terça-feira, 13 de agosto de 2024

CPAD : O Deus que governa o Mundo e cuida da Família | Lição 7: A deposição da rainha Vasti e a ascensão de Ester

                                                       


                                     TEXTO ÁUREO

Antes, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

(Tg 4.6).

VERDADE PRÁTICA

Devemos nos conservar humildes, confiando na justiça de Deus, pois Ele governa a todos, abatendo ou exaltando.

 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Ester 1.10-12,16,17,19; 2.12-17.

Ester 1

10 — E, ao sétimo dia, estando já o coração do rei alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar e a Carcas, os sete eunucos que serviam na presença do rei Assuero,

11 — que introduzissem na presença do rei a rainha Vasti, com a coroa real, para mostrar aos povos e aos príncipes a sua formosura, porque era formosa à vista.

12 — Porém a rainha Vasti recusou vir conforme a palavra do rei, pela mão dos eunucos; pelo que o rei muito se enfureceu, e ardeu nele a sua ira.

16 — Então, disse Memucã na presença do rei e dos príncipes: Não somente pecou contra o rei a rainha Vasti, mas também contra todos os príncipes e contra todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero.

17 — Porque a notícia deste feito da rainha sairá a todas as mulheres, de modo que desprezarão a seus maridos aos seus olhos, quando se disser: Mandou o rei Assuero que introduzissem à sua presença a rainha Vasti, porém ela não veio.

19 — Se bem parecer ao rei, saia da sua parte um edito real, e escreva-se nas leis dos persas e dos medos, e não se revogue que Vasti não entre mais na presença do rei Assuero, e o rei dê o reino dela à sua companheira que seja melhor do que ela.

Ester 2

12 — E, chegando já a vez de cada moça, para vir ao rei Assuero, depois que fora feito a cada uma segundo a lei das mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias das suas purificações, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com as coisas para a purificação das mulheres),

13 — desta maneira, pois, entrava a moça ao rei; tudo quanto ela desejava se lhe dava, para ir da casa das mulheres à casa do rei;

14 — à tarde, entrava e, pela manhã, tornava à segunda casa das mulheres, debaixo da mão de Saasgaz, eunuco do rei, guarda das concubinas; não tornava mais ao rei, salvo se o rei a desejasse e fosse chamada por nome.

15 — Chegando, pois, a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu (que a tomara por sua filha), para ir ao rei, coisa nenhuma pediu, senão o que disse Hegai, eunuco do rei, guarda das mulheres; e alcançava Ester graça aos olhos de todos quantos a viam.

16 — Assim, foi levada Ester ao rei Assuero, à casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado.

17 — E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça e afez rainha em lugar de Vasti.

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

Esta lição apresenta o contraste entre duas mulheres, Vasti e Ester. Vasti, a rainha que foi deposta por se recusar a obedecer ao rei. Ester, a judia que se tornou rainha e teve como marca obedecer às orientações de seu primo Mardoqueu. Para aprofundar nesses contrastes estudaremos o banquete de Assuero e recusa de Vasti; a deposição de Vasti; a ascensão da jovem judia Ester. Nesta lição, também perceberemos a atributo incomunicável de Deus denominado de presciência. Ele conhece de antemão todas as ações humanas.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição: I) Explicar o banquete de Assuero e a recusa da rainha Vasti; II) Refletir a respeito da resistência e da deposição da rainha Vasti; III) Mostrar a ascensão de Ester ao posto de rainha.

B) Motivação: Obediência é um atributo bíblico muito importante para desenvolver a humildade cristã. O contrário da obediência é a desobediência que pode levar ao orgulho e a arrogância. Estas trazem consequências inevitáveis. A Palavra de Deus nos mostra que obedecer é melhor que o sacrificar (1Sm 15.22).

C) Sugestão de Método: Para concluir a lição, estabeleça um contraste a respeito dos comportamentos de Vasti e Ester: a) Vasti: recusa-se a ir festa do rei; b) Ester: a jovem judia que obedeceu aos conselhos de seu primo, Mardoqueu. Em seguida, mostre que tal comportamento obediente de Ester resultou na sua elevação de rainha. Esse posto, mais tarde, se mostrará crucial para o livramento que o Senhor nosso Deus fará em favor de seu povo. Neste livro, embora não esteja grafada, percebemos a providência divina atuando do início ao fim.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Há um tempo oportuno que Deus faz chegar para que sejamos instrumentos usados em suas mãos. Assim como Deus fez na vida de Ester, que aguardou o tempo oportuno para chegar ao posto de rainha, Ele requer que confiemos em seu favor para que o tempo oportuno também chegue em nossa vida para fazer a sua vontade.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 98, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A recusa da rainha Vasti”, localizado após o primeiro tópico, explica o contexto histórico-cultural do episódio; 2) O texto “Ester”, ao final do terceiro tópico, destaca um resumo biográfico da personagem.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Deus estabeleceu princípios imutáveis, pelos quais governa a todos os povos, independente de cultura, época ou lugar. Nesta lição, veremos o claro contraste entre as condutas de Vasti e de Ester, a obediente moça judia que ascendeu ao trono de rainha de um dos maiores impérios de todos os tempos, o Império Persa.

 

Palavra-Chave:

 

OBEDIÊNCIA

 AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

 “A RECUSA DA RAINHA VASTI

A rainha Vasti se recusou a desfilar diante dos amigos do rei, possivelmente por ser contra o costume persa uma mulher apresentar-se diante de uma reunião pública de homens. Este conflito entre o costume persa e a ordem do rei colocou-a em uma difícil situação, e ela escolheu não obedecer à ordem de seu marido embriagado, na esperança de que ele, mais tarde, recobrasse o juízo. Alguns sugerem que Vasti estava grávida de Artaxerxes, que nasceu em 483 a.C., e não queria ser vista em público naquele estado.

Qualquer que tenha sido o motivo, sua atitude foi uma quebra de protocolo que também colocou Assuero em situação difícil. Se uma ordem era expedida por um rei persa, ele nunca poderia revertê-la (leia nota sobre 1.19). Enquanto se preparava para invadir a Grécia, Assuero havia convidado muitos importantes oficiais de todo o império para ver o seu poder, riqueza e autoridade. Caso sua autoridade sobre a própria esposa fosse colocada em dúvida, sua credibilidade militar — o maior critério de sucesso para um rei da antiguidade — seria prejudicada. Além disso, o rei Assuero estava acostumado a ter o que queria” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.687).

 AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 “ESTER

Uma exilada judia que viveu na Pérsia durante o reinado de Assuero (Xerxes, 486-465 a.C.). O nome Ester vinha do persa stara, ‘estrela’, ou de Ishtar, uma deusa babilônia. Seu nome heb. era Hadassa, que significa ‘murta’. Ester era órfã e foi criada por seu primo Mardoqueu. Sua beleza foi o motivo de ter sido contada entre as virgens trazidas a Assuero para a seleção de uma rainha para reinar no lugar de Vasti. Foi escolhida, tornou-se rainha, e viveu no palácio em Susã (q.v.).

Ester também é notada por sua bravura e lealdade ao seu povo. Arriscando a própria vida, ao revelar, pela primeira vez, que era judia, fez uma súplica ao rei para assinar um novo decreto, desfazendo o decreto de Hamã contra os judeus” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.696).

CONCLUSÃO

Ester havia chegado ao posto em que, no tempo oportuno, seria um instrumento para cumprir os propósitos divinos. Um dos atributos incomunicáveis de Deus é a sua presciência. Somente Ele conhece, de antemão, todos os acontecimentos futuros (Is 46.9,10). Podemos confiar nossa vida inteiramente à sua direção, pois Ele sabe o que é melhor para nós (Jr 29.11).

VOCABULÁRIO

Eisegese: Interpretação de um texto atribuindo-lhe ideias do próprio leitor.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A DEPOSIÇÃO DA RAINHA VASTI E A ASCENSÃO DE ESTER

  A partir desta lição, seus alunos conhecerão com maiores detalhes o livro de Ester, a começar pela deposição da rainha Vasti para que os propósitos divinos se cumprissem por meio da judia Hadassa. Uma mensagem clara neste livro é que o governo de Deus está presente neste mundo. Não há autoridade que governe ou assuma o poder sem a permissão divina (Rm 13.1). Na época em que Ester foi aclamada rainha, alguns eventos ocorreram em tempo oportuno para que ela ascendesse ao trono. Dentre estes eventos podemos citar o convite do rei para que a rainha Vasti comparecesse em seu banquete, pois queria apresentá-la aos convidados da corte real. A rainha simplesmente recusou o convite, causando constrangimento ao rei. Depois disso, o rei consultou os sábios de seu reino para saber o que a lei orientava a respeito da conduta da rainha. Desde então, a história seguiu os preparativos para que Ester fosse escolhida rainha em lugar da deposta Vasti.

  Quanto aos detalhes da nova rainha, conforme descreve o Dicionário Bíblico Wycliffe (CPAD, 2006), o que se sabe é que ela era “uma exilada judia que viveu na Pérsia durante o reinado de Assuero (Xerxes, 486-465 a.C. O nome Ester vinda do persa stara, ‘estrela’, ou de Ishar, uma deusa babilônia. Seu nome hebraico era Hadassa, que significa ‘murta’. Ester era órfã e foi criada por seu primo Mardoqueu. Sua beleza foi o motivo de ter sido contada entre as virgens trazidas a Assuero para a seleção de uma rainha para reinar no lugar de Vasti. Foi escolhida, tornou-se rainha, e vivei no palácio em Susã” (p.696).

  A deposição de Vasti, bem como outros eventos que ocorreram nos dias em que Ester ascendeu ao trono como rainha, revelam o cuidado providencial de Deus mais uma vez para preservar Seu povo de ser aniquilado. Assim como foi nos dias de José, que se tornou governador do Egito (Gn 41.41-43), e também nos tempos do profeta Daniel, que foi exaltado no período do domínio babilônico (Dn 2.48), Ester foi inserida pelo próprio Deus na corte persa. Em Sua presciência, Deus pretendia usar alguém que tivesse Seu coração inclinado a atentar para causa dos judeus para que houvesse livramento. Essa mesma busca se assemelha ao chamado do profeta Isaías, quando ouviu do próprio Deus: “A quem enviarei?” (Is 6.8). Em nossos dias, o Senhor procura aqueles que se preocupam com a causa do Evangelho e se prontificam a ser instrumentos dEle para que haja livramento antes que venha o grande Dia do Senhor. Que tenhamos o coração de Ester; caso contrário, haverá livramento da parte de Deus de outra forma. E quem sabe não foi para tal tempo como este que o Senhor nos chamou para exercer o chamado ministerial? (Et 4.14). Ouçamos a voz de Deus!

  Lição 7: A deposição da rainha Vasti e a ascensão de Ester

CPAD : O Deus que governa o Mundo e cuida da Família — Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração

Comentarista: Silas Queiroz

 

INTRODUÇÃO

  Toda história tem um contexto. Não é diferente com a história de Ester. Cinquenta e seis anos depois da queda da Babilônia, ocorrida em 539 a.C., o Império Persa estava no auge da sua expansão. A sua grandeza é ressaltada logo no primeiro versículo do livro de Ester, macro cenário da extraordinária história que a obra registra: "E sucedeu, nos dias de Assuero (este é aquele Assuero que reinou, desde a Índia até à Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias)" (Et 1.1). O versículo seguinte (1.2) situa-nos no microcenário da narrativa, a fortaleza de Susa, a capital do novo império.

   Isaías e Jeremias haviam profetizado o fim do Império Babilônico e o surgimento desse novo reino (Is 45.1; 47.1; Jr 51.24).1 Quanto às origens de Ciro e do Império Persa ou Aquemênida, Eugene H. Merrill (2001, p. 507, 508) escreve:

  As raízes de Ciro originam-se com os medos e os persas. Ambos eram descendentes de tribos arianas que se moveram da Rússia em direção sul para o plató urartiano, e por volta de 1000 a.C. estabeleceram-se nas vizinhanças do lago Urmia (hoje geograficamente reconhecido como o extremo noroeste do Ira). Gradualmente, os medos se moveram para o leste e ocuparam o oeste do Ira, no sul do mar Cáspio, enquanto os persas migravam para o sul, estabelecendo-se no sudoeste do Irã, voltados para o Golfo Pérsico.

  A linhagem real de que Ciro fazia parte foi fundada por Acamenes, que reinou de 700 a 675. Foi ele quem emprestou seu nome para a dinastia acamenida.

  Seu filho Teispes (675-640) estendeu os territórios da Parsa (Pérsia) em direção sul, até atingir a Passárgada. Em razão da grande extensão do reino, Teispes dividiu-o entre seus dois filhos, Ariaramnes, no sul, e Ciro I, no norte. Ele também reconquistou sua independência não mais submetendo-se aos medos, os quais controlaram a Pérsia em cerca de 670.

  A linhagem de Ariaramnes (640-615) incluiu Arsames, Hispastes e Dario Hispastes; a de Ciro I (640-600) produziu Cambises I (600-559) e Ciro II (559- 530), o que criou o império. Cambises, estabelecido como governante da Pérsia após esta ser novamente tomada pelos medos e constituída uma provincia, casou-se com a filha do rei da Média, conhecida como Astiages. Deste casamento nasceu Ciro II, que unia em si mesmo as famílias da Média e da Pérsia.

  Ciro reinou de 539 a.C. até a sua morte, em plena batalha, no ano 530 a.C. O seu filho Cambises II reinou no seu lugar até 522 a.C., sendo sucedido por Gautama (522 a.C.), que usurpou o poder e foi assassinado no mesmo ano que subiu ao trono, sendo sucedido pelo líder da conspiração, Dario Histapes, pai de Xerxes (Assuero), que ficou conhecido por grandes realizações, como destaca Eugene H. Merrill (2001, p. 519):

  Com a paz e a estabilidade no governo, Dario deu início à implementação de grandes reformas administrativas. De grande importância cra 0 desenvolvimento contínuo de um sistema legal que já havia se tornado famoso pela inalterabilidade dos editos do rei. Tanto Daniel (6.8,12,15) quanto Ester (1.19) demonstraram estar cientes desse aspecto da jurisprudência persa. Bascando-se, sem dúvida, nas antigas leis precedentes, como o código de Hamurabi, o sistema de leis de Dario era administrado com, no mínimo, uma

preocupação teórica pela justiça.

  Outra realização foi a introdução de uma política fiscal completamente revisada. Dario padronizou a cunhagem de moedas e definiu as medidas para pesos e medidas, facilitando sensivelmente todo o comércio.

[...]

  Uma terceira área de bastante atividade foram os projetos de construção civil. Por volta de 521, Dario removeu sua capital para Susă, situada cerca de 482 quilômetros a noroeste da antiga capital, e lá construiu um belíssimo e suntuoso palácio, É a essa estrutura que Ester e Neemias se referem como a "cidadela de Susa" ("palácio de Susa" KJV). Mais tarde em seu reinado, Dario empreendeu a construção de uma nova cidade chamada Persépolis, onde ele intentava estabelecer permanentemente a capital do império. Ele chegou mesmo a dar início ao projeto, mas foi seu filho e sucessor Xerxes quem deu continuidade à obra e completou-a totalmente. Susă provavelmente continuou sendo a capital política e administrativa, ao passo que Persépolis tornou-se mais ou menos uma "casa de espetáculos", para onde os reis da Pérsia levavam seus convidados a fim de impressioná-los com toda sua beleza.

 I - O BANQUETE DE ASSUERO E A RECUSA DE VASTI

1. O rei Assuero

  Dario foi um rei de muitas pretensões expansionistas, marchando sobre os territórios do Egito e outras regiões da África, além da Índia, Ásia e Europa.3 Morreu no ano 486, depois do insucesso diante dos atenienses na batalha de Maratona. O seu filho Assuero assumiu o Império Persa naquele mesmo ano e governou-o por 20 anos (até 465). O seu nome grego é Xerxes (Khshayarshan, em persa), filho de Atossa, filha de Ciro.

   D. A. Carson (2009, p. 678) explica que a cidadela de Susa era a acrópole central (como se vê hoje nos sítios arqueológicos das antigas cidades gregas, como Atenas e Corinto), elevada acima do restante da cidade e fortificada para proteger o rei. Uma espécie de cidade alta.

 2. Um banquete público, outro exclusivo

  O primeiro fato registrado no livro de Ester foi o grande banquete que Assuero ofereceu aos seus príncipes e servos de todo o Império, o que incluía, além da nobreza da Pérsia e da Média, os governadores das 127 províncias. Com o banquete, o imperador queria "mostrar as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza [...]", o que fez por 180 dias (Et 1.4). Essa longa duração dos festejos é muito discutida pelos eruditos. Não se sabe se as festas e cerimônias foram ininterruptas ou se aconteceram conforme chegavam as delegações, vindas de todas as partes do vastíssimo Império Persa. Essa última hipótese é a mais provável, como opinam alguns estudiosos. É nesse sentido o pensamento de Joyce E. Every-Clayton (2020, p. 129):

  A recepção durou cento e oitenta dias, uma grande sequência de festas. Os convidados por certo compareceram em momentos diferentes, cada um passando talvez uns poucos dias na capital. De outra maneira, teríamos de entender que a administração do império esteve paralisada por seis meses.

  Outro fator a ser considerado eram as enormes distâncias da maioria das províncias, que demandavam longos dias de viagens. Acredita-se que, além de contemplarem a grandeza do reino, as delegações vindas das províncias eram consultadas por Assuero sobre os seus planos de reeditar a tentativa do seu pai Dario de tomar as cidades gregas. Every-Clayton entende que os seis meses serviram para Assuero tratar dessa campanha com os generais e conselheiros do seu reino. Isso se mostra muito plausível pela leitura da obra do historiador grego Heródoto (484-425 a.C.), conhecido como "o pai da História", na qual se tem, em detalhes, como cada província participou da empreitada militar, fornecendo grandes exércitos, que, somados, alcançavam 2.641.610 soldados para combates por terra e mar. É bem provável que a ocasião tenha servido para Assuero certificar-se de como poderia contar com os povos vassalos e os seus exércitos, combinando com eles a adesão ao seu mega projeto expansionista.

  Cumpridos os seis meses, Assuero ofereceu um banquete para os moradores da cidadela ou fortaleza de Susă no pátio do jardim do seu palácio, que era "um prédio quadrado com mais de 100 metros de cada lado, com setenta e duas colunas de pedra de 20 a 25 metros de altura" (Walton et al., ibid., 628). Embora fosse uma festa menor, para as classes inferiores, como observa Every-Claiton (ibid., p. 129), havia muito luxo e ostentação, além de bebida à vontade. A festa foi programada para sete dias (Et 1.5-8). Decerto, ficaria desconfortável para o imperador receber visitantes ilustres durante longos seis meses e não tirar um tempo para festejar com os seus súditos, que viviam nos arredores do seu palácio, na acrópole de Susā. Ester 1.5 registra que o público-alvo era o "povo [da] fortaleza de Susa", mesmo porque seria dificil imaginar que fosse possível comportar todos os habitantes da grande cidade de Susă nos jardins do palácio.

   Foi durante essa festa local, mais propriamente no sétimo dia, que Assuero decidiu ordenar que lhe trouxessem a sua mulher, a rainha Vasti que alguns estudiosos acreditam ser a mesma Améstris, citada por Heródoto no seu livro História. Alguns linguistas consideram que Vasti e Améstris são as traduções hebraica e grega, respectivamente, do mesmo nome

persa (Walton et al. p. 629). Ao mesmo tempo que Assuero, Vasti também ofereceu um banquete, porém restrito às mulheres da casa real (Et 1.9). Havia, portanto, diferenças fundamentais entre os banquetes de Assuero e de Vasti. O banquete do rei era para todo o povo: homens e mulheres, ricos e pobres (Et 1.5); já o da rainha era exclusivista: apenas para as mulheres do palácio. Não se sabe a razão dessa diferenciação, pelo fato de não haver nenhum registro do mundo antigo de mulheres comendo separadamente dos homens ou de banquetes exclusivos para cada um desses grupos (Walton et al., p. 629). Isso poderia representar, portanto, uma atitude excludente de Vasti, bem alinhada com a reação que teve diante do convite ou ordem do rei.

  3. O convite à rainha

  No sétimo dia do seu banquete, depois de ter bebido bastante, Assuero já estava no estágio de euforia. O texto bíblico diz que "o coração do rei [estava] alegre do vinho" (Et 1.10). Foi quando decidiu ordenar que lhe trouxessem a rainha Vasti, "com a coroa real, para mostrar aos povos e aos príncipes a sua formosura, porque era formosa à vista" (Et 1.11). Como já observado, tratava-se de um ambiente festivo, com ampla participação popular. A rainha negou-se a acompanhar os sete eunucos que o rei enviou para conduzi-la à sua presença (Rt 1.12).

 II - VASTI RESISTE À ORDEM DO REI E É DEPOSTA

  1. A recusa da rainha

São muitas as opiniões acerca das condutas do rei e da rainha nesse episódio. Fato é que não se verifica no texto bíblico qualquer justificativa para a atitude de Vasti. Outrossim, ao considerar-se correta a sua postura, há que se qualificar como despótica a conduta de Assuero. No que isso resulta? Em considerar que Vasti perdeu a sua posição injustamente e que Ester foi guindada ao seu lugar através de um processo impróprio, numa espécie de usurpação do trono. Isso pode representar a perda da legitimidade de Ester, o que não é compatível com a narrativa bíblica. O mais coerente, portanto, é ficar com o que as Escrituras apresentam: um ato inusitado da rainha, que expôs o rei a uma situação vexatória diante dos seus súditos e convidados.

  Para justificar a recusa de Vasti, alguns estudiosos citam comentários rabínicos, segundo os quais a ordem do rei seria para que a rainha fosse apresentada nua, portando apenas a coroa real. Essa ideia, contudo, não faz sentido diante do contexto geral da narrativa. Era uma festa pública, nos jardins do palácio. E ainda que fosse uma festa reservada a um seleto grupo de nobres, não há nos registros históricos da época evidência alguma desse tipo de prática. Também não se pode alegar que a recusa da rainha seja decorrente do seu recato, principalmente se ela for, como se cogita, a mesma Améstris citada por Heródoto, uma mulher astuta e sanguinária. Uma das atitudes sanguinárias de Améstris contada por Heródoto é a mutilação da esposa do irmão de Assuero, Masistes, que a rainha ordenou depois de descobrir o envolvimento do rei com a filha da cunhada.

  Se a ordem de Assuero tivesse sido dada durante o banquete oferecido aos nobres e poderosos das provincias do reino, poderíamos até cogitar que o motivo seria expor a beleza de Vasti aos estrangeiros, no interior do palácio. A rainha, contudo, foi chamada à presença do rei no sétimo dia do banquete público, oferecido ao povo da cidadela de Susa, nos jardins do palácio, como já afirmado. Isso enfraquece a interpretação de que Vasti teria que fazer uma espécie de desfile em traje sensual diante dos príncipes. O versículo 11 do capítulo 1 informa que o rei queria mostrar Vasti "aos povos e aos príncipes". Assim, a característica popular do banquete fica evidente. Além disso, o local, o "pátio do jardim do palácio real" (1.5), é uma eloquente razão para ponderarmos se não é preciso muita simpatia por Vasti para acolher as interpretações comumente feitas de que o rei queria expor sensualmente os dotes físicos dela diante da nobreza.

  Sendo público o banquete, porventura pretendia Assuero expor a nudez da rainha para o povo da cidadela de Susa?

Não seria mais prudente evitar qualquer juízo valorativo sobre a atitude de Vasti, como fez o autor sagrado, e deixar que os personagens da história avaliem a sua conduta?

  2. A aplicação da lei

Diversos intérpretes bíblicos consideram que a atitude de Assuero foi motivada pelo seu estado de embriaguez. De fato, o rei estava sob influência do vinho quando ordenou a vinda de Vasti, mas a sua decisão de depô-la do cargo não aconteceu de repente, de forma intempestiva ou autoritária. Um rei bêbado teria dado uma ordem imediata para trazerem Vasti à força ou, então, logo a consideraria deposta do trono, sem qualquer ponderação. Os fatos não se deram assim. Apesar da sua fúria, Assuero suportou o constrangimento público de receber de volta os eunucos sem a rainha. Passado o episódio, levou o caso ao exame dos sábios do seu reino, entendidos nas leis e no direito persa (Et 1.13). Liderados por um colegiado composto de sete conselheiros, os sábios entraram à presença do rei para analisar a conduta de Vasti e orientá-lo como decidir. Não há como desconsiderar que havia na pergunta do rei alguma expressão de prudência. Ele quis saber "o que, segundo a lei, se devia fazer da rainha Vasti, por não haver cumprido [o seu mandado]" (1.15). Assuero estava numa situação difícil. Como poderia ele exercer o governo do império se não tinha autoridade sobre a sua mulher? O que lhe permitia a lei fazer nesse caso?

  Um rei que quisesse agir a qualquer custo jamais faria uma consulta jurídica, buscando saber o que poderia fazer na forma da lei ou da jurisprudência dos medos e persas.

    3. A sentença de Vasti

Examinado o caso, Memucă, um dos sábios, aconselhou ao rei que depusesse Vasti. Apontou como argumento a grande repercussão do caso. A conduta da rainha seria um péssimo exemplo para todas as mulheres do reino, e isso provocaria desrespeito e discórdia nos lares (1.17,18). Memucă apelou para uma espécie de garantia da ordem pública. O seu conselho agradou a Assuero e aos seus nobres. O rei decretou

a deposição de Vasti e enviou cartas a todas as províncias, estabelecendo "que cada homem fosse senhor em sua casa" (Et 1.22).

  O que se observa, portanto, é que os personagens da história reprovaram a conduta de Vasti. Quanto a Assuero, apesar de ser um rei ímpio, a sua resolução está em conformidade com o que a Palavra de Deus estabelece (Ef 5.23). Uma das qualificações exigidas do líder cristão é exatamente esta: exercer o governo da própria casa. O princípio bíblico apresentado por Paulo é: o homem que não lidera em casa não é apto para cuidar da Igreja de Deus (1 Tm 3.4,5). A falta de clareza na definição dos papéis do pai e da mãe tem sido altamente prejudicial para o desenvolvimento dos filhos em todas as áreas da vida. Como consequência, toda a sociedade é prejudicada. Um assunto aparentemente privado tem uma inequívoca dimensão de caráter público.

   III - ESTER: A JUDIA TORNA-SE RAINHA EM TERRA ESTRANHA

 1. Quatro anos depois

  Algum tempo depois dos dois grandes banquetes que ofereceu em Susă, Assuero lançou-se numa campanha militar contra a Grécia. Para tanto, reuniu exércitos das suas principais províncias ao longo de todo o Oriente Próximo, África, Ásia e Europa, diante da adesão de muitas cidades gregas, já aliadas da Pérsia desde os dias do seu pai, Dario. O historiador Lloyd Lllewelly-Jones (2023) vale-se de várias fontes, incluindo Heródoto, para também narrar em detalhes a investida persa sobre a Grécia, uma verdadeira epopeia que se transformaria num rotundo fracasso. Assuero cometeu algumas insanidades durante a sua expedição, errou em muitos cálculos e estratégias e terminou frustrado na sua empreitada, principalmente por haver decidido lançar-se a uma arriscada batalha naval, a batalha de Salamina. Lllewelly-Jones (p. 288) narra o fatídico desfecho da guerra, ocorrido no ano 480 a.C.:

   A espinha dorsal da marinha de Xerxes [Assuero] foi destroçada em Salamina. Teria sido dificil para ele construir rapidamente uma nova frota. Além disso, a infantaria e a cavalaria não podiam mais depender de suprimentos trazidos por navios. E assim, exaustos e desmoralizados, os persas foram forçados a recuar da Ática. Xerxes passou o inverno em Tebas, ruminando seus erros e punindo os erros dos outros [...]. Deve ter sido uma viagem de regresso extremamente dificil para todos os envolvidos, mas sobretudo para Xerxes. Ele havia rompido com os exemplos militares de seus antepassados Ciro, Cambises e Dario, cujas vitórias na guerra fizeram o império crescer em tamanho e poderio.

Agora que deixava a Grécia, Xerxes sabia que havia despertado um ninho de vespas e estava deixando para trás um povo rebelde e espinhoso, cuja resistência ao Império Persa continuaria a crescer.

  A campanha militar empreendida por Assuero contra as cidades gregas durou cerca de quatro anos, período que está encravado entre o primeiro e o segundo capítulo do livro de Ester. Enquanto o primeiro capítulo fala dos banquetes e da deposição de Vasti, o segundo já apresenta o processo de escolha da nova rainha, ocorrido após o retorno de Assuero das terras gregas, provavelmente no ano 479 a.C. O texto diz: "Passadas essas coisas, e apaziguado já o furor do rei Assuero, lembrou-se de Vasti, e do que fizera, e do que se tinha decretado a seu respeito" (Et 2.1). Observa-se que Assuero lembrou-se de Vasti, porém não sem considerar a sua conduta "lembrou-se de Vasti, e do que fizera", o que também indica que, mesmo passados quatro anos, o rei não ponderou estar errado e ser necessário retroceder. Embora não seja razoável esperar de um monarca como Assuero a admissão do seu erro, novamente se observa um silêncio no texto quanto a qualquer juízo de valor relacionado à conduta de Vasti.

   O que se percebe, mais uma vez, é que a reação de Assuero à negativa de Vasti em atendê-lo não pode ser tida como resultado do seu estado de embriaguez ou, pelo menos, não exclusivamente, pois o texto bíblico permite entender que a fúria do rei só foi apaziguada muito depois dos fatos (2.1). Ο efeito do álcool já havia passado há muito tempo. Fica claro, portanto, que a indignação do rei não foi de momento; apenas fruto da sua embriaguez. Agora, com a mudança de humor do monarca, os seus servos viram uma ocasião propícia para sugerir-lhe a escolha de uma substituta para Vasti, o que se deu no ano 479 a.C.

 2. O universo da escolha

  Na Antiguidade, a elevação de uma mulher ao trono decorria mais comumente de um casamento entre famílias nobres, geralmente por arranjos diplomáticos, mas também poderia acontecer pelo critério da beleza, numa escolha feita entre moças virgens do reino. Esse modelo ocorria na Pérsia, conforme Lloyd Lllewelyn-Jones descreve na sua obra (ibid., p. 202-217). O livro de Ester apresenta, com nítida naturalidade, a adoção desse método: OS auxiliares de Assuero aconselharam-no a escolher moças virgens de todas as províncias para que fossem trazidas ao palácio e, dentre elas, fosse escolhida a nova rainha.

  Apesar de governar um império de cultura tradicional, com longas sucessões entre famílias originárias da Média e da Pérsia, Assuero decidiu acolher a sugestão dos seus servos do palácio, autorizando, assim, o processo seletivo. Moças de todas as províncias do reino foram selecionadas. Não havia restrição quanto à origem étnica ou racial. A única exigência é que fossem virgens e formosas (Et 2.2-4). O concurso foi divulgado, e muitas moças foram levadas a Susa e Ester estava entre elas. Podemos ver a mão de Deus nisso tudo, porque foi a adoção desse método que permitiu que uma judia chegasse ao trono. Deus estava providencialmente dirigindo todo o processo.

  O judeu Mardoqueu morava próximo ao palácio, e com ele, Ester, que era órfã de pai e mãe, que ele criara como filha. Levada à casa do rei, Ester ficou sob os cuidados de Hegai, guarda das mulheres, de quem logo conquistou a simpatia (2.7-9). O texto faz-nos entender que havia uma graça especial na vida de Ester (2.9). Embora o texto não diga, não há outra conclusão: o Deus que esteve com José estava também com Ester (Gn 39.2,21,23).

 3. A obediência de Ester

  Mardoqueu ordenou a Ester que não declarasse o seu povo e a sua parentela. Não sabemos a razão dessa ordem, já que não havia restrição étnica no processo de escolha da nova rainha. Talvez Mardoqueu tivesse conhecimento da existência de inimigos do povo judeu que poderiam interferir no processo de escolha da nova rainha. Mesmo sem qualquer explicação sobre a proibição, Ester obedeceu à risca a ordem de Mardoqueu (Et 2.10). Em tempos de tanta exigência de explicações, inclusive no âmbito familiar, Ester também nos dá o exemplo da importância de obedecer sem contestar.

  A obediente Ester desfrutava do especial cuidado de Mardoqueu, que passava diariamente diante do pátio da casa das mulheres para saber como ela estava (2.11). Havia respeito e atenção mútuos entre Mardoqueu e Ester. Findos os 12 meses de preparação portanto, já no ano 478 a.C., chegou a vez de Ester ser levada à presença de Assuero:

  E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça e a fez rainha em lugar de Vasti. (2.15-17)

  A celebração foi grande. O rei convidou a todos os seus príncipes e servos para a festa de Ester, decretou feriado em todo o reino e agiu com grande generosidade, distribuindo presentes (2.18).

 CONCLUSÃO

  Ester chegar ao trono foi o sinal de que Deus, na sua presciência, agiu para a preservação do povo judeu, que, não muito tempo depois, seria vítima do ódio de Hamă e correria o risco de total extermínio por força de um decreto real. A presciência é um dos atributos incomunicáveis de Deus. Somente Ele sabe de antemão todos os acontecimentos futuros (Is 46.9,10). Podemos confiar nossa vida inteiramente à sua direção, pois Ele sabe o que é melhor para nós. Com obediência e humildade, Ester estava no lugar certo para, no tempo certo, cumprir os propósitos divinos.

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  O capítulo 47 de Isaías descreve a soberba da Babilonia, motivo da sua queda.

2 O professor Lloyd Llewellyn-Jones (2023, p. 13,49) apresenta uma detalhada árvore genealógica da dinastia Aquemênida, identificando a sua origem em povos tribais nomades da Eurásia Central que se fixaram no planalto iraniano. Eram migrantes pastoris, cuja principal ocupação era a criação de gado.

3 A parte europeia do Império Persa era a região grega então conhecida como Trácia, que correspondente atualmente a parte dos territórios da Grécia, Turquia e Bulgária.

4 Não existem evidências históricas que comprovem que Vasti seja a mesma Améstris citada pelos historiadores. Apenas opiniões de estudiosos neste sentido.

O Deus que governa o Mundo e cuida da Família — Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração

 Silas Queiroz

 

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Qual a diferença entre o banquete de Assuero e o de Vasti?

Assuero ofereceu um banquete para todo o povo de Susã, no pátio do jardim de seu palácio. Vasti também ofereceu um banquete, porém, restrito para as mulheres do palácio (Et 1.9).

2. Qual o procedimento adotado por Assuero para decidir o futuro da rainha?

Ele submeteu o caso ao exame dos sábios de seu reino, entendidos nas leis e no direito dos medos e persas (Et 1.13,14).

3. Que resolução foi acompanhada do seu decreto de deposição de Vasti?

Ele decretou a deposição de Vasti. Além disso, enviou cartas a todas as províncias, estabelecendo “que cada homem fosse senhor em sua casa” (Et 1.22).

4. Quais os critérios para a escolha da nova rainha?

Não havia restrição quanto à origem étnica ou racial. A única exigência é que fossem virgens e formosas (Et 2.2-4).

5. O que se destaca na obediência de Ester?

Mardoqueu ordenou a Ester que não declarasse seu povo e sua parentela. Qual a razão dessa ordem? Não sabemos ao certo, já que não havia restrição étnica no processo de escolha da nova rainha. Mesmo sem entender o motivo da proibição, Ester obedeceu à risca a ordem de Mardoqueu (Et 2.10). Ela não exigia explicação para obedecer.

 








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