segunda-feira, 8 de junho de 2015

LIÇÃO 11 - A ÚLTIMA CEIA







LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 22.7-20
- Chegou, porém, o dia da Festa dos Pães Asmos, em que importava sacri­ficar a Páscoa.
- E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a Páscoa, para que a comamos.
- E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos?
- E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar.
- E direis ao pai de família da casa: 0 mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comera Páscoa com os meus discípulos?
- Então, ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei os pre­parativos.
- E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a Páscoa.
14 - E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e, com ele, os doze apóstolos.
- E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça,
- porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus.
- E, tomando o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós,
- porque vos digo que já não be- berei do fruto da vide, até que venha o Reino de Deus.
- E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim.
- Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

HINOS SUGERIDOS: 53,22,482 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Explicar a instituição da Ceia do Senhor como ordenança.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
Q Analisar os antecedentes históricos da última ceia de Jesus.
O Expor a dinâmica da preparação, celebração e a substituição da Páscoa pela celebração da Ceia do Senhor.
0 Elencar os dois elementos da última ceia.




COMENTÁRIO

IN T R O D U Ç Ã O
Sem dúvida, a Páscoa era uma das festas mais importantes do judaísmo, e a sua celebração era carregada de valor simbólico. 
0 seu ritual era metódico e meticuloso pois lembrava um dos
PONTO
CENTRAL
A Ceia do Senhor é uma celebração que o nosso Senhor or­denou à Igreja até a sua vinda.
Ceia, por ocasião da celebração da última Páscoa, Jesus tinha em mente esses fatos. Sabedor de que a Páscoa era apenas um tipo do qual Ele era o antítipo (ou uma figura da qual Ele era o cumprimento), Ele demostrou alegria e satisfação por poder celebrá-la na companhia de seus discípulos. Apenas algumas horas depois, o Filho do Ho­mem estaria libertando o seu povo, não mais de um cativeiro humano, mas do cativeiro do pecado!
momentos mais importantes da história do povo de Deus da Antiga Aliança — a liber­tação do cativeiro egípcio! A sua celebração anual mo­bilizava toda a nação judaica.
Ouando instituiu a Santa

I. ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA ÚLTIMA CEIA
1. A instituição da páscoa judaica. A festa da Páscoa era uma das celebrações que ocorria na primavera. A palavra é derivada do verbo hebraico pasah, com o sentido de "passar por cima". Essa festa tem sua origem nos dias que antecedem o êxodo dos israelitas do Egito, conforme narrado em Êxodo 12. Até esse momen­to, Faraó relutava em deixar os
israelitas partirem conforme a determinação do Senhor. A conseqüência dessa obstina­ção do governante egípcio foi o julgamento divino que veio na forma de uma grande mortandade nos lares egípcios.
Somente os primogênitos das famílias egípcias seriam atingidos, pois os hebreus estavam protegidos com o sangue do cordeiro pascal (Êx 12.13). 0 sangue do cordeiro era um tipo do sangue de Cristo, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29; 1 Co 5.7).

2. O ritual da páscoa judaica. A páscoa judaica obedecia a um ritual deta­lhado (Dt 16.1-4). Todavia, de acordo com Êxodo 12.3-12, os preparativos teriam início aos dez do mês com a escolha de um cordeiro, ou cabrito, para cada família. A família, sendo pequena poderia então convidar o vizinho. 0 cordeiro, que seria guardado até ao décimo quarto dia, de­veria ser de um ano e sem defeito. No final do décimo quarto dia era imolado. O sangue era posto sobre as ombreiras e vergas das portas das casas judaicas. O cordeiro deveria ser comido assado e com pães asmos e ervas amargas. O resto que sobrasse deveria ser queimado. Os participantes da Páscoa deveriam ter os Lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Era a Páscoa do Senhor.

SÍNTESE DO TÓPICO I
A Páscoa judaica foi instituída com a finalidade de o povo de Israel preservar na memória o tão grande livramento de Deus: a libertação do Egito.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A refeição da Páscoa era parte importante da festividade. Exigia o sacrifício e a assadura de um cordeiro, pão sem fermento, ervas amargas e vi­nho. A pessoa devia comer a refeição da Páscoa na posição reclinada e depois do pôr-do-sol (no início do décimo quinto dia de nisã). Assim, antes que a refeição da Páscoa fosse celebrada, preparações cuidadosas tinham de ser feitas.
Lucas reconta como Jesus se prepara para comer a última refeição da Páscoa com os discípulos antes de sua morte. A expressão 'o dia da Festa dos Pães Asmos' se refere provavelmente ao dia antes da refeição, o décimo quarto dia de nisã, quando os judeus retiravam todo o fermento de suas casas em preparação à festa. Jesus instrui Pedro e João a fa­zerem os arranjos necessários, mas eles não têm ideia de onde Ele quer fazer a comemoração. Pelo fato de Jesus saber que Judas concordou em entregá-lo aos líderes religiosos (vv.21,22), Ele manteve o Lugar da refeição em segre­do. Durante a refeição da Páscoa, todos os judeus estariam a portas fechadas, e tal oportunidade ofereceria ocasião conveniente para Judas entregar Jesus às autoridades. Mas Jesus será preso na hora em que Ele escolher, e não quando os inimigos escolherem" (ARRINGTON, French L. Lucas. In ARRINGTON, French
L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.460).

II. A CELEBRAÇÃO DA ÚLTIMA CEIA
1. A preparação. Ao responder à pergunta dos discípulos sobre onde se daria os preparativos da Páscoa, Jesus encaminha-os a um homem com um cântaro de água (Lc 22.10). Lucas deixa claro que Cristo, como filho de Deus e capacitado pelo Espírito Santo, possuía conhecimento prévio dos fatos. O expo­sitor bíblico Anthony Lee Ash, observa que o homem com um cântaro de água seria facilmente notado, pois esse era um trabalho de mulher. Os hospedeiros costumavam oferecer suas casas durante a festa, em troca das peles de animais e utensílios usados para a refeição. O preparo da Páscoa incluiria a busca de fermento na casa e o preparo dos vários elementos da refeição.

2. A celebração e substituição.
Jesus possuía consciência de que a sua morte na cruz se aproximava e que Ele era o Cordeiro de Deus do qual o cordeiro da Páscoa era apenas um tipo (Jo 1.29).
Com certeza milhares de cordeiros foram sacrificados em Jeruslaém nessa data, mas somente Jesus era o "Cordeiro de Deus que tiraria o pecado do mundo" (Jo 1.29). Se a Páscoa judaica marcou a libertação do sofrimento do cativerio egípcio, agora Jesus, através do seu sofrimento, libertaria a humanidade da escravidão do pecado. Pedro e João fazem os preparativos exigi­dos sobre a última Páscoa {Lc 22.7-20) e é durante a celebração da última Páscoa que Jesus instituiu a Ceia do Senhor (Lc 22.19,20). No contexto da Nova Aliança a Ceia do Senhor substituiu a Páscoa
judaica (1 Co 11.20,23).

SÍNTESE D O TÓ PICO II
Foi numa Páscoa judaico que nosso
Senhor instituiu a Ceia, como uma ordenança para toda a Igreja.
III. OS ELEM EN TO S DA ÚLTIMA CEIA
1.0 vinho. 0 terceiro Evangelho faz referência ao uso do cálice por duas vezes, a primeira delas antes de mencionar o pão (Lc 22.17,20). Mas essa reversão da ordem dos elementos não modifica em nada o significado da Ceia. Nesse par­ticular, a Liturgia cristã segue o modelo dos outros evangelistas e de Paulo, onde o uso do vinho é precedido pelo pão (Mc 14.22-26; Mt 26.26-30; 1 Co 11.23-25).
Tomando o cálice, Jesus falou: "Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22.20). 0 sentido desse texto é que o vinho é um símbolo da Nova Aliança que foi selada com o sangue de Jesus, o Cordeiro de
Deus (Êx 12.6,7.13; 24.8; Zc 9.11; Is 53.12).
2.0 pão. Após toma r o pão, dar graças e partir, Jesus disse: "Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim" (Lc 22.19). Jesus usa a expressão: ''isto é o meu corpo" com sentido metafórico, da mesma forma que Ele disse: "Eu sou a porta" (Jo 10.9). 0 pão era um símbolo do corpo de Jesus da mesma forma que o vinho era do seu sangue. A palavra "ofe­recido" traduz o verbo grego didomi, que também possui o sentido de entregar. Esse mesmo verbo é usado nos textos de Isaías 53.6,10,12, onde há uma clara referência a um sacrifício (cf. Êx 30.14; Lv 22.14). 0 corpo de Jesus seria oferecido vicariamente em favor dos pecadores. 

SÍNTESE DO TÓPICO III
Os elementos da Ceia são o vinho, que simboliza o sangue de Jesus; o pão, que simboliza o corpo partido do Senhor.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Devido, em grande parte, à cono­tação um tanto mística que acompanha a palavra 'sacramento', a maioria dos pentecostais e evangélicos prefere o termo 'ordenança' para expressar o seu modo de entender o batismo e a Ceia do Senhor. Já na era da Reforma, alguns levantavam objeções à palavra 'sacramentos'. Preferiam falar em 'si­nais' ou 'selos' da graça. Tanto Lutero quanto Calvino empregavam o termo 'sacramento', mas chamavam atenção para o fato de que o usavam num sentido teológico diferente da implicação original da palavra em latim. O colega de Lutero, Philipp Melanchthon, preferia empregar o termo signis ('sinal'). Hoje, alguns que não se consideram 'sacramentalistas', ou seja, que não acham que a graça salvífica seja transmitida através dos sacramentos, continuam usando os termos 'sacramen­to' e 'ordenança' de modo sinônimo. Devemos interpretar cuidadosamente o sentido do termo de acordo com a relevância e implicações atribuídas à cerimônia pelos participantes. As or­denanças, determinadas por Cristo e celebradas por causa do seu mandamento e exemplo, não são vistas pela maioria dos pentecostais e evangélicos como capazes de produzir por si mesmas uma mudança espiritual, mas como símbolos ou formas de proclamação daquilo que Cristo já levou a efeito espiritualmente nas suas vidas" (HORTON, Stanley (Ed). Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.560).

CONCLUSÃO
Participar da Ceia do Senhor é um privilégio do qual todo cristão deve se alegrar. Não se trata de um ritual vazio, mas de uma celebração carregada de significado, porque aponta para o sacri­fício do calvário. A Ceia celebra a vitória de Cristo, o Cordeiro de Deus, sobre o pecado e suas conseqüências.
Ao participarmos da Ceia, devemos manter uma atitude de eterna gratidão ao Senhor por nos haver dado vida quando nos encontrávamos mortos em nossos delitos. Assim como os antigos judeus não deveriam celebrá-la com fermento em seus lares, da mesma forma não devemos comemorar a Ceia com o velho fermento do pecado. Celebremos a Ceia com os asmos da sinceridade.

" ENSINAR É UM ATO DE FÉ RIGOROSO "



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