TEXTO ÁUREO
“Vigiai e
orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas
a carne é fraca.” (Mt 26.41)
VERDADE
PRÁTICA
No lugar de
ceder à tentação, é melhor triunfar sobre ela.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 4.1-11
1- Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao
deserto, para ser tentado pelo diabo.
2- E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta
noites, depois teve fome;
3- E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu
és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
4- Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito:
Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
5- Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e
colocou-o sobre o pináculo do templo,
6- e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus,
lança-te daqui abaixo; porque está escrito:
Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e
tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.
7-Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás
o Senhor, teu Deus.
8- Novamente, o transportou o diabo a um monte
muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles.
9- E disse-lhe: Tudo isto te darei se,
prostrado, me adorares.
10- Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás,
porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás. 11
Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.
PLANO DE AULA
1- INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos
que o crente é desafiado cotidianamente a abandonar a fé em Cristo. Isso pode
acontecer por meio da tentação. Por isso, veremos como ocorre a tentação e como
nosso Senhor lidou com essa situação. Aprenderemos também que a resistência à
tentação requer o firme posicionamento contra o pecado e o compromisso com a
prática da Palavra de Deus.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da
Lição:
I) Conceituar
biblicamente o que é tentação e os seus aspectos na esfera humana;
II) Mostrar como
nosso Senhor Jesus lidou com a tentação;
III) Apontar a
estratégia para o crente resistir à tentação.
B) Motivação: Como
vimos na lição, a tentação é um processo que ocorre na esfera da natureza
humana. Nesse sentido, autoexame é indispensável para o crente lidar com as
suas limitações e fraquezas. Fomente a discussão sobre as áreas da natureza
humana que precisam ser fortalecidas para que o crente não se torne presa fácil
da tentação.
C) Sugestão de
Método: O primeiro tópico da lição destaca que nosso Senhor foi tentado por
Satanás em três áreas específicas. A intenção de Satanás era desviá-lo de seu
propósito neste mundo. Semelhantemente, o apóstolo João aponta três áreas da
natureza humana em que ocorrem os desejos para pecar: a concupiscência da
carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (1 Jo 2.16, 17). Convide
os seus alunos a conceituarem cada uma dessas áreas e a compreender a
importância de lidar com cada um desses aspectos no tocante à tentação.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Jesus
nos concedeu o exemplo de fidelidade a Deus e nos mostrou que a aplicação das
Escrituras Sagradas em nosso cotidiano é ferramenta indispensável para vencer
as tentações. Endosse aos alunos que a perseverança nessas virtudes resultará
em uma vida espiritual próspera neste mundo e, por conseguinte, a entrada na
vida eterna (2 Pe 1.10-12).
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador
Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos,
entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p.
40, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios
Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na
preparação de sua aula:
1) O texto
“Tentação”, localizado depois do primeiro tópico, aponta o conceito de tentação
no contexto bíblico;
2) O texto “A
Tentação de Jesus”, ao final do segundo tópico, amplia a reflexão a respeito da
tentação que nosso Senhor suportou no deserto, bem como a estratégia do Mestre
para vencer as investidas de Satanás.
INTRODUÇÃO
A tentação é algo que
o crente enfrenta ao longo de sua jornada. Não por acaso, o Senhor Jesus nos
ensinou a orar de modo que Deus não deixasse que caíssemos em tentação (Mt 6.13
NVT). Por isso, nesta lição, estudaremos o conceito bíblico de tentação, a
maneira como nosso Senhor a enfrentou no deserto e como devemos resisti-la.
Veremos que é imperioso seguir a recomendação de Jesus Cristo a respeito de
vigiar e orar para não cedermos à tentação ao longo da caminhada (Mt 26.41).
Palavra-Chave:
Tentação
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
TENTAÇÃO
“Os termos gregos e
hebraicos traduzidos como ‘tentar’ e ‘tentação’ também aparecem no mau sentido
de ‘induzir ao pecado’. O Diabo é acusado de ser o instigador de tais provas
(Mt 4.3; 1 Ts 3.5, 6). Até mesmo na vida dos cristãos ele exerce grande pressão
para o pecado (1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10). Sucumbir a tais tentações pode
demonstrar que a profissão do cristão não é sincera (Lc 8.13). A tentação para
pecar frequentemente se origina de pensamentos malignos e da concupiscência (Tg
1.14); provocações às quais um forte desejo por riquezas bem pode se juntar (1
Tm 6.9). Contudo, a tentação para pecar nunca vem de Deus (Tg 1.13). O cristão
deve orar por libertação de todas essas tentações (Mt 6.13; Lc 11.4). A
tentação, no mau sentido, também pode tomar a forma de testar o outro na
esperança de expor seus pontos fracos, e usá-los contra a própria pessoa. Os
inimigos de Cristo frequentemente tentaram empregar essa tática contra Ele (cf.
Mt 16.1; 19.3; 22.35; Lc 20.23)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro:
CPAD, 2006, p.1908).
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
TENTAÇÃO
“Os termos gregos e hebraicos traduzidos como ‘tentar’ e ‘tentação’ também
aparecem no mau sentido de ‘induzir ao pecado’. O Diabo é acusado de ser o
instigador de tais provas (Mt 4.3; 1 Ts 3.5, 6). Até mesmo na vida dos cristãos
ele exerce grande pressão para o pecado (1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10). Sucumbir
a tais tentações pode demonstrar que a profissão do cristão não é sincera (Lc
8.13). A tentação para pecar frequentemente se origina de pensamentos malignos
e da concupiscência (Tg 1.14); provocações às quais um forte desejo por
riquezas bem pode se juntar (1 Tm 6.9). Contudo, a tentação para pecar nunca
vem de Deus (Tg 1.13). O cristão deve orar por libertação de todas essas
tentações (Mt 6.13; Lc 11.4). A tentação, no mau sentido, também pode tomar a forma
de testar o outro na esperança de expor seus pontos fracos, e usá-los contra a
própria pessoa. Os inimigos de Cristo frequentemente tentaram empregar essa
tática contra Ele (cf. Mt 16.1; 19.3; 22.35; Lc 20.23)” (Dicionário Bíblico
Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1908).
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A Tentação de Jesus
“Jesus, além de citar a Escritura, dirigiu-se
ao Diabo diretamente. Em geral, Ele evitava diálogo com poderes demoníacos e os
proibia de falar, mas aqui Ele ordenou que o Diabo saísse. A prática de Jesus
está em contraste total com a prática popular de arengas longas com o Diabo no
contexto da oração. O fato de Jesus sofrer essas tentações é parte de sua identificação
última com a humanidade. Ele se tornou ser humano. Ele ficou adulto e entrou
nas águas purificadoras de nosso batismo, embora não tivesse pecado. […] Ele
sofreu tentações; suportar e não se entregar causam angústia e dor. Ele não
precisava ter uma ‘natureza pecadora’ para ser tentado e suportar a dor da
declaração: ‘Não” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento Mateus-Atos.
Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 31, 32).
CONCLUSÃO
Semelhante ao Senhor, que foi tentado em tudo,
mas não pecou (Hb 2.18; 4.15); podemos seguir o caminho de não sermos seduzidos
pela tentação. Assim, podemos desfrutar mais de uma vida em santidade e
comunhão com Deus. Por isso, ao oferecermos resistência à tentação ao longo da
jornada, lograremos êxito e receberemos a coroa da vida (Tg 1.12).
CPAD : A carreira que nos
está Proposta – O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar no
Céu
| Lição 09: Resistindo à
Tentação no Caminho
Na jornada espiritual da fé, pode acontecer
de o cristão sofrer quedas e fracassos por ceder às tentações. Quando isso
acontecer, a primeira coisa a fazer é confessar os pecados cometidos e
abandoná-los de uma vez por todas. Seguir esses dois princípios bíblicos, de
confessar e abandonar o pecado, é por demais importante, porque o pecado é algo
que nos separa de Deus (Rm 3.23). Porém, quando há reconhecimento do pecado
cometido por meio de um verdadeiro arrependimento, Deus se volta para nós (Mt
4.17). Aqueles que vivem a caminhada de fé confessando e abandonando seus
pecados demonstram que desejam crescer na comunhão com Deus e ter uma vida
agradável perante Ele (2 Pe 3.18). O perdão e a graça de Deus sempre estarão disponíveis
para aqueles que confessam e abandonam o pecado.
I-O que É
Confissão de Pecado?
Confessar os pecados é uma ação que acontece
na vida daquele que pecou ou falhou diante de Deus, reconhecendo que de fato
cometeu a quebra dos mandamentos divinos, violou sua Lei e, desde então, está
afastado de sua santa vontade. Biblicamente, o verbo confessar quer dizer
declarar o que se crê ou sabe. A pessoa confessa os seus pecados (Sl 32.5) e
afirma que crê em um Deus Poderoso e Salvador (Rm 10.9,10).
A confissão de pecados e a necessidade de seu
abandono não é algo criado por líderes, um conselho de teólogos ou pastores,
mas trata-se de uma recomendação bíblica, ou seja, há base bíblica para tal
exigência. Há diversas passagens na Bíblia que tratam dessa temática, como, por
exemplo, Provérbios 28.13, Salmos 32.5, Tiago 5.16 e 1 João 1.9.
Compreendemos por meio das
Escrituras Sagradas a relevância da confissão e abandono do pecado na nossa
trajetória de fë, mas é uma ação que deve ser feita com um sincero e humilde coração,
marcado por um quebrantamento e arrependimento verdadeiro, reconhecendo seus
pecados e falhas diante de Deus. Quando a confissão é sincera e verdadeira, o
grandioso Deus estará sempre pronto para manifestar sua graça, amor e
misericórdia, que, por meio de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo
pecado.
1. A
definição por meio de dois verbos
Vamos fazer uso de dois verbos hebraicos que
expressam o significado de confissão. O primeiro é יָדָה )yadah) cujo significado
pode ser visto como "dar graças", "louvar",
"reconhecer" ou "confessar". Logo se nota que o seu uso
visava expressar gratidão a Deus. No caso do segundo verbo, (hodah), tem também
o significado de "dar graças", "agradecer" ou "louvar",
semelhantemente ao verbo yadah, mas seu real sentido vai depender do uso que se
faz dele, em especial no contexto de confissão de pecados, denotando o ato de
admitir ou reconhecer diante de Deus que pecamos ou erramos. Compreende-se
então que ambos os verbos fazem alusão à ideia de reconhecimento, admissão, o
que é necessário para o ato de confessar os pecados perante Deus. Fazendo uso
do Salmo 32.5, tem-se a presença de ambos os verbos com o sentido de confissão
de pecados como também de perdão: "Confessei-te o meu pecado e a minha
iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas
transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado" (ARA). Falando
dessa confissão e perdão, o Comentário Bíblico Broadman, relata:
O poeta começa seu
salmo com uma beatitude da experiência de ser perdoado. Bem-aventurado e feliz,
de fato, é aquele cuja desobediência é levada, cujo pecado está coberto, a quem
o Senhor não acredita a perversidade característica do homem e em cuja mente
(espírito) não há engano. Com tal amostragem da terminologia do pecado, o
salmista descreve tanto a extensão quanto a abrangência do perdão de Javé. Em
seguida, vem a documentação da bem-aventurança na própria experiência do pocta.
Não é necessário propor que ele esteja descrevendo uma doença grave que ele
sentiu ter sofrido como resultado do pecado, como é o caso em alguns outros
salmos (por exemplo, 6 e 38), e como alguns interpretadores defendem esse salmo
como bem. É muito mais provável que o que o salmista descreva tão vividamente é
a agonia de uma consciência culpada, que pode produzir e ser pior do que
qualquer doença fisica. Assim, o salmista diz: "Quando fiquei em silêncio,
todo meu quadro desperdiçou a minha agonia durante todo o dia". Dia e
noite, ele podia sentir a mão de Yahweh pesada sobre ele, e sua força foi gastada
como no calor do verão. É uma descrição vivida do efeito debilitante e
distrativo da rebelião não amortizada contra Deus. Então, quando ele não
suportou mais a pressão, ele deu a conhecer ao Senhor seu pecado, não cobriu
sua perversidade e disse: "Eu direi sobre mim mesmo a minha desobediència
a Yahweh". E, como ele sempre faz, Yahweh se afastou a culpa da
transgressão do pecador. Por esta razão, isto é, com base na experiência que
ele relacionou, o salmista aconselha todos os que seguem a Javé a orar a ele em
qualquer momento de angústia; se assim for, as águas de qualquer problema, por
profundo que seja, nem sequer tocarão o suplicante. (COMENTÁRIO BÍBLICO
BROADMAN, 1983, p. 132)
Por meio do conceito exposto sobre Salmos
32.5, entendemos que quando há uma confissão sincera, verdadeira e humilde, a
pessoa recebe o perdão e reconcilia-se com Deus. Além disso, fortalece seu
relacionamento com Ele, pois quem confessa e deixa os pecados alcança
misericórdia.
2. A ideia
de confissão de pecados no Antigo e Novo Testamento
A ideia da necessidade de confissão de pecado
é algo que vem desde o Antigo Testamento, mostrando que aquele que pecou e
confessa alcança misericórdia e perdão da parte de Deus. Essa necessidade de
buscar o perdão por meio da confissão é necessária, conforme o Antigo
Testamento, porque nas próprias páginas da Bíblia Hebraica se mostra que o
homem é um ser constituído da natureza pecaminosa, de modo que ele está sujeito
a quedas, falhas e pecados (1 Rs 8.46; Ec 7.20). Há registro dessas quedas e pecados
tanto individual como coletivamente, deixando claro que a
natureza pecaminosa agia na
vida do povo de Deus, que reconhecia seus pecados e os confessavam (Nm 9.1-13).
Quanto à confissão de pecados, pela ótica veterotestamentária, ela estava
atrelada ao arrependimento, evidenciado por um pesar e temor desejando uma vida
restaurada e novas atitudes. Isso era feito com humildade e reconhecimento dos
pecados (Sl 32.5; Dn 9.4-19). Por meio da confissão, a pessoa mostrava que
estava pronta para ter um novo relacionamento com Deus e viver uma nova vida.
O texto bíblico de Levítico 16.20-22 trata
especificamente dos ritos que marcavam o ato da confissão de pecados, que
acontecia no Dia da Expiação. É interessante analisar que era a missão do
sacerdote fazer a confissão dos pecados do povo perante Deus. Também é
importante destacar que a confissão de pecados sempre era feita para Deus, na
busca de restaurar com Ele o relacionamento, pois somente Ele pode conceder perdão
e uma nova vida.
Percorre nas páginas do Antigo Testamento a
ideia da confissão de pecados, marcada pelo arrependimento, que acontecia por
meio da humildade, quebrantamento e sinceridade na busca pelo perdão de Deus.
Em cada ato que o pecador buscava o perdão por meio do sacrificio de animais, sinalizava
para um sacrificio perfeito, de modo que essa ideia de confissão e perdão vai
apontar para a vinda de Cristo, o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). No Novo
Testamento, vai se visibilizar melhor a ideia do perdão por intermédio da
confissão de pecados. Aquilo que o Antigo Testamento sinalizava quanto ao
assunto, agora será construído para sua concretização na pessoa de Jesus
Cristo, que por meio de seu sacrificio perfeito concederá a redenção, o perdão
dos pecados pela confissão e arrependimento.
Em todas as páginas neotestamentárias, o
pecado é mostrado como uma violação contra Deus e sua Palavra. Aqueles que o
praticavam estavam desafinados, desajustados com a vontade do Soberano, não
somente isso, mas estavam separados dEle (Rm 3.23; 1 Jo 3.4). Paulo mostra que
por causa da desobediência humana o pecado tornou-se universal, não há um ser
justo sequer (Rm 3.10-12,23). Esse pecado ocasionou duas coisas: separação de
Deus e morte eterna (Rm 6.23).
Frente ao quadro estarrecedor que o pecado
trouxe ao mundo, inclusive ao homem, revela-se também o amor de Deus ofertando
por meio de Cristo Jesus o perdão (Ef 1.7; Cl 1.14), mas, para que isso
acontecesse, era necessário um verdadeiro arrependimento, ou seja, mudança de
mente, de direção, afastamento total do pecado (Lc 13.3; At 3.19).
Há um destaque muito especial
no Novo Testamento quanto ao arrependimento. Ele aconteceria por meio da ação
do Espírito Santo causando transformação na vida daqueles que desejassem um
viver harmonioso com Deus. Por seu intermédio, o homem é convencido do pecado,
da justiça e do juízo (Jo 16.8). A partir de então, capacita cada cristão a ter
um viver santo e dá também poder para vencer o pecado (Rm 8.1-4). Com a
presença do Espírito Santo na vida, o cristão pode viver em santidade e obediência,
buscando afastar-se do pecado mais e mais (1 Pe 15.16; 1 Jo 2.1).
Assim, pelo Novo Testamento, compreendemos
que o mundo inteiro estava debaixo do pecado, separado de Deus, mas por
intermédio de Jesus Cristo é possível o perdão e a reconciliação com Ele.
Quando reconhecemos os nossos pecados e os confessamos, podemos viver um novo
relacionamento com Deus, pois, quando nos arrependemos de verdade, confessando
os nossos pecados a Jesus, a graça e a misericórdia divinas entrarão em ação em
nosso favor (1 Jo 1.7).
3. Os males
dos pecados não confessados
Quando não há confissão de pecado, a primeira
consequência é que a pessoa fica separada de Deus, Ele esconde seu rosto de nós
(Is 59.2). Culpa e vergonha são sentimentos que vão se alastrando cada vez mais
na vida de quem não confessa seus pecados, gerando também a falta de paz
interior e inquietação. Tudo isso atingiu Davi por esconder seus pecados (Sl
32.3-5). Em prosseguimento, os males dos pecados não confessados vão gerando
cada vez mais outros males, como diz o salmista: "Um abismo chama outro
abismo" (Sl 42.7). Onde o pecado entra vem com ele a mentira,
desconfiança, trapaça, atingido não apenas quem peca, mas envolvendo outras
pessoas. O pecado afasta o homem do bom relacionamento com Deus, ocasionando
uma vida espiritual fracassada, morta. Se realmente não desejamos ser dominados
por esses males do pecado não confessado, é preciso arrepender-se de verdade,
confessá-los e abandoná-los de uma vez, como é ensinado por João, pois o Senhor
é fiel para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9). Os que
confessam e deixam seus pecados passam a ter uma vida de comunhão perfeita com
Cristo, pois é tão somente pelo ato da confissão que a verdadeira restauração
acontece, jogando fora o medo, a vergonha, e voltando a ter um relacionamento
maravilhoso com Deus.
II-A
Realidade da Confissão do Pecado no Prisma Bíblico
A confissão está acompanhada do
arrependimento, pois faz parte do processo daqueles que desejam ter uma vida
restaurada e voltar a ter comunhão com Deus. O arrependimento é um ato que
envolve mudança de mente e coração em relação ao pecado. Não é apenas aquele
sentimento de que se fez algo errado e se lutará para não fazer mais, e sim
reconhecer que é pecador por natureza e que deseja voltar-se de uma vez por
todas para Deus e obedecer aos seus mandamentos.
Na confissão tem-se uma ação verbal expressa
caracterizada por um real sentimento de arrependimento; é admitir a própria
culpa perante Deus e desejar mudança plena. Quem faz isso demonstra responsabilidade
pelos seus próprios atos pecaminosos, falhas e erros, como também humildade e
transparência, pois não quer mais viver uma vida de aparência, nominal, de
viver ocultando o pecado e disfarçando. Os que sentem necessidade de perdão e
de uma vida íntima com Deus, quando pecam, logo confessam.
O Senhor Jesus Cristo está pronto para
conceder perdão e justiça aos que pecam e confessam seus pecados com
sinceridade e arrependimento, sem falsidade, pois, se assim não for, serão
apenas palavras vazias jogadas ao vento. Para que a vida espiritual seja
revitalizada e verdadeira, é preciso uma confissão que siga os pressupostos
bíblicos envolvendo os processos necessários (1 Jo 1.9).
III-
Confissão de Pecado: um Caminho de Cura e Restauração
As abundantes passagens bíblicas que fazem
menção à confissão, primeiramente direcionada a Deus, são claras e cremos
porque somente Ele tem o poder de perdoar pecados e nos conceder o perdão. Em
Salmos 32.5, Davi direcionou-se ao Senhor confessando seus pecados, logo recebeu
o perdão. O profeta Daniel juntou-se
ao povo de Israel e confessou os seus pecados, voltando-se para Deus (Dn
9.4.5). No Novo Testamento, no caso da parábola do fariseu e do publicano, foi
a Deus que ambos se dirigiram, sendo que somente o publicano recebeu o perdão,
pois o fez não com meras palavras vazias, mas com verdadeiro arrependimento,
afirmando ser um grande pecador (Lc 18.13). Por fim, já foi feita a citação de
1 João 1.9, mostrando que Deus é misericordioso e fiel para perdoar os nossos
pecados.
No Novo Testamento, os pecados que ofenderam
outros irmãos devem ser confessados uns para com os outros. Essa recomendação
vem de Tiago (Tg 5.16). Não podemos jamais experimentar relacionamentos
saudáveis se vivermos ferindo ou atacando os outros. Assim, a real cura da
ferida só pode acontecer quando entre ambos há arrependimento e confissão
sincera.
Por vezes, um cristão acha que está no
direito, mesmo tendo pecado contra alguém, então, o líder espiritual escolhido
por Deus irá orientá-lo pela Palavra a buscar a reconciliação com o seu próximo
e com Deus (Hb 12.14). Note que Davi pecou e escondeu o seu pecado, sua
consciência morta não falava mais, foi necessário a presença do homem escolhido
por Deus, Nată, para o repreender severamente e despertar sua consciência morta
(2 Sm 12.1-11). Para uma restauração espiritual e saudável, é valioso contar
com a presença do seu líder espiritual, que durante o processo disciplinar lhe
dará apoio e orientação certa. Qualquer líder que vai orientar alguém que pecou
e vem em busca de perdão, quando se volta para a Bíblia saberá também que ele é
fraco, falho, humano e que já foi perdoado por Cristo Jesus. Isso ajuda a não ter
uma postura de santarrão, inigualável ou de severidade, pois todos somos
pecadores (Rm 3.23). Sua missão é ajudar ao que confessa os pecados a restaurar
sua vida pela confissão sincera, arrependendo-se dos seus pecados e não
voltando mais a fazer o que fez e, doravante, caminhar em santidade para
alcançar o Céu. Deve o homem de Deus agir com amor, paciência, sempre buscando
a direção do Espírito Santo para tratar cada questão conforme as orientações
divinas, sabendo que o objetivo diante de tudo é que o irmão volte a ter
comunhão com Deus, uma vida restaurada para o louvor de sua glória.
Conclusão
Na jornada para o Céu, pode acontecer de o
cristão falhar, cometer pecados que ferem a santidade de Deus, bem como os seus
irmãos.
Entretanto, poderá contar com a presença de
homens escolhidos por Deus para orientá-los sobre a importância de seguir os
processos envolvidos na busca pela restauração espiritual, isto é, o
arrependimento e a confissão. Lembrando que pecados não confessados geram a
morte, assim, o melhor é confessar e abandonar para alcançar a misericórdia do
Senhor (Pv 28.13), pois somente Deus é quem tem o poder para perdoar pecados,
nenhum humano tem tal prerrogativa.
A carreira que nos está Proposta
– O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para chegar no Céu

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