TEXTO ÁUREO
“Antes, dá maior
graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”
(Tg 4.6).
VERDADE PRÁTICA
Devemos nos conservar humildes, confiando na justiça de Deus, pois Ele
governa a todos, abatendo ou exaltando.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Ester
1.10-12,16,17,19; 2.12-17.
Ester
1
10
— E, ao sétimo dia, estando já o coração do
rei alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar e a
Carcas, os sete eunucos que serviam na presença do rei Assuero,
11
— que introduzissem na presença do rei a
rainha Vasti, com a coroa real, para mostrar aos povos e aos príncipes a sua
formosura, porque era formosa à vista.
12
— Porém a rainha Vasti recusou vir conforme a
palavra do rei, pela mão dos eunucos; pelo que o rei muito se enfureceu, e
ardeu nele a sua ira.
16
— Então, disse Memucã na presença do rei e
dos príncipes: Não somente pecou contra o rei a rainha Vasti, mas também contra
todos os príncipes e contra todos os povos que há em todas as províncias do rei
Assuero.
17
— Porque a notícia deste feito da rainha
sairá a todas as mulheres, de modo que desprezarão a seus maridos aos seus
olhos, quando se disser: Mandou o rei Assuero que introduzissem à sua presença
a rainha Vasti, porém ela não veio.
19
— Se bem parecer ao rei, saia da sua parte um
edito real, e escreva-se nas leis dos persas e dos medos, e não se revogue que
Vasti não entre mais na presença do rei Assuero, e o rei dê o reino dela à sua
companheira que seja melhor do que ela.
Ester
2
12
— E, chegando já a vez de cada moça, para vir
ao rei Assuero, depois que fora feito a cada uma segundo a lei das mulheres,
por doze meses (porque assim se cumpriam os dias das suas purificações, seis
meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com as coisas para a
purificação das mulheres),
13
— desta maneira, pois, entrava a moça ao rei;
tudo quanto ela desejava se lhe dava, para ir da casa das mulheres à casa do
rei;
14
— à tarde, entrava e, pela manhã, tornava à
segunda casa das mulheres, debaixo da mão de Saasgaz, eunuco do rei, guarda das
concubinas; não tornava mais ao rei, salvo se o rei a desejasse e fosse chamada
por nome.
15
— Chegando, pois, a vez de Ester, filha de
Abiail, tio de Mardoqueu (que a tomara por sua filha), para ir ao rei, coisa
nenhuma pediu, senão o que disse Hegai, eunuco do rei, guarda das mulheres; e
alcançava Ester graça aos olhos de todos quantos a viam.
16
— Assim, foi levada Ester ao rei Assuero, à
casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado.
17
— E o rei amou a Ester mais do que a todas as
mulheres, e ela alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as
virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça e afez rainha em lugar de Vasti.
PLANO
DE AULA
1.
INTRODUÇÃO
Esta lição apresenta o contraste entre duas
mulheres, Vasti e Ester. Vasti, a rainha que foi deposta por se recusar a
obedecer ao rei. Ester, a judia que se tornou rainha e teve como marca obedecer
às orientações de seu primo Mardoqueu. Para aprofundar nesses contrastes
estudaremos o banquete de Assuero e recusa de Vasti; a deposição de Vasti; a
ascensão da jovem judia Ester. Nesta lição, também perceberemos a atributo
incomunicável de Deus denominado de presciência. Ele conhece de antemão todas
as ações humanas.
2.
APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A)
Objetivos da Lição: I) Explicar o banquete de Assuero e a recusa
da rainha Vasti; II) Refletir a respeito da resistência e da deposição da
rainha Vasti; III) Mostrar a ascensão de Ester ao posto de rainha.
B)
Motivação: Obediência é um atributo bíblico muito
importante para desenvolver a humildade cristã. O contrário da obediência é a
desobediência que pode levar ao orgulho e a arrogância. Estas trazem
consequências inevitáveis. A Palavra de Deus nos mostra que obedecer é melhor
que o sacrificar (1Sm 15.22).
C)
Sugestão de Método: Para concluir a lição, estabeleça um contraste
a respeito dos comportamentos de Vasti e Ester: a) Vasti: recusa-se a ir festa
do rei; b) Ester: a jovem judia que obedeceu aos conselhos de seu primo,
Mardoqueu. Em seguida, mostre que tal comportamento obediente de Ester resultou
na sua elevação de rainha. Esse posto, mais tarde, se mostrará crucial para o
livramento que o Senhor nosso Deus fará em favor de seu povo. Neste livro,
embora não esteja grafada, percebemos a providência divina atuando do início ao
fim.
3.
CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A)
Aplicação: Há um tempo oportuno que Deus faz chegar para
que sejamos instrumentos usados em suas mãos. Assim como Deus fez na vida de
Ester, que aguardou o tempo oportuno para chegar ao posto de rainha, Ele requer
que confiemos em seu favor para que o tempo oportuno também chegue em nossa
vida para fazer a sua vontade.
4.
SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A)
Revista Ensinador Cristão. Vale a pena
conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de
apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 98, p.39, você encontrará um
subsídio especial para esta lição.
B)
Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios
que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A recusa da rainha
Vasti”, localizado após o primeiro tópico, explica o contexto
histórico-cultural do episódio; 2) O texto “Ester”, ao final do terceiro
tópico, destaca um resumo biográfico da personagem.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Deus estabeleceu princípios imutáveis, pelos quais
governa a todos os povos, independente de cultura, época ou lugar. Nesta lição,
veremos o claro contraste entre as condutas de Vasti e de Ester, a obediente
moça judia que ascendeu ao trono de rainha de um dos maiores impérios de todos
os tempos, o Império Persa.
Palavra-Chave:
OBEDIÊNCIA
AUXÍLIO
VIDA CRISTÃ
“A RECUSA DA RAINHA VASTI
A rainha Vasti se recusou a desfilar diante dos
amigos do rei, possivelmente por ser contra o costume persa uma mulher
apresentar-se diante de uma reunião pública de homens. Este conflito entre o
costume persa e a ordem do rei colocou-a em uma difícil situação, e ela
escolheu não obedecer à ordem de seu marido embriagado, na esperança de que
ele, mais tarde, recobrasse o juízo. Alguns sugerem que Vasti estava grávida de
Artaxerxes, que nasceu em 483 a.C., e não queria ser vista em público naquele
estado.
Qualquer que tenha sido o motivo, sua atitude foi
uma quebra de protocolo que também colocou Assuero em situação difícil. Se uma
ordem era expedida por um rei persa, ele nunca poderia revertê-la (leia nota
sobre 1.19). Enquanto se preparava para invadir a Grécia, Assuero havia
convidado muitos importantes oficiais de todo o império para ver o seu poder,
riqueza e autoridade. Caso sua autoridade sobre a própria esposa fosse colocada
em dúvida, sua credibilidade militar — o maior critério de sucesso para um rei
da antiguidade — seria prejudicada. Além disso, o rei Assuero estava acostumado
a ter o que queria” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de
Janeiro: CPAD, 2004, p.687).
AUXÍLIO
BIBLIOGRÁFICO
“ESTER
Uma exilada judia que viveu na Pérsia durante o
reinado de Assuero (Xerxes, 486-465 a.C.). O nome Ester vinha do persa stara,
‘estrela’, ou de Ishtar, uma deusa babilônia. Seu nome heb. era Hadassa, que significa
‘murta’. Ester era órfã e foi criada por seu primo Mardoqueu. Sua beleza foi o
motivo de ter sido contada entre as virgens trazidas a Assuero para a seleção
de uma rainha para reinar no lugar de Vasti. Foi escolhida, tornou-se rainha, e
viveu no palácio em Susã (q.v.).
Ester também é notada por sua bravura e lealdade ao
seu povo. Arriscando a própria vida, ao revelar, pela primeira vez, que era
judia, fez uma súplica ao rei para assinar um novo decreto, desfazendo o
decreto de Hamã contra os judeus” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio
de Janeiro: CPAD, 2010, p.696).
CONCLUSÃO
Ester havia chegado ao posto em que, no tempo
oportuno, seria um instrumento para cumprir os propósitos divinos. Um dos
atributos incomunicáveis de Deus é a sua presciência. Somente Ele conhece, de
antemão, todos os acontecimentos futuros (Is 46.9,10). Podemos confiar nossa
vida inteiramente à sua direção, pois Ele sabe o que é melhor para nós (Jr
29.11).
VOCABULÁRIO
Eisegese: Interpretação de um texto atribuindo-lhe ideias do próprio leitor.
SUBSÍDIOS
ENSINADOR CRISTÃO
A
DEPOSIÇÃO DA RAINHA VASTI E A ASCENSÃO DE ESTER
A partir
desta lição, seus alunos conhecerão com maiores detalhes o livro de Ester, a
começar pela deposição da rainha Vasti para que os propósitos divinos se
cumprissem por meio da judia Hadassa. Uma mensagem clara neste livro é que o
governo de Deus está presente neste mundo. Não há autoridade que governe ou
assuma o poder sem a permissão divina (Rm 13.1). Na época em que Ester foi
aclamada rainha, alguns eventos ocorreram em tempo oportuno para que ela
ascendesse ao trono. Dentre estes eventos podemos citar o convite do rei para
que a rainha Vasti comparecesse em seu banquete, pois queria apresentá-la aos
convidados da corte real. A rainha simplesmente recusou o convite, causando
constrangimento ao rei. Depois disso, o rei consultou os sábios de seu reino
para saber o que a lei orientava a respeito da conduta da rainha. Desde então,
a história seguiu os preparativos para que Ester fosse escolhida rainha em
lugar da deposta Vasti.
Quanto aos
detalhes da nova rainha, conforme descreve o Dicionário Bíblico
Wycliffe (CPAD, 2006), o que se sabe é que ela era “uma exilada judia
que viveu na Pérsia durante o reinado de Assuero (Xerxes, 486-465 a.C. O nome
Ester vinda do persa stara, ‘estrela’, ou de Ishar, uma deusa babilônia. Seu
nome hebraico era Hadassa, que significa ‘murta’. Ester era órfã e foi criada
por seu primo Mardoqueu. Sua beleza foi o motivo de ter sido contada entre as
virgens trazidas a Assuero para a seleção de uma rainha para reinar no lugar de
Vasti. Foi escolhida, tornou-se rainha, e vivei no palácio em Susã” (p.696).
A deposição
de Vasti, bem como outros eventos que ocorreram nos dias em que Ester ascendeu
ao trono como rainha, revelam o cuidado providencial de Deus mais uma vez para
preservar Seu povo de ser aniquilado. Assim como foi nos dias de José, que se
tornou governador do Egito (Gn 41.41-43), e também nos tempos do profeta
Daniel, que foi exaltado no período do domínio babilônico (Dn 2.48), Ester foi
inserida pelo próprio Deus na corte persa. Em Sua presciência, Deus pretendia
usar alguém que tivesse Seu coração inclinado a atentar para causa dos judeus
para que houvesse livramento. Essa mesma busca se assemelha ao chamado do
profeta Isaías, quando ouviu do próprio Deus: “A quem enviarei?” (Is 6.8). Em
nossos dias, o Senhor procura aqueles que se preocupam com a causa do Evangelho
e se prontificam a ser instrumentos dEle para que haja livramento antes que
venha o grande Dia do Senhor. Que tenhamos o coração de Ester; caso contrário,
haverá livramento da parte de Deus de outra forma. E quem sabe não foi para tal
tempo como este que o Senhor nos chamou para exercer o chamado ministerial? (Et
4.14). Ouçamos a voz de Deus!
Lição 7: A
deposição da rainha Vasti e a ascensão de Ester
CPAD : O Deus que governa o Mundo e cuida da
Família — Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa
geração
Comentarista: Silas Queiroz
INTRODUÇÃO
Toda história tem um contexto. Não é
diferente com a história de Ester. Cinquenta e seis anos depois da queda da
Babilônia, ocorrida em 539 a.C., o Império Persa estava no auge da sua
expansão. A sua grandeza é ressaltada logo no primeiro versículo do livro de
Ester, macro cenário da extraordinária história que a obra registra: "E
sucedeu, nos dias de Assuero (este é aquele Assuero que reinou, desde a Índia
até à Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias)" (Et 1.1). O
versículo seguinte (1.2) situa-nos no microcenário da narrativa, a fortaleza de
Susa, a capital do novo império.
Isaías e Jeremias haviam profetizado o fim
do Império Babilônico e o surgimento desse novo reino (Is 45.1; 47.1; Jr
51.24).1 Quanto às origens de Ciro e do Império Persa ou Aquemênida, Eugene H.
Merrill (2001, p. 507, 508) escreve:
As
raízes de Ciro originam-se com os medos e os persas. Ambos eram descendentes de
tribos arianas que se moveram da Rússia em direção sul para o plató urartiano,
e por volta de 1000 a.C. estabeleceram-se nas vizinhanças do lago Urmia (hoje
geograficamente reconhecido como o extremo noroeste do Ira). Gradualmente, os
medos se moveram para o leste e ocuparam o oeste do Ira, no sul do mar Cáspio,
enquanto os persas migravam para o sul, estabelecendo-se no sudoeste do Irã,
voltados para o Golfo Pérsico.
A
linhagem real de que Ciro fazia parte foi fundada por Acamenes, que reinou de
700 a 675. Foi ele quem emprestou seu nome para a dinastia acamenida.
Seu
filho Teispes (675-640) estendeu os territórios da Parsa (Pérsia) em direção
sul, até atingir a Passárgada. Em razão da grande extensão do reino, Teispes
dividiu-o entre seus dois filhos, Ariaramnes, no sul, e Ciro I, no norte. Ele
também reconquistou sua independência não mais submetendo-se aos medos, os
quais controlaram a Pérsia em cerca de 670.
A
linhagem de Ariaramnes (640-615) incluiu Arsames, Hispastes e Dario Hispastes;
a de Ciro I (640-600) produziu Cambises I (600-559) e Ciro II (559- 530), o que
criou o império. Cambises, estabelecido como governante da Pérsia após esta ser
novamente tomada pelos medos e constituída uma provincia, casou-se com a filha
do rei da Média, conhecida como Astiages. Deste casamento nasceu Ciro II, que
unia em si mesmo as famílias da Média e da Pérsia.
Ciro reinou de 539 a.C. até a sua morte, em
plena batalha, no ano 530 a.C. O seu filho Cambises II reinou no seu lugar até
522 a.C., sendo sucedido por Gautama (522 a.C.), que usurpou o poder e foi
assassinado no mesmo ano que subiu ao trono, sendo sucedido pelo líder da
conspiração, Dario Histapes, pai de Xerxes (Assuero), que ficou conhecido por
grandes realizações, como destaca Eugene H. Merrill (2001, p. 519):
Com a paz e a estabilidade no governo, Dario
deu início à implementação de grandes reformas administrativas. De grande
importância cra 0 desenvolvimento contínuo de um sistema legal que já havia se
tornado famoso pela inalterabilidade dos editos do rei. Tanto Daniel
(6.8,12,15) quanto Ester (1.19) demonstraram estar cientes desse aspecto da
jurisprudência persa. Bascando-se, sem dúvida, nas antigas leis precedentes,
como o código de Hamurabi, o sistema de leis de Dario era administrado com, no
mínimo, uma
preocupação
teórica pela justiça.
Outra realização foi a introdução de uma
política fiscal completamente revisada. Dario padronizou a cunhagem de moedas e
definiu as medidas para pesos e medidas, facilitando sensivelmente todo o
comércio.
[...]
Uma terceira área de bastante atividade foram
os projetos de construção civil. Por volta de 521, Dario removeu sua capital
para Susă, situada cerca de 482 quilômetros a noroeste da antiga capital, e lá
construiu um belíssimo e suntuoso palácio, É a essa estrutura que Ester e
Neemias se referem como a "cidadela de Susa" ("palácio de
Susa" KJV). Mais tarde em seu reinado, Dario empreendeu a construção de
uma nova cidade chamada Persépolis, onde ele intentava estabelecer permanentemente
a capital do império. Ele chegou mesmo a dar início ao projeto, mas foi seu
filho e sucessor Xerxes quem deu continuidade à obra e completou-a totalmente.
Susă provavelmente continuou sendo a capital política e administrativa, ao
passo que Persépolis tornou-se mais ou menos uma "casa de
espetáculos", para onde os reis da Pérsia levavam seus convidados a fim de
impressioná-los com toda sua beleza.
I - O BANQUETE DE ASSUERO E A RECUSA DE VASTI
1. O rei Assuero
Dario foi um rei de muitas pretensões
expansionistas, marchando sobre os territórios do Egito e outras regiões da
África, além da Índia, Ásia e Europa.3 Morreu no ano 486, depois do insucesso
diante dos atenienses na batalha de Maratona. O seu filho Assuero assumiu o
Império Persa naquele mesmo ano e governou-o por 20 anos (até 465). O seu nome
grego é Xerxes (Khshayarshan, em persa), filho de Atossa, filha de Ciro.
D. A. Carson (2009, p. 678) explica que a
cidadela de Susa era a acrópole central (como se vê hoje nos sítios
arqueológicos das antigas cidades gregas, como Atenas e Corinto), elevada acima
do restante da cidade e fortificada para proteger o rei. Uma espécie de cidade
alta.
2. Um banquete público, outro exclusivo
O primeiro fato registrado no livro de Ester
foi o grande banquete que Assuero ofereceu aos seus príncipes e servos de todo
o Império, o que incluía, além da nobreza da Pérsia e da Média, os governadores
das 127 províncias. Com o banquete, o imperador queria "mostrar as
riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza
[...]", o que fez por 180 dias (Et 1.4). Essa longa duração dos festejos é
muito discutida pelos eruditos. Não se sabe se as festas e cerimônias foram
ininterruptas ou se aconteceram conforme chegavam as delegações, vindas de todas
as partes do vastíssimo Império Persa. Essa última hipótese é a mais provável,
como opinam alguns estudiosos. É nesse sentido o pensamento de Joyce E.
Every-Clayton (2020, p. 129):
A recepção durou cento e oitenta dias, uma grande sequência de festas.
Os convidados por certo compareceram em momentos diferentes, cada um passando
talvez uns poucos dias na capital. De outra maneira, teríamos de entender que a
administração do império esteve paralisada por seis meses.
Outro fator a ser considerado eram as enormes
distâncias da maioria das províncias, que demandavam longos dias de viagens.
Acredita-se que, além de contemplarem a grandeza do reino, as delegações vindas
das províncias eram consultadas por Assuero sobre os seus planos de reeditar a
tentativa do seu pai Dario de tomar as cidades gregas. Every-Clayton entende
que os seis meses serviram para Assuero tratar dessa campanha com os generais e
conselheiros do seu reino. Isso se mostra muito plausível pela leitura da obra
do historiador grego Heródoto (484-425 a.C.), conhecido como "o pai da
História", na qual se tem, em detalhes, como cada província participou da
empreitada militar, fornecendo grandes exércitos, que, somados, alcançavam
2.641.610 soldados para combates por terra e mar. É bem provável que a ocasião tenha
servido para Assuero certificar-se de como poderia contar com os povos vassalos
e os seus exércitos, combinando com eles a adesão ao seu mega projeto
expansionista.
Cumpridos os seis meses, Assuero ofereceu um
banquete para os moradores da cidadela ou fortaleza de Susă no pátio do jardim
do seu palácio, que era "um prédio quadrado com mais de 100 metros de cada
lado, com setenta e duas colunas de pedra de 20 a 25 metros de altura"
(Walton et al., ibid., 628). Embora fosse uma festa menor, para as classes
inferiores, como observa Every-Claiton (ibid., p. 129), havia muito luxo e
ostentação, além de bebida à vontade. A festa foi programada para sete dias (Et
1.5-8). Decerto, ficaria desconfortável para o imperador receber visitantes
ilustres durante longos seis meses e não tirar um tempo para festejar com os
seus súditos, que viviam nos arredores do seu palácio, na acrópole de Susā.
Ester 1.5 registra que o público-alvo era o "povo [da] fortaleza de
Susa", mesmo porque seria dificil imaginar que fosse possível comportar
todos os habitantes da grande cidade de Susă nos jardins do palácio.
Foi durante essa festa local, mais
propriamente no sétimo dia, que Assuero decidiu ordenar que lhe trouxessem a
sua mulher, a rainha Vasti que alguns estudiosos acreditam ser a mesma
Améstris, citada por Heródoto no seu livro História. Alguns linguistas
consideram que Vasti e Améstris são as traduções hebraica e grega,
respectivamente, do mesmo nome
persa
(Walton et al. p. 629). Ao mesmo tempo que Assuero, Vasti também ofereceu um
banquete, porém restrito às mulheres da casa real (Et 1.9). Havia, portanto,
diferenças fundamentais entre os banquetes de Assuero e de Vasti. O banquete do
rei era para todo o povo: homens e mulheres, ricos e pobres (Et 1.5); já o da
rainha era exclusivista: apenas para as mulheres do palácio. Não se sabe a
razão dessa diferenciação, pelo fato de não haver nenhum registro do mundo
antigo de mulheres comendo separadamente dos homens ou de banquetes exclusivos
para cada um desses grupos (Walton et al., p. 629). Isso poderia representar,
portanto, uma atitude excludente de Vasti, bem alinhada com a reação que teve
diante do convite ou ordem do rei.
3. O convite à rainha
No sétimo dia do seu banquete, depois de ter
bebido bastante, Assuero já estava no estágio de euforia. O texto bíblico diz
que "o coração do rei [estava] alegre do vinho" (Et 1.10). Foi quando
decidiu ordenar que lhe trouxessem a rainha Vasti, "com a coroa real, para
mostrar aos povos e aos príncipes a sua formosura, porque era formosa à vista"
(Et 1.11). Como já observado, tratava-se de um ambiente festivo, com ampla
participação popular. A rainha negou-se a acompanhar os sete eunucos que o rei
enviou para conduzi-la à sua presença (Rt 1.12).
II - VASTI RESISTE À ORDEM DO REI E É DEPOSTA
1. A recusa da rainha
São
muitas as opiniões acerca das condutas do rei e da rainha nesse episódio. Fato
é que não se verifica no texto bíblico qualquer justificativa para a atitude de
Vasti. Outrossim, ao considerar-se correta a sua postura, há que se qualificar
como despótica a conduta de Assuero. No que isso resulta? Em considerar que
Vasti perdeu a sua posição injustamente e que Ester foi guindada ao seu lugar
através de um processo impróprio, numa espécie de usurpação do trono. Isso pode
representar a perda da legitimidade de Ester, o que não é compatível com a
narrativa bíblica. O mais coerente, portanto, é ficar com o que as Escrituras
apresentam: um ato inusitado da rainha, que expôs o rei a uma situação
vexatória diante dos seus súditos e convidados.
Para justificar a recusa de Vasti, alguns
estudiosos citam comentários rabínicos, segundo os quais a ordem do rei seria
para que a rainha fosse apresentada nua, portando apenas a coroa real. Essa
ideia, contudo, não faz sentido diante do contexto geral da narrativa. Era uma
festa pública, nos jardins do palácio. E ainda que fosse uma festa reservada a
um seleto grupo de nobres, não há nos registros históricos da época evidência
alguma desse tipo de prática. Também não se pode alegar que a recusa da rainha seja
decorrente do seu recato, principalmente se ela for, como se cogita, a mesma
Améstris citada por Heródoto, uma mulher astuta e sanguinária. Uma das atitudes
sanguinárias de Améstris contada por Heródoto é a mutilação da esposa do irmão
de Assuero, Masistes, que a rainha ordenou depois de descobrir o envolvimento
do rei com a filha da cunhada.
Se a ordem de Assuero tivesse sido dada
durante o banquete oferecido aos nobres e poderosos das provincias do reino,
poderíamos até cogitar que o motivo seria expor a beleza de Vasti aos
estrangeiros, no interior do palácio. A rainha, contudo, foi chamada à presença
do rei no sétimo dia do banquete público, oferecido ao povo da cidadela de
Susa, nos jardins do palácio, como já afirmado. Isso enfraquece a interpretação
de que Vasti teria que fazer uma espécie de desfile em traje sensual diante dos
príncipes. O versículo 11 do capítulo 1 informa que o rei queria mostrar Vasti
"aos povos e aos príncipes". Assim, a característica popular do
banquete fica evidente. Além disso, o local, o "pátio do jardim do palácio
real" (1.5), é uma eloquente razão para ponderarmos se não é preciso muita
simpatia por Vasti para acolher as interpretações comumente feitas de que o rei
queria expor sensualmente os dotes físicos dela diante da nobreza.
Sendo público o banquete, porventura
pretendia Assuero expor a nudez da rainha para o povo da cidadela de Susa?
Não
seria mais prudente evitar qualquer juízo valorativo sobre a atitude de Vasti,
como fez o autor sagrado, e deixar que os personagens da história avaliem a sua
conduta?
2. A aplicação da lei
Diversos
intérpretes bíblicos consideram que a atitude de Assuero foi motivada pelo seu
estado de embriaguez. De fato, o rei estava sob influência do vinho quando
ordenou a vinda de Vasti, mas a sua decisão de depô-la do cargo não aconteceu
de repente, de forma intempestiva ou autoritária. Um rei bêbado teria dado uma
ordem imediata para trazerem Vasti à força ou, então, logo a consideraria
deposta do trono, sem qualquer ponderação. Os fatos não se deram assim. Apesar
da sua fúria, Assuero suportou o constrangimento público de receber de volta os
eunucos sem a rainha. Passado o episódio, levou o caso ao exame dos sábios do
seu reino, entendidos nas leis e no direito persa (Et 1.13). Liderados por um
colegiado composto de sete conselheiros, os sábios entraram à presença do rei
para analisar a conduta de Vasti e orientá-lo como decidir. Não há como
desconsiderar que havia na pergunta do rei alguma expressão de prudência. Ele
quis saber "o que, segundo a lei, se devia fazer da rainha Vasti, por não
haver cumprido [o seu mandado]" (1.15). Assuero estava numa situação
difícil. Como poderia ele exercer o governo do império se não tinha autoridade
sobre a sua mulher? O que lhe permitia a lei fazer nesse caso?
Um rei que quisesse agir a qualquer custo jamais faria uma consulta jurídica, buscando saber o que poderia fazer na forma da lei ou da jurisprudência dos medos e persas.
3. A sentença de Vasti
Examinado
o caso, Memucă, um dos sábios, aconselhou ao rei que depusesse Vasti. Apontou
como argumento a grande repercussão do caso. A conduta da rainha seria um
péssimo exemplo para todas as mulheres do reino, e isso provocaria desrespeito
e discórdia nos lares (1.17,18). Memucă apelou para uma espécie de garantia da
ordem pública. O seu conselho agradou a Assuero e aos seus nobres. O rei
decretou
a
deposição de Vasti e enviou cartas a todas as províncias, estabelecendo
"que cada homem fosse senhor em sua casa" (Et 1.22).
O que se observa, portanto, é que os
personagens da história reprovaram a conduta de Vasti. Quanto a Assuero, apesar
de ser um rei ímpio, a sua resolução está em conformidade com o que a Palavra
de Deus estabelece (Ef 5.23). Uma das qualificações exigidas do líder cristão é
exatamente esta: exercer o governo da própria casa. O princípio bíblico
apresentado por Paulo é: o homem que não lidera em casa não é apto para cuidar
da Igreja de Deus (1 Tm 3.4,5). A falta de clareza na definição dos papéis do
pai e da mãe tem sido altamente prejudicial para o desenvolvimento dos filhos
em todas as áreas da vida. Como consequência, toda a sociedade é prejudicada.
Um assunto aparentemente privado tem uma inequívoca dimensão de caráter
público.
III - ESTER: A JUDIA TORNA-SE RAINHA EM TERRA ESTRANHA
1. Quatro anos depois
Algum tempo depois dos dois grandes banquetes
que ofereceu em Susă, Assuero lançou-se numa campanha militar contra a Grécia.
Para tanto, reuniu exércitos das suas principais províncias ao longo de todo o
Oriente Próximo, África, Ásia e Europa, diante da adesão de muitas cidades
gregas, já aliadas da Pérsia desde os dias do seu pai, Dario. O historiador
Lloyd Lllewelly-Jones (2023) vale-se de várias fontes, incluindo Heródoto, para
também narrar em detalhes a investida persa sobre a Grécia, uma verdadeira
epopeia que se transformaria num rotundo fracasso. Assuero cometeu algumas
insanidades durante a sua expedição, errou em muitos cálculos e estratégias e
terminou frustrado na sua empreitada, principalmente por haver decidido lançar-se
a uma arriscada batalha naval, a batalha de Salamina. Lllewelly-Jones (p. 288)
narra o fatídico desfecho da guerra, ocorrido no ano 480 a.C.:
A
espinha dorsal da marinha de Xerxes [Assuero] foi destroçada em Salamina. Teria
sido dificil para ele construir rapidamente uma nova frota. Além disso, a infantaria
e a cavalaria não podiam mais depender de suprimentos trazidos por navios. E
assim, exaustos e desmoralizados, os persas foram forçados a recuar da Ática.
Xerxes passou o inverno em Tebas, ruminando seus erros e punindo os erros dos
outros [...]. Deve ter sido uma viagem de regresso extremamente dificil para
todos os envolvidos, mas sobretudo para Xerxes. Ele havia rompido com os
exemplos militares de seus antepassados Ciro, Cambises e Dario, cujas vitórias
na guerra fizeram o império crescer em tamanho e poderio.
Agora que deixava a Grécia, Xerxes
sabia que havia despertado um ninho de vespas e estava deixando para trás um
povo rebelde e espinhoso, cuja resistência ao Império Persa continuaria a
crescer.
A campanha militar empreendida por Assuero
contra as cidades gregas durou cerca de quatro anos, período que está encravado
entre o primeiro e o segundo capítulo do livro de Ester. Enquanto o primeiro
capítulo fala dos banquetes e da deposição de Vasti, o segundo já apresenta o
processo de escolha da nova rainha, ocorrido após o retorno de Assuero das
terras gregas, provavelmente no ano 479 a.C. O texto diz: "Passadas essas
coisas, e apaziguado já o furor do rei Assuero, lembrou-se de Vasti, e do que
fizera, e do que se tinha decretado a seu respeito" (Et 2.1). Observa-se
que Assuero lembrou-se de Vasti, porém não sem considerar a sua conduta
"lembrou-se de Vasti, e do que fizera", o que também indica que,
mesmo passados quatro anos, o rei não ponderou estar errado e ser necessário
retroceder. Embora não seja razoável esperar de um monarca como Assuero a
admissão do seu erro, novamente se observa um silêncio no texto quanto a qualquer
juízo de valor relacionado à conduta de Vasti.
O que se percebe, mais uma vez, é que a reação de Assuero à negativa de Vasti em atendê-lo não pode ser tida como resultado do seu estado de embriaguez ou, pelo menos, não exclusivamente, pois o texto bíblico permite entender que a fúria do rei só foi apaziguada muito depois dos fatos (2.1). Ο efeito do álcool já havia passado há muito tempo. Fica claro, portanto, que a indignação do rei não foi de momento; apenas fruto da sua embriaguez. Agora, com a mudança de humor do monarca, os seus servos viram uma ocasião propícia para sugerir-lhe a escolha de uma substituta para Vasti, o que se deu no ano 479 a.C.
2. O universo da escolha
Na Antiguidade, a elevação de uma mulher ao
trono decorria mais comumente de um casamento entre famílias nobres, geralmente
por arranjos diplomáticos, mas também poderia acontecer pelo critério da
beleza, numa escolha feita entre moças virgens do reino. Esse modelo ocorria na
Pérsia, conforme Lloyd Lllewelyn-Jones descreve na sua obra (ibid., p.
202-217). O livro de Ester apresenta, com nítida naturalidade, a adoção desse
método: OS auxiliares de Assuero aconselharam-no a escolher moças virgens de
todas as províncias para que fossem trazidas ao palácio e, dentre elas, fosse
escolhida a nova rainha.
Apesar de governar um império de cultura
tradicional, com longas sucessões entre famílias originárias da Média e da Pérsia,
Assuero decidiu acolher a sugestão dos seus servos do palácio, autorizando,
assim, o processo seletivo. Moças de todas as províncias do reino foram
selecionadas. Não havia restrição quanto à origem étnica ou racial. A única
exigência é que fossem virgens e formosas (Et 2.2-4). O concurso foi divulgado,
e muitas moças foram levadas a Susa e Ester estava entre elas. Podemos ver a
mão de Deus nisso tudo, porque foi a adoção desse método que permitiu que uma
judia chegasse ao trono. Deus estava providencialmente dirigindo todo o
processo.
O judeu Mardoqueu morava próximo ao palácio,
e com ele, Ester, que era órfã de pai e mãe, que ele criara como filha. Levada
à casa do rei, Ester ficou sob os cuidados de Hegai, guarda das mulheres, de
quem logo conquistou a simpatia (2.7-9). O texto faz-nos entender que havia uma
graça especial na vida de Ester (2.9). Embora o texto não diga, não há outra
conclusão: o Deus que esteve com José estava também com Ester (Gn 39.2,21,23).
3. A obediência de Ester
Mardoqueu ordenou a Ester que não declarasse
o seu povo e a sua parentela. Não sabemos a razão dessa ordem, já que não havia
restrição étnica no processo de escolha da nova rainha. Talvez Mardoqueu
tivesse conhecimento da existência de inimigos do povo judeu que poderiam
interferir no processo de escolha da nova rainha. Mesmo sem qualquer explicação
sobre a proibição, Ester obedeceu à risca a ordem de Mardoqueu (Et 2.10). Em
tempos de tanta exigência de explicações, inclusive no âmbito familiar, Ester
também nos dá o exemplo da importância de obedecer sem contestar.
A obediente Ester desfrutava do especial
cuidado de Mardoqueu, que passava diariamente diante do pátio da casa das
mulheres para saber como ela estava (2.11). Havia respeito e atenção mútuos
entre Mardoqueu e Ester. Findos os 12 meses de preparação portanto, já no ano
478 a.C., chegou a vez de Ester ser levada à presença de Assuero:
E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou
perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa
real na sua cabeça e a fez rainha em lugar de Vasti. (2.15-17)
A celebração foi grande. O rei convidou a
todos os seus príncipes e servos para a festa de Ester, decretou feriado em
todo o reino e agiu com grande generosidade, distribuindo presentes (2.18).
CONCLUSÃO
Ester chegar ao trono foi o sinal de que
Deus, na sua presciência, agiu para a preservação do povo judeu, que, não muito
tempo depois, seria vítima do ódio de Hamă e correria o risco de total
extermínio por força de um decreto real. A presciência é um dos atributos
incomunicáveis de Deus. Somente Ele sabe de antemão todos os acontecimentos
futuros (Is 46.9,10). Podemos confiar nossa vida inteiramente à sua direção,
pois Ele sabe o que é melhor para nós. Com obediência e humildade, Ester estava
no lugar certo para, no tempo certo, cumprir os propósitos divinos.
___________________________________________________________
O
capítulo 47 de Isaías descreve a soberba da Babilonia, motivo da sua queda.
2 O professor Lloyd Llewellyn-Jones
(2023, p. 13,49) apresenta uma detalhada árvore genealógica da dinastia
Aquemênida, identificando a sua origem em povos tribais nomades da Eurásia
Central que se fixaram no planalto iraniano. Eram migrantes pastoris, cuja
principal ocupação era a criação de gado.
3 A parte europeia do Império Persa era a
região grega então conhecida como Trácia, que correspondente atualmente a parte
dos territórios da Grécia, Turquia e Bulgária.
4 Não existem evidências históricas que comprovem que Vasti seja a mesma Améstris citada pelos historiadores. Apenas opiniões de estudiosos neste sentido.
O Deus que governa o Mundo e cuida da
Família — Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa
geração
Silas Queiroz
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Qual a diferença entre o banquete de
Assuero e o de Vasti?
Assuero ofereceu um banquete para todo o povo
de Susã, no pátio do jardim de seu palácio. Vasti também ofereceu um banquete,
porém, restrito para as mulheres do palácio (Et 1.9).
2. Qual o procedimento adotado por Assuero
para decidir o futuro da rainha?
Ele submeteu o caso ao exame dos sábios de seu
reino, entendidos nas leis e no direito dos medos e persas (Et 1.13,14).
3. Que resolução foi acompanhada do seu
decreto de deposição de Vasti?
Ele decretou a deposição de Vasti. Além disso,
enviou cartas a todas as províncias, estabelecendo “que cada homem fosse senhor
em sua casa” (Et 1.22).
4. Quais os critérios para a escolha da
nova rainha?
Não havia restrição quanto à origem étnica ou
racial. A única exigência é que fossem virgens e formosas (Et 2.2-4).
5. O que se destaca na obediência de
Ester?
Mardoqueu ordenou a Ester que não declarasse
seu povo e sua parentela. Qual a razão dessa ordem? Não sabemos ao certo, já
que não havia restrição étnica no processo de escolha da nova rainha. Mesmo sem
entender o motivo da proibição, Ester obedeceu à risca a ordem de Mardoqueu (Et
2.10). Ela não exigia explicação para obedecer.

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