segunda-feira, 13 de abril de 2020

Lição 3 - Não se Metam Com os Ídolos



TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Salmo 115.1-8

1 - Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.
 2 - Por que dirão as nações: Onde está o seu Deus?
3 Mas o nosso Deus está nos céus e faz tudo o que lhe apraz.
 4 - Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens.
5 - Tem boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem;
6 - têm ouvidos, mas não ouvem: nariz têm, mas não cheiram.
7 - Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.
 8- Tomem-se semelhantes a eles os que os fazem e todos os que neles confiam.

1 Coríntios 10.18-21

18 - Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são, porventura, participantes do altar?
19 - Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa?
20 - Antes, digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.
21 • Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.

TEXTO ÁUREO

Portanto, meus
amados, fugi da
idolatria.
1 Coríntios 10.14

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira-João 4.19-24
Deus é espírito
3ª feira - João 20.19-30
Bem-aventurados os que não viram e creram
4ª feira -Atos 17.15-32
Uma cidade entregue à idolatria
5ª feira - 1 Tessalonicenses 1.8-10
Dos ídolos vos convertestes a Deus
6ª  feira - Hebreus 11.1,2
Aquilo que se vê não foi feito do que é aparente
Sábado - 1 João 5.14-21
Filhinhos, guardai-vos dos ídolos


OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:

• entender que Deus proíbe todo tipo de idolatria;
• compreender que a idolatria é uma disposição mental capaz de atribuir poderes divinos a objetos ou pessoas;
• perceber que a idolatria desvia a atenção do homem de Deus e é a própria contradição da fé.


ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

Caro professor, para cativar os seus alunos, o professor necessita entender a realidade das gerações mais modernas, denominadas pelos sociólogos como gerações Y e Z. A geração Y é definida como a geração dos nascidos em meados da década de 1970 até meados da década de 1990. A geração Z compreende os nascidos entre 1993 e 1995, geração que corresponde à idealização e ao nascimento da World Wide Web, uma época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. 


Trata-se de uma geração que nunca concebeu a vida sem computador e, por isso mesmo, é totalmente influenciada, desde o berço, por um mundo repleto de informações que a fazem pensar, relacionar-se e viver de um modo bastante diferente da geração que a antecedeu. Aqueles que não fazem parte das gerações Y e Z são os chamados imigrantes digitais. Entender isso levará o professor a estudar o mundo do aluno e a lançar mão dos métodos mais eficientes para alcançá-lo (Revista Educação Cristã Hoje, ns 1. Central Gospel, 2012, p. 27).
Deus o abençoe!

COMENTÁRIO
Palavra introdutória

Constata-se, pelas Escrituras Sagradas, que o Soberano não admite, em hipótese alguma, que Ele seja substituído por deuses, sejam eles físicos ou imaginários, com ou sem vida. Afinal, como vaticina o profeta: Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura (Is 42.8). Nesta lição, nos ateremos à questão da idolatria, conforme o nosso estudo, baseados na ética dos Dez Mandamentos, tratando, particularmente, do segundo mandamento que proíbe a construção e/ou a rendição diante de qualquer tipo de ídolo (Êx 20.4,5).

Considerando as práticas idólatras do Egito — de onde os hebreus saíram — e as de Canaã — para onde se dirigiram —, Deus tinha a necessidade de criar uma Lei severa que condenasse a repetição de tais práticas a fim de proteger o Seu povo daquele mal. O problema de se criar imagens não consistia apenas em venerá-las, mas em desorientar totalmente o homem na sua compreensão acerca do verdadeiro Deus.

1.     O QUE É IDOLATRIA

O ser humano, desde o início da sua história, busca a representação de uma divindade com a qual possa relacionar--se de forma visível e palpável, em busca de orientações e bênçãos. Nesse caso, não basta falar com tal representação, é preciso enxergá-la e atribuir-lhe vida, a fim de que, diante dela, seja possível prostrar-se em adoração; e, na convivência com esse ídolo, estabelece-se uma relação de afetividade (SI 115.1-8).

A idolatria é a representação imagética, por escultura ou figura, de um suposto deus, de alguma divindade, de um santo, de um anjo, de um homem ou de um animal. Mas, pasmem: a idolatria pode se dar até mesmo em relação ao Deus santo, quando — por ignorância ou cobiça — efetiva-se a tentativa de confiná-lo a um objeto, tais como um copo d'água ou outro símbolo qualquer.

1.1. A fabricação de ídolos

Há magníficas obras de arte expostas em museus, praças e pontes; além disso, há inúmeras obras de arquitetura espalhadas pelo mundo, tais como estátuas e imagens de animais, homens e até de supostas divindades. Deus não se opõe às artes, afinal foi Ele quem deu ao homem a capacidade de criar. Bezalel e Aolia-be, por exemplo, construíram o tabernáculo, uma verdadeira obra de arte, repleta de significado espiritual (Êx 31.1-11). O que não se pode é transformar qualquer representação imagética em objetos de adoração.

No segundo mandamento, o verbo fazer é empregado no imperativo negativo: não farás para ti (...). O primeiro erro na prática da idolatria, portanto, está no fazer (Êx 20.4; 34.17; SI 115.8).


O maior problema na fabricação de um ídolo, seja ele qual for, é que o ídolo encarrega-se de negar a natureza divina: Deus é Espírito (2 Co 3.17; Jo 4.24). Além disso, a necessidade humana de ver a representação daquilo que seria o seu deus deve-se à sua incapacidade de crer no Deus invisível. Jesus disse: Bem-aventurado os que não viram e creram (Jo 20.29).

1.2.   Característica dos ídolos

Um dos objetivos do segundo mandamento é acabar com a falsa espiritualidade (idolatria) e conduzir Israel — e o ser humano de modo geral — ao único Deus (1 Tm 1.17).

As características peculiares atribuídas aos ídolos implicam os seguintes fatos:

• tomam-se semelhantes àqueles que os fazem, ou seja, depois de fabricados, exercem algum poder sobre aqueles que os fabricaram (SI 115.8);

• podem ser deslocados de um local para outro, ou seja, uma divindade permite-se ser criada e controlada pelo homem (Is 44.9-11).

2. A IDOLATRIA NO ANTIGO TESTAMENTO

De quem menos se esperava veio uma demonstração de ofensiva idolatria: dos hebreus, enquanto peregrinavam pelo deserto. Pelo fato de Moisés ter-se ausentado do convívio com o povo por 40 dias, enquanto permanecia na presença de Deus no monte Sinai, os hebreus, liderados por Arão, fizeram um bezerro de ouro, receando que Moisés não retornasse para guiá-los rumo à Terra Prometida, ou seja, eles fizeram um deus visível e o cultuaram à moda dos cultos pagãos, com danças (Êx 32.19).

Embora a idolatria, nesta passagem, tenha se manifestado na construção de um objeto concreto, ela se revela de várias formas, isto é, não se limita à feitura de um ídolo de metal. Em termos teológicos, os cristãos não têm qualquer ídolo; contudo, certas coisas e/ou pessoas podem tornar-se mais importantes para eles do que o Criador.

2.1.   Reis idólatras

Os reis de Israel (Reino do Norte) e Judá (Reino do Sul) aparecem no texto bíblico em simultaneidade; todos ficaram conhecidos como, ou reis bons — os que fizeram o que era reto aos olhos do Senhor —, ou reis maus — os que fizeram o que era mau aos olhos do Senhor (1 Rs 16.30; 2 Rs 18.3). O que mais pesava nessa avaliação era sua tolerância e/ou a intolerância em relação aos ídolos.

Alguns reis de Israel e de Judá foram idólatras, tais como Jeroboão, o precipitador da idolatria no Reino do Norte (1 Rs 12.31,32; 13.33); Roboão (1 Rs 14.23); Zinri (1 Rs 16.19); Onri (1 Rs 16.25,26); Acabe (1 Rs 16.30-33); Acazias (1 Rs 22.52), dentre outros. Alguns reis não foram idólatras, porém toleraram a idolatria na nação, como Asa (1 Rs 15.12-15); Jo-safá (1 Rs 22.43,44); Joás (2 Rs 12.3); Amazias, Azarias (2 Rs 14.1-4) e Jotão (2 Rs 15.32-35). Mas, houve também os que não foram indulgentes com a idolatria, antes, destruíram as imagens e os seus altares e evocaram o segundo mandamento da lei de Deus, como Ezequias (2 Rs 18.1-4) e Josias (2 Rs 22.1,2; 2 Cr 34.4).

2.2. Relação com práticas adivinhadoras

Na ansiedade pelo dia de amanhã e na inquietude pela realização dos sonhos, o ser humano tende a aproximar-se do sobrenatural para obter orientações e bênçãos; e é por isso que muitos veem na mística que envolve os ídolos o caminho mais propício para chegar ao fim almejado. O idólatra, no entanto, não raras vezes, ultrapassa a sua relação com as imagens, deixando-se seduzir pelo engodo de qualquer meio de prognosticação do futuro como, por exemplo, a astrologia (Is 47.13). Observe:

• a Babilônia era dada à astrologia, mas os astrólogos daquela terra não puderam interpretar o sonho de Nabucodonosor (Dn 2.27);
• o Reino do Norte caiu nas mãos dos assírios porque enveredou pelo caminho da idolatria, incluindo a astrologia (2 Rs 17.16);

• o perverso rei Manassés restaurou o culto aos exércitos dos céus (as estrelas) em Judá (2 Rs 21.3).

Nos cultos idólatras do Antigo Testamento ainda se praticavam:

• a hepatoscopia, conhecida também como rabdomancia, ou haruspicação — estudo das entranhas do animal (Ez 21.21);

• a necromancia — consulta aos mortos (Dt 18.11; Is 8.19), uma prática comum até hoje;

• a hidromancia — adivinhação por meio de água e um copo de cristal (Gn 44.5,15).

3. A IDOLATRIA NO NOVO TESTAMENTO

A lei do segundo mandamento fala sobre fazer ídolos e prostrar-se diante deles, o que significa adorá-los (adorar, no hebraico, 'abad = servir, servir com trabalho). 

A adoração, no entanto, é devida única e exclusivamente a Deus. O diabo a quis para si (Is 14.13; Ez 28.17; Mt 4.9), mas, como não foi capaz de arrancá-la de Deus, criou uma forma de desviá-la para si, por intermédio dos ídolos.

3.1.   Os primeiros missionários e a idolatria

Há inúmeros exemplos de idolatria no Antigo Testamento, quer pela adoração aos deuses Baal, Astarote, Dagom, Neus-tã, Asera, Adrameleque, Camos, Malcã, Meni, Merodaque, Mil-com, Moloque, Nebo, Nergal, Nibaz, Niroque, Reftã, Rimon, Sátiro, Sicute, Tamuz e Tartaque. No Novo Testamento, a seu termo, encontramos vários relatos de idolatria nos países e povoados visitados pelos primeiros missionários.

Quando Paulo chegou a Atenas, a terra dos filósofos, ficou irritado ao ver a cidade entregue à idolatria (At 17.16). Em seu discurso, o apóstolo chamou os gregos de supersticiosos (At 17.22). Em Éfeso, ele promoveu uma limpeza de ídolos na cidade. Os novos convertidos amontoaram na praça os livros de magia que compunham o seu acervo idólatra, queimando--os publicamente (At 19.18,19).

Em Listra, Paulo e Barnabé oraram por um homem leso dos pés e ele foi curado. Empolgada com o milagre, a multidão presente decidiu prestar culto aos servos de Deus. Como era devota dos astros, entendeu que Paulo era o deus Mercúrio, e Barnabé, o deus Júpiter. Assim, promoveram, imediatamente, uma festa com touros para serem sacrificados em louvor deles e grinaldas para decorar o ambiente religioso. Os apóstolos, no entanto, não aceitaram aquele ato (At 14.6-20).

3.1.1. Outros tipos de idolatria

A idolatria religiosa não se manifesta exclusivamente por meio de imagens de deuses e de santos. A Bíblia fala de outros tipos de idolatria. Paulo a situa no mesmo contexto da sensualidade e da avareza (Ef 5.5; Cl 3.5). Isso inclui a admiração pessoal excessiva (narcisismo); a devoção às propriedades e o culto à personalidade.

3.2. A Igreja e o combate à idolatria

A lei divina proíbe não apenas o fazer, mas o prostrar-se diante dos ídolos (Êx 20.5); contudo, vivemos em um país diverso em crenças e religiões, fruto da miscigenação que deu origem à população brasileira (africanos, europeus e ameríndios etc.). A despeito da fé cristã, a pluralidade está presente no nosso cotidiano e é preciso sabedoria para lidar com essa situação. A tolerância e o respeito são importantes para o diálogo e para a convivência coletiva pacífica. Atentemos, pois, à recomendação paulina: Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um (Cl 4.5,6).

CONCLUSÃO

Quando Paulo disse, em sua primeira carta aos coríntios, que o ídolo nada é (1 Co 8.4), ele estava querendo dizer que não havia divindade alguma nele. Fabricar imagens de pau, pedra, barro ou metal — e venerá-las — constitui-se em um ato de ofensa contra Deus, que não pode aceitar ser comparado a um objeto manipulável por mãos humanas.

A idolatria constitui-se na vã tentativa de controlar a divindade. A idolatria leva o homem para o grosseiro caminho das crendices e superstições. A idolatria não traz qualquer benefício às gentes, antes as amaldiçoa (Dt 27.15). Por fim, a idolatria contraria o que mais agrada a Deus: a fé (Hb 11.6).

Como discípulos do Mestre, portanto, precisamos revelar ao mundo, em amor e por meio de uma vida verdadeira, sincera e honesta, que só há um caminho: Jesus (Jo 14.6).

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Quais são as duas proibições do segundo mandamento quanto às imagens?
R.: Não fazer, não se prostrar diante delas.


                                                                 Pr. Walter Brunelli
                                                    EditoraCentral Gospel - Lições Bíblicas nº 62




                    24. A verdade sobre a idolatria
 ( 1 Coríntios 10: 14-22 )

Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a homens sábios; você julgar o que eu digo. Não é o cálice de bênção que abençoamos uma participação no sangue de Cristo?Não é o pão que partimos uma participação no corpo de Cristo? Uma vez que há um único pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo; porque todos participamos do mesmo pão. Olhe para a nação de Israel; não são aqueles que comem os compartilhadores sacrifícios no altar? O que quero dizer, então? Que uma coisa sacrificadas aos ídolos é alguma coisa, ou que o ídolo é alguma coisa? Não, mas eu digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus; e eu não quero que você se tornar partícipes demônios. Você não pode beber o cálice do Senhor e do cálice dos demônios; você não pode participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou vamos provocar o Senhor? Nós não somos mais fortes do que ele, não é? ( 10: 14- 22 )

Como Paulo deixou claro em 10: 1-13 , a idolatria, a imoralidade, e reclamando contra Deus não são coisas questionáveis; eles são pecados definitivas. Os cristãos não têm liberdade em relação a essas coisas.Nos próximos nove versículos (14-22) , o apóstolo explica por que o pecado da idolatria é especialmente abominável a Deus. Não é uma questão moral para comer alguma coisa oferecida a um ídolo, mas é um pecado grave de se envolver em qualquer forma de adoração de ídolos. Alguns dos Coríntios estavam tomando sua liberdade nas coisas questionáveis longe demais, e foram se envolver no mal da idolatria. Eles estavam livres para participar funções pagãos, mas não eram livres para participar da falsa adoração. Com palavras fortes Paulo aqui repreende aqueles que faria isso.

Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a homens sábios; você julgar o que eu digo. 
( 10: 14-15 )

 Paulo primeiro garante a seus companheiros de fé, seus irmãos e irmãs em Cristo, que ele está falando com eles como alguém que ama e se importa com eles. Os cristãos de Corinto foram profundamente amado por seu ex-pastor, que era o pai espiritual de muitos deles. Eles eram o seu amado , apesar de seus muitos problemas. Muitos dos crentes de Corinto estavam ainda espiritualmente imaturos ( 3: 1-3 ). Mas por causa de sua salvação, todos eles tiveram orientação divina na compreensão, e assim são tratados aqui como homens sábios . Paulo dá-lhes o benefício da dúvida e assume que, se ouvir com atenção, eles vão pelo Espírito ser capaz de julgar corretamente o que ele diz. Sua exortação é simples, escritural, e lógico. Antes que ele vai para a definição dos males específicos de idolatria, ele diz-lhes para fugi da idolatria . Mesmo antes de entender o seu perigo cheio eles devem ficar longe de (cf. 1 João 5:21 ). Se eles tivessem escorregou de volta à idolatria ou foram fortemente tentado a fazê-lo, primeiro eles devem ficar muito longe dele, e depois estudar o argumento de Paulo.

"Em primeiro lugar, obter fora de perigo imediato. Você não será capaz de prestar atenção ou apreciar o que eu estou dizendo, desde que você está associado com a prática de qualquer maneira." Porque a idolatria está adorando algo que não seja o verdadeiro Deus no verdadeiro caminho, que é o mais grave e contaminação dos pecados. Ele ataca o próprio caráter de Deus. Aqueles que adoram um ídolo declaram que o Senhor não é o único Deus verdadeiro e que outros "chamados deuses" ( 8: 5 ) são dignos de compartilhar a sua glória e honra. Elas dão testemunho de que o Senhor é deficiente, que Ele não é onisciente, onipotente e todo-suficiente. A caixa de Pandora é aberta para outras lealdades e outros padrões morais e espirituais. Não é acidental ou incidental que os dois primeiros dos Dez Mandamentos são proibições que têm a ver com a idolatria. Se não temos a visão correta de Deus, nada mais pode ser feito na perspectiva correta.

 Uma vez que os homens caem quis fazer Deus sobre em suas próprias imagens e ao seu próprio gosto. "Pois, embora tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças;. Mas eles tornaram-se fúteis em suas especulações, eo seu coração insensato se obscureceu-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus incorruptível em uma imagem em forma de homem corruptível, e de aves e de quadrúpedes, e de répteis "( Romanos 1: 21-23. ). Como AW Tozer observou: "Um deus gerado nas sombras de um coração caído vai, naturalmente, haver verdadeira semelhança do Deus verdadeiro."

 Idolatria inclui muito mais do que se curvar para baixo ou para queimar incenso a uma imagem física. A idolatria é ter qualquer falso deus-qualquer objeto, idéia, filosofia, hábito, ocupação, esporte, ou o que quer que tenha um do principal preocupação e lealdade ou que a qualquer grau diminui a confiança de um no e lealdade para com o Senhor. Não há outro Deus, mas o Deus da Bíblia, e que Ele é um Deus ciumento que não vai tolerar a adoração de outro. Em Isaías 48:11 , Deus diz: "A minha glória não a darei a outro." Êxodo 34:14 diz: "Você não deve adorar qualquer outro deus, pois o Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso."

 No entanto, o mundo adora falsos deuses. Romanos 1:21 acusa toda a humanidade: "Mesmo que eles conheciam a Deus", escreveu Paulo, falando da raça humana ", eles não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças." Na verdade, quando se recusaram a adorar a Deus, eles começaram a fazer imagens. Eles "mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem na forma de homem corruptível, e de aves e de quadrúpedes, e de répteis" ( v. 23 ).

Eles se recusaram a adorar a Deus, transformando em vez de deuses falsos, e isso é inaceitável. O versículo 24 diz que as consequências de adorar um deus falso ". Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia" O versículo 28 acrescenta: "Deus deu os entregou a uma disposição mental reprovável ".

 O resultado de sua adoração imprópria era que Deus simplesmente os entregou a seu pecado e suas conseqüências. Você consegue pensar em nada pior? Seu pecado tornouse cada vez mais o fator dominante em suas vidas, e, finalmente, eles enfrentaram julgamento sem desculpas
 ( Rom. 1: 32-2: 1 ).

Todo mundo adora, mesmo um ateu. Ele adora a si mesmo. Quando os homens rejeitam a Deus que eles adoram falsos deuses. Isso, é claro, é o que Deus proíbe no primeiro mandamento.

Os deuses falsos podem ser ou objetos materiais ou míticas, seres sobrenaturais. Deuses material pode ser adorado, mesmo sem o pensamento consciente de que eles são divindades. Job escreveu,

Se eu colocar minha confiança em ouro,
E disse ao ouro fino minha confiança,
Se eu tiver regozijou porque grande a minha riqueza,
E porque a minha mão tinha assegurado tanto;
Se eu olhei para o sol, quando resplandecia,
Ou a lua vai em esplendor,
E o meu coração tornou-se secretamente seduzido,
 E a minha mão beijou a minha boca,
Isso também teria sido uma iniqüidade chamando para o julgamento,
Porque eu teria negado a Deus acima. ( Jó 31: 24-28 )

Que descreve um homem que se recusa a inclinação para adorar a sua riqueza material. Se você adora o que você possui, se você centralizar sua vida em si mesmo, suas posses, ou mesmo suas necessidades, você negaram Deus.

Habacuque 1:16 descreve a falsa adoração dos caldeus. "Os caldeus trazer todos eles [os justos] com um gancho, arrastá-los longe de sua rede, e reuni-los em sua rede de pesca Por isso, eles se alegrar e são contente. Portanto, eles oferecem um sacrifício para a sua rede, e queima incenso à sua rede de pesca. " Sua "net" foi o seu poderio militar, e do deus eles adoravam era poder de um deus falso armado.

 Alguns formular deuses sobrenaturais, supostas divindades. Isso, também, é inaceitável. Coisas sacrificadas aos ídolos são realmente sacrifícios aos demônios ( 1 Cor. 10:20 ). Portanto, se os homens adoram os seres falsos, eles estão realmente adorando os demônios que personificam esses falsos deuses.

Atos 17:29 contém uma observação maravilhosa por Paulo: "Sendo pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, prata ou pedra, uma imagem formada pela arte e do pensamento do homem." Nós somos feitos à imagem de Deus, e não somos prata, pedra ou madeira. Como poderia alguém pensar que o seu Criador seria essa?

A idolatria tem muitas formas. difamar o caráter de Deus é idolatria. Este formulário inclui acreditando que o verdadeiro Deus para ser algo diferente do que Ele é. Somos culpados de idolatria, por exemplo, quando pensamos o Filho de Deus apenas como Jesus e usar esse nome quase à exclusão de Seus outros nomes. Ele é, antes de tudo que o Senhor Jesus Cristo, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Ele é nosso amigo e irmão, mas infinitamente mais importante do que o que Ele é o nosso Senhor e Salvador, o nosso Deus.

Nós também somos culpados de caluniar a Deus quando não confiar nele, quando temos dúvidas de que Ele é capaz ou disposto a atender todas as necessidades que temos. Quando duvidar de Deus, dizemos em nossos corações, "Eu questiono se a sua Palavra é confiável, suas promessas são verdadeiras, seu poder é suficiente, ou seu amor ilimitado."

Adorando o verdadeiro Deus no caminho errado é idolatria. Sempre que os homens estabelecem formas e rituais anti-bíblico e culto negligência do coração, eles montaram ídolos que vêm entre fiéis e Deus, embora as formas e rituais têm a intenção de estar em seu nome e por Sua honra e glória. Toda vez que eles adotam práticas mundanas em cultos da igreja eles montaram ídolos que prejudicam a verdadeira adoração.

Adorar a Deus em forma errada é adoração inaceitável. Por exemplo, os israelitas eram idólatras, quando eles adoraram o bezerro de ouro no deserto, apesar do fato de que eles pretendiam a imagem para representar o verdadeiro Deus ( Ex. 32: 1-4 ). Fazendo ídolos de qualquer tipo, era estritamente proibido no segundo mandamento ( Ex. 20: 4 ), e era uma prática que sabiam era pagão, mesmo antes de a lei foi dada.

Êxodo 32: 7-9 registra a resposta de Deus quando os israelitas fizeram o bezerro de ouro para adorar: Então o Senhor disse a Moisés: "Desce de uma vez, para o seu povo, que fizeste subir da terra do Egito, já se corrompeu. Eles rapidamente se desviaram do caminho que eu lhes ordenei. Eles fizeram para si um bezerro de fundição, e adoraram-no, e se sacrificaram até ele, e disse: 'Este é o seu deus, ó Israel, que te fez sair da terra do Egito!' "

 Quando os israelitas construíram o bezerro de metal fundido, eles adoraram-no em nome do Deus verdadeiro, mas eles tinham reduzido a Ele para uma imagem.

Anos mais tarde, como registrado em Deuteronômio 4: 14-19 , Moisés disse aos israelitas reunidos:

 E o Senhor me ordenou ao mesmo tempo que vos ensinasse estatutos e juízos, que você pode realizá-las na terra onde você está indo para a possuirdes. Então assista-vos com cuidado, uma vez que você não viu qualquer forma sobre o dia em que o Senhor falou no Horeb, do meio do fogo. Para que você não agir de forma corrupta e fazer uma imagem de escultura para si mesmos na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher, à semelhança de qualquer animal que há na terra, à semelhança de qualquer ave que voa no céu, à semelhança de tudo o que se arrasta sobre a terra, à semelhança de qualquer peixe que está na água abaixo da terra. E cuidado, para que não levante os olhos para o céu e ver o sol, a lua e as estrelas, todo o exército dos céus, e ser levados a adorá-los e servi-los, aqueles que o Senhor vosso Deus repartiu a todos os povos debaixo de todo o céu.

 Em outras palavras, quando Deus se revelou aos israelitas, ele não estava representado em qualquer forma visível. Não houve representação física de Deus, e isso é verdade de Deus por toda a Escritura. Por quê? Porque Deus não quer ser reduzida a qualquer imagem.

 A idéia de que Deus é um homem velho com barba sentado em uma cadeira é totalmente contrária às Escrituras e é inaceitável. Idolatria não começa com o martelo de um escultor; que começa na mente.Quando pensamos em Deus, devemos visualizar absolutamente nada. Nenhuma concepção visual de Lo poderia representar adequadamente Sua natureza eterna e glória.

 Adorando qualquer imagem é idolatria. Esse é o tipo mais literal e óbvio da idolatria, o tipo tão freqüentemente denunciado no Antigo Testamento. É o tipo em que uma pessoa faz uma imagem com as próprias mãos e, em seguida, "cai diante dele e adora, ele também ora para ele e diz:" Livra-me, pois tu és o meu Deus '"( Is 44:17. ). Mesmo estátuas ou outras imagens de Cristo não estão a ser reverenciado ou adorado. Somente Cristo é para ser adorado, não semelhanças de Deus. Eles não representam Jesus Cristo, não importa o que as nossas reivindicações e intenções. "Deus é espírito, e os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" ( João 4:24 ).

Mesmo os cristãos nonliturgical deve estar em guarda, seja na adoração pública ou devoções particulares, sobre como associar qualquer lugar, uma imagem ou padrão de adoração muito de perto com Deus. É fácil para uma coisa dessas para vir entre nós e Ele, embora possamos pensar que ajuda a chamar-nos mais perto.

Adorar a anjos é idolatria. Paulo adverte: "Que ninguém manter fraudar você de seu prêmio por deliciando-se com auto-humilhação e da adoração dos anjos" ( Col. 2:18 ). Quando, superar com temor, João caiu aos pés do anjo que estava falando com ele, o anjo disse: "Não faça isso, eu sou um companheiro servo de vocês e vossos irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus" ( Apocalipse 19:10 ).Anjos são seres criados e, se sagrado ou caído, não estão a ser venerada ou adorado.

 Adorando demônios é idolatria, e está intimamente associada com culto imagens, atrás dos quais muitas vezes são demônios. Em Satanás cultos demônios são adorados diretamente. Falando da Tribulação, João prediz que "o resto dos homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro e de prata e de bronze e de pedra e de madeira "( Rev. 09:20 ).

Adorando homens mortos é idolatria. Referindo-se a idolatria que Israel aprendeu com Moab, o salmista escreveu: ". Também se juntaram a Baal-Peor, e comeram sacrifícios oferecidos aos mortos Assim o provocaram à ira com as suas ações, ea praga rebentou entre eles" ( Salmo 106: 28-29. ). Nós não adoramos os seres humanos, se eles estão vivos ou mortos, santo ou de outra forma. Mesmo os grandes heróis da Escritura-tais como Abraão, Moisés, Davi, os profetas, Maria, ou os apóstolos-se para nunca mais ser adorado. Isso é idolatria.

 Lealdade Supremo em nosso coração a qualquer coisa que não seja Deus é idolatria. Cada pessoa é tentada com ambições, desejos, posses, reconhecimento, e uma série de outras coisas que tais, que facilmente podem se tornar ídolos. "Onde está o teu tesouro, aí estará o seu coração também", disse Jesus ( Mat. 06:21 ). O maior ídolo do tesouro do coração, ou do coração, é auto.

A cobiça é idolatria. Aqueles que cobiçam ou são gananciosos adoração no santuário de materialismo, um dos ídolos mais populares e poderosos do nosso dia. Mas Paulo diz: "Para isso, você sabe, com certeza, de que nenhuma pessoa ou avarento homem imoral ou impuro, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus" ( Ef. 5: 5 ; cf. Cl 3 : 5 ).

 Desejo desordenado, ou luxúria, é idolatria. Paulo fala de "inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição, cujo deus é o seu apetite, e cuja glória é para confusão deles, que defina as suas mentes nas coisas terrenas" ( Fp 3: 18-19. ). A pessoa cuja mente, desejos, anseios e apetites são fixadas nas coisas carnais é idólatra.

Idolatria traz culpa em todo mundo que está envolvido nela, bem como trazer a vingança de Deus sobre os incrédulos e Seu castigo sobre os crentes. "Os levitas que se apartaram para longe de mim, quando Israel andava errado, que se extraviaram de mim após os seus ídolos, deve suportar o castigo pela sua iniqüidade" ( Ez. 44:10 ). Para aqueles cuja idolatria é menos óbvio, o Senhor diz: "Estendi as minhas mãos o dia todo a um povo rebelde, que anda no caminho que não é bom, após os seus próprios pensamentos" ( Is. 65: 2 ). Idolatria é listado entre os pecados mais vis da carne ( : Gal 5 19-21. , e o Senhor deixa claro que nenhum idólatra herdarão Seu reino () Ap 21: 8 ; 22:15 ).

 Idolatria não só é uma ofensa a Deus, mas é prejudicial para os homens. Ela prejudica aqueles que a praticam e é prejudicial para todos ao seu redor. Idolatria contamina uma pessoa, tornando-o espiritualmente impuro. Se ele adora um deus esculpido em pedra ou um deus sofisticado de sua mente e coração, que a adoração tem um efeito corruptor sobre sua vida moral e espiritual. Ele tem esse efeito tanto sobre os crentes e não crentes. Um incrédulo é empurrado para mais longe de Deus e Seu caminho, e um crente viola a pureza de seu relacionamento com o Pai celestial. Deus graciosamente mantém perdoar e purificar o crente, mas sua idolatria não é menos profanação e pecaminoso. Idolatria prejudica as pessoas ao redor do idólatra, dando-lhes um falso testemunho e exemplo. É uma influência degradante em toda a sociedade em que ela é praticada.

 Não só isso, mas o ídolo pode ajudar os homens. A imagem esculpida não pode perdoar, salvar, dar paz de espírito, ou resolver problemas; nem pode o dinheiro, a fama, educação, prestígio social, ou qualquer outra coisa que os homens passam a confiar. Cada ídolo é feita pelo homem, e todo ídolo é impotente para ajudar. Ídolos só contaminam. Eles nunca glorificar a Deus, mas sempre desonrá-Lo.Desde nada de bom pode vir de idolatria, a única resposta a ele deve ser o de fugir. Em versos 16-22 Paulo dá três razões para fugir da idolatria: é inconsistente; é demoníaco; e é ofensivo a Deus.

A idolatria é inconsistente

Não é o cálice de bênção que abençoamos uma participação no sangue de Cristo? Não é o pão que partimos uma participação no corpo de Cristo? Uma vez que há um único pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo; porque todos participamos do mesmo pão. Olhe para a nação de Israel; não são aqueles que comem os compartilhadores sacrifícios no altar? ( 10: 16-18 )

O cálice de bênção pode ser a última taça de vinho bebido no final de uma refeição, como um testemunho final de agradecimento por tudo o que Deus havia fornecido. Foi também o bom nome dado ao terceiro copo passou durante a festa da Páscoa. No Cenáculo, na noite antes da Sua crucificação, Jesus pode ter usado a terceira taça como o símbolo de Seu sangue derramado pelo pecado. Esse copo tornou-se então o instrumento para instituir a Ceia do Senhor. Em qualquer caso, ele separou a taça como um sinal de agradecimento especial antes que Ele passou para os discípulos ( Mat. 26:27 ), e sempre que os crentes participar da Comunhão eles participam do cálice sagrado abençoado. Para os cristãos, é o supremo cálice de bênção , que por sua vez nos abençoe e é grato por Sua morte cada vez que usá-lo em memória de nosso Senhor.

As palavras de Paulo são organizadas de forma a assumir que a participação na Ceia do Senhor é uma prática regular de cristãos fiéis. É comandado por nosso Senhor ( Lucas 22:19 ; 1 Cor. 11: 24-25 ) para nos lembrar do Seu sacrifício por nós e da nossa unidade com Ele e com os irmãos. Quando os crentes participam eles estão compartilhando no sangue de Cristo e participação no corpo de Cristo . Ele está em comunhão com o Senhor e com o seu povo. Comemorando nossa comum salvação e vida eterna é a comunhão final dos fiéis, enquanto estamos na terra, e reflete a perfeita comunhão teremos no céu.

Sharing ( Koinonia ) significa ter em comum, para participar com, ter parceria. A mesma palavra grega é usada de nosso ser "chamado à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor "( 1 Cor. 1: 9 ), da " comunhão do Espírito "( Fp 2:. 1 ), do " comunhão dos seus sofrimentos "( Phil 3:10. , e de) participação " na assistência aos santos "( 2 Cor. 8: 4 ) Quando corretamente compartilhar na comunhão nos participar espiritualmente em comunhão com Jesus Cristo e com os outros crentes . É muito mais do que um símbolo; é uma profunda celebração da experiência espiritual comum.

A imagem de alguém que amamos não é o mesmo que essa pessoa; ele só representa a pessoa. Mas os sentimentos de amor, carinho, desejo de estar com eles, e lembrar-se de experiências que tivemos com eles são totalmente real. Temos uma experiência de verdadeira comunhão e de parentesco com essa pessoa sempre que vemos a imagem. Nossas mentes são inundadas com a realidade. Enquanto estamos pensando deles, os nossos entes queridos terrestre raramente são conscientes disso; mas nosso Senhor é intensamente ciente disso quando pensamos dEle. Quando nos lembramos de sua morte por nós, Seu pecado tornando-se para nós, Sua tendo o nosso grande penalidade sobre si mesmo, seus nós, todos os quais são representados por redimir Sua galpão sangue -nós participar na comunhão mais íntima e real com Ele e com todos os outros Nele.

Nesta passagem, e em muitos lugares no Novo Testamento, Jesus ' sangue e corpo são usados como metonímias. A metonímia é uma figura de linguagem em que o nome de uma coisa é usada para representar outra coisa da qual ela é uma parte ou com o qual ele está associado. Quando dizemos: "Eu estava lendo Shakespeare noite passada", queremos dizer que estávamos lendo uma peça escrita por ele. O nome do autor é usado para representar as obras que ele escreveu. No Antigo Testamento, o sangue é freqüentemente usado para representar a vida, "Porque a vida da carne está no sangue" ( Lev. 17:11 ). Da mesma forma, o derramamento de sangue é muitas vezes usado para representar a morte, que é a perda de vidas. No Novo Testamento, portanto, o sangue é muitas vezes usado para representar a morte sacrificial de Cristo, a morte em que o Seu sangue foi derramado física em nome daqueles que confiam nEle. Não havia nada no sangue físico de Cristo, que poderia remover o pecado. Foi Sua morte, representado por seu sangue derramado, que pagou o preço pelos nossos pecados e nos redimiu. O pão que partimos [é] uma participação no corpo de Cristo.

 O pão simboliza o corpo de Cristo, assim como o cálice simboliza Seu sangue. E como o sangue representa a Sua morte, para que o corpo representa a Sua vida.

No Antigo Testamento, o corpo humano foi associado com a totalidade da vida, com a natureza terrena do homem, sua humanidade. O corpo de Adão foi formado "do pó da terra" ( Gênesis 2: 7 ), e seu nome é muito da mesma raiz hebraica como a terra, ou terra ( 'adāmâ ). Quando partilhamos no corpo de Cristo nos lembramos e celebramos sua natureza terrena, sua humanidade, sua encarnação, e também a sua morte como um sacrifício humano para a salvação da humanidade.

O Novo Testamento deixa um ponto especial do fato de que o corpo de Jesus não foi quebrada na cruz. "Para essas coisas sucedeu que, para que a Escritura se cumprisse, 'Não é um osso dele será quebrado" ( João 19:36 ). O pão representa o corpo de Cristo, mas a fração do pão não representa a quebra de seu corpo, porque isso nunca aconteceu.

Jesus partiu o pão, a fim de distribuí-lo entre os discípulos, em representação de Sua compartilhando sua vida com eles. Quando comemos o pão que me lembro de Cristo esvaziando-se, a fim de viver entre nós como um homem ( Fp 2: 7. ), Seu sofrimento como nós sofremos, e Sua sendo tentado como nós somos tentados, a fim de que "Ele pode se tornar um misericordioso e fiel sumo sacerdote "( Heb. 2:17 ).

 A Ceia do Senhor é uma experiência espiritual. O pão eo vinho não são transubstanciados transformou-se no corpo e sangue de Cristo, como católicos romanos acreditam, ou consubstanciada tendo o próprio corpo e sangue existente ao lado deles, como muitos acreditam luteranos. Cristo não pode ser sacrificado novamente, porque Ele foi oferecido apenas "uma vez para tirar os pecados de muitos" ( Heb. 9:28 ).Nem pode Seu corpo e sangue, na verdade, ser consumidos por nós, seja no lugar do pão e do vinho, ou junto com eles (cf. João 6:52 ). Não só isso, mas na Ceia do primeiro Senhor, na qual o próprio Cristo passou o cálice e o pão, Ele ainda não tinha sido crucificado; Seu sangue físico ainda não havia sido derramado. Quando os crentes participar da comunhão na fé, o Espírito Santo usa esses símbolos como sensibilizadores para acender os nossos espíritos na conscientização e valorização de grande ministério de nosso Senhor e sacrifício por nós.

Corpo de Cristo também simboliza a nossa unidade em Jesus Cristo Desde há um só pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo; porque todos participamos do mesmo pão. Porque nós somos um com Cristo somos um com o outro. Como entramos em comunhão com Cristo através da Comunhão, entramos em comunhão uns com os outros de uma forma única e profunda (cf. 1 Cor. 06:17 ).Todos os crentes ficam no mesmo terreno ao pé da cruz, como pecadores perdoados que possuem o princípio da vida eterna dentro deles.

 Mais uma vez Paulo usa Israel para ilustrar seu ponto. Não aqueles que comem os compartilhadores de sacrifícios no altar? Estás Quando os israelitas sacrificado ao Senhor, parte da oferta era queimada como o sacrifício próprio, uma parte dele foi comido pelos sacerdotes, e alguns foi comido por quem ofereceu. Todo mundo estava envolvido com a oferta, com Deus e uns com os outros.

Da mesma forma, a sacrificar a um ídolo é identificar com ele, para participar com o ídolo e com todos os outros que sacrificam a ele. As cerimônias religiosas, seja cristão ou pagão, envolver a participação dos fiéis com o objeto de sua adoração e com o outro. Assim, é completamente inconsistente para os crentes a participar de qualquer expressão de adoração que é além de e ao contrário do seu Senhor.

A idolatria é Demônio

O que quero dizer, então? Que uma coisa sacrificadas aos ídolos é alguma coisa, ou que o ídolo é alguma coisa? Não, mas eu digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus; e eu não quero que você se tornar partícipes demônios. Você não pode beber o cálice do Senhor e do cálice dos demônios; você não pode participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. ( 10: 19-21 )

Muito pior do que ser inconsistente, idolatria também é demoníaca. A coisa sacrificada não tem poder espiritual ou natureza (cf. 8: 8 ); nem a física idol a que é sacrificado (cf. 8: 4 ). Essas coisas não são nada em si mesmos. Mas, mais importante do que a sua não sendo nada , ídolos representam aquilo que é demoníaca.

 Os demônios são a força espiritual por trás de toda idolatria. Aqueles que sacrificam aos ídolos sacrificar aos demônios . Quando adoradores acreditam que um ídolo representa um deus real, Satanás envia um de seus emissários do demônio para representar o papel desse deus imaginário. Nunca há um deus por trás de um ídolo, mas há sempre uma força espiritual; e que a força é sempre o mal, sempre demoníaca.

Demônios podem exibir um poder considerável. Muitas reivindicações religiosas de culto e pagãos são falsificados e exagerada; mas muitos são verdadeiras. Eles são maus, mas é verdade. Muito do que passa sob o nome de astrologia, por exemplo, é simplesmente exploração do crédulo. Mas muitas previsões se tornar realidade através do trabalho de forças demoníacas. Demônios não são ilimitados no poder, mas eles têm poder de realizar maravilhas suficientes e para fazer previsões bastante tornado realidade para manter adoradores supersticiosos enganados e leal (cf. 2 Ts 2: 9-11 ).

Satanás é o príncipe deste sistema mundial, e ele governa este mundo com a ajuda de seus demônios. Para participar nas coisas corruptas do mundo, especialmente em atos de culto idólatra, é participar com Satanás e seus demônios. É para se tornar partícipes demônios . Moisés escreveu de Jesurum, um nome carinhoso para Israel, como tendo "sacrifícios aos demônios que não eram Deus" ( Deut. 32:17 ). Os que adoravam não eram divina, mas eles eram reais. O salmista, também falando de Israel, fala de suas seguintes práticas pagãs na medida mesmo de sacrificar "seus filhos e suas filhas aos demônios" ( 106 Ps: 37. ).

Um cristão não pode beber o cálice do Senhor e do cálice dos demônios . Ele não pode participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios . Paulo não está dando conselhos, mas afirmando um fato.Jesus deixou claro que não se pode "servir a dois senhores ( Mat. 06:24 ). Não é simplesmente que não deveríamos, mas que não podemos. É impossível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Deve ser um ou outro . Vamos "odiar a um e amar o outro," ou vamos "dedicará a um e desprezará o outro." Quando a comunhão com o Senhor não podemos também comunhão com os demônios , e vice versa. Alguns tentaram-lo em Corinto, mas eles não foram verdadeiramente em comunhão com o Senhor. Sua adoração era hipocrisia.

 Os cristãos não estão imunes à influência de demônios. Quando nós voluntariamente ignoram o caminho do Senhor e flertar com as coisas de Satanás através da criação de ídolos de qualquer espécie, nos abrimos à influência demoníaca. Em repreendendo Ananias, Pedro disse: "por que encheu Satanás o teu coração a mentir para o Espírito Santo?" ( Atos 5: 3 ). Através do ídolo de sua ganância, ele e sua esposa, Safira, deixou-se aberto a ser corrompido pelo chefe dos demônios. Resulta da nossa luta com os demônios ( Ef. 6:12 ) que existe algum contato íntimo entre os crentes e aqueles anjos caídos vil.

 João avisa: "Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, e não dar-lhe uma saudação, para quem o saúda participa de suas más obras" ( 2 João 10 -11 ). Mesmo mostrando hospitalidade para aqueles que promovem o falso ensino nos leva a participar com a influência demoníaca por trás desses ensinamentos. Para fazer isso de qualquer maneira e depois vêm para a mesa do Senhor em verdadeira comunhão com o Salvador e Seu povo é impossível.


Idolatria é ofensivo para o Senhor

 Ou vamos provocar o Senhor? Nós não somos mais fortes do que ele, não é? ( 10:22 )

A idolatria é inconsistente, demoníaco, e ofensivo para o Senhor. Ele irá provocar o Senhor ao ciúme . Deus tem ciúme santo porque Ele não terá a concorrência. É por isso que Deus disse que Israel "fez-me ciúmes com o que não é Deus, pois eles me provocaram à ira com os seus ídolos" ( Dt 32:21. ). O Senhor lida fortemente com a idolatria, porque nada é mais ofensivo para ele do que a idolatria, que é o sinal mais detestável da incredulidade. Porque Judá tinha ido "após outros deuses para servi-los e adorá-los, ..." eis que eu enviarei, e tomarei todas as famílias do Norte, diz o Senhor ', e vou enviar a Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo e os trarei sobre esta terra, e sobre os seus moradores, e sobre todas estas nações em redor, e eu os destruirei totalmente, e torná-los um horror, e um assobio, e uma desolação eterna "( Jer. 25: 6 , 9 ). João imagens de um julgamento ainda mais terrível. "Mas, para os assassinos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, e pessoas imorais e feiticeiros, aos idólatras ea todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte" ( Ap 21: 8 ).

 Pergunta de Paulo, Nós não somos mais fortes do que ele, não é? obviamente é retórica. Será que o idólatra tolamente acho que ele é mais poderoso do que Deus? Deus não vai permitir que a idolatria fique impune, e ninguém pode escapar. Até mesmo seus próprios filhos não vai escapar da punição severa se eles persistirem em adorar qualquer tipo de ídolo. Algumas das Corinthians tinha feito isso e pagou com a sua saúde, ou mesmo suas vidas ( 1 Cor. 11:30 )

                                                                   John Macarthur
                                                                  -Novo Testamento Completo




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                 Os dez mandamentos
                           Esequias soares


41. NÃO FARÁS IMAGENS DE ESCULTURA

 Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos (ê x 20.4-6; Dt 5.8-10).

 Os dois termos hebraicos pessel e temunâh dizem respeito à falsa adoração. Da palavra pessel, "imagem", deriva o verbo pãssal, "esculpir, entalhar, lavrar" pedra ou madeira para construir (1 Rs 5.18 [32]), escrever (Êx 34.1, 4; Dt 10.1, 3) e esculpir imagem de divindades (Hc 2.18). 


A Septuaginta traduziu o termo por eidõlon ,"ídolo". O termo temunãh, "forma, aparência, figura, representação, semelhança", só aparece dez vezes no Antigo Testamento (Êx20.4; Dt4.12,15,16,23,25; 5.8; Nm 12.8; Jó 4.16; Sl 17.15). Cinco vezes aparece em conexão ou paralelamente a pessel e diz respeito à proibição do uso de imagens (Êx 20.4; Dt 4.16, 23, 25; 5.8). Duas vezes é usada para esclarecer que os israelitas ouviram a voz de Javé que falava do meio do fogo no monte Sinai, mas eles só ouviram as palavras por ocasião da revelação do Sinai (Dt 4.12, 15). Três vezes é empregada de maneira independente: Moisés era o único que via a temunat YHWH,36a "semelhança de Javé" (Nm 12.8). Deus falava com ele como alguém fala a um amigo, face a face (Êx 33.11); Elifaz usa o termo para descrever uma revelação noturna (Jó 4.16) e, num paralelismo poético, a palavra é empregada de forma metafórica numa visão de Davi (Sl 17.15).

O segundo mandamento diz que não se deve fazer imagem ou figura de tudo o "que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra” (Êx 20.4; Dt 5.8). Isso envolve todas as espécies de animais, aves, répteis, peixes, aves, corpos celestes, e inclui a imagem do próprio Deus (Dt 4.12-19). A menção das estátuas de macho e fêmea, "alguma escultura, semelhança de imagem, figura de macho ou de fêmea" (Dt 4.16), diz respeito às divindades masculinas e femininas. Os cananeus chamavam à madeira de pai e à pedra de mãe (Jr2.27). A madeira era o símbolo da fertilidade feminina; a deusa Aserá era a mãe dos deuses; e a pedra simbolizava a fertilidade masculina na religião dos cananeus (Dt 4.28; Jr 3.9). 35EiôwÀov. ^rnrr njan.

As espécies de animais mencionadas aqui (Dt 4.17-19) representavam os deuses na antiguidade (Ez 8.10). Dagom era o deus dos filisteus (Jz 16.23; 1Sm 5.7), e sua imagem consistia em metade forma de homem e metade forma de peixe. Rá era o deus- -sol, dos egípcios, e Sin, o deus-sol dos babilônios. O touro, por exemplo, era um símbolo do Egito: "Por que o deus Ápis fugiu? O seu touro não resistiu" (Jr 46.13, NVI); "Por que foi derribado o teu Touro?" (ARA). Ápis era o boi sagrado do Egito, representa­ ção de Ptah, deus da fertilidade de Mênfis. O culto do bezerro no deserto mostra que essa forma de adoração dos egípcios ainda estava no coração do povo (Êx 32.4-6; Sl 106.19, 20). As estátuas de Baal eram colocadas sobre touros. Esse animal era ideal para esses deuses, pois simbolizava força e fertilidade. O touro representava também outros deuses, como Baal. E, durante muito tempo, o povo judeu também se deixou influenciar pelo culto do bezerro (1 Rs 12.28-30; Os 8.5). Esses são alguns dos exemplos de divinização pagã de animais e corpos celestes.

O segundo mandamento divide opiniões ainda hoje, e as interpretações são diversificadas. Os templos católicos romanos estão cheios de imagens de escultura, com fins cúlticos; por outro lado, a comunidade Amish não permite o uso de fotografia nem se deixa fotografar, pois seus membros a interpretam como produção de imagem, o que violaria o segundo mandamento. Contudo, o mandamento aqui não se refere à arte como tal. Essa proibição é específica; refere-se imagem de madeira, pedra ou metal ou forma de algum deus ou deuses das nações: "Não te encurvarás a elas nem as servirás" (Êx 20.5; Dt 5.9).

Essa maneira de entender o segundo mandamento é con­ firmada ao longo do Antigo Testamento (2 Rs 21.7; Is 40.19, 20; Jr 10.14). Aqui, é uma referência à adoração (Êx 34.13, 17; Dt 27.15). O primeiro verbo tem o sentido de adorar tishthaheweh,
 4 ou tishthahãweh, "prostrar-se, encurvar, adorar". A Septuaginta traduz por proskyneo "adorar”, e o termo aparece 60 vezes no Novo Testamento. O segundo verbo é ‘ãvad, "trabalhar, servir". A Septuaginta traduziu por latreuõ,  "prestar serviço sagrado, servir, adorar", e é o termo que aparece em Mateus 4.10.

O contexto é religioso e remete à proibição de fazer imagens de escultura ou quaisquer figuras e se prostrar diante delas para as adorar. Este mandamento causou profundo impacto em Israel, de modo que a escultura é uma arte que não se desenvolveu entre os israelitas, mesmo para fins meramente culturais. Os grandes museus, como Louvre em Paris, o museu Britânico em Londres, o Neues em Berlim o Metropolitan em Nova Iorque; o museu do Cairo, entre outros, estão repletos de artes de escultura artística e religiosa, bustos de artistas, pensadores e estadistas do Egito, Mesopotâmia, Pérsia, Grécia, Fenícia e Roma, além de estátuas e estatuetas de deuses. No entanto, não existe praticamente nada nos acervos judaicos dessa natureza nesses museus.

As galerias de arte estão completamente fora deste contexto. Trata-se de coleções de manifestações artísticas, e não é a respeito disso que fala o segundo mandamento. Os expositores da Bíblia são praticamente unânimes quanto a esta questão. Há no Antigo Testamento diversos indícios que confirmam esta interpretação. Deus mesmo inspirou artistas entre os israelitas no deserto (Êx 35.30-35) e mandou Moisés levantar uma serpente de metal no deserto (Nm 21.8). O rei Salomão não encontrava artistas em Israel para a decoração do templo e do seu palácio, de modo que contratou escultores e pintores dentre os fenícios (2 Cr 2.13, 14). Ele mandou esculpir querubins na parede e touros e leões para decorar o templo (1 Rs 6.29; 7.29) e o palácio real (1 Rs 10.19, 20). E, quando a serpente de metal que Moisés levantou no deserto veio a ser objeto de culto com o passar do tempo, o rei Ezequias mandou destruí-la (2 Rs 18.4).

O DEUS ZELOSO

"Porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visi­ to a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos" (Êx 20.5b-6; Dt 5.9b-10). O adjetivo hebraico qannã’,41"zeloso", aparece apenas cinco vezes no Antigo Testamento (Êx 20.5; 34.14; Dt 4.24; 5.9; 6.15), associado ao nome divino e/,42"Deus". As formulações nas cinco passagens diferem em detalhes. Nos dois textos do Decálogo e em Êxodo 34.14, as palavras ’êl qannã ’ são atributos de Javé. A menção dos deuses não acontece em Deuteronômio 4.24; 6.15.

O zelo de Javé consiste no fato de ser ele o único para Israel e não compartilhar o amor e a adoração com nenhuma divindade das nações. Esse direito de exclusividade era algo inusitado na época e único na história das religiões, pois os cultos pagãos anti­ gos eram tolerantes em relação a outros deuses. O termo "zeloso" contém noções de paixão e intolerância; exprime a disposição de Javé abençoar Israel e fazê-lo prosperar, não aceitando um coração dividido. Essa linguagem é representada no relacionamento entre marido e esposa no casamento, na fidelidade (Ct 8.6) e na infidelidade (Os 1.2).

 As ameaças sobre as gerações daqueles que aborrecem Javé são para os descendentes que continuam envolvidos no pecado dos pais, as sucessivas gerações que aprenderam os pecados dos seus ancestrais e vivem ainda neles. Este princípio aparece outras vezes no Antigo Testamento além das duas passagens do Decálogo (ÊX34.7; Nm 14.18; Jr 32.18). Deus não permite que filhos inocentes sejam responsabilizados pela maldade dos pais (Dt 24.16; 2 Rs 14.6; Ez 18.2, 3, 20). O verbo "visitar",pãqad,4i em hebraico, indica uma visita, no sentido de cuidar e também de castigar. O profeta Jeremias emprega esse verbo em ambos os sentidos (Jr 23.2).

A expressão "terceira e quarta geração" indica qualquer nú­ mero ou plenitude e não se refere necessariamente à numeração matemática, pois se trata de máxima comum na literatura semítica (Am 1.3, 6, 11, 13; 2.1, 4, 6; Pv 30.15., 18, 21, 29). O objetivo aqui é contrastar o castigo para a "terceira e quarta geração" com o propósito de Deus de abençoar a milhares de gerações. Outras máximas aparecem no Antigo Testamento com números diferentes: "dois e três” (Jó 33.29); "seis e sete" (Jó 5.19; Pv 6.16); "sete e oito" (Ec 11.2; Mq 6.5), para expressar que a medida da iniqüidade está cheia e não há como suspender a ira divina ou a plenitude de algo positivo.

Os expositores da doutrina conhecida como maldição hereditária costumam usar de maneira isolada uma parte deste mandamento, "visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem", para fundamentar a sua teoria. Afirmam que, se alguém tem problemas com adultério, pornografia, divórcio, alcoolismo ou tendências suicidas é porque alguém de sua família, no passado, não importa se avós, bisavós ou tataravós, teve esse problema. Nesse caso, a pessoa afetada pela maldição hereditária deve, em primeiro lugar, descobrir em que geração seus ancestrais deram lugar ao diabo. Uma vez descoberta tal geração, pede-se perdão por ela, e, dessa forma, a maldição de família é desfeita. Uma espécie de perdão por procuração, muito parecido com o batismo pelos mortos, praticado pelos mórmons.

 Tal pensamento não se sustenta biblicamente; é um erro crasso. A maldição está sobre quem continuar no pecado dos pais, sobre "aqueles que me aborrecem", pontua com clareza o mandamento. Não é o que acontece com o cristão que ama a Deus. Se fomos alvejados pela graça de Deus ainda no tempo da nossa ignorância, quanto mais agora que somos reconciliados com ele? (Rm 5.8-10). Quando alguém se converte a Cristo, torna- -se nova criatura: "as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17).

 Para finalizar, convém ressaltar que, no discurso de Moisés em Deuteronômio, na revelação do Sinai nenhuma imagem, figura, forma ou representação foi vista pelos israelitas; eles ouviram a voz da Javé vindo do meio do fogo, mas nenhuma representação de figura foi manifestada, unicamente a Palavra (Dt 4.16,23,25). Os ídolos de madeira e de pedra dos cananeus são divindades falsas cuja adoração é terminantemente proibida (Êx 34.13; Dt 12.3; 16.21-22); Javé, entretanto, é real, mesmo que invisível (Cl 1.15; 1 Tm 1.17). "Deus é espírito" (Jo 4.24). Cultuá-lo com a mediação de imagens é colocá-lo no mesmo nível das falsas divindades, uma afronta ao verdadeiro Deus.


                                                                    OS DEZ MANDAMENTOS
                                                                   - VALORES DIVINOS PARA UMA
                                                                    SOCIEDADE EM CONSTANTE MUDANÇA



Não se meta com ídolos! A prática da idolatria é advertida por Deus: "Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra." Êxodo 20.4 Cuidado com esse nome! "Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão..." Êxodo 20:7 A finalidade do terceiro mandamento é, antes de tudo, afirmar a santidade do nome de Deus, conforme orienta a oração modelo: "Pai nosso, que estas nos céus, santificado seja o teu nome" Mateus 6.9



- Pastor Walter Brunelli FONTE : portalbereana.com.br


                              

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