quarta-feira, 22 de julho de 2015

LÇÃO 4 DIACONOS E PASTORES




LIÇÃO 4   Lição 4 – Pastores e Diáconos
Capítulo 4
A  Função dos Bispos e Diáconos
A exortação de Paulo reveste-se de grande significado. O s bispos eram pastores que cuidavam de todo o rebanho que lhes fora confiado pelo Espírito Santo. O VERBO APASCENTAR é emprestado da atividade pastoril, em que os pastores alimentavam as ovelhas e outros animais que necessitavam de alguém que deles cuidassem. Apascentar a Igreja de Deus” não é qualquer tarefa comum, nem confiável a qualquer um que aspire uma função de liderança na igreja. Por isso, ante a confusão que reinava na igreja de Éfeso, em meio à disseminação das heresias gnósticas, Paulo doutrinou sobre as funções ou qualificações dos bispos e dos diáconos. Ele tinha em mente a necessidade de haver ordem na igreja e no culto cristão, a necessidade de ordem no culto (1 C o 14 26.40). Paulo tinha um a visão de administração eclesiástica. Ele sabia que só pode haver decência e ordem se houver organização. E a organiza­ção exige liderança. N o Novo Testamento, a palavra bispo tom a emprestado o sentido que lhe é dado na área da administração. Bispo é o supervisor, administrador. É um líder da organização. O pastor de um a igreja local tem essa função de mordomo dos bens espirituais e materiais da C asa do Senhor.

2. A Chamada
 Se, hoje, quando há tantos obreiros aspirando ao ministério, ser um bispo ou presbítero é considerada oportunidade valiosa para quem deseja servir a Deus, à época de Paulo, tinha muito mais significância. Isso porque ter um a função de liderança na obra do Senhor não é para qualquer um. O “candidato” ao episcopado pode desejá-lo, e isso não é nada estranho.
M as, para assumi-lo, é necessário, antes de qualquer requisito, ter a “chamada específica” da parte de Deus. Aquela convocação pode ser interior, por meio da voz de Deus falando ao coração, ou de outras formas externas, como veremos a seguir. O episcopado não deve ser fruto de acordos e arranjos ministeriais, por amizade, família ou condição social ou financeira. Deve ser resultado de um relacionamento sério com Deus, o dono da obra. Paulo foi chamado desde o ventre (G1 1.15). Nem todos são chamados assim. M as quem é chamado, não só tem a convicção da chamada, mas apresenta um perfil que agrada a Deus. Não há um a única forma da chamada.

1) Chamada direta
 Ela ocorre, quando Deus chama a pessoa e, diretamente, lhe dá consciência íntima da missão a ser cumprida. Por exemplo: Abraão (G n 12.1,2); Isaque (G n 26.1,2); Jacó (G n 31.3); Moisés (Êx 3.10). No Antigo Testamento, via de regra, era essa a forma da chamada.

2) Chamada indireta
 Ocorre quando Deus chama alguém por intermédio de um profeta, como no caso de Arão (Êx 4.13-16); Josué (Nm 27.18-23); por intermédio de Jesus, no caso dos apóstolos (Mt 10.1-6); por meio da igreja, como Matias (At 1.23-26); Barnabé e Saulo (At13.1,2), etc. O que “deseja o episcopado” deve ter a humildade e a serenidade para esperar que Deus confirme sua chamada, de modo direto ou por meio da igreja local, onde há líderes comissionados por Deus, com delega­ção de autoridade para separar ou consagrar obreiros para o ministé­rio. Não deve lançar-se como um aventureiro em busca de cargo ou de prestígio pessoal. O ministério é sacerdócio e muitas vezes é sacrificial.

4) A chamada e o envio
 Entre o tempo da chamada e o tempo do envio de um obreiro, há intervalos os mais diferentes. H á pessoas que são chamadas e enviadas imediatamente.
H á chamadas para o envio de obreiros, e há chamada de Deus para um a missão, cargo ou função, na igreja local. Fato muito comum, em todas as igrejas cristãs. Diante de todos esses requisitos, o bispo ou líder de um a igreja precisa reconhecer que é Deus quem dá a liderança à igreja, mas não dá igreja a nenhum líder. A Igreja é dEle: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11).

II - ATRIBUIÇÕES E QUALIFICAÇÕES DOS BISPOS E DIÁCONOS (3.1-13)
1. Atribuições dos Bispos (1-7)
Considerando a importância e a amplitude do episcopado, Paulo discriminou um a lista de qualificações e atribuições dos bispos, presbí­ teros ou pastores, líderes da igreja local. E indispensável compreendermos que qualidades ou qualificações deve ter aquele que é chamado por Deus para exercer funções tão importantes na obra do Senhor. Para alcançar a posição de um bispo, presbítero ou pastor, o aspirante ao episcopado necessita conhecer quais atribuições e qualificações precisam ter e desenvolver ao longo de sua vida ministerial. N o texto de 1 Timóteo 3.1-7, vemos algumas qualificações, que podem ser resumidas num conjunto de indicações, que por sua vez podem ser divididas em três grupos:
 1.1. Qualificações espirituais e ministeriais
1) Ter condições de pregar a Palavra de Deus, sendo “apto a ensinar” (3.2 ; 2 Tm 2.1);
 2) Ter bom testemunho diante da igreja e dos descrentes (3.7);
3) NÃO SER NEÓFITO, NOVATO, inexperiente (3.6);
4) Ser vigilante, atento ao que se passa ao seu redor (3.2); 5) Saber depender de Cristo para cumprir a missão (Jo 15.5; Fp 4.13).

1.2. Qualificações familiares
 1) Ter vida conjugal ajustada, ser “marido de um a mulher” (3.2); não só isso, mas amar a esposa, “com o Cristo am ou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25);
 2) Demonstrar que governa bem sua família (3.4);
 3) Ter autoridade sobre a esposa (Ef 5.23);
4) Ter autoridade sobre os filhos (3.4,5).
1.3. Qualificações morais e emocionais
 1) Ser “irrepreensível” (3.2), que não pode ser acusado de algo que desabone sua conduta;
 2) Ser honesto, sincero, verdadeiro (3.2);
3) Ser “hospitaleiro”, ou acolhedor, que sabe tratar bem as pessoas (3.2);
4) “Não dado ao vinho”, não usuário de bebidas alcoólicas (3.3);
 5) “Não espancador” , ou seja, não violento, agressivo (3.3; G1 5.22);
 6) Não cobiçoso nem ganancioso (3.3);
7) Ser “sóbrio” (3.2), simples, moderado (3.3);
8) “Não contencioso” (3.2; 2 T m 2.24); 9) “Não avarento” (3.3; 6.10).

 CONCLUSÃO
As funções ministeriais de diácono e de presbítero são muito relevantes e necessárias à boa ordem no ambiente de adoração e culto a Deus. São estabelecidas, com base bíblica, para que as atividades das igrejas locais sejam bem organizadas e contem com um a liderança eficiente e responsável. O s bispos ou pastores são aqueles que cuidam das definições mais amplas da missão da igreja. O s diáconos são obreiros, instituídos, biblicamente, para auxiliar os líderes cristãos, que se dedicam ao estudo e à ministração da Palavra de Deus. Que o Senhor nos faça entender que, sejam bispos, sejam diáconos, que “todos sejam u m ” 0 o 17.21), sem hierarquização formalista, num sistema de poder. M as que todos tenham os a mentalidade de servos a serviço dos servos de Deus.

As  Ordenanças  de  Cristo para  as  Cartas  Pastorais



Conselhos para obreiros

o príncipe dos pregadores orienta os ministros da igreja

C. H. Spurgeon

 


O zelo frequentemente conduz à prudência e coloca um homem na posição de domínio do discernimento, senão do talento. André usou a habilidade que possuía. Se tivesse sido como alguns de meus jovens amigos, teria dito: “Eu deveria servir a Deus. Ah, como gostaria de pregar! E eu deveria exigir que me dessem uma grande congregação para pastorear”. Bem, existe um púlpito em cada rua de Londres, e a maior porta para pregação é esta grande cidade sob o divino céu azul. Entretanto, esse jovem zelote preferiria assumir um cargo mais fácil do que pregar ao ar livre; e, como não é convidado para os grandes púlpitos, nada faz. Como seria melhor se, como André, ele começasse a usar sua habilidade entre aqueles que lhe são acessíveis e então desse um passo em direção a algo maior, e daí para outra coisa, e assim avançasse, ano a ano! Se André não tivesse usado os meios que tinha para converter seu irmão, provavelmente nunca teria sido um apóstolo.
Cristo deve ter tido suas razões para escolher aqueles apóstolos para o seu serviço. Talvez o grande fundamento da escolha de André tenha sido o fato de ele ter sido um homem zeloso. Jesus talvez tenha pensado: “André trouxe-me Simão Pedro; sempre está falando com as pessoas individualmente. Farei dele um apóstolo”.
Leitor, se você for dedicado na distribuição de folhetos e diligente na escola dominical, provavelmente poderá se tornar um ministro; mas, se não quiser fazer nada enquanto não puder fazer tudo, permanecerá inútil para o corpo — um estorvo para a igreja, em vez de um ajudador.
 Queridas irmãs em Cristo, nenhuma de vocês deve pensar que não tem condições de fazer nada. Esse é um erro que Deus não comete. Cada uma de vocês deve possuir algum talento que lhe foi confiado e uma tarefa que ninguém mais pode fazer. Descubra qual é a sua esfera de atuação e ocupe-se. Peça a Deus que lhe diga qual é o seu lugar e permaneça ali, ocupando-o até que Jesus Cristo venha e a recompense. Use sua habilidade e use-a já.
André demonstrou sua sabedoria ao valorizar uma única alma. Dedicou todos os seus esforços, inicialmente, a um só homem. Depois, sob o comando do Espírito Santo, foi útil a muitos; mas começou com um. Que tarefa para um aritmético, calcular o valor de uma alma! Uma alma vale todos os sinos celestiais tocando por seu arrependimento. Um pecador que se arrepende faz que os anjos se regozijem. O que aconteceria se passasse toda a vida trabalhando e suplicando pela conversão de uma criança? Se você ganhar esta pérola, sua vida já terá valido a pena. Não seja tolo e não fique desestimulado por causa de números ou por causa da massa que rejeita seu testemunho. Se um homem conseguir ganhar um em um dia, pode dar-se por satisfeito.
Talvez alguém esteja pensando: “Como André persuadiu Simão Pedro a seguir Cristo?”. Ele primeiro contou sua experiência e disse: “Achamos o Messias”.
André ganhou a alma de seu irmão. E que grande tesouro ele ganhou! Aquele homem não era outro senão Simão, o mesmo que, quando a primeira rede do evangelho foi lançada, ganhou três mil almas em uma única pregação, em um único lançar de rede! Pedro, um príncipe na igreja cristã, um dos poderosos servos do Senhor, foi um conforto para André. Fico imaginando o que André diria em seus dias de dúvida e temor: “Bendito seja Deus que transformou Pedro em uma pessoa tão útil. Bendito seja Deus que me levou um dia a falar com Pedro! O que eu não consigo fazer, Pedro ajudará a fazer; e, embora reconheça a minha incapacidade, sinto-me grato porque meu querido irmão Pedro tem a honra de levar muitas almas a Cristo”.



Depois que Jesus concedeu Dons Espirituais aos homens, Ele mesmo, não outra pessoa, concedeu Dons à Sua Igreja. Efésios 4:11: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para  profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”.
O pastorado eficiente é um dom de Cristo. Não depende de um curso especial, nem é produto de treinamento. Cristo deu a sua igreja (Efésios 4.11). Não pode ser substituído por nenhum preparo intelectual. A instrução pode ser importante no exercício do ministério pastoral, mas para que este seja uma verdadeira benção para a igreja, necessita ser um dom vindo do alto.
Os dons do Senhor, não só habilitam como também capacitam para o trabalho e levam aos vocacionados a realizarem o trabalho do Senhor com zelo. Através da experiência, notamos que aquele ministro cujo trabalho é infrutífero possui apenas o título e não o dom. O evangelista que não tem mensagem e não ganha almas, é alguém que recebeu um título inadequado.
Não é o título que atrai o dom ministerial, ao contrario, o título deve corresponder ao dom ministerial em evidência. O dom de pastor se qualifica por varias virtudes, exigidas para este ofício.
PASTOR, CARGO OU DOM ESPIRITUAL?
Pastor: ποιμην (gr. poimen). De todos os ministérios cristão, o pastorado é o mais conhecido em nossos dias. A função é tão honrosa, que o Antigo Testamento frequentemente atribui a Deus o título de pastor de Israel ( Jr. 23:4; Sl. 23:1; Sl. 80:1 ).
O vocábulo originalmente aplicado a um guardador de ovelhas significa apascentador, guia protetor (Is. 40:11). Estas definições correspondem às varias fases das atribuições e deveres do pastor. Como no caso dos demais ministérios, encontramos em Jesus o grande exemplo de pastor.
A função pastoral através do dom consiste na habilitação divina do ministro para governar a igreja; na maneira correta de dirigir as reuniões, sem aquele caráter de rotina, de uma liturgia sem vida, mecânica. Que não se deixe levar pelo formalismo nem pelo fanatismo. Que sabe reconhecer e utilizar os valores existentes na igreja. Que sabe orientar e instruir nas decisões a serem tomadas pela assembleia, sem desprezar as opiniões construtivas dos demais. Que sabe ir ao máximo de seus deveres e não excede ao limite de seus direitos.
                         Prof. Adaylton de Almeida Conceição


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