quarta-feira, 7 de agosto de 2024

CPAD : O Deus que governa o Mundo e cuida da Família — Lição 6: O Livro de Ester

 


TEXTO ÁUREO

Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe para tal tempo como este chegaste a este reino?

(Et 4.14)

VERDADE PRÁTICA

A perfeita vontade de Deus é nos guiar por caminhos que levem ao cumprimento de seus eternos propósitos.

 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Ester 1.1-9.

1 — E sucedeu, nos dias de Assuero (este é aquele Assuero que reinou, desde a índia até à Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias);

2 — naqueles dias, assentando-se o rei Assuero sobre o trono do seu reino, que está na fortaleza de Susã,

3 — no terceiro ano de seu reinado, fez um convite a todos os seus príncipes e seus servos (o poder da Pérsia e Média e os maiores senhores das províncias estavam perante ele),

4 — para mostrar as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza, por muitos dias, a saber, cento e oitenta dias.

5 — E, acabados aqueles dias, fez o rei um convite a todo o povo que se achou na fortaleza de Susã, desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real.

6 — As tapeçarias eram de pano branco, verde e azul celeste, pendentes de cordões de linho fino e púrpura, e argolas de prata, e colunas de mármore; os leitos eram de ouro e de prata, sobre um pavimento de pórfiro, e de mármore, e de alabastro, e de pedras preciosas.

7 — E dava-se de beber em vasos de ouro, e os vasos eram diferentes uns dos outros; e havia muito vinho real, segundo o estado do rei.

8 — E o beber era, por lei, feito sem que ninguém forçasse a outro; porque assim o tinha ordenado o rei expressamente a todos os grandes da sua casa que fizessem conforme a vontade de cada um.

9 — Também a rainha Vasti fez um banquete para as mulheres da casa real do rei Assuero.

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

A partir desta lição, estudaremos o Livro de Ester. Veremos como o livro está organizado, a categoria a que pertence, características literárias, autoria e data. Procuraremos também situar o contexto histórico em que o livro foi produzido. Veremos que o exílio de Israel é uma informação essencial para remontar o contexto histórico do Livro de Ester. Finalmente, perceberemos que a providência divina apresentada no livro é um assunto que formula o propósito de Ester. Trata-se de uma providência divina não mencionada, porém, constatada ao longo do livro sagrado.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Apresentar a organização do Livro de Ester; II) Explorar o contexto histórico do Livro de Ester; III) Expor o propósito e a mensagem do Livro de Ester.

B) Motivação: Deus sempre esteve no controle da história. O Livro de Ester apresenta o fato de que, a despeito de experimentarmos períodos de ameaças e sofrimento, ele provê o livramento na história. A dor e o sofrimento, por mais difícil de explicar que seja, não anulam a ação da providência divina.

C) Sugestão de Método: A partir desta lição, estudaremos o Livro de Ester. Nesse sentido, sugerimos que, ao introduzi-la, você apresente o esboço do livro: I) Deus levanta uma nova rainha na hora certa (1.1 — 2.18); II) Deus usa o primo da rainha para denunciar uma trama (2.19 — 4.17); III) Deus usa a corajosa rainha para resgatar o seu povo (5.1 — 9.32); IV) Deus promove Mardoqueu por sua fidelidade (10.1-3). Para ter acesso ao esboço mais detalhado, você pode consultar a Bíblia de Estudo Pentecostal, Edição Global, na página 832. Esse esboço dará a classe a oportunidade de ver o panorama de todo o Livro de Ester, o que pedagogicamente indispensável para o processo de ensino-aprendizagem de um livro bíblico.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: O Livro de Ester nos lembra da ação providencial de Deus. Ele nos revela que há um Deus que por meio de sua divina providência dirige a história. Nada que aconteça neste mundo anula a divina providência.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 98, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Nome e Panorama Geral”, localizado depois do primeiro tópico, apresenta os marcos cronológicos da história de Ester; 2) O texto “A Instituição da Festa de Purim”, ao final do terceiro tópico, explica os detalhes dessa importante celebração.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Concluímos o estudo de Rute. Nesta lição iniciamos o estudo do livro de Ester. Rute é cheio de referências expressas ao nome de Deus. Ester, por sua vez, tem como característica singular, e sempre destacada, a completa ausência do nome de Deus. Nem por isso o agir divino deixa de estar patente no livro. Ester não contém alusões diretas ao Deus da providência, mas nos apresenta uma história cujo roteiro é, por inteiro, uma manifestação da providência de Deus.

Palavra-Chave:

ESTER

I. A ORGANIZAÇÃO DO LIVRO

1. A categorização de Ester. Da mesma forma que Rute, Ester pertence aos Escritos, os onze livros que compõem a terceira seção da Bíblia Hebraica. E nesta seção — também ao lado de Rute —, integra os Megillot, os cinco livros curtos lidos anualmente nas festas judaicas. As categorizações de Rute e Ester também são semelhantes na Bíblia Cristã, na qual figuram entre os livros históricos. Por sua reconhecida canonicidade, Ester compõe o conjunto da revelação divina escrita, completa e perfeita (2Tm 3.16,17).

2. Características literárias. O Livro de Ester tem 10 capítulos. Dentre suas características literárias destaca-se sua objetiva historicidade, vista na expressa referência ao rei persa Assuero (Et 1.1) e em vários outros detalhes factuais, além de seu caráter de fonte primária para a Festa de Purim, anualmente celebrada pelos judeus (Et 9.20-32). O estilo narrativo é menos dialógico que o de Rute. O texto é mais do narrador que dos personagens.

3. Autoria e data. O autor de Ester é desconhecido. Muitos estudiosos consideram que o livro foi escrito por um judeu que viveu na Pérsia, pelo fato de o autor demonstrar amplo conhecimento da cidade de Susã e de sua estrutura, e de importantes documentos do Império Persa. Considerando essa possível autoria e algumas evidências internas, acredita-se que o livro seja datado ainda do século V a.C. (por volta de 460 a.C.), logo após a morte de Assuero, ocorrida em 465 a.C. Outro fator levado em conta para essa datação é de ordem linguística: o autor empregou algumas palavras persas em meio ao hebraico, mas não fez uso algum de expressões originárias do grego, o que revela um estilo anterior à ascensão da Grécia sobre a Pérsia, que se deu com Alexandre, o grande, em 330 a.C.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

  “NOME E PANORAMA GERAL

O livro de Ester leva o nome de sua personagem principal, uma judia chamada Hadassa (‘murta’), mas que foi renomeada Ester (‘uma estrela’). Um nome provavelmente escolhido como um reconhecimento de sua beleza, após tornar-se rainha. A história pertence cronologicamente ao período entre o retorno de Zorobabel e Esdras, ou seja, entre o sexto e o sétimo capítulo de Esdras. Os estudiosos chegaram à conclusão de que o rei Assuero a que se refere, é identificado como Xerxes. Assuero ou Akhashverosh equivale no hebraico ao persa Khshayarsha, e é denominado Xerxes em grego.

O escritor foi meticuloso ao datar seus acontecimentos. O banquete de casamento em que Ester tomou posse como rainha, ocorreu no sétimo ano do reinado de Assuero (479 a.C.), quatro anos depois da celebração que resultou no divórcio de Vasti. ‘Acreditava-se que entre estes acontecimentos, Assuero (Xerxes) tenha feito sua malsucedida expedição à Grécia. Assim, ele retornou da sua derrota vergonhosa em Salamina (480 a.C.) e encontrou consolo nos braços de Ester’. Os acontecimentos indicados no livro variam do terceiro ao décimo segundo ano do reinado de Xerxes, ou de 483 a 474 a.C.” (Comentário Bíblico Beacon. Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.543).

 AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

“A INSTITUIÇÃO DA FESTA DE PURIM

Um dia de banquetes e alegria inaugurou a celebração de Purim (9.17,26). ‘Dia de banquetes e de alegria’ é uma hendíadis, uma figura de linguagem que expressa uma ideia por meio de duas palavras independentes — cada uma delas amplificando a outra de modo que no final a ideia é maior que as duas palavras isoladas —, em vez de uma palavra com um modificador (cp. 9.17-19,24,28). O livro tem muitos aspectos poéticos, incluindo aliteração, paralelismo, hipérbole, ironia e também construções quiasmáticas. O nome da festa (Purim ou Festa das Sortes), uma das duas festas não estabelecidas no Pentateuco (cp. Êx 34.18-27; Lv 23.1-44; 25.1-17), mas consideradas pelos judeus tão obrigatórias quanto as celebrações, salienta a importância do lançar sortes como um indício do cuidado providencial do povo de Deus e do controle de seus inimigos (Et 9.24-26). Foram designados dois dias para as celebrações: os judeus em Susã tiveram dois dias para matar seus inimigos (v.18) e descansaram no dia 15 de adar (final de fevereiro ou início de março) e, por conseguinte, a celebração deles foi designada para esse dia. Os judeus nas províncias remotas tiveram apenas o dia 13 de adar para responder a seus inimigos, e eles celebraram no dia 14 de adar (9.19). O dia 13 de adar também é celebrado por alguns judeus como a Festa de Ester, por causa da menção de comemorar as práticas do jejum e do seu clamor (v.31)” (Patterson, D. K., KELLEY, R. H. Comentário Bíblico da Mulher — Antigo Testamento. Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.897,898).

CONCLUSÃO

O Livro de Ester nos lembra de que vivemos neste mundo, mas não devemos confiar em suas estruturas. Todos os reinos deste mundo passarão (Dn 2.37-45). Por isso, a Palavra de Deus diz que “a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20).

VOCABULÁRIO

Canonicidade: característica ou qualidade do que é canônico; legitimidade, veracidade, sacralidade.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

O LIVRO DE ESTER

Nesta lição, iniciaremos o estudo sobre o livro de Ester. Nesta rica oportunidade, seus alunos aprenderão que a providência divina se mostra muito evidente neste livro, embora o nome de Deus não apareça em seus escritos como é de costume nos livros hagiógrafos. O Livro narra a ascensão de Ester ao cargo de rainha e esposa do rei Assuero, bem como relata a eminente perseguição e tentativa de extermínio do povo judeu. Ester, por sua vez, foi escolhida e estrategicamente colocada no trono para intervir e preservar o seu povo desse ultraje. De modo geral, o livro de Ester revela o cuidado providencial de Deus para com Seu povo. Após o cativeiro babilônico, a nação ficou fragmentada e sem perspectiva de quando voltaria a se organizar em sua própria terra. Todavia, no tempo determinado por Deus, Ciro (539 a.C.) assume o trono e ordena o retorno dos judeus para as terras de Israel. Após a primeira leva retornar, Assuero ascende ao trono pérsio e a história de Ester assume o protagonismo por volta de 483 a 473 a.C.

  De acordo com o Comentário Bíblico Beacon (CPAD, 2005), quanto à mensagem espiritual do livro, considera-se que “o ensino do livro de Ester pode ser sintetizado da seguinte forma: 1. Os judeus, apesar de desobedientes ao Senhor, e desviarem-se dele no exílio, estão nos pensamentos de Deus e são objeto da sua misericórdia e preocupação. Assim, o Senhor também ama o pecador, e fez com que o Seu Filho amado morresse por ele; 2. A providência de Deus está sempre sobre o seu povo, para salvá-lo das tramas malignas de seus inimigos; 3. Deus às vezes se oculta ao cumprir os seus propósitos no mundo. Em Isaías 45.15, lemos: ‘Verdadeiramente, tu és o Deus que te ocultas, o Deus de Israel, o Salvador’; 4. O poder da oração é ensinado claramente. É evidente que o jejum solicitado em 4.16 é um motivo para esta prática na atualidade. A resposta à oração deve ser vista no sucesso da rainha em convencer o rei a ajudar os judeus no seu sofrimento; 5. A responsabilidade que temos em cumprir a missão delegada por Deus é ensinada em 4.14: ‘E quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?’. Também indica o risco que temos de correr ao cumprirmos nossa missão: ‘e, perecendo, pereço’ (4.16)” (p.545).

  Em seu sentido geral, o livro de Ester é a descrição mais exata de que o Senhor, de fato, intervém, para que Seus servos sejam inseridos nas diversas camadas da sociedade. É Deus quem escolhe e prepara Seus servos para esse tipo de missão tão complexa. Quando somos chamados por Deus, devemos ter em mente que foi para este tempo trabalhoso que Ele nos escolheu. Nesse sentido, devemos confiar que não faltará a providência divina para nos capacitar a lidar com as vicissitudes deste tempo.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Qual a característica mais destacada do Livro de Ester?

Ester, por sua vez, tem como característica singular, e sempre destacada, a completa ausência do nome de Deus.

2. Quais as evidências da historicidade do Livro de Ester?

Muitos estudiosos consideram que o livro foi escrito por um judeu que viveu na Pérsia, pelo fato de o autor demonstrar amplo conhecimento da cidade de Susã e de sua estrutura, e de importantes documentos do Império Persa.

3. Qual o contexto histórico de Ester em relação ao período pós-exílico?

Ester registra fatos ocorridos na capital do Império Persa, Susã, entre o primeiro e o segundo retorno dos judeus para Jerusalém.

4. Qual o principal propósito do livro de Ester?

O principal propósito do livro de Ester é registrar o cuidado providencial de Deus com o seu povo, a despeito de suas escolhas fora de seu propósito.

5. Que mensagem principal podemos extrair de Ester?

Ester nos transmite como mensagem o perigo de confiar nas falsas estabilidades que as estruturas do mundo nos oferecem, e costumam parecer mais vantajosas.

Lição 6: O Livro de Ester

O Deus que governa o Mundo e cuida da Família — Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração

Comentarista: Silas Queiroz

 


INTRODUÇÃO 

  Passar do estudo de Rute para Ester importa numa radical mudança de cenário. É sair de Belém, na Judeia (atual Cisjordânia, em Israel) e transportar-se para Susã, na Pérsia (atual Irã); é saltar dos dias dos juízes para o período pós exílico, registrado em cinco dos 12 livros históricos do Antigo Testamento: 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. O primeiro livro das Crônicas volta a Adão para resgatar a formação da nação de Israel e iniciar a história da sua monarquia até os dias de Davi. O segundo livro das Crônicas vai de Salomão ao anúncio do fim do cativeiro babilônico, apontando, como clímax, o decreto de Ciro, rei da Pérsia, para a volta dos exilados para Jerusalém (2 Cr 36.20-23). Os três últimos livros — Esdras, Neemias e Ester — ocupam-se dos fatos decorrentes dessa ordem imperial. Cobrem, exclusivamente, ocorrências posteriores ao fim do exílio. Esdras e Neemias registram os retornos dos judeus para Jerusalém, destacando a reconstrução da cidade e do Templo, bem como as reformas morais e espirituais entre o povo. 

I – A ORGANIZAÇÃO DO LIVRO 

1. A categorização de Ester 

  Da mesma forma como Rute, Ester pertence aos Escritos, os 11 livros que compõem a terceira seção da Bíblia Hebraica. E,

nessa seção — também ao lado de Rute —, integra os Megillot, os cinco livros curtos lidos anualmente nas festas judaicas. As categorizações de Rute e Ester também são semelhantes na Bíblia Cristã, em que figuram entre os livros históricos, como já mencionado. Pela sua reconhecida canonicidade, Ester compõe o conjunto da revelação divina escrita, completa e perfeita (2 Tm 3.16,17). 

 2. Características literárias 

  O livro tem dez capítulos.

  Dentre as suas características literárias, destaca-se a sua objetiva historicidade, vista na expressa referência ao rei persa Assuero (Et 1.1) e em vários outros detalhes factuais, além do seu caráter de fonte primária para a Festa de Purim, anualmente celebrada pelos judeus (Et 9.20-32). O estilo narrativo é menos dialógico que o de Rute. O texto é mais do narrador do que dos personagens. 

  A respeito da historicidade, Joyce G. Baldwin (1986, p. 20) faz uma considerável análise das evidências, e conclui: 

 Um exame das principais alusões históricas no livro de Ester tem confirmado a exatidão de muitos detalhes. Os acontecimentos desse livro podem ser harmonizados com o que se conhece de outras fontes a respeito do reinado de Assuero e, sobretudo, o seu caráter é reconhecidamente o mesmo. A extensão do seu império, a sua capital, e as minúcias dos costumes observados na corte — tais como o uso de correios em cavalos de posta (3:13; 8:10), a proibição de lamentações (4:2) e do enforcamento como pena de morte (5:14) — são exemplos do mundo genuinamente persa em que a ação tem lugar. A descoberta da palavra puru em um dado confirmou a dependência do mundo antigo da ideia de destino, e transformou o que anteriormente parecia “historicamente improvável” como explicação da origem de Purim, em um incidente que precisa ser levado a sério. 

  Apesar do conjunto de evidências que confirmem a sua historicidade, críticos bíblicos levantam alguns questionamentos acerca da autenticidade histórica do livro. Contudo, o que se pode dizer acerca de Ester ou qualquer outro livro da Bíblia é que não convém dar ouvidos às extensas e cansativas divagações da crítica, porque o que se verifica ao longo do tempo é que todas as dúvidas que suscitam são dissipadas com o avanço das descobertas, principalmente arqueológicas, atestando o que já é inequívoco para os que creem na Bíblia como inspirada, inerrante, infalível e completa Palavra de Deus.1 Como adverte Eta Linnemann (2011, p. 11), divergir da fé singela na Palavra de Deus e impressionar-se com a alegação da crítica bíblica quanto à validade exclusiva e completa da “teologia científica” é como trocar o direito de primogenitura por um prato de lentilhas. 

  O livro de Ester apresenta uma narrativa concentrada nos judeus que ficaram na Babilônia — mais propriamente na capital Susã — sob domínio persa. Na verdade, a cidade de Susã é o palco de todo o relato. Referências a outros contextos são indiretas e sempre se dão a partir de fatos passados na capital persa, como o envio de cartas de Assuero (com os seus decretos), de Mardoqueu e da rainha Ester, bem como os seus respectivos efeitos em todas as províncias (Et 1.21,22; 2.8,18; 3.12-15; 4.3; 8.9-17; 9.1-5,19-23,30; 10). A história não acompanha nenhum personagem para fora do palácio e dos seus arredores — nem mesmo Assuero, que, dentro do período histórico descrito em Ester, passou quatro anos na sua malsucedida campanha contra os gregos, como narra, em minúcias, o historiador Heródoto. Ester é, portanto, o único livro da Bíblia do período pós-exílico cujo cenário da narrativa dá-se inteiramente em terras do cativeiro babilônico. 

  Ester registra fatos ocorridos ao longo de 10 anos (483–473 a.C.), durante o reinado de Assuero (Xerxes), filho de Dario, que governou a Pérsia por 21 anos (de 486 a 465 a.C.). A história de Ester está situada cronologicamente entre os capítulos 6 e 7 de Esdras. O livro foi escrito primariamente para encorajar os remanescentes judeus no exílio, mostrando lhes a fidelidade e o cuidado de Deus com o seu povo, mesmo com os que não obedeceram à ordem de voltar para Jerusalém. O local da sua escrita é indeterminado. Para determiná-lo, seria preciso seguir uma das linhas que estabelecem a data da sua produção, podendo ser a própria Pérsia, onde Ester viveu, ou Jerusalém, no caso de uma data posterior aos tempos veterotestamentários. 

 3. Autoria e data 

   O autor de Ester é desconhecido. Muitos estudiosos consideram que o livro foi escrito por um judeu que viveu na

Pérsia, pelo fato de o autor demonstrar amplo conhecimento da cidade de Susã e da sua estrutura, além de importantes documentos do Império Persa. 

Considerando essa possível autoria e algumas evidências internas, acredita-se que Ester seja datado ainda do século V a.C. (por volta do ano 460 a.C., logo após a morte de Assuero, ocorrida em 465 a.C.). Outro fator levado em conta para essa datação é de ordem linguística: o autor empregou algumas palavras persas em meio ao hebraico, mas não fez qualquer uso de expressões originárias do grego, o que revela um estilo anterior à ascensão da Grécia sobre a Pérsia, que se deu com Alexandre, o Grande, em 330 a.C. Em função desse estilo linguístico, R. K. Harrison (2010, p. 295) considera o livro de   Ester como uma valiosa fonte de informações acerca do regime aquemeniano,2 porque o seu vocabulário tem um toque inequivocamente persa — e a própria narrativa provém de um cenário da administração imperial. Como observa Harrison, o autor estava familiarizado com o funcionamento do palácio, incluindo o sistema de aconselhamento de que dispunha o rei para assuntos políticos (Ed 7.14; Et 8.8). 

  Em uma síntese sobre o livro, J. Sidlow Baxter (1993, p. 265) diz: 

  Ester é um livro de crise. Trata-se de um drama — não uma ficção, mas um fato genuíno. É encenado no palco da história real e reúne personagens verdadeiros. Cinco figuras movimentam-se diante de nós: Assuero, o rei persa; Vasti, a rainha deposta; Hamã, aquele que odiava os judeus; Mordecai, o líder judeu; e Ester, a moça judia que se tornou rainha. Como pano de fundo temos o palácio real, a capital persa e os vários milhares de judeus espalhados por todos os domínios do imperador. 

  Ester é a figura crucial nesse drama, pois tudo gira ao redor de sua ascensão ao trono e sua influência como rainha. O livro, portanto, leva adequadamente o seu nome, Ester. 

A Ausência do Nome de Deus 

  Da mesma forma como Rute, Ester apresenta-nos o Deus da providência agindo em favor do seu povo, com uma diferença: em Rute, o nome de Deus é mencionado diversas vezes;3 em Ester, o nome de Deus não aparece no texto, mas o seu agir é visto em toda a história. Conforme a já citada declaração de

Matthew Henry (2022, p. 845): “[…] ainda que o nome de Deus não se encontre [no livro de Ester], o mesmo não se pode dizer de sua mão, guiando minuciosamente os fatos que culminaram na libertação de seu povo”. 

  Sendo a ausência do nome de Deus uma constatação, qual seria a razão dessa característica tão peculiar e exclusiva do livro de Ester? Archer Jr. (ibid., p. 528) admite não ser fácil responder a essa pergunta. Opina, contudo, que 

  […] a melhor explicação que se oferece é que a narrativa trata principalmente daqueles judeus que tinham deixado passar sua oportunidade de voltar à terra da promessa e escolheram ficar com os gentios depois da volta do remanescente fiel em 536 a.C. É certo que todos os atos desse dramático episódio desdobraram-se em território gentio; é igualmente certo que a soberania da providência de Deus é claramente subentendida em 4.14: “[…] pois, se te calares, agora, socorro e livramento surgirão de outra parte para os judeus, mas tu e a tua família sereis eliminados. Quem sabe se não foi para este momento que foste conduzida à realeza?”

   Sidlow Baxter (ibid., p. 256) entende que podem existir outras razões para o autor de Ester ter omitido qualquer referência direta a Deus, citando, como exemplo, o fato de o livro ter sido dirigido tanto aos persas como aos judeus. Por fim, Baxter ainda considera que a ausência do nome de Deus pode ter sido decorrente do fato de os judeus estarem longe da sua terra após a ruptura do seu relacionamento especial com o Senhor. Assim, conforme acentua Baxter, o autor teria evitado referir-se diretamente a Deus para ser coerente com essa ruptura de comunhão. 

 Ester e o Secularismo 

  À luz da opinião de Archer Jr. e da possibilidade última mencionada por Baxter, é possível considerar que a ausência do nome de Deus no livro serve como uma eloquente advertência do perigo do secularismo, que se apresenta como uma acomodação ao ambiente em que se está inserido, produzindo distanciamento, esfriamento e, consequentemente, vergonha em relação a Deus e à sua presença. 

  Estavam indiferentes, portanto, à convocação de retorno a Jerusalém e à renovação do culto a Jeová. A absoluta maioria dos judeus escolheu permanecer no conforto das suas casas,

desfrutando de um estilo de vida secular, em vez de aceitar o desafio de seguir para Jerusalém, em busca da reconstrução da cidade e do Templo, bem como do restabelecimento do culto ao Deus de Israel no lugar que Ele elegeu para a oferta de sacrifícios. Em vez da vida religiosa, esses judeus preferiram a vida secular. Em vez de agradar a Deus e ao seu propósito para Israel como nação, preferiram ficar na Pérsia, desfrutando das vantagens econômicas que lhes eram oferecidas pelo reino. Não podemos ignorar, portanto, que os judeus pudessem estar sob algum constrangimento em relação ao Deus de Israel. 

  Jesus afirmou que, se o sal tornar-se insípido, perde o seu valor, é lançado fora e pisado pelos homens (Mt 5.13). Ester mostra-nos como um cenário secular aparentemente estável pode mudar de uma hora para outra, revelando quão enganoso é o secularismo, a doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos.4 A partir do livro de Ester, Emilio Garofalo Neto trata exatamente desse aspecto da vida cristã no exílio secular e observa: 

  A vida na casa da Pérsia tem elementos similares à vida na casa secular do ocidente em que vivemos: uma espécie de era pós-moderna e pós-cristã. Uma era supostamente livre das amarras da superstição religiosa, guiada pela razão e que parou com a tolice espiritual de procurar significado para a vida no sobrenatural. Uma era secular. 

  Até certo ponto, poderia parecer aos judeus da Pérsia que eles não precisariam mesmo recorrer ao Senhor, dado o conforto, segurança e oportunidades que desfrutavam. O Império Persa ficou conhecido pela sua tolerância religiosa em relação aos seus súditos. Talvez isso tenha contribuído para que os judeus da Pérsia e das suas muitas províncias imaginassem que as ordenanças divinas para o culto em Jerusalém já não fossem tão importantes e que, por isso, poderiam permanecer nas suas próprias habitações e rotinas, alheios à vida nacional de adoração de Israel.5 O livro de Ester mostra-nos como a segurança deste mundo é falsa, ilusória e passageira. Alheios ao culto estabelecido por Deus, os judeus enfrentariam tempos de crise e profunda angústia, passando, assim, a depender inteiramente da mão poderosa do Eterno, que, em meio ao secularismo persa, iria livrá-los do extermínio. 

A Convicção de Mardoqueu 

   Apesar de todo o espírito de passividade e conformação da geração que permaneceu na Pérsia, muitos judeus preservaram raízes piedosas. Como veremos melhor no capítulo 10, Rute 4.14 é a revelação da convicção de um desses judeus, Mardoqueu, que esperava em uma providência milagrosa que estava por vir. As expressões “socorro e livramento doutra parte virá” e “quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino” são frutos da sua piedade e fé em Deus; da confiança de que a agência divina não apenas seria demonstrada no livramento dos judeus, como já estaria em curso desde a elevação de Ester à condição de rainha. Àquela altura, Mardoqueu não tinha certeza se o reinado de Ester era ou não um propósito divino para preservar os judeus, mas a sua declaração indica um entendimento espiritual em formação. O “quem sabe” de Mardoqueu certamente decorre da sua vivência espiritual, na qual já tinha experimentado a providência divina. Nossas experiências com Deus são muito importantes para gerar esperança em nosso coração em tempos de crises e adversidades. A experiência produz esperança, e a esperança não traz confusão (Rm 5.4). Quando Davi esteve com o rei Saul e anunciou a sua disposição de lutar contra o gigante Golias, recorreu às suas experiências sobrenaturais como fundamento da sua confiança de que venceria o inimigo de Israel (1 Sm 17.37). Assim como Davi, Mardoqueu expressou confiança em Deus para prover-lhes livramento. 

 Ninguém Tira Deus de Cena 

  Qualquer que seja o motivo de o nome de Deus não constar no livro de Ester, isso nos transmite uma mensagem irrefutável: ninguém tira Deus de cena; nem mesmo aqueles que negam a sua existência ou, tristemente, imaginam negar a sua agência, como fez o filósofo Friedrich Nietzsche (1844– 1900), proclamando a “morte” de Deus. O Todo-Poderoso é soberano e age segundo os seus propósitos, mesmo onde e

quando o seu nome não é mencionado (Sl 24.1; Sl 139.7,8; Rm 11.36). 

  Fechando esse paralelo com o livro de Rute, podemos afirmar: Ester não contém alusões diretas ao Deus da providência, mas apresenta-nos uma história cujo roteiro é, por inteiro, uma manifestação da providência de Deus. Sidlow Baxter (ibid., p. 265, 266) conceitua “providência” e faz um interessante comparativo com as intervenções milagrosas: 

 A palavra “providência” tem origem no latim provideo, significando “eu vejo uma coisa antecipadamente” (pro = antes; video = vejo); assim, o significado original de providência é previsão. Como, porém, uma previsão sempre ocasiona atividade em relação ao que é previsto, providência adquire do sentido de atividade que procede da previsão

[…] 

 É isto que vemos demonstrado no Livro de Ester. A crise à qual o livro se refere é providencialmente prevista e depois providencialmente vencida no momento crucial. Não é empregada qualquer intervenção milagrosa. Todos os acontecimentos registrados são resultados das circunstâncias em sua sequência natural. Todavia, embora não seja registrado qualquer milagre […]. 

  Digno de nota, ainda, conforme acentua Baxter (ibid., p. 267), é que toda a ação divina, “provocando todos os eventos registados”, acontece “sem violar o livre-arbítrio humano e sem interromper o desenvolvimento normal dos assuntos humanos, como um poder oculto controla todas as coisas de maneira insuspeita, mas infalível”. 

 II – O CONTEXTO HISTÓRICO 

 1. O povo hebreu no exílio 

 Para uma melhor compreensão do contexto histórico do livro de Ester, é importante mencionar o fim do período da monarquia do povo hebreu. Em 722 a.C., ocorreu a queda final do Reino do Norte perante os assírios (2 Rs 17.6). Pouco mais de cem anos depois, Judá, o Reino do Sul, foi levado para o cativeiro babilônico em três levas: a primeira, no ano 605; a segunda, em 597, e a terceira, em 586 a.C. Conforme Jeremias havia profetizado, o exílio na Babilônia durou 70 anos (Jr 25.11; 29.10-14). Foi um período em que o Senhor tratou com o seu povo, principalmente para extirpar a idolatria que contaminara a todo o Israel (Ez 36.16-25).

  Eugene H. Merrill (2001, p. 497, 498) enfatiza o terrível significado espiritual do exílio:

   Os longos anos em que a elite política, militar e religiosa de Judá esteve longe de sua terra são popularmente conhecidos como o exílio na literatura moderna, um termo singularmente apropriado, uma vez que não apenas sugere a remoção forçada da população de judeus da Babilônia, como também comunica a ausência de Yahweh durante o processo. A tragédia do exílio não pode ser interpretada como apenas a deportação de um povo para outra terra, ou a destruição de uma cidade e seu santuário central. Na verdade, Deus havia se retirado do meio de seu povo, uma ausência simbolizada por uma das visões de Ezequiel, na qual a Shekinah movia-se do templo para o monte das Oliveiras (Ez 11.23). 

  2. O fim do exílio 

  Esse período termina com a vitória de Ciro sobre os babilônios no ano 539 a.C.6 O Senhor Deus estava exercendo o seu juízo sobre a Babilônia por causa da sua iniquidade (Jr 25.12). Antes, já havia julgado a Assíria, como profetizado por Naum: Deus não tem o culpado por inocente (Na 1.2,3). Em 539 a.C., Ciro venceu os babilônios e anexou o seu território ao Império Persa. Logo no primeiro ano de reinado, “despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia”, fazendo-o decretar o retorno do povo judeu para Jerusalém (Ed 1.1-3). 

 3. O pós-exílio 

  O retorno deu-se em três grupos, sendo que o primeiro e maior deles — 50 mil exilados — seguiu para Jerusalém junto com Zorobabel já em 538 a.C. (Ed 1.5; 2.64,65). Donald Stamps (2009, p. 709) cita uma estimativa segundo a qual viviam na Babilônia “um milhão ou mais” de judeus, o que demonstra a baixa adesão à convocação de retorno, a despeito da inequívoca providência divina que, por intermédio de Ciro, permitia a volta para Jerusalém. A esmagadora maioria dos judeus decidiu pelo que lhes parecia mais cômodo: permanecer nas cidades que ocupavam na Babilônia. 

  O primeiro retorno é narrado do capítulo 1 ao capítulo 6 do livro de Esdras. Entre o capítulo 6 e o capítulo 7, há um intervalo de aproximadamente 60 anos. É na segunda metade desse período — um verdadeiro hiato histórico — que se passam os fatos do livro de Ester, que preenchem uma década

da história (483 a 473 a.C.) e dão-se durante o reinado de Assuero (Xerxes, em grego), imperador persa de 486 a 465 a.C. 

  Fechada a história contada em Ester, o registro sagrado seguinte é aquele contido no capítulo 7 de Esdras: a narrativa do retorno do segundo grupo de judeus para Jerusalém sob a liderança do sacerdote e escriba Esdras em 458 a.C., já nos dias do rei Artaxerxes, filho de Assuero (Ed 7.1-10). O terceiro grupo retornaria somente em 444 a.C., liderado por Neemias (Ne 2.17). 

 III – PROPÓSITO E MENSAGEM 

 1. A providência divina 

  A forma como os judeus adotaram o livro de Ester e nele inspiram-se ao longo da história demonstra o cumprimento do seu principal propósito: o registro do misericordioso e providencial cuidado de Deus com o seu povo, a despeito das suas escolhas fora do seu propósito. Há uma promessa feita a Abraão (Gn 12.2,3). Nas suas perseguições e perigo de extermínio, os judeus têm, nesse livro, uma mensagem de consolo e esperança. 

  2. Uma falsa estabilidade 

  Quanto à mensagem principal, o livro de Ester adverte-nos do grande perigo de confiar nas falsas estabilidades que as estruturas do mundo oferecem e que costumam parecer mais vantajosas. Estava tudo indo muito bem em Susã até surgir a ordem de destruição total dos judeus (Et 3.7-13). A falsa segurança foi embora. O povo de Judá dependia totalmente da intervenção divina para que não fosse exterminado. Ester mostra Deus agindo mais uma vez, movendo as estruturas humanas, agora no grande e poderoso Império Persa. Seja qual for a circunstância, é melhor confiar no Senhor do que no homem (Sl 118.8,9). 

 3. A Festa de Purim 

  O livro de Ester marca esse propósito principalmente pela instituição da Festa de Purim, ordenada por Mardoqueu

depois do grande livramento que os judeus receberam (Et 9.20-28). Purim é o plural da palavra acadiana pur, podendo ser entendida como lançar sortes. Conforme Ester 3.7, Hamã lançou sorte para estabelecer o dia da morte dos judeus, mas a situação acabou se invertendo, tornando motivo para comemoração dos judeus.7 A festa, portanto, comemora a frustração do nefasto plano de extermínio diante da providencial ação divina para a libertação do seu povo. 

   1 Quanto ao risco de enveredar-se por infindáveis estudos produzidos pela Alta Crítica e perder-se o principal, que é a edificação espiritual, J. Sidlow Baxter (ibid., p. 273) cita G. Campbell Morgan, que afirmou: “[…] pode-se passar a vida inteira tentando descobrir quantos homens escreveram Isaías, quem foi o autor do Pentateuco ou quem escreveu a Carta aos Hebreus, sem jamais estudar a Bíblia”. Como nosso propósito é estudar as Escrituras, este livro não se dedica a reproduzir as infindáveis discussões da crítica bíblica. 

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2 Império Aquemênida é outro nome dado ao Primeiro Império Persa, vigente nos dias de Ester. 

3 São dezoito referências espalhadas pelos quatro capítulos do livro: Rt 1.6,8,9,13,16,17,20,21; 2.4,12,20; 3.10,1; 4.11,12,13,14,15. 

4 ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998, p. 261. 

5 É necessário dizer que muitos judeus, embora não tenham seguido Zorobabel, Esdras ou Neemias para reconstruir Jerusalém, contribuíram financeiramente com as obras e a restauração das cerimônias (Ed 8.25-28). 

6 Eugene H. Merril (2001, p. 498) argumenta que o fim do cativeiro não representa, de certa forma, o fim do exílio, porque Jeová não retornou na ocasião para habitar no templo, o que, conforme os profetas predisseram, somente se dará na era escatológica, quando o próprio Messias será a glória de Deus (Ag 2.7-9). 

7 Bíblia Brasileira de Estudo, p. 686.

 O Deus que governa o Mundo e cuida da Família — Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração

 Silas Queiroz

 

 

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