TEXTO ÁUREO
“Segui a paz com todos e a
santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”
(Hb 12.14)
VERDADE PRÁTICA
Na jornada para o Céu, devemos estar
conscientes a respeito da necessidade de ter uma vida santa para nos
encontrarmos com o Senhor
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Pedro 1.13-21
13- Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e
esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo,
14- como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que
antes havia em vossa ignorância;
15- mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em
toda a vossa maneira de viver,
16- porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.
17- E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga
segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação,
18 sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que
fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes
dos vossos pais,
19-mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e
incontaminado,
20- O qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da
fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós;
21- e por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu
glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.
PLANO DE AULA
1- INTRODUÇÃO
A santidade é um atributo
pelo qual o Senhor se faz conhecido. Ter consciência de que Deus é santo
implica ao crente tornar-se santo também para que possa manter-se em comunhão
com o Criador durante a jornada para o Céu. Nesta lição, veremos a perspectiva
bíblica de santificação, bem como os estágios da santificação. Veremos também
que a santidade é acompanhada da justiça, atributos divinos que não se
contradizem.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Apresentar a perspectiva bíblica da
santificação;
II) Descrever a abrangência dos estágios
da santificação;
III) Distinguir a santidade e a justiça de
Deus como atributos inerentes à sua natureza.
B) Motivação: A santificação
é um processo contínuo na vida do crente. Ter uma vida santa é viver separado
das práticas pecaminosas deste mundo. A mente do homem natural não entende as
coisas do Espírito e acha estranho os crentes não seguirem o mesmo curso
natural de pecados. Converse com a classe sobre a forma como o crente lida com
as pessoas que não professam a fé em Jesus.
C) Sugestão de Método: O
segundo tópico da lição elenca os três estágios
que a santificação abrange. Escreva
na lousa os respectivos títulos em três colunas: estágio 1- estágio 2 – estágio
3. Com a colaboração dos alunos, abaixo de cada coluna, escreva as
características pertinentes a cada estágio da santificação. Ao final, reforça
que a santificação tem como objetivo que o crente tenha o seu caráter
transformado a fim de que se torne cada vez mais parecido com Jesus.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Durante a
jornada rumo à eternidade o crente não pode perder a consciência da santidade
divina. É a partir da percepção de que Deus é santo que o crente prossegue em
santidade e nutre uma vida de rejeição ao pecado. O fato de desfrutarmos o amor
de Deus não nos isenta da consciência de que o juízo virá sobre as obras
infrutuosas das trevas as quais não podemos compartilhar.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e
subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p. 41, você
encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao
final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de
sua aula:
1) O texto “Santo”,
localizado depois do primeiro tópico, aprofunda a reflexão sobre a santidade
como atributo divino;
2) O texto “A Adoção de
Atitudes Cristas”, ao final do segundo tópico, amplia a reflexão sobre a
conduta cristã, inclusive, quanto ao exercício da santificação.
INTRODUÇÃO
A palavra “consciência” nos
remete a ideia de percepção a respeito de algo que está em nossa volta, é o
estado em que estamos despertos, acordados e lúcidos no tempo presente e, por
isso, sabemos que existimos. Desse jeito, o crente em Jesus, que iniciou a sua
jornada de fé com Cristo, deve estar consciente a respeito de viver uma vida
santa, sem a qual, a Bíblia afirma: “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Nesta
lição, estudaremos a importância da santidade em nossa jornada para o Céu.
Palavra-Chave:
Santidade
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A Adoção de Atitudes Cristãs
“A obediência tem duas
dimensões: a positiva e a negativa. Os filhos de Deus não devem se conformar
com os desejos pecaminosos que tinham no passado; antes, devem ‘ser santos’ em
tudo que fizerem (1 Pe 1.15). Isso porque aquele que os chamou é santo. Isto é,
Deus é o modelo de conduta e comportamento para seus filhos. Obviamente, os
filhos de Deus devem refletir a característica de santidade da família, uma
característica nitidamente diferente daquela de seu antigo estilo de vida
(1.14; 2.1; 4.3). Na terminologia contemporânea, esse relacionamento entre o
Pai e a conduta dos filhos é chamado de ‘modelo de conduta’. Essa obrigação de
santificação inclui obediência às Escrituras, pois está escrito: ‘Sede santos,
porque eu sou santo’ (1.16). […] Portanto, como a salvação é uma questão de
graça e aquele que convoca à salvação é santo, torna-se imperativo que os
leitores de Pedro também sejam santos. Entretanto, a fim de que possam obedecer
a essa ordem, devem adotar atitudes e condutas que estejam de acordo com seu
santo modelo. Uma atitude negativa seria insistir em permanecer em sua antiga
conduta de desejos pecaminosos (1.14); e a positiva seria ter uma atitude de
autocontrole (1.13). Devem assumir a identidade de serem santos (1.15, 16). À
medida que o povo de Deus atender a essa ordem de santificar sua vida, adotará
novas atitudes em relação ao pecado (2.1-3), ao Estado (2.13-17), à escravidão
(2.18-25) e ao casamento (3.1-7)” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo
Testamento. Vol. 2. Romanos-Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.
897-98).
CONCLUSÃO
Na jornada para o Céu, o cristão precisa
desenvolver uma consciência da santidade de Deus para que possa tomá-la como o
padrão perfeito de vida. Devemos sempre progredir em santidade desde o momento
em que iniciamos a vida com Cristo até o final de nossa jornada (1Jo 2.3).
Estamos no tempo de ser conscientes de que Deus ama a todos e não deseja que
ninguém se perca. Todavia, os que rejeitam uma vida santa e se entregam ao
pecado sofrerão a condenação eterna, pois santidade e justiça são atributos de
Deus que não se contradizem.
CPAD : A carreira que nos está
Proposta – O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar no Céu
Lição 10: Desenvolvendo uma Consciência de Santidade
O
apóstolo Pedro mostra que a proposta de Deus para aqueles que são chamados a
viver a nova vida com Cristo é desenvolver uma vida de santidade (1 Pe 1.15).
Esse ato envolve o desenvolvimento de uma consciência de santidade, que pode
ser visto como um processo crescente espiritual que nos conduz a cada dia a um
viver maduro e santo. Isso, por sua vez, resultará no grande projeto divino,
cujo destino final é sermos semelhantes a Jesus Cristo (Rm 8.29). Para isso
acontecer é preciso, primeiramente, arrependimento e confissão de pecados com
sinceridade. A cada dia o cristão deve se afastar do pecado para poder
aproximar-se cada vez mais de Deus.
Sem o conhecimento da Palavra de Deus é
impossível o cristão desenvolver uma consciência de santidade, porque ela é a
base, o fundamento da nossa fé cristă, e a leitura e a meditação nela constantemente
é o segredo para que a real vida de santidade possa aparecer (S1 1.2,3). Por
meio da Palavra somos levados a compreender o que Deus quer para nossas vidas e
como desenvolver com Ele a real comunhão, que envolve oração e meditação nas
Escrituras.
A consciência de santidade faz com que
vivamos no presente século como luzeiros de Cristo (Fp 2.15), exercendo nossa
influência de sal e luz. É preciso ter a presença do Espírito Santo de Deus na
vida para ser santo, pois santidade não se trata de uma ação apenas humana, e é
dEle que vem a capacidade necessária para vivermos da forma como Deus planejou
para nós (Gl 5.16). Quem tem consciência de santidade sabe ter postura de salvo
neste mundo e sabe como conviver com os salvos em Cristo, tendo comunhão com
cada um, fortalecendo assim a unidade do Espírito Santo pelo vínculo da paz (Ef
4.3). Somente um crente com essa consciência poderá amar as pessoas, encorajar
a quem precisa e considerar o próximo
(Нь 10.24). Um cristão que
vive a consciência de santidade por meio da Palavra e do Espírito Santo de Deus
terá um viver perseverante na fẽ, não oscilando nem cedendo
diante das lutas, problemas e desafios que essa vida nos propõe, bem como os
desejos pecaminosos da carne. Ele segue sua jornada até o fim, sabendo que a
cada passo que está dando Deus o está lapidando e moldando para, no futuro, ser
como Jesus é (2 Tm 2.19; 1 Pe 1.2; Ef 1.5,11; 2 Co 3.18; Fp 3.21; 1 Jo 3.2).
I. A
Perspectiva Bíblica da Santificação
No hebraico, existem diversas palavras que
são aplicadas para o termo santidade, cada uma delas possui seus próprios
aspectos polissémicos. Citaremos seis delas em hebraico para que tenhamos uma
melhor compreensão. קֹדֶש )kodesh) é a principal palavra aplicada para
"santidade" em hebraico bíblico (Lv19.2(קָדוֹ )gadosh) trata-se de uma
forma adjetival de "santo" (Is 6.3( קדוש kiddush) e aplicada para
referir-se à cerimônia de santificação do sábado ou de festivais judaicos (Ex
20.8( חָסִיד )chaside) é aplicada para piedoso ou santo, mas
carrega o peso de santidade (S1 30.4). מקדש miqdash) usada para
"santuário" ou "lugar santo", estando relacionada a lugares
dedicados a Deus (Ex 25.8( קדיש )kaddish) trata-se de uma
oração judaica que exalta a santifica o nome de Deus (Is 6.3).
Por intermédio dessas palavras, podemos
compreender as dimensões que a santidade exerce na Bíblia, dando em especial a
ideia de viver separado do pecado e desenvolver uma vida totalmente consagrada
ao Senhor. É por meio de um viver em santidade que podemos agradar a Deus e
estar em sua presença, tanto agora como no futuro, pois como diz em Hebreus
12.14, sem a santificação ninguém verá o Senhor. Por meio das Escrituras, esses
termos e seus conceitos nos levam a refletir que precisamos andar e viver em
santidade em todas as áreas de nossas vidas. Vale dizer que o tema central
presente na Palavra de Deus é a santidade, de modo que a Igreja não pode ser
outra coisa, senão santa, para que de fato possa ser usada por Deus e ser de
Deus (Ef 5.27).
1. Uma
definição de santidade
A santidade, no aspecto bíblico, pode ser
definida como atributo de Deus (Pai, Filho e Espírito), pelo qual Ele é
moralmente puro e perfeito, separado e acima do que é mau e imperfeito (Ex
15.11; Sl 29.2; Hb 12.10). Qualidade do membro do povo de Deus que o leva a se
separar dos pagãos, a não seguir os maus costumes deste mundo, pertencer
somente a Deus e a ser completamente fiel a Ele (1 Ts 3.13). No Antigo
Testamento era a separação de coisas ou pessoas para Deus e para o culto. Os
sacerdotes eram santos (Lv 21.6-8), bem como os nazireus (Nm 6.5-8), Canaã (Zc
2.12), Jerusalém (Is 52.1), o Templo (Sl 11.4), os altares, o óleo e os
utensílios do culto (Ex 30.25-29), os sacrificios (Ex 28.38), tudo era santo.
Nas páginas do Antigo Testamento, o tema
santidade já estava presente; era uma exigência da parte de Deus para o seu
povo, que teria que estar em separação e pureza moral refletindo o seu caráter.
Quando um israelita procurava viver em santidade, estava mostrando que desejava
viver segundo os mandamentos do Senhor, somente assim poderia dedicar-se com
todo amor ao seu trabalho. Levítico 20.1-10, mostra como Deus queria o seu
povo, Israel, desenvolvendo um viver em santidade, separando-se totalmente do pecado
e vivendo conforme os seus mandamentos.
No Novo Testamento, o ensino sobre a
santidade também está presente. Ela é resultado da graça divina por meio do
sacrificio de Jesus na cruz, e começa pelo arrependimento e confissão de
pecado. A partir de então, se tem a real transformação espiritual, que começa
pelo lado interior. Por meio dessa transformação, o cristão busca se separar de
tudo aquilo que pode contaminar sua vida, pois seu propósito agora é caminhar
para a santificação final, que objetiva ser como Cristo é. Vivendo em
santidade, cada ação, gesto ou palavra do crente reflete sua nova posição em
Cristo, porque ele quer ser santo em toda maneira de viver (1 Pe 1.15). O
apóstolo Paulo nos lembra de que a vontade de Deus para nós é a santificação (1
Ts 4.3,4).
2. A
santidade exigida pela Palavr
O tema santidade não é algo criado por um
conselho de doutrina da Igreja, não vem da cabeça de um pastor pentecostal.
Esse tema origina-se de Deus e está expresso na Bíblia. Na Palavra, Deus nos
chama para um viver em santidade, após nossa vida ser transformada em Cristo (2
Co 5.17).
Nesse novo viver não se deve mais apresentar
os membros ao pecado (Rm 6.13), mas desenvolver pelo Espírito Santo um viver
consagrado e dedicado para Deus, afastando-se cada vez mais do pecado. Devemos
ser conscientes de que não há como viver a vida conforme o querer de Deus sem
santidade.
Jamais o crente pode dizer: "Vou pensar
se vou viver em santidade para Deus". Isso não existe; não se pode viver
para o Senhor negligenciando a santificação. Ela não é algo que eu possa
escolher ou não; na verdade, é necessária, pois se trata de uma resposta nossa
para com a salvação que recebemos de Deus, e deve ser evidenciada pelos seus
frutos (Mt 3.8; Gl
5.22).
Ao se falar da exigência da santidade pela
Palavra, não quer dizer que ela esteja cobrando de nós, nesta vida, uma
exigência absoluta, perfeita; isso é impossível em nosso corpo mortal. Afinal,
somos seres falíveis, humanos e pecadores. Paulo falou que pela graça de Deus
se tornou um homem santo (1 Co 15.10). Nós podemos dizer o mesmo, pois somente
por meio do Espírito Santo de Deus em nossas vidas e da graça do Senhor podemos
ser capacitados para desenvolver um padrão de vida santa que agrade a Deus em todos
os sentidos.
II-A
Santificação e seus Estágios
1. A
realidade da santificação
Pelo aspecto bíblico, a
santificação é definida como ato, estado e processo de se tornar santo (Rm
6.19-22; 1 Ts 4.1-7); é realizada na vida do salvo pela ação do Espírito Santo
(2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2). Fazendo uma junção de Bíblia e Teologia, a santificação
trata-se do processo que conduz o cristão gradualmente a ser transformado
conforme a imagem de Cristo Jesus. Isso quer dizer, ser como Ele é no seu
caráter, modo de agir, pensar e conduta (Mt 5.48).
O Espírito Santo age em nossas vidas de modo
pedagógico, aplicando em nossos corações aquilo que Jesus ensinou (Jo 16.13).
Por meio do ensino da Palavra, somos conduzidos a um viver santo. Quando a
pessoa aceita a Cristo como Salvador, arrependendo-se e confessando os seus
pecados, a partir de então começa a ação contínua e ininterrupta da ação divina
no seu ser, em sua vida, e isso vai perdurar até o dia quando chegar ao Céu.
2. Três
estágios da santificação
Quando falamos de estágios da santificação,
não é algo que esteja delineado nas páginas das Sagradas Escrituras. Trata-se,
na verdade, de uma abordagem teológica como forma de declarar mais
especificamente sua importância e entender tal processo, mas a santificação é
apresentada nas Escrituras de modo geral.
O primeiro é chamado de santificação
posicional, que surge de imediato no momento da conversão, quando a pessoa
manifesta verdadeiro arrependimento, confessa seus pecados e reconhece Jesus
Cristo como único salvador. Prontamente, a pessoa passa a ser declarada justa
diante de Deus, sendo separada do pecado para viver em Cristo Jesus. O segundo
estágio da santificação é denominado de santificação progressiva. Depois de ter
aceitado a Cristo Jesus como Salvador e
Senhor, já estando posicionado em Jesus, o cristão agora vai seguir sua
peregrinação para o Céu, desenvolvendo a santificação a cada momento de sua
vida. É nesse ponto que ele produzirá o fruto do Espírito (Gl 5.22,23). Para
que esse estágio tenha sucesso, é preciso voltar-se constantemente para o
estudo da Palavra de Deus, viver em oração e obediência, assim o cristão será
transformado cada dia mais e mais. O terceiro estágio é chamado de santificação
final, definitiva, futura ou consumada. Ela é assim chamada porque fala da
chegada do crente ao Céu, agora, já transformado, quando o mortal já se
revestiu da imortalidade (1 Co 15.53,54). O que foi traçado por Deus para que
fossemos iguais ao seu Filho teve o seu propósito alcançado (Rm 8.29), pois foi
removido todo o pecado do crente e ele está perfeito em santidade. Esse tipo de
perfeição nunca se alcançará enquanto estivermos neste mundo e em um corpo
carnal.
Passando pelos três estágios, ao chegar no
final, o cristão será igual a Jesus (1 Jo 3.2). Essa promessa é bíblica; agora
ele viverá na eternidade, na presença de Deus, sem qualquer corpo de pecado,
que estava sujeito à tentação ou desejo maléfico, mas agora terá um corpo
glorificado e santo. O cristão que passar pelos dois primeiros estágios
alcançará o nível de vida perfeita. Não se trata de um carma, e sim do resultado
de viver a Palavra de Deus fielmente e em santidade. E importante analisar que
a primeira santificação, a posicional, é o fundamento para as outras duas, o
que mostra que se trata de algo interligado e contínuo. Viver os estágios da
santificação é sofrer beneficamente os impactos desse processo que resultará em
uma transformação gloriosa, nos colocando em condição final de estar diante do Deus
Poderoso, que é santo, santo, santo (Is 6.3). A santificação na vida do cristão
está em andamento, refinando cada vez mais nosso relacionamento com Cristo para
alcançar a santidade completa e final.
3. O alvo
da santificação
Podemos dizer que o alvo da santificação é
que o salvo em Cristo Jesus prossiga sua jornada de fé neste mundo até chegar
ao nível de vida de Cristo, isto é, ser conforme sua imagem (Rm 8.29). O
cristão vive sua vida neste mundo com um alvo certo, como foi dito por Paulo:
"prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo
Jesus" (Fp 3.14). Ao se falar do alvo da santificação, refere-se ao
processo por meio do qual os servos de Cristo buscam se ajustar, afinar-se ao
seu caráter, à sua semelhança, o que envolve comportamento, ações e atitudes.
Aquele que está vivendo os dois estágios da santificação terá como alvo ser
cada vez mais parecido com Cristo neste mundo, manifestando amor, compaixão,
misericórdia, santidade e verdade para com todos.
Vemos que o alvo da santificação é que a
nossa transformação nos eleve ao nível de Jesus Cristo. Como é maravilhoso o
cristão saber que ainda que seja fraco, pequeno e cheio de defeitos, o poder do
Espírito Santo habita no seu ser, agindo para que sejamos mudados e
transformados para sermos como Cristo é.
III-O
Julgamento do Deus Santo
Ao folhear cada página da Bíblia, todo leitor
de imediato verá como ela descreve a Deus, seu autor: santo e justo Js 24.19;
Is 45.21). Por santo entendemos que
Deus possui santidade (Is 6.3-7; Éx 29.29; Lv 11.45; 1 Pe 1.16). Esse título
realça sua santidade em tudo (Hc 1.12; Is 5.24). Deus é chamado de o Santo de
Israel. Na definição da palavra justo, aprendemos que o seu significado é:
certo; legítimo (peso: Lv 19.16; causa: Sl 17.1). A pessoa que, numa causa
judicial, tem razão (Dt 25.1). No sentido religioso judeu, aquele que pratica a
Lei e as cerimônias judaicas (Mc 2.17). A pessoa que está corretamente
relacionada com Deus pela fé (Rm 1.17) e, por isso, procura nos seus
pensamentos, motivos e ações obedecer aquilo que Deus, em sua Palavra,
estabelece como modelo de vida (Rm 4.3). A pessoa que está de acordo com a
justiça de Deus.
A
Bíblia é categórica em dizer que Deus é santo e justo, sendo dessa natureza,
jamais deixará de punir os pecadores e abençoar os que procuraram trilhar o
caminho da santidade. Chegará um dia, o qual já está reservado, em que Ele
julgará a todos, como bem salienta Paulo, Ele "retribuirá a cada um
segundo as suas obras" (Rm 2.6, NAA). O escritor aos Hebreus fala que um
dia chegará o juízo (Hb 9.27). Em 2 Coríntios, Paulo diz que teremos que
comparecer perante o Tribunal de Cristo para receber de acordo com as obras
praticadas (2 Co 5.10).
Haverá um julgamento para os santos e também
para os pecadores. Os cristãos serão avaliados e julgados no Tribunal de
Cristo, enquanto os ímpios pecadores, que não se arrependeram, serão julgados
perante o Grande Trono Branco, recebendo a condenação eterna (Dn 12.2; Ap
20.11,12). Esse Deus Santo e Justo tem oferecido oportunidade aos homens para
que se arrependam dos seus pecados e não sofram tal condenação, revelando,
assim, seu grande amor para com todos.
1. O Deus
Santo
A Bíblia fala de Deus como santo em sua
essência. Por meio desse atributo, pode-se compreender e descrever a perfeição
absoluta de Deus como ser divino. Em Levítico 19.2 lemos: "Fala a toda a
congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o
SENHOR, vosso Deus, sou santo". Por meio desse versículo, cada israelita
tinha o padrão certo. para viver em santidade.
Os israelitas deveriam entender que, no
tocante à santidade de Deus, estava claro que Ele não estava no mesmo nível de
sua criação, pois era transcendente, eterno, santo, justo, perfeito em justiça
amor e sabedoria, separado de todo tipo de pecado. Essa santidade divina
revelava sua pureza moral e seu caráter reto, puro, imaculado. Os que querem
viver em relacionamento com Deus precisam ter um viver santo por causa do seu caráter
que é puramente santo.
2. Santidade
exigida a todos os crentes
Por meio das citações de 1 Pedro 1.15,16;
Efésios 1.4; 1 Tessalonicenses 4.3,4; e Hebreus 12.14, vê-se que a santidade é
exigida para os santos da Nova Aliança. Todos são chamados a viver e seguir o
modelo de Cristo Jesus, inclusive sua santidade. Por meio do processo da
santificação, o cristão vai tendo um crescimento e uma transformação contínuos,
afastando-se cada vez mais do pecado e consagrando-se a Deus com todo o seu
ser, desejando refletir neste mundo pecaminoso o caráter de Cristo Jesus por
meio do seu comportamento, de modo que suas obras irão redundar em louvor e
glória ao nome do Senhor (Mt 5.16).
O cristão não deve pensar que a santificação
é requisito para a salvação, isso porque só pode buscar a santidade aquele que
já está em Cristo Jesus. Quando ele se dispõe a viver em santidade, faz isso
mediante a consciência que tem do amor e da graça de Deus que foi manifestada
por meio de Cristo em seu favor, por isso compreendemos que a santidade não
pode ser imposta.
3. Santidade
e justiça de Deus
Olhar para Deus como santo e justo é
entender na essência a sua real natureza e caráter. Esses atributos o definem,
conforme se analisa nas Sagradas Escrituras. Falar da justiça de Deus é falar
de sua retidão, equidade, imparcialidade. Assim como é o padrão de santidade para o seu
povo, também o é na retidão e verdade.
Como Deus é justo, Ele nunca deixará o mal e
o pecado impunes, pois não tolera o mal. Para o cristão, é salutar compreender
a dimensão da santidade e justiça de Deus, para que possa voltar-se para Ele em
total arrependimento, confessar os seus pecados para desenvolver uma vida de
santidade por intermédio de seus ensinamentos e, como resposta à sua
misericórdia e graça divina, tendo-o como o padrão a ser seguido, porque
escrito está: "Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.16).
Conclusão
Depois de salvos em Cristo, todos nós somos
chamados a viver em santidade para Deus, refletindo neste mundo vil o caráter
de Cristo pelo novo comportamento, obras e pensamentos. A santidade que é
requerida de todos nós não é produto do homem, mas da Palavra de Deus, pois seu
autor, sendo santo, nos chama para a santidade (1 Pe 1.15). No Antigo e Novo
Testamento (Lv 20.1-10; Hb 12.14) somos advertidos sobre a importância de viver
em santidade, fugindo do pecado e consagrando nossa vida a Deus. Isso é
possível pela capacitação do Espírito Santo em nossas vidas.
A Carreira que nos esta Proposta
Osiel Gomes


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