domingo, 26 de maio de 2024

CPAD : A carreira que nos está Proposta | Lição 09: Resistindo à Tentação no Caminho

                                     


                                                             TEXTO ÁUREO

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41)

VERDADE PRÁTICA

No lugar de ceder à tentação, é melhor triunfar sobre ela.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 4.1-11

1- Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

2- E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;

3- E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.

4- Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

5- Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,

6- e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito:

Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.

7-Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.

8- Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles.

9- E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

10- Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás. 11 Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos que o crente é desafiado cotidianamente a abandonar a fé em Cristo. Isso pode acontecer por meio da tentação. Por isso, veremos como ocorre a tentação e como nosso Senhor lidou com essa situação. Aprenderemos também que a resistência à tentação requer o firme posicionamento contra o pecado e o compromisso com a prática da Palavra de Deus.

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Conceituar biblicamente o que é tentação e os seus aspectos na esfera humana;

II) Mostrar como nosso Senhor Jesus lidou com a tentação;

III) Apontar a estratégia para o crente resistir à tentação.

B) Motivação: Como vimos na lição, a tentação é um processo que ocorre na esfera da natureza humana. Nesse sentido, autoexame é indispensável para o crente lidar com as suas limitações e fraquezas. Fomente a discussão sobre as áreas da natureza humana que precisam ser fortalecidas para que o crente não se torne presa fácil da tentação.

C) Sugestão de Método: O primeiro tópico da lição destaca que nosso Senhor foi tentado por Satanás em três áreas específicas. A intenção de Satanás era desviá-lo de seu propósito neste mundo. Semelhantemente, o apóstolo João aponta três áreas da natureza humana em que ocorrem os desejos para pecar: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (1 Jo 2.16, 17). Convide os seus alunos a conceituarem cada uma dessas áreas e a compreender a importância de lidar com cada um desses aspectos no tocante à tentação.

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Jesus nos concedeu o exemplo de fidelidade a Deus e nos mostrou que a aplicação das Escrituras Sagradas em nosso cotidiano é ferramenta indispensável para vencer as tentações. Endosse aos alunos que a perseverança nessas virtudes resultará em uma vida espiritual próspera neste mundo e, por conseguinte, a entrada na vida eterna (2 Pe 1.10-12).

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p. 40, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “Tentação”, localizado depois do primeiro tópico, aponta o conceito de tentação no contexto bíblico;

2) O texto “A Tentação de Jesus”, ao final do segundo tópico, amplia a reflexão a respeito da tentação que nosso Senhor suportou no deserto, bem como a estratégia do Mestre para vencer as investidas de Satanás.

INTRODUÇÃO

A tentação é algo que o crente enfrenta ao longo de sua jornada. Não por acaso, o Senhor Jesus nos ensinou a orar de modo que Deus não deixasse que caíssemos em tentação (Mt 6.13 NVT). Por isso, nesta lição, estudaremos o conceito bíblico de tentação, a maneira como nosso Senhor a enfrentou no deserto e como devemos resisti-la. Veremos que é imperioso seguir a recomendação de Jesus Cristo a respeito de vigiar e orar para não cedermos à tentação ao longo da caminhada (Mt 26.41).

Palavra-Chave:

 Tentação

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

TENTAÇÃO

“Os termos gregos e hebraicos traduzidos como ‘tentar’ e ‘tentação’ também aparecem no mau sentido de ‘induzir ao pecado’. O Diabo é acusado de ser o instigador de tais provas (Mt 4.3; 1 Ts 3.5, 6). Até mesmo na vida dos cristãos ele exerce grande pressão para o pecado (1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10). Sucumbir a tais tentações pode demonstrar que a profissão do cristão não é sincera (Lc 8.13). A tentação para pecar frequentemente se origina de pensamentos malignos e da concupiscência (Tg 1.14); provocações às quais um forte desejo por riquezas bem pode se juntar (1 Tm 6.9). Contudo, a tentação para pecar nunca vem de Deus (Tg 1.13). O cristão deve orar por libertação de todas essas tentações (Mt 6.13; Lc 11.4). A tentação, no mau sentido, também pode tomar a forma de testar o outro na esperança de expor seus pontos fracos, e usá-los contra a própria pessoa. Os inimigos de Cristo frequentemente tentaram empregar essa tática contra Ele (cf. Mt 16.1; 19.3; 22.35; Lc 20.23)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1908).

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

TENTAÇÃO
“Os termos gregos e hebraicos traduzidos como ‘tentar’ e ‘tentação’ também aparecem no mau sentido de ‘induzir ao pecado’. O Diabo é acusado de ser o instigador de tais provas (Mt 4.3; 1 Ts 3.5, 6). Até mesmo na vida dos cristãos ele exerce grande pressão para o pecado (1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10). Sucumbir a tais tentações pode demonstrar que a profissão do cristão não é sincera (Lc 8.13). A tentação para pecar frequentemente se origina de pensamentos malignos e da concupiscência (Tg 1.14); provocações às quais um forte desejo por riquezas bem pode se juntar (1 Tm 6.9). Contudo, a tentação para pecar nunca vem de Deus (Tg 1.13). O cristão deve orar por libertação de todas essas tentações (Mt 6.13; Lc 11.4). A tentação, no mau sentido, também pode tomar a forma de testar o outro na esperança de expor seus pontos fracos, e usá-los contra a própria pessoa. Os inimigos de Cristo frequentemente tentaram empregar essa tática contra Ele (cf. Mt 16.1; 19.3; 22.35; Lc 20.23)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1908).

AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

A Tentação de Jesus
“Jesus, além de citar a Escritura, dirigiu-se ao Diabo diretamente. Em geral, Ele evitava diálogo com poderes demoníacos e os proibia de falar, mas aqui Ele ordenou que o Diabo saísse. A prática de Jesus está em contraste total com a prática popular de arengas longas com o Diabo no contexto da oração. O fato de Jesus sofrer essas tentações é parte de sua identificação última com a humanidade. Ele se tornou ser humano. Ele ficou adulto e entrou nas águas purificadoras de nosso batismo, embora não tivesse pecado. […] Ele sofreu tentações; suportar e não se entregar causam angústia e dor. Ele não precisava ter uma ‘natureza pecadora’ para ser tentado e suportar a dor da declaração: ‘Não” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento Mateus-Atos. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 31, 32).

CONCLUSÃO

Semelhante ao Senhor, que foi tentado em tudo, mas não pecou (Hb 2.18; 4.15); podemos seguir o caminho de não sermos seduzidos pela tentação. Assim, podemos desfrutar mais de uma vida em santidade e comunhão com Deus. Por isso, ao oferecermos resistência à tentação ao longo da jornada, lograremos êxito e receberemos a coroa da vida (Tg 1.12).

CPAD : A carreira que nos está Proposta – O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar no Céu

| Lição 09: Resistindo à Tentação no Caminho

 


  Na jornada espiritual da fé, pode acontecer de o cristão sofrer quedas e fracassos por ceder às tentações. Quando isso acontecer, a primeira coisa a fazer é confessar os pecados cometidos e abandoná-los de uma vez por todas. Seguir esses dois princípios bíblicos, de confessar e abandonar o pecado, é por demais importante, porque o pecado é algo que nos separa de Deus (Rm 3.23). Porém, quando há reconhecimento do pecado cometido por meio de um verdadeiro arrependimento, Deus se volta para nós (Mt 4.17). Aqueles que vivem a caminhada de fé confessando e abandonando seus pecados demonstram que desejam crescer na comunhão com Deus e ter uma vida agradável perante Ele (2 Pe 3.18). O perdão e a graça de Deus sempre estarão disponíveis para aqueles que confessam e abandonam o pecado.

   I-O que É Confissão de Pecado?

   Confessar os pecados é uma ação que acontece na vida daquele que pecou ou falhou diante de Deus, reconhecendo que de fato cometeu a quebra dos mandamentos divinos, violou sua Lei e, desde então, está afastado de sua santa vontade. Biblicamente, o verbo confessar quer dizer declarar o que se crê ou sabe. A pessoa confessa os seus pecados (Sl 32.5) e afirma que crê em um Deus Poderoso e Salvador (Rm 10.9,10).

  A confissão de pecados e a necessidade de seu abandono não é algo criado por líderes, um conselho de teólogos ou pastores, mas trata-se de uma recomendação bíblica, ou seja, há base bíblica para tal exigência. Há diversas passagens na Bíblia que tratam dessa temática, como, por exemplo, Provérbios 28.13, Salmos 32.5, Tiago 5.16 e 1 João 1.9.

Compreendemos por meio das Escrituras Sagradas a relevância da confissão e abandono do pecado na nossa trajetória de fë, mas é uma ação que deve ser feita com um sincero e humilde coração, marcado por um quebrantamento e arrependimento verdadeiro, reconhecendo seus pecados e falhas diante de Deus. Quando a confissão é sincera e verdadeira, o grandioso Deus estará sempre pronto para manifestar sua graça, amor e misericórdia, que, por meio de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

 1. A definição por meio de dois verbos

  Vamos fazer uso de dois verbos hebraicos que expressam o significado de confissão. O primeiro é יָדָה )yadah) cujo significado pode ser visto como "dar graças", "louvar", "reconhecer" ou "confessar". Logo se nota que o seu uso visava expressar gratidão a Deus. No caso do segundo verbo, (hodah), tem também o significado de "dar graças", "agradecer" ou "louvar", semelhantemente ao verbo yadah, mas seu real sentido vai depender do uso que se faz dele, em especial no contexto de confissão de pecados, denotando o ato de admitir ou reconhecer diante de Deus que pecamos ou erramos. Compreende-se então que ambos os verbos fazem alusão à ideia de reconhecimento, admissão, o que é necessário para o ato de confessar os pecados perante Deus. Fazendo uso do Salmo 32.5, tem-se a presença de ambos os verbos com o sentido de confissão de pecados como também de perdão: "Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado" (ARA). Falando dessa confissão e perdão, o Comentário Bíblico Broadman, relata:

  O poeta começa seu salmo com uma beatitude da experiência de ser perdoado. Bem-aventurado e feliz, de fato, é aquele cuja desobediência é levada, cujo pecado está coberto, a quem o Senhor não acredita a perversidade característica do homem e em cuja mente (espírito) não há engano. Com tal amostragem da terminologia do pecado, o salmista descreve tanto a extensão quanto a abrangência do perdão de Javé. Em seguida, vem a documentação da bem-aventurança na própria experiência do pocta. Não é necessário propor que ele esteja descrevendo uma doença grave que ele sentiu ter sofrido como resultado do pecado, como é o caso em alguns outros salmos (por exemplo, 6 e 38), e como alguns interpretadores defendem esse salmo como bem. É muito mais provável que o que o salmista descreva tão vividamente é a agonia de uma consciência culpada, que pode produzir e ser pior do que qualquer doença fisica. Assim, o salmista diz: "Quando fiquei em silêncio, todo meu quadro desperdiçou a minha agonia durante todo o dia". Dia e noite, ele podia sentir a mão de Yahweh pesada sobre ele, e sua força foi gastada como no calor do verão. É uma descrição vivida do efeito debilitante e distrativo da rebelião não amortizada contra Deus. Então, quando ele não suportou mais a pressão, ele deu a conhecer ao Senhor seu pecado, não cobriu sua perversidade e disse: "Eu direi sobre mim mesmo a minha desobediència a Yahweh". E, como ele sempre faz, Yahweh se afastou a culpa da transgressão do pecador. Por esta razão, isto é, com base na experiência que ele relacionou, o salmista aconselha todos os que seguem a Javé a orar a ele em qualquer momento de angústia; se assim for, as águas de qualquer problema, por profundo que seja, nem sequer tocarão o suplicante. (COMENTÁRIO BÍBLICO BROADMAN, 1983, p. 132)

  Por meio do conceito exposto sobre Salmos 32.5, entendemos que quando há uma confissão sincera, verdadeira e humilde, a pessoa recebe o perdão e reconcilia-se com Deus. Além disso, fortalece seu relacionamento com Ele, pois quem confessa e deixa os pecados alcança misericórdia.

  2. A ideia de confissão de pecados no Antigo e Novo Testamento

  A ideia da necessidade de confissão de pecado é algo que vem desde o Antigo Testamento, mostrando que aquele que pecou e confessa alcança misericórdia e perdão da parte de Deus. Essa necessidade de buscar o perdão por meio da confissão é necessária, conforme o Antigo Testamento, porque nas próprias páginas da Bíblia Hebraica se mostra que o homem é um ser constituído da natureza pecaminosa, de modo que ele está sujeito a quedas, falhas e pecados (1 Rs 8.46; Ec 7.20). Há registro dessas quedas e pecados tanto individual como coletivamente, deixando claro que a

natureza pecaminosa agia na vida do povo de Deus, que reconhecia seus pecados e os confessavam (Nm 9.1-13). Quanto à confissão de pecados, pela ótica veterotestamentária, ela estava atrelada ao arrependimento, evidenciado por um pesar e temor desejando uma vida restaurada e novas atitudes. Isso era feito com humildade e reconhecimento dos pecados (Sl 32.5; Dn 9.4-19). Por meio da confissão, a pessoa mostrava que estava pronta para ter um novo relacionamento com Deus e viver uma nova vida.

  O texto bíblico de Levítico 16.20-22 trata especificamente dos ritos que marcavam o ato da confissão de pecados, que acontecia no Dia da Expiação. É interessante analisar que era a missão do sacerdote fazer a confissão dos pecados do povo perante Deus. Também é importante destacar que a confissão de pecados sempre era feita para Deus, na busca de restaurar com Ele o relacionamento, pois somente Ele pode conceder perdão e uma nova vida.

  Percorre nas páginas do Antigo Testamento a ideia da confissão de pecados, marcada pelo arrependimento, que acontecia por meio da humildade, quebrantamento e sinceridade na busca pelo perdão de Deus. Em cada ato que o pecador buscava o perdão por meio do sacrificio de animais, sinalizava para um sacrificio perfeito, de modo que essa ideia de confissão e perdão vai apontar para a vinda de Cristo, o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). No Novo Testamento, vai se visibilizar melhor a ideia do perdão por intermédio da confissão de pecados. Aquilo que o Antigo Testamento sinalizava quanto ao assunto, agora será construído para sua concretização na pessoa de Jesus Cristo, que por meio de seu sacrificio perfeito concederá a redenção, o perdão dos pecados pela confissão e arrependimento.

  Em todas as páginas neotestamentárias, o pecado é mostrado como uma violação contra Deus e sua Palavra. Aqueles que o praticavam estavam desafinados, desajustados com a vontade do Soberano, não somente isso, mas estavam separados dEle (Rm 3.23; 1 Jo 3.4). Paulo mostra que por causa da desobediência humana o pecado tornou-se universal, não há um ser justo sequer (Rm 3.10-12,23). Esse pecado ocasionou duas coisas: separação de Deus e morte eterna (Rm 6.23).

  Frente ao quadro estarrecedor que o pecado trouxe ao mundo, inclusive ao homem, revela-se também o amor de Deus ofertando por meio de Cristo Jesus o perdão (Ef 1.7; Cl 1.14), mas, para que isso acontecesse, era necessário um verdadeiro arrependimento, ou seja, mudança de mente, de direção, afastamento total do pecado (Lc 13.3; At 3.19).

Há um destaque muito especial no Novo Testamento quanto ao arrependimento. Ele aconteceria por meio da ação do Espírito Santo causando transformação na vida daqueles que desejassem um viver harmonioso com Deus. Por seu intermédio, o homem é convencido do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). A partir de então, capacita cada cristão a ter um viver santo e dá também poder para vencer o pecado (Rm 8.1-4). Com a presença do Espírito Santo na vida, o cristão pode viver em santidade e obediência, buscando afastar-se do pecado mais e mais (1 Pe 15.16; 1 Jo 2.1).

  Assim, pelo Novo Testamento, compreendemos que o mundo inteiro estava debaixo do pecado, separado de Deus, mas por intermédio de Jesus Cristo é possível o perdão e a reconciliação com Ele. Quando reconhecemos os nossos pecados e os confessamos, podemos viver um novo relacionamento com Deus, pois, quando nos arrependemos de verdade, confessando os nossos pecados a Jesus, a graça e a misericórdia divinas entrarão em ação em nosso favor (1 Jo 1.7).

 3. Os males dos pecados não confessados

  Quando não há confissão de pecado, a primeira consequência é que a pessoa fica separada de Deus, Ele esconde seu rosto de nós (Is 59.2). Culpa e vergonha são sentimentos que vão se alastrando cada vez mais na vida de quem não confessa seus pecados, gerando também a falta de paz interior e inquietação. Tudo isso atingiu Davi por esconder seus pecados (Sl 32.3-5). Em prosseguimento, os males dos pecados não confessados vão gerando cada vez mais outros males, como diz o salmista: "Um abismo chama outro abismo" (Sl 42.7). Onde o pecado entra vem com ele a mentira, desconfiança, trapaça, atingido não apenas quem peca, mas envolvendo outras pessoas. O pecado afasta o homem do bom relacionamento com Deus, ocasionando uma vida espiritual fracassada, morta. Se realmente não desejamos ser dominados por esses males do pecado não confessado, é preciso arrepender-se de verdade, confessá-los e abandoná-los de uma vez, como é ensinado por João, pois o Senhor é fiel para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9). Os que confessam e deixam seus pecados passam a ter uma vida de comunhão perfeita com Cristo, pois é tão somente pelo ato da confissão que a verdadeira restauração acontece, jogando fora o medo, a vergonha, e voltando a ter um relacionamento maravilhoso com Deus.

 II-A Realidade da Confissão do Pecado no Prisma Bíblico

  A confissão está acompanhada do arrependimento, pois faz parte do processo daqueles que desejam ter uma vida restaurada e voltar a ter comunhão com Deus. O arrependimento é um ato que envolve mudança de mente e coração em relação ao pecado. Não é apenas aquele sentimento de que se fez algo errado e se lutará para não fazer mais, e sim reconhecer que é pecador por natureza e que deseja voltar-se de uma vez por todas para Deus e obedecer aos seus mandamentos.

  Na confissão tem-se uma ação verbal expressa caracterizada por um real sentimento de arrependimento; é admitir a própria culpa perante Deus e desejar mudança plena. Quem faz isso demonstra responsabilidade pelos seus próprios atos pecaminosos, falhas e erros, como também humildade e transparência, pois não quer mais viver uma vida de aparência, nominal, de viver ocultando o pecado e disfarçando. Os que sentem necessidade de perdão e de uma vida íntima com Deus, quando pecam, logo confessam.

  O Senhor Jesus Cristo está pronto para conceder perdão e justiça aos que pecam e confessam seus pecados com sinceridade e arrependimento, sem falsidade, pois, se assim não for, serão apenas palavras vazias jogadas ao vento. Para que a vida espiritual seja revitalizada e verdadeira, é preciso uma confissão que siga os pressupostos bíblicos envolvendo os processos necessários (1 Jo 1.9).

 III- Confissão de Pecado: um Caminho de Cura e Restauração

  As abundantes passagens bíblicas que fazem menção à confissão, primeiramente direcionada a Deus, são claras e cremos porque somente Ele tem o poder de perdoar pecados e nos conceder o perdão. Em Salmos 32.5, Davi direcionou-se ao Senhor confessando seus pecados, logo recebeu o perdão.    O profeta Daniel juntou-se ao povo de Israel e confessou os seus pecados, voltando-se para Deus (Dn 9.4.5). No Novo Testamento, no caso da parábola do fariseu e do publicano, foi a Deus que ambos se dirigiram, sendo que somente o publicano recebeu o perdão, pois o fez não com meras palavras vazias, mas com verdadeiro arrependimento, afirmando ser um grande pecador (Lc 18.13). Por fim, já foi feita a citação de 1 João 1.9, mostrando que Deus é misericordioso e fiel para perdoar os nossos pecados.

  No Novo Testamento, os pecados que ofenderam outros irmãos devem ser confessados uns para com os outros. Essa recomendação vem de Tiago (Tg 5.16). Não podemos jamais experimentar relacionamentos saudáveis se vivermos ferindo ou atacando os outros. Assim, a real cura da ferida só pode acontecer quando entre ambos há arrependimento e confissão sincera.

   Por vezes, um cristão acha que está no direito, mesmo tendo pecado contra alguém, então, o líder espiritual escolhido por Deus irá orientá-lo pela Palavra a buscar a reconciliação com o seu próximo e com Deus (Hb 12.14). Note que Davi pecou e escondeu o seu pecado, sua consciência morta não falava mais, foi necessário a presença do homem escolhido por Deus, Nată, para o repreender severamente e despertar sua consciência morta (2 Sm 12.1-11). Para uma restauração espiritual e saudável, é valioso contar com a presença do seu líder espiritual, que durante o processo disciplinar lhe dará apoio e orientação certa. Qualquer líder que vai orientar alguém que pecou e vem em busca de perdão, quando se volta para a Bíblia saberá também que ele é fraco, falho, humano e que já foi perdoado por Cristo Jesus. Isso ajuda a não ter uma postura de santarrão, inigualável ou de severidade, pois todos somos pecadores (Rm 3.23). Sua missão é ajudar ao que confessa os pecados a restaurar sua vida pela confissão sincera, arrependendo-se dos seus pecados e não voltando mais a fazer o que fez e, doravante, caminhar em santidade para alcançar o Céu. Deve o homem de Deus agir com amor, paciência, sempre buscando a direção do Espírito Santo para tratar cada questão conforme as orientações divinas, sabendo que o objetivo diante de tudo é que o irmão volte a ter comunhão com Deus, uma vida restaurada para o louvor de sua glória.

 Conclusão

  Na jornada para o Céu, pode acontecer de o cristão falhar, cometer pecados que ferem a santidade de Deus, bem como os seus irmãos.

   Entretanto, poderá contar com a presença de homens escolhidos por Deus para orientá-los sobre a importância de seguir os processos envolvidos na busca pela restauração espiritual, isto é, o arrependimento e a confissão. Lembrando que pecados não confessados geram a morte, assim, o melhor é confessar e abandonar para alcançar a misericórdia do Senhor (Pv 28.13), pois somente Deus é quem tem o poder para perdoar pecados, nenhum humano tem tal prerrogativa.

    A carreira que nos está Proposta – O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar no Céu


















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