LIÇÃO 2 - ESPERANÇA EM MEIO À ADVERSIDADE LIÇÕES BÍBLICAS - 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos Tema: Filipenses - A Humildade de CRISTO como exemplos para a Igreja. Comentário: Pr. Elienai Cabral
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Filipenses 1.12-21 12 E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho. 13 De maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana e por todos os demais lugares; 14 e muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor. 15 Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente; 16 uns por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho; 17 mas outros, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. 18 Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento, ou em verdade, nisto me regozijo e me regozijarei ainda. 19 Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo, 20 segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. 21 Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.
1.16 PARA DEFESA DO EVANGELHO. Deus deu a Paulo a tarefa importante de defender o conteúdo do evangelho, conforme o temos nas Escrituras. Semelhantemente, todos os crentes são conclamados a defender a verdade bíblica e a resistir àqueles que distorcem a fé (v. 27; ver Gl 1.9 nota; Jd 3). As palavras de Paulo parecem estranhas aos pastores dos nossos dias, que não vêem a necessidade de "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3) 1.19 ESPÍRITO DE JESUS CRISTO. O Espírito Santo que habita no crente é chamado o "Espírito de Jesus Cristo" (Cf. At 16.7; Rm 8.9; Gl 4.6), porque é Cristo quem outorga o Espírito ao crente, na sua conversão e é Ele quem subseqüentemente batiza o crente com o Espírito Santo (ver At 1.8). Esse Espírito é o mesmo que ungiu a Jesus, a fim de trazer redenção ao mundo (ver Lc 4.18). 1.21 MORRER É GANHO. O verdadeiro crente, vivendo no centro da vontade de Deus, não precisa ter medo da morte. Ele sabe que Deus tem um propósito para o seu viver, e que a morte, quando ela vier, é simplesmente o fim da sua missão terrestre e o início de uma vida mais gloriosa com Cristo (vv. 20-25; ver Rm 8.28)
INTERAÇÃO A prisão do apóstolo Paulo em Roma foi crucial para a propagação do Evangelho na região de Filipos. A partir de uma experiência de sofrimento, Deus usou pessoas para propagar a mensagem das Boas Novas. É verdade que alguns pregadores usavam o sofrimento do apóstolo para proclamar Cristo de boa consciência. Outros utilizavam-se do sofrimento alheio para obterem vantagens pessoais. Cristo não era o centro das suas preleções. Infelizmente, na atualidade, algumas pessoas perderam o temor de Deus. A exemplo daqueles pregadores de Filipos, elas exploram as tragédias pessoais, pois vêem nelas a oportunidade de se locupletarem com as feridas alheias (elas sabem que o sofrimento humano pode ser muito rentável). Cristo não se acha mais no centro de suas vidas.
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Saber que as adversidades podem contribuir para a expansão do Evangelho. Explicar as motivações de Paulo para a pregação do Evangelho. Compreender que o significado da vida consiste em vivermos para o Evangelho
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Prezado professor, para concluir a lição sugerimos a seguinte atividade: (1) Pesquise ao menos três países cujo índice de perseguição religiosa é grande. (2) Identifique missionários que atuam nesses locais (a pesquisa pode ser feita pelas agências missionárias, secretaria de missões de sua igreja ou internet). (3) Em seguida, pesquise o crescimento de cristãos nesses países visando identificar como o trabalho missionário tem sido realizado. Conclua dizendo que, a exemplo do que ocorreu a Paulo, o Evangelho continua a ser propagado no mundo através do sofrimento de muitas pessoas que se dispõem a propagá-lo com ousadia.
RESUMO DA LIÇÃO 2 - ESPERANÇA EM MEIO À ADVERSIDADE I. ADVERSIDADE: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO 1. Paulo na prisão. 2. Uma porta se abre através da adversidade. II. O TESTEMUNHO DE PAULO NA ADVERSIDADE (1.12,13) 1. O poder do Evangelho. 2. A preocupação dos Filipenses com Paulo. 3. Paulo rejeita a auto-piedade. III. MOTIVAÇÕES PARA A PREGAÇÃO DO EVANGELHO (1.14-18) 1. A motivação positiva. 2. A motivação negativa. IV. O DILEMA DE PAULO (1.19-22ss.) 1. Viver para Cristo. 2. Paulo supera o dilema. "Estar com Cristo" e "viver na carne".
SINOPSE DO TÓPICO (1) A prisão de Paulo foi uma porta aberta para a proclamação do Evangelho. SINOPSE DO TÓPICO (2) O testemunho de Paulo na adversidade pode ser observado pela sua rejeição a auto-piedade e a sua fé no poder do Evangelho. SINOPSE DO TÓPICO (3) Foi o Criador quem planejou o matrimônio, uma união indissolúvel e permanente (Gn 2.24). SINOPSE DO TÓPICO (4) O dilema de Paulo era, imediatamente, "estar com Cristo" ou "viver na carne" para edificar os filipenses.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I Subsídio Teológico "Alguns pregam Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente (1.15). Posteriormente Paulo voltará sua atenção aos judaizantes, que distorcem o evangelho insistindo nas obras como algo essencial para a salvação (3.2-11). Aqui a tensão é pessoal em vez de doutrinária. Alguns se tornam evangelistas mais ativos por um espírito competitivo, tendo um prazer perverso no pensamento de que Paulo está atado e incapaz de tentar alcançá-los. Outros se tornam evangelistas mais ativos por amor, um esforço de aliviar Paulo da preocupação de que expansão do evangelho retrair-se-á devido à sua inatividade forçada. É fascinante ver como Paulo recusa-se a julgar as motivações, e está encantado com o fato de que, seja pela razão que for, o evangelho está sendo pregado. Poucos de nós têm essa maturidade. Os críticos de Paulo poderão ficar amargamente ressentidos com o seu sucesso, mas o apóstolo não ficará ressentido com eles! Em vez disso ele se regozijará por Cristo estar sendo pregado, e deixará a questão dos motivos para o Senhor. Porque sei que disto me resultará salvação (1.19). Paulo não se refere aqui à sua libertação da prisão. O maior perigo que qualquer um de nós enfrenta é o desânimo que as dificuldades frequentemente criam" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.437).
VOCABULÁRIO Locupletarem: Enriquecerem; encherem em demasia; fartarem.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA PEARLMAN, Myer. Epístolas Paulinas: Semeando as Doutrinas Cristãs. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998. ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
SAIBA MAIS Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 55, p.37.
Alegria, muito mais que Felicidade! Introdução Algumas versões da Bíblia traduzem "gozo" por "alegria", sendo esta a felicidade que o crente desfruta no Espírito Santo. O termo grego aqui é chara. O termo charis, traduzi¬do em português por "graça", vem da mesma raiz. Charis, a partir de Homero, passou a significar "aquilo que pro¬move bem-estar entre os homens".
a. Definição. O substantivo charma traz a idéia de "encanto", de onde provém "charme" - aquilo que é formoso ou atraente. Como atributo do Espírito Santo, a alegria é uma qualidade implantada na alma que teve um encontro com o "Deus de toda graça", e visa uma vida de regozijo e de agradecimento no Senhor. Paulo recomenda aos cristãos filipenses que sejam agradecidos e cheios de regozijo: "Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos" (Fp 4.4).
b. Alegria, fruto do louvor. "Está alguém contente? Cante louvores" (Tg 5.13). "A alegria envolve pensamento suaves sobre Cristo, hinos e salmos melodiosos, louvores e ação de graças, com que os cristãos se instruem, inspiram e refrigeram a si mesmos. Deus não aprecia a dúvida e o desânimo. Também abomina as palavras que ferem, ou pensamentos melancólicos e tristonhos".
O desejo de Deus é ver seus filhos cantando "com graça no coração" (cf. Cl 3.16). Nas Escrituras, a alegria trazia força e até saúde ao povo de Deus: "Ide, e comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força" (Ne 8.10); "O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos" (Pv 17.22). O anjo do Senhor bradou dos céus: "Não temais, por¬que eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo" (Lc 2.10). A alegria cristã, portanto, não é uma emoção artificial. Antes, é uma ação do Espí¬rito Santo no coração humano, para que este venha a conhecer que o Senhor Deus está no seu trono, e que tudo neste mundo submete-se ao seu controle, até mesmo onde a experiência pessoal está envolvida. Esta ação poderosa do Espírito Santo em nossas vidas é inspiradora, dando-nos esperança e confiança e enchendo-nos de coragem para avançar na direção em que formos enviados. Este foi, sem dúvida, o grande sucesso da Igreja Primitiva. Os cristãos estavam cheios de alegria, e por este motivo "em todos eles havia abundante graça" (At 2.46; 4.33).
c. Alegria, fruto da glorificação. A alegria faz parte da esfera central do Reino de Deus que "não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens" (Rm 14.17,18). A tristeza somente é benéfica quando vem de Deus para produzir arrependimento e, depois, edificação: "Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende..." (2 Co 7.10).
Portanto o gozo, como fruto do Espírito, é a alegria implantada pelo Senhor Jesus no coração e na expressão de nossa vida para com nós mesmos e nossos semelhantes. Ele disse: "A vossa alegria, ninguém vo-la tirará" (Jo 16.22).
Fonte: Extraído do Livro "A existência e a Pessoa do Espírito Santo" - Pedro Severino da Silva - CPAD
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