TEXTO ÁUREO
“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa
e deixa alcançará misericórdia.” (Pv 28.13).
VERDADE
PRÁTICA
Para desfrutar um caminho de restauração e reconciliação com Deus,
precisamos confessar o pecado e abandoná-lo de uma vez por todas.
Salmos 51.1-12; 1 João 1.8-10.
Salmos 51
1 — Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade;
apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.
2 — Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu
pecado.
3 — Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está
sempre diante de mim.
4 — Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos
é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares.
5 — Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu
minha mãe.
6 — Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes
conhecer a sabedoria.
7 — Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei
mais alvo do que a neve.
8 — Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu
quebraste.
9 — Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas
iniquidades.
10 — Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um
espírito reto.
11 — Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu
Espírito Santo.
12 — Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um
espírito voluntário.
1 João 1
8 — Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos,
e não há verdade em nós.
9 — Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos
perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
10 — Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua
palavra não está em nós.
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Todo cristão em sua jornada vai ter que lidar,
em algum momento, com o pecado. Isso se deve a natureza humana que herdamos de
Adão e Eva. No entanto, não temos mais prazer no pecado, ou seja, não pecamos
de modo deliberado. Errar o alvo, para o cristão, é um triste acidente de
percurso. Quando pecamos, a atitude correta é o arrependimento, a confissão do
pecado a Deus e o abandono da transgressão. Não podemos também nos esquecer de
que o pecado confessado e abandonado é pecado perdoado por Deus (1Jo 1.9). O
Inimigo sempre vai tentar nos acusar dos erros que cometemos, mas precisamos
lembrar de que “o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado” (1Jo
1.7).
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Compreender o que significa confissão
de pecado; II) Mostrar o perigo do pecado não confessado; III) Compreender que
a confissão de pecado é um caminho para a cura e a restauração.
B) Motivação: Converse com os alunos explicando que atualmente, muitos não
acreditam em certo ou errado. O pecado passou a ser relativizado e o que é
errado para uma pessoa pode não ser considerado errado para a outra, pois não
acreditam mais em verdades absolutas. Entretanto, para o cristão o pecado não
pode ser relativizado, pois nosso conceito de errar o alvo está firmado nas
Escrituras Sagradas.
C) Sugestão de Método: Sugerimos que você coloque uma cesta (ou
uma caixa de papelão) em um canto da sala. Providencie algumas bolinhas de
papel amassado. Diga aos alunos que a cesta ou caixa será o alvo do dia. Em
seguida, dê uma bolinha de papel a um aluno(a) e peça que, há uma certa
distância, tente acertar o “alvo” (a cesta). Cada aluno(a) terá somente uma
tentativa. Aqueles que errarem, pergunte como eles se sentiram, assim como os
que acertaram. Diga que pecado significa “errar o alvo”. Ninguém quer errar
nada. Quando erramos, seja em uma prova ou em qualquer situação, sentimos
vergonha e ficamos constrangidos. O pecado tem como consequência a tristeza, o
constrangimento e a culpa. É o que veremos nesta lição.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A lição de hoje é uma oportunidade ímpar para que os alunos
reflitam a respeito do pecado e da importância da confissão. Mostre que o
pecado tem nome, como por exemplo, mentira, fofoca, inveja etc. Temos que
confessar para Deus as nossas atitudes, pensamentos e sentimentos, nomeando-os.
Em seguida conclua lendo Provérbios 28.13: “O que encobre as suas transgressões
nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que
traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas
Adultos. Na edição 97, p.40, você encontrará um subsídio especial para esta
lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará
auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) A orientação bíblica,
localizada no primeiro tópico, destaca importantes conceitos a respeito de
confissão de pecados contidos no Salmo 51; 2) O texto ao final do terceiro
tópico, mostra o caminho da cura e da restauração para aqueles que confessam e
abandonam o pecado.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Atualmente, muitos acreditam que não é preciso
confessar o pecado por denominá-lo mera fraqueza ligada ao ambiente e aos
aspectos hereditários. Nesta lição, veremos que a Bíblia não ensina assim. Em
sua epístola, o apóstolo João escreve que o pecado é real e, por isso, é um
perigo para a vida do crente, pois suas consequências são trágicas. A
orientação bíblica é a de que, caso ocorra um pecado, ele deve ser confessado,
abandonado como evidência do arrependimento para que o crente arrependido possa
receber o perdão de Deus (1Jo 2.9; cf. Sl 32.5).
Palavra-Chave:
CONFISSÃO
Professor(a), leia juntamente com a sua
classe o Salmo 51 que se encontra na seção Leitura Bíblica em Classe. Utilize o
texto para mostrar o conceito de pecado e as suas consequências (perda da
salvação, da presença de Deus, da vitalidade e da alegria espiritual). Enfatize
que a preocupação de Davi não foi com o fato de perder o trono, mas com a perda
da comunhão com Deus e a salvação. Explique que, “este salmo de confissão é
atribuído a Davi, alusivo ao momento em que o profeta Natã revelou seus pecados
de adultério e de homicídio (cf. 2Sm 12.1-3). (1) Note-se que este salmo foi
escrito por um crente que voluntariamente pecou contra Deus e de modo tão grave
foi privado da comunhão e da presença de Deus (cf. 11). (2) Provavelmente, Davi
escreveu este salmo já arrependido, após Natã declarar-lhe o perdão divino (2Sm
12.13). Davi roga diretamente a plena restauração da sua salvação, a pureza, a
presença de Deus, a vitalidade espiritual e a alegria (vv.7-13)” (Bíblia de
Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.856).
“O Senhor
restaurou a Davi a alegria da salvação, mas observa-se o seguinte respeito de
sua vida: (1) As Escrituras ensinam claramente que ceifaremos aquilo que
semearmos; se semearmos no Espírito do Espírito ceifaremos a vida eterna; se
semearmos na carne, da carne ceifaremos a corrupção (Gl 6.7,8). Davi, em
virtude do seu pecado, sofreu consequências até o fim, na própria vida, na sua
família e no seu reino (2Sm 12.1-14). (2) As terríveis consequências do pecado
de Davi, mesmo depois da sua sincera confissão e arrependimento, devem suscitar
em todos os filhos de Deus um santo temor de pecar deliberadamente em aberta
rebelião contra a redenção provida para eles em Jesus Cristo” (Bíblia de
Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.856).
CONCLUSÃO
Em nossa caminhada cristã estamos sujeitos ao pecado. Encobri-lo e viver uma vida espiritual de aparência não é uma opção bíblica para o caminho da cura e da restauração. Logo, uma jornada de perdão só é possível com a confissão do pecado praticado e a resolução de abandoná-lo de uma vez por todas. Quem procede assim desfrutará das infindáveis misericórdias divinas.
Lição 8: Confessando e abandonando o pecado
A carreira que nos está proposta — O caminho da
salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu
Comentarista: Osiel Gomes
Na jornada espiritual da fe, pode acontecer
de o cristão sofrer quedas e fracassos por ceder ás tentações, Quando isso
acontecer, a primeira coisa a fazer é confessar os pecados cometidos e
abandoná-los de uma vez por todas. Seguir esses dois principios biblicos, de
confessar e abandonar o pecado, é por demais importante, porque o pecado é algo
que nos separa de Deus (Rm 3.23). Porém, quando há reconhecimento do pecado
cometido por meio de um verdadeiro arrependimento, Deus se volta para nös Mi
4.17). Aqueles que vivem a caminhada de fe confessando e abandonando seus
pecados demonstram que desejam crescer na comunhão com Deus e ter uma vida
agradável perante Ele (2 Pe 3.18). O perdão e a graça de Deus sempre estarão
disponíveis para aqueles que confessam e abandonam o pecado.
1-O que E Confissão de Pecado?
Confessar os pecados é uma
ação que acontece na vida daquele que pecou ou falhou diante de Deus,
reconhecendo que de fato cometeu a quebra dos mandamentos divinos, violou sua
Lei e, desde então, está afastado de sua santa vontade. Biblicamente, o verbo
confessar quer dizer declarar o que se crê que sabe. A pessoa confessa os seus
pecados (S1 32.5) e afirma que crë em um Deus Poderoso e Salvador (Rm 10.9,10),
A confissão de pecados e a necessidade de seu
abandono não é algo criado por lideres, um conselho de teólogos ou pastores,
mas trata-se de uma recomendação biblica, ou seja, há base biblica para tal
exigência. Há diversas passagens na Biblia que tratam dessa temática, como, por
exemplo, Provérbios 28.13, Salmos 32.5, Tiago 5.16 e 1 João 1.9.
Compreendemos por meio das Escrituras
Sagradas a relevância da confissão e abandono do pecado na nossa trajetória de
lë, mas é uma ação que deve ser feita com um sincero e humilde coração, marcado
por um quebrantamento e arrependimento verdadeiro, reconhecendo seus pecados e
falhas diante de Deus. Quando a confissão é sincera e verdadeira, grandioso Deus estará sempre pronto para
manifestar sua graça, amor e misericórdia, que, por meio de Jesus Cristo, seu
Filho, nos purifica de todo pecado.
1. A
definição por meio de dois verbos
Vamos fazer uso de dois verbos hebraicos que
expressam o significado de confissão. O primeiro dah) cujo significado pode ser
visto como "dar graças", "louvar", "reconhecer"
ou "confessar". Logo se nota que o seu uso visava expressar gratidão
a Deus. No caso do segundo verbo (hodah), tem também o significado de "dar
graças", "agradecer" ou "louvar". semelhantemente ao
verbo yadah, mas seu real sentido vai depender do uso que se faz dele, em
especial no contexto de confissão de pecados, denotando o ato de admitir ou
reconhecer diante de Deus que pecamos ou erramos, Compreende-se então que ambos
os verbos fazem alusão à ideia de reconhecimento, admissão, o que é necessário
para o ato de confessar os pecados perante Deus. Fazendo uso do Salmo 32.5,
tem-se a presença de ambos os verbos com o sentido de confissão de pecados como
também de perdão: "Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais
ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a
iniquidade do meu pecado" (ARA). Falando dessa confissão e perdão, o
Comentário Bíblico Broadman, relata:
O poeta começa seu
salmo com uma beatitude da experiência de ser perdoado. Bem-aventurado e feliz,
de fato, é aquele cuja desobediência é levada, cujo pecado está coberto, a quem
o Senhor não acredita a perversidade característica do homem e em cuja mente
(espírito) não há engano. Com tal amostragem da terminologia do pecado, o
salmista descreve tanto a extensão quanto a abrangência do perdão de Javé. Em
seguida, vem a documentação da bem-aventurança na própria experiência do pocta.
Não é necessário propor que ele esteja descrevendo uma doença grave que ele
sentiu ter sofrido como resultado do pecado, como é o caso em alguns outros
salmos (por exemplo, 6 e 38), e como alguns interpretadores defendem esse salmo
como bem. É muito mais provável que o que o salmista descreva tão vividamente é
a agonia de uma consciência culpada, que pode produzir e ser pior do que
qualquer doença fisica. Assim, o salmista diz: "Quando fiquei em silêncio,
todo meu quadro desperdiçou a minha agonia durante todo o dia". Dia e
noite, ele podia sentir a mão de Yahweh pesada sobre ele, e sua força foi
gastada como no calor do verão. É uma descrição vivida do efeito debilitante e
distrativo da rebelião não amortizada contra Deus. Então, quando ele não
suportou mais a pressão, ele deu a conhecer ao Senhor seu pecado, não cobriu
sua perversidade e disse: "Eu direi sobre mim mesmo a minha desobediència
a Yahweh". E, como ele sempre faz, Yahweh se afastou a culpa da
transgressão do pecador. Por esta razão, isto é, com base na experiência que
ele relacionou, o salmista aconselha todos os que seguem a Javé a orar a ele em
qualquer momento de angústia; se assim for, as águas de qualquer problema, por
profundo que seja, nem sequer tocarão o suplicante. (COMENTÁRIO BÍBLICO
BROADMAN, 1983, p. 132)
Por meio do conceito exposto sobre Salmos
32.5, entendemos que quando há uma confissão sincera, verdadeira e humilde, a
pessoa recebe o perdão e reconcilia-se com Deus. Além disso, fortalece seu
relacionamento com Ele, pois quem confessa e deixa os pecados alcança
misericórdia.
2. A ideia de confissão de pecados no Antigo e Novo
Testamento
A ideia da necessidade de confissão de pecado
é algo que vem desde o Antigo Testamento, mostrando que aquele que pecou e confessa
alcança misericórdia e perdão da parte de Deus. Essa necessidade de buscar o
perdão por meio da confissão é necessária, conforme o Antigo Testamento, porque
nas próprias páginas da Bíblia Hebraica se mostra que o homem é um ser
constituído da natureza pecaminosa, de modo que ele está sujeito a quedas,
falhas e pecados (1 Rs 8.46; Ec 7.20). Há registro dessas quedas e pecados
tanto individual como coletivamente, deixando claro que a natureza pecaminosa
agia na vida do povo de Deus, que reconhecia seus pecados e os confessavam (Nm
9.1-13). Quanto à confissão de pecados, pela ótica veterotestamentária, ela
estava atrelada ao arrependimento, evidenciado por um pesar e temor desejando
uma vida restaurada e novas atitudes. Isso era feito com humildade e reconhecimento
dos pecados (Sl 32.5; Dn 9.4-19). Por meio da confissão, a pessoa mostrava que
estava pronta para ter um novo relacionamento com Deus e viver uma nova vida. O
texto bíblico de Levítico 16.20-22 trata especificamente dos ritos que marcavam
o ato da confissão de pecados, que acontecia no Dia da Expiação. É interessante
analisar que era a missão do sacerdote fazer a confissão dos pecados do povo
perante Deus. Também é importante destacar que a confissão de pecados sempre
era feita para Deus, na busca de restaurar com Ele o relacionamento, pois
somente Ele pode conceder perdão e uma nova vida.
Percorre nas páginas do Antigo Testamento a
ideia da confissão de pecados, marcada pelo arrependimento, que acontecia por
meio da humildade, quebrantamento e sinceridade na busca pelo perdão de Deus.
Em cada ato que o pecador buscava o perdão por meio do sacrificio de animais,
sinalizava para um sacrificio perfeito, de modo que essa ideia de confissão e
perdão vai apontar para a vinda de Cristo, o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). No
Novo Testamento, vai se visibilizar melhor a ideia do perdão por intermédio da
confissão de pecados. Aquilo que o Antigo Testamento sinalizava quanto ao
assunto, agora será construído para sua concretização na pessoa de Jesus
Cristo, que por meio de seu sacrificio perfeito concederá a redenção, o perdão
dos pecados pela confissão e arrependimento.
Em todas as páginas neotestamentárias, o
pecado é mostrado como uma violação contra Deus e sua Palavra. Aqueles que o
praticavam estavam desafinados, desajustados com a vontade do Soberano, não
somente isso, mas estavam separados dEle (Rm 3.23; 1 Jo 3.4). Paulo mostra que
por causa da desobediência humana o pecado tornou-se universal, não há um ser
justo sequer (Rm 3.10-12,23). Esse pecado ocasionou duas coisas: separação de
Deus e morte eterna (Rm 6.23).
Frente ao quadro estarrecedor que o pecado
trouxe ao mundo, inclusive ao homem, revela-se também o amor de Deus ofertando
por meio de Cristo Jesus o perdão (Ef 1.7; Cl 1.14), mas, para que isso
acontecesse, era necessário um verdadeiro arrependimento, ou seja, mudança de
mente, de direção, afastamento total do pecado (Lc 13.3; At 3.19).
Há um destaque muito especial
no Novo Testamento quanto ao arrependimento. Ele aconteceria por meio da ação
do Espírito Santo causando transformação na vida daqueles que desejassem um
viver harmonioso com Deus. Por seu intermédio, o homem é convencido do pecado,
da justiça e do juízo (Jo 16.8). A partir de então, capacita cada cristão a ter
um viver santo e dá também poder para vencer o pecado (Rm 8.1-4). Com a
presença do Espírito Santo na vida, o cristão pode viver em santidade e
obediência, buscando afastar-se do pecado mais e mais (1 Pe 15.16; 1 Jo 2.1).
Assim, pelo Novo Testamento, compreendemos
que o mundo inteiro estava debaixo do pecado, separado de Deus, mas por
intermédio de Jesus Cristo é possível o perdão e a reconciliação com Ele.
Quando reconhecemos os nossos pecados e os confessamos, podemos viver um novo relacionamento
com Deus, pois, quando nos arrependemos de verdade, confessando os nossos
pecados a Jesus, a graça e a misericórdia divinas entrarão em ação em nosso
favor (1 Jo 1.7).
3. Os males
dos pecados não confessados
Quando não há confissão de pecado, a primeira
consequência é que a pessoa fica separada de Deus, Ele esconde seu rosto de nós
(Is 59.2). Culpa e vergonha são sentimentos que vão se alastrando cada vez mais
na vida de quem não confessa seus pecados, gerando também a falta de paz
interior e inquietação. Tudo isso atingiu Davi por esconder seus pecados (Sl
32.3-5). Em prosseguimento, os males dos pecados não confessados vão gerando
cada vez mais outros males, como diz o salmista: "Um abismo chama outro
abismo" (Sl 42.7). Onde o pecado entra vem com ele a mentira,
desconfiança, trapaça, atingido não apenas quem peca, mas envolvendo outras
pessoas. O pecado afasta o homem do bom relacionamento com Deus, ocasionando
uma vida espiritual fracassada, morta. Se realmente não desejamos ser dominados
por esses males do pecado não confessado, é preciso arrepender-se de verdade,
confessá-los e abandoná-los de uma vez, como é ensinado por João, pois o Senhor
é fiel para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9). Os que
confessam e deixam seus necessário um verdadeiro arrependimento, ou seja,
mudança de mente, de direção, afastamento total do pecado (Lc 13.3; At 3.19).
Há um destaque muito especial no Novo
Testamento quanto ao arrependimento. Ele aconteceria por meio da ação do
Espírito Santo causando transformação na vida daqueles que desejassem um viver
harmonioso com Deus. Por seu intermédio, o homem é convencido do pecado, da
justiça e do juízo (Jo 16.8). A partir de então, capacita cada cristão a ter um
viver santo e dá também poder para vencer o pecado (Rm 8.1-4). Com a presença
do Espírito Santo na vida, o cristão pode viver em santidade e obediência,
buscando afastar-se do pecado mais e mais (1 Pe 15.16; 1 Jo 2.1).
Assim, pelo Novo Testamento, compreendemos
que o mundo inteiro estava debaixo do pecado, separado de Deus, mas por
intermédio de Jesus Cristo é possível o perdão e a reconciliação com Ele.
Quando reconhecemos os nossos pecados e os confessamos, podemos viver um novo relacionamento
com Deus, pois, quando nos arrependemos de verdade, confessando os nossos
pecados a Jesus, a graça e a misericórdia divinas entrarão em ação em nosso
favor (1 Jo 1.7).
3. Os males
dos pecados não confessados
Quando não há confissão de pecado, a primeira
consequência é que a pessoa fica separada de Deus, Ele esconde seu rosto de nós
(Is 59.2). Culpa e vergonha são sentimentos que vão se alastrando cada vez mais
na vida de quem não confessa seus pecados, gerando também a falta de paz interior
e inquietação. Tudo isso atingiu Davi por esconder seus pecados (Sl 32.3-5). Em
prosseguimento, os males dos pecados não confessados vão gerando cada vez mais
outros males, como diz o salmista: "Um abismo chama outro abismo" (Sl
42.7). Onde o pecado entra vem com ele a mentira, desconfiança, trapaça,
atingido não apenas quem peca, mas envolvendo outras pessoas. O pecado afasta o
homem do bom relacionamento com Deus, ocasionando uma vida espiritual fracassada,
morta. Se realmente não desejamos ser dominados por esses males do pecado não
confessado, é preciso arrepender-se de verdade, confessá-los e abandoná-los de
uma vez, como é ensinado por João, pois o Senhor é fiel para nos perdoar e nos purificar
de toda injustiça (1 Jo 1.9). Os que confessam e deixam seus pecados passam a
ter uma vida de comunhão perfeita com Cristo, pois é tão somente pelo ato da
confissão que a verdadeira restauração acontece, jogando fora o medo, a
vergonha, e voltando a ter um relacionamento maravilhoso com Deus.
II-A
Realidade da Confissão do Pecado no Prisma Bíblico
A confissão está acompanhada do
arrependimento, pois faz parte do processo daqueles que desejam ter uma vida
restaurada e voltar a ter comunhão com Deus. O arrependimento é um ato que
envolve mudança de mente e coração em relação ao pecado. Não é apenas aquele
sentimento de que se fez algo errado e se lutará para não fazer mais, e sim
reconhecer que é pecador por natureza e que deseja voltar-se de uma vez por
todas para Deus e obedecer aos seus mandamentos.
Na confissão tem-se uma ação verbal expressa
caracterizada por um real sentimento de arrependimento; é admitir a própria
culpa perante Deus e desejar mudança plena. Quem faz isso demonstra
responsabilidade pelos seus próprios atos pecaminosos, falhas e erros, como
também humildade e transparência, pois não quer mais viver uma vida de
aparência, nominal, de viver ocultando o pecado e disfarçando. Os que sentem
necessidade de perdão e de uma vida íntima com Deus, quando pecam, logo
confessam.
O Senhor Jesus Cristo está
pronto para conceder perdão e justiça aos que pecam e confessam seus pecados
com sinceridade e arrependimento, sem falsidade, pois, se assim não for, serão
apenas palavras vazias jogadas ao vento. Para que a vida espiritual seja
revitalizada e verdadeira, é preciso uma confissão que siga os pressupostos
bíblicos envolvendo os processos necessários (1 Jo 1.9).
III-
Confissão de Pecado: um Caminho de Cura e Restauração
As abundantes passagens bíblicas que fazem
menção à confissão, primeiramente direcionada a Deus, são claras e cremos
porque somente Ele tem o poder de perdoar pecados e nos conceder o perdão. Em
Salmos 32.5, Davi direcionou-se ao Senhor confessando seus pecados, logo
recebeu o perdão. O profeta Daniel
juntou-se ao povo de Israel e confessou os seus pecados, voltando-se para Deus
(Dn 9.4.5). No Novo Testamento, no caso pecados passam a ter uma vida de
comunhão perfeita com Cristo, pois é tão somente pelo ato da confissão que a
verdadeira restauração acontece, jogando fora o medo, a vergonha, e voltando a
ter um relacionamento maravilhoso com Deus.
II-A
Realidade da Confissão do Pecado no Prisma Bíblico
A
confissão está acompanhada do arrependimento, pois faz parte do processo
daqueles que desejam ter uma vida restaurada e voltar a ter comunhão com Deus.
O arrependimento é um ato que envolve mudança de mente e coração em relação ao
pecado. Não é apenas aquele sentimento de que se fez algo errado e se lutará
para não fazer mais, e sim reconhecer que é pecador por natureza e que deseja
voltar-se de uma vez por todas para Deus e obedecer aos seus mandamentos.
Na confissão tem-se uma ação verbal expressa
caracterizada por um real sentimento de arrependimento; é admitir a própria
culpa perante Deus e desejar mudança plena. Quem faz isso demonstra
responsabilidade pelos seus próprios atos pecaminosos, falhas e erros, como
também humildade e transparência, pois não quer mais viver uma vida de
aparência, nominal, de viver ocultando o pecado e disfarçando. Os que sentem
necessidade de perdão e de uma vida íntima com Deus, quando pecam, logo confessam.
O Senhor Jesus Cristo está pronto para
conceder perdão e justiça aos que pecam e confessam seus pecados com
sinceridade e arrependimento, sem falsidade, pois, se assim não for, serão
apenas palavras vazias jogadas ao vento. Para que a vida espiritual seja
revitalizada e verdadeira, é preciso uma confissão que siga os pressupostos
bíblicos envolvendo os processos necessários (1 Jo 1.9).
III-
Confissão de Pecado: um Caminho de Cura e Restauração
As abundantes passagens bíblicas que fazem
menção à confissão, primeiramente direcionada a Deus, são claras e cremos
porque somente Ele tem o poder de perdoar pecados e nos conceder o perdão. Em
Salmos 32.5, Davi direcionou-se ao Senhor confessando seus pecados, logo
recebeu o perdão. O profeta Daniel
juntou-se ao povo de Israel e confessou os seus pecados, voltando-se para Deus
(Dn 9.4.5). No Novo Testamento, no caso da parábola do fariseu e do publicano,
foi a Deus que ambos se dirigiram, sendo que somente o publicano recebeu o
perdão, pois o fez não com meras palavras vazias, mas com verdadeiro
arrependimento, afirmando ser um grande pecador (Lc 18.13). Por fim, já foi
feita a citação de 1 João 1.9, mostrando que Deus é misericordioso e fiel para
perdoar os nossos pecados.
No Novo Testamento, os pecados que ofenderam
outros irmãos devem ser confessados uns para com os outros. Essa recomendação
vem de Tiago (Tg 5.16). Não podemos jamais experimentar relacionamentos
saudáveis se vivermos ferindo ou atacando os outros. Assim, a real cura da
ferida só pode acontecer quando entre ambos há arrependimento e confissão
sincera.
Por vezes, um cristão acha que está no
direito, mesmo tendo pecado contra alguém, então, o líder espiritual escolhido
por Deus irá orientá-lo pela Palavra a buscar a reconciliação com o seu próximo
e com Deus (Hb 12.14). Note que Davi pecou e escondeu o seu pecado, sua
consciência morta não falava mais, foi necessário a presença do homem escolhido
por
Deus, Nată, para o repreender severamente e
despertar sua consciência morta (2 Sm 12.1-11). Para uma restauração espiritual
e saudável, é valioso contar com a presença do seu líder espiritual, que
durante o processo disciplinar lhe dará apoio e orientação certa. Qualquer
líder que vai orientar alguém que pecou e vem em busca de perdão, quando se
volta para a Bíblia saberá também que ele é fraco, falho, humano e que já foi
perdoado por Cristo Jesus. Isso ajuda a não ter uma postura de santarrão,
inigualável ou de severidade, pois todos somos pecadores (Rm 3.23). Sua missão
é ajudar ao que confessa os pecados a restaurar sua vida pela confissão
sincera, arrependendo-se dos seus pecados e não voltando mais a fazer o que fez
e, doravante, caminhar em santidade para alcançar o Céu. Deve o homem de Deus
agir com amor, paciência, sempre buscando a direção do Espírito Santo para
tratar cada questão conforme as orientações divinas, sabendo que o objetivo
diante de tudo é que o irmão volte a ter comunhão com Deus, uma vida restaurada
para o louvor de sua glória.
Conclusão
Na jornada para o Céu, pode acontecer de o
cristão falhar, cometer pecados que ferem a santidade de Deus, bem como os seus
irmãos.
Entretanto, poderá contar com a presença de
homens escolhidos por Deus para orientá-los sobre a importância de seguir os
processos envolvidos na busca pela restauração espiritual, isto é, o
arrependimento e a confissão. Lembrando que pecados não confessados geram a
morte, assim, o melhor é confessar e abandonar para alcançar a misericórdia do
Senhor (Pv 28.13), pois somente Deus é quem tem o poder para perdoar pecados,
nenhum humano tem tal prerrogativa.
A carreira que nos está proposta
— O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu
Osiel Gomes


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