoração da deusa negra no catolicismo romano está criando uma ponte comum em todo o mundo pagão. Vejamos agora os escritos da Nova Era para esta parte do estudo.

Peter Lemesurier, em seu livro repleto de blasfêmias The Armageddon Script, escreve entusiasticamente sobre a adoração à Grande Mãe Terra. Ele escreve como se fosse um astronauta em uma nave espacial em órbita em torno do planeta. "Ao darem a volta no estéril globo lunar pela última vez, e a resplandente meia-Terra novamente aparecer atrás daquele agora familiar e rochoso horizonte curvo, o que eles viram sair para encontrá-los era estranhamente familiar. Uma imagem direta da memória racial. Uma deusa do mundo dos arquétipos. Não era ninguém menos que a Grande Mãe, a própria Terra, vestida com os mesmos mantos floridos azul e branco que tinham sido das deusas-mãe da Terra e do céu em toda a história humana - e não menos que sua mais recente deusa-mãe, a própria Virgem Maria...." [pg 245-46]

Peter Lemesurier, um adorador pagão, não tem dificuldades em reconhecer a verdade que a adoração à Virgem Maria é a mesma idolatria pagã antiga. Portanto, os pagãos não-cristãos de todo o mundo terão pouca dificuldade em aceitar a adoração à Virgem Mãe do catolicismo romano.

Outra autora de Nova Era, China Galland, uma budista americana, escreveu um livro muito revelador intitulado Longing for Darkness. Ela estabelece entusiasticamente a semelhança entre a Virgem Maria e outras deusas pagãs.

"Durga, a rainha guerreira... era a única que podia restaurar a harmonia e deixar o mundo em paz... os deuses cantavam louvores a ela, chamavam-na Rainha do Universo..." Lembre-se que a revista Time, citada anteriormente, informa que um dos nomes pelos quais a Virgem Maria é conhecida é Rainha do Universo. Galland continua:

"Fui encontrar a divindade budista Tara, mas em vez disso, encontrei a deusa Durgan e Káli.... Káli, aquela que dá a vida e a morte, o princípio e o fim do tempo. Ela era uma deidade de proporções similares a de DEUS, o Pai, no cristianismo. O fato de Káli ser negra e mulher trouxe minha formação católica para fora... Alguns dizem que ela é negra porque nessa cor todas as distinções estão dissolvidas, outros dizem que é negra porque é a noite eterna." (pg 27). Essas são duas deusas do hinduísmo.

A deusa budista Tara foi o objeto do estudo de Galland, na viagem ao Extremo Oriente. Entretanto, ela ficou surpresa quando descobriu que existem textos hindus que descrevem Káli como Tara." (pg 30). Essa descoberta vincula o hinduísmo com o budismo.

Mais tarde, ao voltar para os EUA, Galland descobriu outro livro de Nova Era intitulado Mother Worship (Adoração à Mãe), de Tara Doyle. Esse livro menciona o fenômeno da Madona Negra na Suiça. Ela escreve, "Não lembrava que existiam divindades femininas negras no cristianismo. Pensava que eram exclusivas de religiões como o hinduísmo e o budismo. Não podia lembrar de virtualmente nada sobre uma Madona morena ou negra, apesar de meus anos de formação católica na infância... Um artigo na revista Newsweek chamou minha atenção. A Virgem Maria estava aparecendo na casca das árvores na Polônia. Fiquei intrigada... Parecia que o fenômeno era similar ao que eu tinha informado sobre Tara... Fiquei me perguntando o que estava acontecendo com o espírito do mundo, pois existiam ocorrências de deidades femininas que literalmente apareciam nas rochas e nas árvores tanto no Oriente quanto no Ocidente. Essa simultaneidade era simbolicamente importante..." (pg 49-50)

Posteriormente, Galland perguntou a um mestre budista sobre a conexão entre essas aparições. "Mostrei-lhe o artigo da revista sobre a aparição da Madona na casca das árvores na Polônia... [ele respondeu] que era muito similar ao que estamos falando aqui. Existem muitas ocorrências disso no budismo tibetano. Chamamos o fenômeno de rangjung, que significa auto-aparição... Essas coisas aparecem por causa do poder e das bênçãos de seres iluminados. Esses seres operam por meio do poder da substância mental e o poder da concentração..." (pg 65-66). Galland descreve seu último encontro com o Dalai Lama. Quando ela lhe perguntou sobre a aparição da Mãe Bendita nas cascas das árvores na Polônia, ele concordou que esse era o mesmo fenômeno conhecido pelos budistas como rangjung. (pg 95)

Não devemos nos surpreender que Satanás esteja fazendo deidades femininas aparecerem em todo o mundo neste momento da história. Se estamos realmente no final dos tempos, então é hora de Satanás unificar sua igreja, conforme está profetizado no Apocalipse.

Galland continuou seu estudo sobre a adoração da deusa negra, participando de um seminário sobre a Madona Negra ministrado por outro autor de Nova Era, Gilles Quispel, um professor de História da Religião na Universidade de Utrecht. Ela informa, "Para Quispel, a Nossa Senhora Negra tem um papel psíquico crucial, que ele descreveu em termos jungianos como símbolos da terra, da matéria, o feminino no homem e o ego [o eu próprio] na mulher.... A não ser que os homens e as mulheres tomem consciência de sua imagem primitiva da Nossa Senhora Negra, e a integrem dentro de si mesmos, a humanidade não poderá resolver os problemas do materialismo, do racismo e da emancipação feminina..." (pg 51).

Essa afirmação é inacreditável, totalmente pagã e de Nova Era. O que Quispel está dizendo é que a Nossa Senhora Negra é um elemento tão básico e fundamental nos recônditos da mente de todos os homens, que é a única resposta às suas necessidades mais críticas. Somente quando todas as pessoas reconhecerem e adorarem a Nossa Senhora Negra é que poderá haver verdadeira paz e unidade neste mundo. A Nossa Senhora Negra é o único denominador comum entre as religiões.

Mas ainda há mais. Sabemos que a força motriz que está levando o mundo para a Nova Ordem Mundial foi estabelecida oficialmente em 1 de maio de 1776, quando um ex-sacerdote jesuíta, Adam Weishaupt, fundou os Mestres dos Iluministas. Veja como Galland continua, "... SANTO Inácio de Loyola deu sua espada à Nossa Senhora Negra de Montserrat, na Espanha, tornou-se um sacerdote e fundou a Ordem dos Jesuítas..." (pg 52). Essa informação inacreditável vincula a adoração da Nossa Senhora Negra à ordem dos Mestres dos Iluministas, fundada por um ex-jesuíta. Tanto a adoração à Nossa Senhora Negra quanto a Ordem dos Jesuítas são totalmente católicas romanas.

No entanto, Galland ainda faz mais revelações inacreditáveis em seu livro Longing for Darkness. Algum tempo após ter recebido revelações do seu mestre budista sobre a Madona Negra, ela estava praticando meditação budista. "... enquanto eu estava sentada, CRISTO começou a aparecer na minha meditação, depois Maria... começei a ver CRISTO e a visualizá-lo atrás de mim. Eu o aceitei na minha prática. Quando continuei com as meditações diárias, Maria gradualmente tomou lugar à minha esquerda, o Buda à minha direita... Maria e JESUS eram minhas testemunhas no início; depois, com o tempo, tornaram-se amáveis amigos. A divindade budista Tara estava sempre diante de mim." (pg 67-68)

Essas meditações mostram claramente como Satanás está movendo as várias religiões falsas neste final dos tempos. China Galland foi visitada em suas meditações budistas ocultistas por três demônios que fingiam ser JESUS CRISTO, a Virgem Maria do catolicismo romano e a deusa budista Tara. Milhões de outras pessoas que praticam meditações de Nova Era similares estão também sendo enganadas. Não se engane sobre isto: Satanás está procurando unificar todas as religiões do mundo. O denominador comum mais importante nessa Religião Mundial que está sendo formada é a adoração à Virgem Maria/Nossa Senhora Negra.

Essa adoração à deusa vincula aproximadamente 75% da população mundial (Informações tiradas do "Almanac 1991".)
  • Catolicismo romano: 971 milhões
  • Católica ortodoxa oriental: 164 milhões
  • Budismo/várias seitas: 1 bilhão e 100 milhões
  • Hinduísmo: 690 milhões
  • Religiões de origem japonesa: 230 milhões
  • Religiões tribais: 100 milhões
  • Islamismo: 924 milhões
Embora no islamismo a Virgem Mãe não seja adorada, o artigo da revista Time mencionado anteriormente diz, "Até o Alcorão louva a castidade e a fé da Virgem Maria" (pg 62)

* Protestantes do ecumenismo: 351 milhões

Até mesmo os protestantes liberais estão modificando suas opiniões sobre Maria. O artigo de Time diz, "O téologo John MacQuarrie, da Igreja Anglicana, propôs a revisão de dogmas como a Ascensão de Maria aos céus... O teólogo Donald Bloesch, da Universidade de Dubuque diz que os colegas protestantes conservadores 'precisam ver Maria como santa e como mãe da igreja'. Convergências similares ocorrerão em fevereiro de 1992, quando negociadores católicos e luteranos nos EUA anunciarão um acordo, que está há vários anos em gestação, sobre o papel de Maria." (pg 66)

Neste ponto, temos um total potencial de seguidores nessas falsas religiões de 4 bilhões e 500 milhões de pessoas.

* Finalmente, a adoração à Virgem Mãe está atraindo muitas feministas do Movimento de Nova Era. O artigo da revista Time diz claramente, "Quando João Paulo foi sagrado bispo em 1958, ... escolheu como seu moto a expressão latina Totus Tuus (Tudo Teu) - referindo-se à Maria, não a CRISTO.... João Paulo tornou o poder unificador de Maria o centro do seu arsenal papal... Embora o papa exalte Maria por sua submissão, é em relação à DEUS, não à sociedade machista..." (pg 64-65). O impacto dessa posição tem sido muito importante nos círculos feministas. "Jane Schaberg, chefe do Departamento de Religião na Universidade de Detroit, EUA... defende a opinião que Maria, antes do casamento com José, estava grávida de outro homem, e era uma mulher liberada, que não se deixava identificar ou destruir em seus relacionamentos com os homens." O artigo continua, "... essa noção do poder feminino sobrenatural é tentadora... Está havendo um grande interesse nas pesquisas sobre deusas e divindades femininas como um antecedente ao deus masculino... O judaísmo e o cristianismo têm sido exclusivamente machistas, deixando um vazio que requer uma divindade feminina." (pg 65-66).

Assim, você pode ver o tremendo poder de atração que a Virgem Maria, especialmente a Nossa Senhora Negra, tem sobre as várias religiões do mundo. Satanás implantou engenhosamente a adoração similar a uma deusa em muitas falsas religiões do mundo. Incrivelmente, ele conseguiu até corromper o cristianismo com o ensino católico romano sobre Maria, a mãe de JESUS. Está chegando a hora de unir todas as religiões do mundo e formar o Falso Sistema Religioso descrito no livro do Apocalipse.

As possibilidades são muito grandes.. Apocalipse 17:18 diz, "E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra." Quais são as implicações da liderança do Falso Profeta desse Sistema Religioso mundial? Apocalipse 13:11-18 mostra as atividades desse Falso Profeta:
  • Parece um cordeiro (um verdadeiro servo de JESUS CRISTO), mas fala como dragão (identifica-se como homem de Satanás - verso 11)
  • Exerce todos os poderes e a autoridade da besta, o Anticristo (verso 12)
  • Convence o mundo a adorar a besta (verso 12)
  • Opera grandes sinais e milagres (verso 13)
  • Ordena a construção de uma imagem do Anticristo. Faz com que o sopro da vida entre na imagem, para que ela possa falar. Quem não adorar a imagem da besta será executado (versos 14-15)
  • O Falso Profeta força toda a população do mundo a receber uma marca na mão direita ou na testa, sem o que ninguém poderá comprar ou vender nada na economia do Anticristo. Quem se recusar a receber a marca será martirizado (Apocalipse 20:4)
Assim, podemos ver que o Falso Profeta será diretamente responsável pela execução de muitos santos de DEUS durante a Grande Tribulação. É por isso que DEUS descreve esse Falso Sistema Religioso como uma grande meretriz que estará montada sobre a besta de sete cabeças e dez chifres. Essa mulher representa o Falso Sistema Religioso da Grande Tribulação. Ela é retratada "embriagada do sangue dos mártires e do sangue das testemunhas de JESUS"

Agora é hora de discernirmos os sinais dos tempos. Estamos vivendo no período que precede a Tribulação. O aparecimento do Anticristo e o estabelecimento da Nova Ordem Mundial estão muito próximos. Essa ressurgência do culto à Virgem Maria, especialmente à Madona Negra, é um dos muitos sinais de que o início da Tribulação está próximo.


The Cutting Edge, um programa de rádio de Old Path Ministries - CD Erdos\Estudos\Espada\ce1008.html

Comentário Bíblico Wesleyana - O Magnificat ( 1: 39-56 )
39  E, levantando-se Maria esses dias e foi para a região montanhosa, com pressa, a uma cidade de Judá, 40  e entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. 41  E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel ficou cheia do ESPÍRITO SANTO; 42  e ela levantou a sua voz com um grito alto, e disse: Bendito art és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43  E daí é isso para mim, que a mãe ? do meu Senhor venha a mim 44  Pois eis que, quando a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu no meu ventre de alegria. 45  E bendito é ela que acreditava; pois hão de cumprir as coisas que foram ditas a ela do Senhor. 46  E Maria disse: A minha alma engrandece ao Senhor, 47  E o meu espírito se alegra em DEUS, meu Salvador. 48  Pois olhou sobre a humildade de sua serva; Pois eis que, a partir de agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada. 49  Porque o que é poderoso me fez grandes coisas; E seu nome é santo. 50  E a sua misericórdia vai de geração e gerações e Sobre os que o temem. 51  Ele tem a força mostrou com seu braço; Dissipou os que eram soberbos nos pensamentos de seu coração. 52  Depôs príncipes de seus tronos, E exaltou os humildes. 53  Os famintos encheu de coisas boas; E os ricos ele enviou de mãos vazias. 54  Ele deu ajuda a Israel, seu servo, Que ele possa lembrar misericórdia 55  (como falou a nossos pais) Rumo a Abraão e à sua descendência para sempre. 56  E Maria ficou com ela cerca de três meses, e depois voltou para sua casa.
Maria foi para a casa de Zacarias e Isabel, em uma cidade de Judá , que estava na região montanhosa (v. 39 ). A localização exata é incerta. Alguns pensaram que era Hebron, 20 milhas ao sul de Jerusalém, porque essa era uma cidade onde muitos sacerdotes viviam. Mas a tradição coloca o nascimento de João Batista em Ain Karem, uma aldeia moderna cerca de quatro quilômetros a oeste de Jerusalém. Isso significaria uma viagem de mais de 80 milhas a pé.
Quando Maria cumprimentou Elisabeth, a criancinha saltou por nascer no âmbito deste último, ela ficou cheia do ESPÍRITO SANTO, e ela rompeu com pronunciação inspirada (vv. 41-45 ). Bendita és tu entre as mulheres foi sobrecarregado pela Igreja Católica Romana ( cf. v. 28 ). Elisabeth dirigida Maria como a mãe do meu Senhor (v. 43 ). Esta é uma nota teológica alta, mas não dá nenhum suporte para chamar Maria "Mãe de DEUS". Ela era a mãe terrena de JESUS em Sua humanidade, mas em nenhum sentido a mãe do DEUS eterno.
Maria é pronunciado abençoado porque acreditou (v. 45 ). Este é um contraste marcante com Zacarias, que foi amaldiçoado temporariamente com perda da fala por causa de sua incredulidade. Assim, a dica é dado a nós no início do Evangelho que devemos lê-lo na fé, não hesitando no milagroso, mas acreditar.
O "Magnificat" é assim chamado desde a primeira palavra na versão latina. É um hino magnífico poema, cobrindo versículos 46-55 . Ele tem notável semelhança com a Canção de Hannah ( 1 Sam. 2: 1-10 ), e é muito parecido com os salmos em conteúdo e espírito. Na verdade, é quase um mosaico de citações do Antigo Testamento. Maclaren observa: "Os pássaros cantam ao amanhecer e nascer do sol. Convinha que os últimos acordes de psalmody Antigo Testamento deve prelúdio do nascimento de JESUS. "
Na mesma linha van Oosterzee escreve: "O Magnificat ... eo Benedictus de Zacarias, vss. 68-79 , ... são os Salmos do Novo Testamento, e dignamente introduzir a história da hinologia cristã. Eles provam a harmonia da poesia e da religião. Eles são as flores mais nobres da poesia lírica hebraico, o envio de sua fragrância para o Messias que se aproxima. Eles estão cheios de reminiscências do Antigo Testamento, inteiramente Hebraica de tom e linguagem, e pode ser processado quase palavra por palavra ".
Em relação ao calendário destes dois hinos de louvor ele faz a outra observação: "A visita do anjo foi concedida a Maria até a Zacarias, no entanto, o seu cântico de ação de graças é pronunciada muito antes de sua: a fé já está cantando de alegria, enquanto a incredulidade é compelido para ficar em silêncio. "
Devido às limitações estabelecidas por este comentário, será impossível dar qualquer tratamento prolongado com estes poemas. A maneira mais satisfatória para estudá-los é olhar para cima todas as referências do Antigo Testamento dado na margem, e interpretar os hinos à luz destes.
Depois de três meses, Maria saiu e voltou para Nazaré (v. 56 ). Se isso foi antes ou depois do nascimento de João Batista não nos é dito. Por conseguinte, os comentaristas diferem. Creed diz: "Maria retorna à sua casa antes do nascimento do filho de Elisabeth." Lenski concorda com este ponto de vista e adiciona a seguinte razão para o retorno de Maria: "Nós julgamos que Maria se apressa para casa porque ela queria evitar as pessoas que logo se amontoam a casa de Elisabeth. "Geldenhuys concorda exatamente com isso.
Por outro lado, pensa que Farrar ". Provável que a Virgem Maria manteve-se, pelo menos, até o nascimento de João Batista" Meyer diz que da mesma forma do seu retorno: "mas não até a entrega de Elisabeth." E Plummer conclui: "Lucas menciona-la retornar antes de mencionar o nascimento, a fim de completar uma narrativa antes de começar outro ", assim como ele faz em 03:20 , 21 . Quando os médicos discordam parece melhor de reter qualquer opinião pessoal.

Fonte: Apazdosenhor.org




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