INTRODUÇÃO
Abrimos o primeiro capítulo deste livro mencionando o propósito escatológico do estudo da Antropologia Bíblica, bem presente no versículo 23 de 1 Tessalonicenses, que trata da santificação plena operada no crente e que visa a parousia, a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Ressaltamos o fato de a Antropologia Científica e Cultural não oferecer respostas suficientes para o homem em relação à sua existência e muito menos lhe dar esperança quanto ao futuro, dadas as suas concepções ateístas e materialistas. O estudo do homem à luz da Bíblia, contudo, apresenta-o como criatura e imagem de Deus, formado de uma forma especial e com uma finalidade sublime que é, acima de tudo, relacionar-se com o Criador. Tratamos da Queda e de como ela afetou o homem em toda a sua constituição, mas destacamos o papel de Cristo como nosso Redentor Eterno, que, com o seu sacrifício na cruz do Calvário, nos resgata por inteiro: espírito, alma e corpo.
Assim, com essa esperança, que se consumará com a glorificação (trans formação do corpo), devemos permanecer firmes, dedicando-nos a uma vida de mais intensa comunhão com Deus, buscando a santificação no Espírito, que é operada em nós pela graça de Deus (ver Tt 2.11-14).
Em Tito 2.11-14, o apóstolo apresenta o plano de salvação (a manifestação da graça de Deus), a sua eficácia (ensinar-nos uma vida de renúncia a toda impiedade e concupiscência mundana) e o seu propósito escatológico (estar pronto para o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo). Assim como em 1 Tessalonicenes 5.23, Paulo apresenta a ação divina (a manifestação da graça e o seu papel santificador) e o papel humano (renunciar a impiedade e as concupiscências mundanas). O texto permite-nos ver também o caráter integral da santificação, a abolição de “toda dade” (v. 14), mesmo sentido visto em 1 Pedro 1.13-16: ser santo em toda a maneira de viver. Nada pode ficar de fora, portanto, da obra santificadora de Cristo, operada em nós pelo Espírito. Devemos apresentar-nos por inteiro a fim de que nosso espírito, nossa alma e nosso corpo estejam preservados irrepreensíveis para a vinda de Cristo, que a cada dia está mais próxima. A santificação deve ser buscada nessa perspectiva escatológica, a esperança do aparecimento da eterna glória de Deus.
I - PRESERVANDO A ESPERANÇA ESCATOLÓGICA
1. O alvo celestial
Amar a Deus é um fator determinante para um viver santo. Somente um amor intenso ao Senhor pode levar-nos a uma santificação integral (Mt 22.37; Mc 12.30). E, pois, um amor relacionai que cumpre o principal propósito da criação do homem, que é a sua comunhão com o Criador, marca distintiva da sua condição de imagem de Deus. Esse ser finito que ama quer viver de modo a agradar o Eterno, que o criou, pois é isso que realmente lhe dá sentido à vida. Alguns personagens do Antigo Testamento destacaram- -se nesse processo, como Enoque, cuja vida agradou tanto a Deus que Ele tomou-o para si, por trasladação, sem que passasse pela morte (Gn 5.24). O Espírito do Deus Criador gera em nosso coração esse desejo ardente de andar com Ele, agradando-o em tudo. Isso decorre de um processo de conhecimento profundo da vontade de Deus em toda a sabedoria e inteligência espiritual, como ensinou Paulo aos colossenses, a fim de que possamos “andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo” (Cl 1.9,10). Parece-nos claro, então, que o Novo Testamento trata da santificação como uma experiência presente, mas também a apresenta com um propósito futuro, que diz respeito a outro fator motivador de uma vida de santidade, que é a esperança escatológica, o anseio do Céu. Assim, podemos afirmar que a base fundamental da santificação é o amor, mas a esperança da vida eterna com Cristo também é extremamente importante e indispensável para fortalecer o cristão, estimulando-o a abandonar todo tipo de pecado e purificar-se inteiramente. E andar em santidade aqui para viver para sempre com Ele ah. Portanto, a mensagem da vinda de Jesus e nossa reunião com Ele não pode ser negligenciada, sob pena de um esfriamento em relação à santificação.
Outros textos que podem ser citados como exemplo dessa relação entre santificação e esperança escatológica são Hebreus 12.14 e 2 Pedro 3.11-14. O primeiro diz: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor . O segundo: “Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade, aguardando e apressando-vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Pelo que, amados, aguardando estas coisas, procurai que nele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz”. Nesse último versículo, há uma nítida ligação entre aguardar e procurar manter-se imaculado e irrepreensível. Diante dessa evidente verdade bíblica, devemos ser vigilantes, pois Satanás, nosso adversário, continua buscando meios de seduzir-nos ao pecado, para que, com isso, seja interrompida nossa comunhão com Deus e sejamos desviados da perspectiva estabelecida pelo Criador (Gn 3.4,5). Pecar é “errar o alvo”. Viver em santidade é permanecer focado no propósito celestial (Cl 1.3-5).
2. Oposições à visão celestial
Na carreira do cristão rumo ao Céu, não apenas pecados, como também práticas específicas e embaraços (alguns muito sutis) apresentam-se para tentar levá-lo ao tropeço. O escritor aos hebreus adverte-nos: “[...] deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1). No lugar de embaraço, a NVT traz a expressão “tudo o que nos atrapalha”, e a NVT traduz como “todo peso que nos torna vagarosos”. Cada um de nós deve estar atento quanto ao que pode estar roubando nossa visão celestial; atraindo nosso coração para outros interesses. O desejo de acúmulo de bens materiais pode ser um deles (ver Mt 6.19-21).
Jesus proferiu esse ensino depois de ter enfrentado e vencido terríveis tentações feitas diretamente pelo Diabo, que queria seduzi-lo e tirá-lo do pro pósito eterno de redenção da humanidade. O tentador ofereceu-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles (Mt 4.8), esperando confiná-lo aos limites das conquistas terrenas. Jesus recusou tudo, dando-nos o exemplo de que também devemos renunciar todas as ofertas deste mundo que sejam opostas à visão celestial. Para não sermos enganados com oportunidades que nos pareçam boas, precisamos ser guiados pelo Espírito Santo. Só Ele pode capacitar-nos com o discernimento exato para todas as opções, em todas as circunstâncias.
3. Inimigos da cruz de Cristo
A esperança escatológica pode facilmente ser perdida se dermos lugar aos prazeres deste mundo. Aliás, viver pautado na satisfação dos desejos da carne é tornar-se inimigo da cruz de Cristo e, portanto, destituído das suas conquistas eternas. Em Filipenses 3.18,19, Paulo diz que são inimigos da cruz de Cristo os que têm como deus o próprio ventre e só pensam nas coisas terrenas. Em contraste a isso, o cristão que está em sintonia com o Espírito, já liberto das prisões dos interesses terrenos, responde como Paulo: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp 3.20,21).
II - PERIGOS DE TEOLOGIAS MODERNAS
1. Um cristianismo secularizado
Uma das características dos últimos dias é a diminuição do fervor espi ritual e o aumento do apego às questões temporais (Lc 18.8; 2 Tm 3.1-4). O desinteresse pelos assuntos celestiais e um valor desmedido às coisas terrenas é exemplificado pelos dias de Noé e de Ló (ver Lc 17.26-28). Nota-se que boa parte dessas práticas — como comprar, vender, plantar e edificar — não constitui pecado, mas serviu como atrativo para aquelas gerações perversas, que não se importavam com Deus e a sua vontade. Jesus deixa claro que esse será o cenário no mundo dos dias que antecederem a sua vinda, o que influenciará diretamente na perda da sensibilidade e da percepção espiritual. A expressão “e não o perceberam até que veio o dilúvio”, constante em Mateus 24.39, demonstra o quanto os contemporâneos de Noé só buscavam os seus próprios interesses, enquanto o patriarca deixara tudo para cumprir a ordem divina, de construção da arca (Gn 6.22). Para não ser vítima do secularismo, o cristão precisa apegar-se à Palavra de Deus e cumpri-la integralmente, sem tentar sofismá-la ou adaptá-la aos seus próprios interesses.
E preocupante o quanto cresce uma visão secular da fé cristã em muitas partes do mundo, incluindo o Brasil. De um lado, rejeita-se qualquer estrutura religiosa e defende-se uma fé individualista, sem compromisso com a comunhão. Em outra frente, o secularismo cristão age pela busca por engajamentos extra templo, em torno de pautas e militâncias sociais, políticas, econômicas e ideológicas, por meio do uso de expedientes meramente humanos (Lc 17.26-30; 18.1-8; 2 Co 10.4,5). Esses movimentos caracterizam-se por uma redução de práticas de culto e disciplinas espirituais coletivas e individuais. Em países onde esse fenômeno já avançou muito, muitos templos ficaram vazios.
Cresce no Brasil a referência a uma “teologia pública” que busca dialogar com a sociedade e as estruturas seculares para um modelo de influência que parece ser muito eficaz, mas que não confronta o pecado. Que confunde e empobrece o sentido de relevância da fé, enfraquecendo a missão da Igreja. Sob o pretexto de levá-la para a arena pública, atua-se tirando-a da arena espiritual. A batalha contra o mal, que costumeiramente era travada por meio de práticas piedosas, como o jejum e a oração, passa a ser supostamente travada com armas carnais e humanas (v. BPE, p. 1783). Quanto mais secularismo, menos poder. Jesus espera que conservemos entre nós os verdadeiros sinais que devem seguir os que creem: expulsão de demônios, novas línguas, maravilhas e curas divinas (Mc 16.17,18). Essa é a verdadeira relevância da Igreja. Tudo isso é vivido na perspectiva e expectativa da Eternidade.
2. Falsos discursos
O já citado texto de Marcos 16.17,18 demonstra a íntima relação que deve haver entre pregação e sinais na vida da Igreja em todos os tempos. Não há registro algum na Bíblia de que fossem apenas para a era apostólica. Muito pelo contrário! A operação de milagres e maravilhas deve ser uma confirmação contínua da pregação do evangelho em todos os tempos e lugares. Essa característica prática do querigma, marca distintiva do cristianismo primitivo, viu-se presente em diversos outros momentos da história e ressurgiu com vigor no Movimento Pentecostal do século XX. O cristianismo moderno corre, contudo, um sério risco de ser marcado, em grande parte, mais por discurso do que por prática (Tg 1.22), e isso ganha uma amplitude ainda maior em tempos de comunicação tão volátil, principalmente em função das redes sociais. Oriundas de cátedras e canais mais voltados à cultura e intelectualidade, são muitas as vozes “cristãs” que criticam toda e qualquer tradição, ignorando os seus fundamentos.
Por muitas décadas, as igrejas pentecostais, menos expostas às questões públicas e mais voltadas para a busca do poder espiritual e da evangelização, não foram tão influenciadas pelas críticas vindas de dentro e de fora do protestantismo. Na verdade, as perseguições serviram de combustível para a impulsão do crescimento do Movimento Pentecostal. Nos últimos tempos, porém, a teologia reformada causou mais influência ao pentecostalismo, exatamente quando este buscou uma maior reflexão teológica. Se, por um lado, é fato que devemos estar cada vez mais dedicados ao estudo da doutrina e da teologia, por outro lado não podemos ficar descuidados de nossos distintivos pentecostais, sob pena de ficarmos reduzidos a discursos de pouco efeito. Convém ao Pentecostalismo Clássico precaver-se de visões teológicas modernas que buscam afastar o crente da sua vida de fé pessoal e comunitária, na sua cidade, bairro ou área rural. Muito discurso e pouca prática não resolvem. O Movimento Pentecostal sempre foi marcado por uma busca incessante da presença de Deus e a operação de sinais. O conhe cimento teológico, que é importante, e a própria pregação bíblica, que é tão fundamental, só produzem resultado mediante o poder de Deus (Rm 1.16).
Paulo, que, sem dúvida, era dotado de grande conhecimento humano, especialmente da filosofia do seu tempo, afirmou aos coríntios: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Co 2.4,5). Nossa missão é conciliar doutrina e teologia com vida prática de fé. E permanecer crendo, praticando e pregando um evangelho simples, porém integral: Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará.
3. Prosperidade, existencialismo e engajamento cultural
Ao longo da história do cristianismo, não poucos ventos teológicos vieram e foram-se. A própria Teologia da Prosperidade, uma das mais recentes, seduziu numerosas multidões na América do Norte e, depois, em países em desenvolvimento como o Brasil, com a promessa de bênçãos materiais. Depois de algumas décadas, essa pregação já não causa o mesmo impacto. Por não estar sintonizada com a essência do evangelho, produziu muita frustração. Embora a fé cristã seja acompanhada de muitas bênçãos terrenas, esse não é o seu núcleo ou regra geral. Conquistas materiais não são sinônimo de espiritualidade.
Além de gerar desencanto, reduzir a esperança cristã a conquistas ter renas conduz a uma visão existencialista. Foi o que Paulo concluiu diante dos que, em Corinto, negavam o caráter escatológico da fé cristã. Depois de defender a doutrina da ressurreição dos mortos em Cristo, o apóstolo expõe a falta de sentido de uma fé que não tem a esperança de vida eterna (1 Co 15.19).
Sendo a existência humana limitada ao viver terreno, sentido algum restaria para uma vida piedosa. Diante desse quadro hipotético, Paulo menciona logo adiante um pensamento típico da filosofia de Epicuro (341—270 a.C.): “[...] Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”(l Co 15.32), que tem relação com a visão existencialista. Se o que resta ao homem é apenas esta vida, por que se abster de prazeres? A ênfase na esperança da vida eterna é, portanto, um grande fator motivador de uma vida de santidade. A questão da cosmovisão cristã Nos últimos vinte anos, o tema Cosmovisão Cristã foi popularizado no Brasil. A questão é: que cosmovisão cristã é essa? Quais são os seu pressupostos? Qual a sua relação com a visão de mundo pentecostal? Com raríssimas exceções, a cosmovisão cristã que tem sido difundida no Brasil é de matriz reformada. Tem como fundamento pensamentos teológicos distintos da doutrina pentecostal. Inspirada na escatologia calvinista-amilenista — que não crê no arrebatamento da Igreja e em um Milênio literal — essa visão de mundo enfatiza o engajamento cultural para a redenção dos sistemas humanos, e não a proclamação do evangelho para a salvação dos pecadores. Sem nenhum ufanismo, o Movimento Pentecostal Clássico apresenta fundamentos doutrinários muito mais sólidos e alinhados com o Novo Testamento em relação aos segmentos que negam a atualidade das experiências carismáticas. Os dons do Espírito são para nossos dias, e isso diz muito em relação à visão comunitária e missional da Igreja. Da mesma sorte, a visão escatológica pentecostal (futurista e dispensacionalista) está muito ligada ao comportamento e prática da Igreja, dada a crença na iminência da segunda vinda de Cristo. Não somos insensíveis em relação a nossos deveres cívicos e sociais. Vivemos, contudo, com uma esperança voltada para a eternidade, pois “nossa cidade está nos céus” (Fp 3.20).
III - CONSERVANDO ESPÍRITO, ALMA E CORPO
1. Prontos para o retorno de Cristo
No contexto literário de 1 Tessalonicenses 5.23, Paulo apresenta a santificação intimamente ligada ao propósito da eternidade. Observa-se nas perícopes imediatamente anteriores que o apóstolo apresenta aos tessalonicenses a essencialidade de uma vida espiritualmente alerta (v. 5) e iluminação, percepção e sobriedade espiritual para não ser pego de surpresa (w. 6,7). Na sequência, Paulo menciona virtudes que são fruto do Espírito (v. 8).
Adiante, do versículo 12 ao 22, o apóstolo refere-se aos deveres do cristão na sua vida pessoal e comunitária. As condutas recomendadas nos versículos 12 e 13 exigem submissão, humildade, mansidão e domínio próprio, além de expressar outra virtude espiritual, que é a paz. O versículo 14 prossegue no mesmo sentido de uma santificação integral, que nasce do espírito e realiza-se na alma e no corpo, mencionando a paciência. O versículo 15 trata de benignidade, e o 16, de alegria; ou seja, Paulo descreve o fruto do Espírito, o ápice da vida cristã, como ponto ideal de santificação, termômetro para aferir a condição espiritual de prontidão para aguardar o retorno de Cristo.
No mais, o apóstolo recomenda a prática da gratidão (v. 18), fervor espiritual (v. 19), sensibilidade e discernimento quanto à voz do Espírito (v. 20,21) e, por fim, faz uma advertência enfática e ampla: “Abstende-vos de toda aparência do mal” (5.22). Uma vez dedicando-se a esse viver santo, o cristão terá sempre a ajuda indispensável do Deus de paz, que é quem realiza em nós a obra de santificação (5.23).
2. Uma santificação completa
A constante luta interior existente em todo cristão é prova evidente do novo nascimento e da ação do Espírito Santo para operar a obra completa da santificação. Sendo assim, cabe-nos desejar esse processo na sua plenitude, sem jamais concordar com as inclinações de nossa natureza carnal. Como disse o Senhor Jesus a João, o apóstolo do amor, quem é santo deve santificar-se ainda mais (Ap 22.11). Uma santificação completa, na qual parte alguma de nosso ser fique de fora; nem mesmo nossos afetos, pensamentos e intenções. Tudo em nós deve ser santificado: espírito, alma e corpo.
Isso é impossível por nossa própria força, mas plenamente possível pelos meios da graça. Que vivamos desfrutando de uma profunda convicção de nossa salvação, anelando pela vinda de Cristo. Só pelo Espírito é possível expressar “Ora, vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20).
CONCLUSÃO
O ser humano, como uma unidade plural, foi criado por Deus e tem dentro de si a necessidade de retornar para Ele. E um anseio latente, ainda que não reconhecido. Nada pode preenchê-lo, senão o próprio Criador, com a sua presença pelo Espírito. Enquanto a Queda quebrou o contato do homem com Deus, a Redenção operou a reconciliação. Neste hiato profético entre a primeira e a segunda vinda de Cristo, vivemos neste corpo, em natureza pecaminosa, aguardando a consumação dos séculos. O propósito da santificação tem como finalidade conservar-nos irrepreensíveis para a vinda de Cristo e nossa reunião com Ele por toda a Eternidade. Que o Espírito de Deus produza em nós, dia após dia, um desejo cada vez mais intenso de consagração integral. Que nosso espírito, alma e corpo sejam inteiramente entregues a Ele sem reservas. Que nossa alma se renove na presença dEle a cada manhã. Que nosso dia seja consagrado a Ele.
Que todas as noites nos prostremos diante dEle, agradecidos e devotados, no anseio de um eterno amanhã, pleno da sua vida em nós.
Preparando o Corpo, a Alma e o Espírito para a Eternidade | 149
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