TEXTO ÁUREO
“E Hamã tomou a veste e o cavalo, e vestiu a
Mardoqueu, e o levou a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoou diante dele:
Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada!”
(Et 6.11).
VERDADE PRÁTICA
Deus abate e exalta a
quem Ele quer. Se humilhados, devemos glorificá-lo. Se exaltados, a glória
continua sendo toda dEle.
Ester 6.1-14.
1 — Naquela mesma noite, fugiu o sono do rei; então, mandou trazer o livro
das memórias das crônicas, e se leram diante do rei.
2 — E achou-se escrito que Mardoqueu tinha dado notícia de Bigtã e de Teres,
dois eunucos do rei, dos da guarda da porta, de que procuraram pôr as mãos
sobre o rei Assuero.
3 — Então, disse o rei: Que honra e galardão se deu por isso a Mardoqueu? E
os jovens do rei, seus servos, disseram: Coisa nenhuma se lhe fez.
4 — Então, disse o rei: Quem está no pátio? E Hamã tinha entrado no pátio
exterior do rei, para dizer ao rei que enforcassem a Mardoqueu na forca que lhe
tinha preparado.
5 — E os jovens do rei lhe disseram: Eis que Hamã está no pátio. E disse o
rei que entrasse.
6 — E, entrando Hamã, o rei lhe disse: Que se fará ao homem de cuja honra o
rei se agrada? Então, Hamã disse no seu coração: De quem se agradará o rei para
lhe fazer honra mais do que a mim?
7 — Pelo que disse Hamã ao rei: Quanto ao homem de cuja honra o rei se
agrada,
8 — traga a veste real de que o rei se costuma vestir, monte também o cavalo
em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça;
9 — e entregue-se a veste e o cavalo à mão de um dos príncipes do rei, dos
maiores senhores, e vistam dele aquele homem de cuja honra se agrada; e
levem-no a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoe-se diante dele: Assim se fará
ao homem de cuja honra o rei se agrada!
10 — Então, disse o rei a Hamã: Apressa-te, toma a veste e o cavalo, como
disseste, e faze assim para com o judeu Mardoqueu, que está assentado à porta
do rei; e coisa nenhuma deixes cair de tudo quanto disseste.
11 — E Hamã tomou a veste e o cavalo, e vestiu a Mardoqueu, e o levou a
cavalo pelas ruas da cidade, e apregoou diante dele: Assim se fará ao homem de
cuja honra o rei se agrada!
12 — Depois disso, Mardoqueu voltou para a porta do rei; porém Hamã se
retirou correndo a sua casa, angustiado e coberta a cabeça.
13 — E contou Hamã a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos tudo quanto
lhe tinha sucedido. Então, os seus sábios e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se
Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da semente dos judeus, não
prevalecerás contra ele; antes, certamente cairás perante ele.
14 — Estando eles ainda falando com ele, chegaram os eunucos do rei e se
apressaram a levar Hamã ao banquete que Ester preparara.
1. INTRODUÇÃO
A lição desta semana demarca dois fatos importantes no Livro de Ester: a
humilhação de Hamã e a honra de Mardoqueu. Esses fatos passam pela divina
providência que, a partir do sono fugidio do rei, fez com que o rei se lembrasse
de honrar a Mardoqueu devido a sua boa ação no passado. A lição também traça a
personalidade doentia de Hamã, que achava ele mesmo ser digno de honra do rei.
Assim, a lição de hoje nos lembra a respeito da humildade, uma virtude que
agrada a Deus.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Identificar a ação de Deus no
fato de o rei lembrar da boa ação de Mardoqueu; II) Descrever como Hamã foi
chamado para honrar Mardoqueu; III) Traçar o perfil da síndrome de imperador.
B) Motivação: Hamã era rico e tinha poder para “comprar” seu respeito diante dos
outros. Sua intensa busca pelo poder o transformou num homem obsessivo. Essa é
uma importante imagem para nos alertar a respeito do cuidado que devemos ter
com a popularidade, a fama, para não sermos levados a atos imorais.
C) Sugestão de Método: Para concluir esta lição, faça um
resumo do perfil de Hamã e Mardoqueu. Mostre que Hamã era um homem rico,
ambicioso, comprava a reputação com o dinheiro e o poder que tinha, tramava
contra pessoas que ele não gostava ou entrasse em seu caminho; Mardoqueu, um
homem que descobriu a conspiração para assassinar o rei, agia com lealdade para
com o rei, cuidou de sua prima e quando foi honrado pelo rei voltou para o
mesmo lugar de antes. Encerre a lição mostrando que esses dois perfis podem
revelar traços de nossa personalidade. Que o Altíssimo nos auxilie a escolher
sempre o caminho que honre e exalte a Deus.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A presente lição nos ensina que Deus tem trabalhado pacientemente e,
até mesmo em silêncio, em favor do seu povo. A Palavra de Deus nos ensina que
os acontecimentos em nossa vida não são meras coincidências, mas a ação
soberana de Deus no curso de nossa vida (Rm 8.28).
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista
que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições
Bíblicas Adultos. Na edição 98, p.41, você encontrará um subsídio especial para
esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você
encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A
Providência Divina por trás da História”, localizado depois do segundo tópico,
aprofunda mais a respeito do episódio da honra de Mardoqueu; 2) O texto “Hamã”,
ao final do terceiro tópico, aprofunda a reflexão a respeito do perfil de Hamã.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na lição anterior, Ester recebe Assuero e Hamã para um banquete. Em vez
de fazer seu pedido, ela pede ao rei que compareça a outro banquete, no dia
seguinte, também junto com Hamã. Naquela noite, fatos novos aconteceriam em
Susã alterando totalmente o cenário da história. Deus sabe o que estará nos
jornais de amanhã.
Palavras-Chave:
HUMILHAÇÃO E HONRA
AUXÍLIO VIDA CRISTÃ
A PROVIDÊNCIA DIVINA POR TRÁS DA
HISTÓRIA
“Sem poder dormir, o rei decidiu
rever a história do seu reino, e seus servos leram para ele sobre as boas obras
de Mardoqueu. Isso parece coincidência, mas Deus está sempre trabalhando. Deus
também tem trabalhado em silêncio e pacientemente em sua vida. Os
acontecimentos que concorrem para o bem não são mera coincidência; são
resultado do soberano controle de Deus sobre o curso de nossa vida (Rm 8.28).
[...] Mardoqueu havia descoberto uma
conspiração para assassinar o rei Assuero. Ele agiu com lealdade e salvou a
vida do monarca (2.21-23). Embora suas boas obras estivessem registradas nos
livros históricos, Mardoqueu não havia sido recompensado. Mas Deus estava
guardando a recompensa dele para o momento certo. Assim como Hamã estava
prestes a enforcar Mardoqueu injustamente, o rei estava disposto a
recompensá-lo publicamente. Embora Deus tenha prometido recompensar nossas boas
obras, algumas vezes pensamos que a recompensa está muito distante. Seja
paciente. Deus no-la dará no momento mais adequado” (Bíblia de Estudo Aplicação
Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.693).
AUXÍLIO VIDA CRISTÃ
“HAMÃ
As pessoas mais arrogantes são
com frequência as que precisam medir seu próprio valor pelo poder ou influência
que pensam ter sobre as outras pessoas.
Hamã era um líder extremamente arrogante. Ele reconhecia o rei como seu
superior, mas não podia aceitar qualquer outro como igual.
Quando um homem, Mardoqueu, recusou-se a curvar-se em submissão a ele,
Hamã quis destruí-lo. Ele foi consumido pelo ódio a Mardoqueu. O coração dele
já estava cheio de ódio racial por todo o povo judeu devido ao prolongado
atrito entre os judeus e os ancestrais de Hamã, os amalequitas.
A dedicação de Mardoqueu a Deus e sua recusa em dar honras a qualquer
pessoa humana desafiou a religião egoísta de Hamã. Este via os judeus como uma
ameaça a seu poder, e decidiu matar a todos.
Deus estava preparando a queda de Hamã e a proteção do seu povo, muito
antes deste homem assumir o poder durante o reinado de Assuero.
Ester, uma judia, tornou-se rainha, e Mardoqueu demonstrou lealdade ao
denunciar uma conspiração para assassinar Assuero, deixando o rei em dívida
para com ele. Hamã não foi apenas impedido de matar Mardoqueu, como também teve
que sofrer a humilhação de vê-lo ser honrado publicamente.
Após algumas horas, Hamã morreu na forca que havia construído para
Mardoqueu, e seu plano de extermínio dos judeus foi frustrado.
Em contraste com Ester, que arriscou tudo por Deus e venceu, Hamã
arriscou tudo para alcançar seu propósito maligno e perdeu” (Bíblia de Estudo
Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.694).
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
A HUMILHAÇÃO DE HAMÃ E A HONRA DE
MARDOQUEU
Nesta lição, veremos com maiores detalhes o cuidado de Deus para com o
Seu servo Mardoqueu. Após a intensa perseguição de Hamã, o que parecia ser a
derrota definitiva e humilhação do servo de Deus se reverteu em bênçãos e
honras significativas. Depois de atentar contra os judeus para destruí-los, a
ganância de Hamã e a sua sede por destruição não pararam. Ao avistar Mardoqueu
permanentemente à porta do rei e constatar a sua contínua resistência em
reverenciá-lo, Hamã foi para casa e arquitetou um plano para levar o servo de
Deus à forca. Mas Deus, que é onisciente e tem domínio sobre todas as coisas,
interveio para que Mardoqueu não ficasse à mercê daquele projeto maligno. Na
noite anterior ao pedido de Hamã para que Mardoqueu fosse enforcado, o rei
Assuero teve um sonho que muito lhe inquietou. Deus o fez revisar os feitos que
foram realizados a seu favor durante os 13 anos de reinado. Nessa ocasião, o
ato benéfico de Mardoqueu de avisar ao rei sobre a conspiração de seus servos
mais chegados foi trazido à memória. Esse fato nos mostra que Deus sabe
recompensar seus sevos no tempo certo. A honra que Mardoque não recebeu
anteriormente estava reservada para esta ocasião. Como diz o autor de
Eclesiastes, “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito
debaixo do céu” (Ec 3.1).
A Bíblia de Estudo Pentecostal
(CPAD, 1995) discorre que “embora Hamã possuísse riqueza, glória, poder e
posição social, era um homem insatisfeito e descontente. Mardoqueu, por outro
lado, tinha força de caráter, convicções religiosas e confiança no seu Deus.
Hamã sabia, dentro de si, que Mardoqueu era o melhor deles dois, e por isso o
odiava. Aos olhos de Deus, a grandeza nunca consiste na riqueza, no poder ou na
condição social, mas na fidelidade, na dedicação a Ele e na luta em prol dos
Seus justos propósitos na terra (ver Lc 22.24-30).” (p.761).
Esse episódio que marca a
humilhação de Hamã e a exaltação de Mardoqueu revela que o Senhor não se
esquece da justiça praticada pelo justo e não apaga a injustiça praticada pelo
ímpio. Se por um lado Mardoqueu plantou justiça, zelando às portas do rei,
fazendo o que era bom e agradável ao coração de Deus, era justo que recebesse a
recompensa. A conduta de Mardoqueu era consequência de sua fé e devoção a Deus.
Em contrapartida, a humilhação de Hamã era o resultado de sua ganância e más
escolhas. Como se não bastasse o mal que desejou aos judeus, ainda quis levar o
justo Mardoqueu à morte. Mas a Escritura admoesta: “Não erreis: Deus não se
deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl
6.7). Essa deve ser a cosmovisão cristã que norteia nossa conduta, pois nosso
Deus vê todas as ações praticadas pelos homens, quer boas, quer más.
CONCLUSÃO
Quanta coisa mudou em Susã em menos de 24 horas! Nosso Deus é grande e
poderoso! Perdemos muito tempo com discussões e debates, e, às vezes, fazendo o
que Ele não nos ordenou fazer, no afã de resolver nossos problemas. O segredo é
confiar no Senhor e viver com humildade, fazendo a sua vontade. Ele permanece
no controle e sempre age no momento certo.
O Deus que governa o Mundo e cuida da Família — Os ensinamentos divinos
nos livros de Rute e Ester para a nossa geração
Silas Queiroz
Lição 11: A humilhação de Hamã e a honra de Mardoqueu
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