sábado, 1 de junho de 2024

CPAD : A carreira que nos está Proposta | Lição 10: Desenvolvendo uma Consciência de Santidade



TEXTO ÁUREO

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”

(Hb 12.14)

VERDADE PRÁTICA

Na jornada para o Céu, devemos estar conscientes a respeito da necessidade de ter uma vida santa para nos encontrarmos com o Senhor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Pedro 1.13-21

13- Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo,

14- como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;

15- mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,

16- porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

17- E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação,

18 sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais,

19-mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,

20- O qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós;

21- e por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO

A santidade é um atributo pelo qual o Senhor se faz conhecido. Ter consciência de que Deus é santo implica ao crente tornar-se santo também para que possa manter-se em comunhão com o Criador durante a jornada para o Céu. Nesta lição, veremos a perspectiva bíblica de santificação, bem como os estágios da santificação. Veremos também que a santidade é acompanhada da justiça, atributos divinos que não se contradizem.

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Apresentar a perspectiva bíblica da santificação;

II) Descrever a abrangência dos estágios da santificação;

III) Distinguir a santidade e a justiça de Deus como atributos inerentes à sua natureza.

B) Motivação: A santificação é um processo contínuo na vida do crente. Ter uma vida santa é viver separado das práticas pecaminosas deste mundo. A mente do homem natural não entende as coisas do Espírito e acha estranho os crentes não seguirem o mesmo curso natural de pecados. Converse com a classe sobre a forma como o crente lida com as pessoas que não professam a fé em Jesus.

C) Sugestão de Método: O segundo tópico da lição elenca os três estágios

que a santificação abrange. Escreva na lousa os respectivos títulos em três colunas: estágio 1- estágio 2 – estágio 3. Com a colaboração dos alunos, abaixo de cada coluna, escreva as características pertinentes a cada estágio da santificação. Ao final, reforça que a santificação tem como objetivo que o crente tenha o seu caráter transformado a fim de que se torne cada vez mais parecido com Jesus.

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Durante a jornada rumo à eternidade o crente não pode perder a consciência da santidade divina. É a partir da percepção de que Deus é santo que o crente prossegue em santidade e nutre uma vida de rejeição ao pecado. O fato de desfrutarmos o amor de Deus não nos isenta da consciência de que o juízo virá sobre as obras infrutuosas das trevas as quais não podemos compartilhar.

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p. 41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “Santo”, localizado depois do primeiro tópico, aprofunda a reflexão sobre a santidade como atributo divino;

2) O texto “A Adoção de Atitudes Cristas”, ao final do segundo tópico, amplia a reflexão sobre a conduta cristã, inclusive, quanto ao exercício da santificação.

INTRODUÇÃO

A palavra “consciência” nos remete a ideia de percepção a respeito de algo que está em nossa volta, é o estado em que estamos despertos, acordados e lúcidos no tempo presente e, por isso, sabemos que existimos. Desse jeito, o crente em Jesus, que iniciou a sua jornada de fé com Cristo, deve estar consciente a respeito de viver uma vida santa, sem a qual, a Bíblia afirma: “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Nesta lição, estudaremos a importância da santidade em nossa jornada para o Céu.

Palavra-Chave:

Santidade

AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

A Adoção de Atitudes Cristãs

“A obediência tem duas dimensões: a positiva e a negativa. Os filhos de Deus não devem se conformar com os desejos pecaminosos que tinham no passado; antes, devem ‘ser santos’ em tudo que fizerem (1 Pe 1.15). Isso porque aquele que os chamou é santo. Isto é, Deus é o modelo de conduta e comportamento para seus filhos. Obviamente, os filhos de Deus devem refletir a característica de santidade da família, uma característica nitidamente diferente daquela de seu antigo estilo de vida (1.14; 2.1; 4.3). Na terminologia contemporânea, esse relacionamento entre o Pai e a conduta dos filhos é chamado de ‘modelo de conduta’. Essa obrigação de santificação inclui obediência às Escrituras, pois está escrito: ‘Sede santos, porque eu sou santo’ (1.16). […] Portanto, como a salvação é uma questão de graça e aquele que convoca à salvação é santo, torna-se imperativo que os leitores de Pedro também sejam santos. Entretanto, a fim de que possam obedecer a essa ordem, devem adotar atitudes e condutas que estejam de acordo com seu santo modelo. Uma atitude negativa seria insistir em permanecer em sua antiga conduta de desejos pecaminosos (1.14); e a positiva seria ter uma atitude de autocontrole (1.13). Devem assumir a identidade de serem santos (1.15, 16). À medida que o povo de Deus atender a essa ordem de santificar sua vida, adotará novas atitudes em relação ao pecado (2.1-3), ao Estado (2.13-17), à escravidão (2.18-25) e ao casamento (3.1-7)” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 2. Romanos-Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 897-98).

CONCLUSÃO

Na jornada para o Céu, o cristão precisa desenvolver uma consciência da santidade de Deus para que possa tomá-la como o padrão perfeito de vida. Devemos sempre progredir em santidade desde o momento em que iniciamos a vida com Cristo até o final de nossa jornada (1Jo 2.3). Estamos no tempo de ser conscientes de que Deus ama a todos e não deseja que ninguém se perca. Todavia, os que rejeitam uma vida santa e se entregam ao pecado sofrerão a condenação eterna, pois santidade e justiça são atributos de Deus que não se contradizem.

   CPAD : A carreira que nos está Proposta – O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar no Céu

Lição 10: Desenvolvendo uma Consciência de Santidade

 

 


  O apóstolo Pedro mostra que a proposta de Deus para aqueles que são chamados a viver a nova vida com Cristo é desenvolver uma vida de santidade (1 Pe 1.15). Esse ato envolve o desenvolvimento de uma consciência de santidade, que pode ser visto como um processo crescente espiritual que nos conduz a cada dia a um viver maduro e santo. Isso, por sua vez, resultará no grande projeto divino, cujo destino final é sermos semelhantes a Jesus Cristo (Rm 8.29). Para isso acontecer é preciso, primeiramente, arrependimento e confissão de pecados com sinceridade. A cada dia o cristão deve se afastar do pecado para poder aproximar-se cada vez mais de Deus.

  Sem o conhecimento da Palavra de Deus é impossível o cristão desenvolver uma consciência de santidade, porque ela é a base, o fundamento da nossa fé cristă, e a leitura e a meditação nela constantemente é o segredo para que a real vida de santidade possa aparecer (S1 1.2,3). Por meio da Palavra somos levados a compreender o que Deus quer para nossas vidas e como desenvolver com Ele a real comunhão, que envolve oração e meditação nas Escrituras.

  A consciência de santidade faz com que vivamos no presente século como luzeiros de Cristo (Fp 2.15), exercendo nossa influência de sal e luz. É preciso ter a presença do Espírito Santo de Deus na vida para ser santo, pois santidade não se trata de uma ação apenas humana, e é dEle que vem a capacidade necessária para vivermos da forma como Deus planejou para nós (Gl 5.16). Quem tem consciência de santidade sabe ter postura de salvo neste mundo e sabe como conviver com os salvos em Cristo, tendo comunhão com cada um, fortalecendo assim a unidade do Espírito Santo pelo vínculo da paz (Ef 4.3). Somente um crente com essa consciência poderá amar as pessoas, encorajar a quem precisa e considerar o próximo

(Нь 10.24). Um cristão que vive a consciência de santidade por meio da Palavra e do Espírito Santo de Deus terá um viver perseverante na f, não oscilando nem cedendo diante das lutas, problemas e desafios que essa vida nos propõe, bem como os desejos pecaminosos da carne. Ele segue sua jornada até o fim, sabendo que a cada passo que está dando Deus o está lapidando e moldando para, no futuro, ser como Jesus é (2 Tm 2.19; 1 Pe 1.2; Ef 1.5,11; 2 Co 3.18; Fp 3.21; 1 Jo 3.2).

 I. A Perspectiva Bíblica da Santificação

  No hebraico, existem diversas palavras que são aplicadas para o termo santidade, cada uma delas possui seus próprios aspectos polissémicos. Citaremos seis delas em hebraico para que tenhamos uma melhor compreensão. קֹדֶש )kodesh) é a principal palavra aplicada para "santidade" em hebraico bíblico (Lv19.2(קָדוֹ )gadosh) trata-se de uma forma adjetival de "santo" (Is 6.3( קדוש kiddush) e aplicada para referir-se à cerimônia de santificação do sábado ou de festivais judaicos (Ex 20.8( חָסִיד )chaside) é aplicada para piedoso ou santo, mas carrega o peso de santidade (S1 30.4). מקדש miqdash) usada para "santuário" ou "lugar santo", estando relacionada a lugares dedicados a Deus (Ex 25.8( קדיש )kaddish) trata-se de uma oração judaica que exalta a santifica o nome de Deus (Is 6.3).

  Por intermédio dessas palavras, podemos compreender as dimensões que a santidade exerce na Bíblia, dando em especial a ideia de viver separado do pecado e desenvolver uma vida totalmente consagrada ao Senhor. É por meio de um viver em santidade que podemos agradar a Deus e estar em sua presença, tanto agora como no futuro, pois como diz em Hebreus 12.14, sem a santificação ninguém verá o Senhor. Por meio das Escrituras, esses termos e seus conceitos nos levam a refletir que precisamos andar e viver em santidade em todas as áreas de nossas vidas. Vale dizer que o tema central presente na Palavra de Deus é a santidade, de modo que a Igreja não pode ser outra coisa, senão santa, para que de fato possa ser usada por Deus e ser de Deus (Ef 5.27).

 1. Uma definição de santidade

  A santidade, no aspecto bíblico, pode ser definida como atributo de Deus (Pai, Filho e Espírito), pelo qual Ele é moralmente puro e perfeito, separado e acima do que é mau e imperfeito (Ex 15.11; Sl 29.2; Hb 12.10). Qualidade do membro do povo de Deus que o leva a se separar dos pagãos, a não seguir os maus costumes deste mundo, pertencer somente a Deus e a ser completamente fiel a Ele (1 Ts 3.13). No Antigo Testamento era a separação de coisas ou pessoas para Deus e para o culto. Os sacerdotes eram santos (Lv 21.6-8), bem como os nazireus (Nm 6.5-8), Canaã (Zc 2.12), Jerusalém (Is 52.1), o Templo (Sl 11.4), os altares, o óleo e os utensílios do culto (Ex 30.25-29), os sacrificios (Ex 28.38), tudo era santo.

  Nas páginas do Antigo Testamento, o tema santidade já estava presente; era uma exigência da parte de Deus para o seu povo, que teria que estar em separação e pureza moral refletindo o seu caráter. Quando um israelita procurava viver em santidade, estava mostrando que desejava viver segundo os mandamentos do Senhor, somente assim poderia dedicar-se com todo amor ao seu trabalho. Levítico 20.1-10, mostra como Deus queria o seu povo, Israel, desenvolvendo um viver em santidade, separando-se totalmente do pecado e vivendo conforme os seus mandamentos.

  No Novo Testamento, o ensino sobre a santidade também está presente. Ela é resultado da graça divina por meio do sacrificio de Jesus na cruz, e começa pelo arrependimento e confissão de pecado. A partir de então, se tem a real transformação espiritual, que começa pelo lado interior. Por meio dessa transformação, o cristão busca se separar de tudo aquilo que pode contaminar sua vida, pois seu propósito agora é caminhar para a santificação final, que objetiva ser como Cristo é. Vivendo em santidade, cada ação, gesto ou palavra do crente reflete sua nova posição em Cristo, porque ele quer ser santo em toda maneira de viver (1 Pe 1.15). O apóstolo Paulo nos lembra de que a vontade de Deus para nós é a santificação (1 Ts 4.3,4).

  2. A santidade exigida pela Palavr

  O tema santidade não é algo criado por um conselho de doutrina da Igreja, não vem da cabeça de um pastor pentecostal. Esse tema origina-se de Deus e está expresso na Bíblia. Na Palavra, Deus nos chama para um viver em santidade, após nossa vida ser transformada em Cristo (2 Co 5.17).

  Nesse novo viver não se deve mais apresentar os membros ao pecado (Rm 6.13), mas desenvolver pelo Espírito Santo um viver consagrado e dedicado para Deus, afastando-se cada vez mais do pecado. Devemos ser conscientes de que não há como viver a vida conforme o querer de Deus sem santidade.

  Jamais o crente pode dizer: "Vou pensar se vou viver em santidade para Deus". Isso não existe; não se pode viver para o Senhor negligenciando a santificação. Ela não é algo que eu possa escolher ou não; na verdade, é necessária, pois se trata de uma resposta nossa para com a salvação que recebemos de Deus, e deve ser evidenciada pelos seus frutos (Mt 3.8; Gl

5.22).

  Ao se falar da exigência da santidade pela Palavra, não quer dizer que ela esteja cobrando de nós, nesta vida, uma exigência absoluta, perfeita; isso é impossível em nosso corpo mortal. Afinal, somos seres falíveis, humanos e pecadores. Paulo falou que pela graça de Deus se tornou um homem santo (1 Co 15.10). Nós podemos dizer o mesmo, pois somente por meio do Espírito Santo de Deus em nossas vidas e da graça do Senhor podemos ser capacitados para desenvolver um padrão de vida santa que agrade a Deus em todos os sentidos.

  II-A Santificação e seus Estágios

 1. A realidade da santificação

Pelo aspecto bíblico, a santificação é definida como ato, estado e processo de se tornar santo (Rm 6.19-22; 1 Ts 4.1-7); é realizada na vida do salvo pela ação do Espírito Santo (2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2). Fazendo uma junção de Bíblia e Teologia, a santificação trata-se do processo que conduz o cristão gradualmente a ser transformado conforme a imagem de Cristo Jesus. Isso quer dizer, ser como Ele é no seu caráter, modo de agir, pensar e conduta (Mt 5.48).

  O Espírito Santo age em nossas vidas de modo pedagógico, aplicando em nossos corações aquilo que Jesus ensinou (Jo 16.13). Por meio do ensino da Palavra, somos conduzidos a um viver santo. Quando a pessoa aceita a Cristo como Salvador, arrependendo-se e confessando os seus pecados, a partir de então começa a ação contínua e ininterrupta da ação divina no seu ser, em sua vida, e isso vai perdurar até o dia quando chegar ao Céu.

 2. Três estágios da santificação

  Quando falamos de estágios da santificação, não é algo que esteja delineado nas páginas das Sagradas Escrituras. Trata-se, na verdade, de uma abordagem teológica como forma de declarar mais especificamente sua importância e entender tal processo, mas a santificação é apresentada nas Escrituras de modo geral.

  O primeiro é chamado de santificação posicional, que surge de imediato no momento da conversão, quando a pessoa manifesta verdadeiro arrependimento, confessa seus pecados e reconhece Jesus Cristo como único salvador. Prontamente, a pessoa passa a ser declarada justa diante de Deus, sendo separada do pecado para viver em Cristo Jesus. O segundo estágio da santificação é denominado de santificação progressiva. Depois de ter aceitado a Cristo Jesus como  Salvador e Senhor, já estando posicionado em Jesus, o cristão agora vai seguir sua peregrinação para o Céu, desenvolvendo a santificação a cada momento de sua vida. É nesse ponto que ele produzirá o fruto do Espírito (Gl 5.22,23). Para que esse estágio tenha sucesso, é preciso voltar-se constantemente para o estudo da Palavra de Deus, viver em oração e obediência, assim o cristão será transformado cada dia mais e mais. O terceiro estágio é chamado de santificação final, definitiva, futura ou consumada. Ela é assim chamada porque fala da chegada do crente ao Céu, agora, já transformado, quando o mortal já se revestiu da imortalidade (1 Co 15.53,54). O que foi traçado por Deus para que fossemos iguais ao seu Filho teve o seu propósito alcançado (Rm 8.29), pois foi removido todo o pecado do crente e ele está perfeito em santidade. Esse tipo de perfeição nunca se alcançará enquanto estivermos neste mundo e em um corpo carnal.

  Passando pelos três estágios, ao chegar no final, o cristão será igual a Jesus (1 Jo 3.2). Essa promessa é bíblica; agora ele viverá na eternidade, na presença de Deus, sem qualquer corpo de pecado, que estava sujeito à tentação ou desejo maléfico, mas agora terá um corpo glorificado e santo. O cristão que passar pelos dois primeiros estágios alcançará o nível de vida perfeita. Não se trata de um carma, e sim do resultado de viver a Palavra de Deus fielmente e em santidade. E importante analisar que a primeira santificação, a posicional, é o fundamento para as outras duas, o que mostra que se trata de algo interligado e contínuo. Viver os estágios da santificação é sofrer beneficamente os impactos desse processo que resultará em uma transformação gloriosa, nos colocando em condição final de estar diante do Deus Poderoso, que é santo, santo, santo (Is 6.3). A santificação na vida do cristão está em andamento, refinando cada vez mais nosso relacionamento com Cristo para alcançar a santidade completa e final.

  3. O alvo da santificação

  Podemos dizer que o alvo da santificação é que o salvo em Cristo Jesus prossiga sua jornada de fé neste mundo até chegar ao nível de vida de Cristo, isto é, ser conforme sua imagem (Rm 8.29). O cristão vive sua vida neste mundo com um alvo certo, como foi dito por Paulo: "prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.14). Ao se falar do alvo da santificação, refere-se ao processo por meio do qual os servos de Cristo buscam se ajustar, afinar-se ao seu caráter, à sua semelhança, o que envolve comportamento, ações e atitudes. Aquele que está vivendo os dois estágios da santificação terá como alvo ser cada vez mais parecido com Cristo neste mundo, manifestando amor, compaixão, misericórdia, santidade e verdade para com todos.

  Vemos que o alvo da santificação é que a nossa transformação nos eleve ao nível de Jesus Cristo. Como é maravilhoso o cristão saber que ainda que seja fraco, pequeno e cheio de defeitos, o poder do Espírito Santo habita no seu ser, agindo para que sejamos mudados e transformados para sermos como Cristo é.

 III-O Julgamento do Deus Santo

  Ao folhear cada página da Bíblia, todo leitor de imediato verá como ela descreve a Deus, seu autor: santo e justo Js 24.19; Is 45.21).   Por santo entendemos que Deus possui santidade (Is 6.3-7; Éx 29.29; Lv 11.45; 1 Pe 1.16). Esse título realça sua santidade em tudo (Hc 1.12; Is 5.24). Deus é chamado de o Santo de Israel. Na definição da palavra justo, aprendemos que o seu significado é: certo; legítimo (peso: Lv 19.16; causa: Sl 17.1). A pessoa que, numa causa judicial, tem razão (Dt 25.1). No sentido religioso judeu, aquele que pratica a Lei e as cerimônias judaicas (Mc 2.17). A pessoa que está corretamente relacionada com Deus pela fé (Rm 1.17) e, por isso, procura nos seus pensamentos, motivos e ações obedecer aquilo que Deus, em sua Palavra, estabelece como modelo de vida (Rm 4.3). A pessoa que está de acordo com a justiça de Deus.

   A Bíblia é categórica em dizer que Deus é santo e justo, sendo dessa natureza, jamais deixará de punir os pecadores e abençoar os que procuraram trilhar o caminho da santidade. Chegará um dia, o qual já está reservado, em que Ele julgará a todos, como bem salienta Paulo, Ele "retribuirá a cada um segundo as suas obras" (Rm 2.6, NAA). O escritor aos Hebreus fala que um dia chegará o juízo (Hb 9.27). Em 2 Coríntios, Paulo diz que teremos que comparecer perante o Tribunal de Cristo para receber de acordo com as obras praticadas (2 Co 5.10).

  Haverá um julgamento para os santos e também para os pecadores. Os cristãos serão avaliados e julgados no Tribunal de Cristo, enquanto os ímpios pecadores, que não se arrependeram, serão julgados perante o Grande Trono Branco, recebendo a condenação eterna (Dn 12.2; Ap 20.11,12). Esse Deus Santo e Justo tem oferecido oportunidade aos homens para que se arrependam dos seus pecados e não sofram tal condenação, revelando, assim, seu grande amor para com todos.

 1. O Deus Santo

  A Bíblia fala de Deus como santo em sua essência. Por meio desse atributo, pode-se compreender e descrever a perfeição absoluta de Deus como ser divino. Em Levítico 19.2 lemos: "Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo". Por meio desse versículo, cada israelita tinha o padrão certo. para viver em santidade.

  Os israelitas deveriam entender que, no tocante à santidade de Deus, estava claro que Ele não estava no mesmo nível de sua criação, pois era transcendente, eterno, santo, justo, perfeito em justiça amor e sabedoria, separado de todo tipo de pecado. Essa santidade divina revelava sua pureza moral e seu caráter reto, puro, imaculado. Os que querem viver em relacionamento com Deus precisam ter um viver santo por causa do seu caráter que é puramente santo.

 2. Santidade exigida a todos os crentes

  Por meio das citações de 1 Pedro 1.15,16; Efésios 1.4; 1 Tessalonicenses 4.3,4; e Hebreus 12.14, vê-se que a santidade é exigida para os santos da Nova Aliança. Todos são chamados a viver e seguir o modelo de Cristo Jesus, inclusive sua santidade. Por meio do processo da santificação, o cristão vai tendo um crescimento e uma transformação contínuos, afastando-se cada vez mais do pecado e consagrando-se a Deus com todo o seu ser, desejando refletir neste mundo pecaminoso o caráter de Cristo Jesus por meio do seu comportamento, de modo que suas obras irão redundar em louvor e glória ao nome do Senhor (Mt 5.16).

  O cristão não deve pensar que a santificação é requisito para a salvação, isso porque só pode buscar a santidade aquele que já está em Cristo Jesus. Quando ele se dispõe a viver em santidade, faz isso mediante a consciência que tem do amor e da graça de Deus que foi manifestada por meio de Cristo em seu favor, por isso compreendemos que a santidade não pode ser imposta.

   3. Santidade e justiça de Deus

   Olhar para Deus como santo e justo é entender na essência a sua real natureza e caráter. Esses atributos o definem, conforme se analisa nas Sagradas Escrituras. Falar da justiça de Deus é falar de sua retidão, equidade, imparcialidade.  Assim como é o padrão de santidade para o seu povo, também o é na retidão e verdade.

  Como Deus é justo, Ele nunca deixará o mal e o pecado impunes, pois não tolera o mal. Para o cristão, é salutar compreender a dimensão da santidade e justiça de Deus, para que possa voltar-se para Ele em total arrependimento, confessar os seus pecados para desenvolver uma vida de santidade por intermédio de seus ensinamentos e, como resposta à sua misericórdia e graça divina, tendo-o como o padrão a ser seguido, porque escrito está: "Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.16).

 Conclusão

  Depois de salvos em Cristo, todos nós somos chamados a viver em santidade para Deus, refletindo neste mundo vil o caráter de Cristo pelo novo comportamento, obras e pensamentos. A santidade que é requerida de todos nós não é produto do homem, mas da Palavra de Deus, pois seu autor, sendo santo, nos chama para a santidade (1 Pe 1.15). No Antigo e Novo Testamento (Lv 20.1-10; Hb 12.14) somos advertidos sobre a importância de viver em santidade, fugindo do pecado e consagrando nossa vida a Deus. Isso é possível pela capacitação do Espírito Santo em nossas vidas.

    A Carreira que nos esta Proposta

    Osiel Gomes


































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