TEXTO
ÁUREO
“Então, os servos do rei, que estavam
à porta do rei, disseram a Mardoqueu: Por que traspassas o mandado do rei?”
(Et
3.3).
VERDADE
PRÁTICA
Como cristãos, somos sujeitos a
conflitos ético-morais e devemos decidir sempre de acordo com a vontade e a
orientação de Deus.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ester 2.21-23; 3.1-6.
Ester 2
21 — Naqueles dias, assentando-se
Mardoqueu à porta do rei, dois eunucos do rei, dos guardas da porta, Bigtã e
Teres, grandemente se indignaram e procuraram pôr as mãos sobre o rei Assuero.
22 — E veio isso ao conhecimento de
Mardoqueu, e ele o fez saber à rainha Ester, e Ester o disse ao rei, em nome de
Mardoqueu.
23 — E inquiriu-se o negócio, e se
descobriu; e ambos foram enforcados numa forca. Isso foi escrito no livro das
crônicas perante o rei.
Ester 3
1 — Depois dessas coisas, o rei Assuero
engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou; e pôs o seu lugar
acima de todos os príncipes que estavam com ele.
2 — E todos os servos do rei, que
estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam perante Hamã; porque
assim tinha ordenado o rei acerca dele; porém Mardoqueu não se inclinava nem se
prostrava.
3 — Então, os servos do rei, que
estavam à porta do rei, disseram a Mardoqueu: Por que traspassas o mandado do
rei?
4 — Sucedeu, pois, que, dizendo-lhe
eles isso, de dia em dia, e não lhes dando ele ouvidos, o fizeram saber a Hamã,
para verem se as palavras de Mardoqueu se sustentariam, porque ele lhes tinha
declarado que era judeu.
5 — Vendo, pois, Hamã que Mardoqueu não
se inclinava nem se prostrava diante dele, Hamã se encheu de furor.
6 — Porém, em seus olhos, teve em pouco
o pôr as mãos só sobre Mardoqueu (porque lhe haviam declarado o povo de
Mardoqueu); Hamã, pois, procurou destruir todos os judeus que havia em todo o
reino de Assuero, ao povo de Mardoqueu.
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A lição desta semana traz um
contexto de conspiração, inveja e tramas dentro da corte persa. Nele, as
figuras de Mardoqueu e Hamã se destacam. Mardoqueu descobre uma conspiração e a
faz chegar ao conhecimento do rei, poupando-lhe a vida. Inexplicavelmente, Hamã
aparece elevado ao cargo acima de todos os príncipes do reino. Diante desse
contexto, esse capítulo tem muito a nos ensinar. Vivenciaremos contextos
dominados pelas mais dramáticas tramas. Mardoqueu experimentou isso. Mas ele
resistiu. Da mesma forma somos instados pela Bíblia a resistir diante de todo
contexto inóspito, pois a nossa luta não é contra carne e sangue (Ef 6.11-16;
Rm 13.12).
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Tratar a respeito da descoberta de
Mardoqueu acerca de uma conspiração contra o rei; II) Abordar a exaltação de
Hamã pelo rei; III) Relacionar a resistência de Mardoqueu com o ódio de Hamã.
B) Motivação: Mardoqueu é um personagem que revela
determinação, resiliência e coragem. Tudo isso vinha de sua fé em Deus. Era
aquele que fazia o certo independente das opiniões alheias. Em nossa vida
cristã somos desafiados a ser determinados, resilientes e corajosos para
perseverar em nossa fé.
C) Sugestão de Método: Para introduzir o primeiro tópico,
sugerimos que você trace o perfil de Mardoqueu. Por exemplo, a Bíblia de Estudo
Aplicação Pessoal traz os pontos fortes de Mardoqueu: 1) Denunciou uma
conspiração de assassinato contra o rei; 2) Atenção suficiente para adotar sua
prima; 3) Recusa de curvar-se diante de qualquer pessoa, exceto Deus; 4) Ocupou
o lugar de Hamã como segunda pessoa no comando do reino de Assuero. Explique
que esse perfil nos estimula a aproveitar as oportunidades de Deus para fazer o
que é correto, confiar que Ele está tecendo os acontecimentos de nossa vida,
que vale a pena perseverar nas atitudes corretas. A vida de Mardoqueu é um
exemplo para a nossa perseverança em Cristo.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Mardoqueu não se curvou diante de Hamã
que exigia poder, prestígio e posição. Da mesma forma, devemos prestar adoração
somente a Deus, e jamais nos curvar a qualquer ideia, pensamento ou ideologia
que se rebele contra o Deus dos céus.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador
Cristão. Vale a pena
conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de
apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 98, p.40, você encontrará um
subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará
auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Mardoqueu”,
localizado depois do primeiro tópico, aprofunda mais o estudo sobre Mardoqueu;
2) O texto “Por que Hamã queria destruir todos os judeus se apenas um homem o
tinha desafiado?”, ao final do terceiro tópico, aprofunda a reflexão a respeito
do ódio de Hamã sobre os judeus.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A ascensão de Ester ao trono
foi celebrada com grande festa. Assuero decretou feriado e se mostrou muito
generoso, distribuindo presentes aos seus súditos. Mesmo na condição de rainha,
Ester permaneceu obedecendo a Mardoqueu: não revelou a ninguém que era judia.
Havia muito o que acontecer na corte. Conspiração, inveja e tramas. A história
continua.
Palavra-Chave:
RESISTÊNCIA
AUXÍLIO VIDA CRISTÃ
“MARDOQUEU
Após
o último levante de Jerusalém contra o domínio de Nabucodonosor, a família de
Mardoqueu foi deportada para a Babilônia. Ele provavelmente nasceu em Susã,
cidade que se tornou uma das capitais do Império Persa após Ciro ter
conquistado a Babilônia. Também herdou uma posição oficial entre os judeus
cativos, que o manteve no palácio mesmo após a expulsão dos babilônios. Certa
feita, ficou sabendo de uma conspiração para assassinar o rei Assuero, contou a
trama a Ester e salvou a vida do monarca.
A
vida de Mardoqueu foi repleta de desafios, os quais ele transformou em
oportunidades. Quando os pais de Ester morreram, ela foi adotada por seu primo
Mardoqueu. Os próprios pais dele provavelmente haviam sido mortos e ele
sentiu-se responsável por ela. Mais tarde, quando foi recrutada para o harém de
Assuero e escolhida rainha, Mardoqueu continuou a aconselhá-la. Logo depois
disso, ele se pôs em conflito com o segundo no comando do império, Hamã. Embora
disposto a servir o rei, Mardoqueu se recusou a curvar-se e reverenciar o
representante do rei. Hamã ficou furioso. Por isso, ele planejou matar
Mardoqueu e todos os judeus. Seu plano se tornou lei para os medos e os persas,
e parecia que os judeus estavam irremediavelmente condenados. [...] A grande
honraria que o rei proporcionou a Mardoqueu arruinou o plano de Hamã de
pendurá-lo na forca. Deus havia preparado uma eficiente estratégia contra a
qual o plano de Hamã não poderia prevalecer.” (Bíblia de Estudo Aplicação
Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.688).
AMPLIANDO O CONHECIMENTO
“Hamã, o primeiro-ministro da Pérsia, é a
primeira figura política na Bíblia a idealizar um plano sinistro para, em sua
esfera de influência e autoridade, exterminar os judeus. Este plano de
genocídio (isto é, um esforço sistemático de matar todas as pessoas de um grupo
étnico, nacional ou religioso) contra a raça dos judeus se compara ao plano de
Antíoco Epifânio, no século II a.C. (veja Dn 11.28, nota), aos perversos planos
de Adolf Hitler [...].” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a A
Bíblia de Estudo Pentecostal: Edição Global, editada pela CPAD,
pp.838,839.
AUXÍLIO VIDA CRITÃ
“POR QUE HAMÃ QUERIA DESTRUIR TODOS OS JUDEUS
SE APENAS UM HOMEM O TINHA DESAFIADO?
1)
Hamã era agagita (3.1), um descendente de Agague, rei dos amalequitas (1Sm
15.20). Os amalequitas eram antigos inimigos dos israelitas (leia Êx 17.16; Dt
25.17-19). O ódio de Hamã estava direcionado não só a Mardoqueu como também a
todos os judeus. 2) Como segundo no comando do Império Persa (3.1), Hamã
adorava seu poder e autoridade e a reverência a ele demonstrada. No entanto, os
judeus viam a Deus como sua autoridade máxima e não a um homem. Hamã percebeu
que a única forma de satisfazer seus anseios egoístas era matar a todos os que
negassem sua autoridade. Sua busca de poder pessoal e seu ódio pela raça
judaica o consumia.
Hamã
adorava o poder e o prestígio da sua posição, e ficou enfurecido quando
Mardoqueu não respondeu com a reverência requerida. A fúria de Hamã não era
apenas contra Mardoqueu, mas contra o que ele defendia — a dedicação dos judeus
a Deus como única autoridade digna de reverência. A atitude de Hamã foi
preconceituosa: Ele odiava um grupo de pessoas por terem um credo ou cultura diferente.
O preconceito é proveniente do orgulho pessoal — considerar-se melhor do que as
outras pessoas. Ao final, Hamã foi punido por sua atitude arrogante (7.9,10).
Deus julgará duramente os preconceituosos e aqueles cujo orgulho os leve a
menosprezar as pessoas” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de
Janeiro: CPAD, 2004, p.690).
CONCLUSÃO
Uma
das aplicações práticas da inteligência espiritual é não nos deixar iludir com
a natureza humana (Cl 1.9; Jr 17.5). Embora não devamos viver desconfiando de
tudo e de todos, também não podemos deixar de ser prudentes e ignorar a
malignidade do coração humano (Mt 10.16; 15.19). O Maligno pode suscitar ódio
contra nós de onde menos esperamos. Mardoqueu experimentou isso. Precisamos
estar atentos e revestidos de toda a armadura de Deus para que possamos
resistir e vencer o mal. Nossa luta não é contra carne e sangue (Ef 6.11-16; Rm
13.12).
SUBSÍDIOS
ENSINADOR CRISTÃO
A RESISTÊNCIA DE MARDOQUEU
Prezado(a)
professor(a), que a graça de nosso Senhor seja sobre o seu ministério. A lição
desta semana tem como destaque a conduta de Mardoqueu à porta do palácio do
rei. Depois de tomar conhecimento da conspiração e da tentativa de assassinato
do rei, por parte de Bigtã e Teres, Mardoqueu não hesitou em contar à rainha
Ester sobre a trama. Em consequência disso, teve seu ato de fidelidade
registrado nas crômicas do rei e nada mais. Mas isso não mudou o comportamento
de Mardoqueu que permaneceu fiel e à disposição do rei e do palácio. Ocorreu
que certo homem chamado Hamã, o agagita, foi instituído acima dos príncipes e
exigia que todos se inclinassem diante dele. Mardoqueu, porém, resistia a
inclinar-se.
A Bíblia
de Estudo Pentecostal (CPAD, 1995) detalha que “os que conheciam
Mardoqueu queriam saber que porque ele não se prostrava perante Hamã. Sua
resposta era uma só: ele era judeu. 1. Deus enviou os judeus ao cativeiro para
purificá-los da idolatria. Já vimos nos livros de Esdras e de Neemias, que os
judeus que voltaram a Jerusalém tinham aprendido a lição e queriam um culto
livre da idolatria; o livro de Ester mostra que os judeus que não retornaram,
também aprenderam a lição. Nessa época, ser judeu significava muito. Eles se
recusavam curvar-se diante de qualquer ídolo ou ser humano. 2. Para nós, ser
cristão, deve significar muito. Como Mardoqueu, devemos tomar posição firme e
pública ao lado de Cristo e dos santos padrões da sua Palavra, no meio das
pressões da atual sociedade mundana” (pp.758,759).
A
postura de Mardoqueu serve de modelo para os cristãos nestes últimos dias. Isso
não significa que o cristão deve ser desobediente às autoridades constituídas.
Afinal de contas, como já vimos anteriormente, não há autoridade que não seja
constituída por Deus (Rm 13.1). Entretanto, há aqueles que utilizam-se de suas
posições governamentais para perseguir os servos de Deus em razão da sua fé.
Concernente a isso, a Bíblia nos ensina a orar por aqueles que nos perseguem e
mentem contra nós por causa da nossa fé em Jesus Cristo (Mt 5.11,44,45). A
história de Ester vai comprovar mais uma vez que a providência divina não
falha. Mardoqueu poderia orquestrar vingança ou conspirar contra Hamã, porém
esse tipo de conduta não fazia parte do caráter do servo de Deus. Por esse
motivo, no decorrer dos fatos, ele foi honrado e a arrogância de Hamã derribada
porque o Senhor cuida daqueles que mantêm o compromisso com a Sua santa
Palavra. Que Deus alimente em nossos corações esse compromisso!
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Que virtude ética Ester revelou
no episódio de informar ao rei acerca da conspiração?
O fato de ter sido promovida a uma
posição elevada não envaideceu Ester: ela não se envergonhou do primo e nem
aproveitou da informação para projetar ainda mais o próprio nome.
2. O que aprendemos com Assuero a
respeito de como tratar uma acusação?
O rei, mesmo ouvindo da rainha, teve o
cuidado de apurar a informação. É uma questão de justiça. Nesse ponto, Assuero
agiu como um líder sensato. Não exerceu o poder de forma precipitada.
3. Segundo a Bíblia de Estudo
Pentecostal, por qual razão Mardoqueu não se prostrava perante Hamã?
Tudo indica que a homenagem prestada a
Hamã pelos servos do rei e por outros, ou era imerecida, ou conflitava com atos
religiosos que os judeus reservavam exclusivamente à adoração a Deus.
4. O que pode ter movido Hamã a desejar
a morte de todos os judeus?
Além de sentir-se ferido em seu orgulho,
é possível que Hamã estivesse agindo movido por uma inimizade intergeracional —
Flávio Josefo diz isso —, o que confirmaria sua descendência de Agague, o rei
amalequita morto por Samuel (1Sm 15.32,33).
5. O que são inimizades
intergeracionais?
São conflitos, alimentados e repetidos ao
longo de muitas gerações.
CPAD : O Deus
que governa o Mundo e cuida da Família — Os ensinamentos divinos nos livros de
Rute e Ester para a nossa geração
Comentarista: Silas
Queiroz
O Deus que governa o Mundo e cuida da Família — Os ensinamentos
divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração
Silas Queiroz
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