segunda-feira, 10 de junho de 2024

CPAD Adultos – A carreira que nos está Proposta | Lição 11: A Realidade Bíblica do Inferno

 


TEXTO ÁUREO

“Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”

(Mt 25.41)

VERDADE PRÁTICA

O Inferno é um lugar real de dor, agonia e desespero. Sua realidade é um alerta para nós ao longo de nossa jornada.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 25.41-46

41- Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos,

42- porque tive fome, e não me destes de comer, tive sede, e não me destes de beber,

43- sendo estrangeiro, não me recolhestes, estando nu, não me vestistes, e estando enfermo e na prisão, não me visitastes.

44- Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou na, ou enferme, ou na prisão e não te servimos?

45- Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.

46- E indo estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.

PLANO DE AULA

1-INTRODUÇÃO

Na lição deste domingo estudaremos a respeito do Inferno. Muitos evitam falar sobre este tema, entretanto, não falar a respeito desse assunto não evita que alguns caminhem em sua direção. Um dia todos vão experimentar a morte, independente da classe social a que pertençam, religião ou títulos, e sabemos que, depois da morte, segue-se o juízo: Céu ou Inferno. O Inferno é real e ele não foi preparado para o ser humano, por essa razão nos sentimos incomodados de falar a respeito dele. Contudo, a sua realidade é um alerta para nós ao longo de nossa carreira, Embora esse seja um assunto difícil de tratar na atualidade, o Inferno é um dos principais assuntos do Novo Testamento, Veremos que Jesus ensinou de forma enfática a realidade do Inferno nos Evangelhos.

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Mostrar o pensamento humano a respeito do Inferno;

II) Saber como a palavra Inferno aparece na Bíblia;

III) Compreender a doutrina bíblica do Inferno.

B) Motivação: Converse com os alunos explicando que atualmente muitos não acreditam no Inferno. Para estes, o Inferno é uma criação humana para colocar medo nas pessoas e mantê-las presas a uma religião, ritos, dogmas etc. Procure mostrar, biblicamente, a realidade do Inferno por meio dos ensinos de Jesus. O Mestre veio salvar a humanidade de seus pecados, contudo, Ele mostrou que o Inferno é real. Tal realidade deve valorizar a tão grande salvação que Deus providenciou para nós e, por isso, devemos estar firmes em Jesus durante a nossa jornada de fé, pois sem Cristo, o ser humano passará a eternidade em um lugar de dor e sofrimento.

C) Sugestão de Método: Sugerimos que você escreva no quadro as palavras “Inferno” e “Céu”. Pergunte aos seus alunos o que vem à mente deles quando ouvem a palavra “Inferno “. À medida que forem falando vá anotando no quadro. Em seguida faça o mesmo com a palavra “Céu”. Conclui ressaltando que o ensino bíblico a respeito do Inferno e do Céu é simples: os que rejeitaram a Cristo receberão o castigo eterno, no Inferno (Mt 25.46); os que escolheram a Cristo receberão a vida eterna, no Céu (Jo 5.26). Portanto, a escolha de ir para o Céu ou para o Inferno é pessoal.

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: A lição de hoje é uma oportunidade ímpar para que os alunos reflitam a respeito do valor da nossa salvação. Mostre que sem Jesus Cristo estaríamos destinados ao Inferno, mas Ele, mediante a sua graça, nos resgatou. Em seguida, conclua lendo o Texto Áureo da Lição.

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) A orientação bíblica, “Inferno”, localizada no primeiro tópico, destaca o que é o Inferno segundo os ensinos bíblicos;

2) O texto ao final do segundo tópico, traz uma reflexão a respeito dos ensinamentos de Jesus Cristo sobre o Inferno.

INTRODUÇÃO

O Inferno é um dos assuntos principais do Novo Testamento. O Senhor Jesus ensinou mais a respeito do Inferno que o Céu nas páginas dos Evangelhos. Ele também ensinou mais sobre o Inferno do que o apóstolo Paulo. Por isso, nesta lição, estudaremos a doutrina bíblica do Inferno. Situando a resistência atual de muitos em relação à doutrina, veremos as principais palavras que traduzem “Inferno” e mostraremos que negar essa doutrina bíblica significa negar todo o cristianismo bíblico.

Palavra-Chave:

 Inferno

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

INFERNO
“Lugar onde Deus designa os perdidos para o castigo eterno tanto do corpo quanto da alma (Mt 10.28). Essa agonia de tormento eterno no Inferno é a maior de todas as tragédias possíveis. Esse tópico da vida após a morte foi revelado apenas gradualmente nas Escrituras. ‘Geena’ originalmente se referia ao vale de Hinom perto de Jerusalém, o local das notórias ofertas, feitas por Acaz, de sacrifício de crianças pelo fogo ao deus Moloque (2 Cr 28.3) e Manassés (2Cr 33.6). Mais tarde, o significado desse termo foi estendido ao lugar do castigo de fogo em geral. Ainda mais tarde, a localização geográfica deste lugar de punição foi mudada para debaixo da terra, mas a ideia de tormento de fogo continuou. Nos tempos do NT, os fariseus criam claramente na punição dos ímpios vida após a morte. É principalmente nos ensinos de Jesus que a realidade de um lugar de punição eterna entra em nítido foco. Na descrição de Jesus, o Inferno envolve fogo, inextinguível (Mt 18.8,9), um lugar onde o verme não morre (Mc 4.48)” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 255).

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

Professor(a), explique que Jesus também retrata a extrema angústia dos que sofrem o castigo final de serem ‘lançados nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes’ (Mt 8.12).Os apóstolos também ensinam a ideia de um severo castigo eterno para os perdidos. Na volta de Cristo, os que vivem fora de um relacionamento adequado com o Senhor Deus experimentarão repentina destruição (1 Ts 5.3), quando os anjos vieram ‘como labaredas de fogo’ e ‘tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo (2 Ts 1.6-9). O autor aos Hebreus fala de ‘uma certa expectativa horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários’ (Hb 10.27). Apocalipse descreve que ‘a fumaça do seu tormento sobre para todo o sempre ‘(Ap 14.11) e que os ímpios serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre” (Ap 21.8) (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 256).

CONCLUSÃO

À luz da Bíblia, a possibilidade de passar a eternidade num contexto de dor e sofrimento é real. Por isso, essa realidade deve valorizar mais a tão grande salvação que Deus providenciou para as nossas vidas e, por isso, devemos estar firmes em Jesus durante a nossa jornada de fé, pois sem Cristo, o ser humano passará a eternidade longe de Deus.

    CPAD : A carreira que nos está Proposta – O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar no Céu | Lição 11: A Realidade Bíblica do Inferno

 


A Realidade Bíblica do Inferno

  O Inferno é um tema presente no Novo Testamento, em especial nas palavras de Cristo, que o descreveu como uma realidade, visto como lugar e estado de castigo em que os perdidos estão eternamente separados de Deus (Mt 18.8-9; 25.46; Lc 16.19-31; 2 Pe 2.4; Ap 20.14). Ainda que haja concepções erradas, negativas e pessimistas sobre o Inferno, ele existe. Não cabe na mente de pessoas modernas que um Deus bom, justo e fiel possa mandar alguém para viver eternamente no Inferno, um lugar de trevas e tormento eterno.

  Deus não projetou o Inferno para o homem que foi feito à sua imagem e semelhança (Gn 1.26,27), porém, ao rebelar-se contra Deus, vivendo neste mundo de modo próprio, opcional, escolhendo a porta larga e o caminho espaçoso, sua parada final é no Inferno para a perdição eterna (Mt 7.13). Crer no Céu ou no Inferno é algo que só pode ser aceito por aquele que tem fé, que crê no que a Bíblia diz, e que realmente seja espiritual, pois sua existência não pode ser provada de modo empírico. De maneira que, por mais que haja tradições judaicas sobre o assunto, as concepções de muitas religiões e a negação de sua existência como um lugar real por parte de homens modernos, nós cremos no que a Bíblia diz sobre o Inferno.

  I-O Pensamento Humano a Respeito do Inferno

  Já asseguramos que as coisas espirituais só podem ser discernidas por quem é verdadeiramente espiritual (1 Co 2.15). Quanto ao Inferno, o pensamento dos teólogos liberais é que quando esse assunto surge na Palavra de Deus, deve ser visto ou considerado como símbolo, como uma metáfora que objetiva passar ao leitor algum tipo de ensino ou verdades espirituais profundas, mas nunca quer descrever um lugar fisico de punição eterna, como muitos cristãos dizem. Para eles, um texto ou história em que a palavra Inferno está presente busca apenas transmitir algum tipo de conceito moral ou espiritual, nada mais que isso.

  O teólogo liberal e o homem moderno não aceitam a ideia de Inferno como descrito nas Sagradas Escrituras, em especial no Novo Testamento, pois creem que um Deus tão justo e bom jamais ousará punir de modo implacável e eternamente uma pessoa. Os liberais advogam que o foco do leitor deve ser no amor e na graça de Deus, e que o Inferno se refere apenas a consequências naturais das escolhas humanas, porém, nunca como um lugar fisico de punição eterna. Eles também afirmam que o propósito de Deus é que no final de tudo haja uma reconciliação e redenção de todas as pessoas e coisas. Desse modo, descarta-se a ideia de um Inferno como lugar físico eterno em que não haja qualquer oportunidade de redenção.

  O posicionamento dos teólogos liberais em relação ao Inferno, afronta o ensino de Jesus e dos apóstolos sobre o Inferno, atacando a doutrina cristă. Procedem dessa maneira porque deixam de lado o que realmente está escrito, para seguir uma interpretação ou abordagem mais inclusiva, jamais exclusivista em relação ao destino final daqueles que rejeitaram a Palavra de Deus.

 1. Filósofos e teólogos de mente cauterizada

  Não estranhe se você notar alguns teólogos negarem abertamente a Bíblia, Cristo Jesus e o sobrenatural. Os que assim procedem já estão com a consciência cauterizada, isto é, insensíveis às questões espirituais e morais, passando a viver da forma que acreditam e entendem, pois já rejeitaram a verdade, não obedecendo em nada à Palavra de Deus. Paulo falou que esse tipo de gente iria surgir e passaria a falar coisas pervertidas para atrair multidões.

  Temos na Bíblia diversos textos que fazem alusão a pessoas que se tornaram rebeldes, insensíveis e que de modo deliberado escolheram trilhar o caminho da desobediência, negando os valores espirituais e morais. A primeira passagem que podemos citar é Mateus 13.15, mostrando o coração insensível do povo. A segunda está em Romanos 1.28, em que, desprezando o conhecimento de Deus, passaram a viver um estado de vida pecaminoso deliberado. O terceiro texto é Efésios 4.17-19, que diz que os cristãos jamais devem viver como os gentios, que estão separados de Deus por causa da dureza de corações. A outra referência em relação à consciência cauterizada é Hebreus 3.13, em que o autor aconselha os cristãos a não serem endurecidos pelo pecado. Por fim, temos 1 Timóteo 4.2, em que homens de consciências cauterizadas falam mentiras.

  Aquele que perdeu a sensibilidade espiritual e moral não sabe mais discernir entre a verdade e o erro. Isso ocasionará um comportamento sem ética em se tratando de suas ações. Um filósofo ou teólogo que tem sua consciência cauterizada no tocante aos temas envolvendo Céu, Inferno e santidade, olhará para esses assuntos como algo impositivo, uma construção mitológica e moralista que busca apenas um tipo de controle social sobre as pessoas.

 2. O ensino do Universalismo

  Há uma crença por parte de muitos teólogos de que no final das contas todos os homens serão reconciliados e salvos por Deus, não importando que tipo de vida desenvolveram nesta terra. A isso se denomina universalismo. Os defensores do universalismo se firmam na Palavra de Deus para garantir que no final todos serão salvos. Para isso, fazem uso das seguintes passagens bíblicas: Romanos 5.18; 1 Coríntios 15.22; Colossenses 1.20. Com a citação dessas passagens, eles afirmam que o Deus bondoso, justo e maravilhoso alcançará a todos com sua graça divina, não importando como a pessoa viveu neste mundo, se como pecadora ou piedosa; no fim, o destino de todos será o mesmo.

  O ponto de vista apresentado pelos universalistas se choca grandemente com a Bíblia, que revela claramente que há punição eterna da parte de Deus para os que escolheram trilhar o caminho da porta larga e do caminho espaçoso, que resultará na perdição eterna (Mt 7.13). Além disso, os que serão salvos são aqueles que procuram viver neste mundo de forma justa e piedosa, em total comunhão com Deus e sua Palavra. Pela passagem bíblica de Mateus 25.46, o tormento eterno será para aqueles que não procuraram servir a Deus verdadeiramente. Haverá um julgamento para o Diabo, o falso profeta e a besta, que serão lançados no lago de fogo (Ap 20.10), o que prova claramente que não serão salvos, como cria Orígenes.

  Todos os pecadores que viveram na prática do pecado jamais entrarão no Reino do Céu caso não se arrependam, mas serão condenados na eternidade para sempre. Paulo diz que os injustos jamais herdarão o Reino de Deus (1 Co 6.9), logo então ele passa a descrever os tipos de pessoas que não entrarão no Céu, mas que serão condenadas: devassos, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes, roubadores (1 Co 6.10). Essa lista é também ampliada e mencionada em outras passagens do Novo Testamento (Gl 5.21; Ef 5.5; 1 Tm 1.9; Hb 12.14; Ap 22.15).   Basta apenas esses versículos para se notar que não há qualquer base para aceitar o ensino do universalismo. Jesus disse que aqueles que tiverem feito o bem ressuscitarão para a vida, ao passo que aqueles que tiverem praticado o mal, serão ressuscitados para o juízo (Jo 5.29). Portanto, vemos que há sim um destino negativo firmado naquilo que a pessoa fez. Porém, para os que praticaram o bem, o destino é estar para sempre com o Senhor. Não devemos aceitar a doutrina do universalismo, pois é demasiadamente comprometedora e não faz distinção entre o santo e o profano.

 II- Como a Palavra Inferno Aparece na Bíblia

1.  A definição bíblica do Inferno

  A definição que a Bíblia faz sobre a palavra Inferno é vista tanto no Antigo como no Novo Testamento, sendo que no Antigo é definido como Sheol, ao passo que no Novo Testamento é Hades. Sheol refere-se ao mundo dos mortos, é compreendido como um lugar sombrio para onde todos os mortos vão. As pessoas que não eram redimidas, quando da sua morte, sua parte imaterial ficaria no Sheol, estando ali até o momento da ressurreição final do seu corpo no final do Milênio. É bom compreender que, por vezes, o termo Sheol é usado no Antigo Testamento para se referir à sepultura (Nm 16.30,33), mas, em outros momentos, se nota que fala do lugar onde estão os espíritos daqueles que morreram, tanto dos justos (Gn 37.35) como dos ímpios (Pv 9.18). Na verdade, o Sheol é o lugar de trevas, onde estão os mortos que não foram redimidos.

  Podemos dizer claramente que Lucas 16.19-31 nos ensina quatro lições importantes: 1) Que depois da morte todos estão em um estado de consciência; 2) O Inferno é real e visto como lugar de tormento; 3) Não existe segunda chance depois que uma pessoa morre; 4) Não existe possibilidade de os mortos se comunicarem com os vivos.

  Quando se lê na íntegra a passagem em apreço, em momento algum ela faz afirmação de que o dito seio de Abraão estava no Hades, mas logo que se chega ao versiculo 23, percebe-se que estava totalmente longe dele. E bom lembrar que "seio de Abraão" é um recurso ou figura de linguagem para ser aplicada em relação ao Paraíso ou presença de Deus. Jesus deixou claro ao ladrão da cruz que ele iria com Ele para o Paraíso, e não para o Hades (Lc 23.43).

  Outra palavra hebraica para Inferno é גיהנום Gehinnom). Seu significado estava ligado a um termo hebraico que fazia ligação com o Vale de Hinom, um local associado a práticas religiosas antigas e, em algumas interpretações, a sacrificios de crianças. Por causa disso, Gehinnom passou a significar em certos textos um lugar de punição após a morte.

  Compreendemos que, pelas definições da Bíblia, o Inferno, em ambos os termos, é visto como um lugar de punição para aqueles que rejeitaram a Deus e a sua Palavra, que viveram nas piores práticas pecaminosas. As punições para aqueles que se entregaram ao pecado e rejeitaram a Deus são descritas nas páginas do Novo Testamento. Em Mateus 25.41, os que se aliaram ao grupo de Satanás com seus anjos rebeldes serão sentenciados para longe de Deus. Todos quantos não foram encontrados no Livro da Vida serão lançados no lago de fogo (Ap 20.15). A passagem de Lucas 16.23 mostra como é a vida no Inferno daqueles que rejeitaram a Deus. O profeta Isaías fala do tormento dos pecadores e do tremor que se apoderará dos ímpios sobre o fogo devorador (Is 33.34).

 2. Uma definição teológica sobre o Inferno

  Teologicamente, o Inferno é descrito como sendo um lugar de punição eterna. Todos aqueles que optaram por viver neste mundo de modo rebelde, fazendo descaso da Palavra de Deus e da obra de Cristo, terão como seu destino final o Inferno, pois tudo o que foi oferecido da parte do

Pai Celestial foi rejeitado, e, por isso, sofrerão o castigo eterno e a ira de Deus. Por causa de seus pecados e rejeição do plano da salvação em Cristo, o homem viverá no Inferno separado de Deus eternamente (Ap 21.8).

  No Inferno, agora o homem pecador estará separado de Deus eternamente, não podendo jamais desfrutar do seu amor, de sua graça e de sua presença maravilhosa, pois teve todo tempo para isso, mas não fez caso do que lhe foi facultado por Deus. Ainda podemos dizer que, no aspecto teológico, o Inferno é definido como consequência das escolhas erradas que os homens fizeram, como bem pontuado por Jesus, escolheram andar pelo caminho espaçoso e a porta larga, cujo fim é a perdição (Mt 7.13). A punição divina não é porque Deus quer ou deseja, mas resulta da escolha errada do homem.

 3. Onde a Bíblia ensina sobre o Inferno

  Há passagens bíblicas abundantes quanto ao assunto envolvendo o Inferno. No Novo Testamento, em Mateus 25.41,46, o assunto é sobre julgamento e Inferno. Já em 2 Tessalonicenses 1.9, Paulo está mostrando que sofrerão penalidades todos aqueles que rejeitaram a Deus, de modo que tais penalidades serão vistas nas palavras Sheol, Hades, Gehenna, Tártaro. Já fizemos a explicação das três primeiras palavras, porém, em se tratando de Tártaro, que aparece em 2 Pedro 2.4 o abismo mais profundo do Inferno, pode ser entendido de duas maneiras: 1) nome da região subterrânea, sombria e escura, considerada pelos antigos gregos como a habitação dos ímpios mortos, onde sofrem punição pelas suas más obras; 2) corresponde ao "Geena" dos judeus, lançar ao Tártaro, manter cativo no Tártaro.

Assim, em toda a Bíblia, o ensino sobre o destino final dos santos e dos ímpios está claramente explícito. Para os santos é o Paraíso, ao passo que para os ímpios pecadores que não se arrependeram é o Inferno. É bem verdade que esse assunto não é bem tratado no Antigo Testamento, mas está claro no Novo. Porém, lendo as seguintes passagens bíblicas, como Isaías 66.24, Salmos 9.17 e Provérbios 15.24, todas elas esclarecem sobre um lugar de punição para os ímpios que sempre rejeitaram a Deus.

  As passagens que mencionaremos a seguir falam do Inferno como lugar de separação total e plena de Deus, como também de castigo eterno para todos quantos não aceitaram a Cristo como único Senhor e Salvador, mas que permaneceram na prática do pecado: Mateus 25.41,46; Marcos 9.43; Lucas 16.23; 2 Tessalonicenses 1.9; Apocalipse 14.11. Para evidenciar a dimensão desse castigo e do grande sofrimento que terão os que forem para esse lugar de perdição, as imagens revelam o ranger de dentes, fogo que queima sem cessar, inextinguível, fornalha acesa, trevas, fogo eterno, lago de fogo (Mt 3.12; Mc 9.43,48; Mt 13.42,50; 8.12; 22.13; 25.30; 25.41; Ap 19.20; 20.10,14,15).

 III- O Castigo Será Eterno?

 1. Passagens do Novo Testamento que falam do castigo eterno

  O castigo eterno é definido na Bíblia como o ato de lançar no Inferno os pecadores contumazes que se opuseram a Deus e a Cristo, não fazendo caso de sua Palavra e rejeitando a oportunidade de salvação ofertada na cruz do Calvário pelo sacrificio de Jesus como o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). O lançamento dos incrédulos no lago de fogo como castigo eterno acontecerá depois do julgamento do Trono Branco, e no Inferno estarão para sempre separados de Deus e em tormento.

  Apesar de as palavras serem pesadas e a cena ser muito forte, isso acontecerá não por falta de amor da parte de Deus, mas, sim, devido à rejeição do homem ao Senhor. Algumas das referências bíblicas que fazem alusão ao castigo eterno já foram citadas anteriormente, mas podemos ainda fazer o acréscimo destas: 2 Tessalonicenses 1.8,9; Judas 1.7; Marcos 3.29; Apocalipse 20.10,15. Uma leitura meticulosa de cada uma dessas passagens bíblicas levará o leitor a compreender a natureza do castigo eterno para todos os que rejeitam a jornada da fé com Cristo, escolhendo viver no pecado. Note que quando se faz menção à palavra fogo referente ao Inferno, trata-se especificamente de uma metáfora para dizer que ali o sofrimento será constante, sem parar, e, o pior de tudo, totalmente sem Deus e sem esperança.

 2. O que é o castigo eterno?

  Compreendemos que o castigo será eterno, não uma extinção como punição definitiva. Há diversas passagens bíblicas que asseguram firmemente que a punição dos pecadores rebeldes será eterna (Mt 25.46; Ap 20.10; 14.11; Mc 9.43-48; Ap 21.8).   Há um aspecto coerente e hermenêutico que se pode confirmar porque esse castigo será eterno. Aqui apresentaremos algumas razões pelas quais podemos entender a realidade desse castigo eterno. Devido à gravidade do pecado do homem, a rejeição das oportunidades recebidas, o desprezo à bondade e ao amor de Deus, a punição será eterna. Nesse particular, envolve teologicamente a natureza de Deus, pois, como é justo, fará a adequada punição. Pelo aspecto hermenêutico, logo se compreende que os termos "eterno", "para sempre" e "nunca mais" dão destaque a esse castigo. Pelo aspecto da dignidade humana, Deus capacitou a cada um para saber fazer suas escolhas; desse modo, como escolheu rejeitar a Deus e seu amor, agora será castigado eternamente.

  Há também uma consistência teológica quanto à questão do castigo eterno, pois assim como o homem que aceitou a Cristo pela fé, que viveu nesse mundo pagando alto preço para manter sua santidade, agora, na eternidade, gozará de uma infinitiva comunhão com Deus. Quanto ao pecador, o qual viveu neste mundo da forma que quis, rejeitando a Deus, na eternidade sofrerá para sempre. A vida eterna é dada aos justos no Céu, e a vida eterna sem Deus é dada aos ímpios no Inferno. Por fim, o próprio Jesus falou do castigo eterno (Mt 25.46).

   Conclusão

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, o Inferno não é um mito nem uma criação fantasiosa, mas trata-se um lugar real, o qual foi feito primeiramente para o Diabo e seus anjos, por se rebelarem contra o Senhor (Mt 25.41). Deus não manda ninguém para o Inferno, porém, todos quantos rejeitam o plano da salvação revelado em Cristo viverão a eternidade totalmente separados dEle. Busquemos trilhar o caminho da porta estreita e do caminho apertado, e assim teremos uma eternidade perfeita com Deus.

   A carreira que nos está Proposta – O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar no Céu

  OSIEL GOMES

 

































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