Texto Bíblico Básico:
2 Coríntios 13.1-81
É esta a
terceira vez que vou ter convosco. Por boca de duas ou três testemunhas, será
confirmada toda palavra.
2 - Já anteriormente o disse e segunda vez o digo, como
quando estava presente; mas agora, estando ausente, o digo aos que antes
pecaram e a todos os mais que, se outra vez for, não lhes perdoarei,
3 - visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim, o
qual não é fraco para convosco; antes, é poderoso entre vós.
4 - Porque, ainda que tenha sido crucificado por fraqueza,
vive, contudo, pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas
viveremos com ele pelo poder de Deus em vós.
5 - Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé;
provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo
está em vós? Se não é que já estais reprovados.
6 - Mas espero que entendereis que nós não somos reprovados.
7 - Ora, eu rogo a Deus que não façais mal algum, não para
que sejamos achados aprovados, mas para que vós façais o bem, embora nós
sejamos como reprovados.
8 - Porque nada podemos contra a verdade, senão pela
verdade.
"Como
filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia
em vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também
santos em toda a vossa maneira de viver.", 1 Pedro 1.14,15
ORIENTAÇÕES
PEDAGÓGICAS
A sociedade brasileira, assim como a do mundo inteiro, está
vivendo uma profunda crise de valores. Os ensinos indispensáveis à boa
convivência, às vezes, são ignorados, outras vezes, invertidos. A civilização
judaico-cristã, da qual nós, brasileiros, fazemos parte, tem passado por
momentos muito difíceis relacionados aos valores que regem as atitudes e
comportamentos nas mais variadas esferas. É importante mostrar aos alunos os
valores bíblicos inegociáveis e a importância de eles viverem suas vidas de
acordo com esses valores. Certamente, isto ajudará na construção de uma
sociedade melhor e mais justa.
É preciso enfatizar aos alunos o fato de que o cristão deve
ser sal e luz neste mundo. Sua influência pode, pelo peso do seu testemunho —
baseado nos valores que a Bíblia apresenta —, produzir grande impacto na
sociedade.
Excelente aula!
Palavra introdutória
As pessoas, em geral, declaram ter muitas verdades. Há
aquelas, inclusive, que relativizam, invertem, ou, simplesmente, não creem em
verdade alguma. Em que valores você acredita? Em sua opinião, existem valores
que vão além das questões culturais, geográficas ou históricas?
Na verdade, a Bíblia, às vezes, traz valores que se limitam
ao tempo e ao espaço dos seus primeiros destinatários. No entanto, ela também
possui uma escala de preceitos e valores que transcendem às questões temporais.
Além de ser o livro da revelação de Deus à humanidade, a
Bíblia é, também, um manual normativo de preceitos éticos para o comportamento
do ente humano. Ela dá orientações sobre o que é recomendável e justo diante
das ponderações morais; sobre como proceder em comunidade, na família, no
trabalho, na igreja, nos estudos etc.
1. A FORMAÇÃO DOS
VALORES
O sistema de constituição de valores de uma pessoa tem
início na infância. Nesta etapa, tudo se mostra mais vigoroso, em virtude da
ausência de experiências prévias. Assim, os fatos são gravados mais fortemente
na memória infantil.
Na família aprende-se os primeiros valores, enquanto a
criança está crescendo e se desenvolvendo, principalmente nos anos mais tenros.
Os pais, com mais intensidade, e os irmãos mais velhos, de modo secundário,
exercerão esta influência no aprendizado e fixação dos valores na criança.
1.1. Como são
formados os primeiros valores
Depois da família, os educadores passam a ter uma
participação muito importante junto ao ser humano na formação dos seus valores.
Nesse caso, podem ser mencionados dois tipos de educadores: os professores na
escola secular e os educadores na igreja.
Como as crianças passam mais tempo com os educadores
seculares, é normal que a influência deles seja maior. No entanto, a Bíblia deixa
uma orientação em Provérbios 22.6, afirmando a importância do ensino dos
valores cristãos.
Não existem impedimentos para que alguém, por meio de novas
experiências, mude alguns valores na vida. Todavia, as possibilidades de
ocorrer na idade adulta são bem menores, porque seus valores já foram
estabelecidos.
1.2. Formação dos
valores bíblicos
Antes de receber a Cristo como Salvador, a pessoa pensa em
fazer tudo que lhe faça feliz. Porém, depois do novo nascimento, o critério é
avaliar se os valores utilizados agora honram a Deus.A formação dos valores
cristãos deve ocorrer na família, primeiramente, e na igreja, pelo ensino da
Palavra de Deus.
O testemunho de vida dos cristãos mais velhos, com valores
sólidos de piedade e retidão, contribuirá de maneira decisiva no preparo moral
e ético dos cristãos mais novos na fé.
O apóstolo Paulo afirmou que quem está em Cristo, nova
criatura é (2 Co 5.17). Isso inclui, também, novos valores. Os valores bíblicos
absolutos não se alteram.
Diante de uma divergência, os valores pessoais devem ser
analisados de acordo com os valores bíblicos, prevalecendo os da Palavra de
Deus, e o conflito será resolvido.
Paulo deixa uma instrução em 2 Timóteo 3.16,17, que nos
fornece os alicerces para a edificação dos valores bíblicos.
1.3. Formação dos
valores éticos
E. M. Bório estabelece: “Ética […] é uma reflexão
sistemática sobre o comportamento moral. Ela investiga, analisa e explica a
moral de uma determinada sociedade”.A palavra ética tem origem no grego ethos
(caráter, modo de ser de uma pessoa). Em outra definição, a ética é “um
conjunto de princípios e de valores morais que orientam o comportamento do ser
humano na sociedade”.
A palavra ética não está na Bíblia. Entretanto, para
solucionar aspectos éticos, existe o bom senso e a sabedoria. A sabedoria é uma
condição para que se acerte nas escolhas éticas. A sabedoria está disponível a
todos que a desejarem, fato afirmado em Tiago 1.5. Os valores éticos são as
normatizações, os princípios que devem nortear a vida. Desde a infância, na
família, na escola e na igreja, os valores éticos são formados. Muitas vezes, o
exemplo de vida de pessoas idôneas ajuda na edificação dos mais novos. Os
princípios de igualdade, liberdade, solidariedade, justiça, responsabilidade,
respeito, confiança e disciplina são exemplos de valores éticos.
2. VALORES MORAIS
“Os valores morais são a prática dos princípios éticos de
uma sociedade”. (Mário Sérgio Cortella) Inicialmente, é preciso entender o que
são valores morais.
Há uma definição que afirma: “Valores morais é o conjunto de
regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Essas
regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos
sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau”
(Fonte: https://www.significados.com.br).
Há uma enorme lista de valores morais que devem nortear o
comportamento humano. Seguem alguns abaixo.
2.1. Consciência
O termo consciência traz algumas conotações
diferentes quando associado a outras palavras, criando
determinadas expressões. No contexto deste estudo, será abordado o sentido de
consciência moral.
No aspecto moral, como entender o significado de
consciência? Uma definição de destaque é a de Charles Ryrie, um dos teólogos
cristãos mais influentes do século 20: “A consciência é aquela voz interior que
impele a pessoa de fazer o que ela considera correto”.
A Bíblia afirma que Deus colocou em cada ser humano uma consciência
(lei) que o orienta (Rm 2.14,15). Esta lei o orienta sinalizando positiva ou
negativamente diante de uma decisão ou de algo a ser feito.
A consciência necessita de treinamento; ela deve ser
orientada pelas Escrituras e guiada pelo Espírito Santo. A consciência precisa
ter como fundamento o modelo de Jesus, para que não seja motivada pelo mal (At
24.16).
2.2. Integridade
Palavra integridade vem do latim integritate; o que é
íntegro ou completo. Os termos honestidade, retidão, inteireza e probidade são
sinônimos de integridade. Em uma perspectiva simbólica, a integridade pode ser
definida como honradez ou dignidade, sendo a qualidade de alguém incorruptível.
Integridade é quando existe coerência entre o que uma pessoa
diz, pensa e faz. A integridade é a estrutura sobre a qual são erigidos o
caráter e uma existência à semelhança de Cristo.A Bíblia relata casos da
integridade de servos de Deus. José foi íntegro no Egito ao recusar a mulher de
Potifar e ser preso (Gn 39.7-20); o profeta Jeremias preferiu ir para a prisão
a abrir mão da sua integridade (Jr 37—38); João Batista manteve-se íntegro
diante de Herodes e foi morto (Mt 14.1-12); Daniel permaneceu íntegro em meio à
pressão do palácio do imperador babilônico (Dn 6.1-24).
A integridade tem um custo. Para o cristão, ela não é
opcional, mas, sim, um compromisso. O exemplo de integridade dos servos de Deus
é inspirador — e também desafiador — para que seja seguido pelos cristãos.
2.3. Pureza
A pureza moral é uma manifestação da consagração de vida (Lv
19.2b). O apóstolo Pedro expressou a mesma ideia da santidade divina em 1 Pedro
1.14-16. Assim como Deus é santo e, por consequência, puro, a pureza deve ser
uma característica do Seu povo.
O apóstolo Paulo disse a Timóteo que fosse modelo na pureza
(1 Tm 4.12). Por intermédio de Paulo, Deus convoca cada cristão a ter pureza
nos pensamentos (Fp 4.8).
Um coração puro deve dedicar-se ao Senhor, com a motivação
adequada, deixando toda a semelhança com o mal. Não se deve cortejar o pecado:
bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus (Mt 5.8).
Pureza é o adjetivo do que é puro — que está isento de qualquer tipo de mistura, sem contaminação ou
sem falhas morais. O termo pureza, no grego, é hagneia, e significa castidade e
pureza, tanto de pensamento quanto do corpo, impedindo as compulsões sexuais.
Mas o conceito da palavra vai além, alcançando o âmago das intenções e razões.
3. VALORES
ESPIRITUAIS
Diferentemente dos morais, os valores espirituais são
aqueles que têm origem no Evangelho e foram mostrados e ensinados por Jesus
Cristo durante o Seu ministério.
3.1. Amor
O principal valor do cristianismo é o amor. É a mais
específica característica de um cristão e a base de todas as virtudes do
cristianismo, pois diversas qualidades cristãs só funcionam se estiverem
conectadas com o amor.
O amor é um dom de Deus, mas é impossível amar apenas com as
energias humanas. Só por meio do Espírito Santo uma pessoa poderá amar
sinceramente, como Paulo afirmou em Romanos 5.5.
O amor é a solução para as contendas, é o que age com
eficácia, abrandando os corações e as palavras, esfriando os ânimos e perdoando
o agressor. O amor suplanta os obstáculos sociais, culturais e vai além das
barreiras raciais.
Jesus afirmou aos discípulos que eles seriam identificados
como cristãos, a princípio, ao mostrarem que amavam uns aos outros (Jo 13.35).
O amor do cristão deve ser sem condições
e interesses; esse amor também pode significar uma ação
sacrificial em benefício de outros. Paulo orientou os cristãos de Roma sobre o
amor (Rm 12.10).
3.2. Fé
A fé é um presente, um dom de Deus (Ef 2.8,9). Ninguém a
merece, e ela não é alcançada por meio da vontade própria, mas é concedida a
cada cristão pelo estudo das Escrituras e pela graça e misericórdia do Senhor.
O autor da Carta aos Hebreus afirma que se o cristão não
tiver fé verdadeira, ele não agradará a Deus (Hb 11.6). A fé não é só o
fundamento da salvação, mas, também, suprimento para a vida cristã,
consagração, desenvolvimento e edificação (Hb 1.1).
A fé cristã, que pode ser chamada de fé bíblica, é a
convicção de uma expectativa. À medida que se aguarda, torna-se uma certeza
absoluta, alicerçada na integridade de quem fez a promessa. A fé é um dos
fundamentos do cristianismo.
3.3. Humildade
A humildade é uma das mais difíceis virtudes cristãs.
Humildade é ter uma concepção equilibrada de si, considerando que Deus é sempre
digno de louvor (Rm 12.3). Humildade é, também, a característica de quem age
com modéstia, entendendo os próprios limites, sem traços de orgulho.
A verdadeira humildade não é uma virtude criada pela
filosofia humana, mas pela ação do Espírito na vida do cristão. A pessoa
humilde não é arrogante; entretanto, isso não significa que não ame a si
próprio. Na verdade, ele tem conhecimento de suas qualidades e louva a Deus por
elas, sendo conhecedor de suas fraquezas, pedindo auxílio ao Senhor para
corrigi-las.
C. S. Lewis declarou sobre a
humildade: “O primeiro passo rumo à humildade é o reconhecimento do nosso
orgulho”.
Depois que o seu orgulho é reconhecido e confessado a Deus,
pode-se caminhar para a prática da humildade, ou seja, a arte da restrição e
renúncia da vaidade e do excesso de estima.
Jesus mostrou humildade quando abriu mão de sua posição
junto a Deus, tomando a forma de homem, sofrendo e morrendo por todos (Fp
2.8b).
Conclusão.
A ajuda do Altíssimo é de fundamental importância para a
compreensão dos valores morais e espirituais. A prática deles por cada cristão
torna-se um testemunho vivo e real do evangelho, que é o poder de Deus para
salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16).
REVISTA CENTRAL GOSPEL
Significado de Valores morais
O que são Valores morais:
Valores morais são os conceitos, juízos e pensamentos que
são considerados “certos” ou “errados” por determinada pessoa na sociedade.
Normalmente, os valores morais começam a ser transmitidos
para as pessoas nos seus primeiros anos de vida, através do convívio familiar.
Com o passar do tempo, este indivíduo vai aperfeiçoando os seus valores, a
partir de observações e experiências obtidas na vida social.
Os valores morais são variáveis, ou seja, podem divergir
entre sociedades ou grupos sociais diferentes. Por exemplo, para um grupo de
indivíduos uma ação pode ser considerada correta, enquanto que para outros esta
mesma atitude é repudiada e tida como errada ou imoral.
Os valores morais são baseados na cultura, na tradição, no
cotidiano e na educação de determinado povo.
No entanto, existem alguns valores que são apresentados como
“universais”, presentes em quase todas as sociedades do mundo, como o princípio
da liberdade, por exemplo. Alguns destes valores são tão primordiais que estão
previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A consciência de que o respeito ao próximo deve ser um
imperativo no convívio social, pode ajudar a evitar uma das consequências mais
desagradáveis e negativas que o conflito de diferentes valores morais pode
provocar: a discriminação e o preconceito.
Valores morais e sociais
Na vida em sociedade, os valores morais são essenciais, pois
ditam o comportamento, a forma de interação entre os membros daquele grupo e a
ordem do cotidiano social.
Os valores sociais estão focados no desenvolvimento da
cidadania, a partir de contribuições que ajudem a melhorar a vida em sociedade.
Valores morais e éticos
Partindo do conceito da ética, os valores éticos são
princípios que não se limitam apenas às normas, costumes e tradições culturais
de uma sociedade (valores morais), mas também procuram se focar nas
características compreendidas como essenciais para o melhor modo de viver ou
agir em sociedade de modo geral.
Saiba mais sobre o significado de Ética e Moral.
Valores morais e religiosos
A religião é uma das principais entidades presentes dentro
da sociedade que ajudam a moldar os valores morais, assim como a família.
A fé, a bondade, o amor, o matrimônio e a união familiar são
alguns exemplos dos valores morais defendidos pela igreja.
Todos os valores religiosos estão baseados nos ensinamentos
descritos na bíblia, sendo direcionados para o que a doutrina religiosa entende
como sendo "certo", "errado", "bem" ou "mal".
O que é Respeito:
Respeito é um substantivo masculino oriundo do latim
respectus que é um sentimento positivo e significa ação ou efeito de respeitar,
apreço, consideração, deferência.
Na sua origem em latim, a palavra respeito significava
"olhar outra vez". Assim, algo que merece um segundo olhar é algo
digno de respeito. Por esse motivo,
respeito também pode ser uma forma de veneração, de prestar culto ou fazer uma
homenagem a alguém, como indica a expressão "apresentar os seus
respeitos". Ter respeito por alguém também pode implicar um comportamento
de submissão e temor.
O respeito é um dos valores mais importantes do ser humano e
tem grande importância na interação social. O respeito impede que uma pessoa
tenha atitudes reprováveis em relação a outra. Muitas religiões abordam o tema
do respeito ao próximo, porque o respeito mútuo representa uma das formas mais
básicas e essenciais para uma convivência saudável.
Uma das importantes questões sobre o respeito é que para ser
respeitado é preciso saber respeitar, o que em muitos casos não acontece.
Respeitar não significa concordar em todos as áreas com outra pessoa, mas
significa não discriminar ou ofender essa pessoa por causa da sua forma de
viver ou suas escolhas (desde que essas escolhas não causem dano e desrespeitem
os outros).
O respeito também pode ser um sentimento que leva à
obediência e cumprimento de algumas normas (por ex: respeito pela lei). Falar
sobre um tema com respeito (como diferentes religiões, crenças e condutas) é
falar de forma ponderada e sensível.
A palavra respeito é também uma forma de fazer referência a
algo através de expressões como: "a respeito de", "com respeito
a", que podem ser substituídas pela expressão "relativamente a".
Ex: O político foi interrogado por muitos manifestantes mas a única coisa que
disse foi que não falaria a respeito desse assunto.
A expressão "diz respeito" indica alguma coisa que
pertence ou é da responsabilidade de alguém. Ex: Não pergunte outra vez porque
esse assunto não lhe diz respeito.
O que é Humildade:
Humildade é a qualidade de quem age com simplicidade, uma
característica das pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem
arrogância, prepotência ou soberba.
Em teoria, a humildade é tida como uma qualidade bastante
positiva e benéfica, onde ninguém é pior ou melhor do que os outros, estando
todos no mesmo nível de dignidade, de cordialidade, respeito, simplicidade e
honestidade.
A humildade é um sentimento de extrema importância, porque
faz a pessoa reconhecer suas próprias limitações, com modéstia e ausência de
orgulho.
Descubra mais sobre o significado de orgulho.
Também é comum o ato de “pedir humildade”, isso quer dizer,
solicitar para que alguém ou um determinado grupo haja de modo mais modesto,
simpático e acessível com outras pessoas ou situações.
Etimologicamente, a origem da palavra humildade está no
latim humilitas, que significa “pouca elevação”, ou seja, uma relação com a
ideia de modéstia.
A palavra humildade também pode ser aplicada para qualificar
uma condição de desfavorecimento econômico, como por exemplo o modo de vida das
pessoas pobres.
Exemplo: “No alto da favela fica a humilde casa de minha
mãe”.
Em inglês, o termo “humildade” pode ser traduzido para
humility, enquanto que a tradução mais utilizada para “humilde” é humble.
Humildade na bíblia
A humildade consta em praticamente todos os textos da bíblia
cristã, onde diz-se que "quem se humilha será exaltado, e quem se exalta
será humilhado”.
A falta de humildade é um pecado para os seguidores da
doutrina cristã, sendo esta essencial para a construção de uma "vida
santa" e isenta de outros pecados.
Exemplos de pessoas humildes na história: Jesus Cristo,
Ghandi, Madre Paulina, Rei Davi, Madre Tereza de Calcutá.
Ver também o significado de soberba, arrogante e prepotente.
FONTE : https://www.significados.com.br/valores-morais/
Ética e moral: o que pode ou não pode fazer?
O ser humano precisa ser moral, ou seja, viver sua
humanidade verdadeira e autêntica, que é ser a imagem e semelhança de Deus.
por Victor Santos
Ética e moral: o que pode ou não pode fazer?
Diante de tantas análises e estudos a respeito do tema,
faremos uma sucinta diferenciação entre ética e moral. De início, diremos que
“moralidade” é o que vivemos, enquanto “ética” é o que estudamos.
Precisamente como área de interesse acadêmico, a ética pode
ser definida como estudo da moralidade, uma pesquisa ponderada do que é
moralmente apropriado fazer. Já a moralidade, no sentido de práticas de ações
moralmente boas e apropriadas, é a rotina que concretiza nossos esforços para
ser cada vez mais verdadeiro e plenamente humanos, e viver deste modo.
Podemos enunciar a seguinte questão: Precisamos
viver moralmente bem, fazer o certo; mas o que é moralmente bom? O que pode ou
não pode fazer? Então, para responder a questão do nosso dilema na
prática, de nosso desafio moral, vamos estudar, sistematizar, refletir sobre
essa questão. Este estudo, de modo sistêmico, chamamos de ética.
Para determinarmos o que é certo ou errado temos que partir
de um critério. E o que define para nós o que é certo ou errado? A
primeiro momento como bons cristão responderíamos “a Bíblia”. Mas, a ética é um
assunto que pertence a cristãos e não cristãos, é um tema universal, e sua base
para estudo não parte “diretamente” de nosso texto Sagrado. Além disso, no meio
evangélico, existem tantas discrepâncias nas interpretações bíblicas, tantas
opiniões e comentários diferentes do que pode ou não pode, que confirmam o
dilema moral de qualquer cristão, porque ele mesmo tendo uma Bíblia, sempre se
confronta com as perguntas: “o que pode ou não fazer? O que é certo ou
errado?”
O critério que a ética utiliza para saber o que é certo ou
errado é seu próprio objeto de estudo, o ser humano. No ponto de vista da
moralidade é nossa humanidade verdadeira e autêntica que serve de ponto de
referência para o que é bom em nossas relações humanas. Em outras palavras,
viver imoralmente é empenhar-se em um processo de verdadeira profanação de si
mesmo, frustração e, no fim autodestruição. O que é imoral? É
a decisão de viver de maneira desumana ou falsamente humana.
Podemos concluir até aqui que a ética é um campo de estudo
que procura guiar nossos esforços para levar uma vida moral boa. E o
que é uma moral boa? O que é o certo a se fazer? É uma vida que reflita o
verdadeiro significado da humanidade.
O cristão também deseja saber o significado de sua própria
humanidade, e para isso, ele se fundamenta nos valores básicos da tradição
judeo-cristã. Isso é o que chamamos de ética cristã, uma tentativa
de expressar de forma sistemática e consistente o que Jesus faria em nosso
lugar, para que possamos saber o que é certo ou errado.
Como verdadeiro divino e humano, Cristo é o melhor indício
que temos do caráter de Deus e também do significado pleno da humanidade.
Então, se a ética quer saber o que é próprio do ser humano para definir o que é
certo ou errado, a ética cristã demonstra Cristo como modelo do que é próprio
do ser humano, do que é bom ou não para ele.
A revelação da vida e do amor de Jesus serve efetivamente
para expor nossas raízes e nos lembrar que nosso verdadeiro destino nasce em
nossos princípios, já que como cristãos afirmamos que não só os seres humanos
são formados à imagem de Deus (Gn 1.26-27), mas também que Deus é amor (1Jo
4.8). Não é atoa que quando perguntaram a Jesus no que se resume a lei (em
outras palavras: o que se pode ou não fazer?), ele respondeu: Amarás o
Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu
entendimento e com toda a sua força. E amarás o teu próximo como a ti mesmo (cf.
Mc 12.29-31; Mt 22.37-40).
O que um cristão pode fazer? Amar. E o que ele não pode fazer? Deixar
de amar. Se Jesus é o nosso referencial, a chave dos questionamentos
éticos foram revelados em sua encarnação. É certo para o ser humano amar, não
fazer isso é imoral. Ora, um exemplo simples que ateste esse fato é os valores
universais que percorrem toda a humanidade. Por exemplo, as pessoas acreditam
que não se pode roubar, isso é errado. Tirar do outro o que ele tenha, e
principalmente roubar de alguém que tenha pouco é um absurdo! Quem comete tal
crime? Aquele que não tem amor, o qual não consegue olhar o outro com
misericórdia ou respeitar o que é do outro.
O que é moral sempre tem relação com o amor e o que é imoral
sempre tem relação com o egoísmo. O que rouba, o faz por egoísmo, assim como
aquele que dá ao que necessita o faz por amor (é bem verdade que alguém pode
dar algo para outro pensando em seu próprio egoísmo, como busca de status).
Diante da pergunta “o que pode ou não fazer?” A
resposta pode ser encontrada na ética cristã, que num olhar para Jesus, vê o
resumo do manual de regras no amor. Isso significa que não adianta um código de
leis do que se pode ou não realizar, isso é pouco. Pois, dizer que você deve
fazer caridade não significa tudo, porque ao fazer a caridade sem amor, nada
vale. Do mesmo modo, dizer que você não pode adulterar, quando você não dá
valor na pessoa que está do seu lado e vive na sua mente pensando no adultério,
o que dignifica sua omissão sem amor? O mal já está presente.
O ser humano precisa ser moral, ou seja, viver sua
humanidade verdadeira e autêntica, que é ser a imagem e semelhança de Deus. A
ética estuda e sistematiza o que moral, para que nas nossas relações com o
mundo possamos fazer o certo. Para a ética cristã, pela revelação de Jesus
Cristo, que restaura nossa humanidade, o certo a se fazer está baseado no Amor.
Por isso, defini que ser imoral é viver de forma desumana ou falsamente humana.
Ou seja, viver sem amor é desumano, e fazer coisas fingindo que ama, também é
imoral.
FONTE : https://artigos.gospelprime.com.br/

III – A REDENÇÃO DO CARÁTER
HUMANO
1. O Novo
Nascimento e o Caráter Humano
Jesus veio ao mundo para
salvar o homem perdido da tragédia do pecado que separa o homem de Deus (Is
59.2). No cenário da Queda, por sua misericórdia para com o homem, Deus
prometeu a redenção da raça humana por meio da “semente da mulher” (Gn 3.15). A
miséria humana inclui a deformação do seu caráter. Sem Deus, ele peca por
inclinação, por opção e até por prazer. Crendo ou não, o pecador torna-se
propriedade do Diabo. “Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca
desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as
obras do diabo” (1 Jo 3.8).
Tudo na vida do homem,
desde seus pensamentos, ideias e ideais, sentimentos e emoções, bem como suas
atitudes e condutas são transformados pelo evangelho, que “[...] é o poder de
Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). Salvação é regeneração, é
novo nascimento (Jo 3.3,7). A salvação em Cristo faz do homem uma nova criatura
completamente transformada em todas as áreas de seu ser e de sua vida. Um
verdadeiro salvo jamais permanece na condição da velha vida de pecado. “Assim
que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram;
eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). O caráter do nascido de novo é
poderosamente transformado pelo poder do Espírito Santo. Se ele mentia, não
mente mais; se roubava, não rouba mais; se fornicava, adulterava ou se
prostituía, não pratica mais esses erros em sua vida. A Formação do Caráter
Humano passa a adotar uma nova ética. Ele assimila e pratica a ética cristã,
que tem como base a Palavra de Deus (Sl 119.105).
Salvação é conversão,
que significa transformação na vida do servo de Deus. O salvo é filho de Deus e
revestido de nova natureza. “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em
Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos
revestistes de Cristo” (Gl 3.26,27). O salvo é nascido de novo e considerado
morto para o pecado: “[...] sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele
crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não
sirvamos mais ao pecado” (Rm 6.6). A mudança provocada pelo poder de Deus
através do Espírito Santo e também pela palavra penetrante do evangelho (Hb
4.12) é tão forte e eficaz que, escrevendo aos efésios, Paulo enviou uma
exortação profunda sobre a tremenda transformação operada na vida do salvo em
Cristo Jesus:
“E digo isto e testifico no Senhor, para que não andeis
mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido,
entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus, pela ignorância que
há neles, pela dureza do seu coração, os quais, havendo perdido todo o
sentimento, se entregaram à dissolução, para, com avidez, cometerem toda
impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o tendes ouvido e
nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus, que, quanto ao trato
passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do
engano, e vos renoveis no espírito do vosso sentido, e vos revistais do novo
homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef
4.17-24).
O sentido
da nova vida em Cristo é tão real que Paulo com- parava a si mesmo como um
“crucificado” ou morto: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu,
mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho
de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20).
Na formação do bom
caráter e da cidadania elevada, o ensino da palavra de Deus tem grande
contribuição. Tendo como base para o ensino a Palavra de Deus, através das
lições ministradas em cada classe, por faixa etária, a EBD torna-se inestimável
por auxiliar na formação do caráter. É fato notório que a maioria dos líderes
das igrejas — os missionários, os dirigentes, os pastores e outros obreiros —
passaram pela Escola Bíblica Dominical. Com raras exceções, os bons pais e as
boas mães de família foram alunos da EBD. Os filhos dos cristãos, quando
levados à EBD todas as semanas, absorvem o ensino fundamentado na Bíblia,
passando, assim, a ter uma conduta pautada nos princípios elevados da Palavra
de Deus. Devemos lembrar, no entanto, que a Escola Bíblica Dominical não
substitui o ensino no lar no culto doméstico. Uma atividade ajuda a outra na
formação do verdadeiro caráter cristão.
2. A Palavra de
Deus Fortalece o Caráter
A Bíblia tem um poder
transformador tão grande na vida do nascido de novo que todo o seu ser é
alcançado pelos seus efeitos benéficos e regeneradores. As Escrituras dizem:
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer
espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das
juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do
coração” (Hb 4.12).
1) As
crianças podem ser educadas na Palavra de Deus. “Ponde, pois, estas
minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa
mão, para que estejam por testeiras entre os vossos olhos, e ensinai-as a
vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e
deitando-te, e levantando-te” (Dt 11.18,19). “Instrui o menino no caminho em
que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6);
Jesus, quando criança, teve uma educação familiar do mais alto nível
espiritual, moral, intelectual e social: “E o menino crescia e se fortalecia em
espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40).
2) Os adolescentes e
jovens podem ser fortalecidos em sua personalidade.Os adolescentes estão na
fase em que buscam a sua identidade; preocupam-se muito consigo mesmos,
reorganizando sua personalidade; fazem questionamentos do tipo “Quem sou eu?”,
“Por que sou assim?”, “Qual o meu futuro?”, “Meus pais não me entendem”; muitos
se desviam da igreja nessa fase. É necessário muita atenção por parte dos pais
e da igreja na contribuição para a formação da personalidade desses
adolescentes. Os jovens, que enfrentam as turbulências da adolescência, acabam,
de uma forma ou de outra, conscientizando-se de seu papel na sociedade. Eles
pensam seriamente nas escolhas: escola, faculdade, profissão, namoro, noivado,
casamento, vida espiritual, etc. Diz a Palavra de Deus: “Como purificará o
jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Sl 119.9); “Foge,
também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz
com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22).
3) Os adultos são
fortalecidos em sua vida, podendo contribuir para a formação dos mais jovens:
“Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu
caminho” (Sl 37.23). Há adultos que não têm consciência da vida cristã, ou por
terem tido uma formação espiritual deficiente, ou então por só terem aceitado a
Cristo na idade adulta. A igreja, por sua vez, precisa ajudar a lapidar o seu
caráter. Toda a família é beneficiada pela ministração da Palavra de Deus.
“Ajunta o povo, homens, e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros que estão
dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam, e temam ao Senhor, vosso
Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta Lei” (Dt 31.12). 3. O
Caráter Amoroso e Santo do Cristão A salvação propiciada pelo sacrifício
expiatório de Cristo abrange todas as áreas ou estruturas do ser humano:
espírito, alma e corpo. Os aspectos fundamentais da salvação, regeneração,
justificação e santificação devem ser vistos em toda a sua abrangência. A
regeneração e a justificação revelam-se como atos próprios e exclusivos de
Deus, em Cristo, na operação do Espírito Santo no íntimo do ser daquele que
aceita a redenção de Deus. Pode-se dizer que o cristão tem a marca principal do
amor a Deus e do amor ao próximo (Mt 22.34-40; Jo 13.34,35). Quem não ama não é
salvo (1 Jo 2.9,11). Ao lado do amor, o salvo tem que viver em santificação. A
santificação, porém, tem seu lado divino executado por Deus, simultaneamente
com a regeneração e a justificação. No seu aspecto progressivo, a santificação
tem a participação e o esforço da parte do homem.
Desse modo, a
santificação é um processo que se desenvolve mediante o poder de Deus e o
esforço do crente, a qual torna o pecador em salvo e o ímpio em um santo. O
cristão passa a experimentar uma vida progressiva de santificação (Hb 12.14),
dando testemunho de sua fé, por suas obras, ou então do que precisa ser
demonstrado de modo prático (Mt 5.16; Ef 2.10). Há crentes que são carnais e
que se arriscam a perder sua posição diante de Deus (1 Co 3.3), e há também os
“santificados em Cristo Jesus, chamados santos” (1 Co 1.2). A santificação
progressiva envolve todas as áreas da vida do cristão: primeiramente, o pensar;
depois, as atitudes, os gestos, as palavras; em seguida, a vida espiritual, a
vida familiar, a vida profissional, a vida moral, a vida financeira; enfim, ele
torna-se santo em toda a maneira de viver (veja 1 Pe 1.15). Sua santificação é
aperfeiçoada “no temor de Deus” (2 Co 7.1). Em suma, a santificação molda o
caráter do crente em seu desenvolvimento espiritual. O salvo tem que se
santificar para que seu caráter seja santo: “Segui a paz com todos e a
santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
CONCLUSÃO
O caráter do homem
reflete a sua personalidade e demonstra a sua conduta ética e moral. Revela
também princípios e valores de caráter espiritual e humano. O homem ímpio tem,
naturalmente, um caráter deformado pelo efeito do pecado. O homem salvo e
remido pelo Senhor Jesus tem as marcas de Cristo no seu ser e no seu
comportamento, expresso por suas atitudes e ações observáveis no seu cotidiano.
Somente Cristo, através de sua Palavra, pode provocar mudanças radicais na
mente e no comportamento humano, a ponto de termos a certeza de que existe o
novo nascimento espiritual que identifica o salvo em Cristo Jesus.
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ebd REVISTA CPAD


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