Lição 10 – Uma viagem dramática a Roma
REVISTA CENTRAL GOSPEL
A Viagem de Paulo a Roma (60
d.C.)
A HISTÓRIA DA IGREJA
Atos 27. Chegou a hora em que Paulo
viajaria a Roma. Nenhum julgamento formal do apóstolo tinha acontecido. E, sem
dúvidas, cansado da oposição dos judeus - com dois anos de prisão em Cesareia -
e com repetidos exames diante dos governantes e de Agripa, ele tinha solicitado
um julgamento perante a corte imperial. Lucas, o historiador de Atos, e
Aristarco de Tessalônica, tiveram o privilégio de acompanhá-lo. Paulo foi
entregue aos cuidados de um centurião chamado Júlio, da guarda imperial: um
oficial que, em todas as ocasiões, tratou o apóstolo com grande gentileza e
consideração.
Foi então determinado que Paulo deveria
ser enviado juntamente com "alguns outros presos" pelo mar até a
Itália. "E, embarcando nós", diz Lucas, "em um navio adramitino,
partimos navegando pelos lugares da costa da Ásia, estando conosco Aristarco,
macedônio, de Tessalônica. E chegamos no dia seguinte a Sidom, e Júlio,
tratando Paulo humanamente, lhe permitiu ir ver os amigos, para que cuidassem
dele." (Atos 27:2,3). Partindo de Sidom eles foram forçados a navegar por
baixo do Chipre, pois os ventos eram contrários, e chegaram a Mirra, uma cidade
na Lícia. Aqui o centurião teve seus prisioneiros transferidos para um navio de
Alexandria em rota para a Itália. Neste navio, após deixarem Mirra, "por
muitos dias navegaram vagarosamente", pois o clima era desfavorável. Mas
navegando por baixo de Creta, eles chegaram em segurança em Bons Portos.
O inverno estava próximo, e se tornou
uma séria questão qual curso deveria ser tomado - se eles deviam permanecer em
Bons Portos durante o inverno, ou se deveriam procurar algum porto melhor.
Aqui devemos fazer uma breve pausa e
contemplar a maravilhosa posição de nosso apóstolo nessa séria consulta. Como
anteriormente com Festo e Agripa, ele se põe diante do capitão, do proprietário
do navio, do centurião e de toda tripulação, tendo a mente de Deus. Ele
aconselha, dirige e age como se ele fosse realmente o mestre do navio, no lugar
de ser um prisioneiro sob custódia de soldados. Ele aconselha para que fiquem
onde estão. Ele adverte-lhes de que iriam se encontrar com um clima violento se
se aventurassem ao alto mar, e que muito prejuízo seria feito ao navio e sua
carga, e que colocaria em risco a vida dos que estavam a bordo. Mas o mestre e
o proprietário do navio, que tinham o máximo interesse no próprio navio, se
deixaram guiar pelas circunstâncias e não pela fé; eles desejavam correr o
risco de buscar por um porto mais cômodo para invernar, e o centurião
naturalmente cedeu ao julgamento deles. Todos estavam contra o julgamento do
homem de fé - o homem de Deus - o homem que estava falando e agindo por Deus.
Até mesmo as circunstâncias no cenário ao redor deles parecia favorável à
opinião dos marinheiros, e não do apóstolo. Mas nada pode falsificar o
julgamento da fé. Este deve ser verdade a despeito de qualquer circunstância.
Foi, portanto, resolvido pela maioria de
que eles deveriam deixar Bons Portos, e navegar para Fenice como um porto mais
seguro para o inverno. O vento mudou nesse exato momento. Tudo parecia
favorecer os marinheiros. "E, soprando o sul brandamente...". Eles estavam tão otimistas que Lucas nos diz
que eles supunham que o propósito deles já estava realizado (v. 13). Estando em
acordo, eles levantaram âncora e, com uma brisa suave vinda do sul, o navio,
com suas "duzentas e setenta e seis almas" a bordo, partiu do porto
de Bons Portos. Mas mal eles contornaram o Cabo Matala, uma distância de apenas
quatro ou cinco milhas, e um vento forte vindo da costa pegou o navio, e o lançou
de tal maneira que já não era possível para o timoneiro mantê-lo em seu curso.
E, como observa Lucas, "nos deixamos ir à toa" (Atos 27:15), ou seja,
eles foram obrigados a deixar o navio ser levado pelo vento.
Mas nossa principal preocupação aqui é com
Paulo como o homem da fé. Quais devem ter sido os pensamentos e sentimentos de
seus companheiros passageiros nesse momento? Eles tinham confiado no vento, e
agora eles tinham que enfrentar a tempestade. Os solenes conselhos e avisos da
fé tinham sido rejeitados. Muitos, infelizmente, sem se importarem com os
avisos aqui registrados, e sob o lisonjeiro vento de circunstâncias favoráveis,
se lançaram na grande viagem da vida, totalmente desatentos e independentes da
voz da fé. Mas como o lisonjeiro vento que traiu o navio depois que saiu do
porto, tudo logo se torna uma furiosa tempestade no agitado mar da vida.
A Tempestade no Mar
Adriático
O termo "euro-aquilão" dado a
este tempestuoso vento indica, como nos é dito, uma tempestade de extrema
violência. Veio acompanhada pela agitação e rodopio das nuvens, e por um grande
abalo marítimo, com enormes ondas. O historiador sagrado agora procede dando um
relato preciso sobre o que foi feito do navio nessas perigosas circunstâncias.
Tendo corrido para o sotavento de Clauda, eles parecem ter escapado por um
momento da violência da tempestade. Isso lhes deu então uma oportunidade de
fazer preparações para a tempestade.
O dia após terem deixado Clauda - e a
violência da tempestade continuando - eles começaram a aliviar o navio,
lançando ao mar tudo o que poderia ser poupado. Todas as mãos pareciam estar
trabalhando. "E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia
seguinte aliviaram o navio. E ao terceiro dia nós mesmos, com as nossas
próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já
muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena
tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos." (Atos 27:18-20)
Nada poderia ser mais terrível para os
marinheiros antigos do que um céu continuamente cheio de nuvens, já que estavam
acostumados a serem guiados pela observação dos corpos celestiais. Foi nesse
momento de perplexidade e desespero que o apóstolo "pôs-se em pé" e
ergueu sua voz em meio à tempestade. E de suas palavras de simpatia aprendemos
que todo o sofrimento deles foi agravado pela dificuldade de se preparar
comida. "E, havendo já muito que não se comia, então Paulo, pondo-se em pé
no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó senhores, ter-me ouvido a
mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perda. Mas
agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de
nenhum de vós, mas somente o navio. Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de
quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas; importa
que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam
contigo. Portanto, ó senhores, tende bom ânimo; porque creio em Deus, que há de
acontecer assim como a mim me foi dito. É contudo necessário irmos dar numa
ilha." (Atos 27:21-26)
O
Naufrágio
O naufrágio não estava muito distante.
"E, quando chegou a décima quarta noite, sendo impelidos de um e outro
lado no mar Adriático, lá pela meia-noite suspeitaram os marinheiros que
estavam próximos de alguma terra. E, lançando o prumo, acharam vinte braças; e,
passando um pouco mais adiante, tornando a lançar o prumo, acharam quinze
braças." (Atos 27:27,28). Por quatorze dias e noites o pesado vendaval
continuou sem parar, tempo durante o qual o sofrimento deles deve ter sido além
de qualquer descrição.
No fim do décimo quarto dia, "lá
pela meia-noite", os marinheiros ouviram um som que indicava que eles
estavam se aproximando da terra. O som, sem dúvidas, vinha das ondas de
arrebentação, que se quebram nos rochedos. O tempo não podia ser desperdiçado,
então eles imediatamente lançaram quatro âncoras da popa, e ansiosamente
esperaram pelo amanhecer. Aqui houve uma tentativa natural, porém mesquinha,
dos marinheiros para salvarem suas próprias vidas. Eles baixaram o bote com o
professo propósito de lançar as âncoras da proa, porém com a intenção de
abandonar o navio a afundar. Paulo, vendo isso, e conhecendo seus verdadeiros
desígnios, imediatamente "disse ao centurião e aos soldados: Se estes não
ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos
do batel (bote), e o deixaram cair." (Atos 27:31,32). Assim, o conselho
divino do apóstolo foi o meio de salvar todos a bordo. "Se estes não
ficarem no navio, não podereis salvar-vos." (Atos 27:31). Já não mais o
capitão do navio ou sua tripulação eram procurados para buscar sabedoria e
segurança. Todo olho se voltava para Paulo, o prisioneiro - o homem da fé - o
homem que acredita e age de acordo com a revelação de Deus. Circunstâncias
frequentemente enganam quando olhamos para sua direção; a palavra de Deus é
nosso único guia seguro, seja em clima calmo ou desagradável.
Durante o ansioso intervalo que se
manteve até o amanhecer do dia, Paulo teve uma oportunidade de levantar sua voz
a Deus, e para o encorajamento de toda a companhia. Que cena de intenso
interesse deve ter sido! A noite escura e tempestuosa - o navio em perigo de
afundar ou de se despedaçar nos rochedos. Mas havia alguém a bordo que estava
perfeitamente feliz em meio a tudo isto. O estado do navio, as águas rasas e o
alarmante som das ondas não surtiam terror nele. Ele estava feliz no Senhor, e
em plena comunhão com Seus próprios pensamentos e propósitos. Tal é o lugar do
cristão em meio a toda tempestade, embora comparativamente poucos tomam esse
lugar: somente a fé pode alcançá-lo. Esta foi a última exortação de Paulo à
companhia do navio.
"E, entretanto que o dia vinha,
Paulo exortava a todos a que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo
quarto dia que esperais, e permaneceis sem comer, não havendo provado nada.
Portanto, exorto-vos a que comais alguma coisa, pois é para a vossa saúde;
porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós. E, havendo dito isto,
tomando o pão, deu graças a Deus na presença de todos; e, partindo-o, começou a
comer. E, tendo já todos bom ânimo, puseram-se também a comer." (Atos
27:33-36)
O único desejo deles agora era chegar
com o navio em terra e escapar. Embora não tivessem ainda conhecido a terra,
"enxergaram uma enseada que tinha praia" e se determinaram a encalhar
o navio ali. Então eles lançaram âncoras, largaram as amarras do leme, içaram a
vela maior e dirigiram-se para a praia. O navio, assim, conduzido, com a proa
encravada na praia, permaneceu imóvel, mas a popa se quebrou em pedaços pela
violência das ondas.
O navio de Paulo tinha agora alcançado a
costa, e mais uma vez o homem da fé foi necessário para a salvação das vidas de
todos os prisioneiros. O centurião, grandemente influenciado pelas palavras de
Paulo, e temendo por sua segurança, previne que os soldados matem os
prisioneiros, e ordena que aqueles que sabiam nadar deveriam se lançar primeiro
ao mar e chegar à terra, e que o resto deveria seguir em tábuas ou pedaços do
navio disponíveis. "E assim aconteceu que todos chegaram à terra a
salvo." (Atos 27:44). O salvamento deles foi completo, como Paulo tinha
predito que seria.
Paulo em
Malta
Atos 28. Os habitantes da ilha receberam
os náufragos estrangeiros com muita gentileza, e imediatamente acenderam um
fogo para aquecê-los. O historiador sagrado nos pinta um quadro vivo de toda a
cena. Vemos as pessoas descritas se movendo nela: o apóstolo recolhendo lenha
para o fogo - a víbora mordendo sua mão - os nativos pensando, a princípio, que
ele fosse um assassino, e depois que fosse um deus, pelo fato de ter escapado
ileso da mordida. Públios, o principal líder da ilha, os recebeu com cortesia
por três dias, e seu pai, que estava de cama com febre, foi curado por Paulo ao
impor suas mãos sobre ele e orar. Permitiram que o apóstolo obrasse muitos
milagres durante sua estadia na ilha, e toda companhia, por causa dele, foram
tidos com muita honra. Vemos que Deus está com Seu amado servo, e que ele
exercita, como de costume, seu poder entre os habitantes. Como a parte final da
viagem de Paulo a Roma é bastante próspera, havendo poucos incidentes
registrados, vamos tomar nota brevemente:
Após uma estadia de três meses em Malta,
os soldados e seus prisioneiros partiram em um navio de Alexandria para a
Itália. Eles passaram por Siracusa, onde ficaram por três dias: e em Régio, a
partir de onde tiveram um vento bom até Potéoli. Aqui eles "acharam alguns
irmãos", e enquanto passavam alguns dias com eles, desfrutando do
ministério do amor fraternal, as novidades sobre a chegada de Paulo chegaram
aos ouvidos dos cristãos de Roma. Eles logo enviaram alguns dos seus, que se
encontraram com Paulo e seus amigos na Praça de Ápio e nas Três Vendas. Um belo
exemplo e ilustração da comunhão dos santos. Quais deveriam ter sido os
sentimentos de nosso apóstolo nessa primeiro encontro com os cristãos da igreja
em Roma! Seu desejo há muito acalentado estava finalmente cumprido. Seu coração
estava cheio de louvor. "Ele deu graças a Deus", como diz Lucas,
"e tomou ânimo." (Atos 28:15)
A Chegada de Paulo a
Roma
Ao longo da Via Ápia, muito
provavelmente, Paulo e seus companheiros viajaram até Roma. Ao chegarem,
"o centurião entregou os presos ao capitão da guarda*; mas a Paulo se lhe
permitiu morar por sua conta à parte, com o soldado que o guardava." (Atos
28:16). Embora ele não tenha sido libertado do constante aborrecimento de estar
acorrentado a um soldado, todas as indulgências permitidas a um prisioneiro lhe
foram concedidas.
{* O sábio e humano Burrus era prefeito
da guarda pretoriana quando Júlio chegou com seus prisioneiros. Ele era um
romano virtuoso e sempre tratou Paulo com grande consideração e gentileza. -
Dicionário de Biografias do Dr. Smith }
Paulo tinha agora o privilégio "de
anunciar o evangelho aos que estavam em Roma" (Romanos 1:15); e prosseguiu
sem demora a agir de acordo com sua regra divina: "primeiro aos
judeus". Ele chama os principais dos judeus e explica a eles sua
verdadeira posição. Ele lhes assegura que não tinha cometido ofensa alguma
contra sua nação, ou contra os costumes dos pais, mas que ele tinha sido
trazido a Roma para responder a certas acusações feitas contra ele pelos judeus
na Palestina: e tão infundadas eram acusações, que até mesmo o governador
romano estava disposto a libertá-lo, mas os judeus se opunham à sua liberdade.
De fato era, como ele disse, que "pela esperança de Israel estou com esta
cadeia". (Atos 28:20). Seu único crime tinha sido sua firme fé nas
promessas de Deus a Israel através do Messias.
Os judeus romanos, em resposta,
asseguraram a Paulo que nenhum relato sobre os preconceitos sofridos tinha
chegado a Roma, e que eles desejavam ouvir dele mesmo uma declaração de sua fé;
e além disso, que em toda parte se falava mal dos cristãos. Um dia foi então
marcado para um encontro em seu próprio aposento. Na hora marcada muitos
vieram, "aos quais declarava com bom testemunho o reino de Deus, e
procurava persuadi-los à fé em Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas,
desde a manhã até à tarde." (Atos 28:23). Mas os judeus em Roma, assim
como em Antioquia e Jerusalém, foram tardios de coração em crer. "E alguns
criam no que se dizia; mas outros não criam." (Atos 28:24). Mas quão séria
e incansavelmente ele trabalhava para ganhar seus corações para Cristo! De
manhã até à tarde ele não apenas pregava a Cristo, mas procurava convencê-los a
respeito dEle. Ele procurou, podemos estar certos, persuadi-los a respeito da
Divindade e humanidade do Senhor - Seu perfeito sacrifício - Sua ressurreição,
ascensão e glória. Que lição e que assunto para o pregador em todas as épocas.
Persuadir homens a respeito de Jesus desde a manhã até à tarde.
A condição dos judeus é agora posta
diante de nós pela última vez. O juízo pronunciado por Isaías estava para cair
sobre eles em todo o seu poder fulminante - um juízo sob o qual permanecem até
hoje - um juízo que deve continuar até que Deus se interponha para dar-lhes
arrependimento, e para livrá-los por Sua graça à glória de Seu próprio nome.
Mas, em meio a tudo isso, "a salvação de Deus é enviada aos gentios, e
eles a ouvirão." (Atos 28:28), e, como sabemos - bendito seja Seu nome -
eles ouviram, e nós mesmos somos testemunhas disso. *
{* Veja Estudos Introdutórios ao Livro
de Atos, por W. Kelly}
"E Paulo ficou dois anos inteiros
na sua própria habitação que alugara, e recebia todos quantos vinham vê-lo;
pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas
pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum." (Atos
28:30,31)
Estas são as últimas palavras de Atos. A
cena na qual as cortinas se fecham é bastante sugestiva - a oposição da
incredulidade judaica quanto às coisas relacionadas à salvação de suas almas
sugerem, infelizmente, o que em breve se abateria sobre eles. E aqui, também,
acaba a história desse precioso servo de Deus, até onde nos foi diretamente
revelada. A voz do Espírito da verdade sobre este assunto torna-se silenciosa.
O conhecimento que temos sobre a subsequente história de Paulo deve agora ser
coletado quase que exclusivamente de suas próximas epístolas. E delas
aprendemos mais que mera história: elas nos dão um bendito vislumbre dos
sentimentos, conflitos, afetos e simpatias do grande apóstolo, e da condição da
igreja de Deus em geral, até o momento de seu martírio.
FONTE : http://a-historia-da-igreja.blogspot.com
08. Não importa para onde
você vá, seja diferente e anuncie a Verdade. Certas oportunidades não podem ser
desperdiçadas. {Leia:
Atos 8:4}
EM CONSTRUÇÃO


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