Lição 5 – Apostasia,
Fidelidade e Diligência no Ministério
Capítulo 5
Quando Nosso
Senhor Jesus Cristo estava com seus discípulos, em seu ministério terreno,
falou-lhes acerca dos últimos tempos, ou do fim dos tempos, em que uma das
características marcantes seria a falsidade, o engano, a mentira e a
mistificação. Em um de seus magníficos sermões, Ele falou acerca dos que
entrariam no seu Reino. E demonstrou que não seria fácil. Quem quer ser salvo
tem que entrar por uma “porta estreita” e palmilhar num “caminho estreito”, que
conduz a salvação, em contraposição à “porta” larga e o “espaçoso” caminho “que
conduz à perdição” (Mt 7.13,14). Duas portas e dois caminhos. Dois destinos
esperam o homem, no final de sua jornada na terra. E dependem da escolha de
cada um. Seja qual for a escolha, as conseqüências serão inescapáveis. N o
mesmo discurso, Jesus advertiu aos que haveriam de escolher a “porta estreita”
, a seus seguidores, os salvos, de que eles seriam perturbados por falsos
profetas, que surgiriam em seu próprio meio, no seio da igreja (Mt 7.15).
Reforçou suas metáforas com o ensino sobre a “árvore boa” que “produz bons
frutos” e sobre a “árvore m á”, que “produz frutos maus” (Mt 7.17). Como um
verdadeiro Mestre, Jesus soube manejar bem a palavra da verdade, em relação aos
acontecimentos futuros, que haveriam de ocorrer com profundas repercussões
sobre a vida dos seus discípulos. Jesus sabia que sua Igreja sofreria os
ataques dos falsos mestres, ou falsos profetas, que apareceriam, vindos de fora,
ou mesmo, surgindo no seio da com unidade cristã. Por isso advertiu que os
falsos cristos e os falsos profetas não seriam apenas ensinadores, teóricos ou
filósofos, em suas elucubrações diletantes. Eles seriam capazes de realizar
sinais e prodígios, para convencerem os que lhes dessem ouvidos (Mt 24.24). Naturalmente,
Paulo tinha bastante ciência das advertências de Jesus quanto aos últimos
tempos”. Em sua carta a Timóteo, ele expressou sua preocupação com os falsos
ensinadores, heréticos e astutos, na busca pelo domínio da mente dos que
estavam na igreja em Éfeso. Era um a antevisão do que a Igreja está vivendo nos
dias presentes. Dias que antecedem a volta de Cristo. H á obreiros que possuem
uma capacidade oratória tão eloqüente que conseguem atrair a atenção e a
admiração dos que os ouvem. Quando eles se mantêm no centro da vontade de Deus,
com humildade, e na conduta de servos do Senhor, são verdadeiras bênçãos para o
ensino e a pregação. N o entanto, com tal perfil, alguns têm se desviado dos
padrões de santidade e devoção, e se tornam pregoeiros de ensinos heréticos,
que causam grande prejuízo à igreja local, por serem homens que têm grande
prestígio ministerial. No meio pentecostal, infelizmente, prevalece um a visão
superficial das verdades bíblicas. A ortodoxia não é a marca das igrejas
pentecostais, em sua grande maioria. As demonstrações de poder, de unção e de
alegria alcançam um patamar tão elevado, e ao mesmo tempo sem fundamento, que
os falsos ensinadores conseguem amplos espaços para espalharem suas heresias.
Já é por demais conhecida a “tal” da teologia da prosperidade” , segundo a qual
os crentes em Jesus não podem ser pobres, nem serem acometidos de enfermidades
graves. Se passarem por essas agruras é porque “não têm fé”, ou “estão em
pecado . Mais que isso, adotam a famosa “confissão positiva”, e passam a determinar’,
“decretar” bênçãos e a “exigir”, reivindicar “seus direitos ! Ensinos com esse
teor ou caráter são muito bem aceitos por grande parte de crentes, em muitas
igrejas. Mas quando tais ensinos são confrontados com a Palavra de Deus, em sua
essência, conclui-se que são doutrinas de homens, ou até de demônios.
A advertência de Paulo, no texto ora em
estudo, é de um a atualidade impressionante. Com o verdadeiro profeta de Deus,
além de exímio ensinador, ele captou muito bem a revelação do Espírito Santo
acerca dos “últimos tempos” ou dos “tempos trabalhosos” (1 Tm 3.1), a que nos
referimos no capítulo anterior. D a leitura do texto em apreço, pode-se inferir
que os ensinadores de “doutrinas de demônio” (4.1) não seriam pessoas
estranhas, mas que surgiriam de dentro do seio da igreja local. Sua capacidade
de convencimento haveria de ser tão eficiente, que, “se possível fora,
enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24), com o Jesus previu e alertou.
I - A APOSTASIA DOS HOMENS (4.1-5)
Paulo advertia a Timóteo, para que o mesmo doutrinasse
a igreja em Efeso, acerca dos últimos tempos, em que a apostasia se tornaria um
a realidade no seio de igrejas cristãs (1 Tm 4.1). 1. Conceituação Apostasia
(gr. apóstasis) significa “desvio”, “afastamento”, “abandono”.
1 Tem o
sentido também de “revolta” , “rebelião”, no sentido religioso. Num a definição
clara, apostasia quer dizer “abandono da fé”. No original do Novo Testamento
apostasia, do vem do verbo aphistemi, com o sentido de “rejeitar um a posição
anterior, aderindo a posição diferente e contraditória à primeira fé,
repelindo-a em favor de nova crença } N os últimos anos, esse comportamento tem
sido mais observado do que em tempos passados. É impressionante como líderes,
outrora ortodoxos, hoje apregoam ideias opostas àquele ensinamento que
defendiam.
2. Doutrinas
de Demônios (4.1)
Existem
apostasias que são fruto da mente fértil de algum teólogo ou teórico, que
deseja aparecer, ensinando “novidades” com pretenso fundamento bíblico. Ou da
meninice de algum irmão ou irmã, que se julga mais espiritual que as outras
pessoas. Paulo referia-se à apostasia que tinha origem diabólica. Mais perigosa
do que se possa imaginar, pois é fruto da influência do Adversário da igreja,
que visa minar suas bases doutrinárias. Disse Paulo, em sua primeira carta a
Timóteo: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão
alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”
(1 Tm 4.1 - grifo nosso). 1 CPAD. Bíblia de estudo pentecostal, p. 1856. Russel
Normam CHAMPLIN. O Novo Testamento interpretado - versículo por versículo. Vol.
5, p. 318.
3. Espíritos
Enganadores
Certamente,
Paulo se referia à influência espiritual dos espíritos maus, que iriam induzir
falsos mestres a se enganarem e a enganarem aos crentes (2 Tm 3.13). Ele
anteviu que parte da igreja haveria de apostatar, quando disse que “alguns”
abandonariam a fé. Ele se referia à “apostasia pessoal”. O escritor aos hebreus
também exortou nesse sentido, contra o afastamento da verdade ou da sã doutrina
e de Deus: “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e
infiel, para se apartar do Deus vivo” (Hb 3.12). Essa preocupação foi
recorrente, pois, quando Paulo escreveu a segunda missiva a Timóteo, de forma
que o mesmo orientasse a igreja em Éfeso, voltou a exortar com cuidado acerca
dos apóstatas: “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo
comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias
concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 T m
4.3,4). A ação dos “espíritos enganadores” haveria de ser tão eficiente para
incautos que dessem lugar à apostasia que esses não sofreriam (não suportariam)
a “sã doutrina”, ou seja, o corpo doutrinário, pregado pelos apóstolos de
Cristo, e passado de geração a geração, com fundamento nos Evangelhos e nos
ensinos dos apóstolos de Jesus. Sua influência maléfica faria com que os
apóstatas tivessem “comichão nos ouvidos” ao escutarem a Palavra de Deus, em
sua simplicidade e ortodoxia. O s espíritos do desvio doutrinário
apoderar-se-iam dos “doutores”, ou falsos mestres (1 Tm 1.7), que usavam sua
influência cultural, eclesiástica e posicionai nas igrejas para desviarem os
servos de Deus do foco e do alvo, que é servir a Deus até chegar à eternidade,
como salvos em Cristo Jesus. Na advertência de Paulo, ele afirma que tal comportamento
se manifesta “pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a
sua própria consciência” (1 T m 4.2). No mesmo trecho de sua carta, o apóstolo
adverte quanto a ensinos místicos que, além de proibirem o casamento, como
instituição de origem divina, oprimem as pessoas, “ordenando a abstinência dos
manjares que Deus criou para os fiéis e para os que conhecem a verdade, a fim
de usarem deles com ações de graças” (1 T m 4.3). Essa é uma das
características dos movimentos heréticos. Apregoam que determinados tipos de
alimentos não devem ser ingeridos, muitas vezes sem qualquer fundamento
científico ou escriturístico. Em relação a alimentos, no Antigo Testamento, havia
um a série de “regras dietéticas” quanto ao que os judeus podiam ou não podiam
comer (cf. Lv 11). M as o próprio Deus ordenava que comessem carne, para repor
as proteínas desgastadas no processo biológico. No Novo Testamento, as
restrições quanto a alimentos resumem-se no que os líderes da igreja decidiram,
no Primeiro Concilio, em Jerusalém. Após o parecer de Pedro, Tiago, o líder da
igreja, concluiu, de forma eloqüente: “Pelo que julgo que não se deve perturbar
aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se
abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do
sangue” (At 15.19,20 - grifo nosso). E também exortou a que os cristãos não
ingerissem alimentos que fossem consagrados ou sacrificados aos ídolos (1 C o
10.27,28). E orientou que, m esmo em se tratando de alimentos lícitos, os
crentes em Jesus deveriam respeitar a fé dos mais fracos espiritualmente, e
absterem-se de comer (na frente deles) coisas que os escandalizassem (cf. Rm
14.1-23). O s hereges, principalmente os gnósticos ascetas, defendiam a abstinência
de alimentos, mas voltavam-se para “entidades”, “emanações e símbolos da
idolatria. O s gnósticos depravados procuravam destruir o corpo, por
considerá-lo mau, indigno, com a prostituição e práticas sexuais libertinas.
Eram hipócritas e mentirosos. Paulo concluiu que o cristão pode fazer uso de
alimentos, desde que possam ser recebidos “com ações de graça , visto que, pela
palavra”, ou seja, desde que estejam de acordo com a Palavra de Deus, “pela
oração”, “tudo é santificado” (1 Tm 4.4,5). Porém, deve-se ter cuidado e
sabedoria na interpretação desse texto. Não quer dizer que, se alguém faz uso
de bebida alcoólica, ou de carne sufocada, ou do sangue, basta fazer um a
oração e tudo é santificado. De forma alguma. Deus não aprova aquilo que Ele
condena. Ele não é “Deus de confusão (1 C o 14.33). Deus fez o homem, no
princípio, para ser vegetariano (G n 1.29). Mas, com a Queda, o metabolismo humano
sofreu tremenda mudança, passando a envelhecer, adoecer e morrer. Para refazer
as energias e os tecidos desgastados, tornou-se necessária a ingestão de
alimentos carregados de proteínas, dos quais a carne animal, incluindo os
peixes, são grandes fornecedores. Além disso, o próprio Deus
regulamentou, na Lei, sobre quais tipos de animais se podiam comer (Ver Lv 11)
II - A
FIDELIDADE DOS MINISTROS (vv. 6-10)
1. “Bom
Ministro de Jesus Cristo” Era o que Paulo esperava de Timóteo, seu jovem
discípulo, companheiro de tantas lutas, em defesa do evangelho de Jesus Cristo.
“Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado
com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido” (1 Tm 4.6). A carta
de Paulo a Timóteo é pastoral e pessoal, em princípio. M as sua finalidade não
era apenas edificar o jovem obreiro. Ele acentua: “propondo estas coisas aos
irmãos”, o que indica ser sua carta assunto que deveria ser comunicado à igreja
de Éfeso, aos “queridos irmãos” (Fp 4.1) e, por extensão e aplicação, a todas
as igrejas cristãs. Cumprindo essa orientação, Timóteo haveria de ser um “bom
ministro de Cristo” (diáconos de Cristo), ou seja, um líder cristão à altura de
sua elevada missão. Para galgar essa posição, Timóteo teria que atender a dois
requisitos importantíssimos: ser “criado com as palavras da fé” e “da boa
doutrina” que ele próprio já seguia. No original, a metáfora que Paulo usa diz
respeito a “ser alimentado com”, nutrido com a sã doutrina, ou, no dizer de
Pedro, com o “leite racional, não falsificado” (1 Pe 2.2). 2. Rejeitando as
Fábulas Profanas “M as rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a
ti mesmo em piedade” (4.7). Essa advertência já houvera sido dada no primeiro
capitulo da epístola a Timóteo (1.4). Com o visto, as “fábulas profanas”
seriam ensinamentos fantasiosos, místicos, muito utilizados pelos gnósticos e
judaizantes, para impressionar os crentes. Seriam profanas, porque
configurariam ensinos humanos, fundados em valores materiais, que se opunham
aos sagrados ensinos, emanados da Palavra de Deus, sob inspiração do Espírito
Santo. A expressão “de velhas” aludiam a “conversa de velhas, expressão
sarcástica muitas vezes empregada em polêmicas filosóficas, que compara a
oposição de um oponente aos fuxicos perpetrados por mulheres mais idosas
daquelas culturas, quando se assentavam em roda tecendo, ou fazendo outras
tarefas” Em nossa cultura, certamente, eqüivaleria a conversas tagarelas de
pessoas fofoqueiras. 3 Gordon D. FEE. Novo comentário bíblico contemporâneo 1
& 2 Timóteo e Tito, p. 115.
3. 0
Exercício Físico e a Piedade
“Porque o exercício corporal para pouco
aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida
presente e da que há de vir” (1 T m 4.8). Nós som os formados de três partes,
segundo a Palavra de Deus: “espírito, e alma, e corpo” (1 Ts 5.23). Todas elas
precisam de exercício, de atividade, sob pena de sofrermos atrofia em todas ou
em um a delas. H á muitos irmãos, inclusive obreiros, que vivem de modo
sedentário, desenvolvendo doenças circulatórias, cardíacas ou neurológicas.
Isso não é desejável. O corpo não pode ser desprezado em seus cuidados. Ele é
templo do Espírito Santo (1 C o 6.19,20). Mas por que esse incentivo ao
exercício físico se Paulo diz que o exercício corporal para pouco aproveita”?
Observemos que Paulo não está dizendo que o “exercício físico” (gymnasia)4 “não
serve para nada’ . O que ele quer dizer, para um a com unidade que valorizava
excessivamente os exercícios e os esportes,5 é que tais práticas, ainda que
saudáveis, só serviam para esta vida. Paulo tinha um a mensagem para a igreja
de Éfeso, para que os crentes não se deixassem dominar pelo desejo exacerbado
de valorizar o corpo, em detrimento do lado espiritual. O apóstolo mostrou a
Timóteo que havia algo mais importante que o exercício físico. E ressaltou:
“mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da
que há de vir (4.8b). Ele demonstrou que, enquanto o exercício físico só serve
para o corpo e para esta vida, a piedade (gr.eusebeia) é proveitosa, não só
para a vida presente” , mas para a “que há de vir . Se o corpo, como vimos,
precisa de exercícios para não envelhecer precocemente, ou atrofiar-se, em suas
funções vitais, a alma e o espírito também necessitam de “exercícios” espirituais,
ou seja, de piedade. Entendam os que piedade, ou “eusebeia”, significa a vida
de santidade do cristão; a vida devocional, que inclui as orações, a leitura da
Palavra de Deus, de modo sistemático, a adoração a Deus, de forma constante; a
maneira de viver e conviver com as pessoas, zelando pelo bom testemunho
cristão, tudo isso é piedade. Podemos concluir que Daí vem a palavra “ginásio” (lugar de prática
de exercício ou de esportes). Éfeso:
Cidade greco-romana, a segunda maior do Império, depois de Roma. Tinha larga
tradição no mundo esportivo. Paulo
resumiu a piedade quando escreveu aos coríntios, dizendo: “Portanto, meus amados
irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo
que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 C o 15.58). Paulo termina essa
parte da epístola, acentuando que “esta palavra é fiel e digna de toda a
aceitação” (1 Tm 4.9). Ele se referia a tudo o que já houvera escrito e
repassado para Timóteo, como sendo “palavra fiel e digna de toda aceitação”,
que ninguém pusesse em dúvida a sinceridade de sua admoestação, visto que não
se tratava de afirma gratuitas ou de opiniões pessoais. Seu ensino era embasado
na unção e direção do Espírito Santo, em contraposição aos ensinos dos falsos
mestres, que buscavam iludir os crentes com suas falácias e vãs filosofias (Cl
2.8). E encerra dizendo o porquê de tanta luta, tanto esforço, no combate às
heresias e zelo pela vida dos crentes de Éfeso, ou de todos os cristãos:
“Porque para isto trabalhamos e lutam os, pois esperamos no Deus vivo, que é o
Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis” (1 Tm 4.10).
III - A DILIGÊNCIA
NO MINISTÉRIO (vv. 11-16; cf. 5.4-16)
1. 0 Ensino
Prescritivo
“M anda estas coisas e ensina-as” (1 Tm 4.11).
Era um a determinação de Paulo a Timóteo, para que ele não fraquejasse na
ministração da doutrina à igreja em Efeso, visto que as heresias estavam-se
espalhando com certa facilidade, por meio dos “homens que falam mentiras, tendo
cauterizada a sua própria consciência” (1 Tm 4.2). Os verbos “mandar” e “ensinar”
(gr. didasko) estão no modo imperativo, denotando o caráter da exortação de
Paulo, de modo contínuo e persistente. As “coisas” que foram ensinadas pelo
apóstolo deveriam ser ministradas aos crentes de forma incisiva, sem
condescendência com os falsos mestres e os falsos ensinos, que tinham origem
nos “espíritos enganadores” e nas “doutrinas de demônios”. Nos tempos
presentes, o ensino tem sido negligenciado por muitos líderes de igrejas. Há
uma supervalorização do louvor, do cântico, dos hinos, dos instrumentos
musicais, em detrimento da pregação e do ensino da Palavra de Deus. Não é por
acaso, que há uma geração fraca, “anêmica” e “raquítica” em relação aos
conhecimentos e à prática da Palavra de Deus. H á muito falatório, muito
barulho, muito grito e dramatização, e pouco ensino fundamentado da doutrina
sagrada (didakê). Já predomina uma cultura, no meio de igrejas evangélicas, de
que “um culto maravilhoso” é aquele em que se apresenta “um cantor de fora”, ou
um “pregador famoso, convidado para os eventos”. Ou um culto, em que haja
manifestações gratuitas de emocionalismo infantil, com o famoso “re-té-té”, ou
exibicionismo carnal, disfarçado de espiritualidade. Por isso, Paulo não
diminuiu a ênfase no ensino. Pelo contrário: disse “manda” e “ensina” as coisas
que foram determinadas em sua carta. Se Paulo ressuscitasse hoje, por permissão
de Deus, ou se transfigurasse, com o Moisés e Elias, no Monte da
Transfiguração, ficaria estupefato, percebendo que o “evangelho politicamente
correto” prevalece em muitas igrejas. Com receio de ver a evasão de crentes, há
obreiros que nem “m andam ” nem “ensinam ” o que a Palavra de Deus prescreve de
forma clara e imperativa. A doutrina da santidade, por exemplo, tem sido por
demais relegada a segundo plano nas ministrações de muitos pastores. A Bíblia é
incisiva quanto a esse ensino. Não há o que interpretar o que está claro e
evidente, no contexto da doutrina: “mas, como é santo aquele que vos chamou,
sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15); “segui a
paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
Santidade e santificação constituem-se doutrina prescritiva do evangelho de
Cristo. São fundamentais, e baseiam-se em princípios inegociáveis no âmbito da
doutrina cristã. Em muitas igrejas, não se fala em santidade. Mas fala-se
em prosperidade material de modo exaustivo, manipulativo e insistente, visando
extrair do povo o máximo de dinheiro para os projetos da denominação. Em troca
disso, o ensino promete bênçãos sem limites no campo material. É a tal da Confissão
Positiva. E dão inclusive a “fórmula da fé”, conforme Kenneth Haggin. Para
fazer a “confissão positiva”, o cristão dever usar as expressões: “exijo”,
“decreto”, “declaro”, “determino”, “reivindico”, em lugar de dizer: peço, rogo,
suplico. Segundo os adeptos dessa teologia modernista, o cristão jamais pode
dizer: “se for da tua vontade” , segundo Benny Hinn, pois isso destrói a fé. Mas
Jesus orou ao Pai, dizendo: “Se é da tua vontade... faça-se a tua vontade...”
(Mt 26.39,42). 2. 0 Exemplo dos Fiéis “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê
o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na
pureza” (1 Tm 4.12). Timóteo era um jovem obreiro, com cerca de 30 a 35 anos, e
fora enviado para doutrinar um a igreja, onde já havia anciãos ou presbíteros
com mais idade. O texto bíblico dá a entender que ele era um pouco tímido, com
o se depreende de 1 Coríntios 6.10,11, em que Paulo pede aos irmãos que recebam
Timóteo de forma que o mesmo esteja “sem temor”, sem nenhum desprezo. A
exortação de Paulo deveria chegar aos ouvidos dos crentes de Éfeso. Por meio da
carta a Timóteo, o apóstolo diz que “ninguém ” deveria desprezar (“zombar” ,
“tratar com desprezo”, “subestimar”) o jovem obreiro. Certamente, foi um a dura
recomendação ao jovem obreiro. Em lugar de ser exortado a seguir o exemplo
dos anciãos, Paulo diz que Timóteo deveria ser “exemplo dos fiéis”. O texto
discrimina seis aspectos em que Timóteo deveria ser exemplar:
1) ‘‘Na palavra"
A princípio,
o texto poderia dar a entender que Paulo desejava que Timóteo fosse um exemplo
de exímio pregador ou ensinador da Palavra. M as o contexto indica que ele,
com o mestre de Timóteo, exortava- -o a que fosse um exemplo dos fiéis na
“maneira de falar”, de se expressar, no relacionamento com os demais irmãos. Um
obreiro, líder ou não, deve saber expressar-se, jamais usando linguagem vulgar
ou chula. Esse entendimento tem respaldo no que o apóstolo escreveu aos efésios:
“Não saia da vossa boca nenhum a palavra torpe, mas só a que for boa para
promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (E f 4.29). N o mesmo
texto, aos efésios, ele diz: “Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e
blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós” (E f 4.31). De fato, um
ministro do evangelho não pode ter linguagem inadequada, debochada, “sem
classe” , sem pudor ou demagógica. Devemos lembrar que o adjetivo “torpe” a que
Paulo recomenda evitar significa “podre” (gr. sapros). Assim, piadas e palavras
inconvenientes não devem fazer parte do vocabulário de um obreiro cristão. 6
Gordon D. FEE. 1 & 2 Timóteo e Tito, p. 119.
2) “No
trato”
A expressão
refere-se ao comportamento cristão. Não só Timóteo, mas todo jovem ou cristão
de qualquer idade deve ser “exemplo dos fiéis” no relacionamento humano e
espiritual. E não vemos outra maior fórmula, ou mesmo fórmula para o bom
relacionamento cristão, do que as virtudes ou aspectos do “fruto do Espírito”,
de que falou Paulo em Gálatas 5.22,23. O relacionamento cristão (o trato) deve
expressar a ética cristã. Jesus disse: “Portanto, tudo o que vós quereis que os
homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas (Mt
7.12). O s carnais andam segundo a natureza carnal, herdada de Adão: “Porquanto
a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de
Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem
agradar a Deus” (Rm 8.7,8). Texto mais que didático e compreensível. O trato do
crente carnal não pode ser referência para quem quer servir a Deus. Já o crente
espiritual demonstra um “trato” ou comportamento espiritual. Ele é cheio do
Espírito Santo” (At 2.4; 4.31; 13.52). “Portanto, agora, nenhum a
condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne,
mas segundo o espírito” (Rm 8.1). O s espirituais vivem segundo o Espírito
Santo, porque estão em Cristo Jesus” e “não andam segundo a carne”.
3) “Na
caridade”
Ser exemplo
no amor não é fácil. Mas é a característica mais importante do cristão que quer
ser discípulo de Jesus. N o Evangelho segundo João, Jesus disse: “Um novo mandamento
vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós
uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se
vos amardes uns aos outros” (Jo 13.34,35 - grifo nosso). Este versículo demonstra
quão grande é o valor da “caridade” ou do “amor cristão. Esse amor, no texto
original, é ágape. Não é um amor simplesmente hum ano, com o filantropia,
assistência aos necessitados. Essa caridade, que é “o amor em ação”, é o centro
da verdade cristã. Deus enviou Jesus para nos salvar; não foi por sua justiça,
mas por seu amor indescritível - Jo 3.16).
Desse modo, o crente fiel, em Efeso ou em qualquer lugar onde se congregar,
deve ser exemplo no amor cristão. Respondendo a um doutor da Lei, Jesus disse
que o primeiro e o maior dos m andamentos é amar a Deus de todo o coração, de
todo o entendimento e alma. E o segundo, semelhante a esse, é amar ao próximo
como a si mesmo (Mt 22.34-40). Por essa razão, o cristão deve ser o exemplo dos
fiéis no amor, para que seja conhecido como discípulo de Jesus (Jo 13.35).
4) “No
espírito”
U m ministro
do evangelho deve ser “exemplo dos fiéis” , no lado espiritual. E de fundamental
importância que o obreiro-líder reserve em sua agenda os momentos especiais,
diários, sistemáticos, para o cultivo de sua vida devocional, através da qual
ele estreita sua com unhão com Deus. O obreiro precisa orar todos os dias;
começar o dia de trabalho sem orar é correr o risco de enfrentar situações
difíceis sem encontrar a solução para os problem as que surgem na administração
da igreja; o exercício diário da oração é um reforço maravilhoso para a
dinamização da igreja local. Sem oração, é impossível o obreiro ser exemplo “no
espírito”. Ela é a chave que abre as portas do sobrenatural, quando o líder da
igreja local se coloca de joelhos, buscando a unção do Espírito Santo. Sem
oração, o obreiro pode sutilmente se tornar carnal, enveredando por caminhos de
iniqüidade. Quantos pastores têm caído por falta de oração e vigilância
(Mt 26.41). A Bíblia tem exemplos diversos de homens de Deus que oravam
sistematicamente. Alguns caíram porque negligenciaram a oração. Davi orava três
vezes ao dia (SI 55.17); quando deixou de orar, de cuidar de sua vida
espiritual, fracassou terrivelmente; Daniel orava três vezes ao dia (Dn 6.10);
Jesus orava diariamente (Mt 26.44 a ); o salmista também tinha o costume de
começar o dia, orando e vigiando.
5) “Na fé”
O que Paulo
ensinava a Timóteo deveria ser ministrado para os demais obreiros e para a
igreja local, a com unidade cristã. Um ministro do evangelho, para ser
diligente, precisa exercitar-se na fé. A fé assume vários sentidos na Bíblia.
Pode ser a fé para receber milagres (Mc 9.23); a fé para a salvação pessoal (Mt
9.22; M c 10.52; Lc 7.50); e em outros aspectos. Mas, no texto em apreço, Paulo
exortava a Timóteo e por extensão aos ministros do evangelho, que todos
precisam ser exemplo na fé, no sentido da confiança firme em Deus, ou seja, no
cultivo da virtude da fé (1 C o 13.13), e de um a vida por fé, sem a qual “é
impossível” agradar a Deus (Hb 11.6). 6) “Natureza’’ Ser exemplo na pureza (gr.
agneia) é ser puro, “casto” , tanto em termos de ações, atitudes e práticas no
seu viver contínuo. Essa pureza deve ser nos pensamentos e nas obras; nos
sentimentos e nas práticas cotidianas. Timóteo era ainda um jovem ministro,
segundo estudiosos, com cerca de 30 anos; hoje, seria um “solteirão” , esperando
pacientem ente “no Senhor” (SI 40) pela bênção de ter uma esposa para ser sua
companheira no ministério. M as até que essa bênção se concretizasse, ele
haveria de passar por m tentações, especialmente na área sexual. Sem qualquer
dúvida, se, no tempo de Timóteo, a exortação de Paulo era oportuna e
necessária, que dizer de tal cuidado por parte dos obreiros, jovens ou de m ais
idade, nos dias presentes? Nunca houve tanta facilidade para o pecado, para a
lascívia, para a concupiscência carnal com o nos dias em que vivemos. Seja qual
for o ministro, se não vigiar nessa parte, precavendo-se das tentações da
carne, seja solteiro, seja casado, a probabilidade de queda é muito grande. Com
os meios tecnológicos à disposição das pessoas, via internet, telefones,
“tablets”, o acesso a relacionamentos ilícitos é muito fácil. A vigilância e a
oração têm que ser redobradas. Para ser exemplo na “pureza” , o ministro
precisa cultivar a vida de santidade. Sem esta, ninguém chegará ao céu (cf. H b
12.14). Se entendem os que santidade quer dizer separação do que é sagrado
daquilo que é profano, precisamos, com o obreiros do Senhor, zelar por tudo que
ocorre no âmbito da igreja local, seja na pregação, no púlpito; seja na
adoração, na liturgia, no louvor, nos usos e costumes, na vida moral e social
da parcela do rebanho de Deus que nos foi confiada. O s obreiros devem ser
exemplo dos fiéis. A disciplina pessoal se faz necessária para que evidenciemos
pureza em todas as áreas da vida, mediante a necessária santificação (1 Pe
1.15; H b 12.140.
3. O
Ministro e o Cuidado com o Ministério e consigo Mesmo
1) 0 cultivo da leitura
“Persiste
em ler, exortar e ensinar, até que eu vá” (1 Tm 4.13). Um ministro do evangelho
não pode ser um despreparado para o ministério. E seu preparo tem que passar
pelo costume diuturno de ler, em primeiro lugar, a Palavra de Deus. Estudo
recente, por entidade de pesquisa ministerial, dá conta de que 57% dos pastores
nunca leram a Bíblia toda. E algo preocupante. Se não ler, com o pode estimular
os crentes a lerem a Palavra de Deus? E por causa dessa negligência na leitura
bíblica que o ensino que parte de muitos púlpitos é fraco, superficial e inconseqüente.
Para compensar, muitos pastores recorrem ao “espetáculo” de emocionalismos,
gritos e até de “palhaços”, ou recorrem-se às danças, ao balé, em que o púlpito
se torna um picadeiro, e a igreja um “circo” de profanação do bom nom e da
igreja de Cristo. Por isso, é tão importante a exortação a Timóteo para que se
aplicasse à leitura, que pode ser tanto da Bíblia com o de boas fontes de
estudo bíblico, para que pudesse exortar e ensinar à igreja.
2) A valorização
do dom do ministério
“Não
desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição
das mãos do presbitério. Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu
aproveitamento seja manifesto a todos” (1 Tm 4.14,15). Paulo queria que seu
discípulo não negligenciasse seu ministério, que lhe foi confiado por Deus, por
meio do ministério, com o ato de caráter espiritual de imposição de mãos. Deus
valoriza os gestos e os atos, quando feitos por fé e não por mera formalidade
ritualística. O “dom ” concedido a Timóteo teve o respaldo da “profecia”, ou de
revelação espiritual da parte de Deus. Esse “dom ” certamente eram as
habilidades que Timóteo recebera para exercer seu ministério. E deveria
valorizar, ocupando-se na obra do Senhor com diligência e zelo. Deus não se agrada
de quem faz “a obra do Senhor fraudulentamente” ou “relaxadamente” (Jr 48.10).
3) 0
cuidado de si mesmo e dos outros
“Tem
cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo
isto, te salvarás, tanto a ti m esmo como aos que te ouvem” (1Tm 4.16). A
preocupação com a vida pessoal envolve aspectos relevantes. O obreiro precisa
ter cuidado com a sua integridade moral e espiritual: deve ser íntegro. Essa
palavra quer dizer: inteiro, completo; perfeito, exato; reto, imparcial,
inatacável (Dicionário Aurélio). Integro é o líder que faz o que diz e diz o
que faz; é o que dá testemunho dentro e fora de casa; dentro e fora da igreja;
na presença ou na ausência dos liderados (cf. M t 5.37; Tg 2.12). Nesse cuidado consigo mesmo, o
obreiro precisa ter cuidado com sua saúde. O apóstolo João , escrevendo a seu
amigo Gaio, desejou-lhe saúde (3 Jo 2). No que cabe a si, o líder deve obedecer
aos princípios bíblicos e científicos no cuidado com a saúde: oração, boa alimentação,
repouso, exercício, atitude mental correta, evitar o estresse, a tensão
emocional. Pesquisas mostram que os pastores são submetidos a tensões fora do
com um , e são acometidos de doenças cardiovasculares, nervosas ou psicossom
áticas. O zelo por si mesmo, pela sua m ente e pelo seu corpo contribui para
que o obreiro tenha melhores condições emocionais e físicas no desenvolvimento
de sua missão. Além do cuidado consigo mesmo, Paulo exorta Timóteo a que tenha
cuidado no trato com algumas pessoas que merecem atenção especial no seio da
congregação. Com relação aos anciãos, ou idosos, da “terceira idade”, Paulo diz
que não devem ser repreendidos asperamente quando falharem, mas admoestados
“como a pais” (1Tm 5.1); quanto aos jovens, é interessante sua recomendação:
“aos jovens, com o a irmãos” (1 Tm 5.1). Paulo tinha grande sensibilidade para
com as mulheres. Ele não desprezava sua cooperação à obra do Senhor no
ministério eclesiástico. Aos Romanos, ele indicou o nome de várias mulheres que
foram valiosas cooperadoras ao seu lado (Rm 16.1-15). Na carta a Timóteo, ele
ensinou com o tratar as mulheres na igreja: “Às mulheres idosas, com o a mães,
às moças, como a irmãs, em toda a pureza. Honra as viúvas que verdadeiramente
são viúvas” (5.2,3). Note-se a preocupação em enfatizar o cuidado com as
viúvas, mas ressaltando “as que verdadeiramente são viúvas” . Ao que parece,
essa preocupação devia-se ao fato de haver algumas mulheres oportunistas, que
queriam viver de modo leviano, às custas da igreja (Ler 1 T m 5.3-13).
CONCLUSÃO
A apostasia dos últimos tempos revela-se de modo
acentuado no meio evangélico. Pregadores e ensinadores de doutrinas esdrúxulas
têm bastante espaço no ambiente de muitas igrejas. O remédio para evitar esse
tipo de problema é o ensino sistemático e na unção de Deus para todos os
obreiros e igreja em geral. N osso referencial teológico e de fé é a Bíblia
Sagrada, a Palavra de Deus. O ministério pode ser bem- -sucedido ou um
fracasso. Será um a bênção se o seu líder, ao lado de auxiliares fiéis, e
respaldo da igreja local, procurarem viver de acordo com a sã doutrina, que é o
ensino fundamentado e consolidado, com base na Palavra de Deus. Que o Senhor
guarde os ministros, os ministérios e as igrejas dos ataques do Maligno nesses
últimos tempos, que antecedem a vinda de Jesus.
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As Ordenanças de Cristo
para as Cartas Pastorais

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