SAUL - UM REI ALTO E INCONSTANTE
O INÍCIO DA MONARQUIA
A crise que levou a liga tribal de Israel ao
fim ocorreu por volta da segunda metade do fim do século onze a.C. Ela
desencadeou uma série de acontecimentos que, em menos de um século,
transformaram completamente Israel. Este período relativamente breve é um dos
mais significativos de toda a história desse povo. As fontes que temos a
disposição são extremantes ricas que é todo o primeiro e segundo livro de
Samuel.
OS PRIMEIROS PASSOS PARA A MONARQUIA
DE ISRAEL
Depois de
duzentos anos de existência, a confederação israelita foi derrubada pela
agressão dos filisteus. Os filisteus chegaram a Palestina não muito depois de
Israel, os povos viveram lado a lado, em conflitos intermináveis e cada vez
mais intensos, esse conflito ocorreu durante todo o período dos Juízes. Ainda
nesse período os filisteus finalmente lançaram-se em uma conquista arrasadora
que levou Israel à ruina total. Os filisteus eram um tipo de inimigo com o qual
a débil organização tribal de Israel não podia competir, os filisteus não eram
apenas numerosos, mas formavam uma aristocracia militar que governava uma
população predominantemente canaanita, como indica o nome de seus deuses e a
maior parte de seus nomes, eram guerreiros formidáveis possuidores de longa
tradição militar. Ainda não sabemos ao certo do porquê os filisteus lutaram
contra Israel de forma tão agressiva e avassaladora, visto que eles não agiram
assim com nenhum dos povos vizinhos, acredita-se que tenham visto Israel como
um risco as suas rotas de comercio que abrangia todo o oeste da palestina. O
início da agressão dos filisteus é obscuro, ao que parece eles começaram logo
de imediato a dominar cidades-estados de povos locais, as tribos israelitas de
Judá e Dã sentiram a sua pressão. A cidade de Dã perdeu grande parte de suas
terras e tinha as suas fronteiras constantemente ameaçadas.
Diferentemente
dos inimigos anteriores, os filisteus não constituíam uma ameaça limitada
somente às tribos adjacentes, nem uma ameaça que a defesa tribal pudesse vencer
com facilidade, eles ameaçaram Israel em sua totalidade, fazendo sua
sobrevivência correr perigo, além disso tratavam-se de soldados altamente
disciplinados, cujas armas, em virtude do monopólio do ferro eram superiores, o
golpe decisivo foi desferido por volta de 1050 a.C, perto de Afec, procurando
deter o avanço dos filisteus, em uma campanha preliminar os israelitas tinham
sido vencidos, e na tentativa de que Iahweh lhes desse a vitória, os israelitas
levaram a arca da aliança ao campo de batalha, mas o resultado foi a derrota
total, o exército de Israel foi reduzido a pedaços, os sacerdotes Hofini e
Fineias filhos do sacerdote Eli que transportavam a Arca foram mortos e a Arca
foi capturada pelos filisteus.
A DIFICIL ESCOLHA
Foi nessa
situação que Israel escolheu Saul, da tribo de Benjamim, da cidade de Gabaá,
para ser seu rei, em virtude de sua situação não é surpresa que as tribos
tenham tomado essa decisão e feito tal escolha. Entretanto, também não
surpreende que Israel também tenha tomado tal medida meio vacilante e quase com
alguma relutância, já que a monarquia era uma instituição inteiramente estranha
à tradição de Israel.
A ELEIÇÃO DE SAUL
O relato da
eleição de Saul chegou até nós em duas narrativas paralelas: a primeira
favorável à monarquia, a segunda profundamente hostil. A primeira nos conta
(1Sm 9,1 a 10,16) como Saul foi ungido privadamente por Samuel em Ramá. No bojo
dessa narração, encontra-se o relato da vitória de Saul sobre os amonitas e a
aclamação que o povo lhe fez em Guilgal (1Sm 13,3b.4b-15). O outro relato (1Sm
8; 10,17-27;12) mostra Samuel atendendo contrariado ao pedido do povo e
presidindo a eleição de Saul em Masfa. Em vista dessas narrativas com tantas
variantes, não podemos aventurar-nos a reconstruir a sequência dos
acontecimentos, mas iremos nos ater a última narrativa como reflexo de uma
experiência subsequente e amarga com a monarquia como é a tradição cristã.
A escolha de
Saul realizou-se por designação profética e por aclamação popular (1Sm 10,1;
11,14). Saul é o nome do primeiro rei do antigo reino de Israel, conforme a
tradição judaico-cristã. Filho de Quis, da tribo de Benjamin, Saul teria vivido
por volta de 1095 a.C. e reinado por quarenta anos (valor aproximado), a
princípio Saul não acreditou em seu chamado. “Perdão, senhor”, replicou Saul.
“Eu sou da tribo de Benjamim, a mais pequena de Israel, e a minha família é a
menos importante de todas as tribos. Deves ter-te enganado!” (1 Samuel 9.21)
Como já
vimos nos textos anteriores, antes de Saul, não se pode entender Israel como
uma nação, tratava-se de diversas tribos unidas por laços étnicos, culturais e
religiosos, que aliavam se ou batalhavam entre si de acordo com a conveniência
dos chefes de cada clã, as tribos eram governadas por juízes, geralmente
pessoas de renome que lideravam suas respectivas tribos com atividades
religiosos e em combates, e serviam também como legisladores em tempo de paz. O
elemento religioso judaico, com a crença no Deus único veio a trazer uma frágil
aliança entre estas tribos em torno do Tabernáculo e da Arca da aliança. De
acordo com o texto bíblico em (1Sm 8.), com o envelhecimento do último grande
juiz Samuel, as tribos israelitas uniram-se para pedir um rei que pudesse
guiá-los como havia nas outras nações.
“É melhor que
nos dês um rei, como acontece com todas as outras nações que também têm um”,
pediram. (1 Samuel 8.5b)
O povo vai a
Samuel e pede que Deus mude a forma cujo qual as tribos eram governadas, o povo
hebreu se inspirava na forma de governo de outras nações próximas, que tinham o
sistema de governo monárquico; Samuel não aprova o pedido, pois entendia que
seria uma mudança radical na forma de governo, visto que Israel vinha na antiga
ordem a um período aproximado de pouco mais de 300 anos, mesmo assim Samuel
apresenta a Deus a demanda do povo, Deus aprova o pedido do povo, mas antes
entrega a Samuel as novas diretrizes para esse novo governo monárquico:
Então Samuel
comunicou ao povo o que o Senhor lhe dissera: “Se insistem em ter um rei,
saibam que este recrutará os vossos filhos e os porá a correr diante dos seus
carros; outros serão tomados para fazerem as guerras, como soldados e oficiais;
enquanto outros ainda irão, em serviço obrigatório, trabalhar para os campos;
forçá-los-ão a lavrar as terras da coroa e a ir para as ceifas, sem
renumeração; terão também de fazer as armas de guerra e os apetrechos dos
carros de combate. Levará as vossas filhas, obrigando-as a trabalhar como
cozinheiras, pasteleiras e perfumistas na sua corte. Tomará para si as vossas
melhores terras, vinhas e olivais, dando-as aos seus amigos. Levará igualmente
o dízimo das vossas colheitas e distribui-las-á aos seus favoritos. Tirar-vos-á
também os vossos criados e o melhor da vossa juventude; usará dos vossos
animais para seu proveito pessoal. Pedir-vos-á a décima parte dos vossos
rebanhos e vocês mesmo deverão ser seus escravos. Haverão de derramar lágrimas
amargas por causa desse rei que agora estão a pedir, mas nessa altura o Senhor
não vos há de ajudar. ” (1Sm 8. 10 a 18)
A palavra do
Deus Altíssimo foi direta e sem rodeios, o povo de Israel estava sendo alertado
de como seria o novo sistema de governo, e o povo em sua grande maioria ou não
entendeu ou não deu credito as palavras de Samuel.
Samuel então
apresenta as tribos o escolhido de Deus, tratava-se de Saul, ele seria o novo
governante, não mais como um Juiz, mas agora como um rei.
OBS: Os povos
das tribos de Israel já acompanhavam a forma de governo de outros povos
dominantes (povos pagãos), muitos fatores foram preponderantes para que as
tribos despertassem para uma nova forma de governo; uma nação mais rica, com
fronteiras mais seguras era um grande anseio, mas existe outro fator que alguns
estudiosos apresentam que seria a possibilidade de aceitação, adoração e culto
a outros deuses. É importante observa também que a instituição da monarquia era
estranha a Israel, e ela assumiu um formato diferente nesse povo, certamente
ela não era moldada no sistema cidade-estado feudal, como Canaã ou na
Filisteia. Apesar de ter sido assimilado características de Edom, Moab e Amon,
de certa forma a monarquia permaneceu um fenômeno caracteristicamente
israelita, mudando o menos possível a ordem antiga.
O INÍCIO DO REINO DE SAUL
Ao que
parece Saul, aparentava ser mais um guerreiro do que realmente um governante,
ele não alterou quase nenhum dos padrões tribais que imperavam sobre Israel
desde a época dos juízes, assim como os juízes ele elevou-se como um herói
carismático a maneira antiga
Quanto ao
estilo guerreiro não poderia ser diferente, Israel vinha sofrendo muito com
seus inimigos, o rei logo de inicio tratou de combater os amonitas, comandado
por Naas, iniciaram o cerco a cidade de Jabes. Saul convocou todo o reino de
Israel e venceu os amonitas, então, entrou em guerra contra os filisteus, como
os hebreus (povo de Israel) não tinham o domino da metalurgia, foram obrigados
a lutar com o pouco de armamento militar que tinham apreendido de outras
batalhas e com equipamentos agrícolas.
Saul e seus
filhos conseguiram importantes vitórias militares sobre os filisteus o que
garantiu ao povo de Israel um breve período pacífico, Saul combateu Moab, Edom,
Soba e os amalequitas, mas a constante ameaça dos filisteus, os
desentendimentos entre as próprias tribos e a imaturidade de Saul fadaram seu
reinado ao fracasso.
A duração de
seu reino é desconhecida, é possível marcar uma data por aproximação, Saul em
sua arrogância teria usurpado funções sacerdotais e violado as leis de Moisés
quanto aos aspectos de guerra.
OS PECADOS DO REI SAUL
Como já
sabemos Saul no início o seu reinado ia bem, firmou os seus direitos, ganhando
a confiança do povo com o resultado das suas campanhas militares contra os
inimigos (I Samuel 14:47-52), Saul era uma figura de ótima aparência, modesto,
magnânimo, pronto a confessa suas faltas, corajoso, contudo dentro dele havia
uma instabilidade emocional que pode ter sido a causa e sua ruina. Em sã
consciência Saul enfrentou problemas gigantescos. A ameaça dos filisteus
continuava, apesar de algumas vitorias, faltava a capacidade de desferir o
golpe decisivo, necessário para pôr fim aos filisteus, as tribos eram
independentes e impetuosas, isso impedia o exercício de qualquer autoridade
real, ele nunca conseguiria organizar uma força de combate digna para mantê-lo
no governo e de impor uma vitória decisiva sobre seu principal oponente. Mas o
pior foi o seu desentendimento com o profeta Samuel, ele entrou em decadência
ao cometer três pecados (desobediência) diante de Deus, sendo que o último
deles foi total abominação, que por consequência, levou-o à morte, vejamos
então quais foram estes pecados:
Primeiro O
erro de Saul foi definir-se como “Sacerdote” sobre Israel, usurpando temporariamente
o cargo de Samuel, que era o sacerdote e o profeta da parte de Deus sobre o
povo. É bom lembrarmos Saul não era sacerdote, ele era o Rei.
A trama ocorre da seguinte forma: Estava o rei
e o exército a sete dias esperando pelo Sacerdote Samuel para a oferta do
sacrifício, como Samuel demorava de chegar, não se conteve e ele mesmo ofereceu
o sacrifício:
"Esperou,
pois, sete dias, até o tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a
Gilgal, o povo, deixando a Saul, se dispersava. Então disse Saul: Trazei-me
aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. Mal tinha ele
acabado de oferecer e holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao
encontro, para o saudar. Então perguntou Samuel: Que fizeste? Respondeu Saul:
Porquanto via que o povo, deixando-me, se dispersava, e que tu não vinhas no
tempo determinado, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, eu
disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda não aplaquei o
Senhor. Assim me constrangi e ofereci o holocausto.
Então
disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente; não guardaste o mandamento que o
Senhor teu Deus te ordenou. O Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel
para sempre; agora, porém, não subsistirá o teu reino; já tem o Senhor buscado
para si um homem segundo o seu coração, e já o tem destinado para ser príncipe
sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou". (I
Samuel 13:8-14)
Segundo
O Segundo
pecado ocorreu quando Israel guerreou contra os amalequitas, Saul desobedeceu a
Deus, salvando o rei e o melhor do seu despojo, quando tinha ordenanças da
parte de Deus para a destruição total daquele povo. Sendo por esse fato
censurado por Samuel, que o avisou, então, que Deus o tinha rejeitado
novamente:
"Então
veio a palavra do Senhor a Samuel, dizendo: Arrependo-me de haver posto a Saul
como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras.
Então Samuel se contristou, e clamou ao Senhor a noite toda. (I Samuel 15:10)
Terceiro
O terceiro e
último pecado de Saul, foi consultar uma feiticeira (necromante, advinha),
porque estava desesperado. Consultava a Deus, mas Deus não o respondia. Estava
cercado pelos filisteus. Samuel estava morto. Neste desespero perdeu o
equilíbrio se é que ainda tinha algum e cometeu a coisa mais horrenda pela qual
Deus abominava veementemente:
Quando
Saul viu o acampamento filisteu, teve medo; ficou apavorado. Ele consultou o
Senhor, mas este não lhe respondeu nem por sonhos nem por Urim nem por
profetas. Então Saul disse aos seus auxiliares: "Procurem uma mulher que
invoca espíritos, para que eu a consulte". Eles disseram: "Existe uma
em En-Dor".
Saul
então se disfarçou, vestindo outras roupas, e foi à noite, com dois homens, até
a casa da mulher. Ele disse a ela: "Invoque um espírito para mim, fazendo
subir aquele cujo nome eu disser". A mulher, porém, lhe disse:
"Certamente você sabe o que Saul fez. Ele eliminou os médiuns e os
espíritas da terra de Israel. Por que você está preparando uma armadilha contra
mim que me levará à morte? " Saul jurou-lhe pelo Senhor: "Juro pelo
nome do Senhor que você não será punida por isso". "Quem devo fazer
subir? ", perguntou a mulher. Ele respondeu: "Samuel". Quando a
mulher viu Samuel, gritou e disse a Saul: "Por que me enganaste? Tu mesmo
és Saul! " O rei lhe disse: "Não tenha medo. O que você está vendo?
" A mulher disse a Saul: "Vejo um ser que sobe do chão". Ele
perguntou: "Qual a aparência dele? " E disse ela: "Um ancião
vestindo um manto está subindo". Então Saul ficou sabendo que era Samuel,
inclinou-se e prostrou-se, rosto em terra. (1 Samuel 28:5-14)
O FIM DE SEU REINADO
A sua
loucura indubitavelmente acelerou a desintegração de seu reinado, e seu final
chegou poucos anos depois dele ter perseguido e afastado Davi, o AT mostra que
ele estava obcecado com a ideia de capturar Davi.
Nesse período Saul já não estava em condições
de tomar iniciativas perante seu reino, enquanto os filisteus, relutantes em
arriscar seus exércitos em uma invasão, esperavam uma oportunidade para aplicar
um golpe decisivo contra, e essa oportunidade chegou por coincidência ou não
logo depois da deserção de Davi, talvez encorajados por ela os príncipes
filisteus reuniram suas tropas e partiram para a batalha, para Israel foi
desastroso as foças de seus exércitos foram totalmente arrasadas, três filhos
de Saul foram mortos e o rei abalado e ferido, tirou a sua própria vida, morria
de forma trágica o primeiro rei de Israel, a nação agora sofreria a perda de
grande parte seu território, é nesse período que Davi e Is-bofete filho
sobrevivente de Saul lutam pelo reinado de Israel.
Trabalho
apresentado por: Alexandre Palmares
Professor de
Escola Bíblica Dominical (ADVEC – Penha - RJ)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
JOHN BRIGHT,
História de Israel, 4ª edição. Paulus WYCLIFFE, Dicionário Bíblico, CPAD, 2012
Lição 02 –
Saul, “Aquele que Foi Pedido” (Pr. Luiz Cláudio)
Texto
Bíblico Básico: 1 Sm 9:1-3; 15-17
INTRODUÇÃO
Os
capítulos 8 até 15 cobrem a vida anterior de Saul e registram os pecados que o
levaram a ser rejeitado
pelo Senhor.
A
exigência de Israel, conforme 1 Sm 8:5, 19-20, não indica o fim do reino
teocrático. Embora implicasse numa rejeição de Deus (v.7), a exigência do povo
foi atendida parcialmente. Receberam um rei não “como todas as nações”. Deus
sempre é soberano sobre as nações em controle providencial (At 17:26).
O reino
teocrático estabelecido no Sinai sobre a nação de Israel, através da qual Deus
propôs abençoar outras nações (Ex 19:5-6), foi um governo de Deus administrado
mediatoriamente, isto é, através de pessoas divinamente escolhidas que falavam
e agiam para Deus em funções de governo, e que eram diretamente responsáveis
diante de Deus pelo que faziam. Devemos entender que Deus está no controle de
tudo e de todos (Sl 103:19; Dn 4:17).
1 – FATORES QUE MOTIVARAM O PEDIDO
POR UM REI
Desde o
início, Jeová era o Rei de Israel e zelava pela nação, mas agora os anciãos
decidiram ter um rei para liderá-los.
1.1 – Os
filhos de Samuel eram corruptos, e isto fez com que os anciãos temessem que
levassem a nação a se desviar quando Samuel morresse (1 Sm 8:1-5).
1.2 – O
desejo deles de se conformarem ao padrão de outras nações, isto é, na época dos
juízes, a nação tivera uma série de líderes temporários.
1.3 – A
necessidade de um comandante militar (1 Sm 8:20). Deus havia previsto na lei
que o povo escolheria um rei (Dt 17: 14-15), mas os anciãos erraram ao não
reconhecerem Deus como seu verdadeiro Rei (1 Sm 8:7, 12:12).
2 – CONTRIBUIÇÕES À REJEIÇÃO DO REI
2.1 – A
impaciência de Saul custou-lhe o reinado (cap 13).
2.2 – Seu
orgulho levou-o à derrota (cap 14).
2.3 – Sua
desobediência foi a razão de contrariar a Palavra do Senhor (cap 15).
3 – UMA VIDA SEM PROPÓSITOS
A história
de Saul nos traz uma severa reflexão quanto os fatores que nos motivam a
alcançarmos os propósitos de Deus para nossas vidas. Sua caminhada incerta
gerenciada pelo egoísmo, insegurança, incapacidade, medo e, sobretudo,
insensibilidade espiritual, tornou-se o principal motivo de sua decadência moral,
emocional e espiritual. Que seu exemplo negativo desperte em nós o imenso
desejo de encontrarmos o genuíno propósito de Deus para nossas vidas.
Trabalho
apresentado por: Alexandre Palmares
Professor de
Escola Bíblica Dominical (ADVEC – Penha - RJ)
Saul, Davi e
Golias
Era Saul
um rei louco???
Lançava espadas, vencia atalhas
Mas se calava diante de Golias
Que ria das suas histórias
Se ria de todas as glórias
Enquanto Saul não respondia...
Talvez a acusação da mente
Talvez a idade pesava
E Saul não acreditava
Nas cantiga que o povo cantava
Era Davi um rei diferente
Pequeno, ruivo e temente
Não tinha armas nas mãos
Somente a harpa e sua paixão
Cria no Deus soberano
Sabia que nada fugia a seus planos
Foi confiante até a batalha
E o filisteu, Deus o entregara
Confirmava assim sua virtude
Ser de Deus temente é mais que ser valente
É acreditar em suas promessas
É ser dEle dependente
Saber qual é sua vontade Sempre crendo em milagres
Lançava espadas, vencia atalhas
Mas se calava diante de Golias
Que ria das suas histórias
Se ria de todas as glórias
Enquanto Saul não respondia...
Talvez a acusação da mente
Talvez a idade pesava
E Saul não acreditava
Nas cantiga que o povo cantava
Era Davi um rei diferente
Pequeno, ruivo e temente
Não tinha armas nas mãos
Somente a harpa e sua paixão
Cria no Deus soberano
Sabia que nada fugia a seus planos
Foi confiante até a batalha
E o filisteu, Deus o entregara
Confirmava assim sua virtude
Ser de Deus temente é mais que ser valente
É acreditar em suas promessas
É ser dEle dependente
Saber qual é sua vontade Sempre crendo em milagres


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