NOVO
COMENTÁRIO BÍBLICO BEACON - 1 E 2 SAMUEL
Lição 13 -
A Bendita Esperança
Lição 13 – A Bendita Esperança (Pr.
Alexandre Ouverney)
1 – DEFINIÇÕES
1.1 - ESPERANÇA NO DICIONÁRIO:
– Disposição
do espírito que induz a esperar a realização de coisa desejada ou prometida;
expectativa.
– Ter
esperança significa ter confiança, expectativa ou perspectiva positiva a
respeito do futuro, independente do passado ou do presente.
– Sempre se
refere a alguma coisa boa ou positiva que se tem confiança de que virá com
certeza.
1.2 - ESPERANÇA NA BÍBLIA:
– Convicção
absoluta da realidade do que se espera por causa de quem prometeu – Jr 1.12 “E
disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a
cumprir”.
– Crer na
pessoa que prometeu – Jo 14.1 “Não se turbe o vosso coração; Credes em Deus,
crede também em mim...”
– A
esperança está intimamente ligada à fé – Hb 11.1 “Ora, a fé é o firme
fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não
vêem”.
– Seguindo
os passos de Abraão, o pai da fé – Rm 4.20-22 “E não duvidou da promessa de
Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus; e
estando certíssimo de que o que Ele tinha prometido também era poderoso para o
fazer. Pelo que isso lhe foi também imputado como justiça”.
2 – CARACTERÍSTICAS DA ESPERANÇA
SEGUNDO A BÍBLIA:
Boa – IITs
2.16 “E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo nosso Deus e Pai, que nos amou,
graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança”.
Viva – IPe
1.3 “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua
grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela
ressurreição de Jesus Cristo, dentre os mortos”.
Certa e
firme – Hb 6.18,19 “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível
que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio
em reter a esperança proposta, a qual temos como âncora da alma segura e firme,
e que penetra até ao interior do véu”.
Triunfante e
vitoriosa – Hb 11.11 “Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de
conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho
tinha prometido”.
Página 2 de
2
3 – PASSOS DA ESPERANÇA
3.1 – Sem fé
não há esperança – Hb 10.38 “Mas o justo viverá da fé; e se ele recuar; a minha
alma não tem prazer nele”.
3.2 – Sem
perspectiva não há o que se esperar – Lc 21.28 “Ora, quando estas coisas
começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a
vossa redenção está próxima”.
3.3 – Sem
conhecimento não há por quem esperar – IITm 1.12 “... porque eu sei em quem
tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até
àquele dia”.
4 – ESPERANÇA NAS RECOMPENSAS
Nesta vida:
- Proteção –
Sl 91.3,4 “Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste
perniciosa. Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo de suas asas estarás
seguro...”
- Consolo – Is 51.12 “Eu, eu sou aquele que
vos consola; quem pois és tu, para que temas o homem, que é mortal, ou o filho
do homem que se tornará em feno?”
- Sustento – Fp 4.19 “O meu Deus, segundo as
suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo
Jesus”.
- Alegria – Ne 8.10b “... portanto, não vos
entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força”.
- Arrebatamento – ITs 4.17 “Depois nós, os que
ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar
o Senhor nos área, e assim estaremos sempre com o Senhor”.
Na vindoura:
- Ressurreição – Jo 6.39 “E a vontade do Pai que me enviou é esta: que nenhum
de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia”.
- Vida eterna – Jo 17.3 “E a vida eterna é
esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a
quem enviaste”.
ADVEC – ASSEMBLEIA DE DEUS VITÓRIA EM
CRISTO | TAQUARA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL – CLASSE DOS PROFESSORES LPD nº 54 –
Ser Um Verdadeiro Cristão 2.º Trimestre de 2018
introdução
Lições CPAD
Jovens e Adultos » Sumário Geral » 2011 » 3º Trimestre
Palavra Chave
Plenitude: Estado
ou qualidade do que está completo.
Nesta última lição, estudaremos a
esperança, a realidade e a manifestação final do Reino de Deus. O seu pleno
estabelecimento é a esperança que move a Igreja de Cristo. Em sua propagação universal,
muitos santos deram sua vida, mas não tiveram o privilégio de vê-lo
estabelecido em sua plenitude. No entanto, aguardam eles a bendita esperança de
um dia não somente contemplá-lo, mas também de nele entrar.
Durante o estudo deste trimestre apresentamos
o propósito de Deus para com a Igreja. Agora, portanto, com o olhar voltado
para o porvir, vivamos como autênticos representantes do Reino de Deus na
terra.
I. A PLENITUDE DO REINO: UMA BENDITA ESPERANÇA
1. O Deus da esperança. No Éden, Adão e Eva cumpriam a função de
mordomos da criação. Eles cuidavam e lavravam a terra mediante uma intensa
comunhão com Deus (Gn 3.1-7). Comunhão essa que, infelizmente, foi interrompida
em consequência do pecado. Todavia, as Escrituras revelam-nos um Deus disposto
a remover o pecado através de seu Filho (Jo 3.16). O meigo Nazareno é a
resposta do Pai para o mundo (1 Tm 2.4). O Deus Eterno “habitou entre nós” e
pelo seu sangue vertido na cruz, trouxe-nos a esperança de um novo e
extraordinário futuro (Jo 1.14; 1 Tm 1.16; Mt 25.34).
2. Em Cristo, temos esperança. A graça de Deus manifestou-se ao mundo e
trouxe-nos salvação mediante Jesus Cristo, a “principal pedra da esquina” (Ef
2.20). A graça divina encoraja-nos a renunciar toda impiedade do “presente
século” e a viver uma vida justa, sóbria e piedosa no Senhor (Tt 2.11,12). Em
nossa peregrinação, Deus nos convoca a cultivar a “bem-aventurada esperança” na
manifestação gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo (Tt 2.13). Um dia o veremos
na sua vinda. E o seu Reino será glorioso e definitivamente estabelecido sobre
a terra, onde “todo joelho se dobrará [...] e toda língua confessará a Deus”
(Rm 14.11).
3. A esperança do Reino para a
Igreja. O mundo perece na imoralidade,
corrupção e violência. As pessoas andam segundo os seus próprios desejos e não
mais se preocupam com os valores morais e éticos. Não obstante, há um povo que
pode — e deve — fazer uma significativa diferença: a Igreja do Senhor. Esta
deve expressar os valores do Reino de Deus neste mundo e, numa perspectiva
escatológica, viver antecipadamente a realidade do Reino (Mt 5.20).
SINOPSE DO TÓPICO (I)
A Igreja de Deus deve fazer a diferença
neste mundo pecaminoso aguardando a plenitude do Reino.
II. O REINO DE DEUS: UMA SUBLIME REALIDADE
1. Nas Escrituras. O Reino de Deus é o assunto central do Antigo
Testamento. Em Abraão, o Senhor separou um povo para si, objetivando cumprir o
propósito soberano de fazer-se conhecido entre as nações (Dt 4.32,34). No
período veterotestamentário, a nação de Israel é a testemunha do reinado
divino. Em o Novo Testamento, das muitas parábolas que Jesus ensinou, grande
parte delas refere-se diretamente ao Reino de Deus (Mt 13; Mc 4; Lc 8; 13).
Este é anunciado como uma realidade invisível, mas presente na terra (Lc
17.20,21; Rm 14.17). As Escrituras ensinam que o reino divino, embora não
consumado, está presente no mundo através do poder do Espírito Santo na Igreja
(Mt 13.18-23).
2. No presente. Jesus Cristo efetiva o estabelecimento do
Reino de Deus no mundo, pois através dEle, Deus fez-se “carne” e habitou entre
nós (Jo 1.14). A sua Igreja, como parte desse mesmo Reino, não proclama a si
própria nem é um fim em si mesma, mas apresenta o Senhor do Reino ao mundo
todo. Dessa forma, propõe uma transformação radical do ser humano, que gera
abundante vida através do Espírito Santo. Eis porque proclamamos ousadamente o
Evangelho do Reino até aos confins da terra.
3. No futuro. O Reino de Deus será espiritual e
universalmente pleno. O Antigo Testamento revela essa verdade em muitas
profecias. A partir de Jerusalém, o Messias reinará sobre toda a terra (Sl 72;
89.20-29; 110; Is 11.1-9; 65.17-66.24; Zc 14.9-11). Esse é o tempo escatológico
de que falou o profeta Daniel (Dn 7.13,14,18,27). Nesse período, será
restabelecida a perfeita comunhão da humanidade com Deus. E o Senhor Jesus reinará
eternamente com justiça (1 Co 15.24-28; Ap 11.15; 2 Pe 3.10-13).
SINOPSE DO TÓPICO (II)
No futuro o Reino de Deus será
espiritual e universalmente pleno.
III. A CONSUMAÇÃO FINAL DO REINO DE DEUS
1. Aguarda a sua efetivação. O Reino de Deus ainda não foi estabelecido
“com poder e grande glória” (Mt 24.30). Isto somente terá início na segunda
vinda de Jesus (Mt 25.31-34). No entanto, entre o primeiro e o segundo adventos
de Cristo, o Reino de Deus já terá chegado até aos confins da terra através do
Evangelho. Ele expande-se por meio dos que recebem a Jesus como Salvador. Este
é o tempo da Igreja de Cristo como a agência proclamadora do Reino de Deus
neste mundo (Jo 13.35).
2. No Milênio. Os profetas vaticinaram que o reino
messiânico é de justiça, paz e santidade (Sl 89.36,37; Is 11.1-9; Dn 7.13,14).
Pelo fato de este ter a duração de mil anos, nós o denominamos de “milênio” (Ap
20.4-6). Neste tempo, a Igreja reinará juntamente com Cristo sobre as nações (2
Tm 2.12; Ap 2.26,27; 20.4). Após o período milenial, o reino eterno de Deus
será plenamente estabelecido na nova terra e no novo céu (Ap
21.1-4; 22.3-5), cujo centro será a Cidade Santa — a Nova Jerusalém (Ap
21.9-11). Nela, os redimidos da Antiga e da Nova Alianças (Ap 21.12,14)
habitarão em glória e felicidade eternas. A bênção maior é que todos “verão o
seu rosto” (Ap 22.4), então Deus será “tudo em todos” (1 Co 15.28) por toda a
eternidade. Esta é a verdadeira vida eterna e, nós, a Igreja de Deus, teremos o
privilégio de sermos participantes desta mui rica promessa.
3. Serão novas todas as coisas. A consumação final do Reino de Deus é o
estado de eternidade, ou perfeito estado eterno. A Bíblia revela o poder
transformador de Deus para este período: “E o que estava assentado sobre o
trono disse: Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21.5a). A palavra “fazer”
nesta porção bíblica, segundo o teólogo pentecostal Stanley Horton, é usada
para descrever um ato criativo de Deus. Segundo Horton, “o que se fala aqui é
de uma nova, uma recente criação”. Portanto, a consumação final do Reino de
Deus implica uma total renovação de toda a criação, que outrora gemia e tinha
dores de parto, aguardando a manifestação gloriosa deste governo (Rm 8.19-21).
É tempo de vivermos com mais intensidade a esperança da plenitude do Reino
Eterno de Deus!
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Após o milênio o Reino eterno de Deus
será plenamente estabelecido. E os remidos da Antiga e da Nova Aliança
habitarão na Nova Jerusalém.
CONCLUSÃO
O Reino de Deus em sua plenitude
significa também a derrota total do Diabo e de todas as hostes espirituais da
maldade (Mt 25.41). No entanto, a glória final dos justos (Mt 13.43) e a nossa
perfeita comunhão com Deus (Lc 13.28,29) estão garantidas. Somos os filhos do
Reino, pois fomos salvos em Cristo e nEle perseveraremos até ao fim (Mt 13.38).
Portanto, convocamos todos os crentes em Jesus a levarem a sério sua missão e a
cumprirem, de fato, o compromisso de serem verdadeiros agentes transformadores
da sociedade por intermédio do Evangelho. Reajamos, pois, contra todas as obras
opostas aos valores do Reino de Deus. Glorifiquemos ao Senhor pelo o que somos,
dizemos e fazemos. Amém!
VOCABULÁRIO
Milênio: Reino
com duração de mil anos a ser instaurado, na terra, pelo Senhor Jesus logo após
o arrebatamento da Igreja e do término da Grande Tribulação.
Vaticinar: Profetizar, predizer.
Vaticinar: Profetizar, predizer.
BIBLIOGRAFIA
SUGERIDA
HORTON, S. M. Teologia Sistemática. Uma
perspectiva Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD.1996.
AUXÍLIO
BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico
“Em Jesus Cristo, vemos o testemunho
mais fundamental do Reino de Deus. Este estava personificado em Jesus, conforme
vemos no seu ministério e milagres. Sua vida, morte e ressurreição garantem-nos
que, quando Ele vier de novo, esmagará a soberba que tem destruído a harmonia
entre as nações bem como entre as pessoas. Em Jesus, vemos o poder de Deus que
um dia neutralizará o governo humano e encherá o mundo com um reino de Justiça.
O reino, ou governo de Deus, através da vida e ministério de Jesus revelou
poder para destruir o domínio sufocante que o pecado tem sobre a humanidade.
Essa é a base da missão global da Igreja na era presente.
A proclamação feita por Jesus das
boas-novas do Reino deve ser entendida em termos da aliança com Abraão, cujas
condições declaravam o propósito de Deus: abençoar a todos os povos da terra
(Gn 12.3). Jesus não deixou dúvidas quanto ao Reino de Deus já ter entrado na
História, embora sua derradeira consumação ainda esteja no futuro (Mt 24.14).
Porque esse reino já está manifestado à destra do trono do Pai, onde Jesus está
agora exaltado, e intercede por nós (At 2.33,34; Ef 1.20-22; Hb 7.25; 1 Jo 2.1)
e de onde ‘tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto
que vós agora vedes e ouvis’ (At 2.33), a Igreja pode avançar com confiança”
(HORTON, S. M. Teologia Sistemática. 1.ed., RJ: CPAD.1996,
pp.582,583).
FONTE : http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes



Nenhum comentário:
Postar um comentário