Lição 11 – Cristo, a Pedra Principal da Igreja (Pr.Eliezer José)
Texto Bíblico: Atos 4:1-11
Texto Áureo: Atos 4:12
OBJETIVOS
·
entender
em que consiste o fato de Cristo ser a pedra angular da igreja;
·
conhecer
duas realidades que servem de base ao cristianismo;
·
compreender
o significado da expressão “fundamento dos apóstolos e dos profetas”.
PALAVRA INTRODUTÓRIA
A Igreja
Cristã tem características especiais. Pode ser: visível quanto invisível,
universal e também local, divina e também humana. Mas não surgiu de um projeto
humano, e sim do próprio Deus.
“A igreja é
herdeira da cruz” (Thomas Adams).
1. IGREJA
A palavra
igreja tem origem grega, ekklēsia, significa “chamados para fora”.
1.1. Igreja
no Antigo Testamento
No antigo
testamento a palavra hebraica equivalente a Igreja era convocação de uma
assembleia.
“Então fez Moisés ajuntar a todo o povo a congregação
dos filhos de Israel” (Êxodo 35:1a)
“Congregação”
nesse período era chamado “Igreja” ou reunião de um povo.
1.2. Igreja
no Novo Testamento
“Respondeu
Pedro a Jesus: Tu és o Cristo, Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16)
A partir
desta resposta, Jesus fez a enfática declaração revelando aos seus discípulos a
edificação, a jornada e futuro da sua igreja na terra.
A palavra
“Igreja” aparece tanto no singular como no plural aproximadamente 114 vezes no
texto original do Novo Testamento.
2. DIMENSÕES DA IGREJA NA TERRA
O termo
“Igreja” no Novo Testamento faz referência ao povo de Deus, dando destaque a
dois aspectos de sua constituição: Universal e local.
2.1. Igreja
Universal
É o conjunto
de todos os salvos em Cristo. É citado no Novo Testamento (1 Coríntios
15:51,52; 1 Tessalonicenses 4:16,17; Atos 20:28; 1 Coríntios 12:28; Efésios
1:22). No plano eterno de Deus, a Igreja universal foi arquitetada por ele.
2.2. Igreja
Local
Significa
reunião dos fiéis em um lugar especifico. A palavra “Igreja local”, em sentido
literal, abrange o conceito de ”congregar e reunir”. Trata-se de um local
especifico de reunião dos fieis. Já neste contexto, a Bíblia emprega a palavra
Igreja no plural (“Igrejas”), com o propósito de referir-se às igrejas locais
(Atos 9:31; 16.5; Romanos 16:4-5; 2 Coríntios 8:1; Gálatas 1:2).
3. SÍMBOLOS DA IGREJA
3.1. Firmeza
·
Edifício
(Efésios 2:21; 1 Coríntios 3:9)
·
Morada
de Deus (Efésios 2:22; Hebreus 3:2-4)
·
Templo
de Deus (Efésios 2:21; 1 Coríntios 6:19)
3.2.
Organismo
·
Corpo
de Cristo (Efésios 1:22,23; 1 Coríntios 12:12-27)
3.3.
Relacionamento
·
Noiva
de Cristo (2 Coríntios 11:2; Efésios 5:25-27)
·
Esposa
(Apocalipse 19:7; 21:9)
·
Família
de Deus (Efésios 2:19)
4. NECESSIDADE DE UM FUNDAMENTO
SÓLIDO
O ensino das
Escrituras deve ser antes de qualquer coisa, o Ensino Bíblico doutrinário e
extremamente de acordo com a mensagem divina revelada no Antigo e no Novo
Testamento. Somente nas Escrituras temos a única fonte do verdadeiro
conhecimento de Deus e suas doutrinas e da maravilhosa salvação em Cristo Jesus.
4.1. Cristo
está edificando a sua Igreja
O fundamento
e as colunas desse edifício são as doutrinas bíblicas fundamentais, as quais
dão sustentação a esse Edifício Espiritual (1 Coríntios 3:9,10,16).
A Igreja é
edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus é a
principal pedra de esquina (Efésios 2:20).
O texto
citado em Atos 2:42, refere-se ao ensinamento que os apóstolos receberam de
Jesus.
Segundo o
apostolo João, esse arcabouço de ensinos constituem a Doutrina de Cristo (2
João v.9). A doutrina, portanto, é o conjunto de ensino e crenças que
constituem o cânon de fé e prática do cristão.
Os apóstolos
foram comissionados por Jesus para serem os proclamadores do reino de Deus.
Jesus capacitou formal e espiritualmente os apóstolos para que interpretassem a
sua vida e seus ensinos conforme as Escrituras do Antigo Testamento (Lucas
24:44-47). Esse conjunto de interpretações dos ensinos, vida, morte e
ressurreição e exaltação de Cristo é chamado nas Escrituras Neotestamentárias
de Pregação, Evangelho ou Doutrina de Cristo. Não se limita apenas às palavras
ensinadas por Jesus, mas estende-se também ao ministério da encarnação do
Verbo, ministério terreno, paixão, morte, ressurreição e exaltação de Cristo.
✏FONTE : ADVEC
– TAQUARA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
– CLASSE DOS PROFESSORES LPD
n.º 51 – A
Gênese Triunfal da Igreja 3.º Trimestre de 2017
Capítulo 1: A Pedra do Fundamento
Ao iniciar o estudo de qualquer assunto, é
bom que se conheça seus princípios - a intenção ou plano original, e o primeiro
passo em sua história. Temos tais princípios da maneira mais clara e completa,
em relação à igreja, nas Sagradas Escrituras. Lá temos, não somente a intenção
original, mas os planos e especificações do grande Construtor, e o início da
história do trabalho de Suas próprias mãos. O fundamento foi colocado, e o
trabalho estava em andamento, mas o próprio Senhor era ainda o único
Construtor: portanto, a este tempo, tudo era real e perfeito.
No final da dispensação dos judeus, o
Senhor acrescentou o remanescente salvo de Israel à recém-formada igreja. No
entanto, no final da presente dispensação - a dispensação da graça, ou dos
cristãos - Ele levará todos os que creem em Seu nome para o Céu em corpos
glorificados. Nenhum dos que pertencem à igreja serão agregados à congregação
dos santos do milênio. "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido,
e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo
ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados
juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim
estaremos sempre com o Senhor." (1 Tessalonicenses 4:16-17). Este será o
feliz fechamento da história da igreja na Terra - a verdadeira esposa de
Cristo: os mortos ressuscitarão, os vivos serão transformados, e todos, em
corpos glorificados, arrebatados juntamente nas nuvens para se encontrarem com
o Senhor nos ares. Assim temos todo o limite da igreja definido, e todo o
período de sua história diante de nós. Retornemos, porém, ao alvorecer de seu
dia na Terra.
Sob a figura de um edifício, o Senhor
introduz, pela primeira vez, o assunto acerca da igreja. E tão infinitamente
precisas são Suas palavras, que podemos adotá-las como o texto, ou lema, de
toda sua história. Elas têm sustentado os corações e esperanças de Seu povo em
todas as eras, e em todas as circunstâncias, e serão sempre o baluarte da fé. O
que pode ser mais bendito, mais tranquilizador, mais apascentador, que estas
palavras? "SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA, E AS PORTAS DO
INFERNO NÃO PREVALECERÃO CONTRA ELA."
Em Mateus 16, o Senhor questiona Seus
discípulos acerca do que andavam dizendo os homens sobre Ele. Isto leva à
confissão de Pedro, e também à graciosa revelação do Senhor referente à Sua
igreja. Pode ser interessante transcrever toda a conversa para nossas páginas,
pois nos leva diretamente ao nosso assunto.
"E,
chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos,
dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João
o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes
ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o
Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado
és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai,
que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra
ela." (Mateus 16:13-18)
Aqui temos as duas principais coisas que
estão conectadas ao edifício proposto - a Pedra do Fundamento* e o divino
Construtor. "Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja". "Mas,
quem é, ou o que é, 'a pedra'?", alguns poderiam questionar. Claramente, a
resposta é: a confissão de Pedro; não o próprio Pedro, como ensina a apostasia.
Verdadeiramente, ele era uma pedra - uma pedra viva no novo templo; "Tu és
Pedro" - tu és uma pedra. Mas a revelação do Pai, por Pedro, da glória da
Pessoa de Seu Filho, é o fundamento sobre a qual a igreja é edificada -
"Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". A glória e a Pessoa do Filho
ressurreto é a verdade revelada aqui. "To não revelou a carne e o sangue,
mas meu Pai, que está nos céus". Imediatamente após a confissão de Pedro,
o Senhor dá a entender Sua intenção em edificar Sua igreja, e afirma sua
segurança eterna. "Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas
do inferno não prevalecerão contra ela."
Ele mesmo, a fonte da vida, não podia ser
vencido pela morte. Mas, ao morrer como o grande Substituto pelos pecadores,
Ele triunfou sobre a morte e a sepultura, e está vivo para sempre, como disse
ao apóstolo João após Sua ressurreição: "E [sou] o que vivo e fui morto,
mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e
do inferno." (Apocalipse 1:18). Quão majestosas e triunfantes são estas
palavras! São palavras de um conquistador - de Alguém que tem poder, mas um
poder sobre as portas do hades - o lugar dos espíritos separados de seus
corpos. As chaves - símbolo de autoridade e poder - estão penduradas em Seu
cinto. O golpe da morte pode cair sobre um cristão, mas o aguilhão dela se foi.
Ela, agora, vem como uma mensageira de paz para conduzir o cansado peregrino
para o descanso eterno da casa celestial. A morte não é mais mestre, mas sim
serva do cristão. "Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é
vosso; seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a
morte, seja o presente, seja o futuro; tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo
de Deus" (1 Coríntios 3:21-23)
A Pessoa de Cristo, então, o Filho do
Deus vivo - em Sua ressurreição e glória - é o fundamento, o sólido e imperecível
fundamento, sobre a qual a igreja é edificada. Como vivo dentre os mortos, Ele
comunica vida em ressurreição a todos que são edificados nEle como a verdadeira
pedra do fundamento. Pedro deixa isto claro em sua primeira Epístola: "E,
chegando-vos para ele, pedra viva... sois vós também quais pedras vivas,
edificados como casa espiritual" (1 Pedro 2:4-5). E mais adiante, no mesmo
capítulo ele diz: "E assim para vós, os que credes, é preciosa", ou
"uma honra", em outras versões (1 Pedro 2:7). Que possamos entender
essas duas preciosas verdades em conexão com nossa "Pedra do
Fundamento" - a vida divina e a preciosidade divina. Ambas são dadas e se
tornam posse de todos os que colocam sua confiança em Cristo.
"Chegando-vos a Ele", não a qualquer outra coisa; é à Pessoa de
Cristo que devemos ir, e com a qual devemos estar ligados. Sua vida - vida em
ressurreição - se torna nossa. A partir desse momento, Ele é nossa vida.
"Chegando-vos para ele, pedra viva... sois vós também quais pedras vivas,
edificados como casa espiritual". A própria vida de Cristo, como o Homem
ressuscitado, e tudo o que é Sua herança é também nossa. Oh, que surpreendente,
maravilhosa e bendita verdade! Quem não desejaria, acima de todas as coisas,
essa vida, e essa vida além do poder da morte - além das portas do hades? Uma
vitória eterna está gravada na vida ressurreta de Cristo, que não pode nunca
mais ser testada; esta é a vida do crente.
Porém, há mais que vida para cada pedra
viva no templo espiritual. Há também a preciosidade de Cristo. "E assim
para vós, os que credes, é preciosa". Portanto, do mesmo modo como a vida
de Cristo se torna nossa quando cremos nEle, assim também é Sua preciosidade. O
princípio é o mesmo para ambos. A vida pode ser vista como nossa capacidade de
desfrutar, e a preciosidade, como nosso título de possessão e herança nas
alturas. Suas honras, tútilos, dignidades, privilégios, possessões, glórias,
são nossas - tudo é nosso nEle. "Para aqueles que creem Ele é a
preciosidade". Que pensamento maravilhoso! "Ele amou a igreja, e a si
mesmo se entregou por ela" (Efésios 5:25). Tal é nossa Pedra do
Fundamento, e tal a bem-aventurança de todos os que estão sobre a Rocha. Assim
como Jacó, sendo peregrino e estrangeiro, descansou sobre a pedra no deserto, e
todo o panorama das riquezas celestiais em graça e glória passaram diante dele
(Gênesis 28).
(* Nota do tradutor. Do inglês rock foundation, corner
stone (ver Eph 2:20 e 1Pe 2:6) ou foundation stone (explicação no link, em
inglês). Pedra principal da esquina, ou pedra do fundamento. Do grego lithos
akrogoniaios: pedra pertencente à esquina (extremo canto), ou pedra principal
(aparece em Efésios 2.20 e 1 Pedro 2.6). Do hebraico eben pinnah: pedra
angular, ou principal da esquina (aparece em Isaías 28:16 e Salmo 118:22).
(Dicionário Strong de Grego e Hebraico)
)
Cristo, O Único Construtor de Sua
Igreja
Cristo, porém, é também o Construtor de
Sua igreja. O edifício contra o qual nenhuma artimanha ou poder do inimigo
poderia jamais prevalecer é a própria obra de Cristo, embora muitas vezes lemos
sobre outros edificadores que participaram dela. "Sobre esta pedra
edificarei a Minha igreja". É bom ser claro nesse ponto para que não
confundamos o que o homem edifica com o que Cristo edifica. Isto pode trazer
uma imensa confusão para a mente, tanto em relação à verdade de Deus quanto ao
presente estado da Cristandade, a menos que a distinção entre elas seja
claramente entendida. Não há a nada mais importante do que notar que aqui é
Cristo o único Construtor de Sua igreja, apesar de Paulo, Apolo e todos os
verdadeiros evangelistas terem sido pregadores que levaram pecadores a crer. A
obra do Senhor nas almas dos crentes é perfeita. É uma obra real, espiritual e
pessoal. Por meio de Sua graça em seus corações eles vão até Ele, como a uma
pedra viva, e são edificados sobre Ele que está ressurreto dentre os mortos.
Eles provaram que o Senhor é gracioso. Assim são as pedras vivas com as quais o
Senhor edifica Seu templo santo, e as portas do inferno nunca poderão prevalecer
contra isto. Assim, o próprio Pedro, e todos os apóstolos, e todos os crentes
são edificados como uma casa espiritual. Quando Pedro fala desse edifício em
sua primeira epístola, ele não diz nada sobre ele mesmo ser um construtor. Aqui
Cristo é o Construtor. É a obra dEle, e dEle somente. "Edificarei a Minha
igreja", disse Ele.
Vejamos agora, a partir da Palavra de
Deus, o que o homem edifica, que materiais usa, e o modo como trabalha. Em 1
Coríntios 3 e 2 Timóteo 2 temos isto diante de nós. "Uma grande casa"
é levantada pela instrumentalidade humana: que, de certo modo, é também a
igreja, e a casa de Deus, como lemos em 1 Timóteo 3:15 da "casa de Deus, a
igreja do Deus vivo". É também chamada de casa de Cristo em Hebreus 3,
"a qual casa somos nós". Mas a casa em breve se tornou tristemente
corrompida pela fraqueza e maldade humana. A autoridade da Palavra de Deus foi
deixada de lado por muitos, e a vontade do homem se tornou de máxima
importância. O efeito da filosofia humana nas simples instituições de Cristo
foi rápida e dolorosamente manifesta. Porém madeira, feno e palha nunca
poderiam ser "bem ajustados" com o ouro, a prata e as pedras
preciosas. A casa se tornou grandiosa no mundo, assim como a árvore de
mostarda, em cujos galhos se encontra uma inconveniente morada para toda
"ave imunda e odiável". A conexão com a "grande casa" dá ao
homem um status no mundo, muito diferente do Mestre, que foi desprezado e
rejeitado. O arquebispo está ao lado da realeza. Mas a igreja professa não é
apenas exteriormente grande, sendo ainda mais pretensiosa ao tentar colocar o
selo de Deus sobre sua própria obra ímpia. Essa é sua maior perversidade, e a
fonte de sua cegueira, confusão e mundanismo.
Paulo, como um homem escolhido pelo
Senhor para Sua obra, lançou os alicerces do "edifício de Deus" em
Corinto, e outros edificaram sobre ele. Mas nem todos edificaram com material
divino. O fundamento correto estava posto, e cada um deveria ver como edificava
sobre ele. Em conexão com o verdadeiro fundamento, alguns podiam edificar com
ouro, prata e pedras preciosas, e outros com madeira, feno e palha. Isto é,
alguns podiam ensinar a sã doutrina e procurar por uma fé viva em todos os que
desejassem entrar em comunhão, e outros podiam ensinar doutrinas erradas e receber
à comunhão da igreja pessoas nas quais não havia fé verdadeira, mas sim a mera
observância externa de ordenanças. Aqui a instrumentalidade, responsabilidade e
falha do homem entram. No entanto, o próprio edificador pode ser salvo pela fé
em Cristo, todavia sua obra é destruída.
Mas há ainda uma outra e pior classe de
edificadores, que corrompe o templo do Senhor, e são eles mesmos destruídos.
Citamos aqui, para a conveniência do leitor, a passagem integral. Nada poderia
ser mais claro. "Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como
sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como
edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está
posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um
edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada
um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será
descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou
nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar,
sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo... Se alguém
destruir o templo de Deus, Deus o destruirá." (1 Coríntios 3:10-17)
Podemos ainda observar nas palavras do
Senhor, "sobre esta pedra edificarei a Minha igreja", que Ele não
havia começado a construir ainda: Ele está dizendo aos discípulos o que Ele
ainda iria fazer. Ele não diz que já a edificou, ou que a está edificando, mas
que irá edificá-la. Isto ele começou a fazer no dia de Pentecostes.
Mas há uma outra verdade ainda mais
intimamente conectada com a história da igreja, e ligada à sua condição e
caráter na Terra, que devemos observar antes de darmos prosseguimento à sua
real história. Referimo-nos à verdade contida na expressão: "As chaves do
reino dos céus".
✏Livro – A HISTÓRIA
DA IGREJA
10. Deus ama a todos. Ele se agrada de qualquer um que - de onde for - tema a Ele e faça o que é justo.
{Leia: Atos 10:34-35}


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